#045 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do Livro de Gênesis, dando continuidade à reflexão sobre a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. O estudo destaca a complexidade dessa proibição divina, que não se refere à busca do conhecimento em si, mas à usurpação da função legisladora de Deus.

O que é estudado neste episódio

  • A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal: A proibição de comer dessa árvore é interpretada não como uma restrição ao conhecimento ou à evolução espiritual, mas como a advertência contra a criatura que tenta afastar o Criador de sua posição central e de seu papel de determinar a lei divina. Conhecer o bem e o mal, nesse contexto, significa legislar sobre eles, função exclusiva de Deus.
  • A Natureza do Mal: Com base na questão 135 do livro “O Consolador”, Emmanuel explica que o mal não é uma criação divina, mas uma “intervenção indébita” da criatura na harmonia divina, um foco de ações contrárias à lei do amor. O mal, para Deus, é um “zero” em sua sabedoria e providência, mas para o homem desviado, ele é significativo por gerar a necessidade de resgate e reequilíbrio.
  • O Amor Divino e a Harmonia Cósmica: O estudo enfatiza que apenas o amor de Deus é capaz de sustentar, equilibrar e harmonizar o infinito da criação. A intervenção humana, por mais bem-intencionada que seja, é limitada e pode desequilibrar a harmonia, exigindo a recomposição dos “elos” através do resgate.
  • A Cooperação com a Lei Divina: Inspirado em “Ação e Reação”, o bem é definido como a cooperação decidida com a lei divina em favor de todos, mesmo que isso exija renúncia pessoal. O mal, por sua vez, é a “triste vocação” de querer o bem unicamente para si, manifestada no egoísmo, vaidade e orgulho.
  • Jesus como Paradigma do Bem: Jesus é apresentado como o modelo do eterno bem na Terra, que renunciou a todo bem pessoal para que o bem de todos prevalecesse. Seu sacrifício é a “cura” para o egoísmo humano, demonstrando que o verdadeiro bem é a entrega total em benefício do próximo.
  • A Meritocracia e a Dádiva: A discussão aborda a diferença entre uma meritocracia egoísta, onde o indivíduo se julga o único autor de seu sucesso, e a meritocracia da “árvore de vidas”, onde o mérito está na boa vontade de cooperar com a lei divina e na gratidão pelas dádivas recebidas.
  • A Limitação do Conhecimento Humano: Haroldo Dutra Dias ressalta que a capacidade humana de compreender as causas e os desígnios divinos é limitada. A pretensão de “conhecer” o bem e o mal em sua totalidade é um dos aspectos da proibição de Gênesis, pois apenas Deus detém o conhecimento pleno.

Reflexões

  • A verdadeira sabedoria não reside em usurpar a função divina de legislar sobre o bem e o mal, mas em cooperar humildemente com a lei do amor, compreendendo que a harmonia universal é sustentada por Deus.
  • O mal é uma desarmonia gerada pela criatura que se afasta da lei divina, e o caminho para o reequilíbrio é o resgate, que visa recompor os laços de amor e cooperação.
  • O exemplo de Jesus nos convida a transcender o egoísmo, buscando o bem de todos e renunciando aos interesses pessoais em prol da coletividade, pois é na entrega que se manifesta o verdadeiro amor e a cooperação com a lei divina.

Ler transcrição do episódio

O que tomamos hoje, mais um episódio do Gênesis, vamos aqui saudar e agradecer a todos os internautas que acompanham este episódio, que Jesus abençoe todos os lares, todas as famílias e todos os corações que nos acompanham. No episódio anterior, nós ficamos ainda meditando, tentando compreender aquele aspecto da árvore do conhecimento do bem e do mal. E nós iniciamos pela leitura de alguns textos, vamos retomar hoje aqui e dar uma sequência, porque a gente chegou à conclusão que não podemos trabalhar com nenhum dos dois extremos, de que a proibição de se comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, seja uma proibição de que a criatura alcance o infinito da sabedoria que somente pertence a Deus.

Isso é impossível, não se pode proibir algo que é inatingível para a criatura. Também não podemos enxergar nessa determinação uma proibição de que a criatura abandone os terrenos da ingenuidade, da infância espiritual e ingresse nos campos da sabedoria, do aprimoramento, do aperfeiçoamento, em que os seus horizontes de percepção se ampliam cada vez mais, que ele acende degrau acima na evolução. Então, essa ordem só pode representar algo que é muito mais complexo. É a criatura afastar o Criador da sua posição, afastar o Criador do seu papel centralizador, do seu papel de determinação da lei divina, porque essa lei é lemana de Deus, é lemana do caráter de Deus.

