Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias e Júlio trazem uma análise profunda e espiritualmente enriquecedora do Livro dos Salmos, com foco especial no Salmo 2. Este estudo, que não é uma entrevista, mas uma aula, explora as nuances do texto bíblico à luz da Doutrina Espírita, revelando a perene inspiração espiritual por trás dessas escrituras milenares.
O que é estudado neste episódio
- A Relevância dos Salmos: Os Salmos são apresentados como textos vivos que continuam a emitir luz e a oferecer novas compreensões a cada leitura, especialmente quando estudados em conjunto com o Evangelho e a Doutrina Espírita.
- O Velho Testamento como “Pergunta”: Haroldo Dutra Dias, citando Emmanuel, descreve o Velho Testamento como o “homem batendo à porta da casa paterna e suplicando”. Os Salmos, em particular, sintetizam a angústia humana e a busca por respostas divinas diante das adversidades.
- O Cristo como “Resposta”: A vinda de Jesus é apresentada como a resposta celestial às indagações do Velho Testamento. Cada fala e situação narrada no Novo Testamento representa uma conexão e uma solução para as perguntas levantadas, especialmente nos Salmos.
- Análise do Salmo 2: Este salmo é examinado como uma indagação sobre a atuação do Messias diante das injustiças e domínios dos impérios terrenos. Ele delineia o Messias como um governador planetário, cujo reino “ainda não é deste mundo”, mas que persuade e integra gradualmente o céu e a Terra através do amor e da caridade, sem tolher o livre-arbítrio.
- Conexão com “Meu Reino Não é Deste Mundo”: A mensagem do Salmo 2 é diretamente relacionada ao capítulo “Meu Reino Não é Deste Mundo” de O Evangelho Segundo o Espiritismo, onde Allan Kardec dialoga com a realeza de Jesus em um contexto de regimes ditatoriais, mostrando a aplicação prática da mensagem cristã na realidade terrena.
- A Natureza da Evolução: A evolução é vista como um processo de aspiração e desejo de superação, não de imposição. A metáfora do sol e seus raios que aquecem a Terra na medida do que ela suporta é usada para ilustrar a paciência divina e a capacidade humana de assimilar a verdade.
- A Letra e o Espírito: É enfatizada a importância de extrair o “espírito da letra” das escrituras, pois a letra é histórica e datada, enquanto o espírito é eterno. O Salmo 2, com sua linguagem da época, deve ser interpretado considerando a cultura e os limites de seus redatores.
- O Messias como Modelo: O estudo ressalta que o Messias não veio para imitar os imperadores terrestres, mas para ser o modelo a ser seguido. Os imperadores e governantes devem evoluir e copiar o Cristo, reformulando seus padrões de poder.
- O Poder e a Responsabilidade: A discussão se estende à questão do poder e como ele é exercido. Questiona-se se o uso do poder reflete a autoridade do Cristo ou os padrões dos reis terrenos, alertando para a responsabilidade de quem ocupa cargos de liderança, especialmente no movimento espírita.
- A Lei de Deus e a Moral Cósmica: Haroldo Dutra Dias destaca que o Evangelho não é de Jesus, mas de Deus, sendo uma moral cósmica que vigora em todo o universo. A verdade é de Deus, e qualquer ideia ou filosofia deve resistir aos atributos divinos de justiça, bondade e onipotência.
- A Lei de Destruição e a Reconstrução: A lei de destruição é apresentada como um processo natural, mas a responsabilidade individual na destruição é enfatizada. A providência divina sempre oferece soluções e oportunidades de reconstrução, e o foco deve ser no que nos tornamos através das experiências.
Reflexões
- Os Salmos, como parte do Velho Testamento, são a “pergunta” da humanidade em busca de Deus, e o Cristo é a “resposta” que se manifesta em amor e sabedoria, guiando a evolução sem tolher o livre-arbítrio.
- O verdadeiro poder, à luz do Evangelho, não se impõe pela força, mas persuade pela caridade e pelo exemplo, transformando o coração humano e integrando o reino de Deus na Terra de forma gradual e consentida.
- A vigilância divina e a moral cósmica do Evangelho de Deus regem o universo, e a verdade é de Deus, não de religiões ou indivíduos. Nossas ações e o uso do poder devem sempre ser avaliados à luz dos atributos divinos de justiça, bondade e onipotência.
Ler transcrição do episódio
Bom dia! Bom dia, Júlio, bom dia, amigas e amigos que estão acompanhando aí nosso estúdio de Salmos. Estamos de volta, né, Júlio? Estamos aqui com um estudo gravado hoje, mas porque ontem nós tivemos um imprevisto de chuva, né, Arudo? Não conseguimos fazer, né? Mas não queríamos deixar não de gravar, né? Até porque o Arudo tem uma viagem marcada, então a gente está querendo não perder o ritmo do último estudo, né, Arudo? Que foi muito bom, né? Exatamente, Júlio, exatamente. Agradecendo a presença de todos que estão assistindo, geralmente eu, Leonor, Arudo também dá uma passadinha vez por outra para acompanhar quando a gente coloca no ao vivo, né, para vocês, porque essa energia gostosa de ver o pessoal assistindo, né, Arudo?
Sempre com comentários muito, muito bacanas, o pessoal está acompanhando, estudando. E está sendo muito prazeroso, né? O retorno que nós estamos tendo do pessoal quanto ao estudo está sendo maravilhoso. E o estudo da semana passada, ele foi assim, acho que até para a gente, né, Arudo? Acho que os estudos, mesmo para a gente, têm sido surpreendentes, assim, né? Você se sente assim. Quanto mais a gente vai mergulhar, mergulhando nesses textos, eles vão revelando um perfume, assim, inusitado, né? Mostra realmente a força da inspiração espiritual que está por detrás desses textos.
