#014 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias e Júlio trazem reflexões aprofundadas sobre o Livro dos Salmos, retomando o estudo do Salmo 3. A discussão aborda a universalidade da dor humana e a natureza dos relacionamentos, destacando a singularidade do vínculo com Deus.

O que é estudado neste episódio

  • Salmo 3: O estudo se aprofunda no Salmo de Davi, escrito quando ele fugia de seu filho Absalão. Este salmo é analisado sob a ótica da dor profunda que surge de um círculo íntimo, misturando decepção, frustração e traição.
  • A Universalidade da Dor: Haroldo Dutra Dias ressalta que, no núcleo da experiência humana, somos todos iguais na dor, independentemente de origem ou crença. A dor de perder um filho, por exemplo, é a mesma para judeus e palestinos, como exemplificado pelos conflitos atuais.
  • Vínculos Humanos vs. Vínculo Divino: É feita uma distinção crucial entre os relacionamentos humanos, que são instáveis devido à imperfeição dos espíritos, e o vínculo imutável com Deus. O amor divino é apresentado como inalterável, não dependendo do grau de evolução do indivíduo.
  • O Amor de Deus e o Livre-Arbítrio: A discussão explora como Deus, sendo onisciente, permite o erro humano em nome da evolução e do livre-arbítrio. Amar a Deus é amar o aprendizado, mesmo que isso envolva escolhas difíceis e suas consequências.
  • Conhecer a Vontade de Deus: O estudo enfatiza que o conhecimento de Deus não é uma divagação filosófica, mas um relacionamento pessoal e prático. Não se trata de compreender a vontade divina para toda a humanidade, mas sim de entender o que Deus quer de cada um individualmente, especialmente em momentos de sofrimento.
  • A Experiência Pessoal com Deus: A manifestação de Deus é descrita como uma experiência pessoal e intransferível, que não pode ser plenamente racionalizada ou explicada. É um conhecimento que brota do coração, muitas vezes em meio à dor e à perplexidade.
  • Perplexidade e Amparo Divino: A perplexidade diante das provações é natural, mesmo para aqueles que confiam em Deus. O amparo divino pode não ser compreendido pelos mecanismos da inteligência humana, mas a fé sustenta a certeza de que não estamos desamparados.

Reflexões

  • A dor mais profunda muitas vezes nasce de relacionamentos íntimos, evidenciando a imperfeição dos espíritos e a necessidade de resiliência.
  • O amor de Deus é incondicional e imutável, não dependendo de nossa evolução, mas a vivência de suas leis traz as consequências de nossas escolhas.
  • O verdadeiro conhecimento de Deus se manifesta em um relacionamento pessoal e prático, focado em compreender Sua vontade para nossa própria jornada, especialmente nos momentos de maior desafio.

Ler transcrição do episódio

A CIDADE NO BRASIL E aí, Haroldo? É, Júlio! Rapaz! Amigas, queridos amigos, enfim, depois de um grande jejum de salmos, estamos de volta, né, Júlio? É engraçado que no último episódio nós falamos a mesma coisa, estamos de volta. Ou seja, a gente está sempre voltando, não é, Arudeu? É a lei de reencarnação. Estamos sempre voltando. Nascer, morrer, renascer ainda. Tal é a lei. Progredir sempre. Tal é a lei. Diz que a questão é quantos tombos você leva, mas quantas vezes você levanta, né? Então, a gente está aqui, né, também com saudade.

Leonora não está de novo com a gente, porque nas outras semanas ela até podia participar com a gente, mas hoje ela está viajando, de novo. Ela está indo, acho que para Curitiba e tal, com o Tito e está na estrada. Mas a gente não deixou de ir, não quis deixar de fazer, porque nós temos que fazer esse esforço de retomada, e o tema, tudo que a gente passou, o engraçado do último encontro nosso, nós temos aí o início de uma guerra, muitas pessoas atentas a esses sinais que estão acontecendo, então, muitas coisas aconteceram nessa semana, é bem legal a gente estar passando agora, já vivendo outras experiências, né, e vamos retomar, né, Arudo?

Mas antes, eu queria falar um pouquinho do Viracer, né, Haroldo? Mas antes, eu queria falar um pouquinho do Viracer. Estava se aproximando. Está chegando. E hoje também foi o último dia dos 50 dias de coragem. Então, a última mensagem que nós gravamos foi hoje, esses esforços de trabalho do Portal Ser com Espiritualidade e Vida, esse conjunto. Haroldo é fundador do Ser, Haroldo é fundador do Espiritualidade e vida, né, esse conjunto, Aroudo é fundador do Ser, Aroudo é fundador de espiritualidade e vida, né, trabalha no Ser, nunca deixou de trabalhar no Ser, né, nunca deixou de fazer, basta falar, a gente acompanhar os escudos que não…

Nunca deixei de participar de um Vira-Ser, participei de todos. Nunca! De todos os V a ser, de todos os líderes musicais, todas as atividades. O que houve de mudança foi a intensidade, porque ela ficou mais dividida com outras atividades que cresceram também. Mas, às vezes, algumas pessoas falam, ah, teve uma cisão, saiu do ser. É bom, né, Júlio, pra gente lembrar, a Seara é do Cristo. Sim. E a gente vê isso muito no livro Paulo e Estevam. O Paulo, Pedro, Barnabé, estavam aqui numa igreja, Barnabé estava ali na Casa do Caminho, ele foi chamado pra Antioquia, da Síria, depois de Antioquia, ele volta para Chipre, levando João Marcos, que não ficou com Paulo, mas eles estão sempre mantendo contato, depois João Marcos sai de Chipre, vai para Roma, Pedro sai de Jerusalém, vai para Roma, aí João Marcos começa a fazer o Evangelho de Marcos com Pedro em Roma, então a Seara do Cristo, ela tem uma dinâmica.

Sem dúvida. Vai sendo muito focado e vai fazendo as redes, não tem nada disso, né? É, o trabalho é dinâmico. O importante é a gente entender e saber nas pessoas que o trabalho sempre continuou, o trabalho nunca foi interrompido, não houve nunca uma briga nossa, nunca saímos do ser, nem nada. Então, com o viracê, a gente até briga, mas nunca interrompe o trabalho. Nunca, a gente nem interrompe nem as brigas. A questão, a gente teve o último viracê que foi sobre o perdão, foi um vir a ser muito forte, muito intenso, muito importante, a gente tem conversado muito sobre isso, né, Arudo?

