PodSER #039 – Nascer de Novo

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Há temas que não pedem uma resposta pronta, mas um recomeço. Neste episódio do PodSER, Thiago Franklin reúne um grupo especial para uma conversa sobre Nascer de Novo — o oitavo tema da jornada do ViraSER —, um convite a pensar o renascimento não como simples mudança de fase, mas como transformação de consciência.

Neste episódio

A partir do diálogo de Jesus com Nicodemos — nascer da água e do Espírito —, a conversa costura o parto físico e o parto espiritual como experiências indissociáveis: renascer é também reencarnar, mas, sobretudo, recomeçar todos os dias. Inspirados em Emmanuel (Fonte Viva, no capítulo “Renasce Agora”), os participantes lembram que “reencarnar nem sempre é renascer” e que toda renovação verdadeira começa no modo como pensamos, sentimos e escolhemos agir. O grupo enfrenta ainda uma provocação contemporânea: seria a tecnologia — a inteligência artificial — o “Nilo” do nosso tempo, um conforto que aprisiona? Entre o autoconhecimento (as questões 911 e 919 de O Livro dos Espíritos), os sinais dos tempos e os dois partos — o do mundo novo e o do homem novo —, o episódio é um exercício de escuta, presença e esperança.

Participantes

  • Thiago Franklin — apresentador do PodSER (Portal SER / Espiritismo.TV).
  • Aluízio Elias — trouxe João Batista (o antigo Elias) como figura central da reencarnação e o “easter egg” de Moisés e das bodas de Caná.
  • Gustavo Silveira — da área de tecnologia, refletiu sobre o “Renasce Agora” de Emmanuel e o renascer como recomeço cotidiano.
  • Adriane Bacarin — da área de gestão de pessoas, falou da realidade psicológica, do adoecimento mental e do cuidado com a vida mental.
  • Cris Mascarenhas — trouxe o olhar de gratidão, o autoconhecimento (questão 919) e a inteligência espiritual nas organizações.
  • Eleonora Tosetto — conduziu a reflexão sobre Maria de Madalena como sinônimo do nascer de novo e o ofertar-se em serviço.
  • Júlio Corradi — propôs o tema e a provocação “vivemos um tempo que nos interpela”, sobre o recomeço diante das mudanças do mundo.

Destaques

  • Nascer de novo como transformação de consciência: reconhecer ciclos que se encerram, padrões que já não servem e atitudes que precisam amadurecer — “eis que faço novas todas as coisas”.
  • O parto físico e o parto espiritual como experiências duais: assim como a semente precisa romper-se para germinar, renascer também é aprender a deixar ir.
  • A tecnologia como ferramenta neutra que escancara o verdadeiro problema — a falta de autoconhecimento; o resgate grego do “ócio” (escolê) como cultivo do espírito, em contraste com o “negócio”.
  • Um paradoxo brasileiro: o país com mais católicos, evangélicos e espíritas é também o que mais consome medicação para as dores da alma — e a insônia, às vezes, como convite à reflexão (Madalena, Eurípedes Barsanulfo).
  • Os dois partos anunciados em Mateus 24: o do mundo novo, em regeneração, e o do homem novo — com a certeza de que, como em todo parto, depois da dor vem o nascimento.

Ler transcrição do episódio

A de nascer, nova era de crescer, novo homem coração de quem quer servir. É prosperir no verbo, é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Thiago Franklin e seguir em frente nem sempre basta. Às vezes é preciso nascer de novo. Olá pessoal, aqui é Luiz Elias, e minha frase de abertura é… Mas os discípulos o interrogaram dizendo… Então por que os escudos dizem ser necessário vir primeiro Elias? Em resposta disse… Elias, por um lado, vem e restaurará todas as coisas.

Digo-vos ainda que Elias já veio e não reconheceram. Mateus capítulo 17, versículos 10, 11 e 12. Olá pessoal, aqui é Gustavo Silveira, e minha frase é… Ressuscitai os mortos, disse-nos o Senhor Mas se é verdade que não podemos ordenar a um cadáver se levante É justo tentemos o reavivamento daqueles que nos acompanham Muitas vezes, modificados pela dor ou necrosados pela indiferença Olá pessoal, aqui é Adriane Bacarim E a minha frase é O ser consciente deve trabalhar-se sempre partindo do ponto inicial da sua realidade psicológica Para isso não se julga, nem se justifica, não se acusa, nem se culpa, apenas descobre-se.

Olá gente, eu sou Cris Mascarenhas e a reflexão que eu fiz em torno do tema é que é imprescindível para nascermos de novo o olhar de gratidão para o que nos trouxe até esse momento. Olá, amigos, aqui é Eleonora Coseto e a minha frase é Senhor Jesus, ante a era do Espírito, clareia-nos a razão, a fim de compreendermos a Tua Palavra em dimensões mais altas. Livra-nos da ignorância. Do orgulho, do elogismo, da divisão, do fanatismo, da vaidade, da intolerância, do ódio, do farisaísmo e da prepotência. Aqui é Júlio Corrade.

A gente vive um tempo de muitas mudanças. Tudo parece avançar de pressa, a tecnologia, as relações, o jeito de trabalhar, de se comunicar e de buscar respostas. Mas no meio de tanto movimento lá fora, existe também um chamado mais profundo, o convite para olhar para dentro. O tema do oitavo vir a ser, Nascer de Novo, nos convida para pensar no recomeço, não apenas como uma mudança de fase, mas como uma transformação de consciência. Nascer de novo é reconhecer ciclos que precisam se encerrar, padrões que já não nos servem, pensamentos que pedem renovação e atitudes que precisam amadurecer.

À luz da espiritualidade. Esse renascimento não é fuga de vida, é compromisso com a vida, é aprender a viver com mais intenção, mais presença, mais responsabilidade e mais amor. Inspirados também na reflexão de Emmanuel, no livro Fonte Viva. Somos convidados a cuidar da nossa vida mental, porque toda renovação verdadeira começa no modo como pensamos, sentimos e escolhemos agir. Assim, iniciamos mais um episódio do Pode Ser. Quando vocês ouvem a expressão nascer de novo, qual é a primeira ideia que vem no coração de vocês?

Olha, eu gosto muito De sempre sair do Material, do concreto pro espiritual Acho que fica tão fácil Da gente compreender E quando eu penso no nascer de novo Que aí eu remeto logo Ao parto O nascer, primeiramente O nascer exige um planejamento Exige um conhecimento Prévio Pede uma escuridão mesmo Uma introspecção Mas o parto É fatal, vai acontecer, é necessário. Ele vai, depois de nove meses mais ou menos, vai ter que ir para a luz. E é nossa oportunidade, esse novo é a oportunidade, mas diferente, de uma outra maneira.

E aí eu gosto muito, lá em Apocalipse, quando Deus vai dizer, eis que faço novas todas as coisas. É uma promessa. É ele dizendo que está conosco desde o planejamento, desde o início que nos conhece que confia e que está nos aguardando, quando a gente passa esse portal, quando a gente que eu entendo, quando eu passo para o espiritual agora, que é um nível de consciência é um nível de consciência que a gente alcança e que A gente precisa dessa maturidade também, como o bebezinho, o embriãozinho lá, o feto vai evoluindo.

Essa maturidade chega a um ponto que precisa ou sai, você não tem mais opção. Então, eu entendo esse momento da gente, do mundo, da humanidade, como esse momento que a gente precisa decidir. Que a gente precisa realmente escolher, que a gente não tem mais como adiar, né? Então, mas a gente tem o que? A nosso favor, uma promessa de Deus. Eis que faço novas todas as coisas. Então ele vai estar com a gente. A gente vai ter que confiar e vai ter que seguir. E vai ter que sair desse lugar confortável, né? Desse aconchegozinho, desse lugar protegido.

E Nos assumirmos como adultos agora, espirituais, não mais crianças. Precisamos cuidar de nós a partir de nós mesmos, como nós aprendemos no último vir a ser, no sétimo, que foi a caridade conosco mesmo, para podermos sermos melhores para o mundo, para a humanidade. Queria aproveitar, Cris, quando ela fala em nascer de novo, aí veio o meu coração, que tudo tem um ciclo. E a gente não quer que um bebê nasça antes da hora, é preocupante quando um bebê nasce antes da hora. Tudo tem o seu ciclo e esse respeito aos ciclos é muito importante.

