Neste episódio de estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias faz uma pausa na sequência da narrativa para uma reflexão aprofundada sobre a natureza do texto bíblico, especialmente ao abordar a polêmica passagem de Adão e Eva no livro de Gênesis.
O que é estudado neste episódio
- A natureza evocativa e não descritiva do texto hebraico: O texto bíblico oriental busca despertar ideias, reflexões e sentimentos, convidando o leitor a completar os espaços vazios e a se posicionar diante das questões apresentadas. Ele não se limita a uma única interpretação, possuindo múltiplos significados, como as “setenta faces da Torá”.
- A multiplicidade de significados de “Adão”: A palavra “Adão” em Gênesis pode representar tanto a humanidade em sentido genérico (Gênesis 2:7) quanto um indivíduo específico (Gênesis 4:25 e capítulo 5). Essa aparente contradição é uma característica do texto impressionista, que exige a participação do leitor para preencher as lacunas.
- A metáfora do martelo e da rocha: Inspirada em Jeremias, essa metáfora ilustra que a palavra de Deus tem múltiplas faces. Ao quebrar a rocha (o texto bíblico), os pedaços menores (as partes do texto) refletem a estrutura do todo, mantendo a mesma qualidade, como um fractal.
- Adão, Eva e a serpente como padrões evolutivos: A narrativa de Adão, Eva e a serpente pode ser interpretada como um padrão arquetípico que se manifesta em diferentes níveis:
- Individual: O ser humano em sua fragilidade, limitações, luz e sombra.
- Grupos espirituais: Representando os exilados na Terra, com diferentes graus de discernimento e senso moral. A serpente simboliza a perspicácia no mal, Eva a hesitação e Adão a ingenuidade e a influenciabilidade.
- Quedas individuais: A história de um indivíduo que abandona seus deveres e cai em vícios.
- Padrões coletivos: A serpente evolui para o dragão das profecias e a besta apocalíptica, representando entidades que influenciam a coletividade para o materialismo, sensualismo e o abandono dos compromissos espirituais, como descrito em “Libertação”.
- O Evangelho como um vasto caminho ascensional: A interpretação do texto bíblico é um processo contínuo de evolução. Quanto mais o indivíduo evolui, mais profunda se torna sua compreensão do texto, e vice-versa.
- A importância da fundamentação na interpretação: Embora o texto bíblico permita múltiplas interpretações, é crucial que estas estejam amparadas por “textos de prova” (versículos bíblicos) para evitar que sejam meras imaginações do intérprete.
- A conexão entre Gênesis e o Evangelho: Mateus, ao iniciar seu Evangelho com a genealogia e apresentar Maria como a “nova Eva” e Jesus como o “novo Adão”, estabelece um paralelo literário (não literal) com Gênesis, mostrando que os padrões da queda e da redenção se repetem. Paulo também percebeu esse paralelo, como expresso em 1 Coríntios 15.
- O propósito do estudo bíblico: Não é apenas uma diversão intelectual, mas um convite a “atender a Deus”, cumprindo Sua vontade. O estudo busca compreender os padrões evolutivos para evitar a repetição de erros passados e promover a ascensão espiritual.
Reflexões
- O texto bíblico, especialmente o hebraico, não é meramente descritivo, mas evocativo. Ele nos convida a uma participação ativa, preenchendo lacunas com nossa reflexão e empatia, revelando múltiplos significados que se desdobram à medida que evoluímos.
- A narrativa de Adão e Eva, longe de ser uma história literal, é um arquétipo, um padrão que se manifesta em diversas escalas – individual, grupal e coletiva – revelando os princípios da queda, do erro e da resposta da lei divina.
- O estudo do Velho Testamento, à luz do Espiritismo, não se limita a uma busca por informações históricas, mas visa a uma ascensão espiritual, aprofundando nossa intimidade com os recursos que ampliam o discernimento e nos tornam capazes de identificar os padrões evolutivos da vida.
Ler transcrição do episódio
Neste episódio de hoje, nós gostaríamos de fazer uma observação, então, uma espécie de pausa para que a gente faça uma reflexão muito importante. Não será possível avançar com segurança se nós não ficarmos atentos a esta característica do texto bíblico. Nós entramos, agora, na narrativa de Adão e Eva, um dos textos mais polêmicos, dos mais difíceis de toda a Bíblia e provocaram interpretações que vão desde o fundamentalismo, do excesso, do literalismo, até interpretações de um misticismo tão poeril, de uma falta de coerência com o texto.
Esta passagem de Adão e Eva se presta a tudo, ela pode ser utilizada para qualquer coisa, mas nós temos aprendido, neste estudo, a fazer uma interpretação comprometida com o texto. Não se trata de uma interpretação literal, porque estamos conscientes do conselho de Paul de Tarso, da necessidade de retirarmos o espírito da letra, mas isto não significa que, na interpretação, o texto deva ser violentado pelo nosso voluntarismo, pelos nossos caprichos, pelas nossas preferências emocionais. O intérprete responsável tem um compromisso com o texto e deve buscar a coesão do texto, aquelas ligas, as junções que o próprio texto apresenta.
