PodSER #002 – A Biblioteca do SER

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Prepare-se para uma viagem fascinante ao universo dos livros e do conhecimento! Neste episódio especial do PodSER, mergulhamos na história da Biblioteca do SER, um projeto ambicioso que nasceu da paixão por desvendar os segredos dos textos bíblicos. Acompanhe Haroldo e seus convidados em um bate-papo descontraído e revelador sobre a importância da pesquisa, da amizade e da abertura para o diálogo entre diferentes crenças.

Neste episódio

  • A saga da construção da Biblioteca do SER, desde a compra de livros em Belo Horizonte até a aquisição de obras raras em Jerusalém.
  • A importância da amizade e do respeito às diferenças religiosas na busca pelo conhecimento.
  • O papel da teologia e da exegese bíblica na compreensão dos textos sagrados.
  • A relevância de métodos de estudo variados para uma interpretação rica e contextualizada da Bíblia.
  • A visão de futuro da Biblioteca do SER como um centro de pesquisa e diálogo aberto a todos.

Participantes

  • Haroldo
  • Guilherme de Barros
  • Pastor Enéias
  • Karen
  • Theo Cabral
  • João Nelio
  • Thiago Franklin

Destaques

  • A emocionante história de amizade entre Haroldo e o Pastor Enéias, que transcende as diferenças religiosas em nome do amor pelo conhecimento.
  • A aventura de Haroldo em Israel, onde adquiriu “meia tonelada” de livros para a Biblioteca do SER, incluindo obras judaicas e linguísticas raras.
  • A discussão sobre a importância de uma abordagem pluralista e contextualizada na interpretação dos textos bíblicos, evitando o literalismo e o anacronismo.
  • O sonho de transformar a Biblioteca do SER na maior biblioteca bíblica da América Latina, aberta a pesquisadores de todas as denominações e crenças.

Ler transcrição do episódio

Há de nascer, nova era de crescer Novo homem, coração de quem quer servir É prosperir, novo verbo é burilar O íntimo colorido, o céu de um novo ser O Guilherme, eu tô aqui na tentativa de aprender Hebraico, Aramaico e Grego em uma semana pra poder, no mínimo, entender e dar palpite aqui no Cartoonos Grandiçados aqui, vamos falar. Eu sou o Theo e tô querendo fazer um curso de Teologia Avançada pelos mesmos motivos do Guilherme. Se não, não vou dar palpite nenhum. Escutar é aprender. Bom, meu nome é Haroldo. Nós estamos aqui pra falar um pouquinho da biblioteca, da tradução.

E já estamos fazendo esses cursos aí há algum tempo pra tentar conversar. Meu nome é Elias. Eu estou aqui pra aprender um pouco, interagir e ouvir. Eu sou o João. Tô aqui pra pegar os livros interessados do Haroldo pra poder aprender, entendeu? Eu sou Karen. Já tenho a formação teológica, mas continuo aqui pra ouvir e pra aprender. Graças a Deus, vai ser uma teóloga no programa, né? Estamos salvos, não é? Alguém que realmente conhece. Alguém que conhece esse assunto, né? Pelo menos um. Eu sou o Thiago Franklin e tô aqui pra poder aprender com essa turma toda aqui.

Nós somos sete pessoas dentro de um pequeno cubículo de estúdio. E vamos lá e que Deus nos abençoe nessa caminhada dentro desse podcast. Então nós vamos falar primeiro sobre a biblioteca, né? Vamos pra mais uma semana de e-mails e recados do Pode Ser. E aí, Haroldo? Como é que foi esse tempo de férias? Demos um tempinho no site. O pessoal deve ter sentido falta de mais um programa, né? Mais um conteúdo, né, Thiago? Mas foi bom essa parada pra gente refletir o impacto que foi esse trabalho, o que a gente já conseguiu fazer, agradecendo as pessoas que participaram e pedindo a espiritualidade superior que nos amparem pra que esse ano a gente consiga realmente fazer com que o site seja enriquecido de outros conteúdos e que esse podcast possa se ampliar, abordar temas variados.

Isso aí. Lembrando que o podcast é de vocês, viu? Quem tá ouvindo aí, não se esqueçam que nós queremos a participação de vocês. Ela é muito importante pra que esse projeto vá pra frente. Lembrando que nós queremos mais comentários. A gente encheu o nosso coração de alegria. Pra gente foi como um ovalho, assim, caindo no deserto, né? O carinho, né, Thiago? Com que as pessoas nos acolheram, mesmo o site estando iniciando, com falhas de diagramação, com questões que precisam de aprimoramento mesmo e o conteúdo sendo tão pouco.

As palavras de incentivo, de agradecimento encheram a gente de energia pra… Pra continuar o trabalho. Continuar e fazer cada vez melhor. Nós só queremos aproveitar aqui e lembrar o pessoal que quando mandar e-mail pra gente, mesmo lá nos recadinhos lá do comentário, né, do podcast, no site em si, lembrar de colocar o estado, a cidade e o país de onde estão ouvindo o material porque isso é importante pra gente mensurar a amplitude aonde o podcast está chegando e pra que você também, o ouvinte, o pessoal que estiver participando com a gente possa ter uma ideia dos nossos companheiros, né?

Somos uma família universal, né? De onde é que você está vindo, companheiro? Saber dos amigos que nós estamos fazendo. Exatamente. Queremos agradecer também imensamente o Oceano Vieira pelo material excelente que nos mandou das psicofonias do Chico, né? De Emmanuel, de André Luiz, que foi uma bomba, né? É verdade. Muitas pessoas falaram que quando ouviram… Eu, particularmente, quando ouvi as psicofonias chorei muito e muitas pessoas também falaram isso, que choraram. Se emocionaram, né? Aquela coisa direta, a psicofonia na voz do Chico, que coisa linda.

Maravilha, Oceano. O nosso podcast pra gente poder gravar sobre esse material está chegando. O Haroldo já está aqui agendando, já está aqui procurando uma data pra marcar pra você vir ao Belo Horizonte pra gente ficar o dia inteiro gravando podcast sobre esse material. Sobre esse trabalho. Muito obrigado, viu, Oceano? Que Deus te abençoe, a espiritualidade te proteja na sua jornada, no seu trabalho. E nós realmente não temos nem como agradecer essa sessão do material que você fez, o quanto que ela enriqueceu o nosso podcast.

Maravilha. Bom, vamos lá para os comentários dos e-mails e do comentário em si, né? Do pessoal lá no site. Nós recebemos um e-mail do José Damião, lá de João Câmara, no Rio Grande do Norte. Esse tem que estar chegando longe, hein, rapaz? O e-mail dele diz assim, estamos estudando o seminário proferido pelo Haroldo, O Apocalipse, Mitos e Verdades, em São José do Rio Preto, e confessamos que à medida em que forem surgindo as indagações, esse site também funcionará como um canal de interação entre nós, estudantes das letras e das leis sagradas.

Maravilha, hein? Poxa, que legal, né? E olha, José Damião, nós estamos preparando, já estamos gravando um podcast, um episódio, melhor dizendo, no podcast sobre esse seminário, sobre Apocalipse, Mitos e Verdades, pra gente falar um pouco sobre Apocalipse. Seria muito bom que você participasse, mandando mais comentários lá no post da página do site. Contamos com você. Muito obrigado pelo carinho. E é isso aí. Recebemos um e-mail do André Luiz Sobreiro. Esse eu vou deixar o Haroldo ler, né? Porque se eu ficar lendo isso aqui sozinho, vai ficar muito sem graça.

O André Luiz Sobreiro, pena que ele não disse de onde, né? De qual cidade, o estado, mas ele diz assim, Haroldo, na sua palestra sobre o Sermão do Monte, você se refere a um livro antigo que catalogava todas as expressões idiomáticas bíblicas. Não foi possível entender o nome do livro. Poderias me informar? O André, esse livro está em inglês. Ele chama Figuras de Linguagem, Figuras of the Speech, do Bullinger. É um clássico. Eu vou fazer o seguinte, eu vou colocar um texto no nosso site. Quando a gente for falar alguma coisa, inscrever?

No rodapé. Se você está ouvindo esse podcast, no rodapé do podcast, no comentário aí, logo abaixo onde você clicou para poder dar o play, para ouvir, ou se você estiver ouvindo no carro, lembrar que o podcast não é só no site. Aí no campo, no corpo do post deste podcast, tem aí o link e o nome, todas as informações certinhas, o Haroldo está nos passando, a gente vai colocar aí essas informações. A gente vai colocar esse dado, porque aí tem a bibliografia correta, com a editora, mas é um livro que está em inglês, é um clássico, que fez essa catalogação, não seja completa, mas é uma obra de referência para todos os estudiosos.

A Janaína, está vendo, gente, como é importante mandar para a gente, pelo menos, de onde é, porque fica assim, né, meio estranho, a Janaína, Janaína de onde, quem é, a gente quer uma coisa mais íntima, nós queremos vocês perto do coração da gente. Queremos saber de onde vocês são, vamos colocar, olha, eu sou de tal lugar, eu trabalho com isso, e é importante a gente saber o que as pessoas fazem também, né? A Janaína. Com relação ao livro sobre o Novo Testamento, soube que a primeira edição estava esgotada. Como faço para adquirir esta obra?

Nossa, Janaína, essa é uma pergunta que precisa ligar para o SEI, para o Conselho Espírita Internacional, ou pelo site. Realmente, a primeira impressão da primeira edição, foram impressos cinco mil volumes, e realmente se esgotou. Em três meses, três meses e meio, se esgotou esses cinco mil. Eu não sei se o SEI fez uma nova reimpressão da primeira edição. O certo é que nós estamos trabalhando também, já na segunda edição, em que nós vamos terminar a tradução do Novo Testamento, e aprimorar as notas. Mas dá uma ligadinha para o SEI, ou manda um e-mail, que eles vão te dar uma posição mais segura.

Lembrando que futuramente, provavelmente nós vamos ter uma loja também, né? Sim, nós vamos. Com esse material todo que é gerado em outros lugares, né? Com material do Aroldo, com CDs, o pessoal poder adquirir também, dentro do site do Instituto. Mas isso é futuro, tá gente? Por enquanto, nós vamos nos focar dentro de gerar conteúdo para vocês. Porque isso tudo demanda, né? Uma estrutura, uma logística, mas por enquanto, vocês podem aguardar que daqui a pouquinho isso aparece aí como novidade para vocês, e nós vamos divulgar aqui no podcast também.

Temos um e-mail aqui do Moura Júnior. Se eu não me engano, é o Moura que eu estou pensando. Um grande amigo que era do Bizer de Menezes. Não sei se é realmente o Moura. Eu estou acreditando que sim. Se for, Moura, um abraço. Estou morrendo de saudade quando você mandar alguma coisa. Você se identifica se for realmente o Moura que eu estou pensando, né? Ele diz assim, Olá amigos, gostaria de compartilhar os estudos feitos aqui no site de relacionamentos Orkut. Por este motivo, criei a comunidade. Nós vamos agradecer, né?

