Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda a compreensão do livro de Êxodo, focando na simbologia do “Egito” como a estreiteza do mal e da opressão, e o “êxodo” como o processo de libertação e evolução espiritual.
O que é estudado neste episódio
- O Egito como metáfora da evolução espiritual: O estudo reitera que o Egito, em Êxodo, não se refere ao Egito histórico, mas sim a uma metáfora da “estreiteza” (Mitzrayim), da limitação e da opressão do mal. O mal é apresentado como limitado e previsível, em contraste com a infinitude e amplitude dos caminhos do bem.
- A progressão dos mundos e os tipos de mal: Haroldo explica como Deus “escreve certo por linhas tortas” através da progressão dos mundos. Distingue o mal moral (causar dor ao próximo) do mal natural (envelhecer, adoecer, morrer, catástrofes naturais), inerente à matéria densa dos mundos primitivos e de expiação.
- A matéria e a compressão: É abordado o conceito de que quanto mais densa a matéria, mais mutável e instável ela se torna. A compressão do fluido cósmico para formar a matéria densa é comparada à estreiteza do Egito, simbolizando o início da evolução espiritual.
- A libertação como ampliação da liberdade: O êxodo é interpretado como a passagem da estreiteza para a liberdade, ilustrada pela descrição de Kardec em “A Gênese” sobre a diferença dos corpos em mundos de expiação e provas e em mundos ditosos, onde há maior liberdade de deslocamento e escolha.
- O simbolismo dos sacrifícios de animais: Um ponto central do estudo é a interpretação dos sacrifícios de animais no Velho Testamento como um simbolismo para a reencarnação e a expiação de faltas. O animal que morre em lugar do pecador representa a nova personalidade (o “animal homo sapiens”) que reencarna para expiar os débitos de uma personalidade anterior do mesmo espírito.
- A ciência secreta dos hebreus: É enfatizado que o Velho Testamento contém conhecimentos secretos e simbólicos, acessíveis apenas a grandes mestres, e que a Doutrina Espírita é fundamental para decifrar esses ensinamentos, como a reencarnação.
- A evolução do espírito e a transformação: O estudo destaca que o espírito em evolução não apenas muda de personalidade, mas também ascende em degraus, transformando-se a ponto de se tornar irreconhecível em estágios muito avançados, como um espírito puro.
- A importância do perdão: O perdão é apresentado como o passo fundamental para o êxodo individual, a libertação do Egito pessoal. É a receita do Cristo para sair do círculo vicioso do sofrimento e da estagnação, permitindo a reforma estrutural do ser.
Reflexões
- A compreensão do Velho Testamento à luz do Espiritismo revela camadas profundas de simbolismo, transformando narrativas aparentemente primitivas em ensinamentos sobre a evolução do espírito e as leis divinas.
- O “Egito” representa as limitações e opressões que criamos ou enfrentamos, enquanto o “êxodo” é o processo contínuo de libertação e ampliação da consciência e da liberdade, culminando na pureza espiritual.
- O perdão, conforme ensinado por Jesus, é a chave para o nosso êxodo pessoal, permitindo-nos romper com os ciclos de sofrimento e avançar na jornada evolutiva, rumo à plenitude e à união com o bem infinito.
Ler transcrição do episódio
Olá! E aí, Haroldo e Leonora, já estamos… Boa tarde! Boa tarde, Júlio. Boa tarde, Leonora. Mais um Estudo do Êxodo, graças a Deus. Graças a Deus. Mais uma sexta… O Êxodo tem várias coisas interessantes para as pessoas, Haroldo. Uma que é que chega o dia do Estudo do Êxodo. E quando chega o Estudo do Êxodo, é sexta-feira. É uma alegria. São duas coisas boas, né? Estudo do Êxodo e a sexta-feira. É verdade. Vamos dar uns boas tardes aqui, Leonora? Então, boas tardes, amigos. Sejam todos muito bem-vindos ao nosso Estudo do Êxodo.
Estudo 51. Eu ia comentar na semana passada que chegamos ao Estudo 50. Um símbolo, assim. 50 dias estudando o Êxodo. Estudo 50. Ninguém aguenta, né? Hoje estamos no Estudo 51. Então, gratidão a todos que estão conosco. Muito bom. Aqui, para mim, a Luzia Ribeiro é a primeira, Leonora. E para você? Para mim, a Andréia de São Paulo. Boa tarde, Haroldo e equipe. A Francisca. Eu queria comentar que tem algumas pessoas que colocaram que é a primeira vez que estão acompanhando ao vivo. Então, todos que estão ao vivo, sejam todos muito bem-vindos.
Ah, que legal. O pessoal está aqui, botando. É muito legal, né? A Sandra Maria. É flor, é prece. Tem que ser assim, senão a gente não vai, não, né? Olha quem está aqui. A Sandra Mourini está toda sexta-feira conosco. E no domingo, no estudo de 1404, né? A Sandra está sempre com a gente. Isso. Que bacana. Olha quem está aqui. Olha só. Estou aí também. Estava aí cedinho já. Rosana Montolar. A Marisa Calvi. João Caldas. Miguel Malvoni. Regina Oliveira. A Viviane Lopes. Olha o seu horário, né? Boa tarde de Lajeado, Rio Grande do Sul.
Depois de muito tempo, estou hoje conseguindo assistir ao vivo. Que bom, seu horário. Ah, coisa boa. Seu horário, fala de onde que ele é, do Rio Grande do Sul? Lajeado. Quem mais está aqui? Robson Moura. A gente tem que dar um destaque para os homens, né, Haroldo? Porque pinga muito pouco aqui. Tem poucos. Quando aparece, a gente tem que falar, né? Está aqui a Benedita Leite da Silva. Vamos ver quem está chegando lá por último agora. A Berenice Pavão, Valesca, Raquel Ribas. Aqui é o Josemar Raimundo. A Lourdes Marinho também está sempre aí.