Acontece que nós não estamos diante de um texto ocidental. Já repetimos isto várias vezes, mas, especialmente aqui, nesta narrativa de Adão e Eva, vale repetir e acrescentar alguns dados a isto. Nós estamos diante de um texto hebraico, de um texto oriental, com as características do povo hebreu. O que isto quer dizer? Por ser oriental, ele é um texto mais evocativo do que descritivo. O propósito deste texto é despertar ideias, reflexões, sentimentos, impressões, empatia, porque o texto quer mexer com você. Ele não quer que você fique impassível, que você fique frio diante dele.
O texto é feito para te provocar no sentido de mover dentro de você, leitor, ideias, sentimentos, reflexões e, por fim, o objetivo principal do texto, um comportamento. O texto quer arrancar do leitor uma postura, ele quer que o leitor se posicione, se coloque em um lugar, em um ponto de vista que o leve a uma ação concreta no mundo a partir das reflexões e dos sentimentos que o texto provocou no leitor. Por ser um texto evocativo, ele lembra uma pintura impressionista, no sentido de que você precisa completar os espaços vazios.
A pintura impressionista dá esboços, você que completa, é a sua imaginação que junta aqueles pedacinhos, aqueles traços e faz a figura se completar. Ele conta com a sua impressão, com a sua reação, aqui, também. Nós temos que completar, porque o texto apresenta lacunas, ele apresenta aparentes contradições. Eu vou dar um exemplo concreto. Nós estamos, aqui, no capítulo 2, especialmente no versículo 7, que é o versículo que descreve a criação do homem, detalha a criação do homem. Nós vimos, aqui, que no capítulo 1, fala-se da criação de tudo, mas, em pinceladas gerais.
A partir do capítulo 2, começa a haver um detalhamento da criação. E, aqui, no capítulo 2, versículo 7, diz assim, então, o Senhor Deus modelou o homem com a argila do sol. O homem, aqui, que está traduzido por homem, aqui na Bíblia de Jerusalém, mas, no texto hebraico, está Adão. Porque, homem, ser humano, em hebraico, é Adão. É o Adão. Mas, à medida que você lê o capítulo 3 do texto, você percebe que Adão, que, antes, representava o ser humano, um ser genérico, a espécie humana, começa a se particularizar até chegar no capítulo 4 e o Adão ser um nome próprio, uma pessoa, um homem não ser humano, mas um homem específico.
Faltou só o CPF, porque não tinha, na época. Então, como que parece uma contradição? O mesmo Adão, do capítulo 2, versículo 7, chega no capítulo 4, aquilo que era genérico e abstrato, agora se torna algo particular. É um texto impressionista. Ele quer que você complete estas lacunas, ele quer que você preencha estes espaços com a sua reflexão, com os seus sentimentos, com a sua empatia. Esta é uma característica do texto oriental, de um modo geral, especialmente do texto hebraico. O texto hebraico se esforça para ter mais de um significado.
Nós precisamos ficar atentos a isto. Ele não quer significar uma única coisa. Se eu pudesse fazer uma comparação, usando a música, depois do movimento da pintura impressionista, por exemplo, na França, nós tivemos os chamados autores musicais ditos impressionistas. É um movimento impressionista na música. Então, Claude Debussy, Ravel e outros, mais conhecidos são estes dois. Em determinadas passagens da obra de Debussy, por exemplo, a peça mais famosa, Claire Delis, alguns acordes, alguns elementos musicais utilizados na obra, podem significar mais de uma coisa.
Você analisa aquele acorde, ele tem muitas funções. Você não consegue determinar o que é aquele acorde, exatamente o que ele é. E, era esta a intenção do Claude Debussy. Ele não fez isto ao acaso, ele fez isto propositadamente. Ele queria que aquele acorde não tivesse um único significado. Voltando aqui para o texto bíblico, os autores bíblicos, porque eles compõem uma geração, eles compõem uma mentalidade, a mentalidade de um povo. O povo hebreu escreve texto para significar muitas coisas. Então, o primeiro erro que pode ser cometido no estudo deste texto é você querer encontrar um significado.
Nesta perspectiva, a pergunta quem é Adão é uma pergunta já equivocada na raiz. Porque, quando eu pergunto quem é Adão, eu estou em busca de uma resposta, uma única resposta que seja capaz de explicar todas as ocorrências da palavra Adão, no texto bíblico. Não tem. Não tem. Porque, vamos mais uma vez, um exemplo concreto, se eu digo assim, Adão é a humanidade, Adão é um símbolo da humanidade, perfeito. Aí, você vai me citar Gênesis, capítulo 2, versículo 7. Então, o Senhor Deus modelou Adão com a argila do solo, soprou em suas narinas ou insuflou em suas narinas um hálito de vida e o Adão se tornou um ser vivente, uma alma vivente.
