#013 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias nos guia pela riqueza e profundidade do Livro dos Salmos. Após uma breve introdução sobre a metodologia de estudo e a importância de contextualizar os textos sagrados, o foco recai sobre o Salmo 3, um salmo de súplica que revela as dores e aprendizados do Rei Davi.

O que é estudado neste episódio

  • Metodologia de Estudo dos Salmos: Haroldo explica que os Salmos são uma coletânea de cânticos e poemas, cada um com sua própria identidade e tema, diferentemente de livros como Gênesis que seguem uma narrativa linear. O objetivo é fazer uma leitura panorâmica, extraindo as ideias centrais e conectando-as com a Segunda e Terceira Revelações.
  • A Essência da Primeira Revelação: Os Salmos condensam o pensamento religioso da Primeira Revelação, apresentando as ideias em estado de germe. Haroldo enfatiza a necessidade de se deslocar no tempo para compreender a linguagem e os elementos culturais da época, buscando o “grão” da ideia religiosa que Jesus e a Doutrina Espírita viriam a desenvolver.
  • Tipos de Salmos: São apresentados exemplos de diferentes tipos de salmos: o Salmo 1 (sapiencial, de ensinamento, sobre o caminho do justo e do ímpio), o Salmo 2 (profético, messiânico, de súplica por entendimento) e o Salmo 3 (de súplica, de alguém em aflição buscando apoio divino).
  • O Salmo 3 e o Contexto de Davi e Absalão: O estudo aprofunda-se no Salmo 3, intitulado “Canto de Davi enquanto fugia de Absalão”. Haroldo contextualiza a história de Absalão, filho de Davi, que tentou usurpar o trono do pai, forçando Davi a fugir de Jerusalém. Essa traição filial é a base da dor e da súplica expressas no salmo.
  • A Analogia com o Cristo e a Terceira Revelação: É feita uma profunda analogia entre a dor de Davi e a experiência de Jesus na cruz, especialmente ao recitar o Salmo 22. Haroldo demonstra como o Salmo 3 pode ser lido sob a perspectiva do Cristo, e como a Terceira Revelação (Espiritismo) atua como a explicação e a união das pontas entre as revelações anteriores.
  • O Símbolo do Escudo de Davi: A partir da frase “Porém, tu, Senhor, és o meu escudo”, Haroldo explora o significado do escudo de Davi como um símbolo de Deus como protetor. Ele destaca que o escudo não impede o ataque, mas protege dele, ressaltando que as provações e perseguições são inevitáveis no caminho do bem.
  • A Lei de Justiça, Amor e Caridade (Sedacá): O estudo aborda a Lei Divina como “Sedacá”, que em hebraico significa justiça, amor e caridade. Haroldo explica que Davi, ao enfrentar a traição de Absalão, está resgatando ações passadas (como a traição a Urias). A misericórdia divina atua como escudo, mesmo quando a justiça se manifesta.

Reflexões

  • A compreensão dos Salmos nos permite revisitar e destravar aspectos do nosso DNA espiritual, promovendo maior flexibilidade, tolerância e compreensão.
  • A Doutrina Espírita, como Terceira Revelação, une as pontas das revelações anteriores, oferecendo a explicação e a íntima conexão entre o Velho e o Novo Testamento.
  • A verdadeira postura cristã se manifesta na atitude de não impedir o outro de cumprir sua missão, evitando julgamentos e perseguições, e buscando sempre a caridade, mesmo diante do erro alheio.

Ler transcrição do episódio

A CIDADE NO BRASIL E aí, Arudo? E aí, Júlio? Boa tarde! Tudo bem, meu filho? Tudo bem, estamos aqui no nosso estudo hoje. Eleonora viajando, não é? Ela não para de ir para o Pará. Mas ela faz muito bem. Você sabe que a Eleonora trabalha também como administradora, gestora num hospital, né, Arul? Então, assim, a vida ali é puxada, né? Corrida também, né, Júlio? É muito bacana a presença dela, mas vão ter que ir nós dois de novo, Arul. Vão ter, vão ter. Mas é bom, Júlio, que o salmo de hoje, o salmo 3, Mas é bom, Júlio, que o salmo de hoje, o salmo 3, é um salmo de súplica.

Então você já começa pedindo aí. Já pedindo ajuda. Pois é, eu até quero esclarecer para o pessoal que a gente estava com a previsão de fazer um salmo, um episódio de perguntas e respostas, e por dois motivos. Um, a Eleonora não está com a gente hoje, e a gente queria que ela estivesse presente, e dois, que a gente queria que o pessoal amadurecesse mais, assistisse os episódios, a lida do Salmo 2 novamente, e a gente amadurecesse um pouco as perguntas, né, Aroudo? Até o Aroudo pode explicar pra gente o que é bacana da abordagem pra gente sondar mais dentro da característica do estudo, né, Aroto?

O que você acha? É porque os salmos têm uma característica, né, Júlio? Que ele é uma coletânea. Então, cada salmo tem uma identidade, cada salmo tem um aspecto único. Não é como um livro, por exemplo, de Gênesis, que você tem uma sequência ali, tem uma história, é um livro. Aqui não. Nós vamos ver, por exemplo, o Salmo 3. Não tem nada a ver com o Salmo 2. É um outro tema, é um outro universo. A nossa ideia do estudo de Salmos é que a gente faça uma leitura panorâmica, a gente examine as ideias centrais do Salmo e que as dúvidas venham sobre o conteúdo do Salmo, sobre o conteúdo que a gente está estudando.

