Neste episódio, Haroldo Dutra Dias e equipe dão início ao estudo aprofundado dos Salmos, mergulhando no Salmo 1. Após uma introdução que contextualiza a abordagem em espiral dos estudos bíblicos, o foco se volta para a riqueza e a profundidade do primeiro Salmo, considerado uma miniatura da Bíblia Hebraica.
O que é estudado neste episódio
- O Salmo 1 como miniatura da Bíblia Hebraica: Haroldo Dutra Dias destaca que o Salmo 1 condensa temas cruciais de toda a Bíblia, como a distinção entre o justo e o ímpio, a peregrinação e o caminho, e o simbolismo da árvore.
- O conceito de “justo” e “ímpio”: Explora-se a definição de “justo” à luz do Livro dos Espíritos (questão 8
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Olá, Haroldo! Olá, Eleonora! Olá, amigo! Coisa boa, hein? São todos muito bem-vindos a mais um estudo de Salmos, uma sexta-feira abençoada, né? Para todos nós. Bem-vindos aos nossos amigos que estão assistindo. E hoje estamos gravando, porque o Haroldo está num roteiro de palestras, né, Haroldo? Exato, Leandro. Que bom, viu? Nós gravamos um pouquinho antes, né? Está num roteiro aqui nos Estados Unidos, e aí… A gente resolveu gravar para não perder, né? Nossa programação, a gente vai começar hoje a entrar nos salmos mesmo, salmo número um, né?
Vamos fazer aquele voozinho panorâmico e depois um mergulho mais profundo. Eu estava quase tomando bomba em frequência, né? É, pois é. Se faltar mais do que 20%, toma bomba. É verdade. Então, a gente tem uma proposta hoje aí, né, Rodo, de… Começar. Agora nós vamos começar mesmo, os salmos, né? Vamos seguindo. Já fizemos aquela introdução. E aqui também, né, Júlio e Leonor? O estudo bíblico, ele é uma espiral, ele não é uma linha reta. A gente vai e volta, e cada vez que a gente retoma um tema… se aprofunda um pouquinho mais, traz algo novo que não foi falado da primeira vez.
É isso mesmo, é assim. Se for assim, é porque está certo. E vamos voltando, a gente tem aí a previsão de uns convidados para vir conversar com a gente. A gente tem aí a previsão de uns convidados para vir conversar com a gente. As suas visões, e é o legal isso. Mas e aí, Aro? Isso, isso aí. Mas e aí, Aro? Bom… Nos conte sobre o Salmo 1, o primeiro Salmo que abre esse conjunto de salmos. E é um Salmo tão importante porque ele é o resumo dos salmos. Ele traz temas importantíssimos, que eu diria que esse Salmo é uma miniatura da Bíblia, da Bíblia hebraica.
Se a gente conseguisse comprimir a Bíblia hebraica, imagina que a gente fosse reduzindo, reduzindo, reduzindo, para obter uma miniatura. Essa miniatura seria o Salmo 1. Curioso, não é? Porque, olha, ele é um salmo que fala do justo e do ímpio. É um conceito bíblico importantíssimo, o justo e o ímpio. Ele fala sobre a peregrinação, o caminho, o caminho, caminhar. Jesus vai usar esse tema quando diz eu sou o caminho. Olha que interessante! E ele tem o tema da árvore, da árvore, a árvore do Evangelho, a árvore, da árvore.
O justo é comparado a uma árvore. Conhece-se a árvore pelos seus frutos. Olha, então vejam, o Salmo que reuniu, ele reduziu toda a Bíblia hebraica, ficou a miniatura da Bíblia nesse Salmo 1. Então eu sugiro que a gente aborde esses três grandes temas que estão condensados no salmo a gente vai fazer hoje uma passagem bem geral um voo panorâmico e aí nos próximos nas próximas lives a gente comenta cada um desses elementos justo e ímpio o caminho e o caminhar a peregrinação que gera êxodo O livro de Êxodo sai dessa ideia de um caminho, que nós estamos numa jornada, que nós estamos numa peregrinação humana, a encarnação como uma peregrinação, o caminhar como caminho, como conduta, caminho como procedimento, como eu procedo, como eu vivo, como é minha vida.
E a árvore que é o símbolo do ser humano. Então, eu tenho a árvore infrutífera, eu tenho a árvore frutífera, eu tenho a árvore que está secando, eu tenho a árvore que está viçosa, está verde, né? Jesus fala assim, eu sou a videira verdadeira, vós sois os galhos. Todo galho que não produz, arranca e seca. Então, você tem a árvore que secou, porque ela não está recebendo seiva, ela não está recebendo água, nutrientes. Olha que tanto de símbolo, num salmo só. Maravilhoso Fantástico E ele começa com um grande tema Das bem-aventuranças Sobre a felicidade O que é a verdadeira felicidade também Feliz é o homem É muito bem lembrado, Eleonora É verdade Olha isso que bonito É uma bem-aventurança Dentro da Bíblia Hebraica Tem várias, viu?