Às vezes a minha fecundação começou um pouco antes do outro, o outro começou alguns meses depois. E um respeito aos ciclos, né? Achei isso muito importante quando ela falava que remete à natureza, que remete ao nosso parto, que remete ao parto material, mas também a gente está falando, com certeza, desse parto espiritual do homem novo. Eu queria focar essa questão no parto espiritual e o parto físico. Por que eu citei João Batista na minha frase de abertura? Eu acho que ele é a figura central, em termos de persona bíblica, associada à noção de reencarnação e de mudança de personalidade.

Porque nós estamos falando do antigo Elias, que mandou decapitar, que fez uma chacina no Monte Carmelo, e que depois retorna para ser decapitado, ele é realmente um homem velho transmutado em homem novo, né? Então quando Jesus fala para o Nicodemus que é necessário renascer da água e do Espírito, ele está falando desses dois pactos, desse nascer de novo em duas perspectivas, nascer da água e reencarnar. Por isso que o João Batista perguntava para o sujeito, arrependei-vos, quer chegar do reino dos céus, e em seguida dava um caldo na figura, afundar o sujeito na água.

Se você pensar, o corpo humano é feito de 70% de água, a superfície terrestre é 70% coberta de água, então mergulhar na água é reencarnar no corpo. Mas também em renascer do Espírito. Ele não teria renascido do Espírito, deixar de ser Elias, que assassinou, para ser João Batista, que foi morto, se não tivesse vindo novamente pelo ventre de Isabel. Então, as duas coisas são indissociáveis, o parto físico e o parto espiritual, porque a gente precisa de prazo. Espíritos que em uma existência conseguem ser os chamados completistas, são exceção.

A regra é, precisamos de prazo. E o prazo é dado através da segunda palavra do alfabeto divino, que é a reencarnação. Eu queria puxar essa questão do prazo que o Aloysio comentou, porque a gente às vezes não se dá conta de que associado ao nascimento, talvez estamos diante também da morte. A experiência é dupla, ela é dual. Em alguns momentos a gente fica preso na experiência da morte, como se esse morrer para renascer ou nascer de novo, ele não fosse uma experiência boa. E a sensação, o sentimento de estar agarrado à morte é um sentimento muito desconfortável.

E talvez a gente acredite, por assim dizer, que o nascer seria até pior. Do que se soltar essa parte dessa morte simbólica que a gente está falando aqui. A semente, para que ela nasça, para que ela germine, ela precisa fazer esse desprendimento do status quo dela. Ela precisa se permitir sair desse primeiro lugar, desse movimento, desse momento embrionário, dessa cristalização que ela se encontra, e assim permanecerá até o momento certo do rompimento, para daí dar outros frutos. Então, essa morte… que a gente sente…

talvez seja o que está muito latente… na nossa condição atual. A gente fica agarrado, por exemplo… naquilo que nos fez… sentir uma experiência ruim na vida. O Júlio falava antes sobre… A gente ficar preso naquilo que se passou, né? O sentimento de perder alguém, da solidão, de um revés financeiro, uma dificuldade em relação a uma amizade que se findou, um relacionamento que não é mais o mesmo, um filho que se vai, um filho que sai da casa. Tudo isso é um processo de renovação e a gente fica preso nisso. Então, a ideia do nascer precisa estar também associada ao morrer, ao permitir ir, ao deixar-se ir.

Eu queria saber do Gustavo, esse tema… de recomeço o que ele fala no seu coração é um tema de cura, de transformação amadurecimento, despertar o que ele fala no seu coração? Eu acho que tem uma questão aqui que a gente vai compreendendo e há um texto de Emmanuel que eu gosto bastante, chama Renasce Agora que está também no livro Fonte Viva É o capítulo 56, e eu acho o título muito sugestivo, porque parece que Mano está dizendo assim, reencarnar nem sempre é renascer. E eu acho que o reencarnar, porque tem pessoa que reencarna igual, tem 300 anos que é a mesma pessoa, a pessoa nunca renasce.

E eu acho que o processo do nascer de novo, a meu ver, ele está sendo ensinado na reencarnação, só que nem sempre a gente observa. O que a reencarnação faz com a gente é fazer esse convite, né? Faz o convite do recomeço, da transformação, né? E o que a gente nem sempre percebe, ou eu particularmente nem sempre percebo e nem sempre consigo fazer, é que esse nascer de novo vai pedir esquecimento, vai pedir conciliação, vai pedir olhar com um novo olhar, né? Mudar um pouco os olhos e eu acho que é sobretudo sobre si mesmo né porque eu acho que é a gente pensa a reencarnação e traz o tema do esquecimento e a gente entende né que o esquecimento é importante e o renascer mostra para gente o tanto que esquecer difícil porque uma das grandes dificuldades no renascer é a lembrança assim eu vou eu vou ser uma nova pessoa mas eu lembro de quem eu sou eu lembro do que me constituiu até agora, e isso dificulta o processo.

Porque como é que eu vou me acreditar, ou como é que eu vou me sentir humilde, se eu sei o tanto que eu sou e já fui orgulhoso? Então, a reencarnação no processo de esquecimento está ensinando a gente a renascer. Só que, como Emmanuel vai dizer no texto, o renascer, e o Júlio lembrou também no começo, o renascer não precisa ser com a reencarnação necessariamente. É possível, ou é preciso, é mais do que possível, é preciso renascer todos os dias. E o que fala o meu coração é isso, é aprender a recomeçar. Porque recomeçar não significa que eu mudei da água para o vinho de uma hora para a outra.

O recomeçar significa que eu me compreendi nas decisões que eu tomei, eu tenho que estar disposto a tomar decisões novas na carta de intenção tem uma frase lá que eu achei bem interessante vivemos um tempo que nos interpela na sua visão, o que é esse tempo, o que ele está pedindo de nós? Quando a gente escreveu isso, quando a gente estava sentindo é como se a gente tivesse sido convocado a dar mostras daquilo que a gente aprendeu num momento que a gente, às vezes, queria ficar quietinho, né? Então, o mundo não tá deixando a gente parado.

As coisas vão mudar pra gente mudar, não é? A gente… o que eu sinto é que a vida tem desafiado cada vez mais, ela tem apertado cada vez mais para que a gente possa sair desse lugar. Então, quando essa frase surge, é nesse sentido. E por isso essa preocupação com o tema, preocupação de trazer esse tema e mais, né? Porque… Eu sempre converso… quando a gente vai fazer o Vira-se… a gente tem temas evangélicos… e temos estudos que muitos dos nossos palestrantes já fizeram… já passaram por ali… e eu falo assim…

gente… vamos ter cuidado para os palestrantes… a gente não cair na mesma fala… a mesma fala… a mesma fala… a mesma fala… a mesma fala… a mesma fala… porque a gente tem que aperfeiçoar… aproximar das pessoas… será que a gente está colocando o olhar… um olhar novo sobre aquilo… será que eu já ressignifiquei… ou se eu adotei uma verdade como absoluta… e eu repito ela… já tem dez anos… eu converso muito com o Haroldo a respeito de temas… que a gente no meio espírita me parecem ser vencidos…

porque não se discute novas interpretações… como lei de causa e efeito… a gente falou da caridade no último… verdade… são temas que parecem viciados num conceito e a gente lê a obra de Emmanuel e vive falando esse aqui não estava no livro eu li já esse Fonte Viva e esse capítulo não tinha no livro na última vez que eu li ou ele não tinha falado esse trecho não estava aqui ele não tinha visto e é isso que a gente busca e eu tenho isso me veio muito assim essa necessidade de aproximação dos semelhantes e eu acho que é um movimento de caridade pensando aqui agora que eu senti eu estou passando por eu não estou tão distante tecnologicamente estou preocupado a gente tem que se preocupar com nossos semelhantes a gente vai ter muita dor a gente vai ter muito sofrimento A gente precisa, de alguma maneira, ajudar as pessoas, ajudar a vida mental, ajudemos a vida mental das criaturas.

