Neste episódio, Haroldo Dutra Dias nos convida a aprofundar o estudo do Velho Testamento, com foco no Livro de Isaías, à luz da Doutrina Espírita. O estudo se inicia com uma reflexão sobre a Sexta-feira da Paixão, contextualizando o sacrifício de Jesus como o “Deus conosco”, o Emanuel profetizado em Isaías.
O que é estudado neste episódio
- A Profecia do Emanuel em Isaías: O estudo destaca Isaías como o livro que anuncia o “Deus conosco”, o Messias, e a importância dessa promessa para a compreensão da presença divina entre os homens.
- Conexões com o Livro de Êxodo: A promessa de Isaías é conectada à narrativa de Êxodo, que descreve a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. Haroldo Dutra Dias explora a ideia de que essa libertação representa um resgate coletivo de débitos trazidos de Capela, conforme a Doutrina Espírita, enfatizando que não há vítimas no universo, mas sim compromissos perante a lei divina.
- A Misericórdia Divina e o Deserto: A peregrinação do povo hebreu no deserto é interpretada como um símbolo da regeneração da alma humana, individual e coletiva. A ação da misericórdia divina permite o crescimento espiritual, mesmo em meio às expiações.
- O Tabernáculo e a Presença de Deus: A ordem de construir o tabernáculo a Moisés é analisada como a primeira expressão da ideia de “Deus conosco”, um Deus que habita e caminha com o povo. A tradição judaica da Shechiná, a nuvem da presença, é comparada ao conceito de fluido cósmico, permeando e envolvendo a todos.
- A Crítica à Materialidade do Templo (1 Crônicas 17): O episódio aprofunda a passagem de 1 Crônicas 17, onde Davi expressa o desejo de construir um templo para Deus, mas é advertido de que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. A verdadeira “casa” que Deus edificará é de natureza espiritual, não material.
- A Visão de Paulo de Tarso e a Iluminação do Espírito: A mensagem de Paulo de Tarso, conforme exposto por Emmanuel no livro “Paulo e Estêvão”, é trazida para o estudo. Paulo compreende que a assistência social, embora importante, é provisória, e que a iluminação do espírito é o objetivo final do Evangelho, capacitando o indivíduo a superar suas necessidades e imperfeições.
- O Domínio Espiritual de Jesus (João 16:32): A crucificação de Jesus é analisada como o ápice de seu domínio espiritual. Jesus, mesmo ligado às diversas forças do mundo, não se prendeu a nenhuma delas, demonstrando autodomínio e identificação com os propósitos do Pai.
- A Cruz como Símbolo de Transformação: A mensagem da cruz é interpretada como um convite à transformação pessoal e à regeneração do próprio destino, através da resignação e do enfrentamento das expiações. O verdadeiro cristão é autônomo e luta contra as escravidões das imperfeições.
- A Lei de Deus no Coração (Hebreus 10:16): O estudo conclui com a citação de Hebreus 10:16, onde Paulo fala sobre Deus escrevendo suas leis nos corações e mentes. Emmanuel comenta que o objetivo de Jesus é inscrever seus ensinamentos em nossa alma, elevando nossos sentimentos e pensamentos.
Reflexões
- A verdadeira libertação não se dá apenas no plano físico, mas principalmente no plano espiritual, através do resgate de débitos e da purificação da alma.
- Deus não habita em templos materiais, mas sim nas consciências, e a verdadeira transformação ocorre quando o indivíduo se alinha aos propósitos divinos, desenvolvendo o autodomínio e a iluminação do espírito.
- A mensagem da cruz nos convida a enfrentar nossas próprias “crucificações” com serenidade e resignação, transformando o sofrimento em oportunidade de crescimento e regeneração.
Ler transcrição do episódio
🎵 MÚSICA DE SUSPENSE 🎵 🎵 MÚSICA DE SUSPENSE 🎵 Ô, Júlio! Boa tarde! Boa tarde, amigos do Cê! Bem-vindos à nossa live de sexta-feira da paixão! Pois é! Estava aqui fazendo um violãozinho pra gente começar, né? Recomeçar nosso estudo de Isaías. Não! Toca uma ilha! O que é isso? Estamos aqui pra gente fazer uma prece. Eu posso tocar e você pode fazer sua prece. Despreocupado aí, se você quiser, pra gente começar, tá bem? Vamos fazer a nossa prece, então. Lembrar o pessoal que está assistindo pelas vias, que está transmitindo pelo YouTube do Portal Cê, pelo Instagram do Espiritismo.
tv, quem não está seguindo, vai lá seguir, né? E… Já pararam. E vamos lá! Eu vou fazer, você fica à vontade, tá bom, Júlio? Tá bom, tá bom. Mestre amado, neste dia especial, Senhor, que relembra os momentos decisivos da Tua prisão e posterior crucificação, nós elevamos o pensamento até Ti, pensando na força da Tua exemplificação, na Tua resistência moral sempre, no Teu autodomínio e no exemplo que deste à humanidade inteira a respeito da verdadeira transformação que esperas no mundo, aquela que começa em nós mesmos.
Assim, Mestre, pedimos que abençoe todos que passam por dores, lúteis e sofrimentos, que nos amparem, nos inspirem, nos fortaleçam em nossa jornada de aprimoramento e aprendizado, Senhor, e proteja a nossa live para que ela reflita o Teu pensamento e a Tua vontade a respeito de cada um de nós individualmente. Que assim sejamos. Ó, Júlio, que coisa boa! Então, meus amigos que estão nos acompanhando, não deixem de visitar o Instagram do Espiritismo.tv. Hoje, neste momento especial da quarentena, em que as mídias sociais têm mostrado o seu poder e a sua capacidade de nos manter unidos, de nos manter conectados à espiritualidade, aos ensinos de Jesus, não deixem de conhecer o trabalho, de se inscrever, de divulgar, de compartilhar este conhecimento, porque ele pode ajudar muitas pessoas, pode consolar, esclarecer muitos e muitos corações.
