Neste 75º episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias conclui a análise do Livro do Êxodo, abordando os versículos finais do capítulo 40. O estudo culmina na reflexão sobre a comunhão com o Divino, um tema central para a compreensão da jornada evolutiva da alma.
O que é estudado neste episódio
- Êxodo 40:34 e seguintes: A nuvem da glória (Anan) cobrindo a Tenda do Encontro (Ohel Moed) e a glória do Senhor (Kavod Adonai) enchendo o Tabernáculo (Mishkan).
- Moisés e a Tenda do Encontro: A impossibilidade de Moisés entrar na Tenda quando a nuvem da glória e o peso da glória estavam presentes, simbolizando a necessidade de um guia futuro que pudesse acessar essa comunhão plena.
- A Nuvem como Guia: A nuvem que se movia para guiar o povo de Israel em sua peregrinação, e a sua permanência indicando o momento de parar, simbolizando a orientação divina na jornada evolutiva.
- A Glória Cristã (Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida, cap. 119): A glória do cristão como o testemunho da consciência própria, transformada em tabernáculo do Cristo vivo, em contraste com as glórias mundanas e passageiras.
- O Perdão Divino e o Cativeiro: A escravidão do povo hebreu no Egito como consequência de transgressões passadas, e a intervenção divina como um ato de perdão para o retorno à liberdade.
Reflexões
- A jornada do Espírito, da escravidão dos desejos (Espíritos imperfeitos) à amizade profunda com a lei divina (Espíritos bons), culminando na comunhão plena com Deus (Espíritos puros).
- A Tenda do Encontro como símbolo do centro da criação, onde Deus se manifesta e reúne a todos, e a importância de colocar Deus no centro de nossa existência.
- A nuvem da glória e o peso da glória como manifestações da presença e inteligência divinas, que cobrem e preenchem o universo, e a busca pela comunhão com essa glória através da transformação interior.
Ler transcrição do episódio
Quero ser amanhando amanhã Quero ser irmão do meu irmão Quero ser tolerante e leal Quero ser semeando o perdão Quero ser e saber o que sou Quero ser e ser sempre melhor Quero ser e saber onde vou Quero ser e chegar ao amor Quero ser, quero ser Quero ser, quero ser Quero ser e seguir o farol Quero ser pura transformação Quero ser belaizada ao sol Quero ser nova embarcação Quero ser e contar com você Quero ser e cantar com você Quero ser e ser bem com você Quero ser sempre ser pra você Quero ser, quero ser Quero ser e contar com você Quero ser e cantar com você Quero ser e ser bem com você Quero ser sempre ser pra você Quero ser, quero ser Quero ser, quero ser Quero ser Boa noite, amigos!
Boa noite, Leonora! Boa noite, Júlio! O Júlio tá sem microfone. Tô sem som. Que beleza! Todo mundo falando junto. Tudo bem? Tudo ótimo! Nós passamos o dia discutindo que horas nós faríamos. Daí eu coloquei lá. Não vai ser hoje, não. Aí depois falei, ó, a gente tá vindo se faz hoje. Vai ser às duas. Vai ser a uma hora. Aí o pessoal, faz uma mesmo. Vocês já estão muito afiadinhos no assunto. Pode fazer. Não. Aí ficamos com as nove e quinze. Estamos aqui chegando. Vamos para o horário nobre, né? Agora estamos… É o horário nobre.
É o horário nobre. Não é tarde, mas conseguimos chegar, né? Olha só. E nós estamos aí com a turminha já chegando, né? Vamos ver quem chegou aqui primeiro para nós. Para mim, aqui, foi… Elaine Souza. Elaine Souza, às 19 horas. A Regina Evaldi. Gilda Brito. Marília Candel. Oi, Marília! Eunice, Maria, Roseli, a Lúcia, Iná. Porto Alegre. Nem falei a cidade, né? É Curitiba, Porto Alegre. Reinaldo Xavier. Boa noite, Arouca, equipe. Chegando ao fim e apontando para novos caminhos ainda mais iluminados. Foi? Aí, ó. Ah, Reinaldo!
Sueli de Natal. A Sônia Galvão. A Deide Coutinho. Isa Bartolomeu Melo. Dalva Bastos. Francisca Cesarini. Está sempre aí com a gente também. Ana Maria Riberto. Olha, quem estiver assistindo ao vivo agora, pela primeira vez, porque é esse horário, deixa um recadinho para nós aí. Sandra Morine está aqui também, né? Sandra Morine. Eita! Coisa boa, gente. Então, sejam todos muito bem-vindos ao nosso estudo de A… ao nosso estudo de Êxodo. A luz da doutrina espírita. E hoje o nosso último episódio, o episódio… Tão bonito a gente pensar, quando a gente começou, né, Haroldo?
