#046 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro do Gênesis, explorando a simbologia dos quatro rios que nascem no Jardim do Éden, conforme descrito em Gênesis 2:10-14. O estudo transcende a interpretação literal, utilizando a chave do Espiritismo para revelar camadas mais profundas de significado.

O que é estudado neste episódio

  • Os Quatro Rios do Éden (Gênesis 2:10-14): Análise do texto bíblico que descreve os rios Pisom (que rodeia a terra de Havilá), Giom (que rodeia a terra de Cuxe), Tigre e Eufrates.
  • Simbologia dos Rios: A interpretação de que os rios representam a totalidade das nações da Terra, partindo de uma origem comum, reforçando o universalismo da mensagem bíblica de que todos os povos descendem de um mesmo tronco.
  • O Degredo de Espíritos: A abordagem espírita, baseada nos ensaios de Allan Kardec na Revista Espírita e em “A Gênese”, sobre o degredo de Espíritos para a Terra. A ideia de que a raça adâmica representa Espíritos degredados de outros orbes que aportaram na Terra em um estágio primitivo para resgate e depuração.
  • Os Capelinos e a Formação dos Povos: A revelação trazida por Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier (em “A Caminho da Luz”), que detalha o degredo de Espíritos do sistema de Capela, que se dividiram em quatro grandes grupos, correspondendo aos quatro rios:
    • Povo Hebreu: Ligado à religiosidade e à guarda das revelações divinas.
    • Povo Egípcio: Dedicado à mediunidade, magnetismo e manipulação fluídica, com um forte vínculo com o mundo espiritual.
    • Hindus: Focados no desenvolvimento interior, meditação e potenciais anímicos.
    • Arianos: Voltados para a reconstrução do paraíso na Terra, através da técnica, progresso material e organização externa.
  • A Origem do Degredo: A causa do degredo é associada ao “comer da árvore do conhecimento do bem e do mal”, simbolizando o afastamento de Deus do centro da vida e a colocação do ego humano em seu lugar, gerando egoísmo, orgulho e individualismo.
  • Transição Planetária: A compreensão de que a transição planetária atual é a saturação desse modelo centrado no homem, e a necessidade de um retorno a Deus como centro para a construção de uma sociedade mais fraterna e unida.

Reflexões

  • A mensagem universalista da Bíblia, que, à luz do Espiritismo, revela a origem comum de todos os povos e a interconexão das experiências humanas e espirituais.
  • O conceito de degredo como lei divina de progresso, onde Espíritos que resistem à evolução de um orbe são transferidos para outros em estágios compatíveis, promovendo a renovação e o aprendizado contínuo.
  • A importância da integração das diferentes vertentes culturais e espirituais (representadas pelos “quatro rios” ou povos capelinos) para o avanço da humanidade, superando o egoísmo e o individualismo em prol de uma fraternidade universal.

Ler transcrição do episódio

Olá, voltamos hoje para mais um episódio do nosso estudo do livro Gênesis. Hoje vamos estudar um tema bastante interessante. Nos episódios passados, nós tínhamos abordado a questão das árvores, a árvore da vida, a árvore de vidas, como está no original hebraico, e da árvore do conhecimento do bem e do mal. Hoje, nós vamos falar de um tema muito hermético, bem complexo, porque ele surge no meio da narrativa do nada que são os quatro rios que saíram do Jardim de Éden, ou Jardim de Delícias. Isso está dito no capítulo 2, versículo 10, está escrito assim, Um rio saía de Éden para regar o jardim, e de lá se dividia, formando quatro braços.

O primeiro chama-se Fissón, rodeia toda a terra de Évila, onde há ouro. É puro ouro dessa terra, na qual se encontra o ouro Délio e a pedra de Onix. O segundo rio chama-se Geón, ou Guéon, rodeia toda a terra de Cux. O terceiro rio se chama Tigre, corre pelo oriente da Assíria. O quarto rio é o Eufrates, e Adonai ventomou Deus, o homem, e o colocou no Jardim de Éden para o cultivar e o guardar. O que, falando literariamente, o que parece é que esse texto está fazendo referência a uma tradição oral, uma tradição do povo hebreu, ou mesmo de outros povos com os quais os hebreus tiveram contato, na Mesopotâmia, na Babilônia, na Assíria, mesmo no Egito, de alguma tradição referente à simbologia desses rios.

