PodSER #035 – Kardec, o Homem por trás da História

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Prepare-se para uma imersão profunda na vida e obra de Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita! Neste episódio especial do PodSER, mergulhamos nos bastidores da produção do filme “Kardec, o Homem por trás da História”, com a presença ilustre do diretor e roteirista Wagner de Assis. Descubra os desafios e as inspirações para levar a complexidade e a humanidade de Kardec para as telonas.

Neste episódio

  • A jornada de seis anos para a realização do filme “Kardec, o Homem por trás da História”.
  • Os desafios de fazer cinema de temática espírita no Brasil.
  • A importância de retratar o lado humano de Allan Kardec, para além das imagens consagradas.
  • As escolhas narrativas e as “licenças poéticas” para adaptar a biografia de Kardec para o cinema.
  • A recepção do filme e as críticas, tanto do público espírita quanto do não espírita.
  • A relevância da Doutrina Espírita e a necessidade de se comunicar com um público mais amplo.

Participantes

  • Thiago Franklin
  • Wagner de Assis
  • Julio Corradi
  • Haroldo Dutra Dias

Destaques

  • Wagner de Assis compartilha como a ideia de levar a biografia de Kardec para o cinema surgiu, inicialmente por sugestão do biógrafo Marcel Souto Maior, e como a Conspiração Filmes se uniu ao projeto.
  • O diretor enfatiza a importância de “tirar Kardec do retrato da parede”, buscando retratar um personagem humano, com suas lutas, descobertas e a exaustão de seu trabalho, o que gerou debates e reflexões dentro do movimento espírita.
  • Haroldo Dutra Dias elogia a linguagem cinematográfica do filme, destacando como ele “disse mais com imagens do que com palavras”, e a capacidade de Wagner de Assis em amadurecer sua forma de contar histórias no cinema.
  • A discussão aborda a necessidade de flexibilidade e empatia ao assistir a obras artísticas, especialmente as que abordam temas espirituais, e a importância de não cair no fundamentalismo, buscando dialogar com quem ainda não conhece a Doutrina Espírita.

Ler transcrição do episódio

Há de nascer, nova era de crescer Novo homem, coração de quem quer servir É prosperir, novo verbo é burilar O íntimo colorindo o céu de um novo ser Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Thiago Franklin e… A verdadeira doutrina espírita está no ensino que os espíritos deram, e os conhecimentos que esse ensino comporta são por demais profundos e extensos para serem adquiridos de qualquer modo, que não por um estudo perseverante feito no silêncio e no recolhimento. Allan Kardec na introdução do livro dos espíritos Olá pessoal, aqui é Haroldo Dutra Dias Minha frase é do Casimiro Cunha do livro Assembleia de Luz Repara a luz da esperança, sempre viva, sempre acesa Fugindo sem descansar na benção da natureza Olá pessoal, meu nome é Júlio Corrade E a minha é uma pergunta Há espíritos?

Olá pessoal, aqui é Wagner de Assis E a minha frase é simples O que é o espiritismo? O espiritismo prende-se a todos os ramos da filosofia, da metafísica, da psicologia e da moral É um campo imenso que não pode ser percorrido em algumas horas É ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica Podemos defini-lo como uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos Bem como de suas relações com o mundo corporal Kardec Isso aí Bom, Allan Kardec era o que eu chamarei simplesmente o bom senso encarnado Disse Flamarion em seu discurso no dia em que Kardec desencarnou O bom senso significa Forma sensata e equilibrada de decidir e julgar Razoabilidade, prudência Forma de agir que não é afetada pelas paixões Que se pauta na razão e no equilíbrio de acordo com o padrão e a moral Em maio de 2019 estreou o filme Kardec A história por trás do nome Que retrata a vida do codificador da doutrina espírita E a partir de suas descobertas perante o fenômeno das mesas girantes no século XIX na França Nós convidamos o Wagner de Assis Pra poder nos contar um pouquinho como é que foi essa jornada Trazer pra gente a vida de Allan Kardec Então vamos para mais um episódio do Pode Ser A de nascer, nova era de crescer Novo homem, coração de quem quer servir É prosperir, novo perpéculo Brilhar o íntimo colorindo o céu de um novo ser Colorindo o céu de um novo ser O homem não é realmente impressionante, Leon?

Eu não sei se estão vivos ou mortos As pessoas que eu vejo ou que falam comigo O que eu preciso é de um método, critérios científicos, racionais Fiz a mesma pergunta para diferentes médiuns Se a resposta fosse a mesma, deveríamos assumir que vem da mesma origem Estamos diante de uma nova e definitiva revolução O Livro dos Espíritos O Livro dos Espíritos É isso aí pessoal, a gente está aqui com o Wagner de Assis Eu queria saber Wagner de você Como é que surgiu essa ideia de desenvolver esse filme De trazer esse projeto para a tela do cinema Com a vida de Kardec E a história de Allan Kardec O início da codificação espírita Bom dia, boa tarde e boa noite para quem estiver nos assistindo em qualquer horário O Marcel Sotomaior, o biógrafo Estava trabalhando num texto sobre o Kardec em segredo Ele me disse depois que de tanto conversar e tentar entender Chico Xavier Ele precisou ler Kardec O Chico era uma figura tão extensa, com tanta variação de entendimento De tanta virtude, de tanta qualidade Que ele só conseguia entender o Chico lendo Kardec E o próprio Chico falava para ele, na dúvida, leia Kardec E aí ao ler Kardec, ele começou a olhar do ponto de vista do jornalista Do ponto de vista de quem eventualmente estava fazendo aquilo pela primeira vez Com muita profundidade Também olhando com uma certa leveza e curiosidade De quem não estava vivendo o movimento espírita como um espírita, por assim dizer Acho que tinha ali nele um distanciamento Que permitiu que ele olhasse um monte de coisa eventualmente nova Na abordagem de Kardec E ele resolveu fazer uma biografia do Kardec E quando ele estava já do meio para o final, ele me procurou Sugerindo que eu levasse a biografia para o cinema Eu estava logo depois do lançamento do Nosso Lar Um ou dois anos depois do lançamento do Nosso Lar E eu confesso que eu me assustei porque eu não tinha pensado nisso Incrível, depois eu pensei Como eu nunca tinha pensado em levar o Kardec para o cinema?