A Tânia, Tânia Tiqueira. Está com a gente no Matheus 24 também. Quem não conhece o estudo do Matheus 24, vai lá no portal ser.org. Vocês vão saber o que é. Muito bacana. É isso aí. A turminha que está acompanhando a gente, Haroldo. Que coisa boa. Na semana passada, nós falamos um bocado sobre esse tendo mal. Continuamos ainda tratando, né, Haroldo? Exatamente. Comentamos. Vamos fazer um breve resumo, né? É importante porque, assim, quando nós fizemos essa proposta de estudar os livros do Velho Testamento, é preciso entender que é uma proposta corajosa.
Emmanuel fala no capítulo 7 do livro A Caminho da Luz que o Velho Testamento está repleto de simbolismos profundos. Profundos. E, ele chega a dizer, poucas vezes acessíveis ao raciocínio comum. Então, não estão com ideias comuns, simplórias, que a gente vai conseguir fechar o Velho Testamento. Ele é desafiador mesmo. Ele é muito desafiador. E, quando a gente faz, então, esse mergulho, a gente precisa entender essa complexidade. Por outro lado, nós precisamos dominar aqueles conceitos básicos de doutrina espírita. Lembrando que aqui é um estudo de êxodo à luz da doutrina espírita.
Então, se não tiver uma base, fica muito difícil. Parou, mas eu estou chegando agora, estou gostando aqui do estudo do êxodo, é um impeditivo? Não. Pega o Livro dos Espíritos, aproveita os finais de semana e lê. Tem que estar com o Livro dos Espíritos debaixo do braço. Eu diria que é até perigoso um estudo à luz da doutrina espírita do Velho Testamento, sem que o Livro dos Espíritos esteja bem solidificado na compreensão. Isso é importante mesmo. Então, retomando aquele tema, porque a gente pode estar pensando assim, mas por que nós gastamos um encontro inteiro falando do mal?
Porque esse é o tema de êxodo. Esse é o grande tema de êxodo. Mitzrayim, a estreiteza, o lugar estreito, o lugar opressor, não é o Egito histórico. Tem opressão em todas as nações do mundo, inclusive no Brasil, em todas as épocas da humanidade. Então, o Egito é um símbolo. Egito é a grande metáfora da evolução espiritual. O que representa o Egito? A estreiteza do mal. O mal é estreito, é limitado, é tosco. Embora ele seja violento, avassalador, arrasador, ele é limitado. Quem é infinito é o bem. Quem é infinito, são infinitos os caminhos do bem.
Os caminhos do mal são tediantes, tediosos. É um conjunto de círculos viciosos, previsíveis. Os caminhos do bem são amplos, amplos, amplos, que a gente não faz nem ideia. Moro, mas a gente, pra relembrar como é que nós terminamos o ano passado, eu queria relembrar aqui um trechinho pra gente, fica aí. Eu vou resumir isso tudo, vamos acabar, já são 18h11, a sábia da minha vovó, que tá com 95, tadinha, tá lá agora, 28 quilinhos, tá se preparando pra voltar pra parte espiritual, 95 aninhos, e ela dizia assim, Deus escreve certo por linhas tortas.
Quem dá as linhas tortas? Nós. Quem escreve certo? Deus. Resumindo a história, né? Resumindo. Resumiu. Resumindo. E agora, vamos vamos trazer isso de uma maneira mais profunda na conceituação espírita. Como que Deus escreve certo? Estabelecendo a progressão dos mundos. Estabelecendo a progressão dos mundos. Então, como que Deus administra todo o mal e, então, fica circunscrito aos mundos primitivos e de expiação imprópria? E, veja, quando eu tô falando mal, importante isso, gente, nós temos vários tipos de mal. O mal tem o mal moral, que nós lemos lá o livro Ação e Reação, né?
Lemos aquelas palavras do benfeitor, lá do Ação e Reação, e o mal moral é causar dor e sofrimento ao meu próximo. Mas esse não é o único tipo de mal. Nós temos um mal, os filósofos chamam de mal natural. Envelhecer, adoecer, morrer, a decomposição dos corpos é um mal natural. A cadeia alimentar, animais trucidando os outros para poderem se alimentar, é um mal natural. A terra dando espinhos, não é? Espirrar, não é? É um mal natural. As catástrofes naturais, inundações, terremotos, tudo isso faz parte da matéria densa.
Quanto mais densa a matéria, quanto mais densificado o fluido cósmico, mais mutável ele se torna. Quanto mais sutil, quanto mais se aproxima da matéria primitiva, da matéria cósmica, mais estável ela se torna. E, quando a gente vai para o reino do Espírito, aí é a imutabilidade. O Espírito é eterno, imortal. Então, olha só, nós temos que compreender isso, porque quando nós pensamos no todo, no todo, nós enxergamos a harmonia, a lei divina. Então, eu não consigo avaliar toda a justiça divina se eu olhar apenas para o mundo de expiação e provas.
