Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do Livro de Isaías, especificamente os capítulos 58 a 66, à luz da Doutrina Espírita. O tema central é a Aliança e o Casamento, compreendidos como metáforas da relação entre Deus e o povo hebreu, e suas implicações para a vida espiritual.
O que é estudado neste episódio
- As três formas de profecia hebraica: Haroldo explica que a profecia não se limitava à pregação oral, mas incluía também a escrita e, de forma menos comum, porém poderosa, os atos simbólicos. Exemplos como a expulsão dos vendilhões do templo por Jesus são citados para ilustrar a profecia por atos simbólicos, destacando a importância do conhecimento da cultura judaica para a compreensão desses eventos.
- O profeta Oséias e a metáfora do casamento: O estudo explora como a vida pessoal do profeta Oséias, marcada pela infidelidade de sua esposa, tornou-se um ato simbólico para representar a relação de Deus com Israel. Deus é o marido fiel, e Israel é a esposa infiel, que se prostitui com outros deuses.
- Idolatria como infidelidade conjugal: A idolatria é abordada não apenas como a adoração a outros deuses, mas como a paixão e o apego excessivo a elementos que desviam o foco do amor a Deus. Riqueza, poder, prazer e até mesmo o intelectualismo são apresentados como “deuses” que podem levar à idolatria, ou seja, à infidelidade na aliança com o Criador.
- Monoteísmo afetivo: Haroldo enfatiza que o monoteísmo judaico é essencialmente afetivo, e não meramente intelectual. Não se trata apenas de acreditar em um único Deus, mas de amá-Lo sobre todas as coisas, de todo o coração, entendimento e alma. A adoração é um ato de amor que transforma o adorador naquilo que ele adora.
- Fidelidade e comunhão com Deus: O episódio diferencia fidelidade de comunhão. Jesus é apresentado como o modelo máximo de fidelidade e o único exemplo de comunhão plena com Deus na Terra, conforme a visão de Emmanuel. A oração do Pai Nosso é citada como a oração da comunhão.
Reflexões
- A idolatria não se restringe à adoração de imagens ou divindades pagãs, mas manifesta-se em qualquer apego excessivo que desvie o coração do amor a Deus, seja por bens materiais, poder, prazer, vaidade ou mesmo ideias.
- O verdadeiro monoteísmo é afetivo, implicando um amor incondicional a Deus que supera todos os outros amores, inclusive o amor a si mesmo e ao próximo, sem, contudo, anulá-los, mas os equilibrando.
- A jornada espiritual é um caminho de fidelidade e busca pela comunhão com Deus, um processo que culminará nas “bodas” da criatura com o Criador, representando a união definitiva e a plenitude do ser.
Ler transcrição do episódio
Bom dia, bom dia. Bom dia, Julio, bom dia, Leonora. Tudo bem, Haroldo? Tudo em paz, graças a Deus, tudo em paz. Nós agora estamos dando susto na turma, a gente tá avisando 30 minutos antes do estudo começar que vai ter estudo. Eu já lanço com o plantão do Jornal Nacional para eles e eles já ficam assim, meu Deus do céu. Mas a gente já combinou o roteiro, né? Então a gente vai ter estudo dia 5 e dia 12 vai ser o nosso último estudo do ano, né? Dia 12, não. 12 é sábado. Ah, as duas próximas sextas. Eu não sei. Exatamente.
11, né? Dia 4 e dia 11. Isso. Dia 4 e dia 11. Então é isso. Mas e aí, Haroldo? O que que nós temos para hoje? Isso, hoje nós vamos falar sobre a terceira parte, eu quero trabalhar um pouquinho desses capítulos do 58 ao 66 para a gente compreender um pouquinho essa um tema muito central na Bíblia como um todo, que é o tema da aliança e do casamento. Esse tema ele é fundamental, fundamental, porque o leitor desavisado ele tende a ler esses textos e ele pensa num matrimônio homem-mulher, né? E mesmo quando o Paulo fala do homem-mulher, homem-mulher e casamento, é também uma grande confusão que as pessoas acham que o Paulo tá falando de uma relação de casal.
E na verdade ele tá evocando toda uma temática que é muito densa no povo hebreu e eu diria que é única, é única, porque é uma maneira de conceber a relação com Deus muito peculiar, muito própria do povo judeu e os desdobramentos que eles dão a essa metáfora, a metáfora é clara, é uma metáfora, é óbvio, é uma metáfora, mas essa metáfora tem tem consequências profundas aí, a gente precisa examinar isso com mais calma. Eu acho que a gente podia fazer uma prece, a gente vai fazer uma leitura? Por favor. Eu vou, eu vou abrir aqui.
Vamos, vamos velar com Jesus e do livro Caminho Verdade e Vida, capítulo oitenta e oito, velar com Jesus e voltando para os seus discípulos, achou os adormecidos e disse a Pedro, então, nenhuma hora pudeste velar comigo? Mateus vinte e seis e quarenta. Jesus veio à terra acordar os homens para a vida maior. É interessante lembrar, todavia, que em sentindo a necessidade de alguém para acompanhá-lo no supremo testemunho não convidou seguidores tímidos ou beneficiados da véspera, e sim os discípulos conscientes das próprias obrigações.
Entretanto, esses mesmos dormiram, intensificando a solidão do divino enviado. É indispensável rememoremos o texto evangélico para considerar que o mestre continua em esforço incessante e prossegue convocando cooperadores devotados à colaboração necessária. Claro que não confia tarefas de importância fundamental a espíritos inexperientes ou ignorantes, mas é imperioso reconhecer o reduzido número daqueles que não adormecem no mundo, enquanto Jesus aguarda resultados da incumbência que lhes foi cometida. Ouvidando o mandato de que são portadores, inquietam-se pela execução dos próprios desejos, observarem em grande conta os dias rápidos que o corpo físico lhes oferece.