Tem várias bem-aventuranças. Mas, muito bem lembrado, o Salmo 1 inaugura a coleção de salmos. Claro que essa coleção foi organizada depois, né? Os salmos não foram compostos nessa ordem, né? Eles foram organizados. Mas é muito interessante o povo hebreu ter organizado e ter colocado o primeiro salmo, que é uma bem-aventurança. Demais, né? É uma bem-aventurança. Bonito, né? Demais, né? Muito bacana. É… Começa com bem-aventurado. Feliz. As traduções, elas mudam um pouquinho as palavras. Eu peguei aqui a de Jerusalém, peguei a do Peregrino.
A de Jerusalém, ela já começa assim, os dois caminhos. Ele já dá um título para esse Salmo. As outras já não. Ele vai falar sobre… Ele já começa com o Salmo direto, né? Muita de Jerusalém já coloca assim, olha, vamos falar sobre caminhos, sobre escolha de caminhos, né? Exato. E é importante, Leonor, isso que você está trazendo, porque os títulos, eles não estão na Bíblia hebraica, né? Os títulos são livres, cada igreja, cada confissão, cada editor coloca o título que ele julga melhor. Esse título não faz parte. Na Bíblia hebraica tem a numeração dos salmos.
Então, você tem lá os salmos, eles têm a palavra, mas eles não têm esses títulos como o Novo Testamento. Nenhuma passagem do Novo Testamento tem título. Isso foi colocado muitos séculos depois. E aí cada um fica livre para colocar o título que quiser. Muito bem lembrado isso, muito bem lembrado. Isso aí. O João Ferreira tem uma edição de João Ferreira de Almeida Coloca outro título, A Felicidade dos Justos e o Castigo dos Ímpios. Já é um título mais forte, né? O justo e o ímpio, né? A bem-aventurança. Aí, cada um aí coloca o título que gostar.
Mas… Acho que o jeito de explicar isso… Ah, o Júlio está voltando aí, daqui a pouquinho. Então, eu acho interessante, Leandro, a gente começar com a bem-aventurança, né? Bem-aventurado é o justo. Bem-aventurado… É o justo. E aí é importante, Leonor, a gente lembrar daquela questão do livro dos Espíritos, que fala sobre qual o caráter do verdadeiro justo. Está lá no livro dos Espíritos. E depois, um pouquinho adiante, vem qual o verdadeiro sentido da palavra caridade tal qual a entendia Jesus. Está na sequência.
Então, qual o caráter do verdadeiro justo? Aí eles dizem, além de praticar a lei de justiça, ele também pratica o amor. Sem o qual não há a verdadeira justiça. Então, o verdadeiro justo é aquele que cumpre a lei de justiça, amor e caridade. Esse é o verdadeiro justo. Por isso ele é bem-aventurado, por isso ele é feliz. E a gente lembra o Kardec dizendo que no Código Penal da Vida Futura, lá no livro O Céu e o Inferno, para cada imperfeição do Espírito, há um tipo de sofrimento. Quanto mais imperfeições, mais sofrimentos.
Quanto menos imperfeições, menos sofrimentos. Por isso que o Espírito puro não tem sofrimentos, porque ele já não tem imperfeições morais. Ele não é completo, ele não é perfeito como Deus, porque perfeito, absoluto, só Deus. Mas, ele não tem mais imperfeições morais, e, por isso, ele não tem sofrimento. Por isso, ele é bem-aventurado, Eleonora. Como ele já se purificou das imperfeições, não tem mais sofrimento, não tem mais dor. Ele é o bem-aventurado. Então, é importante que o Salmo já comece dando esse recado, né?
Já comece dando esse recado. Na raiz dos nossos sofrimentos, das nossas dores, das nossas expiações e das nossas provas, estão nossa imperfeição moral. Seja a imperfeição moral que é decorrente do processo natural da evolução, Seja a imperfeição que é decorrente da nossa teimosia, da nossa resistência, da nossa rebeldia perante as leis divinas. Então, a gente pode pensar assim, esse salmo nos convida a caminhar e a seguir um caminho, né? Porque já que nós não somos nem justos, nem perfeitos, nem ainda, né? Na escala espírita, mas é um salmo que nos convida a seguir um caminho, o caminho dos justos, o caminho que nos leva, que nos leva à perfeição.
