PodSER #005 – João Batista e João Evangelista

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Prepare-se para uma jornada emocionante e profunda no universo da música espírita! Neste episódio especial do PodSER, mergulhamos nas letras inspiradoras de Gladston Lage e nas melodias envolventes de Tim (da dupla Tim e Vanessa), com a participação de Haroldo Dutra Dias e Fred Cornelio, em um bate-papo conduzido por Thiago Franklin. Uma conversa que vai além da música, explorando a espiritualidade e a riqueza de significados por trás de cada canção.

Neste episódio

  • A trajetória da parceria musical entre Gladston Lage e Tim.
  • Estudo aprofundado das letras das músicas “Veredas” e “Chamas”.
  • Contextualização e reflexões sobre as figuras de João Batista e João Evangelista.
  • A importância da arte como ferramenta de evangelização e despertar espiritual.
  • Histórias emocionantes e curiosidades sobre a criação das músicas.

Participantes

  • Haroldo Dutra Dias
  • Tim (Tim e Vanessa)
  • Gladston Lage
  • Fred Cornelio
  • Thiago Franklin

Destaques

  • A inspiração por trás das letras: Gladston Lage compartilha como suas letras nascem de temas sugeridos, palavras, estudos e até mesmo lacunas, ressoando em seu íntimo e surpreendendo-o com o resultado.
  • A parceria que transcende o palco: Tim e Gladston revelam como sua amizade e o trabalho na Casa Espírita Consolador deram origem a uma parceria musical frutífera, resultando em quatro CDs e um DVD, com Gladston preferindo os bastidores, mas sendo o coração das composições.
  • A história emocionante de “Alívio”: Tim narra a criação da canção “Alívio”, nascida de sua profunda tristeza diante das notícias do tsunami de 2004/2005. A música se tornou um bálsamo para muitos, inclusive para espíritos em sofrimento e uma amiga em luta contra o câncer.
  • A riqueza da “costura” bíblica nas letras: Haroldo Dutra Dias e Gladston Lage discutem como as letras de Gladston entrelaçam passagens do Velho e Novo Testamento, criando uma “toalha de renda” de significados profundos, que desafiam o ouvinte a uma releitura espiritual da tradição.

Ler transcrição do episódio

A de nascer, nova era de crescer, novo homem coração de quem quer servir. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Amigos e amigas, eu sou Gladstone, a gente veio participar no programa hoje e a frase que me vem é que somos servos inúteis e que fizemos aquilo que deveríamos fazer. Muito bom pessoal, estamos aqui com Tim e Gladstone, eu vou falar, eu sou fã.

Todo mundo, né? Eu sou fã e pra mim é uma alegria imensa poder recebê-los aqui neste episódio. Hoje vamos conversar um pouquinho sobre as músicas Veredas e Chamas, sobre João Batista e João Evangelista. Acho que vocês vão gostar desse episódio e eu estou ansioso pra poder ver o que vai sair dessa conversa, desse bate-papo aqui tão interessante que nós vamos começar agora. A de nascer, nova era de crescer, novo homem coração de quem quer servir. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser.

Colorindo o céu de um novo ser. E aí pessoal, queria que o Gladstone pudesse contar pra gente essa inspiração para essas letras maravilhosas que vêm através dele, né? Antes de qualquer coisa, Thiago e demais amigos, o que a gente percebe é que em alguns projetos a gente tem uma preconcepção e outras questões da vida da gente vão acontecendo. Não houve um projeto, um ideário, alguma questão assim em relação às letras não. Realmente elas foram acontecendo. Um tema foi animando o outro, os motivos deles aparecem. E aí uma questão que eu estava lembrando que eu nem havia planejado, Thiago fala que a língua é um pequeno membro, mas veja quão grande incêndio a gente realiza com um pequeno fogo.

O bem sai do nosso controle também, infelizmente, porque ele é de Deus. Então a inspiração é que acontece isso. Às vezes é por um tema sugerido, às vezes é uma palavra, às vezes é um motivo, às vezes um estudo e às vezes uma lacuna. Então muitas vezes ele ressoa em nós, a gente escreve e depois se surpreende com o que escreveu. É processo, é animação. Maravilhoso. A gente tem que pensar aqui um pouquinho da seguinte forma. Quem está conhecendo o Pode Ser são pessoas de todo esse país. Temos aí pessoal do Paraná, de Recife.

Então existem pessoas que já conhecem o Tim, que já conhecem o trabalho do Tim Vanessa e que de alguma forma conhecem a história de vocês, da parceria Gladstone e Tim. Mas muitas pessoas ainda não conhecem. Acho que no ano passado, por exemplo, o Tim esteve lá no Rio de Janeiro com um pessoal amigo nosso tocando. Então o Tim já está saindo do estado há muito tempo. Já está ganhando o mundo, a música, a letra do Gladstone. Mas a gente tem que contextualizar. Quem são vocês? De onde surgiu essa amizade, essa parceria?

Quando que isso começou? Acho que é uma coisa importante para a gente poder levantar. E são questionamentos que muitos nos perguntam, querem saber sobre esse trabalho na medida que conhecem. Na verdade não tem muito o que se contar, porque a nossa vida não tem nada de interessante que deva ser contado. Mas sim o trabalho que dessa amizade surgiu é que realmente é importante. Eu como membro da Casa Espírita, levado pela minha esposa, adentrei ao Consolador, que é a nossa Casa Espírita, Associação Grupo Espírita Consolador em Belo Horizonte, na Lagoinha.

Conheci meu hoje parceiro musical Gladstone Large. E ele me apresentou ao longo do tempo várias letras para que a gente pudesse fazer uma parceria musical. E, graças a Deus, essas letras viraram canções que estão hoje registradas já em quatro CDs e um DVD que nós registramos. Então, a dupla musical é Tim e Vanessa, porque a Vanessa é minha irmã e ela canta muito bem. Eu, pelo menos, gosto muito. E o Gladstone fica simplesmente ali assistindo. Ele não sobe ao palco, infelizmente ainda não. Toca violão, sabe cantar, sabe compor, mas gosta de ficar, como se diz assim, nos bastidores.

Essa parceria começou há quanto tempo, Tim? Você quer falar sobre datas, Gladstone? Sim, foi em qual ano? O Tim talvez esteja mais à par, porque falou em 1999, isso? 99 foi o lançamento do CD Senhor das Estrelas, né? Pois é. A parceria foi em 1988. Tá, em 1988. Está vendo como eu estou preparado para a entrevista, veja bem? Pois é, mas assim, 88 nessa encarnação, né? Sim, sim. Não, mas as questões têm algumas curiosidades, por exemplo, uma delas é que eu passo por anônimo. Eu tinha muita dúvida em qual a posição que eu adotaria em relação a essa condição de assinar as letras, né?

A gente se sente escrevente, não se sente escritor, isso é verdade. Até pelas surpresas que as letras trazem e por alguns embaraços que depois a gente vai comentar na sequência do programa, se vocês deram essa licença. Muitas surpresas. Mas alguns detalhes são curiosos, por exemplo, eu pensava assim, se eu cair nas apresentações, pode parecer uma questão meio narcisista, uma coisa meio personalista e tal. E se eu não for às apresentações, eu parecerei um excêntrico, né? Então eu fiquei excêntrico. Eu praticamente não assisto a nenhuma apresentação deles.

É verdade. Eu conto nos dedos de uma mão, sobrando três, uma das apresentações ele já foi. Então a primeira questão é essa. Então eu deparo com as situações curiosas, porque houve situação, uma vez eu estava na cidade de Cláudio, né? A pessoa estava tocando CD lá, a tia Ivanessa, e falou, não, eu tenho esse CD lá de Belo Horizonte, o pessoal de lá é muito bom, nossa, adoro essa música, Pedro, você conhece? Aí eu falei, conheço, e tal. Aí eu fiz a palestra e vim embora, achei ótimo, porque a pessoa nem ficou sabendo da coincidência.

Sabendo que o letrista estava do lado dela. Então a gente procura muito ter esse desprendimento no sentido de entender que a letra, nós somos mediadores delas, que a música é de domínio público num sentido e que vem de planos superiores, porque é boa, né? Então nesse sentido. E do ponto de vista, assim, das coincidências, das incidências das letras, tem casos, tipo, a primeira letra que a gente combinou e virou música, né? Eu não tinha entendido que ela seria a proposta de tema de uma comédia. Não, ela era do Precursor, do Emepre, né?

Então, nós nem fomos no dia da escolha da música, não, coincidiu que havia uma pessoa que era membro do grupo lá no dia, e só estavam elas assistindo. Quem pode receber aqui para homenagear o Consolador, porque a música deles foi eleita, tal, se? Eu não sabia nem que era um concurso para o tema, mas a gente nem foi, né? A música era qual? Era a música C, a primeira. Foi a primeira parceria nossa musical. Olha o mundo à tua volta Mas não te esqueça de ti Tens a força das flores A beleza das flores A pureza das águas e muito mais Tu tens a importância do sol E o encanto da lua A liberdade dos passados O poder das sementes A fluidez dos ventos e muito mais Tu és mais que matéria Tu és mais que espaguetis com insinuação Que instinto e mecânica Não ignores as forças que nos fazem esquecer É uma canção interessante porque eu ainda não tinha me aventurado a fazer música, espírita, aliás, a gente nem tinha esse conceito ainda.

