Bem-vindos ao primeiro episódio do PodSER, um espaço de diálogo e reflexão sobre espiritualidade, doutrina espírita e o Evangelho. Neste bate-papo inaugural, mergulhamos nas origens do Instituto SER e na visão que impulsiona este projeto, com histórias inspiradoras e a participação de convidados especiais.
Neste episódio
- Apresentação do PodSER e do Instituto SER.
- Discussão sobre espiritualidade, leis morais e o novo paradigma.
- A importância da divulgação do conhecimento e da construção coletiva.
- Histórias pessoais de conexão com o movimento espírita e o Evangelho.
- A figura inspiradora de Honório Abreu e seu legado.
- Psicofonias de Emmanuel e André Luiz, gravadas com Chico Xavier.
- O papel da arte e da cultura na espiritualidade.
Participantes
- Thiago Franklin
- Guilherme Barros
- Haroldo Dutra Dias
- Théo Cabral Filho
- Luiz Henrique
Destaques
- A emocionante história de como o Haroldo Dutra Dias se aproximou do Evangelho e de Honório Abreu, revelando a importância do estudo aprofundado e da conexão com mestres espirituais.
- A revelação das psicofonias de Emmanuel e André Luiz, gravadas com Chico Xavier, incluindo a participação determinante de Carlos Torres Pastorino e o som de uma locomotiva ao fundo, trazendo uma experiência única e histórica.
- A visão do Instituto SER como um ponto de encontro para a renovação cultural, intelectual e espiritual, promovendo o diálogo e a construção coletiva do conhecimento, sem sectarismos.
- A reflexão sobre a arte como um caminho para a expressão espiritual e a importância de produzir conteúdo com qualidade, integridade e uma postura espiritualizada, valorizando o talento e a criatividade.
Ler transcrição do episódio
Eu sou o Guilherme de Barros, sou arquiteto de ideias em busca de uma vida completa, completa com o K. E tamo aí pra discutir os assuntos de espiritualidade, conexão entre sociedade, economia e espiritualidade, de ouvir bastante, aprender muito e comunicar com as pessoas que forem ouvir o nosso Pode Ser. Meu nome é Haroldo Dutra Dias, acho que a minha contribuição é trazer um pouquinho dessa visão do evangelho, unindo com a doutrina espírita, com a primeira revelação, terceira revelação e poder navegar um pouco nessa onda.
Meu nome é Theo Cabral Filho, tô na onda, quero aprender também com espiritualidade, discutir e contribuir na medida da minha percepção e da minha possibilidade de entendimento. E vamos participar, a ideia é essa. E quero iniciar com uma frase que eu vi hoje que eu achei maravilhosa, eu não reclamo, eu exclamo. Achei maravilhoso. Excelente. Não me frente. Maravilha. Meu nome é Thiago Franklin e a maior caridade que nós podemos fazer pela doutrina espírita é a sua divulgação. E dessa maneira nós começamos o nosso primeiro Pode Ser.
Pode Ser. Podcast do Instituto Ser. Podcast do Instituto Ser. E nós vamos divulgar muita coisa além da doutrina espírita, porque nós vamos conversar sobre muitas coisas. Mas essa é a primeira iniciação, então acho que a experiência que nós vamos trazer nesse primeiro podcast é a nossa vivência dentro do movimento espírita. Acho que é bacana que é um elo forte que nos une a oportunidade de ter estudado a doutrina. Exatamente. Um vínculo muito forte. Mas vamos lá então. E falar um pouquinho também do que é o podcast, né Thiago?
Sim. Porque eu acho que o movimento espírita não conhece muito essa mídia. O que é o podcast? É uma mídia muito poderosa hoje, muito forte. Tem uma penetração muito grande com os jovens e eu acho que é interessante falar um pouquinho sobre isso. Bom, o podcast é uma mídia nova, né? De certa maneira, pelo menos eu a conheço há cinco anos apenas. Para as pessoas entenderem mais ou menos, vamos trazer o que a gente já conhece. Imagina um programa de rádio. Só que o programa de rádio acontece ao vivo. E às vezes você queria ter aquele programa, mas talvez passou o programa e não ouviu.
Como é que eu faço para ter acesso? Dificilmente você consegue ter acesso a um programa de rádio que já foi, né? O podcast, qual é a vantagem dele? Ele é uma mídia que a gente grava, edita, faz uma edição, depois a gente pode adicionar contatos por e-mail. E aí o pessoal vai ter a chance de entrar em contato com toda a turma que vai estar gravando esse podcast. Essa participação é incrível. É, a participação, nós queremos a participação do público. Nós queremos que vocês enviem os e-mails, façam os comentários lá no site do Instituto.
Na parte do podcast vai ter lá a parte de comentários, nós queremos ver chover comentários nesse podcast. Vocês podem falar sobre tudo, viu gente? Porque a ideia é construir o podcast com vocês e vocês darem as ideias. Nós queremos que vocês nos ajudarem a desenvolver os temas de uma maneira que interesse a vocês. Porque para nós também vai ser uma diversão ao mesmo tempo que é uma oportunidade de trabalho. Exatamente. E uma coisa que nós estamos falando da nossa origem espírita, mas também não estamos restringindo ninguém espírita.
Não, absolutamente. Principalmente aqueles que… Nós estamos falando sobre espiritualidade, sobre leis morais, sobre leis universais, espirituais. Nós estamos falando de um novo paradigma. Isso é importante ser dito. Eu acho que o ponto comum e que nos liga a qualquer pessoa é que nós temos uma posição antagônica ao materialismo. Isso. E as práticas materialistas. Esse acho que é o nosso ponto comum com todas as outras pessoas. Independente de religião, de origem religiosa ou espiritual dela. Isso não importa. Nós estamos, na verdade, fazendo um forte antagonismo ao materialismo e as suas drásticas consequências.
Até porque o materialismo, como já foi previsto, não sei se foi Einstein que falou lá, que ele ia deixar de existir por falta de matéria. Exatamente. O que é que a física quântica vai estar provando aí? E a gente vai até poder, de repente, um podcast muito interessante. Agora, um podcast interessante é a gente falar um pouco sobre física quântica, sobre universo holográfico, sobre espiritualidade. Agora, acho interessante também, Tiago, você ter falado, porque é um programa de rádio, mas ele é também um pouco mais solto.
Você tem uma possibilidade de interação maior com o público. Entre as pessoas que estão fazendo podcast, a abertura dos temas, você não tem uma rigidez de um programa ou de um esquema. Exatamente. Rígido. E aquela facilidade da pessoa estar dentro do carro e ouvindo o podcast. Ou ele está no banheiro, tomando um banho, está no celular. A mobilidade. É como se você tivesse aquele… Você leva o podcast para onde você quiser e consome ele. E pode apresentar para outras pessoas com uma facilidade. Anexa no e-mail, manda, posta em alguma rede social.
Exatamente. Lembrando que as pessoas vão ter acesso através do site. Lá vai ter uma parte de download, onde você pode baixar. Você pode escutar no próprio site. Você pode mandar para o seu celular. Então, a forma de distribuição desse áudio vai ser das melhores e maiores formas possíveis e imagináveis que a gente tiver. Então, hoje, através do iPod, através dos telefones celulares, qualquer um que toque MP3, você vai poder baixar e escutar isso no seu celular. E pode ser muita coisa. Pode ser muita coisa. Pode ser muita coisa.
O interessante é que, assim, o que foi que ele disse mesmo e você volta. Exatamente. Você não perde nada ouvindo um podcast. E houve a hora que você pode, houve a hora que você quiser. Pode ser a qualquer hora. Na verdade, os espíritas já conhecem um pouco disso, que são as palestras gravadas em MP3. Exatamente. Que acabam circulando na internet. Eu recebo vários e-mails com palestras em MP3. É muito interessante quando a gente pensa até do ponto de vista histórico. Porque tem pessoas que já desencarnaram e hoje você tem o privilégio de ouvir uma palestra dele no MP3.
O registro está guardado. Rememorar aquela pessoa. É muito interessante. Às vezes, não com a melhor qualidade. Nós queremos também trabalhar aqui. Quem vai contar essa história depois? Nós estamos em um estúdio que é para ter uma qualidade para ouvir. Depois vamos falar sobre isso. Mas olha só que interessante. O Haroldo tocou num assunto que é a questão de registro. Imagina se na época a gente tivesse os registros do Chico, das palestras, dos estudos que o Chico fez. Que hoje nós temos raríssimas coisas do que foi dito pelo Chico.
