#008 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste episódio, Haroldo Dutra Dias dá continuidade ao estudo do Livro dos Salmos, à luz da Doutrina Espírita. O foco permanece no Salmo 1, aprofundando a compreensão de seus símbolos e mensagens, especialmente a dualidade entre o caminho do justo e do ímpio.

O que é estudado neste episódio

  • Aprofundamento do Salmo 1: Haroldo retoma a análise da estrutura geral e dos símbolos fundamentais do Salmo 1.
  • O símbolo da árvore plantada junto a ribeiros: A árvore, com suas raízes, frutos e seiva, é transposta para o espírito, simbolizando a conexão com Deus como a fonte da água viva e do sustento divino.
  • A fidelidade a Deus: O Salmo 1 é apresentado como o salmo da fidelidade, onde o justo é aquele que é fiel a Deus.
  • O desafio da fidelidade: O principal desafio abordado é a aparente prosperidade do ímpio no mundo material, que muitas vezes desconcerta o justo.
  • A palha e o fruto: A metáfora da palha que o vento dispersa para o ímpio é analisada, contrastando com a árvore frutífera do justo. É explicado que a palha surge após o ciclo completo de crescimento e frutificação, indicando que Deus permite o desenvolvimento do mal até o tempo da “ceifa”.
  • Paralelo com o trigo e o joio: A discussão se conecta à parábola do trigo e do joio, onde ambos crescem juntos até a ceifa, ilustrando a paciência divina.
  • A história do médico Vicente (Livro Os Mensageiros): É narrado o caso do médico Vicente, assassinado pela esposa e pelo irmão, que prosperam materialmente. A história é usada para ilustrar a justiça divina que aguarda o tempo da ceifa, ou seja, a conclusão do ciclo das experiências.
  • A permissão divina para o livre-arbítrio: Deus permite que o mal se manifeste e que o livre-arbítrio seja exercido, mesmo que isso cause sofrimento, para que o ciclo evolutivo se complete e haja aprendizado.
  • A incompreensão de Deus: É enfatizado que nenhuma criatura pode compreender Deus em sua totalidade, mas que devemos nos dedicar a estudar o que Ele revelou sobre si mesmo.
  • A oração do Pai Nosso: A expressão “Pai Nosso” é analisada, ressaltando que Deus é Pai de todos, incluindo os ímpios, e que Ele não faz distinção entre justos e injustos em seu amor.
  • A evolução espiritual e o livre-arbítrio: Uma linha do tempo da evolução do princípio inteligente é apresentada, desde a mônada celeste até a fase hominal, para contextualizar o período de exercício do livre-arbítrio como uma pequena fração do processo evolutivo.
  • O “espírito adolescente”: A fase de escolha entre o bem e o mal é comparada à adolescência do espírito, um período de aprendizado intenso.
  • Exemplos históricos e literários: São citadas histórias de Humberto de Campos (Simão Pedro e Jesus), Ismael (formação do Brasil) e a Inquisição para ilustrar a paciência divina e as consequências do livre-arbítrio.
  • A pluralidade das existências: É defendida a necessidade da pluralidade das existências para que a justiça divina se manifeste, pois uma única vida não seria suficiente para explicar as desigualdades e sofrimentos.
  • O mal como “figueira seca”: O mal é comparado à figueira que seca na época do fruto, significando que o que não é digno da imortalidade será corrigido e não prosperará eternamente.

Reflexões

  • A paciência divina permite que o mal se manifeste para que o livre-arbítrio seja exercido e o aprendizado se complete, aguardando o tempo da “ceifa” para a correção e a justiça.
  • A compreensão da pluralidade das existências é fundamental para conciliar a justiça de Deus com as aparentes desigualdades e sofrimentos do mundo, pois uma única vida não seria suficiente para o equilíbrio e a evolução.
  • O Salmo 1 resume a essência da Bíblia, abordando as grandes questões sobre a permissão do mal e o sofrimento dos justos, e nos convida à fidelidade e à confiança na sabedoria divina, mesmo diante das adversidades.

Ler transcrição do episódio

Bom dia! Bom dia, Eleonora, Júlio! Oi! Bom dia, bom dia! Olá, amigos! Que alegria estarmos juntos para mais um estudo de Salmos, à luz da doutrina espírita. Sejam todos muito bem-vindos para mais uma sexta-feira. Que bom que estamos reunidos, que bom revê-los, Saroudo, Júlio. Oi, Eleonora, prazer também, querida. Estamos dando sequência aí nos Salmos, né? Essas semanas para trás, nós tivemos aí, né, alguns compromissos com o Haroldo, né, mas a gente sempre vai retornar, né, Haroldo? O pessoal, às vezes, fica perguntando, não vai voltar mais, não?

É, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, Estamos no primeiro Salmos, a gente vai ter muita coisa, né? Tem gente que vai de palma a palma, a gente vai de Salmo a Salmo, né, Arô? Exatamente. Mas é isso, então, Arô. Hoje, então, o que temos para hoje? Olha, eu acho que falta um pouquinho ainda do Salmo 1. Algumas, eu acho que a gente já conseguiu compreender a estrutura geral do Salmo.

Aqueles símbolos mais fundamentais do Salmo, a árvore plantada junto a ribeiros, esse símbolo da árvore, conhece-se a árvore pelos seus frutos, mas a árvore não dá fruto se ela não tiver enraizada, se ela não tiver nutrientes, se ela não tiver água, se a seiva dela não estiver correndo, E, quando a gente transporta essa ideia da árvore para o espírito, essa conexão das raízes é com Deus, é com a fonte. Deus é a fonte da água viva. É bonito que, no poema Matéria Cósmica, diz assim, com seu pensamento, almo e insondável.

