Neste episódio, Haroldo Dutra Dias aprofunda o estudo do livro de Isaías, explorando a estrutura e o significado de suas profecias à luz da Doutrina Espírita. O foco recai sobre a segunda parte do livro, dos capítulos 40 a 66, e a compreensão da mente do redator bíblico.
O que é estudado neste episódio
- A estrutura do livro de Isaías: Análise da divisão do livro em duas partes principais, com destaque para a primeira parte (capítulos 1 a 35) que aborda o julgamento e o carma coletivo das nações.
- O capítulo 53 de Isaías: Reafirmação da importância deste capítulo como ponto central da obra.
- A leitura em voz alta dos textos bíblicos: A importância da sonoridade e da interpretação viva do texto, contrastando com a “letra que mata” quando não há um leitor que lhe dê vida.
- A tradição hebraica da queima da Torá: Exploração do ritual de queima dos rolos da Torá e sua analogia com o funeral de um hebreu, simbolizando a Torá viva em cada indivíduo.
- A deturpação do cristianismo: Discussão sobre como o cristianismo se tornou uma “religião do texto” e o risco de o espiritismo cair na mesma armadilha, enfatizando a importância de “pensar como Kardec” e não apenas repetir suas palavras.
- O conceito de julgamento no imaginário bíblico: Comparação do julgamento bíblico com o Yom Kippur, contrastando-o com o modelo ocidental do tribunal do júri.
- Carma coletivo das nações: Análise dos débitos coletivos do Brasil (escravidão africana, corrupção, tratamento dos indígenas, Guerra do Paraguai) e a inevitabilidade do resgate desses débitos, mesmo para a “Pátria do Evangelho”.
- A misericórdia divina no resgate: A importância da misericórdia e do amor no processo de quitação dos débitos, não apenas através de provas e expiações.
- A matéria é divina: Desmistificação da ideia de que a matéria é pecaminosa, enfatizando que ela é fluído cósmico e ferramenta essencial para a evolução espiritual. O problema reside no apego à matéria, não na matéria em si.
- A evolução dos mundos: Exploração da classificação dos mundos (primitivo, expiação e prova, regeneração, ditoso, celeste) e a distinção entre eles, desmistificando a ideia de “mundos desmaterializados” e a confusão entre mundo ditoso e celeste.
- A evolução dos espíritos: Relação entre a escala espírita e a evolução dos mundos, destacando a necessidade de desenvolver sabedoria e moralidade para ascender na hierarquia espiritual.
- A grandeza dos anjos e espíritos puros: Reflexão sobre a incompreensão humana da sabedoria e moralidade dos espíritos puros, exemplificada pela dificuldade de comunicação entre diferentes níveis evolutivos.
- A presença dos anjos guardiões: A crença de que cada indivíduo é acompanhado por um espírito angélico desde o início de sua jornada evolutiva, ressaltando que ninguém está abandonado.
Reflexões
- A “letra mata, o espírito vivifica” não se refere apenas à interpretação literal das escrituras, mas à necessidade de um leitor vivo e consciente para dar sentido e vida ao texto, seja ele bíblico ou doutrinário.
- A matéria, sendo fluído cósmico e hálito de Deus, é divina e essencial para a evolução. O desafio não está em negá-la, mas em superar o apego excessivo a ela, utilizando-a como ferramenta para o desenvolvimento da inteligência e da moralidade.
- A evolução espiritual é uma jornada contínua de aprendizado e aprimoramento, onde a sabedoria e o amor são as “duas asas” que conduzem à angelitude, e não há atalhos para alcançar os mundos celestes.
Ler transcrição do episódio
Bom dia. Bom dia. E aí, Haroldo. Eu não estou te ouvindo, está mutado, eu acho. Também não estou. Ah, agora sim, não é? Bom dia, Leonor. Bom dia, Juiz. Drive-thru, como diz a… Tem um programa da Apple, chama Carpool. Aí é um sujeito que está dirigindo e vai entrevistando, assim. É legal. Tudo ia fazer uma rezaída assim, né? Nós estávamos ensaiando. Nós estávamos ensaiando. Nós combinamos de fazer um desse aí, viu, Haroldo? Quero dar bom dia para todos vocês, dar bom dia para o pessoal todo que está aí. E vou me deslocar de onde estou para um lugar melhor.
Aí eu retomo aqui para acompanhar direitinho. Então vocês ficam firmes aí. Se cair, vocês só esperam um pouquinho que eu já entro de novo, está bem? Vamos fazer uma prece para a gente começar? Vamos. Fazemos. Quem faz por nós? Leonora, que está inspirada. Façam agradecendo a Deus, nosso Pai, que nos proporciona misericórdia, amor e justiça. Que possamos nos sentir em comunhão com todos os trabalhadores da primeira hora que vieram primeiro abrindo as estradas para que possamos estar aqui hoje compreendendo o cumprimento das profecias como uma grande escola que Deus legou aos seus filhos.
Que todos os participantes desse estudo aonde estejam em seus lares, no trabalho aqueles que vão assistir depois possam se sentir esclarecidos e amparados. Que possam se sentir imensamente amados e protegidos. Que nos sentamos em comunhão, em paz e amor. Que assim seja. Gente, então antes de me despedir só para vocês sentirem um pouquinho do clima aqui. Aqui eu estou próximo à escola dos meninos, olha que delícia. Maravilhoso. Muito verde, muito verde. Está vendo? Com esse clima gostoso, as cigarras cantando que a gente possa também se sentir assim diante do profeta Isaías e diante dos seus ensinamentos, do seu aprendizado, não é Haroldo?
Essa alegria. Um beijão para vocês, daqui a pouquinho a gente se fala. Tchau. No templo da natureza, né? No templo da natureza. Beijo, beijo, beijo. Deixa assim. Então, bom dia. Vamos comentar que o estudo da semana passada foi arrasador, hein? Eu assisti depois, não pude estar junto de você a semana passada, mas assisti e muito importante. Vamos dar bom dia, né Haroldo? A Teca que abriu a sala, a Salete, a Mauria Paulina, a Ana Prado, Sandra Morine, o Marcelo Trajan que está sempre conosco, a Tânia, vou só pegar um livro meu aqui, um segundinho, um segundinho, espera aí.
O Saulo Morine, Saulo Soares, Saulo Soares, Sandra Morine, a Sandra Morine está comentando se vai ter live sobre o estudo de Mateus 24, então a gente aproveita para convidar o pessoal para entrar lá na plataforma, conhecer os textos de Mateus 24, entrando lá no portal ser-eventos e fazer a sua inscrição. Então sim, Sandra, a gente está programando uma nova live de estudos. Cíntia, Sandra, se sintam todos bem-vindos. E Haroldo, o que preparamos para hoje, semana passada falamos sobre estrutura? Pois é, hoje a gente vai se debruçar sobre essa estrutura, porque semana passada eu comentei sobre o ponto central dela, que é o capítulo 53 do livro de Isaías, mas hoje a gente precisa compreender essa estrutura que vai do capítulo 40 ao capítulo 66.
É grande parte da obra do profeta Isaías, porque como a gente deixou claro, o livro pode ser dividido em duas partes. Isso é uma coisa muito interessante dos livros, a gente precisa imaginar que os livros são rolos. Então, como é um rolo, você enrola ele num tamanho igual, do direito ao esquerdo, para o rolo ficar simétrico. Então, quando você abre o rolo, geralmente o livro bíblico, o meio é o ápice, que é onde eu abro o livro. Então, o livro, ele vem numa confluência, ele vem num crescendo até um meio e de trás para frente ele vem naquele meio.
Essa forma piramidal, né? Não necessariamente o tamanho, o meio de capítulos, não é isso, essa impressão que eu quero passar. Porque o capítulo 53 não é exatamente o meio do livro, não é essa a ideia, de uma coisa, ah, vou somar os capítulos aqui, vou somar aqui para ficar no meio. Não é essa a questão, é a questão da gente imaginar como que eles pensam, como é que é a configuração mental de um redator bíblico. Então, quando a gente entende essa configuração mental, primeira coisa que a gente precisa perceber, o texto é escrito para ser lido, para ser lido em voz alta, melhor dizendo.