É isto que o texto está dizendo. Agora, se você for lá no capítulo 4 e Começar a ver, por exemplo, capítulo 4, versículo 25, Adão conheceu sua mulher, ela deu à luz um filho e lhe pôs o nome de Sete, porque disse ela, Deus me concedeu outra descendência no lugar de Abel, que Caim matou. Também a Sete nasceu um filho e ele lhe deu o nome de Enoch, que foi o primeiro a invocar o nome do Senhor. E, aí, começa o capítulo 5, o livro da descendência de Adão. Aqui, você não pode dizer que Adão é humanidade, porque nós estamos escrevendo aqui um homem e a sua mulher tiveram um filho.
Esse filho tem um nome, esse filho vai gerar uma descendência e essa descendência vai culminar lá no Cristo. Por exemplo, na genealogia de Mateus, capítulo 1 e Lucas, capítulos 1 e 2. Então, não há uma resposta única. Esse é um ponto importantíssimo. Nós percebemos esse equívoco, que é um equívoco gigantesco, nos livros que vão interpretar Apocalipse. Os livros que tratam de Apocalipse não é que eles estejam errados. Eu não estou errado ao dizer que Adão representa a humanidade. Eu estou parcialmente certo. É diferente.
Não está errado, mas, também, não está completamente certo. Então, quando você toma o Apocalipse e você diz assim que a besta apocalíptica é isso, não está errado? Não está errado, mas, está incompleto. Por quê? Porque os símbolos do Apocalipse representam muitas coisas. Um símbolo em uma passagem quer dizer de várias coisas, de vários movimentos, desde o individual ao coletivo e tudo o que fica entre isso. Várias coisas sobre o individual, várias coisas sobre o coletivo. É um misto. É um misto. É por isso que a tradição hebraica sempre afirmava, utilizando um texto de Jeremias, do martelo que quebrou a rocha e a rocha se despedaçou, isso está lá na profecia de Jeremias, eles sempre identificavam esse martelo como a palavra de Deus, no sentido de quê?
A palavra do Senhor, ou seja, o ensino, a orientação que vem de Deus, ela tem múltiplas faces, o que gerou o provérbio a Torá tem setenta faces. Quando o hebreu quer dizer múltiplo e ele não quer delimitar, ele fala setenta. Hoje nós diríamos diferente, usando a linguagem da matemática, nós diríamos assim n vezes. O que significa n vezes? Um número incontável de vezes. Incontável. N vezes. O hebreu utiliza setenta vezes. Setenta significa incontável. A Torá possui setenta faces. Aqui tem um jogo de palavras. Setenta porque é incontável.
Face porque é um rosto, você tem que vê-lo, olhar para ele, reagir a ele. Não é só uma interpretação, é um rosto, é uma face. Você tem que olhar para ela, você tem que contemplar essa face, você tem que reagir a essa face. Uma dela pode estar brava, a outra pode estar alegre, a outra pode estar melancólica. São faces e você precisa reagir a essas expressões fisionômicas do texto. É muito sutil isto. Assim também é o Apocalipse. Todo o texto hebraico, todos os textos. Adão possui uma multiplicidade de significados. Agora, o interessante é a metáfora do martelo na rocha porque você tem uma rocha, você quebra ela, ela se parte em pedaços menores, mas que refletem a estrutura da rocha como um todo.
Então, é uma espécie de cristal. O que isto quer dizer? Que o texto tem um sentido global, que é a rocha, que é a estrutura total do texto. Nós estudamos isto aqui. Se você examinar capítulo 1 de Gênesis, versículo 1 até capítulo 2, já falamos assim milhares de vezes, versículo 4, ele é a rocha primordial. O pedaço primordial. A rocha não, o pedaço primordial. Através desta pecinha, outras de mesma qualidade, de mesma qualidade, vão se juntando a ela e formam um grande todo. Então, eu posso olhar para a Bíblia como um todo, como uma grande rocha, uma grande estrutura.
E, à medida que eu vou indo nas suas partes, eu vou percebendo que há uma diferença quantitativa, mas não qualitativa. O que isto quer dizer? A qualidade é a mesma. É a mesma qualidade, a mesma estrutura. É um cristal. Hoje, na matemática, se chama de fractal. Você quebra um cristal em partes que são menores, mas da mesma qualidade. Mais uma vez, vamos dar um exemplo concreto para que isto fique claro. Se eu digo assim Adão é um símbolo do ser humano. Qualquer ser humano do ser humano enquanto um ser encarnado e frágil.
