#008 – Estudo do Velho Testamento – Livro Levítico

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Neste oitavo estudo sobre o Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Levítico, explorando a simbologia do Tabernáculo e a presença divina. A aula inicia com a leitura do poema “Matéria Cósmica” de Augusto dos Anjos, que serve de ponte para a compreensão do fluido cósmico universal como um “livro” onde Deus grava a história dos destinos e universos.

O que é estudado neste episódio

  • Êxodo 25:8-9 e a Construção do Santuário: A análise começa com a ordem de Deus a Moisés para construir um santuário, não para que Ele habite no santuário, mas “no meio deles”, ou seja, no povo. É destacado que a construção deveria seguir um “modelo” que seria “mostrado”, e não apenas descrito, sugerindo um modelo imaterial ou celeste.
  • O Santuário como Modelo Celeste: A discussão se aprofunda na ideia de que o santuário terrestre é uma cópia material de um modelo imaterial, inspirando a Carta aos Hebreus (Paulo) e a visão de João no Apocalipse sobre a Jerusalém que desce do céu.
  • Aspectos Interior e Exterior da Revelação Divina: O estudo ressalta que a Revelação Divina possui um aspecto interior (regeneração íntima do Espírito) e um aspecto exterior (regeneração do mundo e da sociedade), que são simultâneos.
  • A Habitação Divina (“Eu habitarei”): O foco principal é a promessa de Deus de habitar no meio do povo, e como essa presença divina se manifesta.
  • A Gênese, Capítulo Deus, Item 34 (Allan Kardec): Kardec é invocado para explicar que Deus, sendo a essência divina, só pode ser percebido por Espíritos de alto grau de desmaterialização. As imperfeições são “vapores” que impedem a visão espiritual, e a depuração do Espírito permite uma intuição mais clara de Deus, que está em toda parte.
  • Simbolismo do Tabernáculo e a Purificação: A estrutura do Tabernáculo (e posteriormente do Templo), com suas divisões e rituais de purificação, é interpretada como uma representação do processo de depuração espiritual necessário para se aproximar de Deus.
  • O Fluido Cósmico Universal: A discussão se aprofunda no conceito do fluido cósmico como o “útero de Deus”, onde todos os seres estão imersos e conectados à fonte-mãe.
  • Instinto vs. Paixão (A Gênese, Item 18): Kardec diferencia instinto (guia seguro, sempre bom, coletivo e infalível, onde Deus age diretamente) de paixão (individual, nascida das necessidades do corpo, que pode ser nociva e precisa ser domada pela vontade e pelo senso moral).
  • O Livro de Levítico como Tratado de Desmaterialização: Os rituais e sacrifícios de Levítico são interpretados como símbolos de desmaterialização do Espírito, um processo de purificação que permite a união com Deus.
  • A Presença Inevitável de Deus: A conclusão é que Deus sempre esteve presente, desde as formas mais rudimentares da vida, e que a desmaterialização nos permite reconhecer essa presença e nos integrar a Ele.
  • O Consolador, Questão 20 (Emmanuel): A dificuldade de compreender o éter (fluido cósmico) é abordada, sendo descrito como o “fluido sagrado da vida” e “veículo do pensamento divino”, onde o pensamento de Deus circula e nos envolve.
  • Co-criação em Plano Maior: A aula explora como as inteligências divinas (Cristos, arcanjos) operam no fluido cósmico, sob a supervisão de Deus, para construir sistemas e universos.
  • A União Divina: O estudo finaliza com a ideia de que a desmaterialização leva à união divina, uma comunhão indescritível com Deus, exemplificada por Jesus, que nos guia nesse caminho.

Reflexões

  • A compreensão do santuário e seus rituais no Velho Testamento transcende a literalidade, revelando-se um profundo tratado sobre a jornada de desmaterialização e purificação do Espírito.
  • A distinção entre instinto e paixão, conforme Kardec, oferece uma chave para entender o processo evolutivo do ser, onde a inteligência e o senso moral gradualmente substituem o determinismo instintivo, permitindo o livre-arbítrio e a escolha consciente.
  • A imersão no fluido cósmico, conforme descrito por Augusto dos Anjos e Emmanuel, sugere que estamos constantemente envolvidos pelo pensamento e amor divinos, e que a nossa busca por Deus é, na verdade, um desvelar da presença que sempre esteve em nós.

Ler transcrição do episódio

Bom, eu queria… a gente está estudando, na parte do livro Levítico, sobre o Tabernáculo. No nosso último encontro, a gente conversou bastante sobre isso, né? E, hoje, a gente vai dar uma continuidade, assim, mas impedir que seja participativo, igual foi da outra vez. Todo mundo participou, fez pergunta e… E, eu começo, então, com o poema do Augusto dos Anjos. Lembrando que, no dia 17, agora, de maio, a gente lança, pelo SER, um trabalho do José Henrique de Araraquara, que ele orquestrou, musicou, vários poemas do Augusto dos Anjos, que estão no livro Parnagem e Alentum.

Ficou uma obra maravilhosa e um dos poemas que foram musicados foi esse que eu vou ler aqui, que tem tudo a ver com o tema de hoje, no enfoque que nós vamos dar. O poema se chama Matéria Cósmica. Glória à matéria cósmica, à energia potencial que dá vida aos elementos, base de portentosos movimentos, onde a forma se acaba e principia. Sistematização dos argumentos que elucidam a teleologia. Dentro da força cósmica se cria a fonte máter dos conhecimentos. É do mundo o od ignoto, o éter divino, onde Deus grava a história do destino, dos seus feitos de amor, no amor imersos.

Livro onde o criador inimitável grava com pensamento almo e insondável, seus poemas de seres e universos. É muito lindo, não é? A gente começa aqui com o poema do Augusto dos Anjos, porque o tema hoje tem tudo a ver com esse poema. Eu sempre imaginei que o fluido cósmico fosse apenas aquela matéria base com a qual o criador constrói os mundos, os sistemas da imensidão. Mas, na verdade, o que o Augusto dos Anjos está dizendo é que o fluido cósmico é também um livro. Onde Deus grava com o seu pensamento a história dos mundos, a história de tudo, fica tudo arquivado.