As pessoas que estão envolvidas na redação desse texto eram missionários que vieram para dar uma contribuição apesar de serem seres humanos, com as suas imperfeições, com as suas angústias, com as suas lutas, com o seu programa de evolução, mas eles estavam muito comprometidos e deram tudo que tinham. É o óbito da viúva. Deram tudo que tinham, né? Deram tudo que tinham. É interessante, Arudo, porque textos como o do Salmo são textos vivos, não é? São textos que eles continuam emitindo luz, né? E a compreensão, a cada vez que a gente abre esse frasco desse perfume do Salmos, né?
Você percebe com o estudo do Evangelho, principalmente, Arudo, o importante é a gente entender que quanto mais a gente estuda, então a gente tem hoje o estudo do Evangelho, do Antigo Testamento, que é onde o Salmo está posto, mas do Evangelho e da doutrina, a percepção, estava falando que a percepção dos aromas, elas são sempre novas. Então, é importante a gente entender que nós estamos estudando hoje e daqui a um ano, se estudarmos novamente, novos perfumes. E, aqui, Júlio, tem uma dica do Emmanuel para esses estudos.
Quando Emmanuel fala do Velho e Novo Testamento, é uma mensagem dele que está no livro Coletânea do Além. Ele diz que o Velho Testamento é o homem batendo à porta da casa paterna e suplicando. E, eu acho que os salmos representam a síntese disso, a síntese de um ser humano angustiado, perplexo, sofrendo, enfrentando as situações mais desafiadoras e tentando conciliar isso com a sua fé, batendo à casa paterna, suplicando por uma resposta. E, o Cristo é a resposta. Então, a resposta do céu é a vinda do Cristo. E, aí, a gente vai percebendo a sutileza da resposta que representa Jesus.
Como que cada elemento da vida de Jesus, cada elemento das falas de Jesus, as situações que estão narradas no Novo Testamento, como que elas representam uma resposta, uma conexão com essas perguntas do Velho Testamento, especialmente salmos. E, isso é interessante, Júlio, porque responde aquela pergunta das pessoas. Será que eu devo estudar o Velho Testamento? Ora, o Velho Testamento é a pergunta. Imagina você ler o Livro dos Espíritos, só com as respostas. Por isso que, às vezes, a gente fica perplexo com certas passagens do Novo Testamento.
Porque não lemos a pergunta. A gente não leu a pergunta. É o caso do Salmo 2. O Salmo 2 está indagando. Há uma série de nações, impérios poderosos, com exércitos poderosos, dominando o mundo, impondo injustiças, impondo domínio sobre milhões e milhões de criaturas. Onde está o Messias? Onde está o ungido? Será que ele não cuida das questões macro? Será que ele cuida só do indivíduo? E as nações? E os impérios? E essas injustiças? E essas injustiças que estão acontecendo? E, aí, o Salmo, nessa súplica, ele começa a delinear o Messias, governador planetário.
O Messias, que é o governador do orbe. E, quando Cristo vem, a gente vai entender certas falas dele. Meu reino ainda não é deste mundo. Olha, meu reino ainda não é deste mundo. Tem uma série de falas de Jesus onde ele mostra isso, que a governadoria espiritual do orbe não se impõe, não tolhe o livre-arbítrio. Ela vai persuadindo, aos poucos, a Terra. Ela vai persuadindo, aos poucos, até que chegue o momento que os encarnados aceitem, de bom grado, esse reinado do Messias, o governador planetário. E, aí, haverá aquela integração céu e Terra.
Porque isso não pode ser imposto, pode ser feito tolhendo o livre-arbítrio, porque evolução não é assim. Evolução, eu tenho que querer subir os degraus. Eu tenho que querer subir os degraus. E eu subo o degrau porque quero, porque desejo, porque estou aspirando. Ou, porque estou saturado do degrau anterior. Saturou o degrau anterior. Então, isso é tão bonito, não é? Aí, a gente chega lá no Evangelho segundo o Espiritismo. O Kardec coloca, depois de não vim destruir a lei, qual que é o capítulo? Meu reino não é deste mundo.
E tem uma mensagem lá, a realeza de Jesus. Olha que… a realeza de Jesus. Você vê, nitidamente, nitidamente Kardec está dialogando com o Salmo 2. Ele está nitidamente endereçando ao conteúdo do Salmo 2 a realeza do Messias. Que realeza é essa? Que realeza é essa? E, a gente tem que entender, quando Kardec escreveu isso, ele estava numa ditadura na França, herdeiros de Napoleão. Não é? É herdeiro de Napoleão. Era um regime ditatorial. Então, é bonito isso. Você vê a conexão das três revelações. Mas, não uma conexão ingênua.
Não uma conexão fantasiosa. Conexão pé no chão. Olhando para… para o mundo como ele é. Como ele é, sem fantasia. Sem fantasia. Sem essa ideia de, vou me isolar do mundo. Não, não é isso. O Cristo vai trazendo o seu reino, aos poucos, não é? E, eu gosto até de imaginar, Júlio, que é assim. Da esfera crítica, da governadoria do homem, aí, ele conquistou uma esfera espiritual que está um nível abaixo. Aí, conquistou outro, conquistou outro, foi conquistando. Aí, você chega numa colônia do nosso lar. E, ali, aquelas colônias do nível do nosso lar estão tentando conquistar o umbral.
Conquistar o umbral como? Através de poder? De espada? Não. Através de caridade. Iluminação. Recolhendo os sofredores, fazendo visitas periódicas, mas, sem impor a ninguém que a pessoa saia do umbral. Não. Eles passam e recolhem quem quer sair. Até a gente chegar na crosta. Então, esse ainda é muito importante. Meu reino ainda não é deste mundo. Ainda não é deste mundo. Mas, ele vai, a esfera do Cristo vai exercendo. .. Alcançar. Gradativamente. Até alcançar. E você falando isso, eu me lembrei da frase que você gosta de citar muito, que o Evangelho é o sol da imortalidade.
