Prepare-se para uma jornada fascinante sobre a essência do cristianismo e sua aplicação no movimento espírita! Neste episódio do PodSER, Haroldo Dutra Dias, Luis Sergio, Fred Cornelio e Thiago Franklin mergulham em um texto inspirador do espírito Emmanuel, explorando a profundidade da “Formação da Mentalidade Cristã”.
Descubra como a Doutrina Espírita pode ser uma poderosa ferramenta para a reforma íntima, desvendando os ensinamentos de Kardec sobre o futuro do Espiritismo e a base do sentimento cristão. Uma conversa imperdível que vai além dos dogmas e convida à reflexão sobre a verdadeira vivência do Evangelho.
Neste episódio
- Aprofunde-se na compreensão da “Formação da Mentalidade Cristã” a partir da perspectiva de Emmanuel.
- Entenda o ponto de vista de Kardec sobre o futuro do Espiritismo e a importância da caridade.
- Explore a base do sentimento cristão e como ele se relaciona com a reforma íntima.
- Reflita sobre os desafios de se viver o Evangelho em um mundo em constante transformação.
- Conheça a história de Pedro Neves, um exemplo marcante da importância da vivência do sentimento.
Participantes
- Haroldo Dutra Dias
- Luis Sergio
- Fred Cornelio
- Thiago Franklin
Destaques
- A Mente como Espelho da Vida: A discussão sobre o conceito de mente de Emmanuel, que a equipara ao “coração” hebraico, como sede da inteligência e do sentimento, ressaltando a importância de uma abordagem integrada na formação da mentalidade cristã.
- O Foco Moral do Evangelho: A análise de como Jesus se concentrava em questões morais universais, e não em dogmas, e como o Espiritismo, ao focar no moral, transcende o sectarismo, promovendo o amor e o respeito indistinto.
- Os Perigos do Sectarismo Espírita: A reflexão sobre como o movimento espírita, ao longo de sua história, por vezes priorizou o intelecto em detrimento do sentimento, gerando um sectarismo que se afasta da proposta original de Allan Kardec de unir as crenças.
- A História de Pedro Neves: O relato do espírito Pedro Neves, que, apesar de anos de trabalho na caridade, revela a importância de cultivar o sentimento e a dificuldade de lidar com as emoções, ilustrando a necessidade de uma mentalidade cristã genuína para evitar a frieza e o endurecimento do coração.
Ler transcrição do episódio
A de nascer, nova era de crescer, novo homem coração, de quem quer servir. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Tiago Franklin e todas as reformas sociais necessárias em vossos tempos de indecisão espiritual têm de processar-se sobre a base do Evangelho. Olá pessoal, aqui é Haroldo Dutra Dias. Lembrando da frase de Alcione no livro Renúncia, o Evangelho é um vasto caminho ascensional, cujo fim não atingiremos legitimamente sem o conhecimento e a aplicação de todos os detalhes.
Olá pessoal, aqui é Alfredo Cornélio, do Evangelho segundo o Espiritismo, pelo Espírito Lázaro. O amor é um sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as revelações e aspirações sobre-humanas. Do livro Emmanuel, de autoria dele próprio e psicografia de Francisco Cano Xavier, por enquanto todo o nosso trabalho objetiva a formação da mentalidade cristã por excelência, mentalidade purificada, livre dos preceitos e preconceitos que impedem a marcha da humanidade. Luiz Sérgio Marota Maravilha! É isso aí, hoje estamos aqui juntos para falar sobre a formação da mentalidade cristã.
Nosso convidado para este episódio é o Luiz Sérgio. Lembrando que no episódio anterior falamos sobre João Batista e João Evangelista através das belas poesias de Glasson e as músicas de Tim, da dupla Tim e Vanessa. Sendo assim, vamos para mais uma leitura de e-mails e recados do Pode Ser. Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Temos aqui um e-mail do Paulo Robson Fagundes, de Malacaxeta, Minas Gerais.
Amidrash, Talmud e demais referências de interesse. Inclusive livros do Rash, para que eu possa comprar, pois não conheço nada sobre o assunto. Estou pasmo com o conhecimento do Haroldo. Com todo respeito, fico a imaginar onde ele arranja tempo para ser juiz, pai, marido, trabalhador, espírita, pesquisador e etc. Nós também ficamos pensando a mesma coisa. O mistério ainda para no ar. Paulo, obrigado, querido. Mas não é isso, não. Na verdade, nós somos frutos de muitas mãos, de muitos amigos, de várias pessoas que passaram por nossas vidas e foram deixando suas contribuições, suas flores, seus trabalhos.
E eu só te peço um pouquinho de tempo, que nós vamos disponibilizar toda essa informação no site. Eu já estou escrevendo algo, já combinei com o pastor Enéas, com outros companheiros, com a irmã Ayla e com outros também da área do judaísmo. Nós vamos criar alguns pode-ser, vamos colocar no site livros, quero escrever alguns artigos e alguns roteiros de estudo. Então você me dê só mais um tempinho, que o site já vai começar a veicular tudo isso que você está ansioso e que eu também fico ansioso para compartilhar, para que as pessoas leiam, deem suas opiniões, me deem um retorno também, porque nós vamos crescendo com essa troca, viu, querido?
Muito obrigado. A gente só queria lembrar para vocês, algumas pessoas até me procuraram essa semana, semana passada, perguntando se podia fazer mais de um comentário no site. Eu acho isso, é bacana, né, que as pessoas estão preocupadas em saber como se manifestar, né, esse carinho pela gente, pelo trabalho que está sendo feito. A gente gostaria de pedir para que vocês, ao escutarem o episódio, vão lá e deixem um comentário, se gostou, se não gostou, o que é que acha que tem que mudar, porque essa é uma resposta para a gente, é como nós vamos caminhar os próximos programas, os próximos episódios, isso é muito importante.
Então não se acanhe em deixar apenas um comentário, não, pode fazer vários comentários. Nós estamos limitando aqui o número de comentários a mil comentários por episódio. Por pessoa. Por pessoa! Fiquem à vontade, com o máximo de comentários possível. O comentário de vocês é o que vai, vamos dizer assim, é o carvão que locomova, faz essa locomotiva andar, então nós precisamos é do comentário de vocês mesmos, tá? Pessoal, nós recebemos aqui o e-mail do Marcos Bondezan, nosso grande amigo Chuchu, lá do Tiago Maior, aqui de Belo Horizonte.
Ele diz assim para a gente, Amigos, maravilhoso pode ser 5, mais uma vez adorei. Aproveito para deixar uma sugestão, talvez seja interessante vocês disponibilizarem no site um arquivo com cartaz de divulgação do SER, para que as pessoas possam fazer o download, imprimir e colocar nos murais dos grupos religiosos que frequentam, para que mais pessoas possam conhecer o projeto. Boa ideia, meu amigo Chuchu, meu amigo Marcos Bondezan, eu acho que isso aí nós vamos providenciar rapidinho, né? Rapidinho, inclusive a gente fez até uma alteração de nome, Marcos, a gente tirou o Instituto, porque já existe um outro Instituto SER, agora nós estamos chamando apenas SER, que é a Sócio-Organização do Evangelho Rede Vivo para nós espíritas e Sócio-Organização de Espiritualidade e Religiosidade para os demais que quiserem se juntar a nós.
Então ela tem essa dupla via e parabéns para você, né Marcos? Parabéns, meu amigo Chuchu, ontem foi seu aniversário, né? O pessoal foi aí encontrar contigo para comemorar, nós deixamos aqui o nosso abraço, nosso abraço amigo e carinhoso e agradecemos muito por sua participação e pelo entusiasmo, viu? Temos um e-mail aqui do Juraci Altino de Souza, de Dracena, São Paulo. Caros amigos, que satisfação ouvir os Não Pode Ser. Gravei os episódios em um pendrive e ouço no carro, especialmente quando viajo, o que ocorre toda semana.
Ouvi o episódio 1 e achei enriquecedor o seu conteúdo. Tenho baixado áudios e vídeos na internet com as palestras do Haroldo, tendo ainda adquirido três palestras suas em DVD, todas maravilhosas. Achei fantástica a iniciativa do SER. Tenho espalhado a ideia entre os amigos. Um grande abraço para todos. O Juraci, nós que agradecemos, meu amigo, para nós é um estímulo as pessoas assistirem as palestras, ouvirem o Pode Ser que essa equipe está produzindo e, por favor, mande sempre sugestões, críticas das palestras, alguma coisa que saiu errado, que a gente não foi feliz.
Pode falar com certeza, porque isso para a gente é crescimento pessoal, é crescimento espiritual e essa questão de ouvir, eu te confesso que outro dia eu estava indo para o serviço também, da minha casa ao serviço demora mais ou menos uns 20 minutos, e eu coloquei o Pode Ser 5, o episódio 5, com o Gladys, com o Tim, e rapaz, foi uma choradeira e uma vergonha, porque parava no sinal e eu de terno e gravata e chorando, e o povo devia olhar e falar o que está acontecendo com esse homem, e é realmente uma coisa sensacional a gente poder ouvir, aproveitar isso.
Nós também que produzimos, adoramos fazer e adoramos ouvir o Pode Ser. Queria mandar um abraço também para o Henrique, lá da nossa casa, do Centro Espírita Manoel Felipe Santiago, agradecendo o apoio, o Henrique tem nos dado um feedback constante de todo o Pode Ser que ele escutou, dizendo que está adorando, que tem sido maravilhoso para ele poder ter isso no dia a dia, essa ferramenta para enriquecer o seu dia a dia. Então Henrique, é isso aí, agora nós gostaríamos também que você deixasse o seu abraço lá no site do Ser, para a gente, e fizesse também todo o seu comentário elogioso, que você fez pessoalmente, que você pudesse deixar lá, e se tiver alguma crítica, deixe também, nós queremos escutar.
A Maria Helena deixou um recado no site, dizendo o seguinte, Olá Haroldo, que Deus o abençoe sempre, gostaria de saber sobre sua palestra O Espírito de Verdade, excelente por sinal. Na referência que você faz sobre o livro de Baruch, é segundo Baruch 85? Acho que ela não entendeu Haroldo. Isso, a referência. A referência. Como eu vou ler e estudar todas as referências, esta eu não achei, poderia por gentileza confirmar? Ô Maria Helena, eu prometo, eu vou colocar no site essa referência, vou resgatar lá esse estudo.
Nós estamos com um projeto agora, Maria Helena, e eu sei que você, de raízes judaicas, a gente encontrou lá no Congresso, eu vou te mandar direitinho as referências, pode deixar, do livro de Baruch. Eu estou fazendo uma catalogação de todos esses estudos, e vou procurar escrever alguns artigos, colocar referências de uma forma mais organizada no site. Então, eu vou mandar para o seu e-mail essa referência, e peço para você aguardar um pouquinho, que no site vai ter isso tudo, nós vamos recuperar e escrever outras coisas mais.
E você, alguém de família, que é alguém de família judaica, e que tiver coisa interessante aí da tradição judaica, Maria Helena, manda para a gente, vai ser uma grande alegria. Baruch Hashem. Temos um e-mail aqui do Tales Argolo. Olá, Tiago, Haroldo, Júlio, Fred, Gladstone e Tim. Obrigado pelos esclarecimentos e pelas reflexões com Jesus. O Pode Ser ficou muito bom. Com todo respeito, peço licença para corrigir uma informação. O capítulo a que o Haroldo se refere no livro Crônicas de Além Túmulo, em que é apresentado um diálogo entre Jesus e João Evangelista, é o de número 15, intitulado A Ordem do Mestre.
