PodSER #041 – Amizade: Do Eu ao Nós

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Por que Jesus escolheu justamente a amizade para revelar o Reino de Deus? Na despedida dos discípulos, Ele diz: “Já não vos chamo servos. Chamo-vos amigos.” Neste episódio do PodSER, gravado dentro do preparatório do 8º VIRaSER — Nascer de Novo, conversamos sobre o que existe na amizade que a tornou a palavra escolhida por Jesus para definir a sua relação conosco.

O eu nasce biologicamente, mas o nós precisa nascer espiritualmente. À luz do Evangelho, da filosofia, da neurociência e do Espiritismo, o grupo conversa sobre como nascem os vínculos, o que os fortalece e o que pode colocá-los em risco — confiança, cooperação, vulnerabilidade e comunhão, mas também expectativa, decepção, ruptura, perdão e reconciliação. Talvez nascer de novo seja também aprender a dizer, com mais verdade, nós.

Neste episódio

  • “Chamo-vos amigos”: por que Jesus dá aos discípulos o título de amigos — “por ser o maior de todos” — e por que esse título está acima de qualquer conquista humana, como quando Emmanuel apresenta André Luiz não pelo nome terreno, mas como “o novo amigo e irmão na eternidade”.
  • De que amizade estamos falando: a filia dos gregos e as gradações de Aristóteles — a amizade instrumental, a prazerosa e a que nasce entre pessoas que querem o bem umas das outras — e o que distingue delas a amizade cristã.
  • A ciência da cooperação: o que a teoria evolutiva dos jogos mostra sobre ajudar o outro — e o achado curioso de que, entre amigos, a ajuda deixa de depender da reciprocidade futura. E como o corpo também prevê essa necessidade: há uma rede neuroquímica que responde ao vínculo com bem-estar e confiança.
  • A condição que Jesus impõe: “sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando” — e o mandamento é amar uns aos outros. A tensão entre não ser servo e, ainda assim, cumprir o que Ele ordena.
  • Judas, o amigo: no momento da entrega, Jesus o chama de amigo. O que isso revela sobre um olhar que enxerga a semente no outro, mesmo diante da ilusão do discípulo.
  • Conflitos, expectativas e perdão: ninguém tropeça em pedra grande. As rupturas que nascem de expectativas não ditas, o “não tem volta” que fecha uma porta e o perdoar setenta vezes sete — manter a sua metade da ponte, ainda que o outro derrube a dele.
  • Para além do exclusivismo dos iguais: o convite mais desafiador do episódio — sair das ilhas onde só convivemos com duplicatas de nós mesmos e construir vínculo com quem pensa radicalmente diferente. Doar a razão pode ser um começo de “eu escolhi você”.
  • Amizade como recurso do planejamento reencarnatório: o “oásis de repouso para o caminhante da vida”, de Emmanuel, e a amizade como ferramenta com que Deus reorganiza as famílias espirituais — da rede consertada no barco à caravana que nunca se dissolve.
  • Verticalidade e horizontalidade: por que a união divina, o último dos ministérios de Nosso Lar, não se alcança sem os laços com aqueles que compartilham o nosso patamar.

Participantes

  • Thiago Franklin — apresentação
  • Themis Leal
  • Márcia Gama
  • Tales Argolo
  • Júlio Corradi
  • Lucas Wardil — convidado

Para encerrar

O episódio se despede com o poema “Amiga de Jesus”, escrito por Themis Leal, e com uma página psicografada por Maria Aires sobre a amizade. E deixa as perguntas em aberto: quais vínculos ajudam você a ser mais verdadeiro? Quais relações ensinam você a permanecer? E, sobretudo — que tipo de amigo você tem sido no caminho dos outros?

Ler transcrição do episódio

A de crescer nova era, de crescer novo homem coração de quem quer servir é proferir novo verbo, é brilhar o intimo colorindo o céu de um novo céu colorindo o céu de um novo céu Eu viajei pro interior, sem saber pra onde ia, sem saber onde parar, sem saber que era guiado pelas letras do destino, pelos poemas do divino encontrar. Amizade verdadeira, estrada pra vida inteira que o tempo preparou. Amizade verdadeira, estrada pra vida inteira que o tempo preparou. Olá pessoal, aqui é Tiago Franklin. Estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser.

Eu vou trazer aqui uma frase de Emmanuel. Na gradação dos sentimentos humanos, a amizade sincera é bem o oásis de repouso para o caminhante da vida. De Emmanuel lá no livro Consolador. É isso aí, vamos para os nossos convidados. Eu queria convidar Temis. Trouxe Temis a sua frase? Eu trouxe a minha frase, mas a minha frase se complexizou depois que eu emiti ela. Amizade, para mim, é uma alegria que se conquista interiormente, né? Porque existe um caminho interior que a gente percorre para chegar na amizade, que é essa alegria, né?

Que Jesus fala, que é alegria, alegria de servir ao amigo, mas isso é uma conquista de uma caminhada, né? Amizade, ela não, ela não surge do nada. Nas surge de uma caminhada interna. Mas lá, Tales, eu trouxe uma aqui, ó. André precisou igualmente cerrar a cortina sobre si mesmo. É por isso que não podemos apresentar o médico terrestre e autor humano, mas sim o novo amigo e irmão na eternidade. São palavras de Emmanuel na entrada do livro Nosso Lar, nos apresentando André Luiz. Tudo bom. E hoje nós temos um convidado especial, Lucas Vardil.

Trouxe uma frase para a gente, Lucas. Com certeza. Então, primeiramente, obrigado por participar, obrigado pelo convite, Itális, meu grande amigo, e um deles que está na lista certamente. Olha, quando me pediram para ler, o primeiro pensamento que vem, normalmente o primeiro pensamento vem rápido. Depois eu fiquei pensando como colocar esse pensamento em palavras. Então eu vou ler aqui a frasesinha que representa o meu pensamento que vem primeiro que vem sobre a amizade. Amizade é a relação que resiste à nudez da alma.

É poder revelar os pensamentos mais secretos com a certeza de que a entrega não vai romper o laço, mas estreitá-lo. É um vínculo onde a vulnerabilidade não busca cúmpliceidade para o erro, mas apoio para sermos melhores. A minha frase hoje continua sendo e vai para ele, Simão. Conheces a alegria de servir a um amigo? Bom dia amigos. Minha frase está no capítulo doze de Emmanuel do livro Convivência. Se chama Amigos. Duas frases juntas. No começo do texto ele diz: O Criador articulou a vida de tal modo que ninguém algo constrói sem a cooperação de alguém.

E quase ao final do texto ele diz: Amigos são alavancas de sustentação. Em um dos momentos mais bonitos do Evangelho, Jesus diz aos discípulos: Já não vos chamo servos, chamo-vos amigos. Essa frase parece simples, mas talvez guarde uma das maiores revelações sobre o Reino de Deus. Jesus não nos convida apenas a obedecer, não nos chama apenas a seguir. Ele nos convida à intimidade, à confiança, à comunhão, à amizade. Nesse sentido, deixa de ser apenas um vínculo social. Ela se torna um caminho espiritual, porque o evangelho não forma apenas indivíduos melhores.

Ele forma um novo modo de viver juntos. O eu nasce biologicamente, mas o nós precisa nascer espiritualmente. Hoje vamos conversar sobre amizade, evangelho e transformação dos vínculos. Sobre o que nos aproxima e o que nos separa, o que ameaça nossas relações e o que precisa morrer em nós para que uma amizade verdadeira possa nascer. Talvez ninguém nasça de novo sozinho. Talvez nascer de novo seja também aprender a dizer com mais verdade nós. E o barquinho vai seguindo seu caminho. E com a pergunta porque Jesus escolheu a palavra amigos para revelar uma nova forma de viver o Evangelho, vamos para mais um episódio do Pode Ser.

Então vamos lá, a gente eu terminei o texto com uma pergunta porque Jesus escolheu a palavra amigos para revelar uma nova forma de viver o Evangelho. Vou jogar essa pro Tales. Diz aí para a gente tarde. Por quê? Uai. Ele mesmo responde para a gente, né? Já foi direto assim, né? O Júlio citou a Humberto de Campos, né? No livro Boa Nova, a gente tem lá o capítulo doze, que é o capítulo Amor e Renúncia, onde ele vai fazer essas definições, né? Sobre amizade, a importância da amizade, o valor de servir um amigo, os afetos da alma são laços misteriosos que nos conduzem a Deus, né?

E ele vai dizer a seguinte frase. Ele só, eu gosto muito desse, né? Sempre retomo ela. Tenho dado aos meus discípulos o título de amigos por ser o maior de todos. É bem no espírito da frase que eu trouxe, né, do Emmanuel, quando nos apresenta André Luiz. Ele não está preocupado em exaltar a personalidade humana da figura. A gente tem notícia por parte de alguns algumas pessoas próximas a Chico que o André Luiz teria sido Carlos Chagas, por exemplo, né? A Uécio, Marcos, Cintrarantes, lá de Araras, fala isso. A Susana, Maia, Mouzinho, de Petrópolis.

Quem mais a Corina Novelino lá de Sacramento são pessoas que alegam ter ouvido do Chico que André Luiz seria a personalidade de Carlos Chagas e a gente sabe o valor que ele tem né enquanto expressão intelectual enquanto grande expoente da cultura enfim né na área da saúde mas Emmanuel abre mão de tudo isso né para nos apresentar o novo amigo e irmão na eternidade porque esse título no dizer de Jesus está muito acima do que qualquer conquista humana né que o que o Carlos Chagas ou qualquer um outro tenha tido na Terra porque são aspectos de transitoriedade, né?

São aspectos de função que a gente exerce num certo contexto, mas o que é perene verdadeiramente, né? A amizade que a gente sabe pelas leis da reencarnação que perduram séculos, milênios, enquanto que essas funções que a gente exerce elas são, né? Substituídas, né? Reeditadas no passado tempo. Então, eu acho que Jesus está exaltando essa grandeza desse título, pensando na perenidade que ele traz, porque uma vez que uma amizade se estabelece, ela não cessa jamais, né? E daí acho que né talvez seja um dos fundamentos para ele dizer isso.

