#070 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do livro de Êxodo, partindo das raízes da escravidão no Egito e sua relação com as escolhas humanas. O estudo se baseia no capítulo 1, versículo 26 de Gênesis, que serve como ponto de partida para compreender as causas primárias e secundárias dos eventos que culminaram no Êxodo.

O que é estudado neste episódio

  • Gênesis 1:26 e as causas do Êxodo: Haroldo Dutra Dias retoma o estudo de Gênesis para explicar as motivações profundas da escravidão no Egito. A pergunta central é: “O que gerou a escravidão no Egito?”, buscando entender as origens da maldade e da degradação que se afastam da lei divina.
  • A permissão divina do mal: O estudo aborda a complexa questão de por que Deus permite o mal. Haroldo Dutra Dias explica que a permissão do mal faz parte da jornada evolutiva do princípio inteligente, que, dotado de livre-arbítrio, pode escolher caminhos de dor e perversidade. Essa permissão não significa conivência, mas sim a liberdade de escolha que, em estágios mais avançados da evolução, não existirá porque os seres não desejarão o mal.
  • A escolha do mal (crime doloso): É feita uma distinção entre o mal por ignorância (crime culposo) e o mal por escolha consciente (crime doloso). O foco do estudo é o mal doloso, onde a criatura, mesmo sabendo que a ação é errada e causará sofrimento, opta por ela. Este tipo de escolha é apontado como a origem da escravidão no Egito.
  • Coração e razão na escolha do mal: A discussão se aprofunda na ideia de que a escolha do mal não é apenas uma questão intelectual, mas principalmente do coração. Para os hebreus, o coração também “conhece”, e a falta de “conhecimento do bem” no coração (ou seja, a ausência do hábito e da experiência do bem) leva à escolha do mal, mesmo que a razão o reconheça.
  • A psicopatia como obra dos séculos: Em resposta a uma pergunta da audiência, Haroldo Dutra Dias, citando o Dr. Roberto Lúcio, aborda a psicopatia como um grave transtorno que é obra de muitas vidas, resultado de escolhas e desorganizações do sentimento ao longo dos séculos. É ressaltado que, para chegar a tal estado de insensibilidade, é necessária uma inteligência que “desce tanto”.
  • A misericórdia divina e a reconciliação com o bem: Apesar da liberdade de escolha do mal, o estudo enfatiza que a misericórdia divina é infinita e alcança todos os abismos. A “reconciliação com o bem” é um caminho inevitável, pois o mal nunca é necessário e a regra imutável de Deus é o bem.

Reflexões

  • A liberdade de escolha, mesmo para o mal, é um componente essencial da jornada evolutiva do Espírito, permitindo o aprendizado, ainda que por caminhos dolorosos e desnecessários.
  • A justiça divina é uma fusão indissociável de justiça e misericórdia, garantindo que, independentemente da profundidade do erro, a oportunidade de reparação e retorno ao bem sempre existirá.
  • A verdadeira causa do mal reside nas escolhas do coração, na falta de “conhecimento do bem” (hábito e experiência do bem), e não apenas na ignorância intelectual.

Ler transcrição do episódio

Bom dia, pessoal! Tudo bem? Bom dia, amigos! Live surpresa hoje, às 9 horas da manhã. Pois é, Leonoro, bom dia, Júlio. A Leonora está falhando um pouquinho, mas é porque ela está fora de casa, está em um hotel, e aí ela está com aquela internet que a gente já conhece, né, Júlio? Pois é, eu acho que o seu travou também a imagem, viu, Júlio? É mesmo? Você está ouvindo a Leonora? Estou ouvindo. Estou ouvindo perfeito vocês. Então sou eu, não é ela, não. Vou tentar solucionar. Ah, agora voltou. Voltou, está ótimo agora.

Então, a Leonora estava falando e eu perdi. Eu estava falando que sejam todos bem-vindos a essa live surpresa, quinta-feira, né, em vez de ser sexta, 9 horas da manhã. E de certa manhã a gente vai ter que avisar o pessoal para assistir ela, né, Júlio? Faz um reprise. Mas olha, tem muita gente acompanhando. Tem? Tem muita gente acompanhando. Sejam bem-vindos, amigos. Hoje no celular eu não consigo ver os comentários, hein. Tem aqui o João Caldas, a Adelina de Coutinho, a Sandra Moriri, nossa querida, Cláudia Drummond, a Jane Nogueira, Marta Pila, a Regina Evaldi, João Pedro Volpe, Ana Carolina Junqueira, a Tânia Antiqueira, Sandra Maria Borges, a Sueli Duarte, de Natal, Marisa Calvi, Regina Oliveira, Carolina Mardo, a Gleise, Elisabete Mustafa, Renata Leixo, Andréa Brasil, Monimar Jacó, a Tânia Pontes, Hugo Buane, o Fábio Tavares, do Tubarão Santa Catarina.

Que bacana, né? Por último, aqui, Tréia Domingues, Selby, para mim. Eu queria saber quem está assistindo hoje pela primeira vez, porque é esse horário. Exatamente. Porque tem gente que, por exemplo, está em outro país e que o horário… Às vezes não dá no outro horário, mas dá nesse. Ou quem trabalha, às vezes, às cinco horas ainda não conseguiu sair, mas ainda não começou às nove, começa um pouquinho mais tarde. Pois é. E quem está assistindo escondido no trabalho. Mas é isso, gente. Amanhã a Arudo vai estar fazendo uma viagem.

E como a gente aqueceu com aquele tema do último êxodo, não queríamos passar a batida dessa semana, não é, Arudo? Nessa semana nós fizemos um voo panorâmico ali, mas é difícil, o tema é difícil. O tema é difícil, mas a gente vai voltando, vai e volta, para que todo mundo possa compreender. Vamos fazer uma sinopsezinha do que a gente falou na semana passada e chegando onde a gente vai pegar agora, Arudo? Vamos, vamos. Então, vai lá. Bom, a gente comentou sobre o nosso texto de referência, é o capítulo 1 de Gênesis, versículo 26.

