#050 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

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Neste quinquagésimo episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro do Êxodo, trazendo reflexões sobre a jornada espiritual e a compreensão da justiça divina sob a ótica espírita. O estudo da semana anterior sobre a luta contra o mal é retomado, contextualizando a simbologia do sacrifício de animais e a pedagogia da Lei Divina.

O que é estudado neste episódio

  • Simbologia do sacrifício de animais: Haroldo Dutra Dias explica que o sacrifício de animais, presente no Velho Testamento, é um símbolo da reencarnação e das vicissitudes da vida corporal. A necessidade do corpo físico, com suas limitações e demandas, é vista como um instrumento para a organização da mente espiritual, ensinando desapego, gratidão, disciplina e valor ao tempo.
  • Conceito de mal e bem: O estudo aborda a definição de mal e bem segundo o ministro Sânzio, do livro “Ação e Reação”. O mal é definido como a busca de felicidade, progresso, prosperidade, prazer, conforto, segurança e defesa “só para você”, enquanto o bem é a mesma busca “para todos”. Essa distinção é crucial para entender a dificuldade em erradicar o mal, pois ele sempre traz algum tipo de ganho individual.
  • Pedagogia da Lei Divina: A Lei Divina atua através do arrependimento, da reparação do mal e da expiação. O arrependimento leva à conscientização do egoísmo, a reparação exige a devolução do que foi tirado do outro em todos os níveis, e a expiação coloca o indivíduo na condição daquele que sofreu, para que compreenda a dor causada.
  • Justiça Divina vs. “Olho por olho, dente por dente”: Haroldo Dutra Dias diferencia a justiça divina da vingança humana. A justiça divina não é “olho por olho, dente por dente”, que muitas vezes leva a excessos. Ela é pautada pelo amor e pela sabedoria, buscando a reeducação e o resgate através de mecanismos que promovem o crescimento espiritual, como exemplificado na história do Wagner Assis e na parábola do filho pródigo.
  • Jesus como paradigma do bem: Jesus Cristo é apresentado como o modelo do eterno bem na Terra. Sua vida de doação total em benefício dos outros, mesmo diante da incompreensão, sofrimento e morte, aniquila o egoísmo e serve de guia para a compreensão do verdadeiro bem.
  • A diversidade da percepção e a evolução: O estudo ressalta a importância de respeitar a diversidade de percepções sobre o bem, a moral e a felicidade. Deus permite que cada um escolha seus caminhos, e a evolução individual se dá através das próprias experiências, sentimentos, ideias e decisões. A humanidade é comparada a um reino vegetal, onde cada planta produz em sua época, e cada alma estabelece suas circunstâncias conforme suas ações.
  • Deus escreve certo por linhas tortas: A sabedoria popular é citada para ilustrar que, embora as “linhas tortas” sejam resultado de nossas próprias escolhas e imperfeições, Deus sempre escreve certo, utilizando esses desvios para promover o aprendizado e a evolução.

Reflexões

  • A encarnação, com suas dores e desafios, é um processo pedagógico essencial para a organização da mente espiritual e o desenvolvimento de virtudes como a disciplina, a gratidão e o desapego.
  • O mal não é apenas a ausência do bem, mas a busca egoísta do bem unicamente para si, em detrimento do progresso e da felicidade dos outros, gerando egoísmo, vaidade, insensatez e orgulho.
  • A justiça divina, pautada pelo amor e pela sabedoria, opera através do arrependimento, reparação e expiação, buscando a reeducação e o resgate, sem a necessidade de vingança, mas promovendo o crescimento espiritual.

Ler transcrição do episódio

Olá! Boa tarde, amigos! É julho, Leonora! Eita! Boa tarde! Tudo bem? Tudo bem? E aí? Estamos aqui, nesse friozinho bom. Todo mundo uma elegância, né, rapaz? É. Todo mundo é elegante. Aqui no sul é mais frio, né? Leonora, mas como é que é o negócio aí? Não é… Aí no sul não é mais frio, é menos frio. Ai, a temperatura é menor. É menos 10, é menos 5. Na verdade não está nem frio, nem quente aí, né? Está 0 graus. Mas já não, hoje fez 3 só. Mas boa tarde a todos os amigos que estão conosco. Vamos lá. Diz que em Belo Horizonte fez 4, Leonora.

É. Essa madrugada? Então, o Brasil inteiro está frio, está gelado igualmente. É, rapaz. Vamos lá. É, mas a turminha já está aí, né? Desde cedo. Vamos ver quem que está aqui, para mim aqui, quem foi o primeiro. Teve um pessoal que chegou antes um pouquinho do que eu estou aqui conseguindo ver. Mas a Suzana Roberto foi o que apareceu para mim depois de uma mensagem. Isilene, a Ruda, a Rosalie Freire, a Francisca Cesarini, a Márcia Gomes. Olha só que bacana. Eu vi aqui uns nomes agora conhecidos para mim. Viviane Lopes.

Viviane, foi a Viviane, nossa queridíssima. É, pois é. Eliane Martins, João Pedro Volpe, Renata Lacerda, Selma César, Sandra Maurini, nossa amiga. A Viviane está aqui, a Viviane Lopes, Pedro Gomes. Toma boa, vamos ver quem está por último aqui agora. Tudo é possível, é a Adeúde. Adeúde Coutinho. Que bacana, gente. Gente, muito bom, né? Muito bom para a gente terminar a semana, né? Terminando essa semana aí, a sexta-feira dessa. O garoto está pegando um solzinho, olha só, cara, que humilhação isso. É, está um solzinho hoje.

Sol se ponta. A vista bacana. Então, gente, Rosana Bottino, Montolar. É isso aí. O sol está animado? Será que eles estão animados para hoje, garoto? É, nossa, semana passada foi muito bom, né? Semana passada foi muito emocionante, né? Achei, até comentei com o Haroldo. Boa Nova, foi uma emoção, né, Leonora? Foi muito profundo. E hoje a gente vai dar continuidade, né? Então, na semana passada a gente falou… Falamos na semana passada, até já me confundo. Porque a gente abordou a questão da luta contra o mal, né, Haroldo?