Isso é bastante comum. A linguagem bíblica tem uma peculiaridade. Mar e rio geralmente são associados a povos. A gente vê isso, por exemplo, na profecia de Daniel, na profecia de Ezequiel e em outros profetas. O texto explicitamente diz isso. Está no livro de Daniel, por exemplo, onde o anjo interpreta para ele um sonho do mar agitado, dizendo que esse mar agitado são nações que se colocam umas contra as outras. Então, o mar calmo é um sinal das nações em paz e o mar gravio é um sinal dos conflitos entre as nações.

E, da mesma maneira, os rios, essa referência de quatro rios nos lembra, vamos tentar ir para os aspectos mais simples dessa simbologia, dois rios são facilmente identificados, que é o Tigre e Neofrates. São rios que têm sua nascente nas montanhas da Armênia, portanto, para aquela região da Mesopotâmia, do Irã, aquele é o ponto. Esse rio aqui, o Fison, que rodeia a terra de Évila, a gente vai ter uma referência muito ligeira em Gênesis, capítulo 10, versículo 29, de que Évila corresponderia à Arábia. E aqui tem uma menção ao ouro, à qualidade do ouro, das pedras preciosas, um aspecto muito ligado realmente ao povoado.

Mas, fica aquela interrogação com relação a esse rio Gueron, que rodeia a terra de Cux. A gente poderia ter alguns indícios de que isso se refira à Etiópia. Então, a gente percebe que é como se traçasse quatro pontos, norte, sul, leste e oeste, com relação à terra de Israel, aproximadamente, e aí você fizesse uma demarcação desses quatro rios. É claro, esse era o mundo conhecido do narrador. Era o mundo habitado na época em que o texto foi produzido. Então, naturalmente, a narrativa dos quatro rios quer significar todas as nações da terra.

Essa ideia de os pontos cardeais, no sentido de uma totalidade, de uma abrangência, de uma universalidade. O importante, aqui, não é nem tanto esse detalhe. O importante é entender que esses quatro rios descendem de um rio, um só. E esse rio tem sua fonte no Jardim de Éber. O livro de Gênesis, a todo momento, vai reforçar a origem comum de todos os povos da terra. Eles são povos. Adão, o ancestral comum da humanidade, o pai de toda a humanidade terrestre. Essa é a ideia. Todos somos iguais. Todos descendemos de um mesmo tronco.

Aqui, a mensagem dos rios vão reforçar isso. E, depois, nos filhos também de Adão, quando foi feita a divisão, depois do dilúvio, os filhos de Noé, sempre, sempre tentando abranger todos os povos conhecidos, mostrando a sua irmandade, um ponto comum entre todos eles. O que é um fato muito curioso, porque um dos aspectos que mais depõe contra o povo hebreu foi o sentimento de exclusivismo que tomou conta deles e que acabou redundando uma série de problemas e levou até mesmo Jesus a criticar, a advertir esse orgulho racial, esse sentimento de exclusivismo, de que todos os povos são infinitamente inferiores, somente o povo hebreu, que é o povo escolhido e que possui qualidades verdadeiramente humanas.

Esse é um ponto inconciliável com essa mensagem do texto de Gênesis, ou seja, com a mensagem bíblica. Não tem como conciliar isso. Uma coisa sim, entender a eleição do povo hebreu para ser o povo guardião da primeira revelação. Para ser o povo que, no dizer de Paulo, ficaria encarregado de guardar os oráculos de Deus, a revelação divina. Isso é uma coisa. Entender que há uma diferença substancial entre os povos, ou que há um ser humano pior do que o outro, só porque é de uma região, tem uma cor de pedra e fala uma língua, isso realmente choca-se frontalmente com a mensagem bíblica.

O texto quer reforçar exatamente o contrário. Adão, o grande patriarca, pai da humanidade inteira. E, aqui, o esforço do narrador é frisar quatro rios, quatro pontos cardeais, no sentido de que todos tiveram origem comum. Esses quatro rios vêm de um rio, de um braço comum. Essa é a mensagem literal. Ou, nós podemos dizer, é o primeiro nível da interpretação deste texto extremamente enigmático. Tem quase que um esfinge, porque são dois versículos que surgem no meio da narrativa. Ele está falando da árvore, da proibição, logo depois de narrar os rios.