Sou otário. Obrigado, querido. Eu falei 25, está vendo? O pessoal foi falar que eu tenho memória fotográfica, não é bem assim. Querido, não tem que pedir desculpa para corrigir erro, não. Nós, sempre que termina o episódio, nós praticamente convocamos os ouvintes a passarem uma peneira se nós falarmos alguma coisa que esteja uma referência errada ou que esteja contrário a algo da codificação da obra de Chico Xavier, pelo amor de Deus, por favor, mandem e-mail, apontem para a gente, porque aqui nós estamos construindo com desejo de acertar, mas somos seres humanos.
Cometemos erro. Muito obrigado. Capítulo 15, livro Crônicas de Além Túmulo. Obrigado, Tales, pelo olhar atento e vigilante. Muito obrigado. É isso aí, pessoal. Vamos para mais episódios. É isso aí, pessoal. Começando mais um episódio. Hoje temos a felicidade de ter o Luiz Sérgio como convidado para falar para a gente um pouquinho sobre esse tema tão instigante. O Fredinho, na sexta-feira, na reunião, eu falei, nós temos que convidar o Luiz Sérgio para poder vir falar sobre a formação da mentalidade cristã, que ele tem um estudo maravilhoso.
Posso ligar para ele aqui agora para saber se ele pode ir fazer esse estudo para a gente lá no domingo? Eu falei, você não está pedindo, não. Pode fazer. A gente se resolve isso depois. É isso aí. A gente já teve a oportunidade de acompanhar essa descoberta do Luiz em torno desse tema já há alguns anos. Não é, Luiz? É. A gente que você começou a falar, apresentar esse estudo. Mas nós gostaríamos até que você começasse contando a história da sua descoberta a partir dessa expressão, formação da mentalidade cristã, que é um título, um subtítulo do livro Emmanuel.
É. Uma descoberta que talvez pode soar um pouco forte. Simplesmente, talvez, a nossa incapacidade, mesmo porque é bom, gostaria até de agradecer a vocês, a presença nossa aqui, e lembrar que nós não estamos aqui na credencial de falar em nome da doutrina dos Espíritos, mas como temos estudado essa doutrina desde criança, ou seja, há mais de cinco anos, nós achamos que é um ponto muito capital, que às vezes nos escapulia o entendimento. Há muito tempo atrás, nós vimos nesse livro aqui do Emmanuel, que eu acabei de citar, o livro, ele chama Emmanuel, o título do Emmanuel, Psicografia de Chico Xavier, do próprio Espírito de Emmanuel, o guia dele, o orientador espiritual do Chico Xavier.
E no capítulo 35, ele fala sobre educação evangélica. Em um dos tópicos, ele fala, inclusive o tópico se chama Formação da mentalidade cristã. Leia-se aqui uma coisa que me deixava muito confuso quando mais jovem, dizia a senhora. Por enquanto, todo o nosso trabalho, o objetivo é a formação da mentalidade cristã. Por excelência, mentalidade purificada, livre dos preconceitos e preceitos que imperem a marcha da humanidade. E depois ele continua dizendo, formadas essas correntes de pensadores esclarecidos do Evangelho, observem bem como ele está dizendo, formada essa corrente de pensadores esclarecidos do Evangelho, entraremos então no ataque às obras.
Esse então tem aquela conotação de depois. Depois de formada essa mentalidade evangélica, nós aí entraríamos no ataque às obras. Quais serão, quais são essas obras? Os jornais educativos, as estações radiofônicas, o filme que ensina e moraliza, e olha, tudo à base do sentimento cristal. Ele fala aqui nesse capítulo, ele ainda diz o seguinte, ele fala que Em outra mensagem nós abordaremos, que é muito parecida com essa, do mesmo ano, de 1938, essa mensagem é de 1938, gente. Ele fala a mesma coisa, só que se dirigindo mais detidamente ao meio espírita, ao nosso meio.
Ele diz o seguinte, Experimentando quase sempre um fracasso temporário, indicam que a mentalidade evangélica não se acha ainda edificada. Bom, a gente lia isso aqui no capítulo 35, compulsávamos as páginas até o capítulo posterior, e entrávamos no capítulo 36, em que ele começa, subtitulando aos trabalhadores da verdade, dizendo o seguinte, Nos tempos atuais, todo o trabalho de quantos se devotam à disseminação das teorias espiritistas, deve ser o de colaboração com os estudiosos da verdade. Não é o desejo de proselitismo ou de publicidade que os deve animar.
Aí ele fala outras coisas, eu falei, gente, eu não estou entendendo. No capítulo, ele fala de filme, de estações radiofônicas, de clubes da palavra evangélica, e no outro, você não pode fazer publicidade de nada? Claro, na minha inocência, eu não estava entendendo que Emmanuel estava fazendo uma referência pedagógica, como grande pedagogo que também é, como jesuíta que foi, inclusive, ao nosso meio, ao como disseminar o Espiritismo de forma segura para o mundo, e não para um secto. Que esse é o objetivo, depois nós vamos ver posteriormente, de Allan Kardec.
E não poderia ser diferente. A doutrina espírita, por mais que nós sabemos que ela exija, em um aprofundamento, uma capacidade individuada de entendimento de cada um, ela pode ser espalhada pelo mundo, mas dentro de uns critérios pedagógicos genuinamente críticos, como aconteceu com Jesus. No capítulo, se não me engano, 24 do Evangelho sobre o Espiritismo, Allan Kardec diz o seguinte, que Jesus pregava a caridade para todo mundo. A lei maior amar ao Deus, acima de todas as coisas, ao próximo como a si mesmo, para todos nós.
Mas quando se tratava de conhecimentos espirituais, ele se restringia ali ao contato com Pedro, Tiago, João, alguns membros, e o próprio Allan Kardec diz, os outros eram proibidos. Se os próprios apóstolos não tinham um determinado preparo psicológico, para entender determinados dogmas espirituais, vamos dizer assim, determinadas leis espirituais, Jesus até pedia, olha, espera eu ressuscitar no terceiro dia, para depois vocês contarem esses segredos para os outros. E geralmente, quando ele falava de coisas espirituais, era na intimidade, Nicodemos, né?
E a gente começou a entender que Emmanuel estava nos dando uma dica pedagógica da maior importância, e que talvez demorasse alguns cem anos para a gente começar a entender direito. Exatamente. E sobretudo, né Luiz Sérgio, porque quando ele fala de formação da mentalidade cristã, nós precisamos entender mente na concepção de Emmanuel, que está no capítulo 1 do livro Pensamento e Vida. A mente é o espelho da vida em toda parte, o cérebro é o centro das suas ondulações, mas o coração é a face do espelho. É curioso isso, porque Emmanuel utiliza o conceito de mente de forma similar ao que o hebreu chama de coração.
Para o hebreu, o coração era a sede da inteligência, do conhecimento, da cognição e do sentimento, do amor, da compaixão, de todas as paixões também. E Emmanuel substitui esse leve do hebraico para a mente. Ele chama de mente, então, essa sede da inteligência e do sentimento. Quando diz, então, formação da mentalidade cristã, ele está falando de um processo de via dupla que se inicia, como orientou o Espírito de Verdade, pelo sentimento. Ele precisa da base do sentimento e se espraia para os aspectos intelectuais, não o contrário.
Aliás, o Espírito de Verdade já havia advertido. Espíritas, amai-vos. Essa é a primeira ordem, o primeiro mandamento aqui. Instruí-vos o segundo. Mas, infelizmente, num processo histórico do desenvolvimento do movimento espírita, nós fizemos o contrário. Houve um processo de crescimento muito grande dos aspectos intelectuais e os aspectos do sentimento. Nós não estamos falando de obra de caridade, que é outra coisa. Obra assistencial é exteriorização. Nós estamos falando aqui de um processo interno e acredito que é isso também que você está focando.
Não é, Luiz? Com certeza, porque, para eu entender essa palavra, você foi exatamente, Haroldo, realmente, ele é pontual, sem querer ficar lustrando aqui. Mas, eu estou falando sério. A questão, a mentalidade cristã, muitas vezes, era só confundida por nós, como estudo do Evangelho. Mas, quando Allan Kardec fala no prefácio do Evangelho segundo o Espiritismo, qual era o foco dele entre aqueles cinco pontos que você poderia abordar no Evangelho? Entre eles, os pontos que foram utilizados pela Igreja Romana para fazer os seus dogmas, os atos da vida do Cristo, os milagres do Cristo.
O ponto-chave é o moral. Esse moral, gente, para quem está escutando, não se trata de moralismo, nada disso. Esse ponto moral significa a essência espiritual, sentimental dos ensinamentos do Cristo para a nossa vida. Sem isso aí, ele diz, nós vamos ficar em exegésias, em discussões teológicas do Evangelho, interminavelmente. Se nós colocarmos o foco no moral, no aspecto moral, primeiro, nós já não existimos mais no sentido de seita, porque temos que amar o próximo indistintamente, sem acepção de pessoas. Isso já morre qualquer espírito sectário que possamos alimentar dentro de nós.
E Allan Kardec fala sobre isso. Ele diz que a única diferença ali é que ele estava colocando alguns dogmas naturais que os Espíritos nos trazem para nos ajudar a entender essas leis morais. E outra, ele estava fazendo… Muita gente pode dizer, olha, eu estou fazendo… Compende sobre a moral evangélica ou Allan Kardec? Já foram escritos tantas vezes. E olha o que ele disse. O estilo literário rebuscado em que são escritos hoje os nossos compêndios evangélicos… Até hoje a gente vê isso. Você pega os livros hoje de comentário às vezes do Evangelho, mas com uma densidade teológica, com terminologias às vezes tão difíceis para o público leigo acessar, que fica realmente um largo espaço para interpretações das mais variadas e errôneas mesmo.
Então, eu acho esse ponto que o Haroldo falou primordial. O que seria essa mentalidade, formar uma mentalidade, gente? Tem a ver com formar cultura, inclusive, com mudanças de hábitos. Daí, inclusive, a nossa grande resistência natural a esse tipo de abordagem, de mudança de uma mentalidade. Que mudança de mentalidade afeta todos nós, né? Em níveis, inclusive, culturais. Só um pouquinho. Antes que o Haroldo cite uma coisa muito interessante. Quando a gente entrava na mocidade, uns 40 anos atrás, conversando com um rapaz que tinha a mesma idade de mim, ele falou exatamente a mesma coisa.
Foi até interessante de vir para cá. A gente saía de um mundo católico que, apesar de todos os problemas que a gente sabe, que os próprios católicos sabem, os problemas que a Igreja Romana enfrentou, havia numa sociedade uma mentalidade com áreas cristais. Claro, cheio de preconceitos, defeitos, problemas, mas havia. Então, muitos jovens saíam das plagas católicas com todo aquele respeito pela pessoa de Jesus Cristo, com toda aquela… Jesus é um ícone realmente divino e exigindo muito respeito. Iamos para as plagas espíritas com aquela sede do intelecto, de uma fé raciocinada de nos livrar de dogmas que não alimentavam a nossa razão, em hipótese alguma.
Mas o que aconteceu com o passar do nosso último século? Aconteceu que a nossa sociedade se descatolizou, se é que a gente pode usar esse termo, os nossos filhos, os filhos que foram acorrer aos centros espíritas, geralmente eram filhos de pessoas espiritualistas, mas nem sempre cristãs, ou filhos de acadêmicos. E, obviamente, trouxeram, como é natural, toda essa cultura acadêmica para o nosso meio. E a mentalidade cristã realmente decresceu, como é natural. Nós vemos hoje… Ficamos dez anos responsáveis por uma direção de infância e juventude e vimos a dificuldade da criança que nos chegava aos centros espíritas de sequer saber quem era Jesus, ou sequer ter algum tipo de respeito por uma entidade desse nível.