O texto é escrito para ser lido em voz alta. Então, toda vez que um redator escreve, ele está ouvindo o texto. É mais ou menos como um novelista. Ele escreve na intenção de ouvir os diálogos. Então, o diálogo é feito para ser ouvido. As falas, as palavras, e aí entra um recurso da linguagem, que é um recurso extraordinário, que muitos intérpretes bíblicos são ingênuos e não aproveitam isso. Que é o recurso da sonoridade. Rimas de palavras, paradas, acentos. Vai dar uma paradinha, né? Vamos aguardar um pouquinho. Parou aí também, pessoal?
Uma paradinha. Ah, voltou, né? Voltou. Então, é o problema que a gente enfrenta hoje com mensagem no WhatsApp. Que eu posso escrever para Eleonora assim Bom dia, Eleonora. Só escrevi isso. Bom dia, Eleonora. Vai ter live amanhã? Aí fica aquela dúvida. Será que ele está nervoso? Será que ele está chateado? Não é? Porque na linguagem oral fala Bom dia, Eleonora. Vai ter live amanhã? É diferente eu dizer assim Bom dia, Eleonora. Vai ter live amanhã? Não é só o símbolo, né? Não é só o que está escrito. Então, aquele texto que está escrito, ele só vai ganhar vida com a leitura.
E esse é o sentido mais literário possível da expressão. A letra mata, o espírito vive e fica. Esse é o sentido mais básico disso. A letra mata por quê? Porque ela não tem alguém lendo. A letra mata porque ela é um texto do WhatsApp. Bom dia, vai ter live amanhã. Quem que dá vida ao texto? O leitor. Que lê em voz alta. Porque ele é o espírito que dá vida ao texto morto. Então, às vezes a gente fica viajando na interpretação dessa frase e esquece o sentido mais básico dela. Qual que é? Se não tiver um ser humano, um ser vivo que sente, que pensa, que sonha, que sofre, que tem esperança, que tem fé.
Se não tiver um ser humano pra ler o texto em voz alta, o texto é morto. O texto não serve pra nada. Daí, na prática do povo hebreu, você tinha duas cerimônias. Isso aqui é importante. Uma cerimônia quando o rolo da Torá ficava velho. Porque de tanto se abrir, mexer, o rolo ia, né? É um material. Ele vai se desgastando, não vai mais atendendo a necessidade do culto, da leitura da sinagoga. Então, o que eles faziam? A nossa tristeza queimavam o texto. Pegavam o rolo e queimavam ele. Só que para queimar o rolo da Torá, porque a Torá tem um sentido sagrado.
Então, era uma cerimônia sagrada. Então, você tinha todas as preces, você tinha todo um ritual para queimar o rolo da Torá. Agora, adivinha qual outra ocasião que esse ritual era repetido? Quando um hebreu morria. Porque todo hebreu era considerado um rolo vivo da Torá. Então, no funeral de alguém, de um judeu, você fazia as mesmas preces e tinha o mesmo ritual da queima da Torá. Por quê? Os sábios diziam, não há ninguém em Israel que não tenha a Torá dentro de si. Então, quando alguém morre, é como um rolo da Torá que se perdeu.
É daí que o Paulo tira as cartas vivas do evangelho. Então, na verdade, o Paulo adaptou a tradição judaica para a questão cristã. Ele está adaptando. Então, é importante isso por quê? Para a gente sair desse conceito que é onde ocorreu a deturpação do cristianismo, onde o cristianismo foi deturpado, foi quando o cristianismo se tornou uma religião do texto. E até hoje, algumas vertentes cristãs são vertentes cristãs da Bíblia. E mesmo entre espírita está começando a se formar isso. Os espíritas do texto. Então, só Kardec, só pode ler Kardec, tem que rasgar tudo.
Aí, vão reunir o texto do Kardec, porque o texto do Kardec é o Alcorão. A única verdade é aquilo que Kardec escreveu. Nenhuma psicografia deve ser lida. Nada presta. Então, você vê que a gente vai voltando para os atavismos. Tem que tomar muito cuidado com isso. Não é? Kardec, evidentemente, é o nosso alicerce, é a nossa base, é a nossa referência, é a nossa bússola, mas ele não é a nossa prisão. Enquanto você fala, Haroldo, eu lembrei a promessa de Jesus, que está lá em João, em que o consolador ficaria conosco até o fim dos dias.
Então, o consolador prometido até o fim dos dias. Eu gosto muito do André Peixinho, que é o presidente da Federação Espírita da Bahia e o Peixinho diz assim, a coisa mais importante que nós precisamos aprender com Kardec é a pensar como ele. Isso é o mais importante. Esse é o aprendizado mais difícil de um espírita. Aprender a pensar com Kardec. Com aquele bom senso, com aquele critério, com aquela caridade, com aquela serenidade do Kardec, com aquela finura, com aquela delicadeza e eu acrescentaria, ia sentir com Kardec, porque Kardec é de uma grandeza moral, de uma caridade, de uma nobreza de gestos, de uma nobreza.
Aprender a ler texto escrito de Kardec, isso aí… Minha mãe, Eleonora, tem um papagaio, sabe? Que repete tudo. É, que repete. E eu estava ensinando ele umas questões do Livro dos Espíritos, sabe? Então, eu estava ensinando, porque eu estou doido para gravar esse papagaio lendo o Livro dos Espíritos, lendo algumas questões, sabe? Que é Deus. Aí, eu perguntava para ele assim, que é Deus? Aí, ele fala, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Para mostrar que até um papagaio é capaz de repetir questões do Livro dos Espíritos.
E que a gente precisa passar disso. A gente precisa ir além disso, não é? O pessoal gostou, não é? O pessoal gostou. Então, quando nós estamos estudando a estrutura, a gente tinha falado isso, não é, Eleonora? A primeira parte do Livro de Isaías, então, é a parte do julgamento. Então, é uma sessão de julgamento que nós já aprendemos o que é o julgamento. É o Yom Kippur. O modelo, para nós ocidentais, qual é o modelo de julgamento? É o tribunal do júri americano, não é, Eleonora? Você fala assim, justiça. Você mostra um filme com o tribunal do júri americano, é o imaginário da população mundial.
A condenação, né? As pessoas… Não, e aquele estilo, né? Os jurados ali, as pessoas sentadas, aquele juiz sentado numa posição mais alta. E, por exemplo, aquilo quase não existe aqui no Brasil, não é? Existe o tribunal do júri, mas ele é diferente daqui, aqui no Brasil. O dia-a-dia da gente aqui no judiciário é completamente diferente, mas no imaginário das pessoas, um julgamento é um júri americano. É um júri americano. Então, no imaginário bíblico, o julgamento é o Yom Kippur. É todo o ritual do Yom Kippur. Nós vimos isso.
Capítulo 1 a capítulo 35 Do capítulo 1 ao capítulo Nós temos o que? Nós temos Profecias de julgamento. Não é? Profecias de julgamento. Na segunda parte, que é mais ou menos o mesmo tamanho, só mais 31 capítulos, olha que interessante. Você tem a primeira parte, que é profecias de julgamento, em que o centro dessa parte… Então, vamos imaginar aqui. Você pega a maçã e cortou no meio. Primeira banda da maçã. Profecias de julgamento. Vai do capítulo 1 ao capítulo 35. Qual que é o meio dessa banda da maçã? O meio é a parte que fala do julgamento de toda a Terra, que está do capítulo 24 ao 27.
Então, a primeira parte o auge da primeira parte é o julgamento da Terra, que é o que? Transição planetária. Transição planetária. Porque vai falar o seguinte. Ok, Israel foi julgada, as nações são julgadas. É importante, Eleonor? Eu vou tentar usar um vocabulário espírita agora, que vai ficar mais fácil. A primeira parte de Isaías, a primeira parte de Isaías é uma parte que fala de carma coletivo. Carma coletivo. Vou mandar um recado aqui. Então, a primeira parte de Isaías fala como as nações contraem carmas coletivos.
Eu digo carma aqui no sentido amplo. Você pode usar a palavra que quiser, débito coletivo, débito com a lei. Como dizem os espíritos, as palavras pouco importam. A gente precisa entender o sentido. Então, vamos lá. Débitos coletivos do Brasil. Escravidão africana. A escravidão africana é o maior débito coletivo do Brasil que ele ainda não quitou. Não é? Então, os nossos problemas de urbanização, os nossos problemas de desigualdade social, todos esses nossos problemas são como que uma consequência da truculência da escravidão africana, que levou Ismael a chorar, não é?
