#013 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste 13º episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias retoma a análise do livro de Gênesis, aprofundando-se nos conceitos de Fluido Cósmico Universal e sua relação com a narrativa da criação bíblica, especialmente a menção à água nos primeiros versículos. O estudo busca uma reconexão com Deus, utilizando a Doutrina Espírita como lente para compreender as escrituras.

O que é estudado neste episódio

  • A Água como Símbolo do Fluido Cósmico: A interpretação da água nos primeiros versículos de Gênesis (Gênesis 1:2) como uma representação do Fluido Cósmico Universal, elemento primordial que permeia toda a criação.
  • Céu e Terra como Expressão de “Tudo”: A análise do hebraísmo “céus e terra” como uma expressão idiomática para significar a totalidade da criação, e não apenas os elementos físicos.
  • Leitura Não-Fundamentalista da Bíblia: A importância de uma leitura da Bíblia sem literalismos, percebendo as metáforas e simbologias presentes nos textos, que refletem a vida e a linguagem de um povo simples.
  • A Comunhão com Deus e o Afastamento: A reflexão sobre a comunhão com Deus como o grande anseio humano e o processo de afastamento que ocorre quando o olhar se volta para fora, buscando a felicidade e segurança em elementos mutáveis.
  • A Simplicidade e a Fidelidade de Deus: A ideia de que Deus se manifesta na simplicidade das coisas e utiliza as próprias criaturas para socorrer umas às outras. A fidelidade de Deus como a única constante em um universo de impermanência.
  • O Fluido Cósmico Universal na Doutrina Espírita: A apresentação do Fluido Cósmico Universal como a grande contribuição do Espiritismo para o pensamento religioso, explicando como Deus atua desde o micro ao macro.
  • Características do Fluido Cósmico: Discussão das questões 27, 27a e 29 de “O Livro dos Espíritos”, que descrevem o Fluido Cósmico como universal, primitivo, elementar, suscetível a inúmeras combinações (como eletricidade e magnetismo), e imponderável, sendo o princípio da matéria pesada.
  • O Fluido Cósmico como Meio de Comunicação dos Espíritos: A questão 282 de “O Livro dos Espíritos” é abordada, explicando que o Fluido Cósmico é o veículo da transmissão do pensamento entre os Espíritos, funcionando como um “telégrafo universal”.
  • Sonambulismo e Comunicação Mediúnica: A questão 455 de “O Livro dos Espíritos” é analisada para ilustrar como o Espírito do sonâmbulo (e, por extensão, o médium) entra em comunicação com outros Espíritos através do contato dos fluidos perispirituais, captando pensamentos e sentimentos.
  • A Providência Divina e a Oração: Com base no capítulo 44 de “Fonte Viva”, de Emmanuel, intitulado “Oraremos”, a discussão sobre a oração e a confiança na vontade de Deus. A compreensão de que Deus nos prepara para receber o que pedimos, muitas vezes através de processos que nos parecem dolorosos, mas que visam nossa evolução.

Reflexões

  • A leitura do Velho Testamento à luz do Espiritismo revela profundas simbologias, como a água representando o Fluido Cósmico Universal, que nos conectam à presença divina em toda a criação.
  • A busca por felicidade e segurança em elementos externos nos afasta da comunhão com Deus, que é a única fonte de estabilidade e fidelidade em um mundo de impermanências.
  • A Doutrina Espírita, ao apresentar o conceito de Fluido Cósmico, oferece uma compreensão racional da ação divina no universo e da comunicação entre os seres, convidando-nos a uma fé raciocinada e a uma reconexão com o Criador.

Ler transcrição do episódio

Bom, vamos dar continuidade ao nosso estudo do Gênesis. A gente interrompeu na semana passada com a presença da Ayla aqui, para poder trocar alguma experiência com ela. Mas foi tão interessante que ela acabou trazendo elementos que se conjugaram, que a gente já estava estudando e foi direto ao ponto, ao objetivo. A gente falou da comunhão com Deus, dessa presença de Deus em tudo, principalmente dentro de nós. Mas, hoje, a gente precisa retomar a linha de raciocínio, ponto de partida. E nós estávamos fazendo uma leitura de alguns recortes extraídos da obra do Kardec, que falam sobre a criação, sobre o conceito de universo, sobre a ideia de fluido vital, de fluido cósmico, que é um conceito fundamental, e de perispírito.

Então, a gente separou alguma coisa aqui para falar do fluido cósmico, porque, já refletindo sobre isso aqui, no texto do capítulo 1 de Gênesis, o elemento que mais se adequa a descrever o fluido cósmico é a água. Então, quando a gente pensa na água, na narrativa do texto de Gênesis, podemos com certeza, com segurança, entender que a água remete à ideia do fluido cósmico. Lembra, por exemplo, já nos primeiros versículos de Gênesis 9. O princípio criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia.

Havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Então, é interessante isso, que a água surge na narrativa, criou céus e terra, e a água entra depois do versículo 3 em diante. Há uma descrição pormenorizada, porque quando diz assim, Deus criou céus e terra, isso é um hebraísmo, uma expressão idiomática do hebraico para significar tudo. Céu e terra, tudo. Não é? A gente também costuma dizer isso, não é? É muito comum ver os casais dizendo, não, meu amor por você é maior do que a terra.

