Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro do Êxodo, dando continuidade à análise dos mandamentos mosaicos. O foco deste episódio é a compreensão do Decálogo e sua relação com as leis divinas e a evolução espiritual, à luz da Doutrina Espírita.
O que é estudado neste episódio
- A natureza dos mandamentos no Pentateuco Mosaico: Haroldo explica que o Pentateuco contém centenas de mandamentos, muitos deles na forma negativa (proibições), que são ordens de não agir de determinada maneira. Ele usa a metáfora de um grande pomar com muitas árvores, onde cada árvore representa um mandamento.
- O Decálogo como o núcleo dos mandamentos: Dentro desse vasto conjunto de leis, os Dez Mandamentos são apresentados como o “núcleo” ou “centro”. Não são os únicos mandamentos, mas o cerne de todos eles.
- A redução do Decálogo: Utilizando a metáfora do átomo, Haroldo demonstra como os Dez Mandamentos podem ser reduzidos a dois princípios fundamentais: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo. Ele ressalta que essa compreensão já existia entre os hebreus antes de Jesus, que apenas “corrigiu a prova” do doutor da lei. Por fim, ele sintetiza que o mandamento único e essencial é o do amor.
- A importância da prática: A leitura do texto bíblico, especialmente para os hebreus, só tem sentido se resultar em prática. O mandamento é um imperativo de conduta, e a verdadeira leitura se reflete na vida.
- Decálogo e as Leis Morais do Livro dos Espíritos: Haroldo diferencia o Decálogo (normas éticas para o indivíduo) das Leis Morais (leis cósmicas que regem o universo). No entanto, ele enfatiza que os Dez Mandamentos derivam das leis divinas ou naturais.
- A imutabilidade do Decálogo: Enquanto muitos mandamentos do Velho Testamento são datados e contextuais (como as leis sobre menstruação), os Dez Mandamentos possuem um caráter imutável, sendo leis para seres dotados de razão e livre-arbítrio, direcionando a evolução espiritual.
- O “espírito da letra”: A importância de não interpretar a “letra que mata”, mas sim o “espírito da letra”. A formulação dos mandamentos pode ser antiga e culturalmente específica, mas o seu sentido profundo é atemporal.
- Deuteronômio como revisão: O capítulo 5 de Deuteronômio é apresentado como uma “segunda lei” ou revisão dos mandamentos, tornando-os mais claros e acessíveis.
- Os Dez Mandamentos como leis de relacionamento: Haroldo destaca que o Decálogo trata fundamentalmente de relacionamentos: com Deus e com o “irmão” (não apenas o próximo no sentido de proximidade física, mas todo ser criado por Deus).
- A lei do retorno e a expiação: O mal causado a outrem não “sai” do indivíduo para depois “retornar”; ele permanece no causador, sendo uma “infecção” que ainda não foi superada. A expiação é o processo de reparação e libertação desse mal.
- A questão da “punição até a terceira e quarta geração”: Haroldo esclarece que a tradução correta seria “na terceira e quarta geração”, o que remete à reencarnação e à herança genética das expiações e provas, sem cair no determinismo genético.
- A percepção de Deus: A forma como Deus é descrito no Velho Testamento (ciumento, vingativo) reflete a percepção humana da época, não a essência de Deus. Deus é soberanamente justo e bom, e a lei divina possui um rigor que visa à reparação e ao progresso.
Reflexões
- O amor é o mandamento essencial que resume todas as leis divinas, sendo a base para a evolução espiritual e a harmonia no universo.
- A verdadeira compreensão dos ensinamentos espirituais não reside apenas no intelecto, mas na sua aplicação prática na vida diária, transformando a conduta e os relacionamentos.
- A justiça divina não é implacável, mas rigorosa em suas consequências, visando à reparação e ao aprendizado, sem, contudo, ser desprovida de misericórdia.
Ler transcrição do episódio
Olá amigos! Boa tarde João! Boa tarde! Vamos… O Arudo já vai chegar aí também, vamos chamar ele aqui. Só avisar para o pessoal que ninguém estava na live errada, né Júlio? Não, foi tudo certo. É… Vamos abrir aqui com uma musiquinha e depois uma prece. Né, em favor de todos nós e em favor da nossa amiga Eleonora. Vou soltar a musiquinha que eu mandei para ela aqui essa semana. Seja bem-vindo. Jesus está comigo Não me abandona Levanta os olhos e contigo a vida Me convide a superar Jesus está comigo Nas minhas alegrias E todo o seu amor é um motivo a mais para perdoar Pois Ele está comigo Jesus está comigo Já não me sinto só A dor é passagem Jamais o amor de Deus é luz que nunca Vai se apagar Jesus está comigo Júlio?
