PodSER #019 – Carta aos Hebreus: Parte 01

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Prepare-se para uma jornada fascinante com o PodSER! Neste episódio especial, mergulhamos na riqueza da “Carta aos Hebreus” em um bate-papo inspirador. Conheça a história do Padre Caetano, sua chegada ao Brasil e a emocionante saga do encontro da Irmã Ayla com Haroldo Dutra Dias. Este episódio promete tocar seu coração e expandir sua compreensão sobre fé e conhecimento.

Neste episódio

  • A história do Padre Caetano e sua chegada ao Brasil.
  • O encontro emocionante da Irmã Ayla com Haroldo Dutra Dias.
  • Uma análise aprofundada da “Carta aos Hebreus” e suas implicações.
  • A importância do equilíbrio entre espiritualidade, intelectualidade e ação social.
  • O legado da Comunidade Nova Jerusalém e sua impressionante biblioteca.

Participantes

  • Thiago Franklin
  • João Romário
  • Alan Denizard
  • Irmã Ayla
  • Haroldo Dutra Dias

Destaques

  • A Irmã Ayla compartilha sua trajetória pessoal, desde o Piauí até a Comunidade Nova Jerusalém, e como a “Carta aos Hebreus” a escolheu para ser objeto de seus estudos de mestrado e doutorado.
  • A figura do Padre Caetano Menete, fundador da Comunidade Nova Jerusalém, é apresentada como um exemplo de equilíbrio entre a vida intelectual, a espiritualidade profunda e o engajamento social, atuando em uma região carente de Fortaleza.
  • A discussão sobre a “Carta aos Hebreus” revela a profundidade de sua Cristologia, destacando Jesus como o sumo sacerdote que atua em um templo celeste, uma cópia da cópia do Templo de Jerusalém.
  • A importância de Melquisedeque na “Carta aos Hebreus” é explorada, mostrando como ele representa um sacerdócio que transcende as convenções humanas e aponta para a singularidade de Jesus como o único mediador.

Ler transcrição do episódio

A de nascer, nova era de crescer, novo homem em coração, de quem quer servir. É prosperir, novo pé, pé burilar, o íntimo colorindo o céu de um novo ser. Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Tiago Franklin, e até mesmo os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo. É Lucas, capítulo 12, versículo 7. Olá pessoal, aqui é Haroldo. A minha frase de hoje é Epístolos Hebreus, capítulo 1, versículo 1. Muitas vezes e de modos diversos falou Deus. Olá pessoal, aqui é a Ayla.

A esperança com efeito é para nós como uma âncora segura e firme. Ela penetra além da cortina do santuário celeste, no qual Jesus Cristo entrou por nós como sumo sacerdote à terra. Cartas Hebreus, capítulo 6, versículo 19. Olá pessoal, aqui é a Alanda Inizar. Olá, estou aqui diante dessas figuras ilustres, queridas, aqui em Fortaleza. E aqui vai a minha frase. A natureza é a grande esquecidiça, e é nisso também que ela é material. A matéria é o próprio esquecimento, só a memória do Espírito. André Contes Pomvila, o pequeno tratado das grandes virtudes.

Olá pessoal, meu nome é João Romário, aqui de Fortaleza. E a minha frase, tirada aqui da Epístola aos Hebreus, capítulo 2, versículo 11. É tanto que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos. É isso aí pessoal, hoje estamos gravando o episódio num lugar que vocês não vão imaginar. O Alan já entregou, nós estamos em Fortaleza, estamos aqui na comunidade da irmã Ayla. Viemos gravar um podcast com ela, o Haroldo veio fazer alguns seminários aqui.

E não podemos deixar de conhecê-la, de conhecer a sua comunidade, conhecer a sua biblioteca. A Haroldo estava aqui como se estivesse num parque de diversão. A biblioteca dela tem simplesmente só 38 mil volumes. Conta pra gente, Haroldo. Nós estamos aqui na comunidade da nossa irmã, no duplo sentido, porque é uma grande amiga e irmã. E ela é irmã mesmo, de caridade, é uma freira. Nós estamos na comunidade da Nova Jerusalém, fundada pelo padre Caetano Menete, que é de fronte ao mar, de Fortaleza. Nós estamos num quadro maravilhoso, o mar, sentindo a brisa do mar, um solzinho gostoso.

E adivinhem, no último andar, o andar da biblioteca, que para mim é uma miniatura da de Alexandria. Olha só! A beira do mar, para conversar sobre como nasceu essa organização, como a nossa irmã Ayla veio até ela, como que essa biblioteca foi formada e como que os nossos corações se entrelaçaram com o da Ayla. Eu estou emocionado, estou até arrepiado, porque é um ambiente que está muito gostoso. Nós estamos aqui irmanados, né? Nessa vontade de conversar sobre as cartas aos hebreus. A irmã Ayla, ela tem só mestrado e doutorado que ela tem em cartas aos hebreus.

Então nós viemos vir cá bater um papo com ela, para ela falar um pouquinho para a gente sobre a tese dela, sobre o trabalho. Vamos para mais um episódio do Pode Ser. Bom, a gente está gravando aqui esse Pode Ser no bairro do Pirambu, onde fica localizada essa instituição dentro de Fortaleza. Fica aqui na costa oeste, uma avenida nova, até que acaba de ser aberta. Caminho que dá rumo aqui para quem sai de Fortaleza no sentido litoral oeste, e é uma região carente, de modo geral. Comunidade, que houve ocupações que foram sendo problemáticas ao longo do tempo e que tem se organizado ultimamente.

Essa avenida costa oeste, ela tem aberto aqui, dado essa área um pouco mais de fluidez no trânsito. E com certeza essa instituição é um dos pontos de luz, que providencialmente se colocam em locais dessa natureza para ajudar a erguer espiritualmente e também socialmente, na medida do possível, regiões como essas aqui, que existem em todas as grandes cidades do Brasil e dentro de Fortaleza, não é diferente. Aliás, nós estamos gravando esse podcast, né Tiago? De frente para o mar. Olhando para o mar. É uma experiência indescritível, você que está ouvindo.

Corre lá no site, que tem foto, tem vídeo, a turma está aqui filmando, porque é lindo, é lindo, é um quadro em movimento. E nós vamos deixar a nossa convidada especialíssima se apresentar. Claro. Quem é a Irmã Ayla por ela mesma? Então, gente, é muito difícil falar sobre si mesma, não é? Eu sou piauiense, nasci no interior do Piauí, em uma cidade chamada Castelo do Piauí. Hoje o lugar se chama Juazeiro do Piauí. E o lugar mais longe que eu pensava de ir era estudar o pedagógico em Teresina, na capital, e voltar para ensinar na escola, na única escola que tinha lá, que era a escola que meu pai ensinava, não é?

E Deus me levou por caminhos que eu nunca imaginei que iria. E um dos momentos de lançar voo foi conhecer a Nova Jerusalém, conheci em 87, atualmente tenho 47 anos, tenho 23 já dentro dos 24 anos que estou dentro dessa comunidade, não é? É muito tempo, entrei jovem e eu quis fazer um retiro diferente e tive um sonho que eu via escrito num lugar chamado Nova Jerusalém, uma parede escrita Nova Jerusalém no meu sonho. Mas aí deixei passar, só que nós fizemos um retiro do nosso grupo de jovem e foi nos apresentado um jovem que tinha tentado ser padre, mas não tinha dado certo, ele tinha achado melhor não seguir, não é?

Como padre. Isso lá em Teresina, esse retiro. E ele tinha estado aqui em Fortaleza, justamente nessa congregação Nova Jerusalém. Então ele nos foi apresentado e depois foi sorteado para a gente conversar dois a dois e eu fui sorteada para conversar com ele. Então ele perguntou assim, e aí o que você tem a me dizer? E eu brincando disse, eu sonhei alguns dias atrás com um lugar em que tinha uma parede escrita Nova Jerusalém, uma parede branca escrita Nova Jerusalém. E ele disse assim, ah, não está escrito Nova Jerusalém, está escrito Jerusalém Cidade de Deus.

Eu estive lá, é de lá que eu estou vindo. Aí eu fiquei curiosa. Ele me deu o endereço, eu escrevi, tive as informações e vim para um retiro. Então era um retiro de carnaval e até então é tudo normalmente, como qualquer retiro de jovens, mas na hora da missa o padre Caetano foi celebrar a missa e ele começou a explicar o Evangelho. Eu fiquei alucinada com aquilo. Eu me senti assim, tocada profundamente. E eu só pensava assim, eu quero explicar a Bíblia igual a ele. Quero explicar igual a ele. Olha o Dr. Honório daqui.

Todo mundo tem o Dr. Honório na vida. Todo mundo tem o Dr. Honório na vida, que delícia. Então ele explicou tão bem que aquilo me encantou e eu era louca por Bíblia, já tinha feito alguns cursos e tal. Foi assim que eu vim parar aqui e daqui ele reconheceu essa minha sede por um estudo bíblico e incentivou bastante o padre Caetano, que era o fundador daqui. E me incentivou mesmo, acreditava, me ensinou muitas coisas e eu aprendi muito com ele, tanto intelectualmente como para a vida. Então daqui é que eu avancei. Foi ele que me enviou para Belo Horizonte para fazer o mestrado.

Eu fiz sobre a Carta aos Hebreus. Daqui a pouco eu explico porque isso tem muito a ver também com o meu encontro com Haroldo. Foi a Carta aos Hebreus que promoveu o nosso primeiro encontro. E depois de Belo Horizonte para a Espanha e por fim estou de novo aqui. Agora já para tentar ajudar a somar. Sempre aprendendo, claro. Mas, Aíla, quando você encontrou aqui o padre Caetano, você já tinha formação religiosa? Tinha alguns cursos paroquiais. As paróquias geralmente têm cursos bíblicos e eu sempre fui muito chegada aos jesuítas.

A paróquia onde eu tenho jesuítas tem muita formação de bíblia. Eles privilegiam para que os jovens tenham a cultura de uma maneira geral. Eles são muito bons para isso. Mas, quando ele explicou, eu senti uma coisa diferente. O jeito dele explicar. E ele foi quem primeiro me despertou para o judaísmo. Ele foi quem primeiro colocou isso na cabeça. E eu descobri que o modo como ele explicava, além de que ele quis ficar nesse bairro, porque aqui tinha os pobres, ele poderia… Ele era um místico, tinha dons, mas ele não se gabava disso, quase não falava e não gostava que a gente falasse.

Ele era um intelectual e, ao mesmo tempo, ele era uma pessoa que convivia com os pobres como um pobre no meio dos pobres. Então, ele acreditava que essas três coisas, que a gente não podia viver do social, do intelectual ou da espiritualidade. A gente tinha que viver dos três. E que ele não gostava dessa guerra entre essas três dimensões. Porque, geralmente, na igreja católica, quando a pessoa é muito para o espiritual, não gosta do social, você é muito social, não gosta do intelectual, critica os outros, ele… Acho que isso aí era a fonte, a forma…

Era uma coisa presente na vida, profunda, de uma pessoa que tinha vida de oração, que tinha um contato forte com a espiritualidade, tinha a parte intelectual e essa convivência com os pobres. Tudo isso, junto, fazia com que a explicação fosse diferente, sabe? Como que fosse saborosa. A gente sentia o sabor na explicação. Era como um metal que tinha em cima. Tinha aquela alma, né? Isso me conquistou. Eu acho que é isso que faz… Todo jovem, aconteceu com Haroldo, que ele já contou várias vezes, que quando tem sede de conhecimento, encontra uma pessoa assim, se sente, realmente, que encontrou alguém que…

É uma fonte para beber, para saciar. Foi mais ou menos isso. Não tinha esse nome Nova Jerusalém, que vocês viram. Ele colocou por causa do meu sonho. O nome da congregação era Nova Jerusalém, mas o nome na parede é por causa do meu sonho. Que coisa! O nome que tinha antes era qual? Era assim, Jerusalém, Cidade de Deus. Do jeito que o menino disse. Quando eu contei o sonho para ele, eu disse, eu quero vir para cá. E ele, por quê? Eu disse, porque eu tive um sonho que foi assim e assim. Aí ele disse assim, é, você sonhou com o futuro.