Deus possui uma natureza íntima e essa natureza íntima impregna toda a criação divina. Ela pode ser percebida em toda a obra, em toda a ação, em toda manifestação ou, como dizem os cabalistas, em toda a emanação de Deus. Ela está sempre impregnada do seu caráter. Essa é a lei de Deus. Quando a criatura, usurpando as funções divinas, pretende legislar para si e para aqueles que a rodeiam, aí, sim, ela está incorrendo na proibição de Gênesis de se comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Não é, simplesmente, o conhecimento passivo, conhecer o bem ou o mal.

É conhecer no sentido de determinar, de alcançar as infinitas expressões do bem e do mal. Isso não é possível para a criatura. Então, é esse o sentido de conhecer. Para que eu pudesse aprender o infinito das nuances do bem e o infinito das nuances do mal, eu teria que ter criado, legislado o bem, legislado o que é o bem que, por via de consequência, define o seu contrário, que é o mal. Então, é essa a proibição da criatura usurpar a função do Criador. E, mais, ela não só usurpar a função do Criador, como ela afastar-se de Deus, ela rejeitar a paternidade divina.

É por isso, retomando aqui, vamos até ler um pouco mais rápido, a questão 135 do livro Consolador, quando, muito inteligentemente, perguntam para Emmanuel, se o determinismo divino é o do bem, quem criou o mal? Porque Deus só pode determinar para o bem. Tudo só pode caminhar para o bem. Então, quem criou o mal? E, aí, ele explica, Emmanuel diz assim, o determinismo divino se constitui de uma só lei, uma só, que é a lei do amor para a comunidade universal. Todavia, confiando em si mesmo, mais do que em Deus, o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei, a lei de amor.

Então, a criatura se transforma em uma espécie de tumor cancerígeno, um foco de ação contrária à lei do amor, efetuando, desse modo, uma intervenção indébita, indevida na harmonia divina, porque a lei de amor tem um compromisso com o equilíbrio universal, com o equilíbrio cósmico. Com uma absoluta igualdade entre todos os seres. Se eu crio esse foco egoístico e ególatra, orgulhoso, egoísta, eu começo a atuar de maneira indevida na harmonia divina. Eis o mal. Então, o mal é essa intervenção indébita de quem é relativo, que é a criatura, e não tem condição de manter a harmonia universal, porque não existe criatura, não importa o seu grau de evolução, que possa sustentar a criação.

Este é o ponto. Nós exemplificamos aqui com aquela frase de Jesus, quando dizem para ele bom nessa. Por que estamos chamando de bom? Isto é o próprio Cristo dizendo. Porque, mesmo nas culminanças da bondade de Jesus, a bondade dele não é suficiente para abarcar o universo infinito. Qual criatura limitada tem amor suficiente para sustentar o infinito da criação? Então, o nosso amor é sempre limitado. O bem que nós fazemos é sempre circunscrito, por mais amplo que ele seja. Ele pode ter abrangência de uma galáxia, mas o que é uma galáxia no infinito da criação?

O amor de um ser crístico que nós não temos nem ideia pode abranger o nosso universo inteiro, com seus bilhões de galáxias. Mas, o que é o nosso universo frente à criação infinita? É um grão de areia. Então, só há um amor capaz de prover, sustentar, equilibrar e harmonizar o infinito da criação. Este amor é o amor de Deus. Inesgotável, não se desgasta, não cessa e é infinito nas suas manifestações. Este amor é inigualável, é incomparável. Então, é este o sentido. Quando a criatura interfere nesta harmonia cósmica, é uma intervenção indébita, eis o mal.

Urge recompor os elos sagrados desta harmonia sublime. Veja que o objetivo, aqui, não é castigar. O objetivo é recompor os elos que mantêm a harmonia para que ela volte naquele micro espaço em que ela foi destroçada, em que a harmonia foi desfeita. Micro espaço, porque a intervenção indébita de uma criatura, por mais poderosa que ela seja, só pode representar um milésimo de um grão de areia no infinito da criação. Qual mal que eu fizer vai afetar o global da harmonia cósmica? Isto não existe. Eu afeto um pedacinho do tecido e, aí, vem a lei divina para recompor os elos.

Então, nós percebemos que a harmonia divina é feita de elos. Elos são ligações. Falando em ligação, estou falando de amor, porque o amor é esta força que une, que agrega, que aglutina, que põe tudo para se relacionar, porque, senão, seria tudo separado. As coisas somente se aglutinam por conta desta força misteriosa que equilibra a criação, que é o amor, nas suas infinitas gradações e manifestações. Porque, se nós examinarmos as forças atômicas, elas, segundo os Espíritos, as forças atrativas, gravidade, força forte, força fraca, eletromagnetismo, já são rudimentares expressões do amor no reino inorgânico.