Almo e… é de nutrição. Algo é de sustento, né? Então, é o pensamento divino que sustenta a criação. Então, o pensamento divino é esse ribeiro, é essa fonte da água viva que jorra pela eternidade, alimentando todos os seres. E aqueles que se colocam nessa relação de fidelidade, e aqui é importante, tem uma mensagem do Emmanuel, a gente já leu aqui 548 vezes, que é comungar com Deus, e o Emmanuel faz essa observação sobre a fidelidade. O Salmo 1 é o salmo da fidelidade. O justo é o fiel, é o fiel a Deus. E… E qual que é o desafio da fidelidade a Deus?

Então, é esse ponto que eu queria trazer aqui. Qual que é o desafio da fidelidade a Deus? Eu vou começar aqui. Primeiro desafio. Assistir ao ímpio prosperando. Vamos trabalhar isso? Porque o ímpio prospera. Ele se dá bem, ele enriquece. Ele tem acesso a todos os recursos de prazer, de crescimento, de ampliação. O ímpio parece vencer no mundo corporal. Por quê? Nossa, Haroldo. É o que está aqui no versículo, é o que está no versículo 5. É, Haroldo, inclusive, eu peço desculpas ao pessoal, na próxima a gente vai ter esse cuidado, você tem feito uma tradução com a gente que às vezes não é ao vivo, hein?

Eu vou tomar o cuidado da gente transcrever essas leituras, para a gente, inclusive, documentar a tradução. Você dá uma revisada, até no que foi ao vivo, para a gente, no caminho, trazer, todos os dias, a gente trazer aquilo que a gente traduziu, aquilo que a gente compreendeu, porque senão a pessoa se perde na tradução que ela está lendo lá. Mas você está lendo aí, no versículo 5, lê para nós um trechinho. Nós estamos vendo no finalzinho do versículo 4, quando ele diz assim, no final do 3, ele diz que tudo o que o justo fizer prospera.

Olha isso. Não é, aí é início do 4, não é assim com os ímpios, porque são como palha, olha só, como palha que o vento dispersa. Olha isso, não é? Agora, quando que surge a palha? É depois do fruto. Então, tem a fase que o ímpio germina, tem a fase de florescimento do ímpio, tem a fase que ele frutifica e depois vira palha para o vento dispersar. Tem um simbolismo profundo aqui, porque nós exigimos de Deus que Deus interrompa o ímpio quando ele está só florescendo. Me lembrou a questão do trigo e do joio, né, Arô? É, deixar crescer ambos juntos, até a ceifa.

Então, o Criador espera você praticar todo o mal que você tem a intenção. Está lá no livro Os Mensageiros, a história do médico Vicente, monitor do André Luiz. Aluno do instrutor Calderaro. O Vicente conta a história dele, ele era um pesquisador, a esposa dele se enamora pelo próprio irmão do Vicente, o cunhado, que era um advogado. Os dois começam a ter um caso e planejam e executam o assassinato do Vicente. O irmão executa o assassinato do irmão e a esposa o assassinato do marido. Eles assassinam o Vicente, pegam todos os bens e o André Luiz pergunta, e como é que eles estão?

André, por enquanto eles estão encarnados, aproveitam todas as delícias que a fortuna pode oferecer. O André Luiz fala, mas não pode. Onde que está Deus? Aí o Vicente diz, calma André, calma. Tem que aguardar o tempo da ceifa. Você não faz ceifa de broto, você não faz ceifa da árvore que está ainda em flor. Por quê? Porque você não conhece ainda a árvore. A ceifa é feita de árvore frutífera. Então, a separação da árvore é feita pelo fruto. Tem que esperar o ciclo se completar. Isso é assustador para a gente. Demais, Alô.

O ímpio prospera. E o Emmanuel diz mais. O ímpio prospera porque ele assalta os bens da vida. Assalta. Ele rouba ele rouba as posições de poder ele rouba as posições de posse e riqueza ele rouba os bens de prazer, de felicidade ele rouba os lugares ele rouba os recursos ele assalta tudo Nossa, eu tô achando maravilhoso, porque ontem, né, quando a gente combinou a gravação desse estudo hoje, eu fiz uma leitura e pensando, o que mais será que nós vamos falar, né? Pensei no caminho, pensei na progressão do mal, o caminho do justo, o caminho do ímpio, e realmente eu fiquei parada nesse versículo, que fala assim, que o mal é como se fosse uma palha, aí eu pensei…

Nossa, e a gente olha e parece que é um edifício, né? A gente olha e parece que é uma coisa concreta, que é uma coisa que está dando frutos mesmo, como você falou, né? E aqui no texto ele diz assim, não, mas o mal é como uma palha. O bem que é uma árvore, que tem sustentação, que tem alimentação. E realmente, quando a gente olha no percurso da encarnação, como você disse… Não está parecendo que o mal é uma palha, você falou que o mal frutifica, o mal parece que opera, o mal parece que está comandando às vezes as ações, nos nossos locais de trabalho, às vezes os locais que a gente tem contato.

E é interessante a gente dizer assim, Deus permite que o mal, que a pessoa exerça esse livre-arbítrio, para depois ter essa ceifa, ou para depois ter essa correção de rota. Ele permite que o joio saia da semente até o fruto. Nós queremos ceifar a semente. Deus não faz isso. Porque nesse processo pode haver uma transmutação. Nesse processo, várias enxertias são tentadas. Vários processos de regeneração são colocados em andamento. Sabe, Haroldo, a gente sabe que quando a gente conversa aqui, nós estamos aqui abordando, percebendo, intuindo, tentando compreender Deus.