Eu não tinha pensado Eu estava envolvido com a série André Luiz Eu estava envolvido com outros projetos de outros corpos de trabalho A Menina Índigo, alguns documentários e tal E aí assim, quando você conta a história Você quer contar boas histórias de uma forma boa E quando você vê uma boa história Uma boa história é algo que não é Às vezes só uma boa situação, um bom personagem É história com início, meio e fim Dramaturgia, transformação Profundidade humana, boa história O que nos faz reconhecer a natureza humana, etc Quando você vê uma boa história, você não diz não E nesse caso, além de ver uma boa história novamente No personagem Kardec Eu como espírita não podia dizer não E aí eu falei, cara, claro Eu não tinha a menor noção de como fazer Mas quando ele joga essa ideia Quando ele joga essa luz para mim Eu acho que eu agarro ela como quem vivia na escuridão Segura a luz e resolve tentar fazer o filme Esse foi o primeiríssimo movimento Que aconteceu comigo, na verdade Alguns meses depois, a Conspiração Filmes anunciou Que queria fazer uma biografia do Kardec Ou seja, a mesma história Estava germinando lá dentro Numa outra empresa que eu não sabia Aí eu pensei assim Nada mais kardeciano do que isso Quando a verdade tem que aparecer Ela aparece por diferentes lugares, diferentes E assim foi, nós conversamos E o projeto nasce cerca de 6 anos atrás Na combinação dessas duas paralelas Que queriam contar Kardec no cinema Fala um pouquinho da Conspiração Filmes Que empresa é essa, para quem não conhece Hoje a Conspiração Filmes É uma das maiores produtoras independentes do Brasil É uma empresa, talvez no Rio de Janeiro Depois da TV Globo, é a maior empresa Eles têm um portfólio de trabalhos enorme Não só em cinema, se não me engano São mais de 40 filmes já em cinema E em publicidade e televisão E eles têm uma área de biografias, Arudo Que essa área fez Dois Filhos de Francisco Fez Gonzaga E agora, por exemplo, eles vão filmar O Breno Silveira vai filmar a biografia do Roberto Carlos Então eles têm uma área voltada para cinebiografias E o Kardec era um dos nomes mais importantes lá E quando eles anunciaram isso Eles não tinham um diretor envolvido ainda E aí eu liguei e falei Olha, eu estou fazendo a mesma coisa Como eles me conheciam Se você está fazendo a mesma coisa E a gente quer fazer, vamos sentar e fazer junto Não adianta duas coisas brigarem Vamos somar esforços E assim foi Interessante, já começou aí com a sincronicidade Exatamente Agora olha que interessante Você falou em seis anos para poder nascer um projeto Cinema é uma É uma indústria, né Wagner?

É um negócio que Eu pensei hoje e amanhã está pronto Não existe isso no cinema Eu costumo dizer Que em cinema nada é simples Nada é rápido e nada é fácil Imormente nada é barato Isso eu ia completar agora Você até pode fazer Projetos de baixo custo Então isso não é uma lei Mas esses projetos de baixo custo Não vão ser simples, não vão ser fáceis Não vão ser rápidos E aí é isso mesmo, hoje em dia O tempo de maturação de um projeto cinematográfico Entre sua Entre a luz verde Por assim dizer, o green light Como os americanos batizaram esse momento O green light de ideia O green light de desenvolvimento Até a tela Até o dia do lançamento Gira em torno de cinco anos É o que a gente acaba fazendo Por isso que a gente tem vários projetos Em diferentes estágios de desenvolvimento E o ideal é que a gente pudesse Ir tirando do forno Esses projetos Mas eventualmente não acontece E você tem alguns gaps, alguns passos De produção que infelizmente Não conseguem ser Muito periódicos Infelizmente O filme é inspirado No roteiro do livro Inspirado na biografia Mas você foi o roteirista Você assinou lá conjuntamente Com outra pessoa, né?

Sim, eu assumi a condução Do roteiro O Baião, que é um roteirista de cinema Muito conhecido já, um jovem Foi me acompanhando No processo de desenvolvimento Ele tinha feito um primeiro tratamento Quando eu entrei já existia esse primeiro tratamento E aí eu sugeri Que a gente recortasse o filme Onde a gente começa Onde a gente termina, né? Ou seja, que a gente sugerisse Não contar uma história extensa Porque você tem uma hora e quarenta Uma hora e cinquenta, duas horas no máximo Para contar Então com esse recorte cinebiográfico que eu sugeri Eu fui escrevendo o roteiro E obviamente Chega a ser estranho dizer que o filme É completamente baseado na obra do Marcel Com todo respeito à obra do Marcel Porque por mais coisa inédita Ou não que a obra do Marcel tivesse O Kardec é um personagem Não só de domínio público Mas é um personagem que já foi descrito E escrito em tantos lugares diferentes O próprio Camillo Falmarion Fala dele na beira do túmulo O Henry Sauce O Tyssen e o Van Tuyl tinham feito um trabalho Enorme sobre Kardec O Canuto Abreu tinha feito muita coisa Então é Óbvio que tudo isso Foi alimento para a gente Dentro da nossa proposta inicial A outra produtora Que entrou em contato A Conspiração Ela também estava partindo do mesmo livro?