Isso. Isso. A gente comentou, né, Júlio? Essa caminhada do templo, do tabernáculo, é um percurso que vai desse sacrifício de animais, que é o grande símbolo da reencarnação, o espírito imperfeito tendo que viver as vicissitudes da vida corporal. Olha isso. Olha a linguagem dos espíritos. Vicissitudes da existência corporal. Quais tipos de vicissitudes? Nascer, morrer, adoecer, envelhecer, perder seres queridos, que morrem, que envelhecem, que adoecem, mas, todo o fardo que é ter um corpo físico. As necessidades do corpo físico, as demandas do corpo físico, as limitações de um corpo físico.

Mas, é importante isso, porque, sem isso, a mente espiritual não se organiza. A mente espiritual, sem o corpo, ela viveria um devaneio co-criativo. Ela ficaria perdida numa sucessão de pensamentos sem fim. Então, é encarnando que você tem que fazer uma viagem da cidadezinha do interior do Paraná para Curitiba e são cinco horas, seis horas de deslocamento. E, não adianta seu pensamento ser rápido, não adianta você ser apressado, você ser ansioso, você ser imediatista, porque deslocar esse corpo físico com esse pezinho médio de 75, 80 quilos, demora isso.

E, isso vai organizando a mente, vai ensinando a mente a se desprender, vai ensinando a mente a perder, vai ensinando a conquistar, a ser grato, vai ensinando a mente a dar valor ao tempo, a se organizar, a ter disciplina. Então, esse sacrifício de animais é o símbolo da reencarnação. Da reencarnação. Então, é bonitinho, você lembra que o Francisco de Assis chamava o corpo dele de jumentinho. Eu tenho certas dúvidas, sabe? Quem que é o jumentinho? Tem certas horas que eu fico em dúvida. Qual de nós é o jumentinho? Se é o corpo ou se é o Espírito que está animando o corpo.

Mas, essa morte, essa matância de animais, na primeira parte, é essa vida nos mundos primitivos e de expiação e prova. E qual é a característica desses mundos? Isso é importante, não é? Esses mundos, por conta do respeito absoluto de Deus ao livre-arbítrio, são os mundos em que o mal impera. Deus permite que o mal domine, domine, comande, assuma todos os postos de poder. É a chance de viver a experiência do mal. Ai, Haroldo, mas isso é um fatalismo? Não, isso é vontade. Ai, Haroldo, isso é necessidade? Não, é escolha.

Então, o único momento em que o Espírito pode fazer essa escolha é nesses mundos, porque, a partir do mundo de regeneração, especialmente nos mundos de toso e absolutamente no mundo celeste, não há espaço para o mal, não há nenhum lugar para o mal. Então, a gente vai nessa caminhada e aí nós falamos da questão do mal. Então, a lição que nós lemos no livro de Boa Nova, de Jesus falando sobre o mal, eu não fui lá provocar ninguém. Eu nunca fui provocar o mal. Olha aqui. E é o Cristo planetário. Olha o poder do Cristo.

Não é? Tem alguém com mais poder do que o Cristo para esmagar o mal? Não. Mas não pode. Só dentro de si. Então, Jesus… Só dentro de si, né? Esse esmagar o mal para o Cristo, né? Apenas dentro de si. Aí é esse trabalho de esmagar o mal sobre os próprios pés. Esmagar o mal sobre os próprios pés. Então, eu vou tendo que trabalhar esse mal. E, aí, a gente lembra que – é muito importante isso – nós estamos trabalhando com o conceito de mal que está no livro Ação e Reação, que eu acho que é uma conceituação mais madura, porque eu tenho me deparado com conceituações muito fantasiosas do mal.

Ah, o mal é a ausência do bem, o mal é a ignorância do bem. Eu acho que isso é uma fantasia. O bem-feitor no Ação e Reação define o que é o mal. O mal é felicidade, progresso, prosperidade, prazer, conforto, segurança, defesa, só pra você. É a definição lá do bem-feitor no Ação e Reação. O que é o bem? É a mesma coisa. Progresso, bem-estar, poder, segurança, prosperidade para todos. Por isso que o mal é difícil de erradicar. Porque toda vez que você pratica o mal, você está ganhando alma. Só você. Às custas do sofrimento e das lágrimas do outro.

Por isso que qual é a pedagogia da lei divina? Arrependimento, onde eu me conscientizo disso. Foi bom só para mim. Reparação do mal, onde a lei me obriga a devolver tudo que eu tirei, tudo que pertencia ao outro, em todos os níveis, material, afetivo, espiritual, mental. E expiação, que é, eu me coloco na condição do outro para experimentar o que eu fiz ele experimentar. Percebe? Então, Will Smith levantou e deu um tapão na orelha do Chris Rock. Expiação é, vem alguém e tapa na sua orelha. Porque uma coisa é você dar o tapa na orelha, outra coisa é você tomar.

E aí é a pedagogia divina, porque aí eu vou entendendo o que eu fiz o outro experimentar. O que eu fiz o outro experimentar. Na expiação é isso. É muito ruim isso que eu estou passando. Depois que você cumpre a expiação, você tem a revelação. Foi bom? Você diz, foi horrível. Foi horrível. Foi horrível. Foi isso que eu, foi isso que você fez o outro sentir. Foi isso que você fez o outro sentir. Desafiador, não é? É, pensar… estou aqui agora, sim, tentando fazer o tiqueteco, fazer a ligação disso tudo, que é tão dia a dia nosso, com o estudo de êxodo, porque a gente às vezes separa, o estudo fica tão distante da vida, da vida prática da gente, daquilo que a gente está passando.

O sacrifício de animais lá estava muito distante da nossa vida mais comezinha. E eu estou entendendo que a gente está fazendo um esforço de trazer esse êxodo para dentro de nós também, não é, Ludo? Exatamente, exatamente, exatamente. Mas está surgindo algumas dúvidas aqui, Júlio, bem profundas, né? Eu acho que vale a pena a gente vir, né? A Emídia… A Emídia Machado, tem o Armando Almeida, umas dúvidas bem boas aí, eu acho que vale a pena a gente voltar. Claro. Só preciso achar. Eu peço sempre pro pessoal colocar a pergunta escrita antes pra mim e localizar a pergunta deles.