Boa tarde. Boa tarde, Júlio. O Júlio sumiu, hein, né? O pessoal está vindo. Ah, voltou, voltou. Gente, o pessoal está perguntando. É, Eleonora, está com Covid, mas graças a Deus está aí guerreira, lutando, vencendo. E vai dar tudo certo, viu? E aí a gente vai começar fazendo uma prece por ela, né, Júlio? Isso aí. Né, João? Vamos pedir. Pai de infinita bondade, divino mestre, no início dos nossos trabalhos nós te suplicamos pela saúde da Eleonora, que ela possa ser fortalecida, possa manter a serenidade e se recuperar o mais rápido possível dessa infecção.
Proteja a família dela, o lar dela, que em pouco tempo, Senhor, com as forças restauradas, ela possa retomar suas atividades, suas tarefas, seu trabalho. Pedimos também inspiração e amparo para a nossa atividade, para os lares e corações de todos que estão presentes neste momento conosco, participando desse estudo do ESO. Assim seja, Senhor. Que assim seja. Dando boa tarde aqui para o Yuri Miranda, de Maceió, que abriu a sala, a Teca, a Tânia, de Toledo, na Espanha, Maria Lúcia, Angelina, Eva. Boa tarde para todo mundo que estava aqui aguardando a gente chegar.
Zilda, Cássia, muita gente. Sejam todos bem-vindos e bem-vindas para mais este episódio do estudo de ESO, do Alus do Espiritismo. O Aroldo, havia uma expectativa, não sei se você preparou para hoje, de entrarmos aí no teor do decálogo, né? É, exatamente. Hoje nós vamos. Já vamos começar a mergulhar no decálogo. E retomando aquilo que a gente tinha. Tinha começado a falar que os dez mandamentos, a gente tem que entender que eles estão no meio termo das ordenanças, dos mandamentos. Mandamentos são ordens, são imperativos, imperativos de ação.
Isso é importante. Então, se nós dermos uma lida em todo o Pentateuco Mosaico, nós vamos encontrar diversas ordens. E, isso, nós não podemos nos esquecer disso. Então, existem centenas de mandamentos. Faça isso, vá por aqui, não faça isso. Naturalmente, tem mais mandamentos na forma negativa, começando com o não. São proibições. Nós precisamos entender que uma proibição é uma ordem. É uma ordem de não fazer, de não seguir em um determinado caminho, de não se comportar de uma determinada maneira. Então, a primeira coisa que nós precisamos pensar é que pensar o Pentateuco Mosaico, vamos dizer assim, como uma grande plantação de trigo, ou, se preferirem, um grande pomar.
Nesse pomar, nós temos muitas árvores. Cada árvore é um mandamento. Então, tem muitos mandamentos. Por esta razão, a gente compreende a linguagem do Espírito Verdade, lá no Evangelho Segundo o Espiritismo. Ele diz assim, um novo mandamento vos dou. Um novo mandamento vos dou. Espíritas, amai-vos. Eis o primeiro mandamento. Instruí-vos. Eis o segundo. Se nós temos esta visão de que há centenas de mandamentos, as coisas ficam mais fáceis. Bom, mas esse pomar tem um núcleo. Ele tem um núcleo. Ele tem um centro. Imagine um grande círculo e tem o seu centro.
Esse centro são os dez mandamentos. Então, não é que só existem os dez mandamentos. É que os dez mandamentos são o núcleo dos mandamentos. Veja que eu estou falando coisas diferentes. Acho que já ficou claro isso. Bom, mas eu posso aprofundar ainda mais nesse núcleo. Então, esse núcleo, que são os dez mandamentos, a gente pode usar uma metáfora, que é uma metáfora boa, que é a metáfora do átomo. Então, no átomo eu tenho um núcleo que é formado de prótons e nêutrons e os elétrons. Se nós fôssemos usar uma comparação proporcional, imagine um maracanã.
O núcleo seria uma bola de gude no meio do maracanã e o elétron estaria na última cadeira da arquibancada. Tamanha a distância. É uma distância absurda, imensa. Então, em meio às centenas de mandamentos do Velho Testamento, nós temos aquele núcleo de dez. Mas eu, olhando para o próton e para o nêutron, eu posso aprofundar mais ainda. Aí eu vou perceber que prótons e nêutrons são feitos de uma partícula menor ainda, mais elementar ainda, que são os quarks. São partículas bem menores do que o próton e o nêutron. E, na verdade, a diferença do próton para o nêutron é apenas na proporção de quark.
Então, nós podemos dizer que os dez mandamentos podem ser reduzidos em dois. Amar a Deus sobre todas as coisas. Amar ao próximo como a ti mesmo. Isso aí os hebreus já sabiam. Eles já estavam… Eles já sabiam isso aí há centenas de anos antes de Jesus. Não é? E, às vezes, a gente comete uma impropriedade em dizer que Jesus ensinou isso. Não! Jesus fez uma pergunta para o doutor da lei e foi o doutor da lei que respondeu isso. Não foi Jesus? Jesus só corrigiu a prova. Falou, primeira questão, 9.98. Segunda questão, por quê?