Não, não Não porque quando o Marcel me procurou Ele cedeu os direitos do livro dele Para mim Entendeu? Então quando Eu e o Marcel nos aproximamos da Conspiração Dizendo olha esse conteúdo E aí tem uma coisa bacana A forma que o Marcel abordou a história Do Kardec Para mim foi muito legal do ponto de vista De poder falar do Kardec para todo mundo Como ele aborda do ponto de vista Jornalístico Não adjetivando Não santificando Trabalhando pelos fatos Investigando fatos e fatos Dejam eles completamente Direcionados a verdade Dos fatos E eles estão, a sua grande maioria Fora as coisas que vão ser apresentadas Ainda pela frente Para mim aquela abordagem humanística Do ser humano Era o que nos guiaria Gente, a gente precisa tirar o Kardec Do retrato da parede A gente precisa tirar o Kardec da capa do livro E isso me guiou muito Isso que eu fiquei pensando Na hora que eu Poxa, o que eu vou perguntar para o Wagner E aí E aí a gente tem lá no ser Um quadro do Kardec Eu fiquei olhando para o quadro do Kardec Esse não é a personalidade Que o Wagner trouxe para a tela do cinema Como é que foi Encontrar Essa persona do Kardec Essa persona que você trouxe para a tela do cinema Diferente daquela foto De cara fechada Do bigode para baixo Como é que foi encontrar Esse é o x da questão Viu Thiago É isso que nos moveu Essa descoberta que nos moveu Muito mais do que Quando ele nasceu Quando o livro foi lançado Que dia ele foi na casa da madame De Plain Maison Isso para mim São ajudas pontuais de cronologia Não é dramaticidade E dramaticidade é ser humano É ser humano e conflito É ser humano e sonho É ser humano querendo Realizar coisas com suas Supostas fragilidades Momentos difíceis E sobrepondo eles Eu acho né Wagner Que a primeira coisa que precisa ser dita É que você não quis fazer um documentário Apesar de muita gente achar o contrário ainda Muitas pessoas Mas é natural As pessoas alimentam expectativas E elas acabam se desiludindo Muitos vão ao cinema Esperando um documentário History Channel Outros vão ao cinema Esperando uma ladainha De louvor Com um milhão e quinhentos e trinta e cinco mil Frases de elogio Até se darem conta de que estão diante de um filme Um filme Com toda a linguagem Do cinema E eu acho assim Uma coisa que eu queria até te elogiar Eu acho que nesse filme Da sua produção Você conseguiu Na minha humilde opinião Foi o filme que você Mais se aproximou da linguagem cinematográfica Ah isso é Porque você disse mais com imagens Do que com palavras Eu gostei disso Sem desmerecer os outros trabalhos Que são muito bons Que foram pioreiros Não é isso né Eu acho que teve um crescendo profissional Inclusive até como roteirista Porque o que acontece O primeiro filme que surgiu Que era o Bezerra de Menezes Era uma linguagem do teatro Foi um teatro levado para as telas Então com muita linguagem Muita fala Era quase uma peça de teatro filmada E agora no Kardec Não, agora a gente viu cinema de verdade Quer dizer Cenas que falam Sem que ninguém precise abrir a boca Isso é muito legal Porque é a linguagem do cinema né Sim, o cinema é audiovisual Mais do que qualquer coisa Ficou cinematográfico Então tem muita coisa bacana A composição das personagens O cenário Tudo isso conta uma história subliminar Sem que ninguém precise falar nada Eu não vou negar A maturidade e a prática Vão nos ajudando Eu entendo o que você está falando Concordo sim Espero que o meu próximo filme esteja dizendo a mesma coisa Do ponto de vista de que A gente melhora na forma de contar A história A gente aprende o que é o mais essencial E como isso funciona Naquele meio de comunicação Então eu estou muito feliz Particularmente com o resultado O meu livro de autocríticas sempre é muito grande Mas nesse livro de autocríticas Tem assim, olha, eu fiz o melhor que eu pude Dentro do melhor que eu sabia E isso pra mim é muito Relaxante de uma certa maneira Muito duro quando você lança o filme E você olha e fala assim Ali eu poderia ter feito algo Que eu sabia que ia dar certo E eu não quis fazer por isso e aquilo Então Nesse filme especificamente Eu tenho Eu tenho uma boa consciência Em relação a isso É uma consciência bem leve e positiva em relação a isso Independente das críticas, claro As primeiras manifestações inteligentes Se produziram por meio de mesas Que se levantavam e Com um dos pés Davam certo número de pancadas Respondendo desse modo sim ou não Conforme fora convencionado A uma pergunta feita Até aí Nada de convincente havia para os cépticos Por quanto bem podiam crer Que tudo fosse obra do acaso Obtiveram-se depois Respostas mais desenvolvidas Com auxílio das letras do alfabeto Dando o móvel Um número de pancadas Correspondente ao número de ordem de cada letra Chegava-se formar palavras Frases que respondiam As questões propostas A precisão das respostas E a correlação que denotavam com as perguntas Causaram espanto O ser misterioso Que assim respondia Interrogado sobre a sua natureza Declarou que era espírito Ou gênio Declinou o nome e prestou Diversas informações a seu respeito Há aqui Uma circunstância muito importante Que se deve assinalar É que ninguém imaginou os espíritos Como meio de explicar o fenômeno Foi o próprio fenômeno Que revelou a palavra Muitas vezes Em se tratando das ciências exatas Se formulam hipóteses Para dar-se uma base ao raciocínio Não é aqui o caso Foi, na verdade assim Tem um conceito de fotografia De luz no filme E isso é um dos filmes pelos quais a gente foi filmar em Paris É Essa história foi concebida A vida do Kardec Ela existiu sob a luz de velas A luz de velas e lampiões Isso significa Que é pontos de luz Iluminando a escuridão Metaforicamente falando Ele era um ponto de luz Iluminando a escuridão Quando ele descobre A verdade E ele mergulha, se transforma E ele vai em busca da verdade De todas as maneiras possíveis A ideia da fotografia do filme Ela começa com Sair da luz de vela e ir para a luz do sol Sendo que a luz do sol É aquela luz cálida, esperançosa Positiva, entendeu?

E aí isso nos Isso fez com que A direção de arte, a fotografia Estivesse sempre procurando A luz divina Naquele ambiente soturno de luz de velas Isso não é o trabalho do Kardec? No final das fotos? É de quem procura a verdade É bacana porque as pessoas Começam a assistir o filme com um olhar Mais criterioso Percebendo Esse trabalho da arte Da arte da pessoa que fez a fotografia Quer dizer, foi uma coisa pensada Trabalhada, elaborada Sim, sim, sim É um trabalho artístico mesmo, conceitual Isso é um conceito de direcionamento Exatamente, para todo mundo E que foi muito bacana a gente poder Se alinhar Inclusive os próprios personagens O próprio Leonardo Medeiros Também trabalhou um pouco Uma das vertentes que ele trabalhou é isso, né?

O tempo todo a descoberta da luz do sol na nossa vida Agora Uma coisa que eu achei muito bacana Porque você Trouxe um personagem Inclusive você renomeou ela Porque agora é só Gabi, né? A minha esposa falou assim Você tem que falar da Gabi Não, a esposa de Kardec Você renomeou a Amélie Agora é Gabi pra tudo quanto é lado Na verdade A gente entendeu e descobriu Que ele a tratava de a doce Gabi As famílias francesas Na frente das pessoas Naquela época se tratavam por senhor e senhora Meu marido, minha mulher, minha senhora Mas na intimidade do lar Eles se tratavam pelo segundo pré nome Então ele era Leon E ela poderia ser claramente Gabi E tem inscritos dele Chamando de minha doce Gabi O dele é que a gente foi entender Na intimidade ela o chamaria de Leon Que é Léo, né?

De Leon, de Leonardo Porque o primeiro nome dele é Denisard É isso? É, não é Hipolite Você viu o trabalho da Simone Privato? Ah, sim, você tá falando do ponto de vista De registros A gente sempre fala isso Sim, sim Teve uma retificação no registro e tudo Mas o segundo nome é Leon É bacana porque ela chamava ele Exatamente Que bacana É que dentro dos nomes Mesmo o nome de família e os nomes E os pré nomes que ele teria Como na França O pré nome primeiro e depois o nome Ela não o chamaria na intimidade De qualquer outro nome que não pudesse ser Leon A gente conversou com alguns franceses Historiadores E roteiristas O filme passou por uma consultoria Nunca falo isso, engraçado, tá no crédito O roteiro passou por uma consultoria De dois roteiristas franceses O Alain e o Jacques Que vieram ao Brasil para fazer um laboratório de roteiros E adoraram a história E conversaram muito Inclusive o Alain Ele é um cara que me falou Muito da importância dessa mulher Nesse século XIX Uma mulher que pertencia A casta intelectual E artística a qual ela pertencia Não poderia ser Uma mulher subjugada Não poderia ser uma mulher Com nenhum nível de hierarquização Entre famílias, entendeu E aí a gente começou a parar E pensar, caramba, quem que lê os originais Quem que ia nas reuniões com ele Quem que Ouvia as perguntas e eventualmente Ajudava a formular perguntas Quem vai saber disso, né Era ela, né Na hora que Começaram a chegar as cartas Toneladas de cartas E Kardec se afundando Naquele monte de material Eu comecei a pensar assim Não tem nenhum CTRL F Pra poder buscar aquele texto Como ele se organizava pra poder Cadê aquela mensagem Que eu recebi do médium Tal, pra poder verificar Se bate com essa mensagem Não tinha computador, não tinha nada Eu acho que você trouxe uma outra imagem Pro movimento espírita De como surgiu a codificação Da quantidade de material Que Kardec devia ter juntado Pra poder estar desenvolvendo Todo esse trabalho, né Você abre a porta da casa desse casal E você começa a investigar O que acontecia ali dentro Como eles jantavam Ele dormia 3, 4 horas por dia, que é sabido Então é claro que esse cara Dormia em algum momento em cima da mesa Aliás, essa foi uma das primeiras imagens Que vieram à minha mente Ele dormindo exausto por cima da mesa Quem nunca dormiu em cima da mesa de tanto trabalho E assim Ele ali envolvido naquele caos Que ele certamente entenderia Como realizar Asoberbado de trabalho Com a ajuda dela E assim, exausto, sujo de tinta Descabelado Isso pra mim é de tanto valor Tem força nisso Dramaticamente Que eu não consigo ver diferente Esse homem Incrivelmente forte Que passou por todas essas dificuldades Que fez esse trabalho Isso pra mim é de um valor enorme Sou eu adjetivando a obra Que a gente nem quis fazer isso Bom também que você construiu As licenças poéticas também Que ficaram muito equilibradas Ficaram muito sensíveis A gente tinha que ter licenças poéticas Se você for filmar a realidade Ela é infilmável Dramaticamente, ponto Qualquer pessoa que for trabalhar Com criação de dramaturgia Vai se ver em estado A determinado momento A comprimir-se tempos cronológicos A combinar personagens A eventualmente Distorcer levemente Um texto original ou outro Pra que a história ande pra frente Como a gente chama Então a gente precisou entender O que era fundamental Eu tinha pra mim Que fundamental mesmo De tudo, tudo, tudo Era quando o espírito da verdade falasse Entendeu?