Com certeza, Moura. Inclusive, até o Tiago estava tendo uma ideia aqui que ele vai falar agora. Sobre o quê? Quer divulgar. Cada pessoa que ouvir o podcast, a gente quer fazer um convite. É um desafio. Que cada um divulgue para pelo menos cinco pessoas. O Moura já está arrasando. Ele está colocando Orkut para cinco mil. Moura, muito obrigado. O Tiago pode colocar sim. É isso que a gente quer, que compartilha mesmo. Porque nós contamos com essa rede, com esse apoio das pessoas. Tanto recebendo conteúdo, quanto fornecendo conteúdo para a gente.

O nosso objetivo é compartilhar mesmo, né? E queremos sim que as pessoas pelo menos divulguem o podcast para mais cinco pessoas. E se você já está colocando no Orkut, pode ter certeza que nós já vamos acessar lá e vamos ser membros da sua comunidade. Aliás, eu já sou membro dessa comunidade. O Tiago já se antecipou. Já me antecipei. Agora é o seguinte, nós queremos aquela apresentação. Você vai pegar esse podcast e vai apresentar para o seu amigo. Não é aquela coisa de espalhar por e-mail e sair mandando spam não, viu gente?

Vamos fazer uma coisa assim. Olha, você gostou do podcast? Ah, eu gostei muito desse material. Apresenta para um amigo. Grava um CD e leva para ele. Vamos fazer uma coisa bacana. Vamos fazer uma divulgação pelo menos para cinco amigos. Se cada cinco amigos divulgar para mais cinco amigos, nós conquistamos o mundo, né? Exatamente. Aliás, o Guilherme fala muito que nós estamos separados no mundo por qualquer pessoa, por seis amigos, né? Exatamente. Então, vamos julgar para seis amigos. Exatamente. Depois o Guilherme vai trazer também para a gente.

Mas é isso que o Tiago está falando. É uma divulgação mais pessoal. Olha, eu ouvi esse podcast, preparei para você, gravei. Toma aqui, escuta, comenta com a pessoa, encha a boca dela com água, né? Dá aquele gostinho para a pessoa ser estimulada a ouvir realmente. É isso aí. Tem mais um e-mail aqui que é do Laírto Divino de Almeida. Prezados, gostaria de saber de que maneira eu poderia ser um colaborador e com quem eu posso me informar. Olha que maravilha. As pessoas já estão querendo participar já. Então, é um convite agora pessoal para todo mundo que está ouvindo esse podcast.

Nós queremos a participação de todos. Nós ainda não temos uma didática ou uma maneira de como, porque o trabalho está só começando. Quem vai nos dizer como ele vai caminhar são vocês. Nós queremos todos colaborando. Nós vamos ter ainda, são planos do Instituto, ter um espaço, ter uma sede para que a gente possa fazer estudos, possa realizar pesquisas. O Haroldo é quem vai estar comandando essa parte dentro do Instituto que são as partes de pesquisas, pesquisas científicas. Nós vamos precisar da apoio de todo mundo.

Eu acho que é uma maneira de ser colaborativo. Nós queremos a colaboração de todos. Todos aqui são participantes do Instituto C. Exatamente, Lairto. E assim, foi bom a sua pergunta porque a gente fica muito contente de saber que as pessoas já estão querendo colaborar. Eu só digo para você o seguinte, por enquanto colabore postando comentário, enviando questões, dando sugestões. Daqui a pouco nós teremos espaço, como o Tiago falou no site, para doações. Doações não só em quantia, em dinheiro, mas doação em competência.

Você vai realizar um projeto, precisa de uma pessoa que sabe fazer um trabalho específico, que domina aquela área. Então nós vamos precisar desse apoio. De pesquisa, por exemplo. De pesquisa ou para construção de alguma coisa, para realização de algum projeto. Tudo vai ser divulgado e a forma como nós vamos funcionar vai ser nessa forma de compartilhamento das pessoas colaborando, inclusive no dinheiro. Cada um doando um pouquinho para que a gente possa construir e realizar as coisas. Então fique tranquilo que daqui a pouco você vai encontrar seu cantinho aqui e a forma como você vai colaborar.

Mas por enquanto acompanhe o nosso site. À medida que a gente for tendo necessidades de aprimoramento do site, necessidade de fazer alguma coisa, nós vamos colocar no site e vamos pedir para as pessoas nos ajudarem naquela área específica. Então por favor, fique atento ao site que daqui a pouco você vai se encaixando. E a melhor maneira, agora neste momento que as pessoas podem nos ajudar a colaborar é divulgando. É divulgando o podcast. Divulgando o site, né? Acho que não só o podcast. Divulgando o site. O podcast é uma maneira de…

A gente pode, assim, dizemos que podemos gravar num CD e divulgar, né? O site a pessoa tem que ter acesso à internet, tem que acessar. É dando opinião também de como gostaria que o site fosse, né? Isso! Apontando alguma coisa que está faltando, o que gostaria que tivesse. Porque isso para a gente é como um médico que vai medindo o pulso, né? A gente precisa ter essa resposta das pessoas para saber se nós estamos acertando, o que a gente precisa aprimorar, o que precisa corrigir. Isso é muito importante. É isso aí. Lembrando que nós não lembramos de todos os e-mails.

Tinham mais e-mails e, assim, se a gente for ler todos os e-mails que chegaram para a gente, a gente vai fazer uma gravação só de e-mails. Então, vamos ler um pouquinho, Haroldo? A gente podia ver aquela questão dos comentários lá do Poder Ser? Você falou que tem algumas pessoas do seu coração ali que… Nós ficamos muito sensibilizados com os comentários que foram sendo colocados abaixo do primeiro episódio do podcast, da página institucional, naqueles espaços em que há no site para que as pessoas façam comentários.

Nós gostamos demais porque aquilo sensibilizou muito a gente e nós queremos estimular as pessoas a fazerem comentários mesmo, que ali tem um espaço reservado para fazer o comentário. Por favor, usem isso para criticarem, para sugerirem, para participarem. Vai ser muito bom. Tem vários comentários que foram postados lá e a gente gostaria de agradecer aqui alguns. Temos a Efigênia Gerisch, que é da Alemanha, uma grande companheira. Chegou a participar aqui em Belo Horizonte com o seu Honório, o Lian, o Sobral, o João Lúcio, Oswaldo, de estudos lá no Grupo Emmanuel.

E a Efigênia hoje está na Alemanha, já até fez um convite para que a gente compareça à Alemanha e fazer um ciclo de estudos lá. E ela deixou realmente um comentário muito carinhoso. Nós não vamos ler eles na íntegra, eu quero convidar todos a entrarem no site, acessarem lá a página do podcast. Vai ter o comentário lá da Efigênia Gerisch. Deem uma lida lá nesse comentário. Que coisa linda, Efigênia. Muito obrigado. Nosso coração aqui também está vibrando com vocês aí da Alemanha. Você está dizendo aqui no seu comentário que tem um grupo de estudos aí do Evangelho.

O que precisar da gente? O que vocês quiserem mandar? Muito obrigado. Nós ficamos muito sensibilizados nesse episódio. Ter chegado aí no Velho Continente e ter encontrado corações amigos que estão espalhados aí. A Seara é grande mesmo. É isso aí. São muitos comentários. Eu vou convidar… Temos a Marlene, né? Marlene Salles, a Tânia. Marlene lá de Recife. Tem, tem muita gente. Tem Damião, Ana Maria. O Luís Sérgio apareceu. O Simão Pedro, grande amigo, expositor excepcional. O Lucas Milagre. Você conhece? Lucas Milagre, Divinópolis.

O Lucas é um grande amigo. Está sempre estimulando também. Até fez um convite agora para que a gente esteja lá em Divinópolis fazendo um seminário. Pode achar que nós vamos olhar aqui, viu Lucas? Muito obrigado pelo carinho. É isso aí. Vamos deixar um abraço para o Tales também. Tales, né? Do meu cantar. Deixou um recado para a gente aqui. Nós vamos entrar em contato com você. Viu, rapaz? Já conversamos sobre você aqui. E pode esperar que vão chegar alguns convites a você aí em breve. É, o Tales. Obrigado, viu? Muito carinhoso aqui o seu comentário.

Só dá estímulo para a gente. O Moura também, de novo, né? O Moura deixou aqui. Moura Júnior. Um comentário muito carinhoso. Dois comentários, né? Dizendo que gostou muito. É, o Alexandre, a Daniele. Muita gente. É muita gente. A Janaína. A Janaína é lá do… O Alexandre, que inclusive… O Alexandre é lá da Feluz. Um da Fabiana, que é casada com o meu cunhado, com o Bruno. Deixou um comentário aqui muito carinhoso. Alexandre, muito obrigado, viu? Participa aí, ajuda a gente. O Fredinho, o Fred Cornelio, deixou outro comentário também.

A Sandra Osório, deixou aqui quase que uma poesia enorme, linda, linda. Olha, gente, vale a pena vocês entrarem e lerem esses comentários que estão no Facebook, no Twitter, na própria página do site. Vale a pena, porque tem coisa, assim, de emocionar. É isso aí. Vamos, então, para o próximo episódio, né? Vamos lá, então. O Haroldo podia contar para a gente um pouco sobre essa caminhada e essa vontade louca dele de ter livros em casa e… Bom, isso tudo é importante que a gente diga que o Instituto C nasceu em torno de uma biblioteca, de um projeto de se formar uma biblioteca sobre matéria bíblica.

Uma biblioteca que tivesse material de judaísmo, cristianismo e outras vertentes sempre focadas nesse aspecto bíblico. E essa história começou com a saga que era, há dez anos atrás, comprar livro de matéria bíblica, livro teológico em Belo Horizonte. E hoje a gente está muito honrado de ter aqui o Enéas, que é uma pessoa que, em Belo Horizonte, faz parte dessa história das livrarias bíblicas e, sobretudo, das livrarias evangélicas desse material. E uma pessoa com quem a gente fez uma amizade, o João também sempre participou disso, acompanhando, a gente comprando os livros, escondendo, para a esposa não saber que comprou mais um.

Não é, Enéas? Então tem… Essa história que começou e é um pouco também, não é, Enéas, da história de Belo Horizonte com a teologia e com o material bíblico, não é, Enéas? Com certeza. Fala um pouquinho disso. Como é que você começou? Como é que você chegou a trabalhar com a venda de livros? Porque quando eu cheguei, você já estava vendendo, você já era um consultor, era a pessoa que todo mundo procurava para pedir indicação de comprar livro. Como é que isso começou? Então, eu estou nesse mercado de livros desde 2001, não é?

E tive a oportunidade de conhecer o Arudo numa livraria no ano de 2002. Lembro até hoje no Minas Shopping, o Arudo estava comprando alguns títulos e aí houve uma oportunidade de aproximar dele, de conversar um pouco, trocar algumas ideias sobre teologia e aí houve uma aproximação entre nós e percebi a sede que o Arudo tinha com teologia e aí estabelecemos um vínculo nós dois um vínculo que já vai para mais de sete anos já. Mais? E você não achou estranho quando viu um espírita tão interessado em teologia bíblica? Esse é um caso pittorisco, vou dar um pitaco aqui que você tem que contar essa história.

