#015 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste episódio, Haroldo Dutra Dias nos guia em mais um estudo aprofundado do Velho Testamento, focando no Livro dos Salmos. Mergulhamos no Salmo 4, intitulado “Salmo de Davi ao Mestre de Canto com Instrumentos de Corda”, explorando suas nuances e a profunda mensagem que ressoa com os princípios do Espiritismo.

O que é estudado neste episódio

  • Salmo 4: A análise detalhada do Salmo 4, que Davi dedica ao “Mestre de Canto com Instrumentos de Corda”, revelando a importância da arte e da música na expressão da fé e na busca por consolo.
  • A palavra “Tzedakah”: Aprofundamento no significado da palavra hebraica “Tzedakah”, que é traduzida como “justiça” na maioria das Bíblias, mas que, na verdade, engloba os conceitos de justiça, amor e caridade. Haroldo destaca como essa compreensão amplia a visão de Deus na Bíblia Hebraica e se alinha perfeitamente com a Lei de Justiça, Amor e Caridade do Espiritismo.
  • Deus da Justiça, Amor e Caridade: A discussão sobre como a tradução limitada de “Tzedakah” empobrece a compreensão do caráter divino, que é intrinsecamente composto por esses três elementos, indissociáveis como os ingredientes de um bolo.
  • A Equidade da Justiça Divina: A explicação de que a justiça divina não se limita à punição, mas busca a equidade, adaptando-se às necessidades individuais para promover o crescimento e a purificação, como um pai que educa seus filhos.
  • O Resgate como Argila Maleável: A ideia de que o resgate espiritual não é um bloco imutável, mas uma “argila maleável” que pode ser moldada pela misericórdia divina, oferecendo moratórias e novas oportunidades de aprendizado e evolução.
  • Deus como Pastor: A metáfora de Deus como o pastor que conduz suas ovelhas, mesmo quando elas resistem, e a importância da confiança (emunah) nesse guia para evitar o desgarramento e o sofrimento desnecessário.
  • O Conflito entre o Desejo Humano e a Vontade Divina: A reflexão sobre a tendência humana de querer manter o status quo e a ação divina de nos mover para o crescimento, mesmo que isso implique em desapego e transformação.
  • A Oração como Afirmação: A compreensão de que toda oração é uma afirmação da fé e da crença na capacidade de Deus de responder, baseada em seu amor, justiça e caridade.

Reflexões

  • A verdadeira justiça divina é inseparável do amor e da caridade, formando um todo que busca a purificação e a evolução do ser.
  • O resgate espiritual é um processo flexível e educativo, moldado pela misericórdia divina para atender às necessidades de cada Espírito em sua jornada evolutiva.
  • A confiança em Deus, mesmo diante das adversidades e das mudanças impostas pela vida, é fundamental para aceitar a condução divina e progredir em nosso caminho.

Ler transcrição do episódio

Sim, ouvi estrela Delas a saber Mãe da imensidão E sua Cintilante som A voz Nada cantará Da beleza constelar Nebulosas dentro em mim Descipo só impulsionar Segredos serafins Infinitamente além Meu espelho especular Das estrelas vou ouvir Silêncios revelar Marular a lei Brilhar, brilhar Marular a lei Brilhar Sem ouvir estrelas Olá, amigos! Que linda música, Júlio! Parabéns! A harmonia é diferente, não é? A letra é do João, do João Galberto. Ela é meio que uma homenagem ao grande enigma do Léon Denis. O livro é o grande enigma, que fala dessa questão das estrelas e tal.

E brinca também com um pouco de Olavo Bilac, sim. Eu virei de estrelas, não é isso que fala? Ah, entendi. Então, depois a gente vai explicando noutra oportunidade. Mas eu quis trazer porque… Hoje, quando estava com ela aqui, falei assim, gente, parece meio que isso, essa coisa que os antigos faziam de olhar as estrelas, né, Haroldo? Tinha-se muito mais essa cultura de observar os astros, e Deus representado também nisso, e aí me veio assim como nosso salmo. Salmo, que bacana. Salmo. Nos mostra como esses momentos de angústia nos trazem bons frutos, né?

Tudo a ver com os salmos de hoje. Com certeza. Extrai o azeite, né? Aperta que sai a essência. Gente, sejam todos muito bem-vindos, um beijo grande no coração de todos que nos acompanham, e mais um estudo de salmos, uma alegria estarmos juntos, os três juntos e reunidos. E também queria mandar um bom ânimo, coragem e esperança para todo o nosso povo lá do Rio Grande do Sul. Eu sou gaúcha e muita parte da minha família está lá. E a gente está cansado. Cada semana acha que vai começar uma reconstrução e vem de novo esse momento.

Tudo a ver com esse momento. Pensamento e sentimento que nos faz aflorar esperança, coragem, bom ânimo. Tudo a ver com os nossos estudos de salmos, as nossas orações. Principalmente o de hoje, né, Arudo? Eu estava lendo aqui agora há pouco, é um salmo de confiança e também de esperança, pelo que eu pressenti. E a gente renova a nossa… as nossas orações, as nossas vibrações, a ligação com tudo isso, entendendo que tudo isso é reconstrução de Deus também, Ele está sempre reconstruindo. Exatamente, exatamente. E mandar o nosso abraço para as nossas amigas e amigos do Rio Grande do Sul.