Então, é preciso, é preciso enxergar esse processo. Então, quando a gente pensa no surgimento de um mundo, por que o Emmanuel começa a caminho da luz com a formação do planeta? A formação de um planeta é algo caótico, avassalador, porque é a matéria bruta, é a matéria mais condensada, ela fica… Por que ela fica assim? Porque ela é comprimida. Então, para que eu consiga densificar o fluido cósmico, eu tenho que comprimir, comprimir. O que é comprimir? Comprimir é Mitzrayim, é Egito, é estreiteza, é reduzir. Aí, você imagina, um elétron que tem uma velocidade aproximada, vou calcular aqui para o orbital S do átomo de hidrogênio, também uma aproximação mesmo, um elétron no orbital S do átomo de hidrogênio, ele se desloca a uma velocidade de 20 mil quilômetros por segundo.
Num átomo. Não podia nem imaginar que era isso tudo. 20 mil quilômetros por segundo, no orbital S. Está ali em movimento, eu chamo de girando, mas é só uma metáfora. Na verdade, ele está movimentando e o movimento é complexo. Então, a gente vê que ele está comprimido, comprimido. Então, quando a gente fala Egito, a gente precisa desvincular essa ideia do Egito-povo, do Egito-nação, do Egito-histórico, senão não vai entender. O Egito, o êxodo, a libertação do Egito é uma metáfora. É uma metáfora. Então, a gente sai da estreiteza, do máximo da concretude e nós vamos ampliando para um grau máximo de liberdade.
Então, se a gente ler, por exemplo, e é importante que a gente recomenda pelo menos dez vezes ler o capítulo 3 do Evangelho segundo o Espiritismo a muitas moradas na casa de meu pai. Lá o Kardec vai dizer o quê? Na encarnação do mundo de expiação e prova, o nosso corpo tem o quê? Ele tem aí 70, 80, 90 quilos, não é? Então, olha só, se você vai para uma encarnação no mundo ditoso, os copos são, Kardec diz lá, quase flutuam, eles não andam, eles deslizam, às vezes se deslocam pela atmosfera. Então, lembra os Espíritos da colônia nosso lá.
Quando a gente imagina que um perispírito na colônia nosso lá é o corpo físico no mundo ditoso. Então, você vai ganhando em liberdade, em liberdade de deslocamento, em liberdade de decisão, em liberdade de escolha. Então, é bonito isso, não é? Vamos ver se ficou alguma dúvida aí. Todo mundo entendeu, Júlio, Leonor? É, a parte que eu entendi foi então do orbital S aí, essa parte eu entendi. Eu fiz cara com paisagem aqui, agora você explica o que é orbital S aí, pro pessoal. Eu só lembro das aulas, 1S2, 2S2, 3P6. É isso aí, porque independente de qual orbital que o elétron está, a velocidade muda, não é?
Então, estou falando aqui, porque se não é o 2S2, aí vem alguém falando assim, ah, mas… Então, já estou já estou deixando claro aqui para ninguém. O pessoal leva tudo ao pé da letra, não é? Tem uma vez que você foi falar que você destruiu um monte de bilhões de planetas lá. Pois é, e vai atualizando. A última atualização é que estima-se que o universo tenha dois trilhões de galáxias. Trilhões de galáxias. E de que o nosso sistema tenha 200 bilhões de sistemas solares. Então, esses dados vão atualizando, não é? Mas esse do cálculo aí, esse cálculo não é tão difícil de fazer, não.
Você calcula lá o orbital, a energia, tem uma fórmulazinha lá, dá mais ou menos 20 mil quilômetros por segundo. Só se imagina, o elétron está comprimido. Ele está totalmente comprimido ali. Então, a gente vê, e por isso que ele chama de matéria densa. Há uma compressão, porque nós, no mundo primitivo, no mundo de expiação e prova, são os mundos mais densos do universo. Mais denso do que isso, só o buraco negro, não é? Que aí é uma densidade absurda, não é? Aí é outra história, não é? É local de renovação da matéria, é fábrica de matéria.
Mas… Essa relação que você falou do mais condensado ser mais… Você precisa fazer um termo, Arnoldo. Mais denso. Quanto mais denso, menos estável. Menos estável. Menos estável. Mais turbulento. Mais sujeito à transformação. Mais sujeito à transformação. É que você está comprimindo, não é? Você vai comprimindo, comprimindo, não é? É mais ou menos assim, Júlio. Você vai espremendo uma mola. Vai espremendo uma mola. Na hora que você solta, é lá. Entendi. Mas você comprimiu. Você usou energia para comprimir. E isso é Mitzraim.
Isso é estreiteza. Então, qual que é a ideia? A ideia de que a evolução começa estreita. E o processo de purificação do Espírito é um êxodo. Tornar o grande êxodo do nosso destino espiritual será a nossa transformação em Espírito puro. Isso será o grande êxodo. Aí nós vamos experimentar o maior de todos os êxodos. Bonito isso, não é? Então, por que eu estou dizendo isso, gente? Porque nós temos que enxergar a criação dentro desse ar. Não vai ficar assustado porque aqui tem guerra, tem morte, tem violência, tem feminicídio, tem opressão, tem tudo.
Por quê? Porque o único lugar que pode ter isso é no mundo de expiação e prova. É o único lugar que pode ter isso. Não tem outro tipo de mundo que pode ter isso. Então, Espíritos que se afinam com isso, que estão nessa faixa de evolução, estão no mundo de expiação e prova. Mundos de regeneração, mundos ditosos, mundos celestes, não há lugar para isso. Sendo que, nos mundos celestes, é a vitória final do bem sobre o mal. Então, Kardec diz assim, preponderância, preponderância não, reinado absoluto do bem. Mundo celeste.