Nossa! Bela, já que a gente está falando, a gente tem que contar um pouco da história do Padre Caetano, né? Fala um pouquinho sobre ele, como é que ele chegou no Brasil, porque ele é de origem… Belga. Belga. Ele é belga, ele não gostava que se dissesse que era filho de uma condessa chamada Augusta, o nome dele é Guetam, mas todas as vezes que ele dizia o nome aqui para os pobres, como era o seu nome? Guetam. Aí a pessoa dizia Caetano, aí ele acabou anotando Caetano, Guetam Minette de Tiesse, um nome francês, tem mais sobrenomes aí, é porque era só esse.

Tem vários sobrenomes como é comum nesses de família real. Então ele foi enviado para lutar na guerra, porque ele era de família real e não poderia deixar de ir. Isso marcou muito, era uma coisa que ele não queria, e acho que isso marcou a vida inteira dele. E quando ele voltou, ele foi para o mosteiro Cisterciense, que era um mosteiro bem radical, de silêncio, de penitência, de assédio, mas também de muito estudo da Bíblia. E ele ficou lá durante muito tempo se sentindo assim, protegido de alguma coisa que ele, talvez de si mesmo, do que ele viu na guerra e tudo mais.

Então ele depois foi enviado a Roma para estudar a Bíblia, porque o monge que era professor de Bíblia estava muito velhinho. Quando ele chegou em Roma, era aquela época anterior ao chamado Conselho Vaticano II, era a década, final da década de 50, e que tinha um movimento de nova evangelização, e a Europa estava muito traumatizada com o nazismo, com a guerra, e se sentia culpada de muita coisa e queria mudanças e tudo mais. E ele estava preso lá no mosteiro, então quando ele saiu, ele viu esse mundo que ele não conhecia.

Então ele ficou muito animado com essa coisa da evangelização e quando voltou ao mosteiro, ele propôs a abertura do mosteiro para que os monges pudessem sair e evangelizar as pessoas e tudo mais. Então ele dizia que só tinha tido uma guerra daquela promovida por países cristãos, porque eles não eram de fato cristãos, que eles não eram evangelizados. Então ele também se sentia assim que, ele dizia assim que a Europa tinha, na história a Europa tinha evangelizado a América, mas isso não era verdade. Que a Europa, se a Europa fez uma guerra, daquelas duas guerras, ele até colocou no nosso histórico, isso foi muito importante, essa questão da guerra para ele.

Então a Europa precisava ser evangelizada principalmente pelo Brasil, ele sentia alguma coisa com o Brasil. Ele dizia que o Brasil, que havia abertura para o evangelho e que o evangelho tinha saído da Europa para o Brasil e que era do Brasil que tinha que voltar para a Europa, porque na realidade a Europa não estava evangelizada. Meu Deus! Irmã, você está falando de coisas que eu não sei se você vislumbra, o quanto convergem com tudo. Eu vislumbro. Eu é que sou por fora. Como isso tudo converge, cada palavra que você está falando é sobre o padre Gaetano, Gaetano é…

Gaetano, não é? Gaetano. Pode chamar de Gaetano. Gaetano, vamos falar da forma mais fácil, que ele preferia ser chamado pelas pessoas. Você está falando de, você falou que na igreja católica as pessoas costumam se especializar ou é intelectual ou é para o social e tudo, mas essa não é certamente uma característica da igreja católica, é uma característica do ser humano e do meio espírita, a gente também percebe isso em todos os meios que a gente conhece e nós mesmos, eu pelo menos pessoalmente posso dizer que já tive as minhas fases de intelectualidade pura e de momentos distintos da vida.

Ação social. Ação social e hoje em dia a gente tem procurado chegar a um ponto de equilíbrio que o padre Gaetano já parece ter vindo a este mundo dentro dessa perspectiva e que com certeza ele influenciou muito no trabalho. Eu gostaria de lhe perguntar, você foi falando da história dele e como é que funcionava, a dúvida que me vem aqui, como é que funcionava na prática, o dia a dia de um homem que via e procurava aplicar no seu dia a dia esse equilíbrio entre frentes aparentemente tão distintas de ação como o intelectual que se reflete numa biblioteca tão vasta como essa que nós temos aqui e o trabalho engajado socialmente com pessoas de condições desfavorecidas socialmente e também você falou do lado da oração, da espiritualidade.

Como é que funcionava no dia a dia conviver com essa pessoa? Conviver com ele era assim, a gente acordava de manhã cedo e ele já estava acordado há muito tempo em silêncio total, parado. Às vezes ele estava na capela, às vezes estava aqui fora da capela, eu estou dizendo aqui como o pessoal, mas fora da capela, de frente para o mar. Ele ficava lá, sentava e ficava com o olhar parado, parecia que estava longe, em silêncio e aquilo era, ele era uma, a aparência dele era tranquila e tudo e aí às vezes a gente acordava, fazia algumas orações e ia varrer.

E ele simplesmente, quando a gente ia chegando perto dele com a vassoura para tirar as folhas das árvores, ele levantava com a cadeira, a gente varria ali e ele sentava de novo e ali ele ficava. E aí não acontecia nada para ele, parece que o nosso ato de varrer as folhas ajudava a orar e ele ficava em silêncio. E também muitas, aí esse era o início do dia, depois ele estudava um pouco, e ele fazia questão de ir daqui até a igreja, é mais distante a igreja, ele ia a pé, ia conversando com as pessoas, ele tirava um dia para atender as pessoas aqui, então vinha pessoas com, vinha pessoas doentes, vinha pessoas enfermas, vinha pessoas como vocês dizem, obsessão, obsidiado, vinha pessoas assim e ele simplesmente colocava a mão sobre as pessoas sem dizer nada, em silêncio e as pessoas ficavam boas.

Meu Deus! Ficavam boas, e ele tinha o dia para essas coisas, e de atender as pessoas, assim ele atendia, se a pessoa chegava e dizia assim, lá em casa não tem o que comer, ele ia lá, ele fazia questão de ir lá, e teve um tempo que ele se dedicou bem mais a essa parte social, que foi antes deles terem, do pessoal aqui do bairro, ter a escritura da casa, ele queria que tivesse uma segurança, então ele perdia muito tempo em órgãos do governo, até conseguir a casa, então se tiver um lugar onde morar, foi ele que planejou essa avenida leste a oeste, que hoje facilita a vida de todo mundo, o prefeito não acreditava que fosse, queria que viesse só até ali até a igreja, ele conseguiu com os amigos dele, umas fotos daquela época, da década de 70, umas fotos aéreas, para mostrar que era possível a avenida ir até lá no final, e fazia muito mutirão, quando ele dizia vamos, aí o pessoal retirava uma duna daqui, em questão de minutos, de horas, uma duna que ia levar dias para a prefeitura baixar, baixava uma manhã ou uma tarde, porque era aquele mundo de gente, para fazer, e ele lá, ajudando, tirando areia, tirando areia e lá, não só organizava, mas ele era o primeiro, e tudo o que ele via, ele usava no ensino da bíblia, eu me lembro de uma coisa que estava difícil para ele explicar, e um dos irmãos aqui dizia, eu não consigo entender, é igual aquela máquina ali que faz o concreto, não sei o que e tal, e aí explicou toda a parte da máquina, e esse irmão que tinha trabalhado na Constituição Civil dizia, ah, entendi.

Como fazia o grande professor, como fazia o maior dos professores. Era assim o dia dele, e ele estudava bastante, tinha essa coisa com as pessoas, de estar presente junto com as pessoas, no fim da vida ele ficou mais recolhido, acho que ele voltou ao mosteiro. Mas eu peguei em uma fase boa. Agora ele faltou uma parte, a parte da… Como é que funciona essa questão da oração, da espiritualidade, essa questão do dom, como é que ele via isso, como é que ele operacionalizava isso nele mesmo, como é que era isso? Bom, quando as pessoas diziam que tinha doença incurável, que tinha câncer, que tinha qualquer coisa que tinha vindo para cá e ele tinha feito a oração e tinha curado, a pessoa dizia assim, bom, é Jesus quem cura, tanto que ele nunca se tornou celebridade, ele nunca era aquela pessoa que, como acontece com outros desses místicos que tem, que fica, aquelas romarias, nunca ouve isso, porque ele tratava com tanta naturalidade, ele tratava tudo isso com naturalidade, mesmo porque ele não fazia gestos diferentes nenhum, ele chegava e fazia assim na pessoa.

Empunha a mão e acabou. Empunha a mão assim e a pessoa saía, empunha a mão e a pessoa saía, empunha a mão e assim. Às vezes fazia uma fila e tudo. Teve uma época que o bispo não gostou, disse que isso não estava legal, aí ele disse, não, não vamos nos preocupar, Jesus dá o dom e é Jesus que diz para as pessoas virem, então Jesus mesmo ajeita as coisas. Aí depois o bispo disse que podia ser na igreja, se as pessoas participassem da missa primeiro, porque aqui o que que acontecia? Que vinham pessoas de todas as religiões ou sem religiões, porque aqui é a nossa casa.

Aí dessa forma o bispo obrigou todos a primeiro ficarem numa missa, tá entendendo? Participar da missa, não vou deixar. Aí ele disse, não tem nada não, e as pessoas vinham, se era para aquilo as pessoas vinham, ficavam quietinho lá na missa, o bispo disse que eram dois dias, então era quarta e quinta, depois da missa, aí ele atendia essas pessoas que estavam doentes ou então obsediadas. Obsediados, né? Ela assistia a missa depois ele fazia esse tratamento espiritual. E ele tinha assim sonhos, ele tinha sites, essas coisas?

Eu acho que várias vezes ele conseguia, ele tinha uma visão de futuro, que eu acho que era uma visão intelectiva, só pelo menos ele não mencionava essas coisas, ele era muito simples, muito simples. Então ele dizia assim, nós vamos conseguir tal coisa, nós vamos conseguir uma biblioteca, nós vamos conseguir fazer esse prédio, nós vamos conseguir, e não tinha dinheiro para nada, nada de dinheiro, nada. Mas é porque as pessoas acreditavam quando ele dizia, porque ele tinha uma coisa que fazia a gente deixar a casa da gente, os pais da gente vir, morar junto com ele, para somar.

Um dia me perguntaram se eu tinha realmente vocação para ser irmã de caridade, eu disse, não sei, mas sei que quero apostar no sonho do padre Caetano. Que coisa fantástica. Conta pra gente um pouquinho como é que foi a construção dessa biblioteca, a formação dela, que é fantástica, né Aruto? É, aí nós temos que voltar um pouquinho, que assim, o mosteiro que ele estava era na Europa, qual país? Na Bélgica. Na Bélgica, em Orval. Aí ele se decide a vir ao Brasil, vir para o Brasil, como é que foi essa via eslumba que ele teve do Brasil, essa missão evangelizadora do Brasil?

Que ano, como é que foi isso aí? Ah, ele acabou chegando aqui, acho que foi em 68 para 70, foi quando chegou na Bahia. Então quando ele voltou para o mosteiro dele, ele quis essa abertura, teve um capítulo que é uma votação, né, para tomar novas decisões que vão mudar um tipo de sino do concílio, né. Então ele perdeu por um voto, então aí ele decidiu que ele tinha essa missão, não podia falhar, então ele optou por sair do mosteiro, pediu uma licença. E ele tinha conhecido um brasileiro, um monge beneditino da Bahia.

Então tudo que ele sabia era disso e veio para a Bahia, para o mosteiro beneditino, queria vir para o Brasil, a única coisa que ele sabia do Brasil era isso. Veio e como ele era um intelectual, colocaram para dar aula lá na faculdade, ele via que não era bem isso, mas ele sabia esperar. Então um dia foi o Padre Hélio, que era o que trabalhava aqui no Pirambu, e o Padre Hélio aqui era cheio de bandido, o Padre Hélio andava armado de verdade com revolver, andava armado e botava moral nos bandidos porque andava armado.

E aí o Padre Hélio foi visitar o mosteiro de Salvador e lá encontrou o Padre Caetano. Então quando o Padre Hélio chegou de volta aqui, ele foi escolhido para ser bispo no Maranhão, em Viana, no Maranhão. E nenhum padre queria vir para cá porque estava cheio de bandidos. O Padre Hélio escreveu para a Bahia, e o Padre Caetano, você é maluco, você não quer vir para cá? E o Padre Caetano quer, e aí veio. E quando chegou aqui o Padre Hélio disse olha que você tem que andar armado que está cheio de bandido. Ele pegou uma bíblia e disse, eu vou andar sempre armado, e andava com a bíblia.