Amanhã tem uma live por iniciativa do Elahá, vai durar o dia inteiro e com dezenas e dezenas de expositores e eu devo participar lá por volta das 18 horas, porque eu estarei no Congresso da Federação Espírita de Natal, estou indo, daqui a pouco estou viajando, estou saindo. Mas, vai ter essa live, a gente ficou emocionado, porque lá nos escombros do material da Federação Espírita tinha um livro meu, aberto, e com uma frase, né? Muitas vezes você não vai passar pela coisa sem entender, só vai entender depois. Olha só.

Muito bonito, né? O pessoal ficou emocionado com isso, né? Muito legal. Vai ser pela Web Rádio Fraternidade, né, Haroldo, a transmissão. É passado, isso. Isso. Na Web Rádio, né? Isso. Um abraço lá para a Divina e para o Rubens também, pela iniciativa. Parabéns ao Ilaha, pela iniciativa. A gente que fez a live com o Tim e Vanessa também, que foi muito importante para nós, principalmente no sentido dessa conexão, mas a gente tem certeza que chegou aos corações das pessoas, que foi… O Tim e o Gladstone e a Vanessa trazem sempre esse evangelho consolador, né, Arudo?

Vai direto ao coração, a arte é muito poderosa e foi muito bom ter feito essa live. Então, um abraço também ao Antônio lá da Federação do Rio Grande do Sul. Força para ele no trabalho de reconstrução também das casas espíritas, que são pontos que têm que ser recuperados para também o atendimento das pessoas que passaram pelas dificuldades, os trabalhadores, as casas também perderam, muitas casas foram atingidas, não é, Eleonora? Muito, muito. A própria federação. A própria federação. Então, o trabalho é muito grande lá, e a gente espera que…

Espera não, a gente está junto, não é? É isso, mas e aí, Haroldo? Você está falando aí do Tim e Vanessa, o salmo de hoje, o título é O Salmo de Davi ao Mestre de Canto com Instrumentos de Corda. É uma coisa. Importante. Com instrumentos de corda. É o primeiro versículo praticamente do salmo, essa origem aí, mostrando que os salmos… tinham esse impacto artístico. Eles eram cantados e os instrumentos de corda tocados. Inclusive, o Davi tocava. O Davi tocava a laúde, que é o precursor do violão. Então, o Davi é violonista, não é?

Então, a gente percebe isso aí, não é? Essa… essa tentativa de alcançar os corações por uma outra via, que não é a via intelectual. Até porque esse Salmo, ele segue a sequência dos Salmos de súplica. Nós vimos o Salmo 3, é um Salmo de súplica, o Davi sendo perseguido pelo próprio filho, a gente comentou isso, e esse Salmo prossegue mais um salmo de súplica também, súplica na aflição. Mas ele tem uns detalhes aqui que são incríveis. Eu diria que esse aqui é o Bem-aventurados os aflitos do Evangelho segundo o Espiritismo, que é um salmo praticamente espírita.

A gente vê que todo o conteúdo da doutrina espírita é o que a gente vai tentar comentar um pouquinho hoje. Muito bom. Muito bom. Eleonora, quer comentar alguma coisa de sua percepção? Eu quero comentar que aqui na Bíblia de Jerusalém, quando ele fala desse conjunto, eu não sei se procede, mas ele vai falar que o Salmo 3, 4, 5 e 6, eles estão dentro desse Salmo de súplica, e ele coloca esse Salmo 4 como uma oração da tarde. Antes de falar que é do mestre de canto, que é com instrumento de corda, mas eu só encontrei essa informação na Bíblia de Jerusalém, a do peregrino não fala.

Essa divisão, essa reunião, parece que era o horário que eles falavam, que eles cantavam esse salmo, nesse conjunto. Sim. É, pode ser uma tradição judaica, né? Algo da tradição que está fora do texto, né? Tem a ver mais com o uso do salmo do que propriamente com o salmo. Mas é interessante. Mas e aí, vamos lá. Pois é, vamos… A Eleonora gosta que a gente leia o salmo, né? Era isso que eu ia falar, vamos ler o salmo. Então, lê o salmo. Ele diz assim, salmo de Davi ao mestre de canto, com instrumentos de cordas, e aí fala, responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça.

Depois nós vamos comentar que a palavra aqui não é justiça. Na angústia me tens aliviado, tem misericórdia de mim, e ouve a minha oração. Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira? Saber, porém, que o Senhor distingue para si o piedoso. O Senhor me ouve quando eu clamo por ele. Irai-vos e não pequeis. Consultai no travesseiro o coração e sossegai. Talvez aqui, né, que ele está falando para dormir, né, consultai no travesseiro o coração. Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no Senhor.

Há muitos que dizem, quem nos dará a conhecer o bem? Senhor, levanta sobre nós à luz o teu rosto. Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles quando lhes dá fartura de cereal e de vinho. Olha isso. Em paz me deito e logo pego no sono, porque o Senhor só tu me fazes repousar segundo. Então, esse é o salto. Bom, eu queria chamar a atenção, vamos começar aqui no versículo, que ele começa dizendo assim, é… No meu clamar, quer dizer, é assim que começa o salmo, no meu clamar, no meu clamor, me responde, ó Deus, tzedekí.