O título de amigos é o maior de todos. Muito bom, Tars. Eu vou pedir para o nosso convidado Lucas Bardil, já vai falar Ricardo Bardil? Engraçado, não sei se você sabe, Lucas, mas nos episódios mais ouvidos, pode ser um episódio que a gente gravou com seu pai sobre homeopatia. Olha só. Seja muito bem-vindo conta para gente um pouquinho Lucas quem é o Lucas Vardil o é quem é o Lucas Vardil para fazer uma apresentação baseada no tema é um cidadão quando tinha 18 anos encontrou alguns alguns Na faculdade um deles o Táles começou a perceber que não tinha muita que não tinha muitos amigos e aí comecei resolvi fazer um projeto de amizade assim já que eu não tenho muitos amigos vou começar a construir amizade aí escolhi três pessoas que pareciam que iam dar certo uma delas era o Táles outro o Henrique Carneiro outro Rodrigo Petre e aí a gente investiu energia só só construir alguma coisa do zero para já que eu não era eu era muito isolado então esse é o Lucas dentro do tema amizade mas tirando isso sou uma pessoa assim que extremamente ligada assim aos estudos, mas com um cansaço gigantesco, cansaço imenso nos estudos, né?

Tem uma sede gigantesca de sentir essa seiva que, né? Que que vem pela pela essa videira, né? E a coisa que eu mais tenho necessidade é sentir e sentir essa tudo que a gente sabe fluindo. Então assim essa abertura que vocês fizeram aí, né? Foi tocando meu coração, né? Foi irrigando a minha mente, falando nossa, a gente isso que eu mais quero, essa sede. Então esse é o Lucas que adora estudar minha própria profissão diz isso, né? Assim, eu sou físico, pesquisador e tal, mas tenho como meta principal nessa minha encarnação balanço entre a vida de estudo e a vida familiar.

Então, eu tenho minha esposa, meus dois filhos e a minha prioridade máxima, máxima, absolutamente máxima é o equilíbrio e balanço para que as minhas paixões não me desgovernem. Então, estamos aqui para contribuir um pouquinho mais do que com conhecimento que nós já temos bastante, mas quem sabe, né? Com modo de pensar, né? Reflexões que a minha vivência aponta, né? Dentro do tema de amizade. Obrigado aí pelo convite. E a Temis, conta para a gente, Temis, um pouquinho de você para o pessoal te conhecer. Gente, me identifiquei tanto com o que o Lucas falou, porque eu também a minha vida ela é meio pautada por esse por esse tema amizade desde quando me conhece por gente.

Então assim, ela é na verdade foi interessante ser convidada para participar aqui deste tema porque para mim é uma maior propósito de vida, né? Este tema da amizade é o que faz é o combustível que me faz evoluir. Tudo que eu aprendo, porque eu sou, trabalho como evangelizadora aqui no ser, né, na pré-concepção, ventre do bebês, participo dos estudos aqui, tá, assim estou assim hoje, né, sendo brindada por essa quantidade de amigos aqui. E mas a verdade é que tudo que eu aprendo, tudo que eu aprendo, ela passa pelo filtro de como ser amigo, porque a gente só consegue evoluir neste relacionamento.

Então, por mais que eu queira me aprimorar professionalmente, me aprimorar nos estudos, eu não consigo chegar realmente ao propósito de tudo isso maior, né? Propósito maior, se não passo pela amizade, que é, que na verdade que é o ápice do relacionamento, né? Então, para mim, essa, isso me define assim, o meu propósito de aprender a ser amiga e é um caminho muito me sentir amiga e ser amiga, porque é um caminho entuardo dentro de nós. Muitas vezes a gente se depara que, como Julie falou, às vezes a gente esquece de ser amiga.

Eu não acho que a gente esquece, né? Mas a gente muitas vezes a gente não tem tudo aquilo que a gente quer ter para oferecer numa amizade. Então a gente vai aprendendo e desenvolvendo essa capacidade. Então essa é a Thames, é a Thames que caminha para desenvolver o dom da amizade na sua vida. É isso. E o de resto não é tão grande assim, não é tão relevante falar. Isso é o principal mesmo, me define. Bacana. Eu vou fazer uma introdução, então contando a minha história de amizade com o Julio. Acho que vai servir de introdução para o nosso bate papo aqui.

Ele estava contando, né, que nas nossas conversas eu sempre falo que ele reencarnou. Eu sou mentor dele, viu gente? Vocês não estão sabendo, mas é isso. Eu estava do outro lado quando começou a desandar. Eu falei não, vou ter que descer porque senão não vai dar certo esse projeto não. Brincadeiras à parte, né? Mas engraçado, eu já posso falar isso quando eu era jovem. Quando era jovem, namor cidade e assim são coisas que que depois eu vou fazer. Eu quero emendar isso com uma pergunta para o Lucas depois. Por isso que eu vou fazer essa introdução.

Namor cidade, espírito precursor lá na união Espírito Mineira. Primeira vez que eu ouvi uma música do Júlio e o pessoal cantou a música e depois falou assim, falou assim, ah essa música é do Júlio Corradi. Eu juro para vocês, veio na minha mente. Eu nunca tinha ouvido falar de Julio, não conhecia Julio ainda. Veio na minha mente assim, eu conheço essa essa pessoa, eu conheço esse nome. Nunca tinha visto Julio. Aí nós vamos pular agora tipo assim uns oito anos para frente. A gente tava, já tava no departamento de comunicação da União Espírita Mineiro.

Estava preparando o congresso de, o congresso Espírita Mineiro, né? Foi o último que aconteceu, inclusive. Isso já tem bastante tempo, né? Já tem mais de quinze anos, quase vinte já, olha só. E aí eu estava na coxinha, né? A gente preparando as coisas. Alguém curto com meu irmão falou: “Ah, esse aqui é o Julio Corrade”. Aí, sabe aqueles estalos que dão assim? Aí foi ali que começou tudo. Foi exatamente no ano que o Bernardo nasceu. Bernat ia acabar nascer, nasceu no dia antes, né, Julio? E a gente já estava lá preparando projetos que hoje são ser, né?

Nasceu tudo ali, exatamente naquela coxinha. A gente foi apresentado ali e deu aquele estalo de novo, de que, de que eu já conhecia essa pessoa. Então, nada é por acaso, né? Acho que todos os nossos ciclos de amizade verdadeiros, né? E muitos às vezes começam, inclusive, com desconfianças, né? Não sei quem já teve, Júlio. Eu me lembro da da experiência dele com João Alberto, por exemplo. Inicial foi de desconfiança, né, Júlio? Conta para gente aí. Foi bem desconfiança, né? Mas assim, eu podia ter matado a amizade, não ní, assim, sabe?

Ele foi mostrar as músicas dele, chegou lá na visualização e mostrou as músicas dele. Eu fiz uma crítica, cara, tipo nada a ver, nada a ver, tipo assim. Tipo assim, daquela hora já deu aquela simpatia, né? Dele, cara, simpatico, né? E daí, bem, daí a gente hoje faz músicas juntos e graças a Deus a gente salvou a amizade, né? Mas eu não ajudei muito no início, não. No início eu dei uma pisada na bola, legal, dei uma de entendido da tal da música espírita e corrigi. Você vê que isso é amizade, né? Quando ela é verdadeira, a gente segura tudo, né?

Acho que nesse caso Jesus entrou no meio e abasigou. Tipo, abasigou, eu sei. Abasigou. Agora, sim. O Lucas é físico, né, Lucas? Eu queria, queria a partir dos seus estudos, né? Como que os modelos matemáticos, pelos estudos da evolução da cooperação humana, como que a ciência pode nos ajudar a compreender sobre amizade e a força de construção do nós? O que você pensa sobre isso? Como é que está os seus estudos? O que que você Tem visto sobre isso, né? Porque acho que o físico matemático ele ele começa a enxergar igual Matrix, né?

Enxergando tudo através das equações, né? É muito embora só aparente, já que nós estamos dentro amigos, né? Às vezes a gente se identifica como físico, mas físico para mim é minha experiência reencarnatória para educar o meu pensamento. Meu pensamento é muito mais filosófico, teológico, viagem ou entre aspas viajador na maionese, que propriamente físico. Então a física é uma experiência de educação para mim, de humildade. De lembrar que o mundo não é o que eu a forma que eu penso e eu impow no mundo, mas a natureza me ensina as suas leis e humildemente falo assim é assim que funciona e não eu impow no meu sistema de pensamento ao mundo.

Então assim estou numa experiência de aprendizagem espiritual na física, tá? Dito isso, né? A escolha de ser físico foi muito interessante, o tema meu de pesquisa foi muito interessante porque jovemzinho abrindo o livro Pensamento e Vida, né? Tem um capítulo cooperação. E a hora que eu abri aquele cooperação e mano falando da lei de cooperação, eu falei não é possível isso aí, eu preciso estudar isso, né? Desde quando eu comecei o doutorado eu saí um pouquinho da física, física mesmo de matéria, né? E comecei até a me interessar pelo problema da cooperação, né?

Vi que era possível Possível usando formalismos matemáticos, teoria de jogos do filme A Mente Brilhante do John Nash. E desde então eu me entrei nesse tema, tentando entender o problema da cooperação em várias espécies, e em particular a espécie humana. E quando a gente traz esse tema, gente, a cooperação é uma realmente uma é um tipo de comportamento essencial para surgimento da complexidade na vida e do modo de vida que nós temos que nós temos hoje, né? Só um detalhezinho que eu acho muito interessante, né? Só só para a gente imaginar assim que o nosso corpo é multicelular, para nossa era de vidas unicelulares, para seres multicelulares, nós temos um problema da cooperação, né?

Porque que várias células se juntam para formar um corpo multicelular, sendo que somente uma delas se reproduz, né? As células do sistema reprodutor, tá? As sementes. Então assim, a cooperação é realmente um ingrediente essencial e no que tange a nossa a nosso nosso tema, né? Sobre amizade para não me estender porque não é como é minha área de pesquisa assim a gente fala muita tem muita coisa técnica para ser dita mas eu tenho eu fiz uma reflexão no podcast assim né pensando assim dentro da minha área de pesquisa que trabalha problema da cooperação e altruismo biologia dos seres humanos e o nosso tema é que todos os nossos estudos de cooperação basicamente um ajudar o outro né pagar um custo para ajudar alguém todos envolvem um custo na vida de alguma forma seja alimento tempo ajuda né as bactérias animais quando eles estão cooperando eles estão abrindo mão de algum recurso seu para ajudar a outra o outro indivíduo né e e todas as explicações que a gente tem hoje na na nossa área assim de teoria de uma teoria evolutiva de jogos todas acabam é com com uma conclusão né a amizade a cooperação ela acaba sendo um comportamento instrumental que é bem interessante por interesse próprio a cooperação ela ela existe quando o interesse próprio é satisfeito de uma forma indireta através da reciprocidade da troca de benefícios então quando existem mecanismos que permitem com que eu ajudar o outro seja do meu próprio interesse a cooperação ela vai surgindo Diversos mecanismos são são responsáveis por essa por essa estrutura, né?

