#001 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste primeiro episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias nos convida a uma jornada profunda e enriquecedora pelo Livro dos Salmos, à luz da Doutrina Espírita. Este estudo, parte de uma série de longa data do Portal SER, que já explorou Levítico, Gênesis, Isaías e Êxodo, agora se dedica aos cânticos e orações que compõem o maior livro da Bíblia Hebraica.

O que é estudado neste episódio

  • A Tradição de Estudos do Portal SER: Haroldo e Eleonora contextualizam a origem e a metodologia dos estudos bíblicos do Portal SER, que há mais de dez anos se dedicam à Bíblia Hebraica sob a ótica espírita, sem desconsiderar as tradições hebraica, católica e protestante.
  • A “Vinhas do Cristo” e os Trabalhadores da Primeira e Última Hora: É feita uma analogia entre a vinha mencionada no Evangelho e a continuidade do trabalho espiritual através dos tempos. Davi, Isaías e os profetas são vistos como “trabalhadores da primeira hora” na mesma vinha em que os espíritas, “trabalhadores da última hora”, atuam.
  • Salmos como “Canções” e a Segunda Torá: O significado da palavra “Salmo” (mismorle davi em hebraico, psalmói em grego) como “canção” ou “cântico” é explorado. A ideia de que os Salmos são a “segunda Torá” ou um resumo da lei divina é apresentada, destacando seu papel como expressão da fé e da crença.
  • Tipos de Salmos: São introduzidos os quatro tipos principais de Salmos: adoração/louvor, agradecimento, súplica e lamentação, mostrando a amplitude das emoções humanas expressas nesses cânticos.
  • Recursos de Estudo e Traduções Recomendadas: Haroldo detalha os materiais que serão utilizados, incluindo o estudo no hebraico original e o uso de traduções como a Bíblia do Peregrino (com suas ricas notas de rodapé) e a Bíblia de Jerusalém. Comentários de sábios como Saad H. Agaon e Urash, além dos Targums (traduções aramaicas), serão incorporados para aprofundar a compreensão.
  • A Importância do Salmo 1: O episódio culmina com a leitura e análise do Salmo 1, destacando a palavra “bem-aventurado” (Ashrei) e sua conexão com as bem-aventuranças de Jesus no Sermão da Montanha, além da metáfora da árvore plantada junto ao ribeiro.
  • Davi como “Tipo” do Cristo: É explorada a ideia de Davi como um “tipo” ou prefiguração de Jesus, compartilhando características como rei, pastor e cantor, mas sendo Jesus o “tipo mais perfeito”.
  • A Arte e o Sentimento Evangelizado: A discussão se expande para a importância da arte e da música na expressão dos sentimentos e na elevação espiritual, conectando os Salmos à ideia de um “sentimento evangelizado” e à busca por harmonizar a alma.

Reflexões

  • A Doutrina Espírita oferece uma chave de leitura para a Bíblia Hebraica, revelando a continuidade do plano divino através das revelações e a unidade da “vinha do Cristo”.
  • Os Salmos, como cânticos e orações, são um convite à expressão autêntica dos sentimentos humanos – da alegria à lamentação – e um caminho para a conexão com o Divino, moldando a alma para a melodia do Evangelho.
  • O estudo aprofundado das escrituras, com o auxílio de diferentes tradições e do conhecimento do original, enriquece a compreensão e nos permite perceber as múltiplas camadas de sabedoria contidas nos textos sagrados.

Ler transcrição do episódio

Então, Eleonora, nós estamos aqui gravando esse primeiro episódio. e estávamos conversando aqui nos bastidores a respeito de como é que a gente chegou até aqui. Quer contar um pouquinho para a gente relembrar, Aroudo, também? Boa tarde a todos, boa tarde a todos. Boa tarde, Aroudo. Estamos um pouquinho ansiosos, né, Eleonora? Boa tarde a todos. Sejam bem-vindos ao estudo de Salmos. Eu já estou até aqui. Eu também estou aqui. Conta para a gente, Eleonora, como é que surgiu a tradição que nós temos aqui no Ser, no Instituto Ser.

de estudar os livros da Bíblia Hebraica à luz da doutrina espírita e das tradições da tradição hebraica. da tradição católica, da tradição protestante. porque a gente não menospreza nenhuma tradição. nenhum conhecimento que foi produzido nessas frentes de estudiosos da Bíblia. Mas o nosso filho condutou os princípios da doutrina espírita, né? Aí conta um pouquinho para a gente, Eleonora, essa… E é um desafio, né, Aroudo, é um desafio. Eu acho que é a primeira vez que a gente grava um documentário assim. tantos anos de estudo, começamos com Levítico.

