#024 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste episódio, Haroldo Dutra Dias e seus convidados dão continuidade ao estudo do Velho Testamento, focando no Livro dos Salmos. Após uma breve pausa, o grupo retoma a análise aprofundada dos textos sagrados, trazendo reflexões à luz da Doutrina Espírita.

O que é estudado neste episódio

  • Retomada do Estudo dos Salmos: O episódio marca o retorno dos estudos do Velho Testamento, que já abordaram livros como Gênesis, Êxodo, Isaías e Levítico. Os Salmos foram escolhidos pelos participantes e vêm sendo estudados há cerca de dois anos.
  • A Natureza da Oração Hebraica: É explicado que, para o povo hebreu, a oração vai além do ato de ajoelhar e falar. Inclui o canto (louvor), a recitação dos textos bíblicos e a oração livre, abrangendo uma dimensão mais ampla de comunicação com Deus.
  • Autoria dos Salmos e a “Escola de Davi”: A atribuição dos Salmos a Davi é discutida, esclarecendo que não se trata de autoria no sentido moderno de direitos autorais. Davi é considerado o iniciador de uma “escola” ou movimento que incentivou o canto e a oração no templo, e todos que perpetuaram essa tradição são considerados parte dessa escola.
  • O Lamento como Oração: Um ponto central é a importância do lamento na tradição hebraica. Diferente da blasfêmia ou revolta, o lamento é uma forma de expressar insatisfação e dor a Deus, mantendo a fé e o amor. É comparado a uma “DR” (discutir a relação) com Deus, onde o objetivo é melhorar a conexão, não rompê-la. O exemplo de Jesus no Horto das Oliveiras é citado como um lamento.
  • Análise do Salmo 7: O grupo se aprofunda na leitura e interpretação do Salmo 7, que é identificado como um cântico à lei de justiça, amor e caridade.
  • Lei de Justiça, Amor e Caridade: O Salmo 7 é visto como um resumo da Lei de Justiça, Amor e Caridade, conforme abordado no Livro dos Espíritos. É enfatizado que a justiça divina não é apenas rigor ou apenas misericórdia, mas a combinação perfeita desses atributos.
  • Reparação e Redenção: A discussão aborda a necessidade de reparação dos erros cometidos, mas ressalta que a justiça divina oferece infinitas maneiras de redenção. O amor, o trabalho, o estudo e a caridade são apresentados como meios de “diminuir a pena” e suavizar o processo expiatório.
  • O Equilíbrio entre Culpa e Inocência: A importância de evitar os extremos de se culpabilizar excessivamente ou de se inocentar de forma perniciosa é destacada. A jornada humana é vista como um processo de aprimoramento contínuo.
  • A Sabedoria e o Amor como Caminho: É reiterado que a sabedoria e o amor são os únicos caminhos para sair do cumprimento da pena e alcançar a liberdade espiritual.
  • Maldade Calculada vs. Maldade por Ignorância: A diferença entre a maldade intencional e a maldade decorrente da ignorância é abordada, com a primeira gerando sofrimento mais intenso e a segunda encontrando mais facilmente o caminho da corrigenda.

Reflexões

  • A oração, na perspectiva hebraica e espírita, transcende a mera verbalização, englobando o canto, a recitação e o lamento sincero como formas válidas e profundas de comunicação com o Divino.
  • A justiça divina é uma expressão perfeita de justiça, amor e caridade, onde a reparação dos erros é sempre acompanhada pela misericórdia e pela oportunidade de redenção através do esforço e do amor.
  • O lamento, quando feito com fé e amor, não é um sinal de revolta, mas uma demonstração de confiança na relação com Deus, permitindo a expressão da dor e da insatisfação sem romper o vínculo espiritual.

Ler transcrição do episódio

Olá! Olá, amigos! Tudo bem, Haroldo? Tudo bem, Júlio? Estamos de volta, nossa temporada de 2025 de Salmo. Sejam todos muito bem-vindos. Eleonora, obrigado! Júlio, Eleonora, que coisa boa! 2025, interestadual e internacional de Salmo agora, né? Eleonora está em outro estado, eu estou em outro país… E eu estou fora da Terra. Conectados através dos salmos. Retomando aí 2025, todo mundo já estava perguntando, cadê salmos? Acabou, não vai ter mais. Vai, vai. Estamos retomando. Era só essa estabilização aí das mudanças e agora a gente retoma com a programação, né?