Dizia que uma bíblia é uma arma mais poderosa que o revolver. E os bandidos respeitavam, os bandidos respeitavam, respeitavam todos nós. Colocou a autoridade moral dele? Foi, ele tinha uma coisa assim, aquietava, acho que o semblante dele, o jeito dele. Só que os bandidos foram se convertendo aos poucos, outros morreram, e foi amenizando a violência aqui com a presença dele. E aí ele começou a pergunta do Thiago. A questão da biblioteca. Eu ia assim, colocando a pergunta só em outro, recontextualizando ela, você falou de uma alma profundamente envolvida com a comunidade, com o meio em que estava inserido, uma alma também profundamente devotada à própria edificação espiritual.

Em que tempo ele arrumava para se entregar à intelectualidade que se reflete nessa biblioteca tão grande? Só uma contribuição das imagens que estão me vindo a respeito dessa figura. Algumas imagens que me vieram foi do silêncio divino de José. Ela fala assim, de manhã ele estava ali parado, e aí sentava, e falava mais ou menos inabalável. E aí eu me lembro dos comentários do Haroldo, nos 7 minutos, quando ele falava que José foi mais ou menos assim, e dentro do seu silêncio, era um silêncio completamente construtor, e defendia Jesus, o menino, defendia Maria.

No entanto, ele sempre teve aquele silêncio divino. Nessa belíssima mensagem de Emmanuel, ele destaca que há vários vultos masculinos no Novo Testamento. Nós podemos pensar em Simão Pedro, em João Evangelista, em José de Arimatea, em Simeão e tantos outros. E muitas vezes nós, quando comentamos sobre essas pessoas, focamos a nossa atenção nas quedas, nas falhas, sobretudo aquelas ligadas ao momento da crucificação, quando todos abandonaram Jesus. Mas aqui diz Emmanuel que é preciso voltar o nosso coração para um homem integral.

José da Galileia. Diz Emmanuel que ele foi tão profundamente espiritual que o seu vulto sublime escapa a análise humana. Não há material historiográfico sobre José da Galileia. Muito pouco nós sabemos sobre ele. Mas o que nós sabemos, e essa é a beleza da mensagem de Emmanuel, que houve um tempo que o Criador e os Espíritos que dirigem o nosso sistema solar entregaram a esse homem, José da Galileia, Maria e o Menino Jesus. Todo futuro do Evangelho, todo futuro da missão do Cristo, esteve um dia nas mãos desse homem.

E como José é um símbolo da ação de Deus no Evangelho, diz assim Emmanuel que ele passou no mundo dentro do divino silêncio de Deus. Porque Deus age em silêncio, sempre se oculta, nunca aparece, nunca se destaca. Diz Humberto de Campos que Deus não concorre com a vaidade das criaturas humanas. E assim foi José, esse homem sem história detalhada, sem historiografia abundante, mas de ação genuinamente espiritual. Jamais abandonou a carpintaria, jamais abandonou o lar e foi aquele primeiro esteio, aquela primeira base na qual Jesus pôde confiar para erguer o seu imortal Evangelho.

Esse é um homem integral, é um homem absolutamente evangelizado e em comunhão com Deus e com o próprio Cristo. José da Galileia Música Música Música Me faz lembrar ainda mais silêncio, me faz lembrar silêncio do Sócrates. Não sei se é em Banquete que um dos discípulos que seguia Sócrates contava ele inabalável, às vezes no meio de uma guerra, contemplando aquele cosmos bonito que passava por a cabeça dele, quer dizer, essa ascese espiritual. Mas também quando você disse quando ele voltava para o mosteiro e que ele veio de lá, me fez lembrar também do silêncio que o Bento XVI um dia falou quando visitou Auschwitz, aquele gueto e tal, que ele chegou lá naquele lugar que aconteceu tanta ferida na humanidade e perguntou assim, mas Deus, onde tu estavas que se calou?

Mas numa ferida profunda que estava dentro do coração e que deve ter ficado no coração de muita gente e por isso que alguns devem ter escolhido se reservar um pouco para ver se recuperava e retornava à batalha, né? É, Ele tinha essa coisa do equilíbrio entre o silêncio e a palavra. Ele escrevia muito, os artigos dele geralmente eram lidos fora porque aqui no Brasil eu acho que não estava o momento, hoje em dia, alguns estudos de Bíblia que ele fez, agora, 30 anos depois, estão sendo usados. Olha, eu cheguei aqui na década de 80, o padre Caetano já tinha um estudo sobre a palavra evangelho, o termo evangelho, na literatura judaica, naquele tempo na igreja católica, ninguém reportava o judaísmo para explicar a escritura.

Agora sim, o artigo tem mais de 30 anos e aí ele… Agora já é moda, né? Então ele escrevia muito em francês para poder ser lido pela Europa, então ele mandava os artigos para lá e tudo. Mas ele tinha essa coisa de silenciar porque ele dizia o seguinte, tem coisas que a gente pode fazer, então essa coisa que a gente pode fazer a gente pega e faz. Tem coisa que a gente pode exhortar e a gente deve exhortar. Mas tem coisa que não é… você não tem… esbarra na limitação, no livre-arbítrio da outra pessoa, você esbarra naquela limitação humana, na impotência do ser humano de realizar certas coisas, então você cala e deixa Deus fazer.

Você cala para ver o que Ele está fazendo, deixa que Deus faz. Então ele ficava muito tranquilo com isso, aquilo que era possível fazer, tudo bem, o que não é possível fazer, um dia Jesus faz, Ele já está fazendo. Então é por isso que a gente também chama Nova Jerusalém. Porque ele gostava muito do Apocalipse, viu Haroldo? Ele gostava do Apocalipse e ele tinha essa leitura bem sobre essas coisas todas, que é uma coisa mais científica mesmo do Apocalipse. E aí ele dizia o seguinte, a Nova Jerusalém é um mundo que Deus já está fazendo.

É um mundo diferente do mundo que nós vivemos, Ele já está fazendo. Então pra gente… E é Ele que está fazendo, então isso aqui vai passar por uma transformação e nós vamos pra esse mundo que Deus está fazendo. A linguagem bíblica não sabe direito o que é, mas Nadir diz que é algo como a Nova Jerusalém. Então nosso nome é Nova Jerusalém porque Deus está fazendo esse mundo pra onde nós vamos e nós estamos acreditando nisso e pra mostrar que Deus já está fazendo e que Ele já está acontecendo por aí, nós já temos esse nome.

E pelo menos a gente não atrapalha a obra de Deus. É muito interessante. E se confirmou essa intuição que ele teve do Brasil nesse papel de evangelização do mundo ao longo do tempo dele, da permanência no Brasil. Ele via assim, do lado católico ele tinha esperança na renovação carismática. Mas ele dizia que a renovação carismática era uma dimensão bem mais da espiritualidade católica que estava apagada durante muito tempo. Só rituais externos e ou muito intelectualismo ou só a ajuda social mesmo sem uma experiência forte com a dimensão espiritual.

Mas aí ele achava a renovação carismática ele começou a achar muito superficial. Porque aí ficou uma mítica sem o estudo. Perdia as outras conquistas pra conquistar outra. Mas ele gostava do Brasil, essa coisa das diversas religiões, diversos modos de ser. Mas era um país religioso. E aí ele era muito pelo diálogo ecumênico e nos ensinou isso. Alguns aprenderam, outros não aprenderam, mas acho que a maioria é aberta. E aí ele acreditava nisso. Ele dizia assim que a alma do brasileiro é uma alma mística. Precisa trabalhar isso.

Precisa dar o equilíbrio com as outras dimensões. O brasileiro precisa honestidade, precisa trabalhar a questão da honestidade. Precisa de outras coisas, mas ele é aberto à ação de Deus. Ele achava que o Brasil tinha uma abertura maior. E aí ele dizia que o estudo que se faz em Roma e que ele fez em Roma, deveria ser feito aqui. E nesse estilo junto com o pobre. Ele escreveu um artigo das Areias do Pirambu, falando desse bairro. E para europeu ler que o estudo tinha que ser assim, encarnado. Um estudioso que o quarto dele era pra lá, que era do outro lado, que tem a favela.

Todos nós preferimos ficar contemplando o mar. Ele contemplava de manhãzinha e depois ia pro quarto dele estudar. Lá ele ficava junto com os pobres. Uma vez tinha uma fumaça que entrou no quarto e ele chegou na janela e disse, o que é? A casa tá tendo incêndio. Aí a senhora lá embaixo disse, não. É que eu tô fazendo um chá pro meu filho. E eu tô fazendo algumas lenhas, uns gravetos que eu encontrei porque eu estou sem gás. Aí ele saiu, rodeou todo esse quarteirão e foi lá pra resolver o problema do gás e da comida, que a mulher tava com fome e tudo mais.

Então ele achava que o intelectual que tá lá estudando um texto numa escrita cuneiforme e tem um vizinho que tá passando fome e ele deixa pra ir lá, ele entende melhor o texto quando ele volta. E ele olha melhor quando for lá. Então ele queria essa biblioteca por causa disso. Ele quer aqui. Ele disse que é aqui. Ele tinha essa visão de futuro, que é aqui. Então é por isso que ele dizia, eu tenho que fazer alicese. Meu papel é fazer alicese. Uma comunidade que se dedique a isso que eu tô dedicando. Uma biblioteca é o alicese pra um instituto que vai estudar a Bíblia.

O alicese da casa, que tem vários lugares aqui que é alicese mesmo, que a gente ainda não construiu aquilo que tinha que construir, né? E é preciso dizer que essa biblioteca aqui tem material impressionante em aramaico, cuneiforme, assírio, egípcio, tem hieroglifo, o Pátrio Caetano lia em hieroglifo. Esse é o homem. Tem os códices, que estão aí as fotos, tal e qual está nos museus. Tem Alepo e Leningrado que o Haroldo viu e achou bonito. Gente, o Haroldo tava aqui como se estivesse na Disneylândia, viu? Primeiro ele ia na roda gigante, depois vinha na montanha russa, daí a pouco ele ia comer um algodão doce.

E agora nós vamos ter que escrever o projeto aqui de catalogação bibliográfica dessa biblioteca do padre e da instituição Nova Jerusalém e escrever o projeto de digitalização dessa biblioteca, porque não é possível que a gente não consiga catalogar e digitalizar isso. Isso aqui é um patrimônio que o padre deixou para a humanidade, aqui para o Brasil. Eu estou muito impressionado, porque é uma biblioteca gigantesca. Há Coisas aqui absurdas para quem conhece a coleção Leib Classical da British Library. É uma coleção com todos os autores latinos, todos os autores gregos, tradução, texto bilíngue.

São centenas de volumes. Lessus Cretien, que é a coleção dos pais da igreja latinos e gregos. Patrologia de Mines. Mas é muito rica mesmo. Eu acho que o legado que ele deixou aqui, daríamos para nós montarmos um instituto de estudo bíblico no Brasil à altura de um instituto internacional mesmo. E está aqui sem o recurso para fazer a catalogação bibliográfica e para ser um recurso para digitalizar. E a gente espera que esse podcast seja a primeira pedrinha do alicerce que a gente vai colocar para realizar esse sonho.

E é uma promessa que eu faço aqui ao Pato Caetano. Eu não desencarno sem cumprir essa promessa. Eu, como fortalezense, reconheço que eu jamais suporia que houvesse um material como esse aqui. Como fortalezense, eu não posso deixar de falar o pirambu. Pois é, isso é o que eu ia falar. O pirambu é conhecido como um bairro violento, precário. Trabalhando como repórter, já vim fazer muitas matérias aqui no pirambu, mostrar muita coisa ruim que já aconteceu e que acontece aqui. Claro que temos iniciativas boas como o Pirambu Digital, um programa muito bacana de inclusão digital, inclusão social, dentre outros que tem por aqui também, o Cul, que agora está sendo feito.

Mas isso aqui que eu vi, não tive alguma pincelada de estudo bíblico, de manuscritologia por conta própria, algum tempo atrás. Talvez eu não consiga nem entender a grandiosidade disso aqui, como a Irma Aíla e o Haroldo entendem a sutileza, mas dá para perceber que é um material de extrema riqueza e que você jamais suporia encontrar aqui. Então certamente merece toda a atenção e o esforço para a manutenção e para a divulgação desse material. Falamos tanto do padre, falamos do material, mas acho que a gente pode retomar a influência de tudo isso no trabalho da Irma Aíla.