Porque o sol dispara ali os raios do sol. Ele vence etapa a etapa de trevas e vai vencendo. E ele se mantém a uma distância segura para existir vida. Não é, Haroldo? Isso. Porque se você se aproxima do sol, sem estar preparado, não é? Então, me fez isso. O sol, os raios do sol que aquecem e que tiveram. .. Eles viajam. É. Viajam. Não é automático. Viaja. Vence distâncias gigantescas até chegar e aquecer a terra na medida do que ela suporta. É tão bonito que Jesus usa esse verbo. Tem muito a vos dizer, mas ainda não podeis suportar.
Olha isso, né? Não tem a ver? Tem mais luz ainda, tem mais calor, tem mais vitalidade para oferecer para vocês, mas vocês não suportam. Então, não adianta ficar… E aí me veio outra imagem. A imagem de Saulo à porta de Damasco. Quando fica cego diante da luz. Da luz. Ou seja, ele buscava algo, Jesus dá uma amostrazinha para ele e fica cego. Exatamente. Né? Exatamente. Exatamente. Então, a gente vê que esse Salmo 2, com a linguagem da época, porque, veja, Davi ou seus colaboradores não eram capazes de… Quase mil anos antes de Cristo, elaborar uma linguagem de codificação.
Não dá para esperar isso. Né? Não dá para esperar que eles tivessem esse horizonte. Então, eles usam a linguagem, a imagem da realidade deles. E a gente que tem que filtrar, a gente que tem que entender essa linguagem, essa cultura e extrair o espírito da letra. Porque a letra envelheceu. A letra envelheceu. A letra envelhece. A letra é histórica. A letra é datada. Ela tem época, ela tem geografia, ela tem limites. O espírito da letra que é eterno. O espírito da letra que é eterno. Então, eles falam nessa linguagem deles aqui e a gente percebe que o salmista ele está perplexo, porque ele fica pensando, será que o Messias vai imitar os imperadores da Terra?
Né? E a gente vai perceber que a revelação vai dizer, não, não. O Messias, governador do orbe, não vai imitar os imperadores terrestres. Os imperadores terrestres é que vão evoluir e copiar o Cristo. É eles que tem que reformular. Eles não são o modelo. Os imperadores terrestres não são o modelo de nada. E nem são guia. Eles são guiados. O modelo é o Messias. O Messias é o modelo. O Messias não veio aqui para copiar. Ele veio para servir de modelo. E aí a gente vê que tudo começa a fazer sentido. Tudo começa a fazer sentido.
É muito interessante isso. Demais, Haroldo. É. É um salmo poderoso. É um salmo que tira a gente dessa ideia de religioso de mosteiro. Teve a sua função. Emmanuel diz isso lá no Acaminho da Luz. O Cristo permitiu os mosteiros. Ele permitiu o isolamento. Porque os Espíritos estavam estavam em tanto desequilíbrio que precisavam se isolar para se recuperar. Mas, veja, aquilo foi UTI. Chega uma hora que você tem que receber a alta. Chega uma hora que você tem que sair desse isolamento e tem que viver no mundo, na Terra inteira.
Viver no mundo. Trabalhar no mundo. E aí Emmanuel, mais uma vez, porque o Cristo não estabelece linhas divisórias entre o templo e a oficina. A Terra inteira é seu altar de oração e seu campo de trabalho ao mesmo tempo. Porque ele é governador do planeta. Ele não é governador de templos. Sim. E vem à mente, Haroldo, assim, uma intuição, para você me ajudar, porque quando a gente fala, é lógico que cada qual avalia a sua condição, a própria condição. Então, no aspecto dos monges, daqueles que não estão na fuga do mundo, naqueles que se retiram para os montes, até se cita no evangelho, retire-se para os montes, nessa avaliação, isso cabe a cada consciência.
E no seu degrau de evolução, como você mesmo disse, Deus não vai cobrar de ninguém aquilo que está fora do patamar da sua evolução. Não é uma crítica aos monges, mas uma crítica a uma postura de fuga. Ou seja, eu fujo e me estabeleço lá. E me veio a imagem de que a evolução é isso. E Jesus, eu não entendo tanto de evangelho, às vezes é mais a intuição, porque eu ouço muito você falar assim, Jesus sobe ao monte com os apóstolos, quando eles falam que iriam montar a tenda lá para ficar, ele fala assim, vamos descer para a cidade.
Vamos embora. E mais do que para a cidade, ele vai para a festa das tendas, que é onde Jerusalém está mais cheia. Pois é. Está mais cheia. Você tem que subir, mas você tem que voltar. Não é? É o processo da encarnação e desencarnação, é o processo dessa ida e vinda, desse processo espiral da evolução. É muito rica a metáfora do Cristo. E eu estava vendo aqui, o quanto que nós temos aqui, nesse versículo 2, elementos que Jesus trabalhou durante todo o evangelho dele. Falou o quê? Aqui está falando do jugo, aí ele vai falar do jugo.
Meu jugo é leve. Meu jugo é suave. A farda é leve. Isso. E tem muitas referências em todo o processo evangélico, porque esse Salmo 2 é muito rico. Aqui ele já falou, ele é meio que um resumo, sei lá, do messianato do Cristo, ele é um resumo do Cristo. É o Cristo Rei. O Cristo Rei. Agora eu queria te perguntar, quem somos nós nessa profecia? Porque o que preocupa a gente num aspecto assim? É a nossa atuação. Como é que nos dias de hoje, nessa repetição cíclica do aprendizado, somos nós? Quem são esses reis do mundo que estão se opondo ao Senhor e ao seu ungido?
Quem é que está se opondo? Como é que a gente… Como a gente está estudando muito Mateus 24, e vai falar da abominação, da desolação, do lugar santo, e eu acho que esse texto aqui conversa muito com o sermão profético. Ele, como todo o evangelho, ele tem uma parte aqui que parece que ele toca muito direto, quando ele fala das nações, nação contra nação. E nós, Haroldo, nisso? E nós aqui dentro disso? Essa é a pergunta, né, Júlio? E o Cristo nos avalia quando nos dá poder. Quando nos dá poder. Desde um poder pequeno, pequeno que eu digo de alcance mais restrito, até um poder de um alcance maior.