Vou deixar vocês falarem aí da programação. Então, nós estamos com a programação de fazer as gravações sempre às sextas-feiras, mas a gente vai fazer a transmissão Nas segundas, né, Júlio? Mais certo, ou na sexta-noite ou na segunda-feira. Isso, vamos ver como é que vai andar. A gente gravando no horário que a gente está falando, possivelmente dê para a gente editar no mesmo dia e transmitir à noite na sexta, que fica bom para o final de semana o pessoal assistir, né? Isso, no final de semana o pessoal aproveita para maratonar salmos.

Tem uma turminha que gosta de assistir ao vivo, quem sabe, talvez, a gente… Abra aí uma transmissãozinha vez por outra no horário que a gente gravar, mas tudo é estudo, gente. Agora é primeiro voltar, né, Rod? A primeira é retomar. Estamos relembrando que é por conta desse fuso horário, né? Aqui do Brasil é uma da tarde e aí nos Estados Unidos, que horário é, Rod? Aqui agora são 1h16min, eu estou uma hora antes, né? Está antecipadamente. Eu estou uma hora antes, por enquanto que é horário de verão aqui, né? Então é isso, a gente dá as boas-vindas a todos que nos acompanham no estudo de Salmos e a todos que estão chegando agora.

Então a gente achou importante também a gente retomar que esses estudos do Antigo Testamento a gente faz há muitos anos, estudamos Gênesis, estudamos Êxodo, estudamos Isaías, estudamos o Levítico, o começo foi com o Levítico, e por votação os nossos participantes escolheram Salmos, onde já faz… Acho que já faz uns dois anos que a gente está em Salmos, né? Acho que esse já é o segundo ano que nós nos aventuramos nessa leitura de Salmos. Isso, isso. E relembramos, Haroldo, o que é Salmos? O que é Salmos? Para quem está chegando agora, né?

Para quem está chegando agora, já comentamos isso. Salmos… representam a tradição da oração do povo hebreu, mas uma oração que é diferente, porque não é uma oração só de ajoelhar e orar, isso é uma tradição ocidental. Os hebreus oram quando leem, eles oram quando cantam e eles oram quando conversam com Deus. Então, a oração tem uma amplitude maior. Nós não temos muito essa tradição. A gente acredita que a oração é quando todo mundo fecha os olhos e fala. Para eles, não. Para eles, o cantar ali no templo, aquilo era uma oração.

Ele mistura um pouco do que os evangélicos chamam do louvor. O louvor é uma oração. Enquanto eles cantavam, eles estavam orando. Recitar o texto bíblico é também uma oração. Isso era muito comum, você recitar o texto em voz alta. E a oração livre, que é quando o indivíduo conduz uma súplica, um agradecimento ou um louvor em forma de uma fala, isso também é uma oração. Só para a gente lembrar, porque a gente tende a acreditar que a cultura dos outros é igual à nossa. E isso, às vezes, faz com que a gente não perceba a diferença e o que é exatamente a cultura do outro.

Então, por isso que chama salmos. É uma oração que inclui tudo isso. Inclui tudo, tudo, tudo isso. E por que os salmos são atribuídos a Davi? O pessoal lembra, os salmos de… De Davi, mas a gente viu que nem todos os salmos são dele, né? Mas acho que ele colocou isso mais no culto, incluiu mais nas festas, né? Isso é uma coisa tão bonita, Eleonora, porque nós temos uma cultura de acreditar que autoria, autoria pra gente é uma coisa que veio depois da invenção da imprensa, especificamente depois da invenção da imprensa.

E que eu tenho um copyright, eu tenho uma proteção de direito autoral, eu tenho o autor que é aquele que registra a propriedade intelectual daquela obra. Há 3.500 anos atrás, não tem isso. Não tem uma agência que você registra a autoria de um livro, de uma obra. O que nós temos? Nós temos uma escola. Uma escola. Então, você pensa assim… A gente costuma dizer que na pintura existem os impressionistas. Então, é aquele conjunto de pintores que compartilham uma maneira de pintar. Quando a gente fala assim salmos de Davi, tem mais esse sentido do que o sentido de direito autoral.