Exatamente, Eleonora, exatamente. E aí, Eleonora, é tão importante isso que você está falando, que o primeiro versículo diz assim, Bem-aventurado o homem que não anda, que não se detém, que não se assenta. Olha os verbos, Eleonora. Que não anda no caminho dos ímpios, que não anda segundo o conselho dos ímpios, ou seja, a bússola dele não é a bússola do ímpio. Ele não está deixando que o ímpio, Eleonora, é aquele que está contrário à lei divina. É o espírito rebelde, teimoso, que se opõe à lei de justiça, amor e caridade.
Porque a bússola do caminho é a lei de justiça, amor e caridade. Se eu não uso essa bússola, eu estou ouvindo o conselho de quem? Daqueles que se opõem à lei de justiça, amor e caridade. Então, a primeira coisa do justo é que a bússola dele não é o conselho dos ímpios. Não é a opinião, a crítica dos ímpios. A bússola do justo é a lei de justiça, amor e caridade. Ela vai ser citada aqui. Então, ele não anda segundo o conselho dos ímpios, ou seja, ele tem direção, ele tem propósito. Ele sabe para onde ele está indo. Ele não se detém, ele não para e ele não assenta.
Então, é bonito isso que você está falando, Eleonora, porque qual é o conceito do justo? É aquele que está em movimento, ele não para. Além de ele estar na direção certa, ele não para, ele não se detém. Porque se ele parar e se ele sentar, ele vai se acomodar, ele vai se perder. É. Então, o justo não é a pessoa perfeita. O justo é aquele que está em movimento. Ele está peregrinando. Ele está cada dia melhor. Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje. Ele está caminhando. Cada dia ele avançou, nem que seja um milímetro, mas ele avançou.
Interessante isso, não é, Leonor? Interessante, porque quando você abriu, você falou que Jesus utilizou isso, eu sou o caminho, a verdade e a vida. Então é quase uma oposição, o caminho de Jesus, os conselhos de Jesus que nos levam a esse caminho, e os conselhos do mundo, os ímpios, as traduções ali usam os malvados, os pecadores, usam vários adjetivos. Mas o importante é esse significado de ímpio, Eu até ia perguntar qual o significado de ímpio, né? Essa questão de oposição à lei. Impiedade. Olha que interessante.
Então, o ímpio é o impiedoso. Ele não tem piedade. Porque se a lei é de justiça, amor e caridade, falta de piedade… Eu não sigo a justiça, eu não sou justo, eu não tenho amor, eu não me sensibilizo com a dor do outro, com o sofrimento do outro, e eu não estou disposto a fazer nenhum tipo de caridade. Esse é o ímpio. Ele não tem piedade, ele não é piedoso. Porque piedade é exatamente isso, é me importar com o outro, é me importar com a dor do outro. É me sensibilizar com o sofrimento do outro e é ser sensível aos direitos do outro.
Porque, se eu violo os direitos do outro, eu não tenho piedade, eu sou impiedoso. Esse é o ímpio. É interessante, não é? Não é interessante? Nossa, e eu achei interessante que você ainda colocou aqui, e lendo o texto, agora parece que faz um clique e que dá sentido, porque primeiro você escuta o conselho dos ímpios, aí você para, né? E aí depois você senta. E aí é difícil levantar e seguir outro caminho, né? Então, Eleonora, o como sábios hebreus interpretam esses três verbos. Olha que bonito isso. O Rashi, os sábios hebreus dizem que aqui nós temos a progressão do mal.
A progressão do mal. Como se fosse a progressão de uma doença, Eleonora. A doença tem uma fase inicial, aí tem uma fase aguda, grave, e depois a fase final em que o doente desencarna. A progressão da doença. Como que começa a doença do mal? Porque o mal é uma doença. Começa você ouvindo conselho ruim. Hahahaha. Se aconselhando o mal, né? O conselho. Ou seja, começa você perdendo a direção. Começa você desconectando o seu GPS. Quem que é o GPS? A lei de justiça, amor e caridade. Aí você fala assim, não vou seguir esses conselhos.
Não quero saber de conselhos de justiça, conselhos de amor, conselhos de caridade. Tô fora. Não vou ouvir isso. Não vou seguir essa direção. Começou a doença. Estágio 1. Aí vem o estágio 2. Qual que é o estágio 2? Como você perdeu a direção, o próximo passo é se acomodar. Você se detém no caminho. E depois, Eleonor, o último estágio é quando você senta e começa a zombar do bem. Então, primeiro você… Ouvido. Você ouve o mal, depois você paralisa. Olha, não é isso? É porque o espírito não retrograda. O espírito não retrograda.
Retrogradar ele não consegue. Então, o que a gente faz? Ou a gente avança, ou a gente estagna. Não é? Retrogradar, ninguém retrograda. Então, o que é a maldade? Você estacionou. Você ouviu um conselho ruim, um conselho contrário à lei de justiça, amor e caridade, você estagnou, depois você senta e começa a zombar de quem é bom. Você começa a zombar do perdão, você começa a zombar da humildade, você fala, toda pessoa boa é boba, ser bom é bobagem, a gente tem que ser esperto, a gente tem que levar a melhor. Então, você vira um zombador da lei de justiça, amor e caridade.