Esquecem-se de que a vida é a eternidade e que a existência terrestre não passa simbolicamente de uma hora. Em vista disso, ao despertarem na realidade espiritual, os obreiros distraídos soram sobre o látigo da consciência e anseiam pelo reencontro da paz do Salvador, mas ecoam-lhes ao ouvido as palavras endereçadas a Pedro. Então, nem por uma hora pudeste velar comigo? E, em verdade, se ainda não sabemos, podemos permanecer com o Cristo ao menos uma hora? Como pretendemos a divina união para a eternidade? Olha a união aí.
Uai, foi escolhida essa aí? Como é que é? Não fui eu. Leandro, você faz a prece por nós? Faça sim. Convidando todos os corações presentes aqui conosco que possamos, em união, subirmos ao monte, subirmos ao terraço de nossas consciências, buscando o despertar de cada um. Que possamos estar despertos, conscientes, nessa uma hora de caminhada com o mestre. Abençoa, Senhor, a cada lar aqui representado, em cada local do Brasil, que receba o consolo, a vibração de renovação, de harmonia e de paz. Agradecendo aos trabalhadores da primeira hora.
Que profetizaram esses dias. Muito obrigada, Senhor. Que assim seja. Uns bons dias rápidos aqui, Eleonora, para a Andréia Nascimento, que abraçá-la. O Felipe de Laranjeiras, nosso colega aqui do centro. Darcy, Rodolfo Melo, de São Paulo, nossa amiga. Rodolfo, saudade. Vanessa, Marcelo Tranjan, que soltou o papagaio louco lá, quando eu coloquei que ia ter estudo. O Marcelo sempre faz o fracionamento dos estudos. Às vezes o estudo fica muito longo e o Marcelo separa em pedacinhos e repassa por todos os grupos, para o pessoal acompanhar.
Sempre gratidão pelo Marcelo, o trabalho dele conosco. A Rosemary Arruda e a Marisa Arruda, são irmãs? São, né? São, são irmãs. Posso falar que são, sem errar, né? Sandra Morine, Edirne Barros. Olha o Leandro aí. Bom dia, Leandro. Olha, nós temos uma visita até do Papa hoje. Oi, Rafa. Bom tê-lo conosco. Aqui, nosso amigo André. Luiz Henrique, que está aí sendo com a gente. Eleonora, Eulina. Ah, Silvana, saudade, querida. Oi, Silvana. Silvana está aí. Ela está sempre conosco. Eliene, Clara Regina, Maria Lúcia, Ana Paula.
Cleo, Cleo está com a foto do filho. É, quem mais? Ana Cláudia, Rafael Papa. É, bastante gente, né? Pessoal, sintam-se abraçados, viu? Muito obrigado por estarem aqui com a gente. Heitor Barreiros, de Belém. Stanislaw Jr. Saul Aguiar. A Rose. Isso aí, pessoal animado. Sirlene. Oi, Sil. Isso aí, bacana, gente. Minha irmã também está aí. Cadê a Lu? Está lá embaixo. Pedro Orlando. Isso aí, gente. Vamos lá, a gente vai dando bom dia aos pouquinhos. Deixem seus comentários aí. Então, vamos de aliança hoje. É, rapaz. Super a ver com a leitura, né?
A gente não pode estar dormindo para essa aliança. Mas e aí, Haroldo? Vamos lá, né? Vamos. Então, é… Só fazer uma introdução. A profecia hebraica pode ser compreendida como um processo que acontece de três formas diferentes. Ou o profeta se desloca pregando, falando, e essa pregação são histórias, são módulos, são peças de lego que ele vai repetindo inúmeras vezes. Então, Jesus, por exemplo, utilizou dessa forma profética, o sermão da montanha, por exemplo, devia ser um padrão, um formato que Jesus repetiu umas 150 mil vezes.
Não é porque Mateus registrou uma vez e agrupou que Jesus falou aquilo ali só uma vez. Ele deve ter repetido cada frase daquela ali umas 200 vezes em lugares diferentes. Então, o profeta, ele tinha um conjunto de tradições orais, de imagens, de parábolas, de historietas, de frases, de máximas, e ele saía circulando pelo território de Israel, pelo território do povo hebreu. Ele circulava repetindo aquilo inúmeras vezes. Então, essa é uma forma de profecia. Era assim que o profeta era identificado. A respeitabilidade do profeta era porque, visivelmente, pelo conteúdo da sua pregação, percebia-se que ele estava inspirado, que ele falava algo que superava o comum do raciocínio e do sentimento da maioria das pessoas.
É como um orador que está num dia inspirado, faz uma palestra e você fala meu Deus, fulano hoje estava inspirado, porque você sente que a pessoa falou de uma maneira, que ela mobilizou conteúdos que estão muito além dela mesma, que transcendem o padrão moral e intelectual do próprio palestrante. Isso é bonito. A inspiração é bonita por isso. Por essa razão, não tem sentido quando alguém fala assim eu não posso fazer palestra porque eu sou imperfeito. Isso é um equívoco, porque a pessoa está acreditando que o palestrante só fala da experiência dele.
Ele não imagina que o palestrante é um instrumento, é um veículo em que forças superiores vão utilizá-los para transmitir uma mensagem. Então, esse é o profeta. Esse é o profeta na sua atuação regular, na sua atuação normal. Mas, a atuação do profeta não pode ser reduzida somente a essa atividade. Então, tem outras duas atividades do profeta, atividade profética. A segunda delas é escrever. Muitos profetas escreveram, registraram. Até que ponto essa escrita e esse registro eram um resumo e uma síntese do que ele falava, não vem ao caso a gente analisar aqui agora, porque isso varia de profeta para profeta.