O ser humano, na sua limitação, na sua humanidade, sujeito ao beço, sujeito ao túmulo, sujeito ao adoecimento, aos intempéries, aos sofrimentos, portador de limitações, portador de dificuldades, portador de contradições, portador de luz e sombra, é o ser humano em toda a sua complexidade. É uma face. Mas, eu posso, também, trabalhar com outros elementos do texto e perceber que eu tenho aqui um Adão, tenho uma Eva e tenho uma serpente, que não é uma simples serpente, não é apenas um animal, porque ela conversa. Ela é uma serpente que instiga e, na verdade, essa serpente foi a grande detonadora do processo da queda de Adão, da perda do Paraíso.
Foi ela que influenciou de uma maneira equivocada. Então, eu posso imaginar que nós estamos, aqui, diante de três grupos? Três grupos espirituais que aportaram na Terra? Posso, também. É uma outra face. Então, eu posso trabalhar com a ideia de exilados? Posso. Posso trabalhar. O texto permite isso, claramente. Criaturas que aportaram na Terra em graus distintos de percepção e discernimento. A serpente aqui tem mais discernimento, mas é aquela que tem menos senso moral. Ela tem mais discernimento, mas senso moral menor.
Ela influencia. Temos uma Eva que está a meio caminho. Ela tem mais discernimento pelo que o texto revela aqui e um pouco mais senso moral que a serpente, porque ela chega a titubear. E, Adão, que tem um senso moral, tem uma certa ingenuidade, mas parece não ter aquela vontade própria, aquela capacidade de se impor, porque ele simplesmente segue. Ele simplesmente acolhe. Então, ele é influenciável. Ora, percebemos aqui que isso pode dizer respeito aos grupamentos espirituais que foram exilados na Terra. Alguns mais perspicazes, mais imperdenidos no mal, outros medianos e outros que simplesmente seguem e vão complicando a sua jornada evolutiva, porque são incapazes de dizer não, são incapazes de refletir, são influenciáveis, se entregam de uma maneira imprudente, invigilante a todo tipo de influência.
Então, não conseguem desenvolver um senso de identidade que lhes permita dizer não. Não, isso eu não quero. Para serem aceitos, para serem aprovados, porque não conseguem aceitar-se intimamente, não conseguem uma aprovação interna, necessitam de uma aprovação exterior, se sujeitam a qualquer tipo de influência. É um movimento. Agora, uma outra face aqui, não é também a história das quedas individuais, das quedas espirituais? Quando nós imaginamos a história de um indivíduo que abandona um dever, que abandona uma situação que a providência divina preparou para ele, abandona prejudicando outras pessoas, prejudicando a si mesmo e cai nos vícios, na deserção dos compromissos, nós não temos também esta história se repetindo como um cristal?
É o mesmo padrão. É o mesmo padrão. Então, o que o texto bíblico quer mostrar é que o padrão é um. O padrão é um. Mas, este padrão se expressa de múltiplas formas nos indivíduos, nas relações dos indivíduos entre si e no coletivo. Ou seja, são níveis de manifestação do padrão, mas o padrão é o mesmo. Daqui, nós podemos depreender, lançar uma primeira ideia. O texto bíblico não está tão preocupado em descrever acontecimentos. Ele está mais preocupado em descrever padrões evolutivos, padrões quando você identifica os padrões, eles podem se manifestar de infinitas formas.
Então, vamos lá. A serpente de Gênesis vai se tornar mais complexa, mais robusta e vai dar origem ao dragão da profecia. Os textos apocalípticos já vão falar de um dragão. E, aí, o apocalipse vai além desta figura mítica do dragão e começa a falar de uma besta apocalíptica, de um animal que é uma colagem de diversos animais. Ou seja, ele ganhou em Extensão, mas, em termos qualitativos, ele é a velha serpente. Esta serpente ganhou o nome de Satanás em hebraico, o acusador, o que causa problema, aquele que semeia discórdia, que foi o que a serpente fez aqui, aquele que influencia para a criatura cair, aquele que leva, que conduz a criatura para a ilusão.
Isto se manifesta o quê? Isto se manifesta na vida individual. Quantas pessoas, utilizando de posições afetivas e emocionais, influenciam outras e levam outras ao abandono dos compromissos, à queda espiritual? Quantas pessoas assumem esta função de serpente? Nós temos que ficar vigilantes. Nós podemos estar dentro de casa fazendo o papel da serpente. É um padrão. Mas, quando você pensa de um ponto de vista coletivo, você chega no livro Libertação, por exemplo, e pensa naquelas entidades que são os dragões do planeta Terra, as grandes serpentes, espíritos que dirigem a mentalidade dos encarnados, levando-os a um materialismo, a um sensualismo, a um completo abandono da comunhão com Deus, dos deveres espirituais, do compromisso com a sua evolução, da acomodação espiritual, dos falsos conceitos de liberdade, os falsos conceitos de felicidade.