Então, aparece a palavra aqui, tzedaká, Eleonora. Ó Deus, tzedekí. Deus da minha tzedaká. E aqui, quando ele fala Deus da minha tzedaká, tem uma pegadinha. Porque, em português, traduziram tzedakah por justiça. Mas, a palavra tzedakah significa justiça, amor e caridade. Então, caridade, em hebraico, é tzedakah. Justiça, em hebraico, é tzedakah. Generosidade, o amor no sentido de generosidade, não o amor romântico, o amor sexual. O amor no sentido de generosidade é tzedakah. Então, veja aqui é uma súplica da lei de justiça, amor e caridade olha só a gente tem que comentar isso porque é um pecado traduzir isso, Deus da minha justiça Deus da minha justiça isso é injusto com o Deus da Bíblia Hebraica que é chamado Deus da justiça isso é um mito, isso é uma bobagem teológica que nós criamos uma bobagem teológica.

Porque aqui no Salmo 4, está claro que Deus é o Deus do amor, da justiça e da caridade. Justiça, amor e caridade. Cê dá cá. Já vai direto lá no livro dos Espíritos. Já vai lá na última lei moral e aí a gente tem que entender a questão do livro dos Espíritos. Qual seria o caráter do verdadeiro justo? Esse ali. O caráter de Jesus justo. Porquanto praticaria o amor e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça. Olha isso. Não há verdadeira justiça. É isso que eu ia falar, essa fala dele. No tempo, quando a gente reformular o conceito de justiça, a gente não vai mais extrair dele, A caridade e o amor, né?

Porque a gente extraiu da nossa justiça, como tem aquela passagem lá no Boa Nova, que não ultrapassa o conceito de… Como é que fala? Da lei de Italião, né? Quando ele faz aquela pergunta, como é que você vê, como é que você lê? Isso, exatamente. É aquilo ali. Nós projetamos… em Deus a justiça humana. Então, nós limitamos Deus e A nossa justiça limitada a gente projeta como se a justiça divina fosse um reflexo, uma cópia da nossa justiça humana. Que Que presunção infantil, né? Se Deus fosse um reflexo nosso no espelho, né?

Quer dizer, foi Deus que foi criado a nossa imagem e semelhança, né? É mais ou menos isso. Nossa, aí amplia tudo, né? Amplia essa lei de justiça, amor e caridade com tudo misturado, mas nos planos do alto, muito mais do que a gente pode. Eu lembro que você sempre comenta, Haroldo, que na própria nossa, a justiça não é mais tão assim, olho por olho e dente por dente, também tem as reparações, também tem… a benevolência também tem outras formas de se reparar. A gente sempre lembra a justiça de um pai, a gente como os nossos filhos.

Se nós conseguimos com eles a justiça vem junto com amor e caridade a gente sempre, às vezes, dá muito mais amor e caridade do que realmente as penas que tem que ser dadas a gente fica pensando isso o que acontece? Tenho que trazer agora o conceito de justiça o conceito filosófico de justiça justiça é Equidade. Então, é você garantir que todos recebam o mesmo tratamento. E, para que isso aconteça, eu vou ter que dar mais para alguns e menos para outros. Não é? Porque, por exemplo, se eu tenho que garantir que uma pessoa de 1,80m enxergue o balé e outra de 1,60m também enxergue o balé, eu não posso dar o mesmo tratamento.

Tamburete com a mesma altura para os dois. Porque, se eu der o mesmo tamburete na mesma altura para os dois, eu estou preservando a desigualdade. Então, a justiça tem a ver com equidade. O que ela faz? Ela saneia as diversidades, ela saneia as desigualdades para que todos possam ficar no mesmo patamar. Olha que interessante! Mas, veja, se fosse só isso, Se Deus administrasse a criação apenas assim, nenhum de nós estaria de pé. Nenhum de nós estaria de pé. E, por que não? Imagina um aluno, aluna, que está aprendendo a escrever.

Ele está aprendendo, ele não sabe escrever. Ele tem condição de ter uma escrita meritória, tirar a nota 10, Começou a aprender a escrever hoje? Aí, eu já coloco no caderninho. Nota 10, a sua letra é maravilhosa. Na primeira tentativa, você já escreveu brilhante. É a maior letra do mundo. Tem como? Então, não tem como eu esperar mérito de quem está aprendendo. E é por isso que há o elemento amor e misericórdia que integra a justiça divina. Só que agora eu vou falar uma coisa. Como é que funciona a lei de justiça, amor e caridade?

Se fosse traduzir isso para o hebraico, seria lei de tzedakah. Eu ia usar uma palavra só, ao invés de três, que é a palavra que está no salmo. Mas, como é que funciona isso? Você pega uma porção infinita de justiça e coloca no liquidificador. Depois, você pega uma porção infinita de amor e coloca no liquidificador. Depois você pega uma porção infinita de misericórdia ou caridade e coloca no liquidificador, bate tudo, bate por meia hora, vai virar uma massa chamada sedacá. Igual você faz com a massa de bolo. Você não colocou lá farinha, ovos e óleo?