Uma coisa que é… que é o nosso trabalho, nossa busca. Mas o problema disso tudo é Como é que a gente trabalha com isso quando a gente não compreende Deus, essa ação de Deus? Quando a gente não compreende que os motivos, os porquês, os objetivos, se Deus é bom, se Deus é amor, se Deus é todo poderoso. Porque as pessoas… diante de casos como esse do Vicente, se sentem muito machucadas pelo ímpio. Então, o fato é que me parece, hoje, pelo menos para a nossa realidade, em prova de expiação, É, como diz, não tem, vejo muitos, muita injustiça, mas poucos injustiçados, vamos dizer, né?

Ou nenhum injustiçado. Mas, como é que a gente vai lidar com isso, Arouda? A gente fala isso, mas realmente, compreender Deus, né? Qual o caminho pra gente entrar na serenidade? Porque você falou da fidelidade, qual que é o desafio? É confiança. Por quê? Porque se você não confiar, se você não… não acreditar que ele tem esses atributos como é que você vai levar essa fala até o fim como? porque ela não parece ser boa ali do início até aonde a gente vai chegar, ela é de dor ela é de sofrimento como que a gente faz?

Como é que você acha? Tem duas questões aí a primeira questão que você colocou é uma questão muito importante Não há nenhum espírito criado que compreenda Deus. Nós temos que entender isso, porque Deus é absoluto e não existe nenhuma criatura absoluta no universo. Só há um absoluto. Então, a gente tem que perder essa expectativa de compreender Deus. Nós temos que estudar aquilo que Deus revelou a respeito dele. É isso que está no Salmo aqui. O justo monologa, o justo recita… a Torá dia e noite. Então, ao invés da pessoa ficar se perdendo em labirintos filosóficos sobre o caráter absoluto, as intenções de Deus que ele não revelou e que você não vai compreender, porque o pensamento dele é insondável, sondável, grava com o seu pensamento nutritivo, que nutre, e insondável, seus poemas de seres e universo.

Então, perder tempo tentando sondar o insondável. Isso é perda de tempo. O justo dedica o seu tempo para entender a revelação. O que Deus revelou a respeito dele. E nós estamos estudando aqui uma revelação. Salmo 1. Está dizendo para a gente. O que está sendo revelado aqui? Está sendo revelado. Eu, Deus, não faço ceifa de semente. Eu só faço ceifa de palha. O que é a palha? Pensa no milho. Você plantou o milho, deu o brotinho, cresceu o ramo, Surgiu a florzinha, surgiu o barbo de milho, ele cresceu, deu milho, verde, o milho amadureceu, a casca virou palha, aí completou o processo.

É aí que vem a cefa. Revelado. Isso é o que está revelado. Eu tenho que estudar o que está revelado. Agora, o que a gente faz? A gente briga com o que está revelado e tenta ficar sondando o insondável. Eu só conheço de Deus aquilo que ele revelou. Mas, é importante. Existe uma revelação extraordinária aqui. Qual que é a revelação extraordinária aqui? Qual que é a revelação extraordinária aqui? Quando você vai fazer a oração que Jesus nos ensinou, a oração começa assim. Meu, meu pai que está nos céus. Não. A oração começa assim.

Nosso. Tem dia que eu já paro a oração aí. Dependendo do meu estado de humor, do Pai Nosso, eu só faço Pai Nosso. Porque aí já me dá uma irritação, eu paro a oração. Porque quando você fala Pai Nosso, você está dizendo Pai meu e Pai do ímpio. Pai dos terroristas. Pai dos criminosos. Pai dos violentos. De todos que estão praticando mal e fazendo multidões sofrerem. Pai dos injustos. E meu Pai… E pai de Jesus, né? E é. E pai dos espíritos furos, e pai da tartaruga, e pai do cachorrinho. Porque o que acontece? Esse Salmo é desafiador, porque o que está por trás desse Salmo aqui?

Porque Deus permite que o justo sofra com as escolhas do ímpio. Porque se não tivesse ímpio, o justo não sofria. Se não tivesse ímpio, o justo não sofria. Não sofria do mal moral. Ele ia sofrer do adoecimento, de morrer, porque isso é dor também. Dor natural. Se não fosse o ímpio, o justo não ia sofrer. E agora? Mas como é que é a oração? Pai dos justos que está nos céus, santificado seja o teu nome. Não, não é pai dos justos, é pai nosso. Ele é pai dos ímpios também. Ele é pai dos ímpios. Eu fiquei pensando também, mas nem sempre a gente é ímpio, né?

A gente está nesse caminho. Entre aqui, entre ali, escorrega um pouquinho, acerta um pouquinho. Aí você é um justo. Se você está escorregando, está errando, você é justo, Eleonora. O ímpio é diferente. O ímpio, o ímpio, ele está nesse caminho tríplice, né? O ímpio é aquele que decide deliberadamente… praticar o mal e se opor à justiça divina. Esse é o ímpio. Nós não podemos dourar a pílula. Você está tentando, aí você tropeça, você é justo. Você não é o perfeito justo. O perfeito justo é Jesus, que já não tropeça mais.

Se você está querendo o bem, está tentando praticar, você é o justo filhote. O ímpio não, Eleonora. O ímpio não. O ímpio, ele rompeu, ele rompeu o pacto de fidelidade ao pai. Aru, você pode me cortar assim, não, mas me veio à mente, né? Porque você pensa assim, somos todos filhos de Deus. Em algum momento, Deus nos criou, mesmo os ímpios. Eu já conversei com muito conselho, vai ser eu, Aru. Já perguntei até na mediúnica. Meu Jesus, quando é que foi que eu fiz assim, né? Vou fazer o treino pro lado errado aqui. Vou fazer, não vou seguir aqui os planos de Deus.

