#036 – Estudo do Velho Testamento – Livro Isaías

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Neste 36º episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias encerra a análise do Livro de Isaías, oferecendo uma visão panorâmica e conclusiva sobre a obra do profeta. O estudo, que não se aprofunda versículo a versículo, visa apresentar chaves de leitura para uma compreensão mais produtiva do texto bíblico à luz da Doutrina Espírita.

O que é estudado neste episódio

  • Estrutura geral do Livro de Isaías: Haroldo Dutra Dias divide o livro em três partes principais:
    • Capítulos 1 a 35: Profecias de juízo. Abordam o julgamento das nações e de Israel, com foco social e global.
    • Capítulos 36 a 39: Profecias de confirmação. Funcionam como um interlúdio entre as duas grandes partes do livro.
    • Capítulos 40 a 66: Conteúdo consolador. Anunciam intensamente a figura do Messias, sua obra e missão, apontando para uma Terra regenerada.
  • A Terra como mundo ditoso: O estudo destaca que Isaías não apenas prevê a Terra como um mundo de regeneração, mas como um mundo ditoso, onde os seres não possuem mais corpos materiais grosseiros.
  • O Messias como motor propulsor: A obra de Isaías aponta o Messias e sua obra (a implantação do Reino de Deus na Terra) como o motor que conduzirá a Terra do estágio de expiação e prova ao mundo ditoso.
  • Analogia com “A Caminho da Luz”: É feita uma analogia entre o livro de Isaías e a obra “A Caminho da Luz”, psicografada por Chico Xavier, como uma “edição atualizada” que também aponta para o destino de luz da humanidade.
  • A evolução moral e a transformação dos mundos: A evolução dos mundos é diretamente ligada ao grau de aperfeiçoamento moral de seus habitantes, conforme ensinado por Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Cap. 3).
  • A missão do Cristo: Jesus, o Messias, é o encarregado de conduzir a Terra por todas as etapas evolutivas, desde o mundo primitivo até o mundo ditoso, sendo o guia que conhece o caminho com exatidão.
  • A Revelação Religiosa: A importância da revelação religiosa, que visa a educação moral e a formação de caracteres novos, é ressaltada, com a Doutrina Espírita sendo a terceira revelação, que complementa as anteriores.
  • O sentido da “veste nupcial” e “bodas”: A metáfora da veste nupcial e da festa de casamento é explicada como o símbolo da pureza do Espírito e da união da criatura com o Criador (comunhão com Deus), que culmina nas “bodas da Terra”, um casamento planetário.

Reflexões

  • A obra de Isaías, lida sob a ótica espírita, revela um profundo otimismo quanto ao destino da humanidade e do planeta, apontando para um futuro de elevação moral e espiritual, culminando na transformação da Terra em um mundo ditoso.
  • A evolução não é apenas individual, mas coletiva, com o progresso moral dos habitantes determinando a ascensão dos mundos. A missão do Cristo é fundamental nesse processo, guiando a humanidade rumo à comunhão plena com Deus.
  • As metáforas bíblicas, como a “veste nupcial” e as “bodas”, ganham um significado mais profundo e universal, representando a pureza da alma e a aliança espiritual entre a criatura e o Criador, um convite à fidelidade e à comunhão.

Ler transcrição do episódio

Olá, boa tarde, Leonora. Boa tarde. Boa tarde a todos os amigos que estão conosco nessa tarde. Queria dar uma boa tarde pra Gisele. Gisele diz que é o primeiro dia que ela consegue acompanhar, né? Olha só! Ao vivo. Anger Matos, boa tarde também. Heitor, dando boa tarde a todos do grupo. Todos os amigos que estão conosco no Youtube, no Espiritismo TV, no Facebook. Lembrando que todos os estudos, o pessoal comenta, né? A gente transmite pelo Youtube, mas eles estão todos no canal Espiritismo TV. Tem um link lá, estudo de Isaías, temos estudo de Gênesis, estudo de Levítico.

Então todos os estudos estão lá no Espiritismo TV, a gente convida o pessoal que tá entrando pela primeira vez, né? Que tá conhecendo o estudo, que acompanhe desde o primeiro episódio lá no canal. O que temos para hoje, Haroldo? Pois é, Leonora, hoje a gente tá fazendo o encerramento de Isaías, fechando aí o raciocínio do profeta e queria combinar também que a gente fizesse um outro episódio, né? Depois do carnaval pra tirar dúvidas, pra que todos pudessem colocar suas questões, eventuais dúvidas e hoje a gente reservou pra fazer aquele fechamento porque nosso objetivo aqui, né, Leonora?