E o Haroldo já trouxe experiências para a gente. Vocês vão ter a oportunidade, quem não conhece o Haroldo ainda, de conhecê-lo e ver as pérolas que ele já cavou. Nas entrevistas do Chico. Mas fala, o Luiz está aqui tímido. Você apresenta aí e fala para a gente. Nós acabamos de receber mais um novo integrante aqui no podcast. Ele está aqui tímido, que é o dono do estúdio. Aqui está cedendo o espaço. Depois nós vamos fazer um jabá para você aí do estúdio. Ele já ficou tão encantado com a mídia que já está querendo entrar no podcast.
Luiz se apresenta. Se apresenta. Magnética. Eu estava aqui a princípio só observando. Acabei querendo participar. Meu nome é Luiz Henrique. E eu estou aqui com a função de ajudar a registrar. E depois a gente ajudar a colocar música e outras coisas. Eu estou falando é porque o Tiago acabou de falar. Imagina se a gente ouvisse a voz do Chico. E eu conversei anteontem com o senhor Oceano. Que tem uma produtora de vídeo. E ele vai lançar exatamente um trabalho. Que é o livro Instruções Psicofônicas e Vozes no Grande Além.
Com as gravações originais do Chico. As psicofonias que foram registradas na reunião mediúnica com o Chico. E ele tem esse material. Vai fazer um tratamento adequado. E essa história é interessantíssima Luiz. Porque foi o Carlos Torres Pastorino. Que foi lá em Pedro Leopoldo. Soube que eles estavam fazendo essa reunião. E estava tendo comunicações sensacionais. E levou um gravador de duas toneladas. Aqueles antigos. Que era o top da tecnologia na época. E ele falou. Isso é tão maravilhoso que eu vou doar para vocês aqui.
Para vocês poderem gravar. Você vê que sensibilidade. Agora essa história nós vamos trazer o senhor Arnaldo Rocha. Está convidado o Arnaldo Rocha. Nós já temos um podcast só para contar isso. Alguém por favor envia. Faça chegar o podcast. E ele gravava as mediúnicas. As comunicações. Porque são comunicações pelo Chico. Nós temos por exemplo. Coisas raras. Eu cheguei a ouvir uma. Que é uma psicofonia do Emmanuel. Senhor Jesus. Agradecendo-te. O amparo. De todos os dias. Eis-nos aqui. De coração ainda em súplica. No campo de serviço.
Em que nos situaste. Dá-nos consciência. Dá-nos responsabilidade. Com que nos enriqueces o destino. Auxilia-nos. Para que o suor de cada dia. Nos alimente. O lume da fé. Não admitas. Que o verme do desalento. Nos corroa o ideal. Ajuda-nos. Para que a ventania da perturbação. Não nos inutilize a cementeira. E ensina-nos. A converter os detritos. Do temporal. Em adubo. Que nos favoreça a tarefa. Mestre divino. Ao redor da leira que nos confiaste. Voejam pássaros de rapina. Tentando instilar-nos. O desânimo ao coração.
Não longe de nós. Flores envenenadas. Deitam capitoso aroma. Convidando-nos a repouso inútil. E aves canoras da fantasia. Através de melodias fascinantes. Concitam-nos. A ruinosa distração. Socorre-nos a vigilância. Para que não venhamos a cair. Dá-nos coragem para vencer. A hesitação e o erro. A sombra e a tentação que nascem de nós. Auxilia-nos. A compreender. Os tesouros do tempo. Afim de que possamos multiplicar. Os créditos de conhecimento. E de amor que nos emprestaste. Divino amigo. Sustenta as nossas mãos. No arado de nossos compromissos.
Na verdade e no bem. E não permitas em tua misericórdia. Que os nossos olhos se voltem para trás. Que a tua vontade, Senhor. Seja a nossa vontade. Agora e para sempre. Assim seja. Desejando-vos muita paz. Rogamos. Ao nosso Pai Celestial. Nos proteja, meus amigos. E nos abençoe. Nos deveres esposados. É a oração rogativa. Do vosso companheiro. E servidor de sempre. Emmanuel. É, eu também tive a oportunidade de ouvir algumas coisas. É interessante, eu ouvi algumas já com o Oceano. Eu tive a oportunidade de voltar no avião com ele uma vez.
De Goiânia para Belo Horizonte. E tem uma mensagem que a gente escuta até o trem passando de fundo. Meus amigos. Muito se fala. Em concentração mental. Círculos de fé se concentram. Em apelos intempestivos ao Cristo. Companheiros de ideal. Se concentram. Com impecável. Silêncio exterior. Sustentando. Inadequado. Alarido interno. Entretanto. É imperioso indagar de nós mesmos. Que recursos. Estaremos concentrando. Simplesmente palavras. Ou simplesmente súplicas. Não desconhecemos. Que o justo requerimento. Deve apoiar-se.
No direito justo. Assim sendo. Quando situamos. A cabeça entre as mãos. É imprescindível lembrar. Que nos cabe. Centralizar em semelhante atitude. Os resultados. De nossa vida cotidiana. Os pequeninos prêmios. Adquiridos. Na regeneração de nós mesmos. E as vibrações. Que estamos espalhando. Ao longo de nosso caminho. De relações. Uns para com os outros. Eis porque. Despretenciosamente. Colaboramos. Com o nosso grupo. De tarefa cristã. Oferecendo aos nossos companheiros. Para a meditação. Oferta. Na qual incluímos o nosso próprio espírito.
De dez lembretes. Para a garantia. De nossas atividades. Na concentração espiritual. Primeiro. Não ouvi-de. Fora do santuário de sua fé. O concurso respeitável. Que compete a você. Dentro dele. Segundo. Preserve seus ouvidos. Contra as tubas. Da calúnia ou da maledicência. Sabendo. Que você deve escutar. Para a construção do bem. Terceiro. Não empreste seu verbo. A palavras indignas. Afim de que as sugestões. Da esfera superior. Lhe encontrem a boca limpa. Quarto. Não ceda a seus olhos. A fixação das faltas alheias.
Entendendo. Que você foi chamado. A ver. Para auxiliar. Quinto. Cumpra o seu dever. Cada dia. Por mais desagradável. Ou constrangedor lhe pareça. Reconhecendo. Que a educação não surge. Sem disciplina. Sexto. Aprenda a encontrar tempo. Para conviver com os bons livros. Melhorando os próprios conhecimentos. Sétimo. Não se entregue. A cólera ou ao desânimo. A leviandade ou aos desejos infelizes. Para que a sua alma. Não se converta. Numa nota desafinada. No conjunto harmonioso. Da oração. Oitavo. Caminhe. No clima do otimismo e da boa vontade.
Para com todos. Nuno. Não pendure a sua imaginação. No cinzento o cabide da queixa. E nem mentalize o mal de ninguém. Décimo. Tive. O auxílio constante desinteressado aos outros. Porque no esquecimento do próprio eu. Você poderá. Então concentrar. As suas energias mentais. Na prece. De vez que desse modo. O seu pensamento. Se erguerá. Vitorioso no rumo do céu. Podendo. Servir. Em nome de nosso pai celestial. Meus amigos. Jesus nos abençoe. É o desejo do vosso companheiro André Luiz. Você é o lambi-lambi do cinema espírita.
É o sujeito que pega uma camerazinha, vai lá e filma tudo, e registra. E tá prestando aí uma grande contribuição. Pro movimento, pra divulgação. Nós fazemos questão de te receber aqui. Você sabe que você mora no nosso coração. E eu particularmente tenho um interesse grande de conhecer o Oceano. Porque recentemente ele fez um trabalho sobre a vida do Pietro Balti. Vocês sabem que eu sou um grande fã da literatura do Pietro Balti. Ele vai vir pra cá. Tem muitas perguntas pra fazer. Ele já está convidado, o Haroldo já o convidou.
Eu segui. Nós vamos passar um dia só gravando um podcast. Porque ele não tem história. Tem história. Ele é um oceano. É um oceano. É um mar de histórias. É um mar. É um oceano de histórias. Vamos corrigir. Vamos fazer alguns. Alguns podcasts. Vamos gravar alguns episódios. Bom a gente falar isso porque o público já vai pegando a nomenclatura. O que é o podcast? Como que funciona? O podcast nós não chamamos de programa. Ele é nomeado na podosfera de episódios. Então este é o episódio número 1 do Pode Ser. Ah, é isso que o podólogo mexe?
A podosfera? Não confunda as coisas, Teó. Ele já chutou a barraca com o pé. O pau da barraca com o pé. A vantagem do podcast. O podcast é porque vocês vão ver que vão ter interações de sonoplastia. Então bota a bateria aí. É como diria meu pai. Não confunda cassarolinha de assar leitão com carolina de saleitão. Coisas diferentes. Mas é isso. Essa é a mídia. Já estamos apresentando e nós vamos ter oportunidade de falar mais sobre isso. Agora é interessante dizer assim. Por que um podcast? Donde surgiu isso? E aí inevitavelmente nós vamos ter que falar num grande projeto que está nascendo em Belo Horizonte.