Temas que, aparentemente, a gente acha que estão liquidados, né, sabemos do que se trata, e tal, e que quando a gente para um pouquinho, fala assim, nossa, estava me escapando isso. E a coragem é o tema desse ano, né? O perdão, esse ano a coragem, e a gente está, estudou e fez a leitura de todo o livro Coragem, nesses últimos 50 dias, né? Um livro que nos surpreendeu tanto, né, Arudo? A gente tem falado muito dessas obras do Chico, que são essas obrinhas, essas obras pequenininhas, de pequenininhas não tem nada. Elas são obras reduzidas, mas elas representam um Francisco Cândido Xavier no ápice da mediunidade, no ápice do trabalho, já havia feito todo o trabalho dos romances, da série.

O Chico Xavier já… Na hora é esta, missão já cumprida, maduro, e aí vem essas obras que são muito preciosas, cirúrgicas. E elas enganam quem está tomado pelo orgulho, quem está tomado um pouquinho pela prepotência, porque a pessoa lê aquilo ali e fala, ah, uma coisa tão simples. Mas quando a gente mergulha nas mensagens, no porquê que ele juntou aquelas mensagens, é muito profundo. É muito profundo. É uma síntese verdadeira mesmo, é uma síntese, e uma síntese prática, porque são temas práticos. Coragem, por exemplo, ele vai abordar cada ângulo da coragem que a gente fala, gente, mas nunca tinha pensado nisso e aí nós vamos estar reunidos aqui em Belo Horizonte no Retiro São José que é um lugar maravilhoso delicioso vamos estar com a presença da Luísa Elias vamos estar com a presença do Haroldo vamos estar com com o o Zé Henrique Matiliano.

Vai estar aqui. O Zé Otávio também vai estar aqui em Belo Horizonte, Júlio. O Zé Otávio vai estar aqui em Belo Horizonte, vai estar visitando aí, talvez, o Viracê. Ah, que bacana. O Zé Henrique Matiliano, irmã Aila. O Gustavo de Uberlândia. Gustavo, querido amigo. O Af Gustavo de Uberlândia. Gustavo, querido amigo. Afonso Chagas. Nossa, morrendo saudade do Afonso. Ricardo Vardil. Ah, esse é ele. Irmã Aila. Irmã Aila. A Sheila, Sheila Passos. A Sheila, participação mais do que especial. Firme aí. E a turma do Ser que é incontável a Cacá Rezende vai estar aqui a Cacá vai estar aí vai estar o time de música que vai estar aí muito bacana o pessoal do Flor de Luz o pessoal da Laboro que fez uma esquete especial para o evento, então a gente vai ter as partes artísticas que a gente sempre tem.

Então vai ser um encontro, como todos já foram até hoje, um encontro muito de vivências, um encontro de profunda experiência com o tema. E a gente espera muito que o pessoal que está aqui em Belo Horizonte, o pessoal ainda que não se inscreveu, ainda tem vaga, gente, as vagas para participação, e é muito bacana, são dias de verdadeiro descanso e de reposição de energias, de conhecimentos, de interação, não é um evento exclusivamente expositivo. E o que eu fiz, o que eu fiquei preparando aqui, Arudo? Eu fiz uma musiquinha.

Ah, que legal, Júlio! Fiz uma musiquinha tema para o Vira-se, e eu queria abrir hoje o nosso estudo, já que nós falamos tanto de canto, de salmos, vamos aqui com a música do Coragem. Vou chamar o vídeo que eu gravei antes aqui para dar uma melhoradinha no som. Então, vamos lá. Coragem. Então, vamos lá. Uma musiquinha. Tema do nosso encontro do Vira-se, Coragem. Para poder servir, para poder viver, para reconstruir, se reconhecer temos coragem somos coragem e vamos conseguir juntos nesse vir a ser pra poder mudar pra saber ceder pra silenciar e compreender Temos coragem, somos coragem e vamos conseguir Juntos nesse vir a ser Quando a dor chegar, vou me lembrar Quando a tristeza me fizer chorar Eu vou me lembrar que aprendi Que a vida sempre vai pedir Coragem pra poder servir Pra poder viver Pra reconstruir Se reconhecer Temos coragem, somos coragem E vamos conseguir juntos decidir a ser.

Pra poder mudar, pra saber ceder, pra silenciar e compreender. E compreender Temos coragem, somos coragem E vamos conseguir Juntos nesse vir a ser Quando a dor chegar, vou me lembrar Quando a tristeza me fizer chorar Eu vou me lembrar que aprendi Que a vida sempre vai pedir Coragem Pra poder servir Pra poder viver pra poder viver Nossa, que maravilhosa música! Puxa vida, que bonito! Muito lindo! Pois é, é aquelas pra gente cantar com gosto, né? Cantar junto… Essa música é boa de cantar. Essa música é boa de cantar.

É, boa de cantar. O Emmanuel fala no prefácio do livro, a alavanca da coragem, a coragem de servir e viver, então aproveitamos o verso e fomos fazendo. Fui fazendo junto com a Sheila, ela fala que deu um pouquinho, que quase não fez nada, mas o que ela fez foi importantíssimo na letra. Então, além do que da coragem que ela está nos demonstrando, né? É, eles vão falar inspiração viva, né? Da música. Então, estão todos convidados, pessoal que quiser ainda participar no portal ser.org, né? A gente vai ficar muito feliz com a presença de todos.

Arudo vai fazer a abertura na sexta-feira do evento. Ele tem um encontro, uma conversa com a Ayla, no sábado. E à noite eu participo. À noite também participa. E esse domingo nós temos um encerramento super bacana, muito participativo. Quem já conhece, já sabe, não precisa nem fazer muita propaganda, né, Arul? Mas quem não conhece, não perca. É um encontro diferenciado, porque ele é um encontro misto de retiro, ele tem uma outra dinâmica. Tem uma turma que faz meditação de manhã. É um encontro para a pessoa aí disposta a viver experiências.

Não é um encontro só para você ouvir palestra. É um encontro para você viver experiência, inclusive a experiência da palestra, que é diferente também, porque ela é um ambiente mais intimista. Você está ali convivendo, a pessoa está andando, está almoçando com os palestrantes, está ali convivendo, é uma experiência muito diferente. Mais uma vez o ser, no Lítere Musical, no Sete Minutos com Emmanuel, no Boa Nova, mais uma vez o ser apresentou, algo extremamente original que não tinha. A gente fica muito feliz com essa contribuição do ser.