Mas… Me veio à mente que, no caso de Jesus, ele possa estar se referindo, no nosso caso, porque esse é um evangelho muito voltado a nós que estamos aqui, né? Essa revelação, ela está voltada a esse pessoal terreno, né? Que está aqui na Terra, nas experiências. Apesar de ter leis universais. É… Ele poderia estar falando de espíritos remitentes, esses que já vêm sendo exilados há mais tempo, persistindo no mal e repetindo essas experiências? Você acha que ele pudesse ser algo também que abrangesse essa área de espíritos remitentes?

Abrange também, mas não é só isso, Júlio. A gente tem que fazer um corte. Vamos pensar em evolução espiritual. André Luiz, Evolução em dois livros. Do momento em que o… Veja, tem um momento que o princípio inteligente é criado e até ele chegar num ser vivo. Quanto tempo? Não sei. André Luiz não fala. Então, do momento que o princípio inteligente é criado, aí passa, a mônada é potencializada, porque o livro Evolução em Dois Mundos, o livro A Caminho da Luz, começa assim. A Terra surge, cria o protoplasma e as mônadas celestes são trazidas.

Trazidas de onde? Aquelas mônadas celestes que estavam sendo trazidas iam começar a vida biológica. Então, elas já estão evoluídas, elas já passaram pelo mineral e não foi na Terra. Ali, meu querido, não tem livre-arbítrio, não. Ela está dormindo ainda. Dorme no mineral. Ela está dormindo ainda. Bilhões e bilhões de anos, o príncipe inteligente sem livre-arbítrio, dormindo, criancinha. Olha, Está lá no átomo. Por isso que o átomo fica vibrando, Júlio. O átomo fica vibrando. É um bercinho. É um bercinho. É um balado.

Bilhões de anos. Aí essa mônada fala, nossa, o bebê cresceu. Agora nós vamos ter que dar uma célula para ele. Ele vai começar a gerenciar uma célula bem simplesinha. Uma célula bem simplesinha. Não tem núcleo. Bem simplesinha para ele começar… dessa célula é ele se tornar um primata não é livre-arbítrio, não primata, chimpanzé André Luiz, aí isso está na evolução em dois mundos 1.5 bilhões de anos, ele teve livre-arbítrio? Ele praticou o mal? não ele ficou 1 bilhão 1.5 bilhões de anos passou pela célula vegetal ser unicelular pelas espécies agora Chegou no primata.

Até aqui, quantos bilhões de anos já passaram? Talvez até mais. Aí, ele chegou no primata. Quando ele chega no primata, o que acontece? Guardei por muito tempo a expressão dos gorilas, pondo mais fé nas mãos e mais luz nas pupilas, e a chorar para então compreendê-las. Então, ele foi vivendo experiências ali, inclusive de dor, foi apurando a inteligência. Chegou na fase ominal. Quanto tempo passou, Lohr? Da mônada celeste, do princípio inteligente, até esse momento que ele chega no ominal, sete bilhões de anos? Dez bilhões de anos?

Não sei. Mas, é por aí. É por aí. Sabe quanto tempo que ele fica nessa fase ominal aí, de mundo de expiação e prova, usando o livre-arbítrio, até ele chegar no mundo de todos? Sabe quanto tempo que ele fica aí? Uns 200, 300 mil anos. E, a gente fica bravo com Deus. Por causa desse trechinho de 300 mil anos que você tá treinando o seu livre-arbítrio. Mas é um absurdo, essa criação de Deus, como que ele deixa um ímpio exercer o livre-arbítrio e escolher o mal? Meu, criatura, você tá falando de 200, 300 mil anos da evolução.

Passou mais de 7 bilhões de anos para trás e depois que ele chegar a mundo de todos, ele não escolhe mais o mal. Doutor Bezerra não escolhe mais o mal, ele não quer, ele não quer, não é porque Deus falou, doutor Bezerra, meu filho querido, não escolhe o mal, não, ele que não quer, ele que não quer. Então, de mundo ditoso para frente, ninguém mais quer escolher o mal, isso é coisa de adolescente, gente, isso aí tem que escolher o mal, isso é coisa de espírito adolescente, pelo amor de Deus, para com isso, eu já sou espírito maduro, eu estou querendo a serenidade e paz, pelo amor de Deus, vai para lá.

Não quero isso para mim. O tempo que o Espírito ficou na fase ominal, portador de livre-arbítrio, fazendo experiência, escolhendo, usando o livre-arbítrio, mal, é 200, 300 mil anos. Para nós, é uma eternidade. Por isso que os Espíritos falam assim. Escuta, para aqueles que se demoram na prática do mal, que são… Aí, os Espíritos falam, olha, para eles, as eternidades são maiores. Oi? Eternidades? Mas, só tem uma eternidade? Não, Júlio. Para nós, Espíritos rebeldes, esses 300 mil anos é uma eternidade. É só 300 mil anos.

Mas, a gente transforma essa porcaria desses 300 mil anos numa eternidade e começa a julgar Deus por causa de um centímetro. Do caminho evolutivo. É por isso que tem uma mensagem do Humberto de Campos. Simão Pedro está bravo, mas o Simão Pedro estava tão bravo. O Simão Pedro estava quase com a carta de demissão para entregar para Jesus. Ele falou, Senhor, o Senhor me chamou para esse negócio aí de ser cristão, de seguir. É muito bonito. O Senhor é gente boa. Mas, sabe o fulano, o mercador de cabra? Aqui, da redondeza, aqui da Galileia, aquele sujeito não presta.

