#029 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste 29º episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias e equipe dão continuidade à análise do Livro dos Salmos, focando no Salmo 10. O estudo aprofunda a questão da aparente ausência de Deus diante do sofrimento humano e da prosperidade do mal, explorando conceitos teológicos e filosóficos à luz da Doutrina Espírita.

O que é estudado neste episódio

  • Salmo 10: A pergunta do salmista sobre a aparente distância de Deus em momentos de angústia e a prosperidade dos ímpios.
  • Conceito de Tzimtzum: A ideia cabalística de que Deus se “recolhe” ou “contrai” para criar espaço para a existência e o livre-arbítrio das criaturas.
  • A Presença de Deus: A distinção entre a presença constante de Deus na criação e a intensidade de Sua atuação, que permite o exercício da liberdade individual.
  • Livre-arbítrio e Intervenção Divina: A necessidade de Deus não interferir plenamente para que os seres possam fazer suas escolhas, mesmo que estas levem ao erro e ao sofrimento.
  • A Percepção Humana da Ausência de Deus: Como a percepção equivocada ou incompleta das criaturas pode levar à sensação de abandono ou injustiça divina.
  • Os Atributos de Deus: A reflexão sobre a onipotência, onisciência, amor e justiça divinas, e como esses atributos se harmonizam com a permissão do mal.
  • A Doutrina Espírita como Chave de Compreensão: A imortalidade da alma, a lei de evolução espiritual e o livre-arbítrio como elementos essenciais para entender a justiça divina e a permissão do mal.
  • Análise de “No Mundo Maior” (Capítulo 5 – O Poder do Amor): A passagem em que Cipriana dialoga com Pedro, o assassino, e seu pai adotivo obsessor, ilustrando a justiça divina, as consequências do livre-arbítrio e a lei de causa e efeito.
  • Harmonia Divina: A ideia de que Deus não toma “lados” em conflitos humanos, mas está comprometido com a harmonia universal, e que a quebra dessa harmonia gera tributos e resgates.

Reflexões

  • A aparente “ausência” de Deus não é um abandono, mas um espaço para o exercício do livre-arbítrio, fundamental para o crescimento e a evolução dos seres.
  • A justiça divina se manifesta através das leis naturais e morais, que cobram tributos daqueles que rompem a harmonia, mas sempre com vistas à recomposição e ao aprendizado.
  • O verdadeiro espírita busca a harmonia divina, compreendendo que Deus não tem lados em conflitos humanos, mas age para restabelecer o equilíbrio e o amor em toda a criação.

Ler transcrição do episódio

Olá! Olá! Bom dia, bom dia, amigos. Sejam todos muito bem-vindos ao estudo de Salmos, nosso estudo de número 29. Estamos aí firmes e fortes, né? Perseverantes no estudo e hoje dando sequência ao Salmo de número 10. Tudo bem, Haroldo? Tudo bem, Júlia? Bom dia, Eleonora. Bom dia, Júlia. Está na sequência. Desses dois salmos aí, que na verdade formam uma unidade. Os dois últimos salmos foi, como diz lá o texto bíblico, colocou braços na cabeça das pessoas. O pessoal ficou igual aquela figurinha pegando fogo na cabeça.

Com as coisas… Esse negócio de presença de Deus, ausência de Deus. Leonora que tem notícia para dar aí nas coisas que ela viu aí. Tivemos muitos comentários, o pessoal gostou muito do último estudo, principalmente os primeiros versículos quando a gente comenta por que Deus aparentemente fica longe no momento de maior angústia, né? E o Haroldo tanto bem colocou como uma respiração. A gente falou um pouco sobre essa aproximação, sobre esse momento do livre-arbítrio. O pessoal gostou bastante e ficou muito interessado.

Agora, esperando o próximo estudo, o de hoje. Muito bom. O Haroldo vinha, a gente vinha conversando, parecia que a coisa não ia, e, de repente, ele sacou um zap da… Lá e mandou na mesa o negócio. Deixou todo mundo doido. Negócio de letra, de alfabeto grego. Inclusive isso. A gente não comentou. A letra, gente, do alfabeto grego. Por isso… E aí, da onde você tirou essa? Puxa vida. Não, pois é. É só assim. Essa questão da respiração, né? Não é só no momento de aflição. Não é isso, né? Esse conceito, a gente começou a falar do tzimtzum, que é o conceito de que Deus se afasta e depois Ele se manifesta.

É um conceito mais geral. Ele é um conceito que diz respeito a… Se Deus cria seres dotados de livre-arbítrio, Ele precisa permitir o exercício do livre-arbítrio. E permitir o exercício desse livre-arbítrio é, de certo modo, ele se afastar. Mas, veja, eu não sei se a palavra afastar é uma palavra adequada. Não é uma palavra adequada. E aqui é um problema da nossa linguagem. É um problema da nossa linguagem. Então, eu diria que o Criador está sempre presente na sua criação. Não tem nenhum ponto da criação divina que o Criador esteja ausente.

Ele está sempre presente. O que nós estamos dizendo aqui é sobre a intensidade da presença. Se ele estiver 100% intenso, a presença dele, a atuação dele no máximo da intensidade, não daria espaço para a gente fazer escolhas. Faz sentido? Não é, Filipe? Porque você imagina o Criador vibrando agora, dentro de nós, com toda a potência do seu amor e da sua sabedoria. Nenhum de nós resistiríamos. Mas, no fundo, isso não seria um constrangimento? Seria um constrangimento. Porque é uma presença tão intensa, tão intensa, que a gente não conseguiria resistir.