Acho que a gente pode voltar a puxar a ponte. Como é que ela chegou aqui, né? Eu lembrei do versículo do Evangelho, né? Que pode vir da Galileia, não ser verduras e feijos? Que pode vir do Pirambu? Simplesmente a maior biblioteca de estudo bíblico, né? É mais uma vez Jesus pregando uma peça na gente, né? Todo esse material aí, nós não teríamos recursos para conseguir esse material. Todo esse material ele ganhou. Doação. Doação de museu, doação de biblioteca particular, doação de editora, doação… Foi tudo doação, né?

Porque as pessoas, ele conseguia fazer com que as pessoas acreditassem nisso. Então, quando eu vi o Haroldo lutando por uma biblioteca, eu disse, olha, o Haroldo é o cara mais parecido com o Padre Caetano que eu já vi em toda a minha vida. Eu cheguei em casa e disse para os meninos, olha, vocês não ouviram que o Haroldo parece que está começando tudo de novo. Porque a gente via essa biblioteca primeiro esteve no quarto do Padre Caetano, depois transferiu para onde hoje é o Reveitório e depois veio para cá. E aí, quando a gente estava transportando os livros do Haroldo, eu disse, filme, repeti, seja muito.

Gente, eu preciso dizer que a Irmã Ayla ajudou a carregar, na época eu fiz a mudança do Amazonas, a Irmã Ayla ajudou a carregar livro para o quarto e guardar. Carregar livro. Foi. Então, eu disse, olha, esse filme eu já vi. Só que agora o Padre Caetano está lá na Nova Jerusalém conduzindo a gente, falando assim, meu filho, você começar tudo de novo, pode aproveitar o que já foi feito. É, porque seria muito bom. Eu fiquei muito animada quando vi o Haroldo conseguir, assim, também da mesma forma que o Padre Caetano. Ele fala para as pessoas, as pessoas dizem, é mesmo, vou apostar nesse projeto do Haroldo.

E aí, é muito parecido. Então, bem, eu vim para cá, estava aqui estudando, o Padre Caetano via que eu ele, como ele tinha essa visão de futuro, eu acho que ele via assim, hoje em dia dizem que a parte intelectual, eu peguei de frente mesmo, estou levando, não sei as outras, mas a dimensão intelectual tenho estudado, mas eu, como eu convivi com ele de perto, então, vi que era importante essas três dimensões, então, às vezes as pessoas não sabem, porque ele sempre foi muito discreto aqui, ele nunca foi fazer alarde, mas isso aqui sempre esteve aberto, veio gente, os daqui não sabiam, mas vinha gente do Rio de Janeiro, por quê?

Porque pessoas que liam os artigos dele, diziam, olha, lá em Fortaleza tem uma biblioteca, você não precisa ir para Roma, lá tem uma biblioteca que você pode encontrar esses livros, os orientadores mesmo mandavam os pesquisadores para cá, se hospedam aqui, ficam aqui, pode pesquisar à vontade aqui. E esses artigos do Padre Caetano, eles têm disponível para acesso? Olha, tem muita coisa que foi publicada por meio impresso e que a gente teria que, é uma das propostas também, a gente fazer um levantamento, olha, a gente quer aquilo que ele sempre quis, que é a biblioteca, ela não pode ser uma biblioteca privada, porque ela é uma biblioteca especializada, é para pesquisas avançadas no estudo bíblico.

Então, o problema é que as pessoas desconhecem a existência da biblioteca. Então, nós precisamos catalogar, precisamos lançar esse banco de dados na internet. Então, quando a pessoa procurar uma obra, sabia que tem aqui, para não pegar um avião e ir a Roma, ou ir a Jerusalém, tem aqui, não é? Então, é o que ele pensava. Bom, então, ele me mandou para estudar, fazer um mestrado lá em Belo Horizonte, que ele via que os jesuítas poderiam conduzir melhor as coisas. E lá, eu tive um professor, que agora é superior dos jesuítas aqui no Brasil, um padre espanhol, Carlos Palácio, e ele, a matéria dele era Cristologia, era sobre Jesus Cristo, Jesus histórico, aquelas coisas da Galiléia, na época de Jesus, etc.

E, bom, ele falou nas aulas que o documento do Novo Testamento, que era a mais alta Cristologia, a Cristologia mais profunda, estava na Carta aos Hebreus. Mas, ele não ia tratar muito disso, porque havia uma matéria sobre Cartas de Paulo, e que tinha a Carta aos Hebreus. Para não entrar na área do outro professor, ele ia falar pouco. Mas, o pouco que ele falou, me encantou. Me despertou. Só que eu não entendia nada. Eu lia, mas achava bonito. Não descia, sabe? Não conseguia entender as coisas dessa Carta aos Hebreus.

Então, eu falei com ele várias vezes, e ele disse, não, Aíla, você vai ver isso com o professor das Cartas de Paulo. Bom, o professor sobre as Cartas de Paulo, quando foi no último dia de aula da matéria Cartas de Paulo, ele mencionou a Carta aos Hebreus, vagamente, e disse, bom, mas é uma Carta que é muito controverso, porque ninguém sabe se é de Paulo ou se não é. Neste caso, a gente não vai se deter muito a ela. Não durou uma hora sequer esse estudo da Carta aos Hebreus. Fiquei decepcionada, porque o outro dizia, você vai ver, você vai ver, e eu cedendo, cheguei lá e não vi.

E mesmo porque os colegas estavam tudo pensando já nas férias, na última aula daquela matéria. Então, eu telefonei para o padre Caetano e disse, estou arrasada, e contei para ele. Ele disse, ah, depois vou lhe dar os nomes de uns autores para você já ir lendo e vá recolhendo tudo que você puder recolher de Cartas aos Hebreus, para você estudar, porque se você sente que essa carta, esse escrito é que está te apaixonando, esse escrito te escolheu, porque ele disse que foi escolhido pelo Evangelho de Marcos. Ele era especialista no Evangelho de Marcos.

Que coisa! E aí ele disse, que é o escrito que escolhe a gente. Ele disse, o escrito te escolheu, então é esse. É sobre isso que você vai fazer mestrado, então. Eu disse, ah, mas eu acho que não vou não, porque é muito difícil. Mas aí comecei a pesquisar sobre a Carta aos Hebreus, e antes mesmo de terminar a graduação em Teologia… E… É… Achei muito interessante, começando a entender e tal. E fiz o mestrado, com algumas dificuldades, porque o meu orientador não concordava muito e tal. Mas eu disse, a maioria das coisas eu disse, bom, vou resolver num doutorado.

Então faltou a dimensão mais judaica, que pudesse ajudar a trabalhar, entender melhor a Carta aos Hebreus. Então ficou mais para um doutorado, eu aprofundar mais num doutorado. Então, quando comecei o doutorado, que comecei a estudar a Carta aos Hebreus, dentro da perspectiva judaica, à luz do Talmud, e de outras coisas, mesmo sem ter estudado nada sobre judaísmo, né. Então, todo mundo que eu encontrava, que eu falava sobre o que eu estava pesquisando, a pessoa dizia, olha, eu vou te dizer uma coisa. Por exemplo, eu fui conversar com o pessoal dos…

que era o judeus messiânico. Ele disseram, olha, Ayla, bom, eu conheço um cara que pode te ajudar. O nome dele é Haroldo Dutra Dias. Ele gosta dessa coisa de Carta aos Hebreus, ele gosta de judaísmo, você tem que falar com ele. Aí, tudo bem. Então, eu tive aulas com o Pascal Pezet. E o Pascal perguntou… Perguntou o quê que eu estava pesquisando. Fui explicar e as minhas dificuldades. Aí o Pascal, Ayla, olha, tem um amigo chamado Haroldo Dutra Dias, você tem que conhecer esse cara e trocar umas ideias com ele. Eu falei, ok.

E o Haroldo, longe, não estava em Belo Horizonte, na época, estava em Mantena. Aí, tudo bem. Bom, eu fui ver o lá, o vendedor de livro, nosso amigo, Alexandre, e ele disse, Ayla, você tem que conversar com o Haroldo. Tudo bem. Mas aí, eu conheci, através do meu professor de espanhol, eu conheci o Luiz Sérgio Marota e o pessoal do Manoel. Aí ele te disse que você tinha conhecido um tal amigo, Haroldo Dutra Dias. Ele disse assim, Ayla, sobre o que você está estudando? Eu disse, sobre a Carta aos Hebreus. Então, você explica a Carta aos Hebreus para nós?

Aí, eu comecei na escolinha do do inglês, as aulas do inglês, depois da aula do inglês, no sábado, eu encontrava com o Luiz Sérgio e com a turma que ele escolheu lá para a gente estudar a Carta aos Hebreus. A gente estudava a Carta aos Hebreus e eu mostrava o que eu já tinha pesquisado, conseguido assimilar e as minhas dificuldades. Aí, o Luiz Sérgio e todo mundo disse, você tem que conhecer o Haroldo Dutra Dias. Ele disse, ok, eu já entendi, eu já entendi. Agora, eu só quero o seguinte, me ajudem a encontrar o Haroldo Dutra Dias, porque eu já entendi.

Eu já entendi, eu me submeto. Agora, eu preciso ressaltar o seguinte, ela está falando assim com humildade, mas era o Luiz Sérgio Marota do Grupo Espírita Manoel Felipe Santiago e é uma turma do Grupo Espírita. Então, nós tínhamos uma irmã ensinando Carta aos Hebreus à turma espírita na sala do Luiz Sérgio. Então, uma coisa maravilhosa, assim, linda, né? E aí, eles me explicaram tanta coisa que eu dizia, bom, eu não sei como é que vocês falam isso, assim como eu estou falando aqui, o termo é esse. E eu dizia, eu não estou entendendo nada, eles me explicavam, foi uma troca de conhecimentos muito bonita.

Muito legal e uma amizade que nasceu. Aí, foi que o Luiz Sérgio disse, olha, eu não aguento mais, eu tenho que saber quem é este Haroldo do traduzir. Porque o mundo inteiro está conspirando. Para a gente encontrar. Aí, o Haroldo me emprestou o DVD Paulo Estevão. O Luiz Sérgio. Aí, eu cheguei em casa, coloquei o DVD e fui assistir, né? Aí, as minhas irmãs de comunidade diziam, quem é esse? É um pastor? O Haroldo pode gravar? Eu disse, não, ele é o Luiz Sérgio. De gravata até na cabeça raspada. Aí, eu disse, não, ele falava tão empolgado, né?

Eu disse, não, ele é um expositor espírita que está falando sobre a Carta aos Hebreus, sobre o Paulo, sobre o Estevão e tal. Aí, eles disseram, olha que interessante. E aí, assistiram junto comigo e tal. Foi muito legal. Aí, eu fiquei eu fiquei, assim, ansiosa e temerosa, não é? Porque o Haroldo é juiz. Acho que eu falava juiz, assim. Dá aquele medo, né? Me bateu um medo, um tabu. Mas aí, ele parecia muito sério naquela época. Eu disse, ai meu Deus, esse juiz sério desse jeito, um intelectual, não sei não, meu Deus, o que será que Deus quer comigo?

Aí, eu fiz tantas preces pra Deus me dar graça. Gente, isso é ridículo, mas Deus me dá graça de gostar do Haroldo. Ah! Olha, eu botei o olho no Haroldo e em cinco minutos de conversa ele era o meu melhor amigo de infância. Aí, a gente… Não esqueci do medalha que eu não esqueci que era juiz, esqueci tudo. Mas é isso. Falei demais. Nós estamos aqui hoje pra poder gravar sobre a Carta aos Hebreus. O papo tá muito bom, mas acho que a gente precisa começar a entrar, senão o nosso tempo aí, como é que tá? Já tem cinquenta e três minutos de papo já.

Mas agora tá entrando, velho. Calma, velho. Tá começando a entrar. Tá ansioso. Isso foi a introdução. Essa é a introdução. Uma breve introdução da Carta aos Hebreus. Não! Mas aí, na verdade, a gente conheceu Emaíla e juntou o Pascal Pizet, Jacir, eu, as conversas com o Enéas, o Igor, a turma toda, e a gente tava vivendo também um momento de efervescência, de despertamento pra questão do judaísmo, e que acabou culminando na nossa viagem pra Jerusalém em que o Pascal foi o grande guia, que ajudou a gente a trazer todo o material, e a mergulhar também, porque é uma coisa difícil de entrar, né, Aíron?