Mas, então, vamos aos salmos. Salmos 3, a gente começou da última vez, né, Arudo? E foi, já deu uma aquecida, mas vamos retomar, né? Exatamente, exatamente, Júlio. Júlio, eu estou lembrando aqui, se não me falha a memória, foi Dostoiévski que disse isso. Dostoiévski disse, se eu não estiver enganado, é um grande escritor, eu acho que é Dostoiévski, ele disse assim, se você quiser ser universal, descreva a sua aldeia. Gente! O que o Dostoiévski, acho que é ele mesmo, o que que o Dostoiévski acho que é ele mesmo o que que ele está querendo dizer com isso que num nível básico num nível elementar todos somos iguais então vamos pensar todos temos sono e precisamos pensar todos temos sono e precisamos dormir todos temos fome e precisamos comer todos temos sede e precisamos beber todos temos dor e dor é igual dor é igual para todo mundo não interessa se você é africano se você é dos Estados Unidos não importa, não importa se você é espírita se você é muçulmano, se você é judeu eu estou vendo agora o sofrimento de palestinos que estão perdendo filhos e judeus que perderam filhos que foram sequestrados e a dor é diferente?

Não é, a dor de um pai e de uma mãe que perde um filho e uma filha é a mesma independente se você é judeu ou se você é palestino. Então, no núcleo da experiência humana, naquele aspecto mais fundamental, nós somos iguais. E, por que eu estou falando isso? O Salmo 3 vai falar de uma experiência fundamental, que é a experiência de viver uma adversidade, viver uma grande dor que vem do seu círculo íntimo. Uma dor que nasce dentro da sua família, dentro do seu lar ou num círculo de amigos, de pessoas muito próximas. E, dentro desse círculo, você experimenta uma dor imensa, que é uma mistura de decepção, com frustração, com traição, mistura tantos sentimentos.

É disso que o Salmo 3 vai falar. Porque quem está perseguindo Davi é o filho dele. O filho, Absalão. Não é um inimigo de outro país. Não é. Da mesma maneira que quem traiu Jesus foi um apóstolo um dos doze e Jesus resume isso dizendo, aquele que mete a mão comigo no prato é o que há de me trair, ou seja, aquele que está comendo comigo não é o estranho, é aquele que há de me trair. Ou seja, aquele que está comendo comigo. Não é o estranho, é aquele que está… Porque antigamente você colocava as vasilhinhas com molho, né?

A berinjela, o azeite, tinha o pão e todo mundo mergulhava junto. Então, isso era sinal de que você estava compartilhando, você estava vivendo a mais intensa e profunda intimidade que a convivência poderia proporcionar. E a traição saiu dali. Sim. Não saiu do cinébrio. A traição saiu de dentro. Sabe o que isso me lembrou, Haroldo? Aquela frase de Gandhi, que os nossos principais adversários, os nossos demônios habitam dentro de Gandhi, que os nossos principais adversários, os nossos demônios habitam dentro de nós, de dentro, né?

Quando a gente transpor para uma questão mais ampla, você vai notar, inclusive, que seus piores inimigos estão dentro de você. Isso. Muito perto. Mas aí já é uma visão mais íntima. Só você com as suas dificuldades. Sim. Esse Salmo 3 está falando de relacionamento. Sim. Está falando de afeto, de vínculo, da profunda decepção de um vínculo próximo que se torna uma grande fonte do sofrimento. E por que isso? Porque só existe um vínculo que é imutável. É o nosso vínculo com Deus. Não por causa da gente, por causa dele.

Porque ele é imutável. Por mais que a gente se desvie, por mais que a gente se rebele, por mais que a gente se afaste dele, por mais que a gente amaldiçoe o nome de Deus, por mais que a gente insista em não se relacionar com ele, o vínculo dele conosco, o amor dele, a assistência, a presença dele, é imutável. E tem uma coisa bonita desse vínculo, Júlio, que ele não depende do seu grau de evolução. Então, Emmanuel diz isso no capítulo 30 do livro Pensamento e Vida. O mesmo amor que Deus tem pelo verme que rasteja, ele tem pelo anjo que o representa junto ao verme.

Então, Deus não está esperando você evoluir para ele te amar. Ele já te ama. No máximo, antes de você… Quer dizer, ele te amava antes de te criar. Ele te amou, te planejou, te criou, e o amor dele permanece inalterável desde então. E não há nada que você faça. Não há bobagem. As bobagens que você fizer só vão resultar em sofrimento para você mesmo, mas não vão nem triscar no amor de Deus por você. Agora, ele tem leis regendo o universo, e ninguém vai, ele não permite que ninguém altere impunemente essas leis. Então, você pode fazer pirraçaça, não vai adiantar nada, as consequências virão, mas isso não afeta o amor dele.

É isso que o Salmo 3 está falando, de relações que são instáveis, porque nós somos espíritos imperfeitos, que amamos e somos amados. Nós somos espíritos imperfeitos, que amamos espíritos imperfeitos e somos amados por espíritos imperfeitos. Então, em algum momento vai dar ruim, porque ou você vai tropeçar ou Porque ou você vai tropeçar, ou a outra pessoa vai tropeçar, e um vai ferir o outro. Isso é esperado. Agora, a nossa relação com Deus é inalterável. Esse é o tema do Salmo. E aí, eu vou te fazer uma pergunta, só porque você provocou.

A gente é imperfeito, que ama o imperfeito, e isso daí acaba dando um negócio. O problema é como é que o imperfeito que ama o imperfeito e isso daí acaba dando um negócio o problema é como é que o imperfeito ama o perfeito como é que se dá isso, Arudo? Um amor desigual desse tamanho eu sei que a gente está nessa posição de talvez não saber responder essa pergunta por isso que a gente está nessa posição de talvez não saber responder essa pergunta. Eu acho que por isso que a fé é difícil. Por isso que a confiança é difícil.

Porque na relação com Deus nunca será igual. Não é uma relação entre iguais. Isso não frustra a criatura, Arudo? Eu acho que é desafiador para Deus e para nós. Só que Deus é perfeito, ele é todo poderoso, então o desafio ele tira de letra. A gente não. O que é desafiador para Deus? Porque ele é omnisciente e ele precisa silenciar para te dar a possibilidade de você errar. Então, já parou para pensar nisso, Júlio? Deus sabe o caminho certo, mas mesmo assim ele permite você pegar o errado? Ele podia não permitir, né?