E, hoje, na sexta-feira da Paixão, eu preparei aqui uma reflexão singela, mas muito especial, porque é a nossa homenagem pequenina, mas homenagem grata, cheia de gratidão, ao nosso Mestre Jesus, pelo seu sacrifício, pela sua esnéquificação, pelo legado que ele deixou para a humanidade, porque enfrentou, viveu, sentiu na alma todas as angústias, todas as dificuldades da humanidade encarnada. Mas, sobre ele que nós queremos falar hoje, o tema está dentro, sim, do livro de Isaías, porque o livro de Isaías é o grande livro que fala do Immanuel, o Deus conosco.
Im Em nós, Im Em nós, é o Deus entre nós, Deus conosco. É a profecia de que o Messias, o símbolo do Messias, a marca essencial do Messias, é que ele seria Deus conosco, Deus entre nós. E é importante essa promessa que está no livro de Isaías, na primeira parte do livro de Isaías, porque essa promessa feita nesse livro, desse grande profeta, ela evoca uma passagem muito antiga, uma passagem que sai lá em Êxodo. E, aí, a gente começa a perceber uma espécie de teia, uma espécie de rede de conexões. Então, senta na cadeira, relaxa-se, acalma-se, para que a gente possa unir essas pontas soltas, unir esses fios e tecer um grande artefato, para que a gente possa compreender o que esses textos estão evocando.
Bom, todos nós sabemos que Êxodo é o livro que canta a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, da escravidão física, escravidão real, um processo dolorido, doloroso, de resgate coletivo, enfrentado por esses Espíritos que formavam a comunidade hebreu. A Caminho da Luz, que de todos os grupamentos vindos de capela, o grupamento hebreu era aquele que possuía a maior carga de débitos perante a lei divina. Então, aqui, já numa abordagem utilizando os instrumentos da Doutrina Espírita, nós já podemos concluir, sem muita dificuldade, que não há vítimas, não há vítimas no universo, não há vítimas, embora muitos se avorem a serem salvadores ou assumirem essa pretenciosa posição de salvadores, a justiça divina coloca sempre aqueles que possuem compromisso perante ela, diante dos instrumentos de resgate, que variam infinito, porque o resgate, junto à lei divina, pode se dar das mais variadas formas, desde o trabalho no amor, a liberação, desde uma missão espiritual até o resgate doloroso, em que a criatura sofre as consequências e sofre da mesma forma ou sofre as mesmas características de processos que um dia ele fez alguém sofrer.
Então, há uma troca de posições e, aqui, nós temos um povo hebreu na escravidão, naturalmente, resgatando grandes débitos que eles traziam de capela, débitos coletivos de escravizados, débitos de escravizados. Quem escraviza será escravizado, se não abrir a sua alma, se não se abrir para os processos purificadores do amor. Isso, o resgate doloroso, não é o único mecanismo que a lei divina tem para nos purificar, mas, às vezes, em função da rebeldia, da temosia, esse acaba se tornando o único instrumento para a purificação das almas.
E, aqui, nós estamos falando de exilados, nós não estamos falando de Espíritos dóceis, não é? Não estamos falando de Espíritos abertos à pedagogia divina, estamos falando de Espíritos altamente endurecidos na prática do mal, na religia e na temosia perante a lei divina. Mas, o livro de Êxodo fala da ação da misericórdia divina que, não obstante todos os processos em nós que atraem a escravidão, a misericórdia, ajuda, nos ampara, nos auxilia para que o nosso pé não se transforme em algo sufocante e impeça o nosso crescimento espiritual.
Vou tentar explicar isso com palavras mais simples. Se fosse só justiça, nós não estaríamos respirando emenda por conta da misericórdia divina, que nós ainda encontramos um espaço de movimentação, um espaço de crescimento, porque a lei divina não é só a justiça escrita. A justiça divina, na verdade, é uma mescla de retribuição, de resgate, mas também de misericórdia, de crescimento e de amor. Então, o Êxodo fala desse processo da misericórdia divina que retirou o povo de uma expiação coletiva da estreiteza e da escravidão e o trouxe para uma peregrinação, a peregrinação do arrependimento, a peregrinação da regeneração, a peregrinação da purificação da alma, a peregrinação do povo hebreu no deserto é um símbolo da regeneração da alma humana, quer consideremos individualmente ou coletivamente.
E, quando, no simbolismo do Velho Testamento, o Criador orienta Moisés quanto aos aspectos de espiritualidade e religiosidade do povo hebreu, é importante a gente entender isso, porque Moisés orientou o povo de diversas maneiras. Moisés é o líder e é o que era possível naquela época. Não havia divisão de funções, de poderes. Moisés encarnava o político, o economista, o legislador e, também, o representante da espiritualidade e da religiosidade. Então, no aspecto da espiritualidade e da religiosidade, Moisés recebe uma ordem de construir uma tenda, um tabernáculo.
O tabernáculo é uma tenda morada ou uma morada-tenda. Mas, além de ser uma morada e ser uma tenda, ela também é uma ordem. Então, o tabernáculo, com uma palavra só, eu estou expressando três coisas. É uma tenda, é um lugar onde se mora, mas é um lugar também que desloga, é um lugar também que se movimenta. Não é um lugar que fica preso, não é uma morada, não é uma morada que fica presa a um lugar, é uma morada morna, tenda morada morna. Olha isso! Então, Moisés constrói aquele tabernáculo e, nas expressões simbólicas do Velho Testamento, Deus diz a Moisés construa para mim um tabernáculo que eu habitarei, eu habitarei retornando no meio deles, no meio deles.