depois estudamos Gênesis com mais de cem episódios. estudamos o profeta Isaías. estudamos Êxodo e em Êxodo a gente fez uma votação e os participantes escolheram Salmos, né? Eu acho que vai ser um momento muito especial para nós. porque é um momento de oração, de louvor, de música e eu acho que vai ser muito interessante a gente estudar Salmos à luz da doutrina espírita, com a chave, né, como Kardec falou. a chave que vai poder nos dar compreensões maiores. Então a gente convida a todos a vibrarem conosco com o estudo.

a sustentarem essa iniciativa. Eu acho que é a primeira vez que todos nós vamos conversar sobre esse tema em conjunto. então convidamos a todos a participarem conosco e caminharem conosco nesse momento tão especial do ser. mas principalmente eu acho que da nossa vida. Eu acho que caminhamos muito para chegar até aqui e que Davi nos proteja, os trabalhadores da primeira hora e de todas as horas. Estamos muito felizes de estarmos juntos e com vocês, começando hoje. o estudo de Salmos à luz da doutrina espírita. Exatamente, é bom lembrar, né, Leonor, que se uma pessoa tirar uma hora por dia para assistir o conteúdo que tem gravado no Portal Ser sobre a Bíblia Hebraica.

talvez ela demore de cinco a sete anos para terminar. se ela tirar uma hora por dia. Então é muito conteúdo que já foi produzido. a gente aconselha quem está chegando aqui agora. quem não tem familiaridade com isso. que assista, busque no Portal Ser, busque esse conteúdo. vá devagar, estude aos pouquinhos para se inteirar. porque há pessoas que estão aqui no grupo que nos acompanham desde o primeiro momento. desde o primeiro momento, estão conosco. desde o primeiro versículo de Levítico. quando a gente começou a estudar há muitos anos atrás.

deve ter uns dez anos isso, né? Então, não é um trabalho que nasceu agora. não é um trabalho que começou agora. é um trabalho que já tem mais de dez anos de existência. um trabalho sólido. nós já temos publicações em livros desse trabalho. dois volumes já de Gênesis. os outros estão sendo compilados. então, há um trabalho aqui bastante sério. bastante estabilizado, estabelecido. então, é importante que as pessoas se dêem conta disso. para que elas entendam que elas estão entrando em um vagão que já está a movimento há dez anos.

é importante isso. acho isso muito importante. nós não criamos essa tradição. a tradição de estudo da Bíblia Hebraica. a luz da doutrina espírita não fomos nós que criamos. nós já encontramos isso na própria obra de Francisco Cândido Xavier. o livro Paulo e Estevam é um esforço da mediunidade de Chico Xavier. para fazer uma ponte entre a doutrina espírita e a Bíblia Hebraica. é importante que a gente compreenda isso. aqui em Minas Gerais nós já chegamos com a casa pronta. o grupo Emmanuel possui uma tradição muito segura, muito firme.

de estudo do chamado Velho Testamento. que nós preferimos chamar de Bíblia Hebraica. mas em vários lugares do país também. vários autores escreveram sobre esse tema. vários autores espíritas se debruçaram sobre livros. eu não acredito que tenham feito um estudo tão sistemático quanto esse que nós estamos levando a cabo aqui no portal C. se há, particularmente eu desconheço, perdoe a minha ignorância. não tenho notícia de que tenha havido em algum lugar do movimento espírita o estudo do livro Levítico, Gênesis, Exlu, Isaías.

tantos livros, quantos os que a gente já estudou. e também não me recordo, não me lembro. de que tenha havido uma iniciativa de estudar todos os salmos à luz da doutrina espírita. Também desconheço isso. mas nós não estamos aqui disputando originalidade. porque como diz Emmanuel, a mente é o espelho da vida. originalidade é só Deus, a gente só reflete. É isso mesmo. e é interessante pensar também que o estudo cumpri um papel muito importante de apresentar para muitas pessoas essa leitura que a gente chamava de velho testamento.

não gosto nem da palavra antigo, testamento. desse teor da primeira revelação. e muitas pessoas não conseguiam conectar com a doutrina espírita. Então, uma das características do estudo foi justamente conectar não só com o Espiritismo, mas também com o Evangelho de Jesus. com esse Evangelho que é com a segunda revelação. e foi caminhando junto esses estudos. e o que as pessoas mais comentam com a gente é justamente isso. como é que as coisas se tornaram claras. passagens do Novo Testamento. que as pessoas não sabiam que estavam no antigo.

no texto lá atrás, da primeira revelação. e também na doutrina espírita que faziam referência sobre isso. Eu me lembro, Arô, uma vez que você falou comigo, eu não me esqueci que se as pessoas soubessem um pouco mais da primeira revelação. vou falar velho testamento para ficar claro aqui para as pessoas. do Antigo Testamento, do Velho Testamento. se soubessem conhecer um pouco mais da cultura judaica. os textos de Emmanuel das obras da série Fonte Viva ganhariam outra conotação. porque, mano, eu faço referências constantes a questões que envolvem a cultura judaica.