É difícil de entrar no mundo do judaísmo. Precisa de um guia mesmo, de alguém pra conduzir. E foi uma troca maravilhosa, e a gente tava sempre marcando de vir aqui, de encontrar, e não tinha tido oportunidade ainda, né, Aíron? Mas e o doutorado? Foi bom? Aí conseguiu entrar, Aíron? Bom, o mestrado me deixou com muitas questões, sabe? Por causa da falha que eu tinha na questão judaica, certo? Porque é o seguinte, a carta aos hebreus, ela é um escrito muito profundo, e ela tem muita coisa que somente um fariseu com alto grau de instrução, né, poderia fazer esse tipo de reflexão.

E aí, como nos faltam esses elementos, né, que eles supõem que a gente, que o leitor tem, né, a carta supõe que o leitor tem esses elementos, então algumas coisas a gente fica meio boiando, né, a gente fica sem entender. Então, eu mencionava algumas coisas, e o meu orientador dizia, mas você não tem como argumentar, você tem conhecimento, você tá certa disso? Eu disse, não. Eu tinha as intuições, mas me faltava o conhecimento do judaísmo. E foi lá na Espanha que, lidando com os especialistas do judaísmo, foi que a coisa clareou.

Então, o mestrado foi mais essa relação entre o Antigo e o Novo Testamento, como foi que ele fez isso a partir de Jesus Cristo. Então, é muito interessante que ele vai tratar, esse texto que você leu aí no início é muito importante, porque ele compara tudo que veio antes de Jesus com o Outrora, com a maneira como Deus foi falando de diversas formas, através de diversas pessoas e tal. E depois a maneira como nós fomos esclarecidos sobre Deus através de Jesus Cristo. Então, ele tem uma argumentação muito interessante que, basicamente, o centro da carta é a afirmação de que Jesus é um sumo sacerdote, mas um sumo sacerdote que age em um templo celeste, que não agiu, que não realizou ritos no templo de Jerusalém, mas que realizou, fez uma entrada, depois de estar aqui neste mundo, ele fez uma entrada no santuário celeste.

E aí é muito interessante, porque ele diz assim, ora, havia um santuário celeste e Deus deu uma visão a Moisés, e Moisés tentou copiar a visão que teve num santuário no deserto. E aí o santuário do deserto foi copiado no Templo de Jerusalém. Então, o templo de Jerusalém seria uma cópia da cópia. E aí as pessoas se firmavam no templo de Jerusalém para rejeitar Jesus, enquanto ele diz, olha, ele diz que o santuário de Jerusalém é uma cópia da cópia do santuário celeste. E o sumo sacerdote em Jerusalém é uma cópia do sumo sacerdócio celeste.

Então, a coisa, a realidade mesmo, a verdade mesmo está nessa dimensão, nesse mundo espiritual, para falar o termo de vocês, né, nesse mundo espiritual que nesse mundo espiritual tem Jesus à frente desse mundo aqui que nós vivemos, mas que ele deu entrada aqui e depois voltou para esse mundo espiritual. Lá, ele é um sacerdote, um sacerdote eterno, dentro de um templo, um templo celeste que Moisés tentou copiar. Então, Moisés tentou copiar, e quando tentou copiar, copiou um sacerdote que sacrificava bodes e cordeiros e não sei mais o quê.

E ele disse que não, bem, o que Deus queria, isso aí serviu enquanto não veio o definitivo, essa coisa provisória serviu. E ele chama isso de rascunho, de planta, sombra, né, cópia. Então, o que deveria ser mesmo é isso que Jesus realiza, essa situação de Jesus. Então, se apegam a essa realidade que tenta copiar, mas essa realidade da cópia já passou, porque se o definitivo já veio e mostrou que aquilo ali era só uma cópia, então, o tempo da cópia passou. Então, a gente tem que desapegar daquele templo de Jerusalém, daquele sacerdote de Jerusalém, daqueles sacrifícios de animais, porque o verdadeiro sacrifício foi um sacrifício da própria vida que Jesus fez.

Ele diz, olha, as pessoas tentavam substituir a sua própria oferta num sangue de animal, mas do que um animal tem a ver com um ser humano? Agora, quando um ser humano se ofertou a Deus por todo ser humano, aí ia acontecer um sacrifício definitivo, não é preciso outro sacrifício. Então, o meu orientador ficava preocupado com essa linguagem, que está lá na carta do Hebreu, então não sei o que estou dizendo, mas ele estava preocupado porque a Igreja Católica, ela explica a Eucaristia, a celebração da missa como um sacrifício, é o sacrifício de Jesus, mas ela explica.

E ele dizia assim, mas você está dizendo que não se deveria fazer mais nenhum ritual nem esse, eu falei, bem, a carta dos Hebreus está dizendo que não precisaria mais. Ele ficou meio apavorado com essas coisas, eu disse, bom, então cuidado com o que você está dizendo. Uma dúvida assim, que eu acho que vem a calhar nesse contexto que a gente está falando aqui, uma dúvida leiga até, mas ao que me consta, se eu estiver errado, corrijam-me, a epístola ela teria sido escrita em grego. Essa é a informação correta? Escrita em grego.

Aí a minha dúvida, num dos melhores gregos. Num dos melhores gregos, justamente, era o que eu sabia. E aí vem a minha pergunta, por que um judeu escreveu para judeus em grego? Não tinha problema não, sabe, porque na época o grego era a língua universal do Império Romano e nem todo judeu, judeu culto estava em Jerusalém e era tido como usava o hebraico no dia a dia. O hebraico era mais uma língua litúrgica. Litúrgica. Então, aqueles que quisessem, que estavam na terra de Israel, podiam falar o aramaico também em casa.

Mas para ser lido por todo mundo, porque tinha judeus em Alexandria, judeus em Roma. Corinto. Judeus em várias partes do Império Romano e que teriam mais facilidade para entender um escrito num grego culto. Então, não necessariamente para judeus se escreveria em hebraico. Era uma língua mais litúrgica. E ele também tem alguns termos que ele trabalha e que em grego fica melhor como o termo diateque, que é aliança e pode ser traduzido por aliança ou testamento. Já em hebraico não dá certo e ele faz um jogo de palavras com esse termo.

Então, quando morre o testador, o testamento passa a ser válido. E aí, em grego também o testamento está lá, a aliança passa a ser válida. Então, tem algumas coisas que ele usa que só funcionam em grego. Só funcionam em grego e ele aproveita essa coisa da língua. Agora, o mais interessante é essa explicação, porque para ele o tema central é este, do sumo sacerdote, para ele explicar o que é sumo sacerdote. Então, ele vai à essência mesmo do termo, do que significava que é o mediador. Na linguagem de vocês seria o médium.

Então, ele diz que o único mediador entre Deus e o ser humano é Jesus Cristo. Certo? Entre Deus mesmo e o ser humano é Jesus Cristo. O Kardec diz isso, o médium de Deus é Jesus. Ele fala mediador. Então, porque o médium é um termo latino, o que quer dizer mediador. Medianeiro, meio. Então, ele explica o seguinte. Ele vai tentar derrubar os mediadores, porque ele assume que existem mediações secundárias, dentro da mediação de Jesus, que ele vai assumir no capítulo 12. Bem no início. Que é a nuvem de testemunhos, a nuvem de martes.

Mas, ele diz que entre Deus mesmo e nós, o mediador é Jesus. Então, ele começa dizendo o seguinte. Essa é uma explicação de porque que é em grego. Na parte mais de Alexandria, mas também de Cunhã, havia uma exaltação das figuras angélicas. Os anjos ministravam num santuário celeste, num templo celeste. Cunhã tem isso e havia uma ênfase demasiada nos anjos. Então, ele diz. Os anjos são importantes, mas entre nós e Deus, há nenhum anjo. Deus diz, senta-te à minha direita. Há nenhum anjo. Ele abre epístola justamente com essas coisas.

Anjos e Jesus. Quanto os anjos as pessoas tiverem com essa devoção aos anjos, nesse sentido que está, não tem espaço. Não conseguirão compreender o papel de Jesus como o único mediador. Então, é preciso colocar os anjos a serviço. Eles são servidores, eles são ministros. Mas eles não têm aquele lugar que pensavam que era dos anjos, é unicamente de Jesus. Aí, também, a outra coisa é Moisés e o sacerdócio terrestre. Então, ele passa para tratar de Moisés. Aí, ele diz assim, olha, os anjos eles não foram escolhidos como mediadores pelo fato de estarem numa situação distante dos sofrimentos humanos.

Um anjo não é capaz de estar sabendo agora o que que chegar até você. Você está sentindo algo, uma solidão, uma coisa assim. Ele já está muito distante dessa sua realidade que você está vivendo. Então, ele não poderia te representar diante de Deus. E, além do mais, ele ainda está distante de Deus. Porque ele ainda está abaixo de Jesus. Entendeu? Aí, ele diz assim… É uma outra hierarquia. Ele diz assim, nem está tão próximo de nós que possa nos ajudar, nem tão próximo de Deus para levar o recado. A escala espírita.

A escala espírita. E aí, aqui é uma coisa muito interessante. E Jesus, por ter encarnado… Ah, e ele está perto… Fermentou a humanidade. Fermentou a humanidade. E aí, o meu professor de Cristologia dizia que o escrito que mais coloca a humanidade de Jesus é a Carta aos Hebreus. Eu dizia, mas como o Evangelho é sobre a vida de Jesus? Ele dizia, não, a Carta aos Hebreus é que diz que ele teve medo da morte. A Carta aos Hebreus é que ele diz que ele orou, ele fez preços para que Deus preservasse a vida dele. Então, é uma situação muito interessante.

Aí ele vai dizer assim, e Moisés? E a turma de Moisés? Moisés e o sacerdote? Bom, eles estão perto de nós, eles até conseguem saber do que que a gente passa. Estão comendo aqui o feijão com arroz junto com a gente, é mais ou menos isso. Mas, eles ficam distantes. Como é que eles vão chegar a Deus mesmo? Deus mesmo. Então, eles… Como poderiam nos representar diante de Deus? Então, ele diz assim, olha, o sumo sacerdote é um outro termo para dizer único mediador. Quer dizer, na realidade nunca teve nenhum sumo sacerdote.

Porque nunca ninguém fez esse papel de estar no meio. Porque sacerdote seria mediador. Seria entre Deus e o ser humano. Isso mesmo nunca aconteceu. Então, o sumo sacerdote no Templo de Jerusalém ele só se aproximava do altar. O altar representava Deus, mas era o altar. Era uma representação. Não era uma questão de existência, de ter sido escolhido para isso. Então, aqui está. Nesse caso, não haveria mais sacerdotes porque só tem um. Isso é muito complicado. Ele entrou num terreno delicadíssimo. Não tem mais sacerdote, não tem mais templo.

Tem mais ritual, tem mais sacerdote. Para essa tese de doutorado. Olhou-me nos olhos e fez-me o convite o Convite lançando a rede de agentes agitivos de homens pescadores de homens pescadores de homens pescadores Ele dizia assim, da razão. Da razão e tal. Coisa muito bacana. A gente vendo isso que o cara intui ontem muito tempo atrás a gente já conseguia encontrar no Novo Testamento, só faltava saber ler. Eu achei muito interessante porque ele admite as figuras angélicas e tem lugar para elas. Quer dizer, existem colaboradores espirituais os anjos.

E ele admite também figuras terrestres que são colaboradores. Mas o que ele tenta consertar é que nem essas figuras espirituais nem essas figuras terrestres elas têm o papel, a função que é única de Jesus para as pessoas desse planeta. Tá entendendo? Então o problema de compreender o que Jesus realizou é porque não se está sabendo qual é o papel dele. Ele se coloca em outros seres espirituais ou terrenos no papel que é único dele. No mesmo patamar dele. Agora, Ila, eu vou tocar aqui no tema que é a sua paixão. E que está na carta dos hebreus que é uma coisa que te apaixonou sempre.

Ele vai dizer que Jesus é o sumo sacerdote mas da ordem de Melquisedeque. Aí é que foi o doutorado. É da ordem de Melquisedeque. Conta essa saga pra gente. O que é Jesus? É isso que ele está querendo dizer. Então, ele começa a colocar o sacerdócio de Jerusalém como uma figura, uma representação. E aí ele vai e diz assim, tem mais. Quando ele diz que Jesus é sacerdote, ele diz assim, então, será que esse é o único jeito de ser sacerdote? É o sacerdócio levítico? É esse sacerdócio que realiza esses ritos com animais num templo em Jerusalém?