Pittorisco. Você está perdoando as perguntas cedo. Pittorisco, eu sei dessa história e quero que ele conte. Na verdade, o Arudo escondeu isso o tempo todo. Porque primeiro você deve ter ficado curioso, o cara comprando já vinte livros de cara, eu queria fazer uma compra modesta aí na primeira compra, vinte livros. A questão é o seguinte, as compras do Arudo despertou interesse. Eu quis saber se o Arudo era um seminarista a princípio, um pastor, afinal de contas, aquele envolvimento com teologia, não deixa de chamar a atenção.

E ele era bem sedento, continua sendo, é claro. Quem está perdendo pode falar isso. Mas, olha só, interessante o seguinte, que quando me aproximei mais dele, houve almoços que foram marcados onde criamos mais afinidades e eu até compreendo o Arudo, o receio que ele tinha, porque nós estabelecemos um vínculo através dos livros de teologia, da livraria de um modo geral, e esse vínculo que nós estabelecemos entre nós, na verdade, ambos nos mostraram interesse pela confissão religiosa do outro. Mas havíamos algo em comum, que é o interesse por teologia de um modo geral.

Então isso nos aproximou de alguma maneira. E interessante que no decorrer desse relacionamento, dessa amizade, o Arudo sempre tinha receio de revelar a sua confissão, mesmo porque a gente sabe que no meio evangélico há aquelas vertentes que predominam a intolerância religiosa, principalmente quando se trata do kardecismo. Então eu compreendi, eu sabia já que o Arudo era de confissão espírita embora. Eu não desconfiava, eu sabia na verdade. Teve alguns diálogos entre nós em que o Arudo deixou transparecer, na verdade, a veemência com que ele fala, as convicções dele, mesmo que ele tentava esconder, a gente percebia.

Sempre ele escondia atrás da esposa. Ah, minha esposa é… Foi a gola, não era? Era a gola da Cláudia. Não era a gola da Cláudia. Ele estava naquela exposição com o Arães Rosa. Não sei, não, mas desconfiava. Mas é engraçado que quando o Arudo, eu lembro que foi em 2006, 2007, mais para 2007, o Arudo resolveu então, tomou coragem. Não sei o que ele bebeu. Ele tomou coragem e veio compartilhar. Ele percebeu que a amizade estava cada vez mais… Tinha mais confiança. Mais confiança, né? Estávamos mais próximos do que antes.

Então ele tomou coragem, resolveu compartilhar. Me chamou a parte para o Senês, eu preciso te confessar algo. Mas cinco anos depois… Cinco anos… Eu preciso te confessar algo e eu… Tudo bem, Arudo, pode falar. E nós estávamos em um ambiente de livraria. Ele falou assim, mas é muito sério o que eu vou falar. Eu disse, sim, pode falar. E ele vermelho, né? Aí ele já começou a pensar que era outro tipo de gola. Quem será que ele vai me dizer? Começou a ficar tenso. Mas me assustou a forma que o garoto falou, eu confesso.

Ele ficou vermelho e talvez ainda ele esperava que nós iríamos quebrar esse vínculo, eu particularmente, por causa da intolerância religiosa, né? Então quando o Arudo mencionou que ele era de confissão espírita, não foi uma surpresa pra mim. Até mesmo porque eu já desconfiava, justamente por causa das convicções que ele colocava e pelo contrário, não sei qual foi a expectativa dele quando ele colocou isso, mas imagino eu que ele esperava que viesse a enfraquecer essa relação e isso que nós temos em comum, na verdade, né?

Que é o interesse a sede que nós temos por teologia e pelo contrário, de lá pra cá essa afinidade, ela cresceu, esse interesse, ele evoluiu e prosseguiu e estou eu aqui hoje. Ah, maravilha! Você sabe que eu tenho alguns amigos evangélicos que eles falam, mas de qual igreja que você é? A gente conversa muito sobre a temática do evangélico. Qual é a igreja que você é? Você fala que eu sou da igreja de Santo Antônio, que é o bom senhor, o melhor amigo do senhor Tiago é de Santo Antônio. E pra minha sorte tem uma igreja batista lá.

Acho que muita gente já deve ter ido lá pra me encontrar. Mas eu já usei essa estratégia e me dei mal. Exatamente, era uma igreja lá perto de casa e a gente passava de violão e a bíblia. E a gente passava sempre frente à igreja evangélica. O pessoal, na escolinha evangélica, tinha igreja lá. Um dia o pessoal estava com um problema de computador. E eu fui lá ajudar. Tinha uns rapazes que tocavam violão. Fui lá pra olhar. Na hora que eu estou lá, a moça, na hora que ela viu que eu estava consertando o computador, ela virou séria pra mim, de uma hora pra outra.

Mas peraí, de que igreja você é? Você é irmão, não é? Você é cristão. Eu sou, sou sim. Mas de que igreja? Na hora eu falei assim, ah, da igreja batista. Menti, confesso que eu menti. Aí você é mesmo. Tá arrependido? Tô, porque ela virou bem brasileira. Aí eu comecei a ter problemas. Teve um filme que o cara foi pego. Falaram, fulano morreu. Eu nunca saí da igreja. Eu nunca fui matar um sujeito. Mas esse receio é compreensível justamente porque principalmente o evangélico ele às vezes ele acha que tem Deus na barriga de certa forma.

Ele acha que Deus é evangélico, e Deus não é evangélico. Deus não é monopólio de religião nenhuma. Seja ela protestante, católica, Deus é Deus. E é importante ressaltar isso. Então, esse curvão que colocou aqui, a gente percebe que uma realidade quando alguém que não confessa a fé evangélica é protestante, ele tem uma certa familiaridade com a linguagem dos evangelhos, ou mesmo com as escrituras sagradas, a Bíblia. E se ele não manifesta uma fé evangélica, ele é censurado. Porque o evangélico, infelizmente, tem essa mentalidade.

Ele acha que Deus é um monopólio deles. E não é bem por aí. Eu costumo dizer sempre que Deus não é evangélico, Deus não é católico. Deus é Deus. E é importante ressaltar isso. Você acha que um podcast nesse formato, da gente reunindo pessoas que tenham conhecimento bíblico, mas que vêm de várias denominações religiosas, você acha, por exemplo, entre os protestantes, entre os evangélicos, você acha que pode atrair algum interesse? Eu, particularmente, confesso que tenho uma grande expectativa da participação de pessoas.

Das comunidades que estudam o Evangelho. Mas espero, obviamente, que seja sempre uma postura aberta, de real interesse em conversar sobre o Evangelho, sobre a temática evangélica e dos textos bíblicos. Sim, acho que a partir do momento que existe respeito com o outro, sabemos respeitar as diferenças em questão, acho que pode-se prosseguir nesse sentido, com certeza. Agora, Inés, a gente estava falando sobre a questão de livro. Aquela livraria do Mina Shopping, o tabernáculo. Foi a primeira que você trabalhou, foi o primeiro lugar que você começou a entrar nessa área de livro, ou antes você já tinha?

Não, meu primeiro envolvimento foi em 2001 com o mundo evangélico. Foi onde eu me inseri nesse mercado em 2001 e logo depois. A Rio de Janeiro, número 205. Aliás, Tupi 205, viu, João? Em Belo Horizonte, viu, Inés? Esse podcast vai pro mundo inteiro. Vai na Rua Tupi procurar e não vai encontrar. Rua Tupi em Belo Horizonte. Entre Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ainda tem a livraria, ainda está lá. Tem a livraria, está lá ainda atualmente. Só que onde eu tive a experiência com esse horário foi quando nós mudamos o foco.

Eu fui contratado por uma nova livraria que havia aberto lá no Mina Shopping, que é a Arca da Aliança. Fiquei lá um período de dois anos mais ou menos e depois voltei pro mundo evangélico. Aonde eu estou lá até hoje. O que eu notei, Inés, quando eu cheguei lá, era uma livraria diferenciada. Porque a questão da teologia, você vai começando também você compra um livro, vai aprofundando num assunto, vai lendo uma coisa e tem uma indicação na bibliografia. Você vai querendo comprar um outro material e vira um vício. Um vício teológico.

Um vício bíblico. Você vai comprando material. Vai comprando, vai comprando, vai comprando. E tem as várias fases do vício. Tem quando o sujeito é casado, por exemplo, e começa a crescer muito, aí já tem a estratégia de que a esposa não pode perceber que estão sendo comprados os livros. Então o que eu gostava, Inés, eu já estava nessa fase do dependente. Dependente bíblico. Mas eu queria fazer uma palavra, porque a paixão do Arudo por livro começou bem antes. Mas aí a gente descobriu uma técnica. Então tu viu, Inés, tinha uma técnica que era a técnica das sacolas que vinha uma sacolinha, um livro só, mas na verdade tinha uma maior e os outros livros, principalmente os mais caros, né?

Estavam meio que escondidos, né? Então você vai comprar mais um, mas é um livrinho só. E é isso aí. É fácil. Essa técnica é interessante ressaltar aqui. A gente entende só a milagre da multiplicação dos livros, que a mulher olhava e falava assim, comprou um e tentou ir. Mas essa biblioteca está aumentando muito rápido. É que o rei organiza. É milagre. É zipado, né? O livro é zipado. Mas o bom é que essa experiência é praticamente universal, né? Eles precisam esconder os livros das esposas. Então acabou que tivemos que desenvolver alguma coisa na livraria.

Uma técnica. Proteger os clientes. O público a princípio é predominantemente evangélico na livraria. O ambiente onde eu atuo no mundo evangélico, principalmente livraria, onde a gente está de insignia até hoje, você tem um público bem diversificado. Você tem o ateu, né? Que consome muito teologia também. Tem um ateu viciado em literatura bíblica? Tem. Eu sou ateu, graças a Deus. Parece contraditório, né? Mas, inclusive, a primeira experiência que eu tive de uma discussão livraria foi com um ateu, na verdade, né? Ele estava lá comprando livro e eu sugerei alguma coisa pra ele e ele disse, não, eu leio pra combater, na verdade.

E foi até um neurologista famoso em Rio Horizonte, né? E eu lembro muito bem desse momento, nós chegamos na livraria, fizemos amizade, tivemos um diálogo gostoso, mas não é só o público evangélico, embora predomina a maioria, mas você tem católicos, principalmente os padres, né? Frequentam muito ali, costumam normalmente não se identificar, mas quando a gente tem uma conversa mais… Acaba se tornando óbvio. Com certeza. Hoje já tem vários espíritos, que eu indiquei, que compram o livro também do Enéas, o Enéas manda pra outros estados, né?

Isso é bacana, esse neurologista, pelo menos, quando ele desencarnar, ele pode ir lá na Reunião Mediúnica porque o trabalho não pode ter muito trazer de ele, se argumentar com ele. Geralmente vai. Mas a questão que foi acontecendo também, né, Enéas, que eu acho que isso é importante ser dito, em Belo Horizonte, por essa questão do Enéas ser a pessoa que fazia a compra da livraria, comprava os livros, as próprias editoras passaram a tê-lo como uma referência, como alguém que… Vão lá levar o que tá saindo… Então o Enéas sempre era obrigatório, igual o Twitter, né?