Só quem estuda sabe, eu lembro que você comentou comigo. eu fiquei parado, falando assim, como é que a gente lia e deixava passar a compreensão de vários pontos, porque não sabia. E há uma coisa curiosa, né, Júlio, tomando isso que você trouxe. nós Espíritas, a gente tem essa tradição de dizer os trabalhadores da última hora. está lá no Evangelho segundo o Espiritismo. os trabalhadores da última hora. e aí a gente se identifica, nós Espíritas. como esses trabalhadores da última hora, né? Então, teremos os trabalhadores da metade do dia.

na segunda revelação. e os trabalhadores da primeira hora, que seria da primeira revelação. como mencionou a Eleonora. Agora, uma coisa que a gente esquece é que a vinha continua a mesma. Os trabalhadores da primeira hora trabalharam na mesma vinha que os trabalhadores da última hora. Quem mudou foram os trabalhadores, a vinha é a mesma. A vinha em que trabalhou os trabalhadores da primeira hora é a mesma vinha em que os trabalhadores da última hora estão trabalhando. E isso é tão simples, mas tão profundamente ignorado.

Tão profundamente ignorado. Então, nós estamos sendo chamados a trabalhar na vinha em que Davi trabalhou. Nós estamos sendo chamados a trabalhar na vinha em que Isaías trabalhou. A vinha é a mesma. Ela não mudou. É a vinha do Cristo. Então, a gente tem que ter essa perspectiva. Há trabalhadores que chegaram agora. há outros que começaram bem antes. mas nós estamos no mesmo lugar. no mesmo canto. na mesma terra, cuidando da mesma árvore. A árvore do Evangelho. Qual que é a árvore do Evangelho? A videira verdadeira. Foi o que Jesus disse.

Eu sou a videira verdadeira. E meu pai, o lavrador. Olha isso. Então, a árvore do Evangelho é a videira. Nós estamos numa vinha. Numa vinha. Uma vinha onde o grande lavrador é Deus e o Cristo é esse modelo de videira. E as demais videiras são os seres humanos que estão buscando modelar o Cristo. Estão seguindo o modelo e guia. Ele é a videira tipo. o tipo mais perfeito de videira. E nós somos os que estão modelando essa videira verdadeira. Eu acho importante a gente não perder isso de vista. porque senão a gente fica muito arrogante.

A primeira revelação. terceira revelação. isso é uma arrogância quase infantil. A vinha é uma só. E se a vinha é uma só. o trabalho nessa vinha era feito cantando. E agora nós vamos estudar as músicas que eram cantadas. Porque ter-li-lim, em hebraico. psalmói em grego. salmo em português. significa canção. cântico. Todos os salmos começam. mismorle davi. cântico de davi. Davi por quê? Porque ele foi quem compilou. ele foi quem reuniu. O Davi foi o Tim e Vanessa da primeira hora. Então ele compilou. mismorle davi. cântico.

Então, cântico. Essa vinha é a vinha do amor. é a vinha da comunhão com Deus. Não há razão para trabalhar nessa vinha a não ser cantando. Agora, só dando uma pitadinha. tem quatro tipos de cântico. Tem o cântico de adoração. tem o cântico de agradecimento. tem o cântico de súplica e tem o cântico de lamentação. Tudo isso nós vamos conversar daqui para frente. Tem o Harodo. Que lindo, né? É importante a gente lembrar que estamos em uma árvore e que estamos no mesmo trabalho. Eu achei tão bonito a gente começar assim.

que estamos no mesmo trabalho. Então que a gente comece cantando. Como diz Jesus. eu sou a videira verdadeira. vós sois os ramos. Vós sois os ramos. Mas deixa eu perguntar. sempre que a gente começa um estudo novo. as pessoas sempre mandam mensagem e perguntam qual livro vocês vão estudar. O Harodo recomenda algum livro para nós. Qual a bíblia que nós usamos? Qual a tradução? Então eu acho muito importante a gente começar o nosso estudo, né? Contando para o pessoal quais as traduções que o Harodo usa para estudar salmos.

Exatamente, né? Vamos começar pelas bíblias, né, Leonora? Bom, é importante a gente deixar bem claro aqui, né, Leonora. que graças a Deus a gente tem a oportunidade de ler no original hebraico. Então, em todos os estudos. nós vamos trazer os salmos no original hebraico. Isso é importante. Por quê? Porque as traduções sempre apresentam alguma dificuldade, né, maior ou menor. Então, para superar essas dificuldades. nós sempre, o nosso estudo é baseado no original. Então, quando nós estudamos o Novo Testamento. a gente usa o texto grego.

e quando nós estamos estudando a bíblia hebraica. nós utilizamos o texto em hebraico. Então, nós vamos cantar os salmos em hebraico. nós vamos aprender, né, vamos cantar eles aqui um por um. vamos ler em hebraico, vai ficar gravado no original. Por evidentemente, evidentemente. que nós precisamos de traduções em português. para que todos possam acompanhar sem qualquer tipo de constrangimento. Então, nós usamos o texto no original apenas para corrigir as falhas de tradução. Em termos de tradução, nós vamos recomendar duas, duas, duas.