Assim, a gente tentando conhecer o texto, fazendo esse voo, né? Essa trilha que a gente teve em dividir os textos em três partes e passamos tanto tempo pensando a libertação, depois as leis e até chegar a esse momento de comunhão. Essa semana inteira eu fiquei pensando o quanto a gente andou, né, e peregrinou nesses textos que vão fazer, acho que, outro sentido, né? A partir de agora. Total, né? Total sentido. Eu acho que o Êxodo, ele dá uma dimensão, assim, primeiro da evolução, né? Então, quer dizer, essa primeira parte de Êxodo, que é a libertação do povo hebreu da escravidão, lembra a terceira ordem dos Espíritos.
Os Espíritos imperfeitos são escravos. Eles se julgam livres, mas são escravos. E por uma razão muito simples, né? Eles não conseguem dizer não aos próprios desejos. Então, alguém que não consegue dizer não aos próprios desejos é um escravo. Está escravizado. Ele não sabe, mas está. Então, a terceira ordem é isso, é uma escravidão, é uma estreiteza. É viver num ambiente limitado, viver com uma mente limitada, com interesses limitados, né? E aí vem o encontro com a lei. O encontro com a lei. E o encontro com a lei que vai se desenvolvendo, vai se desenrolando até virar uma amizade profunda com a lei.
Essa é a segunda ordem. São os Espíritos bons, né? Eles começam se apaixonando pela luz, pela claridade da lei divina até que eles criam uma profunda intimidade com a lei divina. Eles começam a se sentir livres cumprindo a lei de Deus. Porque é uma lei de liberdade, é uma lei de amor, né? Como que uma pessoa que ama não pode se sentir presa, né? Então, eu estou falando do amor dos Espíritos da segunda ordem, não estou falando do amor dos Espíritos da terceira ordem, que é um amor possessivo. Estou falando desse amor dos Espíritos da segunda ordem.
Então, eles vão. E aí chega o momento final que a gente vai ver aqui, que é o momento da comunhão. Então, os Espíritos puros entram no tabernáculo. Eles entram lá no santo dos santos, a nuvem da glória desce sobre eles. Aí é comunhão, a gente não consegue nem entender. E essa é a primeira ordem, classe única, Espíritos puros. Então, o Júlio sugeriu, escolheu uma mensagem maravilhosa do Emmanuel, e aí, por acaso, caiu, na hora que ele abriu o êxodo, essa é a última parte, os últimos versículos. E aí, o Júlio sugeriu que a gente leia os dois textos, leia esse finalzinho do êxodo e leia o texto do Emmanuel.
Mas, as traduções estão, meu Deus, as traduções estão horríveis. Então, eu vou ter que fazer um esforço aqui. Nós vamos traduzir esse negócio agora. Ah, e é um presente para nós, não é? Nós vamos fazer estreia ao vivo. E quem ganha o presente somos nós. Então, nós estamos falando de êxodo, capítulo 40, versículo 34, e seguintes. Começa assim, Baeraz e Anan e Torrelmoet e cobriu a nuvem a tenda do encontro. Então, essa nuvem, nós já comentamos, não é? Anam, Anam em hebraico, a nuvem é a nuvem da glória. Porque, lembrem, não é permitido representar Deus por uma figura.
Então, eu não posso escolher nenhum objeto, nenhum animal, nada, nada da criação pode representar Deus. Então, qual é o artifício literário que os hebreus encontraram para descrever a presença de Deus? A presença de Deus não é Deus, é a presença dEle, é o sinal de que Ele está presente. Manifestação. Isso, manifestação. Então, mais ou menos, quando você chega em casa e fala querida, cheguei, querida, cheguei, a pessoa ouve, opa, chegou o jude, chegou, a cheia fala, olha, o jude chegou, o tito fala, olha, Eleonora chegou, querida, cheguei.
Esse é o som que Eleonora produziu, não é ela, é uma manifestação dela. Então, a nuvem da glória é uma manifestação do Altíssimo, não é o Altíssimo. Deus é imaterial, Deus é infinito, Deus não se representa. Outro dia eu achei até curioso, porque eu estava fazendo a live e o pessoal falou assim Haroldo, tem muita dificuldade de entender Deus. E, eu falei assim, bem-vindo ao time. Não é? Seja bem-vinda. Gilberto Gil também falou mesmo. Exatamente. Se eu sou algo incompreensível… Se eu pareço algo incompreensível, meu Deus, é mais.