Então, o fator evangelização ficava muito a desejar, já que, às vezes, as professoras de evangelização já partiam do pressuposto que as crianças tinham esse respeito, esse amor a Jesus, mas nada, essa coisa era muito mais distante. E, por isso, o Emmanuel já nos previnia, em 1938, não sendo formada essa mentalidade, as obras que serão realizadas serão muito frágeis e entrarão por um processo de queda e desfazimento. Luiz, olha só, a gente percebe, nesse capítulo do livro Emmanuel, que o Emmanuel vai construindo um raciocínio para a gente poder conseguir entender o processo educativo que deve se processar para a gente chegar nessa mentalidade cristã formada.
Tanto é que o capítulo se chama Educação Evangélica. Então, tem um item aqui desse capítulo, necessidade da educação pura e simples, que ele entra nesse ponto que você está trabalhando aí, que você está desenvolvendo com a gente. Ele diz assim, no capítulo da preparação da infância, não preconizamos a educação defeituosa de determinadas noções doutrinárias, mas facciosas, facilitando-se na alma infantil a eclosão de sectarismos prejudiciais e incentivando o espírito de separatividade. E não concordamos com a educação ministrada absolutamente nos moldes desse materialismo demolidor que não vê no homem, senão um complexo celular onde as glândulas, com as suas secreções, tal, tal, tal.
E ele continua falando, então, do materialismo. Olha que interessante isso, não é, Fred? Porque sempre que nós liamos isso, nós, espíritas, apontávamos o dedo para os nossos irmãos evangélicos, para os nossos irmãos católicos e apontávamos os dedos para os acadêmicos ateus. A questão, eu acho que você deve ver, todos nós, eu tenho um baixinho de quatro aninhos, o João Gabriel, e uma filha de 17. A dificuldade que é, hoje, em Belo Horizonte, você conseguir uma mocidade espírita que seja atrativa, que a minha filha consiga ficar, e uma evangelização onde o filho é de quatro anos.
Por quê? Porque o nosso discurso espírita se tornou sectarista e dogmático. Então, você pega a grade de evangelização da infância, tem pluralidade dos mundos habitados. Ora, para que tratar desse assunto uma criança de quatro anos de idade? Assim, posso dar uma notícia para ela, né? Claro, posso falar, mas você trabalhar isso uma aula inteira. E aí, o que acontece? O que acontece é o que Luiz Sérgio falou. Filhos de espírita que não têm hábito da prece, filhos de espírita que são chamados na escola porque estão batendo, brigando, sendo agressivos com os colegas, filhos de espíritas que ficam desafiando professores de religião ou professores na escola porque têm uma bagagem intelectual.
São treinados na argumentação. Brilhantes até, às vezes. Brilhantes até na argumentação, de deixar teólogos abalados, mas com comportamento agressivo, egoísta. Essa é a luta que eu tenho, inclusive, com meu filho. Exato. De passar esses valores. Então, o que o Emmanuel está dizendo? Até que ponto nós não transformamos determinados assuntos da doutrina, como reencarnação, lei de causa e efeito, mediunidade, perispírito, que são leis naturais, mas nós transformamos isso em dogmas sectaristas. Exatamente. Aí eu não consigo dialogar com ninguém.
Eu não consigo falar de ninguém. Por quê? A pessoa vai estudar o Evangelho, ele quer saber o que? Corpo de Jesus. É. Ele quer saber como que Jesus multiplicou pão. Ele quer discutir apenas aspectos periféricos do Evangelho. Por quê? Porque se entrar no veio, que é humildade, perdão, sensibilidade à dor do outro, não tem público espírita. Paixão. Fica difícil. Olha, ensinar a humildade para as nossas crianças, gente, é um desafio enorme. Porque, uma vez eu falava… Nós ensinamos elas a serem expositoras? As melhores?
Para a gente ficar batendo palma? Não, isso meio espírito. E lá fora? Tem que ser melhor, né? Olha a dificuldade de a gente enfrentar uma sociedade com esses valores da humildade. A sociedade de hoje. É o que nós fazemos também, né, Luiz Sérgio? Com médiuns psicógrafos, com expositores. Com a celebridade do nosso… O nosso endeusamento a essas pessoas, a forma como nós tratamos essas pessoas, que cria uma aura. Então você estimula o quê? Uma coisa impressionante, gostaria de mostrar para você um lugar. Olha só. Mentalidade cristã.
Aí, gente, eu fui sair para tudo quanto é lugar, tentar entender o que seria essa mentalidade cristã. Primeiro, eu me inspirei em Allan Kardec, no livro que é o Espiritismo. Ele diz o seguinte, presta atenção. Ele estava falando de cinco princípios gerais que seriam os princípios morais do Espiritismo. Uma coisa que eu nunca… Para a qual eu não me lembro de ter sido chamada atenção nos meus 40 anos de sensação espírita, de me sentir espírita nesse sentido, né? Allan Kardec, ele conversando com o padre, no capítulo 23 do livro que é o Espiritismo, ele dá essa conversa, uma conversa fictíssima, um diálogo que ele imaginou que estava fazendo com o padre, reproduziu o que muitas pessoas perguntavam para ele, religião católica.
E ele fala dos cinco princípios, parafraseando aqui, porque eu não estou escrito. Ele diz assim, olha padre, nós espíritos acreditamos em Deus, na existência da alma após a morte, nas consequências dos nossos atos, no livre-arbítrio e na lei de amor que rege isso tudo. Por isso, esse é o nosso foco, padre. E nesse sentido, nós somos irmãos. Se, em outras palavras, o que a gente entendeu de tudo que Allan Kardec tem falado no livro que é o Espiritismo, e num livro espetacular, muito pouco lido por nós, que é o Viagem Espírita em 1862.
Ele diz o seguinte, quaisquer ênfase nossa, em aspectos periféricos do Espiritismo, quais sejam, de repente, até… Ele não fala isso, mas a gente vê que os aspectos periféricos são os dogmas, espíritos da reencarnação, a mediunidade, o perispírito. Quaisquer focos maiores nesses, mas que não nesses outros primeiros, os cinco princípios que eu acabei de citar, nos tornam sectares. E é o que acontece, gente. Allan Kardec chega a dizer, e é o que acontece, ele chega a dizer o seguinte, se tem duas pessoas discutindo…
Eu já fiz essa pergunta em várias palestras, e não tive respostas boas. Allan Kardec fala, se tem duas pessoas discutindo, ou grupos, discutindo, do lado de quem que eu vou ficar? Eu perguntava, né? Ah, o pessoal já indicara para o Allan Kardec, não, é do lado de quem tem mais razão, lógica e bom senso. Só que Allan Kardec diz o seguinte, eu ficaria do lado do mais caridoso, do mais cordato, mesmo se o outro, o oponente, estiver com certo nível de razão. Isso quebra a paradigma. Isso quebra a paradigma e mostra o nível de cristianismo, o nível de evangelho que o Allan Kardec tem no seu coração.
Quando nós mostramos isso para os jovens, eles ficaram tão entusiasmados com o Allan Kardec, e descobriram nele uma figura tão cristã quanto Chico Xavier. O que eles não tinham. E olha, eu vou confessar para vocês, o que eu não tinha. É, o que a gente não tinha. Essa é a ideia de Allan Kardec. E aí você entende porque ela era cercada de pessoas, ele atraía pessoas em torno dele. É por isso que ele fala assim, olha, mas bem observado, depois que se vulgarizou, o Espiritismo vem derramar luz sobre um grande número de questões, sim, até hoje insolúveis ou mal compreendidas.
Seu verdadeiro caráter é pois de uma ciência e não de uma religião. Ele tem a religiosidade que ele traz, mas não de uma religião. E a prova disso é que ele conta entre os seus aderentes homens de todas as crenças, que por esse fato não renunciaram às suas convicções. Olha só! Você conserve o católico espírita? O que é o Espiritismo? No capítulo 23. Católicos fervorosos que não deixam de praticar todos os deveres do seu culto quando a Igreja os não interrepele. Protestantes de todas as seitas, israelitas, muçulmanos e mesmo os budistas e bramanistas.
Meu Deus, é isso que a gente tem? Essa mentalidade nós temos? E por que nós não a temos? O Haroldo, Luiz, costuma… Já vi o Haroldo falando isso algumas vezes. Qual era a escritura que Jesus lia? Era o Novo Testamento? Ele era viva. Quem eram os que participavam das reuniões espíritas que começavam? Exatamente. Aliás, esse pode ser hoje, ele está com aquele gostinho do livrinho do Apocalipse que o João comeu. Ele começa doce e vai começando agora meus caros amigos estão ouvindo, a ficar amargo. Mas é um amargo do boldo.
É o amargo que salutar, que vai fazer com que a gente entre num processo de digestão de muitos conceitos espíritas e também pra gente se olhar com mais autocrítica. Olhar-se com mais autocrítica. E sem condenações, né Haroldo? Tudo que aconteceu foi necessário. Tudo é um crescimento, mas agora nós estamos caminhando, né Luiz? Pra uma definição estamos até achando muito interessante que participamos essa sexta-feira de um programa na Rede Minas com o Padre Libânio. E o padre escreveu um livro chamado Qual o Futuro do Cristianismo?
E antes do programa nós conversamos muito, ele sabendo que eu era espírita que havia feito a tradução. E eu falei pra ele, padre, qual o futuro do cristianismo? E ele falou assim, olha, eu faço uma distinção. Ele, padre Libânio. Eu separo a pessoa de Jesus, o cristianismo enquanto um movimento humano, as igrejas enquanto instituições que se formaram dentro desse movimento, a mensagem de Jesus e o cristão individual. Ele fala, o futuro do Cristo não há problema nenhum. Jesus não tem problema nenhum, o futuro dele é promissor.
O cristianismo é um movimento humano. Como um movimento humano, ele teve altos e baixos, teve seus equívocos, teve os seus momentos trágicos e os seus momentos gloriosos. As igrejas são instituições, portanto, elas carregam a marca da ambiguidade humana. Tem luz e sombra. E quando nós falamos em instituições cristãs, o espírito, às vezes, tem dificuldade de entender que é o grupo espírita, as federativas, as instituições, são instituições. Então, as pessoas acham que as instituições espíritas só tem luz. Não conseguem ver que elas são instituições.
Depois ele diz da mensagem de Jesus, que é irretocável, que era tão maravilhosa, que foi capaz de atrair pessoas como um gande, que era apaixonado pela mensagem do Evangelho, e depois o cristão. E aí ele cita um teólogo alemão que fala de uma nova categoria de cristão que está surgindo, o cristão anônimo. É um cristão que, mesmo não aceitando Jesus como Deus, mesmo não aceitando os dogmas das teologias cristãs, às vezes, nem mesmo aceitando a ideia da existência de Deus, vive, segundo a mensagem de Jesus, como um verdadeiro cristão.
Era um cristão anônimo. Então, ele achava que esse era o futuro. E, na verdade, é isso. Inclusive, perguntaram para ele, no programa, o que você acha do Chico Xavier? Ele achou que o Chico Xavier nesse aspecto ali, ele era uma pessoa que exalava a atitude cristã em si próprio, quer dizer, ele é o cristão. Por mais que ele estava se apegando a dogmas, ele estava fazendo referência à encarnação, às diferenças dogmáticas entre o espiritismo, o catolicismo, o protestantismo, não. O foco dele era na lei maior. Amar a Deus acima de todas as coisas, ao próximo como a nossa.
O Allan Kardec chega a dizer o seguinte, no livro que é o Espiritismo, o Fred já fez até uma teatrice, era essa parte aqui, né, Fred? Eu fui Allan Kardec. Nossa! Nosso colega João… Mas não é encarnação não, foi no teatro. Hoje em dia você fala, eu fui, todo mundo… Vai criar uma polêmica. Nossa! Essa polêmica já chega, né? Quem foi Allan Kardec? Apareceu mais um, né? Já deve ter uns cinquenta candidatos. Pelo amor de Deus, para por aí. Mas é só no teatro que o Fred foi lá. E ele falando lá. Nesse teatro ficava claro, né, que o Allan Kardec, ele chega a dizer o seguinte, que se você tem uma crença que já te faz um homem de bem em nível cristão, do espiritismo você não necessita.