O Salmo não pode ser um pretexto para a gente abordar assuntos que não tenham a menor conexão com o Salmo. Então, é importante a gente olhar qual é o tema do Salmo, ficou alguma dúvida sobre esse tema, como que a gente conecta esse aspecto da primeira revelação com o da segunda e com o da terceira. Isso é legal, acho que o objetivo disso tudo é esse. A gente pode até, algumas pessoas já estão acostumadas com a metodologia que a gente tem feito lá de Matheus 24, que é o tema central, o tema secundário, relações com outros temas que a gente conhece, da doutrina, que nos lembrou, não é?

Daí a gente estabelecer dúvidas e fazer perguntas. Perguntas que possam ou ampliar um conhecimento do que foi trazido, ou esclarecer uma dúvida, né, Arudo? Às vezes, a pergunta pode ser para que você… Arudo, fale mais um pouco a respeito de tal coisa. Exatamente. Mas a gente vai aprendendo, também estamos aqui aprendendo. Eu quero eu. Uma coisa que eu acho legal de destacar, nós estamos diante da produção religiosa dos missionários da primeira revelação. Então, os salmos, eles estão condensando o pensamento religioso da primeira revelação.

Então, tudo aqui está em estado de germem. Eles não tinham a segunda revelação e sequer sonhavam com a terceira revelação. Nós que já conhecemos a codificação, o conteúdo espírita, conhecemos Jesus e os Evangelhos e os livros do Novo Testamento. Nosso olhar é diferente. Então, eu acho que esse é um exercício importante para fazer. A gente tem que tentar se deslocar até eles. E, o que a gente vai perceber? Embora eles tenham usado uma linguagem que é a linguagem de 3 mil anos atrás, embora eles tenham usado uma linguagem que é a linguagem de 3 mil anos atrás, embora eles tenham usado elementos culturais que não têm nada a ver com a gente.

A gente vai ver isso hoje, no Salmo aqui, um Salmo que fala em luta, soco no queixo. Então, embora os elementos culturais não tenham nada a ver, o germem da ideia religiosa está ali. E é esse germem que nós precisamos colher. Então, eu digo, sabe, Júlio, que em cada salmo aqui, isso vai ser importante, nós vamos ter 100 quilos de palha para 200 gramas de milho. Então, tem que ter muito cuidado para não se perder na palha. Por isso que fala lá no Apocalipse que vai joerar, né? Joerar é jogar para cima para o vento levar a palha.

Fica só o grão, né? Nós estamos aqui joeirando. A gente joga para cima, a palha o vento leva, fica só o grão. É a raiz do pensamento religioso que Jesus vai utilizar e que a doutrina espírita vai utilizar também, inclusive na linguagem. Muito da linguagem do Evangelho segundo o Espiritismo e do Livro dos Espíritos está em Salmos. Então, eu acho que essa é a riqueza. É dessa maneira que a gente estuda de forma proveitosa. De forma proveitosa. Não só para buscar informação. Porque se for só informação, não precisava esse estudo, vai lá no chat do EPT e joga.

Se for só informação… Sim. Aqui nós estamos aguçando a sensibilidade, não é, Haroldo? E é bonito a imagem da palha, do que o vento leva. Não é que a palha não seja nem importante, não é, Rod? Porque tem até um estudo… Ela se torna desnecessária. É que, na verdade… É importante, em um determinado momento, que eu tenho que extrair o espírito da letra. A letra entregou, a letra cumpriu sua função. É isso aí. E aí… E aí entra também o fato né de aprender a fazer isso para que você não joga o milho fora né agora já que você tinha citado aqui a gente ter esse salmo ele tem uma característica diferente do segundo né nós temos um salmo messiânico, o salmo 2 messiânico.

E o primeiro salmo é o quê? Um salmo sapiencial. O salmo número 1 é um salmo de ensinamento, de sabedoria. O salmo número 1 está falando do caminho do justo e do ímpio. O que está reservado ao justo e o que está reservado ao ímpio. Então, ele não está suplicando nada ele não é um salmo de adoração ele não é um salmo de louvor ele é um salmo de ensinamento ele é um salmo de palestra o almoço está ensinando algo a gente vai para o salmo 2 que já é um salmo diferente. Profético. Você tem ali um salmo profético, ele tá suplicando em relação ao futuro, ele tá pedindo, tá dizendo que as nações estão confusas, ele tá afirmando, mas ao mesmo tempo pedindo o Messias.

Então, olha que interessante. Aí, nós vamos para o Salmo 3, é só súplica. É um Salmo de alguém chorando, de alguém aflito, suplicando apoio divino. Então, muda demais. E, veja, todos os salmos são diferentes. Não vai vir um atrás do outro. E você diria, Haroldo, que é no salmo de súplica que a gente está se relacionando mais forte com Deus? Sim. Pelo menos os Espíritos imperfeitos, né, Júlio? Porque eu acho que os puros se relacionam mais intensamente com Deus quando eles estão louvando. Mas, no caso dos puros, eles não têm mais que passar por expiação e prova, né?