Onde Deus grava a história do destino, dos seus feitos de amor, no amor imersos. Lindo demais, não é? Livro onde o criador inimitável grava com o pensamento almo e insondável, seus poemas de seres e universos. Muito bonito é isso, porque a gente escreve palavras em algum material, mas o que Deus escreve, na verdade, são seres e universos. E é sobre isso que a gente começa hoje falando. Lembrando aí dessa poesia do Augusto dos Anjos, um trecho que está no livro Êxodo. Êxodo, capítulo 25, versículo 8. Quando Deus ordena a Moisés, faz-me um santuário para que eu possa habitar no meio deles.

Nós já até lemos isso aqui, né? Essa parte. Agora tem a sequência, o versículo 9. Farás tudo conforme o modelo da habitação e o modelo da sua mobília que eu irei te mostrar. Essa foi a primeira ordem para a construção do santuário. O que chama a atenção aqui? Primeira ordem de Deus, Êxodo 25, 8. Construam-me um santuário que eu habitarei no meio do santuário. Não, no meio deles, ou seja, no povo. Esse é o primeiro aspecto estranho, né? O segundo é, você vai fazer a construção e vai colocar a mobília segundo o modelo que eu vou te descrever?

Segundo o modelo que eu vou te falar? Não, segundo o modelo que eu vou te mostrar. Então, há um modelo invisível do santuário que foi mostrado e o santuário que Moisés construiu é cópia material desse modelo imaterial. Essa é a sutileza. Não é interessante, Rony? Porque ele não falou assim, olha, segundo o modelo, olha aqui, 25, 9, ele fala assim, farás, farás, tudo conforme o modelo de habitação e o modelo da sua mobília que eu irei te mostrar. E é nisso que os sábios se inspiram, é aqui que eles pegam para dizer.

Então, há um modelo celeste de santuário, há um modelo imaterial ou espiritual, quem quiser chamar do jeito que quiser, que foi mostrado. E é com base nesse texto que o autor da Carta aos Hebreus, para nós, Paulo, vai se referir ao santuário celeste. E é daqui que possivelmente João tirou a inspiração para escrever o capítulo 21 do Apocalipse, onde ele fala da Jerusalém que desceu do céu, que é um grande modelo. Isso para nós é muito importante, porque o santuário, a gente já viu isso aqui, ele tem dois aspectos, né?

Ele tem um aspecto, aliás, todos os textos da Revelação Divina tem pelo menos esses dois grandes aspectos, um aspecto que é interior e um aspecto que é exterior, social. Então, nós podemos dizer de uma regeneração íntima, que é o processo de purificação do Espírito, mas nós podemos também falar de uma regeneração do mundo, porque o processo é sempre simultâneo, subjetivo e o objetivo, nunca é só subjetivo. O Evangelho não é uma mensagem só objetiva, nem só subjetiva. Não pode ocorrer transformação só dentro de mim.

A transformação tem que se exteriorizar para as ruas, para as instituições, para as nossas ações, para os nossos ambientes. Ela precisa se concretizar. E, quando a gente fala do santuário, nós já vimos aqui, que o santuário é aquela obra divina, nós estamos entendendo porque é divina, porque é Deus que ordena e é Ele que mostra o modelo, mostra. Na verdade, o que o homem faz? Ele faz, ele executa segundo o modelo que ele visualizou. Ele ajuda na execução. Interessante isso. Mas, isso é um aspecto interior e há um aspecto que é exterior, que é a concretização do reino de Deus, do santuário de Deus na Terra.

Quando toda a nossa vida social, quando a vida em sociedade, refletir de modo pleno as leis divinas. Então, essa é a chamada que a gente queria já, a abertura, a abertura do tema de hoje, porque hoje nós vamos falar sobre o habitarei. O habitarei. Construam o santuário e eu habitarei. O habitarei. Essa presença divina, a habitação divina. Vamos trabalhar um pouco esse tema. Mas, alguém quer acrescentar alguma coisa desse detalhe, dessa sutileza dos versículos? Quer, Cláudio, falar alguma coisinha? Não? Não? Por favor!

De algo a ser servido, mas algo experimentado. Quando você fala que algo é um modelo, não é uma coisa que você pensou e fez uma maquete ali. Não! Você já experimentou, viu que deu certo, aí você criou um modelo a ser servido. Exatamente! Exatamente! Aquele modelo, ele concentra todas as experiências que foram necessárias para se chegar ao melhor. É por isso que na questão 625, Jesus é apresentado para nós como o modelo, o modelo do homem, do ser humano que Deus espera. Aquele ser humano capaz de refletir Deus e capaz de ser a habitação de Deus.

Esse aqui é o ponto bonito, né? Um ser humano que seja a habitação divina, onde Deus possa morar nele, repousar. Isso é bonito, porque nós vamos ver uma coisa aqui também sobre repouso. Mais adiante, nós vamos trabalhar, na aula que vem, sobre o tema do repouso, o sábado, o repouso, descansar, porque se a jornada evolutiva é uma peregrinação, nós a veremos, um dia, chegar ao repouso. E, esse repouso é o quê? É o processo de purificação máximo da alma, onde ela entra em comunhão com Deus. Aí, ela entra no repouso, que não tem nada a ver com deitar, com parar.

No repouso, no sentido de que o processo de tirar a imperfeição cessa. Não cessa o processo de grandeza, de engrandecimento, mas, de purificação, ele cessa. Nós vamos ver isso tudo aqui. Mas, bem lembrado, muito interessante isso aí, a questão do modelo. Então, se há um modelo, um ser humano ideal, o Paulo, o apóstolo, no livro dos Espíritos, naquela parte, Esperanças e Consolações, há uma mensagem dele em que ele vai dizer assim, o arquétipo, o homem-Deus, o arquétipo divino, falando de Jesus, quer dizer, um homem-Deus, seguindo aquela orientação de Jesus, vós sois deuses.

Então, quando nós desenvolvemos a partícula da divindade que existe em cada um de nós, nós divinizamos a nossa natureza, nós passamos a comungar da natureza divina. Isso não significa que nós vamos ser Deus, não tem nada a ver uma coisa com a outra, até porque nós somos relativos e Deus é absoluto. Mas, significa que nós passamos a comungar, a refletir, Emmanuel diz bonito no Pensamento e Vida, a mente, que passa a ser um diamante lapidado, reflete a glória divina. Ela não é a glória divina, a glória divina é só Deus, mas ela reflete e tem uma força assustadora, porque é como você pegar um espelho e refletir a luz do sol com ele, é muito forte.