Ele é apenas de apresentar uma chave de leitura, um esboço, né? Um esboço de Isaías, a gente lida muito com a estrutura literária da obra e aí o percurso de estudo, versículo a versículo, cada um vai fazer a seu tempo, a seu modo. O importante é a gente trazer essas chaves pra que essa leitura seja mais produtiva, né? Nosso objetivo não é fazer aquele aprofundamento, versículo a versículo, porque senão a gente consumiria um tempo muito grande nisso e não teria oportunidade de estudar outros livros pra que a gente tenha uma visão abrangente do primeiro testamento.

Pra que a gente tenha essa visão abrangente, nós vamos fazendo sempre um voo panorâmico em torno de cada livro, né? E o objetivo aqui foi esse. Então nós vamos hoje encerrar o nosso conteúdo, o pessoal que tá aí conosco, né? E aí a gente vê se semana que vem vai ser possível, senão na próxima a gente faz um grande apanhado de perguntas e respostas, né? Já deixar o convite pro pessoal nos mandar, então perguntas e respostas nos nossos grupos. Perguntas, né? As respostas vão conversar aqui. E aí encerrando, Isaías, o que vem por aí?

Pois é, Eleonora. Então nós estamos pensando em agora entrar num livro que é muito chave, que é o livro de Êxodo, Êxodos, né? Esse livro é um livro chave, um livro muito interessante, tem muita coisa aí, uma grande temática de todo o primeiro testamento, do Velho Testamento. Vai ser muito bom a gente entrar nesse livro também, como nós fizemos no Gênesis, Levítico, e aí fazendo o Êxodo, vão restar só dois, né? Números e Deuteronomio, pra completar a Torá. Nossa, que Deus nos ilumine pra gente conseguir esse propósito, né?

Conseguir todos os livros. Vamos fazer uma prece, então? Pra gente começar agradecendo a todos que estão conosco, agradecendo a oportunidade de estudo, entrando todos nessa mesma vibração, elevando os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, abrindo os nossos olhos espirituais para que nos sentamos, na tarde de hoje, em comunhão, como filhos de Deus, como trabalhadores do Cristo, agradecendo àqueles que vieram na primeira hora, fixando as bases, arando o solo, cuidando das raízes dessa árvore linda do Evangelho, que possamos nos sentir fazendo parte, nos sentir nutridos por essa seiva, dessa árvore, na certeza de nossa comunhão espiritual, independente de onde estamos, no Brasil ou no mundo, que nos sentamos conectados em comunhão, que os nossos lares sejam iluminados, nossos corações consolados pelo profeta que nos anunciou, o Messias, que assim seja.

Prontinho. Isso aí, né? Bom, então vamos lá. Só pra gente lembrar um pouquinho o esboço geral do livro agora que a gente concluiu que nós conseguimos fazer uma passagem panorâmica por toda a obra. O esboço geral do livro, a gente poderia, assim, numa visão geral, dividir a obra em três partes, todas profecias. Então, a primeira parte, que iria até o capítulo 35, seriam as chamadas profecias de juízo, aquelas que dizem respeito a um julgamento das nações e de Israel. Então, aqui é muito curioso, porque a gente percebe que o enfoque do profeta Isaías é a Terra, é um enfoque social, global.

Depois, nós temos, nos capítulos 36 a 39, as profecias de confirmação. Elas vão, é como se fosse um interlúdio, um meio-termo entre a primeira parte e a segunda parte que virá. Porque na segunda parte, que é do capítulo 40 até o 66, nós temos o conteúdo consolador do livro de Isaías, que é onde temos o anúncio muito forte, muito intenso do Messias, da figura do Messias, do Cristo, da sua obra, da sua missão e do que ele faria. Então, o que a gente percebe, olhando para esse esboço geral de Isaías? Que a obra de Isaías aponta para uma Terra regenerada.