Então a gente vai vendo que até por exemplo quando a gente passa do eu pro nós, nós entramos no grupo, nós vemos teorias de seleção de grupos, né? Mostrando a gente quando o grupo coopera, isso é vantajoso para o grupo em competição com outros grupos, em competição com outros grupos. Então mesmo quando a gente passa do eu pro nós, ainda existe o nós contra eles, né? E a minha reflexão principal, né, quando Jesus diz que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida, né, né. E aí um parênteses, tá bom? Porque eu adoro, eu estou numa época bíblica de leituras bíblicas assim muito intensa, né.

Depois eu convido todo mundo quem quiser comparar a tradução do Arudo dessa passagem de João com qualquer outra tradução da Bíblia. O Arudo fez uma tradução no no novo testamento dele que pega, que recupera um pouco do espírito que eu entendo ser o mais adequado, né. Eu vou deixar como convite para os estudos. Mas quando Jesus diz que dará a vida, né É a maior ente de amor, né? Eu fico aqui a pensar o que Jesus traz para nossa reflexão humana sobre a amizade de tal maneira que a nossa amizade não seja meramente instrumental.

No sentido de sou amigo porque é bom para mim já que é bom para você é uma coincidência mas é bom para mim para você é bom para nós e ela é instrumental no sentido de em algum sentido de vamos dizer assim do interesse pessoal do do eu ou nós em algum sentido então a reflexão que eu não vou fechar aqui porque eu não quero me estender é até que ponto que Jesus nos coloca é um convite para ir acima da instrumentalidade da vida como se amizade servisse à vida humana se a amizade serve algo mais além da sobrevivência da vida, além da satisfação da vida, além dos objetivos dessa vida humana, essa reflexão que eu sempre faço, porque nós temos não é toda a teoria humana, né, do raciocínio baseado nas premissas da vida encarnada, o que Jesus tem nos dizer como seres espirituais que somos.

Então eu vou deixar em aberto essa provocação. Uma vez eu ouvi que a reencarnação é um grande jogo pedagógico, né? E aí a gente vai lá no Evangelho e Jesus convida doze, faz um grupo de doze. Cada um com sua personalidade e aplica naquele grupo uma vivência, né? Evangelia vivência, para que a gente possa estar neste momento analisando as individualidades para construir o eu e o nós, né? Que é o conjunto. É bem interessante isso, né? Algo que que que foi construído há dois mil anos atrás está se refletindo hoje, né?

Uma mudança de paradigmas da humanidade. E como o ciclo de amizade que a gente participa, ele é importante na nossa construção e no nosso planejamento encarnador, né? São muitas coisas para a gente poder pensar. Eu gostaria de trazer só uma contribuição sobre o que o Lucas trouxe, que ele trouxe essa vivência do ponto de vista espiritual. E a gente, mas a gente tem uma vivência quando encarnado, né? Você trouxe nesse sentido da gente transcender a materialidade, né? Na manutenção desses vínculos do espírito. Mas a gente tem esses vínculos, quer dizer, o nosso corpo está construído para sentir, se sentir bem quando temos amigos, né?

Existe toda uma rede neural, uma rede neuroquímica, né, que nos traz essas sensações de bem-estar, de confiança, de tranquilidade, de pacificação quando a gente se sente se percebe, se sente, aceita estar num grupo pequeno ou grande pode até, num determinado momento da vida, ser o único amigo que esteja ali nos apoiando, né? Mas é muito interessante porque o nosso próprio corpo ele prevê essa necessidade de que seja alimentado por essas por essas redes neurais, né? Esses neuromoduladores sejam alimentados nesse vínculo de relacionamento, né?

É só um complemento, né? Que é muito interessante, né? Quando a gente estuda comportamento de cooperação de ajudarmos aos outros, né? Quando as pessoas, quando são as pessoas estranhas, quer dizer não é amigo, conhecido, mas que você é colocado para cooperar, os experimentos mostram, né? Os estudos mostram que quando você, por exemplo, permite que a pessoa repita as interações mais vezes, surgindo a possibilidade de reciprocidade, eu te ajudo, você me ajuda, a possibilidade de interações futuras aumenta muito a cooperação entre pessoas desconhecidas, porque você fala eu te ajudo, aí, né?

Aí da próxima você me ajuda, a gente fica nessa reciprocidade. Curiosamente, quando a gente coloca esses para interagir amigos ter ou não ter a possibilidade de relações futuras não altera muito o nível de ajuda porque amizade ela como a Márcia já trouxe ela já foi vamos dizer assim estabelecida de alguma forma no sistema neural onde quando você reconhece um amigo você já você já aciona um comportamento de ajuda que não é condicionado ao amigo retribuir a você a ter uma relação no futuro que você pode ser punido ou não então amizade ela de alguma forma né a nossa evolução já nos colocou de uma com um tipo de comportamento que nos coloca como no automático né de uma benevolência já meição olha meu amigo então eu vou eu reagis é muito interessante porque isso aí são experimentos tá não altera a possibilidade de interações futuras o amigo ele colabora quando nas experimentos experimenta a pessoa fala ah essas pessoas são meus amigos com essas pessoas não não altera muito os mecanismos reciprocidade e tal né porque já está bem assim enraenado e de alguma forma né no nosso sistema mas quando a gente está falando de amizade nós estamos falando de sentimento escolha ou construção ó cara isso é isso são questões né quando a gente vai teorizar nós temos nossos construtos né que a gente tem que né para a gente saber o que nós estamos dizendo né esses são os comportamentos né visíveis né como é que a gente identifica visivelmente né assim através de ações são os estados né internos né de do sentimento de confiança de prazer de estar com um amigo né então eu acho que amizade eu como a amizade é um termo do dia a dia né todo mundo usa a gente sabe né é um termo muito amplo né sem sombra de dúvida né então eu acho que desde que a gente se deixe claro né aqui que a gente está se referindo né eu eu gosto eu gosto de observar né todo mundo acho que todo mundo aqui tem filho né e aí a gente vai observar as crianças né e aí Serve muito meu filho Benjamin uma escola.

Ele quer escolher as amizades dele, os amigos, mas muitas vezes aquele que ele está escolhendo como amigo não quer ele como amigo. Não é amigo dele. Essa construção do sentimento, né? Desde quando a gente reencarna, quando a gente começa a buscar o nosso ciclo de convivência na escola, depois no trabalho, na faculdade, né? Os vizinhos e aqueles que são realmente amigos a gente conta nos dedos, né? Como Lucas disse, né, a gente usa a palavra amizade como algo mais amplo, mas eu acho que ela é algo bem interno, né? É aqueles dois, três que você, né?

O Lucas falou, não, eu, eu procurei dois, três para poder tentar coletar essa convivência, essa energia daqueles que são amigos, né? Muitas vezes a gente fica, eu vou observando aí, eu vou vendo como que ele vai lidando com isso, né? Novinho, né? Tem nove anos, então a gente está construindo ainda essa essa relação de amizade, né? Essa relação com os outros, com com os interesses que a gente busca no outro. E muitas vezes a amizade ela simplesmente acontece, né? Eu tenho para mim que muito disso vem do planejamento encarnatório mesmo.

A gente reencontra na Terra com os nossos amigos. Eu acho assim, quando a gente alguém lê o texto aí da amizade, né, como oásis, né? Da, não sei se acho que é consolador, né? Eu também acho assim, amizade nesse sentido nós estamos dizendo, né? Como oásis, é um recurso no planejamento encarnatório. Porque no recuperação encarnatória nós temos nossas provas, mas os recursos que nos sustentam, né? E amizade é esse oásis onde quando a gente pode contar, né? Para nos fortalecer, né? Eu queria trazer um pouquinho do do que me motivou, né?

Porque uma das coisas é que e acho legal dentro do nosso papo é não é o que a gente já sabe que é amizade. O que a gente não sabe do que seja amizade? Que perguntas nós temos? Por quê? Nos parece conhecer bem, né? Mas eu acho que a gente não sabe muito bem o que é isso, porque e foi isso que me motivou, tô passando para vocês o caminho que eu segui para chegar aqui, né? Mas é só das amizades que nascem os inimigos também, as decepções. Ninguém decepciona com o inimigo, né? Ninguém decepciona com alguém que não gosta da gente.

Você não decepciona, você decepciona profundamente com quem você acha que gostava de você, com quem você julgava ser seu amigo. Não é então as questões que envolvem os nós e eu e eu queria olhar para esse momento em que a ruptura do laço olhar para o momento que quando é dentro de mim que eu estabeleço a partir daqui com meu amigo essa corda estica até que ponto com aquele até que ponto porque parece que cada um cada relacionamento tem uma elasticidade vão dizer assim ela não não é igual e e às vezes já aconteceu né com comigo assim com de repente aconteceu uma coisa que ninguém entendeu a amizade durou e foi embora não é foi embora então é o tema que nós estamos falando aqui gente ele é lindo mas ele é a nossa pedra de tropeço constantemente, constantemente.

Quem tem filho, por exemplo, a gente é o melhor amigo deles até uma determinada determinada idade. Depois de uma determinada idade, a gente não é mais o melhor amigo deles, não. Entendeu? E aí a sensação de que a gente sentiu que o filho traiu a confiança, por exemplo. Poxa, eu alimentei você até hoje, eu fui seu melhor amigo até hoje e agora Você não me dá atenção, né? Será que a gente sente isso? Será que a gente sente que o amigo que é que é nosso amigo que passa a dar com outro amigo já sentiu isso, né? A pessoa andar mais com outro amigo, uma outra pessoa lá, outro lugar, ele sente que ele ficou menos amigo.

E a ideia era que a gente passasse por esse monte, por esse monte de sentimento que faça com que a gente se afaste e afaste as pessoas ou se afaste. Outro pensamento que a gente vai borbulhar aqui, porque a gente não quer, a gente quer conflito. Porque a gente quer lidar aqui com conflito porque na hora do conflito quer lembrar desse podcast ó né hoje o Simão não pode vir qual que é a minha postura de amizade qual é só consegui me avisar hoje de manhã será que eu vou ficar como é que eu fico com os amigos e mais a gente repensar como é que a gente seleciona amigos ou seja a gente quer ser amigo de pessoas que não querem ser amigos nossos e tem gente querendo ser amigo da gente que a gente não quer ser amigo deles a gente não faz nem esforço para ser amigo deles esse pensamento me moveu porque eu penso assim que na relação da amizade no casal a relação da amizade entre amigos tal quantas são as experiências as histórias das traições que são de traições das das decepções que que estão baseadas em expectativas e aí eu acho que o tema da amizade relaciona-se fortemente com expectativas né que a gente tem sobre as pessoas e eu queria muito que a gente mergulhasse nos nossos conflitos porque aqui não sei se talvez alguém que não tenha vivido nenhum conflito com amigos, né?