Embora seja um raiozinho que ele capta, ele concentra aquilo e é um poder ilimitado. Então, é esse o sentido do modelo. Agora, vem um ponto interessante, que é o ponto que a gente quer conversar hoje. Eu habitarei, Deus habitar, porque nós vimos no nosso último estudo do Levítico que houve toda uma proteção em torno do Sinai porque o povo não podia subir a montanha. Quem tinha um contato direto era Moisés. O povo não tinha um contato direto com Deus. O contato deles era intermediado por Moisés, simbolicamente falando.

E por quê? E o próprio texto diz, Deus diz a Moisés, na linguagem simbólica do Velho Testamento, que eles precisavam se purificar. O local era santo, era santificado, era puro e exigia uma purificação para se chegar àquele local onde Deus se manifestava. Como isso gera bastante dificuldade para a gente, eu vou pedir ajuda a Kardec. No livro A Gênese, capítulo chamado Deus, no item 34, Kardec diz assim, Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber.

Pelo fato de não o verem, não se segue que os Espíritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros. Esses Espíritos, como os demais, como todos os seres da natureza, se encontram mergulhados no fluido divino. Isso é o que Kardec está dizendo. Esse fluido divino, nós sabemos o que é. Esse fluido divino é o fluido cósmico universal ou éter ou, na linguagem do Augusto dos Anjos, matéria cósmica. Todos os Espíritos, como todos os seres da natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz.

Olha só! O que há é que as imperfeições daqueles Espíritos são vapores, vapores, que os impedem de vê-lo. A simbologia de Kardec é como se fosse uma névoa. As imperfeições são névoas que tampam a essência divina e a gente não consegue ver. Aí, Kardec vai. Quando o nevoeiro se dissipar, veloam a Deus resplandecer. Para isso, não lhes é preciso subir, nem procurar nas profundezas do infinito. Desimpedida a visão espiritual das bélidas que a obscureciam, eles o verão de todo lugar onde se achem, mesmo da Terra, porquanto Deus está em toda parte.

Olha aqui o que Kardec está dizendo. O Espírito só se depura com o Templo, sendo as diversas encarnações o Alambique, alambique, em cujo fundo deixa de cada vez algumas impurezas. Cada vez que a gente encarna, é como se a nossa alma fosse lavada. E, de fato, é lavada no líquido amniótico. A gente é mergulhado no útero materno e o corpo é, na verdade, um grande barril de água, porque mais de 90% do nosso corpo é água. Então, encarnar é lavar a alma mesmo. Como abandonar o seu invólucro corpóreo, os Espíritos não se despojam instantaneamente de suas imperfeições.

Razão porque, depois da morte, não veem a Deus mais do que o viam quando vivos, mas, à medida que se depuram, têm dele uma intuição mais clara. Não o veem, mas o compreendem melhor. A luz é menos difusa. Quando, pois, alguns Espíritos dizem que Deus lhes proíbe, respondam a uma dada pergunta, não é que Deus lhes apareça ou dirija a palavra, para lhes ordenar ou proibir isto ou aquilo. Não. Eles, porém, o sentem, recebem os reflúvios do seu pensamento, como nos sucede com relação aos Espíritos que nos envolvem com seus fluidos, embora não os vejamos.

O que o Kardec vai trabalhar? Um outro tema que ele vai trabalhar. Interessante! Deus está presente em todos os lugares, mas nós não o vemos, porque há uma névoa de imperfeição, há um nevoeiro a vencer, que é a história do êxodo. Deus se manifesta no Sinai, a montanha se inflama, mas o povo não podia aproximar dos limites. Vocês lembram disso? Lembra, Sheila, desse trecho? Ele falou que não pode aproximar. Quem ultrapassar o limite vai morrer, porque não suporta. E, depois, quando constrói o santuário, o santuário é dividido em três partes e tem todo um ritual de purificação.

Mas, o povo, mesmo, só chegava na primeira parte do santuário, que era onde os sacrifícios eram oferecidos. Na segunda parte, que é o lugar santo, só o sacerdote. E, no santo do santo, só o sumo sacerdote, uma vez por ano. Nem o sumo sacerdote da religião judaica podia permanecer no santo dos santos, que era onde estava a nuvem, onde estava a presença divina de Deus de uma maneira mais intensa. Ou seja, nem o sumo sacerdote tinha um contato permanente, vinte e quatro horas. Ele tinha um contato anual, uma vez por ano.

Então, nessa simbologia do santuário do Velho Testamento, o que isto está retratando? Isto que o Kardec está descrevendo de maneira clara. Deus está aqui. Aqui. Nós estamos mergulhados nele. Porque nós estamos mergulhados no fluido cósmico. Tudo o que a gente pensa, tudo o que a gente sente, tudo o que a gente faz, toca ele. E, nós estamos mergulhados na influência dele. Como diz Augusto dos Anjos, nós estamos imersos no amor de Deus. A sensação, usando de uma linguagem poética, poética, é claro, é que, na verdade, nós estamos dentro do útero de Deus.

É como se o fluido cósmico fosse um grande líquido amniótico e nós estamos dentro do útero. Há uma profunda conexão entre nós, os bebês, e a fonte-mãe, a fonte-máter, que é Deus. E, o Kardec descreve este processo de aproximar, porque para que existe o tabernáculo? O tabernáculo existe para aproximar Deus das criaturas e as criaturas de Deus. Ele é um instrumento, ele é um meio até que ocorra a união divina. E, isso é muito importante. E, à medida que o Espírito vai se depurando, vai eliminando as suas impurezas, vai se desmaterializando, ou, mais ele se aproxima de Deus e mais ele começa a ver Deus.

É o que Jesus dizia, bem-aventurados os que têm puro o coração, porque eles verão a Deus. Verão a Deus. Essa é a entrada. Podemos avançar? Podemos? Está todo mundo caladinho hoje. O tabernáculo é o espaço da prática? O tabernáculo, Cacau, era quando ele estava no deserto, não tinha como eles construírem um templo de pedra. Então, eles armaram uma tenda. Essa tenda era dividida em três partes. Você tinha uma parte inicial, onde podia vir todo mundo, que era onde eram feitos os sacrifícios de animais. Tinha uma parte central da tenda, que era onde ficava a mesa com os pães, o candelabro de sete braços, o incenso, etc., que os sacerdotes tinham que manter aquilo diariamente, limpo, o incenso aceso, as velas acesas do candelabro.