É esse o único jeito de ser sacerdote do Altíssimo? Aí ele diz, ah, não sei se vocês se lembram, mas antes de existir Levita, a Bíblia conhece um cara que é sacerdote do Altíssimo e não exerce em templo, não é sacrifício de animais, não tem sangue na coisa, no que ele realiza, na oferta que ele realiza. Abraão é grande, mas ele era maior do que Abraão, porque Abraão pagou um dízimo da guerra pra ele, e ele foi quem abençoou Abraão. E não o contrário. Aí ele diz, a história mesmo mostra que há um outro tipo de sacerdócio para o Deus de Israel, que não é o levítico.

Certo? E que tipo de sacerdócio é esse? Que não é dado pela carne, que a pessoa não recebe quando nasce e não entrega quando morre. É um sacerdócio espiritual, celeste, decidido por Deus, que não… Então, aí é que eu fui ver… Não passa pelas convenções humanas. Então, o que faria esse Melquisedeque lá no texto do Gênesis? Ele estaria ali para garantir que há um outro tipo de sacerdócio. E aí é interessante que é aí que entra o judaísmo. Que existe uma regra de Midrash, que Midrash é a maneira de interpretar, que é uma regra interessante que é chamada de Calvahomer, que quer dizer leve e pesado.

É como se você fosse colocar coisas numa balança, pra ver o que é pesado, o que tem consistência e o que não tem consistência. Então ele vai e coloca o sacrifício antigo e o sacrifício de Jesus. O de Jesus ganhou. Coloca na balança. O sacerdócio levita e o sacerdócio de Melquisedeque. Melquisedeque ganhou. Aí Abraão e Melquisedeque Melquisedeque ganhou. No final, aí, pesando todas essas contas, Melquisedeque vai ganhando. Aí quando ele compara Jesus e Melquisedeque, Jesus ganha, porque Melquisedeque também era uma figura do sacerdócio de Jesus.

Até Melquisedeque era uma figura. Quer dizer, o que veio Melquisedeque antes do sacerdócio levita? Para garantir aos filhos de Abraão que existia outro templo, outro sacerdócio, ele estava só representando. Você fala de Melquisedeque com uma figura… Meu amigo! Eu sou íntima dele, passei 4 anos só falando nele. E se você fala pra gente, nos dá a impressão de uma figura absolutamente extraordinária e, eu não sei se é a minha ignorância em relação ao Velho Testamento, mas da qual se fala muito pouco. Tem uma passagem muito pequena sobre ele, mas é pequena na extensão e grandiosa nas consequências, porque você tem Abraão que é o grande patriarca, Abraão é o pai da nação hebraica, do povo hebreu, ele é o pai, ele é o patriarca, e ele é abençoado por Melquisedeque.

Então, a regra é o seguinte, quem é o maior? Quem é abençoado? Quem é abençoado? Quem é abençoado? Então, se Melquisedeque abençoou Abraão, Melquisedeque é maior que Abraão. E se Abraão pagou o dízimo a Melquisedeque, mostra que numa hierarquia nós temos Melquisedeque, Abraão embaixo. Então, é uma passagem… É a única passagem. É uma passagem pequenininha, a gente nem sabe de onde ele veio, de onde ele nasceu, quem é, quem era a mãe, quem era o pai, pra onde foi, né? E a casta hebreu vai explorar isso, o fato de que não se conta o início dele nem o final.

Então, assim, ele veio e saiu aqui desse mundo, sim, sem se contar o início nem o fim. O que que quer dizer isso? Ele faz pensar, né? Quer dizer, esse Melquisedeque ninguém nunca disse como foi que ele nasceu e nem como foi que ele morreu. Há um silêncio na escritura sobre isso que ele vai explorar, pra dizer que esse Melquisedeque veio pra mostrar quem era, que existia outro tipo de sacerdócio e tal. Nem José foi tão silencioso, hein? O silêncio do padre Caetano aí, devia estar pensando em José. Deu uma brecha na matriz.

Uma brecha na matriz. Olha, eu tô me sentindo como se eu tivesse engolido aquela pílula. Eu tô seguindo com ele, filmando. Uma fresca de espírito entrou na… E agora é interessante, porque aí eu queria pesquisar sobre Melquisedeque, que eu achava pouco, e eu dizia pra argumentar essa coisa toda, eu tenho que pesquisar sobre Melquisedeque. E aí é que em Cunhã há um documento sobre Melquisedeque que encontrado na Caverna Onze. É chamado, às vezes, é apelidado por Apocalipse de Melquisedeque. É pouca coisa. Mas é interessante.

Parece ter sido um livro grande, né? E é um livro que associa Melquisedeque a todos os tipos de Messias, de esperanças messiânicas. É como se eu dissesse assim. É como se em Cunhã tivessem dito assim. Olha, estão aí dizendo que o Messias é um profeta, que o Messias é um rei, que o Messias pode ser um sacerdote, que o Messias pode ser isso, que o Messias pode ser aquilo. Que o Messias pode ser uma figura celeste, um filho do homem, etc. Então, o que seria o Messias? Então, esse documento de Cunhã diz. Ele pode ser tudo isso de alguma forma, e ele reúne numa pessoa, nesse Melquisedeque, essas expectativas.

Mas esse Melquisedeque é alguém que deve vir do céu, que deve vir da realidade espiritual, deve chegar aqui, deve fazer uma guerra, realizar uma guerra, né? Tinha que realizar uma guerra. Uma guerra espiritual. E depois… Então, parece pequeno, mas é muito condensado de informações. E aí o que eu pude dizer na minha tese? Assim, que eu não posso dizer que a Carta aos Hebreus conhece o texto de Cunhã. Mas há, pelo menos, esse texto de Cunhã, testemunha que havia fora do ambiente da Bíblia muitas reflexões sobre esse Melquisedeque.

E o que é principal é que, realmente, ele é uma figura que vem de fora e vem aqui. E ele tem um status de… Ele… Ele realiza um grande jubileu. Quer dizer, ele realiza um tempo de Consertar esse mundo, de colocar as coisas no seu devido lugar. Então, esse Melquisedeque deve vir nesse documento lá de Cunhã, deve vir para colocar as coisas no seu devido lugar. Ele deve realizar isso. E ele vem de fora. Então, eu penso que isso era de conhecimento, que muitos textos de Cunhã, outros intelectuais conheciam. E eu acho que…

Bem, esse texto de Cunhã manifesta que havia uma reflexão sobre Melquisedeque. E é interessante a Carta aos Hebreus cita cinco vezes a frase do Salmo 110. É segunda ordem de Melquisedeque. Quer dizer, segunda ordem de Melquisedeque é do jeito de ser de Melquisedeque. Do jeito que Melquisedeque é sacerdote. E eu encontrei no judaísmo, reuni cinco expectativas messiânicas. Cinco modos de dizer o que era o Messias. E a Carta aos Hebreus, ao consertar esses modos de ser o Messias, ele usa cinco vezes. Então, quando ele…

Segundo a ordem do rei Melquisedeque. Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque. Aí ele consertou uma expectativa. Aí, as cinco vezes… Era para consertar as cinco expectativas. Não é bem o que vocês estão esperando. Ele pegou assim, aquelas seriam pontos-chave que, na tradição judaica, caracterizavam o Messias. E aí ele diz, ó, é isso, mas não do jeito que você está esperando. E é a maneira de como Melquisedeque realiza as coisas. Então, provavelmente Melquisedeque, que é um rei da justiça, né.

Então, meu rei é de Sedec, meu rei é justiça, né. Então, ele faz todo um Midrash, que também é um Midrash muito difícil de fazer, que é chamado Midrash Pesha, que é encontrado também com Hanna no Midrash de Abacu, de Isaías, que é assim, é uma profundidade muito grande esse Midrash, que é assim, desmembrar uma frase bíblica e dar interpretações. Por exemplo, Melquisedeque, aí ele diz, rei da justiça. Era rei de Salém, que quer dizer cidade da paz. Então, ele vai pegando cada termo da expressão bíblica e vai fazer uma atualização à maneira, essa maneira Pesha, que é um tipo raríssimo de Midrash, só os bons no Midrash faziam.

Que é humildinho. É. Ou seja, humildinho é pra quem está no top. É pra quem já está lá no top. Porque você tem que ter muita habilidade pra não cometer erros tolos. Exatamente. É isso que ele faz. No principal da reflexão, ele faz esse Midrash Pesha, que me encantou muito. O rei da justiça, da cidade da paz, quer dizer, vai trazer o Olão Rabá. O mundo vidoro, o mundo da paz, o mundo da justiça. Que seria aquilo que no documento de K’un-Han é o jubileu. O ciclo, quando fecha o ciclo. Do mundo de transição, etc. Isso aí é para vocês.

Você tem nos dado cada palavra muito importante pra manga, pra reflexões. E um comentário lindo, que você fez um Midrash sobre a palavra Hebreu. Que Paulo fala Eu sou Hebreu de Hebreus. Fala um pouquinho pra gente disso. É porque Hebreu vem de Eber, que quer dizer atravessar. Então, está nessa situação nômade, nessa situação de travessia, de jornada. Quando se quer enfatizar uma jornada. Então esse termo é muito usado para aqueles que saíram do Egito e tiveram que atravessar o deserto. O Jonas também, quando ele está atravessando aquele mar em fuga e tudo, ele se reconhece como Hebreu.

Então é essa questão de estar nessa jornada que quer dizer a palavra Hebreu. Então, quando eles ficaram mais sedentários, já evitavam de usar e usavam judeu. Mas Paulo tem essa presença, essa dimensão de jornada, de travessia, de estar a caminho. Então ele gosta de se identificar como Hebreu. Da nossa condição de peregrino na terra. Então ele é muito interessante porque na Carta dos Hebreus, no capítulo 11, ele vai mostrar uma situação, os heróis da fé. Então ele vai mostrar uma situação de que pessoas que viveram aqui entre nós e que foram os grandes heróis da fé e eles estão como numa longa marcha atravessando o deserto e entrando numa cidade, numa cidade celeste e essa cidade celeste que não é feita por mãos humanas.

Quer dizer, não é uma… Eu acho que tem gente que diz que a Bíblia é contra a evolução. Não é, inclusive até os verbos da criação estão em um imperfeito que quer dizer que a coisa está sendo criada. Mas há coisas que nós temos que… Essa cidade celeste que ele pensa está sendo construída, criada. Quer dizer, nós estamos na travessia para lá mas é uma coisa que ele acha que é parecida com a situação dos Hebreus no deserto. Que eles vão entrar numa cidade que já está… Tem árvores plantadas e que já estão dando frutos e tem casas construídas que eles vão habitar.

Eles não vão construir tudo, eles vão encontrar uma coisa lá que eles terão que atravessar, eles terão aquelas fases da travessia toda, mas quando eles entram, eles encontram uma coisa que já existe. Então, essa mesma coisa é falada nessa cidade espiritual que ele fala. Ele disse que não é uma cidade terrena, é uma cidade espiritual e que ela não é feita por nós. Ela não é feita por nós, ela está sendo construída. Está nos aguardando. Então, ele não chama Nova Jerusalém, ele chama essa cidade celeste, essa cidade espiritual.

A mãe de todos nós. Mas o Apocalipse retoma esse tema, essa temática. É, tem muita coisa também parecida do Apocalipse com a Carta aos Hebreus. Muita coisa parecida. A Jerusalém que desceu do céu. Que dá uma ideia dos fundamentos espirituais dessa construção. Exatamente. Não é um material humano. Não é um material humano. A gente tem que aqui evoluir, a gente tem que avançar, a gente tem que viver as diversas fases dessa travessia, mas pra onde a gente chega, pelo menos o que está na Carta aos Hebreus, é uma cidade que nós não construímos.

Ela está nos esperando. Nós entramos. Diferente da nossa ilusão materialista, a gente não é os últimos habitantes da história. Tem muita gente construindo na história antes da gente e deixando muita construção pra trás que a gente só vai chegar oh, pera aí, encontrei uma casinha, um lugar pra dormir, né? É interessante também que ele não elimina essa ajuda que nós temos, tanto das figuras angélicas quanto desses heróis da fé e que lá no capítulo 12, ele chama de uma nuvem de testemunha e é muito interessante porque ele usa o prefixo peri em grego que quer dizer estar rodeando e é como é um termo que se usava no Como eu ia dizer no estádio de futebol, mas em Roma não tinha.