Então, essa é a primeira vez que o Velho Testamento usa essa expressão de Deus conosco, Deus habitando junto a nós, Deus no meio da gente, não longe, não distante, entre nós, mas não entre nós na ociosidade, não Deus entre nós e a gente de braços cruzados esperando ele fazer ou algum governo fazer por nós. Deus entre nós andando, peregrinando conosco. Então, o povo inteiro se movendo enquanto comunidade e os indivíduos se movendo, se movendo, não esperando que alguém faça por eles. Então, essa era a ideia. Eu tirei vocês da escravidão e eu vou conduzí-los, mas eu não vou isentar vocês do deserto, eu não vou isentar vocês de testemunho, eu não vou isentar vocês de experimentar a fome, eu não vou isentar vocês de experimentar a dor, a doença, o envelhecimento.
Estar entre nós significa que eu vou acompanhá-los, eu estou com vocês. Isso nos lembra uma fala de Jesus na oração aos discípulos que está lá na segunda parte do Evangelho do Homem, dividindo o Evangelho do Homem em três partes, que está na segunda parte, que está dentro dos capítulos 13 e no final do capítulo 17, em que Jesus ora pelos discípulos, dizendo assim, Senhor, eu não te peço que os tios do mundo mas que os livres do mal. Não isenção, não sair do mundo e ser isento das injustiças do mundo, da precariedade do mundo, das dificuldades do mundo, não, mas retirá-los das falácias e das mentiras do mal.
E, a primeira mentira do mal, a primeira falácia do mal, é que ele dá conta de resolver as injustiças do mundo, injustiça que ele mesmo criou. Então, essa é a primeira mentira, que o mal tem instrumentos para resolver o problema que ele mesmo causou. Não tem! Não tem! Então, a violência cria problemas que ela não consegue resolver. Ela não consegue resolver. Isso é importante. Grandes missionários perceberam isso. Grandes missionários perceberam isso. Eu me recordo, por exemplo, de uma frase que eu vou buscar aqui, Martin Luther King, retribuir violência com violência multiplica a violência, acrescentando escuridão mais profunda a uma noite já sem estrelas.
Olhei isso. Olhei de novo. Retribuir violência com violência multiplica a violência, acrescentando escuridão mais profunda a uma noite já sem estrelas. Certo, não é? A noite já está escura, já está sem estrelas, e você retribuir violência com violência, você está só aumentando a escuridão, porque o mal cria problemas que ele não consegue resolver. Essa é uma coisa. Então, Jesus, absolutamente consciente disso, Ele não pede para os discípulos confiar em Pilatos, confiar em Herói, ou confiar em qualquer salvador político.
Ele não pede isso. E, nem pede para os discípulos ficarem só fazendo discurso. Ele pede para os discípulos permanecerem no mundo. Ele ainda diz no mundo tereis aflições, no mundo tereis aflições, mas tem de bom ou de ruim, eu penso em todo mundo. Então, eu acho eu acho porque porque o ativismo do Cristo é tão bonito que ele foi para a cruz. É diferente dos ativismos que a gente vê aí, não é? Todo mundo quer salvar e resolver o problema do outro, mas ninguém quer ir para a cruz. Então, essa é uma fala muito profunda, porque essa promessa de êxodo, e ela começa antes.
Como é que ela começa? Ela começa quando Deus fala com Moisés. Eu estou apedado do meu povo. Eu vou te conduzir para libertar o povo. E, quando Moisés consegue libertar o povo da extradição, com a intervenção divina, o próprio Deus começa a habitar uma tenda nova, ou seja, um Deus que está entre nós, mas que se desloca conosco. Não é? Então, é um Deus que caminha com o povo pelo deserto, sofrendo todas as arduras do deserto, morando com o povo. Então, na antiga expressão, a expressão dos meus avós, dos meus avós, dos meus avós, era comer um tiro de sal junto.
Então, quando o Criador diz assim e eu habitarei no meio deles, eu vou comer um quilo de sal com vocês. Eu vou caminhar, eu vou caminhar por junto. A tradição judaica vai se referir a essa presença, porque, evidentemente, que nenhum hebreu era ingênuo a ponto de achar que, fisicamente, Deus estava com eles, não é? Não vamos subestimar a inteligência, a espiritualidade e a religiosidade do povo hebreu. Então, a tradição judaica cria um conceito da Shechina, a nuvem da presença. Nuvem, o que é o sentido? Nuvem, porque tem o sentido de algo que envolve, não é?
Algo que envolve, mas que não pode ser envolvido. Esse é o sentido. Algo que preenche todos os espaços, mas que é neto, não é? Eu acho que, se nós pudéssemos usar um conceito, hoje, cateleirano, mais palatável para a nossa cultura, hoje, seria um fluido cósmico. Então, a Shechina, a nuvem da glória, a nuvem da presença divina, é um fluido cósmico, uma matéria cósmica, envolvendo a todos, está dentro de nós e em nós, através de nós, ao nosso lado. E, o tempo passa, o tempo passa e O povo, coletivamente falando, passam-se séculos e o povo sai de uma situação de escravidão e volta a uma situação de normalidade.
E, aqui, quem pensa? Por quê? Aquele povo que, no momento da dificuldade, no momento da travessia do deserto, se comportou de uma determinada maneira, pedindo adeus, suplicando ajuda, suplicando auxílio, quando efetua o resgate cárnico e está em pleno reinado de Capim e Solomão, tentou desjuzar uma certa independência política do nosso povo, desjuzar uma certa prosperidade. O que esse povo faz? Volta e repete o sim. Repete o sim. Então, aquele que é escravo, resgatou, recupera a normalidade e, agora, se transforma em outro espírito.