Então, os salmos são de Davi por quê? Porque o Davi criou essa escola, ele deu início a um movimento de se cantar no templo, orar cantando, orar recitando e orar orando. E ele inicia essa escola e essa escola tem 500, 1000, 1500, 150 mil continuadores. Então, são os salmos da escola de Davi ou, se você quiser mais resumido, salmos de Davi. Porque ele deu início ao movimento, ele criou essa tradição. Essa tradição. Todo mundo que perpetua essa tradição é como se estivesse agindo em nome de Davi. Essa é a ideia, a ideia de uma tradição.

Por isso que Jesus diz assim, a lei e os profetas. Os profetas é a escola de profetas, é a tradição do profetismo que conta com dezenas de profetas, não um específico. Mas uma tradição. Isso é que é interessante, né? E uma outra pergunta, acho que o Júlio está voltando. Voltou. Uma outra pergunta é que, nas preces, a gente sempre aprende, né? Pedir, louvar e agradecer. E eu lembro que lá, quando a gente falou sobre os salmos, o que todo mundo achou estranho é que você citou mais um, que era o reclamar alguma coisa.

O lamentar, o lamento. É o lamento. O lamento… E, essa é uma coisa bonita. O povo hebreu não tem vergonha, nem sente culpa de lamentar. Então, nós temos os lamentos de Jeremias, os lamentos dos profetas. O profeta Jonas lamenta, chora, reclama, faz pirraça, faz birra. Lamentar é orar. Importante isso. É porque essa pergunta acho que a gente não fez lá atrás e agora ela me veio. Porque tem o lamento, mas para o povo hebreu, a blasfêmia não é aceita, né, Haroldo? Lamentar não é blasfemar, né? Como é que a gente pode diferenciar essas duas coisas?

E nem se revoltar. Então, lamento não é revolta contra Deus… Lamento não é blasfêmia, agredir, atacar a Deus. Porque existe uma diferença entre eu me afastar de Deus e tentar agredi-lo, de eu conversar com ele reclamando. Então, uma coisa é você se afastar do seu cônjuge, da sua esposa, do seu marido, e começar a agredir, começar a caluniar, começar a difamar a pessoa que você viveu com ela. Outra coisa é você ter uma DR com o seu marido e com a sua esposa. Porque na DR, no discutir a relação, a DR boa, você não está com intenção de separar, você quer melhorar a relação.

Então, no lamento, quem lamenta não quer romper com Deus. Não quer se afastar de Deus, quer expor para Deus a sua insatisfação. Então, gente, eu vou dar uma fórmula aqui. Há um pastor americano aqui, muito interessante, ele é muito famoso, ele é assim, negro, sabe, grandão, assim, o cara tem um magnetismo, tem uma coisa linda, assim, e ele fala Tem uma fala dele no Instagram que eu acho belíssima, que, para mim, define o lamento. Ele diz que tem momentos que você chega para Deus e fala assim, Senhor, eu estou detestando tudo o que eu estou vivendo.

Eu estou muito insatisfeito, eu não estou gostando nada, mas eu estou muito, mas muito chateado. Só que eu te amo, eu te amo. E eu sei que você tem alguma razão. Não. Então, eu estou te suplicando para que você possa abrir o meu entendimento e para que essa situação passe o mais rápido possível. Isso é o lamento. Esse é o espírito do lamento. Eu não estou brigando com Deus. Eu estou falando para ele que eu estou muito chateado com a situação. Gente, Jesus lamentou no Horto das Oliveiras. Não. Ele lamentou não porque ele, porque ele é modelo, então, ele lamentou não porque ele precisava lamentar ou precisava.

Vai entender o lamento de um Cristo? Nós não temos alcance para entender o que é um lamento de um Cristo. Nós não temos compreensão psicológica para entender isso. Mas, olha qual é a estrutura do lamento. Senhor, se possível, afasta de mim esse cálice. Eu não estou gostando dessa situação. Eu gostaria que ela fosse diferente. Senhor, eu queria que fosse diferente. Senhor, eu queria que fosse assim. Senhor, não estou satisfeito. Isso não é o que eu quero. Isso não é o que eu gosto. Mas, Senhor, eu te amo. Seja feita a tua vontade.