Nós vamos para o reino orgânico, e, aí, surge a energia sexual, mas tudo é energia aglutinadora, que faz com que os seres se unam e mantenham elos, vínculos. Isto é muito bonito, não é? E, o que é recompor esta harmonia? É o resgate. O resgate é sempre uma recomposição de elos. Sempre. Esta é a proposta. E, aí, Emmanuel faz uma afirmativa que é da mais absoluta lógica. Vê, depois, que o mal, essencialmente considerado, não pode existir para Deus. Em virtude de representar um desvio do homem, sendo zero na sabedoria e na providência divina.

Para a sabedoria divina e para a providência divina, para a sabedoria divina e para a providência divina, o mal é um zero. Mas, para o homem que se desviou, ele é muito. Ele é muito. Por quê? Porque ele gera o resgate. Então, não é para o infinito da sabedoria e do amor que é Deus. Mas, para quem está praticando o mal, para quem está no processo de desvio, ele é tenebroso. Ele é altamente pernicioso. É importante dizer isto, para que a gente não caia em um relativismo. Ah, não, o mal para Deus não existe. Então, eu posso fazer tudo quanto é bobagem, porque Deus vai compreender.

Não é esta a plataforma do Cristo. A gente vai no livro Boa Nova e Jesus diz para Zé Bedeu que nós estamos em um combate, o combate contra o mal. E, toda vez que alguém cai nas suas garras, se torna um malvado, para nós é uma vítima. Para nós é alguém que caiu no campo de batalha. Olha que bonito isto que Jesus está dizendo. O adversário não é quem caiu nas garras do mal. O adversário é o mal, é o desvio. Então, o problema aqui não é Adão, não é Eva, não é a serpente. Não tem problema nenhum. O problema é o desvio.

O problema é o quê? O problema é o comer da árvore e do conhecimento do bem e do mal. Este é o problema. Tanto que a proibição diz assim se comer, seguramente você vai morrer. Porque desviou da harmonia, praticou uma intervenção indébita na harmonia divina, isto gera um estado de morte espiritual, que é cerceamento do livre-arbítrio, mais intenso, e uma série de outras consequências, que são decorrentes desta ação. Toda a ação que interfere na harmonia divina tem uma reação de igual intensidade no sentido de re-harmonizar.

Quanto maior o desvio, maior a ação para trazer de novo o equilíbrio. Então, é delicado isto. Mas, para Deus? O que é para o infinito? Desvio de um homem? Agora, olha que bonito! O Criador é sempre o Pai generoso e sábio, justo e amigo, considerando os filhos transviados como incursos em vastas experiências. Desviou, entrou em vastas experiências de dor, de sofrimento. Mas, como Jesus e os seus prepostos são os seus cooperadores divinos, eles próprios, quer dizer, Jesus e os seus prepostos, instituem as tarefas contra o desvio das criaturas humanas?

Instituem as tarefas contra o desvio. Então, olha que interessante! Deus possui seus prepostos que vão lidar com o desvio. Isto é bonito! Então, é como se fosse, e é o que vai ser dito aqui, os pedagogos que vão reeducar, restaurar, salvar aquilo que está perecendo, que está em perigo, trazer de novo ao fluxo da vida. Então, eles focalizam os prejuízos do mal com a força de suas responsabilidades educativas. Ou seja, os Cristos têm responsabilidades educativas e eles usam todo o seu poder crístico para focalizar o mal, sem violência.

Porque a proposta é reeducar, a fim de que a humanidade siga retamente no seu verdadeiro caminho para Deus. Ou seja, não tem ninguém aplaudindo o desvio, não tem ninguém batendo palma ou estimulando alguém a se desviar. Nós temos que ter cuidado com isso. Temos que ter muito cuidado com isso, porque o que tem de doutrina espiritualista pregando o amoral não tem moral, tudo é possível, pode tudo, vive todas as experiências. Não é isso. Não é isso. Então, aqui, a Emmanuel está deixando claro que os Cristos têm papel educativo, papel pedagógico.

Aliás, Paulo já dizia isso. Dizia, inclusive, que a lei, a Torá era o pedagogo que nos levava ao Cristo. Um pedagogo, um educador que nos levava ao Cristo, que é outro educador em um nível acima. Então, este é um ponto fundamental, para não ficar esse relativismo. Agora, a questão muito interessante que a gente também falou está em uma preeleção, em uma resposta do ministro Sânzio, que é um ministro de nosso lar. Ele está, aqui, no livro Ação e Reação. E, quem está conversando com ele é André Luiz e Hilário. Então, em determinado momento, o Hilário faz uma pergunta.