Tá aí lá, são os últimos comentários, né? Aham. Tá, essa aqui? Vamos. Deixa eu só ver. Coloquei na tela aí. Isso, isso. Então, se todos queremos tortura, deixar de ser mal para ser bem. Eu não entendi essa colocação do Armando, gostaria que ele explicasse melhor. É, bacana. Parece que é continuação de alguma frase, né? É. Deixa eu pegar aqui, ó. Não, é continuação da frase, mas eu não entendi a construção do raciocínio dele. É que eles vão conversando aqui também, e a gente tem que pegar o raciocínio deles, né? É. Mas aí ele pode esclarecer pra gente.

Bacana. Ah, tem uma pergunta aqui, ó. A Sandra Maria Borges colocou. Mestre é, de alguma forma, olho por olho, dente por dente? Mestre. Por que me chamaram de mestre? É. Eu acho que essa pergunta é pra Jesus, então, né? É. Bom. Aí tá tendo uma confusão, gente. Tá tendo uma confusão tremenda. Olho por olho, dente por dente, é quando eu rejeito a justiça divina pra fazer justiça com as próprias mãos. Isso é mal. Porque toda vez que eu rejeito a justiça divina pra fazer justiça com as próprias mãos, pode, pode, pode, pode.

É só ler a obra de André Luiz, os romances de Emmanuel. A gente vai vendo, vai. Pega lá o A Dois Mil Anos, quando Emmanuel aprisiona lá o rapaz que joga a pedra na liteira. O pai não fez justiça com as próprias mãos? Qual que é o problema do olho por olho e dente por dente? É que a pessoa sempre se excede, não é? Tem um diálogo lindo, gente, tá lá no livro No Mundo Maior. Vocês lembram do livro No Mundo Maior? Que a Cipriana vem atender a um pai que estava obsidiando o filho adotivo porque o filho adotivo tinha assassinado ele, roubado todos os bens?

E aí, o que a Cipriana diz pra ele? Ela diz pra ele assim, é, nós até entendemos que você tenha sofrido uma injustiça, mas com essa ânsia que você está se vingando, você pode assegurar que não cometeu excessos? Muitos na sua posição alegando a postura de vítimas se transformam em verdadeiras víboras peçonhentas. Esse é o problema do olho por olho e dente por dente. Então, olho por olho e dente por dente é a justiça feita pelo homem. A justiça divina não é olho por olho e dente por dente. Está lá no Boa Nova. Está lá no Boa Nova.

Então, no Boa Nova, o que Jesus diz pra Tiago? Até tu, Tiago, estás procedendo como Nicodemus? Não percebestes que o primeiro mandamento da lei é amar a Deus sobre todas as coisas? Como pode alguém amar a Deus aborrecendo-lhe a obra? Então, nós estamos falando aqui do mal na evolução. Do livre-arbítrio. Como Deus concede o livre-arbítrio, a pessoa pode fazer o mal. Pode. Se ela não pudesse, não tinha crime no mundo, gente. Não tinha guerra na Ucrânia, não tinha assassinato, não tinha roubo, não tinha violência, não tinha exploração.

Então, a pergunta que nós estamos fazendo aqui é mais profunda. Como Deus trata o mal? Como Deus trata o mal? Como Deus educa o mal? Qual o processo da justiça divina para lidar com o mal? Não é? Mas, para que a gente entenda isso, nós temos que entender o conceito de mal. Não é? O conceito de mal. Então, o que eu fiz referência? Eu fiz referência ao conceito de mal que foi dado pelo instrutor. Deixa eu ver aqui. Eu sempre esqueço o nome dele, mas eu já achei o texto aqui. Então, vai ficar mais fácil agora de achar.

Se eu não me engano, é o Drúzio. Não, Sânzio. Sânzio. Então, abre aspas, eu vou ler o conceito do ministro Sânzio. Não é o meu conceito de bem e mal. Tá bom, gente? É o conceito do ministro Sânzio. Não é? Então, olha aqui. O ministro Sânzio diz assim, o bem, meu amigo, é progresso e a felicidade, a segurança e a justiça para todos os nossos semelhantes e para todas as criaturas da nossa estrada. Olha o conceito de bem. Justiça. Olha que bonito isso. Progresso, felicidade, segurança e justiça. Progresso, felicidade, segurança e justiça.

Tem lugar para tortura nesse conceito aqui? Tem lugar para tortura? Tem lugar para violência? Tem lugar para guerra? Tem lugar para desigualdade nesse conceito? Não. Vou ler de novo o conceito de bem. O bem é progresso, felicidade, segurança e justiça para todos os nossos semelhantes e para todas as criaturas da nossa estrada, aos quais devemos empenhar as conveniências do nosso exclusivismo, sem qualquer constrangimento por parte de ordenações puramente humanas. Ou seja, independe da lei humana, independe se a lei humana permite ou não, porque a justiça divina não se pauta por leis decretadas por homens, por seres humanos.

Então, o bem é progresso, felicidade, segurança e justiça para todos. Aí, ele continua. O bem será, desse modo, nossa decidida cooperação com a lei, a favor de todos, ainda mesmo que isso nos custe a renunciação mais completa, ainda que você tenha que fazer a renúncia mais completa, visto não ignorarmos que, auxiliando a lei do Senhor e agindo de conformidade com ela, sempre por ela seremos ajudados e sustentados no campo dos valores imperecíveis. Esse é o conceito de bem. Não tem nenhuma dúvida nesse conceito. Felicidade para todo mundo, progresso para todo mundo, segurança para todo mundo, justiça para todo mundo.

Isso é o bem. Agora, ele vai definir o mal. E o mal? O mal será representado por aquela triste vocação do bem unicamente para nós mesmos. O bem unicamente para nós mesmos. Então, quando você está preocupado com o seu progresso em detrimento do progresso dos outros, quando você está construindo a sua felicidade em detrimento da felicidade dos outros, quando você está garantindo a sua segurança em detrimento da segurança dos outros, e quando você só quer a justiça para você em detrimento da justiça para os outros. Por isso que o mal é um vício.