Todo dia, assim, de dois em dois dias, ligava pro Enéas, tem alguma coisa nova? Falava, tá chegando isso? Então era aquele contato e várias pessoas fazendo isso, né Enéas? É, atualizar, é, sabendo o que vai sair de novo, que livro que tá surgindo, o que que… Às vezes você já conhece uma obra numa outra língua, que é uma obra de referência e aquilo tá sendo traduzido pra língua portuguesa. Então o Enéas falou, ah, aquela obra clássica vai ser traduzida pela editora Teológica, várias outras… Pois é, essas obras que são lançadas, elas vêm, principalmente de quais materiais?

Qual é a base de pesquisa que essas pessoas que publicam coisas interessantes em literatura bíblica, quais as fontes principais que elas utilizam e que tão gerando conteúdo novo e interessante? Então, essas produções, essas obras dependem muito das escolas, na verdade. Você tem a escola alemã, por exemplo, que por muito tempo foi responsável pela produção crítica da teologia, ela prevaleceu por muito tempo, hoje nós temos a escola americana, que sobressai principalmente na área da exegese, porque é uma escola mais aberta, uma escola que dialoga com uma diversidade de métodos, que interage também com material judaico, você tem importantes estudiosos hoje que buscam justamente nas fontes originais, nas midrash, o próprio Talmud, que hoje é muito citado nesse sentido.

Então, na verdade, mesmo que essas fontes sejam fontes antigas, tem a questão das leituras, mesmo num passado mais remoto, não era uma coisa muito praticável, não se exercia muito a leitura dessas fontes. De uns tempos para cá, tem-se percebido a importância que essas fontes desempenham para a teologia, para a exegese bíblica, na verdade, a importância de conhecer a tradição oral dos fariseus, como isso, os descobertos do mar morto, que foi feito em 48, como isso é importante para a exegese também, então o acesso a essas fontes, elas têm aí, produzido novos materiais.

Nosso caso aqui no Brasil, mesmo que nós tenhamos mencionado que essa descoberta, por exemplo, de 48, no Brasil, por ser um país terceiro mundo, é muito atrasado isso, chega bem tarde para a gente já. Interessante. O Haroldo podia contar para a gente, acho que todo mundo deve estar curioso em quem está ouvindo esse podcast. Quantos volumes você tem na biblioteca, Haroldo? Hoje, eu acho que na área do cristianismo deve ter mais de 3 mil volumes. Tem mais, um pouco, é. Na ida a Jerusalém, nós trouxemos meia tonelada de livros.

Trouxemos o que é assim de principal em termos de fontes judaicas, os talmudes, os liderastes e outras obras de comentários. E tem um material também muito forte na área de linguística, literatura linguística semiótica, na área jurídica também, na área de filosofia tem um material muito bom, grandes dicionários, obras de referência, porque a gente circula nisso aí. Linguagem, filosofia, teologia bíblica, fonte judaica, esse é o universo que a gente vai navegando ao mar, porque você vai extraindo uma mina, cada vez, eu acho que até complementando isso, na verdade, hoje nós vivemos uma facilidade de acesso a informação muito grande e isso com certeza influencia os intelectuais da área bíblica, porque são pessoas que tem acesso muito mais facilitado, é muito mais fácil você estudar hoje do que há 150 anos atrás.

O acesso a línguas originais, a material raro, você entra no Google e lá tem uma obra rara, você baixa uma obra, aquela pessoa precisava atravessar um continente para encontrar uma obra dessa. Hoje você consegue isso tudo com digitalização e isso provoca uma coisa que o Enéas falou, que é uma pluralidade de métodos. Antes as pessoas confiavam cegamente em um método, método histórico crítico, e hoje elas estão verificando que métodos são ferramentas. Então, se você tem um parafuso, você precisa de uma ferramenta. Se você tem uma rosca, a ferramenta é outra.

Então, para cada tipo de problema de interpretação bíblica, você precisa de uma ferramenta adequada para resolver aquele problema. E esse pluralismo metodológico gera uma riqueza enorme de livros. É, basta citar aí métodos recentes, por exemplo, método sociológico, que é um método que tem sido empregado hoje nos estudos bíblicos, embora embrionário, mas tem mostrado um método muito eficiente nas conclusões. Tem ajudado muito, na verdade. Sakai, a gente tinha falado método sociológico. Como é que é? O que é que se constitui esse método?

Em linhas gerais, para a gente entender por ser tão novo… Então, é o método que tem sido utilizado muito hoje quando se trata do Novo Testamento. Ou seja, o Antigo Testamento não é tão eficiente, justamente porque é um método que, para desenvolver, você precisa de precedentes. Você precisa pegar alguns costumes culturais e compará-los, na verdade. E quando se trata do Antigo Testamento, é muito escasso essas fontes, na verdade. E o Novo Testamento, nós já temos esse precedente, justamente porque o cristianismo ele se expandiu, ele foi além dos territórios da Palestina.

E hoje se permite, então, esse crescimento, utilizar esse método, embora não de forma tão eficiente, porque é um método que foi praticamente desenvolvido para ler modelo de sociedade no século XIX e XX para cá. Mas, mesmo assim, tem demonstrado muita eficiência na exegese. Parece que isso incorre no risco de inserir categorias que são modernas num texto que é do século I. Você não acha perigoso esse método? Anacronismo. Sim. Quando o método é usado no sentido absoluto, com certeza, quando ele é elegido como método, cai nesses riscos.

Mas não somente ele. O Aruldo deixou muito importante, que ele ressaltou aqui, que qualquer método, quando você elege ele como método, você tem sérios problemas com ele. Mas, quando você dialoga com uma pluralidade de métodos, você percebe o seguinte, que todos eles tendem a contribuir, na verdade. É claro que quando você compreende o que a Karen diz aqui, as limitações do método sociológico, por ser, como disse aqui anteriormente, um método embrionário nos estudos da teologia, ou nos estudos bíblicos, você percebe que tem limites, na verdade.

Mas ainda ele não deixa de ser um método eficiente. Tem coisa interessante, tem um trabalho do Bailey, por exemplo, que foi lá pesquisar aldeias antigas da Palestina, e fez um levantamento da cultura da sociedade da época, e mostrou de uma forma muito eficaz o quanto que nós deturpamos, o quanto que a nossa leitura ocidental do Novo Testamento é deturpada, o desconhecer costumes, hábitos daquelas sociedades, e, ou seja, narrativas que pra nós ocidentais têm um significado, pra eles têm um significado totalmente diferente.

Você pega a parábola do filho pródigo, por exemplo, nós não entendemos nada do que está acontecendo ali, porque aquilo lida com hábitos, com costumes, com uma sociedade que é absolutamente diferente da nossa. Quando vem alguém como o Bailey, por exemplo, e outros, e começam a dissecar aquela sociedade, como é que era o papel do pai? Um pai não corria numa sociedade antiga. Ele não corria. Então, se ele está correndo na parábola, aquilo tem um significado. Se ele dividiu a terra, a identidade das pessoas era tirada da terra.

Então, se ele dividiu a terra entre os filhos, é como se ele estivesse abrindo o mundo da identidade dele. Então, é uma série de coisas, uma riqueza que vai desabrochando. Vamos respeitar isso. Agora, é o que a carta está falando. Precisamos ter o cuidado para que a gente não faça uma leitura de um texto antigo com base numa mentalidade do século XXI, do século XX. Você só abordou a primeira fase do método, que é descobrir elementos culturais. Isso. Vai me ajudar a compreender a sociedade da época. Mas existe um segundo passo do método que vem o uso de categorias sociológicas para compreender melhor aquela sociedade.

E essas categorias são modernas. São modernas. Então, eu fiz um primeiro estudo que está inteirado do tempo específico a que eu estou me referindo, mas num segundo momento eu já encho o texto de concepções que são estranhas à época. Então, por isso… É como se a gente pegasse um galileu e o colocasse num smoking. Quisesse que ele ficasse num smoking. Eu acho que o importante das pesquisas que vocês fazem, no geral, Haroldo, vocês todos, que estão nos livros, eu acho que o maior significado não é especificamente entrar em determinados minutos, mas compreender a psicologia que o Cristo via naquele momento e conseguir entender melhor qual que era a mensagem essencial que ele queria passar para as pessoas.

Eu imagino que essa época… A teologia, e eu falo como leigo, a teologia entrou em discussões que são muito detalhadas, isso não vem ao caso em relação à mensagem do Cristo. Foi entrando em abstrações, em reflexões que são da filosofia, eu não estou dizendo que elas não são válidas. Eu acho que elas são válidas porque é filosofia. É filosofia, é pensamento filosófico, é pensamento teológico, é construção. O pensamento vai se desenvolvendo. Mas, esse cuidado que a Karen falou é certo. Você começa a fazer um raciocínio, que é um raciocínio contemporâneo.

Mas aí nós temos que pensar o seguinte também. Não existe leitura sem o horizonte do leitor. Eu sou contemporânea. Não tem leitura sem o horizonte do leitor. Então, nós hoje somos seres humanos do século XXI que estão lendo um texto. Ele tem que fazer sentido para nós hoje. Esse trabalho de fazer com que o texto tenha sentido para nós hoje, passa por essas reflexões com categorias da nossa época. Poxa, mas aí a gente entrou na discussão filosófica. Fica demais que nós vamos falando da formação da biblioteca. Eu queria puxar aqui.

Eu queria te fazer uma pergunta então. Você podia contar pra gente como é que foi essa saga de ter que viajar para poder buscar essa meia tonelada de livros. Você contou pra gente. A questão do gangueiro. É uma saga até anterior. Porque a saga começou nesse encontro com o Enéas. E comprando aos poucos os livros. E até que depois o Enéas falasse um pouco disso. Porque essa biblioteca foi uma biblioteca diferenciada. Eu queria falar qual é o significado dessa biblioteca no ponto de vista dele. A Karen também falasse um pouco.

O interessante dessa biblioteca é o seguinte. As pessoas chegam lá para o Enéas e vão comprando livros de acordo com a emoção que ela tem no momento. Então ela está emocionada. Está envolvida com alguma coisa. Ela sai comprando livros naquela linha. E eu sempre tive um cuidado de quando ia na livraria e chegava para o Enéas. O que é que tem? E ele também falava. Você precisa comprar esse livro. Você precisa ler algo nessa área. Mesmo que você não goste muito, não seja da sua afinidade, mas é importante que você tenha, porque é um clássico.

É uma área de pesquisa importante. Ainda que você discorde absolutamente, mas é importante conhecer. Então ela foi se formando em uma biblioteca que é uma biblioteca bem técnica, né Enéas? É uma biblioteca de referência. De obra referencial. E por ser obra referencial são obras difíceis de serem adquiridas. Já começam pelo preço. Antes eram bem mais caros. Vou fazer uma parte histórica aqui. Falar que isso tudo tem um começo. Tivemos por volta de 14 anos de idade e fomos agraciados com a oportunidade de participar de uma reunião de estudo de Evangelho que era nos sábados, 8h, 9h da manhã.

