#020 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no livro de Êxodo, focando na segunda parte do estudo, que aborda a fidelidade. O estudo é dividido em três partes: liberdade (capítulos 1 a 18), fidelidade (capítulos 19 a 24) e comunhão (capítulos 25 a 40). O foco deste episódio é o mandamento “Não matarás”, presente em Deuteronômio, capítulo 5, versículo 17.

O que é estudado neste episódio

  • O mandamento “Não matarás”: É analisado o significado do verbo hebraico utilizado, que se refere especificamente a “não assassinar”, ou seja, não tirar a vida do semelhante. Haroldo Dutra Dias ressalta que este é um código moral de conduta, inicialmente restrito aos seres humanos.
  • A história de Caim e Abel (Gênesis, capítulo 4, versículos 4-17): A narrativa é apresentada como um arquétipo do assassinato e suas consequências. É discutida a irritação de Caim, a pergunta de Deus sobre sua raiva e a capacidade de dominar o “animal acuado” que o espreita. A expiação de Caim, tornando-se um fugitivo errante, e o sinal divino para protegê-lo são pontos de reflexão.
  • Caim como arquétipo do espírito em conflito com a lei: Haroldo Dutra Dias explora a figura de Caim como símbolo do “Satanás” ou “Diabolos” no sentido hebraico e grego, respectivamente, representando o espírito que se opõe à lei divina. Ele relaciona essa ideia com a fala de Jesus em João, onde Ele se refere aos fariseus como filhos do diabo, “homicida desde o princípio”.
  • A evolução da lei e a resposta ao mal: É traçado um paralelo entre o código de Hamurabi (“olho por olho, dente por dente”), os Dez Mandamentos (“não matarás”) e os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha. Jesus amplia o mandamento, condenando não apenas o ato de matar, mas também a raiva, o menosprezo e a exclusão do irmão (Mateus, capítulo 5, versículos 21-22).
  • A “outra face” e a não-violência: A passagem de Jesus sobre oferecer a outra face é interpretada não como uma submissão ingênua, mas como a construção de uma estratégia de pacificação e justiça, em contraste com a escalada da violência que o mal gera.
  • O “eu inferior” e a “fera” interior: A “fera” que Deus pergunta a Caim se ele pode dominar é associada ao “eu inferior”, que representa os instintos e experiências primitivas que o ser humano precisa controlar.
  • A importância da vigilância e da bondade prudente: A necessidade de vigilância constante sobre as próprias reações e a prática de uma bondade ativa, inteligente e estratégica, conforme ensinado por Jesus (“prudentes como as serpentes e puros como as pombas”), são enfatizadas.
  • A progressão do mal e a lei de causa e efeito: A discussão sobre como o mal se multiplica em “múltiplos de sete” se a resposta for violência, e como a lei divina, em sua sabedoria, trata o mal, é introduzida como tema para futuros estudos.

Reflexões

  • O mandamento “Não matarás” transcende o ato físico de tirar a vida, abrangendo também a exclusão, a desvalorização e a anulação das possibilidades de vida e desenvolvimento do próximo, revelando a profundidade da lei moral divina.
  • A história de Caim e Abel serve como um arquétipo universal, lembrando que todo assassinato é um irmão matando outro perante Deus, e que o verdadeiro “Satanás” ou “diabo” é o espírito em conflito com a lei divina, manifestado em qualquer ser que se entrega à violência e ao egoísmo.
  • A evolução da lei, do “olho por olho” à proposta de Jesus de oferecer a “outra face”, demonstra a progressão moral da humanidade e a necessidade de transcender a retribuição do mal com o mal, buscando a pacificação e a reconciliação através de uma bondade vigilante e estratégica.

Ler transcrição do episódio

Uma grande noite abate a terra, e se abate, treva imensa, não sem estrelas. Passados milênios, um abraçamento diz na horizonte, clareando esperança, o prenúncio milenar do amanhecer. Bem-vinda, aurora, a terra sofreu noites convulsivas, Verde, lágrimas, anjel dentes, Majestou-se, majestou-se, No parto regenerativo, deu-se a luz na remissão. Bem-vinda, aurora, o lobo basta junto ao cordeiro, Crianças brincam com a serpente, e os anjos andariam, Os homens se imolitam no amor da provisão. Bem-vinda, alvorada, a terra fazendo belo rumo, entre florindo ordeal.

A aliança homem-Deus já não é só arco-íris, é comunhão. Bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vinda luz. Bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vinda luz. Bem-vinda, alvorada, a terra fazendo belo rumo, entre florindo ordeal. A aliança homem-Deus já não é só arco-íris, é comunhão. Bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vinda luz. Bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vinda luz. Bem-vinda, alvorada, bem-vinda luz, bem-vinda alvorada, Bem-vindo, alvorada, bem-vinda luz, bem-vindo dia, bem-vindo dia, Bem-vinda luz, bem-vindo dia, bem-vindo dia, alvorada.

Boa tarde. Boa tarde, meu microfone estava desligado. Boa tarde, Haroldo, boa tarde a todos. Tudo bem? Tudo bem. Impressionante o poder que essa música tem, não é? Aurora, eu vi que várias pessoas escutaram pela primeira vez hoje. Exatamente. Tem muita gente nova, não é, Eleonora? Muita gente nova. Isso. Sejam todos muito bem-vindos. A gente viu aqui pelos comentários, muitos amigos. É a primeira vez que está acompanhando a nossa live ao vivo. A primeira vez que está acompanhando os estudos do Antigo Testamento. Então, sejam todos muito bem-vindos, não é?