Porque não tinha feito ainda. Respondeu bem, mas não tinha feito. Então, acertou as questões. Jesus corrigiu. Falou, está certinho. Seu raciocínio está ótimo. Agora, vá lá e aplica isso. Porque mandamento é comando. Mandamento é imperativo de conduta. Imperativo de conduta. Se eu não adotar a conduta, é o quê? Não faz sentido. É? Bom, mas, se eu quiser, ainda posso reduzir mais ainda. Então, eu saí de centenas, cheguei em dez, reduzir para dois, eu posso reduzir para um. O mandamento, na verdade, é o do amor. É o do amor.
Então, o amor resume a lei mosaica. Resume a lei mosaica. Então, em meio a esse pomar de centenas de árvores, se eu olhar com atenção, eu preciso enxergar o amor. O problema é que, se o amor não estiver dentro de mim, eu só enxergo olho por olho, dente por dente. Que não está. Em nenhum mandamento. Então, nós comentamos sobre isso. Fizemos essa reflexão. Eu vou abrir. Vocês querem comentar alguma coisinha sobre isso? Só duas mensagenzinhas chegaram aqui muito legais. Uma da dona Dália, mãe de Leonor, aqui. Vai ficar boa, sim?
Vai passar. E uma pergunta aqui da amiga Sandra, sobre essa conversa com o fariseu aí. Quando o doutor da lei respondeu a Jesus, se baseou no texto diretamente ou foram sobre as interpretações que faziam das leis? Sandra, tem duas perguntas que Jesus fez para ele. Isso é importante. Jesus perguntou para ele, o que está escrito, como você lê? Isso é importantíssimo. A primeira aula de interpretação bíblica, no Novo Testamento, foi dada pelo próprio Jesus. No Novo Testamento, não é? Ele perguntou o que está escrito. É importante isso, porque eu também não posso ficar numa viagem, viajando, num negócio que não está escrito.
Ou o texto fala não matarás, aí eu começo a viajar e concluo que tenho que matar. Aí, não dá. Não é? Então, o texto é um limite. O texto estabelece um limite, porque se não tivesse texto, tudo é possível, não é mesmo? Então, Jesus perguntou, o que está escrito? Ora, eu definir limites não significa que eu estou compreendendo o que está dentro do limite. Então, eu posso dizer assim, a fazenda do Pedro tem 30 hectares. Os limites delas são ao norte, ao sul, a leste, a oeste, defini. Posso até pegar lá uma planta geodésica, definir os limites.
Tá, mas o que tem dentro da fazenda? O que tem dentro? É quando Jesus pergunta para ele. Como lês? Você está lendo isso como? Qual que é a sua leitura? Lembrando que que eu tenho que tomar cuidado para não confundir leitura com leitura, apenas. Ler, por que eu não posso confundir? Porque 98% da população não lia, e isso até entre os patriarcas. É tanto que tem uma piadinha infame que diz que Jacó amava Raquel e não lia, que é a segunda esposa, não é? Amava Raquel e não lia. A maioria não lia. Então, naturalmente, quando Jesus pergunta como lês, como lês, é por quê?
Por quê? A pergunta a gente poderia colocar num sentido moderno. Como é que você traduz isso na sua vida? Porque você é a carta-vivo. A sua leitura do Evangelho é como você vive. Como lês é quase se referindo ao olhar do leitor. Ao olhar. Ao olhar, Julio, é a aplicação, não é? Porque, para o hebreu, isso é muito importante, os doutores da lei sabiam disso. Se tem uma coisa, até hoje, que eles evitam, é uma leitura puramente intelectual. Eles não estão interessados nisso. Então, para eles, a leitura do texto bíblico só tem sentido se ela resultar em uma prática, individual ou coletiva.
É por isso que eles usam observar o sábado, observar as mites rotas, os mandamentos. Leitura só para deleite intelectual, não, do texto bíblico, não faz parte da cultura judaica. Isso faz parte da cultura grega. Porque os gregos, que são os criadores da filosofia, eles adoravam ler e ficar 500 anos filosofando. Não é? Se deixasse, ficava debaixo da árvore, 500 anos, pensando em uma teoria. Isso não faz parte do mundo hebreu. O mundo hebreu é um mundo prático, pragmático. Isso são normativos éticos, questão de ética.
Exatamente. Então, é. Ah, ok. Então, o que é que eu faço? O que é que eu faço? Então, se a gente não tiver essa compreensão, a gente vai, em função da nossa herança greco-romana, porque nós temos uma herança greco-romana muito forte, aí a gente vai ter a tendência de ficar apenas, apenas, no campo do intelecto. E essa foi uma preocupação do Espírito-Verdade, porque, como a terceira revelação é a revelação da verdade, nós não podemos confundir verdade com teoria. Verdade nem sempre é a teoria que eu falo. Não é? A maior verdade que existe é a vida que eu vivo.