Isso não tem nada a ver com revolta, isso não tem nada a ver com se afastar de Deus. Está vendo que não tem nada a ver? Porque, senão, Eleonora, Júlio, a gente fica com a visão muito infantil da nossa relação com Deus. Muito infantil. Porque Deus também manifesta seu desagrado, hein? E, quando Deus não está satisfeito, a manifestação dele se chama lei de causa e efeito. E, quando Deus não está satisfeito, Quando Deus não está satisfeito, a manifestação dele se chama regeneração. Porque, se ele estivesse satisfeito, ele deixava você como você está.

Se ele está te regenerando, é porque você degenerou e ele não está satisfeito com isso. Pronto. Esse é o lamento. Então, bem, repassados os Feito o preâmbulo aí de novo, a gente parou no Salmo 7. Vamos dar uma relida nele, para a gente pegar já o clima? Vamos, vamos. E vamos descobrir se ele é um salmo de lamento, se é de louvor. Vamos. O que vocês acham? Está com ele fácil aí? Vamos ler. Aquecer as turbinas, né? É, ué. Vamos. A gente chegou a fazer aquela tradução com você, lendo do direto, Aroudo, desse aqui, não?

Já, mas eu não estou aqui, né, com o texto. Ah, sim. Ah, é. Tem o volume do computador. Olha aqui. Está fácil aí, Leonora? É que eu estou com esse aqui que o Aroudo tinha indicado, né? Pode ser, pode ser. Pode ser esse, Salmo 7, 19. Fala assim, texto, não fala que é um cântico, porque quando é música ele fala que, pra mim, não é isso, tem que falar texto. É, isso aí, isso aí. Senhor meu Deus, a ti me acolho, salva-me de meus perseguidores e liberta-me, para que não me apanhem como um leão e me dilacerem sem remédio.

Senhor, meu Deus, se cometi isso, se há crimes em minhas mãos, se prejudiquei o meu amigo, ou despojei o que me ataca sem razão, que o inimigo me persiga e me alcance. Me pisoteie, vivo por terra, esmagando o meu ventre contra o pó. Levanta-te, Senhor, indignado. Ergue-te contra a fúria de meus adversários. Reage em meu favor no julgamento que me convocaste, que te rodeie uma assembleia de nações, presídia desde a altura. O Senhor é juiz dos povos. Julga-me, Senhor, conforme a minha justiça, segundo a minha honradez, em meu favor.

Cesse a maldade dos culpados e apoie o inocente. No que sondas os corações e as entranhas, Deus justo. O meu escudo está em Deus, que salva os homens retos. Deus é juiz justo. Deus condena cada dia. Se não se convertem, afiará a espada. Retezerá o arco e apontará. Prepara-lhe suas armas mortíferas. Maneja suas flechas incendiárias. Vede conceber um crime. Está preenche de maldade e dá à luz uma fraude. Uma vala cavou e afundou e caiu na fossa que fez. Recaia sobre ele sua maldade, que lhe caia na cabeça sua crueldade.

Eu confessarei a justiça do Senhor, tocando em honra do Senhor Altíssimo. É um… É um texto que ele vai falar sobre lei de causa e efeito, né? Ele está convocando o que parece, né? Mais do que lei de causa e efeito, Leonora. Esse é um canto à lei de justiça, amor e caridade. Porque ao mesmo tempo que ele diz assim, se eu errei, se eu traí meu inimigo, justiça. Ele clama pela misericórdia. Clama pelo amor e pela misericórdia, né? Oi, cortando. A menor caiu aí, né? É. Já volta aí. Mas, quase que na hora que ele estava ali, ele fala assim, se eu prejudiquei o meu irmão, que eu placarei quatro vezes, quase que ele cita isso, né?

É. A gente sempre tem falado isso aqui. A lei é de justiça, amor e caridade. As três palavras estão juntas. Até porque, em hebraico, sadik é o justo, Tzadik é… Tzedek é justiça, Tzedek é caridade, Tzedek é manifestação de amor. Então, não tem essa distinção. Nós temos três palavras, eles têm Tzedek. O justo, ele é caridoso, ele é amoroso e ele é justo. Eu tenho muito medo de dois extremos. O primeiro extremo é a pessoa que acha que Deus é só rigor, só causa e efeito, só expiação, só sofrimento, só se pagar, estou pagando, estou pagando, estou pagando, estou pagando, estou pagando.