Ele diz assim, Amado instrutor, afaste-se da gravidade de que a lição se reveste para nós, que devemos entender como sendo bem e mal. É interessante, porque eles estavam ali acompanhando a atividade de obsessores, de vingadores, não super-heróis. Os obsessores ficam vingando alguma coisa. O Sânzio fez um gesto de tolerância bondosa e replicou, evitemos o mergulho nos labirintos da filosofia, não obstante o respeito que a filosofia nos merece. Porquanto não nos achamos num cenáculo simplesmente destinado a esgrima da palavra.

Olha que advertência! Eu não estou aqui para ficar brincando de usar palavras, porque, infelizmente, sobretudo a filosofia contemporânea, é um jogo de palavras. Cada filósofo constrói o seu vocabulário filosófico e fica patinando nas suas terminologias. E, não raro, você assiste conflitos e discussões que não avançam nada, a não ser ficar discutindo o que você chama, o que você entende por tal palavra. Mas, é um jogo de palavras, palavras cruzadas. Então, não é isso. Nosso objetivo aqui não é isso. Busquemos, antes de tudo, simplificar.

É fácil conhecer o bem quando o nosso coração se nutre de boa vontade à frente da lei. Se o seu sentimento é um sentimento de boa vontade para com a lei divina, você vai conhecer o bem. Olha que interessante! Mas, se eu entro em conflito com a lei divina, aí, complica. Então, é interessante, porque a linguagem que o Sânsio está utilizando aqui remete à Gênesis. Um coração nutrido de boa vontade para com a lei é comer da árvore de vidas. É comer da árvore de vidas. Porque é você entrar em uma escalada ascensional, em que a sua experiência do bem vai sempre se ampliando, por quê?

Porque você está sempre com boa vontade para cumprir a lei divina. Então, você assume a sua postura de filho, você coloca Deus no lugar que é o dele, que é o centro, você está disposto a cumprir a lei divina, está todo com boa vontade e, portanto, você entra em uma progressiva do bem, em uma escalada do bem. O bem vai sempre se ampliar na sua vida, no seu coração, nos seus atos, nas suas palavras, nos seus pensamentos. Você vai entrar em uma escalada. É interessante isto. É a primeira observação que ele fez. Ou seja, coma da árvore de vidas.

Porque, se o seu coração estiver com má vontade perante a lei, aí você complicou. Aí, ele começa a dizer assim, o bem, meu amigo, é o progresso, a felicidade, a segurança e a justiça para todos os nossos semelhantes e para todas as criaturas de nossa estrada. Todos que estão conosco têm o direito de progredir, têm o direito de acesso ao progresso, a felicidade, a segurança, a justiça, que é o equilíbrio, a equidade. A justiça é a equidade, o equilíbrio para todos. Criaturas da nossa estrada, as quais devemos empenhar as conveniências de nosso exclusivismo.

Ou seja, você tem que sacrificar o seu exclusivismo, porque, senão, não tem bem de todos. Tem só o meu bem. O bem será, deste modo, nossa decidida cooperação com a lei. Olha que bonito isto! A nossa decidida cooperação com a lei a favor de todos, ainda mesmo que isto nos custe a renunciação mais completa, visto, não ignorarmos, que, auxiliando a lei do Senhor, auxiliando a lei do Senhor e agindo de conformidade com ela, seremos, por ela, ajudados e sustentados no campo dos valores imperecíveis. Isto aqui é bonito porque Ele não disse assim.

E, o bem é você fazer o progresso, a felicidade, a segurança e a justiça para os outros. Não, quem faz isto é a lei divina, não é você. Aqui que está a diferença, porque a proposta da serpente é não come desta árvore, porque você vai se tornar como Deus. Então, vamos lá. Quem faz o bem? Só Deus, só Ele. Nós cooperamos. Eu não faço o bem. Bom só há um, que é meu pai. Nós cooperamos com a lei a favor de todos. Então, é a lei divina que sustenta, é ela que sustenta o equilíbrio, é ela que faz a justiça. Aqui está uma coisa forte agora, porque há uma injustiça.

É a lei que vai trazer a justiça. Mas, se o fulai quiser fazer a justiça com as próprias mãos, a lei permite, mas é uma intervenção indébita. Por quê? Porque não tem ninguém que vá fazer a justiça com as próprias mãos, que não se exceda. Nós excedemos. Então, vamos entrar aqui em questões delicadíssimas. Nossa decidida cooperação com a lei. Então, o que está implícito aqui? Você não tem que conhecer todo o bem, não. Você só tem que cooperar com a lei divina. Quem conhece todo o bem é Deus. Isso é uma reflexão profunda, que a gente fica assim, ah, eu queria entender isso que aconteceu comigo, queria entender por que eu sofri isso, eu queria entender por que eu passei por isso.