Então, quando o indivíduo assume a presidência de uma casa espírita, e aí nós vamos ver, qual que é o modelo dele? Como que ele lida com esse poder? O que é um poder? Como que ele lida com isso? Será que é nos termos da autoridade do Cristo ou é nos termos da autoridade das nações, dos reis? Porque, muitas vezes, a gente critica quem foi investido de um poder mais extenso e, quando você recebe uma parcela de poder menor, você repete aquilo que você criticava. Sim. Repete aquilo que criticava. E isso vale para presidências de casas espíritas, de federativas, de organizações, de tudo.
Pequenas coordenações, pequenas coisas. De tudo. Do pequeno ao máximo. Até aqueles que estão investidos mesmo num poder extenso por um tempo determinado. E aí surge a pergunta. Será que, quando eu sou investido de poder, eu estou agindo a favor do Cristo ou eu me transformo num obstáculo? Esse é um ponto, não é, Júlio? Esse é um ponto. Veja, quem causou os maiores obstáculos para os apóstolos não foram os romanos, foram os fariseus, religiosos. Sim. Quem causou os maiores obstáculos, veja, quem dificultou enormemente o trabalho, a missão de Kardec, a boa, a intenção maravilhosa que ele tinha de unir todos, foram os religiosos.
Então, alto de fé de Barcelona não foi feito por ateu. Foi feito por religiosos. Quem queimou os religiosos? Que alerta! Foram os religiosos. Aí, a gente fica pensando, nós temos que pensar isso. Quando alguém está num cargo de poder no movimento espírita, ele está queimando o livro ou ele está cooperando com o Cristo? Ele está boicotando trabalhadores, ou está promovendo a seara do Cristo? Infelizmente, Júlio, aqui não é um estudo de pessoas e nós jamais vamos utilizar esse espaço aqui para criticar quem quer que seja, mas, infelizmente, muitos que estão na posição de poder se tornam sabotadores da obra do Cristo.
Sabotadores da obra do Cristo. Porque começam a sair de uma postura de discernir, veja, discernir é uma coisa. Perseguir é outra. Perseguir é outra. E eu acho interessante… Criar grupos farisaicos, fechados. E, e não adianta, não adianta a pessoa justificar porque ela não vai prestar contas para quem está encarnado. Ela vai prestar contas, depois que ela desencarnar, para quem deu a ela o poder. É para quem conferiu a ela. É para esses que ela vai prestar contas. Contas. É para aqueles que avalizaram. E aí? E aí, minha filha, meu filho?
Qual foi o uso? Qual foi o uso que você fez dessa autoridade? Vai prestar contas. Vai prestar contas. Da mesma maneira que Pilatos prestou contas. Pilatos, o que você fez da governadoria da Galiléia enquanto Cristo estava encarnado diante de você? E esse, Júlio, é importante a gente pensar nisso, porque esse é um momento doloroso para o Espírito. Sim. Esse é um momento doloroso. Porque ele percebe que, enquanto ele não tinha poder, ele criticava todo mundo que estava errando. Quando foi dado o poder para ele, ele repetia os mesmos padrões de intolerância, de radicalismo, de colocar as pessoas em último lugar e as ideias em primeiro lugar.
Não é? Sim. Então, Paulo, por exemplo. Não. O importante para Paulo eram as ideias farisaicas. As pessoas estavam em segundo plano. Então, se precisasse matar a pessoa, ele matava. Se precisasse prender, ele prendia. Se precisasse excluir, ele excluía. E o Cristo nunca fez isso. E é interessante… Em primeiro lugar. É. Amar a Deus sobre todas as coisas não é colocar o semelhante em segundo lugar, não é, Arônio? É. Exatamente. Exatamente. Exatamente. Porque, eu lembro de você falar, como é que eu vou agradar ao Criador aborrecendo a criatura, não é?
Isso. E a grande fala do Gamaliel. Olha a fala do Gamaliel no cinérico. Ele fala, olha gente, sempre se levantam, se levantam pessoas dizendo que estão trazendo movimentos, novidades em nome de Deus e você não, você só observa, você deixa. Aquilo que não tem a força, aquilo que não tem o amparo, você apaga. Agora, se tiver o amparo, ele fala isso lá. Se tiver o amparo, e você obstou, você fez contenda com o próprio Deus. Você mediu força com o Criador. Então, deixa as coisas acontecer. A gente faz discernimento de trigo e joio.
Discernimento de trigo não é separação de pessoas, acepção de pessoas, que o Pedro diz na sua carta. Deus não faz acepção de pessoas. Deus discerne o bem do mal. Isso é uma coisa. Discernir o bem do mal é uma coisa. Fazer acepção de pessoas é outra. Então, é bonito porque Jesus esteve diante de Herodes em nenhum momento, em nenhum momento, Jesus provocou Herodes, desautorizou Herodes, com Pilatos, que tinha um pouquinho mais de entendimento, ele chegou a falar coisas fortes. Nenhum poder teria sobre mim se não te fosse dado pelo alto.
Olha o poder que você falou agora há pouco. Dado pelo alto. É. Foi te dado um poder pelo alto. Foi te dado um poder pelo alto. De ser o governador humano do governador planetário. É. Agora, nesse momento, você é o governador humano do governador planetário. Só que é o seguinte, Júlio, todos os governadores e imperadores, é Emmanuel que diz isso, não sou eu, não é? Todos os imperadores, todos os governadores, todos, todos, todos os seres humanos que estão no poder, conhecerão o túmulo. Porque os Espíritos dizem, eles falam poder temporal.
Eu acho espetacular essa expressão, porque eles não estão diminuindo o poder aqui na crosta planetária, eles só estão dizendo que esse poder tem hora para acabar. Agora, e o do Cristo? O do Cristo? Não. O poder do Cristo não tem data de validade. Ele é Cristo. Ele é Cristo. Se acabar esse planeta, Júlio, ele continua Cristo de outro. Não tenha dúvida. O cargo dele é permanente. Uma vez Cristo, sempre Cristo. Ele vale para nós, não é? Eles fazem parte daquelas comunidades de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo.