Quando iniciou a escravidão africana no Brasil, Ismael pediu uma audiência com Jesus. Isso está lá no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Por quê? Naquele momento, a Pátria do Evangelho contraiu o maior débito coletivo da história, que ela ainda vai ter que resgatar. O Brasil não resgatou esse débito ainda. Outro débito coletivo do Brasil. As práticas administrativas corruptas. Essas práticas foram trazidas desde as capitanias. Nem falar que quando a coroa chegou aqui, não. O negócio já começou daquele jeito.
Estava calhado, não é? Essas práticas são também um débito coletivo da nação brasileira. E nós estamos vivendo isso até hoje. A gente não sai. Tem 500 anos que a gente não sai desse loop, desse ciclo vicioso. É um débito coletivo. Outro débito coletivo. A maneira que os Estados Unidos têm também. A maneira como nós tratamos os indígenas. A maneira como nós tratamos os indígenas. É um outro débito coletivo do Brasil. Outro débito coletivo do Brasil. A Guerra do Paraguai. Que foi uma covardia. Foi uma covardia. Então, o fato do Brasil ser o coração do mundo, pata do Evangelho, não isenta o Brasil dos seus débitos coletivos.
Ele vai ter que resgatar todos esses débitos até o último sentil. Então, na primeira parte do livro de Isaías, nós temos lá, todo mundo lembra disso. O julgamento de Israel. Está lá no capítulo 28. Então, mesmo Israel sendo o povo escolhido para receber aliança, ele é julgado por quê? Porque ele contraiu débitos coletivos. Então, não há nação na terra, não há nenhuma comunidade, nenhuma nação que tenha imunidade pelante a lei divina. Todas as nações irão resgatar seus débitos coletivos. Então, eu estou falando isso, olha, Laura, um resumo para poder trazer para o cotidiano, para a gente poder olhar para o cotidiano hoje com os olhos de Isaías.
Com os olhos de Isaías. Então, a primeira parte de Isaías nos ensina a quê? Nos ensina a pensar que a vida das nações está sendo observada. As nações também vão resgatar seus débitos. E, evidentemente, no processo de resgate, entra também a misericórdia. Entra também a misericórdia. Era isso que eu estava pensando, enquanto você falava que nós vamos ter esses débitos todos que arcar com eles não é como em um tribunal, não é só com provas e expiações. O amor cobra a multidão dos pecados, aí entra a misericórdia. Exatamente.
Exatamente. Então, a gente precisa… O Edmilson está dizendo Haroldo, a contribuição do negro africano era necessária para a formação do povo brasileiro, teríamos que recebê-los, mas não escravizá-los, não é assim? Edmilson, foi exatamente isso que Jesus disse para Ismael. Jesus, lá no Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho. Jesus disse para Ismael, eu pedi a contribuição do povo africano para a formação da minha pátria, do Evangelho, mas eu não determinei que ele viesse escravizado. Para apagar de vez essa ideia boba de que existe programação para o mal.
Ninguém nasce programado para fazer o mal. O mal é uma escolha equivocada do Espírito. Ninguém nasce programado… Ah, você nasceu programado para assassinar Eleonora. Não existe isso, gente. Não existe isso. Isso é tema de seriado Netflix, história em quadrinho. Deus é a inteligência suprema, é o amor infinito. As pessoas nascem programadas para fazer o bem e para resgatar seus dedos, não para praticar o mal. O mal é uma decisão. Importante deixar isso claro. Aliás, Kardec faz essa pergunta. Todos os Espíritos têm que passar pela fieira do mal?
Os Espíritos falam de jeito nenhum. Pela fieira da ignorância. Do mal é escolha. Fieira do mal é escolha. Fieira do mal é escolha. Então, é importante isso para que a gente possa equacionar, não é, meu amor? Aí, esses débitos carnes do Brasil, débitos gigantescos, e a gente vê que a gente fica patinando no gelo e não sai deles, não é? Não sai desses débitos. Não consegue sair. Tem um outro também, eu esqueci de mencionar um outro muito importante, que é o débito da nação brasileira com relação à natureza. Porque a pátria do Evangelho talvez seja a natureza mais exuberante do planeta, considerado num conjunto.
E a maneira como nós lidamos com essa natureza é uma maneira que está gerando um débito extraordinariamente gigantesco para o povo brasileiro. Vamos pensar nisso. Existe uma lei divina regendo todos os nossos passos, individuais e coletivos, não é? Agora, vamos tirar essa ideia de Deus vingador, de Deus justiceiro, de Deus que fica parecendo um sniper com a arma apontada para a gente para poder atirar na cabeça. Isso aí faz parte do nosso imaginário de uma educação religiosa equivocada. Deus é a inteligência suprema, o amor infinito da criação, e Deus tem caminhos de regeneração que nós não somos capazes de equacionar.
E a primeira parte de Isaías, a segunda parte de Isaías vai falar sobre isso. Você viu que tem um rapaz ali chamado Júlio Corratti que está fazendo pergunta? Eu não vi a pergunta dele. De um lado nossos erros, de outro a necessidade dos que vieram. Como fica essa balança? Eu acho, Júlio, que esses erros inclusive, na sua maior parte, foram cometidos pelos que vieram. Então, os que vieram para o Brasil e tiveram a oportunidade de regenerar suas almas aqui no Brasil, foram eles que repetiram antigos erros de nações como Grécia, Roma, Europa, e repetiram aqui, e esse grupamento, repetindo erros, contraiu débitos.
Porque a gente vê isso lá também no Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, que o pessoal das cruzadas, o pessoal da Revolução Francesa, da noite de São Bartolomeu, ou seja, toda a turma de todas as tragédias da humanidade vieram para o Brasil. Não é? Então, é isso aí. O Thales… Nós mencionamos, viu, Thales? A Guerra do Paraguai a gente mencionou. A gente mencionou. Um grande débito do Brasil, uma grande covardia, algo gravíssimo manchou também a história do Brasil. Eu fico pensando aqui e vem muito com a pergunta…
Perdi o nome de quem fez a pergunta. É… A nossa condição evolutiva, então. A gente vê que os espíritos imperfeitos têm a predominância da matéria, sobre o espírito. E lá tem uma série de características que os espíritos imperfeitos podem ter. Quando você fala sobre a ignorância, né? Eu fico pensando essa questão de maldade e essa questão da ignorância mesmo, porque é um espírito que ainda está, como nós nos colocamos, nessa condição de aprendizado. Porque lembro que lá quando fala em geração nova, que ele vai falar sobre a transição, aí ele vai falar muito sobre os bons espíritos, né?
E a gente vê que a categoria de bons espíritos, ele começa com o desejo no bem. Então, assim, ele começa… A gente só vai ter os espíritos da primeira ordem em que eles influenciam a matéria. Exatamente. E a gente vai indo nessa questão de muito influenciado pela matéria, né? Quando eles falam dos espíritos superiores, né, Leonor? É um predomínio do espírito sobre a matéria, isso significa que eles têm um grau de autodomínio extraordinário. Porque o nosso problema é o autodomínio. É o autodomínio. Então, que é o grande conflito.
Nós sabemos, nós já temos uma compreensão do que é o certo, do que é o melhor, mas nós temos uma compulsão pelo vício e pelo erro. Então, essa compulsão, ela precisa ser equalizada, ela precisa ser modulada. É como um som. Você aumenta o grave, diminui o agudo, equalizado. Porque não tem como você tamponar essa energia, nem é adequado. Então, a gente precisa aprender a equilibrar. Esse autodomínio, esse autoequilíbrio, esse é o desafio da evolução espiritual. Esse é o desafio. E, lembrando, também, que quando nós falamos em resgate, nós precisamos tirar também um imaginário.
Nós temos uma visão deturpada de débito e resgate. Débito e resgate. Então, débito é um ponto em que você travou. Você imagina um programa, fica ali, aquela rodinha assim, travou. Cristalizou ali, né? É, cristalizou ali. Então, é um ponto em que você travou e é um ponto em que você prejudicou. Então, o que é o resgate? É voltar para aquele ponto, reparar o mal, reparar. Reparar. Ora, eu posso reparar com o trabalho. Não? Posso, claro. E, eu destravo e prossigo. Então, resgatar é isso. É reparar o mal e destravar da sequência.