Eu já pedi muito isso a Deus. Mas se ele fizer isso, onde o amadurecimento? Onde o amadurecimento? Onde o aprendizado? Então, ou você aposta na evolução e no livre-arbítrio, ou você não aposta. Você falando isso, me vem à mente assim, que amar a Deus é amar o aprendizado. Exatamente. Então, ele fala assim, meu filho, eu sei que você está tomando o caminho errado, mas quando eu criei esse universo, eu escolhi a evolução e o livre-abrigo. Eu jamais vou abrir mão disso. Porque se eu abrir mão disso, eu me torno incoerente.

Então, o meu amor não pode te impedir de escolher, ainda que a sua escolha seja a pior. Mas veja. A pior para você, né? É a pior para você, é sempre para você. É sempre para você, juro. Quem vai colher é você. Quem vai colher é você. É você que vai plantar, é você que vai colher. Mas é assim, vamos pensar, vamos pensar, Júlio. Nós abrimos esse salmo, você tocando. Quando você começou a tocar violão, foi sempre os acordes certos? Foi sempre assim? Você sempre colocou os melhores acordes? Colocava os que eu sabia. Não é?

Agora, qual é a diferença entre quem não toca nada de violão e você? Você colocou os acordes. Porque quem não colocou acorde nenhum não sabe tocar quem colocou os certos e os errados aperfeiçoou aprendeu e aprendeu esse é o ponto esse é o ponto só não sabe tocar quem não se permitiu colocar os acordes Esse é o ponto. Esse é o ponto. Só não sabe tocar quem não se permitiu colocar os acordes. Eu penso nas coisas assim, da vida, que Deus escapa, escapa muito da nossa da nosso baldinho, sobra muito, mas é uma coisa clara, eu brinco muito na reunião mediúnica, eu falo com as vezes com os amigos, é difícil amar a Deus, mas eu consigo já amar o meu próximo, que eu entendo o sofrimento dele, já percebi, e já entendi também que a vida tem uma dinâmica, do sofrimento dele.

Já percebi. E já entendi também que a vida tem uma dinâmica. E tem uma inteligência por trás e tem uma dinâmica. Ah, isso. Aí você foi no ponto, Júlio. Porque é assim, Júlio, para você amar, eu não estou falando de sentimentos, de sensações, porque a gente está assistindo muito filme, então, eu tenho um sentimento por uma pessoa. Amar não é ter sentimentos, porque amor é aquilo que você faz mesmo quando você não está sentindo uma coisa boa pela pessoa. Quem é pai, quem é mãe, quem é marido, quem é mulher, sabe o que é isso.

Você faz, você age com amor, mesmo estando com sentimento de vontade de esganar a pessoa. Vamos só botar um aspas de que esse amor é o amor relativo que estamos aprendendo, né, Arudamar, né? Aquele amor relativo que ainda tem muita dependência, tem muita coisa envolvida, né? Eu não gosto de ficar divagando, porque eu não sou anjo, entendeu? Eu não gosto de ficar fazendo essas divagações. Entendi. Eu estou aprendendo… Você trouxe para um campo nós somos espíritos imperfeitos encarnados muitos pessoas vamos falar é aquilo que os espíritos é disso agora aprendam que vocês têm que aprender como é que os anjos vi que aí como é que é o amor do anjo sim sim sim sim porque aí júlio sabe o que que é é você estar lá fazendo uma harmonia totalmente sofisticada, lá no Viracê, com o Zé Henrique Martiliano, e chega uma pessoa que está aprendendo violão e você vai explicar aqueles acordes para ela.

Não está na hora. Sim, entendi. Não está na hora. Eu acho que a gente perde muito tempo especulando. Ah, e o que vai… Não, vamos falar do amor que nós damos conta de viver. O amor que nós damos conta de viver. No amor que a gente dá conta de viver, amar é fazer coisas que não são agradáveis. Por exemplo, cuidar da pessoa que você ama quando ela está doente. Isso não é agradável. Isso não é agradável. Isso não é agradável. Você não fica com sentimentos de alegria, de prazer. Não. Pelo contrário. Dói. Elementa sentimentos de tristeza, de angústia.

Mas você está ali do lado. Então, eu acho que isso é amor. Amor é isso. Agora, se você ama 100%, eu não que isso é amor. Amor é isso. Agora, se você ama 100%, eu não vou entrar nisso, porque é o que a gente dá conta. Mas, isso é o amor. E, a gente tem a experiência do amor. A gente tem a experiência do amor. Até com o cachorrinho. O cachorrinho está doente. Quando um filho, uma filha está doente, quando você tem que fazer um sacrifício, a gente sabe, a gente sabe. Nosso amor não é de anjo, mas a gente sabe o que é o amor.

Então, esse amor, ele brota do conhecimento do outro. Conhecimento no sentido de conviver e aprender sobre o outro. Porque você divide, você convive, você vai se inteirando, você vai dividindo vida com o outro. É tanto que, quando você está com os seus filhos, eles já estão grandes, você fala, ah, eu conheço. Conheço meu filho, conheço minha filha. Eu conheço minha mulher, eu conheço meu marido. Eu conheço minha mãe, conheço meu pai. É porque você tem um tempo de convivência. A questão, Júlio, será que a gente procura conhecer Deus?

A questão, Júlio, será que a gente procura conhecer Deus? Porque, e aí, estou falando ir para ali, veja, e aí que eu quero sair da fantasia. Você abrir livro de filosofia, você não está conhecendo Deus. Ficar discutindo a natureza de Deus, você não está conhecendo. Conhecer Deus é o seguinte, você pensar assim, por que ele permitiu que isso acontecesse na minha vida? Olha só, tem um momento, Júlio, o Hanã está conversando com Jesus, lá no Boa Nova. Aí, ele pergunta a Deus, você conhece Roma ou Atenas? Ele fala, eu conheço o amor e a verdade.

Você conhece os códigos do tempo? Os códigos do tempo? Ele fala assim, eu sei a vontade de Deus a meu respeito. É disso que nós estamos falando. É desse conhecimento que nós estamos falando. Entendeu, Júlio? É desse conhecimento que nós estamos falando. Porque, veja, vai chegar um momento que você vai falar assim, é da vontade de Deus que agora eu saia desse mundo e vá para o mundo espiritual. É da vontade de Deus que agora esse ciclo se encerre na minha vida e outro se abra. Entendeu, Júlio? Porque, o que eu percebo?