Bateu tudo? Criou uma massa. Agora eu peço, Júlio, por favor, retira os ovos. Eleonora, retira a farinha. Só a farinha. Pega a massa de bolo para mim e tira só a farinha. É isso que a gente tenta fazer. A gente pega essa massa em que tudo está misturado e a gente fala, não, agora Deus foi justo. Não, agora ele foi misericordioso. Não, agora ele foi caridoso. Como que você está conseguindo separar esse ingrediente da massa? Que mágica é essa que você está usando? Esse é o nosso problema quando a gente fica tentando entender a lei divina, a lei de justiça, vírgula, de amor e caridade.

Ou, Torá Sedacá. Vou traduzir. Lei de justiça, de amor e caridade. Hebraico, Torá Sedacá. Está traduzido. Lei é Torá, justiça, amor e caridade é Sedacá. Aí, Haroldo, dá a impressão que, pelo fato de em nós haver ainda esses elementos estarem apartados, ou seja, separados, em nós, na nossa… A gente acaba dentro do exercício. É como se Deus falasse, está aqui os ingredientes, faça o bolo. É. A gente ainda não fez o bolo, não é, Arudo? O convite é fazer o bolo. É, a gente fez ainda. Deus já fez o bolo, Jesus já fez o bolo.

Alguns não estão nem com o ingrediente ainda, Júlio. Ainda estão adquirindo os ingredientes. Está nascendo no campo íntimo ainda, não é, Arudo? Está nascendo no campo íntimo os ingredientes. Ele ainda nem juntou os ingredientes. O que dirá… misturar. Pois é. Daí, a receita, vamos dizer assim, já temos, não é? Qual é a receita? Diz que lá na pergunta 625, é 625? O modelo lá? Exato, nosso modelo está lá. A receita do bolo está lá, não é? Exatamente. Sim. E chama atenção que Davi começa esse salmo afirmando isso. Ele não tem dúvida, né?

Sim, sim, sim. Isso também me chamou atenção. É, ele não tem dúvida. Ele já começa quase assim, dizendo, ó Deus, Pai misericordioso, justo, bom e tal. Que no aperto me desse essa largueza. Então, é uma surpresa para nós, porque as traduções, e eu estou aqui com três, aqui lendo, elas deram… Parece, para nós, o que chegou meio que diminui muito o que Davi já sabia. Ele já estava ali afirmando. Diminuiu, apequenou. A tradução é a mesma porque nós vamos ver pelo salmo foi até interessante você levantar isso nós vamos ver pelo salmo que ele deixa uma dica ele está sabendo aqui que está num resgate olha o que ele diz mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles quando eles tem fartura de cereal e de vinho então ele está fazendo uma distinção e quando ele diz assim também ó é ó ó na minha angústia tem misericórdia de mim olha que interessante isso esse é um ponto importante eles tem certeza que Deus é o Deus de Sedacá justiça amor e caridade a justiça já está se realizando então ele pode suplicar por misericórdia porque qual que é a lógica onde há justiça há amor e caridade Que é o bolo todo.

É o bolo todo. Então, é como se ele dissesse assim, Senhor, já comi duas fatias dessa parte, agora eu quero a outra parte. Já está. É por isso que a gente tem uma dificuldade de entender o perdão de Deus. Porque perdão está dentro da sedacá. Perdão está dentro da massa, justiça, amor e caridade. Está lá dentro. Está lá dentro. Faz parte. Faz parte. Então, como a lei é de justiça, amor e caridade, ela não te condena para sempre. Ela sempre renova oportunidade, porque senão não haveria caridade. Mas, ela nunca deixa você isento das consequências, senão não haveria responsabilidade.

Olha que bonito! Então, na verdade, a gente diz assim, o plantio é livre, a colheita é obrigatória. Ok, mas a colheita nunca é sozinha, porque na colheita você está sempre regido pela misericórdia, pela lei de cooperação, pela lei de amor. Então, não é uma matemática linear. Plantei sozinho, vou colher sozinho. Geralmente é assim. Fiz estrago e agora estou sob o amparo. Por quê? Porque a lei não quer só te purificar, ela quer também te educar. Olha isso. É um outro problema que a gente confunde, a gente acha que justiça é sinônimo de punição.

Punição é um dos elementos da justiça, mas não é o único. E essa certeza, né, Haroldo, que você abriu falando… que esse é o salmo que fala, bem-aventurados os aflitos, essa certeza que faz um aflito ser bem-aventurado, que não é só a justiça, eu não estou só em reparo, em expiação e provas, eu estou também sendo amparada, eu estou também tendo misericórdia, Eu estou também tendo esse Deus que me defende, que é um escudo que ele falou lá no Salmo 13. Isso aí. E uma coisa, Eleonora, que a gente conversa pouco. Pelo fato da lei ser justiça, amor e caridade, todo resgate é uma argila maleável.