Quando esse espírito falasse Eu tinha que respeitar ípses literes E mesmo assim a gente suprimiu Um dos parágrafos pra tentar trazer Uma das mensagens dele na íntegra Se assim posso dizer Mas as outras mensagens Elas foram acontecendo ao longo de tempos Na vida dele As mensagens do Zéfero Imagina se eu fosse esperar E contar a história De todas as reuniões que ele teve Até chegar o momento em que ele descobre Que o nome dele era Allan Kardec Não dava O filme ficaria enfadonho Você perderia o ritmo cinematográfico Que é tipo de documentário Você esgotar E ficar aquela coisa A mesma coisa as médiuns Ah, mas as irmãs Budan tinham mais de 20 anos Na época Tem relatos, tem documentos, etc E tem documentos também que dizem Que eles se conheciam desde a adolescência E aí assim, a filha do Carlotti Que a gente acabou não usando Que era a Aline, tinha 14, 15 anos Então assim, existiam Médiuns adolescentes com eles Se a gente coloca Todas as médiuns iguais Vai ficar Kardec e suas médiunzinhas, entendeu?

É Kardec, Ruth, irmãs E as meninas Então o importante era a gente descrever Para as pessoas, tomando algumas licenças Um desenho de trabalho Mediúnico, olha só A mediunidade é algo que pode acontecer Em adolescentes, pode acontecer Numa moça bonita Que tem a sua vida E pode acontecer numa princesinha Então esses desenhos são os desenhos dramáticos Que a gente acabou escolhendo Do ponto de vista de construção da história Se a gente fosse retratar Todos os médiuns que fizeram Parte da vida do Kardec naqueles momentos iniciais De novo Documentário, né?

Documentário infadonho E com 5 horas de duração Exatamente Ou novela de 150 capítulos Se fosse uma novela, como a novela que eu escrevi lá na Globo Dava para fazer, né? Fora isso não dá, né? E o pior é que se você faz um documentário assim 10 pessoas vão assistir, né? Mole, mole, mole Só 10 pessoas Você não atrairia um público Que quer entretenimento Porque o filme tem coisas interessantes Tem momentos assim que Eu não sei como é que tá os cinemas aí no Rio Mas aqui, rapaz A gente começou a suar os olhos Tava calor Tem umas 3 vezes assim Que dá uma aperta A gente não chora, né, Wagner?

Mas escorre meia lágrima, assim, né? Eu chorei Eu chorei nas filmagens, Haroldo Eu chorava nas filmagens Eu chorei Quando eu vi o Kardec pelo reflexo do espelho Do lado do livro Primeira vez, lá em Paris Eu não me contive, eu falei, gente do céu Quando eu vi o Leonardo Deitado no chão Imaginando as fagulhas da fogueira Que aquilo era uma imaginação Trazendo uma emoção Em 30 segundos, Leonardo Medeiros Que eu quero dizer, o ator Eu me emocionei, eu me emocionei quando eles estavam Dando comida para os pobres, para as pessoas O olhar deles Foram vários momentos De emoção, vários momentos A cena em que eles conversam em silêncio Na mesa, né?

Aquela cena também Se não me engano, a gente teve 2 takes somente Assim, fizemos O primeiro, eu já estava emocionado Para mim, valeu Aí você faz o segundo só para garantir, né? Se tiver algum problema técnico, você tem o segundo Mas você está pronto Está perfeito, sabe? Então, isso… Quando isso foi para a tela Tinha uma força de realidade Que eu vi que aquilo era Impressionante Impressionável, de alguma maneira, entende? Tal meio de correspondência Era, porém, demorado e incômodo O espírito E isto constitui nova circunstância Digna de nota, indicou o outro Foi um desses seres invisíveis Quem aconselhou A adaptação de um lápis A uma cesta Ou a um outro objeto Colocada em cima de uma folha de papel A cesta é posta em movimento Pela mesma potência oculta que move as mesas Mas em vez de um simples movimento regular O lápis traça Por si mesmo caracteres Formando palavras Frases, dissertações De muitas páginas Sobre as mais altas questões De filosofia, de moral De metafísica, de psicologia E etc…

E com tanta rapidez Quanto assim se escrevesse com a mão Agora você falou Da cena do Kardec Atribuindo os pães para os pobres Como eu vi Espírita criticando Esse Kardec humano, né Haroldo? Eu não consigo Compreender como é que as pessoas Não conseguem É… Extrair um pouco, né? Vai para um cinema Vai para uma sala de cinema E sai com uma crítica disso, né? Ela pega a casca de banana E joga a banana fora, né? Ah, Tiago… É… Eu vou… Eu estou muito lívido assim, né? Pra mim… Faz parte, eu já estive nesse lugar, né?

É… De estar exposto ao extremo Pra qualquer coisa Que falhem dentro das suas escolhas Do seu trabalho Eu, eventualmente, quando você toma uma decisão Lá atrás, na pré-produção Essa decisão Você sabe que vai ter consequências Então a gente… Isso faz parte do raciocínio A minha reação nesse momento É… Deixa estar Que seja Que bom que pelo menos a pessoa pode ver o filme Pode ver a nossa proposta de contar a história Não dá pra ser unânime Não dá pra ser… É… Isento às críticas Às positivas E às que são completamente forjadas Pelos egos das pessoas, né?

Você percebe que tem muita gente disputando Verdades sobre o Kardec Isso é muito triste Mas aí a tristeza não pode ser minha É que nem a página do Emmanuel Que eu leio e releio, né? Eu tenho que procurar semear A minha parte no mundo Pra minha transformação É isso, né? É… Agora, que as pessoas estão falando absurdos Que elas estão falando cada absurdo Cada absurdo Chega a ser engraçado Ao mesmo tempo com respeito Porque eu sei que falam possuídos Tem gente possuída de raiva Vou te dar um exemplo Tem gente assim, enlouquecida Dizendo que o Kardec nunca foi esse homem frágil Entende?