Eu buscaria uma estrela para te dar. Quando fala céu e terra, tem essa ideia de tudo, do infinito, daquilo que é grandioso. Na tradição hebraica também, esse idiomatismo, porque o hebraico é uma língua muito simples, a estrutura dela, e muito concreta, porque ela é uma língua utilizada por pastores, agricultores, camponeses, pessoas simples. E, muitas vezes, eles expressavam sentimentos e pensamentos transcendentes utilizando imagens singelas. E, quando a gente faz uma leitura da Bíblia sem fundamentalismo, sem literalismo, sem aqueles vícios do pensamento religioso tradicional, quando a gente faz uma leitura, como se fosse uma literatura, a gente percebe isso, que eles estão falando do mundo que os cerca.

Então, eles falam de pedras, de sol, de água, de campo, de ovelha, de plantação. Fala da vida deles. Talvez, se a Bíblia fosse escrita hoje, os elementos seriam outros. Falaria de uma outra realidade, porque o mundo que nós vivemos hoje, nós estamos envolvidos em um cotidiano que é completamente diferente daquele. Completamente diferente. Mas, o certo é que, ao falar de experiências transcendentais, e a Ayla falou muito bem disso aqui, na reunião passada, principalmente dessa experiência da unidade com o Pai, da unidade com Deus, daquele momento em que você se confessa como alguém que não sabe o que fazer, o Sr.

Honório dizia muito isso, o grande momento da comunhão com Deus é quando você está em uma situação que você precisa falar assim, eu não sei o que fazer, Pai, me tira daqui, porque com as minhas próprias pernas, eu não sei, eu não sei nenhum rumo que eu vou tomar. Esse é o momento mais profundo da comunhão com Deus, porque, nesse momento, a gente tem que entregar pensamento, sentimento, ação e vida para Deus e aguardar que Deus se manifeste através de acontecimentos concretos, de acontecimentos que vão ferir a nossa sensibilidade, porque a nossa percepção é limitada.

Ela não é uma percepção abrangente e ampla. Basta pensar o quanto de memória nós perdemos quando encarnamos. Essa perda da memória espiritual é profundamente relevante na nossa percepção. Nós estamos convivendo hoje com diversas criaturas e nós não sabemos, de fato, que elas são. Não sabemos os vínculos, o que nos ligou, o que nos liga e a vida vai se desdobrando. A vida se desdobra. É como um pergaminho enrolado. À medida que você vai vivendo, a vida vai se desdobrando e você vai tomando consciência do que é a sua vida, do que é que te esperava, dos desafios que te aguardam, daquilo que você precisa educar, daquilo que você precisa desapegar, daquilo que você precisa aprender, o que você precisa crescer, quais são os seus pontos frágeis, quais são os seus pontos fortes.

E, nesse momento em que a criatura se sente perdida, ela, se não cair no clima da revolta, da perda da esperança, da perda da fé – porque isso pode acontecer também – e, se isso acontece, ela faz uma peregrinação muito dolorosa, porque ela fica por muito tempo perdida e sofrendo. Mas, se ela não faz isso, ela se entrega. E, ao se entregar, Deus se manifesta. Mas, Deus é de uma simplicidade absurda. Deus é tão simples que é por isso que a gente não enxerga Ele. É de tão simples que Ele é. Ele é tão simples porque Ele se manifesta nas mínimas coisas.

Nas mínimas coisas. E, são circunstâncias tão singelas que a gente duvida que Deus possa estar por trás daquilo. Então, você, por exemplo, está atravessando um determinado fase da sua vida, um momento difícil e recebe, por exemplo, um e-mail com uma mensagem. E, aquela mensagem te coloca num ponto de reflexão, de pensamento, de sentimento que você nunca imaginava que entraria. O difícil é enxergar que Deus está por trás disso, porque Deus usa as próprias criaturas para socorrer as criaturas. Não tem mágica. Ou, melhor, isso é a mágica.

Essa é a mágica. Não é? E, essa simplicidade, essa humildade do Criador, que está sempre se ocultando, Deus está sempre se ocultando. Ele poderia agir diretamente? Poderia, é óbvio. Ele pode tudo. Ele pode o que Ele quiser. Mas, Ele prefere agir por intermédio de. Então, você encontra o vizinho, encontra alguém na rua, ouve uma música, vê uma placa, chega uma mensagem, lê o livro, tem uma conversa, ou acontece, de fato, alguma coisa concreta e aquilo representa uma ação divina sobre a nossa vida, sobre o quadro em que a gente está inserido.

Por que nós estamos falando disso aqui? Porque nós vamos dar continuidade à leitura do fluido cósmico, mas é preciso não nos enganarmos. O estudo que nós estamos fazendo do Gênesis é um estudo que tem por objetivo a nossa reconexão com Deus. Não tem outro propósito. Nós estávamos aqui investindo a nossa quinta-noite, o nosso tempo poderia estar sendo investido em outras atividades, apenas para ficar em uma discussão, puramente intelectual, que não tivesse nenhuma consequência ou nenhum desdobramento sobre a nossa vida, sobre o rumo da nossa existência.

Isso não teria sentido. Portanto, quando nós identificamos a água que está descrita aqui no Gênesis com o fluido cósmico, ele tem um propósito. Qual é o propósito disso? Isto aqui não é apenas um jogo de palavra cruzada, em que você vai preenchendo coisas simplesmente por um conhecimento que não tenha utilidade. A ideia aqui é dizer o seguinte, como Deus está presente em tudo, como Deus preside o universo infinito, como Ele atua desde o infinitamente micro ao infinitamente macro, como é que Deus consegue atuar desde o movimento do elétron até o movimento das galáxias, como é que isso se dá?