Todo resgate é uma argila maleável. Significa que a bondade… a misericórdia divina pode moldar o resgate, pode adaptar o resgate dependendo da nossa resposta e da nossa necessidade. É por isso que pessoas recebem moratória e ficam mais um tempo. É por isso que débitos são congelados. É por isso que circunstâncias novas surgem como o sirineu que carrega a cruz por um pedaço de tempo, porque o resgate é uma argila. E nós temos uma tendência de enxergar o resgate como se fosse um bloco de rocha imutável. Você tem que passar por isso?

Você vai passar assim? Vai acontecer isso? Eita, cuidado. Ou de uma vida para outra, né? Acho que quando você fala isso, em cada milésimo é de segundo que isso está se construindo e moldando, não é assim, a próxima vida, isso que eu fiz, vai acontecer tal coisa, então talvez a gente meio que reduz. Isso acontece em cada segundo, cada sentimento que a gente tem, cada reação, a gente está construindo ali o nosso futuro. Exatamente, Ana. Exatamente. É bonito, não é? Não é? É maravilhoso. Tem uma coisa, né, Haroldo, que vem assim, é que a relação com Deus, eu tenho muito o que falar dela pela minha própria dificuldade, já assumida, quando penso muito nele, de que Deus não para para pensar assim, ah, não, eu vou ser caridoso com…

Eu vou ser misericordioso. A sua lei, ela não está aqui pensando assim, vou quebrar o galho. Ela não está pensando em quebrar o galho. A gente, muitas vezes, faz essas coisas, como ser humano, vou quebrar o galho. Nem queridoso não está assim, está quebrando o galho, e muitas vezes com outros interesses. Então, pensar que… a ação de reajuste é feita por amor porque o problema é que a gente pensa em lei de causa e efeito acontecendo por vingança ou por apenas você me deve e vou te cobrar e não é ela é feita E é isso que a gente entende quando pensa no Deus bom, justo, onisciente, onipresente, porque conhece todos os detalhes da nossa vida, de que a ação de reajuste é sempre da lei, que funcione com amor, com misericórdia, com onisciência, com tudo, não tem isso?

Ele vai resolver quebrar o galho desse, não daquele. Não tem isso, né? Ou então pensar assim, agora Deus está me punindo. Amanhã ele vai me mandar alguma coisa. Tipo assim, agora eu estou pagando, amanhã eu vou receber. Não, você quando tem reajuste, você está pagando e recebendo tudo ao mesmo tempo. Você está… Não tem essa coisa, né? Deus agindo assim, agora ele está sendo bom, amanhã ele está sendo justo, depois de amanhã ele está sendo misericordioso, enfim. Isso é uma ilusão nossa, né? Porque a lei tem um objetivo geral, que é a purificação do ser, a purificação e a evolução.

Por isso que o Espírito se torna puro. Bem-aventurado, porque ele foi purificado. Agora, imagine quando você chega lá como Espírito puro, Júlio, aí você fica pensando assim, toda vez que Deus me corrigiu, ele foi justo ou amoroso? Porque aí, agora, você é um habitante de um mundo celeste, você tem a felicidade sem mesca, você lembra, quem fala isso é a… nossa, aquele Espírito feminino que chega lá no livro No Mundo Maior, e era o filho adotivo que assassinou o pai, e aí ela vai lá para conversar com os dois, e acolhe os dois.

Eita, meu Deus! Me deu um branco agora. Está me vindo um nome à mente, mas eu vou errar, vou falar, mas está errado. Não é esmalha, não é um nome assim, não, parecido com esmalha. Não, não, é um nome diferente. É… Nossa, é um nome diferente. No mundo maior? No mundo maior. Gente do céu, olha, a idade não está batendo, hein? Cipriana. Cipriana. A Cipriana conta a história dela, não sei se vocês lembram, ela teve lepra. Então, o marido abandonou, o filho abandonou, as filhas foram para a prostituição e ela ficou sozinha.

Aí ela fala assim, se eu soubesse que o preço que eu pagaria para ter toda a glória que eu tenho hoje era esse, eu tinha pagado mais rápido. Se eu soubesse que era só isso. Por quê? Olha que ela se purifica. Primeiro que ela faz uma oração lá, ela começa a brilhar toda como se fosse um arco-íris. Manar a luz para tudo quanto é lado. Quer dizer, o brilho que ela recebeu foi só isso. Foi só aquilo lá que eu tive que passar? Gente, por que vocês não falaram antes? Eu tinha pago esse negócio antes? Engraçado. Mas aí a gente tem a história toda, né?

Quando a gente está passando e o foco está só naquele momento ali, acho que é esse o… Exatamente, né? A gente não tem ideia do que aguarda, né? Do que nos aguarda, né? Do que nos aguarda. E a gente fica muito… muito focado no que está custando agora. Quanto custa essa purificação? Porque a nossa alma está repleta de sombras, de faltas. A nossa alma… e veja, essas sombras da alma são sombras que representam o sofrimento que nós causamos. Isso é importante, não é? Toda angústia, toda tristeza, todo sofrimento que nós causamos no outro se transformam em manchas, em sombras, em nossa própria alma.