Volta da proibição que Deus fez a Adão e a Eva de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Então, fica essa narrativa solta destes rios, destes quatro rios, sem entender como é que surgiu isto. É um texto bem esfingético, mesmo. Agora, vocês são feitos desta interpretação mais literal, mais direta, que reforça aqui o universalismo da mensagem, etc. Nós podemos recorrer, devemos recorrer ao Espiritismo, à revelação espírita, que vai lançar uma luz, aqui, surpreendente. Vai lançar uma luz preciosa, mas, aí, nós vamos sair daquela interpretação puramente literária e vamos, já, ingressando em outras camadas da interpretação mais espiritual.

Quer dizer, tentando já penetrar nesses enigmas que inspiraram o texto. Kardec produziu ensaios na Revista Espírita e no livro A Gênese sobre um tema muito interessante, que é o degredo. Isso fica muito claro no último capítulo do livro A Gênese, quando os Espíritos vão descrever o processo que a Terra, o nosso órbito, enfrentará de renovação, de regeneração. E, fica claro, fica bastante evidente no livro A Gênese e, também, em mensagens posteriormente publicadas no livro Obras Póstumas, que a regeneração da Terra se dá com velórios e nascimentos.

Uma geração morre e uma geração nova chega pelo parto. Então, a grande transformação da humanidade começa nas maternidades. Esse é o ponto forte. Então, não se trata de um fenômeno vinculado a cataclismos, terremotos, tsunamis, nada disso. Isso pode ocorrer, porque faz parte da experiência física do órbito que está em constante movimentação. Mas, o fenômeno profundo da regeneração planetária tem a ver com quem morre e com quem nasce. Então, é um fenômeno silencioso, silencioso, de substituição dos Espíritos que encarnam, de substituição de populações, porque Espíritos atrasados são retirados e Espíritos mais adiantados encarnam, promovendo uma renovação geral.

Então, Kardec já tinha recebido várias dessas mensagens e, naturalmente, ele se perguntou para onde vão esses Espíritos que são retirados, que seriam retirados da Terra. E, Se isso ocorre nos demais órbitos, porque a evolução da Terra não é uma exceção do Universo, pelo contrário, a Terra segue a regra geral da evolução dos mundos, como está no livro dos Espíritos. Deus renova os mundos como renova os seres. O progresso dos mundos é uma lei divina e abarca todo o nosso Universo, conhecido por nós e desconhecido. É uma lei divina e universal.

Portanto, surgia a pergunta se há uma ação de saneamento geral, onde Espíritos que encravam o progresso planetário são retirados, para onde eles são levados? Então, Kardec começa a escrever ensaios na revista escrita sobre este tema e ele acaba formulando as linhas gerais do pensamento espírita sobre o tempo e conclui sobre o degredo. Se os mundos forem vistos como escolas, alunos rebeldes são retirados de uma escola que avança e recolocados ou repatriculados em escolas compatíveis com seu nível de adiantamento ou compatíveis com seu grau de rebeldia.

Então, há uma transferência escolar. Isto é o degredo. E, com a intuição poderosíssima e orientada pelos Espíritos superiores, da pleja do Espírito e verdade, Kardec pensa o tema e é sobre isso que ele vai escrever na revista Espírita e depois publicar no livro A Gênesis, imaginando a raça adâmica, essa narrativa de Adam e Eva, como a narrativa de Espíritos que foram degredados de algum orbe e aportaram na Terra. Na época em que a Terra estava no estágio do orbe primitivo para que aqueles pudessem resgatar e através de muito esforço, de muitas lutas, muitas provações e muitas expiações depurarem os seus Espíritos para poderem voltar ao seu orbe de origem, para voltarem à sua casa, ao seu lar planetário.

Então, Kardec formulou no seu primeiro ensaio, vem das mãos de Kardec, sugerindo esse tema. Evidentemente, ele não entrou em detalhe de que orbe veio a raça adâmica. De que orbe? De onde? Ele não quis entrar nesse detalhe porque estava preocupado em descrever o fenômeno universal, o fenômeno do degredo. O degredo é lei divina e ele estava preocupado em entender isso e relacionar a história planetária do nosso orbe com o degredo. Houve algum degredo de Espíritos para a Terra? Vai concluir Kardec que sim, porque toda literatura mundial, a literatura de todos os povos, contém elementos, alguns sutis e outros bem diretos, denunciando um degredo, uma prisão.

É a famosa história do paraíso perdido ou de uma época de ouro que se perdeu, de uma época de bonança que se perdeu e degradou-se para uma época atual, que foi a época que os terços foram produzidos. Então, essa ideia de uma degradação, de uma queda, de uma perda, está presente em todas as mitologias do Ocidente e do Oriente, de todos os povos, até entre os indígenas, por incrível que pareça. É um tema recorrente. Quem pesquisa bastante sobre isso é o grande pesquisador dos mitos, Joseph Campbell, que retrata isso, toda a sua obra, de maneira brilhante.