Então, não adoece, não envelhece, não tem deterioração, não tem, acabou, acabou. Felicidade plena, estabilidade infinita, liberdade infinita. Por isso que o bem é infinito. Espíritos que moram em mundos celestes, eles têm infinitos meios de praticar o bem no universo infinito. Agora, espíritos que praticam o mal, têm limitados recursos de praticar o mal em mundos de expiação e prova. Perceberam? Está ali. Está ali. Está ali, circunscrito. É? Das perguntas aqui do pessoal, anteriores a que a gente estava falando, tem algumas pessoas, alguma dúvida sobre os egípcios, a civilização egípcia e o símbolo desse Egito como a estreiteza, a escravidão, não tem nada a ver, porque o pessoal aqui, mais ou menos, eles citaram, ah, mas os egípcios até já retornaram para a capela, segundo o Caminho da Luz.
Mas é um símbolo. Isso aí não é estudo de êxodo, isso aí é estudo de história. Aí é estudo de história. Aí você vai no YouTube, tem lá uns canais do Enem, aí você vai estudar história, história do Egito, aí não é estudo de êxodo. É estudo de história. Eu vou estudar história da Mesopotâmia, história do Egito, história… Aí é história. Não é estudo bíblico. Aqui, no estudo de êxodo, nós estamos interessados no quê? O velho… Vamos pegar esse texto? Vamos pegar aqui, deixa eu pegar aqui no Caminho da Luz. É importante, importantíssimo isso, acho que vai ser muito bom para a gente.
Olha só, eu vou pegar aqui agora. Quer pegar alguma pergunta aí, Júlia, Leonor, enquanto eu pego o livro aqui? A Vânia pergunta, o êxodo seria do espírito em relação à matéria? Eu Impreciso isso. Tem que tomar cuidado com esse conceito. O quê? A matéria do universo é o fluido cósmico. Não existe nenhum espírito fora do fluido cósmico. Então não tem espírito fora da matéria. Todos os espíritos do universo estão mergulhados no fluido cósmico, que é a matéria cósmica. O que acontece é que nos mundos celestes, a matéria dos mundos celestes está muito próxima da matéria primitiva do fluido cósmico.
Por isso que é sutil, sutil, sutil, sutil. Mas não tem fora. Não existe fora do fluido cósmico. Todos estamos mergulhados no fluido cósmico. Por isso tem que tomar cuidado com isso. Porque fluido cósmico é matéria, gente. É matéria quintessenciada, está lá a questão 27. Deixa eu pegar aqui. Ah, peguei aqui. Peguei o livro. Vamos lá, capítulo 7. O Gabriel está comentando aqui que enriquece muito o estudo trazer os livros, a bibliografia espírita, principalmente as psicografadas pelo Chico. Que é essa chave, né? O espiritismo exodo a luz da doutrina espírita, né?
Por isso que chama a terceira revelação, né? Por isso que chama a terceira revelação, né? É o Cristo que organizou tudo. É Ele que explicou pra gente, né? Então, olha o que que o Emmanuel diz no capítulo 7 do livro A Caminho da Luz. Ele diz assim, no item chamado O Judaísmo e o Cristianismo. Estudando-se a trajetória do povo israelita, olha isso, trajetória do povo israelita. Nós não estamos fazendo isso aqui? Nós estamos estudando a trajetória do povo israelita, né? Verifica-se que o Antigo Testamento é um repositório de conhecimentos secretos dos iniciados do povo judeu e que somente os grandes mestres da raça poderiam interpretá-lo fielmente nas épocas remotas.
Os livros dos profetas israelitas estão saturados de palavras enigmáticas e simbólicas, constituindo um monumento parcialmente decifrado da ciência secreta dos hebreus. Olha isso. Não é? Então, tem que tomar cuidado com isso. Por isso que nós estamos trazendo aqui um simbolismo. Está vendo como esse simbolismo é mais profundo? Tem o Egito lá. Não estou falando do Egito nação. Não estou falando do Egito histórico. Estou falando do Egito símbolo bíblico. O Egito bíblico, simbólico, é a escravidão, a estreiteza do mal.
Mal moral, mal natural, mal do início da Revolução. Não é? Interessante, não é? E a caminho da luz estamos, nesse êxito. Exatamente. Então, a caminho da luz. Então, você está no estreito, no escuro, na opressão, a caminho do quê? Da luz, da amplidão, da aurora, da clareza. Vários filósofos, até Platão, percebeu isso, não é, gente? O mito da caverna é isso, não é? É isso. Explica melhor para a gente isso aí. O Platão conta aquela história que tinha uns habitantes que ficavam na caverna e aí eles só vinham a sombra deles projetada na parede da caverna.
E eles achavam que aquela era a realidade. Aí, um deles conseguiu sair. No início, teve dificuldade para enxergar, mas ele falou, gente, olha isso, o mundo é muito mais amplo do que essa caverna. Aí, ele volta para contar para os amigos. O pessoal que está na caverna vai entender? Não vai, não é? Não vai entender. É isso, não é? É isso. E por que nós estamos dizendo isso? Porque tem um simbolismo profundo, profundo. Esse é, olha, acho que o Júlio foi sugado pelo Egito. Voltei. Olha, o Egito te pegou, Júlio? Eu dei uma esquivada.
Caramba! Na caverna. Eu voltei na caverna para contar. Então, tem um simbolismo e agora é importante, porque às vezes a gente vê vários livros assim, reencarnação na Bíblia. E aí, as pessoas vão lá no Velho Testamento querendo encontrar um texto explícito falando de reencarnação, falando desse processo evolutivo. Isso está lá, mas está cifrado. Como que está cifrado? No sistema de sacrifício de animal. O culto, parte do culto, parte do culto do Velho Testamento era baseada em sacrifício de animal. A gente está entrando um pouquinho em Levítico, mas vamos resgatar isso aqui.