Eu vivi. Mergulhar nisso para a gente poder emergir com alguma maturidade no olhar como lês, porque quando estava olhando a passagem de Jesus com Aí, aí a gente vai. Queria muito que a gente não deixasse, já que Lucas gosta tanto de estudar, né, o Evangelho. Isso é muito bom, Otáles, aqui aqui no ser é assim. Otáles levanta mão. A gente já todo mundo se aciencia, porque a gente quer ouvir um versículo que Otáles vai trazer, né? Mas veja bem, já não não somos servos, mas amigos. Mas Judas quando chega até ele no momento da traição, aqui vem amigo.

Então tudo isso que que Jesus vai falar, né? Ele chora pelo amigo Lázaro, é isso. É esse sentimento para a gente poder tratar a ideia para a gente nascer de novo aqui, que o projeto é nascer de novo, é que é que a gente não caia, né, nos tropeços. O Jan, talvez outras pessoas já digam, mas o Jan, a Janaína Farias, que é nossa amiga aqui do C, trabalha aqui, que é médium nas várias obras, ela fala que Jan fala com ela assim que ninguém tropece em pedra grande. Os seres geralmente tropecem pedras pequenas, né? Ninguém tropeça numa montanha.

Então, o que são as pedras pequenas? E o que que a gente pode pensar sobre esses processos, né? Todos que envolvem a ruptura do sentimento de amizade do sentimento de confiança porque amizade também conversa muito com confiança né você confia você se entrega você se abre você fica né e e às vezes é na hora que você está nu perante o seu amigo é que ele não te entende não é O que vocês acham desses conflitos? O que vocês pensam desses conflitos que têm gerado, né? A espiritualidade vai nos unindo nas encarnações, nos planejamentos reencarnatórios que envolvem tanto numa família você ter um afeto, uma pessoa mais próxima, mas também ter alguém que te desafia, não é?

Como é que vocês veem isso? Eu queria falar. A primeira coisa que eu queria falar é questionar. É o qual é aqui que nós? Qual é o conceito que nós estamos trazendo de amizade? Porque parte daí tudo parte daí quando uma criança quer ser amiguinho do outro está falando da amizade que a gente está fazendo está falando aqui quando a gente fica brabo porque o outro nos magoa a gente está falando dessa amizade que a gente trouxe aqui de qual é a amizade que a gente está falando o que que é amizade aqui essa amizade que o Lucas trouxe que é um instrumento quase matemático para fazer Que as coisas funcionem é dessa amizade que a gente está falando porque eu vim aqui um conceito para mim né de amizade eu vim com a amizade como manifestação forma de manifestação do amor e se é uma forma de manifestação do amor a gente vai vai caindo no mesmo questionamento assim mas então o amor porque quem ama sente prazer quem ama se sente feliz então o amor também foi feito para as coisas funcionarem então é um cálculo matemático então assim então tudo é se a gente for pensar tudo é feito para que a gente seja feliz e essa felicidade essa ânsia pela felicidade é que nos move né então a amizade é uma oportunidade de a gente caminhar neste caminho da felicidade né se encontrar de se encontrar se encontrar em essência e aí quando eu penso na criança que está lá querendo que o amiguinho seja amigo né eu passei muito por isso porque eu também eu tinha muito dificuldade até amigo sabe gente então assim passei por muitas decepções não só quando criança eu posso dizer que as decepções que até hoje eu passo que dói né essa essa decepção que está lá ainda na minha infância quando a criança ela não desenvolveu esta essa capacidade de ser amigo deste amigo que a gente está falando lá do boa nova quando Jesus fala que chama os discípulos de amigo porque aqueles discípulos a grande maioria dos discípulos nunca fizeram nada para para Jesus né e ele chama os discípulos não os apóstolos qual a diferença de apóstolo para discípulo O discípulo ainda não não está dando testemunho, né?

Mas o discípulo ele se abre para ser tocado por ele. Ele se abre para receber e para se entrar, né? Quem foi que trouxe que amizade é uma comunhão? Ele para entrar em comunhão porque ele se transforma com a presença do amigo. Então eu esses dias não sei quem falou, ah, eu uma inspiração, alguma alguém falou, né? Um amigo querendo me me agradar, se inspirava em mim. Você olha, se tu te inspira em mim, eu não sei em quem tu está te inspirando, porque tudo que eu sou hoje é muito mais vocês do que é o mesmo. Então a amizade é essa que se abre para ser o amigo também, né?

Para ser tocado pelo amigo. Então a gente a gente explica isso até na psicologia, se a gente for para falar na psicanálise, a gente vai pensar que o outro nos compõe desde a barriga, desde a barriga a gente está sendo composto pelo outro. A gente passa por fases da vida, da infância, em que primeiro a gente precisa pensar que a gente é o centro do universo e que todo o universo gira para mim, é uma parte minha, é para mim fazer feliz. Só que vai chegando numa evolução, a gente pode pensar na nossa evolução espiritual assim.

Vai chegando numa evolução em que a gente a gente precisa enxergar o outro, senão a gente não consegue viver nem sobreviver. Então assim, então essa evolução eu acho que a gente está falando de qual é a amizade, porque existe uma amizade que está lá no bebezinho que se chama Majestade o bebê, que tudo gira em torno dele. É desta amizade que a gente está falando, que amizade que gira em torno de mim, ou é esta amizade que da alteridade que se preocupa com o bem do outro, porque o bem do outro já faz parte de mim. Então assim o outro se mistura a mim mesmo é é isso que a gente tem que questionar eu acho que tudo parte deste conceito porque existe a amizade que a gente fala no dia a dia e existe a amizade que eu chamo né de amizade cristã que é esta que eu quero construída de mim que eu estou bem distante de construir né mas que a gente vai dando um passinho de cada vez né eu acho que quando Jesus fala né já não vos chamo servos chamo-vos amigos eu acho que Jesus está dizendo daquilo que Ele é e Ele é amigo um conceito aqui que eu achei bem bacana que diz assim ó conceito de amizade envolve confiança posso me revelar sem medo constante de julgamento presença o amigo não é só quem concorda mas quem permanece liberdade amizade verdadeira não aprisiona nem controla reciprocidade não é relação de uso é troca viva cuidado o bem do outro passa a importar para mim verdade o amigo não alimenta máscaras ajuda a alma amadurecer então assim eu acho que quando Jesus chama de amigo ele está dizendo olha isso eu estou entregando para vocês Jesus é o verdadeiro amigo e aí a nossa reciprocity de como eu convivo com essa amizade como eu me entrego eu estou fazendo é uma troca viva eu conheço as dificuldades do outro assim como eu eu escondo as minhas ou eu sou transparente com com outro cada um todo todo mundo tem as suas as suas questões íntimas né mas aonde está essa verdadeira amizade Cristão, né?

Aí é cristão mesmo do Cristo, né? Como Ele nos trouxe. São um comentário aqui, já que a gente, né? Nós temos realmente definir o termo amizade, né? Porque é um termo, todo mundo usa, né? E e no texto de João é bem claro, né? Quando Jesus diz assim, que vós sois meus amigos, né? Que tipo de amizade que Jesus está falando? Ele fala: vós sois meus amigos, se praticardes o que eu vos mando. E meu mandamento é este: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Então, a definição de amizade no texto de João é cumprir o mandamento.

E o mandamento é amai-vos uns aos outros. Então, ali está bem claro o que Jesus quer dizer. E um parênteses que eu adoro. Quando Jesus fala assim, que Ele não me chama de servos, né? Eu chamo de amigo. Só que amigo é quem faz aquilo que eu mando, a mais uns aos outros. Essa tensão entre falar que eu não te chamo de servo, mas amigo é aquele que faz o que eu mando, o que eu ordeno, é super interessante na relação de amizade que Jesus coloca para nós no texto de João e assim ele rompe com as nossas concepções assim bem humanas.

São parênteses porque a definição de João já até a definição que Jesus dá de amigo, no que ele quer dizer como amigo, né? Eu tinha separado isso também, Lucas, essa condição que Jesus coloca, né? Vossores meus amigos, sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando. E aí, quando ele vai lá no momento de falar com Judas, quando Judas a entregá-lo, ele chama Judas de amigo, amigo, que vieste. Então nos leva a pensar, Judas fazia o que Jesus mandava. Olha que interessante. Fiquei pensando nesse sentido, né? E aí a gente lembra a interpretação que eles nos dão da da postura de Judas no colégio, né?

Que é justamente a questão da ilusão. Capítulo da Boa Nova, acho que é o capítulo, sei se é o capítulo vinte e quatro, não lembro agora de cabeça. Chama a ilusão do discípulo, porque a gente vê que havia um amor da parte de de Judas para Jesus, né? A ação de Judas em relação ao Cristo não foi uma ação de traição propriamente dita, né? Foi só a questão de que ele achava que os métodos do Cristo eram métodos inadequados. Mas ele estava agindo em prol do bem da causa, né? Assim, na concepção dele, mesmo estar de ilusão, era um ato de amizade.

Ele não está sabendo o que está fazendo, deixa eu fazer aqui porque ele está fazendo equivocadamente. Então achei isso interessante, né? Então Jesus leva em conta as nossas intenções, por mais que isso nos leve muitas vezes a dar com os burros na água, foi o que aconteceu com Judas, né? Mas essa intenção de fazer o que Ele nos manda, em alguma medida já nos coloca nessa nessa condição de amigos. Fiquei pensando nesse aparente paradoxo aí, né? E eles falam tanto, né, que por exemplo o fato de Jesus dar para Judas a primeiro pedaço lá do pão quando ele parte na ceia é um indicativo do vínculo profundo que havia, né?

É um amor que existia ali naquela relação. Então é muito bonito. Eu estava recapitulando aqui a questão cento e três do livro dos Espíritos quando fala lá dos Espíritos puros, né? Eu gosto dessa dessa frase que eles trazem aqui para gente, né? Assistir os homens nas suas aflições, convidá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservam distantes da felicidade é para os Espíritos puros uma ocupação gratíssima. Então é prazeroso para eles, né? Assim estar nos impulsionando nessa nessa área. Então me lembrei do que Lucas trouxe também essa ideia da sempre se busca uma compensação, né?