E por que a gente estava comentando Gênesis? Por conta que lançou o volume 2, não é, Arudo? Exato, exato. A gente estava falando um pouquinho das temáticas que estavam aqui e Arudo trouxe mais um capítulo do livro virtual para a gente pensar. Por isso… É, e na verdade, não é, Júlio? Embora a gente tenha voltado aí no Gênesis, no livro que acabou de ser lançado, essa volta explica Êxodo. Então, isso é que é importante. Não é simplesmente uma pausa no estudo de Êxodo para voltar e comentar Gênesis. Não. A gente fez uma volta agora como se fosse um aprofundamento.

Então, a gente vai entender agora o que motivou o Êxodo. O que motivou o Êxodo? A gente sabe que o motivo, vamos dizer, imediato foi a escravidão no Egito. A escravidão no Egito imediatamente motiva Êxodo, a libertação do povo, a peregrinação do deserto em direção à Terra Prometida. Mas o que gerou a escravidão no Egito? Essa é a pergunta. Por que existe Egito como local de escravidão, de violência, de degradação, de profunda maldade, de comportamentos, de atitudes que se afastam diametralmente da proposta da divindade, da proposta da lei divina, das leis divinas soberanas, sábias, delicadas, sublimes, divinas?

Por quê? Por que surge o Egito? Nós precisamos compreender isso. Veja, nós não estamos discutindo aqui a questão de por que Deus permite. Deus permite e nós sabemos por quê. Deus permite porque isso é um trecho da evolução. O caminho que conduz o princípio inteligente da sua condição simples e ignorante para a sua condição de Espírito puro é um caminho, é uma jornada em que o ser inteligente é dotado de livre arbítrio e ele pode escolher abismos, ele pode escolher pântanos, ele pode escolher o pior. Nós precisamos absorver isso porque nós temos um condicionamento mental de que Deus não pode permitir o mal.

Pode e permite. Deus pode permitir o mal e permite o mal. Eu estou falando o mal aqui assim, eu estou falando o mal do auge da perversidade. Eu estou falando do auge da perversidade, do auge da maldade, do extremo. Permite, sim, permite. Nossa, mas não é um caminho de dor? É. Mas, não é um caminho totalmente desnecessário? É. É. Mas, evolução é isso. Evolução é isso. Infinitos caminhos, alguns são tenebrosos e eu posso escolher, posso. Nós temos que entender isso. Porque, senão, nós vamos ficar com uma visão ingênua, eu chamo de visão poliana da vida.

Colocamos uma lente corzinha de rosa e achamos que Deus não permite, não pode, não. Vamos tirar isso e entender. Permite, pode é um trecho da evolução. Agora, evidentemente, a partir dos estágios da evolução, de mundos regenerados, mundos de tos, aí já não tem isso, aí já não tem isso. Mas, não tem por quê? Porque Deus proíbe? Não. Não tem porque o ser não quer. Eu vou repetir. Não tem porque os seres não querem. Então, nos mundos celestes, não existe o mal. Porque Deus proíbe? Não. Porque ninguém lá quer nem ver o mal.

Ninguém quer o mal. É, Haroldo, essa reflexão que você faz, que gera tanta interpretação, quanto ao mal, bem extenso do mal, até os comentários falam sobre o que é o mal, que tem que compreender o que a gente está chamando de mal. Muito importante entender o que é mal. E bem, porque você fala assim… Falando de mal, Júlio, nós estamos falando de mal, eu vou indicar um filme aqui, Emancipation, Emancipação, com o Will Smith, que mostra a escravidão no sul dos Estados Unidos. Vamos assistir o filme lá, que a gente vai entender o que é mal.

Aí a gente entende… É só pegar um filme sobre o holocausto judeu, aí a gente vai entender o que é mal. O problema é a gente não ficar com fantasia. Não, é aquilo ali. Vamos pegar ali os judeus sendo assassinados num campo de concentração. Isso é o mal. Aí estava meditando… Só para a gente não ficar muito… Não, sim, sim. Sabe? Doer na pílula. É, é. Porque eu tenho refletido que a questão do mal tem duas relações. É o mal a mim, e o que eu entendo que é mal para o outro. E talvez o que não se permita dentro da lei divina é o mal ao outro dentro daquilo que está fora da justiça divina.

Ou seja, porque todo mal que eu pratico com alguém, eu sou o primeiro afetado, inclusive, assim. E o principal afetado, e o principal responsabilizado, porque o que sofre o mal, teoricamente e injustamente, aquela passagem de Sócrates, que dizia que você está sendo condenado inocente, mas você queria que eu fosse culpado, é uma questão de que esse mal, na visão de quem pratica, e o mal na visão de quem está passando pela dificuldade, não é, Haroldo? Porque acho que é nosso posicionamento, não é? É. Aí, Ju, é importante, muito importante isso que você está trazendo, não é?

Mas aí, veja, aí já é um outro assunto. Aí nós já estamos falando das consequências do mal. O tema que nós estamos trazendo aqui é a escolha do mal. Não das consequências. As consequências nós sabemos. Nós já sabemos que toda semeadura traz uma colheita. O que nós estamos falando aqui é o tema que intriga. Por que Deus permite que o mal seja escolhido? Não estamos falando das consequências. A justiça divina é soberanamente justa. A justiça divina é soberanamente misericordiosa. A justiça divina é soberanamente sábia.

A justiça divina é infalível. Mas nós não estamos falando disso. Nós não estamos falando das consequências do mal. Nós estamos falando da escolha do mal. Teve um texto até que o Haroldo trouxe aqui que eu acho que representa bem aquele texto de André Luiz, Quando Eu Quero Bem, só para mim, só para a minha pessoa, só para o meu povo, para aqueles que pensam igual. Mas vamos lá. A pergunta é por que uma criatura em evolução pode escolher atormentar e causar profundas dores no outro, na sociedade, no planeta em que ela vive?

Esse é o mal. Esse é o mal. E aí a gente se assusta com isso. É isso que nós vamos estudar aqui. Vamos lá. Então, esse capítulo 1, versículo 26, é isso. Porque Deus permite que as suas criaturas escolham um caminho de truculência, de insensibilidade, de se tornarem um instrumento de dor na vida dos outros. A escolha. Não estamos falando das consequências. Nós estamos falando da semeadura. Deu para encontrar isso. Travou para você? Pausa dramática para a gente pensar no que eu estou fazendo. Não, aqui tocou bem. É só o seu que está travando.

