Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do livro de Gênesis, dando continuidade à discussão sobre a expulsão de Caim após o assassinato de Abel. O estudo transcende a interpretação literal, focando no profundo sentido simbólico do texto bíblico.
O que é estudado neste episódio
- O verdadeiro propósito do livro de Gênesis: Haroldo Dutra Dias argumenta que Gênesis não se dedica primariamente à origem das coisas (que ocupa uma pequena parte do livro), mas sim à origem e progressão do mal na humanidade.
- A origem do mal: O mal é introduzido como o abandono do bem comum em favor do bem próprio, exemplificado pela escolha de Adão e Eva no Éden. A criação divina era “boa”, questionando como o mal pôde surgir em um cenário de perfeição.
- A progressão do mal: O assassinato de Abel por Caim é apresentado como a primeira “dobra” ou progressão do mal, que se alastra de forma exponencial. A genealogia de Caim (Gênesis 4:17 em diante) é interpretada como a “genealogia do mal”, onde o mal gera mais mal.
- O mal como herança: A discussão aborda a ideia de que o mal pode ser uma herança, não apenas genética, mas espiritual e moral, que se perpetua através das gerações e escolhas.
- Diálogo de Jesus com os fariseus (João 8:31-47): Haroldo Dutra Dias estabelece uma conexão profunda entre a narrativa de Caim e o diálogo de Jesus com os fariseus. Jesus os confronta, dizendo que, embora se considerem descendentes de Abraão, suas ações (procurar matá-Lo) os assemelham a Caim, o “homicida desde o princípio”, e, portanto, “filhos do diabo”.
- Escravidão do pecado e autonomia: Jesus ensina que “quem comete o pecado é escravo” (João 8:34), não de outros, mas de si mesmo e de seus desejos. A verdadeira liberdade reside na autonomia de dizer “não” aos próprios desejos egoístas.
- A importância do estudo do Gênesis para compreender o Evangelho: O estudo ressalta como a compreensão do Gênesis é fundamental para decifrar passagens do Novo Testamento, como o diálogo de Jesus em João 8.
Reflexões
- A verdadeira liberdade não é fazer tudo o que se quer, mas ter autonomia para controlar os próprios desejos e impulsos egoístas.
- O mal não é apenas prejudicar o outro, mas priorizar o próprio bem-estar em detrimento do bem comum, construindo a própria alegria sobre o sofrimento alheio.
- As ações de amor e caridade, assim como o mal, têm um efeito exponencial, multiplicando-se e influenciando a vida de muitos ao longo do tempo.
Ler transcrição do episódio
Novo Apoio Apoio Apoio Apoio Apoio Apoio Apoio Apoio Apoio Olá, estamos aqui para mais um episódio do nosso estudo do livro Gênesis de Moisés. Quem nos acompanhou no episódio anterior sabe que nós comentávamos sobre o texto em que Caim é expulso da terra que ele cultivava em razão de ter assassinado seu irmão. Então, passamos aqui rapidamente pelos versículos, em um voo panorâmico, sobre o profundo sentido simbólico do texto e agora nós queremos comentar um detalhe muito interessante deste texto. O livro Gênesis origem ou a origem não se refere apenas a origem das coisas, a origem da criação, origem dos animais, das plantas, origem do ser humano e é impressionante que 99,99% das pessoas que procuram o livro Gênesis livro do Velho Testamento acreditam que vão encontrar lá respostas sobre origem da criação.
Mas, a pergunta é livro Gênesis é grande, é bem grande, ele tem olha só quantos capítulos 50 capítulos A parte de criação das coisas ocupa dois capítulos de 50 ocupa dois muito menos que 10% menos que 5% menos do que 5% do livro fala sobre a origem das coisas então origem de que o livro Gênesis quer descrever? Ele está contando a história da origem do início de que? E, aqui, eu confesso está o pulo do gato como dizem o pulo do gato o segredo da interpretação do livro Gênesis aquele aquele detalhe que muda tudo, que faz toda a diferença.