Tem profeta que a escrita dele é, na verdade, um mero resumo de tudo aquilo que ele falou. E tem outros profetas que, ao escrever, agregaram elementos que não estavam presentes na fala dele. Ele deu uma aperfeiçoada, deu uma ampliada, uma revisada, uma melhorada. Existe uma forma de profecia que é menos usual, mas não menos poderosa, que era muito conhecida do povo hebreu e muito admirada pelo povo hebreu. E mais, era uma característica muito peculiar da religião judaica, que era a profecia por atos simbólicos. O que é a profecia por atos simbólicos?
O profeta circulava pelo território do povo hebreu mas ele não falava nada. Ele ficava em silêncio e ele praticava atos que eram, entre aspas, uma mímica. Uma mímica. Então, quem já brincou? Tem um joguinho que é gostoso, você coloca os amigos assim, aí a pessoa tem que fazer uma mímica e o outro tem que adivinhar o que é que a pessoa está pensando. É bom, é um jogo gostoso, é bem interessante, e a pessoa faz um gesto e você fica pensando, meu Deus do céu, o que é que ela está querendo dizer com isso? O que é que ela está querendo?
E tem as coisas mais inusitadas, porque, às vezes, a pessoa faz uma imagem em ação, exatamente em silêncio, imagem em ação. Pois bem, o gênero desse tipo de atos simbólicos é um jogo de imagem em ação. Então, por exemplo, vocês estão estudando atos dos apóstolos, vocês sabem daquele profeta que chega para Paulo, não é isso? Ele chega para Paulo, não fala nada, cai no chão, começa a se contorcer com uma pessoa que está amarrada. Lembram disso? Está lá em Atos. Ele se contorce, se contorce todo e, quando o Paulo vê aquilo, ele não se assusta, porque aquilo é comum da cultura judaica.
Hoje em dia, chegar uma pessoa no grupo espírita, cair no chão, começar a rolar, você vai falar, meu Deus do céu, acorde, leva logo para o hospital o espírito André Luiz, porque está tendo um surto, está em um transtorno psiquiátrico. Lá naquela cultura, não necessariamente, não necessariamente, por quê? Porque isso era algo comum dos profetas. A profecia por ato simbólico. Eu esqueci o nome do profeta lá do Agabo. Deu um branco aqui agora. Bom… O pessoal vai lembrar daqui a pouco. Ele deu um branquinho aqui. Por exemplo, uma profecia por ato simbólico.
Quando Jesus entra no templo, não fala nada, expulsa os vendilhões do templo. Ele faz um ato simbólico. Tem gente que acha que ele saiu chutando barraca, quebrando tudo, dando soco. Não teve nada disso. O texto diz que ele pegou um cordel, ele enrolou um cordel, deu umas batidinhas nos animais, deve ter derrubado ali uma mesazinha do camisa, ou seja, um ato simbólico. Uma profecia por ato simbólico. Por que Jesus não foi preso naquele momento? Por que ninguém… Por que os comerciantes dali não chegaram, algemaram ele, amarraram ele e levaram ele para os guardas do cemérico?
Porque o templo contava com milhares de soldados do templo, fora os soldados romanos, porque a torre Antônio estava do lado. Por que não fizeram isso com Jesus? Porque isso é uma tradição profética. Todos os profetas faziam isso. Então, quando Jesus fez isso, fez esse ato minúsculo, quando Jesus fez esse ato minúsculo, minúsculo, que foi talvez derrubar duas, três mesas de campista, dar uma batidinha ali nos animais. Quando ele fez isso, o pessoal falou, ele está profetizando. Isso é profecia. Então, todo mundo ficou assistindo.
Todo mundo que estava ali, teve uns que fizeram pipoca, já sentaram, pegaram o balde, que é o combo, vem a pipoca, mais dois refrigerantes, já falaram, olha, está profetizando, vamos ver, agaba, é isso mesmo, é o agaba. Obrigado, Luiz Henrique. É o agaba. Então, todo mundo já começou a pipoca, falou, que profecia é essa, né? E o legal é que o pessoal correlacionou, correlacionou, esse ato simbólico profético de Jesus com a profecia da purificação do templo. Não é isso? Que está lá em Zacarias, que está em Jeremias, que está em Ezequiel, o povo correlacionou na hora.
O difícil é pra uma pessoa que nasceu no Brasil e fala português, abre o evangelho e vai estudar isso. Aí, a pessoa lê essa passagem, ela acha que Jesus teve um surto. Teve um surto. Por quê? Porque não conhece cultura judaica. Não conhece o modus operandi dos profetas do povo hebreu. Não conhece os três modos de profetizar. Palavra, escrita e ato simbólico. Então, um pouquinho de estudo da cultura judaica evitaria uma série de confusões no movimento espírita, uma série de opiniões muito poerias, muito bobinhas, a respeito da passagem da purificação do templo.
Então, feita essa introdução, onde eu quero chegar com isso? Eu quero chegar em um profeta, o nome dele é Oséias, Oséias. E é importante a gente falar do profeta Oséias, né? Vou até pegar um dado aqui, ó. Quer falar um pouquinho, Eleonora, Júlio? Só enquanto eu pego uma coisinha aqui. Vai lá, Lê. Oi? Deixa Eleonora falar, ué. Eleonora, quer falar um pouquinho? Pois é, eu achei interessante essa questão do ato, da escrita e da fala, né? Porque, se a gente for ver hoje, a gente dá uma grande importância ao que as pessoas falam, ao que as pessoas escrevem, e não tanta importância ao que elas fazem, né?