Então, pronto. Eu vou ficar quietinho quando travar, para não atrapalhar. Você ouviu, Júlio? Não. Repete para mim, por favor. Eu acho que a sua internet está ruim hoje. Então, eu estava dizendo, Júlio, nós não estamos falando aqui das consequências do mal. Isso é uma coisa importante. Eu percebo que a gente tem uma dificuldade até de tocar nesse assunto, até de estudar esse assunto. Então, o que Deus permite é a escolha do mal. O mal aqui, gente, o mal é matar uma pessoa, torturar alguém, acabar com uma comunidade ou destruir.

Eu estou falando o mal que gera muita dor, muito sofrimento aos outros, sem muito devaneio filosófico. Porque Deus permite a escolha. A consequência nós sabemos. Então, nós temos uma visão interiorizada de que o mal é tão ruim, é ruim mesmo, sim. Mas, a gente acredita que ele não é permitido. E que é um absurdo ele ser permitido. Esta é a nossa visão. Agora, nós temos que entender, porque esse estudo aqui que a gente voltou, as causas do êxodo, as causas do êxodo, as causas do êxodo estão na escolha na escolha. Ficou claro isso?

Está ouvindo, Júlio? Estou. Você está indo em um caminho que eu já fiz desse questionamento. Às vezes, eu tinha uma dissatisfação com Deus, porque eu ficava com raiva porque ele permitiu que eu fosse por um caminho, e tinha aquela possibilidade. E eu fui naquele caminho. E eu me sinto, mesmo nos dias de hoje, eu luto muito com isso, de harmonizar, entender por que ele me permite. E, ao me permitir, não me ser vedado ao mal, eu sentir que me complico. E aí eu me complico, e vou me complicando, e vou me complicando, e depois existe um caminho de volta doloroso.

E eu cheguei ao ponto de… Aí começa a responsabilizar a Deus. Que a gente até está entrando um pouquinho no tema do nosso vir a ser aí, que é o perdão. Por quê? Porque nesse processo dessa meditação equivocada sobre o mal, a gente responsabiliza a Deus equivocadamente, responsabiliza a nós, às vezes, equivocadamente, e responsabiliza o próximo equivocadamente. Encontrando causas externas a essa escolha que nós fizemos, que, na minha opinião, Haroldo, tem que se aproximar da naturalidade da lei divina que permite.

E a compreensão disso. Assim, na minha reflexão, porque é bem difícil essa pergunta mesmo, por que me permitiu errar? Se isso seria, para mim, um caminho de muita dor. Exato. Exato. Essa é a pergunta. Essa é a pergunta. E essa é uma pergunta… Por que eu estou trazendo? Porque a gente evita essa pergunta. A gente evita essa… Então, a pergunta que está sendo feita aqui é essa. O capítulo 1, versículo 26, é a causa. Aliás, de resto, é importante, porque capítulos 1, 2 e 3 de Gênesis eu chamaria de capítulo das causas.

A causa primária criando todas as coisas e as causas do ser humano criando as circunstâncias e o destino. Olha só! Não é? Então, esses capítulos iniciais de Gênesis estão falando das causas que saem de nós, co-criadores. Não está falando só das causas do Criador. Está falando também de nós. Nós, geradores de causas. Nós também causamos. Causamos. Não é só Deus. Deus é a causa primária. Mas nós somos as causas secundárias. Os co-criadores. Nós também somos causas. Nós também somos causas. O Júlio deu uma saída aí, Leonardo?

Deu uma caída. Eu acho que ele caiu. Você quer tentar ver? Você está sem texto para ver perguntas, não é? Eu estou no celular. Não estou conseguindo ver hoje o pessoal comentando. Ah, mas esse assunto é muito profundo, né, Arondo? Porque a gente fica pensando nos livros que a gente lê. Das histórias das pessoas em várias vidas. E esses emaranhados de escolhas. E a gente percebe que, muitas vezes, não escolhe o mal, mas escolhe o bem só para si. E, equivocadamente, vai plantando toda essa colheita de reajustes. Eu vi esses dias um meme que dizia isso.

Que dizia que o que é bom agora é rápido. Então, comer um chocolate agora é rápido e é um prazer agora. Mas isso dá para uma prova, um vestibular, uma academia ao longo de um tempo. É uma coisa que é difícil, é demorada. Mas o resultado é a longo prazo. Eu fico pensando nisso. Quantas vezes que a gente escolhe o bem para agora. Para esse momento, para essa felicidade hoje. Exato. E os planos talvez são para muitas vidas. Para a eternidade. A gente está achando que isso é mal. E é o maior bem que está acontecendo em nossa vida.

Fiquei pensando nessas escolhas. Exatamente. Exatamente, Leandro. É isso mesmo. E aqui tem uma coisa interessante, Leonora. Que é a seguinte. Muitas vezes a gente fala assim. Ah, não, mas… É vida passada. A causa está na vida passada. Então, tá bom. Vamos lá na vida passada. Então, tá. Vamos lá. Vamos lá na sua vida passada. O que você escolheu? Ah, não. A causa da minha escolha naquela vida passada foi uma outra vida passada. Então, tá bom. Vamos lá nessa vida passada sua. Então, é importante isso. Por quê? Vida passada não é causa.

Vida passada é contexto de semeadura. Não é causa. A causa é você. O gerador das causas é você, co-criador. Causas secundárias. Deus é o criador e gerador das causas primárias. Mas todas as causas de Deus são o bem supremo. Deus só causa o bem supremo. Nós somos geradores de causas secundárias. Por isso que Deus é a causa primária. Nós somos as causas secundárias. Então, eu, você, todos nós somos geradores de causas. Quando eu pego a minha atual existência e as minhas existências anteriores, existências anteriores não são causa de nada.

Existências anteriores são contextos de semeadura. Quem semeou foi você. Agora, se você semeou nessa vida ou se você semeou numa vida passada, a causa é você. Então, a minha pergunta é por que você escolheu semear isso? Eu não estou perguntando em que contexto você semeou. Eu não estou perguntando quando eu estava lá em Roma. Não, não, não, não. Eu não estou te perguntando isso. Eu estou perguntando por que quando você estava em Roma, por que, por que você fez essa escolha? Por que essa pergunta é importante? Essa pergunta é importante porque você continua fazendo essa escolha.