Agora, o poder aqui, aqui é temporal. É temporal por quê? Porque é Júlio. Você está vendo aí agora. Agora, a bola da vez é o quê? É Putin, é Xi Jinping, é o lá da Coreia. Mas aqui, daqui a 20 anos, 30 anos, estão todos no túmulo. E queira Deus, não sejam nossos filhos mal educados que estejam lá, né? Ou nós mesmos. Ou nós. Isso. Ou nós. Porque, o que que acontece, Júlio? A gente percebe isso. Quando você pega o histórico reencarnatório, especialmente daqueles que estão com a revelação espírita, uma multidão, no passado, esteve em posição de proeminência.
Estiveram em posição de muito poder. Muito poder. Não são poucos. Não são poucos. Eu vejo nessa coisa do temporal, do poder temporal, é uma questão muito ligada às necessidades. Ou seja, é temporal, porque a necessidade, ela é temporal. Essa necessidade específica. Na hora que ela passar, ela não tem necessidade de estar aí. E tal. E pronto. E finito, né? Agora, uma coisa que me vem à mente aqui, Aronto, você explora se você achar legal, porque eu acho muito bacana, porque o Cristo fala que o meu reino não é nesse mundo, mas ele fala que o reino que ele está construindo é dentro do coração, é no coração do homem.
Ou seja, é um reino interno, é uma questão íntima, né? A gente tem estudado também esses reinos que estão dentro de nós aqui, se degladiando, né? Essas nações íntimas, os nossos processos íntimos que envolvem a nossa rebeldia, que hoje nos adoecem. Interessante. Essa é uma coisa interessante, Júlio, porque a gente tem um ditado popular que diz assim, a fulano saiu da cidade X, mas a cidade X não saiu dele. Isso. Né? Então, podíamos brincar, né? Saiu de Belo Horizonte, mas Belo Horizonte não saiu dele. Agora, vamos pensar isso da perspectiva do Espírito.
Será que nós poderíamos dizer assim, Júlio? Nossa, ele saiu do Egito, mas o Egito não saiu dele. Tem uma fala, é do próprio Chico, né? É do próprio Chico. Então, está no YouTube, está lá gravado. Não é ninguém que disse, que ele disse, ah, ele só disse para mim. Não. É uma fala pública, está lá no YouTube. O Chico fala que milhões de Espíritos vieram da França e que, embora a certidão de nascimento deles esteja lá, nacionalidade brasileiro, brasileira… Mineiro. Especialmente… Psiquicamente, toca o hino, a pessoa arrepia, né?
Coloca até na bandeira, né, Aroso? É, até a bandeirinha. Os gostos, né? Vai aprender francês, aprender francês… Mas, quando a gente… O Chico está falando aquilo, com aquele tom, mas ele está dizendo assim, veio de qual França? Dos cristãos cátaros? Não. Dos mártires de Lyon? Não. Veio de onde? A turma da Revolução Francesa, que estava escrevendo, jornalista, né? Apoiando guilhotina, né? Ou estavam com os revolucionários, ou os que estavam no poder, oprimindo. .. E, quando o Espírito encarna aqui, essa nação está dentro dele.
Se ele foi um revolucionário da Revolução Francesa, essa nação está dentro dele. Tem uma tendência revolucionária ali, que, se der chance, ele mata. Ele mata, de novo. Porque ele já matou. Ele já fez isso. Veja, não estou falando dos outros, não estou falando da gente, tá? Estou falando de nós. Então, se nos derem instrumentos, se as circunstâncias se repetirem, será que, se as circunstâncias se repetirem, a gente não volta a pegar de novo a arma e matar? Tranquilamente. Volta. Volta. Volta, porque essa nação estava dentro.
Pelo menos, a tendência vem. O importante é o seguinte, entenda, a tendência virá. Esperamos que nós, com o estudo do Consolador, com a doutrina, façamos o que ele está dizendo aqui, das nações contra nações. Ou seja, nós estamos. .. Aí vem aquela fantástica do Kardec. Domar, dominar, as inclinações. É isso. Mas, dominar as inclinações de maldade. O que não dá é para a gente ignorar que nós temos um histórico de maldade. É maldade, Júlio. Não adianta colocar outro nome. Não adianta você ficar justificando, intelectualizando, dourando a pílula.
É maldade. Porque não tem nenhuma ideia que justifica prejudicar o semelhante. O Cristo nunca, nunca, nunca vai apoiar um seguidor seu que, em nome de qualquer ideia, prejudica o semelhante. Jamais, jamais. O Cristo jamais vai dar essa volta. Jamais. Jamais. Jamais. Né? Porque o Emmanuel diz assim, e para mostrar que nenhuma ideia grandiosa se é que sem o sacrifício, levantou a cruz e morreu nela. Veja, ele não crucificou ninguém. Ele não crucificou ninguém. Ninguém. Não sei se já te contei isso, né? E outra coisa que ele não fez.
E outra coisa que ele não fez. Não julgou ninguém que estava crucificado. E tinham dois. Um de um lado, outro do outro. Pelo contrário. Mesmo crucificado, injustamente, ao lado de dois que tinham motivo para estar crucificados, ele ainda teve 50% de aproveitamento porque salvou um. Agora, Lúcio, nós… Vou abrir um parênteses para te dizer o que é o Cristo e agora falar da mãe dele. A história que nós ouvimos do amigo espiritual na reunião. Na hora da crucificação, daquele julgamento, pedia por Jesus ou Barrabás, Jesus ou Barrabás, Maria não falava Jesus.
Maria não falava Jesus. Aí o companheiro contando a história, né? E eles reclamavam. Por que você não está gritando Jesus? Aí ela responde. Eu não posso condenar o filho de outra mãe. A postura cristã, ou seja, que vai além do julgamento, ela fala assim. .. Ou seja, Jesus não fez. Levantou a cruz, crucificou. Não condenou os ladrões. E a mãe seguia-lhe o exemplo. Não requisitando o sacrifício de nenhum de Barrabás. Ou seja, a postura que a gente tem que adotar de olhar para o mundo, né? A postura que nós temos que entender com Cristo, né?