E ele chegou, já que você toca violão, você não quer fazer uma música, não. O pessoal está com uma proposta interessante e pediu para levar a música. Eu não sei fazer música, mas eu escrevo a letra. Você faz a música? Aí eu falo, faz, pode me dar que eu vou tentar, não garanto nada. E ele me deu a música C, que é uma canção que fala sobre conhece-te a ti mesmo. Era o tema de O Encontro. E eu fui ler a letra e comecei a rir. Cheguei minha esposa e falei, vê se isso é letra para que se possa colocar música. Eu ria, falei, não tem condição.

Eu só obediço agora, tá? Vai lá, pode continuar. Ela fugia de todas as métricas que eu já conhecia e estava acostumado como músico. Então palavras estranhas ao meu vocabulário e o que eu tive que fazer? Aí eu comecei a estudar e descobri que justamente o estudo é que nos leva a uma percepção maior e eu pude perceber o que realmente estava contido nas letras. E aí eu me maravilhei. E um dia indo trabalhar, descendo logo após o almoço, eu comecei a cantarolar a música que ele fez. E descobri que era musicável. Eu descobri que era muito bonita.

E me deu aquele, como se diz hoje em comunicação, deu aquele insight, deu aquela luzinha. E eu passei o resto do dia trabalhando, louco para chegar em casa e pegar um instrumento para tentar registrar, para não esquecer aquela melodia que vinha na minha cabeça. E aí foi feito… Você lembra do tecladinho? Eu não toquei no violão. Foi um teclado que estava emprestado dele comigo, pequeno. E eu fui gravando a letra, a melodia, passei para o violão e nós fizemos a primeira música e entregamos como ele já afirmou, né? A música foi e nós ficamos.

E é geralmente assim? O Gladisson dá a letra e você tenta colocar a música ou já teve situação inversa? Literalmente. Ele escreve, tem a inspiração, faz o registro, manda para mim sem pretensão nenhuma de virar música, ele assim fala mesmo, segue aí, divirta-se, por e-mail, por escrito. E aí eu me divirto no meu tempo, quando realmente acontece. E quando acontece, realmente para nós é uma alegria muito grande. Só para frisar também, às vezes eu mando a letra para o Tim e falo assim, Tim, divirta-se, tudo bem. Aí passa um tempo, às vezes o Tim fala, ô amigo, ainda não fiz aquela música.

Não, Tim, não se preocupa não, estou te sentindo tranquilo. Eu já mandei, a minha parte está feita. Então eu pergunto assim, qual música? Não, agora, só uma das particularidades que a gente gosta de socializar, uma das questões que a espiritualidade dá sinais muito claros às vezes, porque nós não temos hora de ver e ouvir e de ouvir, então sempre tem que ter aquele seu alavanco. Um caso curioso que aconteceu entre mim e o Tim, é que ele estava com uma proposta, uma encomenda de uma música e letra a respeito do Sermão da Montanha.

Então, instantaneamente eu falo, obrigado, você trabalhou a letra lá? Não, ainda não, Tim. Mas o meu travor mesmo, a minha preocupação é porque é o seguinte, mas você escreveu tanto sobre isso, é a mesma questão daquela de Maria, você escreveu tanto, é difícil sair do lugar comum e para escrever coisas muito óbvias, às vezes não precisa, porque aí você lê o que está escrito, não precisa acrescentar. Demorei demais, tudo bem. Aí um dia o Tim pegou e tocou uma música para mim que ele havia feito, e a letra aos pés do monte.

Um sentimento me roda Não sei dizer, tudo é novo pra mim Meu coração se renova Sinto a esperança invadir o meu ser Quero ser manso, ser lindo, ser justo E pobre de espírito ser Tua palavra me sonda Me conta do reino que espera por mim Eu te ofereço o meu pranto As cores da alma que quer renascer Eu ouvir Tua voz Teus palavras me encantam Quis seguir, caminhar Quis saber pra onde vou Eis-me aqui, minha dor, serei E se vocês compararem, vocês vão ver que essencialmente é o mesmo estilo, é dizer que é o mesmo espírito.

O que aconteceu? O Tim foi para a sala onde nós fazemos a reunião mediúnica, agora mudou a sala, mas na época, né? Assentou-se onde eu costumo me assentar, ele mesmo escreveu a letra, no mesmo estilo, e ele fez a música. É pra mostrar que realmente os planos de Deus não se assentam na cabeça de um homem, até eu tentei o contrário, eu peguei o violão, fui pra lugar que tinha assento, e fiquei esperando a melodia e não veio música nenhuma. Então eu quero protestar em relação a esse privilegiamento da espiritualidade, porque essa é a autonomia dele, né?

Tá certo? Eu pensei, agora é minha vez, eu faço a música e mostro, mas a música não veio por enquanto. Gente, eu fico imaginando as histórias maravilhosas, né? Que devem ter aí nesses anos de parceria, pra vocês poderem contar pra gente. Agora tem uma, que antes da gente entrar aqui no estúdio, a gente estava conversando ali embaixo, o Gladstone tinha dado uma saidinha e o Tim contou pra gente, que não tá aqui no nosso tema central, mas não podemos deixar de passar essa história que é muito bonita, Tim, que é a do alívio, né?

Eu acho que você poderia começar contando do seu sentimento, do momento em que a gente vivia o problema lá com o tsunami e tudo mais, né? Essa canção surgiu de um momento em que eu estava muito entristecido, contristado com as notícias do tsunami que aconteceu, se não me engano, no final de 2004 pra 2005, e eu chegava pra trabalhar, abria a tela do computador e vinha lá 100 mil mortos, 200 mil mortos, e aquilo no mundo ia aumentando e eu ficava pensando, gente, é muita gente pra se morrer, num evento assim com tantas pessoas, são muitos desencarnes, e chega um momento em que o nosso entendimento espiritual dos processos, ele sai um pouco daquilo que a gente lê nos livros literalmente, e passa pra prática, e a gente tem que colocar a nossa percepção da realidade existente, ou seja, a ação da caridade, a ação do pensamento, aquilo tem que ser entendido, e aquele momento era meu, eu precisava entender, porque realmente, não só por lei de causa e efeito, por tudo aquilo que a gente aprende na doutrina espírita, mas pela prática divina, como Deus, como a doutrina espírita podia me responder ao meu coração, ao meu sentimento, aquela tristeza de ver tanta gente desencarnando em tão pouco tempo.

Aí o meu amparo espiritual sempre foi o Gladson, liguei pra ele, Gladson, tô vendo essas notícias, tô me sentindo um pouco incomodado, bastante incomodado, aliás, e eu gostaria de traduzir isso naquilo que eu sei fazer, que é música. Escreve algo para que eu possa cantar sobre esse tema. Ele falou, ele me chama de Betutim, pra quem não sabe. Betutim. Betutim. Eu vou tentar escrever alguma coisa, assim que eu tiver eu te falo. Como sempre, sem compromisso. E parece que no outro dia, à noite, ou dois dias depois, ele me liga e fala, olha, eu não terminei a música, você lembra disso?

Eu não terminei a música, mas o título eu já tenho. Ela vai se chamar Alívio. E naquele momento me vem um sentimento assim, tão grande, um alívio, porque era tudo que eu precisava, era alívio, eu precisava aliviar meu coração. E eu sabia que ali iria adivir um belo poema, que eu iria realmente colocar toda a minha alma nele. E aí veio realmente, logo a gente se encontrou na reunião novamente, né, Cláudio? Ele me passou a letra da música, eu correi para a minha casa, para o meu violão, busquei as notas, a melodia, para que eu pudesse traduzir aquela música.

E saiu realmente Alívio. E é um sentimento que eu guardo muito importante dessa música. Como você disse, né, Fred, cada música tem sua história, e a história dessa realmente… É uma história belíssima, né? É uma história que foi uma resposta para o seu coração, para o coração de todos nós, né, que naquele momento recebemos essa música da mesma forma, né, Tim? Que essa música vinha, de fato, explicar essas dificuldades, às vezes, que a gente vê a humanidade passando. Caminheiro no caminho Em busca da direção Da expulsão do paraíso A terra da promissão Do suor do vosso rosto Angariareis o pão Do estertor de vossos partos Humanada evolução Viver é crescer E crescer é sofrido Caridade em coração Alívio do coração Semeador Em meio à dor Vinde a mim Se estás cansados Meu beso é leve Jugo suave Já não é sentido a dor Bendito ao solador Semeador Em meio à dor Vinde a mim Se estás cansados Meu beso é leve Jugo suave Já não é sentido a dor Bendito ao solador Só sei que foi assim.