Não é uma coisa só de poder a gente não conseguiria resistir então ele tem que dar um espaço e observar e observar então eu acho que uma metáfora boa para a gente entender isso é a metáfora da professora quando ele está ensinando a lição Ele vai lá e olha o caderno, o tablet, e fala, ó, não, é esse aqui, é esse ponto aqui. Mas se chega um determinado momento, você passa um exercício para ser feito, ou uma prova, não tem como a professora ou o professor sentar do lado do aluno. Aquele é o momento de liberdade do aluno, porque ele precisa demonstrar algo.

Ele precisa se manifestar. A professora está ali, o professor está ali. Eles só não vão interferir. Então, interferência talvez seja a palavra adequada para esse discípulo de suma. Deus se recolhe no seu supremo poder para que ele não interfira no livrar a bíblia. Eu acho que é essa a ideia incrível. Nossa, Aroudo, você vai brigar comigo. Vai não, vai não. Mas sabe por quê? Porque eu estou querendo encasar esse sentimento com aquilo de a gente pensar assim, não é uma presença física, de Deus. Então, ou seja, a tendência da gente imaginar alguém que se afasta e que se aproxima, alguém, alguém.

E queria trazer, se você consegue trazer, para o âmbito da psicologia humana, do sentimento humano, a sensação de presença e ausência que se tem diante da prova, sabe? E sendo a prova, muitas vezes, é… às vezes particular, vamos dizer assim, individual, não só coletiva, mas também processos individuais, para que a gente possa trazer para a nossa vida, para o nosso exercício de autoconhecimento. E aí entra tanta coisa que é preciso, que é importante como a meditação, como outros processos, para a gente poder estar mais…

Por que desse sentimento de ausência, uma vez que… É um universo pulsando, é a pulsação da vida, é a pulsação que tem a ver com como você anda, como é que você vive, como é que uma coletividade anda, como é que é isso? Para sair do âmbito físico, não é alguém que está se afastando, não é alguém que está se aproximando, mas é muitas vezes, porque tem gente solitária no meio da multidão. Não é? Então, não sei. Como é que é isso? Como é que a gente trabalha isso no âmbito psicológico nosso? Não entendi. É porque aí, Júlio, acho que são duas coisas diferentes.

Uma é a percepção da criatura. Então, uma criatura revoltada, a percepção dela é de que Deus errou. Foi injusto com ela. Essa é a percepção dela. Uma criatura… absolutamente desesperada, a percepção dela é que não tem nenhuma esperança e que Deus não vai fazer nada por ela. A percepção de uma pessoa teimosa, absolutamente resistente à lei divina, é de que a lei divina, cerceadora, está impedindo ela de viver. Então, nós não estamos apenas… O Tzimtzum não é uma descrição da percepção das criaturas. Esse é um ponto importante.

O Tissim Tissum é uma reflexão sobre os atributos de Deus e sobre a manifestação divina. Não é sobre a nossa percepção. Porque a nossa percepção, na maioria das vezes, ela é equivocada e quando ela está certa, ela é incompleta. Então, não é disso que nós estamos falando. O que nós estamos dizendo é se Deus Vamos pensar numa luz. Vamos pensar numa luz. Você tem uma luz em casa. Você recebe os seus amigos em casa para um jantar. O que todo mundo está esperando? Você vai ligar a luz. A sala, a luz. Para iluminar. De repente, você liga um holofote.

Olha, caiu. Caiu. Esperar, né, Leandro? Caiu. Acho que já roncou. Vamos esperar um pouquinho. Agora você liga um holofote que cega todo mundo. Aí uma luz aqui. Não, volte. Então você liga uma luz. Então, estava na sala, então você liga uma luz. Aí de repente todos os seus convidados estão ali para jantar e você liga um holofote 100 vezes mais potente do que um holofote que usam no estádio de futebol. A luz é tão intensa, ninguém consegue enxergar. Ofuscou tudo. Aí você fala assim, julho do céu, o que é isso? O que é isso?

Aí você fala, nossa, acho que eu dei uma exagerada aqui. Não, meu amigo, você só exagerou mil vezes. Diminui a intensidade disso aí mil vezes. Aí você vai lá e aquilo de novo. É isso. Isso é o T-SIM do som. Porque, gente, se Deus se manifestar, com toda a intensidade, imagina o Todo-Poderoso se manifestando com toda a intensidade. Imagine isso. O poder dele é infinito. Imagina o infinito dentro de um copo, gente. Quebrou o copo. Quebrou. Quebrou o recipiente. Arrebenta com tudo. Então, é esse o ponto. Esse é o ponto.

Se Deus dirigir a sua criação, usando 100% dos seus atributos, não tem espaço para ninguém. Acabou. Acabou. Acabou. Então, isso é que é coisa bonita. Deus sabe ser um útero. E a ideia do Tzim Tzim, não é de afastar. Ah, ele afastou daqui. Não. A ideia do Tzim Tzim é que, no meio dele, ele abre uma lareira. No meio dele. No meio dele ele abre um espaço, ou seja, ele abre um espaço dentro dele. É um útero, é um útero. Então, é uma mãe que no meio dela, no ventre dela, ela abre um espaço para que possa existir um outro.