Você continua. Eu continuo. Eu continuo fazendo as mesmas escolhas. Essa é a pergunta. Então, a causa está no pensamento. Segundo a concepção do bem feitor Emmanuel, no livro Pensamento e Vida. Pensamento são ideias e sentimentos. Então, a causa está nas suas ideias e nos seus sentimentos. Como você enxerga a criação? Como você enxerga você? Como você enxerga os outros? Como você sente a criação? Como você sente você? Como você sente os outros? É aí que está a causa do mal. Não é na existência anterior. A existência anterior é contexto.

A existência anterior é lugar. É o palco onde você tomou as decisões. A minha pergunta é por que você decide assim? Entendeu? Eu só consigo pensar… Entendi. E só consigo pensar na parábola a do cego, né? A de Jericó, que vai lá, encontra com Jesus e pede que eu veja. E acho que é isso que a gente tem que pedir, né? Que a gente veja as coisas. Isso. Isso. É isso aí. A gente enxergar. Então, Júlio, aproveitando que você voltou, a pergunta aqui é eu não estou perguntando em que encarnação, em que lugar você estava encarnado.

Isso é acessório. Tem muita gente que fica gastando uma energia com isso. Em que país eu estava encarnado? Se eu estava no corpo de homem, de mulher? Se eu estava em tal lugar? Não. Isso é acessório. A pergunta é por que escolheu isso? Eu vou dar exemplos aqui. Por que Tassiano, no livro Ave Cristo, escolheu soltar os cachorros para que os cachorros pudessem matar os cristãos? Matar. Matar. Matar. Porque, antes do Tassiano encarnar, ele já estava em regiões celebrosas do mundo espiritual, participando de hordas que perseguiam cristãos.

Por quê? Por que ele resistiu? Por que da escolha de Caim? Não é? E aí tem uma pergunta interessante aqui, do Amilson Salas, que está falando, o meio onde eu vivi, eu vivo não pode influenciar minha escolha? Com certeza influencia demais. Mas por que você cedeu a essa influência do mal e não à influência do bem? Porque em todo ambiente existem influências do mal e do bem. Se você entrar numa comunidade, agora, você pode se deixar influenciar pelo tráfico, pela violência, mas lá nessa comunidade existem pessoas honestas e honradas, também, direcionando boas influências a você.

Por que você escolheu as influências perversas e não as boas? Não existe um ser humano na Terra que esteja cercado apenas de influências negativas. Então, por que a gente escolhe as más influências? Sintonia. Sintonia? Sintonia. Mas aí eu estou só explicando por que existe essa sintonia, qual a causa dessa sintonia. O que tem dentro de mim que abre as portas para o inimigo entrar? Eu tenho uma fortaleza. Quem que abre as portas da fortaleza? O que abre as portas da fortaleza? Olha, é isso… Eu estou trazendo essas perguntas, gente.

Estou trazendo essas perguntas, primeiro, porque os sábios hebreus diziam que no estudo da Torá a gente tem que se apaixonar pelas perguntas, não pelas respostas. As perguntas duram muito mais do que as respostas. Tanto que você pode ter as respostas vão mudando. À medida que você vai crescendo, você vai responder de maneira diferente. A pergunta permanece. Então, veja, veja, no fundo, no fundo, eu estou fazendo perguntas aqui que eu não sei a resposta. Eu não sei como Deus administra o mal. Eu não sei como Deus permite que alguém escolha o mal.

Mas, quem vai ser a vítima? Por que a pessoa é a vítima? Como que isso vai ser? Eu não sei como é essa administração, porque, se eu soubesse, eu seria o próprio Deus. Se eu soubesse, significa que eu estaria dentro da mente de Deus. Menos, bem menos. Então, a minha preocupação é quando a gente espírita, quando nós, espíritas, acreditamos que sabemos todas as respostas, que nós estamos mergulhados na mente de Deus e que a gente entende tudo no universo. Bom, por outro lado, a gente também não pode adotar uma postura de que, ah, já que eu não sei tudo, eu não preciso saber nada.

Aí, saiu de um extremo para o outro. Então, o que nós podemos aprender agora? O que nós podemos aprender agora? Com a nossa razão, com a nossa sensibilidade, com o nível evolutivo. Aí, é o estudo de Êxodo. Então, nós estamos aqui, usando os nossos recursos, compartilhando para chegar a uma conclusão. O que nós podemos compreender agora? Agora, no nosso nível evolutivo. Vamos tentar construir uma compreensão. Ela não é completa, ela não é perfeita, mas ela é a possível, é a compreensão possível. É a compreensão que nos é possível no atual grau evolutivo em que nos encontramos.

Importante isso, não é? Importante isso. Eu estava pensando, Arudo, que você falou, as respostas, cada qual, tem, às vezes, em si, a própria resposta que lhe cabe e que lhe ajuda a refletir, desde que ele faça as perguntas, é correto que ele busque fazer as perguntas, porque a lei de Deus está gravada na consciência. Fato é que sem nós elaborarmos nossos questionamentos e nossas reflexões, como nós vamos buscar respostas sem perguntas? Isso. Não é? Quando se fala de um assunto, por que a gente fica divergindo? Porque, talvez, a verdade é a realidade do Arudo, não é a realidade da Eleonora, não é do Júlio, nem é a verdade do Arudo, não é a verdade da Eleonora, nem é a verdade do Júlio, porque não tem só uma verdade.

A Torá tem 70 faces, ficamos querendo enquadrar o outro na nossa maneira de viver e de olhar para Deus, e sendo que ele próprio se apresentou para os povos de uma maneira, com uma característica, e nenhum deles está apartado de Deus. Então, ter essa consciência de que nós não temos a resposta definitiva é muito importante, porque muitos males, porque quando a gente fala de mal, muitos males vêm de processos como estes, de um suposto bem posto ao outro, de um suposto bem posto ao outro semelhante. Esse é um ponto importante.

Mas diga aí. Tem uma historinha que é muito interessante, que numa cidade no interior da Europa havia uma sinagoga e lá não tinha rabino e tinha só um coen. O coen é um descendente da tribo de Levi e, pela tradição judaica, ele pode conduzir a leitura da Torá, o estudo da Torá e as cerimônias que ocorrem, os rituais que ocorrem dentro da sinagoga. Mas, o rabino, ele ia uma vez por mês e visitava lá para dar um auxílio àquela pessoa na condução da sinagoga. E, começou a acontecer uma coisa na sinagoga, quando ia ler a Torá, tinha duas tradições dentro da sinagoga.