Você não viu meu Deus ainda. Então, a nuvem é uma manifestação. E, aqui, o texto está dizendo e cobriu a nuvem a tenda do encontro. Agora, olha que coisa, olha que coisa importante. O tabernáculo é chamado de tenda do encontro. Que encontro? Que encontro? Quem está encontrando? Eu acho que é o homem, não é? Com quem? Com Deus. Com Deus. Então, a criatura encontrando com Deus. E, as criaturas encontrando entre si, Leonardo. Porque a tenda do encontro ficava no meio do acampamento. Ela era um lugar de encontro da comunidade.
Por quê? Porque Deus reúne a todos nós. Lembra a mensagem do Paulo de Tarso, na questão 1009 do Livro dos Espíritos? Gravitar em torno da humanidade divina, tal a finalidade da humanidade. Então, por que ele usa essa palavra gravitar? Porque a tenda do encontro ficava no meio. Ficava no meio. Todas as outras tendas estão ao redor. Ao redor da tenda do encontro. Na tenda do encontro, a gente tem a primeira parte, que é o lugar do sacrifício. Já estudamos isso. O lugar santo, que é a mesa com o cachiçal e o santo dos santos, que é onde está a arca da aliança.
Então, ela está no meio. A tenda está no meio. Isso é tão bonito, que no capítulo 2 de A Gênesis, chamado Deus, Kardec vai dizer assim, que estranho, a gente sempre imagina Deus em algum lugar e não no centro da criação. Imagina na periferia, né? É, sempre na periferia. Quer dizer, ele é o núcleo da cebola. O universo inteiro são cascas em torno do centro. E, do centro, ele radia e cobre tudo. Então, olha que bonito isso. A nuvem cobriu. Isso aqui lembra a matéria cósmica, cobrindo a criação infinita. E aí é bonito, né?
Porque nuvem é o quê? A nuvem é o quê, gente? Gente, isso aqui é fluido cósmico. Isso aqui é matéria cósmica. A nuvem é matéria cósmica. Agora, o fluido cósmico é Deus? Não. É uma manifestação de Deus. É a respiração. É o austo divino, a força nervosa do Todo-Sábio. E é bonito, né? Porque quando André Luiz fala que é a força nervosa, significa que todo o universo é o cérebro de Deus. O universo, as galáxias, tudo, são os neurônios. E tem a mesma forma, né? Você olha para as ligações dos neurônios e olha para as ligações…
É a mesma coisa, a mesma forma. Inclusive, tem um artigo científico que faz assim… Então, nos estudos matemáticos, a distribuição é a mesma. Mas, isso é tema para outro estudo. Então, a nuvem é isso. A nuvem cobre. A nuvem envolve. Em Deus, nos movemos e existimos como peixes no oceano. Ou, se preferir, em Deus, nos movemos e existimos como pássaros nas nuvens. Na nuvem da glória. E cobriu a nuvem a tenda do encontro. Orrelo e Moed. Agora, olha que interessante. Ukevod, Kavod. Kavod, em hebraico, aqui está traduzido por e a glória do Senhor.
Porque, Ur, Urvod, né? Que é o Kavod. Vê Kavod. E Kavod, Adonai, que aí vem o tetragrama. A gente não pronuncia. O que é Kavod? Kavod é peso. É o peso. É bonito isso, gente, porque Paulo diz assim, a tribulação, as provas, as expiações, a dor, o trabalho incessante produz Kavod. Produz o peso da glória. Olha que bonito, né? O peso. Então, aqui é o Kavod, Adonai. O peso do Criador. A glória. Então, é peso porque, você está dizendo assim, é uma potência, né? É uma força poderosa, intensa. Isso é Kavod. É tanto, Eleonora, Júlio, em hebraico, quando você quer parabenizar, Eleonora fala assim, gente, concluí meu curso, passei, fui aprovada.
Aí, a gente parabeniza assim, Eleonora, cola Kavod. Toda a glória. Cola Kavod. Eleonora, toda a glória. Eleonora, você ficou pesada. Pesada de mérito. Pesada de glória. Cola Kavod. Olha que lindo, né? Bonito. Lembrando, vocês estão muito calados, né? Nós estamos acompanhando. Alguns esqueceram vocês, né? Nós estamos acompanhando essa tradução, né? Nós estamos aqui de número de testemunha. Mas o pessoal está falando. Aqui na nota de rodapé do… A Bíblia do Peregrino tem umas notas bem interessantes, né? Depois a gente vai ver.