E o Chico falou isso para uma senhora que a procurou, que o procurou. Essa senhora diz, Chico, meu marido é um homem, olha, é um marido exemplar. Um homem você precisa ver carinhoso, amoroso, não tem nada a reclamar dele. É um pai também exemplar, Chico. Educa os filhos, não deixa faltar nada, sempre dá o roteiro. É um profissional e um cidadão sem mancha. Mas tem um grave defeito, Chico. Chico ficou esperando. Não é espírita, Chico. Esse é o defeito dele. Aí o Chico disse pra ela, minha irmã, se ele já é tudo isso que você está dizendo, ele não precisa do espiritismo.
Então é esse golpe no sectarismo espírita. Sectarismo espírita. É um perigo, nós temos que tomar cuidado. É impressionante, né, Haroldo? A Doutrina espírita é isso o tempo inteiro. Há um problema de leitura. Mas é a diferença da doutrina espírita para o movimento espírita, que é a mesma diferença entre Jesus e sua mensagem e o cristianismo, que é o movimento humano. Cristianismo, Roma, organização. Se nós pegarmos nesse capítulo do livro Emmanuel que o Luiz César está trabalhando aqui pra gente, o título é Educação Evangélica.
Não é isso? Não é educação espírita evangélica. É formação da mentalidade cristã. Não é formação da mentalidade espírita. Então o foco é sempre o Evangelho no sentido daquilo que o Emmanuel chama de iluminação. De transformação, de melhoria dos caracteres íntimos, dos padrões emocionais, da forma de se ver a vida, de se entender as dificuldades, de como se passar por ela. E esse marido era tudo isso, né? Exatamente. Foi bom você ter falado isso, porque depois de estudar, você imagina, 20 anos Evangelho, Velho Testamento, sou da hebraico, aramaico, grego, eu pegava o Evangelho e ficava, como todos se fazem essa pergunta, por que Jesus não fez o sermão da reencarnação?
O sermão da lei de causa e efeito, explicando detalhes, não há nada disso no Evangelho. O Evangelho, Jesus mirou um alvo que se chamava foco moral. Ele só tratou de questões eminentemente morais, portanto universais. Então quando o Emmanuel diz da educação evangélica, não é pra tornar todo mundo cristão, tem gente que confunde. Eu já ouvi pessoas dizendo, a missão é cristianizar o mundo, eu até arrepio. Eu até arrepio com isso. Quando você fala cristianização, quando você fala de cristianização aqui, você fala do aspecto moral da doutrina do Cristo.
Não especificamente a organização romana ou brasileira ou americana ou humana do Cristo. Exato. Agora eu vou pegar todos os muçulmanos da humanidade, convertê-los e torná-los cristãos. Eu vou tomar todos os budistas da humanidade e convertê-los ao cristianismo. Se você for cristão mesmo, você não vai ter essa intenção. Digamos que a gente coloque isso como uma bandeira. Nós vamos instaurar a nova cruzada. Com certeza. Nós vamos montar agora, não em cavalos, mas em aviões e sair por aí. Começar a jogar bomba e entrar numa luta, numa guerra de extermínio, a nova cruzada.
Então não é isso. Desatendendo ao foco moral mais uma vez. Exato. E não sendo em última análise nem cristão. Porque Jesus nunca chegou para uma pessoa quando alguém ia procurar, por exemplo, para ser curado. Ele curava e dizia para a pessoa a tua fé te salvou. Ele não chegava, vem cá, agora que eu te curei eu vou te dar uma aula de Isaías, da Torá, vou te ensinar agora os preceitos. Paga uma grana para Judas, porque aí tem que sustentar esse negócio aqui, né Judas? As palestras aqui custam caro também, então vamos lá.
Paga o esquema aí que a gente vai… Aí vamos ver se a gente consegue te perdoar. Exato. Inclusive para a mulher adulta ele falou, vá e não pegue isso mais. Ele não falou, vem, seja adepto do nosso grupo, vá e faça o que você pode fazer dentro do seu nível consciencial. Aquilo que o Padre Libânio falou foi muito bonito. Ou seja, o cristão, quando ele vai se abordar alguém, ele vai simplesmente tentar auxiliar essa pessoa a dar um passo adiante. Que é o que Jesus fazia. Ele nunca pedia a pessoa fazer mais do que ela pode.
Ele sempre pedia para ela dar um passo adiante. Um passo adiante. Gostaria de mostrar para vocês aqui um outro texto, só para sedimentar isso que nós falamos, que não bastava esse livro do Emmanuel. Eu vi que essa preocupação do Emmanuel em 1938 era uma preocupação voltada muito para nós. No sentido de que, no capítulo, no livro Deus Conosco, que é um livro novo, mais recente, de mensagens antigas do Chico, que eram recebidas no culto do lar da casa dos Juvianos, em Pedro Leopoldo, eu encontrei uma mensagem. Essa mensagem de 1938, ou seja, a mesma data de lançamento do livro Emmanuel.
Emmanuel, eu acho que é 1937.1937, isso aqui é. Pouquinho menos, né? Então… 38, eu acho que é 38. Deixa eu olhar aqui, deixa eu confirmar. É, por aí, né? Vamos ver aqui. Bom, então ele começa falando que é o seguinte, um grupo… 37. 17 de setembro de 37. E o Emmanuel costumava prefacear o livro quando o livro estava terminado. Terminado, então um pouquinho antes. Então isso aí foi um pouquinho depois, o que dá ainda mais força. Mais força ainda, que não era uma coisa de momento só. Então o que acontece? O Emmanuel foi procurado por alguns companheiros nossos da União Espírita Mineira, pedindo a ele orientação, porque eles queriam começar estudos espíritas, mais sérios, mais avançados, né?
Aqui ele cita até na nota o nome das pessoas que foram procurá-lo. Foram José, Rodrigues Leles e Eugênio Carlos Monteiro. Estavam realizando as quartas-feiras na sede da União Espírita Mineira, interessantes reuniões de estudo que ora versavam sobre o livro dos Espíritos. E o Emmanuel foi perguntado dar uma dica aí, o que a gente deve estudar, como a gente deve estudar. E observe que o Emmanuel, depois de explicar o porquê que ele está escrevendo essa mensagem, foi pedido a ele uma opinião, ele diz o seguinte. Certamente que os estudos da doutrina em seus variados aspectos constituem pontos essenciais do estatuto que estabelece as suas diretrizes.
Claro, se você vai estudar a doutrina espírita, você vai estudar a doutrina espírita. É lógico, lógico, lógico. Isso é óbvio, não é? E nós adoramos esse estudo, não é Luiz? Adoramos esse estudo. Não seríamos espíritas. E Jesus não falou para as massas sobre o conhecimento espiritual, mas chamou alguns, como Luiz já frisou, João, Pedro e passou conhecimentos mais adiantados para eles. Esses conhecimentos, eles têm um papel. Gente, se não fosse o conhecimento espírita na nossa vida, as coisas que estão acontecendo com o meu íntimo, na minha situação, eu como uma mãe médium e pai católico e vi as dificuldades que eram e que são e que ainda existem.
Eu sou procurado por pessoas de várias vertentes religiosas que têm mediunidade, freiras, padres, que falam agora está complicado, estou vendo meu pai lá na cozinha do convento, no mosteiro, e como é que eu faço com isso aí? E que eu vejo como é que são as dificuldades por não entender determinadas leis naturais da vida, então nós sabemos as importantes. Quanto que a doutrina é abençoada. Então Emmanuel está dizendo isso aqui, não é gente? Isso aí, poxa, claro, tem que ser estudado. Aí ele coloca uma adversativa aqui, ele fala mas.
Contudo, porém, todavia, não é isso? Mas julgamos de muita oportunidade e bom desejo de quantos se aproximam do labor doutrinário, ávidos de luz e de conhecimentos, possuídos dos ideais unitivos, de cuja concretização nascerá a energia concentrada de todos, a fim de que se forme a consciência espírita no Brasil, junto dos indivíduos e das sociedades, energia essa da qual se deve esperar a renovação da atividade do homem comum, à base da filosofia cristã. Nossa! Então ele põe um condicional, você pode estudar, mas se não houver essa mais na frente ele reforma, dizer assim.
Aqui ele vai falando de toda a problemática nesse texto, do porquê, na minha opinião pessoal, depois vocês podem ler, do porquê que essa mentalidade seria difícil de ser implantada em princípio, devido à nossa ligação, nós aqui que entendemos um pouquinho dessa questão de encarnação, nossa ligação visceral com questões institucionais, sectárias do passado, mas ele insiste dizendo a necessidade, isso é a necessidade porque não há ainda, de que se organize uma consciência espírita na base da filosofia simples do evangelho.
Nossa! Olha gente, agora vem, apta a orientar os sentimentos coletivos, num sentido de direção. Massas, trabalho com as massas. Para que aí ele disse um compêndio em uma frase, os sentimentos coletivos, sentimentos no sentido de direção, dentro dos sagrados objetivos da paz e da fraternidade. Então olha só, isso foi discutido inclusive no programa lá da Rede Minas, qual que é uma característica marcante da pós-modernidade? As pessoas estão emocionalmente desorientadas. Tem doutorado, tem pós-doutorado, tem formação, falam duas, três línguas, tem uma cultura, ou às vezes não tem dinheiro, tem acesso a uma série de coisas, mas emocionalmente estão desorientadas.
Ou Estão emocionalmente vítimas de grilhões do sectarismo, do Espírito de antifraternidade, dos preconceitos, querendo brigar com o semelhante porque não pensa como ela. E aí, o que o Emmanuel está dizendo é orientar o sentimento coletivo na direção da fraternidade, do amor. Nós somos independente do que você acredita, do que você pensa, nós somos seres humanos. A dor é a mesma pro budista, pro juleu, pro católico, pro protestante, pro espírita. Perder um pai, perder uma mãe, uma esposa, um marido, um filho, é a mesma dor em qualquer quadrante do planeta Terra.
Perder um emprego, não ter o que comer, não ter alguém que te ame, não ter resposta no sentido, é uma dor humana. E nesse sentido, a educação do sentimento coletivo, pela mensagem do Evangelho, ela não tem fronteiras. Ela não tem fronteiras. Ela é ampla e universal. Nesse aspecto aqui, só pra terminar, lembre-se que nós acabávamos de ler aqui, que o Emmanuel dizia, olha, essas tarefas, essas obras aí, estão fracas, porque elas não têm uma mentalidade cristal ainda, por isso elas caem. Que é um lastro, né? Nesse texto ele continua e é firme.
Primeiro ele falou no seio da nossa sociedade, ele cita no livro Emmanuel, no seio da nossa sociedade. Já neste, nessa mensagem aqui, que era uma mensagem mais particular para um grupo, ele é mais objetivo de dizer, objetivo no sentido de dizer dessa forma, olha, é em virtude da ausência dessas diretrizes, ou seja, mentalidade simples, filosofia cristã, que muitas obras de benemerência social, filhas do esforço e da abnegação dos espiritistas, se tem perdido no confusionismo da época. Nós somos influenciados pela academia, nós somos influenciados pelo mundo aí fora, não temos uma mentalidade cristã, obviamente as obras com muita dificuldade.