Porque o momento vai ser desafiador e ele tem que sentir, a gente tem que sentir, e os outros têm que sentir que eles têm irmãos, que eles têm pessoas do lado deles, que a gente não vai adotar um discurso, agora vocês se virem, o mundo mudou, readequem-se. Não. É a gente estender a mão, é a gente dizer, olha, como é que a gente começa de novo? Porque todo mundo tem que começar junto. Não começou só para quem vai perder o emprego por causa de uma inteligência artificial, começa para todo mundo, começa para todo mundo.

No fundo, se eu fosse o cerne, talvez, da minha inquietação, era esse novo mundo. Um novo mundo pede um novo ser. Desde que me vi eu vou mudar um pouquinho o sentido da frase pra gente entender melhor vivemos um tempo que nos provoca acho que esse é um sentido mais interessante pra gente poder trazer, o que você acha Luiz? Vivemos um tempo que nos provoca. Que nos questiona, que nos propõe novas perguntas. Então, eu estava pensando, primeiro que o Gustavo falou sobre mudar da água para o vinho, eu vou provocar o Gustavo, acho que a gente muda da água para o vinho.

E eu estou falando no sentido bíblico, entendeu agora, Gustavo? E o que o Júlio falou agora sobre a dor, que nos tira da zona de conforto. Bom, esse primeiro milagre de Jesus, na verdade, é um link, como é que chama isso, o Thiago sabe, existe um easter egg, o pessoal, os nerds que sabem dessas coisas, o easter egg. Algo escondido, tem uma mensagem escondida dentro do texto, do filme. Nas bodas de Canã, tem um easter egg que faz referência, nos projeta lá para o primeiro milagre de Moisés. Porque o problema ali no Egito, o Mitzahim, os hebreus chamavam o Egito de Mitzahim, o lugar estreito, era o apego do povo ao Nilo.

O Nilo em si é neutro. O Nilo é uma dádiva de Deus, o Nilo em si não tem problema nenhum, o problema é a relação que o povo do Egito estabeleceu com o Nilo, que era uma relação de escravidão, de uma prisão, era o único povo da época que não confraternizava com os outros. Porque eles estavam tão ligados, tão presos ao conforto, ao que o Júlio falou, ao conforto, à comodidade do ciclo de cheio e vazante do Nilo, que eles eram apegados àquilo, eram presos ali. O povo de Israel é levado na condição de escravo e depois a função de Moisés é a função de libertação.

Moisés tira eles daquele conforto e leva eles para o deserto O povo chega a reclamar com Moisés Ah, lá no Egito a gente comia carne Aqui a gente não come nem pão Mas a ideia é essa, é tirar do conforto, é libertar E depois quando Jesus faz o milagre da transformação da água em vinho A mudança da água em vinho É um easter egg É para dizer, assim como Moisés, eu sou um libertador Naquele tempo, Moisés libertou da escravidão que o conforto do Nilo oferecia e prendia as pessoas. Agora vão libertá-los de outro tipo de escravidão, de outro tipo de prisão.

A pergunta agora, já que o nosso tempo nos interpela, eu vou interpelar. Será que a tecnologia não é o nosso Nilo de hoje? E aí eu separei aqui, eu corri, na hora que o Júlio falou, eu corri e encontrei aqui a passagem bíblica em Êxodo, capítulo 7, do primeiro milagre de Moisés. E Jesus, as bodas de Canaã, também é o primeiro milagre. Então, olha aqui. “…Digarão que tome a sua vara e estenda a mão sobre as águas do Egito, dos rios, dos canais, dos açudes e de todos os reservatórios, E elas se transformarão em sangue.

Haverá sangue por toda a terra do Egito, até nas vasilhas de madeira e nas vasilhas de pedra. Moisés e Arão fizeram como o Senhor tinha ordenado. Arão levantou a vara e feriu as águas do Nilo na presença do faraó e seus oficiais. E toda a água do Nilo transformou-se em sangue. Os peixes morreram e o Nilo cheirava tão mal que os egípcios não conseguiam beber das suas águas. Quer dizer, a ideia era contaminar o Nilo de tal maneira que ninguém mais quisesse o Nilo, para afastar as pessoas daquele conforto. Fico pensando, a última pandemia foi um vírus que atacou corpos.

E se a próxima pandemia for um vírus que ataque a internet? Para forçar as pessoas a se afastar do seu Nilo? Pra provocar o quê? Mudança da água pro vinho, ou da água pro sangue, né? Já pensaram? E como que seria se de repente a gente não tivesse mais nem ar na internet? Sabe o que a gente ia ter que voltar a fazer? Voltar a fazer? Conversar com as pessoas olhando no olho. Pegar o telefone e ligar pra alguém, pra escutar a voz, né? Porque o telefone, diferente da mensagem do WhatsApp, te exige doar pro outro. Tempo!

Tempo. Então… O mundo nos interpela, não seria a tecnologia do nosso tempo, que é neutra, é uma dádiva de Deus. A internet, a rede social, a IANA é ruim. Ruim é a relação de interdependência cansativa, maçante, que as pessoas estão estabelecendo com essa tecnologia. Incomodismo, um conforto de não poder mais pegar um livro e pensar, e escrever, criando, porque… a Iá é o nosso menino ela entrega pronto e você não corre atrás é uma prisão, é um cárcere será que Deus vai ter que contaminar essa água com sangue deixar ela com cheiro ruim para nos obrigar a nos afastarmos da zona de conforto como disse o Júlio não basta mais fazer é preciso ser eu acho que essa é a frase, ela está lá no texto que o Júlio trouxe para a gente também eu queria perguntar pra Cris como perceber que estamos com muitas coisas como fazer muita coisa, né?

Que eu acho que o Aloysio tá falando acho que as pessoas entraram num processo de produção de coisas que nem faziam antes, né? Já tem gente que virou músico e nunca fez música na vida né? então assim tá todo mundo fazendo de tudo, né? Eu acho que é uma coisa também do início do processo disso, eu falo que a gente ainda tá na pré-história dessa IA, dessas coisas que tão acontecendo, a gente tá brincando ainda disso aí mas eu queria saber, Cris, de você você acha que a gente está fazendo muita coisa como é que está o seu processo hoje, como é que está aí dentro de você obrigada pela pergunta a gente continua buscando fora a gente continua buscando nas competências técnicas a gente continua buscando em conhecimento em informação um excesso, porque todo excesso fala o que?

De uma escassez a escassez está dentro, a gente continua sem ir para dentro, sem ir para esse ventre do Pai, de Deus, em todos os momentos da história, quando é que o homem consegue resolver, se superar, mudar, é quando ele entra em consciência com Deus, e aí Deus, né Luísa, fala com ele, vai lá, Aí quando ele entra em contato e ele é obediente nesse momento, ele escuta, aí dá certo. Aí consegue mudar o que está fora, né? O convite de Jesus é um convite terapêutico, para a gente evoluir, subir esse degrauzinho que o Wagner Moura tinha falado para a gente, a passos pequenininhos mesmo, como a natureza que nos ensina tanto de paciência, de humildade, de uma forma tão poética, tão linda.

E assim, a gente experienciar isso com a gente mesmo é muito importante. Eu sempre falei assim, até quando eu Faço palestra. Que para mim é a questão mais importante do livro dos espíritos. Sempre tem aquela. Opa, essa aqui é a minha casa. É a questão 919 do livro dos espíritos. Autoconhecimento. Na minha cabeça não existe espírita sem essa questão, é impossível se a gente fala que precisa justamente se transformar que é esse nascer o nascer é mudar, transformar uma maneira, fazer diferente fazer com pessoas com pensamentos diferentes, com coração diferente, quando vocês trouxeram esse tema eu fiquei muito intrigada porque eu não conseguia chegar assim, sabe, poxa, o que é que isso, né?

Mas Quando a gente tá Conectado, eu não consegui elaborar E aí eu pedi a Deus mesmo Sabe, a Jesus pra me orientar Aí eu trago pra mim primeiro Por que esse tema veio pra mim? Por que ele tá querendo conversar comigo? E eu percebi, sabe o quê? Que eu falo tanto isso em questão 919 E eu vivo muito no presente Graças a Deus, mais do que no futuro Que aí seria pior ainda, né? Eu acho que eu tenho um nível razoável De ansiedade Mas eu comecei num processo De experienciar isso em mim E aí eu notei Aí eu comecei nesse curto tempo De quarta-feira pra cá, eu acho A ter sonhos, a ter lembranças da infância A ter imagens A lembrar de pessoas E aí o que eu observei?