Tem pessoas que ficam gastando uma energia imensa para entender qual que é a vontade de Deus a respeito do universo dos oito bilhões de pessoas. Mas, quem te falou que você tem que… Quem te falou que isso é tarefa sua? Quem falou isso? A mensagem que nós vemos hoje lá no estúdio do Biserge Mendes. Ora, faz a transformação em você, porque quem vai cuidar das outras pessoas é Jesus, não é você. Outras pessoas é Jesus, não é você. A pessoa que Deus está conversando sobre qual que é a vontade dele a respeito dos oito bilhões de pessoas da Terra, é com Jesus, não é com você.

Então, o nosso conhecimento de Deus deveria ser assim. O que ele quer de mim? Para onde ele quer que eu vá? Por que? Por que ele está permitindo isso? Então, neste momento, a gente entra no relacionamento com Deus. Porque não é um relacionamento filosófico, Júlio. Não é verborragia. Não é divagação intelectual. É relacionamento pessoal. Olha, tem uma história no Talmud, Júlio, tão forte, que é um sábio, Rabi Akiva, ele é da geração do Gamaliel. Então, é Iléu, Gamaliel, aí vem o Akiva. É da mesma linha. O Rabi Akiva, considerado, sim, na época em que ele estava encarnado, o maior sábio do povo hebreu, do conhecimento da Torá, ele tinha vários filhos.

Um filho morreu agora ele estava lá com os alunos ensinando a torar e a esposa tinha que interromper para dar a notícia nossa aí ela chegou peraí, peraí vai pode ir Nossa! Aí ela chegou… Espera aí, espera aí. Espera aí, vai. Pode ir. Aí ela chegou na escola, assim, que ele estava dando aula, na Yeshiva, e perguntou para ele, assim, eu quero te fazer uma pergunta. O que diz a lei de Deus quando eu recebo algo como empréstimo? Eu tenho que devolver na frente dos alunos, Júlio? A esposa. A esposa. E ele é que era o Júlio.

A esposa. A esposa. E ele é que era o sábio. A esposa. Que pergunta é essa? Entendeu? Porque ele está fazendo uma avaliação intelectual. Ele está divagando na teoria. Está divagando. A gente fala assim, está viajando na maionese. Usa? É claro. A Torá é clara a respeito disso. Quando você recebe algo com um préstimo, é seu dever devolver. Você não ganhou, foi emprestado. Ela falou assim, perfeito. Eu vim aqui para te dar a notícia de que hoje você teve que devolver seu filho para Deus. Você teve que devolver seu filho para Deus.

E aí a conversa… Como é duro esse discurso, hein? Aí entrou o quê? Aí entrou a minha relação com Deus. Eu não estou falando mais de filosofia, de teoria, eu não estou falando de gogó, não estou falando de retórica, não. Eu estou falando da minha relação com Deus, que Deus chegou e falou assim, escuta, eu combinei com você que eu ia te dar essa pérola, te emprestar, porque antes de ser seu filho, ele é meu filho, e eu ia te emprestar por tanto tempo, e que, chegar a tal momento, você ia ter que devolver. E, agora, eu estou te falando, filho, me devolve.

Você ia ter que devolver. E agora eu estou te falando, filho, me devolve. É sobre isso que está falando o Salmo 3, Júlio. É essa construção de relação com Deus. E é isso que Jesus fala com Hanã. Não, Hanã, não estou preocupado com códigos legais do tempo. Porque eu sei qual é a vontade de Deus a meu respeito. E a vontade dele é que eu cumpra uma missão e para eu cumprir essa missão, eu vou ter que passar pela cruz. Eu conversei com ele todas as possibilidades, todas as probabilidades mas a probabilidade de eu ser crucificado é 99,9% estou conversando com ele há um tempão a gente já olhou todos parece que não vai ter jeito não é incrível isso, Júlio?

É Não é incrível isso, Júlio? É. Eu estou pensando aqui, nos salmos mesmo, porque parece que a gente não está falando dos salmos, mas se você pegar aí, Haroldo, o texto… Exatamente, é isso que nós estamos falando. Porque, quero conectar, porque a gente está falando da relação dele com os adversários, que eram pessoas parentes, e logo em seguida da relação dele com Deus. É tanto que ele pede no versículo 7, é o salmo 13, ele fala assim levanta-te Senhor salva-me Deus meu olha que imagem bonita, Júlio a imagem que o Davi constrói é que Deus está sentado assistindo ele está sentado assistindo, ele está sentado assistindo o que está acontecendo com você.

Aí você fala assim, Senhor, levanta, levanta, vem me salvar. Júlio, o que aconteceu na tempestade? Jesus acalma a tempestade? O que aconteceu? Exatamente isso. Estava dormindo no barco. O que o Zacó falou? Senhor, levanta. Não vê que é tempestade? É exatamente isso. Invocando esse salmo aí, né? É a sensação de que as forças divinas se ausentaram. Sensação. Parece que… Nós vamos estudar um outro salmo de Davi, o 22, que está ligado ao 3. Eli, Eli, lama, sabatani, Eli, lama, sabatani. Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

Por que me desamparaste? É a mesma coisa. Senhor, o senhor não vai fazer nada. Deus, meu Deus, o senhor não vai agir? O senhor vai deixar? O senhor vai deixar isso acontecer? Você vê aqui, nesse salmo que ele está estudando, que antes, quando ele faz falar dos… Não estou com a versão que você está, mas ali no verso 3, ele reconhece o senhor, que é o escudo, não é isso? Reconhece. E ele clama. Quem clama, reconhece também. Claro. Mas a dúvida dele não é essa, Júlio. A dúvida dele não é uma dúvida teórica de que Deus é todo poderoso, de que Deus é o escudo, de que Deus é a força protetora.

Todo espírita sabe isso. A dúvida é por que o senhor não está agindo no meu caso. Ou, ou, senhor, me explica, porque eu, na minha perspectiva, o senhor está inerte. Não está, né, Júlio? Não está, né? Mas aí a pessoa fala, ó, Darulo, mas essa é a nossa perspectiva. Ah, e quando que você vai ter a perspectiva de Deus? Quando? Nunca. Quando, na evolução, você vai ter a perspectiva de Deus? Nunca. Quando na evolução você vai ter a perspectiva de Deus? Nunca. Nunca. É sempre na sua perspectiva. É quando o Jó chama, tem uma hora que o Jó fica bravo, ele fala, Senhor, agora eu preciso conversar com você.