Eu costumava dizer o seguinte, às vezes nós espíritos, as trevas estão conspirando, mas às vezes uma mera sombra de abajur já é o bastante para acabar com toda nossa obra. Porque é a treva interior. Exatamente. Não tendo uma formação. E a gente que atua em grupo espírita sabe quantos grupos se fecham, quantas obras de atividade assistencial se fecham por briga entre os dirigentes de redes espíritas, dissensões entre membros, quantos inimigos se formam dentro da casa espírita. Dentro da casa espírita. Pessoas de uma mesma reunião, fazendo prece, abrindo evangelho segundo o espiritismo e uma tendo condutas.
Desenvolvimento da mediunidade. O que pressupõe desenvolver mediunidade? Trazer à tona o seu lado anímico, que seria o repositório de experiências que nós trazemos de outras vidas. Olha, uma vez o Arnaldo Rocha, todo mundo deve saber, pessoal do Enem Espírita, conversando com o Chico Xavier, ele observou duas pessoas que brigavam muito lá no centro Espírita Luiz Gonzaga. E o Chico lá calmamente fala, mas é claro que eles vão discutir de vez em quando, né Arnaldo? Estou parafrazendo aqui, não lembro das palavras, correto?
Mas, ele diz o seguinte, é claro que eles brigam, porque um aqui, o Rômulo é o, se não me engano, Pompilio Crasso, que invadiu Jerusalém em 1770, depois de Cristo, e o outro é o André de Horas, né? Dois grandes inimigos de muito tempo. E eu pensei aqui, grandes inimigos do próprio Chico e da família dele, que ele foi um elemento de tragédia para a família do Chico. E o Chico estava convivendo amorosamente com ele ali, e beijando na mão, será que nós teríamos isso? Essa mentalidade cristã, de receber nossos piores inimigos da nossa família, que viveram sagas milenares, né?
Ou seja, o Chico podia lembrar 3, 4 mil anos, porque amava. E que muito do nosso esquecimento internacional, é por falta de podermos perdoar. De sabermos como perdoar. Já que inclusive, essa mentalidade não é muito exercitada. Então, nós estamos aqui, tudo com essa proposta que, não podemos dizer que é nova, né? Uma proposta kardequiana, né? Emanuelina, né? Kardequiana e Emanuelina, de uma mentalidade que sim, isso nos fará, né? Conseguir acessar os nossos irmãos de outras crenças. Porque o que aconteceu conosco, gente?
Nós fomos entrar em contato com pessoas de outras crenças, e ver como é que estava. Há quantas andavam? Em nome, inclusive, do que o Allan Kardec fala. Eu estava lendo aqui, lembra que o Allan Kardec fala das heranitas, que eram muito membros da sua reunião. Ele continua dizendo o seguinte, olha. Esse ponto geral do espiritismo repousa, por conseguinte, em princípios independentes das questões dogmáticas. O Allan Kardec está dizendo que esses pontos chaves e foco do que deveria ser no espiritismo, repousam, por conseguinte, em princípios independentes das questões dogmáticas.
Suas consequências morais são todas no sentido do cristianismo. Porque de todas as doutrinas, é esta a mais esclarecida e pura. Razão pela qual, aí prestem atenção, por favor, ouvintes. Razão pela qual, de todas as seitas religiosas do mundo, ele está falando de seita, hein? De todas as seitas religiosas do mundo, os cristãos são os mais aptos para compreendê-lo em sua verdadeira essência. Compreender quem? O espiritismo, na sua verdadeira essência. E eu comecei a descobrir que, à medida que geramos a mentalidade cristã do meio espírita, dificultamos ao espírito de entender a essência do espiritismo.
E eu comecei a encontrar católicos e protestantes que entendiam mais a essência do espiritismo quando era um bem esclarecido, naquele propósito, do que irmãos nossos. E aquilo ali realmente me deixou uma dor no coração muito profunda, muito profunda, e pedi a Deus, Deus nos oriente nesse sentido. Luiz, olha só, você entrou num assunto e avançou nele, mas eu gostaria de voltar. Você trouxe aí a questão de dois companheiros no passado, que estavam ali ao lado do Chico, que eram inimigos do passado e que estavam ali convivendo, ainda discutindo, mas o Chico convivendo fraternalmente.
Tem um ponto aí que eu acho que seria interessante a gente entrar nele um pouquinho também. Nós trazemos das nossas experiências pretéritas uma carga de convicções que muitas vezes nos impede de acessar essa mentalidade cristã por excelência, na sua essência, na sua verdade. Então eu muitas vezes me torno um sectário por ter sido sectário durante muitas vidas, mas agora não sou mais um sectário religioso, sou um sectário científico, na área da ciência, por exemplo. Muitas vezes por ter me complicado no passado, com a questão dos recursos, do poder religioso, não consigo mais lidar por exemplo, com as questões dos recursos materiais, do dinheiro e vejo o dinheiro como um pecado nessa situação.
E assim por diante. Então nós temos que tentar entender que nas nossas mãos estão postas determinadas responsabilidades. Estou falando isso aqui, Arudo, porque nós temos o ser que é uma socio-organização, uma instituição com propostas de Fomentação de uma cultura cristã. De um trabalho que possa oferecer a nossa sociedade isso não para espíritas, mas para católicos, para protestantes, para hinduístas, hebreus, budistas. A Kardec chega, só um aparente, ele chega a dizer que o objetivo do espiritismo, ele fala isso em palavras textuais, o espiritismo visa unir as crenças.
Mas sem nós termos aqueles cinco princípios como foco, unir crenças, dialogarem-se entre si, amarem-se, respeitarem-se. Porque crença tem a ver a religiosidade unificada, ou seja, de denominações, ela tem a ver com cultura, com país, com hábitos. É difícil você chegar e pegar um sacção e colocar lá no sul da Bahia e crer do mesmo jeito que o pessoal da Bahia crer. É muito difícil isso. Então não é esse o objetivo. E aí é onde entra o que o Fred está falando. Nós não podemos, nós temos que separar, e isso vai exigir um grau de interiorização.
Interiorização. Você conhecer-se a si mesmo. Conhecer-se as suas experiências reencarnatórias, as suas fraquezas, para que você não transforme as suas fragilidades ou as suas forças em regras para o movimento espírita. Em regras para o cristianismo ou para o movimento espírita. Isso aí é uma coisa que a gente gostaria de colocar aqui. O que ele está falando isso aqui? O companheiro teve uma dificuldade de lidar com o recurso financeiro em encarnações passadas. Agora ele acha que as instituições se mantém sem dinheiro.
O companheiro teve dificuldade de lidar com relações sexuais no passado. Agora ele é uma pessoa fria e acha que o movimento não pode ter afetividade. Então ele começa a trazer os traumas dele e transformar em pontos, em linhas. Quando o caminho, a verdade e a vida é Jesus. Não somos nós. E ele é o roteiro. Isso é um ponto que o Haroldo está falando. Eu gostaria de fazer uma parte aqui que é muito importante. Colocarmos nos quaisquer um de nós ou apontarmos seres humanos como ícones a serem seguidos tem que tomar muito cuidado.
Porque nós sabemos que nós não somos perfeitos. Então muitas vezes a pessoa… O protótipo, o estereótipo de espírito deve ser assim. Aliás, olhem para mim. Isso é uma loucura. E muitas vezes a gente vê isso. O Espírita na verdade é assado. Nós estamos aqui com 150 anos de Espiritismo. É uma cultura muito infantil ainda. A ponto de nós Espíritas fazermos uma coisa que o Amano cita no livro Doutrina de Luz. Ele diz o seguinte, mais uma vez parafraseando, vocês me perdoem, não tem memória que o Haroldo tem, por exemplo.
Nem eu. Mas ele diz o seguinte no capítulo Liberdade e Espiritismo. Ele fala assim, seria uma pessoa que dinamitasse. Que explodisse. Um dique já construído há muito tempo sob o pretexto de construir sem antes construir um outro dique. Seria um louco. Certa forma a gente faz isso. A gente destruiu a mentalidade cristã. Jogou fora tudo junto. Até de repente o hábito da presta. Uma vez eu estava fazendo uma palestra. Eu falei, gente, nós temos que ter o hábito. Eu não estou falando de mim não. Jesus fala que nós temos o dever de orar.
O Evangelho segundo o Espírito não nos explica muito disso. Eu não conheço um grande homem ainda. Se for falar aqui de Gandhi, até homens mais pagãos mesmo, tipo John Kennedy, eles não oravam menos de duas horas por dia de começar seu dia. Pelas que eu tenho conhecimento. Papas, etc. Eles não entram no processo de ativismo dos lobos da zona motora, como diz André Luiz. Você fica na zona motora para fugir dos níveis com sucesso superior. Aí o sujeito faz dez campanhas do quilo por semana. Vai a cinco reuniões mediúnicas.
Faz duzentas palestras por ano. E depois age o tratamento espiritual. E ele está perturbado, porque ele entrou no ativismo. Pedro Neves. É só atividade motora. Conta essa história pra gente. Antes de começar essa história, só lembrar. Por que nós lembramos do Pedro Neves? Porque quando começamos a entender a questão da religiosidade, nós fomos entender a questão do sentimento. Emmanuel diz que toda iluminação espiritual nossa hoje, só advirtou sentimento. Aquele ali me intrigou. Meu Deus do céu! Porque sentimento lá no Evangelho Segundo o Espírito Santo, era uma coisa que eu falava e eu dava ênfase errada, viu gente?
Falava assim, na ordem dos sentimentos é muito difícil se cumprir o dever. Mas não dizia que você não tinha que sentir, não. O ideal é você sentir e cumprir o dever. Se você é frio e cumpre o dever, você pode ser um fariseu. Exatamente. Aliás, o fariseu não diria, porque tem fariseus bons. Bom, é, o fariseu no sentido deprejorativo. O farisaísmo, exatamente. Que é o cumprimento estrito de todo um padrão de conduta, mas seu coração está em outro planeta. Cheio de rapina, né? O seu desejo era descumprir. Cheio de rapina.
Mas você cumpre pelos louros socialmente, por ser um cumpridor. Pela recompensa. Enquanto que Jesus cumpria a lei como? Movido de íntima compaixão. Jesus foi lá e curou. E o samaritano, movido de íntima compaixão, foi lá e ajudou o outro. Ele não falou assim, segundo as regras que eu tenho entendido de lei espiritual e religiosa, o meu pastor, o meu padre, me diz pra eu fazer isso, então eu vou lá fazer, apesar de estar realmente querendo ir embora daqui e chutar esse cara, pra ver se ele morre mais rápido. Não é isso.
A gente tem que entrar algum dia num processo, como o Haroldo sempre cita, de construção desse reino dentro de nós. E o espiritismo, Allan Kardec fala uma coisa muito interessante, ele diz na revista Espírita, se não me engano, de 1868, em dezembro, ele fala assim, todo grupo religioso deve ter como meta desgarrar-se da matéria. Porque o que acontece na maioria dos grupos, ele está falando na maioria, é que a gente torna a questão religiosa uma questão mais de forma do que de essência. E aí nós vamos descobrir que os livros de Francisco Cano e de Xavier eram de um foco tão violento na questão da essência e que nós, estamos falando aqui de nós, usando o plural de modéstia, eu mesmo, todos nós, quando falamos em pessoas, companheiros, nós temos uma grande dificuldade de lidar com o lado essência dos livros de Francisco Cano e de Xavier.
Porque são lados que mexem demais com os nossos direcionamentos culturais. Certo caso aí do nosso companheiro. Pedro Neves. Pedro Neves é um espírito que está lá no livro do Sexo e Destino, psicografia André Luiz, Francisco Cano e Xavier, e logo no início, o André Luiz, que já havia estado no umbral, naquelas zonas inferiores de sofrimento, está lá no filme, quem quiser checar, ele tinha sofrido esses problemas todos, mas ele estava em recuperação em nosso lar e foi conversar com uma inlibada personalidade de nosso lar.