É isso. O problema é que, quando a gente fala em débito e resgate, as pessoas vêm com aquela ideia de inferno. De pena, né? De penalização. Então, eu aconselho muito, quem ainda está com essa ideia de céu, inferno, a assistir uma série no Netflix, chama Lúcifer. É boa, porque vai mostrar o diabo todo, o diabo bacana, sujeito muito legal, não mente, elegante, tem bom gosto. É uma série bem irônica, bem divertida, para a pessoa tirar essa imagem. Tirar essa imagem. Já está uma piada interna aqui. A Gia, de 12 anos, caiu na prova e a professora falou assim, na prova de educação moral e cristã.
Ela falou assim, qual a série que você mais gosta? Um aluno escreveu assim, Lúcifer. A professora deve ter caído para trás, né? A gente precisa sair disso. Sair desse imaginário de almas queimando no inferno e um Deus sarcástico dando risada. A gente precisa superar isso. Eu acho que a gente tem que dar uma paradinha bem nesse ponto, porque as pessoas estão com muitas perguntas. Porque é o nosso dilema. É essa questão assim, a gente não consegue é o dilema, o de Paulo. A gente não consegue ainda fazer esse bem que a gente quer e a gente ainda repete esses atavismos, essas cristalizações, essa luta do homem velho com o homem novo.
E se o mundo está em transição, nós estamos em transição, né? Então aqui, o Luiz Henrique, nosso envolvimento com a matéria é para aprendermos a nos distanciar dos efeitos do convívio com ela, para desenvolvermos nossa individualidade. Faz sentido? Luiz Henrique, vamos só pulir um pouquinho isso. Vamos só pulir um pouquinho. E aqui eu vou trazer um grande pensador que vai nos ajudar. Chama-se Jean Piaget. Jean Piaget. Jean Piaget. O que o Piaget diz? Ele divide o desenvolvimento da criança baseado na relação da criança com o meio que a cerca.
Olha que interessante. Então, por exemplo, a criança vai desenvolvendo a coordenação motora na medida em que ela vai lidando com o ambiente. Então, você aprende, por exemplo, o movimento de pinça, você aprende esse movimento aqui de segurar, você aprende esse movimento de levantar. O que a gente aprende disso? Por causa da matéria. É no contato com a matéria que o Espírito desenvolve o seu potencial de inteligência. Só que ele começa lá no átomo. Então, como é que ele começa? Como é que o princípio inteligente começa?
Ele tem que equilibrar três bolinhas. Um próton, um neutro e um elétron. Esse é o becinho, ele começa ali. Então, ali ele está aprendendo. À medida que o princípio inteligente vai se desenvolvendo, ele vai… Entendeu? Não é? Então, nós vamos desenvolvendo pensamento, ideia… Como é que você desenvolveu o pensamento de altura e profundidade? Largura, comprimento, altura, o senso de 3D. Como que você desenvolve isso? Esse pensamento lidando com a matéria. Então, vou dizer uma coisa aqui, nós, espíritas, a gente tinha que ter um cartaz escrito isso.
A matéria é divina. Vou repetir. A matéria é divina. O problema é o apego à matéria. Não tem problema nenhum com a matéria. A matéria vai muito bem, obrigado, porque matéria é fluido cósmico. Matéria é o hálito de Deus. Matéria é divina. O corpo é divino. Quem maculou o corpo fomos nós. Isso não é um problema do corpo. O corpo é divino. Todas as partes do corpo, todos os detalhes do corpo são divinos, são sagrados. Quem macula o uso do corpo é o Espírito. Com o quê? Com seus exageros, com seus vícios, com as suas compulsões.
Mas, isso não é problema do corpo. Aliás, Emmanuel tem vários textos falando sobre isso. Não tem problema nenhum com a matéria. Como que Jesus formou a Terra? Com a matéria. Pegou o fluido cósmico e formou o planeta. Como que os co-criadores, os Cristos, formam galáxias? Do nada? Do fluido cósmico. Fluido cósmico é matéria. Então, eu posso usar a matéria para fazer uma faca e matar alguém à facada ou eu posso pegar a matéria e construir galáxias. O problema é a matéria? Então, vamos tirar isso da cabeça. Na estrutura da matéria olha isso, na estrutura da matéria, do fluido cósmico, está a sabedoria de Deus.
Toda vez que eu lido com a matéria, eu estou aprendendo como Deus pensa. Interagir com a matéria é divino. Apego à matéria é que é o problema. Apego à matéria. Apego. Apego é excesso. Ficou claro isso, gente? Alguém ficou com alguma dúvida? Ih, tem várias perguntas lá. É… Me ocorreu de falar alguma coisa, mas agora eu perdi sobre a questão da matéria e espírito. Que está lá, inclusive, no livro dos espíritos. Tem todo um capítulo sobre Deus, espírito e matéria, a evolução da matéria e do espírito. Muito importante.
Ah, o que me ocorreu é que a matéria é uma ferramenta. A gente vem para cá encarnar para a escola. Exatamente. Para a escola, o material. E o universo é o quê? O universo é fluido cósmico, gente. Nós estamos mergulhados no fluido cósmico. Não existe fora do fluido cósmico. Portanto, não existe fora da matéria. Às vezes a gente tem dificuldade de fazer esse raciocínio. O universo é o fluido cósmico. Em Deus nos movemos e existimos como peixes no oceano. Nós, espíritos, estamos mergulhados no fluido cósmico. Não existe fora.
Não existe fora do fluido cósmico. Não tem essa opção. Evolução é dentro do fluido cósmico. Nunca nós vamos deixar de relacionar com a matéria. Nem os Cristos galácticos. Pelo contrário. Qual que é a responsabilidade deles? Administrar o fluido cósmico. Utilizar o fluido cósmico, abre aspas, questão 27 do Livro dos Espíritos, nas suas infinitas combinações. Agora, pergunta se tem algum Cristo apegado à matéria. Não. Inclusive é uma característica. Por exemplo, o Edison está perguntando. Ah, os mundos de tose são desmaterializados?
Edison, não existe mundo desmaterializado, Edison. Porque se você fala mundo desmaterializado, você está falando de um mundo fora do fluido cósmico. Isso não existe. Outras combinações, né, Haroldo? Tudo é feito de fluido cósmico, meu querido. O mundo em que Jesus mora é feito de fluido cósmico, querido. Fluido cósmico é a matéria divina. Não existe um mundo feito de outra coisa que não seja fluido cósmico. São três elementos gerais do universo. Deus, Espírito, fluido cósmico. Não tem isso. Ah, um mundo de toso, desmaterializado.
Não. É uma matéria mais sutil do que a nossa, mas ainda é a matéria cósmica. Vamos ler o poema lá. Matéria cósmica. Está lá no Parnas de Aleitum. Glória à matéria cósmica, à energia essencial que dá vida aos elementos, base de portentosos movimentos, onde a forma se acaba e principia. Olha isso. Então, a gente tem uma ilusão. Ah, o mundo de expiação é material. O mundo de toso é imaterial. Gente, tirem isso. Está errado. Vamos voltar lá para o Livro dos Espíritos. Olha o que os Espíritos falam. O fluido cósmico é suscetível de infinitas combinações.
Vocês aí só conhecem a menor parte. Aí o Kardec pergunta assim, o fluido cósmico é eletricidade? É magnetismo? Aí os Espíritos respondem, eletricidade e magnetismo é apenas uma das infinitas combinações do fluido cósmico. Então, vamos abrir. Vamos abrir. Então, esse negócio de mundo imaterial, isso é uma terminologia incorreta. Incorreta. Nós temos mundos mais densos e mundos mais sutis. Aliás, aliás, lá no Livro dos Médiuns, existe um capítulo chamado O Laboratório do Mundo Invisível, em que o Kardec explica por que que existem objetos no mundo espiritual.
E ele vai falar, manipulação do fluido cósmico. Então, nós temos que ir. E tudo isso porque a gente estava falando lá de Isaías, a gente estava falando lá sobre o julgamento. Tudo isso que a gente estava falando. Porque, está vendo como que a gente é A gente fica preso a alguns conceitos, né, Leandro? E mesmo lendo o Livro dos Espíritos, a gente não se desapega dos conceitos. Então, é interessante isso, porque aqui é muito importante. Nós precisamos, ao ler o Livro dos Espíritos, mudar o mindset, mudar a atitude mental, a configuração mental.