É um vício. Porque a pessoa obtém praticando o mal, ela obtém progresso, não obtém? Obtém, mano. Ela acumula riqueza, ela conquista poder, ela conquista respeito, alcança um progresso no mundo de expiação e prova. Ela garante sua segurança, carros blindados, seguranças, não é? Não é? Então, vamos pensar aqui. O Putin está construindo, afirmam que o patrimônio que ele tem é da ordem de bilhões de dólares. Ele está em total segurança. Ele está usufruindo de tudo o que ele considera felicidade. E ele, em todo o discurso que ele faz, ele fala de justiça, que os países não podem ser injustos com ele.

Então, o mal é essa triste vocação do bem unicamente para nós mesmos, a expressar-se no egoísmo e na vaidade, na insensatez e no orgulho que nos assinalam a permanência nas linhas inferiores do espírito. Percebem? Então, essa postura de querer o bem somente para si gera o quê? Egoísmo, vaidade, insensatez e orgulho. E o egoísmo, a vaidade, a insensatez e o orgulho são características dos Espíritos imperfeitos. Está lá na questão 101 do Livro dos Espíritos. Caracteres gerais dos Espíritos imperfeitos. E isso é o quê?

É o primeiro lugar do templo. É a bacia dos sacrifícios. Por que é a bacia dos sacrifícios? Porque eu posso fazer tudo isso, mas, depois, tudo isso volta para mim. Aí, eu tenho que arrepender, eu tenho que reparar o mal e eu tenho que trocar de lugar com a vítima. E esse é o processo da justiça divina. Agora, veja, a justiça divina faz isso com toda a sabedoria e amor. Porque a justiça divina… Deus não é justiceiro. Deus é justo. Percebe? E isso aqui não existe nos mundos celestes. Por que não existe nos mundos celestes?

Porque nos mundos celestes só há Espíritos puros, bem-aventurados. Bem-aventurados os pobres de espírito. Bem-aventurados os mansos. Bem-aventurados os pacificadores. São bem-aventurados. Não é essa a pergunta que Kardec faz? Em que se transforma o Espírito na sua última encarnação? Espírito puro, bem-aventurado. É o bem-aventurado do Sermão da Montanha. O puro. Então, no mundo celeste não tem mais isso. Então, o mundo celeste é o santo dos santos. É a comunhão com Deus. Pessoal, eu não sei se eu consegui me expressar, não é?

Bastante informação. Estava até mandando um chat aí, não é? Os aspectos das conceituações, não é, Heruldo? Das coisas. E é importante a gente voltar para as bases do estudo espírita, não é? Por exemplo, a Enidia está perguntando… Então, quer dizer que se eu matar eu tenho que morrer? Enidia, Deus não é justiceiro. Deus não é justiceiro. Você pode matar alguém e receber ele como filho. Aí você tem que dar a vida, educar, dar tudo, devolver a vida que você tirou. E, no entanto, acontece. Porque a justiça divina é o amor.

Não é olho por olho, dente por dente. Perder a vida, não é, Heruldo? Não implica a vingança, não é? Pode acontecer? Pode. Acontece. Tem histórias, casos que narram, não é? Que cegou e ficou cego, enfim. Mas essa não é uma… O X da questão, o processo educativo é que importa. Não é apenas para um processo educativo. Não adianta você ter tirado uma vida e dar a vida a alguém, se dando a vida a alguém ainda assim você não se sensibilizou para o fato. Isso é um processo também que envolve a nossa necessidade. E a gente falou na semana passada, Heruldo, que Deus está sempre amando e dando o melhor.

Se o melhor é aquela experiência mais firme e dura, como aquela que ele causou, é o melhor. Se na visão de Deus, na visão da justiça divina, do ajuste, é aquilo que vai nos… Passamos por aquilo que também, Heruldo, a gente vai compreender depois da experiência o porquê. Vai ter o crescimento depois também, não é? Se não, a gente poderia dizer assim, como um pai, não, ele fez isso assim, mas eu vou ensinar para ele como que ele usa o dinheiro, dando mais dinheiro para ele não usar mal. Vamos dizer assim, não é bem assim também.

Não é olho por olho, dedo por dedo, não é justiça, vingança, é o que você falou aí, não é? É muito mais complexo. Vamos ter um caso aqui, vamos falar de um exemplo objetivo, prático, que é importante a gente olhar para o cotidiano. Nós temos um amigo muito querido, que é o Wagner Assis, fundador do movimento Fraternidade Sem Fronteiras. Esse coração querido fica mais na África, mais lá naquelas aldeias pobres do que aqui no Brasil. Antes, ele estava angustiado, estava numa depressão, porque ele fazia caridade lá em Campo Grande, mas ele sentia um vazio, entrou em depressão e falou, não é isso.

E aí, um dia, o benfeitor espiritual dele disse assim, meu filho, esse vazio no seu coração é um compromisso gravíssimo que você tem com a África. E você nasceu para resolver isso. Enquanto você não abraçar esse seu compromisso, você não vai sentir paz. E aí, ele foi para o Moçambique, maior dificuldade, e aí começou. Hoje, tem esse trabalho maravilhoso, Fraternidade Sem Fronteiras, dezenas de aldeias na África. Então, eu te pergunto, ele está na África? Ele está lá? Olha a bondade de Deus. Por quê? Ele poderia… Imagina se abria o processo reencarnatório dele, não é?

Eu estou falando isso aqui, mas, gente, nós temos que tomar muito cuidado para julgar os outros, não é, gente? Porque, se os amigos espirituais trouxerem o processo de cada um de nós aqui, e falarem assim, ah, você está falando de abuso de poder? Espera aí que eu vou te mostrar todas as reencarnações que você teve poder e o que você fez. Ah, você está condenando o outro que abusou do dinheiro? Espera aí que eu vou pegar todas as encarnações que você tem dinheiro e vou te mostrar o que você fez. Ah, você está falando de abuso na área do sexo?

Espera aí que eu vou pegar todas as encarnações… Então, gente, se os Espíritos fizerem isso com a gente, vai ser constrangimento, por isso que eles não fazem. Então, a gente tem que ter muita humildade para apontar o dedo, gente. Muita humildade, hein? Muita humildade. Dizem os bastidores, quando Jesus falou assim, aquele que tiver sem pecado atira a primeira pedra, nem Maria pegou na pedra. Nem a mãe dele. E nem ele. E ficou só a mulher adulta e ele falou, eu também não ajulgo. Então, cuidado quando você está pegando pedra para atirar no outro que está errando agora.