Então, esse é o grande problema. Então, aqui, a gente vai ver que a grande derrocada do povo é quando ele retoma a estabilidade. Ele estava no sofrimento, estava na luta, estava no resgate, estava aberto, é Deus, Deus me salva, Deus me ajuda, recuperou, volta ao comportamento possível, volta a plantar as mesmas sementes de toda o resgate que o levaram à estabilidade. É quando nós vemos. É bem curioso. E, é nesse momento que o povo está semeando tempestade, está semeando tempestade, é nesse momento que surge esse texto que nós vamos ver aqui.
Primeiro, crônicas, capítulo 16. E, se o Senhor Deus foi morando Davi em sua casa, palácio, disse Davi ao profeta Matã, eis que eu moro em casa de cérebros. Palácio, uma casa de cérebros, cérebro era o material mais nobre da época. Mas, a arca da aliança do Senhor está debaixo de crônicas. Então, a arca ainda estava na tenda, seguindo a tradição de Êxodo. Então, olha isso. A presença do Senhor estava lá na arca da tenda. E, o povo estava aqui agora com o rei em um palácio. Então, Matã disse a Davi tudo quanto tem no coração, faça, porque Deus é contigo.
Então, Matã acreditava. Matã falou, capitei o rei, construí um templo de pedra maravilhoso, um negócio flutuoso, uma morada para ele colocar na arca da tenda. É sempre essa ânsia humana de querer fazer algo material, palpado. Então, mas sucedeu na mesma noite que a Palavra do Senhor veio a Matã dizendo a envidia Davi não é o seu. Interessante! Fica uma coisa aqui comigo. Porque Davi era o rei. Davi era o rei. Para Deus, o certo. Para Deus, o certo. Assim, o Deus do Senhor trouxe não me edificará numa casa vacunada.
Pô, tão barato, não vai me vacunar. Porque em casa nenhuma eu morei. Desde o dia em que Cristo vira Israel até o dia de hoje, nunca morei em casa. Mas, fui de tenda em tenda, e de tabernáculo em tabernáculo. Olha isso! Olha que coisa bonita aqui. Aqui, o texto está acrescentando uma informação nova. É claro, gente, isso aqui é tudo, nós estamos tirando isso de um tabernáculo, isso aqui é tudo uma metáfora. Pelo amor de Deus, não vai interpretar isso aqui como tabernáculo, não é? Mas, o texto está acrescentando uma metáfora bonita aqui.
Está dizendo que Deus não morava só na tenda, no tabernáculo. Ele andava de tenda em tenda. Ele visitava todas as tendas, quer dizer, ele estava verdadeiramente com todos. Até o dia de hoje. Fui de tenda em tenda, fui de tabernáculo em tabernáculo, por todas as partes por onde andei, com todo o Israel. Por enquanto eu falei alguma palavra a um dos ministros de Israel, a quem ordenei que aposentasse o meu povo, dizendo por que não edificar-se uma casa de cérebros? Eu perguntei. Eu organizei tudo aí, mas eu pedi para fazer uma casa de cérebros?
Eu pedi isso? Eu pedi alguma coisa disso? Agora, pois, assim dirás a meu cérebro cada dia. Assim diz o Senhor dos Exércitos. Eu te tirei do tomal, te detrás das ordens, para que fosses chefe do meu povo Israel. Eu estava muito na vida, mas era pastor meu mesmo. Eu te tirei para virar pastor em uma comunidade. Me estive contigo por toda a parte, por onde fosse, e, diante de ti, exterminei todos os teus inimigos e te fiz um nome, como o nome dos grandes de Salvador. E, ordenarei um lugar para o meu povo Israel e o plantarei, para que a gente, no seu lugar, nunca mais seja removido de uma para a outra parte e nunca mais os debilitarão, os filhos da perversidade, como ao princípio.
Então, Deus está chamando a responsabilidade, dizendo, isso é uma coisa bonita, não é? É a que eu vou falar. Quem está no comando de todas as seções da Terra é Deus. Não são homens? Então, essa é uma fala que a gente precisa ressaltar. Precisa ressaltar. Porque, aqui, Deus está falando como um rei. Não está falando como um súbdito. Está falando como um rei que tinha todo o poder político, econômico, social para agir. Por que ele está falando como um rei? Você está achando que é você que vai resolver o problema do povo?
É você? Não! Quem vai é Cristo meu. E, desde os dias que ordenei juízes sobre o meu povo Israel, porém, abatia todos os seus inimigos, também tinha que saber que o Senhor edificaria uma casa. Ele está dizendo assim. Quem vai edificar minha casa sou eu, o que levará o que levará ao Salmo. Davi vai compor no Salmo o que ele vai dizer? Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. O verdadeiro templo que Deus habita é feito pelas mãos dele. O que esse texto quer dizer? Está dizendo eu que edificarei uma casa. O que ele está dizendo?
Que o verdadeiro templo de Deus não é material, porque Deus não tem mãos materiais. O verdadeiro templo é de outra natureza que é não material. Ele não é material. O verdadeiro templo é de natureza espiritual, não material. Então, percebe? Com isso, esse, como é que fala? Essa oposição não vem aqui a todo tempo. Em outras passagens aqui, Deus vai falar com David, você é um rei? Ah, você tem poder político? Você acha que vai fazer política para resolver o problema? Então, você vai morrer. Você vai morrer. Você é corpóreo.
Você é mortal. Todos vocês encarnados são mortais e corpóreos. Como que vocês estão querendo dar a solução definitiva se vocês não conseguem resolver nem a própria vida? Vocês vão morrer. Não é? Então, é. É a… colocando o nosso orgulho e a nossa soberba no verdadeiro lugar. Ah, então, nós não vamos agir? Não, não. Agir. Você pode ser, no máximo, um instrumento da ação de Deus. Se você agir, você não consegue garantir nem a sua vida corpórea? Nem a sua vida corpórea? Você não é capaz de bancar nem a sua encarnação?