Agora, é o seguinte, está prosperando, e eu aqui com dificuldade, a sogra em casa, família, passando a maior dificuldade. O sujeito não presta, está lá bem. O senhor está vendo isso? O senhor não está vendo isso. Não é possível que o senhor está vendo isso. Aí, Jesus fala com ele, calma, Simão, ele vai viver. Mas, senhor, sabe o outro lá? Uma lojinha, uma lojinha. Ele fala mal de todo mundo. Está atacando todo mundo. Fazendo intriga. Agora, é o seguinte. Tudo na vida dele dá certo. Eu estou aqui seguindo o teu evangelho.

Tudo dando errado para mim, Senhor. Não tem nada dando certo na minha vida. Aí, Jesus fala, Simão, o fulano… E Jesus fala o nome. O fulano viverá. Ele vai viver, Simão. O problema é o seguinte. Agora, usando as luzes da doutrina espírita. O que Jesus estava dizendo para ele, ele falou assim, ô Simão, não fica triste não, é que você está na ceifa, ele está no plantio. Fica tranquilo, Simão, você está reclamando, é que você está colhendo, você está na fase da colheita, querido. E eu estou aqui com todo o amor, preocupado, porque a minha preocupação, Simão, é você semear igual, Então, toda a nossa devoção aqui é para você semear diferente.

Agora, não se preocupe com o fulano da cabra, com o outro lá não, porque ele está ainda semeando. Deixa ele. Atenda a oportunidade que você teve, filho. Porque quando você estava plantando, alguém te interrompeu? Eu fui lá te interromper? Vou dar outro exemplo. An Ismael chega chorando, pede um audiência, chega chorando, chorando, gabinete Jesus, vai falar, a voz embarga, ele fala, Senhor, esse negócio desse… Brasil, coração do mundo, pata do evangelho, o Senhor me deu. Olha, eu vou falar uma coisa para o Senhor.

O Senhor não sabe o que está acontecendo. O povo que o Senhor escolheu está pegando navio e está indo lá na África. Está amarrando criança, mulher. Está estuprando mulher. Matando criança. Prendendo os homens. Trazendo tudo escravo, Senhor. Vários navios. Estão pegando gente de tudo quanto é lugar. E eles pegam o Senhor. De vários lugares e misturam tudo. Pessoas diferentes, como animais, Senhor. O senhor acha que isso está certo? Aí Jesus fala para ele, Ismael, não foi isso que eu quis. Eu pedi a colaboração do povo africano.

Eu pedi que na formação da pátria do Evangelho e do coração do mundo, nós tivéssemos a colaboração dos povos da África, das pessoas de pele africana, para que eles viessem com a sua alegria, para que eles viessem com a sua bondade, com a sua espontaneidade, com os seus talentos, viessem enriquecer a pata do Evangelho. Eu não queria que eles viessem escravos no navio, Ismael. Isso nunca foi o nosso plano. Não foi assim que nós planejamos. Mas, Ismael, nem eu, o governador espiritual do planeta, nem você, o governador da nação, Podem interromper exercício de livre-habito.

Há uma lei soberana regendo os nossos destinos. Agora, meu filho, essa ação, essa escolha, vai gerar uma volta, vai gerar um caminho tortuoso que talvez demore aí uns mil, mil e duzentos anos para a gente corrigir. Até todo mundo resgatar, até os ódios serem dissolvidos, até as injustiças serem corrigidas. Isso vai atrasar a evolução do Brasil em uns mil anos. É desse jeito. É desse jeito. E se você virar para Deus e falar assim, Deus, eu não aceito isso. Acho um absurdo você, o Todo-Poderoso, não interferir no livre-arbítrio dos outros.

Então, a partir de agora, eu vou resolver esse problema. Já estou com a minha capa preta, eu sou o Batman agora. O Justiceiro. E eu vou interferir no livre-arbítrio e vou forçar todo mundo a praticar o bem. Deus vai virar para você e falar assim, tá bom, meu filho, pode exercer o seu livre-arbítrio. Ah, Haroldo, você está de brincadeira, isso não aconteceu não. Aconteceu não? Aconteceu não? Então, pensa na Inquisição. Pensa agora na Jihad, no Hezbollah, no Hamas, que tem uma doutrina de perseguir os infiéis. Os infiéis.

Por exemplo, é Eleonora que está com esse cabelo solto aí, não está tampando esse cabelo? Uma infiel. Nós temos que disciplinar essa moça. Como é que ela vem aqui fazer uma live de camiseta e os cabelos aparecendo? Olha, Júlio, são só 300 mil anos, mas dá trabalho para Deus, viu? Essa fase de adolescência dos Espíritos dá um trabalho para Deus. Nossa, mas muito, muito legal, muito, muito, muito rico esse comentário seu, né, e eu acho, eu penso assim, né, que nós vivemos, a gente conversou, a gente fez o último Viracera, inclusive nós vamos ter uma versão dele online em breve, sobre o perdão, né, e a gente falou do perdão a Deus, ao próximo e a si mesmo, né, Arudo?

E nós… Pela nossa inexperiência, a gente tem tido dificuldade de compreender esse plano de Deus que envolve o livre-arbítrio, que envolve essa experiência. Emmanuel fala também isso, que Deus vê seus filhos como imersos em vastas experiências. Em vastas. E no mundo em que você tem que manter a ordem, no mundo em que você tem que manter, né, ter leis, etc e tal, e no mundo em que nem mesmo as leis que a gente criou a gente obedece, né, vamos dizer assim. Mas eu fico pensando que, eu lembro quando a gente fez o Brasil Coração do Mundo, né, que quando a gente escolheu o tema, escolhi entre aspas, do livro, eu fiquei todo feliz, mas depois eu fui ver que era a obra mais perseguida do espiritismo, era Brasil, Coração do Mundo, Pátria e Evangelho.