Exatamente. Então… E a glória do Senhor… Agora, olha que bonito. A nuvem cobre a tenda. Olha que bonito isso, gente. Então, a matéria quase que ela cobre, ela envolve. Agora, a glória preenche. E a glória do Senhor encheu o lugar da residência. Olha que bonito. A Mishkan. Mishkan. Mishkan é a casa. O lar. O santuário. O lar. O lar. O lar. Bonito, não é? O lar. Encheu. Então, isso é importante, gente, porque o austo divino é a matéria cósmica. Ela cobre tudo. Mas a glória de Deus é a que torna plena. Ela preenche o fluido cósmico.
Bonito, não é? Então, a inteligência divina preenche a matéria cósmica. O amor divino preenche. Faz ficar cheio. Enche. Bonito, não é? Aqui está falando do lugar da residência. Agora, olha que interessante. Veló Yahol Moshe Lado Elohel E Moisés não podia ir para a tenda. Gente, isso é lindo. Quando a nuvem da glória cobria a tenda do encontro e quando quando a nuvem, não é? A nuvem da presença. Desculpa, gente. Quando a nuvem da presença cobria a tenda do encontro e quando o peso da glória enchia a tenda, que aqui é chamado de residência, o lugar da residência, a habitação de Deus, Moisés não entrava.
Por que Moisés não entrava? Moisés não entrava porque só tem um que entra. A Terra só conheceu um. A Terra só conheceu um que entra na tenda do encontro quando a nuvem da presença cobre e quando o peso da glória enche. Só um. Quem? Quem? Quem? Captei vossa mensagem, sabe? Aí, o pessoal já foi ligeiro. Gente, esses símbolos são sutis, não é? Isso aqui é o final de Êxodo. É sutil, não é? Olha, Moisés não entra na tenda quando a glória, o peso da glória, quando a nuvem da presença está lá e outra, ele não entrou em Canaá.
São lições profundas. Está apontando. Calma, gente, vai ter um. Vai chegar um que vai entrar. Moisés não podia ir para a tenda para a tenda do encontro. Por quê? O texto fala por quê? Porque residia Alain Alain, não é? Alain, sobre ela, Eanã Urvód A nuvem da glória. Agora misturou. Antes era a nuvem e a glória do Senhor. Agora misturou tudo. A nuvem da presença com o peso da glória. A nuvem da glória. Então, Moisés não tinha acesso. Moisés não era da primeira ordem. Então está aqui o texto traduzido. Agora vamos para o comentário, meu Júlio.
Vamos. Vamos chamar um convidado especial aqui agora. Emmanuel. E na sequência… E na sequência, aqui a Bíblia, a de Jerusalém, ela vai falar que a nuvem guia os filhos de Israel. Faz essa divisão, né? Ele não entrou, mas a nuvem vai seguir, é guiar. Ela vai guiar. Então é assim, meu Júlio. Quando a nuvem subia, se levantava, aí eles caminhavam. Quando ela descia, quando ela vinha para a tenda, eles tinham que parar. Que bonito, gente! Agora, vem cá. Vamos fazer… Vamos sair um pouco com a massinha? Quer sair uma nuvenzinha da cabeça?
Vamos? Está todo mundo entendendo? Vamos confundir um pouco? Vamos, Eleonora? Está dando barulhinho no microfone da Eleonora? Eu estou ouvindo aqui. É. É só fechar de vez em quando, quando não estiver falando, Eleonora. Mas, vamos lá. Então, quando a nuvem, a nuvem, veja, a nuvem se aproxima da tenda do encontro. Quando ela se aproxima, eles param. Quando ela se levanta, ou seja, quando ela se move, quando ela se afasta, eles começam a peregrinar. Vou repetir. Quando ela se aproxima, quando ela chega e para e desce, ela desce.
Tem a tenda lá, o tabernáculo. Ela desce e para. Está pertinho. Ela fica pertinho. Aí, todo mundo para. Para quê? Aproveitar, não é? E, quando ela se afasta, o que o povo faz? Segue. Segue. O que Jesus falou na cruz? Senhor, Senhor, por que se afastaste? Salmo 22. Ele repetiu o Salmo 22. Quem falou isso foi Davi. Senhor, Senhor, por que a nuvem foi? Por que a nuvem levantou e foi? Por quê, gente? Por quê? Porque era necessário peregrinar, fazer o êxodo. Senhor, por quê? Por que você me deixou? Vamos imaginar o diálogo.
Aí, Deus responde assim. Para você vir. Eu me afastei para você peregrinar. Para você vir. Então, na cruz, Jesus fala Senhor, Senhor, citando o Salmo 22, versículo 1. Ele não inventou isso. Está no Salmo. Senhor, Senhor, por que me deixaste? E, é como se Deus dissesse para que você venha. Aí, Ele vai. E, quando Ele aparece com a Maria de Magdalena, o que Ele fala? Não toque em mim, porque ainda não fui ao Pai. Não toque em mim. Eu só dei uma passadinha aqui para te dar um recado, porque eu estou indo. Estou indo. A luz me afastou.