Você não consegue nem dizer que vai estar vivo amanhã? Então, Davi, ele é bonito porque ele absorveu a missão da vida. Ele absorveu isso e ele compôs vários palmos falando disso. Dizendo assim, olha, a Terra é o lugar onde Deus descansa o pé. Esse planeta aqui não é nem um estado onde Deus descansa o pé, Deus está em um ânimo muito superior a tudo isso. A ação verdadeiramente transformadora e evolutiva é todo o tempo, desde a formação do planeta, desde a formação do homem, toda a ação transformadora parte e é sustentada por Deus.
Nós temos instrumentos humanos, instrumentos que mudam. Mudam por quê? Porque eles morrem. Eles morrem. Então, isso é muito bonito. E, antes, é que quando forem cumpridos os seus dias, quando forem cumpridos os seus dias, como que é a profecia? A profecia está dizendo aqui, Davi, você vai morrer. Eu vou te dizer uma coisa, você está querendo fazer uma coisa e você vai morrer sem fazer. Eu estou te dizendo, você não vai fazer. Você vai morrer. Tem isso, porque é forte isso aqui. E, quando forem cumpridos os seus dias, paraíso, até os pais, que é a metáfora da morte, né, deitado aos pais, eles eram enterrados junto com os pais, né, suscitarei a tua semente, ou seja, eu vou levantar a tua semente no Senhor.
Aqui, está falando do Messias. Depois de ti, a qual será os teus filhos? Ou seja, será da tua família. E, confirmarei o seu reino. Ou seja, confirmará o reino dizendo para ele eu não tenho compromisso com o teu reino material, é isso que Deus exemplo dá. Eu não tenho compromisso com as tuas soluções materiais. Você está querendo me construir um tempo de perda, você está querendo me vir com soluções humanas e materiais e eu não tenho compromisso, eu não tenho nenhum acordo contigo com relação a isso. O compromisso que eu tenho com você é com a tua herança espiritual, é o que você representa enquanto monoteísmo.
A tua herança espiritual eu vou perpetuar já no meu trabalho material. Não tem nada. E, de fato, foi. E, de fato, foi. Porque o reinado está ali, se passou com a sua mão, depois destruiu tudo, acabou tudo, voltaram a ser escravo de novo, resgataram de novo. Então, não é um compromisso com soluções humanas, solução de encarnado que vai desencarnar. Aqui, o compromisso era com macro soluções, você soluciona a regeneração espiritual do indivíduo, aí ele regenera o ambiente em torno dele. Regenera o ambiente em torno dele.
Porque se ele não consegue resolver a própria vida, se ele não consegue regenerar a própria vida, como é que ele vai resolver a vida da comunidade? Fica estranho. Fica estranho. É preciso concentrar na própria vida, regenerar, transformar, vencer todos os grilhões, vencer todas as algemas da própria vida. Primeiro, eu tenho que encarar todas as dificuldades da minha vida. Depois, eu vou resolver a vida de comunidade. Qual o exemplo que eu vou dar? Se eu não fui capaz de regenerar a minha própria vida, como é que eu vou ajudar os outros a regenerar a vida deles?
A história é essa. E, aí, ele diz assim. E, a dizer que quando forem cumpridos os seus dias, aí, eu confirmarei que eu venho, e este, este, agora, é bonito porque eu vou levantar uma semente, acusamento, e este, então, agora, está falando de um indivíduo. Está falando de um indivíduo. E, aqui, já mostra claro. Esse indivíduo é Jesus. Este me edificará casa. E, eu confirmarei o seu trono para sempre. Qual que é a promessa? O reinado dele, este é o filho da tua descendência, por isso que Jesus é da descendência de Jesus, mas o reinado dele está lá no primeiro capítulo do Evangelho Segundo Espiritismo.
O meu reino não é deste. O meu reino não é deste. Então, o texto aqui está se definindo a uma outra esfera, muito mais real, porque é o mundo real do Jesus. O mundo real é o espiritual, e esse físico aqui vai acabar. Esse mundo físico aqui vai acabar, vai ser destruído. A lei de destruição vai acabar com o sistema solar, como acabou com vários outros sistemas solares, vários, vários. Todo o mundo físico está em transformação. O único estável é o mundo espiritual. Da mesma maneira que este mundo aqui vai acabar, mas o Espírito imortal vai sobreviver, porque ele é o único estável.
Então, aqui nós vemos uma questão aqui, questão séria. Se você não resolve o primeiro, principal, real, que é o espiritual, não adianta resolver o material, porque esse aqui, o material, é uma consequência. Então, aqui o que está sendo dito é que a solução vinha profunda, profunda, que é o que Paulo de Tartos escreve lá no livro Paulista. Mas, às vezes, a gente não quer ler. Então, Paulo chegou lá na Casa do Caminho, viu o movimento de assistência social que estão sendo distribuídos no hospital e fez o que? Prestou a torre.
O que ele prometeu para se mover? Em todas as minhas viagens, eu vou coletar recursos para ajudar. Só que o seguinte, se vocês ficarem só dando assistência social para as pessoas, pessoas tendo dor e sofrendo, sempre existindo no mundo e sempre vão existindo. Mas, o ser humano iluminado não passa mais por isso. Não passa mais por isso. Então, eu sairei para pregar o Evangelho, para iluminar as almas. Então, nós vamos continuar fazendo esse trabalho aqui sabendo que ele é provisório. Sabendo que é provisório. Porque o objetivo final do Evangelho é iluminar almas para que elas não precisam receber nada dado de ninguém.