Então, o processo do resgate é um processo de purificação desse mal que nós causamos no outro. E aí, quando você purifica a sua alma, imagina, quando você já tem sua alma pura, você fala assim, mas é esse que é o prêmio? Não é? Eu corri essa maratona aqui, mas o prêmio, eu imaginava um prêmio menor. Não, é esse prêmio, né? É esse prêmio gigante. Aí a gente é surpreendido, né? E é consolador, né? E é consolador porque a gente saber isso no momento em que a gente passar, né? Que todos nós passamos por esse momento de angústia, como o Davi aqui, como esse momento que ele está sabendo que ele está passando, né?

Por uma expiação, por uma prova, aí você consegue… Você saber essas histórias de quem passou e ultrapassou nos dá um quentinho no coração, né? A gente tentar olhar de um ponto mais alto, que senão realmente a gente fica focado só naquilo ali e não tem explicação, né? Se você foca só naquela dor, naquele momento ali, não há nada que possa explicar, a não ser a eternidade de uma história. A gente saber que esse é um ponto de uma história muito maior, né? Exatamente. De uma história muito maior e de um processo que a gente não está conseguindo visualizar o final dele, o objetivo e o final dele.

Interessante, não é? É muito interessante. É uma estrada com nevoeiro, tem pedra, tem ponte que caiu, tem temporal, a gente pensando agora, tem tempestade, tem rio que está passando, mas a gente está indo por um caminho que a gente imagina, porque muitos nos contaram como é, essa luz, essa bem-aventurança, o sentimento dos bem-aventurados, Mas nós mesmo ainda nunca sentimos, né? Então a gente está nessa estrada. Exatamente. Muito interessante, né? O Júlio está calado hoje, hein? Eu estou reflexivo sobre essas coisas aí, sabe?

Porque tudo que envolve essa fé em Deus, eu acho que a gente tem que levar bem a sério isso, sabe? Porque a gente oscila tanto, né, Aruda, ainda tanto, né, que seria bacana a gente refletir sobre isso, né? Que, primeiro, a gente está conhecendo Deus, tendo relacionamento. Os evangélicos falam muito disso, né, Aruda? Desse relacionamento com Deus, né? E acho que nós… Talvez por uma rebeldia que nos trouxe para a doutrina, né? Talvez por isso. Às vezes temos um receio desse relacionamento com Deus, como às vezes o Salmo é tão explícito, né?

Desse relacionamento. A gente tem… Parecer um fanatismo, confiar plenamente, parece uma coisa que não tem a ver com razão. Não tem a ver com raciocínio, né, Haroldo? Então, eu fiz uma… uma música com o João, recentemente, outra música, que por conta de um comentário que ele viu de uma pessoa falando sobre o altruísmo e que não existia altruísmo, porque a pessoa sempre tem interesse, enfim, ela defendeu uma ideia lá de Nietzsche, e ele quis dar uma resposta sobre o amor, que não é porque no mundo reina o desamor, a letra fala isso, não é porque no mundo reina o desamor que eu deva desacreditar no amor.

Então fico pensando que é nessa relação com Deus a gente tem que exercitar esse relacionamento que está nessas bases que a gente está lendo aqui porque do contrário muitas vezes a gente se perde sabe, se perde naquilo que a gente não conhece ainda, mas que sabe, né, como fala na obra de Emmanuel, não sei aonde fala, que adivinha, né, no Evangelho, né, a gente adivinha, tem dentro de nós como uma lei então eu fico muito reflexivo e tento exercitar essa confiança em Deus vejo, lembrando nossos amigos do Rio Grande do Sul, aqueles que são espíritas com algum material a mais para poder se levantar mas aqueles que não são Haroldo ou não tem uma fé sólida, se levantar da lama, se levantar para entender um Deus justo e bom, no momento em que perdeu família, perdeu tudo.

Então, fico muito reflexivo, porque são nesses momentos que a gente é mais exigido nesse sentido do crescimento, não é exigido, né? Porque é uma exigência de crescimento, né? Diz o Gladson que viver é crescer e crescer é sofrido, né? Então, é nesse sentido que eu estou bem reflexivo aqui, pensando. Tem uma ideia central sobre Deus na Bíblia hebraica, na primeira revelação, que é muito importante, né? A primeira revelação não trabalha com conceitos abstratos. Então, ela não fica, ela jamais, nós jamais vamos encontrar na Bíblia hebraica uma discussão qual que é a essência de Deus, de que Deus é feito, se veio, como é que foi.

Não tem isso. Ou seja, não tem viagem na maionese. Eles são concretos. Como eles são concretos? Eles pensam Deus sempre como pastor. Então, esse é um dos maiores títulos de Deus na primeira revelação na Bíblia hebraica. Deus é o pastor de Israel. Pastor. O que está implícito nisso? De que ele está forçando a ovelha a se deslocar. Então, a gente quer ficar a qualquer custo. O pastor quer conduzir. Então, vou dar alguns exemplos aqui. Daí, emunar, que no português foi traduzido como fé, emunar em hebraico é confiança, é a confiança no pastor.