E eu acho… Gente! Onde está a fragilidade dele, né? Pedir ajuda pra mulher Aí… E aí você entende as fraquezas do companheiro, né? As intervenções do companheiro, né? Eu queria até trazer uma experiência que a gente teve Foi um filme Mas foi uma novela Quando a gente fez o Seminário Lítero Musical Do Brasil Coração no Mundo Pátria do Evangelho Porque é uma obra que de compreensão Totalmente Diversificada Pra gente não assumir nenhum papel De que nós é que sabemos da interpretação Correta Porque tem isso, né? Quando a gente expõe aquilo que nós percebemos Recentemente a gente teve essa orientação De um amigo espiritual falando disso, né?

Que a verdade Ela tem múltiplas faces Então as vezes você está vendo de um ponto E o outro está vendo de outro ponto E ele só não entende que ele está vendo uma parte da verdade E você também A cena da conversa deles Sem dar spoilers Qualquer coisa a gente corta se vocês acharem que não deve Essa cena silenciosa Se ela é criada Por vocês O lance é que nós nunca saberemos O quanto de mediunidade Houve na criação Das cenas que nós julgamos Fictícias Ou seja, entre quatro paredes Entre a vida conjugal deles Entre toda a vivência Nós não podemos afirmar se aquilo que eu estou Criando não é totalmente Uma inspiração mediúnica E isso me vem quando No Brasil Coração do Mundo Discutia-se Que Humberto de Campos, de alguma ordem Tinha sido um pouco romântico Ao dizer que Os exilados que vinham para O Brasil tinham certa esperança Dentro de si Uma esperança que eles não Sabiam explicar porque E ao mesmo tempo quando diziam que os indígenas Ao vislumbrar as naus Estou errado nessa fala?

Eles têm aquela Empatia E numa orientação que a gente teve Durante o processo falava assim Que a gente compreende Quando você vê alguém sorrindo Você não é capaz de julgar Quanto de tristeza tem dentro dela E nem quando alguém está triste Você não é capaz de julgar quanto de Alegria tem dentro dela e de esperança E que seria impossível Um julgamento sem que nós fôssemos Levados a conhecer muito mais De perto as cenas Então eu estou falando aqui De flexibilidade quando a gente assiste Algo ou vê a opinião de alguém Saber ouvir Saber ver E no cinema tem isso né Arudo A gente ainda não aprendeu a assistir um filme Não aprendeu a ver o cinema Eu acho que na verdade Assim a gente Ninguém está pleiteando verdades Pelo contrário a gente está contando a história Existe um espírito Que falou pra ele pra você chamar A verdade por esse Eu acho que a gente tem que ir pra qualquer lugar Tem que mergulhar de qualquer forma E acho que isso é um dos motivos Pelos quais esse espírito está presente Como espírito Como personagem do filme porque Quando você está em busca De verdades e vê alguém que Diz pra ele pra te chamar A verdade virei aqui um quarto de hora Pra te ajudar Eu acho que isso é um impacto Que é a força que ele precisava pra dizer Eu estou buscando Essa verdade aí Agora é óbvio que Ainda imperfeitos como somos Todo mundo fica achando que tem a própria verdade Todo mundo fica achando que A pesquisa que fez é a pesquisa definitiva E é engraçado Você fica pensando Eu lembro na época do nosso lar Companheira Uma pessoa que levanta No meio de uma reunião Com pessoas Doutas e reconhecedoras Do trabalho do André Luiz e diz Você cometeu um equívoco enorme Porque Emmanuel não está no livro nosso lar E aí nesse segundo Eu falo assim Puxa vida eu falo ou não falo Eu tenho que falar Aí eu perguntei pra companheira A senhora leu o prefácio do livro Aí a pessoa caiu por terra Porque de repente ela viu alguma coisa Que durante a vida inteira ela não tinha visto Então as pessoas que gritam Dizendo Kardec nunca foi detido Kardec nunca foi preso Aí eu paro pra pensar Se essas pessoas eventualmente não fizeram uma Ponderação sobre A França vivia sob um estado de lei De segurança nacional desde janeiro De 1858 Existiam perseguições às reuniões Impedimentos de realizações E qual a impossibilidade de em algum Momento ele ter sido intimado A prestar depoimentos Qual a impossibilidade em algum momento Ele ter passado Uma noite conversando com o comissário De polícia Nenhuma e assim Isso só no campo subjetivo E o outro campo é Você vê um documento que é uma intimação Que ele recebeu Você diz esse documento existe mas as pessoas não conhecem Então um dia essas pessoas vão Conhecer o documento Se um dia as pessoas vão conhecer o documento Um dia elas também vão ter acesso Ao que a gente apresentou E é triste pra elas Se elas vociferaram contra o filme Contra a história Por causa disso né Eu acho, eu tenho, eu fico pensando nisso Mas Wagner é exatamente Essa também, essa Expectativa de ir Assistir um documentário Que conte a história Do jeito que as pessoas Leram Então a pessoa quer que você vá Faça um roteiro e filme E retrate na tela a compreensão dela O problema é que é difícil Você agradar aí 100 mil compreensões Porque teria que fazer um filme Customizado né Aqui ó, eu filmei 100 mil versões E essa aqui é a que você vai gostar Exatamente O interessante da história, da biografia É que ela tem que ser verossímil Claro Ela tem que ter credibilidade E verossimilhança, isso aí Isso, as coisas que foram Retratadas Elas são absolutamente possíveis E prováveis Segundo os documentos Que você reuniu, e isso é suficiente Para uma obra cinematográfica Assim, não tem relato Não tem relato do Kardec expulsando Uma multidão com tochas Enflurecidas na frente da casa de uma médium Mas isso poderia acontecer Claro, é verossímil É verossímil A gente não sabe se aconteceu Mas é verossímil Ele escreveu artigos defendendo os médios Ele escreveu ferozmente defesas De seus estudos, etc E ali a gente inclusive mediu O nível de intensidade De raiva dele, porque aí o Leonardo Medeiros A gente entendeu, ele não está com raiva Ele está defendendo alguém Que ele acredita que seja verdade Então a possibilidade A plausibilidade dele estar ali Era grande Se era plausível Se essa hipótese era viável A gente teve a liberdade de colocar no filme Para ajudar a contar a história Que nem os dois caras que andam atrás dele Quem são esses caras?