Essa é a progressão do mal. É a progressão do mal. Eu perco a direção, eu estagno, depois eu viro um adversário do bem, um adversário do bem e dos bondosos. Nessa fase que eu sou zombador, eu mato, eu agrido, eu persigo o bem. É a progressão do mal. Arô, eu perdi a saídinha porque tive que atender aqui. Não, tranquilo, Júlio. Mas, e você está falando exatamente do item, do verso 1 aí, né? Do verso 1, Júlio. É, que ele ouviu o conselho, ele não anda… Então, quem que é o justo, Júlio? Que está lá na questão, depois que ele está pedindo para você olhar no livro dos Espíritos aí.
Qual o caráter do verdadeiro justo? Eu podia ler essa questão no livro dos Espíritos. Eu acho que é 982, mas agora eu estou… Vamos ver se você está bom de novo. É, não sei se eu estou bom de novo. Eu faço questão de não guardar as questões, de não memorizar, porque senão eu vou virar inteligência artificial, ficar memorizando. Deixa para o Google, né? Qual o caráter do verdadeiro justo? Errou? Errei, né? Que bom! Lê aí pra gente, Júlio. Eu vou achar aí. Não, tranquilo. Então, o verdadeiro justo, a primeira coisa que ele faz, ele protege os ouvidos.
Quem tem ouvidos de ouvir, ouça. Ele protege os ouvidos. Ele não permite que entre nos ouvidos dele conselhos contrários à lei de justiça, amor e caridade. Então, esse é o primeiro ponto do justo. Ele protege os ouvidos dele. 8, 7, 9. 8, 7, 9. Lê pra gente, Júlio. 8, 7, 9. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza? Ah, isso aí. Olha isso. O verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porquanto praticaria também o amor do próximo… o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça.
É isso? Olha, que fantástico! Então, sem amor e sem caridade, não há verdadeira justiça. Então, qual é o caráter do verdadeiro justo? É Jesus, porque ele segue a lei de justiça, amor e caridade. Então, o verdadeiro justo, ele se protege dos conselhos. Olha que bonito isso, gente! Qual é a primeira coisa que a gente tem que se preocupar? Com a direção que a gente está seguindo. Que direção que a sua vida está indo? Para onde você está indo? Qual que é o sentido, a direção que você está dando para a sua vida? Como que você está vivendo?
Sua família, seu trabalho, sua saúde, seu corpo, tudo, tudo, tudo. Você está indo na direção da justiça, do amor e da caridade? Justiça, amor e caridade para com o próximo, justiça, amor e caridade para com você, justiça e caridade, justiça, amor e caridade para com a sociedade. Você está seguindo nessa direção? Esse é o primeiro cuidado. Que direção você está indo? Tem que ouvir o conselho dos justos. Você tem que ouvir o conselho da lei de justiça, amor e caridade. Depois, você tem que tomar cuidado para não parar.
Porque você vai receber críticas, você vai ser agredido, vão fazer ironia com você, vão tentar dar palpite na sua vida, vão tentar interromper a sua marcha. Você não pode se deter. Não. E jamais, jamais participar, sentar e participar da roda de quem faz fofoca, de quem fica criticando os outros, de quem fica tirando pedra nos outros. Então, se você está tirando o seu tempo para ir para a internet, para ir para a rede social, para criticar o trabalho dos outros, você assentou na roda dos escarnecedores. Você está no último estágio mais perigoso do mal.
Daqui a pouco você está zombando do bem, daqui a pouco você está zombando do Criador. Você lembra o que o Gamaliel falou no cinébrio? Olha, já surgiram muitas coisas aqui, movimentos que começaram e acabaram, porque se não for de Deus, vai começar e vai acabar. Agora, se for de Deus, cuidado para vocês não entrarem em luta com o próprio Deus. Se esse movimento cristão for de Deus, ele vai seguir. E vocês vão entrar em luta com Deus. Então, muitas vezes, a gente se torna esse escarnecedor dos planos de Deus. Deus escolhe alguém, Deus escolhe algum trabalho, Deus apoia aquilo e nós nos tornamos os opositores.
Por quê? Porque o trabalho não nos agrada. E, aí, a gente assenta na roda dos escarnecedores. Agora, olha que bonito, Júlio, Eleonor. Conselho, conselho, bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios. Conselho é verdade, que não se detém no caminho dos pecadores. Caminho. E não se assenta na roda dos escarnecedores. Você está ali na roda, você está vivendo numa comunidade. Vida, caminho, verdade, caminho e vida. Olha só. O mal, né? O mal também tem um caminho, uma verdade. O mal também tem caminho, verdade e vida.