Uma delas interpretava que, durante a leitura da Torá, tinha que ficar de pé e a outra tinha uma outra interpretação que, durante a leitura da Torá, tinha que ficar sentado. Então, na hora da leitura da Torá, uma parte ficava em pé e outra parte ficava sentada. Até aí, tudo bem. O problema é que eles começavam a discutir. Então, quem estava sentado, falavam assim, você não pode ficar em pé, isso é um absurdo. A leitura da Torá, não pode ficar em pé, tem que ficar sentado. E, os que estavam em pé, falavam assim, vocês estão errados, não pode ficar sentado, tem que ficar em pé.

E, aí, começou a atrapalhar a leitura da Torá. Aí, tudo rabino. Foi lá. E, o coen lá, o senhor que estava conduzindo o ritual, a leitura, o estudo da Torá, falou assim, estou com um problema sério aqui. O que foi? Está acontecendo isso. E, aí, contou esse caso de ficar em pé. E, falou, queria saber de você. O que é o correto? O correto é ficar em pé durante a leitura da Torá? O correto é ficar sentado durante a leitura da Torá? O que está acontecendo na minha sinagoga é o seguinte, uma parte fica em pé, outra parte fica sentada.

Isso é o correto. Esse é o correto. Esse é o correto. Não mexe, não. O correto é isso. Porque a Torá tem 70 fases. Então, uma piadinha só para poder ajudar a gente a compreender o tempo. Mas, vamos voltar lá. Vamos voltar lá nas causas. Nas causas. Então, a pergunta é por que escolhemos o mal? E, aqui, eu já vou tirar… Ah, mas eu não sabia que era mal. Não estou falando disso. Se você não sabia que era mal, se você não sabia que era ruim e escolheu, aí foi inexperiência, foi imprudência, negligência, imperícia. Até na legislação humana a gente separa.

Existe o crime culposo e o crime doloso. O culposo é por imperícia. Você não tinha habilidade e foi fazer. Negligência, você não foi cuidadoso, foi descuidado, estava distraído. Imprudência, negligência, foi imperícia. Essa é a culpa, é o crime culposo. A pena é bem menor, porque você não tinha intenção, você não queria aquele resultado. Mas você não foi precavido, você não foi. Então, esse é o erro, é o mal que decorre da ignorância, da falta de cuidado. É mal, é mal, mas é um mal menor. Eu não quero trabalhar esse mal, quero trabalhar outro, o crime doloso.

O crime doloso é assim, eu sei que é errado, eu sei que é um mal, eu sei qual é o resultado, eu sei que aquilo vai causar dor e sofrimento para outras pessoas, eu sei que na legislação não é permitido, eu sei as consequências, eu sei as consequências, mas, mesmo assim, eu escolho esse mal. Ai, que medo! Eu escuto. É disso que nós estamos falando. Veja, esse é o mal que dá origem ao Egito. Esse é o mal que dá origem à escravidão no Egito. E esse é o mal que dá origem ao êxodo, à libertação, porque a justiça divina, ela é infinitamente justa e infinitamente misericordiosa, misturada de uma maneira que eu não sei, eu não sei na justiça o que é justiça e o que é misericórdia, porque está sabe-dizido.

Porque é supremamente justa e supremamente misericordiosa e mistura tudo. Então, a justiça divina é assim, você pega farinha, leite, ovos, bate no liquidificador e vira uma massa. Aí, eu te entrego a massa e falo assim, tira os ovos da massa, não tem jeito mais. Então, a justiça divina, a misericórdia e a justiça estão tão misturadas que virou uma massa chamada justiça divina, não tem mais como eu separar o que é justiça e o que é misericórdia. Ou seja, Deus é tão misericordioso que Ele é justo e Ele é tão justo que Ele é misericordioso.

Então, esse mal esse mal gera a escravidão no Egito e gera o êxodo. Então, nós estamos lendo aqui no capítulo 1 versículo 26 a causa da escravidão no Egito a causa do Egito porque o Egito existe porque o Egito escraviza e porque o povo hebreu foi escravizado e porque existe o êxodo e a punição do povo egípcio. Deu aí? Nossa! É porque é interessante, né? Porque um mal tem uma causa que tem o sofrimento de um tem uma causa e a provocação de quem fez o mal tem uma causa e no início tem a causa primária e a causa primária é o amor.

Então, nesse devolteio aí em que Deus organiza a caminhada dos seus filhos a gente vai lembrando não sei se tem a ver, só vou citar porque lembrei, né? Aquele conceito lá da homeopatia, semelhante cura semelhante, né? Isso aí. Então, é isso aí. Você pode explorar um pouco esse conceito. Esse conceito é muito importante. Mas antes, Júlio, deixa eu só voltar porque tem uma pergunta aqui parece uma afirmação mas eu acho que é uma dúvida da Jane Nogueira ela está dizendo assim precisou olha a palavra precisou que Judas traísse Jesus para que a obra pudesse concretizar.

Jane? Não! Não! Esse pensamento está errado. O mal nunca é necessário. Nunca foi necessário Judas trair Jesus. Isso nunca foi necessário. Isso nunca foi necessário. Ah, então pegou Deus de surpresa? Então, vamos raciocinar juntos. Existe alguma coisa que acontece no universo que pega Deus de surpresa? O que você acha, Júlio? Não! Nossa! E o que podia acontecer? Não esperava isso do Haroldo. Esperava isso do Haroldo. Nossa! Que decepção! Acontece isso, Júlio, com Deus? O que você acha, Leonor? Fechado o áudio. Não, né?

Não tem jeito, né? É o dos espíritos, né? O omnipredente, o omnisciente. Sabe tudo. Pegou Jesus de surpresa? Pegou? Não! Jesus avisa a ele na ceia, na última ceia. Jesus avisa a ele. Fala, Judas, estou sabendo. Estou sabendo. Estou sabendo o que está no seu coração. Estou sabendo o que você está pensando. Estou sabendo o que você já está começando a fazer. E não impede. E não impede. Então, gente, o mal nunca é necessário. Onde está isso? Livro dos Espíritos. É necessário passar pela fieira do mal? Livro dos Espíritos responde.