A primeira, a Bíblia do Peregrino. A tradução da Bíblia do Peregrino não é das melhores. porque era uma tradução livre. Alonso Scherhel. ele traduziu visando o entendimento do leitor. Então, ele simplificou, simplificou, simplificou até demais. Mas, onde está a grandiosidade dessa tradução? Nas notas de rodapé. As notas de rodapé dessa bíblia são um espetáculo à parte. Um espetáculo. Espetáculo. Então, eu diria que, se a pessoa tiver tempo. ela deveria ler, é pouca página, né? Pouca coisa, deixa eu ver aqui. Da 3.052 páginas.

ela deveria ler só as notas de rodapé. Só as notas de rodapé dessa bíblia são um curso universitário. É extraordinário. Então, é por isso que a gente recomenda muito essa bíblia. A segunda, tem uma tradução mais formal. uma tradução mais equilibrada. e tem boas notas de rodapé também. É a Bíblia de Jerusalém. Então, essas são as duas traduções que nós vamos utilizar como apoio. Apoio porque aqui nós vamos estudar no original hebraico. Quero deixar isso bem claro. Nós vamos usar essas duas traduções como apoio. Bom, acho que de bíblia está dito, né?

Agora, todo mundo está pedindo referência, né, Eleonora? Isso, as duas bílias, então. Bom, então. aí, outro detalhe que eu quero deixar bem claro. Muito do que eu trago aqui vem da tradição hebraica, da tradição judaica. Então, muita coisa em hebraico. muita coisa que eu trouxe de Jerusalém. Então, eu vou trazer isso aqui, vou comentar. e vou fazer as conexões com a doutrina espírita. Então, nós vamos trazer aqui, por exemplo, um comentário do Saad H. On. que é Abraam Ibne Ezra. Um grande comentarista de Salma. Nós vamos trazer também Urash.

Urash é um grande comentarista do século XII. Vamos trazer os comentários dele também aos pouquinhos. Então, muita coisa, porque é importante que as pessoas entendam. Quem são os guardiões da bíblia hebraica? Os hebreus. Os hebreus. Então, se nós não buscarmos na tradição judaica as fontes da interpretação. a gente está cometendo um erro grave. Outra coisa que eu vou usar aqui também. a tradução aramaica do Saulus. que é chamado Targum do Saulus. Então, o Targum de Terrimim. Esse aqui é o Targum de Salma. Tem texto em aramaico e comentários em inglês nessa versão.

Essa aqui é uma edição em inglês dos Targums. O que são os Targums? Na época de Jesus, a língua coloquial dos judeus era o aramaico. porque eles usavam o hebraico apenas para liturgia. Então, na hora de cantar os salmos. era em hebraico. Na hora de fazer as celebrações das festas. era em hebraico. Mas, no dia a dia, aramaico. por conta do degredo com o império médio persa. Os hebreus foram cativos dos assírios babilônicos. Eles aprenderam um pouquinho de aramaico. depois os médios persas, então eles falavam aramaico.

Por exemplo, o livro do profeta Daniel. tem uma parte dele, está em aramaico. Então, as traduções em aramaico são muito boas. Por quê? Porque elas são traduções livres e elas, às vezes, explicam o texto hebraico. Então, eu vou trazer um pouquinho. Nossa, Aromaico, mas está difícil porque está em aramaico. É, mas é assim, quando você vai para um festival de torta. você faz todas as tortas? Não. Um leva o pão de queijo. o outro leva a torta de frango. o outro leva a torta de palmito. Aqui, no estudo bíblico, é assim, cada um traz o que tem.

Se eu tenho essa possibilidade de trazer esse conhecimento do aramaico e do hebraico, eu vou trazer isso. E você traz o pão de queijo, o café. É um presente para todos nós, imagina? Não é? No estudo bíblico, cada um traz a sua contribuição. Não há nenhuma contribuição mais importante do que a outra. O importante é o festival de torta. O importante é a mesa cheia, cada um trazendo o que pode. Então, você não tem que aprender aramaico. não tem que aprender hebraico. Não, você só tem que participar do conjunto. Você só tem que se integrar para você se beneficiar da contribuição que cada um vai trazer.