Cuidado. Cuidado. Qual foi a frase de Jesus? Aquele que estiver sem pecado atira a primeira pedra. E a narrativa diz assim, e começaram a sair os mais velhos. Mais velhos não é no sentido de idade física. Os que têm mais encarnação, porque quanto mais você encarnou, mais bobagem você fez. Nós temos corações queridos aqui no movimento espírita. Que são degredados de capela. São poucos não. Tem gente aqui que é degredado de capela. E está com uma ânsia de apedrejar. Tem cem anos que descobriu Jesus. E já está apedrejando todo mundo.

Calma, gente. Calma. Quando o Chico começou esse negócio de crime, crimes hediondos, criminalidade, o Chico ficou muito chocado com isso. Ficou muito chocado. E um dia ele perguntou para Emmanuel, Emmanuel, o que é um criminoso? Emmanuel falou, Chico, é qualquer um de nós que foi descoberto. Olha isso. Criminoso é qualquer um de nós que foi descoberto. E aí foi uma coisa interessante, que eu ouvi essa história do delegado. Eu ouvi essa história do delegado. O Chico foi chamado para uma cidade do interior para poder receber uma cidadania honorária.

E aí reuniu juiz, promotor, prefeito, vice-prefeito, vereador, delegado. A representação institucional do município. Reuniu todo mundo. Seu Chico. A nossa cidadezinha é pequena, mas a gente queria te apresentar qual o lugar que você quer que a gente te leve. É só você dizer. A cadeia pública. Aí todo mundo… Estava ninguém. Ai, meu Deus do céu. Cadeia pública? Tem a praça, tem o lanche que a gente fez, tem a recepção. Ele quer ir para a cadeia. Mas era o Chico pedindo. Vai todo mundo para a cadeia. Aí o delegado abre lá.

Aí chegou e falou, não, eu queria, eu queria entrar. Não, não é penitenciária não, gente. Cidade do interior não tem penitenciária não, gente. Cidade do interior tem cadeia pública. Penitenciária é coisa chique de cidade grande. Foi lá na cadeia. Aí, Chico ia para a cadeia e falou, não, eu quero entrar. Você quer entrar lá? Você quer entrar lá na área das celas? É, eu queria entrar. Aí, foi misericórdia, meu Deus do céu. Aí entrou, entrou juiz, promotor, delegado, que tanta gente. E os presos olhando aquilo, sem entender nada.

E entrou todo mundo e o Chico… Fecha a porta. Fecha a porta. Aí, fechou. E todo mundo ali no espaço do meio. Não é dentro da cela não, é no espaço que ficam as celas. Aí, o Chico virou para o delegado de polícia e perguntou para ele, meu filho, nós somos quantos presos aqui? O delegado começou a chorar. Ele que me contou isso. Começou a chorar. Meu filho, nós somos quantos presos aqui? Nós somos. Olha a lição do Chico. Ele não perguntou, tem quantos presos aqui? Ele perguntou, nós somos quantos presos aqui, meu filho?

O delegado começou a chorar. Começou a chorar. Começou a chorar a Júlia, a Leonora. E aí, virou para o Chico e falou, Chico, a minha roupa tem cheiro de cadeia. Porque eu fico mais aqui na cadeia do que na minha casa. Entenderam, gente? Entenderam? Então, eu não sei. Você pode estar com uma moratória aí. Você está toda aí, orgulhoso, julgando todo mundo. Você está no chefe especial. Alguém pediu uma intercessão, aí você está em uma moratória. Você só está andando de cabeça erguida porque você está na moratória. Eu tenho um delegado amigo, ele é muito engraçado, que ele chama a ficha criminal de capivara.

Ele fala, doutor, o senhor quer que puxe a capivara? Então, pedir licença a esse meu amigo, eu vou usar a expressão dele. Se eu puxar a sua capivara aqui, se eu puxar a minha capivara, você não fica de pé. Se você puxar a minha capivara aqui, eu não estaria fazendo palestra. Vamos com calma, gente. Com muita calma. Interessante, né, Haroldo? Estou pensando aqui, né, nisso tudo que você falou anteriormente a respeito do que Deus permite acontecer, tudo que é o aprendizado, porque me veio, quando você estava falando sobre a justiça, sobre a felicidade, sobre, enfim, o que pode ser o bem e pode ser o mal também, que os conceitos dessas coisas são muito diversos e é interessante que às vezes a gente se vê querendo o bem para todos, mas dentro da felicidade, que eu entendo que é felicidade para mim.

Então, às vezes, nem é só o egoísmo, não, porque aquele descarado… E aí, Haroldo, me deixa mais preocupado, pensando assim, que a felicidade que eu penso que é felicidade para todos, que, no entanto, não respeita o direito do outro, é muito delicada, porque você fala assim, não, isso aqui não é felicidade. Então, ninguém pode ter isso aqui. Ou a justiça, que é justiça para todos, é essa que eu acho que é a justiça. Ou o progresso é fazer exatamente isso aqui. Todo mundo faz o que eu acho que é progresso. Não é porque eu quero só para mim, não, mãe, não.

Eu quero para todos, mas também quero que todos percam o seu direito de pensar sobre progresso. E o problema é que Deus permitiu que nós escolhêssemos os caminhos para chegar até ele. E aí, na casa de meu pai há muitas moradas. Interessante que vem ter a parábola do filho pródigo, mas, no caso, ali na casa de meu pai há muitas moradas, e o filho pródigo está voltando para uma delas. Cada um está voltando para uma morada. Então, pensar na diversidade disso, é isso que eu queria que você comentasse. A diversidade da percepção sobre bem, a diversidade da percepção sobre moral, a diversidade de percepção sobre felicidade, progresso, enfim, é perceber que isso existe.

Para que a gente não se espante, ou não comece a degladear com o próximo, porque ele busca uma felicidade diferente da minha. Isso aí. Eu sei como resolver, eu falei, não. Mas é isso, é isso mesmo. E aí, veio o fechamento do sânsito, porque agora tem um fechamento. Tem um fechamento. Então, ele conceitou o bem, conceitou o mal, e agora ele vê um fechamento. Possuímos em nosso Senhor Jesus Cristo o paradigma do eterno bem sobre a Terra. Então, quem é o paradigma do eterno bem? Quem é o modelo do eterno bem? Toda vez que você tiver dúvida do que é o bem, olha para Jesus Cristo, nosso Senhor e Mestre.