Um projeto que pretende reunir muitas pessoas em torno de um ideal comum. E esse projeto se chama Instituto Ser. Mas para a gente falar sobre ele, Thiago, eu acho que seria interessante cada um de nós contar uma história. Claro, rápido, né? Senão vai ser um podcast para cada participante aqui. Não dá. Uma coisa rápida de como chegou até esse projeto. De qual foi a sua trajetória. Qual foi a sua entrada na porta de entrada para o Instituto Ser. E como que chegou até essa ideia do Instituto. Como eu gostaria de começar contando isso.
Na verdade, não sei se felizmente ou infelizmente, eu estou com 39 anos. E essa história começou com 15 anos de idade. Quando chegou às minhas mãos, eu era bastante católico. Apesar da minha família ser católica não praticante, só minha mãe e meu pai, eles são separados. Eles moravam em Porto Caldas. Chegou às minhas mãos o livro nosso lá. E nessa época eu trabalhava de office boy na Convap. Ali numa cidade de jardim. Era uma situação muito difícil, muita luta. Chegou o livro nosso lá e eu li em uma noite. Eu não dormi.
Passei a noite lendo o nosso lá. A mesma coisa comigo, impressionante. Eu li uma noite o nosso lá. Mas para mim foi interessante porque eu vi na estante, pelo espírito André Luiz, aquilo. Eu fiquei maluco. Como é que pode isso? O espírito? O espírito escrever um livro? E para mim foi isso também. Quando eu terminei de ler o livro nosso lá. Eu falei assim, olha, eu encontrei o que eu estava procurando. Porque nada para mim soou estranho. Exatamente. Soou extremamente familiar. E aí olha que coisa curiosa. Nessa época tinha um amigo, tem, um grande amigo, João Nélio.
Vai participar com a gente aqui também. Eu conheci o João com 10 anos de idade. Ele estava tocando umas músicas do Ivan Lins, tirando na revistinha aquelas cifras assim. Eu cheguei e falei, nossa, que acordes legais. Onde você tirou isso? Aí ele pegou a revistinha e começou uma amizade. 5 anos depois eu toco esse livro nosso lá, lei e passei para ele. Você precisa ler esse livro. E aquilo foi para nós dois uma mudança muito grande. No final de semana seguinte, a gente estava na casa da tia dele. Tocou a campainha, era a campanha do Kilo.
Isso aqui em Belo Horizonte? Em Belo Horizonte, lá no bairro Santa Inês. Na Vânia, na casa da Vânia. Hoje frequenta lá o grupo do Marival, o André Luiz. Nós já citamos muitos nomes ali. Quem conhece a Vânia, manda um podcast para ela mesmo. Manda um podcast para a Vânia. Um abração aí para o Marival também. E tocou a pessoa. Para você ver, gente, a importância dessas coisas simples. Eu falo assim, hoje Haroldo Dutra Dias, João Nélio, Câmara Coelho, são espíritas por causa de uma mensagem de uma campanha do Kilo. Deixou uma mensagem de uma campanha do Kilo.
Quando nós vimos aqui, falou, olha, é sobre aquele negócio de Chico Xavier. Quando nós olhamos atrás, tinha um carimbo da Mocidade. Mocidade Espírita, irmão Áureo. No grupo espírita Loureto Flores, no Santa Inês. Nós vimos lá que a Mocidade era todo sábado. E aí no outro sábado nós fomos lá visitar a Mocidade. Quando eu cheguei, um grupo simples, era uma reunião de Mocidade, e vi que eles tinham uma biblioteca. E era uma biblioteca com mais de 200 volumes. Evidentemente, não sei dizer qual é o lugar que eu mais gostei do grupo espírita.
A biblioteca. Mas as coisas estavam por acontecer ainda. Mais ou menos uns seis meses, quase um ano depois, eu fui convidado a participar de uma reunião no Grupo Espírita Emmanuel, o Perdões. Chego lá, jovem. Não precisava dizer que para ir para o Grupo Emmanuel não tinha dinheiro para pagar a passagem. E aí eu tinha que economizar um dia na semana. Eu recebia dois vales para ir e dois para voltar. Aí eu fazia o trecho do centro da cidade até a cidade de Jardim a pé, para economizar dois vales para poder usar e ir no Grupo Emmanuel de ônibus.
Eram outros temas difíceis. O Grupo Emmanuel dá um podcast só sobre o Grupo Emmanuel. Poxa, muita gente pode não conhecer a história. É legal a gente anotar para lembrar, porque o Grupo Emmanuel aqui em Belo Horizonte tem só um podcast sobre o Grupo Emmanuel. Mas aí eu economizei dois vales de transporte, cheguei lá no Grupo Emmanuel, e aí o tempo parou. Porque naquele dia, Honório abriu falando sobre o Evangelho. E quando eu ouvi aquela abordagem do Evangelho, eu falei assim, é isso que eu quero para a minha vida.
E aí começou toda uma história de movimento, com o próprio Honório participando de reuniões. E aí tem coisa muito interessante, porque eu ganhei uma fita cassete e um gravador emprestado, mas era uma fita só. E a ânsia era tão grande de absorver. Não tinha podcast na época, né, gente? Nem MP3, era só fita. E eu tinha uma fita só. Então eu gravava a reunião do Evangelho, e durante a semana eu tinha que transcrever ela para gravar a próxima por cima, porque não tinha dinheiro para comprar a fita. Então aquelas fitas que eu ouvia, era até dinheiro que eu gravava.
Como é que a história é essa da fita? Não, isso é sensacional, porque agora eu sei quem é o culpado. Porque o Honório, na época que a gente estava na mocidade do Emmanuel, depois eu talvez conte a história com mais detalhes, porque se essa aí fosse a sua versão curta, então vai ser dois podcasts para cada um. Três, né? Mas a história é a seguinte. Lá no Manuel Filipe Santiago, com o Luiz Sérgio, mandem esse podcast aí quem conhece o Luiz Sérgio, que é uma figura sensacional. Luiz Sérgio, na mocidade uma vez, nos convidou para um grupo de estudo mais aprofundado da doutrina espírita.
Ele via que a gente avançava na pesquisa, e falou, nós temos um grupo de estudos mais avançado, e a gente se reúne em uma salinha que eu dou aula, vamos lá para a gente se reunir. E a gente foi durante bastante tempo, e a gente sempre chegava com novidades, de vários lugares, fitas, etc. E uma vez a gente chegou com algumas fitas, e o Honório falou, você tem que ouvir a palestra do doutor Honório, fantástica. E aí a gente foi cedendo para ouvir, não ouvi ainda, vamos ver aqui, e colocou a fita. E a fita, a gente com a maior expectativa, ela começava assim, o Honório dando aquela introdução maravilhosa, e a gente assim, pouco audível, na verdade, e a gente fazendo o esforço.
E de repente a palestra ia ficando assim, assim, o que eu queria dizer é que, o mais importante dessa palestra, é que, então era assim, a gente não conseguia entender nada, grudava o ouvido. Agora, a frustração máxima é quando alguém chegava e falava assim, Honório, você falou tudo o que eu precisava para transformar a minha vida, e isso a gente ouvia bem. Mas eu tenho uma pergunta que eu queria fazer, aí o áudio ficava ruim de novo, e o Honório falava assim, sensacional a sua pergunta, meu irmão, com a sua pergunta você resumiu, não precisa falar mais nada, não precisa falar mais nada.
Então era assim, agora eu sei quem é o culpado, o Luiz Sérgio, o culpado é aqui o Haroldo, o Lucas Dias. Mas foi, na verdade, foi a primeira pessoa a gravar Honório Abreu, porque quando eu cheguei, era uma reunião de Evangelho, participavam sete pessoas, sete pessoas, inclusive o Lourenço, é um grande amigo, um abraço aí para o Lourenço, daqui a pouco vai receber esse podcast. E aí a gente começou gravar, e aí estudando, estudando. Mas o tempo passou, e o trabalho foi formando, depois eu comecei a fazer direito, e aí vi a necessidade de puxar matérias do curso de grego, da UFMG, hebraico, estudando um pouquinho de aramaico, neo-israelita, as coisas foram se desenvolvendo, a pesquisa, a gente foi formando uma biblioteca de cristianismo, de judaísmo, de espiritualidade, até que surgiu uma grande oportunidade que foi um convite do próprio Honório para ajudá-lo a fazer a apostila Parábolas e Ensinos de Jesus, pela Federação Espírita Brasileira.