Então, agora, existe uma obra em português. um comentário de Salmos, que é do Alonso Scherrer. que é o autor da Bíblia do Peregrino. É ele, ele escreveu um comentário sobre Salmos. Então, se eu disse que as notas de pé de página dele são um espetáculo, vocês imaginam os dois livros em que ele comenta Salmos. É um espetáculo ao cubo. Um espetáculo ao cubo. Então, quem tiver a oportunidade, quem puder comprar. quem tiver, não é um pré-requisito. você não precisa comprar essa obra para participar do estudo, gente. Lembra do Festival de Torta.

Mas, se quiser, se puder. é o comentário que eu recomendo. É um comentário estupendo, extraordinário. Extraordinário. Tudo que nós vamos trazer está aqui? Não. Não está. Não está. Então, muita coisa nós vamos buscar na tradição judaica. muita coisa nós vamos costurar com a doutora Inespíita. isso não tem aqui. Mas, é um comentário extraordinário. Então, tem volume 1, editora Paulus. volume 2, editora Paulus também. Dois volumes, coisa simples aí, né? Cada um com… Aqui você lê rapidinho. Olha só o volume 2. Lê rapidinho.

Olha, todos os dois volumes, 1700 páginas. Coisa pouca. Vamos começar hoje e semana que vem e acabou. Então. esse é o material base. base que a gente tem. para trazer. e outras coisas que nós vamos trazer. que é a compreensão. o que são esses cânticos, o que é Terrimim. porque que o Terrimim está na Bíblia Hebraica. o que que ele significa. Isso ao longo do estudo nós vamos explorar bastante isso. Vamos ficar muitos episódios, muitas lives nessa introdução. para a gente entender certas coisas. essas divisões, por exemplo, Salmos de Adoração.

que são os chamados Salmos de Adoração ou Louvor. Adoração e louvor é sinônimo. Você está adorando a Deus, você está louvando. adorando, louvando a Deus. Tem os Salmos de Agradecimento. os Salmos de Gratidão. os Salmos de Súplica, que você está pedindo. e os Salmos de Lamentação. onde você está fazendo terapia com Deus. Deus está te escutando e você está contando todos os seus problemas. Ao contrário da Ivete de São Galo, que diz assim. então não me conte os seus problemas. Deus diz o contrário. vem meu filho, me cante os seus problemas.

Então, os Salmos de Lamentação, você está cantando os seus problemas. É bonito demais. Por exemplo, um salmo que gera muita incompreensão. que é o Salmo 22, que é um salmo de lamentação. Eli, Eli, lama, shabahani. oh Deus, meu Deus, por que me abandona? É um salmo de lamentação e Jesus canta esse salmo na cruz. Jesus canta esse salmo na cruz, repete o Salmo 22. E tem isso também, acho que nós vamos conversar sobre os Salmos que Jesus recitou em vários momentos. E também, Haroldo, como os outros estudos, nós não vamos ler tudo.

com certeza vamos fazer também um voo meio que panorâmico. conhecer as estruturas, conversar sobre como foram organizados esses 150 Salmos. o maior livro da Vídeo Hebraico. Eu pensei da gente ter pelo menos uma live para cada Salmo. Uma para cada Salmo. Agora, nós vamos dividi-los nessas quatro partes. Adoração, agradecimento, súplica e lamentação. Então, vamos dividir e aí a gente lê um de cada. Um de louvor, um de louvor, porque a gente sempre tem uma sequência assim. Adoração, súplica, gratidão, lamentação. Adoração, súplica, gratidão, lamentação.

Adoração, aí a gente vai aos poucos, vamos ver se a gente vê todos, seria interessante. Os Salmos são cânticos? São. Mas a gente precisa tentar para um outro aspecto. Os sábios, como o Saad Gadiya, Saadi Agaon, ele dizia assim. os Salmos são a segunda Torá. Nós vamos entender isso. Nós vamos entender isso. Tem um axioma da Igreja Católica que diz assim. Lex Orandi, Lex Credendi. A lei da oração é a lei da crença. A gente ora, a gente canta aquilo que a gente acredita. Então, no texto de Salmos, está o resumo da Torá.

Então, toda a Torá está resumida em Salmos. Nossa, e vai ser lindo nós encontrarmos isso, né? E ainda com a chave da doutrina espírita para nos dar essas luzes, né? Para fazer as relações com os dias atuais, com as coisas que nós… E na bícea, Leonor, é que Kardec escreveu aquela parte de orações. as orações espíritas, não é isso? Está lá o Evangelho segundo o Espiritismo. As orações, por quê? Você pode dar uma lida nas orações escritas por Kardec. ali tem um resumo da doutrina espírita. Eu sempre digo, quer fazer uma leitura resumida da doutrina espírita?