Isso é muito bonito. Ah, mas não tem cordão umbilical? Tem, tem cordão umbilical. Tem placenta, tem líquido amniótico, tem tudo. O útero está todo estruturado. Você vai dizer que o bebê… Ai, nossa, que maldade da mãe, deixou o bebê abandonado dentro do útero dela. Gente, que loucuraça! Não é isso. Não é isso. Agora, imagina um útero que não se dilata. Como é que o bebê vai crescer? Imagina um útero que não dá espaço. Como é que ele cresce? Como é que o bebê se manifesta? Essa é a beleza. Deus, no seu útero, dentro dele, ele abre um espaço para que a gente possa manifestar.

Agora, o que é mais interessante, manifestar o nosso pior. Aí você fala, não é possível. Gente, quer dizer que bebê não faz cocô dentro do útero materno? E o que o útero materno faz? O útero materno tem recursos para acho que deu a ideia, né? Eu vou fazer cara de entendido aqui, mas vou esperar um pouquinho mais, sabe? Vamos lá Mas eu entendi, eu entendi sim, é essa inteligência suprema, essa inteligência atual, interagindo, interagindo, porque é isso, né? Ela me parece estar sempre adequada a nós, né? É. Ela parece estar sempre adequada às necessidades, aos ambientes, às questões, às dificuldades necessárias para o desenvolvimento e para a preservação.

Porque, às vezes, um processo doloroso também vem para a sobrevivência. É. Não, é mais amplo, sabe, Júlio? Porque a gente está pensando só no Espírito imperfeito cometendo erros. Mas não é só isso. Vamos pensar na figura do Cristo. Não há mais imperfeição nele. Não há mais imperfeição. Não. Mas ele tem espaço para escolher porque se Deus se manifestar com seu infinito o Cristo não tem mais escolha não é isso que acontece não é isso que acontece por isso que, olha, a gente não está dito que eles são co-criadores então um criador que respira é um criador que permite co-criadores Esse é o ponto.

Vamos pensar em qual criação do plano maior. Não tem mais ninguém perfeito, é tudo Espírito puro. Não tem mais ninguém errando. Só que a gente confunde, a gente acha que ser Espírito puro é não ter mais escolha. O contrário. O Espírito puro tem um milhão de vezes mais liberdade do que a gente. Porque eu não sou Espírito puro. Então eu não posso decidir que esse final de semana eu vou visitar outra galáxia. Não posso. Eu não posso decidir isso. Um Cristo pode. Então, um Cristo tem uma margem de liberdade um milhão de vezes mais ampla do que a minha.

Agora, imagina se Deus dirigisse 100% tudo o que Ele sente, tudo o que Ele pensa e tudo o que Ele faz. É esse o ponto. Então, isso é lindo. O Criador Supremo se encolhe para que existam co-criadores. Ele se encolhe? Não, né? Ele cria um útero, né? Ele abre um espaço dentro dele, porque não tem nada fora dele. Não tem espaço fora dele. Não tem espaço fora de Deus, não existe. Estamos mergulhados no fluido cósmico, nós estamos mergulhados na presença dele, não tem fora, não tem fora. Isso é importante porque se a gente não entende isso nós não entendemos o problema do mal porque Deus permite o mal, porque que Deus cria todo mundo já, Espírito Puro, Mundo Celeste, não ele não quis que fosse assim ponto final, tanto não quis que não é E é nessa hora Que o cara vai rebobinar o vídeo Vai voltar lá no início da sua explicação Porque você falou assim Se não entender isso, eu já estou pensando Como é que eu volto aqui na explicação dele Para ver se eu vou entender Esse negócio Mas muito bom Eu vou ter que assistir o Salmo depois Eu queria comentar assim Me parece que o O salmo aqui, o salmista, ele está nessa condição que o Júlio falou.

Ele está em prece perguntando por que Deus se afasta. Então, a percepção dele, porque o Haroldo está explicando sobre a lei divina. Ele está dando a explicação. Mas o salmista aqui está perguntando por que Deus se afasta, por que ele vê o mal sorrindo e crescendo, que foram as questões que nós falamos na outra semana. Isso. Isso aí, Aroudo. Então, vem a oração realmente como um momento da gente abrir os nossos olhos para ver isso que o Haroldo chegou a explicar, né? Essa atuação. Porque a gente tem aqui o salmista em aflição, ele não percebendo a atuação, ele vê o mal crescendo e sorrindo e valente, né?

Como está falando aqui. E ele está pedindo que Deus… Ele erga a sua mão, né? Ó Deus, erga a sua mão, não te esqueça dos infelizes. Por que o ímpio desprezaria Deus pensando que não investigas, né? Ele está perguntando por que dessa ausência. Então a gente tem uma pessoa que somos nós, né? Em dúvida. E a gente tem o Haroldo explicando essa lei divina do livre-arbítrio, o determinismo que a gente tem lá nas questões do livro dos Espíritos. No fundo, Eleonora, a pergunta do Salmo 10 é a grande pergunta. Vamos lá. A gente concorda que Deus é Deus, que ele tem atributos.

Então, Deus é todo poderoso? É todo poderoso. Então, ele tem o poder supremo. Não tem? Ele tem o poder supremo? Tem o poder supremo. Sim. Então, ele tem capacidade de fazer tudo. Ele tem poder. Ele tem inteligência suprema? Ele tem amor supremo? Tem. Então, por que ele permite o mal? Essa é a pergunta. O que é que ele permite? Ele permite porque ele não conseguiu prever mas ele não é inteligência suprema então ele previu então quer dizer que ele não se importa com as crianças que estão morrendo em anguera ele não se importa com a dor ele se importa porque ele é o amor supremo então peraí ele previu ele se importa Ele acha certo?