Carl Gustav Jung se aconselhou com ele, tirou bastantes ideias. Alguém que consultou o Joseph Campbell para produzir filmes foi o George Lucas, com a produção da série famosa, a série Guerra das Estrelas. O consultor das ideias, quem montou aquele quadro das civilizações foi o Joseph Campbell, utilizando essa experiência que ele tem das civilizações, das mitologias. Então, essa mitologia da queda é vital para que a gente entenda esse conceito de que sempre houve uma época de outra. Na literatura grega, tinha uma época de outra, na Mesopotâmia, na Babilônia, etc.

No Irã e assim, no Egito, todos têm isso. E, do povo hebreu, temos a narrativa da perda do Paraíso ou da expulsão do Jardim de Delícias. Aí, a gente entende que essa literatura, as mitologias, as cosmogonias e as literaturas religiosas, incluindo a literatura bíblica, foi escrita por degredado. Essa é uma literatura produzida por quem sofreu o degredo, por quem saiu da sua casa, saiu do seu homem, aqui a portou, estranhou, estranhou, porque vão pensar apenas um aspecto, o aspecto da tecnologia. Você sai de um local com a tecnologia bastante avançada, internet, celular, possivelmente até carro, voando.

E, aí, chega aqui, numa Idade da Pedra, é bastante assustador, bastante assustador. Então, é uma experiência muito drástica, você está em um corpo extremamente aperfeiçoado, com costumes mais amenos e, aí, de repente, tem que vir com um corpo, quase com um corpo primata. Então, isso causou uma sensação psicológica, ao longo do tempo, nesses Espíritos, de perda de um paraíso, de perda de uma situação ideal. Não que o lugar que eles viessem fosse um mundo ditoso, um mundo maravilhoso, mas, em comparação com um mundo primitivo, até um paraíso.

Vamos combinar, não é? Com todos os problemas, você não vai querer sair daqui, da sua cidade, do trânsito de São Paulo e de outras cidades, para ficar correndo de dinossauro. Não é? Vamos combinar que tem que querer vir de dinossauro um pouquinho mais para a frente. Estou exagerando um pouco. Os degredados chegaram aqui numa época recente. Estima-se entre 25 a 30 mil anos antes de Cristo. Essa é, mais ou menos, a data. Então, já não tinha dinossauro. Mas, se você pensar que a agricultura surge 3 mil anos, 4 mil anos antes de Cristo, da maneira como nós conhecemos, do sedentarismo, de se fixar, é assustador, não é?

Imaginar 30 mil anos antes. Era uma situação de nômade, de uma vida bem rústica. E, aí, dá essa sensação mesmo de uma queda de um paraíso. Bom, então, é importante frisar isso. Quem primeiro colocou essas inserções, quem primeiro estabeleceu esses fundamentos do degredo, foi Alan Kardec. Isso está na codificação. Depois, muitos anos depois, depois, muitos anos depois, depois, muitos anos depois, vem a obra de Scott. … … … … … … … … … … … … … depois de muitos anos, vem a obra de Francisco Castro especialmente do Vaca Minho da Luz, que foi objeto do livro musical do Cê, que nós o Cê produzimos, que retrata detalhes do degredo, não a idéia geral do degredo que já está em Kardec.

O que Emmanuel vai trazer é um dado fundamental, E, aí, a gente vê o que é o resgate do cristianismo permitido pela obra psicografada por Checho Xavier. Porque o que o livro A Caminho da Luz faz é voltar para Gênesis e Mosaica. Os primeiros capítulos são capítulos de Gênesis. E, aí, ele traz o tema dos povos que foram decretados. E, aqui, é fundamental. Porque a narrativa bíblica ela vai dizer um rio que se repartiu em quatro. Então, olha que interessante. Nós temos um conjunto de espíritos que é tirado de um orbe do sistema de capela na constelação do cocheiro.