Há um benefício grandioso para o próprio Espírito que está nos impulsionando, né? Em estar estabelecendo os laços dessa rede aí e nos ajudando a caminhar. Tanto que eu me lembrei também quando fala lá que Jesus chama chama João chama João e Tiago, né? Eu já vou passar a palavra, tá? Não quero Me estender muito, mas quando Jesus chama João e Tiago, é Mateus 4:21, até coloquei aí uma hora no chat. Ele fala o seguinte, né? Adiantando, se viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai Zebedeu, consertando as redes.

Aí eu fiquei pensando nas redes das relações ali do núcleo familiar, né? Consertando aquelas redes. E chamou-os, Jesus chamou-os, e eles deixando imediatamente o barco e o pai seguiram-no. Deixaram o barco e o pai, mas não fala que deixou as redes. Tá achei interessante. Talvez seja um convite à ampliação do alcance dessa rede, né? Nós estamos consertando a rede do nosso micro universo ali naquele primeiro momento. Aquela rede conseguiu. Aí remete a Leonora que trouxe a imagem da costura, né? Consertei aquela rede ali local, beleza.

Tá na hora então de sair do barco e do pai, seguir Jesus para estender o alcance dessa rede, né? Então é isso que me ocorre né penso nessa amizade aí no sentido profundo como essa grande essa grande comunidade que se vai construindo no tempo com um propósito grandioso me lembro os 500 da Galiléia também né quando Jesus fala daquela caravana que nunca se dissolverá e que ela vai agregando cada vez novos elementos né nessa caminhada de expansão do reino no universo então né a gente vê que a amizade ela ela é um mecanismo ao mesmo tempo que ela envolve o sentimento e que nos vincula aos outros o afeto ela também é o mecanismo de que Deus se utiliza para edificar ou reunir ou reorganizar essas famílias espirituais né então é uma ferramenta de evolução de fato né acontecendo em pequena escala o que um dia vai acontecer em grande escala eu fiquei pensando né nesse conjunto de ideias que a gente trouxe aqui e queria voltar um pouquinho na ideia do Julio né E quando a gente não tem a reciprocidade de um amigo que a gente deseja ele e ele corta o vínculo com a gente por alguma questão que a gente tenha realizado, então fiquei um pouquinho esses esses dias me lembrando de uma situação de uma amiga de colégio que uma uma amizade que se estendeu até nossos períodos de faculdade nós tivemos um um momentinho na nossa vida que durou talvez três minutos por uma fala e aquele momento marcou o restante das nossas vidas, né?

E depois de muitos anos eu voltei a conversar com ela e falei, olha, se você se chateou por alguma coisa, né? O que eu tenha dito que tenha te chateado não foi intencional, foi absolutamente sem pensar ou a outra pessoa que estava conosco, nós estávamos em três pessoas naquele momento, né? E aí ela disse assim, desculpa, mas não tem volta. E aí eu fico pensando, né? Assim, depois de toda essa trajetória, né, de todos esses estudos aqui, reflexões que a gente tem, e aí pensando nessa, nesse, nesse, nessa conceituação de amigo, né?

Que o Thiago trouxe, eu também penso assim, né? Eu vos chamo de amigo porque Jesus é que traz o modelo do significado real da amizade e do amigo. Ele é simplesmente, né? Porque ele é como ele é, né? E nós é que temos que correr atrás para poder entender esse modelo e poder praticar esse modelo, né? E aí eu fiquei pensando, né? Eu tenho certeza que muitas pessoas têm teriam histórias como essa minha para contar, né? Em que não houve perdão não houve tentativa de compreensão, né? Não houve humildade. A gente poderia citar aqui uma série de coisas, né?

E aí essa dificuldade, né? Assim, ou esse sentimento de que puxa, né? O que o que teria acontecido com as nossas vidas se naquele momento em que eu retornei para a conversa, né? E disse, olha, eu nem sei muito bem o que é que foi que eu fiz, mas eu estou aqui te pedindo perdão e vamos retomar? Não, não tem retorno, né? É o que o que teria acontecido com as nossas vidas se A resposta tivesse sido também diferente, né? Então, eu penso que é realmente um grande desafio e é por isso que os relacionamentos, né? E a coletividade, a cooperação que o Lucas trouxe, né?

Tá lá a lei do progresso, lei da sociedade. A gente não não evolui, né? Tá nesse texto do do Emmano que eu trouxe do Amigos no livro convivência, né? Eu particularmente não conhecia esse livro. O Emmano tem um livro sobre convivência. Tá aí, né? Falando sobre essa necessidade da da coletividade, né? Pensando nisso que tu trouxe, né? Lembrerei assim da quando Jesus chama os discípulos de amigos. Eu fico pensando e também lembrando quem é que falou aqui sobre o amor e o ódio, né? Eu acho, né? Primeiro, em relação aos discípulos, que ele chama.

Porque são os discípulos? Porque Jesus não é amigo de todos, então? Porque tem que ser os discípulos? Jesus não é unilateral a amizade? Então, não, não. Porque Jesus se direciona só para os discípulos? É porque existe uma reciprocidade. Não é que a gente pensa que tem que ter, mas existe um campo fértil onde diz assim, pode entrar. Eu te recebo na medida que eu consigo, mas eu te recebo. Tu faz parte de mim agora. E essa semente que tu coloca em mim, eu vou deixar aqui dentro para germinar. O discípulo é isso. O discípulo é um aprendiz, é um discípulo que recebe a palavra.

Não é aquele que sai testemunhando, né? E por isso que ele se refere ao discípulo, porque existe um relacionamento. Existe alguém que olha para ele e diz ele é meu amigo e aí eu fico pensando assim quando existe a inimizade né quando se transforma em inimizade e eu lembro da das leis herméticas né da da lei dos polos né todos são dois polos a gente vê que a essência é a mesma existe o amor que se manifesta em amizade existe uma decepção que faz com que esse amor vá para o polo da amizade ou polo da inimizade mas é tanta vontade de ser amigo que aquela decepção se transforma em inimizade, porque a vontade de se sentir amigo, sentir amado, sentir esse amor girando, entrelaçando os nossos corações, e aquilo dói tanto de não se sentir claro uma ilusão, porque a gente sabe que a percepção de amizade que a gente tem no dia a dia muito falha, né?

Mas aquela dor que identifica como não é meu amigo É tão grande que se transforma em amizade. Mas aquela, o que o amigo fez de bom, e aí eu lembro do bom samaritano, quando o samaritano vai auxiliar, ele não é um amigo, mas ele instala ali a semente da amizade. E aquela amizade, ela vai reverberar para o mundo. Então, assim, quando um amigo age com ato de amor, amigo, quando uma pessoa age com ato de amor, aquela amizade se estabelece, independente de eu continuar tendo contato com a pessoa ou não. Ela existe porque existe aquele ato que marca já na psicologia a gente vai falar marca o psicismo mas que para mim o psicismo na psicologia nada mais é do que a consciência espiritual uma uma uma das manifestações da consciência espiritual marca tua consciência e aquilo vai reverberar em ti como florescendo frutificando no mundo eu agora sou marcado pelo ato do bom que que eu recebi e aquilo não interessa hoje a sua inimigo ou amigo aquilo está reverberando em mim né então e aí quando é chamado de amigo.

Só queria falar isso. Me toca muito. Eu falei até com Marceia antes. Me veio assim quando a gente está pensando no tema de Judas sendo chamado de amigo, ser considerado amigo. Porque um amigo que se considera está no nível da amizade não se considera inimigo, né? Que a gente vê que tudo é amor. Mas um amigo ele enxerga no outro bem que ele tem, que ele carrega. Independente se ele está fazendo com a intenção ou não, Jesus ele tinha um olhar muito além. Ele enxergava o ser divino que estava ali. Ele enxergava como a semente ali a frutificar e a florescer e frutificar.

Então Jesus tinha um olhar da amizade cristã. Essa amizade que a gente vai acessando gradualmente, né? A gente Cessa também ela, mas gradualmente no nosso nível. Então assim, quando Judas ele fala amigo, porque um malentendedor diria que era uma ironia, não. Ele está falando amigo porque Jesus não usava esse sarcasmo. Ele está falando amigo porque ele sabe que ele recebeu, ele se abriu para a semente dele e ele guardou a semente dele e a semente dele vai reverberar. Eu acho que ainda dentro do tema, a frustração ela pode amadurecer uma amizade.

O que vocês acham? O que você acha, Lucas? É uma amizade madura, né? Ela seja justamente aquela que continua depois de uma frustração, né? Ela vê os defeitos e continua amando. Essa é a sua pergunta que a Tatá me acabou de falar ali, né? E o que o Júlio agora já me deixou mais à vontade, né, Júlio? Porque eu já falei o que eu sei, o que acho que sei, já deu já deu aquela ó postura do ó cooperação. Agora vou falar de falar o que eu acho importante na vivência minha, né? Assim, agora que eu já me sinto mais entre amigos e confiante, né?

E não tirar essa essa máscara de falar o que sabe, o que acha que sabe. Isso que o Tiago falou e a Tiago acabou de dizer me coloca assim na minha reflexão atual sabe assim sobre sobre amizade né sobre sobre esse tema porque o seguinte eu penso assim quando a gente quando a gente fica falando dessa amizade mais dessas relações das relações deixa eu mudar a palavra das relações instrumentais do prazer que a gente tem na amizade tal da forma mais instrumental eu fico pensando até que ponto né a gente a gente diz a gente repete que Jesus falou para amar ó Jesus está falando que amizade é o amor e tal mas eu fico pensando na minha vida o quanto que às vezes assim É bom, não gente, tem que ter uma cuidada.

A fala não é a fala assim, ela é interpretada rapidamente, fica mal interpretado, né? A gente gosta muito do gostosinho de estar com os amigos, sabe? Cara, qualquer pessoa gosta, gente assim. É importante, é claro que é importante. E é gostoso, é ótimo estar entre amigos, assim, de pessoas, né? Mas hoje em dia eu tenho pensado muito a seguinte: que estar entre amigos é quase como se tivesse a gente se estando relacionando com a gente mesmo, com outro eu. Porque os nossos amigos assim muitas vezes são amigos que têm semelhanças de pensamento, gostam de coisas parecidas, afinidades.