Isso se dá na contribuição do Espiritismo para a evolução do pensamento religioso da Terra, porque o Espiritismo tem um compromisso de fazer o pensamento religioso progredir pelo pensamento religioso da Terra. A grande contribuição da Doutrina Espírita é o conceito de fluido cósmico, a compreensão de fluido cósmico. Então, nós selecionamos algumas coisas. Vamos falar um pouco do fluido cósmico para a gente entender. Conectar com a água aqui, e a água é um elemento interessante. A gente percebe que o Espírito de Deus paira sobre a água, mas ela não é descrita quando ela foi criada.

E, quando nós temos um grande, grave problema na criação, lembrando que isso aqui é tudo simbólico, isso aqui é tudo uma metáfora, nós não fazemos interpretação fundamentalista. Quando a criação apresenta um grande problema, que é o problema do afastamento de Deus, porque o problema do paraíso de Adão e Eva, que nós vamos estudar lá na frente, não é um problema de pecado, não tem essa palavra aqui. O problema de Adão e Eva é afastar-se de Deus. Perder a comunhão. Ou, como disse a Ayla, trouxe aqui para a gente o texto Castelo Interior de Tereza de Ávila.

Você está em uma posição central de comunhão com Deus e você começa a se mover em um processo de afastamento de Deus e, quanto mais se afasta de Deus, o que você experimenta? O primeiro sentimento é medo. O primeiro sentimento é medo. Insegurança. Uma sensação de escassez, de perigo. E, aí, você passa a viver como se estivesse em uma floresta abandonada. Então, o que você faz quando está em uma floresta abandonada, se sentindo abandonado? Você começa a agredir antes de ser agredido, começa a se defender, começa a lidar como se tudo fosse acabar.

Então, você precisa acumular loucamente, você se apega a tudo que tem, acha que tudo vai dar errado. E, aí, começam os elementos de fé, esperança. Esses sentimentos vão crescendo. Falando nisso, quando a gente pensa nesse afastamento, eu fico pensando também no que foi que nos atraiu para distante de Deus. O que nos atraiu? Já que é uma força tão grande, hoje, ela nos atrai. A gente está tentando se sintonizar com essa atração, mas, no momento para eu me afastar, algo me atraiu, algo me chamou a atenção, algo desconfortante, algo deve ter surgido para que nós tenhamos nos afastado.

E, o que seria isso? Na verdade, os Espíritos se manifestam sobre isso. Porque, quando Emmanuel vai comentar um versículo do Evangelho, que Jesus diz assim, o reino dos céus está dentro de vós. Então, ele começa a dizer, eu esqueci agora o livro e o capítulo, mas a gente traz na próxima, que é a pergunta, eu não sabia o que você ia fazer, nós não combinamos, você ia fazer a pergunta. Então, nós vamos trazer. Mas, ele diz assim, toda a felicidade que nós almejamos, todo o sentimento de segurança, de segurança, de estabilidade, de felicidade, está na comunhão com Deus.

Ele comenta isso também numa outra passagem, esta está no Vinho de Lucas, que é da Igreja do Alto, a Jerusalém do Alto, a Igreja livre-mãe de todos, que é a nossa casa, é o nosso lar, nosso lar, que é a imortalidade, a vida definitiva no mundo espiritual em plena comunhão com Deus. Este é o nosso profundo anseio, o anseio de todo ser humano. A grande questão é quando você desveia o olhar de dentro e passa a olhar para fora. Então, o que os Espíritos dizem? O olho voltado para fora é o grande elemento que vai dar início ao processo de afastamento de Deus.

Porque, aí, eu começo a procurar tudo que vai saciar a minha fome de amor, a minha fome de felicidade, a minha fome de estabilidade, de segurança, fora. Então, numa relação afetiva, na posse de algum bem, em algum cargo que eu ocupo, alguma posição social que eu estou, alguma situação concreta, eu busco tudo isso fora. Não tem nenhum problema. É o que Teresa de Ávila fala. Não tem problema. Esses castelos são vários corpos. Tem o cômodo interior, que é onde está o trono do rei, que é onde está Deus, que é onde você experimenta essa estabilidade máxima.

E, tem os cômodos mais periféricos. Quando você se afasta, o que você faz? Você ganha experiência. Por que ganha experiência? Porque tudo que está fora é mutável. Essa é a dor, né? Essa é a dor. Então, a dor de buscar estabilidade, felicidade, por exemplo, na abundância de bens materiais, é porque você vai perder. Esse jogo, você já entrou, sem nenhuma menção a qualquer evento futebolístico, mas você já perdeu. Porque, no mínimo, no mínimo, no mínimo, você vai morrer. Isso é o mínimo. No mínimo, você vai morrer e todos os seus bens materiais ficam.

Você vai, eles ficam. Isso é apavorante. Por que os bens não ficam? Da mesma maneira, se eu oriento toda a minha existência a partir do corpo, em vários níveis, em vários níveis, vícios ligados ao corpo, culto ao corpo, etc., vai chegar um momento em que você vai perder o corpo. Então, o corpo fica, você vai. Melhor parar por aqui com os exemplos, porque eu acho que não precisa dar mais exemplos. Na verdade, nós sempre vamos, tudo fica com uma única exceção. Uma única exceção. Só Deus fica para sempre. Então, eu sei que vai soar, assim, bastante pastor evangélico, e eu dedico essa frase ao meu amigo pastor Enéas.

Só Deus é fiel. A frase é tão banalizada, foi adesivo de carro e tudo, mas é fiel no sentido de que só Deus fica para sempre. O que fica para sempre com você é só Deus. Tudo mais passa. Afetos, estabilidade, recursos. Recursos. Eu acho bacana, até além disso, porque, talvez para nós, graças a Deus, está para todos os adesivos dos carros. É verdade. Talvez, agora, nós espíritas Vamos olhar isso com um olhar. Com outro olhar. Você conhece o meu caso lá. Exato. Conta aí. Que eu estava passando um momento difícil, na minha vida, e estava indo para a empresa, chorando, triste.