Eu fui, Maria de Magdalena. Mas, eu dei uma passadinha aqui só para dar um oi para você, viu? Porque eu estou voltando para a glória da governadoria do planeta. Mas, antes de ir, eu resolvi dar uma paradinha para dar um oi para você, Maria de Magdalena. Beijo. Fui. E, acendeu rapidinho, não é? É. Essa aí. Porque um abandonado é boa, não é? Sim. Toda vez que a nuvem se afasta, é porque eles têm que andar. Claro. Ou seja… Por quê, Júlio? Mesmo o Cristo continua… A nuvem está peregrinando com eles. Então, significa que a nuvem está guiando.
Quando o guia vai na frente, o que Ele está pedindo para você fazer? Seguir. Segue. Matou. Fechou. E legal, né, Haroldo? Porque também o fato de que mesmo o Cristo continua peregrinando. Continua. Mas um outro tipo de… Aí é outro êxodo, tá? Aí é outro. Aí nós não temos livro para descrever isso. Nós só temos o nosso aqui. Nós temos aqui um livro… Aí é papo de Cristo, é papo de gente grande… Quer comentar, Eleonora? Não, eu achei interessante que essa parte, que Moisés não entrou, mas a nuvem segue guiando. E agora o Haroldo trazendo esse finzinho do Novo Testamento, que Jesus vem realmente dizer isso.
Por que que me abandonasse? Anda, né? Vamos lá. E aí o versículo diz assim, Eleonora, só para ficar pegando ela. E a nuvem estava sobre o lugar da residência. E quando a nuvem estava sobre o lugar… Porque no hebraico, às vezes, Ele não usa esses adverbios, Ele só coloca a frase. E quando a nuvem estava sobre o lugar da residência, olha… estava sobre… os filhos partiam em todas as partidas deles. Olha isso. E se não seguia a nuvem, não partiam. Entendeu? Então, se a nuvem não seguia, se ela não se afastava, eles não partiam.
Nas partidas. Está no plural. Olha que lindo! As partidas. Porque até a gente chegar na comunhão com Deus, teremos muitas partidas. Muitas vindas e vindas. Muitas despedidas. Encontros e despedidas. Várias partidas até chegar ao último encontro. Haroldo, o que você acha desse comentário aqui que tem na Bíblia do Peregrino para esse recinto? Vou tentar ler aqui, que está pequenininho. Terminado e consagrado o recinto, o Senhor desce para tomar posse dele com sua presença, sem imagem, com sua glória. A glória que estava na montanha se translada com a nuvem para o santuário.
Termina a função profética de Moisés e começa a sua nova função, a sacerdotal. Você compreende isso? A função sacerdotal de Moisés? Sacerdotal, porque ele tem que ir lá no tabernáculo, tem que fazer as orações, tem que fazer os trabalhos de sacerdote. E a função profética que era? A função profética é quando ele sobe no monte, é quando ele ouve os mandamentos. O que é o profeta? O profeta é aquele que Deus age por intermédio dele. O profeta é aquele por quem Deus fala por intermédio dele. Então, enquanto ele está subindo no monte, Deus está agindo por intermédio de Moisés e falando por intermédio de Moisés.
Quando a presença e a glória estão no tabernáculo, Moisés está ali fazendo o quê? Fazendo a função de sacerdote perante o povo. Entendi. Vamos lá, vamos chamar o nosso amigo. Vamos chamar o amigo. Ele vai participar rápido, porque ele não pode ficar muito. Calma, eu vou fazer a introdução. Nosso amigo não pode ficar muito, ele vai vir só fazer um comentário e vai voltar. Ele vai seguir a nuvem. Emmanuel. Ele veio aqui dar um tchau e vai seguir a nuvem. Exatamente. E comentando Paulo ainda, não é? Então, eu vou contar o porquê.
Ontem, na nossa reunião, a gente abriu ao acaso essa lição do caminho verdade e vida, capítulo 119. E hoje, por conta de estarmos aqui simbolicamente, interrompendo, dando uma pausa, no nosso estudo de Êxodo, eu fui pesquisar aqui na Bíblia do Peregrino, e justamente esse texto que Haroldo leu, chama, aqui na Bíblia do Peregrino, a glória de Deus. E o texto do Emmanuel que nós lemos ontem, chama glória cristã. Mas tudo isso é coincidência, não é Haroldo? Então vamos lá. Vamos botar aqui na tela, não é? Ah, melhor, não é?