Falando isso aqui. No podcast. Na primeira reunião que estava gravado o primeiro episódio do podcast. E ali o Arudo, a gente teve a oportunidade de conviver com o Sr. Honório Abreu, que foi uma referência de estudos evangélicos em Belo Horizonte para o movimento espírita de Belo Horizonte. E ali era interessante que o Arudo se encantou. O Arudo tem essa característica de ser meio entusiasmado com as coisas que ele pega. Quando a gente se conheceu para tocar violão a gente tocou violão mais ou menos de umas 8h, 9h da manhã, 10h da manhã até meia noite, meia, por aí até chegar o ponto das mães pedindo pra gente ir embora, porque já estava insuportável aquele violão.

Então nessa característica dele, quando ele descobriu aquilo aquele mundo que o Sr. Honório abria pra gente com aquela interpretação evangélica ele quis saber e quis perguntar, e ligava pro Sr. Honório de noite, pra poder pegar a informação do Sr. Honório. O Arudo, é, eu sou o Arudo, não dá meu Arudo, agora eu estou descansando com a minha família, desligava o telefone educadamente. E a gente chegou a montar a tentar montar reuniões pra estudar e a gente levava livros, e eu sempre sentia que o meu Arudo tinha aquela uma insatisfação, um calor insaciável, uma insaciedade no sentido de que, não está faltando alguma coisa, ainda não é isso que eu quero não tem livro que fale tudo errado, não tem eu quero entender isso aqui, e a gente mesmo na época, a gente não conseguia entender onde a mente dele estava indo não é isso que você quer, a reunião está aqui, a gente está fazendo estudo, estamos aqui com o livro não, mas tem que entender isso aqui, e queria mais e aí o rapaz de repente na faculdade de direito forme direito e resolve fazer grego aí foi uma coisa…

o Arudo já falava grego antes de começar a estudar exato, então é uma coisa louca rapaz, então ele começou com essa história, e aí essa sanha por livros eu acredito que o estudo universitário tenha ajudado muito nessa capacidade de captar livro da leitura, que eu acho que o ensino universitário ajuda muito nesse sentido, de educar a mente principalmente um curso de direito ajuda a educar muito a mente nesse sentido, e aí começou essa saga de adquirir livros adquirir livros mas de uma forma ainda meio incipiente ou uma forma ainda sem direcionamento porque consultando esses estudiosos antigos, a gente vê quanto eles dependiam da intuição deles porque na época deles não tinham, a gente tinha no máximo aqui na época um dicionário bíblico do John Davis que é uma obra hoje considerada manualzinho pra menino primário que você dá pra começar e era o único que eles tinham na época, e eles pra poder estudar, o Sr.

Leão até chegou a fazer curso de teologia pra poder ter algum material mais consistente, e não tinha então ao encontrar o Enéas eu acredito que tenha sido um momento de glória porque foi e aí entra essa história de ele começar a direcionar pra saber adquirir a literatura direcionada pra aquela história de literatura técnica realmente o Enéas recebia professores de teologia, seminaristas professor de teologia protestante, católico pessoas que estavam estudando e procurando obra, e aquilo também foi formando um ciclo, né Enéas?

Justamente um ciclo de pessoas que compravam e compartilhavam bibliografia e aí você começa a conhecer olha, há um seminário lá no sul do país, no Rio de Janeiro fulano em São Paulo, é isso aqui você entra num meio num ciclo de pessoas que estão estudando ah, eu tenho esse comentário muito bom mas ele tá em inglês a gente tá esforçando pra ver se traduz isso e na época a gente não lia, né, ficava doido pra traduzir em português pra ter acesso, e foi muito por aí, né Enéas? O que ia surgindo e a gente comprando tudo, né?

Comprando e dividindo e depois, mal, mal acabaram de pagar, já faziam mais uma parcela mas peraí que você já fugiu do assunto eu quero saber da viagem pra ir comprar essa metade do livro essa é a final, essa é a viagem pra Jerusalém, pra comprar esse livro, é o já no final do processo, né nós voltamos aqui, é quando ele já tinha comprado praticamente tudo que há em português aqueles 30 mil volumes que ele citou já estavam adquiridos, tudo que há em português praticamente, né o Enéas te ajudou a construir a bibliografia que você iria buscar lá também, trocando ideias não, essa judaica não, essa eu tive que contar, até mandar um abraço aqui Pascal Pizet Jacir Rodrigues, né, que foram dois grandes, são dois grandes amigos, né, e se não fosse o Pascal seria impossível comprar isso, nessa compra em Jerusalém, o Pascal foi um guia, foi um grande condutor ele fez a lista ele marcou um almoço em Paris com Pierre Légnard que foi um momento assim, espetacular que a gente conversou com o maior, né, fora do âmbito judaico, Pierre Légnard é o maior conhecedor de judaísmo no mundo eu acho que é o único que não é judeu que um judeu para para escutar e ler e leva para a Universidade Hebraica, porque o homem é realmente uma sumidade nós tivemos a oportunidade de conversar com ele falar do que foi comprado, orientar então, Pascal, um abraço aí você vai ser chamada, Vicky, também com o Jacir.

É legal que eles são católicos é, são católicos gostando mais uma vez dessa bom falar, integração, mas isso foi um final Tiago, porque no início aqui foi o Enéas comprando e isso é importante o Enéas tinha sempre uma preocupação ele já pensava nisso ele está calado aqui, ele precisa falar um pouquinho vou passar a palavra para ele ele tinha sempre uma preocupação assim, olha, você não pode comprar livro só para você pensa na sua comunidade espírita também então vão chegar pessoas iniciantes você tem que ter um livro para o iniciante depois que ele se revelou, o espírito você lembra da história o Enéas o contou, ele ficou emocionado assim porque a gente acredita que essas pesquisas são muito importantes para o meio espírito para a comunidade espírita teve uma na abertura do setor de estudo do Evangelho lá na União Espírita Mineira, talvez depois, mais pra frente a gente conta essa história a gente teve a oportunidade de falar sobre a importância do estudo do Evangelho muitos espíritos saíram da reunião se levantaram porque achavam que era absurdo estudar a Bíblia então era uma mentalidade existente na época talvez uns oito ou dez anos atrás mas crescentemente muito a partir de pessoas como Haroldo e outros que se entusiasmaram por esse estudo e trouxeram coisas novas então na hora que trazia essas informações aí agradou muita gente então isso foi contornado em grande parte então a gente tem muita expectativa que isso traga laços mais fortes de união entre todas as pessoas que estão interessadas na mensagem eu já tive situações em que essa amiga que eu falei com vocês mais cedo nós fomos num sítio, numa cachoeira cada um trazendo seu livro e no momento nós estávamos estudando na igrejinha do Manuel Felipe eu estava levando a minha Bíblia porque eu tinha que ler o texto porque no dia seguinte íamos encontrar ela falou assim, mas espita-lhe a Bíblia?

Eu pensei, uai você não a sabia não? Ah, essa cultura são os estereótipos estereótipos por mais às vezes estudiosas que são em função, às vezes não se detêm em ver determinadas coisas é necessário que a gente trabalhe em função desse esclarecimento porque isso é agregador isso é conciliador isso abre oportunidade desse entendimento entre as diversas escolas os diversos entendimentos, é muito importante eu acho isso muito bom e o Enéas sempre teve, né Enéas, fala um pouquinho sobre isso porque o Enéas sempre usou muita intuição também, olha compra isso, isso vai ser importante ainda que você já tenha um conhecimento mais avançado mas é importante você ter essas obras para outras pessoas que vão chegar né Enéas, fala um pouquinho sobre isso então, no primeiro momento a gente sempre procurava participar ao Arodo de leituras que tinham uma vamos dizer, uma natureza mais acadêmica leituras, normalmente o receio às vezes do espírita que não tem uma tradição de leitura da bíblia, é importante destacar aqui e quando tem, às vezes utiliza-se muito o método alegórico e cria-se um subjetivo muito grande em torno do texto bíblico, na verdade então a minha primeira preocupação quando tive contato com o Arodo, foi justamente ampliar isso, na verdade até que houve sugestões de leituras mais acadêmicas leituras que poderiam justamente sugerir um encontro com o texto fora desses métodos, embora o Arodo já trilhava por esse caminho já e eu percebi um grande potencial de que ele poderia ampliar isso mais na verdade então, assim sou evangélico, sou pastor evangélico mas diria o seguinte acho que essa biblioteca tem uma importância muito grande para o movimento espírita de um modo geral, na verdade todas as conversas e diálogos que eu tive no passado com pessoas do cardecismo normalmente quando o assunto era bíblia eu percebi uma deficiência nesse sentido eu percebi uma debilidade, uma fragilidade quando se citava bíblia, a alegoria predominava o tempo todo se apropriava muito dos textos com uma intenção de mostrar aquilo que o texto não dizia, na verdade e com esses estudos que o Arodo iniciou, com essas pesquisas e com esse material que ele tinha em mãos, eu percebi que ali você tinha uma pessoa de grande potencial uma pessoa até mesmo iluminada nesse sentido que ele poderia introduzir até mesmo de forma muito mais ampla servir a comunidade cardecista nesse sentido é o que nós temos percebido hoje, na verdade o papel dele é muito importante nesse sentido hoje e Karen você tem algum comentário em relação à biblioteca?

O que você acha? Você é pesquisadora já deu pra ver que você tem um conhecimento muito grande qual que é a sua… quanto à biblioteca, eu fui inserida à história há pouco tempo eu trabalho com em livraria, na verdade, há um ano esse meio me é familiar há pouquíssimo tempo na verdade estudei quatro anos de teologia mas não me considero uma pesquisadora acho que você deu uma… ela é humilde, ela é humilde não muito idoso humildade é uma virtude mas quanto à biblioteca, eu fui informada pelo Enes, primeiro do projeto, da proposta que ele estava auxiliando o Arodo, com relação a isso e eu vi o Arodo ontem foi isso mesmo, ontem a receita numa alegria indizível cheia de glória pra citar palco você deve se lembrar do que quem conhece o Arodo conhece essa alegria mas infantil, ele conseguiu me fazer gostar de midrash coisa que eu até então não gostava ele explicou toda a dinâmica da midrash de uma maneira que eu não aprendi em 4 anos de faculdade então assim, quanto à biblioteca eu tenho muito pouco a dizer, fiquei muito empolgada com o projeto quero fazer parte disso já falei com ele, todo o resultado das suas pesquisas, quero ter acesso por favor me informe na verdade é mais do que isso porque o centro desse instituto é essa biblioteca e agora com o instituto criado o site agora é no ar, dia 12 de dezembro ano que vem projeto de lei de incentivo de cultura nós vamos captar aí empresários que estejam ouvindo esse podcast que quiserem doar aí bastante quantia mesmo, porque a gente vai precisar ampliar na verdade aí é preciso ser dito aqui vamos ser sinceros, o projeto é megalômano mesmo se Deus quiser vai ser a maior biblioteca bíblica da América Latina vai ser, porque a gente quer comprar tudo que tem em italiano em francês, em alemão em inglês, em português em hebraico, em grego em aramaico e olha que tem gente já falando em fazer a maior biblioteca de espiritualidade e religiosidade do mundo o que?