Ela é muito rica. A gente… A Sheila até, por conta dessa história, ela fez uma música, né? Que está no CD dela, que está lá no Spotify. Que fala disso, né? A resposta de Maria. A escolha de Maria. A escolha de Maria. Então, assim, é muito bonito ver isso. Ver isso dentro de nós, né? E a gente perceber que, se nós não observarmos nossas tendências, Arouca, aos fatos se repetirem, nós repetiríamos as ações. Sim. Sim. Os modelos. Porque está cheio de modelo no mundo. Eu acho que esse é o ponto fundamental aqui que o Salmo 2 está trazendo.
O mundo está cheio de modelos. Você tem modelos… Por exemplo, os mongóis. Você tem o Gengis Khan. Os Khans, lá dos mongóis. Os imperadores chineses. Os imperadores do Japão. Os imperadores da Rússia. Tem modelos. O mundo está cheio de modelos. Cheio. Todos têm justificativas lindas, Ju. Até para matar. Eu ia falar disso agora. Até para matar. Está tudo justificado. Tudo explicadinho. Aí a gente volta o nosso olhar para o modelo e guia. O modelo e guia. Haroldo, existe hoje no planeta, a gente sabe que tem muitas religiões, tem muitos segmentos.
Eu ia falar só justamente porque é que fala sobre servir ao Senhor, render-lhe e tal. Mas assim, se analisarmos de forma material, é legal porque as pessoas estão assistindo aqui. Às vezes tem outras religiões, outros estão chegando aqui. Como é que é? A pessoa não conheceu Jesus nessa encarnação e não tem Ele como Salvador. Como é que Ele vai servir? Você tem no Oriente essas questões, algumas linhas religiosas que estão matando em nome de Deus. Ou seja, e baseados em obras, em profetas eleitos por eles. Como é que a gente analisa isso?
Como é que a gente se posiciona, Haroldo? A quem se refere o aconselhamento? Porque quando Jesus vem e fala, eu vim para resolver as perdidas da casa de Israel. Ele delimita. Essa é bonita. Nós temos que distinguir o Jesus de Nazaré do Cristo Planetário. Então, tem momentos que Jesus está falando do Jesus de Nazaré. Convém que Ele seja entregue. Eu vim para resolver. E tem momento que Ele está falando do Cristo Planetário. Então, a gente vê essa distinção profunda quando Ele encontra com Madalena. Não toque em mim porque ainda não subi ao Pai.
Quer dizer, agora não é mais o Jesus de Nazaré. Agora você vai, a partir de agora, Madalena, você vai lidar com o Cristo. Isso é sutil demais. Ele chega para João Batista e fala assim, nossa, não tem condição. Ele fala, não, faça assim para que se cumpra a lei. Você não está diante do Cristo Planetário apenas. Você está diante também do Jesus de Nazaré. O Jesus de Nazaré tem que ser batizado por você. Porque senão, não cumpra a lei os profetas. Então, esse é um ponto. Agora, é importante, Júlio, eu vou falar uma coisa aqui que o pessoal vai ficar…
Nos mundos celestes, não tem religião, Júlio. Tem religiosidade. Religião, não tem. Sim. Não tem. Então, veja, não é porque você é muçulmano que as leis da reencarnação são diferentes para você, porque você não é da religião cristã. Porque existe uma moral cósmica. Essa moral cósmica é o Evangelho. Por isso que o Lucas fala, e o Paulo também, na Carta aos Romanos, versículo 1, primeiro capítulo, Carta aos Romanos, capítulo 1, versículo 1, o Evangelho de Deus. O Evangelho não é de Jesus. Ele é de Deus. Se ele é de Deus, Júlio, ele é um Evangelho por uns 3 trilhões de galáxias.
Para simplificar, é mais do que isso. Mas, só para simplificar, o Evangelho vigora nos 3 trilhões de galáxias, 200 bilhões de sóis de cada galáxia e em todos os órgãos. Então, no universo ilimitado, no universo ilimitado. Por isso que ele é chamado Senhor das Estrelas. O Senhor das Estrelas. O Senhor das Estrelas. E, é muito interessante, porque quando Maria conversa com Eurípides, ela fala, olha, você ensina o Evangelho do meu filho e a astronomia. Por quê? Porque ela está querendo falar assim, meu filho, eu não quero que você ensine catecismo.
Eu não quero que você ensine o Evangelho do meu filho na ótica das religiões. Eu quero que você ensine o Evangelho cósmico do meu filho. E, para entender esse Evangelho cósmico, você vai ter que estudar astronomia, porque enquanto você não enxergar um planeta e falar, caramba, esse universo é grande demais, você não vai entender o Evangelho. Você não vai entender. Então, os princípios morais do Evangelho vigoram para quem mora em Marte, em Vênus, em Júpiter, não tem diferença. Eu te pergunto, quantas religiões têm em Marte?
Não são as da Terra. Não são. Não tem judaísmo e cristianismo em Marte. A história de Marte é outra. Mas, tem Evangelho. Tem Evangelho. E, o Evangelho lá é o mesmo que o nosso. Os Cristos são diferentes, mas, o Evangelho é o mesmo. Olha, aí, agora, tem Espírita aqui que vai, vai dar até tremor, deve estar até sentindo náusea. Então, Júlio, se você sai daqui, você vai para Marte, o Evangelho se mantém, mas, muda o Cristo. Porque o Cristo aqui é um, de lá é outro. Mas, olha que bonito. Revista Espírita, fevereiro de 1868.
Revista Espírita, fevereiro de 1868. São Luís diz assim, se é Jesus de Nazaré, se é outro, quando está falando da volta do Messias, ele fala assim, que importa? O pensamento é o mesmo. O pensamento é o mesmo. Isso é que é extraordinário. Então, é porque a verdade, a verdade, não é verdade dos Espíritos. Mesmo que seja um Espírito Crístico, a verdade é de Deus, porque, verdade é o que Deus escolheu para ser. Deus, o Criador, falou assim, vai ser assim, e não assado. Vai ser assim. Na minha criação, a lei é essa. Essa é a verdade.