Uma Terra regenerada. Eu não digo nem a Terra entrando na regeneração. É muito mais do que isso. A obra de Isaías aponta para uma Terra saindo da regeneração e entrando no mundo ditoso. Então, é uma profecia muito mais ousada. O arco dela, a gente chama de arco profético, que é um movimento que vai da situação de expiação e prova, passa pelo período de regeneração e alcança o início do mundo ditoso. Então, o final, o auge do livro de Isaías descreve uma Terra mundo ditoso. Não descreve nem mesmo a Terra mundo de regeneração.

Ela vai muito adiante. E qual é o motor propulsor desse movimento? Isso aqui é importante a gente entender. Na perspectiva de Isaías, o motor propulsor que vai tirar a Terra de expiação e prova e vai levá-la a mundo ditoso é o Messias. É o Messias e sua obra. A obra do Messias é a implantação do reino de Deus na Terra. Por isso, Isaías não fala muito de indivíduos. A gente vê pouco. Claro que tem um ou outro, o rei Ciro, claro. Mas, no conjunto, a obra de Isaías fala de coletividades. De coletividades. Então, nós poderíamos dizer que nós temos uma obra subsidiária, que é da psicografia de Chico, que segue, mais ou menos, o espírito do livro de Isaías.

Essa obra se chama A Caminho da Luz. Então, nós poderíamos, por uma analogia, é óbvio, essa analogia jamais pode ser levada ao pé da letra, mas, por uma analogia, nós poderíamos dizer que a obra A Caminho da Luz é uma edição atualizada da obra de Isaías, do livro do profeta Isaías. Então, é como se fosse ali uma reprodução com dados novos, com dados posteriores à vinda de Jesus, mas, também apontando para a mesma coisa. Também apontando para essa grande luz, que é o destino do caminho da humanidade. Então, a humanidade caminha para uma grande luz.

Essa luz é atingir a categoria de mundo ditoso. Ditoso. Lembrando que, no mundo ditoso, por um processo, por nós ainda desconhecido, nós não sabemos detalhes desse processo, mas, os mundos ditosos, os mundos ditosos, os seres que neles habitam não têm mais corpos materiais, corpos físicos como nós. Então, é só para a gente ter uma noção da transformação pela qual passam os mundos. Ah, Haroldo, mas como se dá essa transformação? Não sei. Não sei. Não sei. Mas, basta a gente lançar um olhar no Sistema Solar para a gente entender que os mundos ditosos não possuem mais corpos materiais da concretude dos nossos, possuem corpos, mas, não de uma matéria tão grosseira, de uma matéria tão condensada quanto a nossa.

Então, são patamares evolutivos diferentes. Como se dá essa passagem? Não tenho a mínima ideia. Os Espíritos, na codificação, na obra subsidiária séria, se esquivam de tratar desse tema eu acredito que, por ser um tema, num momento impertinente, nós temos tanta tarefa para realizar, ficar especulando esses lances muito adiante da nossa evolução não teria um efeito prático, não teria uma utilidade prática no processo do nosso desenvolvimento, do nosso aprimoramento individual e coletivo. Mas, é importante entender que Isaías fala disso.

Então, o cumprimento total do profeta Isaías é a Terra se tornando o mundo de todos e o Reino de Deus se implantando sobre a Terra. Quem conduz isso é a figura do Cristo, a figura do Messias. É ele que conduz a esse mundo feliz em que os seres atingem um certo grau de pureza e a Terra experimenta as tão sonhadas transformações e elimina as desigualdades, a violência, o mal e uma série de problemas que afligem a sociedade como um todo. Então, essa é a seta, Leonor. O livro de Isaías aponta nesse rumo. Isso é importante.

Eu gosto muito de a gente entender qual é o sentido geral de um livro antes de estudar o livro com mais detalhes. É importante a gente ter essa visão geral para que a nossa leitura das partes não seja uma leitura desconectada com o fio condutor do todo, senão eu fragmento a obra e acabo tendo uma compreensão fragmentária da obra. Isso não é bom. O ideal é que nós tenhamos uma compreensão cinética, uma compreensão sintética da obra como um todo. Então, isso era uma coisa que precisava repetir aqui. Eu lembro que a gente leu muito disso no estudo passado, lá no capítulo 53, que é quase a música Aurora.

A ovelha com o lobo e essa harmonia toda. E quando você falava dos planetas, eu lembrei também da revista Espírita, que fala um pouco sobre Júpiter, para a gente ter mais ou menos essa noção. E o que eu lembro que eles falam muito é harmonia. Harmonia do homem com a natureza, harmonia das coisas. Como eles falam desses mundos mais evoluídos sobre a harmonia. E o Leon Demy também, quando vai falar sobre a música, que tudo vibra com uma grande música, uma orquestra. Eu só consigo pensar em mundos mais evoluídos pensando nessa harmonia que a gente nem consegue imaginar.