É isso. Porque o Espírito que não precisa resgatar, ele não vai dar. O Espírito regenerado não precisa receber sopa, esmola, nada de ninguém. O Espírito iluminado e puro não precisa nem encarnar. Então, ele está lá no polo extremo. Está lá no polo extremo. Ele percebeu isso. Nós vamos ficar aqui só cuidando das mazelas físicas. Ninguém aqui vai cuidar das mazelas da alma. O texto aí, profundo eu posso dizer, não é um texto básico. Se eu acho esse texto bom ver, eu acho que ela tem que achar que há alguma coisa que a gente procura, se você trans, não pode não procurar, se a gente então, é isso que o motiva que ele começa a sair na viagem missionária.
E, aqui, nós temos, nesse texto de I Crônicas, uma referência pequena. Olha só! Então, antes, o Criador vivia com o povo e acompanhava o povo. Era um tabernáculo. Davi quer construir um tabernáculo e o Criador, agora, diz que o verdadeiro tabernáculo é, agora, um ser. E, é bonito isso, não é? Porque, assim, o tabernáculo, na verdade, o que era o tabernáculo? Era uma tenda para guardar a Arca da Aliança. O que tinha dentro da Arca da Aliança? As duas pedras da lei. A lei de fim, e os dez mandamentos. Estavam dentro da Arca.
Não é? E, aí, a gente aprende isso, não é? A gente aprende isso ler lá no Livro dos Espíritos, não é? Onde está escrita a lei de Deus? Na Romancis. Então, a gente, às vezes, não mentira. Todas as consequências, as consequências dessa questão do Livro dos Espíritos. Então, o que esse texto de 1 Coríntios é certo, é que Deus aduta em consciências, não em tempos, não em livros, não em textos, não em movimentos, nem em ações humanas, Deus aduta nas consequências. Eu encontrei o texto que eu estava procurando aqui, eu encontrei o texto do Paulo, aqui, o Paulo Estevam, página 352.
O ex-raduno percebeu o gesto de estranheza e ponderou de modo consciente. É natural prever com isso muitos protestos e lutas enormes. No entanto, não consigo vislumbrar outros recursos. Não é justo esquecer os grandes serviços da Igreja de Jerusalém aos pobres e necessitados. Olha o que ele está dizendo. E, creio mesmo, é assistência piedosa nos seus trabalhos que têm sido, muitas vezes, sua água de salvação. Ele está menosprezando. Há referência? Eu creio mesmo. Existem, porém, outros setores de atividade, outros horizontes existenciais.
Poderemos atender a muitos doentes, ofertar um leite de repouso aos mais infelizes, mas sempre houve e sempre haverá corpos enfermos e cansados na terra. Na tarefa cristã, semelhante ao esforço, não poderá ser esquecido, claro. Comportar corpos enfermos há muitos e necessitados. Jamais vou poder esquecer disso. Mas a iluminação do Espírito deve estar em primeiro lugar. Em primeiro lugar. A iluminação do Espírito deve estar em primeiro lugar. Se o homem trouxesse o Cristo no último, o quadro das necessidades seria completamente modificado.
Se os encarnados tivessem Jesus no último, o quadro das necessidades do mundo estaria completamente modificado. A compreensão do Evangelho e a exemplificação do Mestre renovaria as noções de dor e sofrimento. O necessitado encontraria recursos no próprio esforço. Olha isso! No próprio esforço. No esforço próprio. O doente sentiria na enfermidade mais longa o escoatom das imperfeições. Ninguém seria mendigo, porque todos teriam luz cristã para o Senhor. E, por fim, os obstáculos da vida seriam amados. Os obstáculos da vida seriam amados.
Como corrigendas benditas de Pai amoroso, a filhos inquietos. É um discurso bom de ouvir. Esse aqui é um discurso amado de ouvir. Não é? Porque ele não está prometendo não está prometendo facilidades, não tem promessas humanas de alguém que vai vir resolver, vai fazer tudo, e a pessoa vai ficar sentada. Não! Aqui está falando de discurso próprio, de compreender a dor, de acabar com a inquietação da alma, de iluminar o próprio espírito, de entender a função da dor e do sofrimento e de transformar. E, de exercer a solidariedade, de ter um mundo mais solidário.
Só que, aqui, a responsabilidade é a do mundo em si próprio. Não transferiu responsabilidade para ninguém. É! É muito! Então, é por isso é por isso que o Cristo foi apresentado como o verdadeiro Templo de Deus. E, como se comportou o Templo de Deus? Como é que se comportou esse Templo? Por quê? Eu separei aqui uma página de um irmão que eu não achei que ele recebia hoje, e recebia hoje, nessa noite de manhã, 10h20 da manhã. Está no livro Pura e está também na Liberdade Vida, lição 170. Chama-se Domínio Espiritual, que forma a profundidade dessa mensagem.
Está comentando no Evangelho de João, no capítulo 16, versículo 32, não estou só porque o Pai está comigo. Então, aqui, Jesus estava anunciando a crucificação dele, anunciando a crucificação. E, hoje, é a Sexta-feira da Paixão, que é um dia importante para a gente falar sobre isso, mas falar de uma maneira assim como o Paulo está falando, como o Paulo está falando. Dessa maneira, porque o Paulo acreditava que um Espírito iluminado por Jesus, ele sai da necessidade, ele purifica todas as suas necessidades. Agora, não é aqui para falar de Deus, por isso que ele fala, tem que compreender as lições, mas ele purifica e sai de todas, sem que ninguém tenha que dar para ele de graça.