Importante sempre a gente lembrar que esses estudos do Antigo Testamento são sobre a luz da doutrina espírita, não é? Então, a gente sempre vai fazer esse entrelaçamento sobre as três revelações. O Antigo Testamento, o Novo Testamento e a doutrina espírita com a chave, não é, Heroldo, que traz as compreensões daquilo que poderíamos não compreender. Já que você falou da terceira revelação, eu cheguei. Ah, que lindo! O terceiro musqueteiro, não é? Estava faltando. Chama essa luz minha aqui que está danada hoje, olha aí.

Seja bem-vindo. Ai, ai, gente. Está tudo bem aí, Heroldo? Tudo em paz, Julio, graças a Deus. Ah, muito bom. E aí, hoje, hein? Que teminha hoje, hein? Hoje nós vamos… Calma, calma, calma, que eu quero falar primeiro, então, não é? Já que a gente tem muitas pessoas novas, acho importante a gente relembrar que, para facilitar o estudo, nós dividimos ele em três partes, não é, Heroldo? A primeira parte fala sobre liberdade, do capítulo 1 ao 18 de Êxodo. Então, a gente está olhando Êxodo, que está lá no Antigo Testamento, não é?

Então, a primeira parte é liberdade, capítulo 1 ao 18. A segunda parte fala sobre fidelidade, capítulo 19 ao 24, que é essa parte que nós estamos estudando, não é? Sobre as leis, sobre a fidelidade. E a terceira parte é comunhão, do capítulo 25 ao 40. Nós estamos bem no meio, é do livro, estamos lá no capítulo 20, não é? E estamos falando sobre a fidelidade, os dez mandamentos, e hoje temos mandamento novo. Isso, saímos lá do pai e mãe, honrar pai e mãe, comentamos, não é? E agora vamos para o mandamento. Lembrando, para quem está chegando aí, nós estamos usando o texto do Deuteronômio, capítulo 5.

Por que a gente escolheu o texto do Deuteronômio? Porque ele está um texto mais resumido, mais direto, facilita para a gente. O texto de Êxodo é o primeiro texto, então, ele está mais… Esse aqui está revisado e atualizado. Pois é, depois de uns anos, fez uma revisão, atualizou e fez uma redação mais enxuta. A gente está usando essa redação. E o mandamento que a gente vai estudar hoje está no versículo 17. Então, Deuteronômio, capítulo 5, versículo 17. Não matarás. Não matarás. Então, a primeira coisa aqui que é importante, em português a gente não tem isso, não é?

O verbo utilizado aqui, porque o hebraico tem mais de um verbo para matar, o verbo utilizado aqui é não assassinar. Então, está bem específico, é tirar a vida do semelhante. Só para a gente poder limitar aqui a nossa abordagem. Lembrando que isso aqui é um código moral de conduta, não é? Naquela época recuada, a interpretação desse código moral era restrita aos seres humanos. Então, não matarás no sentido de não assassinar, não tirar a vida do semelhante. Só para a gente delimitar aqui, porque a gente evita sair do tema, evita outras ampliações.

Não que não seja interessante, mas como nós estamos começando a entrar no mandamento, a gente precisa delimitar, ir devagar. Aqui em Minas Gerais a gente fala assim, comer o mingau pelas beiradas, não é? Vamos devagarzinho, vai colocar logo a colher no meio da tigela, você vai queimar a boca, não é? Então, tem que ir devagar, com calma, não assassinar. Esse é o mandamento. E esse mandamento, ele tem uma tradição por trás dele. Então, antes da gente comentar o mandamento, porque ele é muito, já é um mandamento muito direto, não é?

Ele é muito direto. A gente entende o que está dizendo aqui. Mas, esse mandamento carrega uma história, uma história, e essa história está em Gênesis. Então, eu separei aqui Gênesis, capítulo 4, essa história famosa. Temos até um poema do Augusto dos Anjos, sobre uma das figuras aqui, sobre Caim. Então, o texto diz assim, Gênesis 4, versículo 4. Ora, o Senhor agradou-se de Abel e de sua oferenda. Mas, não se agradou de Caim e de sua oferenda. E Caim ficou muito irritado, e com o rosto abatido. O Senhor disse a Caim, Por que estás irritado?

E por que teu rosto está abatido? Se estivesse bem disposto, não levantarias a cabeça? Mas, se não estás bem disposto, não jaz o pecado à porta como o animal acuado que te espreita? Podes, por ventura, dominá-lo? Então, tem aí um animal à espreita. E aí, a grande pergunta do Senhor, você pode dominar esse animal? Entretanto, Caim disse a seu irmão Abel, saiamos. E como estava no campo, Caim se lançou sobre seu irmão Abel e o matou. Daqui, assassinou o irmão. O Senhor disse a Caim, Onde está o teu irmão Abel? Onde está o teu irmão Abel?

Onde está o teu irmão? Ele respondeu, Não sei. Acaso sou um guardador do meu irmão? Por acaso eu sou babá do meu irmão? Por acaso eu tenho alguma responsabilidade de cuidar do meu irmão? Olha isso. O Senhor disse, Que fizeste? Ouço o sangue do teu irmão do solo clamar por mim. Então, o sangue clamando por Deus. O clamor da vítima. O clamor de quem foi assassinado. Não é? Agora, és maldito e expulso do solo fértil que abriu a boca para receber de tua mão o sangue de teu irmão. Ainda que cultives o solo, ele não te dará mais seu produto.