Por quê? Porque é uma liberdade que agride a liberdade do outro. É uma felicidade que se constrói sobre lágrimas. Então, são conceitos fáceis. Por quê? Porque é a via mais fácil, é a porta larga. É a maneira fácil. Então, o enriquecimento ilícito, a pilhagem, a corrupção, o roubo, o descompromisso com o sentimento do outro. Então, são padrões que vêm desses dragões, mas essa é verde. Isso acontece no micro e no macro. Então, se alguém chega assim e diz que o texto de Jane está descrevendo os dragões ou libertação, também.
Então, o texto de Gênesis está descrevendo aquela pessoa dentro de casa que provoca a queda de todos os seus familiares? Também. Também. Muitas faces. N faces. O texto é plural. Ao longo do estudo de Gênesis, evidentemente, primeiro, eu não tenho capacidade aqui de ampliar tantas faces assim. E, é isso que diferencia um espírito superior de um espírito mediano. Nós estamos aqui estudando Gênesis. Se nós fôssemos em uma esfera superior, lá eles estão estudando Gênesis. Eles estão vendo faces que nós não somos capazes de enxergar.
Eles estão contemplando faces do texto que eu não tenho ainda experiência evolutiva para contemplar. Como eu vou enxergar algo que não faz parte da minha experiência evolutiva, que eu não alcancei ainda? Por isso, Emmanuel dizia que, quando ele ia às esferas superiores para assistir cursos de Evangelho, ele se sentia como um crocodilo. O que ele está querendo dizer? Ele, o Emmanuel, o autor desta série do Evangelho, que é impressionante, a produção interpretativa de Emmanuel, se sentia tão inferior por quê? Porque, lá, encontrava com professores, com orientadores já dotados de uma experiência espiritual e capazes de enxergar faces do texto que ele não era capaz de enxergar.
Então, você pensa assim mas, nossa, isso é possível? É possível! É possível! Então, Emmanuel está enxergando umas faces aqui, aí vem João Evangelista, o autor do Evangelho. Quantas faces você acha que ele é capaz de enxergar? Aí, você fala assim, todas! Aí, vem Jesus! Será que João enxerga todas as faces? Aí, vem Jesus! Quantas faces ele é capaz de enxergar? Por isso, vale aquela palavra da Alcíone no livro Renúncia, porque ela está refletindo uma ideia que é superior, de que o Evangelho é um vasto caminho ascensional.
Porque não é só um trabalho de interpretação, é um trabalho de evolução. Você interpreta o texto para melhorar a sua evolução e, depois que você evolui, melhora a sua interpretação do texto. Aí, você interpreta de novo, melhora a sua evolução, evolui e, aí, melhora a sua interpretação. É um processo cíclico. É um ping-pong. É um vasto caminho ascensional. É uma ascensão espiritual. Ou seja, o nosso propósito aqui de estar estudando Gênesis é o quê? É ascender espiritualmente. Nós não estamos, aqui, apenas estudando o texto.
A nossa finalidade é uma ascensão espiritual. Nós estamos em busca de incrementar a nossa intimidade com recursos que ampliem o nosso discernimento, que nos torne capazes de identificar esses padrões evolutivos ou os princípios da lei divina, esses padrões que orientam a evolução dos seres e das coisas. Portanto, a compreensão desta característica do texto nos dá uma capacidade de ler diversas interpretações, sem ficar comparando uma com a outra, sem ficar criticando interpretações que são diferentes e sem adotar uma postura fundamentalista de certo ou errado.
O que nós podemos fazer é, diante de uma interpretação isso tem que ser feito, verificar até que ponto esta interpretação está parada no texto. Porque, se a interpretação não tem nenhum vínculo com o texto, aí, ela deve ser descartada. Porque, aí, ela é pura imaginação do intérprete. Por isso, os hebreus, nas escolas, quando Paulo foi estudar com Gamaliel, o que eles estudavam, propriamente, para ser um doutor da lei, para ser experimentado na interpretação do texto, você era estimulado a encontrar diversas interpretações.
Mas, isto não é difícil, gente. Qualquer pessoa pode chegar aqui e falar não, dá mais interpretações. Ela vai dando várias interpretações. Sabe o que é difícil? É fundamentar a sua interpretação. Então, quando a gente lê o Talmud, os Midrash, a literatura hebraica, toda vez que há uma interpretação, eles citam um texto de prova. Adão é a humanidade, porque está dito no capítulo 2, versículo 7, E formou Deus o homem da Gila. É o texto de prova. Então, você dá uma interpretação e cita um versículo que comprova ou que fundamenta aquele vôo que você deu.
Se você não for capaz de citar nada que fundamente, a sua interpretação é mera imaginação, porque ela não tem amparo no texto de prova. Interessante isto, não é? Interessantíssimo isto! Aqui, como nós não temos este tempo de ficar experimentando muitas interpretações e pegando textos de prova, nós estamos dando um contexto geral. A estrutura geral do livro, a estrutura geral dos temas, quais são os temas fundamentais da Bíblia, como é que estes temas se interconectam, porque, com este quadro geral, nós vamos minimizando o risco de sair com o carro para fora da pista.