A história aconteceu no Grupo Emmanuel, durante uma reunião mediúnica, que a Sheila percebeu o atendimento de vários espíritos que desencarnaram em situação semelhante a do tsunami, de tragédias, mortes súbitas, momentos de sofrimento. E, durante o atendimento de vários desses espíritos, foram surgindo alguns espíritos diferenciados, bem altos, diferentes mesmo, com umas vestes brancas, bem diferentes do que ela estava acostumada, e esses espíritos começam a cantar essa música Alívio, em diversas línguas, porque me parece que os espíritos que estavam sendo atendidos eram de nacionalidades diferentes, de cada qual com uma cultura, e eles começam a ser atendidos e sair do transe, porque eles estavam vivendo um looping do desencarno, como se aquele desencarno ficasse repetindo na mente deles aquela coisa, o acontecido, e na medida que a música ia acontecendo, eles iam se libertando, e essa é a história.

E tem uma outra história também dessa música que vale a pena contar, que é de uma amiga que estava sofrendo com câncer, e nós fomos visitá-la, e deixamos um CD para ela, e depois ela nos ligou chorando muito, porque estava sofrendo muito com o câncer, agradecendo porque quando eu colocava a música Alívio, ela sentia um grande alívio e conseguia superar as dificuldades que ela estava passando. Então, é a importância do trabalho do time, a gente vai ficar aqui contando só a história. Dá até para o chuveiro desencarnar, né?

Valeu a pena essa parceria já, né? Valeu a pena demais. O Glados, eu queria fazer uma pergunta da seguinte, quando a gente lê as letras que você faz, a sensação que a gente tem é que a verdade é uma toalha de renda, em que você sai costurando e conectando passagens do Velho Testamento, do Novo Testamento, isso é uma coisa pensada ou flui de maneira natural, mesmo às vezes sem você perceber? Arudo, com sinceridade, flui muito naturalmente, e eu acho que é reflexo até da minha personalidade, do meu jeito até de estudar.

Eu até brinquei com o pessoal, falei o Arudo estará lá, e eu assisti aqui a palestra acerca de Paulo Esteva, foi interessantíssima, metódica, e acho que todos os Espíritos são importantes, aqueles que têm um estudo mais focado mesmo, e aqueles que têm um estudo, às vezes, que é mais dispersivo e tal. Eu sempre gostei muito de literaturas mais alternativas, e nunca fui muito disciplinado nesse estudo, foi sempre um uso fruto mesmo, um gosto, né? Eu vou muito pelo gosto. E lembro que minha mãe falava assim, Glados, você tem tanto livro espírita, você está lendo livro oriental, livro do pensamento, eu já tinha esse gosto assim, parece que é do próprio Espírito, e achando que isso me valeria futuramente.

Então, quando eu vi a Gandhi dizendo assim, que se nós buscarmos, acima de tudo, a verdade, naturalmente ela nos conduz a Deus, ele está seguindo um caminho que é seguro. Quando Kardec disse que a gente, pelo discernimento, deve ter segurança, porque sempre a verdade nos conduzirá e nos aproximará de Deus, eu confio muito nesses estudos, que todos eles têm uma contribuição importante. Então, fato. O meu modo é muito assim, até meio confuso tem horas. Às vezes eu estou conversando com alguém, já houve situações que o pessoal fala assim, Glados, você fez a reunião, mas o pessoal não entendeu muito a reunião, não.

E eu acho um fracasso, porque reunião de uma hora e meia, ninguém entendeu, né? Às vezes o pessoal pega e fica de intérprete, né? Não, eu vou traduzir o que o Glados está querendo dizer. Porque eu dou um exemplo, eu faço uma comparação metáfora, aquelas questões. Bem, para escrever eu tenho mais facilidade, às vezes, do que para metodicamente falar. Uma coisa é falar espontaneamente, outra coisa é transmitir uma mensagem mais metódica. Só que a minha escrita, naturalmente, ela é dispersiva, porque ela relaciona com muitas imagens.

Isso acontece naturalmente. E nesse caso específico da produção das letras, algumas delas chegam a ser um tormento depois. É só outro caso que eu não posso deixar de contar para vocês, porque aqui é uma verdadeira confissão. A letra Éden, para mim, foi um sofrimento terrível, porque eu escrevi a letra e passei para o Tim. Ouve, ó Israel, a voz do Senhor, teu Deus. Nos homens trevas, reis da luz, adões e ervas, sede de Jesus. Sob a guia de Moisés, deixai ranços. Ardei nos desertos, vossas fés. Paradigmas em dilúvio, subi a arca de Noé.

As trombetas anunciam quedas de muralhas nos homens Jericó. Não olheis para trás, segui-ló aos homens zenias, o arrebatamento em carros de fogo, na paz de Jó. Filhos de Abraão, cantai o canto Salomão, sob os arpejos de Davi. A mão sai leões nos homens daniés, abre estrelas e grilhões de homens bábés. Deus, Javé, Elohim, Bíblia, Vedas, Sutra, Algorão. Santidade divana, Samadhi, Anjo, Deva, Yogi, Bhakti. Messias, Jesus, Rábi. Deus, Javé, Elohim, Bíblia, Vedas, Sutra, Algorão. Jesus, Javé, Elohim, Bíblia, Vedas, Sutra, Algorão.

www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt www.opusdei.pt Uma grande noite abate a terra e se abate, treva imensa, não sem estrelas. Passados milênios, um abraçamento Notiz no horizonte, clareando a esperança do prenúncio lunar do amanhecer. Bem-vinda, aurora a sofrer noites convulsivas verdeu lágrimas rangerentes magistouse, majestose no parto regenerativo deu-se à luz na remissão.

Bem-vinda, aurora no passado junto ao cordeiro crianças brincam com a serpente e os anjos andariam os homens que furitam no amor da promissão. Bem-vinda, aurora a refazer do berimbom entre florindo oleal a aliança homem-Deus já não é só arco-íris é comunhão. Amanheceu pra ele, né? A música do Tim vai pra tantos lugares, eu já contei pra ele. A gente viaja muito pelo movimento espírita e eu já fui pra Fortaleza, já vi o pessoal tocando Tim Vanessa. É maravilhoso como é que a música tem viajado, né? Isso atesta mais a condição nossa de, como disse o Grados na sua introdução, somos servos inúteis.

Fazemos, fizemos o que devemos fazer porque a gente conversa muito e vê que 50% desse trabalho é o nosso esforço ali, escreve a letra, tenta fazer uma música, busca uma nota ali dentro da nossa limitação de levar um instrumento, da nossa aparelho vocal e aí vai. Mas os outros 50% não nos pertence de forma alguma e o que é feito com essas canções, com as nossas e com tantas outras também que surgem também no meu espírito e outros tantos não cabe a nós saber e a gente não é mensurável. Mas se a gente se candidata a uma missão com Cristo, isso é o que menos a gente deve se preocupar.

Mas sim realmente estar engajado no trabalho, seja com música, seja com arte, seja com cinema, seja com conhecimento, seja com balestra, é estarmos engajados, aí seremos felizes dentro da arte de ser útil. É isso aí, nós vamos começar com Veredas então, né? Veredas falando do Precursor. E mandando um abraço pra Vanessa, né? Convidando a Vanessa aí pra no futuro vir aqui nos visitar também e mostrar sua bela voz. O pessoal hoje vai ter que se contentar com a minha voz apenas. O que vale muito a pena já, viu Tim? Pode ter certeza disso.

Na defesa do Torá, ateia fogo as toras Condenando os adoradores de bal Eilo João Batista, na aurora do Evangelho Clama todo o povo, o arrependimento dos homens Pois já vem o Messias Rejubila desde o ventre de Isabel Já não chora os seus filhos a Raquel Nos que agem nos desertos de Israel Não se cansa, o seu verbo é um bordão Vai em peles de camelo, gafanhoto e mel Voz que calaram na bandeja, ainda estronda no Jordão Sob a pena de Italião, a reparação Benção divina, pedagogia da reencarnação Rejubila desde o ventre de Isabel Já não chora os seus filhos a Raquel Nos que agem nos desertos de Israel Não se cansa, o seu verbo é um bordão Vai em peles de camelo, gafanhoto e mel Voz que calaram na bandeja, ainda estronda no Jordão Sob a pena de Italião, a reparação Benção divina, pedagogia da reencarnação Em direita e as veredas do amor Reconduzindo rebanho ao pastor Água e fogo na evolução Da geração, da regeneração Maravilha!