Você não tem que entender, você não vai entender, porque esse absoluto entendimento extrapola a nossa capacidade. E, por mais que a gente chegue no mundo espiritual e mostre um cenário, ele é parcial. Eu me lembro do livro, que é um livro interessantíssimo, é o livro Entre a Terra e o Céu. O livro Entre a Terra e o Céu, porque tem um caso delicadíssimo, suicídio em sequência, uma das personagens suicida em várias vidas, e eles vão se encontrando em várias vidas, e aí o benfeitor vai explicando, nessa aqui está acontecendo isso, mas não há outra, eles estavam assim, mas já teve uma outra, que estava assim, e teve uma outra que estava assim.

Aí, o André diz, nossa, então montou o quadro. Não, é melhor a gente parar por aqui. Então, vou até aqui para você ter uma ideia, porque se nós formos voltar, ainda mais, as coisas vão se ampliar demais, para além do necessário, para além da nossa compreensão. Por quê? Porque, quanto mais você vai caminhando, você vai penetrando no reino das causas. Das causas. Mas, se eu caminho para o reino das causas, causa, a causa, da causa, da causa, da causa, da causa, da causa, da causa, da causa, da causa, chega uma hora que eu entrei em um território que é da causa primária.

A causa primária é Deus. Então, o nosso limite de investigação de causa é muito pequeno, muito pequeno. As causas primárias pertencem a Deus e Ele lida com elas. Então, aqui está o bem, os resultados concretos do bem. Então, quais são as emanações do bem? Qual é o resultado prático do bem? Progresso. Porque tudo tem que melhorar. Felicidade, segurança, justiça, para todos. Mas, quem vai cumprir isso? A lei divina. Nós vamos cooperar com ela, cooperar com ela. E, mesmo que a gente renuncie, temporariamente, você entra em uma situação de desvantagem, temporária, por estar cooperando com a lei, ela te recompensará.

É o que Ele está dizendo. Seremos, por ela, ajudados e sustentados. Aí, vem aquela frase belíssima, porque quando a gente entende isto aqui, isto aqui é comer da árvore de vidas. Eu coopero com a lei e a lei que vai operar. Eu só coopero. A gente vai entender a afirmação do bem feitor no livro Mensageiros. Todo aquele que coopera no bem, de alma voltada para Deus, todo aquele que coopere e opere, operar ou cooperar, no bem, de alma voltada para Deus, deve aguardar sempre o melhor. Não é promessa de amizade, é lei. Não estou te prometendo nada.

Não estou prometendo te ajudar, porque eu sou seu amigo, não. É da lei e você vai receber o melhor. No campo dos valores imperecíveis, nem sempre é o que a gente considera melhor. A gente acha que o melhor é como Jesus diz lá, o filho está pedindo. Qual filho que vai pedir pão para o pai vai dar uma pedra? O problema é que, às vezes, o que a gente acha que é pão é pedra. Qual que vai pedir peixe vai dar uma serpente? O problema é que você olha para o peixe e diz que tem certeza que é peixe. E, é uma serpente venenosa.

E, você acha que é peixe? Aí, vem o desencanto, a desilusão, desilusão, porque toda ilusão é seguida de desilusão. Tem um movimento de iludir e tem que voltar a desiludir. Então, este é o ponto. E, aí, ele diz assim e o mal? O mal será sempre representado por aquela triste vocação. Isto aqui é bonito, eu vou voltar nisto aqui. Triste vocação do bem. O mal é uma triste vocação do bem? Eu li isto aqui, fiz uma edição errada. Que edição é esta? 25ª? Vamos pegar uma outra. É a triste vocação do bem unicamente para nós mesmos.

Então, tem diferença? Nenhuma. Na essência, tem diferença na direção. Se é progresso, se é felicidade, se é segurança e se é justiça. Só para mim, é mal. Se é para mim e para todos, é bem. Agora, é uma triste vocação. Por que é triste vocação? Porque a criatura é frágil. É da criatura ser frágil. Como é do Criador ser onipotente. Qual é a característica de Deus? Onipotência. Qual é a característica minha, sua, quem está assistindo aí? Não ser onipotente. Portanto, frágil em diversos níveis de gradação. Frágil. Considerando os Espíritos que estão sujeitos a reencarnar em nós, aqui encarnados, então, a fragilidade no grau extremo.