Nesse momento, o relacionamento se estreitou, eu já tinha conhecido o Wagner Paixão, já estava frequentando a reunião, naquele processo todo, e participar dessa apostila me fez perceber a importância que era registrar isso, ter um trabalho de estudo do Evangelho à Luz da Doutrina, e isso redundou na sugestão do próprio Honório, a pedido do Nestor Masotti, para fazer a tradução do Novo Testamento. Só que o Honório não pôde assistir isso encarnado, ele desencarnou no meio do processo, mas está acompanhando do outro lado tudo, saiu a tradução, quando saiu a tradução, isso teve uma repercussão, nós conseguimos ir a Jerusalém, trouxemos meia tonelada de livros, a maioria dos livros das fontes judaicas, e a ideia de ter uma biblioteca, de ter gente pesquisando, produzindo artigo, escrevendo coisas interessantes, pesquisando na própria Doutrina Espírita, outras leis universais de espiritualidade, eu fui vendo também que esse encontro tinha que ser mais amplo, tinha que chegar a outras pessoas, de outras frentes, da arte, música, teatro, literatura, pintura, poesia, e reunir em torno desse cerne, para a gente criar um grande movimento de renovação cultural, intelectual, espiritual, emocional, uma mudança de prática no meio espírita, sem rivalizar com nenhuma instituição, pelo contrário, uma proposta de dar a mão, as mãos a todas as instituições, mas de realmente criar um movimento da nova era, da nova geração mesmo.
É meio que abrir uma janela para incluir um vento novo. Um vento novo, é, cultural, uma mudança toda. E aí chegou vocês, agora vocês vão falar aí Mas antes tem um negócio, o Haroldo veio contando a história dele, mas ele deu um salto estelar, como ele gosta de falar, porque ele não contou a parte mais interessante dessa convivência dele com a Nora, que foi como ele começou essa história lá no Grupo Emmanuel com o Senhor Nora. Você tem que contar, mas não vai poder deixar escapar isso não. Essa história eu não conheço.
Aliás, eu não conheço a maior parte dessa história. A gente conhece tanta coisa que… A história da aproximação A aproximação do Haroldo e do Senhor Nora do Evangelho, aquela história lá do Senhor Nora com você lá no Grupo Emmanuel. Isso foi interessante porque assim, quando ele viu, você imagina, um jovem de 16 anos de idade com um gravador na mão, um grupo que já existia há décadas, aí chega pela primeira vez um menino de 16 anos de idade, com um gravador, transcrevendo todas as palestras, sugando cada coisa, e falou assim, de duas uma, ou esse menino é louco, ou então tem algum interesse, tem alguma coisa aí.
Na verdade, ele ficou no meio termo entre as duas opções. Mas… Eu acho que mesmo lá, ele não sabe ainda direito. Pode ser. Pode ser. Mas você é louco mesmo. Pode ser. Aí, um dia, eu cheguei para ele e falei, eu estou gostando demais, mas eu queria que você me ensinasse a estudar Evangelho. E era uma coisa que ninguém tinha feito o pedido, porque o jovem tem essa coisa interessante, as pessoas tinham um pouco de receio do Honório, assim, de aproximar, ele é uma pessoa muito séria, aquele estilo mais grave, e o jovem não me preocupa muito, ele só me ensina a estudar Evangelho.
Ele chegou e falou, então você vem aqui numa, não sei se foi terça ou quarta, à tarde, que eu vou sentar. Aí, enquanto isso, todo mundo quase morre de inveja, porque chegamos lá, só eu e ele. E nós ficamos mais de três horas, ele me ensinando a estudar Evangelho. Abrindo o dicionário, como é que pesquisava, como é que conectava as obras do Zeman, porque as pessoas acham que aquele conhecimento do Honório vinha zipado do alto, sem nenhum esforço dele. E, na verdade, não é isso. Por trás daquele conhecimento ali, tinha 30 anos de estudo diário, no mínimo, duas horas por dia.
E o nome da metodologia, que é muito carinhoso, é humildinho, ele chamava de humildinho, porque tinha um seminarista que era o Sobral, esse seminarista, que se tornou espírita, que tinha um pouquinho de conhecimento de línguas. E, na época, não tinha dicionário bíblico, tradução. Então, o que eles faziam? Eles criaram um paralelo entre os Evangelhos, eles compravam várias Bíblias e recortavam os versículos, as passagens, para colocar uma do lado da outra. É um negócio assim, sabe o que seria uma coisa incrível para o nosso podcast?
É as pessoas do Grupo Emmanuel mandarem para a gente algumas histórias. Mano, eu mando contar algumas histórias com o Seu Leão. É o Leão. Seu Leão. Não é Leão, não. Ele até vem cá. A primeira vez que eu encontrei com ele, ele falou assim, meu nome é Leão, e como todo bom leão, eu moro na floresta. Como todo bom leão, eu moro na floresta. Ele tinha olhos azuis profundos. Eu achei que ele era chinês, Leão. E o Leão, na verdade, foi o sujeito que começou essa coisa de conectar. Pegava uma frase no livro, uma frase no outro livro, no outro saia fazendo as costuras.
Eu acho que o grande diferencial do Grupo Emmanuel, o grande impacto do Grupo Emmanuel na minha vida, foi esse estímulo constante que você recebia de faça conexões, saia do lugar comum. Não pega um livro da doutrina, dê uma lida e acha que você já esgotou, não. Começa a conectar uma frase com a outra. Aí eu levei isso ao máximo, décima potência. E era um ambiente assim, um ambiente estimulador. Você era estimulado a pensar. Mas não a pensar, ah, Kardec está errado, ah, Emmanuel está errado, e eu que estou certo. Não é esse pensar infantil.
Era um pensar responsável, um pensar engajado, porque nós também participávamos de atividade assistencial, Colônia Santa Isabel, visita ao Hospital de Câncer Infantil. O Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus tinha uma conexão com a Torre de Sobral. Tinha enorme, várias vezes eu fui lá pelo Grupo Emmanuel, pelo grupo Emmanuel, no Núcleo Assistencial. Então você tinha também uma atividade de vivência muito grande, e um estudo forte. Eu acho que isso marcou profundamente, e isso está no DNA do Instituto SER. Maravilha, isso é uma maravilha.
O Haroldo estava contando aqui a história dele com o Sr. Honório, Sr. Honório, né? Eu até brinquei esses dias, estava falando com o Júlio, ele já desencarnou, mas todo mundo continua chamando ele de Sr. Honório. Ele não é senhor mais, não. Ele ficou 22 anos no plano espiritual, mas o plano espiritual continua Sr. Honório. Mas… O dia que a transcomunicação instrumental estiver avançada, você já pensou? Ele vai poder fazer um podcast conosco. Só um comentário do que o Haroldo falou. Eu já participei desse tipo de estudo de Evangelho Mildim, e é muito rico, realmente, porque a gente para para pensar num detalhe e não é simplesmente aquilo, o que eu achei disso, é juntar o que eu senti daquilo, como que isso ressoou em mim, como que isso é falado em outro lugar, aí vem a impressão de uma outra pessoa, olha…
É amadurecer aquilo ali. Você trabalhar com a intuição também, trabalhar com o racional, trabalhar com a intuição, buscar a fonte para você chegar num conceito mais amadurecido que aquilo. É uma construção. E nisso, só aproveitando, você falou do Pastorino, que eu não sabia que ele teve uma participação determinante na questão das gravações de missões psicofônicas. E o Pastorino vem da… vem do movimento católico, é uma pessoa que tem até litismo. Foi seminarista. Foi padre. Autor do Minuto de Sabedoria. Exatamente.
E ele tem coisas assim… Nesse estudo do Evangelho, a gente recorria muito ao Pastorino, que tem o livro lá de estudos detalhados também. Sabedoria do Evangelho. Ele foi tradutor, ele foi tradutor dos livros do Balde também. É, ele fez a tradução de vários livros. Aliás, o Pastorino, o Seu Honório falava que ele, o Sobral, eles acompanhavam aquela edição da Sabedoria, porque era uma revista. Então, toda vez que saía a revista, vinha uma passagem do Evangelho. Porque o livro, os oito volumes de Sabedoria do Evangelho, é a coletânea da revista.