E, aí, o Espírito-Verdade fala Espíritas, vocês estão na terceira revelação, então, o mandamento primeiro agora é amai-los. Segunda é instruí-los. Então, existe uma ordem. Uma ordem. Eu me instruo, eu me instruo em segundo plano para poder amar melhor. Não posso colocar o carro na frente dos bois, não é? O carro na frente dos bois. Haroldo, desculpa, uma pergunta aqui que me pareceu bem interessante, que é da Marta, a relação do decálogo com as leis divinas e naturais do Livro dos Espíritos, nas leis morais. Olha, tem uma diferençazinha.
Claro que tem pontos de contato, correto? Mas, os dez mandamentos são normas para o indivíduo viver. As leis morais do Livro dos Espíritos são leis do universo, não só para indivíduos. São leis do universo. A lei do progresso não é só para ser humano. A lei do progresso é para todos os seres vivos, para todas as coisas. Tudo está evoluindo. Tudo está em progresso. Não só o indivíduo. Então, não é uma lei só para a conduta humana. Só a gente entender isso, não é? Então, a lei de sociedade vale para as aves, para os pássaros.
Os pássaros vivem em agrupamentos. Os primatas vivem em grupos sociais. E, à medida que este grupo vai aumentando, ele vai se aproximando da espécie humana, inclusive, não é? Então, as leis morais são leis cósmicas. Os dez mandamentos são ordens éticas para o indivíduo vier, aqui no plano corporal ou no mundo espiritual. Então, mas não tem relação nenhuma? Claro que tem. Os dez mandamentos derivam, eles são fruto das leis divinas ou naturais. As leis divinas ou naturais. Paulo, eu tenho uma compreensão de que o decálogo é datado.
Ou seja, era para aquele contexto, daquele povo em migração, em peregrinação, que é de 3.500, 4.000 anos atrás. O que você acha disso? Bom, João, na verdade, o que é datado são algumas outras centenas de mandamentos. Nós temos centenas de mandamentos, alguns são datados. À medida que eu vou caminhando para o centro, eu vou caminhando em direção à imutabilidade. Então, tem mandamentos que são periféricos. Por exemplo, existem mandamentos no Velho Testamento a respeito de menstruação da mulher. É óbvio que isso não vale mais para nós no século XXI.
Não faz sentido. Nós já estamos, nós já temos recursos, nós já temos progresso suficiente para lidar de uma maneira muito mais eficiente com a menstruação feminina do que aquelas mulheres que estavam peregrinando no deserto. Isso é… não é? Isso é bastante claro. Mas, à medida que eu vou saindo da superfície, das extremidades, para o núcleo, quando eu chego nos 10 mandamentos, ali eu já estou com um caráter imutável. Imutável. Não é? Então, aquelas leis ali, elas são leis para seres dotados de livre-arbítrio e de consciência e de pensamento contínuo e são leis que vão direcionar…
olha que interessante… a expiação, a evolução espiritual. Então, é importantíssimo isso, não é? É claro que… eu não posso confundir, não é, João, o mandamento com a formulação do mandamento. Então, o mandamento foi escrito, ele foi dito numa linguagem que é uma linguagem antiga. É por isso que o Paulo, há dois mil anos atrás, já dizia… olha, gente, cuidado, a letra mata. Porque a letra é veículo, a letra é invólucro, a letra apenas transporta o mandamento, o mandamento não está na letra. O mandamento está no espírito da letra.
Interessante, não é? A questão da linguagem também, esse caráter mais proibitivo, negativo dos mandamentos, não é? Haroldo, e uma outra questão que chama atenção também, você que comentou na… não sei se foi na live passada ou duas atrás, da primazia da relação com Deus e depois a relação com a sociedade, relação com o próximo, não é? Essa divisão que também se verifica na oração do Pai Nosso, na sequência das rogativas. Exatamente. Então, nós podemos dizer que os Dez Mandamentos são mandamentos sobre relacionamento.
Qualquer mandamento. Podemos pegar aquilo. Eu gosto bastante, porque está mais resumido, Zinho, e nós estamos estudando o êxodo. Então, os mandamentos estão no capítulo 20, mas está meio confuso, não é? Está vendo como é que a letra mata? A formulação dos Dez Mandamentos no capítulo 20 de êxodo é meio confusa. Você fala, mas são dez ou eu achei quinze aqui? É difícil contar dez. Eu achei quinze aqui, mas cadê o primeiro, não é? Então… Então… Para a gente entender o que é letra. Moisés percebeu isso, não é? Falou, acho que nós vamos ter que escrever de novo, não é?
Vamos fazer uma edição, revista e corrigida, não é? Não atualizada, revista e corrigida. Que é o capítulo 5 de Deuteronômio. Então, lá no capítulo 5 de Deuteronômio, aí está mais facinho de entender. Está mais facinho de entender. Por quê? Porque o mandamento começa no versículo 7, capítulo 5, versículo 7 de Deuteronômio e termina no 21. Haroldo. Oi, Júlio. Explica a origem da palavra Deuteronômio. Por que tem esse nome? Esse nome é um grego. Então, é a lei pela segunda vez. Importante. Nomos é lei, Deuteronômio é a segunda vez.