Vamos ver se eu botar aqui ainda. Tá. Vou botar aqui na tela até para eu ler melhor. Estão vendo aí? Ainda não. Ainda não? Não. Agora sim. Agora sim. Vamos lá. Vamos lá. É, isso aí. Deixa o Leonor ler, Leonor. Deixa o Leonor ler. Deixo. Ela está no celular, dá para ler, Leonor? Ah, não dá. Eu estou com ele na tela aqui, peraí. Estou com ele aqui no computador. Então deixa, Leonor. Então vamos lá. Caminho, verdade e vida. Emmanuel é o nosso convidado. Capítulo 119, glória cristã. Porque a nossa glória é esta. O testemunho da nossa consciência.
Paulo, 2 Coríntios 1, 12. Desde as tribos selvagens, que precederam a organização das famílias humanas, tem sido a terra grande palco, utilizado na exibição das glórias passageiras. A concorrência intensificou a procura de títulos honoríficos transitórios. O mundo desde muito conhece glórias sangrentas da luta homicida, glórias da avareza nos cofres da fortuna morta, do orgulho nos pergaminhos brazonados e inúteis, da vaidade nos prazeres mentirosos que precederam o sepulcro. A ciência cristaliza as que lhe dizem respeito nas academias isoladas, as religiões sectaristas, nas pompas externas e nas expressões de proselitismo.
Num plano onde campeiam tantas glórias fáceis, a do cristão é profunda, mas difícil. A vitória do seguidor de Jesus é quase sempre no lado inverso dos triunfos mundanos. É o lado oculto. Raros conseguem vê-lo com olhos mortais. Entretanto, essa glória é tão grande que o mundo não proporciona nem pode subtraí-la. É o testemunho da consciência própria, transformada em tabernáculo do Cristo vivo. No instante divino dessa glorificação, deslumbra-se a alma ante as perspectivas do infinito. É que algo de estranho aconteceu aí dentro, na cripta misteriosa do coração.
O filho achou seu pai em plena eternidade. Então, o que a gente está lendo aí, né? Esse texto de Êxodo. Esse texto de Êxodo. Não, deixa aí, Ju. Então, olha lá. Entretanto, essa glória é tão grande que o mundo não a proporciona nem pode subtrair. Então, não é o mundo que concede, mas, ele também não tem poder de tirar. É o testemunho da consciência própria. Agora, testemunho da consciência própria, significa, assim, não é só a sua consciência te aprovar. É você construir uma consciência pura. Por quê? Olha a sequência.
É o testemunho da consciência própria transformada em tabernáculo. Então, se a sua consciência se transformou em tabernáculo, o Cristo e a nuvem da glória habitam sua consciência. Você entrou em comunhão com o Cristo e em comunhão com Deus. No instante divino dessa glorificação, porque aí é a glória, é o peso, é o mérito, você se tornou Espírito puro, é o mérito total, deslumbra-se a alma ante as perspectivas do infinito. Por quê? Agora, você tem diante de você o infinito. O infinito para você ir na direção que você quiser.
É que algo estranho aconteceu aí dentro, na cripta misteriosa do coração. O filho achou seu pai em plena eternidade. Comunhão da criatura com o Criador. Comunhão da criatura com o Criador. E fim. Chegou, né? Chegou a derrota. E fim. Aí acaba. Está sem alma, juro, está trancada sua alma, fechada. A gente conversou um tempo atrás, né, Arudo? E a gente vai falar disso aí no Vira-Ser, né? Dessa comunhão, né, Arudo? E você tinha comentado comigo também que o êxodo também era uma expressão do perdão de Deus, né? É, por quê, né?
É porque a gente precisa ler a história anterior a êxodo, né? Por que o povo vai ser escravizado no Egito? Por conta das transgressões anteriores. Então, as transgressões nos levam ao cativeiro, mas a nuvem da presença e a glória divina vem para fazer conosco o caminho da volta. Veja, esse é um símbolo muito profundo. Porque a maioria de nós, nós temos séculos de educação religiosa, o que a gente fica imaginando, Júlio? Deus, né, Leonardo? Deus lá, não sei onde, nos confins do infinito, esperando a gente chegar. E isso não existe na Bíblia Hebraica, nem no Novo Testamento.
Esse Deus distante não existe. Tanto que Kardec escreveu, no capítulo 2 do livro A Gênesis, no capítulo 2 chamado Deus, um item chamado Providência Divina, onde Kardec teve que escrever que a providência divina se ocupa dos menores atos da nossa vida. Então, quem está imaginando um Deus distante, lá nos confins do infinito, está trabalhando com outra concepção, que não é a da Bíblia Hebraica, não é a concepção de Jesus, nem é a concepção da Doutrina Espírita. E aí dá para entender, né, Haroldo? Aquilo que você falou do tirar o Deus do centro, né?