Então, vamos lá. O livro Gênesis pretende esclarecer sobre a origem do mal, não das coisas. Quando o livro Gênesis descreve a criação das coisas, é para compor o cenário em que o mal irá surgir. Para explicar a origem do mal, você tem que explicar o que estava antes. Então, antes tem a criação divina, perfeita. Olha a dica. Toda vez, no final de cada dia, quando Deus criava um conjunto de coisas, o texto narra e Deus viu que era bom. Aí, cria mais um conjunto de coisas, termina o dia e Deus viu que era bom. Vai para o outro dia e Deus viu que era bom.
O que significa isso? Está tudo bom. Está tudo bom. Porque o texto poderia dizer assim e Deus viu que estava, estava mais ou menos, estava razoável, estava um pouquinho bom. Não, estava bom. Estava bom. O melhor foi feito. Depois, entrega o quê? O Éden, que é o melhor lugar para se viver. É muito interessante, porque nós comentávamos no episódio anterior que o fio condutor também para a interpretação do livro Gênesis é a ironia. Então, a ironia aqui é o seguinte, se está tudo bom, se está tudo bom, se tudo foi criado extremamente adequado, a melhor situação possível, como que surge o mal?
Por que surge o mal? Porque seria compreensível se as coisas estivessem muito ruins, muita dificuldade, muita imperfeição nos instrumentos, aí surge o mal. Parece razoável para a gente. Ah, não, está bem coitado, com tanta dificuldade assim, com tanto problema, com tanta luta, com tanto desafio, aí surge o mal. Mas, aqui, não. Aqui, o mal surge em uma criação que está toda boa, toda organizada, toda estruturada num paraíso, num jardim de delícias. Por que surgiu o mal? Essa é a grande pergunta, o grande propósito do livro Gênesis.
Mas, percebe percebe algo? Se você olha para o mundo hoje, você vê que o mal assumiu proporções globais, globais. O mal alastrou-se por tudo e em todos. Em todos nós, em todas as áreas, tomou conta do mundo inteiro. Ou, na linguagem bíblica, o mal tomou conta da criação inteira. Dentro de nós e fora de nós. Tomou conta de tudo. Então, uma das perguntas, também, que o livro Gênesis quer responder é Como um mal pequenininho, um mal-semente, tomou conta do mundo. Então, a progressão do mal, nós temos duas questões aqui, a origem do mal e a progressão avassaladora do mal.
No decorrer do livro Gênesis, nós teremos várias dicas do Narrador, dizendo assim, escuta, e aqui o mal deu mais uma crescida, olha, aqui cresceu mais um pouco, ó, aqui cresceu mais um pouco, porque ele está focado em explicar a ampliação do mal, o seu crescimento. Neste texto aqui, neste texto, em que Caim mata seu irmão Abel, nós temos a primeira dobra do mal, porque a origem foi explicada. Estavam Adão, Eva, no Jardim de Delícias, tudo em ordem, tudo perfeito, nas melhores condições imagináveis e possíveis para eles, para a condição deles.
Chega a serpente, propõe um projeto do mal. Qual que é o projeto do mal? Abandonar-se o bem comum para se adotar o bem próprio. Este é o projeto do mal, porque, às vezes, a gente se ilude, acha que o mal é prejudicar o outro, não, o mal é apegar-se ao próprio bem. Então, eu penso só no meu bem e não penso no outro, este aqui é o mal, eu penso só no meu bem. Então, você pega um grupo de pessoas fortemente armadas em um veículo, invadem um banco, explodem o caixa eletrônico e pegam o dinheiro. É um mal, é um mal. É um mal para quem?
É um mal para o banco, que quebrou toda a agência, explodiu tudo, um prejuízo enorme. É um mal para os correntistas, porque o seu dinheiro está lá. É um mal para quem trabalhava, imagina o vigia que estava lá, pode ter morrido. É um mal para muita gente, mas, para os assaltantes, é um bem, estão com o bolso cheio de dinheiro. Então, ao invés de ganhar o dinheiro com o suor do rosto, de maneira honesta, trabalhando, optaram pela via criminosa, pela via de tomar do outro para ter. Mas, a hora que eles pegam o dinheiro e vão lá gastar e comprar as coisas, é um bem, eles estão experimentando um bem para eles, um bem próprio.