Aí o motoqueiro, não para assim no carrafamento, não para. Aqueles motoqueiros vão passando no meio, assim. Aí eu vou embora com o motoqueiro, passou-se no meu lugar, no meu carro, parou a moto. Aí tinha um ônibus, com a lataria suja. Aí ele escreveu assim, Jesus te amo. Eu chorei mais na ilha. Essa frase, essa frase, para mim, mudou de sentido. Eu passei a ser menos, menos leviano. Literal. Não, leviano, com aquilo que o outro estava tentando dizer para a gente. Se alguém põe lá no carro dele, Deus é fiel, talvez ele não, a gente se leve para o lado pejorativo.

Banaliza demais. Banaliza, mas é um recado para você. Nesse período que eu estava passando, era direto. Tipo assim, aí eu estava descendo o ônibus, aí vinha andando para a empresa. Na hora que eu chegava em frente, tinha um caminhão parado. Tem que ter fé. Aí abria o Facebook, aí entrava alguém. Tudo passa. Deus estava se comunicando de todos os modos. Eu lembro que tem um filme, agora eu esqueci o nome do filme, que é uma mulher, que ela tem acesso a um remédio e ela começa a ter, o cérebro dela começa a funcionar.

De repente, ela fica somente. Eu esqueci o nome do filme. Não sei se vira mulher, não sei o que acontece. Agora eu estou perdido. Sei que ela vai ficando somente, somente, somente e daqui a pouco está dominando todos os computadores. Ela vê as ondas eletromagnéticas todas e começa só pensamento. A gente pensa em Deus com todos esses recursos. Ele consegue atuar em tudo. Então, ele não precisa de fogos de artifício. Na simplicidade ele chega. Uma frase. Ele chega de todos os modos. Basta ele querer. Um querer dele e ele se manifesta em todos os meios possíveis e aquilo chega em nós.

Mas, a ideia da fidelidade de Deus é a seguinte, ele nunca te abandona. Por exemplo, você não morre junto. Não tem isso. A gente só morre sozinho. Mas, com Deus. Na hora da morte, você pode estar cercado de pessoas, mas você morre sozinho. O único que está em todo o processo com você é Deus. Em todos os sentidos. Então, o afastamento é olhar para fora. É eu procurar fora aquilo que o fora não pode me dar. Porém, isso é muito difícil. Nós não estamos querendo aqui simplificar nem baratear as coisas. Porque a evolução é um processo de desmaterialização.

É o Espírito sobrepor-se à matéria. E, você demora muitos séculos para que a sua consciência se sobreponha à matéria. Não é assim tão simples. A nossa identificação com a linguagem, com o mundo material, com os recursos do mundo material, eu não falo recursos financeiros, todos os recursos do mundo material. Por exemplo, vou dar um exemplo simples. Qual de nós estaria treinado a chegar em uma esfera agora, superior, e não usar a palavra para se comunicar? Qual de nós está habilitado a isso? Nós não temos habilidade nisso.

E, isso é desmaterialização, porque nós ainda precisamos de uma língua, de um palato, de dente, de corda vocal, para comunicar. E, nós não sabemos ainda nos comunicar amplamente como fazemos com a fala. Nem todos, nem todos, mas não sabemos com tanta habilidade utilizando outros recursos. Por exemplo, você comunica com os olhos, comunica com os gestos, comunica com o silêncio, mas são recursos mais desmaterializados. Desmaterializar-se e voltar para o profundo do ser do interior, que a Ayla trabalhou bem aqui, que é o processo de comunhão com Deus, é difícil, não é?

Então, o nosso objetivo ao falar do fluido cósmico aqui é caminhar nessa direção, para que a nossa fé seja raciocinada, para que a gente consiga ter fé, porque é uma fé capaz de ler no livro da natureza, fazer comparações, ler a lei de Deus na natureza toda, no cosmos infinito. Então, vamos lá no fluido cósmico. Olha o que os Espíritos dizem na questão 27. Eles dizem assim, que é a primeira, é o tratamento básico do fluido cósmico, e a gente vê que os Espíritos estão com dificuldade de expressar numa língua, no francês, estão com dificuldade de dizer o que é, porque está difícil.

Então, eles dizem assim, esse fluido universal, quer dizer, não é um fluido terreno, porque a Doutrina Espírita não trabalha com o conceito de Deus da Terra. Não tem Deus da Terra. O conceito aqui é Deus do Universo. Então, se você tem que pensar no mínimo, no mínimo, para entender o que o Espiritismo está chamando de Deus, no mínimo, você tem que pensar em 200 bilhões de galáxias. No mínimo. Para começar. Esse é o couvert. Pois é, para começar. É a entrada. Não é nem o primeiro prato, o segundo prato. É o início. 200 bilhões de galáxias, que é o que a gente conhece.

Eu nem sei se posso falar conhece. Tem notícia. Por isso, eu falo esse fluido universal, quer dizer, é um fenômeno universal, universal ou primitivo ou elementar, no sentido de que ele é o elemento primordial e básico de tudo. Tirando Deus, tirando o Espírito, tudo mais é originado do fluido couvert. Tudo. É o que eles vão dizer. Por isso que ele é elementar. Ele é o elemento. Sendo o agente, o agente de que o Espírito se utiliza, olha que interessante, porque o conceito que eu tenho de Deus, que não é o Espírito criado, Deus é Deus, o Espírito se utiliza do fluido cósmico.