Então, nós estamos mapeando a estrada para evitar sair da estrada, para que a gente consiga se movimentar, mas entendendo qual é o limite geral, o contexto geral da obra. É bastante curioso, porque este tema de Gênesis foi um tema que deu muito trabalho para o Codificador. Depois de Kardec ter lançado o livro dos Espíritos, ele começou a produzir alguns ensaios. A gente percebe isto na Revista Espírita. Ele produziu ensaios sobre Adão e Eva, até que ele amadurece este pensamento e leva isto para a obra básica, especialmente o livro de Gênesis, onde ele desenvolve mais este raciocínio dele.
Ele vai concluir, então, vai dar os germes, as sementes do chamado exílio espiritual. Vai falar de grupamentos que foram exilados na Terra, que perderam lá este paraíso na ótica deles e vieram aqui para a Terra. Então, Kardec já percebeu isto de um modo muito forte. Mas, é com Emmanuel que a gente tem uma concretização, uma avaliação mais sociológica deste aspecto do exílio. É claro que Emmanuel se concentrou no, vamos dizer, no principal exílio, naquele exílio mais fundamental para a formação da mentalidade terrena, que é o exílio capelino, porque nós sabemos que tem vários outros exílios, criaturas que vieram de vários outros lugares, mas elas não vieram em uma quantidade ou elas não se organizaram de tal modo que pudesse ter um impacto tão profundo quanto estes quatro grupos que vieram, que são os egípcios, os hebreus, formando aí uma família, egípcio e hebreu estão sempre juntos, e hindu e ariano, que estiveram juntos e depois se separaram, eram dois grupos, ficam quatro.
Estes quatro realmente alteraram os rumos da evolução planetária. Hoje, evidentemente, tanto aqueles que estão em evolução do órbito quanto outros que vieram de outros exílios se somaram, então nós temos já grupos maduros criando um novo rumo, apontando para novos caminhos, para novas soluções, muitas vezes até se contrapondo à influência primordial destes quatro grupos, mas eles lançaram as bases e coubermano trazer isto de uma maneira bem interessante. Cabe isto aqui? Cabe! O que nós tomamos cuidado e é algo que nós procuramos evitar no nosso estudo é uma avaliação puramente descritiva.
O que nós estamos querendo dizer com isto? Nós evitamos uma interpretação bíblica que seja puramente descritiva. Então, você chega aqui e fala assim Adão e Eva são os exilados, então os exilados vieram para cá e aconteceu isto. E? E eu aqui, Belo Horizonte, o que é que isto me afeta? O que é que isto me implica? Porque o problema da interpretação puramente descritiva é que ela é uma diversão intelectual. Você brinca com as ideias como uma criança brincando com bolinha de sabão e aquilo não passa de uma diversão. O nosso propósito aqui é A Torá tem setenta faces.
Então, nós estamos em busca de rostos, de faces para serem contempladas. Nós estamos em busca de interpretações que vão mexer conosco, que vão é Vamos pegar aqui o texto aqui é Do Vinha de Luz em que Emmanuel vai reforçar isto. Está no capítulo um do Vinha de Luz que Emmanuel diz assim É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado porque são coisas diferentes, não é? Uma coisa é ser ignorante, outra é ser animalizado. Você pode ser ignorante e animalizado, mas você pode ser muito oculto e animalizado porque a ignorância tem a ver com o aprimoramento da inteligência, mas a animalidade tem a ver com o aprimoramento do sentimento, da conduta, do padrão, do senso moral.
É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente um conjunto de ignominiosas brincadeiras. De ignominiosas brincadeiras. De ignominiosas brincadeiras. Brincadeira! Mas, o espírito de religiosidade o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria com real atitude de elevação. O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformar em arena de esgrima intelectual. Ah! Que coisa divertida! É gostoso ver isto aqui! É um vício mesmo!
Você pode ficar só nesta novidade emotiva ou, então, transformando o texto bíblico para ficar brigando com os outros. Ah! Eu vi isto lá! Você está errada! Todo dia você está em uma discussão nova. Mas, o de ler para atender a Deus, atender a Deus, cumprindo-lhe a divina vontade. O texto que o Júlio achou aqui foi fundo. Por isso, o povo hebreu começa o estudo bíblico pelo Shemá, que é Êxodo. Ouve, Israel! Ouve! Por que o ouve? Porque dá a ideia de que Deus está falando com você. Segundo, Ele está te chamando, está te convidando.
É um convite. Ele está te implicando. Então, nós temos que ler para atender. É um telefone que tocou. Você tem que atender, cumprindo-lhe a divina vontade. Porque, se as palavras assumem infinitos significados, a vontade de Deus é uma. Deus é um. Então, encontrar a unidade nessa diversidade é que é o nosso desafio. E, atender. Atender ao chamado. Ouvir. Ouvir e atender. Cumprir esta vontade. Por isso, Jesus fala algo que é Sutil. Ele diz assim, Eu vim para que se cumpram os profetas. Muitos imaginam no primeiro momento, e também significa isso, que cumpriram a profecia.