Não, ele não acha certo, porque ele é soberanamente justo. Certo ele não acha. Então, por que ele deixou acontecer? Por que ele não exerceu o poder supremo dele? Essa é a pergunta, Leandro. Essa é a pergunta do Salmo 10. Essa é a maior pergunta da humanidade, desde que a Terra foi criada até hoje. É isso essa é a maior pergunta e nós estamos aqui com o salmo e com a construção dos sábios de Israel tentando entender essa pergunta então eu vou dar uma resposta pra vocês que eu acho equivocada um vídeo de um pastor americano olha que incrível eu achei incrível o vídeo eu só não gostei da conclusão O raciocínio dele é incrível.

Ele chega e fala assim, gente, essas guerras estão morrendo crianças, mulheres estão sendo estupradas, estão matando mulheres, estão jogando bomba na casa das pessoas que nem em guerra estão. Tudo por causa de ditadores, de interesses. Olha o que está acontecendo. Então, aí ele fala assim, eu te pergunto, Deus é o supremo amor? Será que ele não se importa com isso? Aí ele responde, claro que ele se importa. Claro, Ele é o Supremo Amor. E eu vou dizer mais, Deus está chorando. Aí eu faço, né? Está chorando, Ele se importa.

Ele não é o Supremo Amor? É o Supremo Amor. Deus é justo? Eu vou dizer uma coisa para vocês, Ele é soberanamente justo. Você está achando que Ele está concordando com o que está sendo feito? Você está enganado. Deus não concorda com nada disso. Isso não é justo, isso é injusto, isso é obra do ímpio. O que é a obra do ímpio? É a obra do injusto. Deus não concorda com isso. Eu falei, rapaz, esse vídeo está bem, né? Aí ele, então o que está acontecendo nisso? Vou dizer uma coisa para vocês. Gente, Deus não é todo poderoso.

Então, qual foi a opção dele para explicar por que Deus permite? Porque ele não tem o poder de um homem. Instantaneamente mudar Deus não tem esse poder, gente vamos tirar isso, a gente aprendeu que Deus é Todo Poderoso, isso está errado aí começa a falar isso está errado, Ele não tem o poder e é por isso que Ele precisa de nós precisa de nós, precisa da gente nós temos que ajudar vocês estão confortáveis com essa explicação? Então, vamos lá na hora que ele falou isso, eu falei assim Coitadinho de Deus Três trilhões de galáxias Cada galáxia com duzentos bilhões de histórias É, tadinho Deus realmente não tem poder para intervir na guerra do Irã e de Israel Ele só tem poder para cuidar de três trilhões de galáxias Mas para essa guerra ele não tem poder Faz sentido isso?

Não faz Não faz sentido E, aí, que vem aquilo que Kardec falava. Muitos pontos da Bíblia, dos Evangelhos e dos autores sacros, em geral, somente são incompreensíveis por falta da chave. Porque isso aqui é incompreensível. Se Deus é supremo amor, se Ele é supremo inteligência, se Ele é supremo poder, por que Ele permite essa guerra? Por que Ele permite isso? Então, esses pontos são incompreensíveis por falta da chave. A chave que permite a sua compreensão. Essa chave está completa no Espiritismo. Por que ela está completa?

Porque aí eu vou chegar para esse pastor e falar assim, o senhor tem dez minutos? Eu tenho umas coisinhas para falar para o senhor. A primeira, nós somos imortais. Então, só morre o povo. A segunda, nós somos imortais, mas não somos criados prontos. Nós somos criados simples e ignorantes. Então, existe uma lei de evolução espiritual. Terceiro, para complicar nossa vida, Deus criou um universo que tem livre-arbítrio. E aí, já passou pela cabeça do Senhor que Deus teve que tomar uma decisão? Qual a decisão? Eu não vou usar meu supremo poder para interferir no livre-arbítrio?

Eu não quero. Não é porque ele não tem poder, pastor. Você não está entendendo. Ele, o Todo-Poderoso, colocou limite nele. Por isso que ele é o mais humilde do universo. Ele tem supremo poder e ele colocou limite no poder dele. Ele colocou limite. Ele criou uma regra para ele obedecer. Ele é o Todo-Poderoso. Ele criou uma regra para ele obedecer. Você entende que esse é o maior gesto de humildade do universo? Na regra dele vai ter lei. E o primeiro a obedecer a lei é ele. Ou ele é a lei. Mas ele obedece. Ele está tão convicto da perfeição da lei que até ele obedece a lei.

Porque o problema da lei não é a lei ser boa. É obedecê-lo. Então, deu. Complicou mais, né? É só complicando, né? Só… Muitas metáforas, né, Arudo? Lógico, o pessoal entender que nós estamos usando as metáforas para a gente alcançar alguma coisa que também estamos buscando, né? Só para as pessoas não ficarem tão preocupadas de estarmos aqui lacrando conceitos, né? Vamos dizer assim, estamos todos trabalhando… os fragmentos para que a gente possa juntos compreender é isso daí eu compreendo que essa medoria Divina diante dos acontecimentos aluno são apenas incompreensíveis para nós que não detemos os processos cárnicos os processos que envolvem todos os seres em todas as coletividades.

Quando você tocou no ponto das atributos de Deus, eu acho que é o principal fator para mim, que sou um revoltadinho, de entender que ou eu admito os atributos dele, Herodo, ou eu não admito, porque é difícil você considerar todo poderoso, onipresente, onisciente, amoroso, bom, justo e tal, e conceber que ele não esteja presente, presente no aspecto, na distância adequada para o aprendizado e na proximidade apropriada para o aprendizado, mas que ele não esteja, ou que a gente esteja, algo esteja fora dele, fora dele, sem ação dele.