Nós, encarnados, estamos no processo de mais absoluta fragilidade. Não tem como ficar mais frágil do que isso. É fragilidade. Então, qual é a nossa vocação? Em face desta fragilidade, se você confiar mais em você do que em Deus, acabou. Você entra nos terrenos do mal, que é o quê? Querer reservar o bem só para você, segurança só para você, progresso só para você, felicidade só para você, não importa o outro. O problema agora é o problema deles. A expressar-se. Como é que isto se expressa? No egoísmo, na vaidade, na insensatez e no orgulho que nos assinalam a permanência nas linhas inferiores do Espírito.

Porque, isto é sinal característico, está lá, dito por Kardec na escala espírita, na escala dos Espíritos, característica dos Espíritos inferiores. Porque, os Espíritos superiores não têm mais estes traços. Apagaram estes traços. Então, é o quê? Depois, nós vamos ver, um pouco mais para a frente, porque o Paulo vai utilizar isto, e ele vai dizer isto, que o mal, que ele vai chamar de pecado, é da natureza humana. Por isso que ele é original. Ele já vem de fábrica. Faz parte da nossa Constituição. Significa dizer não confie em nenhum homem, nenhum ser humano.

Não imagine que haja qualquer ser humano capaz de equilibrar o infinito da criação. Daí, seria idolatria adorar outro Deus que não seja o Todo-Poderoso. Isto é maravilhoso. Isto é maravilhoso. E, nós percebemos que, quando nós vamos estudar, por exemplo, os elementos da tentação de Jesus, todos os elementos da tentação de Jesus são elementos para se comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eu vou te dar todos os poderes do mundo, lança daqui, salta, você vai ser amarado. É tudo para sair da posição de filho, de criatura para assumir uma posição de criador, que não tem limite, que faz o que quer, que abarca tudo.

Fim da breve pausa, o ministro adjuntou. Possuímos em nosso Senhor Jesus Cristo o paradigma do eterno bem sobre a Terra. Sobre a Terra. Porque o bem tem desdobramentos infinitos, nós não temos acesso. Mas, sobre a Terra, ele é o paradigma do eterno bem. Tendo dado tudo de si em benefício dos outros, não hesitou em aceitar o supremo sacrifício no auxílio a todos, para que o bem de todos prevalecesse, ainda mesmo que a ele, em particular, se reservassem a incompreensão e o sofrimento, a flagelação e a morte. Ou seja, nada para ele, tudo para os outros.

É o paradigma do eterno bem. Por que isto? Não é um exagero? Não! É o remédio. É o remédio. É o remédio. Então, um egoísmo da humanidade tão exacerbado só pode ser curado com uma renúncia que é extrema. Aí, equilíbrio. Então, aqui, nós começamos a entender, nesta fala do Sânze, por que o sacrifício de Jesus tira o pecado do mundo? Agora, nós temos condição de entender. Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Porque qual é o pecado do mundo? É todo mundo se voltar para si e só pensar em si, criar uma bolha, progresso para mim, segurança para mim, meu projeto de felicidade, meu projeto de progresso, meu projeto de prosperidade, meu projeto de melhoria.

Aí, os que estão ao seu redor, todo mundo chorando. Mas, o que importa? Eu estou progredindo, eu estou feliz, eu estou realizado, eu estou realizando os meus potenciais. O que importa é que o outro está chorando. Este é o paradigma, o homem, este é o ser humano. Qualquer cochilada que a gente dá, a gente entra neste padrão, porque este é o padrão da criatura. É o padrão da criatura, este é o pecado. Qual é o sacrifício do Cristo? Ele renunciou a todo o bem pessoal para que o bem de todos prevalecesse. Não tem jeito, este é o remédio.

Eu diria que esta é quase que antibiótico na veia. Pegou o doente, pôs na UTI, colocou no soro e remédio na veia pingando. Foi isto que Jesus fez. Ressuscitou, morto. Ressuscitou morto. Para Ele, nada. É um ponto tão surpreendente da crucificação de Jesus que Ele está lá machucado, varado, com sede, todo quebrado. Qual é o primeiro impulso da criatura? Qual é o nosso primeiro impulso? Adquirido ao longo de milhões de anos de evolução no reino animal. Pensar em mim, meu Deus, está doendo, está doendo, dá-me uma pomadinha aí, uma pomadinha, vovô Pedro, passa aqui uma pomadinha.

Não, está preocupado com quem Maria vai ficar, o João evangelista, o Simeão que está ali, a Lívia que está lá, o Judas que está suicidando, todo mundo. Todo mundo com o bem de todos e, ainda mais, suplicando o perdão divino, porque perdão divino significa renovação de oportunidade e não apagar a erro. Então, quando Jesus suplica o perdão, Ele não está pedindo para que apague os nossos erros, porque isso não tem jeito, mas Ele está pedindo que se renovem as bênçãos, que se renovem as oportunidades. Por quê? Porque Ele fala assim, eles não sabem o que estão fazendo, eles não sabem, eles não se deram conta, eles não têm dimensão do que estão fazendo.