Então, eu vejo que às vezes a gente lê o Livro dos Espíritos inteiro e continua acreditando em diabo, em inferno, em Deus vingativo, em coisa imaterial, o corpo é pecado, a matéria é pecado. Continua com o mindset da Idade Média. É que cristalizou, né, que nem você falou. Nós temos que adiantar, avançar, não é? Então, interessante, não é? Interessante. Vamos lá. Pois é, agora não sei se nós seguimos ou fazemos uma recapitulação do que a gente vinha falando. Eu acho que é importante, Eleonora, vamos usar hoje para tirar dúvida, porque também a gente avançar e todo mundo ficar com dúvida, todo mundo ficar angustiado, não é?
E nós não estamos aqui na correria, a gente não tem um programa rígido para cumprir. O importante aqui é que a gente tenha uma experiência com o Livro de Isaías e que o Livro de Isaías sirva para avançar a nossa cognição. O que que o Júlio colocou ali? Se caminhamos para o mundo de regeneração, é meu corte. É, mais ou menos, Júlio. Vamos lá para… Onde que está a melhor definição de mundos na codificação? Está no Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo… Há muitas moradas na casa de meu pai. Salvo engano é o capítulo 3, não é isso?
Há muitas moradas na casa de meu pai. Ali é um tratado sobre os mundos. Então, quem tem alguma dúvida precisa ler no início 20 vezes. Para começar. Depois de 20 vezes, você vai começar a entender. Então, qual que é a sequência dos mundos? Primitivo, expiação e prova, regeneração, ditoso, celeste. Primeira coisa que o Kardec fala. Isso aqui é uma divisão didática, porque na prática, na prática, à noite, todos os gatos são pardos. Existe uma gradação infinita. Ele está usando uma didática. Então, vamos lá na didática.
Mundo primitivo, morada de seres que ainda não atingiram a razão. Então, mundo primitivo não tem homo sapiens. Não tem homo sapiens. Só tem primata e olhe lá. Então, da formação do mundo, de um mundo, da origem da vida, até o surgimento da espécie humana, é mundo primitivo. Depois, nós temos uma transição planetária. Qual que é a transição planetária? A passagem de mundo primitivo para mundo de expiação e prova. Essa transição dura muito tempo porque esse homo sapiens, que agora tem a razão, começa a fazer escolhas.
E, Se ele escolhe, ele sofre consequência das escolhas. O livre-arbítrio, né, Rodo, começa… Começa a esboçar um sistema de expiação e prova. Por quê? Tem como eu fazer uma bactéria expiar? Ela não tem escolha, né? Está no determinismo. Ela tem vontade. Uma bactéria tem vontade. Eu lembro uma coisa bem engraçada. Um cientista, um neurocientista, foi fazer uma experiência com minhoca. Estava estudando o sistema nervoso na minhoca, que é, aliás, sofisticado. Ali começa já o surgimento do sistema nervoso. Nos anelídeos.
Então, ele foi estudar uma minhoca. E ele falou… Aí eu coloquei as minhocas, não sei o quê, e eu queria que elas fossem para tal lugar, e eu ia fazendo… Só que eu explici que as minhocas têm vontade. Você coloca a minhoca, tem minhoca, fica parada, não vai. Aí você fala… Vai, minhoca! Vai, minhoca! Porque a gente esquece que está lidando com o ser vivo. Então, a minhoca vai conversar com você? Claro que não, gente. Ela vai fazer uma escolha moral? Não, mas ela escolhe se ela anda ou se ela fica parada. Então, ela já tem um grau de escolha.
É um ser vivo, não é? Mas, esse grau de escolha é mínimo. Quando o ser atinge a razão, aí começa a fazer escolhas morais. Quando o ser começa a fazer escolhas morais, surge a prova e a expressão. Maravilha? Aí vem a transição planetária, mundo de regeneração. O que é que o Kardec diz? Mundos de regeneração ou mundos regeneradores. Kardec chama de mundos regeneradores. Certo. São aqueles em que os espíritos agora, vírgula e atenção, em que os espíritos, vírgula, que ainda tem o que espiar, fecha vírgula, aurem forças aurem forças para a caminhada.
Espíritos que ainda tem o que espiar. Então, nós estamos confundindo o mundo ditoso com o mundo de regeneração. O mundo de regeneração ainda tem espiação. Onde não tem espiação é no mundo ditoso. Aí, lá no mundo ditoso, outra grande confusão que o pessoal faz. Confunde o mundo ditoso com o mundo celeste. Kardec diz assim, nos mundos ditosos, há o predomínio do bem. Predomínio. Então, significa que ainda existe o mal. Predomínio. Então, ainda existe o mal. É no mundo celeste em que o bem reina soberano. Não tem mais o mal.
É no celeste. Então, no mundo celeste, não tem mais o mal. Por quê? Porque todos os espíritos são puros. Não tem mais espiação. Não tem mais prova. Felicidade plena. Como que é a evolução? Essa é fácil. Não sei. Porque, do celeste pra frente, não foi nos dado. Não, não sabemos. Não foi nos dado o registro. Enquanto você falava sobre os mundos, e o pessoal estava aqui perguntando, é importante também a gente fazer essa relação com a escala espírita, né? No mundo de provas e expiações, a gente tem os da terceira ordem, né?
A gente está saindo da terceira. Então, na expiação e prova, nós temos os espíritos da terceira ordem, que são os espíritos imperfeitos. Na regeneração, a gente está começando a entrar na segunda ordem. Começando a entrar. Por que começando? Porque é aí que pode ter a queda, Eleonora. A queda da cidade. E eu ia comentar lembrando, né, que na terceira ordem, inclusive, tem os espíritos os neutros. A neutralidade, né, que não faz nem o bem e nem o mal. Porque a gente acha que é só espírito ainda com muita propensão ao mal, né?
Mas ali dentro mesmo Ele coloca essa questão dos neutros. Aí, quando Ele vai colocar nos espíritos bons, aí Ele começa com o desejo no bem. Parece que você está saindo dessa neutralidade. Pelo menos, o desejo no bem há, né, para começar essa escalada. Agora, é importante, olha, a Cristina esteve, está fazendo uma pergunta interessante. Olha lá. Pela graça e pela obediência às leis de Deus, poderíamos alcançar o direito ao mundo celeste? Não! Não, Cristina. Por quê? Porque você não tem condição, eu não tenho, nós não temos sequer condição de acompanhar o raciocínio de um espírito puro.
É como você colocar um bebê, uma criancinha de quatro anos para conversar com o professor universitário sobre um determinado tema. Então, a gente tem que ser humilde. Tem que ter essa caminhada, né? Para a gente chegar no mundo celeste, não adianta só ser bom. A sabedoria e o amor tem que desenvolver num grau de pureza. Então, se o espírito puro sentar do seu lado e começar a falar de biologia, você não acompanha nem o que ele fala. Nem o Einstein acompanha. Se eu chamar o espírito puro para falar de física, o Einstein não acompanha o raciocínio dele.
Então, vamos com calma. Vamos com calma. A gente é outro atavismo. Por quê? Porque ensinaram pra gente que paraíso é lugar de gente bonzinha. Se você for bonzinho, não tem problema você ser ignorante, você vai pro paraíso. Só está no mundo celeste, espíritos que atingiram um alto grau de desenvolvimento moral. Alto grau. Alto grau, eu estou falando assim, é uma coisa superior a Chico Xavier, Amado Tereza de Calcutá. E, no mundo celeste, estão espíritos que desenvolveram um alto grau de sabedoria. Alto grau, estou falando muito além de Einstein, muito além das grandes inteligências da Terra.
Então, tem jornada. Tem jornada. Por que a gente passa por provas? Pra desenvolver a inteligência e a moralidade. Então, tem que desenvolver os dois. As duas asas que nos conduzirão à angelitude. É que a gente tem uma ideia boba de anjo. Tem uma ideia bobinha. Anjos são potências. Potências. Potências. Na inteligência e na moralidade. Na inteligência e na moralidade. Então, temos que perder isso. Porque a gente criou, o que é isso? Idade média. Educação religiosa equivocada. É o que Emmanuel fala lá no livro Emmanuel.