A ideia é o que? É ter um espaço por isso que é bom a Karen estar para trazer essa humildade para a gente você acha que o Aron vai se contentar na hora que tiver a maior mais completa biblioteca e o induído mas é interessante isso a gente brinca isso mas é curioso um empresário vai fazer uma peça aí um filme alguma coisa e você tem um gasto aí de 8 milhões olha, com 2 milhões nós montamos uma biblioteca referência na América Latina lembrando que os resultados que essa biblioteca vai trazer dessas pesquisas vão sair filme, música, teatro o material que pode surgir dessas pesquisas bíblicas é muito rico que é onde vão sair material para o compositor fazer músicas novas vamos ter a oportunidade de ter grupos de estudos lembrando que essa biblioteca não está restrita a comunidade espírita é uma biblioteca que vai estar aberta a todas as comunidades que querem estudar sobre as pesquisas na verdade o projeto que tem o nosso instituto que é nosso, de todos nós é primeiro que a biblioteca seja de acesso público acesso público evidentemente para o ambiente para as pessoas que estão estudando essa área bíblica então é um acesso público material digitalizado porque tem muita obra que é impossível uma pessoa particular adquirir o projeto na semana que vem, em setembro fomos convidados para lançar na Alemanha a tradução é ir à Universidade de Minster e trazer uma cópia digital dos 5.500 manuscritos do Novo Testamento não existe nenhuma instituição no mundo que tenha isso se nós conseguimos mesmo esse dinheiro, conseguimos trazer essa cópia nós vamos ter professores de teologia, católicos protestantes, judeus espíritas, um mundo de gente, pessoas de querendo ver o material para estudar a crítica textual para se produzir artigos de nível na área de crítica textual para se produzir artigos, a gente pensa numa revista com várias pessoas mandando artigos, fazendo pesquisas pensamos em traduzir certos clássicos porque aí você consegue um patrocínio porque tem obra que não vende é um clássico, é uma obra maravilhosa mas não é uma obra comercial a venda não paga o trabalho, então você precisa ter um patrocínio para que faça aquela tradução e a venda seja você pode dar nem vender, mandar para as faculdades de teologia, de examinário e pronto, mandar para algumas pessoas, alguns professores o fruto dela que é mais importante a intenção, sabe foi sempre proporcionar para as pessoas o que nós não tivemos o que nós não temos que é um espaço em que você possa ir lá com a sua bolsa deixar ela, aí lá dentro tem um café, um cappuccino um cappuccino com creme uma mesa, aí tem aquele aqueles milhares de livros e você possa consultar com calma passar o dia lá consultando, fazendo suas anotações tem um computador aí você fala, estou interessado em escrever um artigo sobre isso quando você está lá lendo você vai encontrar com um professor de teologia vai encontrar com um estudante, aquilo vai criar uma interação a interação vai favorecer a diminuição do fundamentalismo, da intolerância religiosa vai fazer uma coisa fundamental, pelo menos para nós espíritas, que é aumentar o nível de conhecimento bíblico do espírita que é isso que o Enéas falou da perspectiva de um pastor evangélico, que é muito sério o espírita se lança ao estudo bíblico sem conhecer obras que são elementares e aí ele começa a falar coisas que são erros primários, eu diria assim que uma criança que está em uma catequese católica ou evangélica, não comete não é Enéas?

É preciso ser dito ele não pode dizer isso, mas eu tenho que fazer essa crítica com o espírita então o espírita não conhece ele fala uma coisa e ele fala, meu amigo, mas peraí, da onde você tirou isso? Você leu essa obra? Vamos pegar uma bibliografia básica vamos montar aqui, uma bibliografia 10 livros básicos que você não pode morrer sem ler para poder entender de bíblia você leu? o sujeito não leu nenhum não, na verdade nem sabe que eles existem é Porque você pega uma pessoa que tem um doutorado em genética então ele tem uma inteligência desenvolvida nessa área quando ele chega na área bíblica, a inteligência dele é de uma criança de 3 anos de idade e é importante você reconhecer isso quando você vai para uma área nova você não entra com seu nível de inteligência na área que você atua são campos de conhecimento diferentes, aí eu digo para ele assim escuta, como é que você aprendeu genética?

Você simplesmente foi na rua, conversou com os amigos, tomou uma coca cola e se tornou um doutor em genética? Não, você fez um curso você depois fez um mestrado aprendeu uma língua depois você fez um doutorado você tem uma biblioteca enorme se eu te pedir aqui, você me cita pelo menos 20 grandes autores da área de genética então você acha que na área de pesquisa bíblica é diferente? Você tem um autor que tem 40 anos que ele estuda você lê lá um Metzger um homem que estudou há mais de 70 anos falava 10 idiomas então você acha que o que?

Que esse conhecimento brotou? geração espontânea? E esse conhecimento que ele tem na área da ciência, por exemplo, pode ser um problema quando ele se depara com o texto bíblico porque quando ele vai com esse conhecimento científico para dentro do texto bíblico, ele pode ter conflitos, porque o texto não foi produzido pela comunidade científica foi produzido a partir da comunidade da fé, na verdade, então o texto não tem pretensão de ser lido a partir da mentalidade científica a diferença de paradigmas que a gente tanto falou ontem é um texto oriental, é um texto contemplativo é um texto poético para começar, e o sujeito quer lê-lo como uma bula científica como um tratado de Termodinâmica é estranho eu acho que, na verdade, a gente fala assim, até de uma forma dura e uma vez eu falei com um amigo físico eu falei, é falta de inteligência você tomar um texto desse, bíblico que é um texto que tem 3 mil anos foi produzido numa outra cultura oriental, uma cultura contemplativa que está falando de valores, de sentimentos de religiosidade, religiosidade no sentido de sentimento divino de relação com Deus você imaginar que está lendo isso segundo um cano da ciência pós século XX, é falta de inteligência e um ramo do protestantismo norte-americano tem ganhado as manchetes exatamente por cair nesse erro extremamente poeris na interpretação científica você vai querendo…

e as vezes não é nem só questão científica você tem um problema de literalismo rígido é para dentro do texto na verdade ignora justamente a diversidade de gênero dentro das escrituras da Bíblia como tudo na verdade não se identifica se ele está lendo poesia, se ele está lendo uma parábola, se ele está lendo uma carta, então tudo isso muda o cenário na verdade, tudo isso tem que ser considerado coisas que são princípios básicos da interpretação, gênero básico de qualquer literatura é básico você falou ontem também, você não lê Carlos Drummond de Andrade da mesma maneira que leria Augusto dos Anjos eu poderia ser outro poeta mas vamos na prosa você não lê um Carlos Drummond de Andrade numa obra de poesia dele como você lê uma crônica de machado de Assis são gêneros diferentes a abordagem que você vai fazer é diferente o que eu acho interessante nessa história é o seguinte, há essa necessidade que não quer dizer que deve se desconsiderar as intuições eu lembro que você me falou que eu achei maravilhoso que embora tenha toda essa vamos dizer assim, essa estrutura para poder se entender o texto bíblico ele é feito para pessoas normais, mas são pessoas daquele tempo e em outro lugar, então eles não falam de nenhum hermetismo científico de nada, eles falam de coisas que estão presentes, que fazem parte do nosso desenvolvimento enquanto espíritos, enquanto pessoas que buscam Deus então por ser isso nós tratamos por coisas que nós conseguimos identificar, a questão é tentar tratar aquilo que é de cunho literário de cunho de entendimento, de cunho científico no sentido de haver pesquisa, de buscar a fonte com a simplicidade ou com a falta de com esse descomprometimento que talvez ele não tenha para outro aspecto, agora não quer dizer com isso que as questões os sentimentos que suscitam esses textos as percepções intuitivas que têm não deixam ser desconsideradas, não mas cada uma tratada como são e não como definição final definição conclusiva daquilo, existe mais na verdade os sentimentos vão sendo apurados apurados porque quando você faz a chamada espiral hermenêutica você vai lá na época em que o texto foi produzido absorve os elementos da época vem na sua época raciocina segundo os seus valores volta lá vem e volta, vai fazendo esse trabalho de ida e de volta a sua sensibilidade bíblica vai se apurando maravilhoso isso então, o que é que eu digo isso, vamos imaginar se eu pego meu filho de 4 anos e levo ele num aviário pra ele tudo é passarinho pra alguém que está estudando o canto dos pássaros canário com cabeça amarela e canário com cabeça vermelha não é passarinho cada um tem um canto diferente cada um tem uma forma então a sua sensibilidade vai apurando esse passarinho olha o canto dele tem esse detalhe, então você vai é um apuro é um trabalho de apuro, de afinar você não deixa de perder a intuição, não deixa de perder a devoção, que é muito importante a leitura a oração a leitura inspiração é muito importante é muito importante o texto bíblico como inspirador, como confortador, como orientador, nós não estamos minimizando isso, mas a sua sensibilidade vai se apurando então você vai sendo capaz de extrair coisas da riqueza do texto que alguém que passa inocentemente fala, ah, é tudo passarinho se você tiver um conhecimento mais profundo, muito mais elementos para se inspirar na direção coberta é aquela história que eles contam, que você chega lá nesses lugares gelados e o Esquimó lá, ele tem nove palavras para designar neve e pra gente é neve, tudo igual neve é neve, mas não é neve tem a neve do inverno, tem a do verão tem os tons do branco da neve vários brancos diferentes pra gente é tudo branco achei tão interessante essa sua colocação porque você entendeu uma problemática assim, de anos da teologia, desse caminho entre a pesquisa exergética que é técnica, que é essas nove palavras pra uma coisa, e essa riqueza pra devoção, pra prática pra concretude e as pessoas pensam que podem ficar só num passo e na verdade deveria ser o caminho completo exergese hermenêutica, homilética ou seja, a pesquisa mais acadêmica pra um passo mais interpretativo pra mensagem pra comunidade, logo depois então o caminho tem que ser completo e essa é uma briga, as pessoas detestam teologia porque pensam sempre como teologia como se fosse só exergese só esse processo acadêmico, chato, estéreo e não é, ele tem que ser um caminho completo eu que já tô acostumado com os irmãos os irmãos eu tô entrando delicadamente você entendeu uma paradigma mas olha só é a questão por exemplo, é uma discussão da teologia da palavra se ela continua se a revelação é continuada ou seja, ela finalizou olha que coisa bonita, né porque também as pessoas tem os vislumbres que são semelhantes e as vezes narram esse vislumbre com palavras diferentes, por isso que é importante ter uma leitura teológica que o espírita tenha esse conhecimento pra falar olha o teólogo protestante também pensa isso será que a revelação parou ou ela continua olha que interessante será que ela continua ou ela parou que é algo que que mexe na teologia você tem um conflito nesse sentido você tem aquelas comunidades isso reporta tanto as comunidades na sua forma de expressar sua fé como também a teologia no seu sentido acadêmico aqueles que compreendem por exemplo, que essa revelação essa continuidade da obra do espírito dos carismas mencionados, dos dons mencionados no novo testamento eles pensaram, por exemplo, no primeiro século com a formação do cano com o último livro a ser escrito talvez seja o apocalipse, por exemplo você tem comunidades, por exemplo, comunidades carismáticas que defendem diferentemente ou seja, que Deus não está condicionado ao cano que Deus vai adiante, Deus vai além na verdade então o Espírito Santo está limitado a isso então mencionam-se novas revelações há uma tensão teológica nesse sentido também a possibilidade de novas revelações é claro que é importante a modo rigor fazer uma distinção pensamos em revelação especial e pensamos em revelações específicas na verdade então quando se pensa em revelação especial o protestante, o cálculo de humor geral, ele pensa nas escrituras na verdade e quando se pensa em revelações específicas nós pensamos na realidade das comunidades o dia-a-dia das comunidades questões na verdade você não tem uma orientação bíblica sobre a vontade divina a respeito daquilo, então você tem comunidades que pensam que é uma continuidade que o Espírito Santo ele atua ainda nas comunidades trazendo novas revelações novas instruções, inclusive curas, milagres e aquelas comunidades mais tradicionais que elas pensam que isso está limitado somente ao primeiro século, aonde fechou-se o cano do Novo Testamento o último livro foi escrito e pronto, acabou, tá aí interessante, né?