Como é que eu vou nascer de novo Se eu não olhar pra trás? O meu olhar pra trás era pra não ter dor Pra não ter um incômodo Pra não lembrar de quem eu Não queria lembrar Pra não lembrar do que eu fiz Do que eu era Sim, mas se eu não fizer isso Como é que eu vou me colocar hoje também? E como é que eu vou entender Que daqui pra frente vai ser também diferente? Eu também vou renascer Talvez a cada minuto, a cada momento, a cada oportunidade que seja possível Eu aprender alguma coisa e poder seguir Então eu acho que a coisa mais deslumbrante que tem, a maior tecnologia É o autoconhecimento mesmo, é o amor Mas a partir da gente Aí pronto, a partir da gente, a gente vai para o outro Depois naturalmente, não precisa nem fazer esforço Naturalmente a gente vai compreender o outro e vai se relacionar melhor, mas esse relacionamento não tem outra, sabe?

Tem que ser através da gente e a partir da gente dentro. Tem um livro, Quando o Amor Veio à Terra, é de Djalmar Golo. E ele abre o livro dizendo assim, que sempre houveram várias formas de governo espetaculares para mudar o mundo, para resolver as questões políticas, históricas, mas… O único que trouxe uma proposta definitiva para o mundo foi Jesus, quando ele propôs mudar o homem para mudar o entorno dele. Eu fico pensando muito no que a Cris falou e o Luiz trouxe uma provocação também, porque a tecnologia pode ser uma fuga, é o que o Luiz estava comentando, a fuga do pensar, então…

Eu trabalho com inteligência artificial e eu sempre disse que achava que a inteligência artificial nunca ia fazer códigos de programação. Porque na minha cabeça eu pensava assim, o programador que desenvolve a IA, como é que ele vai desenvolver um negócio que vai tirar o emprego dele, né? E a coisa que a mais faz bem é código. É a coisa que a mais sabe fazer, assim, né? E aí eu tô vendo… Matemática. É, matemática. É coisa que tem padrão, né? E o código… O código de programação, o código de computador, ele é extremamente patronizado.

Ele precisa seguir regras explícitas. Não é como uma linguagem que eu posso dizer a mesma coisa de mil maneiras diferentes. O código não. Então, para IA, código, imagem, é a coisa mais fácil de fazer. Mas aí vejo essa fuga um pouquinho a fuga do pensar, porque você dá um comando lá e a IA faz e hoje a IA até já manda o código pro servidor já direto quer dizer, a pessoa nem revisou o que foi feito e eu pensando em tudo isso, pensando também como que a vida vai nos convidando a pensar sobre as coisas que acontecem E é um convite muito sutil, o que eu quero dizer aqui, porque a gente olha para a história, e a Cristal falando de olhar para o passado, a gente olha para a história, muitas vezes num olhar muito soberbo, com uma certa razão, mas num olhar muito soberbo de achar que a gente está sempre melhor do que o passado.

Claro que isso tem fundamento do ponto de vista que a gente segue sempre daqui para cima, Mas o fato de eu achar que está sempre melhor, me impede muitas vezes de enxergar que o tempo presente está escancarando problemas. Não necessariamente melhorando situações. Então a tecnologia, como a Luiz falou e eu concordo, é uma ferramenta. E toda ferramenta é neutra. Mas ela está escancarando um problema. A tecnologia não é sinônimo de evolução. Porque, a meu ver, Jesus permite a tecnologia justamente para que a gente possa enxergar um grave problema.

E o Renascer de novo precisa tocar nesse tema. Por quê? Qual é o grande ponto? O que eu sempre ouço, por estar na área de tecnologia, que as pessoas falam assim, não, porque a tecnologia vem para solucionar problemas simples para que a gente possa selecionar problemas mais complexos. E eu acho que a primeira parte acontece a segunda que eu acho que não então a tecnologia vem e resolve um problema pra gente simples o Chico mesmo diz isso no Pinga Fogo que as máquinas iam fazer as coisas muitos trabalhos manuais, braçais, as máquinas iam fazer, isso é natural que aconteça mas acho que a gente precisa se atentar ao problema de resolver as questões mais complexas, e as questões mais complexas não estão fora Esse é o ponto, assim, o ser humano ele é uma complexidade imensa, né, e eu vejo lá na empresa, assim, como as pessoas acreditam que a IA vai ser igual ao ser humano, né, e eu falo, cara, não tem como isso acontecer.

Porque o ser humano é uma complexidade imensa e só que olhar para isso dá trabalho, olhar para isso é desgastante, porque a gente começa a fazer, a buscar, como a Cris disse, olhar para esse passado e você começa a trazer um tanto de coisa que você não quer ver, você não quer aceitar, porque o que eu sinto, talvez o que a gente mais gostaria é de que os problemas já estivessem resolvidos. Por isso que a gente põe tanta fé na tecnologia, porque a gente acha que o problema está no que a tecnologia está resolvendo. E não é.

A tecnologia está ajudando a escancarar o verdadeiro problema, que é a falta de consciência, a falta de olhar para si e dizer assim, é, eu sou invejoso mesmo, eu sou avarento mesmo, eu sou orgulhoso mesmo, e agora? E agora? Como é que eu vou fazer a partir daí? Gente, eu vou ser mal educado, Adriano. E depois eu vou ficar quietinho, mas é porque senão eu perco o time do que o Gustavo falou. Fica parecendo que a gente é contra a tecnologia. Não! De jeito nenhum, pelo contrário, né? Mas tem que fazer isso que ele falou, revisitar a história e pensar o que, por exemplo, povos como os gregos antigos tinham para contribuir, trouxeram para contribuir e talvez porque eram capelinos cheios de traumas que chegaram aqui e queriam fazer diferente.

E a contribuição que eles dão na antiguidade é justamente eles querendo não repetir os erros que cometeram no sistema antigo. Então, os gregos separavam a atividade escolê das outras atividades. O que é escolê? De onde vem escola? A escolê era tudo aquilo que não tinha a ver com a subsistência do corpo. Então, filosofia, teologia, religiosidade, a arte era escolê. Tudo o resto era plantar, colher, construir casa, fazer canal, ponte, era subsistência. E aí eles diziam que a função da escolher era o ócio. Só que o ócio para eles era ficar à toa.

Ócio para eles era a atividade que cultuava ou cultivava. Cultuar no sentido de cultivar o espírito. A filosofia te põe para pensar. Teoria quer dizer o homem em contemplação. A arte te trabalha sentimentos, a religiosidade trabalha o metafísico, o que transcende você. Isso tudo era o ócio. Agora tinha o negócio, o negócio vem de negar o ócio, que é o fazer a comida, construir a casa, fazer o remédio, era essa atividade. O que eu penso? Que a IA vem para reduzir o nosso tempo de negócio. Ela vem para otimizar o nosso tempo cuidando de afazeres ligados à subsistência do corpo.

Produzir vacina mais rápido, ficar tendo menos tempo no trabalho, se antes era oito horas e vai ficar só quatro, para quê? Para te sobrar mais tempo para o ócio, para cultuar o espírito. Porque é no culto ao espírito que acontece o que a Cris falou. Você entra em contato com questões delicadas, doídas, nevráldicas, a arte, a filosofia, Vai te provocar a fazer questionamento sobre a sua história de vida, sobre a história humana. A ideia da tecnologia é fazer a gente ter mais tempo para isso. Mas o que está acontecendo?

O pessoal está pegando a IA e levando para o outro lado. Para reduzir o seu tempo fazendo uma música, reduzir o seu tempo fazendo um texto, reduzir o seu tempo escrevendo um livro, reduzir o seu tempo pensando na vida, para te sobrar mais tempo. Para quê? Para produzir um negócio. Aquilo que nega o ócio. Ganhar dinheiro. É uma inversão de valores e isso bagunça tudo, porque aí te sobra menos tempo, inclusive, pra fazer a questão 919 pensar, refletir problematizar antes de dormir porque você não vai dormir, você vai ficar usando a IA pra fazer mais coisas desculpa, Adriana maravilha, só fica melhor conforme as provocações fiquei pensando em que estamos diante da era da execução a Era da Informação, e não nos demos conta de que a gente já tem capacidade e condições para adentrar na Era da Transformação.