Eram fascículos. Então, eles ficavam ansiosos, aguardando, porque ele foi padre, o Pastorino, foi até o Vaticano. Mas diz que essa edição da Sabedoria do Evangelho teve uma problemática em volta disso aí, porque na época, não sei… Até seria legal confirmar, porque a gente vê isso meio sem… É, foi depois da família, mas é melhor nem… Aí são outros detalhes, né? Foi depois de publicação. Mas você sabe que essa Sabedoria do Evangelho chegou no nosso grupo de estudo lá do Luiz Sérgio e tudo, e na época foi um livro muito bem vindo.
Eu acho que o primeiro sujeito, é claro que muita coisa hoje, hoje a gente tem uma abundância de material, de pesquisa, de dicionário, muito superior ao que está na obra do Pastorino. Claro, o tempo vai se encarregando de aprimorar tudo. Mas na época aquilo era revolucionário, era conhecimento de ponta, porque ele dominava as línguas bíblicas. Ele trazia referências que a gente não tinha acesso. Era o único no meio espírita que dominava essas línguas, que havia sido padre e tudo, e começou a trazer informação de…
É um pioneiro, é muito interessante. Como diz, Paulo, ler de tudo retende o bem. Eu queria só comentar uma coisa em cima do que o Luiz falou ali, que eu acho que vai ser muito… Você falou de construir o conhecimento detalhadamente. Eu fico imaginando assim, se nós vamos fazer conexões, imagina a capacidade contributiva das pessoas que estão ouvindo o nosso podcast. Ou seja, quando nós começamos a propor, nós vamos falar sobre tal tema. Então as pessoas podem pesquisar e na verdade esse sistema de rede que a gente pode construir, de rede de relacionamento e de construção de conhecimento, as pessoas podem contribuir com verdadeiras pérolas que por mais que a gente pesquise, certamente nós não vamos encontrar tudo.
Então vai ser sensacional. Ouvi-te tal… Eu aprendi uma passagem do Haroldo Leo que diz o seguinte, que sabedoria é saber calar quando você não está conhecendo, quando você está aprendendo o que está sendo dito. Então eu estou aprendendo muito, então eu só vou inferir para fazer piadinhas por enquanto. Tem que ter um toque de humor, né? Tem que ter um toque de humor, sim. Mas é muito interessante o seguinte, que façam isso, que a gente sempre lembrar que o nosso foco, qualquer do nosso pode ser, é o foco exatamente da valorização do conteúdo moral do Evangelho e do Evangelho na sua amplitude.
Não é sectar, nem nada, então as contribuições serão bem-vindas de qualquer fonte, desde que tenha como foco isso que nós estamos buscando. Exatamente o entendimento, a busca de melhorarmos o nosso desenvolvimento de amor. Eu estou lembrando aqui do Haroldo falando, eu fico imaginando, eu tenho um filho de 16 anos, eu fico imaginando assim, meu Deus, se eu fosse pai do Haroldo, imaginando o Haroldo com 16 anos e o meu filho com 16 anos. Não sei se eu dava conta, não, imagina, ele queria ler, assim, o dia que ele entrasse no banheiro e não tivesse nada para ler, ele lia a bula de remédio.
Na verdade é pior, viu, Teo? É pior um pouquinho? Quando eu tinha 7 anos de idade, nessa época eu morava com o meu pai em Posto Caldas, eu morei um tempinho com ele. Aliás, eu fui meio cigano, eu morei com um tanto de família. Mas ele foi chamado na escola e a diretora falou preciso que o senhor venha aqui, o seu filho está com um problema aqui. Imagina que eu tivesse brigado na escola, feito alguma coisa. Na verdade, no horário do intervalo, eu fui encontrado num canto, lendo um livro de parapsicologia com 7 anos de idade.
Aí ela ficou meio preocupada, né? Quem que tinha deixado o menino ter acesso àquele tipo de livro? Que eu estava com um comportamento, assim, um pouco estranho com uma criança de 7 anos de idade. Imagino, imagino isso. Mas dá pra ver claramente que isso está muito relacionado ao que você está sendo. É, mas a gente doido traz a de longe. Você sabe qual é o frase que eu escrevi que eu até não citei? Eu prefiro a loucura de Deus do que a sabedoria dos homens. É isso mesmo. Mas de qualquer forma, é muito bom, muito agradável saber disso, porque a gente fica pensando assim, tem que ter alguma coisa diferente mesmo, porque as coisas não se fazem à toa nem sem esforço.
É preciso que se leia a parapsicologia aos 7 anos pra poder ter, chegar à possibilidade de encontrar com Honório. Eu chegava lá, na época que eu cheguei no Grupo Emmanuel, 1987, Honório estava lendo, era Fritjof Capra, o tal da física, o ponto de mutação. Mas com a bagagem? Não, com a bagagem toda, sabendo tirar. Não é aquela leitura também bobinha, que acredita em tudo. Mas assim, pesquisas médicas, ele era uma pessoa que estava antenada com tudo que estava acontecendo. E isso, eu acho que isso também favoreceu, sabe, Teo, foi despertando um desejo em mim, até às vezes problemático, tem que dosar, de querer o que não existe.
De querer algo que seja tão inovador, tão inovador, que não existe ainda. Mas eu acho que se não tiver pessoas assim, as coisas vão acontecer. Se ficar se conformando com o que existe, eu acho que nós precisamos construir. E agora, com essa nova tecnologia, a informática favoreceu muito isso. A própria internet. Na época não tinha internet. Hoje as pessoas estão absolutamente convencidas que conhecimento é algo que se faz em um grupo de pessoas. O conhecimento é construído coletivamente. Porque não tem um ser humano que domine tudo.
É juntando as peças. Por isso, ouvinte, esse podcast é seu também. É mais dele do que nosso, com certeza. Vocês é que vão temperar. Vão pedir temas, vão pedir para contar histórias. Tem uma frase, só para poder ter que ouvir uma frase que eu achei maravilhosa, num lugar não sei direito, eu fui com uma pessoa indicada, que é a entrada assim, Deus nos fez, não fez o homem com todos os talentos para que se necessitem uns dos outros. É, exato. A gente precisa um do outro. Da onde nós tiramos essa ideia de fazer o podcast, a gente tem até uma das fontes que nos inspira, eu pelo menos gosto muito, que é o tal do Nerdcast, eles tem lá a parte do caneladas, que é a parte onde os ouvintes corrigem as besteiras que foram faladas no podcast anterior.
Vocês podem ter certeza que vai ter muita besteira, porque quem vai editar o podcast vai ser o Thiago, então ele vai deixar passar muita coisa. Se o nosso podcast pode ser a canelada, você pode bater. Pode bater. Olha a bateria. A gente espera isso também. Vamos voltar ao nosso tema central. O Instituto C, porque está todo mundo ouvindo. O Instituto C, o que é o Instituto C? Aí surgiu, Thiago, essa ideia. Primeiro surgiu uma ideia de fazer o seguinte. Como que você reúne abelhas? Colocando um pote de mel. Então a minha ideia, primeiro, esse sonho, foi criar um espaço, ainda que ele fosse um portal na internet, e ele vai começar com um portal, que é esse portal agora, inaugurou dia 2 de dezembro, você está ouvindo o podcast.
Através desse portal. Começar num portal que fosse um ponto de encontro. Então, se você vive no planeta Terra, por enquanto a gente não está aceitando colaboração de quem não é da Terra, por questões técnicas. Mas se você é do planeta Terra, você está convidado a fazer parte desse espaço que é o Instituto C. Trazer ideias, trazer sugestões, era criar um ponto de encontro onde evangelho puro, não evangelho como religião, como dogma, como sacristia, como… não é isso. Não é isso. É o evangelho no sentido da mensagem, da essência moral do ensino.
Então não se preocupe em converter ninguém ao cristianismo, nada disso. É de conversar sobre a essência da lição e da exemplificação de Jesus. Conversar sobre as fantásticas lições morais, intelectuais que o judaísmo tem a oferecer. E também mostrar para as pessoas que a doutrina espírita também tem uma contribuição ótima. Tem uma lente também para a gente enxergar a questão da espiritualidade e trazer outras leituras. Pietro Baldi, outros espiritualistas, as Tecnologias sociais que estão surgindo no mundo. Porque nós acreditamos que, primeiro, o mundo daqui para adiante será um mundo espiritualista.
Não é um mundo místico, não é isso. É um paradigma espiritual. E ele será um mundo plural. Um mundo plural. Com várias visões, pessoas convivendo de forma harmônica. Porque você pode discordar amando a pessoa que você está discordando. O que não vale aqui é agressão, ofender, fundamentalismo. Isso aí nós estamos fora. E existe uma seriedade muito grande da nossa intenção. Uma vez eu li um artigo que eu achei muito interessante, fazendo as posturas, que falou o seguinte, olha, eu faço música séria. Quer dizer que é uma música que eu tenho que colocar um paletó, me fechar e ficar com uma cara carrancuda para fazer?