O tempo deles é todo para louvar e agradecer, né, Júlio? Ora, no nosso caso, como ainda tem muita expiação e prova na nossa jornada, então tem muito espaço ainda para o salmo de súplica. E mesmo quando eles estão entre nós aqui para ajudar, eles estão louvando, não é? Então vamos lá. Vamos para o início da nossa leitura? Você vai ler direto do original? Vamos. Eu vou trazendo do original, Júlio, só aquilo que… Quando está mal traduzido, quando está mal colocado, alguma coisa que faltou. Então, por exemplo, Mismor, o salmo começa.

Sempre assim, os salmos começam assim. Eu queria chamar a atenção para isso. Os salmos geralmente começam assim. Mismor le davi. Os salmos que são cânticos. O 1 e o 2 não começam assim. Olha só. O salmo número 1 começa Aschereia ishi, ou seja, bem-aventurado o homem. É um salmo de bem-aventurança. Um salmo de ensinamento. É um micro-sermão do monte. Bem-aventurado o homem que não segue o conselho dos ímpios e não se detém no caminho dos transgressores. Olha, começa assim o 1. O 2 começa. Por que estão inquietas as nações e as populações?

É um salmo de dúvida, é um salmo de… Eu estou querendo entender. Eu estou suplicando, mas suplicando entendimento. O salmo 2, eu estou suplicando entendimento. O Salmo 2, eu estou suplicando entendimento. Agora, olha como é que começa o 3. Mesmoro lê Davi, canto de Davi enquanto fugia de Absalão. Então, o Salmo que tem título. O título está no próprio Salmo. Então, Absalão estava perseguindo Davi. Davi está fugindo. E, a pessoa que estava sendo perseguida para ser assassinado, Absalão estava perseguindo Davi para matá-lo.

E, o Davi entoa esse canto. Interessante, não é? Interessante. Isso lembra o quê? O canto lá da jovem que estava indo para o martírio, e Maria vai visitá-la e fala, canta, minha filha. Que estava indo para o martírio, e Maria vai visitá-lo. Ela fala, canta, minha filha. Então, a gente começa a fazer as conexões. Haroldo, quando fala esse nissinho aí, pode se interpretar que esse é um salmo de Davi mesmo? Não. Quando se diz… Ah, essa é uma pergunta maravilhosa, juro. Porque, quando se diz… Ah, essa é uma pergunta maravilhosa, Júlio, porque, quando diz assim, Nismor lê Davi, o Salmo de Davi, a gente, aqui no século XXI, a gente lê assim, o autor é Davi.

Mas, para o hebreu, isso significa também salmo ao estilo de Davi. Salmo nos moldes dos salmos de Davi. É mais ou menos assim, Júlio, você pega o violão e fala, pessoal, agora eu vou tocar uma bossa nova. Ah, a bossa nova é o autor da música? Não, gente. Bossa nova é o estilo. Então, tem que tomar cuidado com isso, porque canto de Davi, não é que o Davi é o autor. Davi pode ser o estilo do canto. Porque o Davi, o que ele fez, Júlio? Ele compôs muitos salmos e ele estruturou os salmos de louvor, os salmos de agradecimento e os salmos de súplica.

Então, o estilo ficou. Nos séculos vindouros, todo mundo que fazia, fazia o estilo seguindo os parâmetros do Davi. Sim. Interessante, não é? Então, como se ficasse ali uma escola. Não dá para se afirmar, então, que nem que não é, talvez. Agora, aqui, tudo indica que ele é o autor, porque é ele que está fugindo, não é? Ou ele está sendo perseguido por Absalão, não é? A probabilidade de ser ele é grande. Sem entrarmos demais, Arudo, fugirmos do estudo do Salmo, só para contextualizar o que o Salmo está falando, qual é essa história de Absalão com Davi?

Que legal, vamos lá. O Absalão, ele foi, é uma coisa interessante, ele foi o terceiro filho do Davi. Era filho dele, Júlio. Olha a dor, não é? Só que ele era muito rebelde. Então, ele tentou roubar o trono do pai, matando o pai. Olha! É. Então, ele diz no Velho Testamento que ele era muito admirado pela beleza dele, pela cabeleira. Ele lembra, lá na frente vai ver um pouco o Sansão, né? Só que ele se torna muito rebelde e ele tem ambição ambição dele é substituir o pai no trono e como o irmão mais velho quero a, já estava morto, ele tinha uma outra irmã, que é a Quileade, mas o único que tinha sangue nobre era o Absalão.

Porque a mãe do Absalão, o Davi, aquela coisa de ter várias esposas, a mãe do Absalão era filha de um rei. Sim. Então, ele tinha tudo para… Ele seria o herdeiro, mas aí ele começa a querer forçar isso. Ele prepara um golpe e ele se retira para o Hebron, ele se declara rei e aí ele tem declara rei. E aí, ele tem um grande apoio, o Absalão tem um grande apoio da população, e o Davi é obrigado a deixar Jerusalém e ir para Manaim, que é do outro lado do Rio Jordão. O Davi foge. Ele foge. Ele foge para Ele foge. Assim, para ele planejar como é que ele vai resistir, né?