Preciso ter uma conversa. E aí Deus responde para ele, tudo bem, Júlio. Ele fala, senhor, agora eu preciso conversar com você. Preciso de uma conversa. E aí Deus responde para ele. Tudo bem, Jó. Com uma condição. Você vem como homem, eu vou como Deus. Porque, ah, vamos conversar comigo, mas a gente achando que Deus vai vir como homem. Que ele vai vir com a nossa perspectiva, com a nossa visão, com a nossa inteligência, com as nossas limitações. Não! Ele vai vir todo poderoso, onisciente, inteligência suprema, amor infinito.

Ele vem Deus. E você vai ser Deus quando? Nunca. Nunca. Quando que o Júlio vai ser inteligência suprema? Quando? Quando, Júlio? Nunca. Esse é o ponto. Aí também, Guilherme, na nossa concepção no que nos cabe hoje não cabe nem essa reflexão a não ser reconhecer essa inteligência quando é que eu vou ser algo que eu não sei nem exatamente o que seria inteligência suprema estou brigando com cálculos matemáticos, né, Aron? Estou brigando com coisas pequenas. Acho que muito do que me vem dessas coisas da prática é isso. É uma bobagem me preocupar com a grandeza de Deus comparada com a minha.

É uma bobagem. Importa a minha crescer todo dia. É, mas… Mas é porque aí você está fazendo uma reflexão teórica fora do sofrimento. O Salmo não faz isso. O Salmo não quer discutir filosofia de Deus. Como Jesus nunca discutiu natureza de Deus. Ele é o puro relacionamento. Ele vai, no momento do sofrimento, e fala assim, e agora? Qual é a minha relação com Deus nessa situação que eu estou vivendo? Nessa situação que eu estou vivendo. E aí é interessante, Júlio, porque mesmo quando a gente está mergulhado no mais profundo sentimento, ocorrem intensas manifestações de Deus.

Intensas. Mas, ele se manifesta só para você. Só para você. Porque ele vai movimentar uma circunstância que só você vai perceber. Ele vai despertar um sentimento que só você vai ter. Ele vai te levar a uma reflexão, a um insight que só você vai ter. Não é genérico. É pessoal. É. É pessoal. É uma experiência pessoal. Sim. Por isso que a pessoa fala assim, eu tive uma experiência com Deus. Aí, a pessoa fala assim, então, me conta. Se fosse possível contar, não seria uma experiência com Deus. Não dá para contar. Não tem nem a mão eficácia, né?

Não dá para contar. Sabe por quê, Júlio? Não passa pelo raciocínio. Não passa pela razão. Então, qualquer esforço que você fizer aí agora para raciocinar, encontrar uma palavra para explicar, você já saiu do caminho. Perdeu a conexão. Você já desviou. Você já desviou. Então, quando você está acho que eu tive poucas experiências assim mas já tive uma dor muito profunda teve um momento que como é que eu vou te descrever que eu senti a presença dele eu senti mas eu não consigo te descrever e o pior que no momento que eu senti a presença, eu estava sozinho, eu senti a presença divina, me veio à memória um fato que ocorreu de uma viagem que eu fiz, e o avião não pousou, e era um inverno, foi até nos Estados Unidos, e aí pousou numa outra cidade, eu tive que pegar não pousou, e era um inverno, foi até nos Estados Unidos, pousou numa outra cidade, eu tive que pegar um ônibus, era inverno, andar na neve, até chegar, me veio aquela experiência, e, tipo assim, eu te avisei.

Ali, eu estava te avisando. Não tem… Não faz sentido para você. Não faz sentido. Eu posso chegar aqui para você descrever a primeira experiência, tudo o que eu pensei, eu posso descrever aqui a segunda experiência, tudo o que aconteceu, você vai ouvir eu falar assim, é, é, por quê? que é a segunda experiência, tudo que aconteceu, você vai ouvir e vai falar assim, é, o do… Por quê? Porque não tem um componente emocional e você não viveu a experiência que eu vi. Sim. Então, para você, não faz sentido. Sim. A experiência é única, é individual e intransferível.

E por isso que o Salmo é um salvo. Olha aqui. Olha o título do Salmo. Salmo de Davi, quando fugia de Absalão, seu filho. Percebeu, Júlio? Não é assim, salmo de Davi quando ele estava tomando vinho e filosofando sobre a natureza de Deus, não tem salmo assim, Júlio você pode procurar aí pode procurar pode procurar aqui salmo de Davi quando ele estava tocando arpa e discutindo sobre o que que é a inteligência divina. Não existe esse Salmo. Não existe Salmo assim. Então, esse Salmo aqui, ele estava fugindo do filho. O filho queria matá-lo e ele fez um Salmo.

É muito bonito, é bonito ver que tem essa… A cada tempo, o ensino de Deus, a percepção… Nós estamos numa época de filosofar, depois dessa Grécia antiga, depois a gente vem a doutrina espírita tem muito de filosofia a gente tem que filosofar o Lula não pode agir totalmente como o Davi agia nos salmos por isso que a gente filosofa e quando a gente está nos salmos é bacana que eu estou aprendendo com exercício é que tem horas que a gente tem que… Na música, né, tem hora que eu tenho que tirar as décimas terceiras, sétimas, quintas, nonas, e falar assim, deixa eu ver esse acorde limpo.

Porque, às vezes, está tão carregado de tanta harmonia que eu já não estou mais vendo… Ô, Júlio, você lembra o filme Tom Jobim com Elisa Regina? O filme que passou? O Talar e Elisa Regina, a cena é real, a cena é verdadeira. Aí o César Camargo Mariano, aí o Tom Jobim fecha a cara, aí ele criou uma birra do César Camargo Marinho Depois resolveu, mas ali ele criou uma birra do nada Aí ele chegou e perguntou pra ele assim Você tem dez dedos, né? Você tem dez dedos, né? Tipo assim, pra que você tá usando os dez dedos, né?