O Thales citou aí. A gente viu aquelas fotos de anjinhos. Sabe aqueles anjinhos, criancinhas, gordinhas assim, não é? Criancinha enquanto está crescendo, mamando. Eu lembro da minha irmãzinha, da Clarice. Clarice era fofinha toda. Minha filha, hoje está com 27, casada. Aí, a gente pinta o anjo e acha que o anjo é aquilo. Não é? Aí você chega para o anjo e fala assim, quanto que é x mais 2 mais 3x mais 4? Ah, não sei. Não. Não, não, não. O anjo está num patamar de sabedoria, de inteligência, de conhecimento das leis da natureza, você pode pegar todos os prêmios nobéis da Terra, eles não conseguem acompanhar o pensamento de um anjo.
Não vão entender nada que ele falar. Por isso que o Paulo fala, ainda que eu falasse a língua dos anjos. A língua dos anjos não é para a gente. Não é para a gente. Eu acho que o exemplo que você deu, uma criança e um professor, eu acho que bem explica isso. Precisa ter uma caminhada, um amadurecimento. E isso é para todo espírito. E se isso existe para nós em uma vida, imagina em várias vidas. Tem uma coisa curiosa, Leonor. A gente vê isso, por exemplo, é muito legal isso, é muito interessante isso. Como as pessoas enxergavam o Chico.
Porque o Chico, ele se apagava. O Chico, ele se apagava. Ele se apagava tanto que você achava que ele era um bobo. Só que, um médium para psicografar o livre evolução em dois mundos Encontra um médium aí. Encontra um médium aí. Procura um médium para dar continuidade à psicografia do evolução em dois mundos. Cadê? Então a gente viu o Chico ali com aquela humildade dele. Tomando cafezinho. Você fala, oh, coitadinho. Só tem quarta série. Só tem quarta série. É. Tem caminhada espiritual, né? As pessoas não fazem ideia da bagagem que ele tinha.
Não só moral. Moral é indubitável, não precisa nem comentar. Mas da bagagem intelectual. E as pessoas não fazem ideia da quantidade de cursos que o Chico fez no mundo espiritual. Curso de medicina. Curso de tudo o que a gente puder imaginar. Então, as pessoas que conviveram com o Chico, às vezes eu vou para São Paulo, converso com aquelas pessoas que falam assim, eu nunca vi uma inteligência igual a do Chico. Eu tinha uma amiga até lá do Nordeste, médica. Ela disse que uma vez foi visitar o Chico, e o Chico estava tomando café, do nada o Chico virou para ela e falou, minha irmã, como que o perispírito se liga ao corpo físico?
Aí ela ficou toda embaraçada, e disse que o Chico começou a dar uma aula sobre célula. E sobre a ligação, ele falou, minha filha, é célula célula. E é pelo citoplasma, não é pelo núcleo. Deu uma aula! Aí a pessoa chegava lá, viu o Chico e falou, coitadinho. Então, né, Leonora, a gente tem essa… Ingenuidade, né? É um atavismo religioso. Educação religiosa equivocada. Atavismo religioso. Então, nós precisamos resgatar. O que Emmanuel diz? Uma asa do anjo é sabedoria, a outra asa é amor. Os Espíritos puros são potências da criação.
Potências. Agora, é lindo porque a inteligência aliada ao amor, que é coisa que dificilmente a gente vê na Terra. A inteligência aliada ao amor. Então, nós não temos ideia do que é o mundo celeste, Leonora. Olha, eu vou te confessar. Eu não consigo imaginar. Porque todo filme que a gente vê é bobinho. Vou dar um exemplo aqui. Eu adoro Marvel, né? Aí ficava lá Asgard, a terra lá do Thor. Aí, alta tecnologia. Aí, quando foi mostrar os habitantes, os habitantes são primitivos. Parece espartano comendo lá, né? Coxa, parecendo bicho.
Aí você fala, não pegou. Não pegou. E a gente aprendeu que não pode, né? Porque o Espírito… O mundo é evoluído pelos Espíritos, né? Eu não consigo imaginar o mundo celeste. Eu não consigo imaginar o mundo celeste. Guarulho, deixa eu entrar na conversa. O Júlio gostou de fazer a pergunta hoje, né? Mas a gente não consegue ler. A gente não consegue ler tudo. Ou a gente acompanha o raciocínio do Guarulho, ou lê ali as perguntas. É, muito bom. Eu estava na arquibancada, eu corro aqui para geral, eu corro para não ser aonde.
Estou aqui igual pinto no lixo. A questão é a seguinte, eu estava pensando nisso também, assistindo essa série de Star Trek, e é engraçado que é uma evolução enorme, tecnológica e de conhecimento, e aí quando se trata das questões morais, eles mantêm um padrão, tipo assim, o cara quer o poder, o cara quer… E eu acho que ele chegou nessa condição moral, pelo menos no imaginário, né? Porque é isso que o Júlio está falando, mostra um descompasso. Então você pega Star Trek, Jornada nas Estrelas, é um alto nível tecnológico, um alto nível de inteligência, mas seres moralmente primitivos.
Isso não acontece, isso é irreal, isso é ficção. Por que é ficção? Porque a evolução não permite isso. Isso é ficção. Mas qual é a ficção? É a ficção de anjo caído. Que é outra… Meu Deus do céu! Eu acho que o ataviso mais difícil de tirar do coração de uma criatura é esse. Que é essa ideia de um ser muito sábio, mas ele tem uma invejazinha. Ah, gente, para! Não é anjo, né? Não é anjo. A nuance de sentimento de um anjo… Gente, basta a gente pensar no Chico, que não é um anjo. Basta você pensar no Chico, que não é um espírito puro ainda.
Não é um anjo ainda. Para a gente ter ideia do que nós estamos falando. Quer ver uma coisa? Dr. Bezerra de Menezes não é um anjo. Nós só conhecemos um, né, Arudo? Para a conversa! Para a conversa! Você fala… Dr. Bezerra de Menezes não está no mundo celeste? Por isso, Emmanuel tem uma frase que está lá no livro Roteiro. Essa frase é forte. A distância que separa um cão, um cachorro, de nós é a distância que nos separa de um anjo. Então, o que ele quer dizer com isso? Ensina em inglês. Chama um cachorro aqui e vamos ensinar Isaías para ele.
Eu posso até ensinar, mas ele não vai aprender, né? Como é que um anjo vai comunicar com a gente? Comunica com carinho e com amor que a gente trata os nossos pets. Mas nós não temos cognição para entender um anjo. Hein, Arudo? Mas o único espírito puro que nós conhecemos é Jesus, né? É o Cristo, né? Porque aí também, Eleonora, tem uma outra coisa que é o seguinte. Depois que chega espírito puro, começa um novo degrau evolutivo. E no topo da escala dos espíritos puros estão os Cristos. Aí eu desanimo de falar. Porque aí…
Aí você pedir para uma formiga dar uma aula sobre cérebro. Aí nós não temos nem parâmetro, Eleonora. Nós não temos nem parâmetro. Você quer ver uma coisa? Vou te dar um exemplo. Está lá no livro Evolução em Dois Mundos. Está no meio das entrelinhas. O livro Evolução em Dois Mundos diz assim. Os co-criadores em plano maior co-criadores em plano maior Olha o que o André Luiz vai falar. Só que, para eu citar isso aqui, eu preciso falar um pouquinho sobre a teoria da relatividade. O Einstein estabeleceu que o espaço e o tempo o espaço e o tempo é uma coisa só.
Isso é matéria. E é matéria. Então, o espaço e o tempo é uma das combinações do fluido cósmico. Aí agora… Nossa Senhora, né? Gênesis 100. Gênesis 100. Você explicou bem isso? Isso, ela explicou. Então, o que o André Luiz diz no Evolução em Dois Mundos? Os co-criadores em plano maior criam o espaço e o tempo. Eleonora, se os Cristos galácticos, que aí já não é nem planetário mais, se eles criam o espaço e o tempo, é porque eles vivem fora do espaço e do tempo. Você consegue entender isso? Eu não consigo. Você consegue entender isso?
Eu não consigo entender nem direito a teoria da relatividade? Você quer ver uma coisa? O que a teoria da relatividade fala? Eu tô aqui na minha cadeira, tô parado, mudou? Não, não tô parado. E nem na cadeira. Eu tô me deslocando no tempo. Porque, pra teoria da relatividade, espaço e tempo é uma coisa só. Eu estou deslocando no tempo, Eleonora. Então, eu estou com velocidade zero no espaço aqui. Nesse espaço aqui. Relativo, né? Relativo. Mas eu tô deslocando no tempo. Se eu começar a me deslocar, Eleonora, próximo da velocidade da luz, meu deslocamento no tempo diminui.