Por que nós estamos comentando isso? Porque aí nós vamos entender o mal e vamos entender o primeiro espaço do Templo, que é o local dos Espíritos Imperfeitos. Por que você sacrificava o animal? Vamos lá entender isso agora. Muita calma agora. Vamos despiar a mente e concentrar. O animal era levado para aquela bacia e o sacerdote encarregado de fazer o sacrifício ritual Veja, por que o animal não podia ser morto lá na tenda da pessoa? Não podia. Por quê? Não podia. Só o sacerdote poderia sacrificar o animal, porque era um sacrifício todo ritual, que obedecia, o sacerdote tinha que se purificar, ele tinha que oferecer sacrifício, ele tinha que se preparar, tinha uma série de restrições.
Então, veja, só aí a gente está vendo que não é só matar animal, não é só isso, tem algo mais. Então, tem um símbolo aí, tem um símbolo aí. Então, chegavam lá, ofereciam o animal para espiar o pecado. Mas, aí, você pergunta, mas por que o animal? Por que o animal? Por quê? Olha que interessante, para espiar o pecado, tinha que transpor o mundo material. Então, o animal ia em lugar do pecador. Ia em lugar do pecador. Por isso, era substitutivo. O animal substituía o pecador original. Então, eu pequei, mas quem morria?
Os dois passarinhos, o cordeiro, o bodezinho. Ele morria em meu lugar. E o sangue dele espiava o meu pecado. Ok? Bom, agora, gente, vamos tentar limpar um pouquinho a área aqui. Tentar limpar. Nós estamos sacrifício de animal, sacrifício em culto, nós temos há milênios, em várias civilizações, várias civilizações, todas as civilizações tinham sacrifícios oferecidos. Todo tipo de sacrifício, na Mesopotâmia, sacrifício de animal, sacrifício de planta, inclusive, sacrifício de pessoas, não é? Sacrifício de seres vivos.
No entanto, no povo hebreu, isso toma uma conformação completamente diferente, porque agora eu tenho um Deus único, eu tenho um conjunto de normas, eu tenho algo estruturado, eu tenho algo simbólico acontecendo. Simbólico acontecendo. Então, quando nós olhamos para a materialidade desse processo, quando nós olhamos para o quadro, se você pudesse hoje observar aquele quadro das pessoas sacrificando animal, para a nossa consciência hoje, para o nosso grau evolutivo hoje, dois mil anos depois de Cristo, isso já é chocante, porque nós já temos o senso moral desenvolvido, nós já temos uma sensibilidade que é muito superior à sensibilidade dos nossos ancestrais de três, quatro mil anos atrás.
Ok? Bom, mas nós estamos aqui estudando antropologia, sociologia, história, é isso que nós estamos estudando aqui? Não! Nós não estamos estudando isso aqui. O que nós estamos estudando aqui é isso era um material didático, primitivo, adequado uma prática primitiva, adequada a seres espiritualmente primitivos, com sensibilidade espiritual ainda muito limitada, muito limitada. Então, qual segredo guarda esse conjunto de práticas? O que era tão organizado? Por que tinha animais específicos, pecados específicos? Para alguns pecados era um tipo de animal, o que, por quê?
Tem uma lógica nisso. Tem uma lógica nisso. Qual é a lógica? Todo, todo ritual de sacrifício de animal, no Velho Testamento, atenção agora, gente, está apontando para a reencarnação e a expiação de faltas através da reencarnação. Olha isso. Está apontando para isso. Nossa! Como assim, Haroldo? Não estou entendendo. Não estou entendendo. Então, vamos lá. Vamos lá. Quando Júlio Eleonora, eu, estamos resgatando uma falta passada. Passada. Fui eu, o Haroldo, que cometi essa falta passada? Fui eu, o Haroldo Dutra Dias? Olha a sutileza da minha pergunta.
Foi o Júlio Corrade que cometeu a falta passada que ele está resgatando hoje? Não. Não. Foi outra personalidade. Mas, não era o mesmo Espírito? Ah, o mesmo Espírito é. O mesmo Espírito é. Mas, era a mesma pessoa? Não. Era outra personalidade. Aquela personalidade que cometeu aquela falta, não existe mais. E o Espírito Júlio daquela época, também não existe, porque ele mudou. Então, veja, quem está espiando no lugar daquele sujeito lá da França que errou? O Júlio Corrade. Então, o Júlio Corrade é um animal homo sapiens.
É um animal homo sapiens. O Haroldo Dutra Dias é um animal homo sapiens que está sendo levado a sacrifício. Essa aí foi nova. Então, vamos lá. Por isso que tem uma sutileza, tem uma sutileza, olha, quando perguntam pra Jesus sobre João Batista, ele fala assim, esse, esse aí, é o Elias que haveria de vir. Olha a sutileza. Sabe o Elias? O que? Ele ia vir, ele ia voltar, ele ia voltar, ia ter a volta nele. Esse aí é o Elias que teria de voltar. Aí foram no João Batista, perguntando, você é Elias? Não. Claro que não. Claro que não.
Ele é o João Batista. Ele é o Elias que tinha que voltar, mas voltou outro. O Elias voltou, mas voltou outro. Ele voltou agora o João Batista. É outra época, é outra mentalidade, é outra sensibilidade, é outra personalidade, é outra herança genética, é outro tempo, é outro. Então, veja, o João Batista foi sacrificado para expiar o pecado do Elias. Gente, agora me diga, como que a gente ia explicar isso 3 mil anos atrás? É difícil explicar isso hoje. Não tinha jeito. Não tinha jeito não. Então, está entendendo que é a ciência secreta dos hebreus?