Serás um fugitivo errante sobre a terra. Expiação. Expiação. Na expiação, a terra que era frutífera, que te dava com abundância e facilidade, agora não vai mais te oferecer aquela oportunidade. As coisas serão difíceis e serás um fugitivo. Porque agora você, perante a lei divina, é um criminoso. Você violou a lei divina. Errante sobre a terra. Então, Caim disse ao Senhor, minha culpa é muito pesada para suportá-la. Vê, hoje tu me banes do solo fértil, terei de ocultar-me longe de tua face e serei um errante fugitivo sobre a terra.

Mas, o primeiro que me encontrar me matará. Olha isso. Então, veja, a consciência que mata espera olho por olho e dente por dente. Quem alimenta a violência espera vencer sua culpa pela violência. Mas, o Senhor colocou um sinal sobre Caim a fim de que não fosse morto por quem o encontrasse. Olha que lindo isso aqui. A proposta divina não é olho por olho e dente por dente. Caim se retirou da presença do Senhor e foi morar na terra de Nod, a leste do Ében. Então, olha que interessante. Lembrando que ele era agricultor.

Ele era agricultor. O dom dele, a facilidade, tudo que ele tinha de abundância era da agricultura. Então, aqui, a gente tem descrito várias coisas bonitas aqui. Como que é o mecanismo da expiação, a culpa. Eu sugiro a leitura do capítulo Culpa, do livro Pensamento e Vida, porque o pivô… Então, aqui, nós temos a grande história. Um irmão que matou o outro. Agora, eu pergunto, tem jeito de matar não ser um irmão? Todo assassinato na Terra é um irmão matando o outro. Perante Deus, é sempre um irmão matando o outro. Então, essa história, ela é uma história…

isso é um arquétipo. Olha o exemplo. Essa história é arquetípica. Ela é um arquétipo de dois filhos de Deus criando esse problema. E, quando é interessante, por quê? Em hebraico, o opositor, o adversário da lei divina, no Código de Defesa da Criança e do Adolescente, no ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a gente chama de o adolescente em conflito com a lei. Em conflito com a lei. Então, o adolescente que está cometendo aqueles atos semelhantes a crimes, que estão tipificados no Código Penal, que a gente chama de infração, porque ele não é maior de idade ainda, ele não tem 18, ele não responde penalmente ainda, mas ele responde perante o ECA por infração, ele é chamado de adolescente em conflito com a lei.

O que é um ser humano em conflito com a lei na língua hebraica? Satanás. Satanás. Em grego é Diabolos. É aquele que está em conflito com a lei. Está em conflito com a lei divina. É o diabo, é o satanás. E é interessante, porque, lá em João, num diálogo que Jesus tem no Evangelho de João com os fariseus, eles perguntam assim, mas você não é filho de Abraão? Ele fala, nem vocês. Primeiro ele responde assim, antes que Abraão fosse, eu já era. Vamos começar. Antes que Abraão fosse, eu já era. Agora, você não é filho de Abraão, não?

Vós tendes por pai ao diabo. O pai de vocês é o diabo. Ele foi o homicida desde o princípio, e vos esforçais para fazer a sua vontade. Olha isso. Não é? Então, tem um poema do Augusto dos Anjos, está até musicado, está aí no livro do Martiniano. O poema do Augusto dos Anjos está no Parnage Lentum também, que é o poema que fala do Cain, não é? Os Cains. O Cain é o espírito em conflito com a lei. Ele é o satanás. Esse é o satanás. Então, não tem nada de chifre. Se fosse assim, se fosse só uma imagem, é muito mais complicado do que isso.

Então, o espírito em conflito com a lei, ele é filho de Cain. Ele é herdeiro de Cain. Ele está seguindo a tradição de Cain. Então, a Terra, expiação e prova, é um mundo de Cains. Bom, achou aí, Júlio, o poema? Temos bastante perguntas aqui, hein? Deixa só o Júlio ler o poema aí, porque esse poema… Esse poema, é duro esse discurso, viu, Haroldo? Agora, gente, não tem nada de coisa satanás, se é só capelino, não. É qualquer espírito, gente. Qualquer espírito em conflito com a lei é diabo, é o adversário. Adversário por quê?

Adversário de Deus? Não, Deus não tem adversário. É, a gente tem… Aqui, Haroldo, a gente tem dois poemas, não sei se um deles aqui vai tratar do Cain, que esse foi musicado, que é o Raça Adâmica. É esse que você quer que eu leia? Raça Adâmica. Porque tem um que chama Cain, ele é… É esse também. No Raça Adâmica ele vai fazer uma menção, e esse do Cain ele fala aberto. É, aberto, né? Deixa eu pegar o Raça Adâmica aqui, que ele é mais leve. Só um minutinho. Raça Adâmica, página 55. Quem não conhece, tá, gente? É uma obra-prima, tá?