Mas ouvindo assim, mas ouvindo agora, você falar, às vezes, nem é assim escolher. Quando você fala, me parece até que é uma ação mais assim, uma vigilância, um vigiar, porque às vezes você começa a ouvir esse lado dos ímpios, esse aconselhamento, porque todo mundo escuta, porque todo mundo fala, aí você vai indo para esse caminho sem perceber, sabe? Sim. Porque, seguindo aqui os versículos, ele vai falar sobre a meditação, ele vai falar sobre essa questão de meditar a lei, de parar, de refletir. Então, está me parecendo até agora um convite, assim, um vigiai, né?
Vigiai o que você escuta, vigiai as pessoas. Na progressão, né, Leonora? Por isso se chama progressão do mal. Começa com uma invigilância e termina com a intenção de praticar o mal. Então, o que esse salmo quer dizer para a gente é o mal também começa com um grão de mostarda, o mal também. Ele começa com uma brechinha que você dá para um comentário, para um conselho, para uma fala contrária à lei de justiça, amor e caridade. Uma invigilância pequenininha, Você deixou que aquele grão de mostarda entrasse no seu psiquismo.
Se germinar essa sementinha, daqui a pouco você está interrompendo sua marcha. E se continuar, aí você está totalmente no vício, você está totalmente entregue à maldade, maldade gratuita, intencional. Haroldo, eu queria compartilhar, porque no sentido de como a nossa vida e o apoio que a gente tem da espiritualidade o tempo todo, acho que todos nós, na hora que pegamos essas lições, falamos assim, nossa, de alguma maneira a gente já foi avisado. Não sei se você se lembra a mensagem que eu recebi, quando eu fiz 50 anos, eu te mostrei essa mediúnica, E essa palavra ímpio está nela, porque, olha se não é essa passagem.
A lição que a história que ele conta, falando que tinha um lavrador que aos seus 50 anos cuidava da terra, e aquela terra era empedrada, e ele gastava seu suor e lágrimas ali, mas aquela terra parecia não lhe responder aos ensejos. E aí ele fala assim, um companheiro daqueles que nos conhecem muito bem… Chega perto desse lavrador, chamado Julião, ele ainda brinca, né? Chamado Julião, e diz a ele assim, não vês que a terra não responderá aos seus esforços, porque suas mãos são ímpias. Nossa! Aí, ele fala que o agricultor, o Julião, escuta…
e paralisa o trabalho, se levanta da terra que ele teve nas próprias mãos, paralisa, e aquilo que era uma hipótese passa a ser uma tese, que ele abraça e realmente a terra não está me respondendo, as minhas mãos são ímpias, e não vai dar, e tal. Daí ele fala que… Breveando a história, ele fala assim, até que Julião se lembra de ouvir aqueles mais experientes no trabalho com Jesus. Aí ele vai falar… Você está lendo aqui? Eu estou lembrando da mensagem que eu ganhei. Eu peguei uma aula de Salmo 1. Que incrível, Eleonora Eleonora também já ouviu isso Teve uma aula de Salmo 1 Teve uma aula de Salmo 1 Incrível Faz tempo esses 50 anos, né?
Não estou bem, né? Ah, isso tem muito Tem uns 50 anos isso, né? Não adianta me pedir para mandar Uma mensagem Tem uns 50 anos Mas é exatamente isso, Ju É exatamente isso O Honório, ele tinha uma expressão que eu achava fantástica, que não é dele, é do André Luiz, está no Evolução em Dois Mundos, mas ele gostava muito de falar sobre isso. Fecundação psíquica. A pessoa fecunda o seu psiquismo com uma palavra, com uma frase. Daí, um tempo, você está dando à luz a um projeto ou do bem psíquico. Ou do bem, um projeto maravilhoso do bem, ou um projeto desastroso para a sua encarnação, para a nossa encarnação.
Começou numa frase, a pessoa chegou ali, fecundou aquele grãozinho de mostarda, e aquilo você cultivou, aquilo germinou, floresceu, frutificou, daqui a pouco você está num espinheiro, está num processo complicadíssimo, comprometendo de modo irreversível, às vezes, a sua encarnação. Irreversível. Imagina uma pessoa que suicida, por exemplo, ouviu ali uma palavra, leu um livro, leu um livro, desequilibrado um livro, e aquilo fecundou o psiquismo dela. É isso. O ladrão que planta o joio também poderia ser analisado? É isso aí, o inimigo, exatamente.