Isso é muito exagerado. Isso é um extremo. Mas, eu tenho medo também de um outro extremo, que é assim, não, Deus é só caridade, Deus é só caridade, não, tudo é misericórdia. Então, tem misericórdia. Eu matei 30 ali, incendiei 20 casas, mas a misericórdia vai apagar tudo. Não! Eu não vou nascer com nenhum problema. Não existe expiação, é só prova. E eu tenho medo também, porque os dois extremos se equivalem. E é muito desafiador a gente incorporar uma visão que é a seguinte, Não! É tudo ao mesmo tempo. Nós temos uma…

nós… depois que a gente erra, então, você tem um tempo de errar. Esse tempo vai do berço ao túmulo. Chegou o seu velório, é juízo, é julgamento, é tribunal divino. E, se você for condenado, na próxima vida, é expiação. Reparação do mal e arrependimento. Os três elementos que estão lá no livro O Céu e o Inferno, no item Código Penal da Vida Futura. Código Penal. O que é um código penal? Um código penal é onde estão listados os crimes. Não vamos ficar adorando a pílula? No código penal da vida futura estão listados quais são os crimes que um espírito comete.

Crime. Quem comete crime é criminoso. Criminoso é processado e julgado. Criminoso tem que cumprir uma pena. Mas, na justiça divina, o cumprimento da pena se dá na perfeita junção da justiça do amor e da caridade. Então, justiça e misericórdia se combinam de maneira divina, mas isso não faz com que você deixe de ser criminoso. É essa fantasia que nós temos que tirar da cabeça. Então, tem uma obra, eu acho que é do Divaldo, não é? Psicografia. Vitoru. Párias em Redenção. É, não é? É. É. Párias. O que é um pária? Vamos pegar isso?

Olha! Estou olhando aqui. Olha! Não pertence a uma casa, a um clã. O pária é um condenado. Agora, pária em redenção. Gente, isso é muito importante. Isso é muito importante. Então, não há impunidade na justiça divina. Todo mal que eu causei, eu terei que reparar. Agora, o como varia ao infinito. Porque Deus é a inteligência suprema. O amor supremo, o que não falta é solução para você reparar o mal que você causou. Tem milhões de maneiras de se reparar o mal. Uma coisa é certa, quanto mais você se revoltar, pior vai ser o jeito de você reparar o mal que você causou.

É só para a gente não. Então, o salmista traz isso. Eu acho esse o salmo, assim, se falasse assim, qual que é o salmo que, o salmo que resume O capítulo lá do Evangelho segundo o Espiritismo, do Livro dos Espíritos, As Leis Morais, o capítulo Lei de Justiça, Amor e Caridade. É o Salmo 7. Quer entender o Salmo 7? Vai lá no Livro dos Espíritos, terceira parte, e lê o capítulo. Lei de Justiça, Amor e Caridade. É isso, né? Quero ouvir vocês. Vamos lá. Eu estou pesquisando uma coisa. Esse entra entre os salmos de súplica, a gente já está em vários salmos.

Ele está suplicando a misericórdia, né, Leonora? Está suplicando a misericórdia. Está suplicando. A gente falou no outro encontro, eu lembro que a gente falou sobre justiça, amor e caridade, mas aqui no item 9, ele ainda pede, né? Julga-se conforme a minha justiça, segundo a minha honradez, em meu favor. Ele sabe que ele errou, né? Então, assim, ele sabe que ele errou. Ele está se colocando ali, errei, errei. Agora vamos… Voltar o caminho, o GPS. Ele está pedindo as atenuantes, Leonor. Vamos voltar. Considera o que eu já tenho de bom, o que eu tenho de justo.

Considera meu comportamento novo. Considera tudo isso no processo de cumprimento da pena. Porque a gente tem uma visão muito, às vezes, ingênua. Na justiça humana, hein… O cumprimento da pena é acompanhado por um juiz, chama-se juiz da execução penal, por um juiz e por um membro do Ministério Público, magistrado ou magistrada, um promotor ou uma promotora. É acompanhado. Então, é feito um acompanhamento do cumprimento da pena. E, nesse cumprimento da pena, isso na justiça humana, o trabalho pode diminuir a pena, o estudo diminui a pena, o comportamento dentro da penitenciária diminui a pena.