Essa coleção dos Anjos aqui, que a gente lançou aqui pelo CIE em parceria com o Zé Henrique Martiniano. Raça Adâmica, Haroldo. Isso. A civilização traz o gravame Da origem remotíssima dos áreas Estirpe das escoras planetárias Segregadas num mundo amargo e infâmico Árvore genealógica de párias Faz-se mister que o cárcere a conclame Para a preparação e para o exame Dos seus crimes nas quedas milenárias Foi essa raça podre de miséria Que fez nascer da carne deletéria A esperança nos céus inesquecidos Glorificando o instinto e a inteligência Fez da terra o brilhante grau da ciência Mas um mundo de deuses decaídos Aí o Augusto Zanio tá bravo, né?

Agora eu vou falar pro Caim agora Caim Caim Qual monstro ersuto que se desenterra Aborto horrendo de sinistro abdômen Toma, Caim, sem látegos que o domem Para a nova balística da guerra Ele tá citando aqui As medonhas mandíbulas de serra Indiferente às chagas que o carcomem Ibramindo desperta na alma do homem As maldições anônimas da terra Fera oculta no brilho do profissênio Crava as unhas na bomba de hidrogênio Fitando o mundo que se desgoverna Mas o Cristo contempla o quadro obscuro E embora em pranto envolve de amor puro O lobo famulento da caverna Olha isso O lobo famulento da caverna É um lobo, né?

Um lobo hidrolador Tá destruindo tudo Então, Caim A fera da pergunta que você falou Você domina a fera? Isso É a pergunta de Deus pra ele, né? Olha, tem uma fera aí te rondando Você domina ela? Você é capaz de dominar essa fera? Nossa, muito bom, muito bom E ainda nesse conto Quer falar? Não, que é um arquétipo, né? Caim é um arquétipo, é um símbolo, né? Assim, a gente não pode ser ingênuo De imaginar Caim uma pessoa Isso é muita ingenuidade Caim é um símbolo da humanidade Que se entrega à violência À violência Ao egoísmo, ao orgulho De qualquer espécie Violência de qualquer espécie De qualquer espécie Nós vamos ver isso Nós vamos chegar lá no Sermão da Montanha Essa história vai parar lá no Sermão da Montanha Mas vamos com calma Eleonora, tem muita pergunta ali, tem muita coisa Não, e as perguntas todas Elas estão meio que plainando dentro Dentro dessa questão, né?

Todo mundo se identificando um pouco como Como Caim Podemos interpretar que somos o Caim expulso de Capela O Saulo Soares, né? Saulo, não necessariamente, né? Não é todo mundo que está aqui encarnado na Terra Que é cabelino Tem gente de muitos lugares Na verdade, Caim é um símbolo do Espírito Que fera a lei divina E toda vez que nós Criamos um sofrimento para um irmão Isso é uma coisa bonita Porque você não está ferindo uma pessoa Você não está ferindo um estranho Toda vez que a gente prejudica alguém Está prejudicando um irmão Uma irmã Esse aqui é o ponto fundamental Por quê?

Porque é a família universal Mas, a gente não tem essa ideia Nós ainda estamos, ainda, Nesse pensamento de Caim, que é o quê? Não, família é família consanguínea Minha família aqui, os meus, né? Minha turma, quem pensa igual a mim, né? Não Então, todo mal praticado ao outro É mal feito para o filho de Deus, que é seu irmão Essa é a grande beleza da simbologia de Caim A simbologia foi colocada aqui por isso, né? Por isso A Dilma pergunta A fera é o eu inferior? Com certeza Você pega todas as experiências que você viveu, Dilma Desde que você era um vírus Desde que você era coronavírus Aí, você foi evoluindo Passou para bactéria Eucarioto Aí começou ser o multicelular Aí você já foi loba Você já foi leô Já mordeu Já foi crocodilo Você pega isso tudo aí Tem hora que essa bicharada toda Que é a arca de Noé É a arca de Noé Tem hora que essa bicharada toda Vem à tona e a gente não consegue mais enxergar a Dilma Não consegue mais enxergar o Aroldo Não consegue mais enxergar o Júlio Não consegue mais enxergar ele um no outro A gente só enxerga a arca de Noé Os animais que deveriam ficar no andar de baixo Eles sobem para o andar de cima Os casais de animais Aí sobe o casal de crocodilo O casal de serpente O casal de leão Tudo faminto E aí a gente A gente começa a representar Um tipo de animal Que não tem na natureza Que é a besta O ser bestial Por que ele não tem na natureza?

Porque o animal que está na natureza Ele vai lá, come, ele pega preso Ele está satisfeito, ele para A besta, o ser bestial Que o ser humano se transforma Ele não para a violência Ele não sacia Não tem fim Chega um determinado momento que ele faz o mal por prazer Aí ele se torna um animal que não existe Um ser bestial Nas profecias de Daniel Esse ser geralmente é descrito Como uma mistura Tem uma mão de urso, um pé de crocodilo Um rabo, não sei o que Daí que vem essas imagens A iconografia do diabo Que é um estudo interessante As imagens que o diabo assume É sempre animal Ele tem um rabo, tem um casco, tem um chifre Tem uma mandíbula A gente sempre representa o diabo Como parte de animais Isso é muito simbólico Isso é muito simbólico Muitos relatos também No plano espiritual Quando cristaliza O perespírito às vezes também Assume essas formas Exatamente O pessoal está citando o Caio Um filme belíssimo As aventuras de Pi As aventuras de Pi Descrevem, na verdade Um conflito de seres humanos Mas aí eles colocam no filme um tigre E um tanto de bicho E aí você fala Isso é história de bicho Aí a Maria de Fátima pergunta Boa tarde a todos Só conheceremos a nossa parte de Caim Quando conhecermos as emoções primevas em nós?