E, na verdade, os pais, eles sempre, tem aqueles livros, né, que ensinam você a ser um bom pai, né? E eles dizem assim, os seus filhos aprendem por aquilo que você faz. E aí, quando você falou, eu lembrei disso. Eles escutam não o que você fala, mas o que você faz, né? E como a gente aprende com os atos das pessoas, né? É interessante você rememorar que isso é uma tradição dos judeus. E se a gente for pensar, é uma tradição nossa também, mas que não damos, assim, tanta importância, né? Mas os psicólogos estão aí dizendo, né, Haroldo, que é muito importante os atos, né?
Exatamente. É muito importante. É muito, mas muito, muito, muito, muito, muito, muito importante. Então, eu vou citar um profeta aqui, porque ele é um pouquinho mais, ele é um pouquinho anterior a Isaías, né? Ele é um pouquinho anterior ao Oseias. E o que que tem de interessante no Oseias? Porque o Oseias, ele vai, como é que fala? Ele vai intensificar o ato simbólico. Então, o livro de Oseias vai transformar numa metáfora a própria vida dele. A própria vida dele. Então, o que que aconteceu com o Oseias? O Oseias se casou, ele amava a esposa dele, ele teve filhos com essa esposa e a esposa traiu e abandonou o Oseias.
Ela traiu e abandonou o Oseias. E o Oseias ficou muito mal, muito mal. Então, a vida do Oseias se tornou um ato simbólico, uma profecia simbólica, um ato simbólico. E a partir dessa experiência, o Oseias vai falar da aliança de Deus com o povo hebreu. Então, Deus, o marido, e o povo hebreu, a esposa infiel, que traiu o marido, que abandonou o marido e se entregou à prostituição. Então, isso está muito forte muito forte, principalmente no capítulo 2 de Oseias, a partir do versículo 4, quando ele diz assim, Processai vossa mãe.
Ele está se dirigindo aos israelitas, ao povo hebreu. Processai vossa mãe. Processai. Porque ela não é minha esposa. É Deus falando, hein? É Deus falando. Porque ela não é minha esposa. E eu não sou seu esposo. Que ela afaste do seu rosto as suas prostituições. É o modo hebraico de dizer, né? Tirar da face. Mais ou menos, aqui na língua portuguesa, a gente fala assim, baixou a cabeça, né? Ele tem que falar assim, não, eu ando de cabeça erguida, quer dizer, você está olhando de frente. Quando você abaixa a cabeça, é o quê?
Que ela afaste do seu rosto as suas prostituições e de entre os seus seios, os seus adultérios. Então, o profeta Osés vai, inclusive, usar uma linguagem sexual forte dos órgãos genitais, de seio, do ato sexual em si, pra quê? Pra falar do quê? Da idolatria religiosa. Da idolatria religiosa. Então, nós precisamos compreender e isso já era uma tradição. Esse eu chamo de existem os grandes temas bíblicos, os grandes temas, as grandes chaves de leitura. O casamento da criatura com o Criador, do povo hebreu com o Criador é um dos grandes temas bíblicos.
Então, a festa de núpcias, as bodas, o casamento, a infidelidade conjugal, o adultério e prostituição, são temas que estão todos metaforicamente ligados no Verbo e Testamento. Metaforicamente ligados. Aí, a pessoa vai me perguntar Arouldo, mas eu não entendi essa relação de infidelidade, adultério e prostituição com idolatria. Eu não entendi. Bom, aqui tem uma característica da língua hebraica e da língua aramaica que é muito legal e que os profetas costumam fazer um trocadilho. Existe uma palavra que se chama Baal.
Baal é senhor e marido. Isso é importante. Então, a idolatria não é vista dessa forma intelectual como nós enxergamos aqui no século XX. Não é vista. Então, isso é que confunde. Então, para a gente poder entender, para a gente poder entender, eu gostaria de pedir para todos que estão ouvindo agora, eu não quero que você raciocine, eu quero que você sinta. Porque o monoteísmo judaico não é um monoteísmo intelectual. Ele é um monoteísmo afetivo de consequências intelectuais. Ele é um monoteísmo afetivo de consequências intelectuais.
O que é consequências? O que você raciocina, o que você depois vai pensar, vai escrever, vai dizer, mas isso é uma consequência do aspecto do sentimento. Então, vamos lá. Quais são os deuses, então? Porque nós estamos falando de idolatria. Então, tem o deus único e tem os outros deuses. Olha que curioso. Quais são os outros deuses? Eu vou dar algum nome deles aqui. Riqueza material, mamon, sexualidade desenfreada, poder, força física e violência, é um deus. Então, olha que interessante. A idolatria é quando você fica apaixonado por um desses deuses.
Você fica tão apaixonado que você se entrega, que você casa com esse deus. Então, por exemplo, tem algum problema com a riqueza? Nenhum. Nenhum. Mas, tem um problema de eu me apaixonar pela riqueza, de eu casar e começar a adorar a riqueza? Tem. Tem. Por quê? Porque a lei de adoração é uma lei. A lei de adoração é uma lei. E o que determina essa lei de adoração? Você se transforma naquilo que você adora. Você começa a refletir, vamos usar, vou dizer isso, sair da linguagem bíblica e vou usar a linguagem de Emmanuel no Pensamento e Vida.