É. Aí você coloca Ele lá longe. Como Ele está lá longe, te esperando chegar, até chegar lá você tem que resolver as paradas, né? Isso. Você acha que tem que fazer as coisas, julgar, e fazer todo um trabalho que Deus aqui deveria fazer na sua vida. Exatamente. Começa a fazer as funções de Deus, né? E é isso que nós vamos estar estudando, gente, lá no Vira-Ser, de 21 a 23 de abril. Estão todos convidados mais uma vez, né, Haroldo? É um encontro muito especial. A reflexão, acho que, de Êxodo, vai ser contemplada, né, a respeito dessa comunhão, né, Haroldo?
Porque essa comunhão, sem que a gente realmente restabeleça a nossa relação com Deus, é impossível, né? Ah, é possível. É possível porque, antes do filho pródigo chegar no lar paterno, ele teve que se encontrar com o pai no caminho, né? O pai veio, foi correndo, veio na direção dele, busca Ele, recompõe, coloca sandália, coloca um anel, e aí ele ainda caminha um bom trecho com o pai até ele voltar para a casa paterna. Ou seja, ele encontra o pai em plena eternidade. É, encontrar com o pai em plena eternidade é voltar para a casa paterna.
De onde você saiu quando você foi criado? Quando você foi criado, você estava lá. Você saiu de lá. Foi de lá que nós saímos. Tem muita coisa para refletir, né? A gente estava discutindo, né? Onde não é a casa de Deus, né? Não é, Júlio? E, na verdade, a evolução começa lá. A evolução começa na chegada. Ela começa lá no fim. Porque você é criado lá. Simples e ignorante. Simples e ignorante, segundo os postulados da Doutrina Espírita. Do ensino dos Espíritos. Simples e ignorante. Aí você vem potencializando e, depois, você sobe, evoluindo.
É, muito bonito. Me veio à mente uma coisa, Haroldo. O ciclo de muitas idas e vindas do Espírito e, em cada volta, ele conhece mais o pai, né? Porque me dá a impressão que esse filho, esse que saiu, né? Vamos nos concentrar nele. Conheceu o pai na volta. Exatamente. Por isso que o texto fala assim, Júlio. E, em todas as partidas deles… Perceberam? Eles partiam, paravam e partiam. Paravam e partiam. Paravam e partiam. Muitas partidas, né? Muitas encarnações? Muitas partidas, aí, eu vejo como muitos inícios. Você faz um ciclo completo, aí, parte com o outro e parte com o outro e parte com o outro e parte com o outro.
Então, veja, você parte da infância para a adolescência. Né? Depois, você parte da adolescência para a idade adulta. Aí, você parte da idade adulta para a melhor idade. Aí, você parte da melhor idade para o mundo espiritual. Aí, você parte do mundo espiritual para uma nova encarnação. Você está em várias partidas. Você está sempre partindo. Por isso que Kardec fala em Espírito errante. Errante, peregrino. Ele está sempre partindo, sempre partindo, até que ele chega na morada. Gente, na Bíblia hebraica, isso é muito importante, Deus tem muitos nomes, porque os nomes de Deus são aspectos dos seus atributos.
Então, dependendo do nome que você dá, você está falando de um atributo dele. E, tem um nome de Deus que é muito interessante. Deus é chamado, na Bíblia hebraica, de O Lugar. Deus é o lugar. Como assim? Pensa bem. Em Deus nos movemos e existimos como peixes no oceano. Qual é o nosso lugar? Deus. Qual é o lugar do universo? Deus. Deus é o lugar, gente. Tudo está nele. Ele é o lugar. E eu escolhi… Eu fiz uma música para o nosso último seminário litromusical, Consolador, que tem o nome de Este é Seu Lugar. Ah, que maravilha.
Você vai relembrar. E eu achei hoje que ela fala muito disso, Arouca. Ela fala muito dessa questão, desse reencontro, desse caminho, desse lugar, que é o nosso lugar. Este que é o nosso lugar. É isso. Já estamos com saudade do estudo. O estudo foi muito legal. Que beleza, né? Uma coisa que eu também queria falar, perguntar ao Arudo, deixar para as pessoas. É lógico que a gente vai interromper o estudo, porque nós entendemos que tem elementos para que vocês prossigam nos estudos. E é o que a gente sempre fala, né? Quem estiver chegando agora…
Puxa, mas agora parou. Não, agora vocês continuam. A gente não vai entrar na cidade. Então, vocês vão seguir a dúvida presença. Depois a gente volta. Os estudos sempre se interligam, né, Arudo? A gente vai estar sempre abordando os estudos. Ele sempre fala esse voo. A gente faz esse voo, a gente reconhece os livros, a gente reconhece as chaves, para depois, quando a gente retornar, a gente retorna já sobre outros aspectos. Nossa, com outra amadurecimento. Já tem esse recomeço, que nem o Arudo falou, né? Essa pausa, esse recomeço.