Então, é tipo assim, revisão. De novo. Eu vou repetir. Eu não sei se a turma que está assistindo a gente já sabia disso. Porque eu não sabia disso. Interessante saber, porque quando você vai ler o texto, você está entendendo que está se tratando realmente de uma releitura, de uma revisão. É uma repetição. E, Haroldo, parece que é uma tradição de interpretação de que o Deuteronômio é uma coletânea de discursos de Moisés. Sim. É tudo o que é, não é, João? Na verdade, tudo isso aqui foi oral. Para te falar a verdade, eu não acredito nem que isso tenha sido reduzido à escrita enquanto Moisés estava encarnado.
Isso aqui só foi escrito muito tempo depois dele desencarnar. Porque a gente tem uma mania, João, que é mania de espírito encarnado do século XVII para frente. A gente acha que a imprensa e o livro sempre existiram. Nós estamos tão acostumados com o livro. Mas não é possível. Moisés não tinha uma biblioteca? Não, né? Não. Não tinha. Mas, em compensação, os antigos tinham uma memória 50 vezes melhor do que a nossa. Isso aqui é mais tradição oral do que texto escrito. Esse é o grande equívoco. Para mim, esse é o grande equívoco de Lutério e Calvino.
Porque eles pegaram uma cultura alemã e quiseram fazer uma leitura anacrônica do passado de acordo com a cultura alemã deles. E criaram aquele princípio de toda a verdade está na escritura. Eu não sei qual. Qual escritura? A escritura alemã? É essa a escritura que Moisés tinha? A gente viu aqui. Já estudamos isso. Os 10 mandamentos foram dados primeiro oralmente. Deus falou com Moisés, foi boca a boca. Agora você aprendeu, você vai lá e ensina. Depois que escreveu a pedra, é assim que Moisés quebrou a pedra. As duas pedras.
Aí, foi isso. Teve que escrever de novo. E, veja, pedra. Pedra. Só escrever os 10 mandamentos e os outros não foram escritos. Então, a gente precisa só… É isso que é o bonito da fé raciocinada espírita. Não é? Porque ela nos liberta desse tipo de labirinto, desse tipo de equívoco, histórico, inclusive. Então, lá no Deuteronômio, está mais fácil de entender. E o primeiro mandamento, como eu estava dizendo, retomando aqui, os 10 mandamentos são mandamentos sobre relacionamento. Então, na verdade, a gente vê, ao invés de fazer a palestra dos 10 mandamentos, o tipo da palestra tinha que ser relacionamento.
Relacionamento. O tema aqui é relacionamento. Por isso, os 10 mandamentos só fazem sentido para o Espírito que já atingiu a razão. Só para o Espírito que já atingiu a razão. E, aí, nós temos dois tipos básicos de relacionamento. Um outro, que tem um relacionamento conosco, mesmo, não é? Conosco mesmo. Bom, o relacionamento comigo mesmo é tratado de maneira indireta nos 10 mandamentos, porque todos os 10 mandamentos têm implicação na minha relação comigo mesmo. Nós vamos falar sobre isso. Mas, basicamente, eles estão tratando de duas relações, a minha relação com Deus e a minha relação com o outro que não sou eu.
Com aquele que não sou eu. Para ficar mais fácil de entender. Porque esse é um problema também. A gente traduz para o português próximo achando que é o advérbio de lugar. A próxima é quem está perto. Mas, não existe essa palavra aqui no hebraico. A palavra no hebraico é irmão. Então, é Deus e teu irmão, que faz todo o sentido. Que bonito, hein? Não é? É um filho pródigo direto. Exatamente. É por isso que Caim mata o irmão. É sempre o irmão. Toda vez que eu mato, eu estou matando um irmão. Mas, Haroldo, como assim? Gente, é óbvio que eu não estou falando de parentela corporal, não é?
Nós estamos falando da parentela universal. Se Deus é o Criador, todo mundo que é criado é irmão, não é? Mesmo que você não goste da pessoa, ele é seu irmão. Então, os mandamentos são sua relação com Deus, sua relação com seu irmão. É isso. Só que aqui tem um detalhe. Aqui tem um detalhe. Toda vez que eu complico a minha relação com Deus ou a minha relação com o meu próximo, quem mais sai prejudicado sou eu. Sou eu. Por quê? Porque a lei divina determina que o mal que você faz fique gravado em você. Então, o veneno que você deu para o outro bebê, 95% dele fica em você.
Não é? Então, a Rosângela está até lembrando, a lei do retorno. Eu nem sei se é retorno, viu, Rosângela? Para falar que é retorno, eu tenho que falar que foi, não é? Para falar que algo voltou, eu tenho que ter ido, não é? A verdade é, será que o mal que eu pratico saiu de mim? Será que ele saiu de mim? Será que ele foi embora e depois voltou? Eu acho que ele nunca saiu. E aí está a lógica da expiação. Isso, eu ia pedir para você comentar isso. Você mencionou isso há pouco tempo, né? O decálogo como uma referência para a expiação, para isso que a Rosângela está chamando de lei do retorno.