Só que aí, Júlio, só que aí é o seguinte… Aí a gente tem que ter um ato de humildade aqui. É para isso que tem revelação. Existe revelação para você não ficar perdido, para eu não ficar perdido, para Eleonora não ficar perdida. E a revelação foi dada em três tempos para ficar fácil da gente absorver. Primeira revelação, depois veio a segunda revelação, depois a terceira revelação. Então, se eu tiro o foco do meu ego, e me coloco humildemente como um aprendiz da revelação, eu vou entender isso. Está lá na revelação.

Está lá na revelação. O problema, e está tudo certo, é que nós estamos vivendo um tempo em que as pessoas querem ser melhor do que a revelação. Então, ela fala, não concordo com isso, eu vou encontrar meu próprio caminho de explicação. Só que é o seguinte, quando você olha para os Espíritos lá, ensino dos Espíritos, ensino, ensino dos Espíritos. Vamos ver lá quem está ensinando. Vamos ver os professores. João Evangelista, Paulo Vittar, Santo Agostinho, São Luís. Quem é o coordenador pedagógico? Espírito Verdade. Não tem jeito.

Quem está ensinando, quem está revelando para a gente é quem está na frente da nossa vida. Na compreensão. E veja, e eles não revelam com nenhuma arrogância. Todo conhecimento que eles trazem, eles trazem com uma fundamentação, com uma clareza. Porque a todo momento eles estão com um cadeca assim, mas pensa nisso, considera isso. Se fosse assim, esse é o ponto. Então, nós estamos debruçados aqui no estudo de Salmos. Usando a segunda revelação, que são os ensinos de Jesus, e a terceira revelação, porque nós estamos, num ato de humildade, abrindo mão do nosso achismo, para aprender algo de quem tem mais experiência que nós todos.

Todos nós. Esse é um ponto importante. Sim, sim. Esse é um ponto importante. Porque, veja, não fui eu, Haroldo, que cheguei e falei O Espírito é imortal. Não, não. Não se trata do Haroldo, do Júlio. Não, não se trata. Mesas giraram, Irmã Fox foi um… Assim, os caras chegaram num movimento que eles coordenaram e provaram que o Espírito é imortal. Depois, e aí eles foram construindo. Então, eles trabalharam muito muito inclusive um dos membros da equipe encarnou que era o Kardec e estava secretariando o trabalho então assim a gente tem que considerar isso a gente tem que considerar isso e aí Júlio e Leonel quando a gente encontra esses ensinos lá nas fontes judaicas por exemplo, do Tzitzum, quando a gente encontra esses conceitos que casam perfeitamente com a doutrina, a gente percebe como que a revelação é unificada, como que realmente o Cristo está conduzindo essa revelação e mostrando para a gente aspectos que a gente dá conta de compreender.

Porque quando a gente não dá conta de compreender, eles falam assim, esquece isso, isso aí está acima, não dá para entender isso, vamos, vamos, né? É só isso que a gente não pode perder. É isso que a gente não pode perder. Nós temos um fio condutor. Nós temos um fio condutor. Todos que resolveram seguir sozinhos, sem o fio condutor, se perturbaram no caminho. Porque começaram a encontrar situações e desafios nas próprias vidas que eles não foram capazes de compreender. Porque não tiveram a humildade… de buscar, de beber na fonte da revelação.

Não tiveram a humildade de beber na fonte da revelação. É só isso que a gente tem que ter esse cuidado. Eleonora, quer comentar? Eu estou falando muito hoje. Não, eu queria comentar, a gente já está se aproximando do fim. Eu queria comentar, já que nós estamos aqui conversando com os internautas, com aqueles que nos acompanham, porque realmente é esse momento que nós estamos… Agora, em transição, essa vivência. E aí a gente teve guerras e os rumores de guerras, né? O que a gente pode falar sobre a pacificação? A gente tem pensado muito sobre as bem-aventuranças, bem-aventurados, os pacíficos, os pacificadores, porque esse momento onde o nosso coração entra em angústia, acontece e vai acontecer, ou por coisas que o mundo está passando, as guerras, como pelas nossas próprias guerras íntimas e dificuldades.

Então eu fiquei pensando, quando chega esse momento que às vezes eu não estou vendo Deus atuando, eu estou vendo o mal crescendo, e essa oração aqui que o salmista faz é a mesma que muitos nós acho que fazemos, né? E esse momento… Lembrei de uma letra. Então, fiquei pensando com as revelações que nós temos. A gente sabe a importância da vigilância, da oração. A gente tem, inclusive, a parábola das noivas, que tem que estar com óleo, da vigilância. Aí fico pensando, até queria ouvir, como que a gente vai passar por esses dias que nós estamos vivendo.

Passando e que é guerra, é paz, é guerra íntima, é filho contra pai, pai contra filho, porque eu acho que também a gente tem essa missão de trazer essa esperança e esse consolo. Ah, bom, com certeza. Eu queria sugerir, eu separei um comentário desse Salmo 10. É, levei ele. É o Salmo. Abriu a peixinha de Pandora dele eu tenho que falar essa franzinha aos poucos se entregar tudo no inglês não tem graça tem um comentário desse Salmo 9 e 10 eu queria ler os trechinhos desse comentário hoje e depois no nosso próximo encontro vocês me lembram ele está no capítulo 4 do livro No Mundo Maior Está comentando esse salmo aqui.