Então, essa é a situação. Quando você via lá o animalzinho, tadinho, morrendo para expiar o pecado do outro, é a mesma sensação que a gente tem. Quando você passa por expiação, você fala assim, mas eu não mereço isso? Eu não fiz nada. Eu, Haroldo, não fiz. É, você, Haroldo, não fez. Você, Haroldo, não fez. Quem fez foi você quando você estava em um outro estágio e animava uma outra personalidade. Então, vamos lá. Elias, o profeta Elias, a pessoa do Elias, resgatou o débito? O Elias resgatou o débito que ele cometeu?
Não. Quem resgatou foi o João Batista. Então, o João Batista é uma outra personalidade, é um outro momento evolutivo desse espírito. É aquele espírito só que num outro momento evolutivo. Não é? Perceberam, gente? É aquele espírito num outro momento, com uma outra percepção, com uma outra evolução, com outro condicionamento. Porque nós temos uma ideia e esse é o erro. Você acha que há mil anos você era como você é hoje? Que o seu espírito pensava, tinha essa visão, essa sensibilidade que você tem hoje? Não! Você renasceu, você se transformou em outro.
Você nasceu da água e do espírito. O seu espírito hoje é uma nova etapa do que foi antes. É uma nova versão. Tudo é novo, tanto do corpo quanto da essência. Perceberam? Perceberam? Ficou alguma dúvida? Eu acho que tem gente com dúvida aí ainda. Levanta a mão aí. Saberam? Monumento da ciência secreta, saturado de palavras enigmáticas. É um repositório de conhecimentos secretos dos iniciados que somente os grandes mestres da raça poderiam interpretar. É isso aí. Se não fosse a revelação espírita, a gente ia ter muita dificuldade de entender isso.
Muita dificuldade de entender. E vai continuar, quando é que para esse processo de expiação e a gente, o próximo, o nosso próximo, quando é que vai acabar esse negócio, essa purificação? Quando é que você vai tornar espírito puro. Aí, cerram os processos. Não estão sujeitos mais à encarnação em corpos perecíveis, não estão sujeitos mais à expiação, não estão sujeitos mais à prova. Não é? Isso aí é um trem que nós não conhecemos direito o que é. Exatamente. Cadete diz assim, Cadete diz assim, olhando para nós, hoje, adultos, eu consigo enxergar o embrião que eu fui no útero da minha mãe?
Difícil. Difícil. Olhando para um espírito puro, vai ser difícil identificar o adulto. Perceberam? Porque a gente pensa assim, a gente fala assim, ah, não, é uma personalidade diferente do mesmo espírito, como se o espírito ficasse estável, mas não ia evolução. Então, não é só a personalidade que mudou, gente, o espírito subiu degraus, o self também mudou. O self também mudou. E vai mudando tanto que fica irreconhecível. Fica reconhecível. Porque vai ampliando, ampliando, ampliando. Não é? Então, se você olha a semente do grão de mostarda, você consegue enxergar a árvore grandiosa?
Não. Vou te mostrar uma semente de carvalho, você consegue enxergar a árvore grandiosa? Se eu te mostrar uma semente, uma muda de sequoia, você consegue enxergar a árvore da sequoia gigantesca? Claro que não. Claro que não. Não é? Então, vai havendo refinamento, evolução, desabrochar. É uma semente. E, à medida que o seu espírito, que o seu eu interior, que o seu self muda, ele vai assumindo corpos, personalidades diferentes, em épocas diferentes. Por que, gente? Porque você está em evolução num mundo que também está em evolução.
Então, vamos lá. Você está encarnado na Terra, em evolução, mas a Terra também está em evolução. O Sistema Solar também está em evolução. A Via Láctea também está em evolução. Então, você está correndo dentro de um trem que está andando a 300 por hora. Isso que a gente não entende. Você está aqui correndo, evoluindo, mas o planeta também. Você está encarnado agora, você volta daqui a 100 anos, a Terra é outra, daqui a 100 anos é outra coisa, gente. Início do século XX, ele estava andando de carroça. Ufa! Não é? Então, você está numa maratona, correndo num vagão, mas esse vagão está andando a 300 por hora.
Num planeta que está girando, a Terra está girando com uma velocidade espantosa do Sol. O Sol também está girando, o Universo está evoluindo, gente. É por isso que Emmanuel diz assim, quando está falando lá do Cristo, os sistemas solares pelos quais o Cristo fez a sua jornada evolutiva, já vieram poeira, já acabou, já não tem mais, deixou de existir. Por quê? Porque os mundos começam materiais densos e se tornam mundos sutis, mundos celestes que não são perceptíveis pelos nossos telescópios. Você não consegue enxergar um mundo celeste num telescópio, gente?
Não tem jeito. Então, esses três, os trilhões que você antes tinha falado, é só do que? É só mundo primitivo? É só primitivo, esfiação, regeneração e algum iniciozinho de ditoso. Iniciozinho de ditoso. Então, você pega Júpiter, por exemplo, Júpiter, que é um mundo ditoso, mas não é um ditoso top, hein? Ditoso top é ditoso bebê, né? Ditoso top já está quase chegando essa escala também, é isso que a gente tem que entender, né? Por exemplo, eu estou aqui, nós estamos fazendo o estudo de êxodo aqui, aí está o crepúsculo aqui, estava bonito, estava um vermelhão aqui, agora já está começando a escurecer.