São os perseguidores? São espíritos? Gente, ele mexia com vivos e mortos O Kardec foi perseguido Ponto Se ele foi perseguido, ele pode ter sido perseguido Espiritualmente Pode ter sido perseguido Fisicamente A gente fazia parte daquele tempo Perseguição dessa forma Então se isso é plausível e nos ajudou A contar a história, a decisão que a gente Tomou de usar foi essa Eu particularmente tomei de usar foi essa Eu assumo isso, numa boa O legal que eu fico pensando é isso A gente já passou por esse tipo de coisa A gente está com a esposa Aí acontece um fato Aí a gente conta, ela fala Não foi assim não A gente estava junto Um do lado do outro Aí ela conta Essa expectativa Nossa de que os outros concordem Com o que a gente viu Não tem que existir Como a gente sentiu, muito menos Me lembrou, Haroldo O livro Boa Nova Da mesma forma Se nós agirmos, também estamos falando como espíritas Então assim Nada daquilo que Muito daquilo que Gilberto de Campos Acrescenta no livro Boa Nova As passagens do Evangelho Não estão descritas nos documentos E tal Então a gente tem que usar o mesmo critério A mesma tranquilidade Para que a gente Consiga abstrair-se Considerando Inclusive a influência dos espíritos Nas atividades A orientação De reter o que é bom O que nós não estamos dizendo aqui Que ninguém pode criticar o filme Ninguém pode achar que tem algum erro Pode ter algum erro até mesmo Sei lá O que não pode faltar na postura do espírito É o respeito A caridade Quem segue Kardec Deve ostentar consigo Ou seja, essa atitude A gente veredou o assunto dessa forma Eu achei até bacana Mas eu estou falando isso porque o Aroldo é meu amigo E eu me permito falar isso nesse papo com ele Mesmo sabendo que isso é público depois Mas em geral Você não vai me ver falando sobre isso novamente A gente está Estou muito feliz com o resultado do filme Esses na verdade são só os pontuais Reclamadores de plantão São os pontuais Que vem trazer questões Mas a grande maioria Dessas quase 600 mil pessoas Que já viram o filme até agora Elas amam o filme, elas adoram o filme Elas estão impactadas positivamente Elas se aproximaram de Kardec Então isso é pra mim Um peso muito, muito, muito maior De uma felicidade enorme De uma gratidão enorme Às vezes eu fico falando Gente, não foi ao cinema, ainda tem que ir Porque é uma mobilização das pessoas que a gente precisa fazer Ir ao cinema é uma decisão Muito difícil Atualmente Uma decisão que custa grana, que custa tempo Que custa uma decisão Que não é fácil, a gente entende isso E ao mesmo tempo O que a gente está conseguindo realizar Tem um valor enorme Em nome de Kardec Em nome dessa ideia, dessa história Difundir Kardec Isso a gente não consegue nem mensurar depois Mas quantas pessoas eventualmente Quando forem pensar no Kardec agora Já não vão pensar com preconceito Já não vão pensar achando que o Kardec era o Chico Xaviá Do século XIX Ou seja, que botava a mão na testa E psicografava Já não vão pensar que Os espíritas são tudo doidos Esse negócio de mesa branca Eu acho que a gente está falando de uma origem E essa luz, esse apontamento Para essa origem Pode servir de coisas muito bacanas Porque a história é boa Então, entre tudo, eu estou muito feliz Muito grato Com todas as coisas que tem vindo do filme até agora Claro que eu gostaria de pedir Que os espíritas sejam espiritualistas Ou seja, as pessoas que a gente entende Que sejam o público primário Percam um pouco a preguiça Ou consigam encontrar um tempo Ou façam uma escolha mais premente De poderem ir ao cinema E os números do filme aumentem Claro, a gente gostaria Mas a gente reconhece tudo o que está acontecendo E feliz segue adiante Cantante Eu ia brincar, né Quando a gente vai ao cinema A gente está preocupado mais com o preso da pipoca Do que com o ingresso Mas acho que vale muito a pena Realmente Para nós, nós temos que entender Esse esforço Da espiritualidade E dos espíritos Encarnados e desencarnados Está alinhado com o processo de esclarecimento Das pessoas que vivem na ignorância Com relação a Kardec Como não se procura Não é o objetivo do filme esgotar Argumentos espíritas Não é isso que o filme propõe Sim, desmistificar Também a visão Dos não espíritas Apesar de que nós temos um público Evidentemente espírita, né Que vai assistir o filme E talvez quando ele vá para as telas Outros tipos de veiculação Que vão alcançar outro público Mas olha só, vou dizer Essa mensuração demora um pouco ainda Mas já tem uma mensuração entre pelo menos 15 a 20% de pessoas que não são espíritas Na sala de cinema, viu Olha que bacana Aí a gente entra os simpatizantes, os parentes Agora aquele cara que está na praça Na frente da televisão E para pra ver Que é o cara aleatório Isso é no futuro, né E aí alcança ainda mais pessoas Mas isso é que é o importante, né Wagner Porque foi feito O feito é melhor que o perfeito Adorei, Adorei Você fez o filme Vou usar pra mim, tá É, feito é melhor que perfeito Obrigado O filme foi feito Se alguém acredita que essa Retratação, que esse retrato de Kardec Nas telas Pode ser feito melhor, que faça outro, poxa Quantos filmes sobre Jesus Já foram filmados, não é Quantos filmes já foram filmados Sobre grandes personalidades, Napoleão Bonaparte Então que vá lá, poxa Nós teremos, eu irei junto com você A gente vai, compra uma pipoca grande E vamos ver os próximos 10 Kardecs Que esses especialistas Vão fazer, não é não Aí eles vão fazer toda essa trilha De fazer um roteiro Ir na indústria cinematográfica A gente está torcendo Para que esse percurso seja feito Porque a verdade é que você Fez o percurso Desde o Greenlight Até as telas Dos cinemas, está lá retratado Vai ser disponibilizado Em avião Em TV a cabo Em outros meios E milhões de pessoas Vão poder assistir E vão poder conhecer Uma figura que elas não conhecem Uma figura histórica Quantos franceses não conhecem Esse homem Só para te dar um depoimento A minha personal Ela namora um rapaz Que é médico E ele é francês, eles são descendentes de francês Toda família fala francês em casa Ele veio para o Brasil Mais jovem, mas o pai Veio bem mais velho já, o pai e a mãe São médicos também, e ele falou assim Uai, mas o Kardec é francês?