E, sem esse, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão, olha que interessante, e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. Então, é o fluido cósmico que faz as coisas se juntarem, porque senão tudo se desagregaria. Então, se eu observo um átomo, alguma coisa se juntou. Então, juntaram-se elétrons, prótons, nêutrons, básicos, não vou nem falar de partículos. Prótons e elétrons, nêutrons se juntaram para formar uma estrutura, que é um átomo. Os átomos se juntam, formam moléculas, moléculas se juntam, formam substâncias, substâncias se juntam e vão formando coisas.

O que que junta essa coisa? É o fluido cósmico. Por isso que a lei é de amor. A lei é de amor. A lei é de juntar, não é de separar. Separar no sentido de desagregar, não é? É no sentido de conectar. Tudo está conectado pelo fluido cósmico. Então, é interessante a questão 27. Mas, depois, eles desenvolvem mais na questão 27a. Ele fala assim, o Kardec começa a perguntar, dissemos que ele, o fluido cósmico, é suscetível de inúmeras combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando, matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente de tão sutil que ela é.

Isso, para a época de Kardec, era incompreensível. Não dava para entender plenamente esta resposta na época que Kardec obteve ela. Porque, na época de Kardec, ele estava estudando, ainda, a eletricidade e o magnetismo. Então, o que podemos dizer? Se você quer ter uma experiência básica de fluido cósmico, bem primitiva mesmo, bem material, põe o dedo na tomada. É uma experiência mais grosseira de fluido cósmico que a gente pode ter, tomar um choque. Porque a eletricidade é uma materialização grosseira do fluido cósmico.

Agora, vocês imaginam. Nós estamos aqui fazendo o estudo do Gênesis e isto está sendo transmitido. Como? A câmera está captando aqui e está transmitindo por onda eletromagnética que está viajando. Tem gente em outro lugar do mundo, agora, assistindo. A onda eletromagnética é uma materialização grosseira do fluido cósmico. Grosseira. Então, já dá para a gente perceber. Os cientistas, agora, já estão trabalhando, a Ayla até comentou aqui, conceito de energia escura, matéria escura. E o que eles já perceberam? Olha, essa matéria nós não conhecemos, porque ela não tem nenhuma das propriedades da matéria.

Por exemplo, ela não sofre o efeito da gravidade. Ela não pode ser vista nem medida. Acontece que, como que os cientistas conseguem hoje divulgar, está saindo aí revistas, como é que os cientistas estão falando de uma coisa que eles não veem, não podem medir, não sabem o que é e alguém vem falar para mim que Espírito é uma coisa abstrata. Mas, a conclusão é que 96% do universo é essa coisa. Então, na época do Kardec, as pessoas chegavam para o Kardec e começavam a zumbar dele. Porque elas diziam assim, eu sou materialista, eu só acredito na matéria, aquilo que eu posso tocar, cheirar, lamber, ouvir, só em coisas concretas.

Só que, hoje, 96% do universo é algo que não tem nada disso. Significa que o mercado para materialista está muito difícil, não está fácil ser materialista. Muitas pessoas estão desistindo, está quase impossível ser materialista nos dias de hoje. Impossível. Por isso que os Espíritos estão falando, ela é o que chamamos de fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, porque ele é uma matéria muito mais perfeita, muito mais sutil. Você imagina uma coisa mais sutil do que uma onda eletromagnética?

Bom, aí o Kardec vai falar de ponderabilidade. São perguntas que a gente precisa entender e isso é muito importante. Na época do Kardec, o pessoal não entendia direito molécula e átomo. O pessoal não sabia o que era um átomo. Imaginava que um átomo era uma esfera com partículazinhas, como se fosse um brigadeiro. O conceito de átomo que nós aprendemos na escola é do início do século XX. Kardec não foi a essa aula aqui. Não foi. Ele não assistiu a essa aula. Niels Bohr, modelo atômico. Interessante isso. Não tinha conceito de molécula.

Não se conhecia a fundo, como se conhece hoje, a estrutura de molécula, a estrutura de dentro. Não tinha microscópio para isso. Não tinha um microscópio eletromagnético que pudesse você ver uma molécula. Nunca ninguém tinha visto. Então, eles acreditavam que matéria é aquilo que você pega. Ponderabilidade. Então, Kardec pergunta qual é o atributo essencial da matéria? É a ponderabilidade? É a possibilidade de eu tocar? Aos Espíritos respondem da matéria como entendês. Sim. Não, porém, da matéria considerada como fluido universal.

A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio da vossa matéria pesada. Então, o que você está tocando aí, hoje a gente sabe que ninguém pode dar essa notícia? Ninguém toca nada. Nós não tocamos nada. Você não pega nada. Na verdade, quando a minha mão está pegando esse livro aqui, eu não estou pegando esse livro. Os elétrons aqui estão repelindo os elétrons da minha mão, estão causando uma força repulsora, mas eu não estou tocando nada. Não tem toque.

Você não toca nada. É tudo energia, atrativa ou repulsiva. Aí, isso é elementar, básico do básico. Então, aqui, não dava nem para os Espíritos falarem isso. Imagina se os Espíritos falassem para Kardec assim, não, a sua pergunta está errada, porque não toca nada. Depois eles vão aprender que não toca nada, elétron, salto quântico. Não vamos mexer com isso agora. Vamos só falar assim, a matéria que vocês conhecem é grosseira, é pesada mesmo, mas existe uma matéria imponderável que para vocês não é nada. Não é nada. Então, é muito curioso isso, porque isso já está no livro dos Espíritos, essa é a questão 29.