Bom, mas o que é importante para a gente aqui? Tem uma questão dolorosa aqui, né? Que é a traição de um filho, né? É um filho seu querendo te matar para assumir o seu lugar. Olha a dor que está nesse salmo, não é, Júlio? Sim. Olha a dor que está nesse salmo. E é legal contextualizar a inspiração da obra para você entrar no contexto, não é, Arudo? Aquilo que você fala, o contexto da coisa, para depois a gente extrair daí, o que temos que extrair, né? Isso. Exatamente. Exatamente. Eu acho muito legal que a gente possa ter condições de identificar os salmos, os tipos de salmos.

Acho que daqui a um tempo nós vamos ter essa percepção com mais tranquilidade. Até porque, Arudo, imagino que a forma de ler muda. Muda totalmente. A forma que você vai abordar… Eu lembro do seu livro, Parábolas de Jesus, tem esse contexto? Tem esse contexto, exato. Que foi quando chamou a atenção da gente muito para a questão do texto e do contexto, e daquelas ferramentas de abordagem, não é, Arudo? Isso. Foi quando chamou a atenção da gente muito para a questão do texto e do contexto, e daquelas ferramentas de abordagem, não é, Arudo?

Isso. Não dá para ler um salmo como o primeiro, que é um salmo de bem-aventurança, de conteúdo, como eu leio um de súplica, porque o conteúdo emocional, afetivo aqui do salmo 3, é totalmente diferente do salmo 1. Salmo 1 é um salmo de sabedoria. Sim. É um Salmo para você estar trazendo ali um princípio da revelação. Aqui não. Aqui eu estou narrando uma tragédia. Narrando uma tragédia. O processo. Muito bom. narrando uma tragédia. O processo. O processo. E até para a gente entender, né, Júlio? A linguagem do Salmo. Deixa eu ler aqui o Salmo.

Vamos lá. Um pouquinho mais claro, né? Então, o Salmo de Davi, quando fugia de Absalão, seu filho. Então, a gente já sabe, Absalão tomou, Davi teve que sair de Jerusalém, foi para o outro lado do Jordão para preparar uma resistência para voltar e lutar contra o filho. Olha só. Então, ele chegou a sagrar-se rei na fuga de… Chegou, chegou a dar o golpe. Absalão chegou a dar o golpe contando com apoio. Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários? São numerosos os que se levantam contra mim. São muitos os que dizem de mim.

Não há em Deus salvação para ele. Porém, tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória. Aqui surge a ideia de Deus como escudo. Porque é uma guerra, né? Ele vai ter que voltar e lutar. Então, Deus é um escudo, é uma proteção. Na luta. Ah, o contexto aqui é de guerra? É de guerra. Paulo vai usar isso para falar do quê? Do bom combate. O bom combate. Porque esse aqui é um mau combate, né? Vai ter o bom combate. Essa é a minha glória. E o que exaltas a minha cabeça. O que é exaltar a minha cabeça? O rei era ungido. Derramava óleo na cabeça dele.

Então, exaltar a cabeça é ser coroado rei. Tu, Senhor, é o que exaltas a minha cabeça. Com a minha voz, clamo ao Senhor e ele, do seu santo monte, me responde. O Monte Sinai está em Jerusalém, que é o monte onde está o templo, o tabernáculo, a morada de Deus. E ele está fora de Jerusalém. Deito-me e pego no sono. Acordo porque o Senhor me sustenta. Quer dizer, estou conseguindo dormir, né? Estou conseguindo dormir. Não tenho medo de milhares do povo que tomam posição contra mim de todos os lados. Levanta-te, Senhor.

Salva-me Deus meu pois férios no queixo a todos os meus inimigos se Deus fosse dar um soco no queixo e aos ímpios quebras os dentes do Senhor é a salvação e sobre o teu povo a tua bênção. Então, bom, tem um aspecto histórico, mas veja, o que está acontecendo? Nós estamos falando do rei Davi. O Messias é da linhagem de Davi. Aí, tá. Então, tá. Calma. Sabe por quê? O Messias é da linhagem de Davi aí tá calma sabe por quê? Desde a hora que começou essa coisa de salmo de Davi você começou a ler eu só lembrei de Jesus quase dizendo que ele é um salmo de Davi ou seja, ao estilo Davi da linhagem de Davi porque a história que você está contando, Arudo, a história que ele está falando, ela é análoga, tem analogias com o Cristo.

Total. Total. Total. Cara, que doideira isso. E aí, Júlio, você começa a perceber o seguinte, o que é primeira, segunda e terceira revelação? Como que as revelações estão unidas? Como que elas estão juntinhas? Quem separa é a gente. Então, quando Jesus fala aquele Salmo 22 de Davi, Senhor, Senhor, por que me abandonaste? Não é o Davi falando, Senhor, perdi meu reino. Não, tem uma frase aí parecida no texto que você leu agora. Não tem? Olha aí, não tem uma frase assim? Levanta-te, Senhor, salva-me. Salva-me. Do Senhor é a salvação.

E sobre o teu povo a tua bênção. Não parece que é Jesus crucificado? Vamos colocar isso aqui na boca de Jesus. Jesus na cruz. Vamos? Vamos tentar? Vamos. Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários? São numerosos os que se levantam contra mim. São muitos os que dizem de mim. Não há salvação em Deus para ele. Salvação. Salvação em hebraico é Jesus, não é? Yeshua. Yeshua. Não há Jesus para ele. Porém, tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça. Jesus estava com a coroa de espinhos, né?