Pra que você tá usando os dez dedos, né? Tipo assim, pra que você tá usando os 10 dedos, né? Pra que você tá usando os 10 dedos? E depois ele vai compor o samba de uma nota só. Mas não é isso? Eu não preciso de 10 dedos. Eu não preciso sempre de 10 dedos, né? É isso que eu tava querendo dizer, né? Então, é isso aqui, não é? É. É isso aqui. Tem hora que você vai lá pôr os dez dedos, vai colocar todas as tensões, tem hora que não cabe, não é, Júlio? É. É, eu acho que é isso. Tem horas que você tem que aprender a tirar as coisas e falar assim…

Kardec chegando diante de toda a gama de coisas que ele queria perguntar para os Espíritos e falar assim, que é Deus? Cara, ele limpou a pergunta, ficou assim… É, mas… Só maior, agora… Só maior. Definição incompleta. A Deus não sei o quê, não é bem assim. Chegou no momento, aí os Espíritos falam com ele, chega, não entra nesse labirinto. Não entra nesse labirinto. Não entra nesse labirinto. Porque você está começando a acreditar que você vai entender tudo. É isso aí. Esse é o labirinto. Você começa a acreditar que a sua inteligência é suficiente para compreender tudo.

Sim. Essa é a armadilha. Porque, Júlio, você usar a sua inteligência para compreender o que você pode compreender tudo. Sim. Essa é a armadilha. Porque, Júlio, você usar a sua inteligência para compreender o que você pode compreender é um dever. Sim. O que você pode compreender, você tem o dever de usar a inteligência para compreender. A armadilha não é essa. A armadilha é você achar que a sua inteligência lhe dá condições de entender tudo. Ora, se a sua inteligência lhe dá condições de entender tudo, então, você é a inteligência suprema, e não Deus.

É você. Sim. Porque o supremo significa que existem coisas que só a inteligência deve. A sua não alcança. Mas aí, Haroldo, é aquilo que também tem na Igreja Católica, do mistério. A gente também não pode partir para… Não é isso que nós estamos falando. Que é falar assim, isso aí não pergunta não, porque isso não é da sua conta. Não, não é isso que nós estamos falando, que é falar assim, isso aí não pergunta não, porque isso não é da sua conta, não. Não é isso, né? Você ter a noção que você precisa aceitar que tem momentos que você não vai compreender, que foi o que Kardec fez, quando eles responderam para ele, não vai por aí, entendeu?

Não vai por aí, e percebeu, né? Eu acho que tem uma experiência que é o mais profundo, Júlio. Quando o Absalão está fugindo do filho… Absalão não, Davi. Davi está fugindo do filho Absalão, ele já não está nem com vontade de perguntar. Sim. É sério? Então, uma coisa. Você pode perguntar o Sim. É sério? Tá. Então, uma coisa, você pode perguntar o que você quiser. Se tem uma coisa que não tem vedação, é você perguntar, examinar, conhecer. E, veja, Júlio, o universo é infinito para que durante toda a eternidade você tenha oportunidade de perguntar, examinar e aprender, exatamente por isso que ele é infinito ele é infinito, porque se ele fosse finito isso chega uma hora e fala, ih rapaz, acabou não tem mais nada para perguntar isso não vai acontecer para melhorar.

Isso não vai acontecer. Para melhorar as perguntas que eu tenho. Isso não vai acontecer, porque é infinito, você nunca, nunca vai abarcar tudo. A questão é que tem experiências que você não tem mais vontade de perguntar. Porque elas não são experiências do intelecto, são experiências do coração. Aqui, Davi não quer perguntar. Não quer perguntar nada. Aqui, aqui, aqui ele só quer pedir. Senhor, levanta. Me acorde. O senhor não precisa me explicar nada eu até prefiro que o senhor não explique para o senhor não perder tempo me explicando será que o senhor pode levantar e ser o meu escudo senhor e me salvar dessa situação é isso e ser o meu escudo, Senhor, e me salvar dessa situação.

É isso. Essa é a experiência de Salmo 3. Você resumiria, então, a experiência de Salmo 3 como sendo? Está diante de Deus. Está diante dele, construiu um relacionamento com ele e, diante da total perigo. Olha, o Paulo descreve isso. Ele fala assim, atribulados mas não angustiados, cansado mas não desamparado. Olha, isto é forte demais, isto é forte demais, isso é forte demais. Porque ele está dizendo assim, Senhor, eu sei que você está aqui, mas eu estou cansado. Escuta aqui, eu não estou angustiado, porque só Se eu estivesse angustiado, porque se eu estivesse angustiado, eu teria perdido o senhor de vista.

Oh, meu Deus, eu teria te perdido de vista. Ali eu ia estar angustiado, porque aí eu já não estaria te enxergando. Sumiu. Aí dá angústia. Não, eu sei que você está aqui, por isso que eu não estou angustiado. Mas, escuta, eu estou atribulado, viu? Eu estou atribulado. É só naufrágio, é só pedradas. Eu estou muito atribulado e eu estou cansado. Mas, não desanimado. Perplexo mas não desamparado olha isso Júlio, atribulado mas não angustiado cansado opa, é atribulado cansado e perplexo perplexo perplexo. Perplexo. Perplexo, mas não desamparado.

O que é isso, Júlio? Pessoal, olha, eu não sei o que está acontecendo e eu não consigo nem entender por que o senhor está permitindo acontecer isso. Eu sei que eu não estou desamparado. O meu problema é que eu não estou entendendo o que é o teu amparo é isso é esse problema eu não sei a minha inteligência me diz desamparo não tem eu sinto isso que eu te sinto aqui eu tô sentindo a tua presença. Eu não estou… Eu estou perplexo, porque eu não estou entendendo como é que você está me amparando. A natureza do teu amparo.

O que, Júlio? Quando? Quando que os apóstolos compreenderam que Jesus estava amparado na cruz? Só no domingo de manhã. Tinha muita dúvida, tá, maluco? Tinha muita dúvida. Você entendeu o que eu quis dizer? Você entendeu o que eu quis dizer? Só no domingo, quando ele sai do túmulo, quando ele tá, ele aparece, aí eles falam assim. É verdade. Ele não estava desamparado. Ele não estava desamparado. Mas nós estamos perplexos. Nós estamos perplexos. Que coisa foi essa? Que doideira foi essa? Que negócio foi esse que começou na sexta e terminou no domingo de manhã?

O que foi isso? Não sei. O parto da humanidade. Entendeu? Entendeu? O problema, Júlio, é que a gente acha que nunca vai estar perplexo. Porque a gente acha assim, não, Deus ampara todos nós. Ele ampara, mas não significa que você não vai estar perplexo. Porque, se do contrário, você compreenderia todos os mecanismos de amparo da providência divina você não compreende sim a perplexidade é natural é natural é daí que nasce a perplexidade é daí que nasce a perplexidade. É daí que nasce a perplexidade. É quando eu não sei o que Deus está lançando mão para me amparar.