Hoje está bom demais! Acho que a música, pelo menos para mim, é uma das formas mais fáceis de oração Acho que ela me ajuda muito, isso é muito bom Está todo mundo emocionado Pode chorar, viu gente? Não tem problema não É interessante porque Você falou que tem esse processo de fazer a letra Depois nós vamos falar um pouquinho também sobre a música do Tim Que tem uma harmonia toda mineira também É uma coisa que o Toninho Orta fala, uma coisa curiosa Que a harmonia do mineiro é aquela coisa das montanhas Ela sobe e desce, sobe e desce, é toda tortuosa Nós vamos falar um pouco dessa harmonia também Mas por trás da sua letra Há também um trabalho de alguém que está acostumado com discurso Com poesia, com métrica Tem isso também, né Gladstone?

Sim, o Tim é o princípio ali Ele falou que eu toco violão É sabido que o violão é um dos instrumentos que mais nos ilude Você pega ali a cifra, você pega ali Ele fala, de violão está desafinado Faz um arranjo, faz uma variação desse lá Está sem essa corda, você compõe outra Não tem, é outra casa Eu sou esse semi-analfabeto do violão Quando ele assumia as reuniões que eu fui no Consolador Ele dirigia, dava palestra e tocava violão Tudo bem que eram só cinco músicas e ele sabia Inclusive agora que são duas eu fico na dúvida Se realmente o espírito não regride Mas esse é um outro assunto Porque é o seguinte Mas do ponto de vista da palavra Ela é cheia de harmonia Ela é cheia de riquezas Se você for pensar nos ramos das manifestações humanas Quando lá na Gênese se fala que nós comemos do fruto do conhecimento Isso é muito bom, num sentido Porque se for pensar, a letra tem música A letra tem culinária Ela tem tempero Quem busca literatura busca imagens Busca comparações, busca instrução Busca sentimento Busca tempero Busca alimento Então naturalmente a gente tem esse sentido Esse gosto, essa questão de escrever Imaginando alguma coisa que será gostosa para a pessoa ler E ao mesmo tempo uma outra preocupação Que aí também é muito natural Os parnasianos tinham muito essa preocupação da forma Essa coisa da formosura e tal E muita preocupação também de que tenha conteúdo Então até em alguns momentos a gente pensa Poxa, escreveu isso aqui, mas isso aqui é um vício Por que escreveu?

Por que forçou a rima? Tem esses excessos também que a gente comete muito Mas aí uma preocupação de conteúdo E nesse caso específico, por exemplo Qual era a questão nossa? Qual era o grande mantra? O grande motivo é o paralelo que já estava lá Entre Elias e João Batista De que João Batista é o Elias que haveria de vir E aí quando a gente pensa na figura de Elias E pensa na figura de João A gente muito predominantemente Pensa em duas personalidades muito fortes Dois grandes líderes E aí concordando e coincidindo com a interpretação Que a gente faz, que o Haroldo comentou numa palestra Ele comentava o quanto realmente Numa época eu ficava assim A gente tem aqui a fase de relembrança de opositor espírita Primeira tese, meu espiritismo não é cristão Se você não reconhece Jesus como Deus Então ele não é cristão Era o primeiro absurdo meu O segundo absurdo era assim Se mediunidade existe Por que não tem mediunidade na Bíblia?

É a questão do profeta É aquela questão da palavra mesmo E Elias é impressionante Ele é fascinante Ele encanta, se for pensar na sua força Mas o episódio marcante da vida de Elias Que muitos nos importam É a questão dos profetas lá Dos adoradores de Baal Foi um duelo Ele desafiou para um duelo Aquele que estivesse adorando ao verdadeiro Deus Conseguiria garantir até ar fogo Naquelas histórias lá Então ele faz isso Mas ao final Ele não teve, por exemplo, aquela atitude piedosa Que teve Davi que perdoou alguns inimigos Alguns vencidos Davi não só Deu várias oportunidades a Saúl Porque não queria sucedê-lo pela morte dele Ele não queria a morte de Saúl Saúl não gostava muito de Davi Não sabia gostar dele Mas Davi gostava de Saúl Então faltou essa grandeza Elias naquele momento Ele foi um excelente defensor Do monoteísmo Da retidão E com muito testemunho Ele teve muito esse desprendimento E muita essa força mediúnica impressionante Mas ao final das contas Ele decapitou os vencidos E aquilo ficou marcado Então quando a gente pensa no paralelo A gente pensa assim O pouco de fermento O levê da toda a massa Aí fala assim Mas aí vai pagar por todos os criminosos de guerra Então o espiritismo é terrível Cobre até o último seitio João Batista mostra aqui Ele uma vez decapitado Compreendeu a essência dos 450 Que foram decapitados Uma outra questão que impressiona É o seguinte O quanto o elemento fogo Ele está presente na vida de Elias Porque primeiro é que ele consegue Eles solicitam a seca e é atendido Depois eles solicitam a chuva E é atendido lá no deserto Não tinha uma nuvem Ele orava e o servo dele era lá Olhava seis vezes e nada Depois vinha uma nuvem que se formou E um aguaceiro caiu Então ele tinha muito esse domínio dos elementos Também ele solicitou pela manifestação do fogo Então que as torres Se abrazassem, incendiassem E quando a gente pensa em João Batista Quando Jesus fala que Ele é uma lâmpada que arde no deserto A gente pensa em figuras de Damasco Jesus ofuscando o sol Aí a gente pensa o que é uma lâmpada Arder no deserto?

Que espírito é esse? Que disciplina e que força? E as duas manifestações de João Batista Uma curiosidade que eu pensava era ontem para hoje Porque a gente tem alguma coisa A gente prepara para falar, né? Duas manifestações de João Batista São de líquido, de água Primeiro quando ele está no ventre de Isabel Lá na placenta Quando ele está lá, é que ele exulta Quando percebe que Jesus também viria E a segunda é dentro do Rio Jordão Quando ele fala Eu devo diminuir para que ele cresça Ele está se apagando lá na água E está usando a água, ele quer fogo Então, de certo modo Pedagogia da reencarnação é muito isso Quando a gente contém a nossa intemperança Nosso nervosismo, a nossa franqueza Impiedosa na palavra de Emmanuel Nós estamos abrandando o nosso verbo Quando a gente lê aquele Sinal verde, né?

De Chico Xavier Uma época lá no culto anular, eu era contra usar o sinal verde Porque ele fala tanta coisa que a gente não deveria falar Que eu fiquei com medo de não poder conversar A gente tem uma crise de obstinência, né? Não falar mal dos outros Não usar uma crítica destemperada Aí era tanta coisa que eu falei Não vai sobrar nada, não Então, o que de certo modo João Batista fez Ele se preparou para a vinda do Messias Ele seguiu todas as virtudes de Elias Mas iluminado pelo Messias Aí a gente fica se perguntando A famosa pergunta Puxa, Jesus crucificado com 33 anos Mas não vou mexer com a cronologia não Porque tá aqui simplesmente perante mim, Haroldo Eu falei pro Tim, eu não vou falar nada de cronologia Já arrependi, Haroldo Mas aí você pensa Puxa, o que seria então se Jesus tivesse vivido mais?

Não é questão de quantidade Assim como a gente, eu, Tim e Vanessa Não tem o que preocupar, o pessoal pergunta Vocês já fizeram mais música? Não Mas a gente não tá preocupado com isso Pode acontecer e pode não acontecer O que interessa é a essência Aí a gente se pergunta o que seria de João Batista Se ele tivesse continuado e sido Apóstolo de Jesus Nós não temos noção Jesus fala que O maior nascido dentro dos ventros de mulher Então nós não temos noção do potencial Daquele espírito Ele se apagou até pra não nos humilhar Nós falamos dos manifestos A gente tem os grandes, os apóstolos Mas João Batista, Jesus é que sabe Desculpe a prolixidade Eu já avisei que é uma puxa de retalho Mas é ótimo isso Achei muito interessante isso Até te fiz essa pergunta da letra Porque Às vezes a gente ouve muito isso por aí Dizendo que A música do Tim, da Vanessa E as letras do Glass É uma música que vai pelo evangelismo Tem alguns espíritos que não entendem isso Acham que na verdade É uma cópia Dos nossos irmãos evangélicos Mas que bom, né?

Que ótimo Não vejo nenhum problema nisso Mas eu acho interessante você ter colocado isso Porque há todo um trabalho Por trás E às vezes a pessoa Que radicaliza E quer partir para uma linha de fazer letra De fazer música, que não toque em temas do evangelho Ou em temas Mesmo do Velho Testamento Acaba caindo num lugar comum Em letras Que, infelizmente, pecam pelo lugar comum Que não tem esse conteúdo Pode ter ali Uma rima pobre, alguma coisinha Bem batida mesmo E perde Esse conteúdo Perde a essência da mensagem Que tem numa letra dessa, por exemplo Que faz a comparação Dessas duas personagens E que acaba falando desse processo de pedagogia E da reencarnação Então é interessante isso Para as pessoas não ficarem Circunscritas apenas à forma Não é porque está falando de um tema bíblico Que nós vamos enveredar Por caminhos conhecidos Porque essa letra Ela passa por caminhos desconhecidos Ela desafia o leitor Desafia o ouvinte, quem está apreciando a música A prestar atenção A harmonia também É desafiadora Aí a pessoa precisa ter sensibilidade Para extrair esse mel Que está lá escondido No fado Eu gostaria de perguntar O Gladstone E a pergunta se estende para o Tim também Você, o Tim Com certeza Mas você ouve muita música E as músicas Que nós temos aí No movimento evangélico As músicas católicas E de Outras denominações que possam Que eu posso estar me esquecendo neste momento Vocês se alimentam com isso também?