Quer entender assim, rapidão, as orações, as preces espíritas de Kardec? Ali tem um resumo, que é Lex Orandi, Lex Credendi. A gente ora conforme a gente crê. Então, é muito importante. Muitas explicações dos textos bíblicos estão nas orações judaicas. Olha só. Então, muita coisa que a gente não entende na Bíblia Hebraica está nos salmos. E aí? 70% da explicação do Novo Testamento está em salmos. Aí não, hein? Já ficou bom. Por exemplo, a crucificação de Jesus. Por exemplo, o Messias Sofredo. Muitas coisas que os apostos, que os evangelistas citam, estão fazendo referência a salmos.

Paulo, quando vai escrever suas cartas, a todo momento faz referências explícitas e implícitas. E as implícitas, depois que a gente passar por esse estudo de salmos aqui, ninguém mais vai ser ingênuo. Depois que a gente estudar todos os salmos, todo mundo fala. ah, isso aqui ele está citando o salmo, eu estudei isso. Essa passagem aqui está fazendo referência. Só que é uma referência velada. É uma segunda voz que está ecoando ali de fundo. E aí é bonito que nós vamos usar essa metáfora do coral. As vozes principais, as vozes de fundo, as segundas vozes que estão ali, porque realmente o salmo é um couro.

Então, você tem o solista e tem as vozes fazendo a harmonia. fazendo o contraponto. É maravilhoso. Está animado aqui, é um negócio bacana demais. Não estava imaginando isso tudo. Muito bom. E é importante que na Bíblia Hebraica os salmos são escritos com os acentos para poder cantar. como se fosse uma partitura. Então, a hora que você fala mais alto, a hora que você diminui. a hora que você faz mais intenso, mais suave, igual às dinâmicas na partitura. piano, forte, pianíssimo, crescendo, diminuindo. aqueles sinais na partitura, em salmos tem tudo isso.

Então, isso é importante, porque isso aqui é cantar do alto. Então, peraí, tem alguma coisa aqui. Essa frase eu tenho que prestar atenção, porque está mandando cantar alto. Essa aqui é bem suave. Então, qual é o sentido disso aqui? Tem essas indicações? Tinha tudo isso, Haroldo? Tem tudo isso. Nós vamos aprender aqui. Muito interessante. Sinais. E muito lindo, porque eles cantam até hoje, eles utilizam os salmos em seu dia a dia. quando querem lutar, quando querem fazer festas, quando querem louvar, quando querem agradecer, pedir.

São as orações. E para nós, eu digo que é um mundo novo, espírita, ler salmos e trazer isso para o nosso dia a dia. acho que vai ser uma experiência riquíssima. E como todos que estão vindo para conhecer, a gente também está muito feliz de hoje estar começando esse estudo. A gente vai trazer o grego, o hebraico, o aramaico, eu acho que ele vai trazer o lanche inteiro. A gente traz só os pãezinhos e os peijinhos para ver se Jesus multiplica. Eu falei que eu vou trazer o barrigão para comer, tudo isso aí que o Larozo vai trazer.

A gente vem com fome, Haroldo, a gente vem com fome para participar desse banquete. E dizemos a todos que vieram até essa live hoje, que convide os seus amigos para acompanharem. para assistirem, começamos hoje o estudo de salmos e muito felizes mesmo. Essa coisa da arte, eu me lembrei, não fiz muito bem a conexão, do Chico iniciando ali o seu trabalho mediúnico com o Parnasio de Alentur. O Parnasio é o salmo da psicografia do Chico, ele começou pelos salmos. Pois é, tem tanta coisa a ser desvendado na própria Parnasio.

Aquelas poesias são uma lição de doutor em espírito. A gente canta tanto aqui, Matéria cósmica do Augusto dos Anjos. mensagem fraterna da Alta de Sousa, gente, aquilo é um comentário míblico. A pessoa que acha que aquilo é uma simples, não, a pessoa que acha que é apenas uma poesia, não entendeu o valor da arte. O belo cantando o bem. E a gente, eu também já tinha falado aqui nos bastidores com o Herod. a gente, vou pedir para ele trazer um pouquinho da contextualização desses salmistas, da Vi. para a gente entender a nossa própria história, Herod, que quando se fala de quem escreveu.

está se falando de nós, de personalidades, de experiências que o ser humano vive. e ele viveu experiências que nós vivemos. E é importante quando a gente cria essa relação de empatia para a compreensão do texto. E entender também, acho que, aqui eu posso falar que nós estamos gravando, que Jesus é da linhagem de… Davi. De Davi. Então, são coisas que não são à toa, a gente compreender o que é isso de ser da linhagem de Davi. então, e a representação… Ele era pastor, né? É isso aí. Ele era pastor. São curiosidades que eu pelo menos tenho para compreender, porque uma figura dessa ganhou o status que ganhou na história da humanidade, na história bíblica, e com esse senso artístico corporado.