Olha que riqueza o fato de você ter uma biblioteca dessa e poder encontrar, porque o que eu achei mais interessante isso tudo é o seguinte você define a sua identidade a partir da diferença então quando você dialoga com alguém e ele te coloca ideias ele te coloca pensamentos, você fala assim você é obrigado a rever-se é obrigado a fundamentar-se porque pra você coisas que pareciam simples você fala, ah, mas é tão simples ah, mas peraí, eu não acho isso não, o Pastor Enéas não pensa isso, e agora aquilo pra mim era normal, como é que eu vou fundamentar isso, e esse ato de fundamentar-se de repensar-se de buscar suas bases quais são as minhas bases, o que é que eu penso isso ainda que pra compreender que as duas formas de ver podem ser certas dependendo de qual então é o seguinte, apenas respeitar que são dois, pode ser irreconciliáveis não tem problema é, uma vez eu tava com o Cristiano, ele falou ele ficou um pouco com medo do negócio do instituto olha, mas você entende que existem certos pontos entre nós, eu falei, oh Cristiano deixa eu te dizer uma coisa não existe na proposta do instituto essa proposta de ecumenismo bobo nós vamos só tirar denominador comum isso não existe tem certas opiniões que são irreconciliáveis irreconciliáveis isso não impede que nós entendamos o outro a fundamentação do outro, né Enéas inclusive aperfeiçoemos a nossa fundamentação e a nossa posição eu resumiria tudo isso da seguinte forma que nesse momento aqui agora, tá o fato de todos vocês acharem que vocês vão reencarnar não muda o fato de eles acharem que nós vamos ressuscitar risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos risos mas quando eu vejo que eu tenho um evangélico que me traz uma informação com esse grau de conteúdo eu fico sedento eu quero ver um podcast, o Enéas falando uma hora dessas coisas nós vamos ter essa diversidade que o Aruldo mencionou ela existe nas comunidades evangélicas é importante destacar aqui, é que mesmo na livraria, por exemplo os profissionais que temos lá eles são destruídos a respeito disso ali na livraria especificamente qual livraria mesmo?

Mundo Evangélico então, olha só, essa diversidade que nós temos hoje nas comunidades evangélicas de um modo geral justamente é o que faz o trabalho diferenciado que temos hoje, né? Porque normalmente as pessoas vão hoje na livraria e elas vão sem nenhuma orientação, mesmo sendo ela evangélica ou não elas estão perdidas elas estão ali comprando, mas não tem uma consultoria elas pegam sem nenhuma orientação e ali, mesmo as livrarias evangélicas hoje, é um campo minado você tem de tudo na verdade você tem boas literaturas e nós também temos aquilo que nós não recomendamos, porém, muitos profissionais e os nossos profissionais ali eles são orientados justamente a não interferir nisso ou seja, quando o consumidor final o irmão que está ali comprando ele quer uma orientação, ele quer uma consultoria nós temos pessoas destruídas, instrumentadas, basta você tacar a Karen, né?

Hoje a Karen é uma consultora ali não vão conseguir mais tomar café com ela então, e aí você tem tratamento de diferença, a gente procura normalmente quando damos um atendimento nos informar da tradição da pessoa a comunidade que ele tem inserido justamente para orientar uma leitura pra ele nesse sentido porque também a intenção não é ali não compra essa obra ou aquela outra, mesmo porque ali prevalece, é claro, uma linguagem mercadológica, mas quando as pessoas querem um atendimento diferenciado e nós não cobramos por esse atendimento, é claro, ele é gratuito a gente estamos ali justamente para fazer isso, e fazemos com com aquele sentimento de que isso é nossa vocação de missão, justamente e dá pra sentir isso claramente maravilha o Arouca ainda não contou como é que foi a saga dele você não vai sair daqui sem contar ele nós não vamos contar então depois depois nós vamos no final do episódio depois de ter formado então essa biblioteca bom, depois de ter formado assim as linhas gerais dessa biblioteca porque a cada dia está saindo coisa nova eu estou sempre indo lá na livraria do Enéas e a gente está sempre comprando coisa e vamos ampliar muito mais ainda principalmente quando a gente começar a comprar os comentários em outras línguas trazer pra cá temos a proposta do selo do Instituto C que pretende traduzir certos clássicos eu não vou revelar aqui pra concorrência não correr lá na frente traduzir antes é, mas traduzir coisa que não é comercial, por exemplo a obra do Strack Billionaire a obra que não é comercial, então a gente tem esse projeto Federico Mans tem francês, alemão inglês e aí quando a gente chegou em um determinado momento, eu conheci o Jacil o Pascal que foram pessoas que estudaram no Instituto Hatsbone em Jerusalém com o Pierre Lenhar e eu confesso que a chegada dessas pessoas na minha vida foi um impacto porque o mundo do judaísmo se abriu pra mim de uma forma assustadora assustadora, então no início assim, eu fiquei até um pouco atormentado atormentei o Enéas bastante também e foi um choque, até as coisas chegaram no lugar, a gente vai amadurecendo vai tendo um senso de proporção também aí quando você está no início da coisa, não tem jeito é um susto e aí surgiu a ideia megalômana de Porque eu cheguei na sinagoga, não tinha o material não tinha tal monte pela associação israelita não tinha o material você procurava quem tem, todo mundo citava mas ninguém tinha mesmo os movimentos mesmo os movimentos judaísmo messiânico cadê o material, ninguém tinha não tem cabimento um negócio desse porque todo mundo citando isso, fala mas ninguém tem, onde que tem isso e cabe uma razão, garoto que o estudo evangélico que referencia esse material judaico é escasso, especifico e muitas vezes deturpado é o que eu estava conversando com a Karen na conversa essa carência também entre os autores evangélicos e protestantes e católicos não tem compreensão um absoluto desconhecimento e aí eu fui pro básico você pra conversar sobre uma coisa você tem que ter o material sem acesso direto a fonte você sempre depende de intermediário então é o fulano que lê e tá te dizendo peraí, eu quero ler eu quero ter o acesso, mas é hermético é uma cultura difícil ir pra ter o acesso então nós fizemos o projeto e aí eu devo um grande agradecimento aqui ao Nestor Mazotti, presidente da federação espírita brasileira, que bancou esse projeto um projeto muito caro um projeto de milhares de reais porque foi eu, Ricardo Mesquita presidente da federação espírita de Santa Catarina e o Pascal Puzet para Jerusalém ficamos nove dias no Jerusalém e quatro dias em Paris e aí nós fizemos uma farra em Jerusalém ficamos nove dias comprando livro essa é a farra uma farra a farra dos dependentes a dificuldade foi conseguir despachar e perceber que depois eu pude ver primeiro era o seguinte fazer uma lista você conseguia bibliografia porque eu queria comprar, então graças a Deus teve a ajuda do Pierre Lenhar, o Pascal Puzet um papel fundamental nisso foi com a gente, mas chegava lá pra comprar e aí eu vou contar assim três casos muito engraçados você teve que usar a guitarra pra poder comprar o livro?

Praticamente no primeiro momento nós saímos pra ir pra uma livraria essa livraria depois nós descobrimos ela fica no centro histórico de Jerusalém na praça principal do centro histórico de Jerusalém nós pegamos a gente estava próximo era mais ou menos assim do alto da Fonso Pena na rodoviária no início da Fonso Pena, a distância nós pegamos um táxi o taxista ficou rodando é a hora, quando a gente percebeu que ele estava rodando, o Pascal perguntou pra ele em árabe e ele falou que não sabia onde era a livraria aí eu fiquei até um pouco nervoso, só não sabe porque ele não fala a gente já desce mas a questão era mais complicada porque Jerusalém é uma cidade que está sendo construída uma cidade que está sendo mudada e está uma confusão aí nós paramos num lugar um senhor pegou um catálogo no catálogo estava errado o endereço aí nós chegamos a sair do táxi, pegar um outro que tinha GPS ele comunicou por rádio com outros taxistas 10 minutos depois o taxista deu um retorno falando que era no lugar tal vocês veem a dificuldade mas também os caras falam em árabe também em hebraico, aquela mistura aí nós chegamos é o centro, vamos dizer assim a praça 7 Jerusalém, aí chegamos na livraria e isso foi no terceiro dia, porque no primeiro dia nós fomos numa livraria e nós chegamos e a moça ficava meio sem entender porque aquele bando de brasileiros comprando livro judaico, ela começou a ficar assim meio estranha, tratando a gente de uma forma estranha mas como ela viu que a compra era alta aí depois de meia hora ela começou a tratar melhor essa linguagem é universal ela começou a tratar melhor mas aí teve um momento, nós falamos assim precisamos ir ao banheiro e nós saímos para o banheiro ficamos perdidos era um prédio de 3 andares e ficamos procurando o banheiro e De repente dois rabinhos saíram de uma sala e falaram em hebraico com o Pascal, mais ou menos assim, olha as câmeras de segurança estão ficando nervosas com a movimentação de vocês aqui dentro então nós pedimos que vocês se retirem do prédio olha o clima de tensão lá na livraria aí nós tivemos que sair ligamos, falamos que iríamos buscar no outro dia os livros no outro dia quando nós íamos buscar caixas e caixas de livro aí o rabinho veio e pediu desculpa porque não sabia que nós éramos clientes que nós estávamos comprando mas que a gente tinha que entender as questões de segurança a questão que eles vivem fomos comprar o Talmud o Pascal foi comprar o Talmud do Adin Steinsaltz que o Adin, ele pegou o Talmud de Babilônia de Jerusalém e traduziu para o hebraico moderno porque o Talmud está em um estudo de hebraico antigo com Aramaico e ele traduziu isso para o hebraico moderno com notas explicativas, é um trabalho gigantesco é hoje o maior intelectual o maior mestre, o maior Talmudista hoje no mundo é o Adin Steinsaltz essa é aquela coleção com livros aquela coleção com livros grandona que está lá e nós fomos comprar, falamos que precisamos comprar onde é que a gente consegue?