Mas, gente, se nós, que não somos bentos, temos uma justiça e um código desse, que dirá o Senhor de todos os mundos e de todos os seres? Querer imaginar que a justiça suprema é inferior à justiça humana brasileira, aí é delírio. Aí é delírio. Aí é alucinação. Os recursos da justiça divina são infinitos. Infinitos. Então, vamos com calma. O que eu não posso é falar, não, eu sou inocente. Eu sou inocente. Eu estou encarnado aqui, mas eu sou tão inocente, eu sou tão purinho. Eu sou uma vítima do universo. Aí é demais também.

Aí é muita alienação. Eu acho que, hein, Haroldo? Eu fico pensando que o equilíbrio vai estar o dia que a gente não ocupar esse lugar de se culpabilizar ou de se dar a sentença e nem de se… vamos dizer assim, inocentar de forma perniciosa, no sentido em que a gente está numa jornada, como o Emmanuel fala, Deus vê seus filhos como imensos em grandes experiências, para Deus, não tem o caráter de justiça que a gente põe, de culpa que a gente põe, de crime que a gente põe, tudo está dentro das leis divinas. O que faz com que a gente…

Entra até no tema que vai ser o nosso vir a ser, me veio isso logo aqui, quando estava lendo sobre os salmos, O que eu acho interessante, o tema do Viracereciano é esperança. E a esperança, a gente tem estudado e tem levado para, como uma forma de estar vendo, é a comunhão com Deus e com as suas leis. A verdadeira esperança, ela está em você estar em comunhão com o Pai e com a sua criação e com a sua ordem, com a sua ordenação. E eu estava vendo isso nos salmos, nessa interação do filho com o Criador, com Deus ali nos salmos, que o salmos é, quando ele aparece, quando ele é falado, ele é a expressão de alguém que tem esperança.

Sim, sim, sim. Porque se você se dignou a falar com Deus, se você se dignou que seja reclamar, lamentar, porque você confia. Claro, claro. E a história, Júlio, aqui é o seguinte, eu acho que tem uns passos aqui. O primeiro, reconhecer que você é um sentenciado. Você tem uma condenação, você tem uma cota de expiação e é por isso que você está nesse mundo de expiação e provas e é por isso que você está sujeito a expiações. Tem uma condenação. Ok. Mas, você está no cumprimento da pena. E, no cumprimento da pena, o amor cobra a multidão dos pecados.

Qual que é a estratégia inteligente? Estuda, porque estudar diminui a pena. Trabalha, porque trabalhar diminui a pena. Ama, porque amar diminui a pena. Tem até uma música bonita, né, do Masik Amar, é o Ama, né, que fala Ama que o amor eleva, viverás na terra sem tocar o chão. Ama, afugenta as dores. Pensamentos flores te envolverão. Ama que a natureza e toda a beleza é fruto do amor. Ama que o amor perdoa e o perdão te doa muito mais amor. Ama, pois a lei divina que o mestre ensina é a lei de amor. Porque o amor, ele vai agindo no cumprimento da pena, no cumprimento da pena.

Abreviando, tornando mais suave. Esse é o ponto, esse é o ponto. É por isso que Jesus diz assim na oração aos discípulos, está lá em João, Senhor, eu não te peço que os tires do mundo, porque aí seria anular a lei divina, anular a justiça divina. Eu vou te pedir para tirar eles do mundo? Aí, você diz assim, solta, Senhor, solta todo mundo. Abre a penitenciária e solta todo mundo. Não, eu não te peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Qual é isso? Que eles não persistam no cultivo do mal, mas que, de agora em diante, eles invistam no cultivo do amor, porque aí, sim, o amor vai libertá-los.

O amor e a verdade. O amor e a verdade vai abrir as portas da penitenciária. Então, o que nós temos que buscar? Sabedoria e amor. Sabedoria e amor. Só tem um jeito de sair do cumprimento da pena. Sabedoria e amor. Não tem outro. Porque o outro caminho, tem, até tem, o outro caminho é o caminho do Espírito revoltado. A pena dele foi para carregar uma tonelada e ele está carregando três, porque duas toneladas é revolta. Uma tonelada é expiação, duas é revolta. Aí é pesado. Aí é pesado. Lembrei do ama, trabalha, espera e perdoa.