Porque se a ovelha não confia no pastor, ela desgarra e vai caminhar sozinha por conta própria. Essa é outra opção. Porque não há outro pastor. Há lobos. Pastor só tem um. Há lobos. Ou eu confio… e me deixo ser guiada, enquanto ovelha, pelo pastor, ou eu me desgarro e caminho por conta própria. Tem essas duas opções. Na evolução, e Deus aceita a outra, viu? Não aceita? Você chega assim, senhor, você dá uma de filho pródigo, senhor, vou dar uma desgarrada aqui, vou caminhar por conta própria. Ô, meu filho, então, toma aqui, pão, água, leva, você vai precisar disso, isso, na sua jornada, vai precisar disso na sua jornada, então, leva aqui as provisões para você seguir.

Aí, acabam as provisões, você cai em si e volta para casa paterna e volta para o pastoreio. Então, esse é um ponto importante. E, por que eu estou dizendo isso? Aconteceu um flagelo destruidor, uma tragédia, inundou casas. O que significa isso? Nada será como antes. Nesses momentos, o pastor diz assim, você não vai ficar, te levarei aonde não queiras ir. Aí, a pessoa que está prestes a desencarnar, o pastor fala assim, você não vai permanecer, eu vou te levar. Para onde? Confia. Então, todo o nosso problema de confiança em Deus é simples, A gente quer ficar e ele quer levar.

Então, eu acho tão legal. Espírita é uma criatura engraçada. Porque o Espírita fica assim, Jesus, Jesus, Jesus, Jesus, amado Jesus. Fica falando Jesus, Jesus, o guia. Jesus é o guia. Aquele pieguismo, aquele melado. Aí Jesus chega e fala assim, oi meu filho, eu sou o guia, prepara a mala aí que eu estou te levando. Ou não precisa pegar nada. Não, mas pera aí. Não, não precisa pegar nada, não. Estou te levando. Mas o senhor está me levando para onde? Olha, você não ficava Jesus, o guia? Você não ficava todo meloso falando Jesus, o guia?

Pois é, eu sou o guia. E por eu ser guia, eu não vou deixar você ficar. As coisas não vão ficar como estão. Gente, olha, todo o nosso conflito com Deus é o seguinte… Eu quero ficar. Eu quero manter. Eu quero manter meus bens. Eu quero manter minha situação. Eu quero manter meus vinhos. Eu quero manter do jeito que está. Eu quero manter a vida do jeito que eu fiz. Eu quero manter os hábitos. Eu quero manter tudo o que está acontecendo. E o pastor fala assim, eu vou te tirar de tudo isso. Lembrei de uma das quatro, né?

Eu fui nesse… Mateus 24, né, Rod? Ali o pessoal falando o templo, o templo, ele, olha, ficará pedra sobre pedra que não seja derribada. Mas não para aí. Ele não para aí. Ele fala assim, mas eu vou reconstruir em três dias. Não tenho, vou te tirar daí para nada. Que é o que às vezes a gente faz não tenho, vou te tirar daí pra nada eu estou sempre agindo a seu favor e é isso que é o lance a gente fica muito reflexivo é que a gente fala assim, mas eu não quero senhor é, mas é eu sei que você está preparando o melhor pra mim no mundo espiritual, mas eu quero ficar aqui eu sei que você está preparando a melhor situação pra mim, mas essa situação aqui está tão confortável eu já acostumei a estar bom me deixa aqui Não mexe comigo, não.

Só tem tantos filhos. Mexe com a Eleonora. Estou quietinha. Leva outro. O que o senhor está querendo me mover? Agora que eu… Esse é o conflito. Verdade. Esse é o conflito. E de certa maneira eu falo muito isso do compreensível no aspecto de que a gente busca sempre um platô de harmonia, a gente busca sempre um platô, nossa cheguei, vou construir minha casa, agora ele serve bem firme, porque eu não quero que isso aqui caia nunca, isso aqui e tal. E a impressão que nós já temos é que não fica nada no lugar, né? Ou seja, as coisas estão se movimentando, seja por um motivo ou outro, ou por você mesmo, ou pela natureza das coisas, você se muda, porque fica insustentável.

Até mesmo, sabe assim, os sonhos, né, Arudo? Nossa, quis tanto tal coisa, quando alcançou, a felicidade não estava mais lá. Isso aí. Então eu fico pensando que é isso, né? Mas é compreensível, mas a gente tem que… É como assim, né, Arudo? Nós só temos que entender o processo, não é culpar o processo. É um processo. Sermos assim, Arudo, não é minha culpa, minha máxima culpa, eu sou o pior do mundo. Não, sermos assim é processo. Melhorar é… Não chega um momento, Júlio, que o Espírito entende. Aí você entrou na segunda ordem.