Você reflete aquilo que a face do seu espelho foca. Então, se a face do meu espelho está 100% voltada para a força física, para a violência, eu vou refletir esse deus e eu vou me transformar numa pessoa violenta, cruel, maldosa. Por quê? Você se transforma naquilo que você adora. Se eu elejo o deus do prazer e tenho a deusa do prazer, eu começo o quê? Eu começo a refletir e eu viro uma pessoa que é só prazer, um hedonista. Então, uma pessoa que não quer esforço, não quer disciplina, não quer sacrifício, ela só quer prazer, prazer, prazer, prazer, prazer, prazer, prazer, prazer.
Então, como é que Jesus resumiu isso? Ele disse assim, onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração. Quer dizer, o seu coração está preso àquilo que você adora, porque tesouro é o que você dá valor. Então, se o que tem valor para você é só o prazer, seu coração está amarrado ao prazer. Se o que tem valor para você é a força e a violência, seu coração está amarrado à força e à violência. Então, o que significa isso? Na cultura hebraica, isso é idolatria. Idolatria. Por quê? Qual foi a ordem que Deus deu para Adão?
Ele criou Adão à sua imagem e semelhança. Então, Adão tinha que adorar a Deus, para quê? Para que ele se transforme em Deus, com letra minúscula. Vós sois deuses. Se você adora a Deus, você se torna divino. Essa é a lógica da lei de adoração. E isso é importante, por quê? A maioria de nós espíritas lê a primeira lei de adoração achando que aquilo ali é só religião. É só ir na casa espírita e falar não, eu acredito no Deus único. Não, eu não estou perguntando no que você acredita. Eu estou perguntando o que você adora.
Por quê? O monoteísmo é afetivo de consequências intelectuais. Ele não é intelectual de consequências afetivas. É por isso que Jesus pergunta para Pedro Pedro, tu me amas? Jesus não perguntou para ele assim Pedro, você acredita em mim? Pedro, você acredita na imortalidade da alma? Pedro, você acredita que eu sou o governador espiritual do planeta? Não, ele não perguntou isso. Não é? Então, a ideia aqui é você se transforma naquilo que você adora. Adorar. Adorar, gente, e aí tem uma coisa bonita aqui, vamos desenvolver.
Vamos desenvolver. Adorar um Deus significa oferecer sacrifícios a ele. Oferecer sacrifícios a ele. Então, vamos lá. A pessoa que adora o prazer Adora. Gente, quando eu falo adorar, é adorar, é adorar, é o volume no máximo, é a caixa de sons estourando. Vamos lá. Ok? Adorar é adorar. É Panela fervendo. Então, vamos lá. Se eu adoro o prazer, o que eu sacrifico? O que eu vou sacrificar para esse Deus? Saúde física. Tempo. Dedicação. Fidelidade. Porque aí eu vou trocar, eu troco tudo pelo prazer. Eu troco até a família.
Eu troco até a minha dignidade. E aqui vale para tudo. Vale. Adorar políticos. Adorar política. Adorar prazer. Adorar dinheiro. Tem gente que entra num processo de adoração política que a pessoa é capaz de matar por causa dessa adoração. Ele sacrifica vidas humanas por causa desse ideal político. Quem fez isso na época de Jesus? Os elotes. Os elotes. Por isso que Jesus falou, não é? Qual que é a lição de Jesus para isso? Embainha tua espada. Ok? Então, existem vários deuses. A Sandra está colocando futebol. Exatamente, Sandra, não é?
Se a pessoa fica obsessiva, ela não vai ao trabalho, ela para de trabalhar, ela só assiste futebol, toda a conversa dela é sobre futebol. Ela começa a sacrificar tudo. Sacrificar tudo ao Deus. Aquele Deus. Porque ela tem que oferecer oferendas e sacrifícios. Então, ou seja, é profundo isso. Então, agora vamos raciocinar aqui. Será que o mundo é monoteísta? Fala sério. Fala sério agora. Raciocina comigo. Tem aproximadamente oito bilhões de encarnados. Será que esses oito bilhões de encarnados adoram a Deus sobre todas as coisas?
E amarás o Senhor, teu Deus, sobre todas as coisas, de todo o teu coração, de todo o teu entendimento e de toda a tua alma. Será que a humanidade encarnada é monoteísta? Sério? Temos novos deuses, né, Haroldo? É idólatra. A humanidade encarnada é politeísta, porque ela adora outros deuses, ela sacrifica a esses deuses e ela oferece oferendas a esses deuses. Em todas as religiões. O pessoal está perguntando em Islã. Gente, não é só no Islã, não. É no Islã, é no Espiritismo, é no Catolicismo, é no Protestantismo. A pessoa fala que acredita em Deus, mas ela adora outra coisa.
Não é só no Islã. É na casa espírita. É dentro do movimento espírita. Por quê? Porque monoteísmo é afetivo, não é intelectual. Não é o que você fala que você acredita, é o que você adora. Então, eu vou fazer a pergunta aqui. Será que a primeira revelação cumpriu sua missão? Ainda não. Ainda não. Eleonora, quer complementar alguma coisinha? Nossa, muito, muito importante, né? Eu fiquei pensando em nós. Será que sempre somos monoteístas? Eleonora, eu posso dizer de quase nunca. E agora nós vamos entrar num outro desdobramento disso.
Eu acho que quase nunca. Eu acho interessante a gente ter alguma forma de a gente se situar. Porque a gente percebe que algumas dessas coisas que a gente está falando, a gente entra nelas até por uma invigilância, entra nelas por um tal do pecado, errar o alvo, não é, Aroldo? É. A gente entra pela adoração, Júlio. A gente entra pelo afeto. Porque adorar é amar. Adorar é amar. E o que que acontece com a gente? Às vezes a gente fica pensando, ah, então é o material espiritual. Gente, não é tão simples assim. Tem uma história bonita que é o Santo Antão.