Então, veja, esse escarnecedor, porque chega um determinado momento, isso está lá no livro dos Espíritos também. Os Espíritos explicam que… Por que os Espíritos… imperfeitos que se entregaram ao mal, ficam perturbando. Ele falou assim, olha, porque eles querem que todo mundo participe da infelicidade deles. Eles construíram uma infelicidade e eles acham um absurdo que os outros tenham construído felicidade. Ele falou, não, eu estou afogando, vamos afogar todo mundo. Essa é a roda dos escarnecedores. Isso é um perigo, gente.
É um perigo, porque o que a gente aprende aqui nesse salmo? Quem é do bem, quem é do bem, não ataca ninguém. E eu fiquei pensando assim, e como é que volta, né? Porque tem que voltar para o outro caminho. Essa bússola que você fala, né? Que Deus está sempre lá, mandando sinal para a gente se conectar, né? Aí eu fazendo essas perguntas, meio que mentalmente, e veio assim, temos a parábola do filho pródigo, né? O filho que volta do caminho do pai. Exato, exato. Voltou para o caminho. Vai entrar lá no versículo 2? A gente vai ter oportunidade, em outras lives, de aprofundar aqui, né?
Mas, o capítulo, o versículo 2, ele fala, ou dessa volta, que em hebraico eles chamam de teshuvah, olha que bonito isso. Nós temos uma palavra chamada arrependimento, só que a palavra arrependimento em português, ela é muito mal interpretada, porque arrependimento para a gente fica parecendo uma coisa só de boca. Ah, desculpa, arrependi. Ai, desculpa, arrependi. Aí, na milésima vez que você faz a mesma coisa, ai, desculpa, arrependi. Isso não é arrependimento. Os hebreus têm uma outra palavra. Eles chamam de texuvá.
Texuvá é voltar para o caminho certo. Então, o arrependimento para os hebreus é texuvá. Você só se arrependeu verdadeiramente quando você voltou para o caminho certo. Não adianta você reconhecer que você está no caminho errado. Você tem que voltar para o caminho certo. Você só se arrependeu totalmente quando você retornou. Então, eles chamam de o retorno. Essa é a tradução. Eu vejo aqui na editora Sefer, eles traduzem texuvá, do hebraico para o português, como retorno. O retorno, não o arrependimento. Eles não traduzem texuvá como arrependimento.
Senão fica parecendo que é só da boca para fora. Não, não. Ter chuva é voltar para o caminho certo. Errou, está no caminho errado? Volta para o certo. O GPS não faz isso? Ele faz. Você tomou o caminho errado, ele não recalcula? Recalculamos. Aí ele fala, vire aqui. Aí quando você olha, você fala, nossa, vou ter que fazer uma volta aqui para voltar no mesmo ponto que eu errei. Isso. Exatamente. Arrependimento é a volta que você dá para chegar no mesmo ponto que você estava quando mas pelo menos você voltou para o caminho certo e como é que é essa volta?
Olha o versículo 2 tem prazer na lei do Senhor e na sua lei medita dia e noite lembra do mensagem do evangelho precisa ser conhecida meditada sentida e vivida olha da onde que Alcione tirou Alcione tirou daqui desse versículo 2 Então, eu preciso conhecer, meditar, sentir e viver a lei de justiça, amor e caridade, dia e noite. Tem que meditar na lei. Então, eu falo assim, vou entrar agora no grupo aqui do WhatsApp, porque eu vou escrever um desaforo aqui. Aí, você para um pouquinho, medita e fala… Vou não. Eu agora tenho uma figurinha que é ótima, que ela fala assim, deixa eu dizer uma coisa.
Melhor não. Melhor não. São duas figurinhas. Melhor não. Deixa eu dizer uma coisa. Melhor não. Não sei onde que você estava fazendo isso tudo, você falou de mastigar as palavras, né? Mastigar as palavras, exatamente. Eu ia perguntar isso. O que seria esse meditar de noite a lei? Nós hoje, esse parar, esse esperar. Eu tenho vontade, no caso, de fazer o mal, ou de responder, ou de ofender alguém, mas aí eu paro e medito. Eleonora, lei aqui é a tradução em português para a palavra hebraica Torah. Então, Torah é a lei divina.
Agora, onde que está escrita a lei divina ou a lei de Deus? É isso que eu pensei, né? Dentro do cedão de nós, consciência. Exato! Então, não é simplesmente eu parar e abrir um livro e ler uma questão do livro dos Espíritos. É muito mais profundo do que isso. Eu tenho que fazer um mergulho dentro de mim e meditar e ouvir minha consciência e falar assim… É justo eu fazer isso com o Júlio? É caridoso da minha parte eu fazer isso com ele? É um ato de amor eu falar essas palavras com ele? Se a resposta for não, eu só posso dizer se eu tiver três sim.