Só que, é um bem próprio maculado. Por quê? Porque é um bem próprio erguido sobre o sofrimento do outro. Então, o assaltante vai pegar o dinheiro, vai comprar carro, vai sair, vai gastar, vai ter prazer com aquilo, vai construir um bem próprio, mas, sobre a perda, sobre o dano, sobre o sofrimento de várias outras pessoas. Então, é um bem próprio construído sobre o mal do outro. Quando o verdadeiro bem é o quê? É o bem, para mim, construído sobre o bem do outro. Olha, é diferente. Quando o alicerce do meu bem-estar está no bem-estar do outro, isso é o bem divino.
Quando o bem-estar do indivíduo está alicerçado no mal-estar dos outros, isso é o bem humano. O bem humano é igual a mal. Então, nós vimos isso lá. O projeto que a serpente apresentou para Adão e Eva e que eles adotaram é esse projeto. Afasta Deus, porque Deus é o guardião do bem comum. Deus é quem garante o bem de todos os seus filhos. Nenhum filho pode ter um ganho com base no prejuízo de outro filho. Na lei divina, todos os filhos são iguais. Olha que coisa! E, Deus garante isso com o seu poder absoluto, com a sua inteligência suprema e com o seu amor infinito.
Ele garante a estabilidade e o equilíbrio do universo. Então, qual é o projeto da serpente? Afasta Deus, vamos nos afastar, vamos criar algo separado, em que o valor seja o meu próprio bem, ainda que o outro tenha que derramar lágrimas. Quer dizer, a minha alegria é construída sobre as lágrimas do outro. Origem do mal. Nasceu o mal. Essa é a semente do mal. Agora, quando Caim mata Abel, já é a progressão, porque agora Eva teve filhos e o projeto que ela instaurou dá essa consequência aqui. Essa é a consequência. Então, o assassinato entre irmãos é uma consequência desse projeto.
E, agora, o livro Gênesis vai começar a descrever a genealogia de Caim ou A genealogia do mal, o mal gerando o mal, o mal gerando o mal, o mal gerando o mal e o mal, então, aumentando, aumentando. Ele não aumenta assim. O mal vai para dois males, três males, não, não é assim. É um mal, sete males, setenta vezes sete, é exponencial, porque o mal se alastra. O bem também. O bem também. O bem também. Quer dizer, uma semente ou uma muda, uma mudinha de um pé de jabuticaba. Quantas jabuticabas tem? Quantas jabuticabas tem em uma muda?
Uma muda de um pé de jabuticaba são milhares de jabuticabas ao longo de dezenas de anos. Uma muda de um pézinho de laranja são milhares de laranjas ao longo de muitos anos. Uma muda de um pézinho de café, o bem também é exponencial. A gente faz um ato simples de amor, de caridade e aquilo vai se multiplicar por muito tempo. Às vezes, nós não temos ideia da progressão do bem que a gente faz, o efeito que aquilo vai poder surtir. Então, alguém que está em uma depressão, à beira de um suicídio, ouve uma palavra consoladora do Espiritismo, evita o suicídio, resolve encarar as dores com sabedoria, com resignação, confiando que tem amigos, confiando que nós estamos juntos e essa pessoa vai constituir uma família, vai ter filhos, ou vai entrar em uma atividade e vai produzir muito.
Olha o bem dando frutos e se multiplicando de um gesto, um gesto, o bem também. O livro Gênesis daqui por diante, do momento em que Caim, porque no episódio anterior nós paramos onde? Caim foi para o leste do Éden, o sol nasce no leste. Então, significa que Caim recomeçou, é o reinício, o recomeço. Vai recomeçar, reestruturar. Então, aqui nós vamos ver que ele não dá conta, né? Então, o mal vai se propagar, vai se propagar, vai se propagar. Então, daqui para frente, capítulo 4, versículo 17 e em diante, qual que é o título da passagem?