Os textos proféticos são um convite. Isto está claro na história de Jonas. Quando Jonas vai lá em Míneve, é um chamado, arrepende-se. O povo se arrependeu e a profecia não se cumpriu. Então, quando Jesus diz, Eu vim para que se cumpram os profetas, o sentido é que Eu vim atender o chamado. Eu vim mostrar como se cumpre a vontade de Deus. Como se atende ao chamado do Criador nos textos, nos textos inspirados. São textos humanos, textos feitos por homens inspirados pela espiritualidade superior que culmina em Deus, que é o supremo governo do universo.
Esta é um outro propósito nosso. Estamos, aqui, buscando entender padrões, porque, ao estudar o que fez os capelinos caírem e serem exilados? E, mais, o que impediu que os capelinos voltassem? O que provocou a permanência deles, além do prazo programado, uma permanência tão longa? Nós estamos estudando, na verdade, sobre a nossa evolução espiritual, porque, hoje, nós corremos o mesmo risco de repetir estes padrões, se é que já não estamos repetindo eles, se é que nós já não estamos adotando estas posturas. Então, o texto é lúdico, gostoso, ele tem humor, ele tem esta fineza, ele tem este conjunto de significados, ele é fluido.
Você tem que vir de alma aberta, de mente aberta, sem disposição de esgrime intelectual, de combater, mas, uma disposição de absorver. No entanto, ele implica um chamado, ele implica um comprometimento, por isso, é uma face que precisa ser contemplada. Este é o esclarecimento que gostaríamos de fazer, antes de entrar neste tema, e nós vamos marcar este episódio, porque nós temos certeza absoluta que, quando nós começarmos a comentar sobre Adão e Eva, lá na frente, alguém que não assistiu este episódio, alguém que não assistiu este episódio, vai chegar e vai dizer assim mas, o Haroldo diz que Adão e Eva é isto, mas, eu li em Kardec e ele está dizendo que é isto, eu li lá no Herculano Pires, eu li no Canuto Abreu, eu li isto.
Nós vamos ter que voltar para este episódio, nós vamos numerar ele, ele vai ficar bem destacado, destacado dos outros, porque nós vamos pedir para a pessoa voltar lá no episódio e assistir. Caiba Achútil, que foi o interpretor, volta lá no episódio para você entender as faces, as múltiplas interpretações. É claro que nós vamos trazer aqui os textos de Kardec, vamos trazer os textos de Emmanuel, do Caiba Achútil e de outros, que lançam luzes. Nós estamos aqui recolhendo. A nossa ideia é de alguém que sai com o Bornal buscando pérolas, buscando tesouros.
Então, onde a gente encontra, nós vamos acrescentando, vamos somando para que a nossa visão, a nossa percepção do texto se enriqueça, ela fique mais ampla. É óbvio, nós estamos em busca disso, mas sem fechar, sem adotar a ideia de que isto significa isto. Aqui vai acontecer, a história de Adão e Eva é um paradigma. Tem uma palavrinha que eu vou usar aqui, mas com certo cuidado, para não parecer que eu estou querendo entrar em uma área que não é a minha área, que eu também não tenho tanto conhecimento. Eu li alguma coisa, mas pouca coisa.
Eu diria que isto aqui é arquetípico. Os arquétipos de Jung são arquétipos, padrões que vão se manifestar. Então, Adão e Eva é um arquétipo, é um padrão. É um padrão. A gente vai perceber, vou dar um exemplo. Quando nós abrimos o Evangelho de Mateus, Mateus dá até umas cortadas, ele dá um jeitinho, ele não é brasileiro, mas ele dá um jeitinho, ele dá um jeitinho de cortar o texto para que a coisa fique quase que paralela a esta aqui de Adão e Eva. Então, o que ele faz? Ele tem Jesus, que é o novo Adão. E, aí, mais falta Eva.
Então, o que ele faz? Tira José. Então, José fica mais no pano de fundo e ele destaca Maria, a nova Eva. Mas, Arudo, não dá? É, eu sei, eu sei. Ele deu um jeitinho, tirou José, deu uma ajeitada. É possível fazer isto? Claro que é possível. Historicamente, não. Historicamente, nós temos José, Maria e Jesus, que foi criado por eles. Mas, em termos de padrão espiritual, nós podemos pensar na Maria com a nova Eva por quê? Por quê? Mateus percebeu isto. Mateus percebeu. Tanto que, ele começa o Evangelho dele. Eu me recordo que, um rapaz fez esta pergunta.