Mas, quando Chico psicografou o nosso lar, teve Espírito que assustou, porque no nosso lar tinha um jardim, tinha um trem, uma casa. Mas, não é possível, tem casa lá. Você queria que fosse o quê? Uma fumaça? Nada? Não é? Então, a matéria vai se sutilizando, se sutilizando, então você chega lá no mundo de Espírito puro, tem salão, auditório, casa. Não é isso? Aí, você fala, meu Deus, mas não é possível. É, Porque a matéria vai. Ou seja, a matéria, o fluido cósmico é um elemento constitutivo do universo. Sempre vai ter fluido cósmico.

Sempre. Não tem lugar que não tenha. O que você vai fazendo é passando cada vez mais para esferas mais sutis. Só isso. Esta é a questão 29. Agora, meio de comunicação dos Espíritos. Isto, aqui, é muito interessante. A questão 282. Muito interessante. Os Espíritos respondem para Kardec assim que eles, os Espíritos, eles se veem e se compreendem. A palavra é material. É o reflexo do Espírito. O fluido universal estabelece entre eles constante comunicação. É o veículo da transmissão de seus pensamentos. Como para a voz o ar, o é do som.

É uma espécie de telégrafo universal que liga todos os mundos e permite que os Espíritos se correspondam de um mundo a outro. Ou seja, quem achou que a internet era a última invenção está enganado. Existe uma internet universal que se chama fluido cósmico. Através dele, os mundos se comunicam, não importa a distância. E é ele que é o veículo da transmissão do pensamento. Ele transmite o pensamento. Como o ar transmite a palavra. Então, eu falo aqui, por que nós estamos ouvindo? Porque tem ar aqui, eu gero ondas, eu gero uma corrente de ar, ela chega no seu tímpano, faz vibrar o seu tímpano, o cérebro interpreta isso, você está entendendo o que eu estou falando.

Mas, é o ar que transmitiu a vibração da minha corda vocal. Então, a minha corda vocal vibrou, daí milésimos de segundos o seu tímpano vibrou na mesma frequência. Gente, é tão simples, não é? A minha corda vocal vibra, daqui milésimos de segundos, alguém está aí em Portugal, na Alemanha, e o tímpano dele está vibrando na mesma frequência do que eu estou falando agora. E ele está entendendo o que eu estou falando. E quem transmitiu essa vibração? No caso aqui da sala, o ar. No caso aí da internet, isso aí foi transformado em onda eletromagnética, essa onda eletromagnética que chegou aí e está sendo decodificada.

E, com certeza, tem um alto-falante no computador da pessoa que está vibrando o ar para fazer o tímpano dela vibrar. E a gente não pensa nisso, não é? O fluido cósmico, então, é um meio de comunicação dos Espíritos. O Kardec vai mais longe na questão 455, quando ele vai falar de sonambulismo. Uma coisa muito interessante. Quando a gente fala sonâmbulos, precisamos tomar um cuidado aqui, porque, quando a gente lê sobre sonâmbulos no livro dos Espíritos, a pessoa que acorda de noite fica andando pela casa. Não é isso, não é?

O sonâmbulo é o médico inconsciente, é o médico que parece que está acordado, mas ele mesmo não sabe o que está acontecendo. Então, eles chamavam isso de sonambulismo. Então, o sonâmbulo tinha um estado de inconsciência tão grande, mas ele era capaz de entrar em contato com algo profundo. Então, Kardec vai dizer assim, Kardec não, os Espíritos. No estado de desprendimento em que fica colocado, o Espírito do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil com os outros Espíritos encarnados ou não encarnados. Comunicação que se estabelece pelo contato dos fluidos que compõem os perispíritos e servem de transmissão ao pensamento como fio elétrico.

Olha que interessante! O sonâmbulo não precisa, portanto, que se lhe exprimam os pensamentos por meio de palavra articulada. Eu vou traduzir. O sonâmbulo não precisa que o Espírito fale com ele. Por quê? Porque porque ele sente as palavras e as adivinha. Porque ele capta o pensamento. É o que o torna eminentemente impressionável e sujeito às influências da atmosfera moral que o envolva. Olha o que os Espíritos estão dizendo. Por que Kardec está? Porque este aqui é um comentário de Kardec, questão 455. Então, o Espírito chega, envolve o sonâmbulo no seu campo mental, na sua atmosfera psíquica.

Nós já estudamos isto aqui. Quem tiver dúvida, é só ler lá, Obras Póstumas, Fotografia do Pensamento. Kardec vai explicar isto direitinho, atmosfera psíquica. O Espírito envolve-o na atmosfera moral. E, aí, o que acontece com o médium? Será que todo médium escuta o Espírito falando com ele? Não! Não! O médium capta os pensamentos e os sentimentos do Espírito. Só que, ao captar, ele interpreta, ele sente e expressa. Então, ele não está 100% expressando fielmente aquilo que o Espírito está emanando. O Espírito envolve em um conjunto de ideias, em um conjunto de pensamentos, e o médium exprime aquilo de acordo com o que ele tem dentro dele.

Por quê? Porque, se chegar aqui, agora, um Espírito especialista em física e me envolver aqui, agora, e começar a emanar para mim altas e complexas equações matemáticas, o que vai acontecer? Fenômeno incrível! Nada! Nada! Nada! Nada! Nada! Porque ele vai emanar um pensamento, e eu, hã? E os grilos estão cantando. Hã? Entendem? Então, a mesma coisa, se chegar aqui, agora, o Beethoven me envolver e falar assim, é a nova sinfonia que eu acabei de compor. Hã? Já era! Já era! Já era! Porque, no nível que o Beethoven está como Espírito, se ele chegar, hoje, perto do maior maestro do planeta, esse maestro vai ter dificuldade.