Muito bem colocado a todos vocês a questão 919, ela é crucial, não tem como a gente fazer um movimento sem se olhar para si. Mas olha, um pouquinho antes da 919, a gente tem a 911. Que diz algo muito interessante sobre essa questão do vencer-se a si mesmo. Que a gente tem ali a informação em relação à vontade. Olha a nossa vontade, onde ela está. Muitos de nós dissemos, queremos, querem, quero, mas a vontade só está nos lábios. Querem, porém muito satisfeitos, ficam… que não seja como querem, ou seja, eu digo que quero, mas eu fico bem feliz, bem tranquilinho como as coisas não se modificam, como nos meus lábios eu estou referindo que eu quero que se transforme.

Tem algum quê aí de comprasimento, uma felicidade em relação a se manter nessa inferioridade. Então a gente não adentra no campo da transformação, não se utiliza do que a gente tem disponível para fazer um processo interior, justamente porque não tem espaço mental, não tem tempo na agenda, não tem espaço de… análise de si mesmo, para você falar assim, espera aí, esse ponto meu é algo que eu preciso transformar. E esse ponto meu é o que tem me levado a esse sentimento, essa angústia, essa inquietação, essa dificuldade de dormir, que às vezes eu preciso me entupir de remédio, né, é mas às vezes eu faço um movimento de fuga cada vez mais espetaculoso.

Eu não olho para a minha família como deveria ser, a gente se comunica mais pela via das redes sociais. Estamos em casa, mas estamos ausentes emocionalmente. Nós estamos com pouco tempo, inclusive, para tempo de qualidade. Então, a gente está conectado fora, mas muito desconectado dentro, em todos os sentidos, no sentido pessoal, no sentido ético, no sentido familiar. E isso é o grande problema… e nisso a gente se compraz… quando a gente diz assim… que eu não consigo vencer as minhas paixões… que eu não dou conta de ser diferente…

eu não consigo transformar… e então um dia após o outro eu vou seguindo nesse processo de fuga… nesse processo como disse o Gustavo… que a gente está procurando cada vez mais curso… orientação… instrução… começo o dia com live… termino o dia com live… mas eu não assimilo aquilo… aquele tempo em que eu me dedico… a olhar para mim… quando eu faço uma oração sentida… Quando eu sinto a presença do Espírito, que seja ele como você quiser chamar, o teu Espírito no sentido do teu guardião, do teu protetor, enfim, como você quiser chamar, eu não sinto a presença.

Então, a Iá pode até… economizar um pouco o nosso tempo, sim. Pode até nos dar direções no sentido do pensamento, mas ela nunca vai dar o campo do sentimento. Ela nunca vai substituir o sentir. E esse é o ponto diferencial. E é isso que nos leva pra saúde. E não pra esse movimento de adoecimento que a gente tem visto aí. Por isso que eu Eu gosto muito da expressão do Emmanuel, coletivamente examinados. Nós coletivamente examinados, eu fico observando como é que a gente está perdido mesmo. Perdido no sentido de perda de sentido.

Porque o Júlio comentou uma coisa que eu vejo muito ser dita, pessoas com medo da IA… porque vai tirar o emprego delas, ou alguma coisa do tipo. Como houve medo das máquinas porque ia tirar o emprego dos artesãos. E aí a gente vê que a história meio que se repete. E o que eu fico pensando é que se uma máquina pode fazer o que eu faço, então é eu que estou no lugar errado, não é a máquina que vai pegar o meu lugar. Sou eu que estou no lugar da máquina. E a gente está tão perdido que se você falar isso, se falar isso aqui, gente, se falar que fui eu que falei, eu vou negar, sei lá, esse episódio vai ficar gravado, não.

Mas se falar isso para as pessoas de modo geral, vão achar ruim com a gente, né? Falaram assim, não, mas vai tirar meu emprego e aí? Aí talvez você vai conseguir cuidar do que você veio realmente para cuidar, assim, né? Talvez você vai conseguir olhar realmente para o que você precisa olhar, porque a gente tem… acreditado que a vida é esse ciclo de trabalhar oito ou dez horas por dia, pagar uns boletos e o tanto que isso é diminuir a vida não é que isso não tem importância tem, claro, a atividade, o labor seja ele qual for, profissional ou não, ele tem o seu valor, mas acreditar que a vida se resume a isso eu acho que é por isso que eu acredito que Jesus está permitindo que a tecnologia venha como uma grande ferramenta Para ajudar, sim, com certeza, mas para trazer esse incômodo.

Olha o tanto que a gente está desconectado do propósito da vida. Algumas pessoas acreditam, ou a maioria das pessoas acredita, que uma máquina pode tomar o seu lugar. Isso, para mim, é o maior exemplo de que a gente não está conectado com o que deveria. Eu sinto que é um movimento, uma faca de dois gumes vamos dizer assim porque é uma movimentação que precisa ser feita tanto para aqueles que laboram com aquilo que a máquina pode fazer porque é um fato, artistas principalmente estão sendo muito afetados geração de imagens, geração de música, criação de textos vai movimentar com esse público também de outra forma também liberta aqueles que muitas vezes não tinham condição de fazer algo mais criativo por suas limitações mas tinham algo envoltado dentro deles da parte criativa que muitas vezes não encontravam no outro a sensibilidade pra poder ajudá-lo a colocar aquilo externamente no mundo vamos dizer assim, tem muita coisa bacana aparecendo por aí, a gente não pode negar isso mas aonde que isso vai nos levar porque eu sinto muito que a gente deveria estar fazendo mais isso aqui pensar, conversar, falta isso já tem IA fazendo podcast você pega um texto, joga lá e ela faz um podcast maravilhoso mas e aí?

Isso e eu vou falar pra vocês que pra gente que tá aqui trabalhando com o Iago, Gustavo eu, todo dia é uma coisa nova, novas oportunidades a gente está num momento de novas oportunidades todos os dias toda hora é uma coisa nova, é um modelo novo, é um negócio novo e eu já coloquei pra mim o seguinte eu não posso olhar pra tudo, se eu olhar pra tudo eu não faço nada e é o dia desse jeito Então a gente precisa nos organizarmos nesse processo, nesse nascimento, porque isso é um nascimento das coisas. E aí o Aloysio trouxe sobre o passado, de como foi essa contaminação do Rio Nilo, eu acho que é uma questão assim, vamos empurrar a vaquinha para ver se o povo começa a pensar.

E a IA é muito disso, gente. Porque muita gente também se assentou num espaço e falou assim, aqui eu estou confortável e aqui eu não me movimento mais. Quantas vezes, o Júlio tá sofrendo aí com essa parte artística dos músicos vendo a IA, explorando a IA e vendo as possibilidades que o negócio é incrível, e é mesmo coisa que há seis meses você não pensava que ela nunca faria, hoje ela faz melhor do que você pensava que ela faria, que ela não era capaz de fazer Gustavo falou, programação nunca pensei que a IA fosse programar hoje a IA está se programando Música Então, assim, aonde que isso vai parar?

Só Jesus sabe. Agora, por que está sendo permitido? Você sabe, Luiz, por quê? Conta pra gente aí. Eu sei. Aliás, a Adriane já falou, né? E aí isso puxa um outro fenômeno contemporâneo, já que a ideia é interpelar os homens do nosso tempo. O Brasil é o maior consumidor de medicações para dores da alma do mundo. Nenhum outro país consome mais medicações para depressão, ansiedade e dificuldades com sono, que é talvez o sintoma mais difícil. O que é um paradoxo, porque o Brasil é o maior país católico do mundo, Tem a maior população evangélica do mundo e é o maior país espírita do mundo.

Como é que uma população que tem à sua disposição tanta espiritualidade ao mesmo tempo sofre tanto da alma? Mas é o que a Adriane falou, por mais que a orientação médica, às vezes, te dê um apoio para ajudar no sono, porque o sono gera transtornos metabólicos, gera uma série de problemas de natureza física, o problema é tornar isso uma epidemia de medicamentos, porque a insônia é importante. Perder o sono, pode ser que você pegue a questão 919, e começa a pensar no seu dia, às 11 horas da noite, e só para de pensar nele às 3 da manhã.