Detalhe um pouco mais sobre isso, Haroldo, por gentileza. Olha, João, é igual ao Covid. Você está com ele e passa para os outros. O fato de você infectar alguém não significa que você curou. Não é? Então, esse é o ponto que, às vezes, a gente não reflete. Todo mal que eu causo a alguém é apenas uma infecção de um vírus que está em mim. Eu propaguei algo que eu não me libertei. Esse algo está em mim. Eu não me libertei dele. Interessante isso, não é? É, rapaz, é um negócio a se pensar, não é, Haroldo? Amiga, um abraço aqui para a Justara Korngold, que está aqui assistindo a gente também.
É, Justara. Ah, vejo a Justara, gente. Saudada da Justara e do João. E a Regiana, amiga de Montreal, faz essa pergunta aí, Haroldo. Como fica quando a sua ação é interpretada como mal? Não, Regiana, você não responde pela interpretação do outro. Quem interpreta é Deus. Porque o juiz é Deus, não é teu próximo. A lei divina é conduzida por Deus, não pela vítima ou pela suposta vítima. Precisamos entender isso também, gente. Então, é o seguinte, não é a interpretação do outro que vai determinar se você errou, se você acertou.
Agora, eu tenho uma dica. É a tua consciência. Porque ela sempre apita. Ela sempre dá um alarmezinho. Ela sempre indica. Ô, João, o Haroldo está travando para você um pouquinho, João? Está, está sim. O vídeo só, o áudio… Está fluindo, não é? Está bom. O áudio está fluindo, mas tem hora que a internet fica… O áudio está vindo, mas a sua imagem está parando. É só para a gente certificar aqui. O Haroldo, aqui no versículo 9, a gente está lendo, então, o capítulo 5 do Deuteronômio, versículo a partir do 7. A Salete pinçou aqui uma dúvida sobre essa…
Dá para explicar essa menção do segundo mandamento até a terceira e quarta geração? Eu vou ler aqui o versículo 9. Não te prostrarás diante desses deuses, nem os servirás. Porque eu e Havé, teu Deus… Bíblia de Jerusalém, tá, gente? Eu e Havé, teu Deus, sou um Deus ciumento que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e a quarta geração dos que me odeiam. E, aí, tem um probleminha de tradução. A preposição usada aí não é até. A preposição utilizada aí é na terceira e quarta geração. Na terceira e quarta geração.
E, aí, entra uma coisa importante. É por isso que nós vamos comentar isso com calma, porque nós vamos chegar lá ainda. Já adiantou. A minha ideia é a gente seguir, desde o primeiro, a gente vai seguindo isso. Mas, só para dar uma ideia geral, é aqui que está a reencarnação e é aqui que está a herança genética da expiação. Porque, também, nós temos que compreender uma coisa. Esse tema é pouco estudado. Os Espíritos se reúnem por afinidades, inclusive expiatórias. E eles constroem um patrimônio genético das expiações e provas que têm que passar.
Nossa, Haroldo, complicou. Então, vou resumir. Você está no lugar certo com as pessoas certas. Mas isso é determinístico? Não há nenhum determinismo na genética. Depois do sequenciamento do projeto Genoma, a gente sabe que só 2% dos genes codificam proteína. Os outros 98% a gente não sabe o que faz. E desses 2%, eles são botões, ligam e desligam. E a gente já descobriu que tem fatores que ligam e desligam os genes. São epigenéticas. Então, esquece essa ideia de determinismo. Não é? Você pode ter uma mãe com hipertensão e diabetes.
Um filho vai herdar diabetes e o outro hipertensão. Por quê? Por que os dois não herdaram diabetes e a hipertensão? Correto? Tem toda uma matemática divina. André Luiz chama de matemática das probabilidades. Está lá no capítulo Hereditariedade da Evolução em Dois Mundos. E ele diz que esses cálculos são feitos utilizando integral e derivada, que é cálculo da engenharia. É matemática avançada. Ele chama de geometria transcendental. Não dá para entender isso só com a matemática. 1 mais 1 é 2. Que é bem mais complexo do que isso.
Então, a tradução aqui é na terceira e quarta geração, e não até a terceira e quarta. Na terceira e quarta geração. Mas, nós vamos ver isso. Nós vamos. É porque adiantou, não é? É. Enquanto a gente conversava aqui, o pessoal leu as leis. Leu as leis todas. Então, vamos voltar para a gente entender. 10 mandamentos é sobre relacionamento. Relacionamento com Deus. Relacionamento com meu irmão. Por quê? Porque qualquer ser criado por Deus é meu irmão. Não é? E por que a escolha da palavra próximo, Haroldo? Por que esses tradutores, até hoje, essa escolha pelo próximo?