Então, é o paradigma, é o modelo, porque o paradigma é o modelo, por isso Jesus é o modelo, é o modelo, o modelo do eterno bem sobre a Terra. É tão bonito isto, porque chega a ser, assim, em alguns aspectos, constrangedor. Jesus está com a multidão imensa, aí, senta em um campo e Ele não fala «ah, gente, estou com fome, traz uma coisa para eu comer», Ele fala que precisa alimentar a multidão. Simão fala «mas, Mestre, eu estou querendo que você mande essa multidão toda embora para nós comermos aqui, fazer uma fechadinha aqui, só a gente, a gente faz um círculo aqui, porque tem é um pouquinho só de peixe, um pouquinho de pão, acho que mal dá para a gente, mas, a gente faz um círculo aqui, manda esse povo tudo embora e cada um que coma».

E, Jesus diz «não, não, traz aqui o pão». E, não consta que Ele multiplicou e comeu, não, não é? O texto nem menciona se Ele comeu, não é? E, Ele está lá caminhando, ensinando, está preocupado, ainda, que a multidão está com fome. É outro parâmetro, é outro parâmetro é outro paradigma que é esse de cooperação com a lei divina. E, aí, a lei divina multiplica dádivas, multiplica dádivas, não é? Tem um outro livro, também, que é, acho que é aqui no Ação e Reação mesmo, não é? Tem uma menção aqui, que, periodicamente, olha que interessante, de vez em quando, eles tomam um susto, porque, nas regiões mais inferiores do orbe, de repente, eles veem aquele multidão de anjos, aquele cortejo de anjos, é Jesus descendo nas regiões mais inferiores do planeta para levar um consolo, para atender.

Ele faz a tarefa de visita aos sofredores, não é? É um cortejo seguindo Ele, Espíritos devotados, seguindo Ele que está descendo para atender. Dá até vontade de ir para um lugar desses, não é? E, ficar lá esperando uma hora, o mestre visita, o mestre estava aqui só te esperando, fiquei aqui só para te ver, não é? Melhor subir, viu, gente? É verdade, é melhor subir. Obreiros da vida eterna. Há uma fala interessante, também, desse sentido, que eu não sei nem o aspecto que fala isso, que Ele está preocupado com a própria salvação, apenas, e Ele vai subindo, subindo, só avançando na própria evolução e nada mais.

E, aí, Ele vê aquele cortejo descendo. Ah, isso! Nós temos uns sete minutos com Emmanuel que fala sobre isso, que é o devedores. Aquele comentário de Romanos, capítulo 1, que Paulo fala assim, sou devedores a gregos e a bárbaros. E, Emmanuel fala assim, que gênero de dívida o convertido de Damasco tinha. E, aí, Ele vai dizer toda vez que nós ascendemos, até mesmo ascendemos em função daquele que nos agrediu, que aquele que nos prejudicou, nos ofendeu, foi um instrumento que nos causou dor e a dor tem aquele objetivo de lançar o Espírito, arrojar o Espírito adiante e, depois, esse que progrediu reconhece isso e vem auxiliar aquele que o ofendeu, porque se sente devedor que o auxiliou na nova visão.

Nós somos devedores, somos devedores. Então, é importante isto, não é? Eu falei assim, estava ascendendo, ascendendo, ascendendo, não, vou subir, vou melhorar, nossa, estou ganhando mais luz, mais luz, chega lá e vê Jesus descendo e fala uma coisa errada aqui, gente, eu só estou subindo, peraí, onde vocês vão? Não, nós vamos auxiliar. Ele vem, periodicamente, Ele desce para auxiliar. Então, peraí, deixa eu equilibrar isto aqui, deixa eu equilibrar, porque tem uma economia, tem uma economia, é a economia do amor. Isto é muito bonito, porque, se não houvesse esta economia do amor, acabou, não teria nenhum vínculo entre nós e as entidades angélicas, nenhum.

Eles estariam lá, usufruindo a suprema felicidade da gente aqui, que estaria em maus lençóis. Às vezes, a gente vê, talvez, uma aplicação da palavra meritocracia, em que me dá a impressão de ser uma coisa meio egoística, não é? Eu tenho méritos, e eu alço, como se aquilo só dependesse de mim. Então, eu fico pensando, será que as coisas, como Deus funciona, uma meritocracia é dessa que a gente imagina? Não é? Porque, não sei explicar, mas me dá essa impressão de que… É porque, exatamente, acho assim, tem a meritocracia daquele que está comendo da árvore do bem e do mal, que é aquele que destituiu Deus da sua posição e ele se julga o único autor do que ele considera sucesso, do que ele considera atingir objetivos, porque ele está cego à conjuntura, às interseções, aos auxílios, a quem se apagou para que ele pudesse brilhar, a começar por aqueles que se reuniram para que ele pudesse ter um corpo.