Então, quão mais próximo eu estiver da velocidade da luz, mais devagar o tempo passa pra mim. Por quê? Porque espaço e tempo é uma coisa só. Deslocamento grande no espaço diminui o deslocamento no tempo. Então, o tempo passa mais devagar. Portanto, na velocidade da luz, o tempo para. Só entendo porque você tá falando. Tranquilo. Faz quatro mil anos a gente entende a matemática disso. A matemática. Então, vamos com calma. Os anjos não estão materializando aqui não é porque eles não nos amam. Você vai conversar o quê com a formiga?
Você já tentou pegar uma formiga e conversar com ela? Oi, formiga. Ah, eu queria trocar uma ideia com você. O Chico fez isso. O Chico conversando. É isso que eu pensei. O Chico falou de interesse delas. O Chico conversou sobre interesse delas. Olha, nós vamos fazer um negócio aqui, eu preciso que vocês saiam. Mas o Chico não chegou lá pra formiga e falou assim, nossa, eu tô psifografando uma poesia do Augusto dos Anjos, queria ler pra vocês, ver o que vocês acham. Não tem jeito. Não tem jeito. Então, Eleonora, eu ouvi uma palestra do Neo Grace, que é aquele americano que substituiu Carl Sagan na série Cosmos.
E Ele fala assim, geneticamente, a diferença entre nós, eu, você, o Júlio, todos aqui, e um chimpanzé, é de 1%. Geneticamente é 1%. Ok? 1%. Tem algum chimpanzé aqui acompanhando o estudo de Isaías? Se tiver, manifeste, por favor. Não tem. Por quê? Um chimpanzé é inteligente, ele consegue fazer uma operação matemática, ele consegue fazer algumas coisas, mas ele consegue acompanhar o estudo de Isaías? Ele consegue acompanhar uma aula de biologia do ensino médio? Não. Qual que é a diferença genética? 1%. Aí o Neo, olha que interessante, ele fala assim, mas não tem evolução?
Não tem evolução? Então, se tiver um ser vivo, que for 1% Superior a nós, nós vamos conseguir conversar com ele? Nessa base, não. Ele conversa conosco, que nem o Chico conversava com a formiga, cuida, né? Cuida de nós, cuida do nosso formigueiro. Mas aí, como é que eles falam com a gente, Leonora? Você vai lá no livro de Espírito e eles falam assim, ah, vocês não têm palavras para entender eles. Não tem como a gente explicar isso para vocês. Falta terminologia no vocabulário terrestre. Sabe o que me veio? O que veio, Aurônio?
Tem um contraponto. Porque o Cristo encarna e fala conosco, e se faz entender. Eles podem fazer isso desde que isto seja a nosso favor. Porque eu fiquei pensando, a gente não tem ideia do que é conviver com seres muito superiores a nós, como se isso fosse uma coisa confortável. E não é. Você conviver com espíritos, com pouquinhas vezes, Arouldo, que a gente conviveu em alguma reunião mediúnica ou outra, com alguns espíritos que são melhorzinho que a gente, não são muito longe, vamos dizer. Arouldo, é constrangedor.
Porque o seu espaço de atuação, ele fica muito limitado. Tipo assim, estava me vindo na mente agora, vocês me perdoem. Fala-se muito, você tem uma árvore com uma copa muito grande, uma árvore muito frontosa, tudo que fica abaixo dela ali, meio que não se desenvolve. Porque ela está com a copa aberta lá em cima e gerando uma sombra. Então, me vem essa imagem na mente de que nós temos que entender essas questões como questões do amor de Deus, Arouldo, por nós. É necessário que eu vá. Sim. Viu? Mas eu fico pensando aqui…
Mas eu fico pensando aqui que eles não estão em separado de nós, estamos todos em comunhão. Não existe aqui, lá, não existe no espírito… Quando você fala separado, é porque você está raciocinando como um ser que ainda vive dentro do espaço e do tempo. O que eu penso assim é essa comunhão. Ele fala, Eleonora, para mim não tem mais espaço, nem tempo. Estarei contigo até o final da vida. Eu estou dentro de você. Eu estou em comunhão com você de um jeito que você não faz ideia, você ainda não consegue compreender. Mas ele aceita a forma que você consegue compreender, isso que é o bonito.
Por isso que eles permitem ao aluno, ao aprendiz, o espaço de desenvolvimento. O nosso problema, Júlio, o nosso problema, sabe qual que é? Jesus pode diminuir o quanto for necessário para interagir conosco. O problema é você achar que é do tamanho dele. Esse é o nosso problema. Aí achar que Jesus apaixonou por Madalena, achar que Jesus teve uma crise de raiva, achar que o Jesus virou o Júlio, virou o Haroldo. Esse é o nosso erro. Porque o fato dele ter se diminuído não significa que ele perdeu a grandeza dele. E a gente acha que o máximo do universo é a gente.
É o único que a gente conhece, é o único universo. E nem muito, porque o autoconhecimento está lá na 909. Eu vou te dizer, Jesus nem está preocupado com isso. Mas não. Ele está deixando a gente aprender, achando as coisas, e vamos achando. Por que ele não está preocupado, Júlio? Porque ele fala pra público assim, agora daqui a milênios, porque a questão, sabe, Júlio, é que quando ele olha pra você, ele sabe que está falando com o co-criador, e que é só uma questão de tempo. Então, ele não se sentiria confortável em desrespeitar você, porque daqui a um bilhão de anos, que é um segundo, você vai estar num nível…
Então, ele trata você com a sua dignidade divina de co-criador. Haroldo, eu queria ler um… Ele diz assim, olha só, o que queres que eu te faça? Isso é conversar de co-criador pra co-criador. O que queres que eu te faça? A tua fé te salvou. Isso é desafiador, Júlio. Porque a gente tem… Nós, humanos, se deixar, a gente vira guru. Se deixar, a gente vira guru. Júlio, eu vou orientar você, eu vou te curar, eu vou fazer, eu vou fazer… Jesus, o que você quer? Co-criador, irmão, o que você quer? Eu quero ir. A tua fé te salvou.
Eu sou só um instrumento, irmão co-criador. Ai, que bonito isso, né? É belíssimo. Irmão mais velho. Irmão mais velho. Deixa eu ler um poema. Tem que ter respeito, porque ele é irmão mais velho. Não vem com avacalhação, não, que não dá. Só um pouquinho, Júlio. Não vem com homagem, não, que não dá. Não dá, não. Acha que Jesus é um adolescente aqui. Aí, misericórdia. Aí, não dá. Júlio, se você for ler o poema, a gente já está encerrando? Não. Não. A gente pode ficar até as três da tarde. Eu só queria comentar para os amigos que tem muita pergunta.
O assunto é muito bom. O Tales e outros meninos aqui perguntando sobre Ismael e sobre os ministros de Cristo. São outros anjos que a gente conhece. Seriam também espíritos puros. Então, o assunto realmente que toca a nossa evolução, que toca essas questões tão nossas. Surgem muitos questionamentos que, infelizmente, a gente não vai conseguir conversar hoje sobre tudo. Podemos voltar semana que vem na outra com as perguntas de novo. É porque aí a gente adentra também em questões do livro dos Espíritos, que são as grandes questões.
E é importante a gente… Esse gostoso do livro dos Espíritos. Até hoje, quando eu abro o livro dos Espíritos, eu abro nesse espírito de enigma, entendeu? De ler aquilo que eu não li, de perceber aquilo que eu não percebi, de ler uma entrelinha que eu não fui capaz. Porque não é um livro. Aquilo ali foram os seres muito mais inteligentes que vieram aqui dando uma dica para a gente. Então, você tem que desconfiar desconfiar que tem coisa ali que a gente não é capaz de compreender. Tem questões ali, se você abrir, falaram eu não sei.
Por exemplo, tem uma questão ali que eles vão definir o que é fluido cósmico, eu não sei. Se alguém me perguntar, eu não sei explicar isso. Eu não sei entender isso. Eu não sei o que eles estão dizendo. Não faço ideia. Então… Agora, uma coisa bonita, eu não poderia encerrar, gente, sem falar isso aqui. Sem falar isso aqui. Aqui na Terra, às vezes, a gente trabalha numa indústria, numa indústria de alimento, numa indústria de vestuário, numa indústria de cosmético, todas são honradas. Porque tudo é transformação da matéria e tudo é material didático para a nossa evolução.