Muitos grupos, né, Arudo? Pode terminar, Leonora. E assim foi com o Levítico, aqueles que estão chegando agora. O primeiro livro que foi de estudo foi o Levítico, depois Gênesis, com 100 estudos, depois Isaías, agora êxodo. A gente entende que para a doutrina espírita é um patrimônio, né? Porque antes era uma novidade que a gente, que somos de outros estados, né? Uma tradição, o estudo do Novo Testamento à luz da doutrina espírita. Que Minas fazia, que Belo Horizonte fazia, mas que os outros estados não, né? Então, hoje, isso a gente vê já acontecendo.
Mas o Antigo, o Testamento, é novo também, né? Para a gente estudar à luz da doutrina espírita. Então, a gente entende que é um patrimônio, é um caminho que a gente está trilhando, né? E que depois a gente pode voltar para outros aspectos, com outros olhares. Então, essa construção, esses livros todos, assim, né? Esse estudo que está sendo feito é novo. Para o próprio movimento espírita, né? Então, é muito bonito a gente estar aprendendo e construindo juntos, né? Por isso que eu penso que esses 75 estudos é uma construção, é uma caminhada.
E vamos conhecendo agora novos livros para dar andamento ao Antigo Testamento, que era tão difícil e tão simbólico. Ele sempre conta que é muito simbólico. A gente vai tentando ir compreendendo eles e trazendo essa chave que a doutrina espírita traz, né? Para a gente abrir o olhar, abrir o entendimento. Então, a gente tem só que agradecer o Haroldo por tantas chaves que ele nos traz, né? Muito importante. Agradecer o Moisés, primeiro, né? Por ter guiado o povo e ter escrito o livro. É verdade. E muitas pessoas, como tem feito com o Estudo de Gênesis, depois que a gente compilou também, até mesmo acompanhando os episódios, Haroldo, grupos sendo formados nas casas espíritas para estudarem capítulo a capítulo, episódio a episódio.
A Tânia Antiqueira faz lá no grupo dela, tem outros grupos. Então, a gente sabe que vai ficar aí uma contribuição para os estudos. A gente espera que sejam enriquecidos pelas pesquisas de vocês também e que isso gere uma intimidade com a raiz dessa árvore, né, Haroldo? Que é a matriz, né? A gente vê o quanto que Jesus citou o Antigo Testamento, né? O quanto ele mostrou a importância do conhecimento. E você hoje comentou uma fala dele na cruz, que é um salmo, e que nós vamos iniciar em breve. Nós vamos marcar uma data de começo, porque nós queremos também nos preparar para esse começo.
Quer dizer, já é uma pitadinha, né? É. Preciso jogar uma pitadinha ali de salmo exatamente para… É isso aí. Já começar a dar um gostinho de salmo, né? Isso aí. Um gostinho de salmo. Então, vamos desistir a seu lugar? Vamos. E aí você deixa aí como despedida, né? Despedida do pessoal. Um beijo, pessoal. Um beijo, boa noite. Boa noite, gente. Vira-se quem quiser participar, portalce.org. Falaram? Obrigada, gente. Obrigada a todos que nos acompanharam, né? Quando o amor for morada e a paz invadir todos os corações Crede em mim, o perdão não será mais fugaz Serás tempo de Deus, seu sagrado autor Este é seu lugar Credes em Deus, crede também em mim Sou aquele que te leva ao Pai Outro consolador te fará relembrar Um caminho de amor, infinito de paz Este é seu lugar Toda terra se iluminará Todo homem se levantará Canto, trabalho, leveza, vontade assim são Cada um levanta sua luz É o amor que agora nos conduz Justiça, amor, caridade em plena comunhão Escuta essa voz Escuta esse clamor Escuta, escuta Escuta essa voz Escuta esse clamor Escuta, escuta Escuta essa voz Escuta esse clamor Escuta, escuta Escuta essa voz Escuta esse clamor Escuta, escuta Quando o amor for morada e a paz Invadir todos os corações Crede em mim, o perdão não será mais fugaz Serás templo de Deus, seu sagrado altar Credes em Deus, crede também em mim Sou aquele que te leva ao Pai Outro consolador te fará relembrar O caminho de amor, infinito de paz Este é seu lugar Amém
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