Porque a impressão que eu tenho é que Ele não está fazendo nada. Sim. A situação de muitos de nós, em alguns momentos, é que nós estamos entregues a nós mesmos e que… Como é que pode estar acontecendo isso no mundo, repetidamente? É isso aí. E eu estou orando e está vindo o contrário do que estou pedindo. Eu peço para a ciência, ele manda fila. Então, a gente fala… Olha, Júlio, eu tive uma… Só para a gente encerrar, porque já batemos nós. Já deu. Eu tive uma conversa por telefone com o Honório Abril, horas antes dele ir para uma cirurgia, da qual ele não saiu.

Da qual ele não saiu. Da qual ele não saiu. Da qual ele não saiu. Da qual ele não saiu. E eu perguntei, eu lembro de me perguntar para ele assim, senhor Nóia, e essa cirurgia? Como é que está? Sabe o que ele me respondeu, Júlio? Ele falou assim, parou, meu filho, eu não tenho o processo em mãos. Eu não tenho o processo em mãos. Olha isso, olha isso, Júlio. Vamos confiar. Eu não tenho processo em mãos. Porque, o que ele está dizendo? Se ele tivesse o processo em mãos, ele remontaria a toda a complexidade do quadro. Agora, veja a gente, Júlio, eu, você, queremos olhar lá para Oriente Médio, para Palestina, para Israel, e a gente quer entender completamente a história reencarnatória de 300 milhões de pessoas.

Você quer entender, Júlio. Você sabe. Você sabe toda a história. Você conhece o processo. Você conhece, Júlia, as 50 últimas encarnações de todos os envolvidos. Entendeu? Por isso que você está assustado com o que está acontecendo. É, não é… É isso, meu aprendizado é esse. A gente, no fundo, pode… Está sempre podendo ajudar, mas julgar, geralmente, não dá bom. Não é só julgar, Júlia. É compreender bom é compreender e é compreender é fácil fazer julgamento no sentido disso né fazer julgar é isso aqui é por causa daquilo deve ser e tal e daí da vereditos e daí tentar encontrar culpados né porque você não tem nem o seu processo nem o seu processo está na sua mão nem o seu nem o seu você não sabe assim se eu fizer uma lista das 20 pessoas que estão mais próximas de você as últimas 50 vezes que você esteve com elas nem isso você sabe onde foi, como foi, o que aconteceu.

Nem isso você sabe. É, isso mesmo. Então, é bonito. Por isso que a gente precisa de coragem, Herodo. Entendeu? Isso. Por isso nós precisamos de coragem. Sabe o que é que… Vou falar, Azar. Sabe o que que… Vou falar, Azar. Sabe o que o senhor Dório falou? Que coragem é outro. Coragem é foco. Olha. Olha isso, coragem é foco. Porque a gente fica divagando numa teoria danada, não é, Júlio, o que a gente comenta aqui? O maior problema de nós, espíritas, não é o que a gente não sabe, é o que a gente acha que sabe. E a gente fica numa divagação danada e perde o foco da execução.

Sim. A execução. Execução. Eu vim aqui executar a minha programação e ela tem momentos dolorosos. Ela vai ter lances dolorosos, mas eu vim aqui executar, eu vim com esse foco e eu vou passar por isso. A cena bonita, a cena para mim mais emocionante é no filme Aragó, quando o Chico vai visitá-lo. Aí, o Chico senta do lado dele, tem um laguinho, um laguinho, aquele silêncio. Aí, o Chico vira e fala assim, pô, meu filho, para que tanta angústia? Essa vida é passageira. Angústia. Essa vida é passageira. Nossa! Para que tanta angústia, meu filho?

Essa vida é só uma passagem. Mas não sou eu falando, era o Chico falando, né? Não sou eu falando, era o Chico falando, né? Não sou eu falando, era o Chico, né? Alguém tinha vivência pra falar isso, né? Júlio, Júlio dois médiums que veem espírito o tempo todo o Arigó é um médium que vê espírito e estava angustiado com a encarnação então não é conhecimento não é conhearnação. Então, não é conhecimento. Não é conhecimento, Júlio. Não é conhecimento. Não é o quanto você conhece. Não é. Definitivamente não é só conhecimento.

É que a gente fala, não é só conhecimento. Não pense que o conhecimento, por si… Vai te colocar imune. Vai te trazer uma imunidade emocional que você não vai angustiar. Não vai. Tem uma passagem que fala assim, que até os demônios conhecem… A carta de Pedro. Ah, você conhece, você teme a Deus? Ah, os demônios também conhecem. E tremem de medo. Isso aí não te traz diferencial. Bom, foi ótimo. Um abraço para todas, para todos. Retomamos. Esses salmos são… Muitas reflexões a partir deles, né, Arudo? Muitas reflexões a partir deles.

A reflexão é uma vida inteira. Convite feito para o Vira-dele. Acompanhação na vida inteira. Tá. Ó, convite feito pro Vira-Ser, né? Pro pessoal, venham, venham com a gente e vou terminar aqui de novo com a musiquinha, pra gente tomar bastante coragem, né? Abração, pessoal. Com Deus. Então vamos lá, uma musiquinha, tema do nosso encontro do Vida a Ser, Coragem. Pra poder servir, pra poder viver, pra reconstruir, se reconhecer. Temos coragem, somos coragem E vamos conseguir Juntos nesse vir a ser Pra poder mudar Pra saber ceder Pra silenciar E compreender Temos coragem, somos coragem E vamos conseguir juntos nesse vir a ser Quando a dor chegar, vou me lembrar Quando a tristeza me fizer chorar Eu vou me lembrar que aprendi Que a vida sempre vai pedir coragem Pra poder servir, pra poder viver, pra reconstruir, se reconhecer.

Temos coragem, somos coragem e vamos conseguir, juntos nesse vir a ser, pra poder mudar, pra saber ceder, pra silenciar e compreender. Temos coragem, somos coragem E vamos conseguir Juntos nesse vir a ser Quando a dor chegar, vou me lembrar Quando a tristeza me fizer chorar Eu vou me lembrar que aprendi Que a vida sempre vai pedir Coragem Pra poder servir Pra poder viver”

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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