É justo eu dizer isso para o Júlio? É justo. É um ato de amor eu dizer isso? É um ato de amor. É caridoso da minha parte? Hum. Seu? Não. Disser de uma forma correta, vai ser caridoso. Então, tem três sim, pode falar. Isso é um processo que exige muita meditação. Então, significa que, antes de você pronunciar as palavras, você tem que mastigá-las. Tem que mastigar. Mastigar, mastigar. A hora que tiver, você fala. Eu lembrei, foi no estudo nosso lá, Belarmino, lá na Veneranda. Pois é! Lá que tá, né? O Belarmino, ele chegou pra Veneranda, né?
Falou, a gente vai falar uma hora, reclamou, o que aconteceu comigo, eu não sei onde que eu errei, acho injusto. E a Veneranda ouviu, ouviu. Depois de uma hora o Belarmino falando, a Veneranda solta uma frase. Belarmino, o seu problema, a sua queda, é de fácil compreensão. Em verdade, você se entregou ao espiritismo prático diante dos homens. Mas esqueceu-se da prática do Espiritismo diante de Jesus. Aqui, uma frase da Veneranda resumiu uma encarnação. Isso é o conselho do justo, entende? O conselho do justo, uma frase de um justo, vale uma encarnação.
Isso é profundo, gente. Isso é profundo. Um justo falando uma frase que ele te diz, ele te dá cem anos de jornada, cem anos de trabalho, numa frase. Você se entregou ao espiritismo prático diante dos homens e esqueceu da prática do espiritismo diante de Jesus. Medita agora. Medita. Pensa nisso. Nem saiu de lá todo ano. Acabou. Resolveu. Verdade. Errei. Fiquei só na atividade, fazendo tarefa, fazendo as coisas, fazendo do meu jeito, fazendo tudo sem justiça, sem amor, sem caridade, mas trabalhando igual um burro de carro.
Mas eu esqueci que a prática do espiritismo É justiça, amor e caridade em silêncio, diante de Jesus. Em silêncio. Perante o Mestre. No silêncio dos meus testemunhos. Testemunhos de justiça, de amor e de caridade. Eu estou aqui, a gente está gravando, mas eu estou imaginando se a turma estivesse com a gente aqui agora… É muito gostoso, né? Que aí surge aquele monte de comentário, né? E eu vou acompanhar na hora que a gente estreia, vou ficar de olho. Minha participação de vocês, que eu estou curtindo pra caramba. São insights profundos, como é que as coisas estão ligadas, as coisas do Belarmino, eu não estava falando da justiça, ele não era justo, ele era um cara duro, né?
Na vida, né? Ele não era justo, ele era exagerado, né? Muito exagerado, muito inflexível. O que ele está falando? Às vezes, ele era até justo, sabe, Júlio? Às vezes, o que ele exigia do outro era até justo, mas não tinha um pingo de amor e de caridade. Aí ficava uma coisa exagerada, violenta, muito árida. É aquela justiça que é mais uma paulada do que um processo educativo. Então, a pessoa começa a compreender que o trabalho dela é ferir o outro com a verdade. Tem uma música do Caetano que eu adoro. Ele diz assim…
Você diz a verdade e a verdade é teu dom de iludir. Nossa, isso é maravilhoso, né? E tem aquela do Chico César, né? Vocês me falaram, né? Que é do Chico César, né? Meu Deus, me proteja de mim, da bondade de gente ruim e da maldade de gente boa. Amém! Essa é fantástica, né? Então, é isso, né? Quer dizer, é justo? Isso aqui está equitativo, está justo? Está justo. Mas… Ok, agora, como que eu vou agir? Tem amor na minha ação, na minha palavra? Tem caridade? Não tem. Então, não age. Emmanuel diz assim, onde não possas cooperar, silencia.
Dar palpite é roda de escarnecedor. E tem que tomar muito cuidado, porque às vezes você fica dando palpite no trabalho dos outros, na vida dos outros, e você se torna um escarnecedor. Na verdade, você está sentado só julgando o trabalho dos outros. Nenhum espírito do bem faz isso. Nenhum espírito do bem interrompe sua marcha, interrompe o seu trabalho para ficar julgando o trabalho dos outros. Por quê? Porque ele não tem tempo. Ele está tão envolvido no trabalho do bem que ele não tem tempo de atacar ninguém. Não tem tempo.
Não tem tempo e não quer ter tempo. Esse é um tempo que ele não quer ter. Ele faz questão de não ter. Faz questão de não ter. Então, quem está envolvido no trabalho do bem, olha, não tem agenda para julgar o outro, julgar o trabalho dos outros. Se ele puder cooperar, ele coopera. Senão, ele silencia. O que é cooperar? A pessoa te pedir um conselho, você pode ir lá ajudar? Você pode ir lá corrigir? Você pode ir lá fazer algo? Posso. Então, faça. Então, Então, faça. Então, é meu filho, minha filha? É alguém que está perto de mim?