Com a minha voz, clamo ao Senhor e ele, do seu santo monte, me responde. Deito-me e pego no sono. Acordo porque o Senhor me sustenta. Não tenho medo de milhares do povo que tomam posição contra mim de todos os lados. Olha isso. Levanta-te, Senhor, salva-me, Deus meu. Do Senhor é a salvação e sobre o teu povo a tua bênção. Olha isso. Agora, você pode pensar aqui no Kardec também, no Alto de Fé de Barcelona, no Alto de Fé de Barcelona. Alto de Fé de Barcelona, os livros sendo queimados. Kardec também não poderia cantar esse salmo aqui?

É. Aí a gente pensa assim, esse salmo aqui não vai ter uma conexão. E aí eu já fico assim, ah, parece meio messiânico também, né? Total. Total, né? Parece meio messiânico. Para a gente que vai… E eu acho que nós… Não sei se para você deve ter visto isso aí agora também. Você é crucificado por falar isso aqui. Cada versículo do Velho Testamento é messiânico. Porque, no fundo, no fundo, é o que o Paulo diz. Está tudo caminhando, tudo que existe no Velho Testamento é um movimento na direção do Cristo. Emmanuel diz assim, o Velho Testamento é a pergunta, o Evangelho é a resposta.

O Velho Testamento é a súplica, é o homem batendo na casa paterna e pedindo a Deus. O Novo Testamento é as portas da casa paterna se abrindo para atender a um. Bonito, não é? Vamos fazer a conjugação. E a terceira revelação? É a explicação do que aconteceu. Porque aí a pessoa fala, não entendi nada vou te explicar é isso é o cristianismo rede vivo, porque na verdade Saí aqui sem querer. Voltou, voltou. Eu estava falando que o escritismo, a terceira revelação, o cristianismo, a terceira revelação, o cristianismo redivivo.

É a explicação e no sentido de… É quem casa, é quem une as pontas. Como diz o Altair Veloso, unir as pontas do anel, né? É quem une as pontas do anel, né? É quem une as pontas do anel. Porque nos faltava viver a compreensão, né, Arudo? Faltava a compreensão, aquilo de ser filho, né? De não ser, sabe? Assim, a gente, quando a gente vai para a doutrina E assume E conhece Jesus na intimidade Que atualmente a gente está buscando com ele No conhecimento Morar na casa do pai De habitar Saber mais das suas leis E tal Acho que a gente se tornando mais filho Não sei se estou certo nessa ideia de habitar, de saber mais das suas leis e tal, eu acho que é a gente se tornando mais filho, sabe?

Não sei se estou certo nessa ideia. Sim, com certeza. Isso é um ponto importante, porque o que está acontecendo com Davi? Ele tem um desígnio, ele foi prometido que ele seria o rei. E ele está perdendo. Ele não será o rei. E, ele está perdendo. Ele não será o rei, porque a expectativa, a lei, é que ele seja rei até a morte. O rei só é substituído quando ele morre. E, aqui, o próprio filho está usurpando a missão dele. Então, qual é a missão aqui? Todos os trabalhos espirituais, todos os… a missão da nossa vida, em alguns momentos, corre risco, é atacada, às vezes, é usurpada.

E a gente tem que estar preparado para isso ele vai retomar ele vai retomar mas a quantidade de dor aqui envolvida é grande porque não é um inimigo qualquer é o próprio filho no caso Israel da mesma maneira que Jesus não foi qualquer um que traiu, foi um apóstolo. Foi um apóstolo e nele a representação de um povo, daqueles aos quais ele prometeu vir. Então, é uma questão muito séria, porque aqui me veio também o seguinte, interessante, Davi, estrategicamente, foge, parece que ele perdeu? Exato. Jesus também parte numa cruz, não era?

Isso aí. Para ressuscitar no terceiro dia? Não é isso? Então, ou seja, aí essa volta… Tem muita similaridade, não é? A gente pode até viajar, mas… Bacana. Vamos em frente. Muita similaridade. A questão é trazer isso para a gente. Então, o que a gente traz? Você veio à Terra, você encarnou com um desígnio para fazer certas coisas e você vai encontrar obstáculos para fazer isso. Sim. Vai encontrar obstáculos. Agora, eu gosto de pensar assim, Júlio, porque aqui está falando daquele que está sendo impedido de exercer o seu designio e de cumprir sua missão.

E tem os que estão impedindo. Então, ultimamente, eu só penso numa coisa, sabe, Júlio? Eu não quero mais fazer parte daqueles que impedem os outros de cumprirem suas missões. Eu não quero mais ser esse. Infelizmente, a gente é. Infelizmente, às vezes, a gente se posiciona… Porque é muito fácil falar do Davi e esquecer do Absalão. E, na verdade, a gente se comporta mais como Absalão do que como Davi. A gente vê isso, por exemplo, nos jogos de poder na casa espírita, nos jogos de poder no movimento espírita, nas perseguições a pessoas e a trabalhos, em que muitos espíritas são Absalão.