A Descendência de Caim. A Descendência de Caim é a progressão do mal. A progressão do mal. Então, no versículo vou colocar aqui, no versículo 15, está dito assim, o Senhor respondeu a Caim, quem matar Caim será vingado sete vezes. Lá na frente, nós vamos ver sobre o o Lamec, e aí nós vamos ver pela primeira vez a expressão que é no versículo 24. É que Caim é vingado sete vezes, mas Lamec setenta vezes sete. Setenta sete. O texto diz assim, setenta setes. É curioso, porque a Bíblia de Jerusalém coloca setenta e sete vezes.
Não é setenta e sete. Não é setenta e sete. Não dá para concordar com essa tradução. Setenta setes. Então, sete e setenta setes. É uma progressão. Lamec é um descendente de Caim. O que está acontecendo aqui? O que está acontecendo? O mal é uma herança. Este é um problema da mais alta profundidade filosófica e espiritual. O mal é uma herança. É uma herança. E, aí, eu queria chamar a atenção para dois pontos. Dois pontos importantíssimos aqui. O primeiro é um diálogo que ocorre no Evangelho de João. João 8, versículos 31 e em diante.
Jesus começa a ter uma discussão com os fariseus, porque todos nós sabemos que Abraão é o patriarca do povo hebreu. Nós sabemos isso. Mas, patriarca não é no sentido só de que se originaram dele. É o patriarca no sentido do fundador, aquele que fundou, aquele que inaugurou, o pai, o pai como o criador. Então, Abraão é o primeiro detentor, o primeiro missionário detentor da primeira revelação. Porque as pessoas acreditam que a revelação veio assim. A primeira revelação é ah, Moisés. Não. Moisés é uma síntese. A história começou com Abraão.
Que foi o primeiro a sair de uma terra monoteísta, politeísta, na Assíria, o Império Assírio-Babilônia. Saiu e começou a cultivar um monoteísmo. Começou com Abraão. Abraão é o fundador. E, aí, vem Abraão, Isaac, Jacob, com Mina na síntese Moisés. São centenas de missionários para construir a primeira revelação. O que acontece é que a gente fala Moisés porque ele resume, ele recebe a lei, ele explica, mas ele herdou. Então, o povo hebreu falava de Abraão como patriarca. E, aí, Jesus tem uma uma discussão com eles. Eles dizem para Jesus assim nós somos descendência de Abraão.
Olha isso. Nós somos descendência de Abraão. Foram lá atrás. É o nosso patriarca. Herdamos de Abraão o monoteísmo, a fé no Deus único, a confiança, etc. Tá certo. E, jamais fomos escravos de alguém. Essa é uma meia-verdade. Olha só. Porque eles estão focando no externo. Mesmo no período em que passamos pela escravidão, não nos deixamos escravizar espiritualmente por alguém. Como podes dizer tornar-vos, ei, livres? Porque Jesus disse para eles eu vou libertar vocês. Falaram, ah, nunca fomos escravos de ninguém. Olha fora.
Jesus lhes respondeu, em verdade, vos digo, quem comete o pecado é escravo. Escolhe a virada que Jesus deu. Porque, pensa lá no Caim. Matou o irmão, saiu o errante. Aparentemente, ele é livre, né? Aparentemente, ele é livre. E, quantas vezes, ao longo da nossa evolução espiritual, nós abandonamos o dever, acreditando que estávamos livres. Abandonamos o dever e nos acreditamos livres. E, aí, Jesus diz, quem comete o erro é escravo. Do outro? Não. Escravo de si mesmo. Escravo de si mesmo. Eu me recordo de um programa em que havia um psicólogo e era um programa sobre pessoas que apresentavam uma proposta de uma vida livre, uma vida afetiva livre.
Então, não tem casamento, não tem compromisso afetivo, todo mundo fica com todo mundo, era uma casa, morava cinco pessoas. E, aí, eles deram lá a justificativa e passaram para o psicólogo e ele, o senhor, já disse assim, é É um estilo de vida bem de criança. Aí, a repórter diz, mas de criança? É, porque a criança é que não contém o desejo. Uma das características da vida adulta é você conter o próprio desejo, senão você fica escravo dele. Se eu faço tudo o que eu quero, eu sou o maior escravo, porque eu não tenho autonomia.