Não. Nós podemos tratar desses assuntos que são extremamente profundos, extremamente sérios, e fazê-los de forma bem-humorada, com muito amor no coração, com muita disposição. Pode bater, que saberemos receber com sorriso. E principalmente pelo que você disse, que eu acho interessante, que é o foco do Instituto C. É o foco da nossa intenção que você acabou de retratar aí. É o Evangelho, no que ele tem de conceito moral. Sem sectarismo, sem divisões, sem proselitismos, sem nada. Queremos apenas vivenciar o Evangelho com profundidade que ele tem, com amplitude que ele tem.
Esse é o nosso foco. E aí nós vamos construir nossas histórias em cima disso. Vamos construindo conhecimento, vamos trazendo outras ideias, outros conceitos. Sim. E aquela coisa, né, Teo, sem ficar preso à palavra. Sim. Nós estamos interessados aqui, o Instituto C, ele está interessado em ideias. Palavra. Você pode dar cinco mil palavras pra uma mesma ideia. Mas não é isso. E as pessoas brigam mais por causa de conceito do que pela ideia. Então nós estamos aqui debatendo ideias. Sim. E por que não dizer, num jeito mineiro?
Por que um jeito mineiro? Esse podcast aqui virou uma cozinha mineira. Exato. Só faltou o fogão de lenha aqui, o café. Descontração, mas com aquele espírito respeitoso que Minas tem. Aquele jeito respeitoso, mais gostoso de falar, tranquilo. Só pra mostrar, nós vamos gravar um podcast no fogão da Dona Célia também. Ah, abraço a Dona Célia Souto Maior. Grande amiga, grande incentivadora do Instituto, um beijo pra ela. É isso mesmo. Podcast com pão de queijo, vai ser fantástico. Porque eu acho que é uma forma de abuticar.
O que acontece, né Tiago, o que eu percebi era o seguinte, as pessoas, sempre que você ia conversar sobre um assunto, é… Eu acho que no meio espírito, mas em qualquer meio religioso, as pessoas são extremamente dogmáticas. E elas têm um medo de conversar sobre suas próprias valores, sobre suas próprias crenças. Quando você conversa com alguém que pensa diferente de você, você não precisa abrir mão do que você acredita, não. Mas a conversa é um treino pra você pensar aquilo que você acredita, pra você pensar aquilo que você aceita, pra você aprimorar aquilo que você acredita, pra você aprimorar sua forma de argumentação.
Porque tem gente que chega pra você e fala assim, ah, você está errado. Aí você fala, por quê? Porque eu acho que você está errado. É por isso aí, eu gosto de sorvete de coco. Aí o Guilherme vai falar, não, eu gosto de morango. Aí daí, né? Eu acho que isso aí a mim toca profundamente, porque eu sempre tive um grande interesse, sabe Haroldo, por entender a religião e a fé das outras pessoas. E uma coisa que sempre me ressentiu um pouco é no sentido de que eu não notava que a maioria das pessoas tivesse a mesma curiosidade, o mesmo desejo.
E isso é muito triste. Eu acho que as pessoas não devem perder jamais a curiosidade por compreender a fé das pessoas a fim de entender melhor e mais profundamente a sua própria fé. Foi da convivência com pessoas de todas as religiões é que eu consegui extrair um melhor entendimento da doutrina espírita. Lá na frente eu ia falar, ah, então Kardec estava falando sobre isso, Emmanuel estava falando sobre isso. Então pra mim foi muito enriquecedor a convivência. Eu sempre sou muito criticado por conta disso, por alguns amigos, mas às vezes em tom de brincadeira você não pode ver uma placa Igreja e tal que você entra pra conhecer.
Mas na verdade eu sempre fui muito curioso e eu gosto de conhecer e de pesquisar sobre tudo pra poder ter uma opinião mais fundamentada. E dentro da ordem que nós estamos falando, aproveitando que você está contando essa peculiaridade sua que eu acho interessante, que aí passa, eu acho que os componentes do podcast passam a se revelar e a gente começa a entender as personalidades. Mas por uma questão de ordem, eu acho que o próximo a contar uma história de si a respeito de como chegou ao ser e como se relacionou, eu acho que é o Tiago.
Pra depois a gente seguir. Vai, vamos lá então. Já estamos em 3 horas e 37 minutos de podcast. Décimo podcast. Décimo episódio. Eu tive uma história, vamos voltar ao tempo aqui, eu não sou tão idoso como vocês, eu tenho 27 anos. Vamos começar. Daqui a pouco nós vamos perder a compostura. Começar a tirar microfone. Como dizia, eu tenho que lembrar, outro que saiu, eu acho que é Isaías que falava, eu sou avançado em idade. Não sou velho. Mas vamos lá então. Eu, assim, a minha história dentro do movimento espírita, eu falo que eu não sei como eu cheguei, porque meu pai, ele buscava meus irmãos em casa pra levar pra evangelização e eu nunca fui.
Tanto que, eu lembro quando eu tinha lá meus 15 anos de idade, eu via no Gugu, passava aquelas mensagens do Chico, eu pensava e olhava assim, não é um absurdo passar isso na televisão? É um absurdo uma coisa desse, como é que deixa passar um negócio desse na televisão? Aí um certo dia, com 16, 17 anos, num domingo, aquele jovem rebelde, eu simplesmente, meu pai passou, chegou lá em casa, buzinou, meus irmãos estavam levantando pra ir pra evangelização, meu pai entrou, meus pais eram separados, eu simplesmente pulei da cama e falei, não, peraí que eu vou com vocês.
Do nada. Porque eu quero entender o absurdo de alguém permitir você ir lá pra tomar satisfação, né? Vou tomar satisfação, o que é que eu quero entender? Eu tomei um puxão de orelha, né? De madrugada, né? E fui pro centro espírita. Lá no núcleo eu vinha de luz. Eu lembro que a primeira palestra que eu assisti no movimento espírita foi sobre os exilados de Capelo Olímpico. Aí eu falei, gente, esse povo acredita em ET? De onde que eu vim, viu? Você tá aqui há muito tempo, você não é tão novo assim. Esse povo acredita em ET, que negócio é esse?
Aquela bagunça, não entendo nada, mas vamos, né? Já tô aqui, não sei porquê, vamos tentar entender. E foi ficando e entendendo, né? Até que um certo dia, eu escutando a Rádio Boa Nova pela internet, né? Eu sempre fui ligado à tecnologia, né? Estudei no Cotemig. Eu falei, pô, aí eu pensei, por que que não tem uma rádio em Belo Horizonte? Mas que absurdo o negócio dele. Eu tô sempre querendo bater em alguém, você já viu? Vocês já viram que esse podcast nasceu e falaram mas é um absurdo ter um podcast no meio espírita.
Mais ou menos isso. Isso é um absurdo. E fui lá na União Espírita Mineira pra poder saber por que que não tinha uma rádio espírita em Belo Horizonte. Uma capital desse tamanho e não tinha uma rádio espírita. Aí peguei e cheguei e tava lá na livraria e eu vi um senhor entrando na livraria e todo mundo parava pra conversar com ele, né? Aí eu vi alguém falando, isso aqui é o presidente da União aí eu falei, então é com esse cara aí mesmo que eu tenho que falar. E na época já era o… Não, calma. Aí eu tava parado assim, ele passou por mim ele acabou de conversar com as pessoas, passou por mim e foi andando.
Um determinado homem parou no meio das prateleiras e olhou pra trás e falou assim, você quer falar alguma coisa comigo? Adivinha quem que era. Doutora Nória. Senhora Nória. Ele vira pra mim, você quer falar alguma coisa comigo? Eu engoli seco, né? Falei, não, eu queria conversar com o senhor. Aí você perdeu a moral. Você sentiu a pressão ali. Eu queria conversar com o senhor porque eu acho absurdo não ter uma rádio espírita em Belo Horizonte. Eu acho que a gente podia ver alguma coisa nesse sentido aí. Conversar com a Rádio Boa Nova.
Ele vira pra mim e falou assim, o que que você é da rádio? Eu falei, não, eu não sou nada da rádio não. É porque eu escuto algo na internet e acho que a gente devia buscar alguma coisa nesse sentido pra Belo Horizonte. Ele falou, o que que você conhece de rádio? Não, eu não conheço nada não. Então você vai fazer o seguinte, você vai estudar esse negócio e depois você volta aqui pra gente conversar. Com 17 anos de idade. Que lição maravilhosa. Então, é uma questão que quando o Haroldo fala do senhor, com esse carinho e dessa maneira, a gente sente isso porque ele incentivava, ele nunca desperdiçava os potenciais que chegavam até ele da forma como fosse, né?