São Antão, que é um padre do deserto. É o famoso Santo Antônio. Tem uma história bonita do Santo Antônio porque o Santo Antônio foi para o deserto, ele viveu no deserto. Ele é chamado dos padres ou dos pais, dos cristãos do deserto. Ele ficava o quê? Jejuando, meditando, orando, o dia inteiro. E tem uma historieta que é o seguinte, que todo dia o Santo Antônio estava lá orando, meditando, e chegava o diabo. Chegava o diabo e começava a mostrar o quê? Os vários deuses. O prazer, a riqueza, o poder, a violência. Porque, por exemplo, gente, por exemplo, o intelectualismo é um deus.
Tem gente que adora esse deus. A vaidade, o intelectualismo. E não é material. Não, eu não sou materialista. Mas, quando você vai ver, ela adora o intelecto. Ela é adoradora de teoria, adoradora de ideias, adoradora de… E ela sacrifica, às vezes, as amizades, as relações, para adorar ideias. Entre um ser humano e uma ideia, ela prefere sacrificar o ser humano e ficar com a ideia. Coisa que Jesus jamais faria. Então, não se trata de ser espiritual, de ser material. É muito mais sofisticado e profundo do que isso. Nós temos que sair desse discurso superficial e temos que aprofundar.
Por exemplo, tem um deus, é legal. Vou falar um deus aqui, Júlio. Pólemos. O deus da polêmica. Tem gente que adora polêmica. Você vê que o olhinho dela brilha. Onde tem uma polêmica, ela fica excitada. Se precisar brigar com a mãe, com o pai, com todo mundo, se precisar agredir fisicamente, se precisar ir para a internet e contrariar todos os seus princípios espíritas, ela vai adorar o deus da polêmica. É um deus. É idolatria. Porque ela está apaixonada pela polêmica. É afetivo. Ela casou com a polêmica. O baal dela é a polêmica.
O senhor da vida dela é a polêmica. A polêmica está em primeiro lugar na vida dela. Deus está em quinto. O próximo está em décimo. Percebe? Então, por exemplo, no momento da crucificação, que Jesus vai conversar com Pilate, vai conversar com Herodes, e que ele percebe que aquilo tudo era uma encenação cínica, ele fica em silêncio. Por quê? Adiantava manifestar a opinião ali? Então, as falas de Jesus são cirúrgicas. Ah, você que é o rei do judeu, tu o dizes. Olha isso. São cirúrgicas. Percebe? Agora, por que Jesus faz isso?
Porque ele adora a Deus sobre todas as coisas. Ele ama a Deus sobre todas as coisas. Agora, vamos só desdobrar um pouquinho aqui. Todo mundo compreendeu isso, os vários deuses? Porque tem gente que acha que outros deuses é só dinheiro. Gente, vamos parar com isso. Ah, não, a pessoa materialista acha que Deus é só materialismo. Não, tem outros deuses. E também no campo religioso, né, Haroldo? Às vezes, achando que outros deuses são apenas também outras entidades. Outras formas. E às vezes se esquece disso, de que o apego ao dinheiro, o apego aos bens materiais, o apego a determinada situação de conforto.
E as outras que a gente fala. Essas são mais sutis, né? A gente tem um apego danado à nossa vaidade, um apego danado a coisas que estão aí com a gente durante muito tempo. Então, é legal essa abertura para nós analisarmos que não é só coisa tão material, não é demonizar o material, né, Haroldo? É bonito, Júlio. Tem uma maneira bonita de a gente ver isso, que é o seguinte. Os deuses, no plural, são representações simbólicas de forças da alma humana. Então, por exemplo, a capacidade de raciocinar, de se comunicar, de manifestar a sua opinião, é uma força da alma humana, não tem problema nenhum você desenvolver essa força.
Você não pode se apaixonar por ela. A capacidade de trabalhar, de prosperar, de gerar riqueza, de gerar progresso, é uma força da alma humana. Você não pode se apaixonar por ela. A capacidade de ter prazer, de ter alegria, de gozar, é uma força da alma humana. Você não pode se apaixonar por ela. Por quê? Porque aí você está trocando o divino pelo humano. Esse é o nó da idolatria. Esse é o nó. Deus tem que estar acima, né? Isso. Deus tem que estar acima de todas as coisas. Qual que é o primeiro mandamento? O primeiro mandamento não é Amarás somente a Deus e mais nada nessa vida.
O primeiro mandamento não é esse. O primeiro mandamento é Amarás o Senhor o Amor o Marido Deus Aí tem umas obrigações aqui. Amarás o teu marido, Deus, sobre todas as coisas. Não significa que você não vai amar as que estão embaixo. Mas o amor a ele tem que ser superior. Essa é a chave do equilíbrio. Esse é o equilíbrio. Eu amo as outras coisas até um limite. Qual que é o limite? O limite da minha relação com Deus. Está muito complicado? Não. Facinho. Não sei por que a gente não fez isso até hoje. Facíl. Não estou entendendo por que eu estou aqui encarnado.
Isso é fácil. Difícil demais, Haroldo. Eu estava vendo aqui os comentários do pessoal e como todo mundo que está comentando e nós que estamos aqui ouvindo, a gente consegue identificar os vários Deuses. Aí a gente fica perguntando como é amar a Deus sobre todas as coisas. Quando que eu me reconheço? Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Acho que vai nesse exercício. Então olha que bonito. Olha que bonito isso. O próximo, o amor ao próximo, tem que estar em equilíbrio, mesma quantidade, mesma qualidade, mesma intensidade, ao amor a você.