Sem Sem a intenção de perguntar se gostam Ou não, mas se há algum tipo de Alimento, de referência Porque É muito bacana quando a gente Começa a perceber Que Assim como você consegue estudar Buscando referências No hinduísmo No bramanismo Ou seja Em várias fontes diferentes Da mesma forma A arte, a música Também pode se expressar assim Pode ser assim também, uma fonte de alimento E de repente você traz aqui E consegue fazer como o Tim dá a sua tradução O seu estilo Musical, o seu estilo de compor De dizer Como Arudo trouxe essa coxa de retalho Então está feita a pergunta Para os nossos amigos Então vamos começar pelo indisciplinado E depois nós vamos para o pesquisador ali É Não, eu escuto muito pouco a música Historicamente eu escuto muito pouco Eu não leio Muito, eu tento É curtir a leitura, eu faço muito isso Mas não é como virtude também não, ler muito é a virtude Tá O pouco que eu leio eu tento ler Coisas que eu gosto, que acho bacana Eu gosto realmente de poesia É Realmente eu não sou muito mercadológico Não, porque olha só, eu gosto de poesia O pessoal fala, mas poesia, depois eu vi que poesia é o tamanho da música Tudo bem Mas agora mercado editorial e tal não consagra muito isso Então pra que você gosta disso, soneto Até porque eu gosto, eu gosto esperanto Né O pessoal fala, mas esperanto não é de uma nação, não deu certo Não vingou, quando fala que é uma letra morta Eu me sinto desencarnado, porque se a gente está estudando A letra está viva, tudo bem Tá, mas o que você vai fazer com o esperanto?

Eu gosto É meio assim, primeira questão é essa Então a preocupação não é assim Tipo assim De criar um estilo Um estilo é uma coisa que acontece muito Agora, naturalmente a gente depara Com algumas músicas com que afina bastante Eu ficaria muito feliz Se nós tivéssemos feito essa combinação Essa parceria, se nós tivéssemos apenas escrito A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro A música de Pedro Quero ir contigo Mas descendo As águas Temo afundar Enquanto vais andando Se no Ordo já presentes Tuas chagas Eu te aguijo Mão ao chão Me ensono Como não bastasse Eis minha ferir Um soldado Que te traz Voz de prisão Sou pequena ovelha Atemorizada Balindo Negação Vou A vida e tomo Pela tua mão Creio te levarei Onde não queira ser Pedro Tu me amas Pedro tu me amas Pedro Tu me amas E tu que eras Constrói A minha casa No coração Do irmão A história de Zaqueu Eu estaria muito feliz Porque a história de Zaqueu é interessantíssima O esforço, ele não estava naquela evolução Ele sobe num cicômetro naquela árvore Pra ter estatura, quer dizer, foi além da evolução dele Pra poder furar a fila De parar com Jesus e criar um signo Criar um encontro, um vínculo Então eu ficaria muito feliz Aí de repente eu pensava Zaqueu precisava de uma música Zaqueu Quero ver o esperado Abre na multidão Quero ver o esperado Abre na multidão Sei que passará Por aqui Sou pequena e não posso ver Sua estatura Tempo a frente Procuro encontrar Um lugar de onde o veja Numa árvore ao céu Me elevarei Do chão Meu espírito deseja Retirar A escama vela E contemplar-te a visão Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Não mereço Sou o Zaqueu Mas você é um engano Sou um publicano Se destituir a quem for Pagarei com justeza Quatro vezes mais Me elevarei Do chão Meu espírito deseja Retirar A escama vela E contemplar-te a visão Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me elevarei Do chão Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Levantando teu olhar Levantando teu olhar Levantando teu olhar Levantando teu olhar Levantando teu olhar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Tu me vês em meu lugar Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Tu me vês em meu lugar Me convidas a ser a Em minha casa vais entrar Levantando teu olhar Porque você e a Vanessa então Não vão lá e que tocam vocês dois Ela já toca, ela já sabe cantar Eu olhei pra ela e falei Você topa?

Vamos então Porque eu tocava contrabaixo e a Vanessa era vocalista do Grupo Estadas E eu não cantava Como não canto até hoje, né? A gente fica só trabalhando Aí o que aconteceu? Nós fomos para o palco Eu e ela, nós cantamos pela primeira vez A música Duplo Eterno Em 2005 A partir daí As pessoas começaram a nos solicitar Pra cantar mais vezes juntos Em 2005, não Em 1995 Correja a data, em 1995 A partir daí Quatro anos depois Essa parceria musical minha Com a Vanessa, minha irmã É… culminou num CD E aí a gente passou a ser Chamados de Dupla Team Vanessa Naturalmente Não foi nada programado Não foi nada assim, vamos montar uma dupla Dupla de arte espírita, não Oh, vocês gravaram um CD?

Vem cantar Na nossa casa espírita Ah, vamos cantar num evento aqui Vem cantar num evento ali As pessoas passaram a nos conhecer Mas nos conheceram no Grupo Estadas Da União Espírita Mineira E o meu gosto musical, voltando à pergunta Era grupos ingleses De música De instrumental Progressivo Era artistas De violão E dos nacionais, os clássicos Como Chico Buarque, Djavan Como Paulinho Tapajós No violão Toquinho, Vinícius de Moraes Então fazia essa mescla Toda, agora de tudo isso Eu não sei Eu como artista, eu não vejo isso retratado Nessas canções Mas o ser humano é um Compêndio de experiências Mas a harmonia passa um pouco A harmonia pega, então O que que faz?

Nós somos um Esse compêndio de experiências Em que a espiritualidade lança a mão De algo que seja aproveitável E a gente é acionado naquele campo Eu vejo assim, mas nada que a gente Tenha domínio ainda Eu vou fazer assim Vamos voltar um pouquinho então Pra letra da música Acho que o Haroldo Podia fazer pra gente uma contextualização Sobre João Batista Quem é Isabel Quem é Raquel Eu acho que é interessante A gente entrar dentro Não, não, não É melhor o Haroldo O espírito sopra onde quer Já soprou aí, Haroldo Muito bom Já não choram seus filhos Vamos fazer Um bate-bola O Haroldo e o Glasson Vocês dois Matem um papo aí Nós vamos só assistir Só apertar um pouco as figuras O Haroldo compromete Isabel é a prima de Maria E quando ela vai visitar É uma situação marcante Ela fala assim, ela sauda Maria E nota que o menino que ela estava carregando Já falou, ela está bendita Porque o menino já exultou no meu ventre Então o João Batista já estava feliz Na vida de mais da conta Isso é marcante, merecer ser consagrado E a questão de Raquel Mas aí é que eu falo que exegeticamente A palavra de estudar a bíblia é Haroldo Mas Raquel supõe ser Aquela esposa de Jacó Mãe do José Do Egito Benjamin e Rubem Aquelas pessoas lá dos doze Que foram pro Egito Que gerou as doze tribos E que Jeremias Quando ele faz os lamentos dela Ele fala que Raquel Chora os seus filhos Eu fiquei tentando pensar Que interpretação é possível fazer isso Pensei, será que As sequências de desencontros, de guerras De humilhações Que submeteram e foram submetidos Realmente eu não consegui chegar Eu lembro que tem um livro da literatura clássica Que se chama O Vermelho e o Negro E o prefácio fala de Umas seis possibilidades para se tentar Entender o nome, O Vermelho e o Negro Seis possibilidades Mais ou menos Não se sabe exatamente qual foi a finalidade Eu fiquei tentando, não consegui claramente pensar Em que sentido que Jeremias Citou Raquel, sei que ela tinha citado E uma coisa eu tinha certeza O companheiro lá do Egito Queria eliminar os primogênitos Lá dos hebreus Aí depois também Herodes faz aquilo, eu pensei não, agora já está Numa lei de amor, vai acabar esse negócio Eu pensei por esse lado A gente ia acabar com essas maldades Foi por esse aspecto quando escrevendo Já não chora Isso é bonito Porque na tradição judaica Os patriarcas Eles Continuem intercedendo Por Israel Então na verdade Os filhos de Israel são filhos dos patriarcas Então tudo o que acontece Ao povo A mãe Raquel Chora Todas as tragédias Eles tem uma mãe também Por eles, belando por eles Isso é bonito porque Quando Jesus fala isso também Quando ele está caminhando Para as mulheres que não chorassem por ele Para o Jerusalém Então tem toda essa metáfora Dos filhos, dos filhos dos patriarcas São aqueles que intercedem Pelo povo E tudo de ruim que acontece Para o povo Essa mãe está chorando Até quando?