Não pode ter dúvida, não é? A Rosângela Santos está perguntando. Quem rouba e mata respeita o outro? Jesus fez isso, Rosângela Santos? Jesus fez isso? Não? Então, isso não é o bem. Porque o paradigma do eterno bem é nosso Senhor Jesus Cristo. O paradigma do eterno bem sobre a Terra. Tendo dado tudo de si, em benefício dos outros, não hesitou em aceitar o supremo sacrifício no auxílio a todos, para que o bem de todos prevalecesse, ainda mesmo que a ele, em particular, em particular, se reservassem a incompreensão e o sofrimento, a flagelação e a morte.

Vou ler de novo. Tendo dado tudo de si, em benefício dos outros, olha quantas vezes aparece a palavra outros, em benefício dos outros, não hesitou em aceitar o supremo sacrifício no auxílio a todos, para que o bem de todos prevalecesse, ainda mesmo que a ele, em particular, o que sobrou para ele? Incompreensão, sofrimento, flagelação e a morte. Aniquilou o egoísmo. Percebe? Porque o Cristo planetário, o ser mais puro que já pisou na Terra, o ser que não tinha um milímetro de débito com a lei divina, pelo contrário, o ser que tem bilhões de anos de trabalho no amor celeste, veio, deu tudo para todos.

E o que? Qual foi o pagamento? Incompreensão, sofrimento, flagelação e morte. E o que ele fala, depois que a gente coloca isso na mão dele? Porque ele deu todas as dádivas, nós demos isso. Ele ofereceu as flores, nós colocamos o esterco nas mãos dele. O que que ele diz? Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem. Pessoal, o Haroldo falou, semana passada, Haroldo, exercício. Respira, pessoal, agora. Respira. Porque a gente está falando de coisas muito profundas, muito com o nosso interior, com os sentimentos. E para não passar batido nesse momento, a gente tem que respirar e às vezes dar um tempinho no comentário e refletir.

A Leonora ia falar há pouco, aí a gente entrou junto. Fala aí, Leonora. Eu pensei sobre várias coisas, até o que eu tinha pensado quando o Haroldo falou sobre o Boa Nova, aquela lição de Jesus para Tiago sobre o Nicodemos. E aí ele pergunta, mas sempre vai ter um que vai matar e o outro que vai ser morto. Então na próxima tem um que vai ser o assassino e o outro não. Aí Jesus responde até que eles se sintam como irmãos. Quando o Júlio também, ele ponderou que seria esse momento do aprendizado, de eu ver o outro como irmão, aí esse ciclo termina.

Mas depois, isso eu pensei lá atrás. Mas agora, durante o estudo, eu estava lembrando que a gente está nesse templo, aí a gente fala sobre o pátio, sobre o lugar santo e sobre os santos dos santos. Mas sempre a gente volta para o pátio, porque é onde a gente se localiza, é onde a gente está meio que se reconhecendo para, importantíssimo, a gente refletir sobre o bem e o mal, o mal quando é o bem só para mim, quando que o bem é para todos. Aí o Júlio pergunta, mas qual é a medida disso? É Jesus, mas qual é a medida minha?

Aí a gente pensa, o mandamento que Jesus disse, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, eu vou dando para o próximo aquilo que eu consigo dar para mim, eu vou pensando que com o tempo isso vai se ampliando. Hoje o que eu consigo dar de bem para mim e eu consigo dar para o próximo é um tanto, aí a gente pensa que na evolução isso vai se ampliando muito. Então eu acho que essas medidas, como o Haroldo bem ponderou, de não julgar, porque às vezes isso é tudo que eu posso dar. Todo o bem que o outro acha que é pouco, mas eu acho que é a intenção, a intenção quando nós pensamos as coisas e fazemos as coisas, fiquei pensando nisso, na questão das medidas, o bem maior claro, que é o modelo, é de Jesus, mas a gente está nessa caminhada, a gente está nessa escalada de fazer o bem.

Então você está sintonizado aqui com o fechamento do sânzio, porque a medida é dar tudo de si. Quem deu tudo de si a mais não é obrigado, porque as leis divinas não exigem que a gente dê o que não podemos dar. Elas só pedem que a gente dê o que a gente pode dar, do ponto de vista da evolução, do ponto de vista da evolução. As leis divinas não vão exigir do Júlio, do Haroldo, da Eleonora comportamento de Espíritos puros, habitantes de mundos celestes, isso não. O que a lei divina pede de nós é o comportamento de seres humanos que já foram alcançados pela luz do Evangelho.

É isso. Então, o sânzio diz assim É muito difícil penetrar o sentido das leis divinas com os recursos limitados da palavra humana. Isso é importante, viu, gente? Eu estou falando um tanto de coisa aqui, a gente está falando, mas nós temos que entender que a lei divina é muito mais do que tudo isso que a gente falou aqui, porque as nossas palavras não dão conta de descrever a lei divina. Ainda assim, iniciemos o tentame recorrendo a imagens tão simples quanto seja possível. Apesar da impropriedade, comparemos a esfera humana ao reino vegetal.

Olha que sabedoria do sânzio! Pensa que a humanidade é como o reino vegetal. Cada planta produz na época própria, segundo a espécie a que se ajusta, e cada alma estabelece para si mesma as circunstâncias felizes ou infelizes em que se encontra conforme as ações que pratica. Através dos seus sentimentos, ideias e decisões na peregrinação evolutiva. Então, os seus sentimentos, suas ideias e decisões determinam suas ações e suas ações vão definir as circunstâncias felizes ou infelizes que você vai viver. A planta de começo jaza encerrada no embrião e o destino ao princípio de cada nova existência está guardado na mente.