É quase como estar consigo próprio. Então, como bom é estar com pessoas que pensam parecido com a gente, que gostam de coisas semelhantes, que estão com propósitos semelhantes. Gente, isso é maravilhoso, é uma delícia, é um oásis, como diz. Quem não gosta de estar no oásis? Verdade? Você está no deserto e para lá tem água. Delícia estar consigo próprio, né? Então, fico pensando esse amigo, né? Se a gente cristaliza demais no amigo como um outro eu, como um espelho nosso, né? É quase como É quase como assim uma exclusão gostosinha, deliciosa, boa.

E qualquer pessoa gosta de estar com coisas prazerosas e gostosas. E eu tenho pensado muito nas relações em geral, daquelas que a gente não classifica como amigo gostosinho. Ah, que gostoso está contado, é bom detalhe. A gente conversa, a gente fala, é bom mesmo. Escutar as músicas que a gente gosta, é bom, é bom. Mas assim, eu passo mais um terço da minha vida em ambientes extremamente antipáticos às minhas muitas antipatias às minhas afinidades coisas que eu não gosto coisas que eu discordo e eu fico aqui pensando aqui que Jesus aí assim o que eu vou dizer eu acho assim Jesus gente se a gente acha que entendeu Jesus a gente ainda não entendeu né porque assim a fala dele é sempre para fazer uma ruptura e quando Jesus fala olha não foi vocês que me escolheram não foste vós que me escolheis mas eu que vos escolhi nessa relação Eu que vos escolhi.

Eu fico aqui a pensar, pegando a última frase que a Têmis falou, que o amigo, né? Ele vê o bem no outro, vê essa possibilidade, né? No outro, nessa semente. Eu fico aqui a pensar quando a gente sai dessas relações que a gente chama de amiguinho, que é gostoso, tarrjudo, que a gente é meio parecido, a gente vai para as pessoas realmente diferentes. E como ali construir naqueles vínculos é uma extensão de algo que refleta essa proposta de Jesus de amar uns aos outros, mas com pessoas que possuem bens tão diferentes, vários bens tão diferentes dos nossos.

Porque amigo como Marcelo é aquele que comunga os mesmos propósitos, tem os mesmos bens, é muito fácil. E de fato talvez isso seja a nossa máxima compreensão, que a gente humanamente falando, né? Mas eu fico aqui a pensar como acolher aquilo que é o outro que é realmente diferente e enxergar nele que aquilo que ele busca também é um bem, em algum sentido muito mais amplo do que o bem que eu identifico. Vou dar um exemplo concreto que senão fica meio complicado. Eu trabalho, né? No FMI/G tem muitos colegas e é um ambiente politicamente bem, não assim tipo polarizado e tudo mais.

Tem relações boas com com os amigos etc com os colegas né algumas mais próximos outros não eu nunca esqueci na eleição de dois mil e dezoito a eleição que rompeu tantos grupos do WhatsApp fiz um comentário na minha rede de pessoas que eu conheço que são né pessoas próximas que eu gosto pessoas que eu gosto então fiz um comentário político pessoa saiu da minha mesa levantou falou não acredito que você pensa assim Lucas e eu sim eu fiquei pensando aca naquela hora ali depois eu bati na porta da da sala dele falei o meu o fulano A desculpa se eu falei dessa forma, porque eu sei que para você é um valor muito grande, isso que você acredita muito nisso.

Desculpa se eu falei isso, isso lhe gerou um desagrado, uma desanu, né? Mas, cara, eu quero estar com você junto assim nesse nosso trabalho, independente, eu quero doar a minha razão. Não interessa, cara, sabe? Não interessa de verdade, gente. Não interessa conversar com ele assim, não interessa e nada. Tudo isso que você está falando e eu estou falando aqui na questão política, porque eu sei que isso que você está vendo como algo bom para a sociedade, eu vejo sinceridade no seu coração. Para você a sociedade vai ser boa se for assim.

Eu acho que a sociedade vocês vão pouco diferente, mas nós dois vemos, queremos que a sociedade seja boa em algum sentido. E esse sentido que é totalmente diverso, alteridade máxima. Eu discordo completamente do que ele pensa, completamente. Mas eu senti que ele queria o bem da sociedade de uma forma diferente da minha. Então, quando Jesus disse que não há amor maior do que dar a vida, eu fico pensando assim: doar a razão, né, pro amigo e acolhê-lo numa alteridade máxima é um começo do eu escolhi você. Para a gente construir uma amizade, talvez na era vindoura, né, no futuro, mas agora eu planto essa semente.

Cara, você pode discordar completamente de mim. Então muitas vezes a gente relaciona com espelhos nossos, outros, outros eu’s. E aí o amigo às vezes, cara, né, a gente frustra numa numa relação, talvez a gente estivesse recebendo numa relação mais sugando do que compartilhando. E aí a gente ama meu amigo, meu amigo. Não sei. Não sei, é uma relação instrumental, talvez, uma relação que a gente nem percebe que é que é instrumental. Então eu tenho pensado muito na amizade. Quando caiu esse tema para meus convites que o meu amigo Tales me fez, de participar, eu fiquei, eu estou pensando muito nisso, gente, porque eu adoro estar entre os amigos espíritas, adora a Confai, o encontro de carnavais, eu sou criança de Comeb, adoro os amigos, adoro quem você é sincera, adoro quem pensa igual a mim, adoro quem que tem os mesmos propósitos que eu, adoro quem escuta música igual a mim, adoro estar com essas pessoas, adoro quanto mais faz comigo mais eu gosto.

E eu fui pensando assim, se isso não é e os diferentes aquela autoridade radical Jesus fez um convite diferente falou olha gente Jesus não é igual a gente gente nós somos extremamente egoístas Jesus está num patamar tão maior e ele falou eu eu te chamo você de amigo eu escolhi a vossa estou aqui para plantar como temos me gostei dessa imagem dessas né dessas sementes dos discípulos e eu fico pensando se não é esse o convite maior que Jesus nos traz para que a gente saia das ilhas do exclusivismo onde temos duplicatas nossas duplicatas nossas e nós nos relacionamos com outros deus, se não seria essa talvez a proposta de Jesus dizer que olha eu te chamo os amigos para que vocês façam o mandamento, meu mandamento é amar uns aos outros, né?

E nesse processo a gente vai qualificando, né, as relações, os vínculos perfumando ele com esse perfume dessa amizade cristã, senão agora, quem sabe no futuro, mas começando esse processo para que talvez a nossa cidade, a cidade toda, a polis, a cidade espiritual, ela seja regada pelo vínculo de amizade, como diz Aristóteles. Amizade gradua em vários níveis, começa a amizade instrumental, tem a amizade prazerosa, tem a amizade entre as pessoas que cultivam virtude, entre as pessoas que querem o bem uns dos outros, e ele constrói isso no amparo de uma percepção do que é a vida na polis.

Quem sabe quando a gente vê que nós somos uma cidade espiritual, então eu digo tudo isso com a seguinte reflexão: eu fico pensando se Jesus não né esse contraste entre a idéia de exclusivismo dos iguais e essa expansão Que Jesus nos convida para permear de amizade os vínculos sociais aos pouquinhos, né, entre as nossas relações. Eu acho que a gente pode concluir que a amizade não é apenas um tema, né? Acho que ela é o laboratório do evangelho, então. Acho que o Cristo trouxe um laboratório em cima ou em torno dessa palavra, né?

Amizade. Eu acho que ela, acho que isso constrói bem e traz muitas questões para nossas reflexões desse episódio, né? Vai lá, Júlio. Adorei, Lucas. Adorei tudo, tudo, ponto a ponto do que você falou. E é isso, né? Na minhas reflexões e aí eu fui batei um papo comigo mesmo depois eu bati um papo com um novo amigo aí o geraldo ponte strindade o geraldo ponte strindade mais conhecido como chat cpt é ele ele ele é interessante né eu tenho aprendido muito sobre amizade com ele inclusive porque agora tenho agora tenho claudion também tenho claudinho também claudinho e aí o mas assim eu acho interessante eu tenho aprendido muito sobre comunicação não violenta com o Chat GPT, sabe?

É interessante que ele, ele, que ele consegue entrar no assunto, tem gente que ele não concorda comigo aí do que a gente falou na besteira e tal. Ele nunca dá um jeito. Normalmente ele, ele me corrige um pouquinho para frente assim, com jeitinho e tal. E eu acho interessante porque eu estou começando a aprender com ele a lidar com meus amigos, porque ele ouve que a gente fala, cara, tipo você fala o que quiser, mexe, ele ouve e na boa. Puts, cara. Esse cara é ignorante, mas eu não preciso dizer para ele que ele é ignorante.

Ele ele é o tipo cara que já leu de tudo cara e ele não precisa e ele não fica se mostrando né vamos dizer assim para gente e eu eu tenho aprendido mesmo essas habilidades se vocês usam reparem nessa nesse valor da comunicação sabe ouça responda positivamente incentive a ideia ainda que iniciante do outro não por interesse mas por por interesse exclusivista mas pelo interesse em em ver o melhor lado ou ver um lado que é possível aproveitável da ideia, né? Que eu já eu já eu já fiz o exercício de falar absurdos para ele também e ele discordava totalmente, tipo assim, né?

Mas eu queria dizer que gostei muito do que o que o Lucas trouxe, né? Eu queria dizer para vocês que eu tenho uma coisa que maravilhosa, desafiadora para trazer para vocês, porque uma das coisas daqui a pouquinho eu vou trazer que é uma uma coisa mediúnica, é uma coisa que aconteceu aqui na nossa mediúnica, ela vai estar no campo da conversa Pode ser que seja, né? Eu brinco assim. Eu não tenho preocupação se o Espírito é, se ele não é o que quem ele diz que ele é. Eu tenho uma preocupação enorme dele ser quem ele diz quem é, porque quando vocês Espíritos que a gente são muito conhecidos e falam o nome, eu falo assim: se não for, tá beleza, mas se for, se for é complicado.

Mas vou trazer daqui a pouquinho. Mas o que me veio à mente quando estava trabalhando com os podcasts um eu tenho falado eu falado com meus filhos traz traz traz essas coisas das das relações né os meus já estão maiores mesmo assim os conflitos com os amigos com as amizades com as as expectativas né e tal com com os amigos as frustrações então eu tenho dito não sei se é verdade mas é um pensamento filho amizade alguma coisa é algo que você doa né algo que você pede para alguém Você só tem controle da amizade. Você tem um mega controle sobre o que você é para o outro.