Maria, eu acho que a parte de Caim É a parte que a gente mais conhece Eu acho que nós estamos precisando conhecer A nossa parte Abel A nossa parte Caim Eu não sei você, estou falando de mim Mas o meu Caim, todo dia Ele dá uma mudida em alguém O que eu estou assim Talvez eu precisando Resgatar e conhecer o meu lado Abel Minhas virtudes Meus potenciais angélicos Esse a gente se esqueceu O nosso lado Caim É o lado do cotidiano É o lado do cotidiano A gente sempre fala aqui Ano que vem vai ser o ano do Caim É o ano de eleição É o ano do Caim Não vai ter outra coisa Então não sei, eu acho que a gente conhece Caim demais Na verdade a gente está saturado de Caim A gente precisa conhecer Nosso Cristo interior Esse é o desconhecido Que é a destinação De todos nós Todos nós Temos esse destino de Cristos E como hoje temos muitos amigos novos O pessoal está perguntando sobre os grupos de estudo Gente, a gente não consegue Compartilhar aqui Que o Youtube não deixa compartilhar link Mas se puderem procurar no Facebook Estudando o Exodo Estudando o Exodo com o Haroldo Dutra Dias Tem lá E aí é só pedir o link do WhatsApp Todos serão muito bem-vindos É só porque aqui nos comentários A gente não consegue disponibilizar link Mas tem uma questão aqui Enquanto você estava lendo Haroldo, que me chamou a atenção Que é esse Quem matar Caim será vingado sete vezes Na hora sim A gente já associa com o perdão Em sete que Jesus disse De perdoar o inimigo Na verdade É o Caim que diz isso É o Caim que diz isso Ele fala, quem matar Caim Ah não, o Senhor diz Quem matar Caim será vingado sete vezes Porque Isso é uma coisa interessante A progressão do mal O mal Que recebe uma resposta Do mal Multiplica Em múltiplos de sete O mal É por isso que o Luther King É belíssimo que o Martin Luther King Era um evangélico Era evangélico E o Martin Luther King Ele disse assim Retribuir Imagina, ele estava nos Estados Unidos Lutando pelos direitos civis Preconceito racial Gravíssimo nos Estados Unidos Na época Começava a surgir um grupo que era chamado Pantera Negra O grupo Pantera Negra Propunha Que a luta pelos direitos civis Devia ser uma luta com o derramamento de sangue Então a proposta dos Pantera Negra Era que era preciso derramar Sangue Para que eles pudessem conquistar direitos E surge o Martin Luther King E diz assim Retribuir violência com violência É escurecer uma noite Já sem estrelas Olha isso Então, isso que está sendo Dito aqui por Deus É isso Então Cain assassinar Abel É um rompe harmonia, rompe o tecido Das relações E aí, o que isso gera?

Isso gera algo que é sete vezes maior Se a resposta For violência, entende? Se a resposta For violência Você tem uma progressão E aí começa a progressão Aí começa a progressão Então, isso é muito importante Porque O que a gente O que a gente precisa Compreender, né? A gente precisa compreender que A resposta da violência A resposta Na mesma medida Ela é igual A quem está respondendo Então, mesmo que a pessoa Apresente razões Mas Nós temos que Eliminar o assassino Isso é o quê? É algo mais grave Do que isso Amplia Isso amplia Então, é complicado A outra face Jesus vem com oferecer a outra face Oferecer a outra face Quer dizer, a outra face Que, às vezes, a gente interpreta Essa passagem De Jesus Essa fala de Jesus De uma forma literal E Tem uma coisa muito bonita no Hebraico Que é a face Inclusive, a face de Deus Que não tem, né?

Veja, Deus é imaterial É incorpóreo Os hebreus sabiam disso Mas Quando você fala A face é A essência, a expressão Então, o mal tem uma face O mal tem uma estratégia Ele tem um modus operandi Ele tem um discurso Oferecer a outra face É uma outra alternativa Que não seja olho por olho Dente por dente Então, é isso, né? Só que o que acontece? As pessoas zombam As pessoas zombam Dessa fala de Jesus Ah, se alguém bater no seu rosto Bate no outro Mas aí é uma interpretação literal O que Jesus está dizendo é Se chega a você Uma estratégia de violência Você precisa construir Uma estratégia de pacificação Não é?

Se eu tenho uma estratégia do crime Eu preciso construir uma estratégia De justiça A outra face A outra face Por quê? Porque quem mata Caim Sete vezes Multiplicou Multiplicou o mal Escalou Não tem fim Aquilo vai escalonando Escalonando o mal A violência, escalona, escalona, escalona Escalona, escalona, escalona Muito bom Eu lembrei que lá no Boa Nova tem um capítulo Que eu acho que é o do perdão, inclusive Em que Jesus está conversando E aí eles falam Se um mata, o outro mata E vem em outra vida e um mata E na próxima o outro morre E quando que isso termina?