Não é a verdade do Júlio, do muçulmano, do budista. Não existe verdade do budista, verdade do Espírito. Que bobagem é essa? A verdade é de Deus. A verdade é de Deus. Por isso que, Kardec começa lá no livro dos Espíritos, olha que interessante, definindo Deus como inteligência suprema. Por que? Não tem como Deus ser inteligência suprema, a lei que não seja de suprema inteligência. Aí você vê um indivíduo usando o drone para explodir o outro, que inteligência que tem isso? Nenhuma. Você vê um Putin dando uma declaração de que ele quer usar a arma nuclear, eles vão usar uma arma que vai destruir ele.
Uma guerra que todo mundo se destrói, qual que é a inteligência disso? Não tem inteligência. Isso não pode ser de Deus. Não pode ser de Deus. E o Kardec, juro, ele foi tão extraordinário que no capítulo 2 do livro, a Gênese, ele escreveu um capítulo sobre Deus. Deus. E chega um momento lá no item 3, que é o item Providência, que ele diz assim, olha, qualquer filosofia, qualquer religião, qualquer ideia, qualquer ideia, em qualquer lugar do mundo, do universo, você vai aplicar um crio, essa ideia resiste aos atributos da divindade?
Então, por exemplo, a ideia de que existe o inferno, e de que uma pessoa é condenada e fica a eternidade no inferno. Essa ideia, vamos passá-la pelo crio. Deus soberanamente justo. A ideia já tomou o ponto. Porque essa ideia não é justa. Ela não resiste ao atributo supremo à justiça. E os atributos de Deus são supremo poder, aí eu vejo umas teorias assim, livro mediúnico, literatura mediúnica, que fala, ai, o mal está dominando, o mal implantou chique, o mal está dominando, eu falo, essa ideia resiste ao atributo onipotente?
Deus é onipotente. Onipotente. Essa ideia, não, então a ideia está falsa. A ideia está falsa. Tem um outro texto, que é quando Kardec vai falar da lei, ele fala assim, gente, quando eu falo que tem uma lei, eu não estou dizendo que está funcionando automaticamente. Eu estou dizendo que o pensamento de Deus que circula pelo fluido cósmico e o universo inteiro está mergulhado no fluido cósmico, então, a lei se mantém porque o pensamento dele está ali, vigilante. Olha que interessante, Júlio. Então, Deus está governando o mundo a cada milionésimo de segundo.
Ele não para de vigiar. Um dos nomes de Deus, Júlio, na Bíblia hebraica, é o vigia. Aquele que vê. Grande olho. Ele está vendo incessantemente. Então, tem uma coisa curiosa, Júlio, que é os Espíritos falam assim, Kardec fala, ah, mas vocês podem fazer isso? Ah, não, isso Deus não permite. Mas, como assim Deus não permite? O que é isso, Júlio? A vigilância de Deus através do fluido cósmico, você não consegue fazer. Você tenta, mas não consegue. E se conseguir, permitiu, não é, Herodo? Se conseguir. .. Se conseguir é porque permitiu, Júlio.
Porque, na verdade… E aí, houve uma frase… uma das frases mais lindas que eu ouvi do Raul Teixeira. Ele falou assim, meu filho, se Deus permitiu essa pessoa fazer isso, quem sou eu para proibir? Sabe o que eu vejo? Deixa eu contextualizar, né? Eu estava num julgamento que a pessoa tinha feito uma escolha, que não sei o quê, e que era um absurdo. Que absurdo, Raul! Como que essa pessoa pode fazer isso? Como que ela pode fazer isso? Deus permitiu? Então, quem é você para proibir? Quem é você para impedir? Veja, ele não está dizendo que nós vamos aplaudir, que nós vamos aprovar.
Veja, Jesus não aprovou Pilatos, mas ele não impediu Pilatos. Jesus não aprovou Herodes. Mas, Júlio, deixou colocar a coroa, o cérebro. .. Judas… Eu ia falar isso, assim, você sabe que a gente já nas mediúnicas, ouve muito essa coisa do chip, são palavras utilizadas assim, e às vezes você tem muito mais erro em compreensão do que estão dizendo, da análise, do que do fato em si. Porque o mal está… Aqui, olha, é sofisma, né? Tem uma coisa atuando negativa, digamos assim, ou positiva. Agora, falar que aquilo está prosperando vai uma distância, porque aí você…
É o sofisma. É uma meia-verdade. Está acontecendo uma maldade, mas não é porque o mal está prosperando. Entende? Está acontecendo uma maldade, Júlio, num grão de areia, numa praia de 30 km. É. Que é o universo infinito. Então… É. É a visão, Haroldo. A gente está estudando… Você imagina, assim, olha que bonito o chip. Uma vez perguntaram para o Chico, Chico, nós temos que terminar, né? Eles não. .. Perguntaram para o Chico assim, Chico, se tiver uma guerra nuclear, destruir o planeta. Aí, o Chico falou assim, a providência divina vai nos fornecer outro.
Porque, ô, Júlio, você acha, você acha, o universo é eterno, Júlio? Você acha que não teve nenhum caso de prova de expiação que se destruiu? Nunca teve esse caso no universo? Qual que é a sua opinião sobre isso? Ó, vou dar uma dica. Infinitas galáxias, o universo é eterno, né? Porque você não fala, ah, não, Deus começou a criar na data tal. Que data? Você acha que nunca teve? Nunca teve uns malucos falando assim, vamos destruir esse mundo, expiação e prova? E conseguiram! E conseguiram! E acharam que fizeram sozinhos, Haroldo.