Então não é nem mais nem menos. Eu não posso amar mais o próximo do que a mim. Nem mais a mim do que ao próximo. Tem que estar no equilíbrio. Mas o amor a Deus tem que ser superior. O amor a Deus tem que ser… Agora é difícil isso, hein? Agora eu vou começar a complicar, gente. Aí semana que vem eu acabo de complicar. O amor a Deus tem que estar superior, tem que ser superior ao amor ao outro e ao amor a você mesmo. O amor a Deus tem que ser superior ao amor que você tem ao seu filho, à sua filha. À sua mãe ou ao seu pai.
O amor a Deus tem que ser superior ao amor que você tem a você mesmo. Agora explica isso para o Quinto Vá, lá no Ave Cristo, que amava o Tassiano mais do que a ele mesmo. E aí ele precisa tomar uma correção lá. Vocês lembram? Não vou dar spoiler pro filme. Quando ele vem, ajuda, aí ele desencarna, aí vem o benfeitor e fala Que isso, Vá? Que isso? Esse amor ao teu filho virou idolatria. Então, entenda, idolatria não significa apenas vício. Então o benfeitor chama o Vá e fala Que isso, Vá? Tassiano é filho de Deus. E aí ele se recompõe…
Tá bom, tá bom. Não, perdão, desculpa. Dá uma centrada. Mas eu posso voltar mais uma vezinha? Eu te dei cem anos, você não esgotou os cem ainda. Falta um pouquinho, mas agora é pouco, falta pouco tempo. Afinal, eu queria voltar. Eu queria só dar uma ajudinha. E aí ele vem o quê? Agora ele vem em condições mais escassas para ele não ter a chance de desenvolver a idolatria. Bom, para casa para semana que vem. Para casa. Se o monoteísmo é afetivo de consequências intelectuais, quem está anotando aí, por favor, anota. Se o monoteísmo é afetivo de consequências intelectuais, se o monoteísmo é um casamento com Deus, então existem duas palavras mágicas nesse casamento.
Fidelidade e comunhão. Então, para casa para semana que vem, é a mensagem de Emmanuel comungar com Deus. Está no quarto volume do livro Evangelho por Emmanuel, página 102. Comungar com Deus. Nós já lemos essa mensagem aqui, um dia o Júlio abriu, leu essa mensagem antes da prece. Nessa mensagem, o Emmanuel vai explicar a diferença entre fidelidade e comunhão. E vai dizer por que Jesus é o modelo de fidelidade e por que Jesus é o único, o único, único, só tem um, Highlander, só um, o único modelo de comunhão que já encarnou na Terra.
Eu vou repetir. Em comunhão com Deus, só tem um Espírito que encarnou na Terra até hoje. Até hoje, 27 de novembro, 10h31. Jesus Cristo. Por quê? Porque André Luiz ia lá dizer, no primeiro capítulo, primeira parte do livro Evolução em Dois Mundos, que os Cristos estão, em relação a Deus, em um processo de comunhão indescritível. Então, nessa mensagem, que é o Paracasa, Emmanuel vai dizer assim. Milhões de Espíritos iluminados e fiéis a Deus já encarnaram na Terra. Uns mais, outros menos. Mais iluminados, mais fiéis, né?
Em comunhão com Deus, a Terra só viu um. Por isto, ele é o modelo e guia. Por isto, ele é o modelo e guia. Então, Jesus é modelo de quê? Ele é modelo de fidelidade, mas de fidelidade tem vários outros. Por exemplo, tem Jó. Lá no Velho Testamento, Jó é um modelo de fidelidade a Deus. José, do Egito, tem vários modelos de fidelidade. Mas, Jesus, além de ser um modelo de fidelidade máxima, supra-humana, quando Jesus dá a lição supra-humana de fidelidade, Senhor, se possível, afasta de mim esse cálice, mas que não seja feita a minha vontade, mas a Tua.
Isso é o multitabor da fidelidade. É o maior testemunho de fidelidade. Qual é o multitabor da comunhão? Quando Jesus dá o máximo exemplo de comunhão a Deus, quando o último suspiro na cruz, ele diz assim, Eis que tudo está consumado. Pai, em Tuas mãos, entrego o meu espírito. Eis que tudo está consumado. Ou seja, Pai, missão cumprida. Missão dada, missão cumprida. Ou, quando ele diz pra Filipe, Senhor, mostra-nos Deus. Filipe, estás comigo há tanto tempo e me dizes, mostra-me Deus? Não sabeis que eu e o Pai somos um?
Que mais você está querendo ver, criatura? Que mais você está querendo ver? Quem está falando com você aqui é Deus. Eu sou médium dele. É psicofonia, Filipe. Então, para terminar, Júlio, só para terminar de uma maneira alegre, que eu não quero ver ninguém passando o final de semana assim, com a cabecinha baixa, tem um senhor do interior de São Paulo, ele estava com a dúvida do livro dos Espíritos. Quem me contou isso é uma grande amiga do Chico, o Orlando, o médium Orlando. E esse senhor era amigo do Orlando. Ele falou, olha, eu estou com a dúvida no livro dos Espíritos, mas eu vou lá em Uberaba, mas eu não quero a resposta do Chico.
Eu quero que Emmanuel responda. Eu amo, gente, eu amo o Chico, mas eu quero Emmanuel. Está certo. Eu entendi, eu me identifiquei com esse senhor. Ele queria ouvir o Emmanuel. Se ele quer ouvir Emmanuel, prepare. Ele queria ouvir o Emmanuel. Ele tinha um amor pelo Chico, um respeito, não é diminuindo o Chico, mas ele queria ouvir o Emmanuel. Aí ele chegou lá e falou, Chico, você sabe que eu gosto tanto de você, Chico, eu te respeito tanto, eu tenho um amor tão grande, mas eu estou com a dúvida aqui no livro dos Espíritos, mas eu queria ouvir o Emmanuel, Chico.