E tinha o santo dos santos, que tinha uma grande cortina, e atrás desse véu, a arca da aliança, com as duas tábuas da lei lá dentro. Esse era o santo dos santos. Só o chefe dos sacerdotes, que era o sumo sacerdote, podia entrar uma vez por ano, no dia de Yom Kippur, que era o dia do perdão, o dia do julgamento e o dia do perdão, onde ele ia pedir perdão pelas suas faltas e pelas faltas de todo o povo. Então, essa tenda é chamada de Mishkan em hebraico, ou tabernáculo, que é como a gente traduz. Depois, quando eles chegam em Jerusalém, que eles deixam de ser nômades e passam a viver em Jerusalém, aí eles constroem um templo de pedra cópia dessa tenda, mais sofisticado, mas uma cópia.

Aí passa a chamar-se o Mikdash, o Amikdash, Beit Amikdash, que é o templo. Então, quando Jesus está lá no Evangelho, que ele foi a Jerusalém, diante do templo, quando ele estava no templo, é esse templo que era uma construção de pedra da tenda e que é… Em Jerusalém, hoje, tem só um muro. Esse templo, ele mais foi destruído do que construído. Mas, principalmente depois da invasão muçulmana também, de Roma, na Guerra Civil, Barcorba, foi destruído. Várias vezes ele foi destruído e reconstruído. Depois da Grande Diáspora, saída dos judeus, ele não foi mais reconstruído.

Quando Vespasiano, Tito invadem, depois da Revolução de Barcorba, no ano 135, aí ele é destruído completamente. Completamente destruído. Sobrou só esse muro. Exatamente. Então, nós podemos… O que que a gente imagina? Que aquele processo duplo. Deus está construindo um templo dentro de nós e Está construindo um templo fora de nós. Que é o que? A comunidade. Uma comunidade, uma sociedade que viva segundo as leis divinas e que represente a sociedade inteira. Um verdadeiro santuário onde Deus possa habitar. Onde ele possa se manifestar.

Isso é bonito, né? Então, nós vimos como o Kardec descreveu aqui. Bonito isso. Agora, tem um aspecto interessante. Nós não estamos mergulhados no fluido cósmico? O que que o Kardec vai dizer? Por que que eu peguei isso aqui? Está lá no item 18 do livro A Gênese. Kardec vai escrever um Ensaio sobre o instinto. E, aí, ele faz uma distinção que é importante fazer. Nós não podemos confundir instinto com paixão. Então, vamos lá. Kardec, item 18. Sendo o instinto o guia e as paixões as molas da alma no período inicial do seu desenvolvimento?

Então, vamos lá. O princípio inteligente no período inicial do seu desenvolvimento, ele tem o instinto como guia e as paixões como mola. É ele, Kardec, que vai diferenciar. São molas da alma no período inicial do seu desenvolvimento. Por vezes, aquele e esta se confundem nos efeitos. Ou seja, quando você vê o efeito, você vê uma ação de um animal, por exemplo, às vezes se confunde, você não sabe distinguir ali o que é a paixão e o que é o instinto. Porque se misturou, mas eles são distintos. Aí, ele vai dizer Há, contudo, entre esses dois princípios, diferenças que muito importam se você considera.

O instinto é guia seguro, sempre, sempre bom. Sempre bom. Pode, ao cabo de certo tempo, tornar-se inútil, porém, nunca prejudicial. Aqui é a charada da noite. Enfraquece-se o instinto pela predominância da inteligência. As paixões, vamos guardar o instinto, então. As paixões, nas primeiras idades da alma, têm de comum com o instinto o serem as criaturas solicitadas por uma força igualmente inconsciente. Quer dizer, a criatura, ela cede ao instinto inconsciente, o instinto é inconsciente, ele age de modo inconsciente.

Só que o instinto é sempre bom e é um guia sempre seguro. Ele nunca, nunca, nunca falha. As paixões, não. As paixões também são inconscientes, mas elas nascem principalmente das necessidades do corpo. E, Dependem mais do que o instinto do organismo. Olha que interessante. O que, acima de tudo, as distingue do instinto é que são individuais. As paixões são individuais, o instinto não. O instinto é coletivo. As paixões são individuais e não produzem como este último, como o instinto, efeitos gerais e uniformes. Vamos ver?

Vamos examinar aqui agora. O instinto da formiga para trabalhar dentro do formigueiro, ele é uma característica de uma formiga? Não. Tem diferença entre a formiga brasileira e uma formiga australiana? O instinto da andurim, o instinto do sabiá, do João de Barro, ao fazer a sua casinha, que é danado, né? Ele constrói a casinha dele com a mulher do lado e ela dando palpite. Coisa impressionante. E, aí, ele faz a casinha e ela vai colocando. E, aí, ele vai construindo a parede, o vento vai batendo e ela vai se afastando e vai dando palpite.

Tá frio, tá quente, deve ser. E ele vai fechando, fechando até fecha, mas a casinha é sempre igual. Então, existe uma diferença de um sabiá, de um João de Barro de Goiás, de um João de Barro mineiro? Ah, não, esse João de Barro aqui é um João de Barro carioca. A casa dele é de ponta cabeça. Não. Olha que interessante. O instinto falha? Nunca. Nunca. Quando aconteceu o tsunami, aquele lá na… No Japão? Não, no Japão. Na Indonésia. Os nativos não atentaram para um fato importantíssimo. Antes que o tsunami ocorresse, os animais estavam subindo, procurando regiões altas da ilha.

E, os nativos não atentaram para isso. Daí, há algumas horas, veio o tsunami. Nós vamos chegar. Nós saímos de tabernáculo para falar de instinto, mas agora não estou entendendo nada. Agora nós vamos entender. Só acabar de falar da paixão. Então, as paixões, as paixões não. As paixões, elas produzem efeitos gerais e uniformes? Não. A minha gula é diferente da gula da minha mulher. As gulas são diferentes. A agressividade da Sheila é diferente da agressividade do Deco. As paixões, elas são individuais. Cada um expressa segundo a sua conformação íntima, segundo a arquitetura da sua personalidade.