Eu tive a oportunidade, após essa conversa com ele, eu entrei a mocidade, o precursor da União Espírita Mineira fiquei lá um tempo, daí a pouco eu falei, eu vou fazer um site pra União Espírita Mineira e pra mocidade o pessoal já, né, mineiro tem aquela coisa, mas eu me enxove pra fazer esse negócio, peraí que nós vamos dar um jeito e ver, e eu vou fazer. Mineiro, você começar a trabalhar tem que fazer 70 anos, né? Eu falei, eu vou fazer e não sei o que, daí a pouco ele me puxou e falou, então você vai lá pro Departamento de Comunicação da União Espírita Mineira.
Eu dei trabalho demais também na minha mocidade lá. Se não for contar essa história, o Renato era o presidente da época, um abraço de Renato pra você. Pretendemos trabalhar com a parte de cinema, de curtas-metragens, na área de tv Já estão fazendo coisas maravilhosas. Novas coisas vão surgir através desse portal que vocês vão poder acompanhar. Eu espero que… Ah, lembrando, a gente não falou até agora o endereço do portal, hein? Ah, verdade, né? Nossa, como é que eu entro nesse portal? Não é que eu entro nesse portal, isso aí é só no episódio 2, meu amigo.
Não, não, já tem. www.institutoser.org Então é, vamos repetir. www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org www.institutoser.org Depois eu conto pra vocês. Mas você chegou…
Não, deixa ele terminar como é que ele chegou de você, Aroldo. Isso que é importante. Mas aí pra me contar como eu cheguei no Aroldo, eu vou ter que contar como é que eu cheguei ao Júlio Deano. Júlio, né, não tá aqui hoje, não pôde comparecer, mas assim… Ele deve tá enchendo o saco de alguém. Só por uma questão terminológica, quando tu fala assim cheguei no Aroldo, é… Não é literalmente, né? Um contato de trabalho, viu gente? Eu sou casado, tem dois filhos, né, ele também tem filho. Todo mundo chegando, assim, o Aroldo.
Mas conta do Júlio, o Júlio é uma figuraça, vocês vão conhecer o Júlio, viu, pessoal. Vocês vão conhecer o Júlio Adriano, que é um cara incrível. A gente tá falando de conexões, e o Júlio é responsável por algumas conexões também. Não, aqui tá tudo misturado. Aqui não tem jeito, a espiritualidade ela sempre faz as conexões, né? Nós, às vezes, a gente fala, como é que eu conheço esse cara aqui e tal? Daí a pouco, chega um, chega outro, eu e o Theo temos uma história pra poder contar como é que o Guilherme chegou dentro dessa história.
Aqui, só pra te dar um exemplo de conexões ocultas. Durante muito tempo, eu estudei lá, dentro da União Espírita Mineira, na sala do… De quem? Do doutor Honório. Do senhor Honório Abreu. Do senhor Honório Abreu. E nós fazíamos lá o setor de estudo evangélico com a Magda, um abraço pra Magda, pra Aninita, Magda, sobrinha do senhor Honório. E eu passava no salão onde vocês reuniam na mocidade. Eu conheci você, Tiago, de vista, o Júlio, estavam sempre lá, lideranças da mocidade espírita lá da União Espírita Mineira, e quantos anos depois que a gente veio conversar pela primeira vez, só se conhecia de vista.
Vamos fazer uma questão aqui agora de datas. O Júlio é de uma geração anterior a minha ainda. Eu não lembro, você ficava no colo dele, lá bebezinho. Você não lembra? Você falou que não lembrava. Gente, também uma pontuação, essa coisa de colo… Na verdade, o Júlio foi na mocidade precursor. O Júlio foi aquela pessoa que, de certa forma, recuperou a música espírita. Foi uma pessoa que fez a ligação de vários talentos da música. E foi aí que chegou Luiz Henrique, que está aqui, Cacau, Tim e Vanessa, Willi, Verbo de Versos, tudo através dessa…
E Minas, sobretudo Belo Horizonte, tem uma riqueza cultural muito grande nessa área, principalmente da música espírita, do teatro espírita. Vamos fazer um jabá para essa turma toda daqui a pouco. Mas e aí, o que tem o Júlio? Pois é, o Júlio é uma pessoa que, de certa forma, a gente se uniu. Eu falo porque quando eu estava na mocidade eu ficava ouvindo aquelas músicas e ele enche o saco, porque ele fala que eu sou fã dele. Eu sou fã dele mesmo, não vou negar isso não. O cara tem músicas boas. Então, às vezes eu estava na mocidade e ficava ouvindo Júlio Adriano.
O que é esse cara? Um certo dia, depois do quarto congresso espírita mineiro, a gente estava lá nos bastidores, aí chega lá o Júlio Adriano, a gente lá conversando. Eu sou o Júlio, não sei o que. Fui lá para a empresa dele, porque a gente editou o material todo lá na empresa dele. Começou essa história toda. A gente pensando, ele tinha um projeto da Fazendo Bem, que é um projeto bacana, que depois nós vamos ter oportunidade de vir falar sobre ele. E eu falei, pô, a gente podia dar um jeito de levantar essas questões.
Eu tenho um Aroldo aí, vamos atrás do Aroldo, vamos ver se a gente consegue desenvolver um projeto com o Aroldo, para poder levantar essa questão da música, para a gente fazer um projeto. Aí chegamos até o Aroldo. Eu falei, não, peraí. Nós vamos fazer sim, mas tem um outro projeto maior que eu estou achando que vocês estão chegando aqui para uma outra coisa, não é pra eu ir até vocês, vocês é que estão chegando até mim. E depois disso veio, aí vamos fazer o institucional do instituto. Aí veio o Teo, vamos procurar o Teo.
Pô, não, peraí. Não é isso, não. Tem um outro cara que veio aqui ontem, conversou comigo, falando negócio de rede social, que não sei o que, para que vocês tenham que conhecer o Guilherme. Aí veio o Guilherme. E as conexões estão sendo feitas, e agora vocês estão tendo oportunidade… De já ver esse sonho, de certa forma, concretizado, porque esse portal já é um instituto, nasceu. Agora, você imagina o seguinte, esse sonho está sendo já concretizado com quantas pessoas? Menos de 10 pessoas. Imagina quando toda essa turma aí, vocês estão ouvindo, vocês se juntarem nesse ideal, nessa proposta.
O quanto que isso vai enriquecer? Vai enriquecer muito. Não dá pra gente imaginar o que pode surgir daí. Porque aqui a ideia é somar talentos, né, Tiago? Porque veio o Tiago, que tem essa experiência já com o Vídeo, o Teo também, com o Rodrigo, com outras pessoas, com o André. Produziram aí o curta-metragem, que daqui a pouco vocês vão ver no portal, aguardem. Também dá fome. Vai ter muita coisa, gente. Se Deus quiser, vamos produzir muitos curta-metragens, disputar, inclusive, prêmios, porque é produzir com qualidade.
Não é só porque é espírita que não tem que ser profissional, não. Porque, aliás, esse é o grande foco do instituto. É também a gente produzir uma arte, uma cultura espiritual, mas que qualquer profissional se orgulhe de estar assistindo aquilo. Que tem uma qualidade, que tem uma entrega. E, mais do que isso, a pessoa que está fazendo aquilo tem uma postura que é diferente da postura aí fora. Uma postura espiritualizada. Isso é o fundamental. Então, foram chegando esses talentos todos, né? E vão chegar muitos outros.
Sim. Porque os talentos estão espalhados aí, né, Teo? Claro. Teo pode falar até, porque teve um gancho bom. Na área de música, teatro, cinema, curta-metragem, estudo, pesquisa, artigo. Já tem irmã Ayla, a freira. Um beijo, um abração, irmã Ayla. E as demais irmãs de caridade da sua congregação, que estão aí ajudando. O Igor, a turma aí do judaísmo. Enéas, pastor Enéas, evangélico, que está todo mundo aí participando, estudando. Gente de coração aberto. Pessoas que colocaram Jesus no coração já. Eles representam aquilo que a gente tem a expectativa de encontrar em todo lugar.
Pessoas que mantém sua crença, mantém seu lugar, mas tem um coração aberto para receber e para compartilhar. Isso é fundamental. E tem muitas outras pessoas, como, por exemplo, eu acho que contribuem, não com esse foco religioso, que talvez a irmã Ayla, o pastor, mas com a convivência de vida, como foi no caso da Sheila, quando ela entrevista o… O Rubem Alves. Que dá a contribuição dele, do ponto de vista de visão de vida, sem necessariamente estar agregado a algum tipo de segmento religioso, que também é bem-vindo.