Do mal, não. Da ignorância. Ok? Travou agora? Ficou um silêncio. Então, deixa eu dizer. Você aprende com o mal? Aprende. Especialmente, quando você está resgatando o mal, reparando o mal. Você aprende? Aprende. Mas, é um jeito desnecessário de aprender. Ok? Não há necessidade nenhuma. Mas, pode. Então, vou repetir. Essa ideia de que Judas nasceu com a missão de trair Jesus, a missão dele era essa. Que era necessário que ele traísse Jesus, senão, não tinha nada disso. Não tinha nada disso. Nada disso. O mal existe. Ele é permitido.

Ele é permitido. Mas, ele nunca é uma necessidade absoluta. E o Pedro está trazendo, o Pedro Luiz, também não. Pedro, você não precisa do mal para compreender o bem. Só precisa do mal para compreender o bem quem se tornou refratário ao bem. Só precisa do mal para compreender o bem quem se tornou cristalizado. Quem se fechou? Quem mergulhou na rebeldia? Quem mergulhou? Questão 132 do Livro Consolador. Mas, o homem, acreditando mais em si mesmo que na providência divina, transforma sua fragilidade em foco de ações contrárias à lei divina.

Você não precisa do mal para compreender o bem. Agora veio uma torção, não é? Até porque, até porque, o mal mesmo, o mal doloso, a pessoa que escolhe o mal, ela já sabe o que é mal e ela já sabe o que é o bem. Ela já sabe. A escolha do mal é feita quando você já conhece o bem. Assustou agora? Estou pensando como é que nós vamos voltar lá para aquele Egito. Isso aí. Não é? Bom, esse é o ponto. Então, vamos lá. Onde está a nossa dificuldade aqui? Gente, essa dificuldade permeou a filosofia grega, a filosofia romana, a filosofia dos mundos orientais.

A gente acha que uma pessoa escolhe o mal por uma questão intelectual. Coitado de quem escolheu o mal. Coitado. Não. A gente escolhe o mal por causa do coração. E aí tem uma coisa bonita nos Hebreus. Para os Hebreus, o cérebro conhece, mas o coração também conhece. Existe um conhecimento do coração e existe um conhecimento da razão. Existe uma sabedoria do coração e existe uma sabedoria da razão. Quando eu escolho o doloroso, não é por falta de conhecimento da razão. É por falta de conhecimento do coração. A gente tem ouvido a espiritualidade, que nós temos trabalhado a questão muito da intelectualidade.

Precisamos muito evangelizar nosso sentimento, porque muito do que a gente faz brota desse sentimento que está mal trabalhado. Isso. E, com isso, Júlio, eu exulto, eu me sinto bem com a escolha do mal, eu me alegro no coração com a escolha do mal, eu me vanglorio com a escolha do mal. Ok? Então, o que pode acontecer? Pode acontecer da minha razão. Meu coração deseja o mal. Como lembrou Eleonora, lá do ação e reação, o mal é o bem só para mim. O outro que se lasque, não é isso? Não importa o sofrimento do outro, não importa a dor do outro, importa os benefícios que eu extraio, mesmo com a dor do outro.

Gente, eu vou recomendar aqui o filme Emancipation, está na net? É o filme do Will Smith. O filme do Will Smith sobre a escravidão nos Estados Unidos no século XIX, século do Kardec, 1836, aquele período ali. Prepare, é um filme… Você tem que estar preparado, é um filme pesado. Qual é o nosso exercício ali? Entender quem está sendo escravizado, quem está sendo massacrado pela truculência, mas vamos fazer um exercício. Quem está escravizando? Quem está praticando a truculência? Quais os benefícios que essa pessoa obtém com isso?

É isso que significa meu coração não conhece o bem. O coração não conhece o bem. Conhecer não é de ler livro, porque o coração não lê livro. Quando eu digo que o coração não conhece, a Bíblia hebraica diz isso, o coração deles não conhece o bem. O que significa isso? O coração deles não tem o hábito do bem. O coração deles não se permitiu as experiências do bem. É isso. Pode acontecer duas coisas, meu coração não conhece o bem e a minha razão conhece o bem, a razão. Eu sei que aquilo é mal, eu sei que aquilo é errado, eu sei que aquilo é aviltante, eu sei que aquilo é absurdo, mas aí acontece aquilo que Paulo diz, minha razão aponta e sabe qual é o caminho do bem, mas meu coração não, então tem um conflito.

Existe uma situação pior, meu coração não conhece o bem, a minha razão conhece, mas a minha razão não quer o bem e ela começa a justificar meu coração. Aí, tanto a minha razão quanto o meu coração estão alinhados no mal. Esse é o ímpio, lá do salmo 1, esse é o ímpio, o perverso, ele zomba do bem, porque a razão e o coração deles estão alinhados no mal. Então, começamos aí. Está todo mundo caladinho, não é? Estamos tentando acompanhar. Está bom, está bom, nós estamos pensando. Até achei um texto do Pensamento e Vida, você viu?

Não apareceu, juro. Foi esse aqui. Isso. É bom a gente ler, porque tem pessoas que só nos escutam. Ah, sim. Vou tentar ler aqui. E amando-nos, permite o Senhor… Ah, eu estou no celular. Perlustrarmos… Eu vou ler, eu vou ler. Eu fico difícil, não é? E amando-nos, permite o Senhor, perlustremos sem prazo o caminho da ascensão para Ele. Perlustrar é fazer a jornada, é caminhar. Concedendo-nos, quando impensadamente nos consagramos ao mal, a própria eternidade para reconciliar-nos com o bem, que é a sua regra imutável.

Eu posso perlustrar o caminho do mal? Posso. Por quanto tempo? O tempo que eu quiser. Por quanto tempo Deus permite? Pela eternidade. Mas, eu dou conta de ficar a eternidade? Não. Porque eu vou saturar. E, no momento em que eu saturar, eu vou me reconciliar com o bem. Por que o verbo reconciliar? Porque eu perlustro o caminho do mal quando o meu coração briga com o bem. Quando o meu coração se torna adversário do bem. Mas, o bem é regra imutável. Percebam? Não existe concessão para o mal. Todo mal será reparado. Todo mal será arrancado pela raiz, pela justiça divina.