O instinto, não. O instinto é geral, uniforme. Variam, ao contrário, de intensidade e de natureza, conforme os indivíduos. As paixões variam de intensidade e de natureza, conforme os indivíduos. São úteis, são úteis, como estimulantes, até, até a eclosão do senso moral, que faz nasça de um ser passivo um ser racional. Nesse momento, tornam-se, não só inúteis, como nocivas ao progresso do Espírito, cuja desmaterialização retardam. Abrandam-se com o desenvolvimento da razão. Então, muita calma nessa hora. O instinto, no início da evolução, para a formiga, o instinto é guia infalível.

O instinto é sempre um guia infalível. Mas, para a formiga, a formiga tem razo, tem inteligência desenvolvida? Se você disser que tem, a Sheila tem uns contatos lá no hospital psiquiátrico, com o André Luiz, acabando aqui a reunião, nós vamos te levar pra lá. Não tem. Você já viu alguma formiga escrever um tratado sobre a organização social do formigueiro? Não. Mas, já viu alguma formiga errar no carregar a folha na organização interna? Alguém já viu alguma colmeia dar errado? Não tem jeito disso. Nós tivemos uma experiência, foi narrada por um amigo lá no nordeste.

Ele falou que foi visitar um sujeito lá que era um curandeiro de uma tribo indígena. Ele não era índio, mas foi pra essa tribo, um curandeiro. O sujeito ficou especialista em formiga. Ele estava especialista em formiga. Aí ele falou assim, você não sabe o que é a sofisticação de um formigueiro. Se a nossa sociedade fosse organizada como um formigueiro, seria uma sociedade feliz. Aí ele falou, você quer ver uma coisa? Cada formiga aqui tem uma função, tem uns grupos. Eu vou aqui agora, o formigueiro estava, era um formigueiro protegido, que era para o estudo.

Eu vou agora destampar a ponta do formigueiro, vão vir, o exército vai vir. São formigas maiores, não sei o que, é o exército. Destampou, daqui a pouco estavam vindo as formigas. Acredite se quiser, eu estou apenas passando o recado, como forma eu recebi. Se é verdade, eu não sei, só sei que é assim. É assim. Ele chegou, na hora que as formigas, não, não, não, só estou mostrando para eles, fiquem tranquilos, começou com as formigas. Aí as formigas acalmaram e desceram. Ele tampou o formigueiro. E aí ele começou a fazer ações e cada hora vinha um grupo de formigas.

Aí cada um tira suas conclusões. O certo é que, como elas não têm uma inteligência desenvolvida, o instinto as guia. Aí o Kardec escreveu um ensaio sobre o instinto. Ele falou assim, o instinto é o de algum espírito? É algum espírito protetor das formigas? Ele falou, não pode. Sabe por que não pode? Porque, se não, ele teria que ser um espírito para guiar todos os formigueiros do planeta. Porque os efeitos são gerais e uniformes. Então, não pode ser um espírito. Não pode ser o princípio inteligente, porque ele é infalível e um ser que está naquele nível não poderia produzir um comportamento infalível, porque ele não é perfeito.

O Kardec vai examinando todas essas hipóteses. É um espírito? É um espírito protetor? Vem do próprio princípio inteligente? Não vem. Qual a conclusão que o Kardec chega? Um ensaio sobre o instinto. Depois eu vou trazer isso aqui com mais calma. Ele diz assim, o instinto é Deus cuidando das suas criaturas. Conclui o ensaio assim, pasmem, assim podemos dizer que nessa teoria o instinto materno se engrandece, porque através das mães, Deus vela pelos seus filhos que nascem. Ou, se a gente quiser mais bonito, Chico Xavier, a maternidade é um segredo entre a mulher e Deus.

Mas, espera aí, quando o ser não tem inteligência, o instinto guia, então é Deus guiando, é o determinismo. E ele é perfeito, ele é uniforme, porque é Deus, é universal. A estrutura do formigueiro é Deus. Perfeito. A colmeia, a espécie de pássaro, quanto que ele tem que colocar o ovo, não é assim, cada espécie não é perfeitinho, não fazem perfeito. Os golfinhos, as migrações, as baleias, perfeito. Deus cuidando. E quando vem a inteligência, quando se desenvolve a inteligência, aí Kardec diz assim, Deus se afasta. Ele que agia soberano, determinismo puro, agora com o surgimento da inteligência, nasce o livre, arbítrio.

E o homem, o ser inteligente, que alcançou a razão, o homem, tem que fazer escolhas. E aí, Deus passa a agir onde? Na inteligência. E as paixões? Que são excitantes. Quando elas se depuram, se transformam em senso moral. E Deus também começa a falar com as criaturas através do senso moral. Então, Kardec conclui assim, no item 19. O homem que só pelo instinto agisse, constantemente poderia ser muito bom. Vou ler de novo. O homem que só pelo instinto agisse, constantemente, poderia ser muito bom, mas conservaria adormecida a sua inteligência.

Porque ele não faria escolhas. Ele agiria, mas não compreenderia. Seria qual criança que não deixasse as andadeiras e não soubesse utilizar-se de seus membros? É que lindo! Então, Deus estaria toda hora tomando decisão para ele, não é? Como tem alguns espíritas com guia de casa, não é? Porque tem alguns guias de grupo espírita que falam o sapato que a pessoa vai comprar, a roupa que ela tem que comprar, com quem que ela vai casar, o que que ela tem que comer, não é? Tem umas casas assim, não é? Não tem? Ah, o guia aqui falou que eu Só posso andar de branco, não pode ter roupa.

Curioso, não é? Nem Deus faz isso. Então, por que ele deixa que a inteligência suplante o instinto? Porque o homem tem que aprender a fazer escolhas. Tem que aprender. Aquele que não domina as suas paixões pode ser muito inteligente. Porém, ao mesmo tempo, muito mau. Paixão, instinto. Quem só seguia pelo instinto pode ser muito bom, mas não teria inteligência. Tem que desenvolver a inteligência. Aquele que age só com as paixões pode ser muito inteligente e muito mau. Então, o que ele tem que fazer? Desenvolver o senso moral.