O seu destino está na sua mente. O seu destino vai ser o que você sentir, pensar e decidir. Com o tempo, a planta germina, desenvolve-se, floresce e frutifica. E, também, com o tempo, a alma desabrocha ao sol da eternidade, cresce em conhecimento – deixa eu desligar aqui – e em virtude, floresce em beleza e entendimento e frutifica em amor e sabedoria. A planta, porém, é uma crisálida de consciência que dorme largos milênios, rigidamente presa aos princípios da genética vulgar que lhe impõe os caracteres dos antepassados.

E a alma humana é uma consciência formada, retratando em si as leis que governam a vida e, por isso, já dispõe até certo ponto de faculdades com que influir na genética, modificando-lhe a estrutura. Porque a consciência responsável herda sempre de si mesma, ajustada às consciências que lhe são afins, nossa mente guarda consigo, em germe, os acontecimentos agradáveis ou desagradáveis que a surpreenderão amanhã. Assim como a peve de minúscula encerra potencialmente a planta produtiva em que se transformará no futuro.

Olha a profundidade disso. Tudo tem um espírito de sequência. Tudo tem um espírito de sequência. Não adianta eu chegar nas almas jovens, incipientes, ignorantes, querendo colher frutos saborosos. Bom, gente, mas fala um pouquinho aí. É, nossa, essa daí eu vou ter que ler de novo aqui, Haroldo. Tá tudo certo, né? Tá tudo certo. Às vezes a gente tá olhando pra uma sementinha que ainda nem teve as primeiras plantinhas e tá querendo que a pessoa nos dê frutos, né? Vai dar um dia. Eu tava vendo aqui nos comentários, Haroldo, só pra gente acalmar o nosso coração, porque a gente ouve, né, a questão do mal é a ausência do bem.

Todas essas questões, né, Haroldo, elas são válidas se nós compreendermos e não fizermos um reducionismo do que é o conceito, né, Haroldo? Quando se diz que o mal é a ausência do bem, não se tá dizendo uma inverdade. O que às vezes é inverdade é o conceito reducionista que eu dou pra isso, né? Eu acho que o mal é a ausência do bem comum, e a presença do bem só pra mim. O que que acontece, Júlio? Eu monto uma sociedade com você. Eu monto a sociedade com você. Aí a gente constrói uma empresa que tem lá um patrimônio.

Aí eu vou, Júlio, e roubo tudo de você. Foi ruim pra mim ou pra você? Agora, agora, agora, tô falando agora, nesse momento que eu tirei tudo de você. Foi ruim pra mim? Foi bom pra mim, não foi? Nesse momento agora foi bom pra mim, não foi? Foi péssimo pra você. Então eu construí um patrimônio, eu vou gozar, eu vou gastar, mas você vai derramar lágrimas, não vai? Aí Vem a morte que é o grande juízo, que é o dia do juízo final. O juízo final lá dos nossos irmãos evangélicos é a desencarnação. Aí vem o juízo final. E agora?

Agora, Júlio, no terreno do dinheiro, do empreender, da profissão, eu tô com uma mancha no meu destino. E essa mancha tem uma vítima. Entre aspas. Júlio! E aí, o que vai ter que acontecer, Júlio? Eu pergunto e falo meu Deus, o que que eu faço? Bom, a primeira coisa é você se arrepender. Parar de gabar e postar no Instagram que você é bom demais, porque você tirou tudo do seu sócio. Porque não tá ninguém achando isso bonito. Arrepender. Segundo, você vai ter que devolver pro Júlio com correção e juros. Terceiro, você vai ter que viver a experiência que ele viveu.

Você vai ter que passar por alguns prejuízos, algumas perdas. Significa que alguém vai roubar você, não? Não. Não significa isso. Não precisa ninguém substituir você pra praticar o mal. Pra você viver perda financeira, ninguém precisa te roubar, não. Mas você vai ter que viver essa experiência. Gente, mas por que que eu vou ter que viver essa experiência? Porque você tem que sentir o que o coração do Júlio sentiu o dia que você tirou dele. Na sua bagagem espiritual, vai ter que ter essa experiência. Olha! Perceberam?

Então eu venho. Eu venho, e aí os inscritos falam, como é que vai ser isso? Não, vai ser assim, ó. Você vai vir, vai montar uma empresa. Olha eu aqui brincando de fazer reencarnação, né? Quem sou eu, né? Aí eu vou vir. Aí, Júlio, eu monto uma empresa. Rapaz, a empresa tá boa, não sei o que. Acontece uma inundação, Júlio. Destrói a fábrica inteira, Júlio. Eu falo, ó, meu Deus do céu, o que que aconteceu? Eu perdi minha empresa. Aí ele falou assim, agora você sentiu o que o coração do Júlio sentiu quando você tirou tudo dele.

Aí eu venho ao auxílio, venho a misericórdia, eu reconstruo a empresa toda, Júlio. Reconstruí aquela fábrica de novo, reergo a fábrica, Júlio. E aí eu tenho um filho. E o filho é o Júlio. E o filho é o Júlio. É o Júlio. E aí, rapaz, eu dou a vida pro Júlio, dou educação, dou tudo pra ele. Na hora que tá tudo pronto, Júlio. Eu tenho um infarto, entrega a empresa toda pro Júlio. Aí a pessoa fala assim, nossa, esse Júlio é um privilegiado. Nasceu num berço de ouro. Ganhou tudo do papai. Não. O Júlio tá sendo ressarcido.

E o pai tá resgatando. Precisou de algum assassino? Precisou de algum ladrão? Precisou de algum olho por olho, dente por dente? Não. Não precisou ninguém praticar o mal pra acontecer esse resgate. Esse resgate se deu com amor, com misericórdia. E isso é justiça divina, gente. Isso é justiça divina. O dia o Roberto Lúcio, ele fala isso público, então eu posso contar aqui, Roberto Lúcio, que é o gerador do hospital Psiquiatra Espírita. Ele falou, nossa, mas, poxa vida, tudo que eu ganho, tudo que eu ganho pra comprar as coisas pra dar pra esses filhos?

Aí foi pra reunião mediúnica, o benfeitor falou assim, escuta, o que que você falou hoje à tarde lá no café? Você tava todo nervoso lá, tava reclamando que todo o dinheiro vai pra pagar os negócios dos filhos? Você só tem isso que você tem por causa deles. Essa casa que você tem, a profissão, o patrimônio que você tem, você só tem por causa deles. Gente, isso é Deus. Justiça do homem é ficar furando o olho, recolhe o dente, arranquei o seu, furou o olho, eu furo o seu. Aí ficam cegos e banguelos. Justiça divina, gente, é inteligência suprema.