Porque a regra imutável de Deus é o bem. Perceberam? Isso é. É isso aí. E essa reconciliação, ela vai lembrando a aliança, ela vai lembrando esse êxodo, que é esse caminho de volta à casa do pai. Vai lembrando a parábola do filho pródigo que vai voltando para a casa do pai. E é esse caminho que a gente está tentando fazer. Só fico pensando isso. Estou tentando compreender isso aqui de uma forma mais profunda. Bom, agora, tem uma pergunta aqui. A gente nem entrou no versículo, não é? A gente tem que ir limpando o terreno.

É isso mesmo, não é? Então, vamos lá. Tem uma pergunta aqui da Tani Rosa. A Tani está perguntando o que dizer das patologias como a sociopata, a psicopatinha, que tem o bloqueio neural das emoções e sentimentos. Bom, não é bem assim, não. Está, Tani, o bloqueio, mas vamos entrar nesse detalhe técnico. Eu vou trazer para você uma experiência que obtive no hospital André Luiz, que é, inclusive, onde estou coletando os dados do meu doutorado. E quem me ensinou isso foi o Dr. Roberto Lúcio, médico psiquiátrico que atende há décadas, há décadas, mais de 30 anos.

André Luiz, Roberto Lúcio, devotadamente, trabalha lá no André Luiz. A primeira coisa que a gente precisa entender é que esses graves transtornos são obra dos séculos. Um Espírito não aporta na presente encarnação, nessa situação, do dia para a noite. A nossa mente e o nosso cérebro é como uma argila e o Espírito vai moldando ao longo dos séculos. Então, para eu chegar num caso extremo desse, tem muitas vidas gerando causas até chegar nessa situação extrema. Então, esse é o primeiro ponto. Para que a gente não perca, para a gente perder a ilusão de que, assim, o psicopata hoje, a pessoa que tem uma psicopatia grave, na encarnação passada, ela estava ótima e, nessa, ela nasceu com esse problema.

Não é assim. Não é assim. A psicopatia é obra dos séculos, como a sabedoria é obra dos séculos. Ok? Talvez dos milênios, né, Haroldo? Talvez de milênios. Talvez de milênios. Bom, então, eu vou contar um caso, Chico Xavier, não é meu, Chico Xavier. Chico Xavier estava na casa de uma família muito amiga minha, inclusive a minha amiga, que era a mãe dessa família, a matrona da família, desencarnou. Ficou só o marido, agora, e os filhos. Ele está viúdo. Mas, eu estava na casa dessa minha amiga e o Chico, quando ia para São Paulo, sempre ficava na casa deles.

O Chico conheceu eles, criança, criança, muito amigo deles. No dia, o Chico foi almoçar na casa dessa família. E essa família participava de um grupo espírita muito importante em São Paulo e eles estavam tratando de um caso lá muito grave de uma senhora com psicopatia. Um caso muito grave, muito grave. E eles faziam tratamento espiritual e ela internava. Gente, parecia que nada estava dando resultado. E eles ficaram com o coração doído, com o coração cortado. Oh, meu Deus! A gente está fazendo de tudo. O tratamento espiritual tem dois anos.

A gente dá passe, Chico, três vezes por semana. A gente… Meu Deus! Não está funcionando. O Chico falou, minha irmã, não diga isso. Deixa eu contar uma história. E o Chico… O Chico demorou meia hora para contar essa história e eu vou contar em 30 segundos. Ele falou assim, no Brasil da escravatura, uma família no interior de um estado possuía muitos escravos e O casal, o dono da fazenda, o homem e a mulher, a mulher era muito ciumenta. E um dia as escravas colocaram a mesa e quando uma escrava jovem, muito bonita, entrou para servir a mesa, o marido olhou para a escrava e disse assim, nossa, que seios bonitos.

Almoçaram. O tempo passou. No outro dia, passadas algumas semanas, eles foram almoçar e Aí serviu o alimento, serviu uma carne e ele está comendo e disse assim, nossa, que carne saborosa. E aí a mulher virou e disse assim, você gostou? É macia, não é? Ela falou assim, é macia, que carne boa. É o seio da escrava que você achou bonito? Então, disse que ele levantou da mesa e saiu correndo. E quando chegou, a escrava estava amarrada, o seio estava arrancado e ela faleceu ali no tronco. O Chico encerrou a história e disse assim, tenhamos muita paciência, minha irmã, porque essa senhora é a irmã que agora procura o auxílio e que é portadora dessa psicopatia.

E o que eu aprendi com Roberto Lúcio? Roberto Lúcio me disse assim, Haroldo, na minha experiência, não sou eu que estou dizendo, abre aspas, eu estou descrevendo o que o Roberto Lúcio disse, ok? Então, abre aspas, Roberto Lúcio me disse, Haroldo, nos meus 30 anos de psiquiatria e de experiência aqui do André Luiz, eu tenho aprendido uma coisa, você precisa ser muito inteligente para chegar na psicopatia. Os Espíritos mais simples, que não têm ainda uma evolução intelectual, que não têm uma sofisticação, não conseguem cair tanto, não conseguem cair tanto.

Ou seja, é um estado de tamanha desorganização do sentimento, é um estado de tamanha insensibilidade para com o outro, é um estado de Desorganização da mente que você precisa de muita inteligência para descer tanto. Um Espírito mais simples, aquele que não está, ele não consegue, ele se complica em algumas coisas, mas ele não consegue, ele não tem esse recurso para descer tanto. Então, talvez, fecha aspas, então é isso que o Roberto Lúcio me disse, talvez, a forma que os antigos encontraram para nos dizer isso, veja, foi a metáfora dos anjos caídos, metáfora, porque anjo não cai, está bom, gente?