Esse agrupamento vai, então, um bloco, vai dar a ideia de um rio e, inicialmente, ele se divide em dois. Então, nós temos o povo hebreu e o povo egípcio formando uma unidade, os arianos e os hindus formando outra unidade. E, aí, é muito curioso, porque nos dá uma ideia de tigre e eufrates, hindus e arianos, e fisson e o outro aqui, o guéon, os outros dois rios, egípcio e povo hebreu. Se a gente separasse essas quatro regiões em grupos de dois, depois, eles se caracterizam em quatro grupos, o povo egípcio, o povo hebreu, o povo hindu e os arianos, sendo que os mais endividados pela Antiguidade Divina era o povo hebreu, ou seja, a turma da religiosidade.

Não precisa nem ir longe, basta a gente estudar um pouquinho da história religiosa da Terra, nós vamos entender. Cruzadas, inquisição, agora, homem-bomba, fundamentalismo, quem mais mata, quem mais produz guerra, quem mais produz preconceito, quem mais espalha o mal na Terra somos nós, os religiosos, as pessoas da religião, que produzimos, paradoxalmente, a maior quantidade e a qualidade mais tenebrosa de mal sobre o planeta. É natural que essa turma mais afeta a religiosidade, desse órbito de capela, venha aqui com o povo, o povo hebreu, para ter uma nova experiência de fé, de religiosidade, mas com muita dificuldade, com muita dificuldade.

Então, aqui, a gente percebe, nessa narrativa de Gênesis, a grande história dos capelinos. O germe desses quatro povos que vão, nós não podemos nem dizer influenciados, eles vão impactar profundamente a história da Terra. Profundamente. Os hebreus, com a sua religiosidade, com a sua visão de religiosidade, com a sua experiência religiosa, trazido daquele órbito, múltiplas vivências, traz para cá esse conceito. E, tanto se dedicam a essa temática, a esse nível de experiência, que são escolhidos para serem os guardiões, os detentores da primeira revelação e da segunda revelação.

Porque Jesus vem nesse povo, a quase totalidade dos missionários do cristianismo nascente são hebreus, estão no povo hebreu. Então, o compromisso desse povo com os movimentos religiosos da Terra. Por outro lado, nós temos aqui, irmãos desse povo hebreu, os egípcios, que eram os dados à mediunidade, ao magnetismo, aos aspectos de manipulação fluídica, aos aspectos de espiritualidade mais voltada, com mais vínculos com o que hoje nós conhecemos por espiritismo. É dos povos vindos de capela, esse grupamento, é o que menos débito tinha, é o que menos débito tinha e, portanto, ele retorna.

A quase totalidade retorna para o orbe, ficando alguns apenas, alguns deles ficam para ajudar no processo de crescimento da Terra. E, quando eles pressentiam o seu retorno para cá, para a sua casa, para o seu lar, resolveram decifrar, porque eles eram especialistas nisso, em ciclos evolutivos, ou seja, todas as questões espirituais que a gente encontra na codificação, na obra Gênesis. Eles deixam isso codificado nas pirâmides. As pirâmides constituem um projeto arquitetônico, segundo Emmanuel, que guarda nas suas medidas o seu posicionamento, latitude e longitude, na distribuição das pirâmides e outros elementos, guardam equações fósnicas que revelam ciclos de evolução, ciclos de desenvolvimento.

Então, a gente consegue prever como se dá o processo de evolução dos orbes. É importante entender isso. Uma escola comum, uma escola que você coloca o seu filho de sete, cinco, seis anos, ela possui um plano pedagógico, ela possui um calendário anual e didático com tempo previsto para ensino de tal e tal matéria, com tempo para avaliações bimestrais, avaliações trimestrais, avaliação final, que não dirá da escola planeta Terra, que também possui seu calendário, suas turmas, seu ciclo, suas épocas de prova, de avaliação, com qualquer escola.

É um programa de desenvolvimento, o que revela o planejamento do criador, que é perfeito, e o planejamento dos Espíritos superiores que dirigem o povo. Está tudo dentro de ciclos. Então, para a gente não ficar muito nessa ideia mística, quando eu falo ciclo, vamos lembrar da escola. É uma qualidade escolar. Tem o tempo para ensinar tal matéria, para se aprender isso ou aquilo e o tempo em que esse conhecimento será enviado. Então, tudo a seu tempo. Por isso que os Espíritos da codificação não cansam de repetir. A gente encontra isso no Evangelho Escrito e Espiritismo, no livro Agênesio, no livro Céu e Inferno, no livro Obras Fósseis.