Que maravilha! Quer dizer, você realizou um podcast, Thiago, que não é da IA, é um podcast íntimo, né? As suas várias personas, as suas várias vozes dialogando umas com as outras ali na sua cabeça, até 3, 4 horas da manhã. Aí eu trouxe aqui um presentinho pra gente. É impressionante como a IE, a Inteligência Espiritual montou esse podcast muito antes da gente. Porque a Adriane falou isso e eu tinha separado aqui, vou colocar no chat para vocês, um trechinho do livro Boa Nova sobre aquela pessoa que realmente nasceu de novo no Evangelho.

E segundo o Emmanuel lá no livro Caminho, Verdade e Vida, nenhum, soube se violentar, morrer, para renascer como ela. Nem Paulo de Tarso, que foi a figura de Madalena. Ela é o sinônimo do nascer de novo. Mas olha o que Humberto de Campos coloca, os detalhes da obra do Humberto de Campos, da nossa Ié. Capítulo 20, Maria de Madalena. Decorrida uma noite de grandes meditações, e antes do famoso banquete de Naim, banquete na casa de Simão Felizeu, Onde ela ungira publicamente os pés de Jesus, com os bálsamos perfumados de seu afeto, notou-se que uma barca tranquila conduzia a pecadora a Cafarnaum.” O que a Madalena teve um dia antes de derramar os perfumes que ela utilizava para a vida de prazeres dela?

Insônia. Se ela tivesse tomado um remédio em ela, ela não tinha tido essa insônia, não é verdade? Quer dizer, Magdalena teve uma noite de insônia, meditando, meditando, meditando. Eurípedes Bersaluf, quando o tio Mariano entrega para ele o livro Depois da Morte, de Leão Deni, ele passa uma noite em claro, meditando sobre aqueles conceitos. Então, a gente tem que ir com parcimônia, com cautela para esse mundo da medicação, para a gente ter tempo para reflexão. E não podemos permitir, e aí é a questão da autonomia do ser, do ser pensante, não podemos permitir que a inteligência artificial adentre aquele terreno que eu falei da filosofia, da religião e da teologia.

Esse é um terreno que a gente não pode permitir que ela entre. Ela vai nos ajudar na medicina, ela vai nos ajudar na engenharia, ela vai nos ajudar no transporte, mas nesse terreno é um terreno humano. Ela não pode entrar aí. Eu não posso, de repente, fazer uma sessão de terapia com uma Iá. E tem gente que faz isso. Eu não posso montar palestra espírita com Iá, pelo amor de Deus. Não posso fazer um negócio desse. Porque aí, ao invés de estabelecer um diálogo com a Yé, eu vou estabelecer um diálogo com a Yá. E ela se retroalimenta, a Yá nada mais é.

Aliás, o conceito inteligência é questionável, né? Porque a inteligência é um atributo humano para sobreviver no planeta. O Gui, que é um compositor que o Júlio adora também, ele falou algo extraordinário há pouco tempo. Perguntaram para ele o que ele achava da Yá estar criando composição. Ele respondeu assim, a Yá não tem mãe, eu tenho. Eu posso fazer um comentário aqui, porque essa fala de Aluísio sobre esse parto de Madalena à noite, né? Ela passou pela escuridão da noite, digamos assim, e aí teve os sonhos, aí vem a beleza, né?

De quando a gente enfrenta as dores, né? E aí, depois da dor, vem o sonho e A grande iniciativa de Procurar Jesus, a gente está numa sociedade que o tempo todo diz pra gente que é proibido sentir dor. Não pode sentir dor. Eu compro uma bolsa, como alguma coisa, mas não pode sentir dor. Estamos educando os nossos filhos. Eu não sou mãe. Mas assim, na humanidade, estou falando nesse sentido. Estamos educando nossos filhos, nossas crianças nesse sentido. Não pode ter dor. Ninguém pode lhe desafiar, ninguém pode lhe criticar.

É um melindre que a gente… Eu trabalho, por coincidência, numa área, num grande parque tecnológico aqui no Nordeste. O maior, na realidade. É uma área tecnológica que vocês conhecem. Mas eu sou da área de recursos humanos. E os melindres e os adoecimentos mentais São uma coisa assim do outro mundo Que às vezes a gente não consegue dar conta Mas o engraçado é que Quando a luz traz a inteligência espiritual Nas organizações Ela já existe mesmo Porque a gente quando vai fazer uma seleção A gente pensa na inteligência espiritual Daquele ser Ela vai desagregar não, então aqui não e o interessante é que uma diretora da organização chegou e pra mim disse assim de outra forma, ela disse ó Cris, é uma pessoa complicada ou vai causar problema vai perturbar, deixa pra lá pode ser o melhor técnico, mas deixa pra lá faça primeiro uma avaliação, que é a avaliação espiritual que ela tá falando, que ela não usou esse nome eu sabia que era esse nome, porque já existe a inteligência espiritual que vem depois justamente da emocional A Adriana, que é da área, ela sabe.

E ela quer que faça essa avaliação. Se não passar, deixa para lá. Porque eu quero manter o ambiente saudável. As pessoas com bem-estar, felizes contribuindo na equipe se ajudando se respeitando então o que é que eu estou querendo trazer para aqui, né? A luzinha depois que a gente faz o batista, a luz a gente já está aí também nesse caminho concomitantemente, porque lá na Gênesis fala, né? Kardec vai falar que as duas eras as duas gerações, elas vão viver, né? A gente vai aqui, ó. Agora realmente a gente vai ali, né?

Nossa, às vezes dá uma cansadinha. Às vezes a gente… tropeça, mas também a gente ter esse olhar para essas questões que estão avançando e que são bálsamos e esperança para a gente continuar. Aí voltando, eis que façam novas todas as coisas, a fala de Deus, de esperança, de que está com a gente. E no final desse capítulo, gente, ele vai falar assim, né? Ele vai dizer… logicamente… não é Deus… a gente sabe… Emmanuel já explicou isso… mas vai dizer que escreva o que ele está falando… porque aquilo ali é verdadeiro.

Então… o novo… é uma questão da certeza… da confiança… que a gente precisa ter… nesse pai. A gente fica pensando sobre isso… e sim… Eu acho que tem alguma coisa que a gente sente intimamente, que tem que se fazer, que tem que acontecer dentro de nós, e a gente busca essas fugas durante todo o dia, durante todo o tempo. E o sintoma, ele por si só dá a direção do tratamento. Se você tem dificuldade de dormir, que é o que a gente está pegando e falando aqui, tem alguma coisa que, então, bom, se você não escutou durante o dia, se você, durante o seu estado de vigília, você não permitiu que isso acontecesse, só vai te restar o período da noite.

Então, todo o movimento do espírito é sempre para o autoconhecimento, é sempre para a plenitude, se planificar. Se a gente não permite conscientemente, vai acontecer alguma coisa e vem, então, um sintoma para dar a direção de onde a gente precisa olhar. Então, se a depressão vem, ela está dizendo que o movimento é interno, É profundo É de acolhimento É de meditação É de contemplação da vida É de percepção Se a questão é em relação à ansiedade Esse futuro está me dando muito medo O que eu estou fazendo no presente Porque esse futuro está se desenhando Muito assustador Se eu estou com questão de insônia Eu preciso olhar o que eu tenho feito Durante o meu estado de vigília e assim por diante Então Tem algo que é determinismo…

que é a evolução… a gente está imerso na lei de progresso… e não tem como eu fugir disso. Então… por mais que eu tente… por mais que eu escamoteie… por mais que eu disfarce… por mais que eu fuja… Em algum momento eu vou ser convocado para olhar novamente. E esse processo da Maria da Madalena, te agradeço demais, Aluísio, porque ontem eu estava pensando nela, que é uma inspiração para nós. Estava pensando nela ontem e pensei a seguinte frase, aí eu passo para a Eleonora. Quando ela se oferece em serviço, se dispõe a estar diante do Cristo, a bandeja dela estava completa dela mesma.

Ela não levou mais nada que não fosse então é como se a gente olhando para hoje na nossa condição a gente diz Senhor eu não tenho mais nada para oferecer mas eu tenho a mim mais nada além disso então eu coloco no altar tudo o que eu tenho a minha dificuldade a minha limitação a minha pequenez aquilo que eu já tenho de talento como o exercício nos puxou para pensar porque a gente tem uma tendência a pensar nos defeitos não olha para aquilo que a gente tem de iluminado já. E é com base nesse olhar daquilo que já está iluminado, nessa minha parte saudável, é que eu vou me curando, é que eu vou fazendo o meu processo.