Mas, meu Deus, por que o Evangelho de Mateus começa com a genealogia? E, eu respondi assim, porque Gênesis começa com a genealogia. Então, eu acho que ele não entendeu nada. Ficou parecendo aqueles coãs budistas que o monge fala uma sílaba lá e aquilo quer significar 300 mil coisas. O livro de Gênesis é o livro das genealogias. É o livro de genealogias. Nós já estudamos isto aqui. São dez. Dez sequências genealógicas. Nós estamos aqui na primeira, vamos entrar na segunda, que é a Adâmica. Dez livros de genealogia e o Evangelho começa com a genealogia.
Isto é gratuito? Não! Ele está conectando. Ele está procurando trazer o texto do Evangelho e conectar com esta tradição. Aí, ele começa a narrar o quê? Uma mulher que, agora, recebe um comando inusitado e, aí, tem o inusitado do comando tem que ter para causar o elemento literário. Olha, vai dar luz ao filho. Nossa, mas eu nem casei ainda. Tem que ter um inusitado. Para quê? Para destacar o ponto primordial, que é a atitude de Maria, que é um contraponto à atitude de Eva. Enquanto Eva se coloca em dúvida e aceita a sugestão da serpente, que é o elemento rastejante, o elemento que está astuto, inteligente, mas que rasteja, ou seja, inteligente, mas animalizado, inteligente, mas brutalizado.
Maria desconecta com este elemento para se conectar com o anjo, que é um elemento inteligente, mas divinizado, espiritualizado. Enquanto Eva é o desejo, o desejo que não consegue se conter, Maria é o desejo que se resigna. Eis aqui a tua serva, faça-se em mim segundo a sua vontade. É um contraponto. Criou o contraponto. Criou o contraponto. Paulo percebeu isto? É óbvio que Paulo percebeu isto. Um doutor da lei treinado por Gamaliel, passou a vida inteira interpretando textos, não vai perceber isto? Claro que ele percebeu.
Escreveu lá em Coríntios, capítulo 15. Primeiro Adão, alma vivente, segundo Adão, Jesus Cristo, Espírito vivificante. Logo que ele percebeu o paralelo. Paralelo literário, não literal. Não é um paralelo literal, é um paralelo literário, de padrão, de arquétipo. É curioso isto, porque no livro dos Espíritos, lá na última parte, há uma mensagem do apóstolo Paulo. Esta mensagem, que foi psicografada e Kardec publicou no livro dos Espíritos, estamos falando de algo de 1857, 1860, segunda edição, muito antes do trabalho de Jung, muito antes.
E, lá, Paulo de Tasso usa o arquétipo do homem, do homem divino, do homem Deus, o arquétipo do homem Deus, Jesus Cristo. É bonito isto, porque é uma mensagem, esta mensagem de Paulo, eu acho tão maravilhosa, porque é Paulo conectando a terceira com a segunda, a primeira revelação. Aí, ele faz a linha numa frase. Numa frase, ele conecta tudo. Conecta Epístola aos Coríntios com o livro de Gênesis e o livro dos Espíritos. Numa frase. Genial! Aliás, a mensagem como toda é genial. Genial! Ele vai falar de castigo. Não é à toa.
Se eu falo de castigo, eu tenho que falar em falha. Se eu falo em falha, eu falo em queda. Se eu falo em queda, eu falo em Adão e Eva. Eu já estou trabalhando com o padrão, o padrão da queda, o padrão do erro, o padrão do equívoco e a consequente resposta da lei à sua desobediência, ao ferimento dela, aos princípios que ela representa de ordem, de harmonia, de felicidade, de bem comum. Isto é tão sutil. São estas sutilezas que engrandecem o consolador prometido e que fazem com que a gente veja com mais clareza, contemple estas faces.
Nós vamos estudar estes textos, nós vamos trazê-los aqui, textos de Emmanuel, este texto do Paulo, textos do Kardec, outros textos, textos da tradição hebraica, vamos trazer o máximo que a gente puder, que couber, porque nós temos que avançar para que ilumine o nosso entendimento. Mas, fica aqui este episódio como um marco, que é o episódio que fala do caráter do texto bíblico. Este é o episódio que fala do caráter do texto bíblico. Se você não entendeu, ainda, o caráter do texto bíblico, volta neste episódio, assiste de novo.
Nós vamos trabalhar isto mais, vamos trazer mais bibliografias, vamos indicar bibliografias sobre isto, porque é importantíssimo. Se eu não sei com o que estou lidando, eu não lido de uma maneira adequada. É simples. Se eu não sei com o que estou lidando, eu não lido de uma maneira adequada. É preciso saber com o que estou lidando, para que eu lide de uma maneira apropriada com aquele objeto. É preciso entender o caráter do texto bíblico. Por hoje, nós ficamos aqui. No próximo episódio, nós vamos mergulhar neste oceano, que é Adão e Eva.
Ou, se preferir, neste mar de argila. E, quanto mais o mal se agrava, mais o ser humano vai entrando na violência, no crime, na maldade, na truculência, num afastamento cada vez maior de Deus. Então, esse ladão na cruz que se arrepende é o símbolo, então, talvez, desse auge.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
Respostas