Justiça divina é inteligência suprema. Os mecanismos de resgate de Deus são tão sofisticados que a gente resgata sem entender. Às vezes o Espírito virou pra mim e falou assim, você tá querendo entender, né? Eu falei, eu queria muito entender. Você está querendo entender a inteligência divina? A inteligência suprema? Aí, eu vi que tinha uma pitada de ironia, eu senti isso. Uma pitada carinhosa de ironia. Ah, você está querendo entender a inteligência suprema? Aí, já me deu aquela desanimada. Eu falei, já não estou querendo muito entender.

Ela falou, meu filho, tem coisas que a gente tem que passar não entender. Entender você vai entender depois. Depois você vai entender. Por que você só vai entender depois? Porque tem mecanismos sofisticados da inteligência divina que você não tem condição de entender agora. Você acha que está tudo errado. Você acha que o pior aconteceu. Poxa vida, perdi na empresa, no Inundação, agora que eu construí, que eu estou com um filho bonito, eu morro de infarto, tenho que entregar pra ele. Ele fala, vem cá, filho, vem cá, vou te mostrar a sua última encarnação.

Esse filho querido aí, era o seu sócio, você roubou tudo dele. Eu vou resumir isso tudo, vamos acabar, porque já são 18h11, a sábia da minha vovó, que está com 95, tadinha, está lá agora, 28 quilinhos, está se preparando para voltar para a parte espiritual, 95 aninhos, e ela dizia assim, Deus escreve certo por linhas tortas. Quem dá as linhas tortas? Nós. Quem escreve certo? Deus. Então, não fica achando que é Deus que está entrando com as linhas tortas e você que está entrando com a escrita certa, não. Toma atento.

Quem está entrando com as linhas tortas é você, porque Deus sempre escreve certo, mesmo com as linhas tortas que você dá para ele. Muito bem. Semana que vem, quero trazer, vou até anotar algumas reflexões a respeito disso aí, no que tange a nós, quando reclamamos a nossa herança, ou reclamamos a justiça, ou seja, a devolução daquilo que nos foi tirado, porque esse filho que recebe a linha de você, ainda vai assumir uma responsabilidade sobre aquilo que pediu de volta e não se desvencilhou. Porque me dá a impressão que Jesus, quando na cruz pede perdão por nós, não leva de nós mágoa alguma, não leva daqui.

Ele nos mostra também um roteiro de libertação, porque a gente ainda está naquele processo de vou encarnar de novo lá para ele me devolver o que ele me tirou. E isso é muito ruim, né, Haroldo? Porque esses processos, onde há isso, ainda existe uma ligação que não é das melhores, não é? Mas sabe o que eu gosto de ler, Júlio? Eu gosto de ler as frases de Jesus em conjunto. Ele diz assim, Jerusalém, Jerusalém, como eu quis reunir seus filhos, como uma galinha faz com os pintinhos. O que ele está dizendo? Eu não queria que nada disso acontecesse, porque eles vão sofrer muito.

Eu não queria isso. Eu queria ser uma galinha que colocasse todos eles debaixo das minhas asinhas aqui. Eu queria todos vocês debaixo das minhas asas, para eu poder guiar, porque eu sou o guia. Eu queria vocês debaixo das minhas asas, porque eu sou o modelo. Mas vocês preferiram me crucificar. E aí a galinha da dor vai colocar vocês debaixo das asas dela. E até eu, Jesus, vou chorar. Mas Deus não me permite interferir no livre-arbítrio. Eu, a galinha do planeta Terra, o guia e modelo, vou ter que abrir minhas asas e deixar vocês irem para debaixo das asas da dor.

Vocês não sabem o que estão fazendo. Vocês não sabem o que os próximos 2.200 anos aguardam e preparam para vocês. É isso, Júlio. É isso aí, Elano. Essa é a prece de Jesus. Essa é a dor de Jesus na cruz, Júlio. É isso que Jesus chorou. Eu acho, né? Jesus já deve estar lá. Para de ser metido. Não é nada disso. Mas eu desconfio. Não sei de nada, não. Mas desconfio de muita coisa. Eu desconfio que ele chorou. Foi isso, Júlio. Porque eu vou falar uma coisa, Júlio. Quem é mãe e pai aqui é muito triste. Você quer colocar seu filho ali debaixo das asas do amor?

Você quer dar todo o apoio pra ele fazer a melhor escolha? Aí ele vira pra você e fala mas eu quero pior, papai. Porque eu quero ser livre. Eu quero ter o direito de escolher o pior. E aí você vê seu amado, sua amada indo pra debaixo das asas da dor. Rapaz, não tem dor pior do que essa, Júlio. Você chora sangue. Você chora sangue. Porque aprende a confiar a Deus, né? Não é? Essa é a dor de Jesus. Essa é a dor de Jesus. Tem a Santa Tereza do coração de Jesus, né? Tereza do coração de Jesus estava passando muita dúvida, muita dúvida.

Aí Jesus apareceu pra ela, Júlio, tipo cena de terror, com o coração na mão, o coração dele na mão, batendo. Ela tomou um susto, nossa, o que é isso? Mestre, o que é isso? Ele falou, Tereza, agora você vai entender o que é amar e não ser amado. É isso aí. É isso aí. Então, fiquemos com a lembrança aqui da vozinha, que vamos lembrar sempre, né? Que nós estamos fornecendo as linhas tortas, mas Deus está escrevendo certinho. É isso que importa. Mais sem torta, mais ele indireita. Mais certinho. Gente, isso aí. Muito obrigado.

Desculpem aí qualquer coisa, né? Temos essas verdades em vasos de barro para que a glória seja do senhor e não do recipiente. É isso mesmo. Todos lembrem-se disso quando nos ouvirem, né, Haroldo? Um beijo a todos, fiquem com Deus, Eleonora. Uma ótima semana, nos encontramos nos grupos, estudando as lições e estamos aqui na próxima sexta-feira. Até a próxima sexta. Opa! Beijo pra vocês, com Deus. Tchau.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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