Então esse é o movimento, o tornar-se mesmo. Muito obrigada pelo tempo, Eleonora. Maravilhoso, eu estava aqui ouvindo vocês e concordo quando… Alguém disse como é necessário esses espaços de conversa, né? Esses espaços de construção. Achei que, e volto a dizer, achei que a proposta do Júlio em trazer já o tema, nascer de novo, já tão antecipadamente, para que a gente pudesse construir, imensamente importante, né? Acho que a gente vai ter muitas construções ainda nos próximos meses. Mas enquanto vocês falavam, e a gente falava em parto, e falava em nascer de novo, veio a questão dos sinais dos tempos, veio a questão dos tempos que são chegados, e a gente está diante de dois partos, é o parto do mundo novo, de regeneração, E o parto do homem novo, ansioso por entrar nessa segunda ordem, ansioso por fazer parte dessa categoria dos bons espíritos.

A gente tem histórias nos livros, que vários espíritos dessa caminhada já galgaram outros degraus, já estão em segunda ordem, já estão… Mas a gente tem aqui os espíritos encarnados em sua maioria de terceira ordem, ansiando o parto do homem novo. Então acho que tudo isso que a gente trouxe… Então lembro lá de Mateus 24, objeto de estudo do nosso ser aqui, a gente tem grupos de estudos que se dedica a esses versículos, então a gente vai ouvir de guerras e rumores de guerras, a gente vai ouvir de tempestades fora, mas tempestades e rumores de guerra dentro, então assim muitas coisas acontecendo fora para essa transição, E muitas coisas acontecendo dentro, né?

Então eu fiquei pensando nesses sinais, os precursores, esses sinais dessa hora que estão acontecendo, desse parto que é doído, essas dores do parto, um mundo entre dores. E dores que depois tem um nascer que a gente esquece todas as dores o parto desse homem novo é aquele anteceder de dúvidas aquelas dores que parecem insuportáveis mas o que nasce o filho que nasce quem é mãe e já passou, e quem é pai e que a comprou, a gente esquece todas as dores. Então eu fiquei pensando, estamos nesse momento assim, que a hora é chegada, nesse momento desses primeiros sinais de parto, desse nascer desse homem novo, e acho que nós vamos construir muitas reflexões, porque o mundo está entre…

clamores, o mundo está em transformação, o mundo está em tempestades e tudo que está acontecendo fora é um chamado, são os sinais para o que está acontecendo dentro. E para algumas pessoas a gente já conversou que nós aqui do Ser estamos lendo os livros da ministra, a Veneranda, dois livros em coetismo, a Luísa, muito que já nos indicava esses livros, a Dona Isabel também, muito que nos indicou esses livros e nós estamos lendo eles diariamente em grupo. E o Caminho Oculto, que é o primeiro livro, ele vai falar os sinais.

Todos os dias Deus nos dá um sinal. Todos os dias, Deus nos dá um sinal. E se eu não aproveito esse sinal? Aí Ele diz, mas amanhã é um novo dia. Amanhã é um novo dia de renascer. Então, para dizer que estamos muito felizes, acho que o nosso tempo está chegando ao fim, né Júlio? Também eu vou passar a palavra para ele. Mas que eu acho que essas reflexões são iniciais, elas são importantes, elas vão falar desse nascer de novo, de um planeta novo em vibrações, em sintonia, em regeneração. Ele vai falar de um nascer de novo espiritual de cada um e como As meninas aqui falaram, a Adri e a Cris, eu acho que foi bem o que elas trouxeram, considerando toda a caminhada, tudo que a gente viveu que nos trouxe até aqui.

As nossas dores, os nossos erros, os nossos acertos, tudo que nos trouxe até aqui. Estamos ansiosos, acho que o anseio nosso é por esse nascer, é por esse nascer desse homem novo. Mas a gente considerar tudo o que veio antes, tudo o que nos trouxe até aqui. É isso, Júlio, e você, Aguanga? Eu acho muito interessante as discussões para que lado que vão. A gente vai descobrir, e na verdade é isso, não é botar uma pá de cal em cima das perguntas, é descobrir elas. Quanto mais a gente desacobertar, sei lá, né? Elas estão cobertas, elas estão escondidas, elas estão em cima de um monte de outras verdades e respostas que nós já temos e a gente quer respostas novas, né?

Eu acho que o grande desafio… Porque se for para a gente repetir… as mesmas coisas eu acho muito legal porque a gente está partindo de uma coisa nova que afeta nossos sentimentos afeta nossa vida o mote, a alavanca é a Iá é uma alavanca, ela promove as discussões sobre ética, sobre relacionamento, sobre trabalho, sobre vida, sobre liberdade, sobre muitas coisas. E eu espero que a gente evolua bastante nesse tema até o vir a ser, para a gente chegar lá com uma capacidade de consolar, uma capacidade de consolar, não só esclarecer.

Porque acho que a doutrina é consoladora, a partir do esclarecimento, mas é consoladora. Tomara que a gente evolua bastante, que a gente discuta bastante, que a gente ache caminhos juntos para trabalhar isso dentro da gente. Para a gente trabalhar todas as coisas que a gente aprendeu nesse novo mundo que a gente contava usar essas ferramentas do perdão da caridade num outro mundo que deixou de existir ele está evaporando é como alguém que quer fazer caridade num lugar que ninguém precisa de sopa então a gente está aprendendo a…

a viver nesse novo mundo. É o que eu sinto, é o que eu espero aprender nesse período. E acho que a gente vai poder dizer que nós vamos retomar o Pode Ser com força depois dessa iniciativa, porque não podemos abrir mão disso aqui, gente. Isso aqui é maravilhoso. Comentar isso aqui, essa discussão, essa né, acho que é botar na agenda, tem que ter pelo menos um por mês daqui pra frente né, e… Conto com vocês, conto da gente trazer. Gente, a gente vir e a gente pescar outras pessoas para virem, pescar mais mentes para virem para discutir com a gente, conversar e trocar ideia.

E anotar gente, anota num papel aí as perguntas, os questionamentos, aqueles que a gente tem mais vergonha de fazer pergunta, anota, porque a gente vai ter que fazer essas perguntas, a gente vai ter. Dizem, pessoal, que nas lives do Haroldo Eu represento todo mundo que está assistindo Que eu faço as perguntas que eles não teriam coragem de fazer Ou queriam fazer E eu acho que a gente tem que fazer Esse é o nosso papel de empatia Com quem vai ouvir a ser Com quem caminha com a gente Vamos descobrir as perguntas Vamos responder Kardec fez perguntas que às vezes a gente pensa Por que ele perguntou isso, né?

Então, eu pergunto, é só perguntar É realmente levantar perguntas Olhar para os corações que estão caminhando com a gente Acho que a mensagem da intenção é essa Olhar para o lado e ter compadecer-se do sofrimento De uma parcela da população que vai sofrer mais do que outras Vai crescer, mas vai sofrer Então a gente tem que talvez cuidar também disso pra que nascer de novo não é negar nossa história acho que esse é o ponto mais importante eu acho que é honrar essa história, aprender e fazer diferente, fazer o novo é honrar o passado e se tem história pra contar é porque aconteceu acho que é isso que é o mais importante Thiago, eu vou despedir contando a minha história com o Júnior com a inteligência, a nossa relação com a inteligência espiritual, já que tudo tem uma história.

Quando a gente estava preparando o celeiro de redenção, em 2013, acho, lá no comecinho do ser, aí nem o Nenhum Julho a gente dormia, só mexendo de madrugada, de madrugada, de madrugada. Aí um dia o Humberto Campos deu uma comunicação E virou pro Julio e falou assim Olha, se você não vier pro lado de cá também Dormir pelo menos um pouco Pra gente conversar, não tem como te orientar O outro fica lá em baraba com cabelo desse tamanho Porque eu tinha mania de escrever com a mão assim Então, de madrugada, eu estava com o cabelo desse tamanho.