São chegados os tempos. São chegados os tempos. É um professor dizendo, olha, a avaliação trimestral está chegando, o calendário agora é esse, é isso. Não tem nada de assim. É hermético. É maravilhoso, é surpreendente, é muito bonito, mas não tem hermetismo. Não há necessidade de a gente fazer aqui um misticismo barato, explorar a crendice e a credulidade das pessoas com esse tipo de conhecimento. Não é esse o ponto. Certo que os egípcios dominavam isso. E é curioso ver o povo que está ligado à religiosidade é Vinculado a essa tradição espiritual dos egípcios.

Porque, se nós temos a primeira revelação, depois a segunda com Jesus, sendo que em Jesus nós temos uma síntese ético-moral, uma integração ético-moral, dando ali um modelo e um padrão para a humanidade do ponto de vista do comportamento moral, com a chegada da terceira revelação, nós vamos unir a esse modelo ético-moral conhecimentos do mundo espiritual. Então, é como se a gente estivesse integrando em linhas gerais, se é que nós podemos dizer isso, mas é apenas para efeito didático, é como se nós estivéssemos integrando a vertente hebraica com a vertente egípcia.

E, então, conseguindo um novo tipo de religiosidade que leva em conta os aspectos espirituais da vida, a imortalidade, a comunicabilidade, a questão dos fluidos, do magnetismo, etc., que é o forte dos egípcios. Então, retoma, é como se unificasse essa vertente, esses dois rios. Olha que interessante isso! E, um outro grupo, que são os hindus e os arianos, e aqui a gente tem uma coisa curiosa, porque a Índia, o agrupamento hindu, é um agrupamento que é muito variado. Basta a gente entender que o materialismo surge na Índia.

Então, essa visão romantizada da Índia que a gente tem, não tem muito fundamento. O que acontece aqui é que a experiência hindu e ariana está focada no indivíduo. Então, se o povo hebreu e o povo egípcio estão com foco em Deus e na natureza do mundo espiritual, por causa dos egípcios, ou seja, Deus e a criação, aqui, por hindus e arianos, o foco é o indivíduo, só que em duas vertentes. O hindu vai focar o indivíduo do seu interior para o exterior. Então, é lá que vai surgir o fenômeno da meditação, da yoga, dos estados alterados de consciência, da exploração, inclusive, dos potenciais anímicos.

Mas, não é uma exploração como a dos egípcios, porque o egípcio é um mundo espiritual e as forças magnéticas e os fluidos que envolvem a relação do mundo espiritual com o mundo corporal. Aqui, no hindu, não, é o desenvolvimento anímico, as faculdades anímicas, dentre elas, o poder da concentração, centrar-se na meditação, na educação das forças, ou seja, uma construção inteira. Este é o forte. E, o ariano, também focado no indivíduo, o foco é o indivíduo, mas, agora, não está preocupado com os aspectos interiores, mas com os aspectos externos.

Então, o ariano é aquele que está preocupado em reconstruir o paraíso aqui. Já que eu perdi o paraíso, vou construir outro. Essa é a ideia. Sem preocupação religiosa. Para as questões religiosas, às vezes, tem uma mentalidade que chega a ser poeríaca. Foi sempre conduzido pelos outros, ou pelo hindu, ou pelo hebreu. Sempre foi conduzido, mas, uma capacidade técnica, uma capacidade de manipular, de construir, de trazer o progresso e, por isso, importantíssimo para a evolução da Terra. Então, são os que trazem a técnica, porque, se deixar só para o hindu, com o sentimento, às vezes, até de orgulho, porque você desenvolve os potenciais animos, mas se sente superior ao outro e, olhado para o outro, não quer mais misturar, eu não quero me envolver, e, aí, você está em uma profunda meditação, construindo interiormente, mas, ao redor de você, está um lodo, uma tragédia, tudo caindo aos pedaços, porque está preocupado apenas com o interior.

Ou olhando para o outro lado, uma preocupação em manter tudo organizado, tudo em ordem no progresso, mas, uma verdadeira tempestade interna. Mas, são isso, esses quatro povos mostram quatro vertentes, com as suas desvantagens e com as suas desvantagens. Com as suas virtudes e com os seus excessos. É natural isso. Por isso, eles estão colocados juntos, para que uma ajude o outro daquilo que é forte. Não há nenhum problema nisso. Evolução é isso. É, também, uma transferência de experiências. Por isso que ela é coletiva, porque a gente se beneficia das qualidades do outro.