Mas, seguramente, ele vai estar, milhares de vezes, mais capaz do que eu de captar a emanação do Beethoven. Isso é a minha dignidade. Se você observar a sua existência atual, porque ele utiliza Ah, claro! Lógico, lógico! Nós estamos falando do recurso da mente. Recurso da mente pode ativar conteúdos que estão ali na memória, arquivados na memória do Espírito. Hã? Como é o caso do Chico. Mas, a gente percebe, por exemplo, no livro dos Espíritos, que tem determinadas questões que os Espíritos dizem assim não há linguagem que a gente possa exprimir isso.

Porque, aí, não adianta. Ele pode ativar toda a sua memória espiritual que você não tem, porque aquele conhecimento você ainda não adquiriu. Você não viveu uma experiência naquele nível do que eles estão falando. Então, não vai ferir os sentidos. Você não tem elemento de analogia. Eles falam isso, não é? Não há elemento de analogia. É como você querer descrever corpo a um cego. Ele precisa, primeiro, adquirir o sentido ou recobrar o sentido para que ele possa compreender. Mas, qual é a ideia disso tudo aqui? A ideia disso tudo é que o grande veículo de transmissão do pensamento e de onde o universo inteiro está mergulhado é o fluido cósmico.

Então, nós estamos em uma rede, mas não é web. É uma rede cósmica. Cósmica. Por conta disso, não há nenhum mínimo pensamento e sentimento que escape de Deus, de tudo. Para os Espíritos superiores, você não precisa falar nada. Terapia com o Espírito superior é maravilha, porque você chega, senta e fica calado. Não precisa falar nada. Falar o que? Para que falar? Quando nós colocamos essas questões aqui, vamos voltar para o Gênesis. Criou a água. Não fala quando criou a água. A água está pressuposta no Gênesis. O que o Gênesis vai contar é a separação da água.

As águas de baixo e as águas de cima. Mostrando aquela água mais sutil e a água mais materializada. Desde o Singer, a água que evaporou virou nuvem, mas eles não sabiam de evaporação. A água que evaporou virou nuvem, da água que condensou virou lago, virou gelo, etc. Mas, em níveis mais sutis também, nós podemos interpretar do fluido cósmico mais sutilizado e dele mais materializado, que gera, inclusive, a matéria, que a gente acha que está tocando. E, o interessante é que, quando há o processo de Noé, o que é o elemento corretivo?

A água, o dilúvio. Olha a água de novo. Não é? Isso é curioso por quê? Para a gente entender o quê? O mecanismo pelo qual a providência divina toma conta de tudo e nada escapa da sua visão é o fluido cósmico. Então, não existe fora de Deus. É sempre dentro. Não tem fora dele. Não há vida fora de Deus. É muito curioso isso, porque, hoje, a física, muito especulativa ainda, porque são especulações, interpretações, você não tem ainda elementos de comprovação. Mas, ela já postula, por exemplo, a teoria dos multiversos.

Então, o nosso universo seria uma bolha de sabão, mas, ao lado dele, teria infinitas bolhas de sabão. Então, tem um que usa uma imagem que eu achei fantástica, um documentário que tem no YouTube, que ele fala assim, imagina um queijo, todo furadinho. Os furos são os universos. O queijo é algo que a gente não conhece, que é essa matéria, essa energia escura aí. Mas, gente, é o conceito de fluido cósmico. Um grande queijo, que é o fluido cósmico, e os furinhos são os universos. Não é galáxia, não. É o universo com os seus bilhões, trilhões de galáxias, as bolinhas de sabão se expandindo.

Aí, fica incrível. Esse é um conceito que está rondando na ciência, através de equações, de observações. Já estão começando a deduzir que essa possa ser uma possibilidade teórica de se explicar o modelo de expansão do universo. Hoje, o que desafia a ciência é como o universo se expande. Choca a ciência. A maneira como o universo se expande e ele se expandiu é algo incompreensível, porque não é linear, não é aquela coisa regular como eles imaginavam. E, aí, você não consegue explicar. Teve um período, ocorreu o Big Bang, mas teve um período de inflação em que ele expandiu muito, depois ele expandiu menos e, agora, continua expandindo mais, está acelerando a expansão.

Então, você tem momentos de crescimento intenso, dá uma paradinha, crescimento intenso. Que negócio é esse? Então, para explicar isso matematicamente, uma das ideias é a de multiversos. O que mostra para a gente o que é isso aqui? E, o criador está acima disso tudo. E, o Espírito de Deus pairava sobre as águas. O único que está fora da criação é Deus. Fora e absolutamente dentro. Mas, isso é paradoxal. É. Tudo que se refere a Deus é paradoxal. Exatamente. Exatamente. Exatamente. Ele estava entre as duas. Curioso, muito interessante isso, não é?

Então, são simbologias profundas. Só para lembrar ao pessoal que a gente não deve fazer a interpretação literal da Bíblia, diz que na arca entrou um macho, uma fêmea, um casal de cada espécie, não é? Menos dos peixes, não é? Mas, é só um ligeiro comentário para a gente ficar esperto, ficar atento na leitura da Bíblia. Ok. Agora, a gente quer trazer esse conceito, nesses cinco minutos que nos restam agora, para uma experiência prática, de relação com Deus. Então, tem uma página que está no livro Seifa de Luz, é o capítulo 44.

Emmanuel deu o título de Oraremos. É um comentário da primeira carta de João, capítulo 5, versículo 14, que diz assim e esta é a confiança que temos para ele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. Aí, o Emmanuel comenta exporemos em prece ao Senhor os nossos obstáculos. Então, você entra em prece e fala oh meu Deus, está acontecendo isso, isso, isso, pedindo as providências que se nos façam necessárias a paz e a execução dos encargos que a vida nos delegou. Porque todos nós temos encargos que a vida nos trouxe.