A obra mais atacada no meio espírita, fora do espírita também. Eu fiquei assustadíssimo. E conversando com os amigos espirituais que conduziram o trabalho, eles falaram assim… que o erro até então na interpretação da obra Brasil Coração do Mundo é que se pensava que estava escrito para historiadores, e a obra foi escrita para cristãos. Então, eu fiquei pensando nisso na postura dos cristãos diante da humanidade. Não é exigida aquele que não está paramentado, como você falou a história de Simão Pedro. Jesus exigiu dele e explicou para ele como cristão.

Agora, o outro que não é cristão, que está noutra fase, noutro processo, noutra circunstância, talvez não compreenda, mas nós já podemos compreender, né, Arudo? Isso que você está dizendo. A gente já pode compreender, a gente já tem condições de entender esses 300 mil anos, né? Porque para alguém que não acredita na vida após a morte, 300 mil anos, entende? É só essa vida, é só essa vida. Então, assim, eu acho que a grande dificuldade é que nós somos, muitos de nós, somos novatos, entre aspas, no quesito imortalidade da alma e evolução espiritual.

E a gente fraqueja. Por isso que a doutrina espírita ainda não foi… Por isso que a doutrina espírita, não. Por isso que os princípios espíritas ainda não foram socialmente absorvidos. Porque eles chocam interesses. Chocam os interesses. Agora, tem uma coisa importante aqui. Eu acho que o Gladisson captou isso de uma forma muito profunda. Depois do mestre, martírios são troféus. Martírios são troféus. Então, isso é difícil. Isso é difícil, porque o Gandhi foi assassinado. Martin Luther King foi assassinado. Os amigos do monge lá da Vietnã Mita, que era amigo do Martin Luther King, todos foram assassinados na época da guerra do Vietnã.

Então, plantação de padrões do bem, por exemplo, Alcione resolveu se martirizar e veja que ela veio numa missão familiar. É bonito isso, não é? Porque a missão da Alcione, ela até poderia vir, numa missão coletiva, numa missão de um país. Poderia, ela tinha condição para isso. Mas, não, ela veio numa missão familiar, de martírio. De martírio. Porque, qual que é o problema do martírio? O problema do martírio é quando você ama um cão que morde, que ainda morde. Quando você ama um cão que ainda morde, você tem que pensar muito bem se você vai cuidar dele.

Esse é o ponto. Esse é o ponto. Mas, o que acontece? Acontece uma coisa muito simples, você detectou, Júlio. Nós estamos tão vinculados ao corpo que, para nós, só existe o corpo, só existe a vida corporal e só existe uma vida. Não é isso? Não é o lema? Vida só tem uma. Tá certo, vida só tem uma. O que tem muitas são as existências. A vida só tem uma mesmo. Isso tá certíssimo. Ela é eterna, né? É imortal, né? Continua. A vida é imortal. Agora, a existência tem várias. Existência. Bom, a matemática não fecha em uma existência.

Sim. Não adianta subterfúgio. A gente pode ficar tentando aqui fazer subterfúgio não dá o seu subterfúgio caem quando você vai agora no hospital e ver uma criança com três anos de idade com metástase e a metástase começou o câncer começou quando ela tinha um ano e meio a conta não fecha a conta não fecha a conta não fecha quando você vê uma pessoa que dedicou a vida inteira dela para o bem pregando bem E aí ela tem uma doença, acontece coisas horrorosas na vida dela. A conta não fecha. Uma existência só, a matemática não funciona.

Não tem jeito. Então, você tem que escolher. Ou Deus é justo, ou eu só tenho uma existência. Vamos falar abertamente, gente. Vamos parar de dourar a pílula. Se só existe uma existência, Deus é injusto. Ponto final. A matemática não fecha. Se Deus é justo, eu preciso de pluralidade das existências. Pluralidade das encarnações. E evolução, né, Herói? E evolução. E no que cabe, talvez a maior parte das pessoas que estão nos ouvindo nos salmos, nos cabe lembrar disso, né, Herói? Porque parece que dá uma amnésia, assim, a gente começa…

Então, eu acho bonito, eu trouxe aqui esse caso do Mensageiros, que o Vicente, o Vicente está lá ao nosso lado, que, veja, ele foi o assassinado. Mas ele já estava lá com o Aniceto, Médico, já está atuando. A mulher e o irmão estavam em casa. E é interessante que o André Luiz fala, mas, escuta, como é que eles estão? Ele fala, aos olhos do mundo, eles são um casal maravilhoso. Tirando esse crime, eles são gente boa. Que coisa, né? É isso que dói na gente. O que dói na gente é a gente perceber que, por enquanto, nós somos uma mistura de sombra e luz.

Porque a gente só quer ver a luz na gente. Essa mistura de sombra e luz. Então, eles estão. Ele falou, mas Vicente, o que vai? Calma, André. Calma. Tem um tempo. Eles vão completar essa encarnação. Por quê? Eles vão concluir o plano deles. O plano foi assassinar o irmão para eles viverem um romance e usufruir do dinheiro e viverem bem, com conforto. O plano era esse? Vai ser concretizado. Vamos viver. Aí, vamos viver a experiência. Aí, na hora que a experiência acabar, completou a experiência, aí vem a ceifa. E, a ceifa é bonita porque não tem ódio na justiça divina.