O instinto se aniquila por si mesmo. Por quê? Porque é Deus. É Deus se afastando para que a gente cresça. O instinto se aniquila por si mesmo. As paixões somente pelo esforço da vontade podem domar-se. As paixões exigem purificação da alma, desmaterialização do ser, que é o que está retratado no Livro Levítico. Então, hoje nós podemos dizer, resumindo, que o Livro Levítico é o tratado de desmaterialização do Espírito. Tratado de desmaterialização do Espírito. Porque todos aqueles rituais nós já falamos sobre isso, nós vamos estudar cada um dos corbanos, das ofertas, dos sacrifícios de animais, o que representa o sacrifício de animal, a planta ser queimada, a farinha, o que representa isso?

Desmaterialização. Porque você matava o animal para que o sangue, que é a vida, a vida pudesse chegar onde Deus estava. Queimava a planta para que a fumaça pudesse subir. É um processo simbólico de desmaterialização. Porque somente desmaterializando-se que nós poderemos ver Deus. Por que eu estou falando isso aqui? Tudo, né? Por que nós estudamos o instinto? Por que nós estamos estudando isso? Para dizer o seguinte, quando a gente chegar a Espírito puro, nós vamos encontrar Deus e vamos fazer uma grande descoberta.

Ele sempre esteve com a gente. Sempre. Desde todas as espécies minerais, vegetais, animais que nós passamos, ele sempre esteve dentro da gente. O seu pensamento sempre nos influenciou. Em um determinado estágio da evolução, não só influenciou, determinou. Determinou. O pensamento divino determinou a nossa ação. Quando a gente atingiu o livre-arbítrio, aí ele se ausenta e deixa que a gente se conduza. Mas, ele continua sugerindo, ele continua agindo na nossa inteligência. É por isso, gente, que Jesus diz assim. Olhai os lírios do campo, não tecem, nem fiam.

E eu vos digo, nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Olhai as aves do céu, não semeiam, nem ceifam. E eu vos digo, esqueci, como é que é? Deu um branco. Hã? No entanto, Deus as alimenta. Deu um branco porque agora, falar de ave do céu deu uma viajada. No entanto, Deus as alimenta. Não valeis vós muito mais do que eles? Não é? Se Deus veste a erva do campo e alimenta a ave, não valeis muito mais? Não vale? Então, se enquanto a gente era pássaro, Deus nos alimentava pelo instinto, se quando o vegetal nos vestia magnificentemente, muito mais do que Salomão, por que agora, como seres humanos, nós temos inteligência, a gente não deixa Deus nos conduzir pela nossa inteligência?

Por que a gente não deixa Deus guiar a nossa inteligência? Por que a gente se afasta dele e sofre fazendo escolhas erradas e deixa as paixões se aflorarem quando, na verdade, deveria desenvolver o senso moral? Então, essa é a verdade. Porque a ideia aqui é afastamento e proximidade. É Deus que está distante da gente? Deus está distante. Nós estamos dentro dele. Nós estamos mergulhados nele. Mergulhado nele. Essa é a grande ideia. Por isso, o Augusto dos Anjos vai dizer, ao falar do fluido cósmico, que o fluido cósmico é essa difícil de escrever, é uma água.

Acho que a água é o símbolo, não tem outro. Por causa da é o símbolo do fluido cósmico. Glória à matéria cósmica, à energia potencial que dá vida aos elementos. Energia potencial que dá vida aos elementos. Base de portentosos movimentos, onde a forma se acaba e principia. Que lindo! Do universo, uma estrela se acaba, volta para o fluido cósmico. E, quando nasce uma estrela, é do fluido cósmico que ela nasce. Todas as formas da criação nascem e morrem no fluido cósmico. Sistematização dos argumentos que elucidam a teleologia.

Dois pontos. Vou explicar. Vou explicar. Dois pontos. Dentro da força cósmica, se cria a fonte máter dos conhecimentos. Agora, o que eu assustei? Porque ele poderia falar assim, dentro da força cósmica, se cria a fonte máter da matéria. Mas, ele não está falando mais de matéria agora. Por que ele não está falando de matéria? Porque, antes, no verso anterior, ele falou assim, sistematização dos argumentos que elucidam a teleologia. O que é teleologia? É o estudo das finalidades. O estudo dos objetivos, dos propósitos.

A pergunta é, qual o objetivo da criação? Qual o objetivo das galáxias, dos sóis, das espécies minerais, vegetais, animais, da espécie humana? Qual o objetivo? Aí, ele vai esclarecer. Dentro da força cósmica, do fluido cósmico, dentro dele, do fluido cósmico, se cria a fonte máter dos conhecimentos. A sabedoria de Deus circula no fluido cósmico. É isso? É. Onde está toda a sabedoria do formigueiro? No fluido cósmico. Onde está toda a sabedoria para construir uma galáxia? No fluido cósmico. Por quê? Meu Deus, que coisa estranha, o que ele está dizendo?

É do mundo o odignoto, o éter divino, onde Deus grava a história do destino. Aí, é uma mensagem que a gente teve aqui, né? O fluido cósmico grava tudo o que aconteceu, que acontece e que acontecerá para sempre. Então, para quem são os técnicos, que sabem operar, eles chegam aqui agora, operam no fluido cósmico e tem desde o dia que eu nasci, só para simplificar, porque tem tudo, né? Desde o dia que eu fui criado. Mas, não vamos tão longe, não. Do dia que eu nasci até hoje, tudo o que eu já pensei, tudo o que eu já senti, tudo o que eu fiz, está tudo gravado.

Em 3D, não. Em 300D. Tudo, tudo, tudo. Em 360° externo e interno. 360° externo e interno. Está tudo gravado. Por quê? Porque o fluido cósmico é onde Deus grava a história do destino, dos seus feitos de amor no amor imersos. O amor de Deus circula pelo fluido cósmico. Nós estamos mergulhados no amor dele. Livro onde o Criador inimitável, livro, grava. Com o quê? Com o pensamento almo, né? Grandioso. E, insondável. Seus poemas de seres e de universos. Cada um de nós é um poema de Deus. E, cada universo, porque aqui ele usa universos no plural, é um poema de Deus.