Quando eles se reconhecerem como irmãos Olha isso Então, Eleonora Essa fala é um diálogo de Jesus Com o Tiago Menor É, eu não lembrava E é interessante Porque a dúvida do Tiago Ele fala assim Mas do jeito que você está colocando Sempre vai ter que ter alguém Para substituir o Caim Entendeu? Por que que é grave? Se o Caim matou o Abel Então alguém tem que matar o Caim E quem vai matar Quem matou o Caim? Aí eu tenho quem mata, quem matou Quem matou, quem matou, quem matou Quem matou Não tem fim Gerou um ciclo vicioso Agora, olha a resposta De Jesus que é uma parábola É uma parábola A resposta de Jesus Lá no Boa Nova Ele fala assim, mas escuta Vocês estão falando de quem?

Vocês estão falando de quem? De Caim e Abel Então vocês estão falando de dois irmãos Estão falando de dois irmãos Será que dois irmãos Não tem Será que dois irmãos não tem outra maneira? Haroldo Entendendo isso Mas a gente já estudou Também essa simbologia De Adão e Eva Não sendo Por Emmanuel Os agrupamentos Que vem para a Terra Uma vez tendo Caim e Abel Dentro da simbologia que Emmanuel traz Dessa linha de pensamento Dessas Agrupamentos Ali Tem alguma interpretação Também de Caim e Abel Fora essa Dos irmãos consanguíneos que se matam Existe algum estudo nesse sentido?

Não O que eu saiba não O que eu saiba não E pelo contrário Essa O que é muito interessante Tem uma lógica no Velho Testamento Isso que é importante Porque tem uma mensagem que Emmanuel explica Essa lógica Aquela mensagem dele Coletânea do Além A mensagem se chama O Velho e o Novo Testamento Então o Emmanuel Diz assim O Velho Testamento é o ser humano Buscando Buscando Quem está buscando? Você sempre encontra? Você está tentando Então O Velho Testamento é o homem Batendo a porta da casa paterna O Novo Testamento É o pai respondendo Respondendo Aos filhos Então o que a gente percebe Do Velho Testamento Que ele é um conjunto de experiências De tentativas É o exemplo Do uso do livre-arbítrio É por isso que você tem Tudo quanto é Tipo de erro que o encarnado Pode cometer está no Velho Testamento Porque ele é o ser dotado De livre-arbítrio Fazendo experimentação Fazendo escolhas Muitas vezes escolhas terríveis Como essa que o Cahim fez O Novo é o céu Respondendo Vocês querem aprender a escolher e agir de forma correta?

Então eu vou mandar para vocês um modelo e guia A Boa Nova é o que? É a vinda do modelo e guia Porque aí no Cristo não tem mais experimentação No Cristo tem excelência Tem perfeição Tem pureza moral Então, Júlio, o que a gente vai perceber? Essa história Cahim-Andel Ela vai se multiplicar Em todas as famílias Todos os patriarcas Não é assim? Ele lembrou aí, por exemplo, Isaú e Jacó Isaú e Jacó é uma reedição do arquétipo Cahim-Andel Só que agora mais complicado Por que mais complicado? Porque o mal vai se tornando Cada vez mais complexo Ele vai ficando mais complexo Toda vez que o mal Vai se alastrando Ele vai assumindo uma configuração Mais complexa Mais arraigada Mais difícil de Estirpar Mais difícil de estirpar E aí, Eleonora A gente tem uma transposição Quando Jesus está falando No sermão do monte Sobre esse mandamento Não confundir o mandamento Não matará Como matar a plantinha O verbo hebraico aqui é Assassinar Não tenhamos dúvidas sobre isso Assassinar O dever aqui é para Um ser humano igual O importante é isso Porque o mandamento tem um sentido moral Não assassinar Aí, Jesus diz assim Ouviste que foi dito aos antigos Está lá no 5, versículo 21 Não matarás Aquele que matar Terá de responder no tribunal Eu, porém, vos digo Olha isso Eu, porém, vos digo Todo aquele que se encolherizar Contra seu irmão Terá de responder no tribunal Por quê?

A história que eu li aqui do Caim O que aconteceu primeiro com o Caim? Se irritou É bonito, não é? O sentimento, né? Antes do ato, né? Jesus está retomando aqui Olha aqui Deus perguntando a Caim Por que estás irritado? E por que teu rosto está abatido? Se estivesse bem disposto Não levantarias a cabeça? Mas se você não está disposto Ou seja, se você está encolherizado Não jaz o pecado à porta Como um animal aquado que te espreita Poderás dominá-lo? Então, o que Jesus está dizendo? Você quer resolver essa dúvida? E a raiz está onde?

No coração Então O que Jesus está dizendo? Repreensivo é só o ato Que culminou Ou todo o processo que originou Aquele ato Olha isso, né? Eu, porém, vos digo Aquele que se encolherizar contra seu irmão Terá de responder no tribunal Aquele que chamar a seu irmão raca Estará sujeito A julgamento do sinério Aquele que lhe chamar renegado Terá de responder no guiena do fogo Ou seja, não é só o matar De tirar a vida física Mas o matar também de excluir Excluir o outro Da comunidade onde vive Matar as possibilidades Que ele tem de viver e se desenvolver É mais profundo Então Não é só a vida biológica É a vida também Que se estende Para os seus aspectos espirituais Interessante, né?

Belíssimo A gente vai voltar Porque esse mandamento é bem denso Hoje eu estou Ele é bem certo Ele é bem assertivo Assim, não matarás Mas a gente Pode refletir muito Sobre ele Porque quando você estava falando Que o Antigo Testamento é o homem buscando E o Novo Testamento É a resposta Com Jesus Fiquei pensando As primeiras leis lá em Amurabi Era o olho por olho, dente por dente Então, assim Se eu matasse Se alguém matasse Alguém de minha família Era lícito eu ir lá e matar E aí depois Com os Dez mandamentos, não matar E agora ver Jesus E nem o sentimento, né?