Eu posso agir? Haja. Vá lá e haja. Olha, você não está fazendo legal. Aí eu vou agir. Eu posso cooperar, eu coopero. Mas se eu não posso, não tem como eu fazer nada. Então, silencia. Silencia. Senão, você vai entrar no time do mal. Você vai mudar de time? Olha, aqui a gente está começando o salmo, hein? Está começando, né? E trazendo tanto… que eles têm na água… E trazendo tanto ele para os nossos dias, porque a gente vai lendo e vai pegando essas advertências para a nossa vida mesmo, fazendo essas reflexões. Fazendo isso, é verdade, Leonora.
É isso aí. Olha, eu acho que… Tem uma letra da Maria Dolores que eu musiquei, chama De Alma para a Alma, e ela fala assim, escuta, alma querida, Ante as perturbações e os impeços da vida, onde não possas ajudar a dissipar a treva e extinguir o pesar, nada fales em vão. Uma palavra, às vezes, tão somente, na moldura de um gesto irreverente, basta para espancar o coração. Nossa! Isso é só o primeiro verso, assim… Da poema, né? “…se anota sombra e dor por onde jornadeias, dá consolo e respeito às aflições alheias.
Tempo vai, tempo vem, e assim como o carvão se faz diamante puro, na forja do destino, em louvor do futuro, todo mal se converte em coluna do bem.” Usa o verbo, esparzindo novas luzes. Não condenes, não firas, não acuses. Onde enxergares pedra, ludo, espinho, cobre de paz e amor as lutas do caminho. Lembremos nossos erros, teus e meus. Todos sofremos provas, alma boa. Trabalha, serve, ajuda, ama, abençoa e encontrarás contigo a presença de Deus. A vida do Deus. É bonito demais. Como é o nome da mensagem, Júlio? De alma para alma.
De alma para alma. Olha isso. Fechou. Vamos encerrar com essa poesia maravilhosa. É isso. É isso aí. Porque os espíritos do bem, eles não querem de jeito nenhum sentar na roda dos escarnecedores, dos críticos inveterados, das pessoas que jogam pedra, que criticam. Porque, e isso é importante dizer, eu adorei essa mensagem que você leu da Maria Dolores, juro, porque a pior crítica A pior crítica é aquela que você faz quando ela é aplicável, quando realmente a pessoa errou. Porque, veja, essa é a mais grave, porque se realmente a pessoa errou e, ao invés de socorrer, você apedrejou, faltou total piedade no coração.
Aí você se tornou ímpio de verdade. Você se tornou um ímpio de verdade. Porque, além do outro cair, você ainda foi lá chutar. E é um salmo que nos convida a ser feliz, né? Então, essa não é a felicidade, né? Essa não vai trazer felicidade, e nem a bem-aventuranças, né? E bem-aventurados é o homem, e feliz é o homem que medita a lei, né? Ele colocou ali também uma tradução que eu li, a sua tarefa é a lei do Senhor, que hoje o Haroldo trouxe como a lei de justiça, amor e caridade, né? Então, eu acho, eu fico com a lição da vigilância, porque às vezes por uma invigilância a gente pode ouvir conselhos, né, que nos levam para outros caminhos, esses conselhos nos fazem paralisar e daqui a pouco a gente está nessa roda, né.
Então, eu pensando, a lição de hoje é a vigilância e a meditação nas leis, né? Nessa lei que está em nossa consciência, essa lei de amor, de justiça e de caridade. Muito bom, Haroldo. Obrigada por nos levar para esse passeio, né? Esse início desse voo, nesse salmão. Adorei. E, ó, só para a gente deixar aqui o gosto de próximos capítulos, olha o que vem pela frente. Nós vamos ter aqui, ó, Uma tal de uma árvore plantada. Eita, olha aí a árvore do Evangelho. Olha, e outra, junto a ribeiros de águas. Então, as águas de cima, as águas de baixo, aí, olha, vem muita coisa que vai vir para frente.
Um tal de juízo. Então, ou seja, só que no Salmos 1 nós vamos ter da Gênesis ao Apocalipse. Por isso que… Vocês viram que ele é uma miniatura? Sim. É como se você pegasse a Bíblia hebraica inteira e fosse compactando, compactando, virou um salmo. Virou um salmo. É isso. Meus queridos, uma boa noite para todos aí no Brasil. Obrigada, amigo. Maravilhoso para todo mundo. Que bom, né? Um ótimo final de semana e bom trabalho, Haroldo, que siga a sua tarefa. Olha, ficou todo mundo apertadinho. Gente, obrigada, bom final de semana.
Bom final de semana para todo mundo. Obrigado. “
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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