Era o é o dos estádios, é nesses estádios, né? E que os espectadores a plateia a plateia que está rodeando e quer dizer não estão distante como se a gente esperasse que estivessem distantes e tudo eles estão envolvidos porque a plateia naquela época ela decidia o futuro dos gladiadores, ela se envolvia, ela ela gritava fazia gestos que era para manter vivo fazia gestos, né? Então esse termo, esse termo Moisés, Abraão, estão todos lá interagindo com a gente torcendo, esperando que a gente chegue Esse daí pode manter vivo esse daí não, pode trazer de volta Música Música Música Música Música Música Música Arudo, você podia falar pra gente um pouquinho sobre o primogênito e a purificação dos pecados através de, você já falou tanto pra gente, acho que podia gravar uma coisa assim, né?

Acho que seria bacana Na cultura judaica na própria Taná o filho mais velho, o primogênito, o homem ele tem uma categoria diferenciada do ponto de vista da legislação e das responsabilidades porque nós estamos falando de uma sociedade patriarcal em que o pai é responsável pela esposa pelos filhos e o filho mais velho, o primogênito na falta do pai ele é o responsável por isso a parte que ele toca na herança é maior do que a dos outros irmãos por conta das responsabilidades maiores então ao ele utilizar que Jesus é o primogênito, então ele é o nosso irmão, mas ele é o irmão mais velho, ele é o primogênito a ele toca responsabilidades mais graves e ele afigura novamente do mediador, só que agora numa outra metáfora ele representa o pai na família ele que cuida em nome do pai o primogênito e além disso, a questão do primogênito evoca a história dos primogênitos bíblicos Isaac que é levado para ser sacrificado aí vem o corneiro e todas as histórias do primogênito que culminam também com a questão do sacrifício de Jesus que já estava pré-figurado no sacrifício de Isaac é o primogênito que dá a vida com seu sacrifício, ele é o cordeiro oferecido em benefício dos seus irmãos, então esse é um grande tema, há uma terceira dimensão do primogênito, que o Paulo vai trabalhar bastante, que é a questão da nova criação então em Adão nós temos um homem que é o alma vivente é um homem que tinha um projeto de ser a imagem e semelhança de Deus, mas esse homem falhou e em Jesus nós temos uma nova criação, é um novo homem, é uma nova geração agora sim de verdadeiros seres humanos a imagem e a semelhança de Deus e nessa nova criação Jesus é o primeiro, ele é primícia, ele é primogênito ele é o primeiro estipe, ele é o modelo todos os outros vão ser copiados desse modelo que é Jesus fala um pouquinho, fala mais um pouco eu falei só três, faltam sessenta e sete dimensões o que a Torá tem setenta faces então não, eu concordo, realmente essa figura do primogênito é muito importante no judaísmo e a gente não entra como já foi falado aqui a gente não entra nesses conceitos a gente não comunica uma mensagem, ou não entende a mensagem, então quantas vezes eu li a Carta aos Hebreus comecei a traduzir do grego, é bem difícil então a gente lê mas não consegue terminou de ler você não sabe as palavras que foram ditas elas não mergulham na gente porque falta a compreensão dos conceitos então quando eu leio sumo sacerdote, pra mim que sou católica eu penso no Papa eu penso num pontífice eu tenho outro conceito e ele estava dizendo simplesmente um único mediador outra forma de dizer um único mediador então todas essas coisas quando ele fala que existe um templo, não é tão necessário que exista um templo espiritual, mas é pra que se compreenda a função do templo porque aqui a função do templo era a tenda do encontro, era a casa do encontro em que as pessoas podiam encontrar entre si como povo e com Deus, então quer dizer, há um encontro esse é o objetivo o sacerdote fazer a mediação entre nós e Deus, era isso que o sacerdócio levítico pretendia então se eu não compreendo essas coisas todas, se eu não compreendo que o ato de levar o cordeiro e deixar o sangue do cordeiro era dizer, olha, eu deixo a minha vida eu entrego a minha vida a Deus, pra o que Deus quiser fazer então todos esses conceitos são importantes pra gente poder entender o que é dito de Jesus porque aí diz Jesus é primogênito diz Jesus é sacerdote, Jesus é rei Jesus é tanta coisa assim a gente não sabe as pessoas dizem, o sangue de Jesus tem poder você sabia que não é aquele sangue, sangue vermelho mas é a vida inteira de Jesus que realiza as coisas em nós em nossa vida, a vida toda desde seu nascimento aqui sua encarnação, até o final até o último momento, a vida é muito mais, o sangue é muito mais do que é só aquele sangue derramado isso é uma espécie de de metáfora de metáfora porque o sangue tem poder é a encarnação de Jesus tem poder e o momento culminante dessa encarnação o fato de ter encarnado a pessoa diz, o sangue de Jesus tem poder, não sabe o que está dizendo o sangue também assim enquanto o sangue estava fluindo nele, quer dizer, enquanto ele estava colocando pra frente a máquina do corpo isso foi o grande poder essa vida toda até o momento de o sangue parar que é a questão da purificação que ele diz aqui, a questão da purificação dos pecados não é isso?

Que o sangue de um animal não tem condição de realizar então tem que ser uma vida humana através de uma vida humana que serviu como exemplo não só uma vida humana, mas uma vida humana exemplar e que é uma vida que narra a Deus é uma vida que diz de Deus é o único jeito que a gente pode saber de Deus então é por isso que é o mediador porque as figuras intermediárias elas aprendem de Deus também desse Jesus elas são importantes, mas elas aprendem de Jesus, agora a vida de Jesus narra a Deus por isso que João falava no Logos, na Palavra expressa aquilo que nós podemos saber de Deus o que nós damos conta de saber é uma coisa bonita demais no mundo científico que a gente tem hoje a única coisa que eu posso saber é aquilo que eu tenho como experiência eu só posso entender aquilo que eu tenho experiência por isso que eu não posso entender Deus eu posso olha a experiência de Deus na Terra foi Jesus está aí cara mas é até é até um diálogo de Paulo até um pouco além disso porque ele vem de um monoteísmo judaico em que Deus é absoluto, embora ele seja imanente, ele participe da história, ele interfira na história, o judaísmo é muito ocioso da transcendência divina é tanto que o judaísmo se recusa a representar Deus em imagem em forma porque ele respeita o aspecto da transcendência divina então o que Paulo vai dizer é que eu preciso de uma narração de Deus compreensível mas essa narração é insuficiente se ela for utilizada a sua garganta para isso então a narração que Jesus fez de Deus é uma narração que extrapolou o aparelho fornador porque a linguagem é humana porque Jesus é uma vida a vida de Jesus narrou Deus quem contou Deus pra gente foi a vida inteira de Jesus em tudo o que ele fez andando com pecadores perdoando tudo o que fez assando um peixe frito para esperar os As jangadas chegaram, hoje é domingo elas não saíram, mas se fosse ele estaria feito um peixe frito ali esperando eles chegarem tudo isso narrava Deus no cotidiano do dia a dia dele ele narrava Deus e as palavras eram talvez só o tempero as palavras tentavam explicitar era só a representação limitada como o Haroldo sempre gosta de falar, metafórica simbólica, dada a impossibilidade de se abarcar o que é a verdade absoluta na linguagem humana e é por isso que ele não responde a Pilates quando Pilates diz-lhe a verdade então é tão impossível colocar isso numa palavra que ele fica em silêncio como se dissesse para Pilates olha a minha vida porque se a minha vida não sensibilizou eu não tenho nada para te dizer se a minha vida não te sensibilizou não tenho nada para te dizer tem um livrozinho legal do Sartre o humanismo é o existencialismo todo mundo olha para esse livro e diz que é muito pessimista só que tem um negócio lá que ele fala que eu achei tão lindo, tão lindo, ele diz assim mais ou menos assim o conceito do amor só tem sentido no Gerund, quer dizer amar só existe amando é só nessa quando ele está em transição é que você consegue enxergá-lo amor, vamos filosofar sobre o amor e tudo mais, não querido o amor só existe amando Toda vez que eu penso em ti Paulo inicia a carta dizendo que Jesus é um projeto de Deus ele fala lá que é a criação a revelação e a redenção, o que isso significa para a gente?