Autonomia é você saber dizer não para o próprio desejo. Até a repórter arregalou o olho, mas, não é? Você acorda num frio, seis horas da manhã, qual que é o seu desejo? Virar e dormir. Mas, você tem um trabalho, as pessoas estão te esperando, você tem um compromisso, o que é que você faz? Diz não ao seu desejo. Porque, imagine, você fica, dorme, acorda a hora que quer e, aí, chega lá no serviço e o seu chefe fala, mas, escuta, por que você não vem? Nossa, eu não consigo dizer não ao meu desejo. Então, me dê o desejo de ficar dormindo e, você sabe, eu não posso dizer não para o meu desejo.
Então, o que o seu chefe vai pensar? É uma pessoa imatura. E, é. Isso é uma marca da imaturidade, da infantilidade. Não ter autonomia para dizer não para o próprio desejo, para o próprio conforto. Autonomia é isso. Por isso, no diálogo, quando Sócrates está preso, a mulher dele vai visitar e ela fala, mas, você está presa? Ele fala, não, eu não, eu sou livre. Quem está preso é quem me colocou aqui. Eu estou livre. É uma outra visão. Ele estava na cadeia, ia tomar a cicuta, mas, não se sentia preso. É muito interessante isso.
Então, aqui, Jesus fala assim, ora, o escravo não permanece sempre na casa, mas, o filho, aí, permanece para sempre. Se, pois, o filho vos libertar, sereis realmente livres. Sei que sois a descendência de Abraão, mas, procurais matar-me. Opa! O que você lembra? Você que está aí acompanhando os episódios do estudo do livro Gênesis. Jesus diz para os fariseus, eu sei que vocês são descendência de Abraão, mas, vocês estão procurando me matar. Então, quem é, na verdade, o inspirador de vocês? Qual foi o primeiro assassino?
Caim. Caim. Então, eles estão evocando a paternidade de Abraão, mas, estão se comportando como filhos de Caim. Olha que forte! Procurais matar-me, porque minha palavra não penetra em vós. Eu falo o que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que ouviste de vosso Pai. Então, aqui, Jesus começa a dar um trava-cérebro neles, porque Jesus diz assim meu Pai é Deus e eu reproduzo o que eu vejo do meu Pai. Então, eu, como sou filho, a minha conduta é de sabedoria e de amor, porque meu Pai é infinita sabedoria e infinito amor e eu imito meu Pai.
Vocês, não. Vocês imitam o Pai de vocês. Quem que é o Pai deles? Suspense! Vamos lá! Responderam, nosso Pai é Abraão. Nosso Pai é Abraão. Como assim? Diz-se-lhes Jesus, se fosseis filhos de Abraão, praticaríeis as obras de Abraão. Se vocês fossem filhos de Abraão, vocês estariam imitando Abraão, fazendo o que Abraão fez. Não é o que vocês estão fazendo. Vocês não estão fazendo o que Abraão fez. Pelo contrário, vocês estão fazendo tudo o contrário do que Abraão fez. Então, filhos de Abraão, vocês não são. Vocês são filhos de quem?
Suspense! Vós, porém, procurais matar-me. Então, o que eles estavam querendo? Perseguir Jesus para matar. Matar. Matar. Matar é coisa de Abraão? É isso que a Torá determina? A Torá determina matar? Perseguir? Vós, porém, procurais matar-me. A mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Então, eles se dizem filhos de Abraão, o primeiro monoteísta, o primeiro seguidor de Deus, mas não querem ouvir a verdade que está vindo de Deus. Isso, Abraão não fez. Olha o que Jesus está dizendo. Abraão não fez isso. Abraão não rejeitou a verdade de Deus.
Vós fazeis as obras de vosso Pai. Quem, gente? Quem que é o pai deles? Suspense! Olha como é que Jesus vai criando suspense, né? Vós fazeis a obra de vosso Pai. Quem que é o pai deles? Disseram-lhe, então, não nascemos da prostituição, temos só um Pai. Não nascemos da prostituição. Isto aqui é o que? Eles estão atacando Jesus pelo processo dele de nascimento da Maria. Partiu para a agressão pessoal. Temos só um Pai, Deus. Disse-lhe Jesus, se Deus fosse vosso Pai, vocês me amariam. Nossa mãe! Por quê? Porque Deus é amor.