É um negócio assim. Ok. Todo mundo assim, meio em êxtase, meio assim, vamos agora recuperando questão 20 do livro O Consolador. Como poderemos compreender o éter? O éter. Aqui tem uma coisa curiosa. O éter era uma proposição da física até Newton. Leibniz, Newton postulavam o éter. Quando Einstein foi desenvolver a teoria da relatividade, escutem essa. Essa é divertida. Essa é ótima. Que é o seguinte, o ser humano, ele pega a banana, descasca, joga a banana fora e come a casca. Quando Einstein foi formular a teoria da relatividade, ele foi calcular as propriedades que o éter tinha que ter.

Quando ele calculou as propriedades, ele falou assim, não, isso não pode existir. Não pode existir éter, porque as propriedades dessa matéria são mágicas. São divinas. Não pode ter uma matéria assim. Então, ele não existe. Jogou a banana fora. As propriedades que ele calculou, que ele divisou, mágicas. Por exemplo, não demora tempo para você percorrer o éter. Não demora. Você vai de qualquer lugar a qualquer lugar, inediatamente. Não tem distância. Só para a gente ter uma ideia. Aí, perguntaram para o Emmanuel, questão 20.

Como poderemos compreender o éter? Isso aqui foi na época de Einstein. Emmanuel respondeu. Nos círculos científicos do planeta, muito se tem falado do éter. Sem que possa alguém fornecer uma imagem perfeita da sua realidade nas convenções conhecidas. E, de fato, o homem não pode imaginá-lo dentro das percepções acanhadas da sua mente. O Emmanuel está dizendo que a gente não pode ver o éter. Ele está dizendo que a gente não é capaz nem sequer imaginar o fluido cósmico. Imaginar. Imaginar. Nós não temos nem imaginação.

20. Por nossa vez, por nossa vez, agora é ele, Emmanuel, não poderemos proporcionar a vós outros uma noção mais avançada em vista da ausência de termos de analogia. Se, como desencarnados, começamos a examiná-lo na sua essência profunda, olha o que Emmanuel está dizendo. Ele diz assim, meus filhos, eu estou começando a examinar o fluido cósmico na sua essência profunda. Para os homens da Terra, o éter é quase uma abstração. De qualquer modo, porém, busquemos entendê-lo como o fluido sagrado da vida que se encontra em todo o cosmos, fluido essencial do universo que em todas as direções é o veículo do pensamento divino.

Gente, qual que é o veículo da energia elétrica? Os fios. Os fios. Se você tiver alguma dúvida, enfie o dedo na tomada. Mas, eu não aconselho fazer isso na frente de crianças, porque elas já adoram fazer isso, então não vai dar o exemplo. Se você colocar o dedinho na sua tomada, você vai sentir a energia elétrica circulando. Pois bem, no fluido cósmico circula o pensamento de Deus e nós estamos mergulhados nele, no fluido cósmico. Então, o que que a gente deduz? Bom… Não demora, é não local. É isso que o Kardec…

Isso. Não existe lá e aqui para Deus. Por isso a onipresença. Por isso a onipresença, por isso a onisciência, por isso a onipotência de Deus. Porque o que que os Espíritos vão dizer, por exemplo, aqui no Evolução em Dois Mundos e no Mecanismo da Mediunidade? Eles vão dizer o seguinte, a onda eletromagnética é uma materialização grosseira do fluido cósmico. Você já imaginou isso? Olha, quando a gente estuda, eu fiz eletrônica no Cefete, quando a gente estuda a onda eletromagnética, tinha um tratado que dizia assim, é mais fácil imaginar um anjo do que uma onda eletromagnética.

Porque o anjo é o seguinte, você faz a barbinha dele, corta o cabelo, põe duas asinhas e já está imaginado um anjo. Uma onda eletromagnética, não dá para imaginar. Onda eletromagnética, você está agora, pega a sua internet, você está captando a onda eletromagnética. Nós não conseguimos imaginar o que que é uma onda eletromagnética. Não dá para imaginar o que que é. A onda eletromagnética é uma materialização grosseira do fluido cósmico. Agora, o que que você coloca em uma onda eletromagnética? Você coloca um programa de televisão.

Uma onda eletromagnética, você assiste a um filme. Nós não sabemos. Mas, os Espíritos dizem que é um fluido grosseiro, é uma materialização grosseira, ou seja, materializou, materializou, materializou, materializou, materializou, materializou, materializou, materializou, virou onda eletromagnética. Depois, matéria, que é o máximo da materialização. Para a gente começar a ter uma frestinha do que que é o fluido cósmico. Então, por que que nós estamos trazendo isso tudo? Para falar da presença divina. Quando ele dá a ordem para construir o santuário, não é porque ele precisa estar presente em nós, não.

A presença de Deus, a presença de Deus é inevitável, porque não existe fora de Deus. Não existe sem Deus, com Deus e sem Deus. Não existe. O universo está mergulhado em Deus, no fluido cósmico. Não existe fora, fora do fluido cósmico, sabe o que que tem? Nada. Só que para complicar a nossa cabeça, não existe nada, porque o fluido cósmico ocupa um espaço infinito. Não quero que ninguém saia daqui com dor de cabeça. Vamos lá. Livro Evolução em Dois Mundos. Fluido Cósmico. Plasma Divino. O fluido cósmico é o plasma divino.

Por que plasma? Todo mundo sabe a televisão de plasma. O André Luiz está usando uma metáfora. A água não é formada de dois gases? Hidrogênio e oxigênio? O plasma também é um gás. Ou seja, é rarefeito. É um negócio que você não consegue tocar. Mas, tudo vem dele, não é? É o plasma divino. Austo do Criador. Austo? O que que é Austo, gente? E Deus formou o homem da Adamar, da Ágila e Soprou nas suas narinas. E o homem foi feito alma vivente. Fluido cósmico é o sopro de Deus, é a respiração, respiração dele. Ou, força nervosa do todo sábio.

O que que é força nervosa? Se você quiser que a gente faça uma experiência, eu vou pegar um martelozinho pequenininho, você vai tirar o sapato e eu vou dar uma martelada no seu dedo mindinho. O que que vai acontecer? Você vai gritar. Por quê? Porque existe um nervozinho, existe um nervo, uma rede nervosa, que vai lá no seu dedinho do pé. E, na hora que eu dou uma martelada no seu dedinho, um impulso elétrico caminha por esse nervo, vai lá no cérebro e fala pra ele assim, é dor, chora. O fluido cósmico é a força nervosa do todo sábio.