Então, esse foi o ponto. E, aqui, estão retratados esses quatro rios. O interessante é que nós vamos ter um impacto, como já dissemos aqui, definitivo na evolução do Europa, com esses povos, porque eles detêm mais conhecimento, eles trazem mais experiência de onde eles foram degredados e necessitam de experiências emocionais, sentimentais, espirituais, para que eles possam se aprimorar nas lutas da Terra. Eles terão essas experiências e, ao mesmo tempo, vão transferir esse conhecimento para os povos da Terra, para aqueles filhos que são daqui, que têm a Terra como seu lar de origem.

O certo é que Emmanuel faz um mapeamento muito curioso e ele vai mostrar que foram os alienos, por incrível que pareça, que eram os mais voltados para o exterior, com pouca atividade interior, quase nenhum vínculo com religiosidade, não estavam preocupados com isso, foram eles que se misturavam, porque nessa ideia de construir um paraíso aqui, chamavam todo mundo, até para dominar, mesmo que fossem dominando, se misturavam, se relacionavam, faziam comércio e aí causou, através do comércio, do poder, da política, uma mistura, uma integração a princípio desigual entre os povos, mas que seria o germe da tão sonhada fraternidade universal entre todos os povos.

Por isso foram acompanhados desde Emmanuel com todo o carinho pelo governador espiritual do orbe, pelo progresso que ele gerava, pelo progresso que eles imprimiam no orbe. O certo é que, hoje, nós temos uma civilização mundial que é ali. No geral, o mundo é ali, extremamente voltado para o exterior, pouca experiência interna, está preocupado com o paraíso, o paraíso hoje é ouro, é conforto, é Tudo que possa fazer prazer pelos sentidos, isso é bem ariano, alguns aspectos da religiosidade bem coeriu, lida com os aspectos espirituais de uma maneira bem coeriu, o emblema, o símbolo são as mesas girantes, irmãs Fox, etc, etc, etc.

Então, vivemos uma sociedade ainda pelo mas, em virtude do progresso da Terra, teremos uma integração, novamente, desses quatro riscos, o que nos lembra de um prazo comum, e teremos uma integração, também, com outras experiências, como o Japão, a China, os Mongóis, a África, a América do Sul, então, tudo isso, também, contribui a lá, escandinavos, nórdicos, embora ele tenha muita vianda, mas, essa integração universal, que forma a simbologia bíblica do banquete universal, que cada povo traz o seu prato, traz a sua experiência, a sua virtude, e isso é unido, isso é visto como força de união, e não como é visto hoje, como elemento de conflito.

Vai chegar esse tempo em que haverá uma integração entre as nações e elas se darão as mãos para resolver os problemas que são da humanidade. Isso é o progresso, isso é o determinismo divino do progresso. Mas, é muito bonito a gente encontrar no livro de Gênesis a referência desses quatro rios aqui, eles vão voltar lá depois do dilúvio, nos filhos de Noré, vai haver de novo uma referência a isso, a esses povos florosos, de modo que a gente vê muitos traços no livro de Gênesis dessa história dos capelinhos e de outros degreus, que não são tão importantes quanto a massa de capelinhos, alguns milhões de espíritos que vieram de capelos.

Nem são tantos assim, mas que tiveram um profundo impacto na evolução do nosso homem. Essa é uma interpretação que a gente não consegue extrair sem a chave do Espiritismo, sem a chave espírita que lança uma luz diferente e faz a gente olhar de um modo interessante para a história evolutiva da Terra. Porque, se nós estamos relacionados aqui à raça Adâmica e a esses quatro rios com os capelinhos, qual foi o problema que gerou o degredo? Qual é a origem do degredo? A origem do degredo é ter comido da árvore, do conhecimento do bem e do mal, que nós já comentamos nos episódios anteriores.

É o ser humano afastar Deus do centro, colocar o seu ego no centro e acreditar que ele tem força suficiente para manter o equilíbrio, ele no centro, afastando Deus. Então, ele começa a construir sistemas econômicos, que são puramente humanos, sistemas políticos, que são puramente humanos, sistemas religiosos, que são puramente humanos, sistemas filosóficos, que são puramente humanos, sistemas educacionais, uma área tudo centrada no homem, tendo o homem como centro, como uma referência. E, aí, qual é o resultado disso?

E, aí, qual é o resultado disso? Nós não temos mais um tecido que, quando Deus está no centro, tem uma garantia de que todos serão tratados com igualdade e que todos são iguais. Se eu tenho o homem no centro, o ser humano no centro, eu não tenho mais um tecido, eu passo a ter células isoladas que, muitas vezes, lutam umas contra as outras. E, aí, nós temos um crescimento exponencial do egoísmo, do orgulho, do individualismo, que é a marca, hoje, da transição planetária. Então, o que é a transição planetária? É a saturação desse modelo.