Tem que conversar com o Adin com o Shlomo onde que está o Shlomo? Só temos o celular dele aí o Pascal liga para o Shlomo você tem que vir aqui em uma aldeia que fica 30 quilômetros de Jerusalém mas qual é o endereço? Não, não dou endereço, você chega na aldeia e liga de novo aí ficamos tensos porque você fala poxa, uma aldeia aí ele chegou na aldeia, ligou, ele falou vem seguindo, vem seguindo vamos ser assassinados aqui, vai nosso dinheiro aí chegamos lá, era um galinheiro o Pascal chegou, era um galinheiro e aí ele espalhou as galinhas assim, ia colocar o Talmud e o Pascal falou, não, não, não, pode deixar está completa, está cá, te dou o dinheiro pegou as caixas, colocou dentro do táxi e veio então assim, foi uma aventura comprar isso lá uma compra dessa porque nós não fomos oficial nós não fomos com indicação de nenhum rabino de nenhuma sinagoga não fomos, fomos com pessoas que estavam comprando na inocência de que nós estávamos aqui no Brasil, você poderia entrar e comprar uma livraria, mas não é assim que funciona e foi uma dificuldade meia tonelada você vai se aventurar, o Enéas, ele lá comprou agora não precisa mais que nós já temos o telefone das livrarias elas enviam pra gente o que está faltando eu queria ressaltar o seguinte, que pra comprar lá na tabernácula não tem isso, na verdade as câmeras de segurança não tem ela, não no banheiro é facilzinho, tem desenhinho uma observação, você não teve desconto lá porque judeus não dão desconto não teve desconto a tabernácula com a cara, ninguém desconta o parcelamento o podcast vai ser ouvido por muitos amigos judeus mas eles não dão desconto não dão, dizeram que o preço já está justo é baratinho mas assim, de fato foi bom não era tão caro assim isso aí que você falou, desculpando a gente vê a questão cultural como que é importante nós estamos vivendo em uma sociedade contemporânea e houve uma dificuldade cultural de achar que podia chegar e comprar e andar, circular e há um problema da cultura deles hoje atual pra nossa, que já criou uma dificuldade de comunicação, agora imagina a gente lidar com uma cultura, com um texto que foi escrito há dois mil anos atrás num país que estava subjugado numa cultura, num estado histórico cultural diferente, é nesse sentido que o estudo sociológico ajuda a minimizar esses problemas mas a gente não pode se escravizar a eles como a Karen colocou bem nisso mas é só pra ressaltar isso como que é e isso que o João colocou, é interessante o seguinte porque quando você tem esse texto bíblico em mãos você precisa fazer uma transposição abismal uma transposição de ordem geográfica uma transposição gramatical e isso é muito complexo.

Precisa ir lá no mundo deles e foi assim que eu me senti eu acho que nós nos sentimos lá porque era uma comida diferente, era uma língua eu achava que sabia hebraico e aí estava perdido, se não fosse o Pascal estava perdido e o único momento assim, foi um dia a gente saiu pra jantar e eu entrei num bar estavam uns jovens, judeus e tudo só tocando Bossa Nova rapaz, aí eu confesso que eu não chorei, mas uma discreta lágrima no olho esquerdo caiu porque aí eles chegaram e começaram a cantar em português Bossa Nova e aí eu cheguei dei um abraço neles peguei a guitarra e aquela coisa o cara tá aqui é brasileiro eu sou trabalhador e aí assim começamos vocês são brasileiros e tudo e aí falamos de música e aí me fez foi uma grande lição porque naquele momento eu que estava cheio de preconceito já porque quando você está num lugar estranho, numa língua estranha numa cultura estranha você se sente ameaçado porque você não encontra afins e aí você começa a alimentar preconceito contra as pessoas e naquele momento que eu vi aqueles jovens cantando Bossa Nova, eu me desfiz disso eu falei, gente, não são seres humanos são jovens judeus cantando Bossa Nova e punk par é muito interessante e tinha um rapaz, um judeu de barba assim, todo punk par vestido de preto e tudo e ele dançava assim, tocava a Bossa Nova não, a Bossa Nova e ele mexia e curtia a Bossa Nova, eu falei, gente, que coisa sensacional como é que nós seres humanos temos esse denominador comum, aí eu consegui relaxar e não foi uma aventura e os livros vieram eu acho que de uma coisa certa, tem uma biblioteca na USP, que tem um curso tem uma pós-graduação mestrada e doutorada em judaísmo o que nós temos hoje aqui é muito mais do que a USP tem então pra gente ter uma ideia do que que é esse material que nós trazemos e do potencial do instituto e do potencial de pesquisa, porque agora as pessoas vão poder pesquisa do instituto o que o instituto oferece pra pesquisa porque antes Talmud era igual cabeça de bacalhau todo mundo sabia que existia, mas nunca ninguém viu eu sei que existe Talmud você já viu?

nunca ninguém tinha visto agora a cabeça tá lá eu lembro um diálogo nosso há muitos anos e eu citei o Talmud pra você dizer se você lembra e você perguntou está onde? eu falei no Talmud e você já leu? Não, não li o que você acha dessa parte judaica da biblioteca, a parte de judaísmo da biblioteca? Talvez isso faz com que a biblioteca tem um caráter peculiar quando comparado com outras bibliotecas na verdade justamente porque o ocidental de um modo geral o protestante o católico, vamos assim dizer nós temos uma hermenêutica muito racionalista e essa hermenêutica fez com que nós nos afastássemos cada vez mais das origens judaicas do cristianismo e isso é muito ruim porque tem certas passagens das escrituras que você não as compreende se você não tiver acesso ao Midrash se você não tiver acesso a essa riqueza que é o judaísmo do primeiro século então quando você lê as escrituras quando você se deparga alguns textos bíblicos eu poderia até citar aqui quando o apóstolo Paulo faz alusão no capítulo 15 de 1 Coríntio ele menciona que Cristo ressuscitaria ao terceiro dia segundo as escrituras aquele é o Midrash na verdade e se você não tiver familiaridade com o Midrash eu tive a oportunidade de conversar com colegas, amigos, diversos, pastores professores de seminários a respeito dessa citação, dessa menção que Paulo faz e perguntei a eles que escrituras que Paulo está citando e eles disseram que naquele momento as escrituras eram as escrituras do antigo testamento as escrituras da primeira aliança e perguntei a onde menciona isso nas escrituras do antigo testamento que Cristo ressuscitaria ao terceiro dia assim, de 100% 100% eu estou sob o respondente justamente por causa de que eu não tenho as escrituras ou seja, então quando nós nos fechamos para essa literatura, isto é ruim isto é prejudicial você percebe o que a Karen diz aqui logo no início que mesmo as instruções que ela teve no seminário foi muito ruim em relação a isso não foi nada otimista foi bem introdutório mesmo nesse sentido e mesmo assim ao invés de ela ficar fascinada por essa literatura ela tomou, foi pavor foi birra eu fui treinada em princípios racionalistas de interpretação então você é treinado a pensar a Bíblia a partir do iluminismo de preceitos da reforma logo depois vem a Midrash que nada tem a ver com isso que na verdade fala muito mais de concretude de vida, que é pictórico é oriental então não se encaixa um método com o outro então depois de ter sido treinado de uma maneira usar o outro lado do cérebro um professor que é adepto do primeiro então assim, ele te faz ver a coisa de uma maneira ruim e detalhe o que você me falou ontem nós temos acesso não é a Midrash, nós temos acesso ao embrulho da Midrash então fica uma coisa assim catequética pra criança uma coisa boba que você olha assim, você ri a gente ri em sala de aula de Midrash porque não era uma Midrash pura bem feita, a gente só tinha acesso ao resultado final que era usado, como você disse pra ensinar crianças fala da Mudrash então não, nós vamos deixar pra falar da Midrash no próximo episódio só o de Midrash porque esse aqui é a história do canal o mesmo podcast o pessoal vai poder ter acesso nós estamos chegando no final nós já passamos mais de uma hora nesse bate-papo, que maravilhoso vamos despedindo nós ainda vamos gravar um novo episódio eu gostei muito, eu tenho um milhão de perguntas maravilha, então nós temos mais um milhão de podcasts pra gravar isso é muito bom lembrar também que os ouvintes que com as dúvidas, com os comentários por favor, nos mandem os e-mails, nos comuniquem vai estar aí no site o e-mail pra onde vocês podem fazer seus comentários e fazer as perguntas que nos podcasts futuros claro a Enéas vai estar presente foi bom, até fazer um agradecimento aqui, a presença do Enéas da Karen, porque nesse trabalho também dos episódios, a gente está fazendo um resgate de gratidão também que essa biblioteca não seria, gente, o que ela é não fosse o Enéas as pessoas, os amigos que ele apresentou, não fosse a abertura e a gente vê que ele tem essa missão mesmo, uma pessoa vocacionada pra isso as vocações vão se encontrando, agora a gente encontrou a Karen, também está vindo somar, isso é muito importante pra que as pessoas do Movimento Espírita e outras que vão ouvir esse episódio do podcast saibam quem é o Enéas saibam quem são essas pessoas que a gente comece a ampliar o nosso ciclo e De certa forma também amplia a nossa gratidão não fosse o Enéas essa biblioteca seria apenas um projeto, então nós devemos muito a ele pra nós é uma honra fazer esse episódio aqui com a presença dele quem quer encontrar, ele está lá na rua Tupi já que é a hora do Jabá eu queria comunicar a você que está ouvindo o Pode Ser que ontem mesmo nós habilitamos o perfil do Instituto Ser no Facebook e o Twitter do Aroldo o Twitter do Aroldo, AroldoDD nós vamos colocar aí no post do Pode Ser do segundo episódio que vocês estão ouvindo, agora tem aí embaixo tem lá o Twitter do Aroldo vamos encher esse Twitter do Aroldo, eu quero ver ele tweetando mas é a tweetada teológica tweetada bíblica vamos dizer assim é porque são esses assuntos tem o Facebook do Aroldo também, vocês podem procurar lá no Facebook do Instituto que vocês vão encontrar o Aroldo lá vão encontrar todos nós todos nós e também Tiago agradecer o João o João na verdade já é do Instituto ele está assim um pouco se acertando em termos de horário, de disciplina apesar dele ser bastante disciplinado mas ele está se acertando para poder ingressar, mas ele já é de dentro do Instituto, vai participar de vários podcasts aqui, de vários episódios e Enéas e Karen são figurinhas marcadas nós vamos fazer alguns episódios com discussão de passagem trazendo coisas e você ouvinte independente da sua orientação mas é assim, você ouvinte independente da sua confissão religiosa, se você é espírito ou não o convite que nós estamos fazendo aqui é um convite de abertura é um convite para que você ouça a diferença mas ouça com respeito ouça com respeito porque são pessoas então se o Enéas não acredita em reencarnação isso para mim não faz diferença porque para mim ele é o Enéas ele é o cara é um grande amigo é uma grande pessoa tem um grande trabalho então o que eu estou menos preocupado é se ele acredita em ressurreição ou reencarnação isso para nós é ponto pode ser do ponto de vista teológico o ponto principal, mas do ponto de vista humano de convivência, isso para nós é ponto secundário porque antes de tudo nós somos seres humanos e é importante ouvir a diferença, é filho de Deus é importante a diferença, ouvir esses episódios então são um convite a que você areje a sua mente valeu gente pode ser pode ser ressurreição, pode ser reencarnação mas tem que ser amor é isso ai

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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