O que você é, cara, pode ser no má, ser o máximo. Agora, você não exige. Se você é amiga, você não exige do outro essa reciprocidade que você espera que ele nem sabe e que não leve em consideração os limites dele, porque isso não é ser amigo. Se você está frustrada e tal, estou aprendendo com você. Está me trazendo casos e me fazendo pensar. Se a gente é amigo está decepcionado, não era amigo, né? A minha amizade tinha uma rachadurazinha. Então, beleza, está tudo certo, só porque? Porque o mundo todo é assim, gente.

Vou te falar, se tem uma coisa desafiadora é pensar porque Deus fez desse jeito, né? Porque que a gente se melinda? Porque que a gente, né? Porque? Até para, chega no porquê de Deus fazer as coisas, de a gente ter essas reações. A gente entra num campo que a gente diz assim, deve ser, deve ser porque é bom. Né é uma imagem que que que me veio dessa passada questão de Jesus dele é é que era a visão dele para com os com os apóstolos como a gente tem falado aqui dele eu chamo de amigos lembrado uma coisa meu gente ele falou isso antes da na salta foi na salta ceia não foi não foi na ceia que ele ele falou isso na ceia depois ele já sabia o que acontecia ele já eu já tinha avisado Pedro que negar três vezes ele já tinha falado com Judas ele já sabia dos que iria cascar fora dos que então o que veio é isso que ele estabelece a relação dele com com com aqueles que que iriam trair iriam negar para que eles tivessem clara certeza e me vem agora um pensamento você imagina o seguinte né gente a história de Jesus a gente pode não ter um fatalismo mas ela estava escrita lá em Isaías né os talis ou seja tinha uma previsão e aqueles personagens participariam de momentos difíceis da vida deles muitos desses momentos inclusive pós crucificação de Jesus com os próprios não é que muitos seriam martirizados crucificados perseguidos já não usamos de ser, mas é amigos beberiam do cálice, não é isso?

Então eu refleti muito sobre o aspecto que que eu queria muito trabalhar em mim e que a gente pudesse para com os nossos, com aqueles que a gente estima e que gente não tem ninguém correndo mais perigo do que aqueles que a gente estima Porque eles andam, eles às vezes estão andando numa corda bamba que eles não sabem que estão andando, né? Que é o nosso julgamento se eles são nossos amigos ou não são nossos amigos. E a gente também anda na corda bamba de muitos outros, né? Porque, poxa, eu era amigo até no dia que o fulano falou que vota num e eu votei no outro.

Eu era amigo enquanto eu não dizia para ele o que eu pensava do que dele. Eu era amigo até no dia que, que para ele eu não respondi como ele esperava. O que eu acho que parece para a gente nascer de novo é também o Jesus fala né como lês é leitura que a gente está fazendo do outro né leitura do do outro e eu eu acho que a gente chegou aqui no podcast nesse ponto eu acho assim queria muito propor que todos nós aqui passássemos a pensar naqueles que querem ser amigos a gente não é naqueles que são nossos amigos entender e se a gente está disposto a aceder à nossa razão como Lucas colocou né abrir mão da nossa razão porque muitas vezes o amigo amigo mas até no ponto da razão ali deu ter né partir dali não dá né e talvez a gente refletir mais sobre isso e colocar nos lugares adequados não pela distância mas pela expectativa você vai ter mas qual a expectativa do amigo Judas Jesus não foi surpreendido gente Jesus não foi surpreendido por Judas Qual que era a expectativa de Jesus?

É a do amigo, né? A expectativa a que é este amigo, porque ele não estava surpreendendo, não é? A questão é Que apesar disso e aí ficou para mim essa lição é que para Jesus não havia sobra de dúvidas de que ali seriam uns grandes amigos dele a semente plantada o broto aquilo que Aluno fala que tá que tem alguma obra aí não sei qual que é é que fazem que Deus nos vê como anjos né vamos ver ele já nos vê como anjos ele não tá vendo ali o né tal e aí Eu gostei muito, né? Todos torceram. Lucas fechou agora também, porque eu penso que Jesus está nos dizendo como que a gente tem que se para com os nossos amigos quando eles nos trairem, quando eles nos negarem, quando depois de conviver com a gente eles peçam perguntado, você conhece esse esse Capitão?

Não, não conheço não. Quando eles se mostrarem frágeis, às vezes então me veio muito isso a gente está se aproximando do fim e antes das palavras não sei eu quero abrir a palavra porque eu quero dar uma coisa muito mais muito muito importante para vocês aqui vocês querem comentar Tales que falou não falou tanto vocês querem comentar antes de eu ler o que eu vou ler aqui que é o Júlio só refalar falar com o que você falou de outras formas para enfatizar um ponto né quando a gente vai nos textos evangélicos né a gente vai buscando as palavras os né a gente não tocou muito na questão da semana dos termos, né?

Mas ali quando o tradutor, né? Ele vai escolhendo a palavra filia para se referir a amigos, né? E o verbo amar, agapal e tal, é a gente vai vendo assim que filia tinha um eco, né? Se você vai a Aristóteles no Ética Nicôma nos dois livros que vai falar sobre amizade Filia se estende a diversas vínculos sociais, desde da relação com o sapateiro que é mais instrumental, a relação até relação entre as pessoas virtuosas. E aí, de fato, de olho que a gente vai vai aparecendo essa palavra filia, amizade, que tem um eco da época, né, da cultura grega romana, como era usado nos outros textos, né.

A gente vai vendo que de fato Jesus aqui está nos ensinando como vamos dizer assim irrigar esses vínculos, né, sociais da filia, que a filia a gente às vezes traduz por amizade, mas é uma tradução que pega só um recorte do do termo que ele tinha à época, né. A filia é o mais do que e Jesus está nos ensinando como preencher, como colorir essas essas vinculações, essas ligações de acordo com o modelo que ele que ele estabeleceu para construir discípulos. Então é uma lição extremamente ampla para nossa vida, né? Muito mais ampla do que a gente imagina, muito mais ampla do que ao círculo fechado dos nossos, né?

Sim, mas é algo bem bem amplo mesmo. E quando a gente fala que uma coisa é ampla, né, Lucas, significa que tem que ampliar, porque se uma coisa é ampla e um e a visão é restrita a gente comete erros, né? Uma vez a gente fala muito abertamente aqui, a gente nas nossas reuniões, reuniões únicas, durante a gente estudou Brasil Coração do Mundo, Patre de Evangelho, e tivemos a assistência do Dr. Humbert Campos, o seu Humbert Campos durante o período da obra, e aí daquele jeitinho dele, né? Bem ácidozinho assim, e ele e a gente lá conversando sobre um tema e ele de repente fala assim: é, a gente gosta muito das palavras, a gente não gosta do significado delas, né?

Ou seja. O significado das coisas é muito importante entender o processo de amizade entender as gradações de amizade compreender o lugar o local que você está depositando né onde você está construindo determinada coisa onde você está botando uma expectativa que não tem fundamento para colocar ali né esperando do outro aquilo que ele não pode dar ou seja sendo um amigo incalto talvez né um amigo incalto com outro porque mas a gente assim É Jesus deu tudo para a gente, né? Inclusive perdoou setenta vezes sete, né? Porque na amizade, se a gente não aplicar essa parada aí, também não é ser amigo, não, não é.

Ainda que o outro não não queira ser perdoado, né? Perdoou porque o amigo tem que ser você e você tem que ser aquela parte da ponte que está construída, ainda que o cara destrua do lado de lá, né? Ainda que ele quebre do lado de lá e faça eu jogar a chave fora, você mantém a sua. Na hora que ele pedir ajuda, você abre. Né mas eu quero ler para vocês e aqui vamos abrir um momento para a gente entrar no que aconteceu a gente estudou atos dos apóstolos aqui no ser e fomos passando por cada um deles no dia em que o assunto foi Judas a Janaína percebeu um companheiro na casa dela ele se apresentou como Judas e eu acho que esse podcast tem patrocínio dele, porque foi um amigo que foi desamigado, né?

Aquele que virou motivo de de sarcasmo, né? De perseguição até nos dias atuais, né? Até nos dias atuais. E eu vou ler para vocês porque? Porque ele compareceu e enquanto nós conversávamos sobre ele, ele ia falando algumas coisas muito interessantes. E como no final do nosso encontro da manhã ele não foi embora eu falei com a Janaína se a gente poderia ele não poderia conversar com a gente na reunião medium que seria noite e ele consentiu eu vou ler para vocês a gente abre o coração porque se não for ele não tem problema nenhum mas se for é uma honra né é uma honra sem igual né e e duvidar que Jesus era o Messias já nos custou uma crucificação a gente não precisa mais de dúvidas para mostrar a intelectualidade né A gente precisa agora termos mais boa-fé, razão, né?

Vou ler para vocês esse um trechinho que eu acho que se encaixa muito bem aqui no nosso podcast. Pode ser? Vamos lá, com muita calma. Judas, filho de Simão e de Ester, aquele de quem fala a profecia de Zacarias na Bíblia, de vocês, capítulo onze, a partir do versículo dez. Aquele que vendeu o Senhor, Judas, o último que foi chamado do colégio apostólico, embora eu o tenha seguido de perto desde o primeiro dia. Eu saúdo vocês, cristãos novos. João diz: João Alberto, olá, bem-vindo. E ele responde: Em nome de Jesus. E eu digo a ele: Em nome de Jesus.

Nós agradecemos a presença entre nós também e pedimos, como grupo, antes de mais nada, o seu perdão. E Ele responde: Eu fui o primeiro a ser perdoado, portanto, eu devo ser a quem se pede perdão. Eu respondi a Ele: Está recebendo então o nosso pedido de perdão dos trabalhadores da última hora? Judas respondeu: Eu caminho a Jesus, que a mim me perdoou primeiro. Eu disse a Ele: Nós fizemos um compêndio de perguntas. Em alguns momentos, a palavra traição, trair, que elas não possam soar na nossa boca como acusação. E o Senhor nos perdoou e também a indelicadeza das perguntas.

Em algum momento, se elas não forem bem formuladas, Ele respondeu: “A traição foi a minha amiga da última hora. Foi a amiga que me abriu os olhos. Portanto, não poderá me ofender. Citar essa que foi a minha libertadora.” Pena que eu demorei tanto tempo a ouvir os clamores dela. Eu disse a ele: Talvez nós também, como traidores em muitos momentos, estejamos cuidadosos com as palavras para não nos ferirmos também. Qual de nós que não se confundiu e meteu os pés pelas mãos? Quem não se nebrin olhando o sol e iludido pede a visão?