É, na verdade Eleonora, antes de Amurabi Era assim, se alguém matava Um membro da sua família Você ia lá e matava a família inteira Essa era a regra Então Se alguém Entrasse na sua terra E roubasse um boi Você ia lá e matava a família inteira e pegava todos os bens Não tinha proporcionalidade Então o código de Amurabi Ele veio trazer uma proporção A resposta Também do mal Não pode ser maior do que o mal que originou O mal resposta não pode ser maior Do que o mal origem Então já teve um equilíbrio Já era um avanço Então, arrancou meu olho, eu arranco o olho seu Aí você arranca meu outro olho Eu arranco seu outro olho Já estamos nós dois cegos Aí você me arranca um dente Essa brincadeira são 42, né?

Dois banguela Agora nós já estamos cegos e banguela Que é interessante, né? Quando Nelson Mandela Assume a presidência da África do Sul Ele fala isso, né? Olha, se eu implantar agora na África do Sul Olho por olho, dente por dente Nós seremos uma nação de cegos e banguela E é interessante que ele chama o Demont Tutu Que é o Bispo Anglicano Para… E cria um ministério Ministério da Verdade e da Reconciliação Olha isso A função desse ministério Era descobrir todos Que foram assassinados no regime anterior Mas não para punir Mas sim para reconciliar Para reconstruir Muito bonito, né?

Aí com Jesus Nós temos o contrário, né? A resposta ao mal é o bem Bem ativo Vigilante O bem ativo, vigilante Inteligente, estratégico Não é o bem ingênuo Por isso que o conselho de Jesus foi esse Eis que vos envio Como ovelhas Em meio de lobos Sede prudentes Como as serpentes E puros como as pombas E às vezes a gente esquece a primeira parte Do conselho de Jesus Não é uma bondade que é uma bondade Ingênua, boba, não Uma bondade prudente Previdente, estratégica Esse tema é um tema… É longo, né, Júlio? Uma traída com muito espinho, né?

Porque você tem que ir ali Mastigando e tirando Porque parece muito óbvio No entanto Me parece Também ser uma coisa Muito forte Porque Esta é uma consequência muito grave Né, Haroldo? Da ação do homem É uma das consequências gravíssimas Da atuação do homem Vivente, né? Tirar a vida do semelhante Ou a própria vida Inclusive o não matarás Nesse aspecto Da própria vida Do tirar a própria vida É bem grave Tem consequências graves No âmbito perispiritual No âmbito emocional No âmbito Geral Então Ela vir logo após Ela é Bem no início das recomendações Né, Haroldo?

A gente tem muito o que refletir Sobre essa questão Porque Emmanuel, eu estava olhando aqui Nos comentários de Emmanuel, um deles é esse Ele deixa claro também, ampliando Para que nós busquemos A análise também do não matar A alegria do outro No matar e tal Que também temos que refletir Porque esse é um tipo de morte Silenciosa, né, Haroldo? Aquela que você faz com o outro silenciosamente Tira dele a alegria Tira dele as expectativas Tira dele A autoestima E isto é uma espécie De morte Ou seja, você vai Minando as suas energias E ele, consequentemente É a morte Então é muito interessante A gente refletir Mesmo que muitas vezes a gente julgue Que superamos essa etapa Porque talvez não tenhamos coragem E a lei iniba De forma muito veemente No dia a dia é importante sempre reforçar Porque como animais Ainda, com instinto muito animal Nas nossas reações Mas muitas vezes a gente é capaz De fazer isso, né, Haroldo?

Todos E é isso que eu acho Que também a lei vai alertar Caim A princípio ali Cedendo a uma reação De ira De frustração Busca uma saída Da voz A esse animal que ele fala Que ronda, né? E nós estávamos aqui achando Que esse mandamento a gente tinha vencido Agora vocês vêm com essa Que não pode nem pensar Poder pode, Leonor Eu estou brincando E na verdade, Leonor, não sei se a gente venceu A gente precisa pensar muito numa coisa Será que eu já venci Ou eu não estou vivendo Uma circunstância que está me testando nesse mandamento Entende?

São circunstâncias, né? Você pode viver uma situação envolvendo suas filhas Seus filhos, seu marido E aí você ficar em dúvida Se você realmente Venceu esse mandamento Então, é essa humildade De a gente falar, meu Deus A gente está muito No meio do caminho da evolução ainda Tanto que nós somos habitantes De um mundo de expiação improvável Então, é A gente não sabe Nossa, vem muito forte Mas a certeza é que vamos vencer, né? Claro, com certeza E vamos caminhar E buscar sempre E… Eu fico, para mim, agora A leitura que você fez do texto Este animal, essa fera Que ronda Você é capaz de dominá-la?