Porque o entendimento da vida não se estabelece por nomenclaturas. Porque a fronteira entre a boa filosofia e a boa religião é muito terno. Aliás, religiosidade prescinde de religião. É uma atitude. É um destaque. Eu fiquei com vontade de falar uma coisa que o Haroldo tocou em um ponto muito importante sobre a questão de fazer arte, de trabalhar arte, de fazer com qualidade. E nesse ponto, é interessante porque a arte é um ponto de conexão, inclusive. E ela é uma coisa que você não precisa falar que a arte é isso. Da mesma forma que a música é a música.
É uma coisa universal. E o artista compreende isso. Na verdade, fazer essa postura diferente. Essa postura diferente, na verdade, é o que todo artista quer em princípio. Isso. E se perde no caminho, você não consegue encontrar isso. Esse é um drama que existe porque a arte está muito mais ligada ao espírito do que tudo. Só que pra gente conviver no mundo com a arte, a gente acaba tendo que fazer concessões, você acaba tendo que… E isso aí a gente sempre sabe que nem sempre foi uma coisa muito bem resolvida. Às vezes a pessoa que fez obras geniais teve dificuldades na vida, teve que fazer coisas assim.
E a mesma coisa acontece hoje em dia. A gente vê às vezes artistas com muito talento mas que estão embotados. Porque dentro do sistema que está aí não tem condição. E até mais do que isso também, né Luiz? Porque a arte ela movimenta energias poderosíssimas. São energias criativas. O sujeito começa a colocar essas energias pra fora você não tem uma base, um norte? Tá cheirando cocaína, vira alcoólatra, começa a ficar completamente maluco. Porque são energias poderosas que dominam ele e ele perde o centro. Então a gente fala que nós queremos incorporar essa coisa da arte aqui, mas pessoas centradas.
Pessoas que sejam íntegras. Que encontrem a sua integridade. A sua integridade moral, ética. A arte pode ser um caminho pra isso. Aí ele vai poder liberar essa energia. Porque ele vai estar primeiro de mãos dadas com outras pessoas que vão estar sustentando ele também, na caminhada. E ele vai ter um norte, uma bússola pra não se perder. Eu acredito que todo artista ele tem um manancial de energia que tem a necessidade de se expressar e que é muito poderoso. E que me remete a ideia de uma coisa que você falou ou de outra reunião que eu achei maravilhosa e quando a gente vê, a gente convive com você e conhece o trabalho que você faz em termos de estudo e tudo, né?
A gente fica imaginando o seguinte, que o potencial é muito grande, assim como um potencial de energia é muito grande. Então eu fico pensando assim, no momento que você fala assim, eu tenho essa energia toda, mas eu preciso de vocês como família, é como você está se reconhecendo a necessidade do seu equilíbrio pra que essa energia que você tem possa ser direcionada de uma forma positiva. Porque não basta só estudo, é necessário que tenha o apoio Só lembrando que nós vamos ter oportunidade, nós vamos ter outros podcasts sobre arte, sobre música.
Claro, vamos ter tudo sobre isso, né? Hoje nós estamos falando um pouco, agora eu queria só ler um trechinho Vamos finalizar, acho que a Laura pode finalizar com o Emmanuel aí pra gente. No capítulo 4 do livro Emmanuel foi recebido pelo Chico em 1937 ele diz assim O que se faz preciso em vossa época é estabelecer a diferença entre religião e religiões A religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador. As religiões são organizações dos homens falíveis e imperfeitas como eles próprios. Então eu acho que essa definição de religião como sentimento mas um sentimento divino A religião é o sentimento divino que todo ser humano carrega em si que o prende a Deus É o que você falou assim, a religião tem a ver com o sentimento divino que prende o homem ao Criador.
Aí o que eu ia falar é o seguinte, na música tem o termo compositor. Compositor o que quer dizer? Você compõe como algo que já existe, né? Ou seja, a arte é uma coisa que brota na intuição mas que vem de uma coisa que já existe A gente tá compondo com aquilo que a gente tá sentindo, tá incluindo O álbum já tá bom, você põe de novo E essa arte, isso tem a ver com a acho que tem a ver com uma parte disso aí porque no mundo material a arte pra ela se espalhar materialmente você tem que, ah eu sou dono disso aqui, isso é direito meu Agora, quando você se coloca como compositor, olha, eu tô organizando coisas, eu tô intuindo você é um veículo de uma outra coisa Você tem essa consciência que é uma postura um pouco mais humilde mas não só mais humilde mas mais sincera também, você fica mais à vontade Então eu acho que essa questão na arte, isso faz uma diferença, viu?
Porque o artista, quando você tá em contato dessa forma com a arte a gente vê isso, os grandes artistas, isso tem muito em texto de artista falando o próprio Beethoven falava que ele ouvia as coisas, ele só reproduzia e vários aí vão, quando você vai ver falar sobre o processo de criação dos artistas é isso aí passa por isso aí Então quando a gente fala assim, ah nós vamos fazer um canal que é pra isso aqui, pra você se permitir lidar com a arte dessa forma né? Assim, a arte não é assim, ah isso aqui é o que o Luiz fez isso aqui, tudo bem fui eu que criei, não é também abandonando isso, mas assim eu criei a partir de uma busca de uma sensibilidade do trabalho que a gente faz de intuição, de trabalhar com essas coisas Isso foi o que eu busquei Foi o que eu busquei Porque na verdade também Luiz, ah Deus é um oceano e nós somos uma pequena vasilha toda vez que você visita esse oceano, você não consegue trazer o oceano, todo Então a gente vai com a vasilha aí busca uma coisa e se eu for lá, eu vou buscar totalmente diferente de você, e o bonito é isso e nós vamos ficar a eternidade buscando e esse oceano nunca vai se esgotar Eu acho que isso é instituto ser É o ser E a gente só vai conseguir realmente estar nesse oceano quando a gente entender que a gente tem que se conectar com as vasilhas que estão do lado Então assim, é a minha expressão artística mas a hora que ela junta com a sua ela toma um outro corpo Então assim, não é eu fazer sozinha Então, e no campo do que a gente está falando aqui da religião e não das religiões A religião verdadeira, ela vai passar por todas as religiões Exatamente, olha aqui O que o pessoal oriental tem A gente tem coisa pra aprender demais com isso aqui Tem o evangelho ali, em vários pontos Tem o evangelho nas religiões tradicionais que a gente conhece Em vários pontos, às vezes, algumas até trabalham mais algum detalhe, que se a gente conectar, a gente consegue fazer uma orquestra mais afinada e produzir uma coisa ainda melhor Exatamente Bom, esse podcast vai ter que continuar pra acabar, porque o Théo não contou a história dele O Guilherme não contou também, o Tiago não completou Tá faltando ainda o Júlio Adriano Tá faltando o Zed Tá faltando o André Mas o bom do podcast é isso É que toda vez que você termina um episódio parece que se abre mais cinquenta, cem episódios pra frente Exatamente E nós queremos, no segundo, antes de continuar a história não que aconteça antes do lançamento do dia 12, mas que não aconteça que nós já tenhamos e-mails a serem comentados A sua participação será fundamental É, eu acredito que nós não vamos ter Esse é o primeiro episódio Esse episódio vai ser lançado no dia 12 Vai acontecer, alguém vai piratear isso aí vai pegar isso e mandar você vai ver O que nós queremos é a partir de hoje dia 12 uma chuva de e-mails vai estar divulgada aí dentro do post dentro do site do Instituto www.instituto.org Na parte de divulgação do podcast dentro do site do Instituto, vocês vão encontrar um e-mail onde vocês poderão entrar em contato com o pessoal do podcast e com o Instituto em si para conhecer, para poder saber como é a formação deste Instituto e às vezes até onde você pode ajudar E como que você pode contribuir Porque a ideia aqui é essa do quebra-cabeça, né Tiago Nós dependemos, inclusive para a construção e para a manutenção deste Instituto, da colaboração das pessoas Não é você dar simplesmente, mas é você se sentir participante Isso é que é importante para a gente Então se você se sentir participante a sua colaboração pode ser uma quantia mas ela também pode ser um trabalho pode ser um serviço pode ser…
pode ser Pode ser É isso aí
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
Respostas
Bom dia!
Aqui é a Suzanna de Vitória (ES).
Ouvindo na Alexa!
Não sei qual episódio, mas estou na Rádio Espírita (Tune in).
Tenho ainda que aprender a engatinhar, estou em fase de bebê na doutrina.
Muito obrigada.