O nome desse homem é Pedro Neves, esse espírito já desencarnado estava lá. Havia 40 anos que ele estava lá, trabalhando na caridade de nosso lar. Gente, isso é impressionante. Nós não estamos falando aqui da carne não, estamos falando lá no plano espiritual, plano das verdades, vamos dizer assim. Era um trabalhador do Cristo. 40 anos. E o André Luiz se senta do lado dele num banco. Por que estava acontecendo? Ele estava se sentindo mal. As pessoas que inclusive buscavam a ajuda dele, que eram, vamos dizer assim, subalternos espiritualmente em relação a Pedro Neves, elas não tinham nem coragem de perguntar o que estava acontecendo com ele, mas viam que eles não estavam bem.
Mas devido à posição elevada que ele ostentava naquela instituição de nosso lar, da colônia, o pessoal não tinha coragem de conversar com ele. O André Luiz teve essa coragem. Ele chegou e falou Senta aqui Pedro, no banco de jardim. E o André Luiz, inclusive usando a expressão, ele fisgou a minha isca, disse o seguinte Poxa, Pedro, eu estou com uns problemas familiares tão sérios lá embaixo. Aí o Pedro desabafou com ele. Pedro Neves. Ah, eu também. Nesse discurso, o Pedro Neves coloca uma coisa muito interessante. Eu fui advogado na terra e me pautei sempre pela linha do raciocínio.
Apesar de apreciar os sentimentos pelo seu justo valor. O que ele está querendo dizer, gente? Que ele tamponou os seus sentimentos. Desde que minha esposa casara-se novamente, eu resolvi não sentir. Olha só. Por isso que era neve. Pedro Neves. Com uma pedra de gelo. Eu nem tinha pensado. Pedro, que é pedra, e Neves. Gelo. Era um gelo. Vou falar pra vocês. Nós, muitos de nós, estamos nesse processo há milênios. Porque é o processo da raça ariana. O Emmanuel nos cita lá no livro do Caminho da Luz, que quando os arianos chegaram aqui, que era uma raça que já não tinha muitos princípios religiosos, mas quando eles foram exilados num planeta tão inferior, eles se apartaram completamente de quaisquer possibilidades de sentir religiosidade e afeto.
Por isso, inclusive, eles se misturaram tanto. Aplicaram anestesia no coração pra não sentir. E esse é o processo pra você tornar, se você quiser se tornar um espírito obsessor, não faça isso em casa, por favor, ali em lugar nenhum. Mas se você quiser se tornar, segundo Hermine Miranda, um espírito obsessor, faça esse processo com gelo e coração, porque aí, ou você cumpre leis de forma fria e faz até os outros se submeterem, como disse Jesus, coloca uma tonelada de peso nos ombros dos outros, você não mexe essa tonelada nem com o dedinho, ou você se torna, de fato, um verdugo que não aconteceu com Pedro Neves, que ele tinha princípios.
Então, ele cumpriu a lei aqui na Terra, voltou, foi pro plano espiritual, ficou lá 40 anos trabalhando, mas depois ele foi chamado pelo sentimento. Uma afinidade muito querida dele, que chamava Beatriz no livro, estava aqui na Terra e em processo de desencarno, ele desceu para ajudá-la. Quando ele desceu para ajudá-la, ele descobriu que o genro dele traía a própria filha dele com uma enfermeira. Ela era filha, né, Luiz? Ela era filha dele, e o marido dela estava traindo o genro dele, o marido dela, estava traindo com a enfermeira, e ele ficou tão indignado que começou a ver que ele não tinha preparo sentimental nenhum.
Chegou a esbufetear numa boate espiritualmente o marido dela. E olha que interessante, Luiz, quando ele entra nessa boate de striptease, ele começa, ele, 40 anos trabalhando em nosso lar, em atividade de orientação e de caridade. Começa a dar murros no genro, encarnado. Uma senhora, que era uma entidade iluminada, que auxiliava as pessoas dentro da boate de striptease, eu fico pensando, rapaz, será que a gente conseguiria uma tarefeira? Você, no mundo espiritual, conseguiria uma tarefeira para trabalhar dentro de uma boate de striptease?
É a parábola do bom samaritano. Exatamente. A parábola do bom samaritano. Ela sai de lá e vem em auxílio dele, para auxiliá-lo. A questão, né, acho que te cortando, é Será que no meio espírita nós não estamos estimulando os professores de evangelização a serem assim? Os expositores espíritas a serem assim? Os médiuns psicógrafos a serem assim? Então, você, pessoas que têm uma conduta ilibada, que têm não sei o que, mas nós não sabemos o que está no coração dela. Olha só, Haroldo. É, a gente sabe daquele processo que o Emmanuel fala, né, criminosos são todos aqueles de nós que não foram descobertos ainda.
Que foram descobertos. Existe uma frase do Emmanuel, no livro, se eu não me engano, chamado Pensamento Cristão. O Emmanuel diz mais ou menos assim, elegendo no pensamento do Cristo, o centro de nossa vida interior, estaremos preparados para os mais valtos voos e tal. Ele diz mais ou menos assim. Então, olha só, nós estamos aqui falando de sentimentos, né, e logo no início, o Haroldo trouxe pra gente o capítulo 1 do Pensamento e Vida, a mente é o espelho da vida em toda parte, né, o pensamento o centro das ondulações e a face o coração, o sentimento.
Perfeito? Então, quer dizer, nós estamos falando de sentimentos. E o Emmanuel nos diz do pensamento do Cristo como centro das nossas da nossa vida interior. Ou seja, o problema não é pensar. Não? O problema não é o raciocínio. O problema é a base, o alimento que nós temos para esse raciocínio. E quando nós falamos de mentalidade cristã, nós estamos falando disso. Ou seja, havia uma frieza dentro desse coração de Pedro Neves em virtude da ausência de um raciocínio genuinamente cristão. E não tinha sido uma mentalidade cristã.
Ele estava tendo acesso ao cristianismo. A maior ilusão do ser humano é achar que existe pensamento e raciocínio neutro. Não existe pensamento humano que não esteja imantado por sentimentos. E por sensações. Isso não existe. Nenhum pensamento é neutro. Todo pensamento está alimentado por uma carga emotiva, por interesses emotivos que estão por trás. Mesmo nos frios. Mesmo nos frios. No capítulo 1 do Pensamento e Vida ele continua dizendo isso. A ideia plasma e tal. Exatamente. Ele vai falando isso. O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a ideia de que se nutrem os pensamentos. E aí ele fala que isso lançam os braços nas ações, nas atitudes, nas palavras que são válvulas obliterativas ou alavancas do crescimento. Mesmo que seja a emotividade de uma pedra. Eu acho que é pior ainda. É que você enxerga. Mas olha só. Aprender-se emocionalmente é uma emotividade. Você congelar o sentimento é preciso uma carga emotiva para isso. De uma mágoa geralmente. De uma mágoa. Muito forte. Isso tem que ser alimentado porque não ser tocado emocionalmente exige um esforço gigantesco do espírito.
É como colocar dentro de si uma usina nuclear. Exatamente. E você tem que administrar isso. Aquilo. De um modo. A todo modo. A gente percebe isso também. E Fred. No livro Libertação. O Gregório. 700 anos salvo engano no mundo espiritual. Ex-papa. Uma cultura filosófica teológica intelectual. O homem de uma capacidade de gestão porque coordenava milhares de espíritos das trevas e não eram pessoas inteligentes também. Ele coordenava tudo isso mas nunca não tinha aberto a porta do coração. A mãe espiritual dele. Matilde.
O coração dele já começou a amolecer. Há 50 anos. Há 50 anos ele demonstra tédio do mal. Começa a se entediar com o mal. Ou tédio de ficar trancafiando o sentimento. Exatamente. Tédio de não se emocionar mais com a dor do semelhante. Porque pra você exercer a lei fria você perseguir eu agora vou ser um instrumento da lei de causa e efeito. Você tem que trancar o coração. Agora vamos falar uma coisa séria pra vocês aqui. Começamos nos nossos trabalhos, nos nossos sofrimentos. Porque normalmente nós sofremos muitas situações para podermos entender o que se passou, o que se passa nessa questão do sentimento.
Nós passamos coisas do arco da vela e ninguém nem imagina. Mas começamos a entender certas situações e que? Devido a nossa a nosso pensamento em que o Haroldo fala muito, nossa raça ariana do nosso período de raça ariana. Que é o racionalismo, é a raça racionalista. Então os livros do Francisco Canto Xavier eles têm uma didática muito vinculada a isso que Emmanuel está falando aqui em 1938. O foco até do André Luiz o foco que o Emmanuel dá ênfase em seus prefácios nos livros de André Luiz é este aqui. De que nós estamos fazendo citação.
Mas muitas vezes quando a gente vai fazer um estudo a gente faz focos periféricos do livro de André Luiz. Focos científicos vibracionais, quânticos, etc. E André Luiz toda hora falando assim como lá na abertura de nosso lar há caminhos da alma há caminhos do coração necessário é percorrê-los antes de tentar equação à eternidade. Ou no livro Boa Nova as nossas ligações afetivas são caminhos. Os laços afetivos são misteriosos caminhos que nos ligam a Deus. Isso pra nós gente arianos, racionalistas isso é uma coisa que a gente entende fácil a gente não, nós não entendemos isso de uma forma tranquila.
Eu fazendo palestra, comecei a fazer palestra sobre o livro, mas isso havia uma resistência inclusive espiritual de equipes espirituais para isso. Luiz, mas até a gente ler até a gente ler biografia você lê a biografia Pietro Baldi perdeu a esposa depois que ele perdeu já no fim que ele tinha doado toda a fortuna dele, aí acabou ele ficando na miséria, teve grande dificuldade não foi acolhido passou a necessidade as pessoas para quem ele doou a fortuna não o auxiliaram ele sentiu magoado e a esposa sempre o advertia de que ele tinha cometido um equívoco tinha agido puramente na filosofia olha a pessoa com pouco contato com o sentimento.
Quando perde a esposa procura um grupo espírita de materialização no Rio de Janeiro perturbado então, porque? Os laxos afetivos que mantém a nossa sanidade sanidade embora nós não o reconheçamos embora a gente não o reconheça porque tem muitas batalhas aí para serem vencidas para possivelmente começámos a reconhecer isso então a formação da mentalidade cristã a gente mexe com as questões da maior profundidade do ser humano pergunta de 1938 de O Livro dos Espíritos perguntaram Allan Kardec perguntou aos Espíritos mais ou menos assim para ficar uma frase mais fácil não seria melhor a gente não ter um bom coração?
Ou seja, não sermos uma pessoa sentimental já que as pessoas sofrem muito nesse mundo quem é bom sofre muito sofre muito ingratidão eu sou uma pessoa de bom coração, vivo sendo pisadas pessoas não me entendem não gostam de mim, não se aproveitam de mim, aí Allan Kardec depois que os Espíritos falam a sua resposta, dizendo que isso aí é um pensamento egoístico Allan Kardec disse o seguinte, não existe prazer maior que você possa sentir nesse mundo do que sentir as pessoas com que você tem afinidade e comungar com elas comungar com as pessoas com as quais você tem afinidade deste prazer egoísta está privado ele fala isso, quer dizer é a questão da gente realmente, uma advertência né Luiz porque dizendo, olha, você pode até fechar, achar que por aumentar a iniquidade o seu amor vai esfriar, que é o que Jesus diz mas se você entrar nesse caminho de fechar o coração você vai se isolar e isolando-se, você se torna egoísta, e sendo egoísta você é privado da maior felicidade que existe que é a da comunhão espiritual é o amor alimento das almas, aí você tem anemia espiritual e aí gente, o que você tem que partir você só pode partir pra um lado, vamos falar neurofisiologicamente aqui, zona motora se você estiver no bem se você não estiver no bem, complexo septiliano mas complexo septiliano vai ajudar você mais no mal que é o complexo da luta, da raiva, da sexualidade violenta, entendeu?