Pensarmos nisso Quem é o seu irmão, ficou para mim Para mim ficou essa, vigilância Nesse mandamento, Leonora Nesse mandamento Para mim, vigilância Porque Porque Nós estamos aqui convivendo Na situação atual Com muitos desafetos Dentro da família, inclusive Nós estamos Aí vivendo no meio Social de um país No emprego No trabalho Ali com grandes Às vezes desafetos Então, para mim Para este mandamento é a vigilância Vigilância Total, 24 horas Como alguém que, por exemplo, lida Com um animal selvagem O tratador Do zoológico, lá dos leões Ele…

Cuidado, amigo Uma vez eu estava conversando Era numa fazenda E eu conversei com o sujeito Porque tinha um cavalo assim Ele passava por trás do cavalo E eu falava Você não tem medo? Não, eu sei que ele dá coisa É importante isso, não é? Importante a gente ter isso Porque hoje nós vivemos Uma situação Em que As pessoas querem o direito De agredir Não é interessante isso? As pessoas, hoje, elas querem Não, você está me tirando o direito De eu agredir aqui Você está me tirando o direito de eu agredir Eu quero ter o direito De agredir Eu quero ter o direito de falar mal, de ofender Eu quero ter o direito de matar Você está me tirando o direito de matar Responder a altura Da violência É complicado, né?

Por isso que é a bondade vigilante Jesus fala Prudente como as serpentes Puro como as pombas Não pode ser só puro como as pombas Vigilância das Serpentes E a pureza das pombas Porque o que acontece Quem se entregou ao mal Ele acha que praticar o mal É um direito dele A pessoa acha Que tem o direito de Ofender Injuriar, agredir Prejudicar, matar Injuriar, ferir, bater É engraçado isso, né? Eu vivi Durante dois anos Fui juiz de violência doméstica E chegavam os companheiros Na maioria homens E ele acha que tem o direito De dar um soco na mulher Ele acha que tem o direito de bater na mulher É o direito dele E ele quer esse direito Como é que é isso?

Você está querendo me tirar o direito De eu bater na minha mulher? E é o que a gente vê A pessoa fala, mas é um absurdo Eu quero agredir Eu quero fazer comentários aqui agressivos Estão me tirando o direito de agredir É interessante, né? É o mandamento É o mandamento As armas do bem Nunca são as mesmas do mal, né? Não é? Essa inversão, né, Júlio? Porque é o típico Isso sempre houve no mundo, né? Mas com a transição planetária Isso está assumindo uma proporção E dá a impressão, Arnoldo Que essa proporção é notória A gente estava escutando De um amigo Hoje o trigo e o joio Estão bem E assim Dá para perceber Está bem florido Dá para perceber o que é trigo E o que é joio Mas quem não souber o que é joio É só ir para o Twitter É que quando era pequenininho Se confundia, né?

Então Não vai dar mais para a gente se enganar Com isso, né, Arnoldo? Agora tem uma coisa muito linda nascendo em nós Que é a percepção do mal Quando nós praticamos Não é mais uma coisa Que dá para criar Sofisma em torno disso De algumas coisas Porque a gente vive essa era Vamos fingir que é outra coisa Essa aqui tem Uma justificativa E não tem mais justificativa Porque conhecemos suficientemente As leis morais De Deus e as leis humanas Nenhuma delas hoje permite Porque antigamente tinha isso, né, Arnoldo? Permitia você ter escravo Permitia você fazer tal coisa Permitia você botar o escravo no tronco E fazer Bater na esposa Ela era sua propriedade Agredir a mulher, explorar É, isso é normal Mas é um direito que eu tenho A lei permite Eu tenho esse direito E hoje a Leonora tem razão A gente já agrediu muito Mas, por exemplo As redes sociais é uma coisa engraçada Porque as pessoas reivindicam O direito de serem maus Com o comentário Não, mas eu tenho o direito de agredir a mulher Está tirando o meu direito?

Não pode Não pode Realmente Mas não vai poder tirar o direito de Deus também Não vai poder tirar o direito de Deus Depois, né, Arnoldo? Agora, semana que vem A gente vai comentar um pouquinho Porque aí eu acho importante Trazer a questão da lei, causa e efeito Como é que é a sabedoria da lei Porque isso é importante Essa conversa de Deus Com carinho Ela é arquetípica também Porque é como a bondade E a justiça divina Tratam o mal Isso é muito profundo Mas aí, cenas dos próximos capítulos Vamos Vou soltar uma musiquinha aqui Eu acho que podia achar uma musiquinha Mas não vai ser muita coisa Que vai aliviar, não Vamos fazer igual Aquele livrinho que quando engole é amargo Livrinho do apocalipse Livrinho do apocalipse Vamos lá Cain Cain Onde está teu irmão Abel?

Perante a voz do sem fim Tresmulga-se O homicida ré Mas o sangue de Cain Será o sangue em Abel Céu na terra Na terra do céu O rangido de dentes Se aquieta Sob um teto Serão parentes Quarto e ente Teto Teto Pelos laços fraternos Deus reconcilia a serena Os desafetos malta Da família Pai, mãe Irmão Coração Em pedaços cativa Partinha e linha Laços Combatido por um escaldudo E a trevas se reluz Bendito é o fruto Do vosso ventre, Jesus Do vosso ventre Ventre de Jesus Do vosso ventre Ventre de Jesus Ventre de Jesus Pelos laços fraternos Deus reconcilia a serena Os desafetos malta Da família Pai, mãe Irmão Coração Em pedaços cativa Partinha e linha Laços Laços Combatido por um escaldudo E a trevas se reluz Bendito é o fruto Do vosso ventre, Jesus Do vosso ventre Ventre de Jesus Do vosso ventre Ventre de Jesus Ventre de Jesus

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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