Isso é forte. Então, vamos ver, aqui Jesus está falando, a crucificação. A crucificação é favorável, porque ele não é o Messias, ele não é o templo de Deus na Terra, aí Deus não vai poupar para ninguém, não vai poupar para ninguém, não é? Por que ele não pega a arma e faz uma revolução social, uma guerra e derruba Pilato, derruba Heródio? Por que ele não faz isso? E, aí, Jesus diz assim, não estamos poupados, porque o Pai está poupado. Aí, Emmanuel correu. Nos transes aflitivos da criatura, nos transes aflitivos, a criatura demonstra sempre onde se localizam as forças exteriores que lhe subjugam a alma.
Olha que profundo isso! Emmanuel está dizendo que nos momentos de aflição, nós, encarnados, revelamos quais são as forças exteriores que escravizam a nossa alma. Entendeu o termo escravidão, subjugar? É isso! É clássico! Clássico é libertação! Clássico é a libertação dos julgos que nos escravizam. Mas, que julgos são esses? Ele vai falar. Nas grandes horas do testemunho, no sofrimento ou na morte, os avaridos clamam pelas forças externas, os arbitrários exigem a obediência de que se julgam credores, os supersentimentalistas reclamam o objeto de suas afeições.
Não é? Então, o que Emmanuel está sugerindo aqui? Que o avaredo é dominado pelas forças exteriores, o sentimentalista é dominado pelas afeições, o arbitrário é dominado por aqueles que ficam ali obedecendo a ele. É o que a gente mais vê. Jesus todavia, no campo supremo das últimas horas terrestres, mostra-se absoluto Senhor de si mesmo, olha só, absoluto Senhor de si mesmo, ensinando-nos a sublime identificação com os propósitos do Pai, como o mais avançado recurso de domínio próprio, como que você faz para te encher o mais avançado domínio próprio, compreendendo quais são os propósitos de Deus para sua Eu estou produzindo a mensagem da Mãe, eu estou crescendo dominado.
Então, quando você compreende, quando você se identifica com a identificação com os propósitos do Pai, você, então, tem acesso ao mais avançado recurso de domínio próprio, de autodomínio. Não é dominar o outro, é autodomínio. Sou eu comigo, eu com a minha vida. Ligado naturalmente às mais diversas forças, no dia do Calvário, não se prendeu a nenhuma delas. Eu vou ler isso aqui. Jesus, ligado naturalmente às mais diversas forças, no dia do Calvário, não se prendeu a nenhuma delas. Que forças eram essas? Não tinha. Tinha como Jesus sair do mundo?
Tinha como ele se isentar do mundo? Tinha como ele sair do governo de Pilatos? Tinha como ele sair do governo de Heróis? Tinha como ele sair da dominação humana? Tinha como ele sair do povo? Tinha como ele sair da situação da Demidéia? Tinha como ele sair da situação de Jesus? Então, ele estava ligado a essas várias forças, mas não se prendeu a nenhuma delas. E, aí, o humano, olha, atendia ao governo humano lealmente, mas Pilatos não o atemoria. Ele estava ligado ao governo de Pilatos? Estava, não era? Ele não morava na região governada de Pilatos?
Mas, ele não se atemorizava de Pilatos, não. Não se prende, mas também não desobedece. Respeitou as leis humanas. Respeitava a lei de Moisés. Entretanto, Caifás não o impressionava. Amava enternicidamente os discípulos. Portanto, as razões afetivas não lhe dominam o coração. As razões afetivas não lhe dominam o coração. Ele amava os discípulos, mas ele não deixou de cumprir a lição dele para agradar a discípulos. Para agradar. Ele fez o que tinha de fazer. O ponto final. Cultivava com admirável devotamento o seu trabalho de instruir e socorrer, curar e consolar.
No entanto, a possibilidade de permanecer não lhe seduz o espírito. Olha isso! Porque Jesus podia se prender ao trabalho dele de amor. Nem nisso ele se prendeu. Então, ele curava, ele consolava, ele instruía, ele socorria, mas ele não ficou seduzido para permanecer encarnado continuando nesse trabalho. Ele atendeu à vontade de Deus e a vontade de Deus naquele momento era tirar ele da terra. E aí? E aí? Ele descobriu. Descobriu. Descobriu. O ato de Judas não lhe arranca na hora que Judas caiu. Então, Judas era aquele que estava do lado, não era?
Era o que estava do lado, era o que estava convivendo e apunhalando pelas costas. Apunhalando pelas costas. Era lá no início. Mas ele não aconteceu as lutas não. Pessoal, Eleonora está pedindo aqui, convidando a todos os amigos para participar do grupo de discurso do PC Book em Zaire, não é? Participa lá, se inscreva. A ingratidão dos beneficiados não lhe provoca desespero. Ele ajudou, ajudou, ajudou, ajudou quando foram ingratos, quando foram desesperados. O Pranto das mulheres de Jerusalém não lhe utilia o ânimo.
Ele não fica de ânimo abalado porque estavam chorando. O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio. O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio. Porque aqui tem uma coisa bonita na cruz. Hoje, nós estamos nessa questão. Nós estamos nessa questão. As maiores lições de Jesus, ele deu de boca fechada. E, olha, eu digo isso com dor, porque eu sou um expositor. As maiores lições de Jesus, ele deu de boca fechada. Para mostrar para a gente quão pequeno é o poder das palavras. As ações gritam, as palavras sussurram.
A cruz não lhe altera a serenidade. A cruz não lhe altera a serenidade. Ele não perde a serenidade porque está na cruz. Suspenso no madeiro colga desculpas para a ignorância do povo. Sua missão de domínio espiritual, domínio espiritual é Profunda e interessante, revela a necessidade de sermos nós mesmos nos trances mais escadrosos da vida. De Consciência tranquila, elevada à divina justiça e de coração fiel dirigido pela divina vontade. Então, olha a orientação, olha o eixo do tempo, porque Jesus é o verdadeiro tempo.