Que muitos de nós estamos abraços por causa da situação cultural que estamos vivendo hoje, mas você vai pra zona motora, por quê? Porque pra você se acessar no sentimento é muito doloroso então você prefere aquela zona motora, você vai ficar trabalhando, trabalhando, trabalhando, trabalhando e vem o ativismo religioso muitos desses, olha, uma vez eu estava conversando com uma irmã uma freira católica e ela falou assim, nós nos precatamos muito no nosso convento pra não entrar no ativismo nós temos que trabalhar pra comunidade, vivemos uma comunidade pobre, mas também nós temos que orar, meditar muito porque senão não temos direcionamento do alto pras nossas atitudes até pra fazer prece essas pessoas tem dificuldade porque é o que eu chamo a prece pensada a pessoa não respira nem pra poder fazer a prece a prece não vai, o coração não tem coração a pessoa pensa na prece ela está pensando as palavras que ela vai fazer prece eu falei de mim mesmo as vezes eu passava por determinados momentos de tarefa prece espírita é discurso você vai no grupo espírita e infelizmente prece espírita vira discurso, a pessoa quer usar a palavra bonita, quer falar, mas você não tem sentimento naquilo não tem sentimento aí a gente fala em coração eu saí pra uma empreitada de conversar com essas pessoas de outras religiões e comecei meu Deus, quanta experiência religiosa profunda, de tradição cristã genuína essas pessoas e nós não temos acesso a elas e nem elas acesso ao grande cabedal unificador de crenças que o espiritismo é então nos dá uma dor muito grande no coração de já não ter tido isso nos últimos 30 anos, no sentido de chegar pra um pastor chegar pra um irmão católico, padre como o Allan Kardec fez várias vezes dizer, não se preocupe nós não estamos aqui, nós repetimos com Jesus, não viemos derrogar a lei nem as boas tradições não é isso não é isso é o que eu falei com um aluno meu evangélico quando ele descobriu que era espírita, ele ficou muito chateado pô, mas você conhece de evangelho, que desperdício você conhece tanto de evangelho, que coisa ruim que desperdício você ser espírita não é possível mas eu falei, olha companheiro, é o seguinte certas verdades espirituais com que eu convivo desde meu tempo de infância se eu não conceber dentro de mim que Jesus, o grande mestre nosso, o verdadeiro Deus nosso pra nós aqui encarnado não é o Deus pra nós mas ele é esse ícone deificante nosso se eu não entender que ele sabe dessas coisas pelas quais eu passei sabe, isso de Jesus Cristo não pode ficar diminuído dessa forma pra mim, eu sei que Jesus sabe dessas coisas que eu sei eu sei, porque senão eu poderia repetir pra Jesus, és mestre em Israel e não sabes dessas coisas, não, ele sabe muito mais, com certeza, quando Jesus disse, muito vos tenho que dizer, mas nós não vou não poder suportar é sinal que esse espiritismo, ou seja que esse entendimento espiritual que Jesus às vezes ao pé da letra veiculava pros nossos irmãos daquela época, ele disse era um conhecimento que é necessário pra gente entender o cristianismo em sua totalidade entender diga-se de passagem então ele disse, eu vou mas eu vos enviarei um outro consolo, e eu tenho muito o que vos dizer eu tenho o que vos dizer, mas vocês não podem suportar, imagina Jesus Cristo falando com Pedro, ó Pedro, não fala assim não porque senão você vai as suas ondas metroeletromagnéticas vão atuar no peso específico perispiritual das séries teclogenéticas que já é composto o seu perispírito e de repente você vai estar em níveis quânticos, inferiores com uma quantificação mais pesada, fazendo com que você perca a sintonia metroeletromagnética com os espíritos superiores, com os anjos Pedro responderia assim, Luiz Senhor, tu me amas?
Pra pensar bem uma coisa dessa Pedro ia falar, ó mestre, olha tá bom, foi tudo muito legal, tá beleza, mas eu acho que dessa vez a maionese foi muito grossa essa semana caiu no meu culto uma passagem do livro é do Humberto de Campos, um caso em que nos primeiros dias em que Pedro se instalou na casa do caminho em Jerusalém, os irmãos cristãos ajudaram, eles compraram a casa, ele se instalou com a família e aí ele fez uma prece chorou, ficou a noite quase toda orando, pedindo ó Jesus, agora a casa tá pronta auxilia me manda trabalho me manda trabalho me manda trabalho e aí Jesus aparece pra ele ele então se emociona, mestre eu tô querendo servir, tô querendo trabalhar, você me mandou pra cá, diz que eu seria pescador de almas aí Jesus diz a única coisa pra ele aguarda que eu te enviarei trabalho quando amanheceu bateu na porta ele viu uma algazarra na rua, quando ele abriu era um ladrão que tava sendo perseguido o sujeito lá tinha um ato de subtrair as coisas alheias sem o consentimento delas e o pessoal perseguindo ele entrou na casa do caminho me ajuda, por favor, me ajuda não sei o que, e o Pedro, te ajudar?
Seu sem vergonha ladrão, e tu dá um pontapés nele quando ele tá fora, o grupo prende ele, leva ele pra ser punido, aí ele fala que absurdo, vem desonrar essa casa aqui quando é meio dia vem uma uma mulher linda que era prostituta em Jerusalém e tava atormentada querendo conselho, querendo auxílio aí ele fala, mas você vem me procurar aqui uma mulher de má vida, vem desonrar essa casa, mas escurraça ela, e ela vai embora depois vem uma pessoa também demente atormentada, e ele escurraça quando é de noite ele entra em prece chorando emocionado você não mandou nenhum trabalho pra mim não mandou nenhum trabalho não mandou nenhum trabalho aí Jesus aparece pra ele aparece pra ele e diz pra ele assim como não Pedro?
Hoje eu te enviei três irmãos pra que você pudesse apenas acolhê-los e orientá-los e um deles você escurrascou a pontapés a pontapés aí ele começou a chorar convulsivamente porque aí ele entendeu aí Jesus finaliza pra ele dizendo assim e mais Pedro quando você quiser conversar comigo saiba que as minhas palavras estão no Evangelho agora Aron olha que ponto que Aron pegou aqui gente para o Pedro quando dá um desconto é o Luís Sérgio pensando para o Pedro chorar dessa forma eu não acho que ele simplesmente pensou assim estava errado, então agora eu vou me corrigir não é uma coisa racional ele amava Jesus quando você ama uma pessoa profundamente você é a contraria profundamente você chora você chora você se sente muito triste né Essas coisas que a gente não entende eu fico pensando, será que nós escolheríamos pelo estereótipo de que ele representava Pedro pra ser chefe de uma igreja com todo aquele sentimentalismo meio torto dele aquela pessoa meio extemporânea esse é o ideal pra ser o chefe da nossa igreja será?
Porque isso tem a ver gente inclusive com todas as nossas questões administrativas nossos ícones se você não coloca a essência como sendo um foco toda organização humana vai ser X Se você coloca a essência como foco a organização humana já começa a se delinear de forma completamente diferente talvez com os mesmos indivíduos mas com direcionamentos completamente diversos e ele colocou o homem do coração do coração e disse pra ele, Pedro, apacenta as minhas ovelhas e ele não entendeu isso quantas vezes Jesus disse isso pra ele tu me amas?
Se ama a doutrina, se ama uma ideia não, tu me amas é pessoal e fala pra ele Luiz, o dia que você quiser conversar comigo, porque muita gente eu queria conversar com Jesus, você quer conversar com Jesus? Então para aí agora o podcast você abre o evangelho aí se você tiver um em casa isso aí mas abre aí é uma conversa quando eu abro o evangelho e to lendo eu to falando com Jesus mas o difícil é que Luiz, você tem uma discussão com a esposa aí um fala umas coisas pro outro, isso acontece aí você vai lá pro evangelho abre lá, Jesus fala pra você assim, reconcilia com teu adversário enquanto estás a caminho com ele aí você tem que fechar ele lá e pedir perdão é isso desculpa o que eu te falei meu amor, não foi isso que eu me exaltei, não sei o que aí ela já está treinada, ela fala assim o que é que você leu?
O que é que você leu lá no evangelho? Será que ela está treinada assim? Não é? O evangelho que está ali é Jesus conversando com a gente, mas não sobre quântica, física não precisa dele isso aí basta a gente estudar estudar aqui, estudar física mas é por isso que Allan Kardec disse o espiritismo é para aqueles que não creem porque precisamos de uma parafernalha tão grande de explicações intelectuais para começarmos a crer e lembrar que Emmanuel diz no caminho da luz que a religiosidade dos arianos começou atrasadamente a se despontar lá Entre os celtas não é isso?
Adorando ao carvalho Allan Kardec foi um missionário entre esses celtas para começar através desse caminho que nós escolhemos que é da insegura do coração e da racionalidade, despertarmos para uma pequena que fosse a religiosidade o espiritismo é o batedor de bife explica aí Tiago como é que é isso? O espiritismo é o batedor de bife tem que amaciar esse coração com certeza ver se ele consegue receber mais sangue essa eu gostei, batedor de bife deixa eu tentar fazer um trabalho didático aqui entre nós estou tentando aqui agora simplificar esse entendimento todo, porque nós falamos de tantas coisas grandes Luiz falamos de tantas coisas profundas e bonitas, e belas, e importantes e ao mesmo tempo chegam a ser duras porque nós estamos falando da nossa dureza do coração não estamos falando de ninguém estamos falando de nós aqui se aproveitar para quem está ouvindo sempre quando se fala de grupos, de reuniões nós estamos falando das louvabilíssimas exceções que sempre tem como foi Francisco de Assis na igreja romana, como é Chico Xavier no nosso meio, não estamos falando exatamente disso aí quem me conhece hoje, eu já contei isso para várias pessoas quando eu entrei na doutrina espírita aos 17 anos já tinha saído do colegial eu encontrei quando eu fui para o consolador, eu conheci a reunião mediúnica lá com o Gladys, na hora que eu entrei na porta assim, tinha uma outra moça saindo, na hora que eu olhei ela olhou para mim assim, Tiago você é espírita?
Ou seja esse grande batedor de bife estamos falando é comigo pois é, mas estamos todos nós as modificações que são feitas na vida é a verdadeira reforma íntima que a gente estava falando aqui agora a pouco a doutrina espírita nós temos que utilizar essa ferramenta para entender o Cristo na nossa vida primeiro é a família é o nosso coração e o lucro mais próximo de você é onde eu estou inserido é a minha família é a grande dificuldade de você entender que o núcleo principal que você precisa agir não é o seu centro espírita é a sua família é o lar onde você está inserido e depois o lar que você vai criar que é com sua esposa, com seus filhos que vão vir da atitude individual de cada um realmente é difícil a gente entrar especificamente porque uma vez eu li no livro de ação e reação que o cara, para ele redimir-se de seus pecados, vamos dizer assim ele teria que frequentar o centro pelo menos umas duas vezes por semana umas três vezes por semana oito horas por semana ou seja, que daria aí umas quatro reuniões de duas horas vamos supor que ele traz isso para ele poder conseguir cumprir o compromisso lá então nós não podemos fechar então que muitas vezes a pessoa está lá no centro espírita mas também Luiz Sérgio acho que o que o Tiago está querendo dizer da gente tomar um cuidado para os familiares não terem que marcar a hora para conversar com a gente não tem que ter uma agenda mas é isso Tiago, o que nós estamos falando aqui quando começamos a orar e o foco é o coração você não vai fazer a coisa no lápis muitas vezes o espírito chega quantas horas de dedicação a doutrina peraí dificílimo você falar uma resposta dessa para quem quer que seja não peraí umas três horas, quatro horas isso é fora o íntimo chega em determinados momentos da sua vida você fala não, eu tenho que dar um foco lá em casa violento, eu tenho que fazer isso outras horas não outras horas você sente que meu Deus eu tenho que principalmente vocês ou qualquer pessoa que foi relacionado com a questão de divulgação doutrinada católica romana no passado budista, que nem sempre foi feliz muitas vezes sente aquela ânsia pelo amor de Deus até para que a família tenha paz exatamente são vários aspectos muitas vezes a pessoa que está dentro de casa sem fazer mais nada eu me lembro certa vez estava andando o Chico e Herculano Pires que era um filósofo, um homem de uma sutileza de pensamento realmente uma inteligência enorme, um grande espírito mas aí travou-se uma conversa entre o grupo em que um grupo dizia assim o que o evangelizador de criança precisa ter como pré-requisito para evangelizar a criança o Herculano Pires defendia que tinha que ter curso de pedagogia olha só tem que ter uma formação curso de pedagogia não Herculano, mas não pode não sei o que tem que ter curso, tem que não ter perguntaram para o Chico Chico, o que você acha?