Ai, ai, ai. Então vamos lá, capítulo 4, vamos lá que o pessoal anota. Capítulo 4 do livro No Mundo Maior. No Mundo Maior. O capítulo 4 é O Poder do Amor. Não é isso? Olha lá. Deixa eu falar direitinho. Isso, capítulo… Desculpa, capítulo 5. Capítulo 5. O Poder do Amor, livro No Mundo Maior. Capítulo 5, O Poder do Amor, livro… O que está acontecendo aqui? Calderara e André Luiz examinaram o cérebro de dois seres. Um encarnado e um desencarnado. Vocês lembram disso? O desencarnado era o pai adotivo que foi assassinado.

O encarnado é o filho adotivo que assassinou o pai. O filho adotivo assassinou, o pai adotivo roubou tudo, todos os dedos. O pai adotivo, no mundo espiritual, se transforma num lobo voraz que está pedindo vingança, que está querendo vingança. E aí chega a Cipriana… Chega a Cipriana para conversar com ele. A primeira coisa, quando ele olha para a Cipriana, ele acha que é Nossa Senhora, que é Virgem Maria. Aí ele fala assim, Mãe dos céus! Clamou o companheiro hospitalizado, chorando convulsivamente. Ele estava hospitalizado por causa da obsessão do pai adotivo.

Como vos dignai de visitar o criminoso que sou eu? O criminoso que sou eu? Sinto vergonha de mim mesmo sou imperdoável pecador abatido pela minha própria miséria vossa luz revela-me toda a extensão das trevas em que me debato olha isso, vossa luz revela-me toda a extensão das trevas em que me debato por quê? gente sabe qual que é a prova que você está errado quando você chega no mundo espiritual? Você olha pra você, você não tem luz e olha pro outro que está brilhando o que? Condoemos de mim, senhora Pedro, filho meu não sou quem julgas eu não sou a nossa senhora eu não sou quem julgas no transporte de viva confiança que te sensibiliza a alma sou simplesmente tua irmã na eternidade olha a força disso eu sou tua irmã na eternidade eu estou te encontrando agora nessas circunstâncias e daqui 3 mil anos como é que você vai estar?

Porque, você lembra? O Júlio que gosta de falar isso, né? A pessoa tira uma fotografia do outro fica com aquela fotografia enquanto a pessoa não atualiza a fotografia não a Cipriana a Cipriana, ó, esperta eu sou tua irmã da eternidade todavia, também fui mãe na Terra e sei o quanto sofres demais né ele riu não tem jeito diante daquela empatia daquela ternura ele fala matei um homem já é fato é irresistível por isso que o capítulo se chama o poder do amor matei um homem exclamou o desabafante a mensageira afagou-lhe o rosto banhada em pranto e acrescentou sei disso já sabia eu sei Eu sei.

Decorrendo alguns instantes em que dividiu o carinhoso olhar entre o interlocutor e o verdugo, aí ela começou a olhar pelo assassinato, que era o obsessor e que o rapaz não estava ouvindo. Contido pelo respeito à reduzida distância, dirigiu-se ao doente de maneira intencional, de modo a se fazer ouvida pelo companheiro vingador. Então ela está falando para ele com outro ouvido também. Por que destruíste, Pedro, a vida de teu irmão? Por quê? Olha a pergunta agora. Agora é salvo 10. Como te julgaste com forças e direito para quebrar a harmonia divina?

Pedro, você achou que você tinha poder, força e direito de quebrar a harmonia divina? Você achou? Como te julgaste com força e direito para quebrar a harmonia divina? Supunhas fazer justiça pelas próprias mãos, quando só fazias expandir a cólera aniquiladora. O que é isso aqui, Dende? É um ser que quis tomar o lugar de Deus. Porque ele acreditou que tinha poder de quebrar a harmonia divina, ele acreditou que tinha direito de fazer isso, e ele acreditou que ele ia fazer justiça, porque a justiça não estava sendo feita.

Por que razão, meu filho, pretende desequilibrar a vida provocando a morte? Como conciliar a justiça com o crime quando sabemos que o verdadeiro justo é aquele que trabalha e espera… no pai o supremo doador da vida olha isso faz muito tempo as perpetradas do homicídio presumindo liquidar escabroso débito a jorros de sangue o pai adotivo ficou devendo a ele, falou que não ia dar herança e ele falou esse negócio é injusto, foi lá e matou eliminaste o corpo de um amigo que se fez incompreensível e duro. Todavia, desde o trágico instante, ouves a consciência divina a reiterar a velha pergunta Caim, o que fizeste de teu irmão?

Gente, foi na origem. Caim matando Abel. O irmão matando outro irmão, porque é sempre um irmão. O outro é sempre um irmão, né? Tens vivido desarvorado e desditoso, de alma agrilhoada à própria vítima, aprendendo que o mal jamais se coordenará com o bem, e que a lei cobra dobrados tributos àquele que se antepõe aos seus ditames sábios e soberanos. Aqui está. Deu aqui agora? Deu? Oi? Repete as frases, Alô. Deus. Desvivido, desarvorado e desditoso. Foi feio. Olha a justiça divina de alma grilhoada à própria vítima, aprendendo que o mal jamais se coadunará com o bem e que a lei cobra dobrados tributos àquele que se antepõe aos seus ditames sábios e soberanos.