Aí é bonito que essa letra vai falar Até quando a nossa insensatez Parar de ferir Parar de usar a religião para ferir Exatamente isso que eu ia falar Os patriarcas continuam intercedendo E até quando? Até quando parar de ferir? É impressionante Que coincidência Eles tem uma mãe também Eles tem uma mãe também Isso que eu ia falar, muito bem Eu acho bonito nessa canção Essa parte que eu achei fortíssima Quando fala da voz Que calaram na bandeja Ainda estronda No Jordão Ou seja, quem não conhece de Bíblia Quem nunca leu, quem nunca conheceu A história do povo hebreu não vai saber o que é Jordão Não vai saber que bandeja De que se está se tratando Então eu acho que a música A arte, ela tem essa Obrigação, essa missão De levar esse conhecimento, esse despertamento Porque o que você está falando?

De que bandeja que é essa? Por que a voz que calaram na bandeja? Não foi preciso dizer Que ele foi decapitado Isso aqui é bonito, porque O Caetano fala Tem uma letra do Milton também Que fala sobre isso Me diga qual a palavra que nunca foi dita Mas há O redizer E o redizer, esse é um redizer Que diz algo novo Que uma coisa é eu colocar Na letra, que a cabeça de João Batista Foi decapitada e foi colocada Numa bandeja, outra coisa é eu dizer Que a voz dele foi calada numa bandeja Eu estou contando A história, mas eu estou dizendo muito mais Do que simplesmente recontar E é isso que as vezes As pessoas Não percebem Na letra do Gladson Na música que você faz Que não é Simplesmente um recontar De fatos Não é apenas recontar Pegar lá no Velho Testamento e ficar dizendo histórias Mas é uma Leitura E nem me sinto seguro Para fazer uma definição Ou para entrar nessa seara de definir A arte espírita e tudo Porque eu acredito sim Que a arte é universal Porque o belo é divino O belo é galáctico Ele não é de um povo Não é de uma cultura, não é de uma língua Não é de uma tradição E o belo, quando ele se apresenta Qualquer ser humano, independente De nacionalidade, de etnia, ele se curva O ser humano Se curva ao belo O belo tem esse dom divino De fazer com que todos se curvem a ele Mas o que eu acho Bonito da arte espírita É a leitura espírita Então nós vamos Vendo, por exemplo, no Velho Testamento O que são os livros Do Velho Testamento Se não uma leitura dos profetas De fatos passados Ou de fatos futuros Eles fazem uma leitura Eu vou reler Esse fato De acordo com a inspiração E aí um livro vai relendo e vai relendo Chega no Novo Testamento Eles fazem uma Releitura Vão reinterpretando Vão reconfigurando Olha, essa passagem aqui Fala do Messias, Jesus fez isso Hoje essa escritura se cumpriu Com seus ouvidos Olha que coisa linda, né?

Quando ele estava lendo aquela passagem Saiu, né? Sou eu, né? Hoje essa escritura se cumpriu É uma leitura E por que não nós, com a bagagem espírita Não podemos fazer uma releitura? Da Bíblia, da literatura Da tradição religiosa Da tradição espiritualista Nós vamos fazer uma leitura E a arte É um canal de manifestação dessa leitura Então o que eu acho bonito nessa letra É essa leitura É muito bonito E um detalhe também importante Para quem não sabe, então, esse episódio Lá de João Batista Então Herodes Ele faz uma promessa A filha, Salome, não é isso?

Herodias era esposa, e a Salome a filha Por influência da mãe Pega e dança lá no dia E acaba pedindo a cabeça a João Batista Num abandejo, tá? E João Batista Pelo que nos parece Tinha uma certa admiração Era o que eu ia falar João Batista Ele causava um encantamento Um êxtase Uma impressão profunda no espírito de Herodes E João Batista Criticava Herodes publicamente Ele criticava a relação com Herodes Publicamente E Herodes não queria calar aquela voz Por uma questão que ele não entendia, que era a leitura que Herodes Por algum motivo O espírito dele era ligado e respeitador Da autoridade moral de João Batista Conseguia falar publicamente Que era as questões por Herodes Então foi com muito sofrimento Com muito pesar Que ele teve que cumprir a palavra com Salome O problema foi o juramento Foi, mas então nesse sentido Pra gente ter noção do magnetismo Desse verbo de João Batista E evidentemente que impregnou tudo Olha, o João Batista Ele tinha discípulos Os discípulos estavam órfãos de João Batista E quando ele apresentou Jesus Eles já viram que estavam órfãos mesmo O João Batista pediu pra gente perguntar Se o Messias ou se nós deveríamos esperar o outro Porque eles estavam desesperados Aí ficou aquela questão assim Eles estavam saindo pra um time muito melhor E não sabiam Tem um dado interessante já que nós estamos falando João Evangelista era discípulo de João Batista Exatamente Alguns discípulos de Jesus João Evangelista e Tiago Eram discípulos de João Batista E agora tem uma coisa Muito curiosa aqui Nós estamos falando de literatura, de poesia Música, esse caminho todo A gente tem Se desenvolvido Uma linha de pesquisa da Bíblia Que é a chamada Leitura da Bíblia como literatura O pessoal descobriu que a água Molha, é mais ou menos isso E fogo queima Começaram a Enveredar por essa pesquisa da Bíblia como literatura O que eles perceberam?

No Velho Testamento existe um gênero literário Que é O gênero profecia Ou estilo profético Mímica O que é isso? Muitos trechos da Bíblia Apresentam profetas que chegam Ao invés de falar alguma coisa, ele faz uma mímica Um gestual Uma representação teatral E aquela representação teatral dele Se refere a algum fato que vai acontecer Ou alguma mensagem que ele quer passar A gente pode citar um caso clássico aqui Por exemplo, que é o profeta Gabo Que prevê a prisão e morte de Paulo Ele chega e finge que está Amarrando e mexe Todo, cai no chão, faz essa mímica E eles percebem que era isso Alguns autores Têm trabalhado Que a vida de João Batista É esse gênero literário O próprio estilo de vida dele É uma representação Que quer passar uma mensagem Porque você imagina Você encontrar um homem Vestido de pelo de cabelo Alimentando de mel De gafanhoto Vivendo no deserto Às vezes Encontrado à beira de um rio Dizendo para as pessoas Arrepentente que é chegado O reino dos céus Então Esse homem é um Ele é um trovão, como diz A peça alabê de Jerusalém Jesus é o raio, vem antes Mas ele é o trovão E há um detalhe também, outra peculiaridade Entre João Batista e Elias Há um episódio em que Elias tem que fugir Ele é instruído a isso E ele é alimentado pelos corvos Que traziam pão e carne para ele Então quando a gente pensa até nessa Essa capacidade ascética, disciplinada De ser renunciadora, de perceber Deus Num deserto ou numa montanha Ou numa caverna A gente não imagina, a gente está tão confundido Tão cheio de estimulações Que eles se estimulam, só o ser Gente, pegando um gancho nisso que você colocou Haroldo Depois eu queria até contar uma coisa Nós não podemos deixar de perguntar não Porque aqui os leigos querem saber Haroldo responde Vamos lá, Haroldo responde Os leigos querem saber E o Gladstone corrige Você colocou esse estilo Como é que é, mímico É uma representação Cênica Em vez de ele dizer alguma coisa Ele faz uma representação cênica Então o que alguns autores estão entendendo É que a vida de João Batista É essa representação Ou seja, ele deveria ser movido Por um certo Estado de espírito, um torpor espiritual Não é uma coisa meio assim Porque olha só Eu fico curioso A minha pergunta é essa João Batista, a gente percebe Que o estado De alma dele, de espírito dele Quando ele está preso E que ele manda os discípulos dele Irem conversar com Jesus E perguntar se era mesmo Que ele era uma outra pessoa De repente ele está com Jesus e dizendo Olha, eu não sou digno de amarrar as suas sandálias E daqui a pouco ele está perguntando Você é você?