Você acha que isso nunca aconteceu? Qual que é a sua opinião, Júlio? Você acha que isso nunca aconteceu na história do universo? Júlio, pra mim, tudo já aconteceu na história do universo. Tudo já aconteceu. Aqui, já aconteceu de tudo. E Deus tem solução pra tudo. Quem não tem solução é a gente. Eu só sei de uma coisa que não aconteceu ainda, Haroldo. Eu não virei anjo ainda. Isso aí não aconteceu. Mas é por pouco tempo. Não, você falou isso, eu vou te lembrar. É por pouco tempo. É por pouco tempo. Você não faz ideia.
Eu vou te lembrar uma reunião mediúnica que você tava com a gente, e tava num caso igual a esse aí. De um cara querendo explodir aí uma bomba atômica e tal. Você falou assim, perguntou pro meu amigo, falou assim, como é que vocês estão vendo isso? E tudo mais. Aí eles falaram assim, nós estamos tranquilos. Aí nós ficamos compreensivos, né? Tipo, esses caras tão tranquilos. Aí ele virou e completou assim, a lei de destruição é uma lei natural. Então, ou seja, não é isso, não é, Haroldo? O fato da lei de destruição, ela tem a ver com o que você já falou sobre o templo, não ficar a pedra sobre pedra que não seja derrubada.
Não somos nós que temos que ir lá e fazer. Não, a questão é, a questão é, qual que é a sua responsabilidade na destruição? Porque o processo natural da destruição é igual. Agora, se você foi lá e interferiu na lei divina, no fluxo divino, e você destruiu, querido, tem um negócio que se chama responsabilidade. Agora, a lei vai começar a funcionar a seu favor. E é importante isso, né, Haroldo? A lei de Deus, que é amor, funcionará em seu benefício pra que você reconstrua. E é bonito, Júlio, porque, por exemplo, os Espíritos são sutis, eles dizem assim, é, vocês estão num mundo, tá lá no Evangelho dos Espíritos, capítulo 3, sim, vocês estão num mundo de expiação e prova, a gente conhece, nós já tivemos aí, é difícil, mas, olha, não é dos piores, não.
Então, isso aí, quando eu li, tá lá, hein, capítulo 3. Então, Júlio, tem pior, tem pior porque pode até destruir aqui, mas, não vai pra um mesmo homem. Vai pra um em que as condições da vida material podem ser cem vezes mais pesadas, cem vezes mais angustiantes do que aqui. Porque é o seguinte, Júlio, um aluno que destrói a sua escola, não pode estudar na mesa. Ele não merece, tá lá no Boa Nova. Recebeu uma veste, destruiu a veste, não pode receber a mesa. Não é? Então, vai recebendo instrumentos cada vez mais pesados.
Cada vez mais pesados e onerosos. Ou seja, jugos cada vez mais duros e fargos cada vez mais pesados. Por quê? Porque rejeitou o jugo suave e o fargo leve. Sim. Então, suavidade e leveza não é pra todo mundo. É pra quem merece. É pra quem busca a suavidade e a leveza. Pra quem busca. Então, veja, tem mundos, tem, Júlio, tem mundos que a gravidade, a matéria é nossa aqui, mas tem mundos, Júlio, que a gravidade, você, com esse corpo, você pesaria 400 kg. Agora, imagina você com esse corpo aí, Júlio, pesando 400 kg. Você tá chumbado ao chão.
Você ia arrastar, Júlio. É uma encarnação que você ia arrastar pra poder andar. Tem mundo de expiação e prova assim? Tem. Tem. Quem tá lá? Quem tá lá tava em outro de expiação e prova, mas afundou na brutalidade que foi dado a ele um instrumento que tem uma grosseria semelhante a dele. É a homeopatia divina. E trazendo pro campo de Deus, né, Aroldo? A gente falou disso no outro estudo. Deus tá ali manuseando o barro. Jesus é esse oleiro. Quantas vezes ele vai destruir aquilo e construir novamente, sempre que houver?
Muitas. E pra ele, Aroldo, não tem nenhum problema. Porque ele não tem problema com o tempo mais. Ou seja, assim. .. Se você tiver 50 ovos e ele quebrou um, quantos planetas Deus tem, Júlio? E o que quebrou, Aroldo? Virou o quê? Nada se perde. Então, ou seja, essa questão é muito pra gente alertar e se acalmar. Porque, na verdade, o que faz a gente agir da maneira como a gente age ainda hoje é a nossa insegurança como filho de Deus. Esse medo… Então, eu gosto de pensar assim, Júlio. Nós temos que parar de focar no que acontece.
Temos que começar a focar no que a gente se torna. Não é o que acontece, é quem você se torna. Então, o problema, Júlio, não é destruir um planeta. É você estar envolvido nisso, você ter cota de responsabilidade nisso e o que você se tornou com a destruição desse planeta. Sim. Quem você se tornou. Isso é que é preocupante. Mas preocupante pra você. Sim. Preocupante pra você, porque pra Deus não tem preocupação nenhuma, Júlio. Ele tem a eternidade de braço aberto pra te esperar. Agora, a questão é a seguinte. Quem que vai caminhar?
Não tem surpresa pra Deus, né? Ele já sabe muito bem qual é a sua trajetória. Quem vai caminhar é você. Mas, olha… Bom demais, acho que nós vamos passar pra frente, né, Arudo? Eu aconselho o pessoal a caminhar mais no estudo desse Salmos 2. A gente pode depois voltar com algumas perguntas, o pessoal amadurecer. Mas vamos caminhar até pra clarear o 2. É bom a gente… Isso. Exatamente. A gente tem toda a liberdade pra voltarmos a comentários. Dos Salmos anteriores pra referência dos que vierem pela frente. Mas eu acho que esse tem muito material pra gente estudar.
Tem muita coisa pra gente trabalhar. Mas foi excelente. Eu achei que foi muito bom. Foi muito bom mesmo. E aí a gente se encontra aí num próximo episódio, né? No próximo episódio. Ah, meu amigo. Obrigado, viu? Um abraço, pessoal. Um abraço, gente. Deixa eu botar a vinhetinha de saída aqui. Muito bom. Com Deus, gente.
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