Ou seja… Você quis quebrar a harmonia divina. Deus permitiu, mas os tributos são cobrados. Olha isso. Destruíste a paz de um companheiro e perdeste a tranquilidade própria. Você destruiu a paz dele e você que perdeu a tranquilidade. Olha a pedagogia dela. Ela está dizendo assim, Pedro, a justiça divina sempre se faz. Só que você tem que entender o seguinte. Deus respira Deus respira Ele faz assim, ó Você exerce o livre-arbítrio, atua Então, tem um modus operandi da lei divina Não é você que diz como que a lei divina tem que funcionar O nosso problema Qual que é o nosso problema?

O nosso problema é que a gente quer que a justiça divina se faça Como a gente entende que tem que ser feita E quando a justiça divina não se faz da maneira A gente acha que não tem justiça divina Peraí, porque Deus não age no seu tempo e a seu modo? Você está dizendo que Deus não age, que ele não tem a inteligência dele? Esse é o ponto. Deus não faz a justiça da maneira que você quer que ele faça. Não faz. Não faz. Então, no fundo, nós somos aquela criança virrenta que quer tudo para agora. Quebrou a munição. Deus, eu estou te mandando, viu?

Você tem que agir agora. Está nublado, tem que abrir o sol. Tem que abrir o sol, né? Aí ela fala assim, olha, suprimiste-lhes o veículo físico. Você tirou o veículo físico. Olha que coisa. Porque na ilusão do Pedro, ele matou o pai adotivo. Ele eliminou, só que nós não temos o poder de eliminar a vida, gente. A gente só tem o poder de eliminar corpos, não a vida. A vida não está ao alcance das nossas mãos. Então, você suprimiu o veículo físico, mas terambulas algemado ao teu, sentindo o pesado fardo. Olha isso. Você tirou o corpo dele e agora você está carregando o fardo pesado que é o seu corpo.

Se transformou num fardo. Está doente, está aqui no hospital. Cuidavas ministrar direito a ti mesmo e entoaste e entortaste o destino. Olha isso, gente. Olha aqui. Cuidavas ministrar direito a ti mesmo e entortaste o destino imprimindo perigosa curva ao teu caminho que poderia ser retilíneo e iluminado meu Deus eu vou parar tem que ser pra próxima a gente para aqui e grava olha o que ela está dizendo se ele tivesse aceitado o padrasto Se ele tivesse seguido aquilo que estava, o caminho dele seria retilíneo e iluminado.

Por quê? Porque ele estava resgatando. Só que ele cismou de fazer a justiça com as próprias mãos, a justiça dele. E aí, então, imprimindo perigosa curva ao teu caminho. Ele colocou uma curva onde não tinha. O caminho era reto e iluminado. Olha que curva. Ele fez isso aqui, vai dar uma volta danada para voltar no mesmo lugar, porque vai ter que nascer de novo, o sujeito vai ser pai dele, ele vai ser filho de novo. De novo. Aí, Júlio, Deus permite que você faça curvas no caminho retilíneo e iluminado? E depois você faz a curva perigosa perigosa pra quem?

Pra Deus? Perigosa pra Deus? Não, tá de brincadeira perigosa pra gente e depois que você faz a curva você volta pra onde? Pro mesmo ponto pro mesmo ponto agora esquece a vítima esquece o verdugo porque aqui nós estamos analisando o verdugo perigoso nos próximos capítulos do Salmo, nosso próximo encontro, nós vamos ver a vítima. E a vítima? Aqui nós estamos analisando o verdugo que fez a curva. E o outro que sofreu uma tombada porque o outro fez curva. Alguém fez a curva, o outro tomou uma trombada porque o outro resolveu fazer curva.

Calma aí, a Cipriano vai falar disso, vai comentar isso também. Mas vamos com calma para a gente terminar qual que é a lição aqui Deus permitiu que ele fizesse a curva ao final dessa curva, para onde que ele volta? Para o ponto inicial onde ele não deveria ter feito a curva ele volta para o primeiro ponto aí vamos lá valeu a pena? Aí só o Pedro pode dizer só o Pedro pode dizer você falou tempo tempo é sério Oi? Você falou tempo. O tempo pode dizer? Não, só o Pedro. Só a própria pessoa pode dizer, né? Ah, sim. Será que valeu a pena, né?

Não sei, eu não sei, juro. Porque vai que no final o Pedro fala assim, rapaz, sofri demais, foi o maior burrice que eu fiz na minha vida, mas eu era tão teimoso que se não fosse aquele sofrimento, eu não tinha compreendido. Quer dizer, isso é uma avaliação do Pedro. Nós não podemos, nós não temos condição de fazer essa avaliação. Qual que foi o aproveitamento íntimo que o Pedro tirou da curva? Agora, uma coisa nós podemos entender. Deus permitiu que ele fizesse a curva. E ele andou, andou, andou nessa curva e voltou para onde?

O mesmo lugar onde Deus deixou ele fazer a curva. É. Então, vamos lá. Para afetar, para acabar. Precisava ter guerra do Irã e do Iraque? Será que o caminho poderia ser retilíneo e iluminado? Poderia, poderia. O caminho poderia ser retilíneo e iluminado. Mas, gente, eles estão imprimindo perigosa curva ao caminho. Onde que vai dar isso? No mesmo lugar. Aqui. É essas. Muitas cenas para o próximo capítulo aí, viu, Alô? E essas perguntinhas também, né? A Cipriana Iluminada não fez nenhuma crítica, mas as perguntinhas, se nós vamos fazer para o nosso mundo íntimo, cada um…

Eleonora, é que eu falo assim, em nenhum momento ela julga, mas em nenhum momento ela deixa de dizer a verdade. Ela diz a verdade com todo o amor, ela diz… tudo eu não queria estar no lugar dele imagina esse jeitinho dela amoroso meu filho eu sou apenas a tua irmã da eternidade mas eu também fui mãe então aqui eu vou ser sua mãezinha você sabe o que aconteceu né Aconteceu isso, aconteceu isso, aconteceu isso. E ela vai fazer com Pedro e vai fazer com o outro também. Com o outro é surpreendente o que ela fala com ele.