Júlio, essas palavras, a coisa da tradução, ela começa assim. Olha como é que tradutor pensa. Por isso tem um ditado italiano, chama tradutore e traditore. Tradutor traidor. Qual que é o problema do tradutor? Ele acha que todo leitor é burro. Então, ele fala assim, eu não vou traduzir do jeito que está, não, porque as pessoas não vão entender. Então, eu vou traduzir o sentido que a coisa tem, só que o sentido que a coisa tem é a interpretação dele. Aí, você delimitou. É. Então, o sujeito leu lá, irmão… Ah, não, mas não…
Irmão? Irmão, não, eu não tenho irmão. Eu sou filho único. Eu acho que o texto quis dizer meu próximo. E aí, traduziu. É isso. É por isso que a primeira pergunta de Jesus para o doutor Dalê é o que está escrito, filho? O que está escrito? Onde está escrito próximo, meu filho? Onde você lê o próximo aí? Onde está escrito próximo? Não está escrito próximo. Haroldo, seria correto pensar que, nesse tempo, pensava-se num Deus criador e não num Deus pai? Não. Não é bem isso. Não é bem isso. A história de Adão, Eva, Caim e Abel deixa muito claro que se trata de uma família.
A família. Essa ideia de que o Deus criador é o genitor da família humana está muito clara. A questão é mais profunda. Qual o caráter dessa paternidade? Que pai é esse? Então, esse pai aqui, ele é visto como? Como severo. Como duro. Como rígido. Esse ciumento que aparece aqui. Rígido, exigente. Mas, vamos lá. Qual é a visão de Deus, na maioria das vezes? Qual é a visão de Deus que a gente tem quando está no meio de uma expiação? Eu não mereço. A visão de Deus que eu tenho. A visão de Deus implacável, não é? Então, imagina uma mãe que está com seu filhinho de três anos com câncer na medula e a criança morre nos braços dela.
Na relação dela com Deus, ela está enxergando um pai amoroso e misericordioso ou um Deus ciumento, rígido, que pune na quarta e terceira geração. Então, vamos lá. Vou entrar numa coisa profunda aqui, agora. Existe uma justiça divina. Se você feriu a lei, você não vai ganhar beijinho, você vai olhar para outra face, a face da lei. A face da lei. Então, para eu olhar só para a face amorosa e misericordiosa de Deus, eu tenho que merecer isso. Eu tenho que estar puro. Mas, quando a gente vê a parábola do filho pródigo, a gente se confunde com esse pai, que é lógico misericórdia acima de tudo, a justiça dele é a misericórdia, através da misericórdia.
Mas, a gente pode se confundir, também, com esse pai extremamente emotivo. Vou dizer assim, pensar que ele vai passar a mão na cabeça, que foi o que o filho que ficou pensou, não é? Não sei o que… Por isso que é a interpretação, não é? Mas, aqui, nós estamos falando de uma coisa mais profunda. Nós estamos falando da qualidade da experiência que eu vou viver. Então, vou dar um exemplo, Júlio. Digamos que você encontre com o Espírito Puro. Ele veio tomar um café aí com você. E, aí, você começa a conversar com ele, olha como é que está, qual expiação você está passando?
Ele fala… nenhuma. E você, Júlio? Expia só. Deu para entender? Isso é profundo. Então, existe um rigor no universo. Existe. Se eu… Se eu… causei desarmonia no tecido do universo, o rigor da lei vai determinar que eu repare o prejuízo. Agora, nós temos que entender… eu não posso interpretar isso aqui ao pé da letra, pelo amor de Deus. Não posso interpretar. Mas, existe um rigor. Porque, senão, Júlio, eu tenho feito algumas lives e espírita vem na live e pergunta assim… Nossa, mas por que uma pessoa nasce com paralisia cerebral?
Como é que Deus pode ser tão mau para permitir um negócio desse? Então, aí tem que voltar lá para o alicerce da lição espírita. O espírito não encarna com a paralisia cerebral porque, nos últimos dois mil anos, ele está tendo uma vida pura. E o que isso significa? Que se eu, Júlio, se você, se o João, trilharmos o caminho dele, pode ser que o nosso resultado seja esse. Por quê? Porque não existe impunidade na lei divina. Isso existe na lei humana. O desafio é ter a perspectiva espiritual desses instrumentos. Esse é o desafio.
Então, misericórdia é processo. Misericórdia não é imunidade. Eu posso causar todo mal e nada vai acontecer comigo porque Deus é misericordioso. Por quê? Questão 13 do Livro dos Espíritos. Deus é soberanamente justo e Bom. Ele é o infinito da justiça e o infinito da bondade ao mesmo tempo. Deus é implacável? Não. Se ele fosse implacável, nenhum de nós estaria fazendo live agora. A gente não estaria nem de pé. Se ele fosse implacável, nós não estaríamos nem de pé. Mas, ele é condescendente? Ele aplaude o mal? Ele estimula o mal?