Você pode trabalhar na área da saúde, no hospital, na área da justiça, tudo é, mas é trabalho extremamente material. Os Espíritos puros, eles ocupam, eles trabalham na orientação evolutiva dos seres, dos degraus inferiores da escala evolutiva. Então, o trabalho deles é cuidar e orientar a evolução. Então, isso eu preciso dizer porque isso é uma convicção que eu tenho no meu Espírito. Cada um de nós possui Espíritos celestes, responsáveis pela nossa evolução. Eu não sei se o meu coincide com o do Júlio, pode até ser, porque eles não orientam um só, né?
Eu não sei, eu não sei, não sei, mas saiba, existe um Espírito puro, angélico, que desde o dia que você estava no atomo, ele está acompanhando o seu processo evolutivo. Acompanhando, hoje a gente conhece, nós estamos fazendo aqui uma reunião online, imagine os recursos que esses seres têm. Então, eles estão dentro de mim aqui, eles passam dentro de mim, eles sondam tudo e eles conhecem toda a minha evolução, toda. Desde o dia que Deus me criou até hoje. Eu só queria dizer isso pra mostrar uma coisa. É por isso que um país tem um anjo que governa, é por isso que o planeta tem um Espírito que governa, é por isso que uma comunidade tem um Espírito protetor, é por isso que as famílias têm Espíritos protetores, é por isso que os encarnados têm anjos guardiões, Espíritos protetores, e é por isso que os seres na sua evolução possuem anjos que cuidam da evolução.
Então, qual é o trabalho dos anjos dos mundos celestes? Orientar a evolução de outros seres. E nesse trabalho, eles são instrumentos de Deus. Esse é o trabalho deles. A gente não marcou aqui nove e meia, a gente ia começar a nossa live, e a gente não tá agora terminando, a gente não cumpriu, graças a Deus, nosso compromisso? Então, entenda. Existe um ser puro cujo compromisso é você. O compromisso divino dele é você. Eu acho só importante a gente dizer isso. Pra gente não ficar imaginando que nós somos criaturas abandonadas, largados e pelados.
Tem nada disso. Isso aí é seriado ficcional. Não tem ninguém largado e pelado. Ninguém. Ah, isso é muito consolador, né? Então tá, deixa eu ler minha poesia, senão eu vou ficar triste. Olha só, eu recebi esse poema e teve muito a ver com o que você falou na minha leitura, do que você disse agora, um poema que a gente recebeu, eu recebi de um amigo espiritual, né? Esse amigo que você falou que a gente tem, sabe? E foi um recadinho bem assim com o meu nome, e ele falava assim, ele chamou, eu até musiquei esse poema, é uma letra de música, né?
Douradas Vestes, que se chama. E ele fala assim, morre o sol no horizonte, douradas vestes, fúnebre e despedida, um ciclo que se finda sob meu perplexo olhar. Estrelas maiores que o sol no céu da noite não se mostram como são, mostram-se como pequenas e tímidas, unidas a outras tantas, também maiores, porém menores. Sua beleza está na pequenez, pequenez manifesta só por causa da distância. Distância a partir do quê? Do meu olhar, do meu olhar distante. Eu agora me dou a olhar as estrelas e lembrar que são sóis, nós também somos sóis, só que somos vistos muito de longe por nós mesmos.
A luz parece fraca, débil, mas há de haver um dia em que nos aproximaremos mais de nós mesmos e seremos sol em nós mesmos. Bem-aventurança pra mim é poder se ver de tão perto que é possível saber-se sol. Eu levo um pouco do meu calor de sol miúdo ao seu coração, mas faço isso sabendo que você também é sol e pode se aquecer e me aquecer de igual forma. E o mais importante, no concerto das galáxias, somos sol. Legal, né? Essa percepção de grandeza, de distância que você falou desses anjos, guardiões, esses espíritos, apenas pela distância.
Distância do quê? Do meu olhar. De onde eu estou olhando pra eles, né? Ou seja, de como eu estou olhando pra eles, muito menos da distância que eles se encontrem de nós, né, Haroldo? É tão bonito, né? Porque, assim, a gente vê como que o artista ele capta de uma maneira diferente, né? Você lendo isso aí, se me permite pra gente se encerrar, eu lembrei de uma música do Caetano Veloso. E essa música tem uma pegadinha. Tem uma pegadinha. E ela fala exatamente isso que tá no texto, na mensagem que você recebeu. Olha o que que ele fala.
Todo dia é o mesmo dia a vida é tão tacanha nada novo sob o sol tem que se esconder no escuro quem na luz se banha por debaixo do lençol nessa terra a dor é grande a ambição é pequena carnaval e futebol quem não finge, quem não mente, quem mais goza e pena é quem serve de farol existe alguém em nós em Muitos dentre nós, esse alguém que brilha mais do que milhões de sóis e que a escuridão conhece também existe alguém aqui no fundo, no fundo de você e de mim que grita para quem quiser ouvir quando canta assim eita eita é a luz é a luz de ti é a luz de ti é a luz de ti eita eita, seu cabra bobo é a luz de ti é a luz de tieta que música é essa do Caetano?
Olha o título da letra a luz de tieta você acha que tieta é um nome é o meu personagem é a luz de ti existe alguém em nós em muitos dentre nós, esse alguém que brilha mais do que milhões de sóis e que a escuridão conhece também existe alguém aqui, no fundo no fundo de você e de mim que grita para quem quiser ouvir, eita é a luz de ti nossa, agora você arrebentou belíssimo brilho em vossa luz um dia nós vamos a gente te diverte, né tem exploração, tem lúdico tá gente, brincadeira nós temos umas expressões, mas é tudo brincando negócio de burro é brincadeira, tá gente, claro nós estamos numa live descontraída, né é lógico que a gente não quer ofender o burro, né não desculpa mas a poesia é séria então calor e carnaval ambição pequena, nossa ambição é pequena por quê?
porque ele é só a gozo material é uma ambição pequena a luz que tem em nós é uma luz maior que o sol é, o vosso é os deuses, somos o sol, né, todos somos é, é a luz de ti Arudo, um dia nós vamos falar aqui, eu sei que você gosta nós vamos achar um jeito de você trazer que é pela lente do amor um dia nós vamos trazer tá bom pela lente do amor é coisa linda, né, nós vamos fazer um dia especial aqui disso, sabe por quê Arudo? O profeta nós podemos também, né quase que ele vira se você tira o R ele tira o R, poeta, né ele era o poeta os poetas sabem ler na escuridão, né os poetas como cegos sabem ver sabem ver na escuridão e é muito bonito a gente saber disso por quê?
porque realmente a gente tem no mundo cercado não tem ninguém abandonado, nem aquele que tá escutando a tieta lá, nem o outro que tá vendo, a mensagem a mensagem tá sempre chegando, né Arudo a semente, olha o que você me fez lembrar foi da parábola do semeador esta semente Arudo, desta música hoje, você regou pra germinar isso aí e existem muitas, gente existem muitas a plantação divina, sempre a nossa avó, ela é rica elas vão germinar, eu lembro que quando você surgiu falando do evangelho eu até comentei isso com você, há algum tempo nós já tínhamos ali já tinham também nascido as músicas de Tim e Vanessa e tal, aquelas músicas do Gladstone escrevendo as poemas, aquelas letras e como elas ganharam Arudo vida e significado com a interpretação do evangelho com isso tudo do antigo testamento com isso tudo que nós estamos fazendo, essas são árvores que estão crescendo nesse jardim, então é muito importante o que você fez hoje, Arudo é muito importante porque o evangelho, o antigo testamento é pra vida é pra uma vida tão comum quanto a luz de tieta e a tendo em abundância e abundância obrigado demais, Arudo só existe na terra, só tem co-criadores mas é co-criador filhote muito bom, muito bom muito bom o Israel falou que é pra gente montar uma tenda e ficar todo mundo aqui hoje muito bem mas temos que andar né Arudo, nós estamos em busca da Canaã ô queridos, deixa eu me despedir então beijo, beijo pra todos é a luz de tieta com Deus pessoal gente, obrigada até com Deus com Deus
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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