É interessante isto, não é? Não, eu sou a favor de 100% da meritocracia. E, você ganhou o corpo, você fez o que para ganhar o seu corpo? Para nascer aqui, você fez o que? Para ganhar o seu corpo? Como é que foi? Não é? E, tem o mérito, a meritocracia do que come da árvore de vidas. Este aí, o mérito dele é o quê? Cooperar com a lei. É isso. Quer dizer, essa atitude dele de boa vontade para cooperar com a lei e a gratidão dele em receber é o mérito, porque ele não vai ficar em uma posição de passividade. Quer dizer, ele não é um filho preguiçoso, que está deitado, aguardando que tudo chegue até ele, porque ele coopera com a lei, ele coopera com a lei.

Mas, entendendo que é a lei que opera, não é ele, ele coopera, este é o bonito, coopera. Haroldo:”Essa lei é um princípio maior, que é da misericórdia.” Haroldo: “A nossa meritocracia não é misericordiosa.” Haroldo:”Aquela história de que Deus nos dá, nós temos um mérito, que é ter sempre novas oportunidades.” Exatamente. O nosso esforço, a nossa disciplina, o nosso esforço, a nossa dedicação, a nossa entrega, ela é, na verdade, uma das condições para que as dádivas se concretizem. Mas, é isso, ela é uma condição para que as dádivas se concretizem.

Haroldo:”Cada vez que a gente vai falando alguma coisa, a gente vai chamando um novo conceito, dádiva, qual o conceito?” Exatamente. Haroldo:”Porque, aí, também, vem aquela hora que o cara acha que dádiva não é você ter alguém de quem cuidar, você não vira alguém, ninguém para poder ter que cuidar, a médica não tem o problema, a dádiva não tem o problema. Quando, às vezes, a dádiva está sendo posta à mesa, é uma oportunidade do trabalho.” É a dificuldade, é o empecilho, é o… Haroldo: “Essa coisa dos conceitos, né?” Exatamente.

Mas, é isso, Júlio, que está no cerne de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Porque, comer dessa árvore é eu acreditar que eu conheço o bem e o mal, que eu tenho condição de conhecer. Esse é o problema. Aí, você diz assim, não, gente, mas, olha, isso que está acontecendo com o Júlio é um mal muito grande. E, a providência está assim. Você não sabe o bem que é isso para ele. Aí, você fala, nossa, é um bem, então, vou fazer a Marina viver isso. Mas, para ela, é um mal gigante. Exatamente. Então, nós não temos condição disso.

Avaliar a qualidade de uma circunstância, de um acontecimento, de alguém, segundo as suas obras. Aí, nós vamos percebendo o quê? É o que ele fala aqui. Essa atitude de cooperação é a melhor atitude, porque eu não me preocupo em mandar ou comandar. Eu me preocupo em comandar. Comandar. Então, eu sei que há em que atua o Supremo, e eu atuo na minha esfera. Eu cuido todo aquele que opera no bem de alma voltada para Deus. Porque, operar no bem de alma voltada para si mesmo não é bem. O que nós achamos é bem. Aliás, há uma mensagem do Emmanuel, chamada meio bem.

Meio bem. Os que fazem é um meio bem. Por quê? Porque ele não está com a alma voltada para Deus. Então, por exemplo, ele vai fazer uma caridade, mas ele cobre de tantas exigências que aquilo acaba sendo constrangedor. É aquela pessoa que quer te ajudar, mas, chega uma hora, você fala assim, eu posso te pedir uma coisa, pelo amor de Deus, não me ajuda, não. Porque ela te cria tantos embaraços, ela te cria tantas situações constrangedoras para te ajudar, que é preferível ela não ajudar. Quer dizer, o bem dela é nocivo, porque ela não está com esse espírito de cooperar com a lei, de operar no bem de alma voltada para Deus, entendendo que é Deus que dispõe.

Aí, o que ela quer fazer? Ela quer impor-se a tudo e a todos. Quando ela se impõe a tudo e a todos, o bem dela perde o brilho. Por quê? Porque perde a conexão com a fonte divina, que é Deus, o supremo bem. No próximo episódio, nós vamos falar dos quatro rios que saíram do Jardim de Éden, do Jardim de Delícias. Os quatro rios. Que rios são esses? A sensação de qualquer criatura diante do Criador é a sensação de um grão de areia diante de uma galáxia. Não importa a evolução dessa criatura, para que a gente entenda o que é Deus.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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