Então, eu vou perguntar, agora é dia ou é noite? Porque já está escuro, tem uma luzinha ali, um crepúsculo, é dia ou é noite? Então, como é que você faz para distinguir quando um mundo ditoso está virando celeste? Gente, tudo tem uma transição, tudo tem uma faixa, tudo tem uma faixa, é a mesma coisa com a gente. Você vai fazendo transições gradativas, não é? Olha a Sandra aqui, e nessa evolução toda, como é que a gente encontra os nossos bem-amares? Sandra, você não precisa encontrá-los, porque, na verdade, você nunca se separa deles.
Na verdade, essa sensação de estar separado é uma ilusão, você nunca se separa. Os seres que se amam, não é? Olha o que Jesus diz para Simão. Simão, os afetos da alma são laços misteriosos que nos conduzem a Deus. Então, você pergunta assim, André Luiz não enxergava a mãe dele, mas ele estava separado da mãe? Ele achava que sim. Mas, era verdade isso? Isso era realidade? Não. Isso era ilusão. Ilusão. Por isso que André Luiz diz assim, a vida não cessa. E a morte é o jogo escuro das ilusões. O jogo escuro das ilusões.
Ilusão por quê? Ele estava iludido de que ele estava sozinho no umbral. O Clarice ia lá toda semana. A mãe dele estava sempre lá. E ele assim, estou sozinho, estou abandonado. É o jogo escuro das ilusões. É, e não estamos só nessa caminhada. Isso é mais importante. É uma jornada longa, né Arudo? E, nossa, como é que a gente reage? Vai ter que passar por essas passias de bronze, vai ter que passar por esse processo de sacrifício. Estamos passando um bom tempo, né Arudo? Que eu me lembre já tem uns bons uns bons trezentos de milhares de anos que nós estamos nessa, viu Júlio?
Eu já estou contando assim, quantos mil anos faltam pra acabar isso, né? Porque, na verdade, nós já estamos caminhando agora com esse grau de sensibilidade que nós temos, se Nós adotarmos a evolução consciente e abandonarmos a prática do mal, é mais alguns milhares de anos aí que chega, né? Dez gerações, mais ou menos dez gerações. E chega. E chega. E nós vamos chegar porque o professor é eficaz no ensino da matéria, ele não tem aluno que não vai chegar lá. Todos vão chegar. Todos vão chegar. Agora, Arudo, nessa trajetória do próximo passo nosso dentro desse conceito, é que a gente tem que refletir como é que a gente vai agrupando elementos pra esse êxodo ser mais efetivo, né?
Trabalhar o que precisa ser trabalhado. Porque reconhecer que nós estamos aí, tudo bem, né? A gente já faz até, né? E qual que é o passo, né? Que passo que eu vou dar? Que passo que eu vou dar nessa direção? Além de compreender. Eu acho que o mais difícil, Júlio, tem aquele caso lá com o Chico, o caso já todo mundo conhece, todo mundo aqui já conhece, já deve ter ouvido mil vezes, né? E foi aquele familiar do Chico que matou o cachorrinho que tava doente, né? E o Chico ficou muito magoado. Na verdade, gente, foi a irmã do Chico, tá?
Foi uma irmã. Vamos acrescentar um chantilly na história, né? Foi a irmã, quem me contou foi ela. Foi a irmã. E ele ficou muito, muito chateado, magoado. Aquela mágoa natural, natural, natural. Começou a prejudicar o trabalho mediúnico. O irmão chegou e tocou nesse assunto com ele e falou, Chico, não tem jeito, porque você está vibrando numa sintonia de mágoa, de ressentimento, de raiva, e nós não estamos conseguindo te acessar mais. Né? Nós não estamos conseguindo te acessar. Você está ficando inacessível para a gente.
Olha isso. O que significa isso, Júlio? Você está indo para o Egito, filho. Você está virando escravo. Aí, o Chico, misericórdia, não, irmã, eu quero isso. Nossa, meu Deus do céu, o que eu tenho que fazer? Você tem que descobrir o que ela mais quer ganhar e dar para ela de presente. Você está de brincadeira, né? Você só pode estar de brincadeira. Ela que me ofende e eu que tenho que dar presente? Aí, olha, veja, Júlio. Aí, o Emmanuel diz assim, o Chico, a receita não é minha, é do Cristo. Só que, aí, o Chico fez algo que a gente não faz, Júlio.
Ele cedeu. Ele falou assim, olha, mas é do Cristo, então está. É o Cristo, mandou? Percebeu? Então, você chega assim e fala assim, mas fulano, acabou com a minha vida. Você não sabe o que ele me tirou, você não sabe o que ele me fez. Perdoa. Você está de brincadeira? Perdoa. Perdoa. Mas, a receita não é nossa, querido. A receita é do Cristo. Que se dane o Cristo! Quer nem saber do Cristo. É ele que fica lá e eu aqui. Pronto, aí não tem jeito. Aí, você não sai do Egito. E, esse é o nosso problema, Júlio. Eu não estou falando de ninguém, não estou falando de muita gente.
Quem sou eu para falar de alguém? Então, o que é o difícil? É seguir Jesus. É seguir. É seguir. E isso vale para tudo. Vale para os conselhos de Jesus, de você ser pacífico, de você ser pacificador, de ser manso, de perdoar, de ser humilde, todos esses conselhos. Porque, essas diretrizes são diretrizes para o êxodo. Para o êxodo. Mas, seguir é nós lembrando daquela conversa. Encontras, neste momento, um ponto de referência para a regeneração de todo o teu destino. Mas, está no teu querer o seguir-me agora ou daqui a milênios.