Sim. Que é o que o doutor Bezerra de Menezes fala lá, mas há uma diferença, porque quando o Espírito entende o processo, ele se move sem resistência. Se chegou o pastor e falou, agora vamos, vamos, vamos, vamos, lembra do Paulo? Prendeu ele e falou, vou te matar, ele falou, cumpra seu dever. Ali já é hard, né? Paulo já é Aí, já é super atleta, né? É. Você está tremendo por quê, soldado? Ah, porque eu vou ter que matar o senhor. Cumpra o seu dever. Não treme, porque eu vou ao encontro do meu senhor. Quer dizer, isso é uma coisa…

Não é banal. Não é banal. Por isso que o Emmanuel, quando vai se referir a Paulo, ele fala assim, a fé de Paulo é um negócio assustador. É. Assustador. E, Jesus fala com ele por que você está recalcitrando antes os aguilhões? Eu estou te empurrando, você vai deslocar. Você vai deslocar. Na verdade, a expressão lá é mais forte. Por que você está dando coice nos aguilhões? Eu estou te empurrando, você está dando coice. É forte, não é? É. Está forte. Bem, nós estamos chegando aqui ao finalzinho, né, desse encontro gostoso, e eu queria fazer uma pergunta final, porque quando eu estava lendo, quando tem esse ponto aqui, né, Rodo, na tradução, não vou lembrar que você leu agora, mas vou ler aqui, eu estou com ela, né, ele vai falar, ouve-me quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me deste largueza, tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.

No caso, ele está afirmando ou ele está clamando? Aí que é bonito, né? Lembra quando a gente começou a estudar os salmos, que eu disse, do encontro com o Pierre Lenhardt, e o Pierre Lenhardt dizia, a gente ora como a gente crê. Então, ao mesmo tempo que eu peço a Deus, eu estou afirmando. Todo pedido é uma afirmação. Porque eu estou pedindo, eu estou clamando com base naquilo que eu acredito que é possível. Então, ele está pedindo isso porque ele sabe que Deus é Deus sedacar, é Deus de justiça, amor e caridade. Ele sabe disso.

Então, ele está afirmando e pedindo. Senhor, porque eu sei, eu te peço. Porque eu sei que tu és assim, eu clamo. Porque, se não fosses assim, não teria por que eu clamar. Isso é incrível. Por isso que o Chico dizia, A oração de uma mãe arromba as portas do céu. Por que essa oração desesperada de uma mãe, dizendo, Senhor, eu não dou conta, eu não dou conta de ir agora, desse jeito eu não dou conta, por enquanto eu não consigo ir. E, a resposta fala, filho, eu te dou tanto tempo, sossega o coração. É… É lindo, né? E eu encerro hoje bem com esse pensamento, que a gente possa amadurecer em nosso coração o que o Paulo já afirmou ali, que Deus é Deus de justiça, amor e caridade.

É o sedacá, né? Eu acho que a gente precisa amadurecer isso em nós. E muito bom o que o Haroldo falou, que não é ora justiça, ora amor e ora caridade, é o bolo, né? Que a gente possa entender que é… Nós não conseguimos distinguir. É tudo junto. Não conseguimos distinguir. Nós não conseguimos. Eu acho que não conseguimos e não tem como, né, Lúcio? Porque é uma coisa… é intrínseco. Nós aqui… O problema é complicado, Júlio, porque você tem que tirar o infinito do infinito. É. Então, você tem que separar o infinito amor da infinita justiça.

E como é que você tira… Uma coisa é pegar assim, Júlio, dá para você trazer o Oceano Atlântico na próxima live de Salmos? Você não consegue trazer o oceano Atlântico, como é que você vai trazer o infinito? Como é que você vai separar o infinito? Em Deus, tudo é infinito. Tudo é supremo. E nós temos que entender que nós somos relativos. Então, o relativo não delimita o absoluto. Da mesma maneira que uma xícara não consegue buscar o mar. Uma xícara não consegue conter o mar. Só que a gente não entendeu isso ainda. A gente insiste em querer colocar o mar dentro da nossa chica.

Mas olha, senão não tem tema. Eu vou terminar, porque o que você falou, para mim faz muito sentido com a letra da música que eu cantei no início, só lendo o poema, porque eu cantei e agora vou ler. E que eu acho que é o grande enigma, para nós hoje ainda é Deus, né? Esse grande enigma. Mas ele fala, né? E tem a ver com o que você falou sobre caber o infinito. Então ele fala, Sim, ouvir estrelas, delas a saber mais da imensidão e sua paz. Cintilante sua voz, nada cantará da beleza constelar, nebulosas dentro em mim, Desse pulso a impulsionar, segredos serafins.

Infinita mente além, meu espelho especular, das estrelas vou ouvir, silêncios revelar. Amar, o lar, a lei, brilhar. Bacana, né? E é isso, né? E é isso eu já parabenizei várias vezes e agradeci também pela dádiva de uma letra tão linda e que trata desse silêncio de Deus, Haroldo que às vezes nos confunde a respeito do seu amor esse silêncio esse ouvir estrelas que ele está dizendo, esse silêncio para se ouvir Deus esse silêncio às vezes nos confunde então que nossos amigos e todos nós que estão passando por alguma dificuldade, lembre é no silêncio que Deus está falando com a gente e ele está falando sempre é só a gente perceber os sinais é só perceber e acreditar naquilo que a gente já sabe que é do amor de Deus, dessa justiça perfeita, da sabedoria, da perfeita justiça que ele fala.

Então é isso. Agradecer a todo mundo, Leonora, por nos acompanhar. Esperamos estar ao vivo aí para frente. A gente está fazendo gravado, mas… E todos recebam nosso carinho, nossa gratidão. Obrigada, amigo. Um ótimo final de semana, muita paz, muita esperança, muita fé e até semana que vem. “

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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