Ódio tem na vítima. Então, Jesus fala, olha, vocês viveram essa experiência, né? Agora, vocês vêm aqui. Vocês dois vão viver a experiência espelho. O que é a experiência espelho? Foi bom tirar o patrimônio de alguém? Agora, vocês vão experimentar alguém tirando o patrimônio de vocês. Para vocês avaliarem. Vocês construíram uma felicidade tirando o patrimônio de alguém. Agora, vocês vão tirar o de vocês. Ah, não, mas que isso, ó. Aí não é justo. Precisa disso não, né? Precisa disso não. Não, precisa disso tudo não. Precisa.

Precisa porque vocês têm que enxergar uma situação de todos os ângulos. Emmanuel é bonito, né? Está no Justiça Divina. Ele fala assim, não somos ainda como os anjos, capazes de enxergar uma situação por todos os ângulos. Por que eles são capazes de enxergar uma situação de todos os ângulos? Porque eles já encarnaram em todos os ângulos. Eles já viveram vida em todos os ângulos. Eles já experimentaram tudo. Então, você fala assim, você já viveu lá? Não, não. Calma, viu? O negócio é mais complicado. Então, como eles já experimentaram em todos os ângulos, eles têm uma visão mais abrangente.

Da situação. Isso é que é a expiação. A expiação é você trocando de… Eu falo, olha, vocês construíram interessante, vocês construíram uma relação amorosa, né? Eu vi que vocês… um casamento feliz o de vocês. Casamento feliz. É, nosso casamento foi muito feliz. Só que vocês construíram um casamento feliz destruindo um outro. Então, agora é o seguinte, vocês vão vir num casamento feliz e alguém vai destruir o casamento de vocês. Por vocês… experimentarem se isso é realmente um bom caminho aí depois de você experimentar você vem do lado de cá e vai do lado de lá e fala posso tentar de novo?

Pode aí você vem do lado de cá de novo vai do lado de lá você fala gente esse negócio não é bom viu vocês deviam ter me avisado mas nós avisamos viu nós avisamos É a parábola do Lázaro e do Rico. O Lázaro, me deixa voltar lá que eu tenho que avisar para os meus irmãos. Mas, eles já estão avisados. Eles têm Moisés e os profetas. Está tudo avisado. Já está avisado. Eles só não ouvem. É isso aí, né, Lúcia? Eu achei… Vai lá, vai lá, Lúcia. Eu achei maravilhoso, assim, ainda estou realmente refletindo, né, muito importante nesses dias, nesses momentos, né, a gente retomar esses assuntos.

Parece que é olhando essa confusão de alto, né, mais alto, uma oitava acima, né, então a gente ter essa… essa certeza da imortalidade da alma, ter esses padrões da evolução, porque realmente, como a gente estudou há uns tempos atrás, a gente pode paralisar na conversa dos ímpios, de que tudo está errado, de que não vai dar certo, e a gente meio que paralisa ali. Então, a doutrina espírita vem nos trazer toda essa realidade espiritual para que a gente olhe de cima, olha, isso também passa, isso vai passar, está tudo certo.

E o que o Haroldo trouxe hoje, entendi como inspiradíssimo, porque o mal vai ter a sua… a semente o seu broto a construção toda e a gente não precisa ficar espantado né que Deus permite isso eu acho muito importante nesse momento a gente a gente refletir de uma forma tão madura como foi colocado aqui né e e quando a gente fala em em ser fiéis É isso, a gente saber a doutrina espírita, mas que ela traga esse consolo para o nosso coração quando a gente está passando por essas dúvidas, por essas tribulações, pelos desafios, aí a doutrina vem e consola, porque a gente passa a entender mais de alto, né?

E eu acho que a gente trouxe esse salmo, um primeiro, com uma vigilância entre os dois caminhos. Depois a gente falou que o bem é uma árvore, ele se alimenta, ele dá fruto. Que o mal é uma palha, mas eu entendi que hoje foi um fechamento, né? Porque vai falar que o mal também tem a sua história, também tem o seu momento de aprendizado, né? E, para mim, ficou que todos nós, como é só esses 200 mil anos que a gente pensou esse momento… esse momento jovem e adolescente, ele vai passar também, né, e lembrei muito, enquanto Arondo falava, da parábola do filho pródigo, onde o pai deixa que ele vai, que tem as experiências, mas tem uma hora que ele se dá conta e retorna, né, então, inclusive, esse ímpio, ele vai voltar para o caminho, né, ele vai ter todas as oportunidades de voltar para esse caminho, e…

refletindo o estudo de hoje, eu acho que o pessoal vai adorar, eu acho que é um estudo muito profundo e que traga muitas reflexões para pós desse estudo, porque eu acho muito importante para o momento atual que nós estamos vivendo, que realmente parece que o mal está em castelos, né? E o Haroldo, ele nos traz que apenas faz parte e que vai ter essa essa essa poda no momento certo. Adorei, meninos. Estão pensando até hoje e vão ficar repetindo no final de semana ainda. Esse é o salmo, é aquilo que a gente conversou aqui.

Esse é o salmo que resume a Bíblia inteira. Toda a Bíblia é um comentário do salmo 1. Por que Deus permite os ímpios? Por que os justos sofrem? Por que Deus permite que existam dois caminhos? Essas são as grandes perguntas da Bíblia. Toda a Bíblia é um comentário disso aqui. É um desdobramento. Então, você vai ver, por exemplo, Davi traindo e matando o amigo para ficar com a esposa dele e depois vivendo uma tormenta incrível com os filhos e no final ele fala Por que eu fiz isso? Então, toda a Bíblia é um desdobramento desse Salmo 1.