Eu falei, ô, Espírito do dedo duro, como é que essa gente se contou, né? Ô, Luiz, é pior do que isso, né? Porque a minha história não é tão bonitinha enquanto você está contando. A minha história é porque o Huberto de Campos, que acompanhou, ele fala rasgado, acompanhou o processo do Lítaro do Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, o tempo todo, na Rede Única, maravilhoso. Diz que era ele, eu falo, né? Diz que era ele, eu não estava vendo. Não. A questão é a seguinte, é que eu, nas primeiras reuniões, ele me aparece com a fábula da cigarra e da formiga, cara, na mesa.

E ele faz um negócio, um comentário sobre a cigarra e a formiga, e eu fiquei daquele jeito, fiquei bravo. Porque eu sou cigarra. Então assim, como é que é isso? Fiquei bravo, mas bravo e eu saia falando pra todo mundo e aí eu trabalhava muito a noite aqui em casa, fazendo as coisas mas bravo com aquele negócio se ele voltar com essa história da cigarra e da formiga na mesa, ele vai ouvir aí um belo dia ele apareceu na mediúnica e falou assim não, tem uns aí que brigam comigo o dia inteiro mas dormir que é bom pra vir do lado de cá ele não vai não E ele vai na cozinha, bebe água, e ele vai, sobe no quarto, e ele acorda a esposa, e ele não sei o quê, e eu não sei o quê.

E eu só pensava assim, meu Jesus, eu estava só de cueca. Meu Deus do céu. Então, ou seja, eu passei a trabalhar só bem vestido depois disso, né? Minha preocupação era isso. Então… Aí isso é importante, Adriano, mas também ir para o lado de lá conversar com a inteligência espiritual também é importante. Pois é. Eu estou achando que eu não durmo, eles estão arrumando um jeito de conversar comigo pela inteligência artificial, eu acho. Então é isso gente tem muitas coisas gostosas, muita história muita amizade é isso que a gente constrói aqui porque a gente nasceu pra fazer isso aqui reconciliar com a gente com os que caminham com a gente Antes de encerrar, Tiaguinho, bem rapidinho, a gente quer deixar um convite, já vamos deixar registrado aqui.

A partir de junho a gente começa nosso primeiro estudo, as segundas-feiras, e todos aqui já convidados. Então, dia 30 de maio, que vai ser um sábado, a gente vai ter o lançamento do Tempo de Renascer. A partir do dia 1º de junho, a gente vai ter os estudos às segundas-feiras, das sete às oito da manhã. A gente sabe que o horário é um desafio, mas nós temos uma comunidade nesse horário, mas eles vão ficar gravados. Então a gente vai estudar o que nesse tempo de renascer? É um grupo de estudos que nós vamos rever os planejamentos espirituais para a reencarnação.

E em vários livros, né? Em vários livros… em 18 encontros… a gente vai ver esse planejamento… seguindo as temáticas que apresentam no livro dos Espíritos… e vamos trazer essas reflexões… para a gente lembrar que todos nós aqui tivemos uma reunião antes de vir… e os compromissos que nós assumimos… então a gente já deixa esse convite… Dia 30 de maio o lançamento e dia 1º de junho o início dos estudos e das reflexões, em cada semana a gente vai ler um caso, um assunto, uma programação para a gente também reavivar em nós esses sentimentos.

Esses sentimentos de bom ânimo, esses sentimentos de coragem, de esperança, que não estamos sós em nenhum momento, não estávamos antes e não estamos aqui agora, né? Então, o tempo de renascer é o primeiro estudo que nós vamos ter aqui no SER, dando início às programações do oitavo vir a ser. Muito bom, eu quero aproveitar então, já anota aí gente, 9 e 11 de abril de 2027, já tem data, o próximo vir a ser. Já pode botar na agenda, começar a procurar passagem, que já temos data. O próximo vira ser Gustavo, Cris, Adriano, Aloysio, já pode botar na agenda também, porque vai estar todo mundo aqui com a gente.

E eu quero terminar deixando mais duas interpelações para a gente poder pensar e levar para o nosso encontro que vai ter aí, que a Eleonora vai capitanear. Eu vou deixar duas perguntinhas aí para a gente. Em que parte da sua vida já não basta continuar e quem você precisa nascer de novo? Onde você precisa nascer de novo? São duas perguntinhas que eu acho que a gente precisa anotar e perguntar todo dia antes de ir para o outro lado, para a gente poder colher lá e acordar, como diz o Júlio, levar para o sono, e acordar no outro dia para a gente poder continuar e refazer esse processo encarnatório porque estudar planejamento encarnatório é importante a gente encarna e faz um planejamento pra estar aqui então precisamos repensar isso eu queria agradecer a Cris agradecer o Gustavo, agradecer a Adriane se vocês quiserem dar uma última palavrinha pra gente fechar a Luísa, a Luísa já é de casa então a gente não precisa ficar agradecendo mais eu falo que tem gente que precisa ficar dando bom dia, boa tarde boa noite, todo dia no whatsapp não viu gente Ah, eu quero deixar um beijo no coração de vocês, eu amei conversar com vocês, agradecer ao pessoal que está aqui junto, né?

Tem mais 60 pessoas aqui, vibrando, mandando as perguntas também, pensando nos comentários e a gente vai captando, né? Então, é uma construção coletiva, realmente, muito obrigada pela oportunidade, me sinto muito honrada de estar entre vocês e aprendi muito. Quero dizer que eu também me sinto de casa, porque eu escutei do Júlio, em 2011, quando eu encontrei com ele em Curitiba, que eu falei do tanto da importância do ser na minha vida, do tanto que eu amo demais essa família e me sinto muito integrada, enfim. E ele olhou para mim e disse assim, uai, você também é do ser.

E aí a minha história de amor com o ser só se fortaleceu… não só com o ser, mas com os mineiros de modo geral… que é um povo muito bom… e eu só agradeço… demais… para mim é um sonho… viver tudo isso com vocês… uma alegria muito grande… gratidão sem fim. Eu só vou compartilhar um último ponto… que quando eu saí do Viracê… no sétimo… eu pensei assim… qual será que é o tema do próximo? E lá no Viracê… no Caridade… completou-se uma reflexão sobre uma pergunta do Livro dos Espíritos, que é qual o sentido da caridade?

Como entendia Jesus? Os Espíritos falam de três coisas, né? Benevolência, indulgência e perdão. Benevolência é para com todos, indulgência é com o erro dos outros, e o perdão das ofensas não tem nenhuma outra colocação. E o que eu já havia entendido é que o todos eu estou incluído, ou a indulgência é com o erro dos outros, eu estou fora. Mas o perdão era uma incógnita, né? Perdão para quem, né? Aí lá no Vir a Ser, me ocorreu assim Que benevolência para com todos É amor a Deus Indulgência para com o próximo É amor ao próximo E o perdão das ofensas É amor a mim mesmo De modo que os temas se conectam Porque não é possível nascer de novo Sem se amar E pra quem muito ama Muito se perdoa Então é o exercício final Que eu acho que deixaria aqui Pra todos nós o exercício de se perdoar para que possa efetivamente renascer, que venha então o próximo vir a ser com muita alegria, estaremos lá com muita disposição, com muito carinho, que Jesus nos abençoe e nos inspire sempre Amém, isso aí, obrigado muito bom pessoal Música Navegante sem rumo E as umas cobras deste violão É um dó, é um ré, é um lá É um tal de cantar As histórias de minha vida Houve um tempo de chorar, de derrubar Houve um tempo de me perder, de rasgar e branquear Onde espalhei pedras E sofria a dor maior da solidão É um dó, é um pé, é um mar É um tal de cantar As histórias de minha vida Houve um tempo de chorar De derrubar Houve um tempo de me perder, de rasgar e plantear Mas hoje é tempo de descobrir, de sorrir, saltar Parar, passar, parar e juntar as pedras Tempo de se abraçar, hoje é tempo de cantar Pois a descoberta maior Eu a fiz dentro de mim No andamento maior De um jovem nazareno Amar, amar, amar, sonhar, sonhar, sonhar, viver, viver nascer.

Mas hoje é tempo de descobrir De sorrir, de saltar Para afinar as pernas Tempo de se abraçar Hoje é tempo de cantar Pois eu descoberto a maior Eu a fiz dentro de mim No mandamento maior De um jovem nazareno Amar, amar, amar Sonhar, sonhar, sonhar Viver, viver E renascer Amar Sonhar, sonhar, sonhar Viver, viver E renascer Amar Tchau, tchau. “

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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