Bem, o que ele quer mostrar é uma uma ação de Deus na história do ser humano e que a ação de Deus nós vamos tomando consciência aos poucos mas ela é muito anterior a nós, quer dizer, quando Deus decidiu criar ele já tinha um propósito ele já tinha um propósito nós não viemos por acaso e esse propósito já estava decidido igual a gente quer fazer o plano da biblioteca ele já tinha feito estava pronto foi preparando tudo como deveria ser e quando chegou o tempo certo do surgimento nosso e a gente teve que também avançar Paulo diz também que na plenitude dos tempos ele nasceu de mulher então quer dizer o seguinte que é em Gálatas então ele quer dizer o seguinte que essa plenitude dos tempos ela é uma palavra que tem a ver com uma decisão do pai a respeito da maturidade não, maioridade, quando eles ficavam de maior era o pai que decidia nós hoje temos o governo decidiu não tinha uma idade definida não tinha, então o pai decidia a partir da maturidade do filho ele decidia se já estava na hora do filho se tornar herdeiro que tem três fases de receber a herança a do filho pródigo é que ele quis receber a última a última fase conta isso aí, as três fases para receber a herança não economiza não sem economia eu não estou lembrada agora dos termos técnicos das três fases, mas a última era a morecha que é a fase de tomar posse mesmo que acontece quando o pai morre então o filho pródigo pediu essa posse da herança, ele disse no texto dá-me a posse da minha herança e o outro, o filho mais velho ele já estava na segunda fase ele administrava, ele dizia assim eu faço o que você, eu cumpro seus mandamentos, ele estava no campo provavelmente coordenando as coisas todas, etc, então ele está na segunda fase, ele não está na fase da posse embora o pai tenha dado a posse para os dois ele sabe que a posse deve ser quando o pai morre então ele não quis essa terceira fase, o mais novo quis foi ele que pediu, então essa plenitude dos termos é assim quando o pai decide que o primogênito ou que os filhos principalmente é uma questão que é relacionada ao primogênito, pode começar a primeira fase da herança que é tomar conhecimento dos bens que existem e ir tomando responsabilidade, seria algo como lá na metáfora do gênero seria, devo dizer meu filho vá, vá dar nome aos animais, vá dar nome aos seres né, ou vá cuidar do jardim quer dizer, era tomar conhecimento dos bens depois começar a administrar os bens e depois ter de fato tomar a posse dos bens, é uma conquista é bonito né Ayla, porque hoje a gente estava conversando no almoço e eu estava falando sobre isso né que as vezes o espírita perde essa dimensão que a terra atingiu uma plenitude e houve uma decisão do todo poderoso que alterou um status na governadoria do orbe a encarnação do Cristo significa essa entrada nesse estágio da posse dos bens e quando ele retorna e quando ele implantar o Olã-Rabá é a posse definitiva da herança do Cristo então é assunto de Cristo entendeu, então ele quer dizer assim nós chegamos numa fase em que foi decidido, aqui é o tempo da encarnação chegou a hora dele encarnar entendeu, então antes dessa fase de encarnação tem uma fase de revelação que é a revelação do antigo testamento preparatória, que é aquela fase de vamos tomar conhecimento do que é a casa e quem é o pai e o que é que nós temos que fazer entendeu, então é aquela fase de conhecer o que é ser filho né exatamente, do inventário de saber eu tenho um pai pai tem uma casa eu tenho um pai ele tem uma casa, eu tenho responsabilidade com isso aqui, e é o judaísmo o judaísmo é isso é o reino esse é o judaísmo, agora essa encarnação é a fase segunda administre agora você vá à luta, transforme luta por justiça por um reino de fraternidade uma sociedade mais fraterna é trabalho e aí é que depois tem o coroamento eu vi nessas três fases me veio a mente os três amores tipo, amor eros você só toca, você fica na sensibilidade, você fica no superficial, amor filia você tem que administrar aquela amizade chegou no tempo do cuidado você penetra mais profundamente nesse amor, amor ágap é integral, é inteiro você comunga integralmente com a pessoa amada é uma forma grega de ler todos os três quando você está no amor ágap, na fase do amor ágap não elimina filia e não elimina o eros, eles são integrados nessa última fase tô sem dizer isso já ouviu a frase nossa nossa toda esperança batendo as portas do céu la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la peço a Deus que me proteja que me dê paz e alegria quero ver o sol nascer é maravilhoso a gravação desse podcast porque a gente vai a gente comentava isso, a gente vai perdendo essa dimensão do que que é o Cristo da Cristologia do que que representa esse guia e modelo esse dispensador das dádivas que é um nome que Paulo dá também esse que recolhe de Deus e dispensa as dádivas pra nós há algo de muito profundo, de muito espiritual e de muito transcendente, porque vai além da nossa condição humana da nossa condição carnal e a gente queria nesse podcast que ficasse essa mensagem pras pessoas principalmente pra comunidade espírita que ela não se imaginasse tão sabedora dos assuntos assim tem muita coisa do contrário que ela desconfia mais eu só sei que nada sei há mais há mais profundidades aqui do que desconfia ou como diz a Paula a palavra de Deus é uma espada que só engrandece o conhecimento que a doutrina espírita traz olha quanta informação maravilhosa que a irmã Elo contribuiu com a gente nesse momento é coisa de ficar emocionado mesmo de falar, poxa vida aí ela vira e fala, a biblioteca tá aqui é pra gente usar eu já disse que eu tô aqui a biblioteca é de todo mundo então agora nós vamos aproveitar pra lançar aqui nesse podcast nós estamos com o projeto de catalogar a biblioteca toda, precisamos aí de biblioteconomistas de plantão, por favor e se tiver em Fortaleza melhor ainda sobretudo se tiver em Fortaleza vamos abraçar esse projeto a primeira etapa dele é catalogar com a metodologia científica todas as 38 mil obras da biblioteca aqui da organização Nova Jerusalém e num segundo momento nós vamos digitalizar porque muitas obras aqui a gente andou observando elas já não suportam uma consulta intensa muitas mãos tocando e manuseando que pode prejudicar o estado de conservação então a digitalização ela não apenas no sentido de conservar de possibilitar a portabilidade desse material de ser examinado mas também de preservação do material então nós estamos conclamando aqui esse grande projeto a essa vocação do Brasil de evangelização Brasil coração do mundo, pata do evangelho que o nosso irmão Padre Caetano já anteviu lá na Bélgica e que o motivou a vir ao Brasil e nós gostaríamos aqui de agradecer ele, temos certeza que ele está acompanhando aqui o podcast pena que a gente não tem um microfone para ele poder falar é verdade próxima aquisição do ser um microfone para transcomunicação instrumental legal vamos botar na pauta bom eu tenho aqui duas páginas de perguntas ainda vai ficar para os próximos 25 podcasts nós já estamos ajeitando aqui porque o Desaroto quer gravar um por semestre já se for ao semestre eu vou também a Belo Horizonte então vão ser quatro quem sabe nós vamos vamos ver o que a gente pode fazer agora com o projeto de estreitamento da biblioteca a gente vai estar sempre junto se Deus quiser foi uma como diz o Aroldo, uma molhadinha da pontinha do dedo na carta aos hebreus podem ter certeza que a gente volta a esse assunto ainda né Aroldo acho que tem muita coisa para ser falado aqui e eu só tenho a agradecer a oportunidade da irmã Ayla de abrir as portas para nos receber e Com essa bela visão do mar final de tarde o sol se pondo é um quadro do sol nascente né da terra do sol plenitude dos tempos que nos deixa emocionado mesmo é uma coisa muito linda é assim no fim da tarde um olharzinho astronômico aqui no fim da tarde a gente tem a luz do sol que já tem que atravessar uma vasta camada de ar de atmosfera devido a inclinação em que a gente está o pôr do sol faz com que a luz que sai do sol tem que atravessar uma camada uma faixa de atmosfera bem mais vasta do que quando o sol está ao meio dia isso faz com que a luz do sol refrate ela se dissipa em várias cores e isso é que causa essa visão magnífica em que a gente vê azul laranja, amarelo a gente vê várias tonalidades distintas que nos fazem digamos assim nos preparam a sensibilidade para a escuridão noturna então Deus nos presenteia logo antes com uma visão esteticamente é Reconfortante para nos preparar para o que vem depois mas não são 12 cores não né porque aí fica lembrando Jesus Sol 12 após começa a ficar completamente transcendental vamos evangelizar a astronomia também vamos só agradecer então também essa oportunidade fantástica já há muito que eu queria poder participar colaborar de alguma forma e algum pode ser e a gente teve essa oportunidade hoje de aprender muito de sentir essa vibração e compartilhar desses momentos magníficos que tanto tem nos engrandecido então muito obrigado nós gostaríamos de antes de passar a palavra para a Ayla até porque ela vai fazer uma prece para a gente para a gente encerrar esse podcast com a prece da nossa irmã Ayla agradecer do fundo do coração a todos os nossos irmãos católicos a todos os padres a todas as freiras nosso abraço e a nossa gratidão profunda é uma honra a gente poder ter uma irmã aqui conosco compartilhando do conhecimento bebendo essa água viva um abraço também a comunidade espírita todos os nossos amigos que acompanham o podcast e hoje nós estamos vivendo aqui um momento muito especial porque é um momento que o ser sempre sonhou que era um diálogo que vai muito além do ecumenismo porque nesse diálogo aqui hoje nós juntos aprofundamos mesmo nessa epístola foi um gostinho de estudo bíblico aqui sem nenhuma espécie de conflito sem nenhuma espécie de de Contraposição, pelo contrário a irmã Ayla com a caridade de adaptar termos a nossa terminologia para que a gente pudesse entender, então fica aí mais esse exemplo de que é realmente um só pastor e um só rebanho e a gente queria entregar a palavra para a irmã Ayla pela ah, tem nós vamos despedir o Alan vai despedir e depois passar para a Ayla para fazer a prece para a gente de encerramento primeiro foi uma grande honra ter o pessoal do ser na minha casa na figura de Tiago, Júlio, Haroldo foi uma honra para mim para minha esposa Marília que está aqui como ouvinte fotógrafa foi foi muito bom, assim eu sou cearense, sou baixinho, descobri que o Haroldo também é baixinho mas é de uma giganteza espiritual que eu não sei, estou longe de conseguir de conseguir de conseguir enxergar e ele me fez, antes de enxergar aqui, me fez amar a irmã Ayla que é outra gigante, ela é baixinha mas ela é gigante demais ela é gigante, é gigante que também assim foi o coroamento da visita deles aqui foi eu estar aqui nessa tarde vendo o mar e tal, meu mar de sempre mas com um gosto completamente especial, diferente não vai ter outro mar igual na minha vida não vai ter outro mar igual passar aqui a palavra para a irmã Ayla agradecendo muito por essa oportunidade de estar aqui, ouvindo tudo isso, compartilhando isso e muito obrigado mesmo eu que agradeço a vocês realmente é muito mais do que um diálogo ecumênico eu me tenho um afeto muito grande pelo Haroldo tudo começou com o Luiz Sérgio e todo o pessoal lá Que foi assim uma coisa muito legal uma troca de conhecimentos eu Não sei muita coisa sobre a doutrina espírita mas alguma coisa que eu sei aprendi com eles, com as leituras também que eles me passaram e a gente criou uma amizade muito grande, realmente o Haroldo desde o início eu encontrei um companheiro na estrada porque eu vi que ele me entendia e eu entendo e as vezes ele diz coisas nas palestras que a gente baixa aí da internet, do Youtube sei lá mais o que aí ele diz coisas eu digo isso e as vezes a gente vê que há uma sintonia porque nós gostamos dos mesmos autores muitos autores que a gente lê eu vi lá na casa dele que ele lê muitos autores que eu também leio, que eu gosto e acaba que a gente tem também essa afinidade e as vezes eu me sentia eu conversava com as pessoas da comunidade mas elas ainda não estavam no mesmo né Sei lá nos mesmos sonhos nos mesmos estudos que eu aí ficava mais difícil, ouviam sempre ouviram, deram força mas a gente via que não era outra praia não estava na mesma sintonia exatamente, e o Haroldo foi essa pessoa que que aí eu até lamentei um pouco ter deixado Belo Horizonte por causa dessa convivência, porque quando ele chegou de volta foi o tempo que eu saí mas aí tudo bem, não tem nada não, pra isso existe internet e as palestras no Youtube então é muito legal a gente teve um afeto muito grande e não precisava me preocupar até tinha falado pra ele num e-mail que passei pra ele, ô Haroldo eu me preocupei tanto com receio da gente não se dar bem porque você é juiz mas no fim das contas eu até esqueço que você é juiz você é uma pessoa muito legal e aí eu passei a querer bem o juiz também se os juizes são como o Haroldo então são gente boa então essa amizade que surgiu, é que vocês não estão clandestinos não é na nossa casa, todo mundo sabe quem são vocês sabe que eu sou irmã do Haroldo eu falo tanto que assim, o meu irmão o Haroldo e tal, e um dia uma coisa engraçada que vai encerrar antes da prece um aluno chegou pra mim e disse assim esse seu irmão esse seu irmão que você fala o Haroldo, ele te visita, eu disse não, ele nunca veio poxa vida, ele é teu irmão e não vem te ver, aí eu ele não é meu irmão biológico é meu jeito de falar dele ah, você fala de um jeito como se ele fosse nós éramos irmãos mesmo então eu disse não, peraí é só é outro tipo de irmão então, mas ele mostra afinidade, né, então eu fiquei muito feliz com a tradução dos textos, né, li utilizei, recomendei então é uma amizade mesmo enfim, a gente procura procurou acolher vocês do melhor modo possível né, com alguns falhos porque hoje é domingo e tá tudo meio abandonado mas, tá maravilhoso aqui mas é isso então vamos ver o que a gente pode dizer pra Jesus nesse momento tão importante Senhor Jesus, eu gostaria de te agradecer nesse momento pela presença desses nossos irmãos e irmãs aqui pelo trabalho que eles estão realizando por esse encontro que o Haroldo participou aqui em Fortaleza e pela presença tão significativa do Padre Caetano pela presença dele na nossa história e pela pela intercessão dele agora nesse nesses tempos em que a presença física dele já não se faz sentir quero te agradecer por essa tarde maravilhosa por esse encontro em torno da escritura desse escrito tão importante queremos te agradecer Senhor pela figura de Paulo de Taço por este homem que ele foi pela missão que ele realizou pelos escritos que ele deixou por ele ainda estar mesmo no dia de hoje conquistando pessoas para para o Cristo obrigado Senhor por esses momentos de paz de tranquilidade por essas crianças que brincam na quadra por essa brisa marítima tão agradável por esse ambiente tão cheio de espiritualidade que o Senhor nos proporcionou nessa nessa tarde aqui em torno da Tua Palavra e te peço Senhor te peço que cuide dos nossos amigos de Belo Horizonte das pessoas que estão ouvindo esse pode ser que essas palavras tragam conforto ao coração consolo para aqueles que estão tristes que eles tragam esperança como uma âncora firme uma âncora firmada, fixa no trono desse dessa casa espiritual onde está Jesus que nós nunca possamos nos desesperar que as pessoas que pensam em desistir da vida possam encontrar na nossa conversa, na nossa amizade, uma esperança para continuar uma esperança para lutar contra o pessimismo também para aquelas pessoas que estão nos hospitais e que recebem de presente esses episódios e escutam que o Senhor possa ser um consolo nas dores e aqueles que tiverem que ser curados, que possam ser tocados pela eficácia da Tua Palavra por aqueles que se sentem aprisionados ou que se sentem sufocados por realidades espirituais ainda negativas que eles possam ter forças para superar todas essas influências negativas e por aqueles nossos irmãos mesmo no ambiente espiritual que precisam do Evangelho e que precisam de oração, que eles possam também ser atingidos pela nossa oração e pela graça que o Senhor derrama através das nossas palavras e através dessa nossa intenção de coração que é fazer desse mundo um mundo melhor para que no tempo certo, quando passarmos para um mundo de regeneração, possamos ser todos acolhidos nesse reino que o Senhor prepara para nós.

Enfim, Senhor agradecemos pelas pessoas que o Senhor colocou a serviço da nossa salvação para que a gente, essas pessoas que nos ajudam, que a gente tenha uma jornada uma travessia mais tranquila obrigado por elas, que elas continuem nos ajudando e nos orientando. Obrigada pelos irmãos espíritas por Chico Xavier e por todos os demais que vieram a esse mundo e as vezes foram mal compreendidos até pelas pessoas da minha igreja, que o Senhor perdoe esses que não puderam compreender e que o Senhor receba o nosso louvor por ter enviado essas pessoas espirituais que pudessem elevar o nível da nossa espiritualidade aqui no Brasil que o Evangelho seja realmente proclamado e que ele eleva toda criatura e que o Senhor possa realmente ser amado e adorado por todos os seres em mim, Senhor

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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