Não tem nada a ver com Davi. A postura deles é são Absalão. Não tem nada a ver com Davi. A postura deles é de Absalão. Impedir o outro de cumprir o seu desejo. Então, Taras, tem muita nuance aqui. Tem muita coisa para a gente. Tem muita coisa para a gente pensar. Muita coisa para a gente pensar. Muito grande o que você falou, né, Lô? Eu sinto, abrindo um parênteses aqui, eu sinto que nós precisamos avaliar se os julgamentos, e vale para todos nós, não estamos aqui fazendo defesa própria, não. Fazendo defesa própria, não.

Se nossa postura de espírita, com os espíritas, ou com os palestrantes, ou com os frequentadores, é uma postura cristã, não é, Doutor? Porque, às vezes, ela pode estar munida de racionalidade, mas de pouca atitude cristã. Ou seja, uma racionalidade no sentido intelectual, enfim, não sei. Mas você vai assim, ok, mas a sua atitude não é cristã. Ok, eu estou errado, mas a sua atitude não é cristã. É o defender o cristianismo, ainda é muito parecido com a questão, vamos queimar na fogueira, vamos perseguir, vamos fazer a inquisição, vamos cuidar da pureza doutrinária, e, de repente, a gente se vê como o detentor do defensor da pureza doutrinária, enfim, e tal, acho que é só um parêntese, já que você citou, porque acho que para o nosso crescimento devemos ter mais uma atitude cristã, com o semelhante, ainda mais quando julgarmos que ele está equivocado, do que uma perseguição e cancelamentos.

É aquela pergunta de Jesus. Fica aqui minha súplica. Não é possível servir a Deus aborrecendo-lhe a obra. É o que Jesus fala. Nenhuma ideia pode estar acima de uma criatura de Deus. é o que Jesus fala nenhuma ideia pode estar acima de uma criatura de Deus nenhum movimento, nenhuma doutrina nenhuma ideia, nada pode estar acima da criatura então se eu tenho que ferir a criatura para defender uma ideia, eu estou do lado errado Jesus nunca fez isso a maior parte das nossas ações nesse sentido, Haroldo criatura para defender uma ideia, eu estou do lado errado.

Jesus nunca fez isso. A maior parte das nossas ações nesse sentido, Haroldo, não passaria pela pergunta simples. Você consegue ver Jesus fazendo o que você está fazendo? Isso. Isso aí. Esse é o ponto. Então, aqui a gente tem Absalão e Davi. E um vínculo afetivo grande. O que mostra o tamanho da dor. O tamanho da dor. Para Davi. Mas, veja, aqui surgem alguns símbolos bonitos, porque do contexto surgem os símbolos bíblicos. Contexto surgem os símbolos bíblicos. Maguém Davi. A estrela de Davi é um escudo. Ó. Quem é o escudo?

Está aqui. Deus. Então, a estrela de Davi é um símbolo de Deus, que é o nosso escudo. Então, desse contexto de guerra, Davi, correndo o risco de ser destronado pelo próprio filho, vai surgir um símbolo bíblico que vai estar presente em todo o Novo Testamento e até na doutrina. Sim. Deus é meu escudo. O que isso significa? Você vai ser atacado. Porque o escudo não impede o ataque. O escudo te protege do ataque. E geralmente não se ataca com o escudo, não é? Não. Só com a tua América, vai. É, mas aí é um desvio, não é?

O escudo é para quê? Para que era o escudo? Porque eles lançavam flechas, né? Sim. Eles lançavam várias flechas. E aí você fazia a proteção do escudo. O adversário está longe, você não vai atacá-lo com o escudo. O escudo é para se proteger das flechadas. Então, o ataque virá. Todo o trabalho. É o que eu sempre digo, eu queria até deixar um testemunho aqui. Muitas vezes, as pessoas, agora, depois de 25 anos como expositor espírita, 35 anos de trabalho na doutrina, muita gente, para mim, chega e fala ah, eu vou começar a fazer palestra, eu queria uma dica de ser expositor e tal.

E, eu nunca deixo de falar isso. A parte mais fácil é fazer a palestra. À medida que você começar o trabalho, prepare que você vai passar por estágios de perseguição, estágios de perseguição, estágios de ataque. E a maioria recua. A maioria recua. Subir lá e fazer a palestra é a parte fácil. A parte difícil é você persistir no trabalho. E isso vale para o médium, isso vale para o médium, isso vale para o passista, isso vale para o dirigente da casa, isso vale para a pessoa que coordena a distribuição de sopa, isso vale para qualquer pessoa que se engajou no trabalho do bem.

Você vai passando por estágios, você vai subindo degraus, e à medida que você sobe degraus, o nível de ataque aumenta e fica mais sutil e mais poderoso. Então, o ataque esteja certo. Esteja certo. Esteja certo. Mas, aí, surge essa ideia bonita, aí surge essa ideia bonita, acho que essa ideia a ideia é bonita aqui porém tu Senhor és o meu escudo és a minha glória és o meu escudo. Então, é importante a gente entender isso, porque Deus não vai retirar o livre-arbítrio de quem decidiu se tornar adversário do bem. Se a pessoa usa o poder institucional do movimento espírita para perseguir os outros, Deus não vai tirar o ligamento dessa pessoa.