E, você fala como é que eu vou cumprir isso? Está acabando isso, está acabando isso, está sem recurso. Ah, estava precisando disso, estou doente, não é? Entretanto, suplicaremos também a ele nos ilumine o entendimento, para que lhe saibamos receber dignamente as decisões. Receber dignamente as decisões. Porque, e se ele disser não? E se ele disser talvez? E se ele disser só 20%? Só 40%? Será que nós teremos dignidade para receber? Não nos esqueçamos de que a nossa capacidade visual abrange mais ou menos, unicamente, o curto espaço dos 60 segundos de um minuto.

A gente não vê nada. Emmanuel está dizendo assim, a nossa visão espiritual é de um minuto. Enquanto que o Senhor, que nos acompanhou as numerosas existências passadas, existências que conservas agora na Terra temporariamente esquecidas, nos conhece o montante das necessidades de hoje e de amanhã. Sabe o que a gente precisa hoje e o que a gente vai precisar amanhã. Tenhamos suficiente gratidão para não suprimir-lhe a benção. A providência divina possui os recursos e os caminhos que lhe são próprios para alcançarmos.

Olha isso! Os recursos que Deus tem e os caminhos que Ele tem para nos alcançar são próprios Dele. Não são próprios de mim. Eu não sei. Eu não sei qual recurso e qual caminho Deus vai utilizar para me alcançar. Eu não sei. Simbolicamente, ocorrem circunstâncias idênticas no quadro espiritual de nossa vida cotidiana. Então, Emmanuel fala assim. Está muito abstrato? Eu vou dar um exemplo concreto agora. É bom quando Emmanuel faz isso, porque agora nós vamos entender. Não necessariamente não vai doer. Não disse que vai entender.

Rogamos a Deus a presença da felicidade em nossos dias. Oh, meu Deus, eu quero ser mais feliz porque eu estou sofrendo, estou passando uma dificuldade. Segundo a concepção com que a imaginamos. Porque Deus respeita a nossa concepção de felicidade. Mas, somos, via de regra, portadores de certos defeitos que nos impediriam de acolhê-lo sem agravar as próprias dívidas. Então, não é que Deus não quer te dar o que você está pedindo, mesmo Ele sabendo que o que você está pedindo é limitado. Mas, o pensamento é o seguinte.

Como nós temos certos defeitos, se Ele conceder isso agora, se Ele conceder agora, isso vai agravar os nossos débitos. Então, o que Ele faz? Nega? Ah, não. Não vai ser bom. Eu vou ler. Aí, Deus, em muitos casos, nos envia primeiramente o espinho da aprovação que nos faculte a experiência precisa para recebê-lo em momento oportuno. Como determina o recurso operatório para o corpo doente antes que se lhe restaure a saúde? Então, você pediu. Ele fala assim. Sim. Treme. Se Deus responder sim, pode começar a chorar, porque primeiro Ele vai te preparar para receber.

Então, você fala assim. Eu quero saúde. Vamos seguir. O corpo diz assim. Eu quero saúde. Você quer saúde? Ok. Oraremos, sim, no entanto é imperioso, em matéria de petição, rogar isso ou aquilo ao Senhor, sempre de acordo com a sua vontade, porque a vontade do Senhor inclui invariavelmente a harmonia e a felicidade de nossa vida. Então, o que Emmanuel está dizendo aqui? Você pede saúde? Ele manda… Aqui, está faltando um pedaço. Eu peguei da internet. Está faltando um pedaço. O pedaço que está faltando aqui… Ah, aqui.

Achei. Quando encarnados no plano físico, se na posição de enfermos, costumamos implorar do céu a dádiva da saúde corpórea, na expectativa de obter um milagre. Você fala, eu quero saúde. Como se Deus chegasse aqui e falasse assim. Pronto. Você tem mais dois pedidos. Eu sou o gênio da lâmpada. Só que não é assim. O céu nos responde. Responde. Você quer saúde? Ok. Eu vou te preparar para ela. Manda um bisturi que nos rasgue as entranhas de maneira a reconstituir-nos o equilíbrio orgânico. Simbolicamente, ocorrem circunstâncias idênticas no quadro espiritual de nossa vida cotidiana.

Você está pedindo algo e Deus fala, eu te dou. Eu te dou. Só que, primeiro, você vai ter que ser operado. Piorar para melhorar. Piorar para melhorar. Aí, vem o bisturi, você passa por uma cirurgia, convalescência. Você fala assim, dessa vez eu vou morrer. Passa pela aprovação. Aí, você está preparado e recebe o que você pediu. O problema é que a gente esquece o que pediu, né? E o pedir aqui não é fazer uma oração e falar, oh Deus, me dá isso. O pedido é mais sutil, porque você vibra o que você quer. Você começa a vibrar um pedido.

Puxa, minha vida está estranha, eu queria que mudasse. Eu queria que melhorasse. É isso mesmo que você quer? Sim! Você troca a sua vida por outra? Sim! Aí, vem a situação, revira tudo. Quando você vê, você já está em um novo piso, já está em uma nova experiência, porque você foi atendido, mas isso passou por uma crise. O que é bonito aqui é porque há uma interação permanente entre nós e Deus, mas Deus é inteligência infinita. Então, ao responder e ao nos atender, Ele é infinitamente inteligente, mas, acima de tudo, infinitamente amoroso.

E, como diz Emmanuel, é sempre a nosso favor, ainda que, de momento, pareça contrário a nós. Sim!

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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