Olha isso. Agora, veja. Ele estava de frente para o homem. Ele estava cara a cara com Cristo. Nós estamos aqui na vibração do mestre, na vibração dos seus emissários, dos seus ensinos, na vibração da mente do Cristo, que envolve o planeta. O público estava face a face com o homem. Estava cara a cara. Encontras, neste momento, um ponto de referência para a regeneração de todo o teu destino. Mas, está no teu querer. O que você quer? Agora? Ou daqui a milênios? O que é o seguinte? Você vai seguir o Cristo? Não tem nenhuma dúvida.
Você vai seguir. É inevitável. Porque, com a experiência, você reconhece a verdade e o bem. Não tem jeito. Você vai seguir o Cristo. A pergunta é você quer agora? É agora que você quer? Quer é querer. Você quer agora? Essa é a pergunta para a gente, Júlio. Você quer agora? Você quer? Então, perdoa, filho. Esquece esses prejuízos. Esquece isso. Segue. Eximina, aceita. Vá em frente. Dá seu recado. E, aí, vai acontecer o processo, porque não é processo, gente. É um processo. É um processo. Mas, não quero. Eu quero. Ah, não quero.
Ok. Está tudo certo. Por quê? Só tem duas opções. Ou é agora, ou daqui a mil anos. Permite que agora… É inevitável fazer uma citação aqui, para quem acompanha a Gente Matriz de Quatro. O autor, que a gente chama de Autor Um, fala assim, né? Recordemos que o Senhor, no enunciado grafado em Hoseia 6, 6, estimulou-nos a abandonar o regime sacrificial para ingressar-nos na misericórdia, por meio do passo inicial, o perdão. Ah, é isso aí. É? É isso aí. Eu estava numa situação, tive uma oportunidade abençoada de conversar com um amigo que está enfrentando uma situação muito difícil, muito delicada, e Ele me perguntou, você acha que eu devo perdoar?
Não é um absurdo eu perdoar? E é espírita, né? Eu disse assim, né? Mas, eu disse assim, mas, meu amigo, quando chegarem teus credores, quem você dirá para eles? Porque, agora, você está diante de um, entre aspas, devedor. E, você está me perguntando, mas, é um absurdo eu perdoar? E, quando você estiver diante dos teus credores, você vai dizer o quê? Veja, eu não criei isso, não, isso é uma parábola. Lembra da parábola? Não é o que Jesus conta? Perdoa-me a dívida, por favor, perdoa, quanto você deve? Um milhão de dólares, um milhão de dólares, então, vou abater aqui, você paga mil dólares.
Nossa! Aí, chega o devedor dele, ele fala, oh, pelo amor de Deus, me perdoa, ele fala, quanto você me deve? Mil dólares, não perdoa. Ah, meu Amor, a promessa fiz cumprir. Não é? Então, a questão é, ok, isso eu não perdoo, ok. E, quando chegar aos teus credores, você vai dizer o quê? Você vai dizer, isso eu não perdoo. Por quê? Com a mesma medida que você mede, você será medido. A mesma medida que você medir, você será medido. O mesmo critério que você empregar, será aplicado em você. É por isso, é por isso que existem os resgates dolorosos.
É por isso. Porque foi aplicada a medida que você aplicou. A balança está na sua mão. E, aí, você lembrou bem, misericórdia quero, não sacrifício. Pai, perdoa-nos as dívidas na medida em que perdoarmos os nossos devedores. Então, primeiro, eu aplico a medida para os meus devedores. Aí, a medida é aplicada a mim. A cada um, segundo suas horas. Olha que bonito, Aronaldo. Só para encerrar, que ele fala na sequência do texto, ele fala assim, olha só. Uma vez aprendido o perdão, lavamos os pés na água pura da bacia para prosseguirmos na automação desse processo.
Olha só. Então, você fechou muito dentro disso, a necessidade… E o próximo passo? Engraçado, ultimamente, essa questão do perdão tem vindo muito forte, tanto que a gente quer fazer um trabalho aqui no Ser, igual a gente faz, em torno do tema. Por quê? Se a gente não der esse passo, Aronaldo, a gente não vai desvincular desse processo. O perdão é fundamental para a gente sair desse círculo vicioso que a gente está nele. E a gente acha que não, a gente pensa assim, faz um monte de caridade, mas não perdoa. Faz um monte de não sei o que, mas não perdoa.
Faz, mas não perdoa. Aí, não vai para frente, né, Aronaldo? É porque aí, aquilo lá do… A casa que estava com o demônio, a parábola, aí saiu, ele foi lá e pintou a casa, deu só uma… Deu uma mãozinha de pintura, fez ali um… Porque a gente está… Não adianta ter uma reforma estrutural, né? Precisa ter uma reforma estrutural. Voltou com quantos, Aronaldo? Voltou sete, né? E quantas vezes que Jesus mandou pintar? 70 vezes sete? Caim será vingado sete vezes, não é isso? Caim será vingado sete vezes. É isso aí. Mas o perdão é 70 vezes sete.
Esse já dá um… Nós podemos falar disso na próxima ressamana, Aronaldo? Desse perdão 70 vezes sete? Casando com essa coisa toda do Caim sete vezes, tá para chegar nesse perdão do êxodo. Para entrar nesse lugar santo, né? Que agora a gente quer sair desse pátio… É isso aí. Com certeza. Foi bom demais, Aronaldo. Foi muito bom. Teve algum momento que eu achei que eu não ia conseguir, mas no final… Acompanhou, né, Jesus? Teve um momento que eu achei que eu não ia conseguir, e aí eu vi que eu não ia conseguir. Beijo para vocês.
Muito bom. Até semana que vem, se Deus quiser. Obrigada, amigo. Estava ótimo. Tchau.
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