Mas, infelizmente, Deus vai ter que se tornar escudo de alguém para proteger esse alguém dessa pessoa que se declara espírita, religiosa. Sim. religioso. Então, é triste, porque é como se Deus olhasse para você e falasse, nossa, meu filho, vou ter que proteger os seus irmãos de você. Eu vou ter que proteger os seus irmãos de você, porque você só sabe atacar. É o aprendizado, né, Arudo? Quando a gente está no aprendizado, eu fico pensando naquilo que você falou, até no outro estudo, né? O aprendizado que Deus planejou para nós, ele tem isso também.

Ele tem o momento que eu ataquei, e as pessoas se protegeram. Eu continuo atacando, ou seja, e as pessoas tentando se proteger de mim. A gente caminha ainda assim, dentro dessa dinâmica, lutando contra isso. Mas faz parte. Acho que a gente tem que olhar para os nossos amigos e aqueles que hoje atiram as flechas, e hoje as flechas são mentais, as flechas são os posts, as flechas são… ganharam outra dinâmica, mas acho que a gente tem que ficar em tranquilidade para que a gente também não alimente a… a… o ódio, né?

Dentro de nós, ele… A ideia é que se ele não quisesse vir após ele, tomasse a sua cruz. Não é isso? E pronto. Vamos usar as metáforas do Salmo, né? A gente vai aproveitar o Salmo aqui. Vamos. Em nenhum momento aqui, Davi está julgando o inimigo. Em nenhum momento aqui, ele agride o inimigo. Ele só suplica para o escudo dele. Isso é que é importante. Maravilhoso. Então, ele não está preocupado. Você vê que ele nem cita o Absalão. Ele só suplica a Deus para que Deus seja o escudo. E essa postura é muito importante para a gente.

Defender-se, proteger o patrimônio utilizando Deus como um escudo. Então, é oração, vou suplicar. Esses são os recursos que nós temos de proteção. Ele não está usando aqui para atacar e toda vez que ele diz que o Senhor vai porque tem um aspecto importante aqui Davi está resgatando ele destruiu uma família. Ele tinha um melhor amigo, que era o general dele. Ele se apaixona pela esposa. Ele destrói uma família. Ele manda esse amigo general dele para uma frente de batalha, sabendo que ele ia morrer, porque não tinha como voltar vivo, só para ele ficar com a esposa.

O profeta Natan fala isso com ele. Todos os tormentos do Davi serão na área da família. Todos os tormentos. As expiações de Davi são na área familiar. Então, As expiações de Davi são na área familiar. Então… Nossa, Loutra, aí você abre mais uma porta, né? Isso é o bonito do sal, mora. Se nós falamos que Jesus é da linhagem de Davi, se nós falamos que… Qual é a experiência que nós estamos vivendo? O processo do Cristo, como é que é interessante também, que é um processo que é muito família. Sim, sim. Muito família.

Você vê que ele traz os doze, tem a própria família, o nascimento como se deu, não é? A família israelita, a família, né? É bem familiar, né, Arouda? Não, mas o que eu estou querendo dizer aqui é que o Davi está resgatando, né? O que eu estou querendo destacar aqui é que tem muita injustiça no mundo, mas não tem nenhum injustiçado. Veja, o que Absalão está fazendo é errado. Ponto final. O mal é o mal, não tem justificativo. O mal é mal, sempre é o mal, não interessa. O que Absalão está fazendo está errado. Mas, Davi não é vítima.

Porque Davi está fazendo errado principalmente para ele, né? É mal principalmente para ele, né? É porque Davi está resgatando. Ele destruiu uma família, agora ele está vivendo um problema na família. Então, tem uma coisa bonita aqui dos resgates. Você vive expiações na área em que você prejudicou alguém, exatamente naquela área. Então, tudo aquilo que a gente julga que é uma injustiça que está acontecendo com a gente, é sempre naquela área em que, um dia, você foi injustiça para alguém. Então, o que eu estou querendo dizer?

Estou querendo dizer que… Vamos prestar bastante atenção nisso. Davi fez tudo para que um pai de família morresse, para que ele ocupasse o lugar desse pai de família, ficando com a mulher, com a casa e com a família. E, agora, é o próprio filho que está fazendo a mesma coisa com ele. Então, o que ele fez com o melhor amigo está acontecendo com ele. É nesse ponto que eu quero destacar. Sim. Porque, às vezes, a gente se esquece desse aspecto da expiação. A gente esquece desse aspecto da expiação. Então, ou para o seu melhor amigo, para o general, Davi, um dia, foi Absalão.

Hoje, ele é Davi, mas, ontem, ele era Absalão. Absalão não está fazendo nada certo aqui. O que está fazendo é totalmente errado. Mas, Davi não é vítima. Esse é um ponto. Segundo ponto. Isso não te tira o direito de você suplicar. E, nem por isso, Deus vai deixar de ser escudo para você. Por quê? Porque a lei é de justiça, vírgula, amor e caridade. Então, se fosse traduzir para hebraico, seria lei de sedacá. Porque sedacá, em hebraico, significa justiça, amor e caridade. Três palavras que nós temos em português, eu falo com uma em hebraico.