com essa sensibilidade dele. Tem uma coisa bonita, Julio, uma chave de leitura da Bíblia Hebraica. que é você ler a Bíblia Hebraica em busca de tipos de Jesus. Então, por exemplo, José do Egito é um tipo de Jesus. Algumas características de José do Egito estão apontando para o Messias. Davi é um tipo do Cristo, é um tipo de Jesus. Por isso que o Livro dos Espíritos diz que Jesus é o tipo mais perfeito, porque tem outros menos perfeitos. Então, Jesus é o tipo mais perfeito porque ele é mais perfeito do que o tipo Davi, o tipo José do Egito.

o tipo Abraão, Isaac, Jacó, esses são tipos, tipos do novo homem, do homem redimido. Mas Jesus é o tipo mais perfeito. É importante a gente, porque Davi era rei, Jesus é o rei Messias, Davi era pastor, Jesus é o pastor. Davi era cantor, Jesus cantou no Sermão do Monte, o maior poema da humanidade. Então, Davi era o tipo menos perfeito do Messias e Jesus é o tipo mais perfeito. Nossa, é isso aí! Belíssimo! Promete o nosso estudo. Por exemplo, Moisés é um tipo, Jesus é um tipo do Legislador, Jesus é o tipo mais perfeito.

Por isso que ele diz que um novo mandamento vos dão, amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Olha o Messias Legislador. Tem essas coisinhas, né? Nossa, maravilhoso, maravilhoso porque, cara, são chaves mesmo, eu gosto dessa palavra chaves de leitura. porque a chave tem esse poder de abrir portas. E as vezes eu sempre falo, chave é uma coisa pequenininha, na porta é grandona, mas poderosa é a chave. Isso aí! E aí a gente vai abrindo o nosso olhar. É, com certeza. Tô muito animada, acho que vem muita coisa por aí, a gente vai conversar sobre assuntos novos.

conhecer esse rei Davi, que era pastor, mas que era músico, era artista, né? Ele cantava, ele tocava. Vamos conversar sobre esses salmos que são cânticos, mas são orações que agradecem e que lamentam. E é importante, né, Leonor, que o Davi foi o primeiro a fazer o literado musical. É mesmo! Ele chamou as perguntas, né? Quando ele se tornou rei, o rei Davi, o maior rei, né? Ele organizou, chamou músicos, montou e fazia apresentações. ele não cantava sozinho não, ele colocava o coral, vários músicos tocando, né? Era um literado musical.

E aí ele fazia as letras que é chamada de Segunda Torá. porque os salmos são um resumo da Torá. Então as pessoas estavam ali, cantando, mas ao mesmo tempo estudando a Torá. Então é o primeiro literado musical. É o literado musical da primeira hora. E cá está o salmo do literado musical da terceira hora, da última hora. Da última hora, você tem que contar com os Davi mais fraquinhos. Tipo de Jesus, né, Haroldo? Era muito tipo. O trabalhador da última hora é o que tem, é o que sobrou. Jesus olhou assim e falou, o que você está fazendo?

Eu falei, estou à toa, então vem, vem. Senhor, o meu violão só tem uma corda, vem com essa corda. Calma aí. Que bom. Vocês estavam à toa na vida e o Senhor me chamou. Mas nós vamos reunir também os nossos levitas, nossos salmistas de plantão. para poder ir nesse transcurso, nós vamos compor também coisas. vamos trazer as nossas versões, quem sabe? Trazer também as composições do Gladstone, nossos salmistos. Foi nele que eu percebi, porque acho que o representante encarnado. A Janina José, Vaneza, a Súas, as pessoas também terem experiência do que é cantar.

Você quer falar melhor do que mundo de regeneração, do que cantar a aurora? Você cantou a música aurora e você já entendeu. O salma é isso, o salma é pra ser sentido. Você canta salma pra chorar. para sorrir, para refletir, para agradecer. Você canta salma para mexer com os sentimentos. E muda a vibração, não é? Para sacudir a alma, porque, na verdade, o instrumento é seu sentimento. A cítara que Davi tocava é o coração. O instrumento aqui que tem que vibrar é sua alma. Esse instrumento que tem que cantar é ele que tem que emitir as notas.

É outra música, viver é afinar o instrumento. De dentro para fora e de fora para dentro. Bonito demais, né? Eu acho, Arôdo, para a gente encerrando esse primeiro encontro. que vai ser uma grande oportunidade de auto-sensibilização, de sensibilização. A espiritualidade tem falado tanto com a gente sobre a nossa maior preocupação, a nossa maior dedicação ao sentimento evangelizado. Evangelizar o sentimento, porque sentir… ainda não é algo que está totalmente voltado para o nosso bem-estar. para o nosso progresso. Nós temos sentido as coisas de uma forma equivocada.