Espírito puro não cai, porque o Espírito puro já refinou o coração, o coração dele exalta no bem, o coração dele regozija no bem, o coração dele ama o bem, por isso que ele não cai, então, Espírito puro, o anjo não cai, eu estou falando da metáfora, a metáfora de Lúcifer é a metáfora da inteligência brilhante, mas que possui o coração perverso, cenas dos próximos capítulos, por quê? Esses, esses, as mentes brilhantes, portadoras de um coração perverso, eles são os líderes da raça de víboras, capítulo 1, versículo 26 de Gênesis, mas nós já passamos 15 minutos do horário, semana que vem a gente volta aqui, mas antes eu não queria terminar, presta atenção, até a Lourdes, a Lourdes Marim colocou aí a letra da música, não nos esqueçamos, o amor é a cura para qualquer criatura, nenhum de nós é capaz de descer tanto que a misericórdia divina não seja capaz de nos alcançar e de nos soerguer, então vamos abandonar esse pensamento derrotista, esse pensamento desesperador de que a misericórdia divina não pode nos alcançar, porque nós descemos muito, porque a misericórdia divina desce todos os abismos, a misericórdia divina é capaz de descer mil vezes mais do que a gente, ninguém está apartado da misericórdia divina e Todos nós não importa o fundo do poço em que esteja todos, todos seremos restaurados, regenerados, purificados, essa certeza é absoluta.

A vitória do bem, né? Sempre. Muito bom. A gente vai ter que continuar semana que vem, né? Quando eu ouvi essa história, eu fiquei zonzo também. Eu também fiquei assim, mas, olha, muito bom, muito bom. Então, agradecer a todo mundo, né, Arudo? Eu não sei como é que está chegando o meu áudio aí. Agradecer a todos, esse horário da manhã foi super gostoso para nós também, uma manhã muito gostosa, de reflexões importantes. Quero já deixar para todos de sobreaviso, a gente pensa assim, a espiritualidade trabalha, né, Arudo?

Como é que esse tema esbarra no nosso tema do vir a ser, que é o perdão, né? E nós vamos saber o que vai acontecer, o vir a ser, que é um encontro que o ser realiza, e vai acontecer de 21 a 23 de abril, e em breve as inscrições vão estar abertas. E nós vamos passar três dias refletindo bastante sobre esses temas que envolvem uma necessidade urgente do ser humano, que é trabalhar o perdão, né, Arudo? Reconciliação, né? Quando falou ali, a reconciliação é isso aí. E vai ser muito bom, a gente vai estar esses dias aí, 21 a 23 de abril, então, em breve, deve abrir as inscrições.

Arudo vai estar lá com a gente, mais um bocado de gente bacana para a gente estudar junto esse tema, e quem sabe sair de lá com mais recurso diante desse mal, desse monstro que a gente construiu e cultiva, né? Assim, né, Júlio? Só para deixar todo mundo em paz, né? Gente, Deus é a inteligência suprema. Não existe nenhuma inteligência na criação capaz de criar um problema que Deus não resolva. Vamos entender isso? Você pode ser a máxima inteligência da Terra e falar, agora eu vou criar um problema para Deus que agora ele não resolve.

Bobagem! Ele é a inteligência suprema. Não tem problema que você crie que ele não resolva. Recalculando rota. Agora, a questão é o seguinte, quando você vai chorar no caminho? Desnecessariamente. Outra coisa, você pode se tornar vil, você pode se tornar perverso, você pode se tornar nojento, mas, não tem nada que você faça que abale o amor de Deus. Separe dele. Porque o amor de Deus é incondicional. Então, você pode se tornar um monstro, você pode se tornar uma besta apocalíptica, você pode se tornar uma aberração.

O amor de Deus por você é intocável. Então, só a gente que perde. Só a gente que perde com isso. Então, vamos parar com esse negócio de imaginar que a criatura é capaz de criar uma encruzilhada da qual Deus não sai. Que bobagem, gente! Que bobagem! Pega lá o livro Libertação. Pega lá. Gregório demorou 100 anos para construir aquela teia e, em uma semana, a Espirituidade Superior desfez tudo. Sem agredir ninguém. Olha que lindo! O chefe, o braço direito do Gregório, que ficava lá com a missão de desencarnar a moça, como é que o benfeitor desarticula aquilo?

Ajudando o filho dele. Quando eles vão lá e ajudam o filho dele, o braço direito do Gregório fala assim, ah, não aguento mais. Aí vocês tocaram meu coração. Mexeu com meu filho, mexeu comigo. Não quero mais praticar o mal. Chega! Não quero mais. Não precisou fazer mal nenhum. Maravilhoso, né? Vamos parar com isso. Agora, o que não pode é ficar ingênuo quando você está todo enrolado em sinho, acreditar que você está no mar de rosas. Aí, também, a ingenuidade. Aí, também, não dá. Então, gente, isso aqui é muito importante.

Eu vou terminar com uma oração que eu criei para este 2023. Porque, em 2023, a gente começou com uns esfregas bons, né? Eu fiquei, assim, meio encabulado com as coisas. Bom, vou criar uma oração aqui. Vou criar, não. Vou escrever, porque não fui eu que criei. Bem intuição. Vou fazer uma oração aqui todo dia. Especialmente, quando acontecem umas coisas assim que eu fico perplexo. Porque a justiça divina nos deixa perplexos. Se você não estiver perplexo, você não está. Você não está ainda compreendendo Deus. Se você estiver confortável demais, você está iludido.

Então, a oração minha é assim. Senhor, a tua justiça é infinitamente justa, infinitamente misericordiosa, soberanamente sábio e infalível. Meu coração exulta nessa aprovação e nessa expiação, porque a minha consciência ficará tranquila. Essa é a oração. Quando o negócio estiver feio para você, quando estiver desmoronando, dizer Senhor, a tua justiça divina é infinitamente justa, infinitamente misericordiosa, soberanamente sábio e infalível. Meu coração exulta nessa aprovação, meu coração exulta nessa expiação, porque a minha consciência ficará tranquila.

Amém! Que assim seja, gente. Boa semana, o Júlio aí caiu. Obrigada a todos que nos acompanharam hoje. Ó, voltando. Aí, o Júlio caiu. Vou ter que assistir o episódio para ver a pressa. Está de brincadeira. Senhor, a tua justiça divina é infinitamente justa, infinitamente misericordiosa, soberanamente sábio e infalível. O meu coração exulta nessa aprovação, o meu coração exulta nessa expiação, porque a minha consciência ficará tranquila. Ou se você quiser, porque a minha consciência ficará pura. Amém! Que assim seja.

Que assim seja, Haroldo. Obrigada, Haroldo. Obrigado, Júlio. Até a semana que vem. Vamos fazer a reprise desse programa amanhã à tarde. Vamos escolher um horário bom para a gente fazer a reprise, está bom? Às 17 horas, né? Beijo. Com Deus, gente.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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