E aí o Chico começa a conversar. Ô, meu querido, essa questão aí. E começa a falar, normal. E fala, fala, fala, fala, falou por cinco minutos. E ele está assim, com a cara fechada. Emburrado. Olha que o Chico acabou. Ele falou assim, pô, Chico, muito bonito o que você falou, eu gosto muito de você, mas eu queria ouvir o Emmanuel. Aí o Chico pôs a mão no ombro dele, olhou para ele e falou assim, meu filho, e você acha que você está falando com quem? O Emmanuel estava numa psicofonia. E o cara não prestou atenção. Nem ouviu, nem ouviu.
Não prestou atenção na resposta. Era tão natural a mediunidade do Chico. O Emmanuel estava em psicofonia. E ele não percebeu que era o Emmanuel que estava conversando com ele. Só na hora que o Emmanuel pôs a mão no ombro, falou assim, meu filho, e você acha que você está falando com quem? Então foi isso que Jesus fez com Felipe. Meu filho, você acha que você está falando com quem? Sou eu, Deus? Eu estou na psicofonia, falando pela boca do meu filho amado. Isso é comunhão. Mas isso é o para-casa. Semana que vem, comungar com Deus.
E isso é monoteísmo. Então, o monoteísmo, ele só se completa o dia que a gente chegar nas bodas. Na festa das núpcias. Com a veste nupcial. E fizermos a comunhão com Deus. Então, relaxa, respira, que nós temos mais alguns milhões de anos de evolução pela frente. Relaxa. Aroto. É isso, João. Exaltei. Estou lembrando que… Estou falando igual um pastor aqui, mas com muita honra. É isso mesmo. Está inspirado. Você abriu falando… No Boa Nova, nós temos um capítulo dedicado à fidelidade a Deus e um capítulo dedicado à comunhão com Deus.
Exatamente. E é importante ler os dois na sequência para a gente entender a sutileza. Primeiro, fidelidade. Depois, comunhão. Depois, comunhão. É isso mesmo. É interessante como é que Humberto de Campos constrói. Quando a gente vai dar um pouco, você vai… Não é uma coisa que a gente… Ah, já sabe, não. Você vai… Dessas falas, você vai entendendo. Olha, primeiro ele tratou lá de fidelidade a Deus, aí ele veio tratando um monte de tema, tema, tema, tema, comunhão com Deus. Por quê? Porque a fidelidade vai subindo o degrau.
Então, depois daquele capítulo de fidelidade, você vai tendo vários degraus para chegar na comunhão. É interessante, né? Depois do fidelidade a Deus, ele vai ter o irmão, a luta contra o mal, bom ânimo, velhos e moços, perdão, sermão do monte, amor e renúncia, pecado e punição, lição de Nicodemo, Joana de Cusa, testemunho a Tomé, Jesus na Samaria. Olha que interessante, antes de comunhão a Deus, com Deus, qual que é o capítulo, Arô? Jesus na Samaria. Não. A oração dominical. A oração dominical, isso, isso. Sobe no monte, né?
Sobe no monte. Anterior à comunhão com Deus, ele ensina a orar. Não é? Mas por quê? Porque a oração do Pai Nosso, Júlio, é a oração da comunhão. Pai Nosso, que estás nos céus, que o teu nome seja santificado, que venha teu reino e que seja feita tua vontade na terra como nos planos maiores da vida. É bonito. Deixa aí para casa, para o povo, porque, né, hoje já teve bastantes substâncias, né, Arô? Nossa, Júlio. Bom demais. Obrigado, viu, Arô? Foi ótimo, assim, meio no susto para o pessoal aí. Eu queria que todo mundo ligasse.
Por isso que eu não comecei falando da mensagem de fidelidade comunhão, eu queria começar pelo Oséias. Por quê, gente? Nós temos um livro do Velho Testamento só sobre o casamento com Deus. O livro se chama Cântico dos Cânticos. E é o livro mais inusitado, porque é o noivo elogiando a noiva, inclusive elogiando o corpo dela, as partes sexuais, e a noiva elogiando o noivo. Mas esse livro era chocante. Porque a pessoa fala, gente, pornografia no Velho Testamento? Não! O livro é simbólico por quê? Porque ele fala da suprema intimidade com Deus, que é a comunhão.
Então, tudo ali é simbólico. E ao mesmo tempo, né, Haroldo, ele coloca o patamar da relação homem-mulher num patamar superior. Num outro patamar. Num outro patamar. Então, quem está em comunhão com Deus, quando entra numa relação afetiva com o outro, seja hétero ou homoafetiva, não importa, porque quem se relaciona são espíritos, não são corpos, quem está numa relação afetiva com o outro e já compreendeu a mensagem do Cristo, sua relação é outra coisa. É outra coisa. É outra coisa. É o amor-alimento das almas. Aliás, o que eu ia falar, eu esqueci também, para a casa.
Capítulo 18 do livro Nosso Lar. Amor-alimento das almas. Porque a dona Laura vai dizer isso. Que o alimento do Espírito é o amor de Deus. O amor de Deus é o pão. É o alimento das almas. Mais um motivo para lembrar das bodas, da veste nupcial e da união definitiva da criatura com o Criador. Oriente, é isso. Boa sexta-feira. Para nós todos, Haroldo. Fique com Deus, viu? Tchau, gente. Gente, obrigada. Até semana que vem.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

Respostas