É. Ama, trabalha, espera e perdoa. Isso aí, Júlio, isso aí é o segredo para diminuir pena. Ama, trabalha, espera e perdoa. É tanto que, no final do livro, quando Paulo encontra com o Cristo… No mundo espiritual, já desencarnado, a fala de Jesus com Paulo é a fala de alguém que está abrindo a cela. Venha a mim. Ser feliz. Ser feliz. Gente, é isso aí. É abrir a porta e falar, pode sair. Está liberto. Pode sair. Cumpriu. Redimiu. Redimiu. Redenção. Redimiu. Cumpriu. Agora, agora, tua vida, Não é mais a vida de alguém que está cumprindo pena.

Agora, a tua vida é a vida de alguém que apenas age na construção do amor e da sabedoria. Ai, ai. Sensacional, né? Eu sei não acho que não devia ter entrado nessa lágrimas não é porque a pena nós não devíamos entrar nessa condenação Jesus fala assim senhor eles não sabem o que faz e Nesse caso, então, não podemos nos acompanhar de cela, né? Condenar, eles vão se dar conta da bobagem que estão fazendo. Não tem ninguém errando chorando. Enquanto você está errando, você está sorrindo. A gente chora na hora da pena. Nesse momento do Salmo 7 aqui.

É, aqui liberta só a Leonora, nós dois não somos, só recebe visita, né, Aroudo? Tá bom. Não, mas eu estava lendo aqui o nosso amigo que está aqui nesse salmo, né, e o que o Aroudo falou é muito lindo, porque resgata até assuntos que nós falamos nos outros salmos, né, que a gente está aqui em expiação, e tá colhendo mas ao mesmo tempo enquanto a gente tá expiação a gente tá plantando também né a gente tá plantando nosso futuro né e eu lembro que o Haroldo ele sempre fala eu quero plantar coisas novas não quero mais colher né o que a gente tem colhido aqui de dor de sofrimento e dá uma aliviada também né Leonora porque quando a gente vai quitando certos débitos para resolver essas coisas vai ficar mais leve vai dando uma aliviada, porque o espírito que não tem débito numa área, naquela área, tudo flui para ele, de forma natural, tudo flui, flui com muito mais naturalidade.

Não que ele não tenha trabalho, não, trabalho, esforço, isso aí é uma lei da natureza, as coisas, como dizia o seu leão, o seu leão, o Zálio, era muito divertido, ele falava assim, Ah, porque isso é difícil. Meu filho, não tem nada difícil, só tem coisa trabalhosa. Trabalhosa. Dá um serviço, né? Então, assim, tudo na vida é trabalhoso. Trabalhou, trabalha, trabalha. Tanto que Jesus fala, meu pai trabalha até agora. Tudo é trabalhoso. Uma coisa é ser trabalhoso, outra coisa é ser difícil. As coisas só são difíceis para quem tem débito.

Para quem não tem, é trabalhoso. Dá trabalho. Demanda esforço, dedicação, disciplina. Mas flui, flui muito naturalmente, sabe? Flui, flui. Quando não flui, você fala, eita, meu Deus do céu, estou numa seara que eu tenho débito. Muitas reflexões, viu, Arudo? Porque para a gente analisar quais são essas áreas da nossa vida que possivelmente estão mostrando para a gente… onde tem que aprimorar né onde é que você tem que trabalhar desenvolve tem que aprimorar que tem isso a gente tá a gente tá até falando com uma linguagem muito bem assim de da Justiça Humana né mas é no âmbito geral a gente nasce para aprimorar aprimorar naquele ponto pronto Entendeu?

E geralmente, em circunstâncias bem menos aflitivas, às vezes, do que as que a gente proporcionou no passado. É, com certeza, João. Com certeza. O Chico falava uma coisa muito bonita, né? Ele falava assim, quem erra por amor já está no caminho da corrigenda. Olha só. Olha, o Chico é tão sutil, né? Quem erra por amor já está no caminho da corrigência, porque não havia uma maldade, não havia uma intencionalidade, eu não estava com a intenção de ferir, eu estava equivocado. É diferente do erro por maldade, crueldade. Então, Emmanuel, muito bonito, ano de justiça divina, ele fala assim, a maldade calculada não é igual a maldade filha da ignorância.