Bonit demais. Então, a lei divina, a justiça divina, ela tem três componentes. Justiça, amor, caridade. Ultimamente, Júlio, eu estou pedindo oração para Deus assim, pai, dá só um subidinho, um pouquinho aqui nesse volume da caridade, coloca esse volume aqui do amor na metade, dá para diminuir só um pouquinho o volume da justiça, porque é a mesma coisa. É a mesma mesa. Você está só equalizando. É a mesma mesa. É a mesma coisa. Então, tem um aspecto de justiça, porque Davi está sendo colocado na mesma situação que ele colocou alguém.

Mas, a misericórdia divina atua e é escudo dele. Que coisa… Você consegue… A gente consegue ler o salmo inteiro só para fecharmos hoje o dia, para não ver o contexto todo? Vamos, vamos. Salmo de Davi quando fugia de Absalão, seu filho. Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários? São numerosos os que se levantam contra mim. São muitos os que dizem de mim. Não há em Deus salvação para ele, porém, tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça. Com a minha voz, clamo ao Senhor e ele, do seu santo monte, me responde.

Deito-me e pego no sono. Acordo, porque o Senhor me sustenta. Não tenho medo de milhares do povo que tomam posição contra mim de todos os lados. Levanta-te, Senhor, salva-me, Deus meu, pois feres nos queixos a todos os meus inimigos e aos ímpios quebras os dentes. Do Senhor é a salvação e sobre o teu povo a tua bênção. Esse é o Salmo 3. Semana que vem a gente volta mais nele, né? É, nossa, eu acho que… Maravilhoso. Maravilhoso, sim. Acho que… Acho que a gente vai ter essas gratas surpresas, assim, né, Arudo, dessas…

Eu acho que está acontecendo com a gente aqui, comigo mais e você também tem notado que quando a gente lê, parece que a gente está tomado também da intuição, da inspiração, da percepção até de coisas que a gente não tinha visto antes. E que Jesus nos abençoe e siga nesse trabalho com a gente, Arudo, esse é o nosso pedido. Que Jesus siga nesse projeto com a gente, nos intuindo para essa leitura, né? Ser proveitosa para nós todos, né? Porque a gente está revisitando, Haroldo, caracteres da nossa formação espiritual que nós já não nos lembrávamos, né, Haroldo?

É, exatamente. São caracteres, estão espiritual, que nós já não nos lembrávamos, né, Lúcio? É, exatamente. São caracteres, estão no nosso DNA. Estão no nosso DNA. E à medida que a gente vai trabalhando isso, a gente vai destravando essas questões, questões do passado. Até do passado mesmo nosso, religioso, se tornando alguém mais preparado. É um espiritismo mais preparado, uma doutrina mais preparada para o convívio, para a convivência. Eu acho que é o mais legal dos estudos do Antigo Testamento. É o quanto a gente se torna mais flexível, tolerante, compreensível.

Eu me lembro que quando a gente escutava aqui falar alguns termos evangélicos, aqui tem o grupo da Igreja da Lagoinha, Batista da Lagoinha, o grupo Diante do Trono, e tal, da minha amiga que canta lá, Helena Tanuri. E ficava ali, não entendia muito a linguagem, ficava naquele preconceito bobo. Exatamente. E a gente está caminhando aqui nessas trilhas muito preciosas, essas calçadas de mármore que foram feitas para a gente caminhar aí, lindas, né? Obrigado. Extraindo o espírito da letra. Extraindo o espírito da letra da revelindo o espírito da letra da revelação.

Ótimo. Maravilhoso. Quando você extrai o espírito da letra, a gente bebe inspiração, bebe confiança, bebe sabedoria, esclarecimento, entende melhor a lei divina. Se a gente fica só na letra, aí vira um intelectualismo estéreo. Vira um conhecimento que incha, que só gera vaidade e não produz nada de valioso para a gente seguir na luta, seguir nas provas, seguir na expiação, seguir no cumprimento do nosso desígnio. Seguir no cumprimento do nosso desígnio. O que é importante aqui também destacar. O que está em jogo aqui, além do resgate pessoal de Davi, todos esses aspectos que nós estamos destacando, está em jogo a missão de Davi.

O rei messiânico. Um projeto espiritual. E ainda que, né, Arudo, dentro de um projeto espiritual, de uma linhagem que dali viria o Messias, você vê que houve esforço. Não é? Isso, é isso aí. A luta. Ninguém foi poupado no sentido da luta. Ninguém, ninguém. Ele teve que… Um rei que teve que lutar também, que teve que ter estratégia também, que teve que fugir também. Teve que fugir, foi perseguido. A gente não deu o que é que aguarda. Amigo, muito isso, né? A gente não deu o que é que aguarda, né? Ô, amigo, muito bom, viu?

Que a gente possa… Então, vamos… Esse episódio vocês vão estar assistindo agora mais tarde, e a gente agradece, e lembrando de a gente ter atenção nos temas, pensarmos nas nossas perguntas na medida que fomos assistindo os episódios e tentarmos colocá-las de acordo com algo que nos faça crescer, que nos acrescente na jornada, né, Arudo? Que a gente está prosseguindo. E não só de informações, enfim, intelectuais ou históricas, apenas, não que as pessoas não possam fazer as perguntas, mas concentrarmos aí na essência, no espírito da letra.

Então, um beijo para vocês todos, fiquem com Deus, e até a próxima. Um abraço. Tchau. A CIDADE NO BRASIL Legenda Adriana Zanotto”

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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