A ideia aqui é O mal é escrever na areia, a onda virá e vai apagar. Porque todo o mal será reparado. Toda vez que você investe no bem, é investimento para a eternidade. Por quê? Porque nada vai te impedir de continuar. O bem, por isso que Emmanuel fala, vida, olha que bonito, vida, a experiência digna da imortalidade. Vida é a experiência digna da imortalidade. Porque o mal não é digno da imortalidade. Por isso que ele é corrigido. O mal é a figueira seca. Mas quando que ela é seca? Na época do fruto. Ninguém mais coma do teu fruto.

E a figueira secou. É isso, gente. Então, o Criador olha a nossa plantação e fala, Arô, Ninguém mais coma desse fruto. Vai lá e repara isso. Ninguém mais coma desse fruto. Seca a figueira. Vai lá e repara isso. E essa árvore aqui? Filho, investe nisso aqui. Investe nisso para sempre, viu? Esse trabalho aí do vir a ser… Você toque isso aí para sempre, viu? Toque isso aí, do jeito que… Não muda, não. Não vai ser melhor doido, não, hein? Toque isso aí, porque isso aí é experiência digna da imortalidade. Isso não vai acabar nunca.

Você nunca será impedido de fazer isso. Agora, aquela outra experiência que você teve, eu queria… Viverá, né? Aquela de Figueira, nós vamos ter que secar ela. Maravilhoso, Aruto. Maravilhoso, né? Maravilhoso. Acho que aqui, pessoal, vai ser mais… Mas é só 300 mil anos, é pouca coisa. Não, eu estou até querendo falar assim, gente. O Aruto comentou, assim, é uma forma de dizer, galera, nós não vamos passar 300 mil anos nessa perrengue, não. Olha que vai. Nesse não, Aruto, noutros. Quando eu somo o degredo mais agora, acho que já tem uns 50 mil anos.

Só encerrando Eu fiquei no micro e no macro Só uma esperança que eu tenho Olha para a época de Jesus Como é que ele agiu Olha aqueles cristãos Gente, foi mil anos atrás Dois mil anos atrás Então você Cadê? Venceu? Prosperou? Roma prosperou? Mas é o que Emmanuel pergunta Onde estão os negros? Está lá no Caminho da Luz. No prefácio do Caminho da Luz. Onde os Neros? Onde as civilizações poderosas? Cadê a Babilônia? Onde o Império Romano? Onde os templos suntuosos? Onde estão? Tudo viraram ruína e pó. Tudo se tornou ruína e pó.

A figueira secou. Por mais, né, Haroldo, que a gente possa falar, porque eu acho assim, que eu quero deixar esse mensagem, que a gente, como espírita, tá, gente, cristão, não reconhecer que a humanidade vem palmilhando para o bem desde a vinda do Cristo é uma cegueira. É quando você tá em DR com Deus, aí você fica assim mesmo, fica magoado. Fica magoado. Tem que reconhecer. Tá magoado, aí você fala, tá tudo errado, Deus tá errando. Normal. É, mas às vezes nem assume que Deus tá errando não, Arudo. A gente pensa que o outro tá errando, onde ele não podia errar, ele tá errando, aonde ele tá podendo errar ainda.

Tudo é lícito. Você pode cometer todos os erros que você quiser, Júlio. Eu acho que, olha, nós espíritas temos uma dificuldade pra entender isso. Nós temos muita dificuldade pra entender isso. Livre-arbítrio não é brincadeira. Você, Júlio, você pode fazer tudo o que você quiser, inclusive tirar a própria vida. A pergunta é, convém? Convém? Essa é a grande pergunta do Evangelho. O que me convém? Não é o que eu posso, eu posso tudo, Júlio. Você pode tudo. Você está achando que Deus vai ficar bravo? Você está achando que Deus vai ficar bravo com a escolha sua?

Não. Você pode. Você pode. Muita gente… preparado para comer bolota de porco. Porque na casa do meu pai, até os servos comem pão. E eu aqui comendo bolota de porco. Você está preparado para comer bolota de porco? Então vai fundo, querido. Aron, para encerrar. O que você falou, eu não estava na dúvida se eu ia ler. E eu abri o acaso. É a segunda vez que eu abro essa lição. Essa semana, na primeira, eu não li e vou ler agora. Diamando. Não vou ler a lição toda, não. O Banquete dos Publicanos. Só o último parágrafo resumindo um pouco, eu acho que resumo o que você disse Emmanuel fala assim o banquete dos pecadores foi oferecido antes da ceia aos discípulos e não nos esqueçamos de que a mesa divina prossegue em sublime serviço resta aos comensais o aproveitamento da concessão é É os dois caminhos.

Não tem pai meu, não tem Deus de privilégios, tem pai nosso. Isso é difícil. Isso é difícil. Gente, beijo. Obrigada. Obrigada pelo nosso estudo. O Salmo 1 não acabou, né? Não acabou. Não acabou. Sem problema. Semana que vem nós vamos pro Salmo 2. É, porque não acaba. Não acaba. Porque o dia que eu sei esgotar, você é Deus. O dia que você esgotar a revelação divina, você é Deus. Nós temos certeza que, seguindo em frente, sempre vamos estar se recitando alguma coisa ou outra, buscando nele, porque ele é o resumo de tudo.

Imagina Jesus interpretando isso aqui. Nossa, Deus. Mas diz que ele está entre nós, Arudão, de dois ou mais se reunirem em seu nome. Então, é isso aí. Um beijo. Um beijo, amigo. Obrigada a todos que nos acompanharam. Até semana que vem com o Salmo 2. Com Deus, gente. “

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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