Olha o espírito de Emmanuel está aqui e está dizendo que para evangelizarmos as crianças nós precisamos de amor evangelizar né a verdade é não existe receita de bolo mas se você tem amor no coração inexoravelmente você vai encontrar o caminho certo porque tem uma coisa né Luiz, olha é até pouco frustrante isso, porque depois de anos e anos de estudo o que que a gente vai, precisou estudar tanto para chegar a essa conclusão quem ama entendeu todo o evangelho porque quem ama aí você usou aquela metáfora que eu adoro usar quem ama tem uma banda larga com Deus eu acho que é algo em torno assim de mais de 500 gigas é isso você baixa 3 filmes de blu-ray em 2 segundos você tem uma conexão direta com o Criador, quem ama tem uma conexão direta inclusive intelectual, inspiracional inclusive intelectual até o Chico dizia uma coisa bonita que a gravidez era um segredo entre Deus e a mulher é uma coisa né porque você realmente passa a ser um instrumento de Deus você passa a ter inspiração, você passa a ter ideia e as suas ideias são sempre em favor do coletivo, em favor do semelhante porque o seu coração está vibrando o que não acontece as vezes com o altamente intelectual porque na criação, na estruturação do holocausto nós tínhamos intelectuais nós tivemos químicos que projetaram as câmaras de gases hoje nós temos intelectuais que fazem os cártices na porta de Auschwitz o que estava escrito?
O trabalho inobrece o homem trabalhavam 20 horas por dia em função de matar criaturas quer dizer, a gente tem que tomar muito cuidado trabalham 20 horas por dia para matar milhões de pessoas quer dizer, a questão do direcionamento gente, moral, é tudo só uma coisa para ele pegar o gancho do Haroldo ele falou de amor e olha o que o André Luiz no livro Evolução em Dois Mundos, que para mim é o livro dos espíritos do André Luiz, que eu costumo chamar olha o que ele fala respeito dessa evolução do amor em nós ele diz o seguinte chama Evolução do Amor, página 142 da edição antiga entretanto importa reconhecer que a medida que se nos dilata o afastamento da animalidade quase absoluta para a integração com a humanidade o amor assume dimensões mais elevadas tanto para os que se verticalizam na virtude, religiosidade verdadeira isso é um grifo nosso uma observação nossa tanto para os que se verticalizam na virtude, como para os que se horizontalizam na inteligência agora ele vai dizer o que aconteceu na história com os que se verticalizaram na virtude e com os que só se horizontalizaram na inteligência, olha só nos primeiros, aqueles da virtude cujos sentimentos se alteiam para as esferas superiores os sentimentos se alteiam para as esferas superiores religiosidade, sabe verdadeira o amor se ilumina e purifica mas ainda é instinto sexual nos mais nobres aspectos emanando-se as forças com que se afina em radiante ascensão para Deus, e os outros né que se horizontalizaram pela inteligência vamos ver o que ele vai falar aqui nos segundos cujas emoções se complicam o amor se requinta transsubstanciando-se o instinto sexual em constante exigência de satisfação imoderada do eu acabou, a nossa cultura entendeu gente?
André Luiz gente, vocês vão me desculpar você podia fazer um favor pra gente Luiz? Ler o texto de novo agora de forma pausada, sem comentários só porque é um texto tão forte e a gente gostaria de já caminhar pro final do episódio com esse texto pra dizer que nós aqui, não estamos querendo caminhos novos pra doutrina espírita, não estamos querendo incutir novos comportamentos, em que quer que seja nós estamos aqui pessoalmente entre irmãos muito amados, pessoas que nós amamos fazendo uma reflexão da doutrina espírita, e dando nosso testemunho e dando nosso testemunho, então ouvinte, faça como Paulo examinar e tudo retende o bem examinar tudo que nós estamos dizendo aqui, faça a sua reflexão e por isso a gente gostaria de pedir pro Luiz Sérgio pra ler esse texto e que as palavras de André Luiz possam alertar o nosso coração como para os que se horizontalizam na inteligência constante exigência de satisfação e moderada do eu Luiz, nós temos que agradecer muito a sua presença, acho que foi uma conversa muito boa né gente fantástica, pra nós foi sensacional nós acreditamos que a sua vinda até nós, é a primeira de muitas e esse assunto mesmo, a gente tem muita coisa pra poder continuar conversando e explorar porque na verdade nós estamos falando da essência e a essência é tudo aquilo que nós queremos falar aqui, não é isso Haroldo?
Exatamente nós queremos nos despedir né do pessoal que nos ouve, agradecer também pelo apoio, pela amizade de todos vocês que estão participando conosco desse Pode Ser escutando, divulgando nos ajudando nesse empreendimento então que Deus nos abençoe a todos, que Deus abençoe a todos vocês que estão aí com esse apoio e fica aqui o nosso abraço e até o próximo Pode Ser até o próximo e nós gostaríamos de agradecer ao Luís Sérgio também pela presença dele o estudo que nós fizemos no Congresso Espírita Brasileiro comemoração centenar de Chico Xavier que se chamou Formação da Mentalidade Cristã foi fruto de uma converta, de uma troca com o Luís Sérgio que nos chamou atenção pra esses pontos e eu posso dizer que a semelhança de um microscópio à medida que você troca as lentes você amplia a capacidade de visão eu diria que hoje nós tratamos de uma das lentes mais poderosas para a compreensão da Doutrina Espírita especialmente da obra de Francisco Cano Xavier se você analisar todo esse conjunto da codificação e da obra de Chico Xavier com essa lente do amor pela lente do amor pela lente do sentimento os prefácios serão diferentes de hoje em diante os capítulos que você lê de André Luiz dos romances serão diferentes, as páginas de Allan Kardec serão diferentes porque você estará com a lente nova uma lente que vai permitir enxergar aspectos que nunca antes foram vistos, esses são os meus votos, isso está acontecendo comigo, eu estou nesse caminho e desejo a todos os ouvintes que percorram conosco esse caminho e eu vou aqui tomando meu chazinho de bolo para poder realizar minha reforma íntima, assim como muitas pessoas que estão ouvindo, acredito que a partir de hoje possam fazer uma nova reflexão sobre isso que a gente escuta tanto na doutrina, né?
Eu tenho que fazer a minha reforma íntima, mas como fazer essa reforma íntima? Qual é o pensamento que eu devo, nem modificar eu acredito, né? Que eu devo qual o pensamento novo que deve surgir em mim para que eu possa utilizar esse grande batedor de bife que é a doutrina espírita para poder fazer a minha reforma íntima e como um chá a gente vai tomando em doses para que a gente dê conta também de chegar lá do outro lado ou chegar no final desta encarnação melhor do que nós entramos nela nós gostaríamos então de fazer uma última colocação aqui o Tiago está me lembrando aqui com as frases com a colocação que ele fez dessa nossa proposta de conseguirmos dividir com os irmãos de todas as religiões esse conhecimento cristão.
Então o nosso tema de hoje, a formação da mentalidade cristã nos ensina muito e é a partir desse entendimento que a gente consegue entender que ao pegar, muitas vezes um livro de uma outra doutrina de uma outra religião e que ele traz dentro de si um amor a essa verdade, a gente consegue ficar admirado. Nós podemos dividir com os amigos nesses últimos dias um livro chamado A Outra Espiritualidade de um pastor chamado René Kivitz, se eu não me engano, não é isso? Isso mesmo. Um espetáculo Nós ficamos admirados com a profundidade e verdade cristã que existe ali dentro, né?
Estamos aí desejosos de ter oportunidade de conversar e de ter a presença desse pastor que nos ensinou muito e que a gente acredita que temos muito, muito a aprender com ele. É isso aí. É isso aí, pessoal. Posso falar um pouquinho aqui, gente? Nossa, pode. Nossa, deve. Agradeço muito, muito humildemente mesmo, sinto-me emocionado, né? Não é para dizer que eu estou sentimental mas eu me sinto muito emocionado muito agradecido a vocês todos porque de fato eu não me sinto na credencial nenhuma, né? De falar em nome da Doutrina dos Espíritos fica aqui só um testemunho nosso que se uma coisa nós fizemos na nossa vida, foi de fato sim dedicar a vida ao estudo da Doutrina dos Espíritos enquanto a prática está delongando demais devido à nossa reiterada posição de Espírito muito ainda inferiorizado, mas isso foi uma dedicação, de fato nós quisemos sempre estudar a Doutrina dos Espíritos foi uma coisa muito necessária para as nossas vidas em nome do cristianismo, inclusive mas quando nós chegamos aqui e vemos que encontramos nossos irmãos aqui entendendo as situações e dialogando de uma forma despretensiosa, como estamos fazendo aqui o que a gente pode dizer é que nós estamos muito agradecidos pela oportunidade o Haroldo tem sido uma pessoa que compreende as coisas de uma forma muito interessante e sem aqui ilustrar a vaidade de quem quer que seja sem feitar o pavão isso é, sem feitar o pavão porque a coisa já fiz mas é um elemento que pode nos trazer está disposto a nos trazer oportunidades todos aí de entendimento superior também no seu trabalho, na sua dedicação os meninos aqui o auxiliando constantemente nós somos testemunha disso da dedicação das horas dos domingos, das noites isso é muito emocionante e essa mentalidade como diz o Haroldo que abre uma ótica não só de nós espíritas para todas as religiões, mas também das religiões para o espiritismo que veio unificar as crenças como diz Allan Kardec não fazendo uma crença só mas fazendo com que todas se hermanizem é muito gratificante, é muito bonito e esperamos que possamos estar aqui, de fato em nome daquele Cordeiro em nome de nosso Senhor Jesus Cristo com seus objetivos e sinal que ele possa nos orientar cada vez mais, lembrando só um pontinho que o Honório nos dizia num vídeo que eu vi no YouTube do Honório ele falando da obra de Chico Xavier ele disse que é uma obra que de fato, realmente aprofunda muito a obra kardeciana porque ela nos tira dos aspectos meramente filosóficos da obra kardeciana, nos levando para um chão extenso de elaboração do campo até prático da nossa vivência cristã mas que isso vai demandar essa, vamos dizer, mudança de currículo vamos dizer assim, ou esse a extensão curricular vai demandar esforço da nossa parte, muita paciência e décadas e quando você muda hoje um currículozinho aqui para que isso seja para que quando você vai mudando todas as suas ideias pessoais e outra coisa sem pruridos de querer mudar quem quer que seja como diz o Tiago aí nosso coração essa que é a mudança essencial, não é isso?
Muito obrigado gente, Deus abençoe a todos vocês
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