Mas aí é o próximo episódio, para o pessoal não perder o próximo episódio de Salmos. O importante, falando disso, uma reflexão, é que Deus está preocupado… Não é que ele esteja preocupado, ele não está preocupado, ele está ocupado, talvez. Mas ele está presente, vamos dizer assim, dos dois lados da guerra. Dos dois lados onde seus filhos entram no embate, ele está. Então, o que mais eu busco é se eu estou em paz. Se eu não entrei no conflito, como alguém que dá uma contribuição para uma solução e não para o desespero geral, porque realmente existem coisas aí fora do alcance da gente, no sentido de até compreensão, dos porquês e da necessidade de ter.

Se você olhar para trás, na história da humanidade, foram muitas guerras, muito tudo para chegar nas nações que existem hoje, nas conformações que existem hoje. Esses ajustes aí, esse caminhão ajustando as melancias, na medida que vai passando nesses buracos da… que o homem… Nessas curvas que a gente criou, né, Aron? Nós criamos curvas e Deus usa as curvas. Eu lembro de você falando assim, né? Deus escreve certo por linhas tortas. Quem escreve certo? Deus. Quem dá as linhas tortas? Nós. E aí, Ju, eu já ia terminar, mas você provocou.

Porque… Você fala assim, ah, Deus está dos dois lados. Olha a pergunta que a Cipriana faz para o Pedro. Como te julgaste com forças e direito para quebrar a harmonia divina? Então, eu diria assim, Júlio, Deus está comprometido com a harmonia divina e na harmonia divina não tem lados. Sim. Não tem lado. Não tem o lado do Júlio, o lado do Aú. Se eu entrei em conflito com você, eu quebrei a harmonia divina. Não tem lado, Júlio. Deus não toma lado. Não tem o lado do Júlio, o lado do Aú. O compromisso de Deus é com a harmonia divina que nós dois quebramos.

Então, ele vai… Lembra disso? Quem é o mau? Quem é o mau? Se o determinismo divino 132 do livro do consolador se o determinismo divino é a lei de amor para todas as criaturas, quem criou o mal? Aí Emmanuel fala, o determinismo divino para todas as criaturas é a lei do amor mas o homem confiando mais em si mesmo que na sabedoria divina transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei rompendo os elos sagrados da criação divina. Eis o mal. Urge recompor os velhos sagrados. Eis o resgate. Recompor os velhos.

Então, Deus age pela harmonia divina. E esse é um ponto importante, porque nós estamos num momento de fanatismo e ignorância religiosa. Em que a gente vê espírita, evangélico e católico, uns torcendo para Israel, outros torcendo para a Palestina, uns torcendo para Israel, outros torcendo para o Irã, uns torcendo para a Rússia, outros torcendo para a Ucrânia. Completamente equivocados, porque o compromisso de Deus não é com nenhum deles. O compromisso de Deus é com a harmonia divina. E se for necessário, e com certeza será, o que a lei divina vai fazer?

Pega os judeus e fala, encarna tudo no Irã. Pega os iranianos e fala, nasce tudo em Israel. Para provar que Deus não tem lado. Que o compromisso de Deus é com a harmonia divina. E nós aqui, fanáticos, fanáticos religiosos, ignorantes, torcendo para o lado. Torcendo para o partido político, torcendo para candidato X ou Y, torcendo para o país que está na guerra. Quer dizer, nós estamos completamente afastados da doutrina espírita. Porque o verdadeiro espírita está do lado da harmonia divina. Não é nem do lado A, nem do lado B.

Nós queremos a harmonia divina. A harmonia divina. E não somos bobos. A gente entende que um caminho que era para ser retilíneo e iluminado se tornou um caminho cheio de curvas. E que essas curvas são as linhas tortas e que nós vamos pagar altos tributos por isso. Vamos perder a paz, vamos perder a segurança, vamos perder a nossa tranquilidade, porque esses são os tributos de quem quebra a harmonia divina. Esses são os tributos. Tema para o próximo… Não, senão vai virar outra… Foi perfeito, foi perfeito. Acho que reflexão é essa mesmo, né, Alô?

O quanto a gente está quebrando a harmonia divina, e quebrando a harmonia divina a gente está adoecendo, provocado guerras, principalmente adoecendo, não é, Aronto? Principalmente adoecendo. Rever esse capítulo, grifar as perguntinhas que a Cipriana faz, tomar elas como nosso roteiro de vida, isso que o Aronto comentou, a gente está aqui nesse esforço de manter a harmonia divina começando em nós, no nosso mundo íntimo. Acho que esse é o nosso convite. Meninos, muito obrigada. Olha, uma hora e doze de estudo. A gente poderia ficar mais tempo.

Semana que vem a gente volta com essas perguntas iluminadas, mas indigestas. Perguntas iluminadas da Cipriana, falando com o nosso coração. Isso aí. Obrigada, Júlio. Obrigada, Aroldo. Tchau, gente. Um abraço, viu? Fiquem com Deus. Até semana que vem. “

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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