Você é o salvador? Isso me vem Como um comportamento Comum Na mediunidade O médium de repente, no momento do envolvimento Da mediunidade, tantas vezes Ele tem aquela convicção, aquela certeza Envolvido naquele sentimento, mas depois que ele vai embora Passa um tempinho, ele está cheio de dúvidas Cheio de fraquezas Cheio de Incertezas em relação Ao próprio fenômeno, à própria verdade Nós agimos muito assim Na nossa vida Mas o Fred, eu acho que especificamente nessa passagem Não é isso Aí eu vou dizer A minha leitura Havia duas expectativas De figura de Messias em Israel A primeira expectativa Era de um Messias E é tudo uma leitura Então você sai costurando O texto do Velho Testamento E você monta o quadro de um Messias Essa expectativa Ainda é dominante Que é do Messias Filho do rei Davi Do Messias guerreiro Que virá criar A Hegemonia de Israel No mundo E naquela época Essa visão Era de que o Messias Seria Messias guerreiro Messias general Messias rei Que iria arrancar O povo da opressão Da escravidão Libertar Israel E submeter Todos os povos a Israel Mas havia uma outra leitura Minoritária Que é a leitura do Messias servo Que o Messias Seria um grande servidor Então quando o Precursor do Messias Se vê preso A dúvida é mais profunda A dúvida é Que Messias é você Então Nessa hora A voz de João Batista É a voz de Israel inteiro Ele está perguntando És tu O Messias Guerreiro Rei Que vai lutar Que vai pegar a espada para libertar Ou devemos esperar outro O que nós devemos esperar de você E aí meu amigo É conversa de gigante Porque aí Jesus dá uma pergunta para ele assim Responde para ele Os cegos veem Os coxos andam Os leprosos são purificados Os mortos são ressuscitados E aos pobres É anunciado o evangelho de Deus Que é o que?

É o texto de Isaías Isso é bonito Agora vou trazer uma outra profundidade nisso Quando Davi Chega no templo O cego O coxo, o leproso Ele não podia entrar no templo Necessariamente Eles tinham que ficar do lado de fora Porque nessa época A leitura que se fazia Que se a pessoa tinha essa deficiência Ela não estava pura para entrar no templo Ela carregava uma impureza Ela carregava Uma impureza Isso é tanto verdade que se você pegar Por exemplo o Talmud A tradição judaica Eles vão dizer Que quando a Torá é revelada no Sinai Todo mundo que era cego se curou Todo mundo que era surdo se curou Todo mundo que era paralítico se curou Por quê?

Porque o texto diz assim E todos viram e ouviram Então olha o que Jesus está querendo dizer Para João Batista Você está preso Você vai morrer Eu também vou Eu também vou ser crucificado Eu não sou o Messias Que todos estão esperando Mas eu sou o Messias Da verdadeira Torá Aqui agora Eu sou de novo O Sinai Eu sou de novo Eu sou dessa luz Que representa Deus E que vai curar o cérebro Eu estou igual João Batista Na barriga da mãe Que resposta Sim E um detalhe só É acrescentando É no sentido de que os próprios apóstolos Estiveram com Jesus E tiveram dificuldade de se desintoxicar Desse Desse judaísmo Por quê?

Eles continuaram com dificuldade em relação a algumas questões Como samaritanos Com relação a gentios Com relação a entrada de Pedro na casa de Cornelio Então Paulo teve que vir Até para essa questão dessa ruptura E para essa universalização do que era universal Então até eles próprios Já vinha entre eles alguns Alguns com compreensão melhor e mais aberta Mas alguns deles ainda Estavam sob influência Dessa formação que tiveram Estiveram com Jesus e tiveram dificuldade Tanto para a sobrevivência de Jesus A cruz Quanto no sentido de que ele era para todos Gostaria de perguntar mais uma coisinha Aqui para você gente Antes da gente caminhar Mas eu quero saber No meu coração, respondam para mim No meu coração Quem é João Batista?

Porque Jesus é o amor Então A figura de João Batista No meu coração No coração de cada um de nós Só um detalhe Quando se fala do último profeta Toda vez que surgia a figura de um profeta O povo acorria Vão acontecer coisas maravilhosas, prodígios Havia um intervalo de 400 anos Parece, anteriores a manifestação Então quando João Batista Vem realmente, ele é aquele Precursor A expectativa de aquele Messias Está vindo, está vindo, está vindo E só as gerações se sucedendo Então a figura de João Batista Ele atende a um clamor Ele atende a um anseio Ele faz essa preparação E marca essa passagem de diminuir Para que a outra manifestação cresça Não é isso, Haroldo?

Fred, tem uma passagem No livro Boa Nova Em que descreve Um encontro que Isabel tem com Maria E eles vão falar sobre João Batista E tem uma coisa significativa No final dessa passagem Infelizmente eu vou falar Por parábola Hoje eu vou ter que falar por parábola Porque na tradição judaica É sabido E notório que A vinda do Messias É precedida por Elias Porque a tradição entende Que Elias é o Messias Batedor Ele é o enviado, ele é o batedor Que anuncia o Messias O Grande Messias Ele tem essa função Então na tradição sempre diz que A vinda de Elias A volta de Elias Porque eles admitiram Isso é normal na tradição farisaica Na tradição judaica Que a reencarnação é um fenômeno Do qual os profetas participam naturalmente Eles podem reencarnar e vir Isso na tradição judaica não tem nenhum problema E eles entendiam que Elias viria E tem uma coisa que eu achei também Na tradição judaica Que no final dos tempos Elias viria de novo Aqui eu já começo a falar Por parábola Porque no final desse capítulo do livro Boa Nova Quando Jesus acaba de conversar Com João Batista O Humberto Campos termina assim Podemos dizer Que esse era o primeiro Encontro na terra Entre o amor e a verdade Para com isso Tá certo, é isso aí Eu quero saber o seguinte Vamos pra chamas porque o nosso tempo está acabando Vamos lá Tem que tocar?

Desde que o vi Me sinto arder Em chamas, me chamas Sou teu pescador Vi tuas curas Branduras na voz E um sol de ternura Rompendo tabor Deixei meu pai Meu mar, meu cais E busquei Meu lugar Junto a ti O amor demais Me fez capaz De curar Em teu nome Rabi Filho do trovão Deita tua cabeça Sobre mim Mãe Maria Eis teu filho Ao lado Da cruz Sou apenas João O trovão Apacentado Testemunharei Por ti Seja onde For Não te queimarás No óleo que ferver Por mim Pois tu viverás Pra contar O presente E o futuro Aos homens Chamas E chamas Chamas Me chamas Chamas E chamas Chamas Me chamas Mas nem toda a terra Poderá conter Todos os livros Que se puder Escrever Das coisas que ele fez Chamas E chamas Chamas Me chamas Chamas E chamas Chamas Me chamas Chamas Me chamas Chamas Me chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Me chamas Chamas Me chamas Chamas Me chamas Me chamas Me chamas Chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Me chamas Chamas Me chamas Chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Me chamas Me chamas Me chamas Chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Me chamas Chamas Me chamas Me chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Me chamas Me chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas Chamas O símbolo de espírito No velho testamento Toda vez Que a narrativa Entra Na questão de espírito De manifestação espiritual A metáfora é fogo Notoriamente João Evangelista É o A porta aberta É o profeta Inflamado mesmo Que consegue Entrar em relação Com as mais sublimes revelações E deixou exprovado um apocalipse Só lançando um pouco Para a nossa atualidade É lembrar que os elementos Água, fogo, pedra Eles podem ser muito bons em Deus E muito complicados sem Deus Água pode ser muito complicada no dilúvio Mas ela pode ser muito bem vinda Naquela chuva lá de Elias E no Rio Jordão O fogo, ele pode ser muito complicado Quanto caçar a evada de pedra De fogo, de enxofre Que incendeia uma cidade Mas ele pode ser muito bom na manifestação Como língua de fogo em Pentecostes Naquele fogo ateado lá por Elias Então é nesse sentido mesmo Que é interessante porque Você falou da releitura Até a releitura dos elementos Dos fatos da vida, das tragédias Das calamidades, das comoções públicas Se estivermos em Deus Estamos em Deus Até da Grécia é isso Nós nos movemos Ele estamos, se for pensar Tem muito sentido os elementos Eles são divinos e a Bíblia é a consagração deles A diferença é a leitura Exatamente Acho que vamos Da mesma forma que fizemos com Veredas Acho que a gente podia fazer uma contextualização Apesar de que a gente já fez um pouco Dessa contextualização No episódio sobre o Apocalipse Obviamente o Glásio já contou O resumo da síntese Quem ouviu o episódio do Apocalipse Também teve Uma boa contextualização Dessa…