Olha o eixo desse tempo. A consciência dele está elevada, está na vertical. A consciência de Jesus está na vertical. Está elevada à divina justiça. E o seu coração está fiel está na horizontal. Está fiel à divina vontade. E qual era a divina vontade em relação a Jesus? Ele ser crucificado. Então, tem muita gente falando em transformação, transformação por Jesus, ação por Jesus. É bonito, não é? É bonito isso. Mas, não está disposto a ser crucificado por Jesus. Não está disposto a isso a todos. Tem uma mensagem que eu mando, o cristão sem cruz.
Eu diria que o cristão em entretenimento é aquele cristão que transforma o Evangelho em entretenimento. Porque ele não está disposto a ser crucificado. Não está disposto a ser crucificado. Ele quer mudar o mundo inteiro, mas não quer mudar a vida. Ele quer uma solução para levar a prosperidade para o planeta inteiro, mas não constrói uma solução para levar a prosperidade para a própria vida. Ele quer iluminar o mundo inteiro, mas não ilumina a própria consciência. Ele quer que a humanidade inteira se regenere, mas não quer regenerar o próprio destino.
E como é que a gente regenera o destino? Como é que a gente regenera o destino? Resgatando com resignação o nosso passado espiritual nas expiações que Deus coloca no nosso caráter. É assim? Essa é a ideia do Evangelho. Então, a mensagem da cruz revela a necessidade de sermos nós de Jesus. Alto do mundo, faça tudo, mas não se prenda ou, como diz André Luiz de Sérgio Antártico, ajuda o pássaro. Ajuda o pássaro. Porque o verdadeiro cristão é um espírito autônomo. O verdadeiro cristão está em luta contra todas as escravidões.
E as escravidões mais pesadas não são as materiais, são as próprias imperfeições. São as nossas imperfeições que nos levam para os resgates dolorosos. São as nossas imperfeições que nos levam para situações de dor imensa. Então, aqui, essa mensagem é para a gente terminar, não é? Para a gente terminar, eu quero ler aqui uma mensagem. É um comentário de Paulo à Carta dos Hebreus, Carta dos Hebreus, versículo 16, em que o Paulo escreve assim Pondo as minhas leis nos seus corações e escrevendo-as na sua mente. Ele está citando um texto do Velho Testamento, não é?
E, aí, o Emmanuel escreve um comentário que dá o título de Estejamos Certos. As instituições humanas vivem cheias de códigos e escrituras. Os templos permanecem refletos de pregações. Não é legal isso? Não é legal isso, não é? Olha, as casas e os eventos, tudo está cheio de pregação, cheio de fala. Os núcleos de natureza religiosa alinham inúmeros contêineres e ordinários. O Evangelho, entretanto, não oculta os propósitos do Senhor. Toda a movimentação de páginas rasgáveis, contadoras de vocabulário a respeito representa a fase de preparo espiritual.
Porque o objetivo de Jesus é inscrever os seus ensinamentos em nossos próprios corações e inteligências. Podemos aderir de modo intelectual aos mais diversos programas espirituais. Não é diferente? Dá um apertozinho todo mundo procurando programas para aderir, planos. Navegamos a pleno mar da filosofia e da cultura meramente verbalistas. O certo provee a nossa posição individual. Mas, que antes do Senhor, o problema fundamental do nosso Espírito é a transformação para o bem com a elevação de todos os nossos sentimentos e pensamentos.
Esse é o problema do Espírito. Esse é o problema. Nós encarnamos para quê? Nós estamos aqui para quê? Nós estamos no corpo para quê? Nós estamos nessa posição de encarnação para quê? O objetivo, o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto é elevação de todos os nossos sentimentos e pensamentos. Elevar nossos sentimentos e pensamentos. O Mestre escreverá nas páginas vivas de nossa aula os seus estatutos vivos. Tenhamos disso a certeza e não estejamos menos convencidos de que, às vezes, por acréscimo de misericórdia, ele nos conferirá os preciosos recursos para que lá vemos nosso livro último com a água das lágrimas.
Eliminando os resíduos deste trabalho, vai jogar água na nossa consciência e o resíduo ele vai eliminar com o trabalho do povo purificador do sofrimento. É assim por quê? Agora, por que está falando em língua? Por que está falando em lei? É a arca da criança. É a arca da criança que está na nossa consciência. Só que a gente vai acumulando um tanto de ilusão e aí vem as lágrimas e o povo sofrimento e purifica a arca da criança dentro da nossa consciência. Porque esse aqui é o verdadeiro trabalho. Esse aqui é o maior trabalho que um encarnado pode fazer na Terra, iluminar seus sentimentos, seus conceitos.
O restante é consequência, é uma consequência natural, natural, ela decorre naturalmente desse processo, mas ele é um processo máximo. É por isso, por isso que a gente prefere falar, prefere escrever, prefere fazer movimentos, fazer movimentação, é claro, é muito mais fácil. É muito mais fácil do que um encarar o verdadeiro propósito, mas, como diz Emmanuel, se esteja falando sério, se esteja falando sério, chega uma hora que o tabernáculo e o tempo de Deus se transformará no nosso interior. O nosso interior se transformará no verdadeiro tabernáculo.
Neste dia, nossa alma irá se iluminar e se purificar. E, aí, regenerando o nosso próprio destino, primeiro, nós vamos ter condições de auxiliar o outro a regenerar o destino dele. Essa é a mensagem. Eu queria desejar uma feliz Páscoa. Dessa vez, nós estamos vivendo a Páscoa verdadeira, a Páscoa na quarentena, a Páscoa dentro de casa, a Páscoa sem coelhinhos, sem ovinhos de chocolate, a Páscoa em que a gente pode pensar no Cristo e em como ele enfrentou os problemas do seu tempo que são os mesmos problemas que nós enfrentamos.
Uma feliz Páscoa para todos! Seja paz!
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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