Deus não é matar, Deus não é ódio, Deus não é perseguir. Se Deus fosse vosso Pai, vocês estariam amando, não estariam perseguindo. Gente, olha, isto aqui é uma lição. Aí, você se desespita, seguidor da pureza da codificação kardeciana, é, Então, respeita, ama, porque foi o que Kardec ensinou e foi o que ele fez. Você já viu Kardec agredindo alguém? Já viu Kardec perseguindo, denegrindo a imagem de alguém? Não. Isto aqui é forte. Se Deus fosse o Pai de vocês, vocês me amariam, porque sair de Deus e dele vem, não vem por mim mesmo, mas foi ele que me enviou.
Eita, né? Por que não reconheceis minha linguagem? É porque não podeis escutar a minha palavra. E, aqui, Jesus vai dizer, então, quem que é o Pai deles? Vós sois do diabo, vosso Pai, porque o diabo é o adversário, o adversário de Deus, vosso Pai. E, quereis realizar os desejos de vosso Pai. Este é o versículo 44, tá, gente? Do capítulo 8 de João. E, quereis realizar os desejos de vosso Pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade. Gente, quem foi o primeiro homicida?
Quem foi o homicida desde o princípio? Caim. Então, o que Jesus está dizendo? Vocês são filhos de Caim. Vocês estão perpetuando o homicídio. Se dizem filhos de Deus, se dizem seguidores de Deus, mas estão perpetuando o homicídio. Agora, dá uma paradinha aqui. Isto aqui é muito sério, muitíssimo sério. A questão voltou-se a repetir, né? Voltou-se a repetir. Então, nós vamos encontrar cristãos com uma cruz, uma cruz, cavalos, espadas nas cruzadas, matando em nome de Jesus. Cruzada. Agora, nós vamos encontrar a Inquisição, aqueles homens com as vestes, anéis, sentados nos tribunais da Igreja, queimando, matando e perseguindo pessoas.
Depois, nós vamos encontrar França, católicos, protestantes, guerreando em nome da defesa de Jesus e protestantes sendo assassinados e sendo jogados no rio na noite de um santo, São Bartolomeu. Então, que coisa macabra os cristãos comemorando o dia de um santo assassinando outros cristãos que não pensam como eles e trazendo para a gente espíritas, nós, às vezes, agindo, denegrindo, desonrando pessoas, difamando, perseguindo, agindo sem escrúpulos, nem sem caridade, sem escrúpulos, em nome da doutrina espírita. O que ouviremos, então, de Jesus?
O que nós ouviremos de Jesus, face a face? Ouviremos dele assim Vós sois do diabo. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade. Vós sois do diabo, vosso Pai, e quereis realizar os desejos de vosso Pai. Quais são os desejos de Caim? Inveja, inveja, ódio, perseguição, despeito, homicídio, é a linhagem. Agora, olha que coisa interessante, como é que você compreende este capítulo 8, aqui, do Evangelho de João, sem estudar o Gênesis? Não tem jeito, né? Impossível, porque o texto abre, né? O texto abre.
E, Jesus conclui sua fala assim Quem é de Deus ouve as palavras de Deus. Por isso, não ouvis, porque não sois de Deus. Vocês não estão ouvindo a lição do Evangelho? Porque a inspiração de vocês, o patriarca de vocês, é Caim. E, Caim ouve quem? A serpente, porque o projeto é da serpente. Caim concretizou um projeto. Então, nós temos, aqui, uma descendência. Pois bem, no próximo episódio, nós vamos estudar esta história de genealogia. Nós veremos que o livro Gênesis é dividido em genealogias. Na verdade, o livro Gênesis são dez partes, dez genealogias.
Nós veremos isto e isto tem um sentido profundo. Isto está ligado à genealogia de Jesus. Talvez você tenha ficado curioso quando pegou lá no Evangelho de Mateus, capítulo 1, e começa com a genealogia de Jesus. Talvez você não tenha entendido nada daquele tanto de nome sendo listado e você perguntou, meu Deus do céu, o que é isso? No próximo episódio. Até lá! Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
Respostas