Eles foram ver o filme, por indicação minha O Kardec é francês? É muito legal isso Muito legal O ator O ator O ator que faz aquela figura do general Aquela figura Que também é uma licença dramática Ele é francês, ele se chama Christian Baltho Esse ator, se você puser lá o currículo dele Ele já filmou com François Truffaut Entendeu? É um cara espetacular, que veio até nós Assim, daquelas maneiras Era alguém que eu queria que não falasse Que não precisava falar Então dava para ser um ator francês Ele não conhecia Kardec Olha Ele chega de volta da filmagem A gente trouxe ele ao Rio para fazer uma complementação Que ficou faltando Ele volta para Paris A primeira foto que ele me manda É lá do Pierre Lachaise Com a mão no dolmen de Kardec Com o livro dos espíritos em francês Que eu dei para ele Muito tocado com isso E aí eu falo Nossa Se tocou o coração de uma pessoa E ele está louco para ver o filme Também Eu queria compartilhar com você Isso que você citou Essa agrura dessas críticas Todos nós que estamos na divulgação Estamos sofrendo ultimamente Eu sei O movimento espírita está começando a ficar Muito Fechado Muito impermeável Muito intolerante com o de fora Então isso me remete um pouco Ao movimento Ali de Jerusalém Na época de Pedro De Paulo de Tarso E que aí o Paulo Toma a decisão de falar para os gentios Porque ele entendeu que se ficasse Ali em Jerusalém Aquele movimento cristão Inicial ali ele ia ficar De tão modo fundamentalista A mensagem cristã Em 100 anos ela se apagaria da face da terra Então eu penso porque hoje É como se a gente Nem quisesse mais Falar do espiritismo a não ser no vocabulário No linguagem só para espírito As pessoas não se Permitem Levar a mensagem Um recorte Uma adaptação A alguém que não conhece Então nós estamos mais preocupados com quem Já conhece o espiritismo do que com quem não conhece Isso para quem É um divulgador É um tiro no pé Porque o divulgador Já tem que preocupar com quem não conhece Não com quem conhece Quem já leu 10 biografias Do Kardec não precisa Que eu fale de Kardec para ele Quem precisa que eu fale de Kardec É quem não Sequer conhece o nome É essa pessoa que está precisando da gente Essa pessoa que está precisando Do nosso esforço de adaptação Do nosso esforço de Empatia Do nosso esforço de se colocar No lugar do cético De se colocar no lugar do ateu De se colocar no lugar De quem tem um certo medo De conhecer espiritismo Ou essa figura Kardec Está faltando a empatia Em nós divulgadores É um esforço que nós temos que fazer Porque senão nós vamos virar um movimento Religioso fundamentalista Fundamentalista Esse é um risco Iminente A gente precisa realmente acender a luzinha amarela Eu o tempo todo volto para o nosso professor Emmanuel Evangelho segundo o espiritismo capítulo 11 Item 11 as chagas da humanidade Eu o tempo todo lembro Dessa mensagem O texto que ele deixa lá como colaborador A codificação que fala do egoísmo e da vaidade Como eles são destrutivos Enfim faz um sentido enorme Do que você está falando Reconheceu-se mais tarde Que a cesta e a prancheta Não eram realmente Mais do que um apêndice da mão E o médium tomando diretamente Do lápis se pôs a escrever Por um impulso involuntário E quase febreou Dessa maneira as comunicações Se tornaram mais rápidas, mais fáceis Mais completas Hoje é esse o meio geralmente Empregado e com tanto mais razão Quanto o número das pessoas Dotadas dessa aptidão É muito considerável E cresce todos os dias Finalmente a experiência Deu a conhecer muitas outras Variedades da faculdade mediadora Vindo-se a saber Que as comunicações podiam Igualmente ser transmitidas pela palavra Pela audição Pela visão, pelo tato, etc E até pela Escrita direta dos espíritos Isto é, sem o concurso Da mão do médium nem do lápis Ô Wagner, como é que fica Essa história do Kardec, ela para por aí Ela tem continuação Porque ficou ali no finalzinho Uma carinha de que assim Eu sei se eu quero ver um pouco mais Dessa história, porque a gente foi ali no livro dos espíritos É, só foi até 61, né Tem mais história aí que pode ser contada Os nove anos seguintes eventualmente talvez sejam os anos Mais intensos ainda Do que aqueles primeiros quatro, cinco anos, né Obviamente são anos Com outras condições dramáticas São anos com outras Propostas, a viagem que ele faz É extremamente importante A A briga dele para não ficar doente Um esforço Heróico que ele faz de divulgação De responder De brigar com os céticos De brigar com a igreja Começam as grandes críticas, as brigas por conta do dinheiro Enfim, também tem Muita dramaticidade ali dentro E depois que ele desencarna Tem mais dramaticidade ainda que é o processo dos espíritas Né, quando o Gabi Quando a Meli Gabrieli, né Quando Madame Kardec Senta-se no banco dos réus Para tentar segurar uma doutrina Que eventualmente estivesse Descapando pelas mãos, né Em função de tanta ingerência Me lembra um pouco também, Haroldo Do que você estava falando Me lembra um pouco também de Francisco, né De quando ele se afasta e quando ele volta E o que fizeram com a ordem, né De novo o grande O grande vilão Da humanidade, o egoísmo Infiltrado Distorcendo unidades Distorcendo entendimentos Enfim Eu acho que tem um trabalho importante De autoanálise de cada um Tentar olhar o movimento espírita De uma maneira Mais, menos Eu não estou tão diretamente ligado Como você, etc Quer dizer, faço parte do meu mundo espírita Mas eu digo, eu acabo me colocando Junto do movimento espírita apenas No momento dos filmes, né E você vive o dia-a-dia do grande movimento espírita No Brasil, mundial E eu fico pensando que a gente tem aí Um movimento muito poderoso nas mãos Do ponto de vista de poder Algo que reforme a pessoa E não o poder hierarquizado, né E se não cuidar Esse poder, ele vai implodir, né Ele implode dentro das cercanias Do egoísmo e da vaidade Então, nos tempos em que as pessoas Fazem selfie Ou seja Talvez tenhamos que redobrar a atenção E eu acho bonito E uma chance incrível A gente voltar a falar de nossa origem Que é o Kardec A gente voltar a falar do porquê estamos aqui Porque coadunamos dessa mesma ideia De entendimento De que a vida continua De entendimento das nossas responsabilidades E irresponsabilidades E mais do que nunca, de entendimento De como somos imperfeitos Eu adorei quando você falou Feito não é perfeito E feito pode ser imperfeito E somos humanos Tentando colocar Os nossos melhores nas nossas vidas Mas é melhor fazer do que Ficar planejando uma coisa perfeita É isso aí É isso mesmo Que bacana Essa coisa do planejar o perfeito Esbarra às vezes até no orgulho A gente tem que ter a humildade Eu lembro que uma vez Recebi uma orientação dessa Quando fazia um litro musical Depois, aliás, uma avaliação Eu falei, ah, eu achei que eu queria ser mais competente Queria ter conseguido fazer melhor Aí ele falou assim pra mim Mas é a humildade também de fazer aquilo Que a gente não se julga capaz de fazer Perfeito Então a gente aceitou Desde o início a começar a fazer Sabendo que ia ser imperfeito Cinema no Brasil E mesmo nos Estados Unidos com 200 milhões de dólares Com 200 milhões de dólares Você tem mecanismos de correção De eventuais coisas que você não gostou O Brasil não tem essa possibilidade Então arte e indústria Pra mim são das coisas mais contraditórias Que possam existir E elas são a essência do processo Eu produtivo em cinema Então produzir cinema Em qualidade internacional Em super qualidade Demanda o tempo todo você pensar No filme sonhado e no filme viável E como você faz Pra aproximar um do outro Tem milhões de problemas De produção pelos quais a gente passa Que não interessam a ninguém Mas que pra gente É um simbolismo De o quanto a gente teve Que desviar de imprevistos Pra poder chegar no resultado final Então nessa condição de pensar O feito que não é perfeito Eu tô muito feliz Daruldo Tô muito feliz Claro porque Quando eu usei essa frase Que feito é melhor do que perfeito É porque pra você realizar algo Com perfeição Você Você não Não é só com você Existem Todas as circunstâncias tem que ser favoráveis Você não pode ter nenhum imprevisto E aí não tem jeito Porque não é só você Mesmo que você faça o seu melhor Tem outras coisas Tem por exemplo O tempo em Paris no dia que você foi fazer A filmagem E isso aí não depende do Wagner Se chovesse eu tava ferrado Eu rezei e foi pra tudo quanto é índio, caboclo Não é?