O homem que afastou Deus. Não é afastar Deus e dizer que acredita em Deus. Não é isso. Ah, eu acredito em Deus. Isso é muito pouco. Uma coisa é acreditar em Deus, outra coisa é colocar Deus no centro. É bem diferente. Inclusive, no centro da nossa vida. E, isso implica em amar-o sobre todas as coisas. Então, esse é o desafio. Hoje, nós vivemos uma saturação desse modelo. Por isso, o egoísmo toma conta. O orgulho atinge níveis assombrosos. O individualismo nunca foi tão horripilante. Cada um pensando em si. E, o que acontece?

Um caos social. Porque faltam elementos de coesão. Faltam elementos que dão uma liga, que transformam a vida em comunidade, uma vida saudável, uma vida possível. Uma vida saudável, uma vida possível. Essa é a história do debredo. O debredo ocorre por isso. Porque, chega um determinado momento, na evolução dos orbes de qualquer mundo, num sítio primitivo, em linhas gerais, sai de primitivo para expiação e prova, entra na regeneração para caminhar para o mundo de todos. No mundo de todos, nós temos elementos de coesão.

Uma fraternidade universal, a união dos povos para resolver os seus problemas. E, de uma maneira simples, estudos da Organização Mundial da Saúde mostram que, se nós – vamos imaginar isto aqui – se você pegar toda comida que é jogada fora, só nos Estados Unidos, em um ano, você mata a fome da África. Então, não há problema de falta de recursos. Está havendo fome porque tem desperdício. Então, nem entrando no mérito, você come muito ou pouco. Não é essa a questão. Não é a comida que se come além da conta. É a comida que é jogada fora.

Se nós fizermos isto aqui no Brasil, com tanto de alimento, nós jogamos fora, desperdiçamos. Mas, pensa nisto no mundo. Se todos os povos se unissem para que comida não fosse jogada fora, não houvesse desperdício de comida e que todo o extra fosse encaminhado a quem tem fome, não teria fome no mundo. Isto para a gente citar no caso. Se todos os povos se reunissem em torno da questão da saúde, os problemas de saúde, doença e atendimento no mundo estariam nos unidos. Então, a questão não é a falta de recursos. A questão é o egoísmo que não permite que os recursos sejam usufruídos de uma maneira sustentável pela humanidade.

Então, os Espíritos que atravancam este progresso, que oferecem resistência, que não querem mudar de paradigma e que começam a atuar violentamente contra o progresso planetário, sofrem a ação de saneamento e são levados para um orbe primitivo. Porque, lá no orbe primitivo, é normal, é a época de ser egoísta, é a época de ser orgulhoso, é a época de ser primitivo. É como a criança. A criança também tem a fase que ela passa de extremo egoísmo, de extremo centramento, porque é necessário para o desenvolvimento dela. Não desenvolve o ego dela, não desenvolve a personalidade, se ela não passar por esta fase.

É importante para ela. Ora, depois não faz sentido. Depois não faz sentido. Tem que crescer. É o que o Paulo diz. Você andava com um menino, comia com um menino, mas, agora, as coisas de menino não mais lhe convêm, assim também com o orbe. As coisas de criança espiritual não mais convêm ao orbe. Tem uma ação de saneamento que ocorrerá na Terra e daqui, possivelmente, sairá um rio que se dividirá em quatro e que vai formar a história de um outro orbe, levando aspectos da cultura, da nossa história, de tudo que nós vivemos aqui e, possivelmente, lá eles vão ter uma nova Bíblia, um novo livro Gênesis, um novo ser e uma nova série com episódios também do Gênesis, porque é sempre assim.

As coisas vão se repetindo e a gente vai apenas dando sequência, carregando a tocha, entregando a tocha do progresso. Então, é isso que a gente queria comentar hoje, esse tema que deixa a gente pensar, faz a gente refletir como nós temos dentro de nós, já sabemos as coisas. As civilizações possuem as suas literaturas, as suas mitologias, as suas cosmogonias que retratam a realidade. Então, é aquilo que está no livro dos Espíritos, questão 627. Os Espíritos vêm apenas para lembrar, acordar aquilo que já está na nossa consciência.

Até o próximo episódio. Nós vamos dar sequência absoluta do capítulo 3. Legendas pela comunidade Amara.org É ela que faz a justiça.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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