Então, eles estão buscando esse sentimento evangelizado. esse sentimento trabalhado. A gente pode usar uma metáfora, né, Júlio? Por enquanto, os nossos sentimentos têm sido gruídos de primatas. E a proposta é que os nossos sentimentos sejam cânticos, sejam sáu. Porque, por enquanto, a gente está gruindo, né? A gente está ainda com um sentimento cheio de apego, de ciúme. de suscetibilidade, de vaidade. Então, parece um gruído, né? Parece mais um berro. E quando o Cristo molda, o nosso sentimento vira uma música. uma melodia linda, disse o V.

Mesmo nessa outra razão, porque que Alcione estava fazendo um intercâmbio em Sírios, estudando harmonia e ritmo. né, para harmonizar os próprios sentimentos. para colocar ritmo na própria alma. para sincronizar o coração com as estrelas. Agora, homem que sou pelo foro divino, vivo de corpo em corpo. a forjar o destino que miléria transpor o clarão das estrelas. Maravilhoso. Maravilhoso. Maravilhoso. E ainda vai ter muitas novidades de músicas, né. no canal da Espectralidade de Vida também. então tem muita coisa bacana por vir aí, né, pela frente.

Aqui só não vai ter dancinha. Se a dança for harmônica, for um balé, mas ótimo, Arudo. acho que uma boa introdução, né, Leonora? Já deu para dar mais do que vontade, né? Ah, deu para sentir, né? Sim, já deixou todo mundo com sede, com fome. O pessoal já estava do jeito que estava antes dessa introdução. Agora, o pessoal estava, os nossos novos amigos estão bem sedentos, né. então vamos atiçar essa sede. E vai ser lindo, e é isso que o Arudo falou. que a elevação dos nossos pensamentos e sentimentos, né. esse sentimento evangelizado, esses salvos que nos conectam a Deus.

acho que é isso que nós estamos mesmo precisando, né, para nossa harmonia. tantos desafios, tantas atribulações, né. que cada um enfrenta em seu dia a dia. e é bom a gente ter esse momento em que nós nos harmonizamos intimamente, né. o nosso instrumento harmoniza e nós nos harmonizamos entre nós como irmãos e com Deus. Então que esse estudo seja muito protegido, abençoado. e a gente agradece a presença, né, de todos os nossos amigos. novos e antigos amigos, e principalmente ao Arudo. que vai trazer tantos hebraicos e aramaicos e gregos para a gente poder compreender em sua tradição, né.

essa cultura de tantos milênios, né, de tantos milênios. Não tem nada demais isso, viu, Leonora, quando a gente canta. a pessoa não canta um Coldplay em inglês, não é? É a mesma coisa, a gente vai cantar… Harmoniza também. Então vamos fazer o seguinte, Arudo vai escolher um trechinho de um som para ler para nós agora aqui, para a gente encerrar. Então vamos. Aí depois eu faço a trilha aqui na sonora, tá, Arudo? Ah, não, já vai. Vamos começar pelo um, então? Podemos. Bem-aventurado o homem que não segue os conselhos dos ímpios.

não trilha o caminho dos pecadores e nem participa da reunião dos insolentes. mas ao contrário, se volta para a lei do eterno e de dia e de noite a estuda. Ele será como uma árvore plantada junto ao ribeiro. que produz seu fruto na estação apropriada e cujas folhagens nunca secam. Assim também florescerá tudo o que ele fizer. Quanto aos ímpios, são como feno que o vento espalha. Nem eles prevalecerão em julgamentos. nem os pecadores na assembleia dos justos. pois o eterno favorece o caminho dos justos. enquanto o caminho dos ímpios os conduz à sua ruína.

Esse é o Salmo 1. primeira referência à árvore. Olha aí, né? A árvore frutífera. o florescimento do ser humano que está enraizado em Deus. Mas aí, nós vamos ver, né? E aí começa com a primeira expressão. Ashrei, aish, ashé, loalar. bezát, be, beá, tzát. Ashrei é bem-aventurado. Então, o primeiro Salmo começa com a palavra muito importante. bem-aventurado. E Jesus começa o sermão do monte. bem-aventurado. Olha a conexão aí. Ashrei, bem-aventurado. Bonito, né? Bonito demais. E o primeiro Salmo é a bem-aventurança. Maravilhoso, maravilhoso.

Vamos firme, hein? Estou animado. Chique demais. Um beijo para todos. Venham, né? Acho que a gente já motivou bastante, né? Mas venham mesmo, a gente fica muito feliz de estar com vocês. Vai ser um bom dia, né? A gente se vê na próxima. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Você sempre innovationando bathing, gente… Você sempre me Shenmue Hazard. Como se fosse uma Gad� in the A珍珠 embarrassing No Adam e na schilation

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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