Então, pra gente entender, vou mexer com Deus agora, só que eu estou sendo só didático, porque só no pensar, vou mexer com Deus, já mexi. E, meu pensamento já agiu no fluido cósmico e ele já foi sensibilizado. É a força nervosa do todo sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres como peixes no oceano. Aí, agora, aqui que eu queria chegar, cocriação em plano maior. Mas, eu vou ler esse texto de novo, já o lembro várias vezes, mas hoje eu não quero ler sobre o enfoque da criação, da formação de mundos.

Nós sabemos que os co-criadores pegam o fluido cósmico e falam assim, eu vou formar um sol com dez planetas e com o fluido cósmico ele forma um sistema solar. Aí, vem um Cristo maior e fala eu vou formar uma constelação e ele forma com o fluido cósmico. Nós já vimos isso, está lá no caminho da luz. Emmanuel diz assim, aqui eu perdi, quando ele vai falar, rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos do nosso sistema existe uma comunidade de espíritos puros e eleitos, puros e eleitos, você, você, você, eleitos por quem?

Pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Então, cada sistema solar é uma família de mundos, tem o Sol e os planetas e cada sistema tem uma comunidade desses espíritos aqui. Essa comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu nas proximidades da Terra para a solução de problemas decisivos. Aí, ele fala assim, a ciência de todos os séculos está cheia de apóstolos e missionários, todos eles foram inspirados ao seu tempo, refletindo a claridade das alturas que as experiências do infinito lhes imprimiram na memória, exteriorizando os defeitos.

Aí, ele vai falar da formação. Que força sobre humana pode manter o equilíbrio da nebulosa terrestre, destacada do núcleo central do sistema, conferindo-lhe um conjunto de leis matemáticas, dentro das quais se iam manifestar todos os fenômenos inteligentes e harmônicos de sua vida, por milênios de milênios. Aí, ele vai falar. O divino escultor, sim, ele havia vencido todos os pavores das energias desencadeadas. Com as suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopro da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a sabedoria do pai deslocara do sol para as suas mãos augustas e compassivas.

Olha isso aqui! Operou a escultura geológica do orbe terreno, talhando a escola abençoada e grandiosa, na qual seu coração haveria de expandir sem amor, claridade e justiça. Com os seus exércitos de trabalhadores devotados, estatuiu os regulamentos dos fenômenos físicos da Terra, organizando-lhe o equilíbrio futuro na base dos corpos simples de matéria, cuja unidade substancial os espectroscópios terrenos puderam identificar por toda parte no universo galáxico. Definiu as linhas do progresso da humanidade futura, engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias.

Então, aqui, é esse aspecto de cocriação. Mas, o que eu queria para a gente encerrar é falar de um outro aspecto da cocriação. Nessa substância original, fluido cósmico, ao influxo do próprio Senhor Supremo, no fluido cósmico, sobre a orientação, sobre a supervisão do próprio Deus, operam as inteligências divinas a Ele agregadas em processo de comunhão indescritível. O que nós estamos querendo dizer, gente? Um Cristo é um Espírito que adquiriu tamanha pureza que Ele agregou-se a Deus e Ele tem uma comunhão com Deus indescritível.

Você pode imaginar, por exemplo, um casal que tem uma comunhão perfeita, não é? Eles se falam, eles se entendem, um olha para o outro, entende, cuida, uma comunhão humana. Mas, essa é descritível, não é? É descritível. Imagine uma comunhão indescritível. Eles estão, o Senhor Honório gostava de dizer, ele gostava de dizer o seguinte, que é uma comunhão tão profunda que você já não sabe se esse aqui está dentro desse ou se esse aqui está dentro desse. Interpenetrou. É assim que um Cristo vive com Deus. Ele já integrou.

Mas, Jesus disse isso para a gente. Eu e o Pai somos um. Eu já agreguei, eu já entrei dentro dEle e Ele entrou dentro de mim, eu já agreguei. Eu já estou na comunhão indescritível. Essa comunhão indescritível se chama união divina. É por isso que nosso lar tem um ministério, 12 ministros responsáveis por manter a união divina da colônia com Deus. Eles trabalham a colônia espiritual para que ela caminhe em direção a esse processo de integração com Deus. Agora, que curioso! Da onde saem as águas de nosso lar? Do ministério da união divina.

Porque é eles que canalizam nas águas de nosso lar todos os recursos que eles captaram das estrelas superiores. Na água. A água é, no mundo, um símbolo do fluido cósmico. Os grandes devas da teologia hindu ou os arcanjos da interpretação de variados templos religiosos. Pode chamar de arcanjo, de deva, de cristo, chama do que você quiser. Extraindo desse hálito espiritual, os celeiros da energia com que constroem os sistemas da imensidade, em serviço de cocriação em plano maior de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz deles, desses seres, agentes orientadores da criação excelsa.

Deus transforma esses seres em orientadores da criação. Essas inteligências gloriosas, olha os adjetivos de André Luiz, tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas. Ou seja, tem leis. O fluido cósmico permite você fazer qualquer coisa com ele. Tem leis. Quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam por fim, de vez que o Espírito criado pode formar ou cocriar.

Mas, só Deus é o Criador de toda a eternidade. Não há criatura que crie algo eterno. Só Deus cria algo que dura para sempre. Então, os cocriadores formam. Pega o fluido cósmico, aí Jesus olhar para um leproso assim, deixa eu construir uma orelha, duas orelhas, um nariz, um olho, uma perna, constrói. Tá precisando de peixe? Pão? Peixe e pão? Peixe e pão. Foi isso que ele fez. Foi isso que ele fez. Mas, o que a gente queria retratar, para a gente encerrar, vamos encerrar agora com a nossa prece, é A comunhão divina. O livro Levítico é o tratado da desmaterialização e a sua proposta é mostrar como que a gente sai de um estado de afastamento para um estado de união com Deus.

Sendo que nós temos uma maravilha. Nós temos um irmão que já está unido a Deus e que nos pega pelas mãos para levar a gente junto com ele. Ele já está lá. Se a gente se integrar com ele, ele leva a gente. É bom, né?

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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