A maldade filha do cálculo é uma coisa, a maldade filha da ignorância é outra. Porque, na maldade filha do cálculo, eu me programo para ferir. Essa situação é muito difícil. Essa é uma situação que o Espírito planta sofrimento. É? É sofrimento. Ali não tem jeito. Para esses, Jesus diz assim, ali haverá pranto e ranger de dentes, porque só o pranto e o ranger de dentes é capaz de curar o espírito que adoeceu na maldade calculada. E eu lembrei agora, enquanto você falava, quando a gente lê lá a escala espírita e os bons espíritas, são aqueles que querem, que têm o desejo de fazer o bem, né?

Então a gente vai lembrar que o verdadeiro espírita é aquele que está no esforço para domar as suas más inclinações. Mas eu sempre lembro que uma vez, em algum vídeo desses, você comenta, e eu guardei, é desejo de fazer o bem que já está no caminho, né? É, porque… Às vezes, eu escuto isso, a pessoa fala, não, eu não sou Espírito, estou tentando ser Espírito. Eu falo, mas por quê? Você não quer transformar moralmente? Você não quer domar suas más inclinações? Quero, quero. Então, você já é Espírito, porque ser Espírito não é ser puro.

O dia em que você for Espírito puro, você não precisa do Espiritismo. O Espiritismo terá cumprido a missão dele no seu coração. É uma… Então é isso, minha gente. Acho que temos… Já revisamos, né? São boas-vindas ao Salmo 7. Com força total. Salmo 7 chegou e… e eu não te digo que sete vezes mais 70 vezes é muito só pela frente a gente podia ir lembrando na medida que aparecesse na nossa negócio salvos que Jesus citou legal né sim tá atento a isso né ó esse aqui Jesus Você citou, né? Acho que ia ser legal. Vamos separar isso.

Mas é isso, gente. Foi ótimo. Acho que para mim hoje já deu. Eu já vou sair daqui e tomar um Neuzaldinho. Um cafezinho? Exatamente. Um analgésico. Um analgésico. Porque realmente… Eu acho que não dá para a gente caminhar sem encarar essas verdades, né, Aroudo, sobre a gente. Seja para a gente sair desses extremos que você estava falando anteriormente. Porque os extremos são muito perigosos. E é importante a gente lembrar, como religioso, né, Aroudo, que há uma tendência nossa a esse extremismo, né? Se nós não vigiarmos, a gente tende a flertar com esse extremismo, com essas questões religiosas complicadas que a gente já vem trazendo aí nessa caminhada de aprendizado nossa.

E é bom a gente ter essa visão, estar sempre buscando essa visão aí, esse alerta, olha… Nem tanto no 8, nem tanto no 80. E atentos a essa jornada nossa. Eu acho que o Salmos tem muito a nos trazer, principalmente porque, Haroldo, eu acho que, não sei se outros textos podem trazer, mas é um texto em que… Os salmistas estão numa necessidade, num diálogo com o divino, com o superior. Um diálogo, uma busca de Deus. É, o salmista está nu, não tem roupa, não tem máscara. O salmista está… é aquela situação que o ser humano fica, onde ele fica mais humano.

É o momento que ele está o humano do humano, como diz lá o padre Fábio de Mello, demasiadamente humano. Porque aí não tem como fingir, é onde você é gente de verdade. Você está falando com a sinceridade do coração. Não tem mais convenção social, não tem mais teatro, não tem máscara, é genuinamente sincero e transparente. É bonito. Demais. É bonito. Pronto, começamos, recomeçamos e seguiremos Agora firmes com o salmo, porque tem muito salmo, viu gente? Tem muito, tem muito Gente, olha, vira-seita chegando agora em abril, 25 a 27 de abril E nós vamos estar lá estudando sobre a esperança, vai ser um momento muito importante, esses estudos de Salmo são importantes para a gente renovar essas esperanças também, ver as aflições dos nossos salmistas, e como é que eles se abrem, acho que a gente pode trazer muito para a nossa vida, para o nosso encontro.

Então, quem ainda não está participando do Vira-se, acho que tem alguma vaga ainda lá. Então, procura lá no portal ser.org. Venha participar, que vai ser maravilhoso, maravilhoso. Muito bom. E aí, semana que vem, nós vamos falar mais sobre isso. Vou puxar o Aruto para mais uns temas de esperança dentro dos salmos aqui. É isso aí. Quem fala com Deus… Está com esperança no coração. Não é? Senão não falava. Senão não falava, né? Beijo. Beijo para vocês. Beijo para todos. Amigos, até semana que vem. Tchau, gente. “

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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