O Glásio está aliviado Quando você falou Apocalipse Eu já olhei para o Haroldo O pessoal ouvinte que não sabe o contexto Que é o ambiente O pessoal olhou para o Haroldo depois de mim Eu olhei primeiro O Haroldo olhou para mim e eu olhei para mamãe O Haroldo está aqui É curioso isso que o Glásio está falando Porque Como que Jesus sabia utilizar Utilizar não é bem o termo Como ele sabia Canalizar, conduzir A personalidade Dos seus discípulos No sentido de extrair sempre o melhor Mesmo que essa característica Já fosse um defeito A forma como Jesus Molda Molda o coração de João Evangelista Que era impossível Que era um fogo Que era um filho do trovão Faz com que ele Tenha tido as experiências Mais extraordinárias Do Novo Testamento A experiência de estar ao lado de Maria Só os dois Contemplando Jesus na cruz E de receber a responsabilidade De Jesus de cuidar de Maria E de cuidar dela De seu filho E A experiência de Presenciar o desencarne De cada um Dos apóstolos De ser o último O último Você ficar Praticamente com 98 anos de idade O último, o último Todos foram E você ficou ali E ainda assim Conseguir entrar em contato Com Cristo nas regiões mais elevadas E ler Toda aquela simbologia do Apocalipse A gente não consegue Imaginar alguém que não tenha Essa impossibilidade Que não tenha essas características Sendo capaz de viver experiências tão marcantes Então, quando Kardec Fala que Não se trata de Aniquilar as paixões Porque elas são Cavalos bravios que precisam ser domados Eu lembro muito do João Entre todos os apóstolos Conseguiram Canalizar isso E isso serve para mim no sentido de eu não dar desculpas Pelos meus defeitos Porque são os meus defeitos Que vão me levar Ao topo Os mais elevados planos espirituais São os meus defeitos Desde que eu tenha disciplina e a coragem de disciplinar E utilizar essa energia Para conseguir subir De minha parte, último detalhe Só lembrar que João, evangelista Não apenas em quantidade de tempo Mas em essência, também tem detalhes curiosos Ontem eu vi que ele é o único evangelista Que faz a narrativa Da ressurreição de Lázaro Então até nesse sentido Ele tem uma convivência Com Jesus Muito especial, muito particular, muito íntima Então João realmente É uma figura, se a gente pensar Em cinco grandes nomes, João está entre eles É visível, lendo o evangelho de João Que a forma De João contar As passagens É uma forma muito Sensível De um entendimento profundo Do evangelho E isso está expresso na letra da música Esse amor pelo Cristo Não obstante toda juventude Que poderia ser Motivo de imaturidade Não que não pudesse ser Também Mas o que demonstra uma maturidade espiritual Para poder compreender o mestre Seguir o mestre e se tornar o último Inclusive Então nós vamos ver No evangelho de João A mulher samaritana Com uma sensibilidade Uma percepção para narrar Aquela história De um modo maravilhoso A conversa com Nicodemus Que é tão importante Só está no evangelho Tim, você quer falar?

É minha vez de Ficar negado É porque Eu não sou de arrepio Eu falo para vocês Eu nunca vi espírito, nunca escutei espírito E raramente eu arrepio Eu estou batendo meu recorde aqui E se eu não fosse eu não falaria também não Não sou disso Mas falo Não é porque Uma conquista musical nossa É retratar justamente A passagem da mulher samaritana Mais um texto belíssimo Que o Glado escreveu E a gente conseguiu fazer uma nova canção É de uma outra oportunidade Mas são passagens Longe da gente querer Querer fazer do evangelho Um evangelho musical Nada disso Mas quando a gente descobre Verdadeiramente o sentido ali contido A gente fica É maravilhoso Quando a gente olha uma passagem Aquilo se abre como um teatro Não é meramente uma mulher conversando com Jesus É muito mais do que isso É muito mais A humanidade está ali retratada nos templos Nos maridos Na água, no esforço do poço Na representação da mulher sentimento Com Cristo do caminho Então tem uma grandiosidade Muito profunda nisso Que a gente vai tocando e vai cantando E vai aprendendo Aí eu sugiro aos ouvintes É o DVD Paulo Estevam De Haroldo, segunda parte Perguntas e respostas Não pode dizer não Eu ouvi essa semana E tem uma coisa que é o seguinte As vezes as pessoas perguntam assim Mas por que vocês mineiros tem mania De ficar cantarolando o evangelho E bíblia Aí eu responderia com todo o amor Que Quando você tem esse contato profundo Com o evangelho Se eu me calar as pedras falarão Está me lembrando As mesas gerentes É importante Essa lembrança que você fez Capítulo 25 do livro Crônica de Alentum O livro Crônica de Alentum Porque para nós da comunidade espírita E esse episódio está sendo ouvido Por irmãos evangélicos E católicos E dos mais diferentes Mas aqui eu falo como espírita Para a comunidade espírita Capítulo 25 do livro Crônica de Alentum Jesus chama novamente O espírito de João Evangelista E pede para ele Um relatório do cristianismo E ele então é obrigado Com toda tristeza A relatar o que nós fizemos Do cristianismo E aí Jesus diz para ele assim Olha João Se os vivos Se os encarnados Não conseguiram Dar conta do meu evangelho Agora é a hora dos mortos falarem E dá nas mãos De João Evangelista A missão de coordenar A vida do consolador Prometido ao mundo Não é à toa Que no prolegômenos Primeiro espírito a assinar Não é o espírito de verdade É João Evangelista Não começa com o grego não Vamos com calma Ele falou, como é que eu nem falo em grego Ele prometeu E último detalhe Para que nós ainda mais não invejemos Mas que a gente se debruce sobre essa Convivência de João Aquele capítulo 17 também da Oração do sacerdoto Até a oração de Jesus Não peço que os tires do mundo Mas que os livres do mal Até nesse sentido se a gente for pensar Até essas conversas De Jesus Depois né João estava perto Então Eu acho que assim Deus humilheira é por aí E fica com gosto de quero mais né pessoal Nós estamos chegando no final desse episódio Ah Fica realmente esse gostinho do Ah Mas pode ter certeza que Tim e Gladstone Vão estar também Por aqui né A gente tem Reiterado que as pessoas que nós estamos trazendo Primeiro Nesses episódios iniciais Dessa proposta São as pessoas que estão ligadas ao nosso coração É a nossa família espiritual E o Tim e o Gladstone Eles estão convidados Aliás vou fazer a mesma coisa que eu fiz com o Fred Vocês estão vendo que ele está aqui de volta Eles estão convocados Porque aqui não tem convite É convocação Então Vamos encontrar um espaço Para que possam estar sempre aqui com a gente E vai ser também só o pode ser A gente quer produzir outros materiais Fazendo Essa conversa sobre as letras Do Gladstone As músicas do Tim E outras também que retratam essa temática Para que a gente consiga Explicar para os nossos companheiros espíritas De outros estados Que não estão tão familiarizados Com essa Vereda E aí usando aqui um pouco de Guimarães Rosa Com as veredas de Minas Que passam por esses caminhos A gente costuma dizer que os caminhos De Minas acabam dando no Jordão Eu acho que a gente pode até Vamos adiantar uma Boa novidade Os ouvintes ainda não sabem e a gente tem Planejado Nós vamos fazer um trabalho com o livro do Gladstone Que é um trabalho Fenomenal do Sonetos Do Paulo Estevam Ele há algum tempo Que a gente já vem conversando sobre isso Já vem planejando mas nunca Que sai, mas dessa vez vai sair E nós vamos querer contar com a ajuda De todos vocês que estão ouvindo Porque vai ser uma proposta nova Dentro do movimento espírita De desenvolver essa proposta E em breve nós traremos novidades Mas vamos dormir com esse barulho Para a gente poder pensar E nos próximos episódios Traremos novidades Haroldo, só concordando Quem foi que falou que entrega a rosa Carlos Romão de Andrade Uma entrevista O livro é a mesma coisa Eu entreguei o livro e estou tranquilo Eu fiz a sua parte, né Gladstone Vocês estão demorando, né Gladstone Nada, não tem demora É o tempo de Deus, está tudo certo Sem preocupação É isso aí pessoal Tim e Glaz querem dizer mais alguma coisa Eu gostaria de sim Porque algumas pessoas Devem estar escutando e realmente Não conhecem as canções A gente queria registrar aqui no site www.timivanessa.com.br www.timivanessa.com.br Vocês vão encontrar lá uma breve história Do nosso trabalho Todas as músicas que a gente tem gravado até hoje E todas as letras também Então vocês poderão escutar as músicas Poderão ler as letras Que a gente conhece alguns grupos do Rio de Janeiro De Goiânia Que já fazem esse trabalho de estudo Dessas canções E que a gente está sempre Trocando ideias Estamos abertos a qualquer Qualquer dúvida, né Qualquer participação Qualquer sugestão Estamos abertos www.timivanessa.com.br Nós vamos colocar Essa informação no episódio Embaixo, capas dos discos Do site Podem ficar tranquilos Que embaixo vai ter toda essa informação E aproveitando a colocação do Tim Acerca dos amigos Do Rio de Janeiro Mandar um abraço para o Vicente Para a Angélica, para o Rodrigo Para Marília Que receberam o Tim lá Que foi lá tocar com a Vanessa E que são fãs do Tim aqui de Belo Horizonte Depois voltaram para a cidade deles O Rio de Janeiro E estão lá trabalhando o Movimento Espírita Um abraço para vocês De minha parte só agradecer e a certeza É que não nos arrependeremos desta hora Tá Deixou a frase para o final Verdade, mas essa a gente não se arrepende Outras Verdade, muito legal Que bom, prazerão conhecê-lo É verdade, eu tava assistindo lá E a Maura falou assim Esse aqui é o Arudo Que eu vou participar de um programa lá com ele Que legal, mas você não tá preocupado?

Eu falei, eu estou

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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