Ele deixa a impunidade vigorar no universo? Não. Mas, por amor, né? Por amor. Claro. Da mesma maneira que um médico responsável, uma médica responsável não vai deixar o paciente com uma infecção bacteriana. Ai, que bonitinhas as bactérias. Não, não vamos combater as bactérias. Deixa elas matarem a pessoa. Isso é piedismo. E nem vai deixar o paciente com dor porque ele foi irresponsável. Exato. Não é isso? Por exemplo. Se eu me envolvi numa briga, eu chego lá esfaqueado, o médico vai falar assim, ah, morre aí, eu vou te atender.
Não. Quem mandou você mexer com briga? É um popular bem feito. Não vai fazer isso. Ele vai atender, se ele for uma médica, um médico responsável, vai atender com a mesma dedicação, com o mesmo carinho. Mas, assim, quem está esfaqueado é você. Claro. Não existe consequência. Desculpa. Desculpa. Só uma questão do Afonso aqui. Tem várias passagens que Deus fala diretamente aos profetas, e como falaram se mostra ciumento, vingativa, etc. Será um erro de interpretação de quem recebeu a mensagem? Não, Afonso. Isso é linguagem hebraica de 3.500 anos atrás.
Você está lidando com um texto que tem 3.500 anos. Por isso, você está achando estranho. É a letra. Não é? Então, o problema não é do texto, o problema é de quem lê o texto. Se eu leio o texto ao pé da letra, vai ficar tudo confuso mesmo. O que acontece? Olha só, eu pego um texto de 3.500 anos atrás, de uma cultura específica. Eu começo a ler ao pé da letra achando que esse texto está descrevendo Deus? Tem dois equívocos aí. O texto não está descrevendo Deus. Ele está descrevendo a percepção de Deus. Não Deus. A leitura que estava se fazendo.
Isso. E mais. Além de estar descrevendo uma experiência de um indivíduo, está descrevendo uma linguagem que não é mais a nossa. Por isso que é um estranhamento. Então, tomar cuidado com isso. Está escrito no Velho Testamento, então Deus é assim. Meu Deus, isso aí… Aí, até Deus fica espantado com um negócio desse. Não é? É claro que aqui não está descrevendo Deus. Aqui está descrevendo a experiência de um ser humano. Alguém está narrando a experiência com Deus. É isso. Não Deus. Por que não Deus? Está lá no Livro dos Espíritos.
Os espíritos puros o veem e o compreendem. Os imperfeitos o sentem e o adivinham. Adivinham. Imaginam. Supõem. É importantíssimo isso. Meus queridos, eu vou ter que ir. Muito bem. Só reforçando o recado aqui, gente, que nas próximas semanas os episódios do estudo serão às 13 horas, não é, Arô? À uma da tarde. Só até a primeira semana de julho, João, porque eu estou tendo uma aula, não é? Exatamente. Já começou. Estou seis minutos atrasado. Das emoções, não é? A coisa das emoções. Exatamente. E por conta dessa aula, a gente teve que mudar.
Mas ela vai só até a primeira semana de julho e depois a gente volta ao normal horário de sempre. A programação. Arô, então vai lá. Obrigado. Fiquem com Deus. Um abraço para todos. Um bom fim de semana. Boa aula. Melhoras para a Leonora, para todos aí que estão passando, para as nossas famílias, essas dificuldades. Fiquem com Deus, não é, gente? Com Deus. Obrigado. Um abraço, gente. Ô, Júlio, você… Fala, João. Não, eu ia separar uma música, mas vamos… Estamos aí. Estamos aí ainda. Você sabe que é uma música que eu gosto muito e que tem tudo a ver com a conversa que a gente teve aqui.
Vamos lá. Vamos lá para encerrar, terminar continho. Vanessa, Caínha… Bacana. Vamos ver o que puder esperar aí com a gente, para a gente vibrar juntos aí, por todos aí. Vamos lá? Vamos. Você… Você marcou o áudio? Não. Isso nunca me aconteceu. Primeira vez, né? Primeira vez. Novamente, gente. Vamos lá. A música é bonita, hein? É um quadradinho só. Vamos lá. Caínha Onde está teu irmão Abel? Perante a voz do sem fim Tresmuga-se o homicida rei Mas o sangue de Caín Será o sangue em Abel Céu na terra Na terra do céu O rangido de dentes Se aquieta sob um teto Serão parentes Parto e ente Feto, feto Pelos laços fraternos Deus reconcilia a serena Os desafetos maltal Da família Pai, mãe Irmão Coração Vem, pedaços cativa Partinha, alegria Laço, laço Laço Um vadido corusta o luto E a treva se reluz Bendito é o fruto Do vosso ventre, Jesus Do vosso ventre Ventre de Jesus Do vosso ventre Ventre de Jesus Pelos laços fraternos Deus reconcilia a serena Os desafetos maltal Da família Pai, mãe Irmão Coração Vem, pedaços cativa Partinha, alegria Laço, laço Um vadido corusta o luto E a treva se reluz Bendito é o fruto Do vosso ventre, Jesus Do vosso ventre Ventre de Jesus Do vosso ventre Ventre de Jesus Ventre de Jesus
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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