Porque você fez a locação ali Você fez um gasto, você viajou Você tinha um período pra ficar ali E ali você dependeu do tempo Você dependeu do clima e o clima não tá no seu controle Você dependia Da saúde dos atores Você dependia da perfeição do figurino Você dependia De uma luz Da luminosidade do ambiente Da câmera, então é uma miria De elementos, de variáveis Que confluem E que chegam naquele resultado final Absolutamente Mas o importante é que foi realizado E num padrão, na minha opinião Minha humilde opinião É no melhor padrão de qualidade Que a gente conseguiu chegar É, eu gosto As pessoas falam assim, nem parece filme brasileiro Aí eu não sei se eu rio ou se eu choro Não, mas o filme brasileiro Tá melhorando Tá melhorando muito Mas ali a gente tem um negócio Assim, você fala, caramba É um filme, é um filmão É um filmão A imagem, a fotografia A sensibilidade Da trilha sonora Até do silêncio A hora que tem som e a hora que tem silêncio As tomadas, aí você fala Caramba, é filme Então, conseguimos, parabéns A gente tá muito orgulhoso E tomara que você Se encha aí De energia, de esperança De ânimo pra você produzir mais ainda Coisas, né Mais coisas ainda E como a gente tá vendo aí Uma curva exponencial aí, você tá ficando cada vez melhor Então não para, não Se você continuar assim Não, porque cinema é prática Ninguém te segura Se você perseverar até o fim, você vai amar Cinema é prática, né Então é o que a gente tá vendo É prática, é equipe, é network Tem jeito Você vai consumindo, né Agora sim, a gente queria agradecer muito O Wagner por ter se disponibilizado Pra gente poder bater esse papo aqui Foi com prazer imenso Que nós fomos ao cinema, assistimos Kardec Voltamos pra assistir novamente Estamos levando pra todo mundo Uma coisa que eu fiz No meu Facebook Que várias pessoas depois retornaram Falando, poxa, você realmente me deu uma boa ideia E foi o que eu fiz Eu levei os meus pais no cinema Eu também Porque, é, porque assim Quanto tempo que você não vai no cinema Com seu pai, com sua mãe E é um filme excelente pra isso, né Principalmente se eles são espíritas e tem muito tempo que não vão ao cinema Pra ver Kardec, olha que coisa maravilhosa Eu levei 15 pessoas comigo Inclusive meu sogro Minha sogra Meu cunhado, a namorada dele Que são todos cantores E adoraram o filme Bacana, né Aqui em Belo Horizonte a gente teve sessões exclusivas A gente foi às nove e meia da manhã Nove horas da manhã Sessões no cinema Com grupos espíritas que estavam Divulgando e patrocinando, com sala cheia Então assim Esse movimento de solidariedade, de apoio Esse movimento de valorização Do trabalho, né É muito importante, foi muito bom Fui com minha mãe, fui com meus filhos E na mesma semana voltei com minha esposa Que estava viajando e não tinha assistido comigo Então foi muito emocionante Parabéns, te agradeço Que Deus te ampare e te ilumine Lembrando que nós não fazemos Nada disso sem a permissão divina E sem o amparo do mundo espiritual Né, então assim Que os espíritas entendam também Nós espíritas não vamos apontar o dedo pra ninguém Nós espíritas entendamos Cada vez mais que as coisas Estão acontecendo sob o amparo de Ismael Sob o apoio da espiritualidade E com o propósito de Autoconhecimento, de conhecimento, de Crescimento, se a gente Souber aproveitar Obrigado A ciência espírita Compreende duas partes Experimental uma Relativa às manifestações em geral Filosófica outra Relativa às manifestações inteligentes Aquele que Apenas haja observado a primeira Se acha na posição de quem Não conhece a física, se não por Experiências recreativas Sem haver penetrado no âmago Da ciência A verdadeira doutrina Espírita está no Ensino que os espíritos deram E os conhecimentos que Esse ensino comporta São por demais profundos e extensos Para serem adquiridos de qualquer Modo, que não por um Estudo perseverante, feito No silêncio e no recolhimento Porque Só dentro desta condição se pode Observar um número infinito de fatos E particularidades Que passam despercebidos Ao observador superficial E firmar opinião Instituições públicas Empresas Então ele não é um livro espírita, é um livro para espíritos Lerei Lerei avidamente Tenham eles corpo ou não Preciso muito de bússolas e lemes atualmente Isso aí Parabéns, Haroldo, parabéns mais uma vez Você marcando um golaço A ideia aqui desse quadro é cada um Trazer uma boa nova, qual que é a sua boa nova?

Lá no Serra a gente está com Muitas boas novas, né? Primeiro que o vir a ser desse ano É o livro Boa Nova, então a gente vai passar Três dias estudando o livro Boa Nova, né? Sobre diversos ângulos É… A gente lança agora em junho o livro Mensagem dos poetas mortos, que é um Livro CD, o Zé Henrique Martiniano Compôs algumas canções Em cima de textos e poesias espíritas E nós agora No Ser estamos lançando esses Materiais como o litro musical No formato livro CD, ou seja Trazendo um conteúdo e trazendo A parte artística, no caso Desse livro CD, né?

Um livro com músicas Em setembro também Está previsto, bem possível Que vai ser lançado também o Morro Alto 2 Que é um livro que eu queria muito Que o Wagner lesse, nós vamos mandar pra ele Que é uma obra linda Maravilhosa, é um livro com trilha sonora Você lê o livro e escuta Músicas de altíssima qualidade Haroldo pode atestar Do que nós estamos falando Uma literatura meio parecida com Guimarães Rosa Com já até Projetos também, né Tiago? Ideias de filmes e tal Porque é uma trilogia O Morro Alto 2 deve sair Esse ano também E o litro musical Consolador Que nós filmamos ano passado, que fizemos aqui no Ser Possivelmente sai também pra setembro Então tem bastante coisa Pra acontecer A minha boa nova é que nós vamos Lançar um projeto agora de animação infantil Espírita Que deve ser lançado em julho Pelo Ser É um projeto fantástico Que está sendo desenvolvido pelo Adriano e pelo Jaime Lá no Ser E em breve nós teremos novas notícias Músicas infantis animadas Com alta qualidade O Jaime trabalha em um estúdio de animação O Adriano Muitas pessoas já conhecem Ele é quem faz por exemplo As capas dos Boa Nova Tá vendo?

Boa Nova E nós estamos lançando Agora os aplicativos pra Smart TV Da plataforma Espiritismo. tv Fiquem ligados que já deve estar saindo Nas diversas lojas Das televisões E o Wagner também vai Qual é a sua boa nova? A minha boa nova é assistir Kardec no Netflix a partir do dia 30 de agosto Você que já viu no cinema Tem uma oportunidade de novamente assistir E pra você que não teve a chance Tá aí, na plataforma mais importante do mundo Pra mais de 100 países Kardec a partir do dia 30 de agosto É isso aí, muito obrigado Um abraço meu querido, um abração Prazer, obrigado, muito obrigado gente Prazer enorme falar com vocês Um homem veio nos dizer Que o amor É a lei maior De Deus E o irmão É só sempre junto a nós É a nossa missão Ajuda a lua a vencer A batalha triunfal Contra a escuridão E este homem Prometeu a quem ouviu No futuro Um outro consolador Que estaria Para sempre junto a nós Para nos guiar Ao reino de nosso pai Proposta maior de luz E renovação Passar Os tributos multifundos Seguem os passos de Jesus Agora este consolador Chega ao teu coração e diz Que é preciso caminhar Um novo mundo construir De paz E este homem Prometeu a quem ouviu No futuro Um outro consolador Que estaria Para sempre junto a nós Para nos guiar Ao reino de nosso pai Proposta maior de luz E renovação Os tributos multifundos Seguem os passos de Jesus Agora este consolador Chega ao teu coração e diz Que é preciso caminhar Um novo mundo construir De paz E renovação

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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