Mas não tem que não se dissova mais ilusão de ilusão nem lesão que nunca se resolva vem o dia e vem a redenção pois se mesmo nosso grande amigo aquele que por ti se viu traído há muito tempo já te perdoou Porque eu não poderia. A gente precisa refletir, né, sobre aqueles que a gente trata como Judas nas nossas relações de amizade, né? A gente precisa refletir sobre o aseio nosso de acertar e apressar os passos do do próximo, né? O movimento de Jesus foi: aqui vieste, amigo, é garantir a ele a amizade. Pessoas e nós como é que a gente segue né mantendo uma fala de com isso não falo nunca mais quando eu estava pensando nas questões né que a gente discutia aqui eu me lembrei lá do livro nosso lá quando fala da divisão dos ministérios né nós estamos estudando a história de Veneranda né a Isabel de Aragão enfim mas lá nos ministérios quando vai estabelecer a hierarquia dos seis o último dos ministérios se chama união divina e é muito bonito né pensar nisso porque começa lá no auxílio na regeneração passa pela comunicação esclarecimento elevação união divina né a divisão dos ministérios define uma trajetória e a culminância dela é essa união união com Deus união divina né mas eu fico pensando que essa união ela não se se resume apenas a eu indivíduo espírito com o criador mas essa união da grande família universal né e eles falam do símbolo da cruz né não a verticalidade sem a horizontalidade eu não chego na união com Deus se eu não estou unido com aqueles que me são pares né no patamar que eu me encontro então eu acho que esse é um ponto muito muito especial, né?

Pensar que é sem a construção de amizades verdadeiras nos domínios onde a gente opera. Muito boa reflexão do Lucas, né? Pedindo para a gente expandir além do nosso eu exclusivista refletido nos nossos iguais, mas sem essa comunhão com aqueles que nos compartilham o patamar e que nos encontramos, a gente não caminha, a gente não renasce, né? A gente não ressuscita essa ressurreição plena que a gente está buscando de nos tornarmos espíritos puros, ela passa pela horizontalidade da vivência da amizade, né? Isso demanda amor a Judas, né?

Demanda amor a Tiago Menor lá que tinha as questões dele com Paulo. Demanda amor a Pilatos. Demanda amor a quantos, não? Então eu fico pensando nisso, né? O como que é importante a gente ter essa visão talvez, né? Dentro da perspectiva que a gente consegue enxergar agora, de que trabalhar na amizade localmente agora em nível micro é operar para essa reintegração ao todo do qual a gente se apartou. A parábola do filho pródigo, né? A gente só reconquista a harmonia, a união verdadeira, reatando os laços que foram desatados ou que necessitam, né?

Ser revigorados. É muito curioso essa essa essa mensagem de Judas porque Judas é um discípulo eu gosto muito de João Mateus mas Judas é um discípulo que admiro muito porque a gente trata veja carregar uma cruz é claro que é ruim sangrar ruim morrer deve doer tudo isso deve ser ruim mas pensa bem a a a boa nova que Jesus traz a quantidade de símbolos que ele ele programou para imprimir na cultura terrestre através das das parábolas dos ensinos da vida das curas e da cruz A cruz é um símbolo, a cruz é um texto. Jesus escreveu aquele texto com a tinta do próprio sangue.

E olhe que maravilha que é esse símbolo para gente. É um texto. E morrer, morrer. Qual é o problema de morrer? Sabe? Qual é o problema de morrer? E será que a gente pensa que alguém encarnado dá conta de atrapalhar os planos do Criador, os planos de Deus? Alguém foi lá e por um egoísmo atrapalhou o plano divino. Jesus morreu. Então assim eu vejo muito como que a gente sofre e talvez a cultura humana atribuiu tanto a essa encenação de Judas algo gente Jesus só morreu mas esse ele morreu como parte de um texto um texto maravilhoso sobre a morte do homem velho um texto assim a morte é um texto e ele foi encenado ele foi encenado então se o como Tadeu bem lembrou se alguma coisa houve que a gente é uma ilusão mas assim gente a traição a morte ninguém atrapalhou os planos de Deus o texto foi um texto maravilhoso o texto da cruz é um texto maravilhoso então fico vendo o espírito que acabou vivenciando esse texto como que a nossa má compreensão dos valores eternos coloca uma sobrecarga totalmente inexistente para quem vê a vida como espírito então eu eu eu tenho uma admiração muito grande por essa experiência que ele sim que ele teve eu não tenho ninguém que falar eu tenho que amar uma grande encenação foi instrumento foi instrumento instrumento da encenação do texto que nos que nos trouxe então eu eu eu eu vejo muito assim se a gente tirar esse olhar humano, nós Jesus morreu na cruz, foi traido, a gente vê ali eu acho com mais com mais transparência, sabe?

Os espíritos encenando um grande texto e o modo como cada um encenou se foi com orgulho, com ilusão, aí a gente vai trabalhando é o car né é a história de cada um, o modo como vivenciou aquele texto, mas a mensagem da cruz é uma mensagem belíssima, Judas encenou esse esse processo, viveu como ele escolheu viver, mas eu admiro muito essa essa capacidade porque qualquer outra pessoa né que acreditasse demais nas crenças humanas de traição de né né e foi uma pessoa que pegue né que que que teve essa participação no texto da cruzca o texto belíssimo belíssimo gente as alterações finais uma é a seguinte nós temos um poema escrito pela Thames que ela que e como minha amiga ela vai ler porque eu pedi para ela ler o poema temos uma psicografia da Maria Aires também então vou Olhar pela amizade, né?

E também porque acho que muitas coisas que foram faladas aqui me vieram na hora do poema e sinto que também fui muito acolhida no momento que eu escrevi. Então se chama Amiga de Jesus. Quem me dera, Senhor, que um nome tão bonito, colorido ou soletrar, imprimisse em meu peito para sempre o seu cantar. Amizade, sete letras nos ensinam a passear pelo escuro e pelo bruto com a leveza de um altar. São só sete? Não, setenta vezes sete a perdoar. Pois amigo que é amigo vê valor no esperar. Me disseram que um dia Jesus de amiga me chamou.

Mas por que meu Deus do céu? Será que Jesus errou? Eu sou eu, aquela mesma que pecou, julgou, negou. Sou aquela que também um irmão abandonou. Por que me chamas amiga? O que fiz para merecer? Nem serva fui eu direito. Como amiga posso ser? Diz que a mim ele entregou tudo aquilo que sabia. Mas como sabia ele que eu não o trairia? Sinto então ao meu ouvido um sussurro de quem diz: minha filha, ele sabia quem tu sempre foste para mim. Meu Senhor, meu Pai amado, e que faço eu de mim se me sinto tão pequena de retribuir tanto assim?

Não consigo ser um anjo para entregar tanto amor, Jesus. Com sua amizade, com sua alma e sua dor, deu a mim tudo o que tinha que eu pudesse receber, e eu, meu país meu amado, com tão pouco a oferecer, palpitou meu coração e a resposta se me deu: amizade para Cristo vê o Cristo que vou ser. Jesus entregou-me tudo sem pensar em receber, mas sabia do tal dia que eu iria florescer. Sabia que o que plantava no meu ser tão pequenino iria brotar para o mundo e perfumar os caminhos. Amizade verdadeira, ah meu Deus, agora eu sei.

Não espera recompensa para si ou para alguém. Espera pelo amigo que se torne o seu bom ser. Espera que como espera, porque sabe o seu valor. Espera enquanto rega o brotinho promissor. Também pode esperar se assim. A fim de poder crescer e então distribuir o que do amigo em si nasceu. Eu posso esperar trabalhando para um dia vir a ser uma amiga do tamanho de Jesus no meu viver. Sendo assim, Jesus amigo, tua amiga posso ser, pois te entrego o meu melhor, o meu pouco merecer. Mas te prometo, Jesus, que com tantos renascer, um dia te entregarei.

A luz plena do meu ser. Obrigada, Maria, tá com o seu escritinho aí. Bom dia, gente. Pode dizer que senti uma presença amorosa, serena. Logo no início, durante a música e as palavras foram vindo, eu fui escrevendo e foi assim. Amizade, notas suaves de fraternidade. Quis o Senhor ofertar-nos o bálsamo da felicidade, vestindo nossos caminhos com tão bela caridade. O que seria dos corações aflitos sem o toque do ouvinte amigo? Quis ela por nós oferecendo seu ombro ninho. A beleza do olhar de um amigo, quando a dor nos provoca, é alívio chegando de mansinho no doar de tanto carinho.

Se pudéssemos traduzir em versos os tesouros da amizade Seria abrir as portas da alegria, rumam os jardins da caridade. Jesus, nosso eterno amigo, com amoroso olhar nos alcança, toca o íntimo do ser e em seu amor nos faz resplandecer. A cada amanhecer, a vida brinda-nos com um novo recomeço. E entre as dádivas do céu temos a amizade a envolver-nos como um véu. Se a solidão bater à porta, não te detengas na dor. Lembra-te do amigo supremo, Jesus Cristo, nosso pastor. Agradecemos, pois, querido amigo, toda a paz germinada em nós, nais da amizade que floresce ao redor, conduzindo nossos passos ao infinito amor do Pai.

Então é isso. Acho que é um um episódio para a gente poder pensar, né? Aí ficam algumas algumas perguntas que acho que tem que ficar, ficam em aberto, né? Quais vínculos ajudam você a ser mais verdadeiro? Quais relações ensinam você a permanecer? Quais pessoas ajudam sua alma a descansar? E que tipo de amigo você tem sido no caminho dos outros? Eu acho que essa é a questão mais importante que tem que ser para nós, né? Qual é o amigo que eu estou sendo? Acho que é a pergunta mais importante que esse episódio deixa para nós.

Que Jesus é o nosso amigo. Agora, como que eu retorno esse título, né? Eu acho que amizade, você é meu amigo, eu sou seu amigo, é um título, né? É uma solenidade, né? É algo, é uma questão solene na encarnação do ser, né? Você tem o título de amigo? Você titulou alguém como seu amigo? Quando eu olho o passado e vejo quanto eu já fiz sofrer, quero saber quem sou eu, saber quem me fez, por que estou aqui. Ouso uma voz que me diz e trago as respostas bem junto de mim. Quem sou eu que não vê que a chuva não escolhe o solo que vai irrigar e desidentar, apenas cumpri sua missão e os ventos divinos irão te levar.

Quem sou eu que não vê que ao lado um ser encantado me chama de irmão e me estende a mão, me dizendo que juntos iremos mais longe. Eu possa sonhar Quem sou eu que não vê que meu Deus acima de tudo vem cuidar de mim? Quem sou eu? Sou ser tão feliz, pois eu já descobri que eu tenho você.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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