E numa vida também que não tem as agruras, uma vida que não tem as vicissitudes da vida corporal. Isso é muito importante, porque uma das características marcantes do mundo primitivo e do mundo de expiação e prova são as vicissitudes da vida corporal. Circunstâncias e acontecimentos que só ocorrem quando temos um corpo tão materializado quanto é o nosso. Então, nesses mundos que não tem mais essa vida corporal tão grosseira, claro que eles têm corpos, claro que eles têm ainda processos que a gente desconhece de encarnação e desencarnação, mas é tudo mais suave, é tudo mais etéreo, é tudo de uma leveza muito maior, porque os seres já estão purificados o suficiente para viverem em um ambiente de tamanha espiritualidade.

Na verdade, a casa segue o perfil do morador. Então, o planeta é também uma consequência dos moradores desse orbe. E é isso que o Kardec diz, o Kardec, no capítulo 3 do livro Evangelho segundo o Espiritismo, quando ele classifica os mundos, ele diz assim nós vamos classificar aqui pelo grau de aperfeiçoamento dos seus habitantes. Então, o critério é o grau de aperfeiçoamento dos habitantes, não pode ser outro critério. Cada escola é adequada ao tipo de aluno e ao nível que o aluno se encontra. Não poderia ser de outro modo, como na Gênesis também ele vai tratar sobre a geração nova, os tempos chegados, ele vai falar também essa transição de moradores, e através é do berço, ele vai dizer, é do nascimento mesmo, é dos habitantes que vão morar aqui.

Que vão criando um conjunto de práticas sociais, um estilo de vida, um conjunto de hábitos que é mais espiritualizado, e que está em sintonia com o grau de adiantamento desses seres. Então, tudo tem a ver com o grau de adiantamento. O grau de adiantamento moral. Moral, porque nem sempre o progresso moral segue imediatamente o progresso intelectual. O progresso moral segue o progresso intelectual. Está lá no Livro dos Espíritos, mas não é imediatamente. Tem uma defasagem. Tem uma defasagem, mas, quando o progresso moral se instaura, as condições do ambiente também mudam.

Acompanham aí os moradores. Daí o desafio da missão de Jesus, porque isso é também uma coisa importante, não é, Eleonora? Jesus é chamado de Messias, ou Cristo. Então, o Cristo é um encarregado. Encarregado de quê? Não é? Se eu digo assim, Eleonora, você tem uma missão, não é? É isso. Então, Messias é a pessoa que tem uma missão. O Cristo é um encarregado, alguém que foi ungido, alguém que tem uma missão. Missão de quê? Qual é a missão do Cristo? Ele foi encarregado de quê? Ele foi encarregado de levar a Terra ao patamar dos mundos ditosos.

Essa é a missão dele. Então, ele forma o planeta, conduz o planeta até que esse planeta possa vencer o estágio de mundo primitivo, conduz todo o percurso de mundo de expiação e prova, conduz todo o percurso de mundo de regeneração e conduz a Terra no percurso de mundo ditoso. Então, é essa missão que ele recebeu do Todo-Poderoso, do Criador. Ele foi encarregado dessa missão e ele diz que vai cumprir. Por isso que ele é guia, não é? Ele é guia e mestre. Quando a criança chega na escola e começa um curso, tem o professor que já passou por tudo aquilo.

E aí, a criança tem medo e é rebelde, não quer fazer a prova, todas as lições que têm que ser aprendidas, mas tem aquele professor que vai ajudar nessa condução. E aí, a gente vê, acho que Jesus muito como esse mestre que já passou. E tem uma fala sua que você fala sobre o guia também, que o guia não é uma seta, que o guia é aquele que já conhece o caminho. É, e conhece com exatidão. A gente percebe isso. Quando visita um lugar que tem a formação, os guias são oficiais, passam por um treinamento, recebem um conjunto, quer dizer, eles dominam aquele local para o qual eles estão levando as pessoas, eles dominam.

Eles conhecem com intimidade. Ou seja, o que nós estamos dizendo com isso? Que o Cristo conhece os mundos ditosos e os mundos celestes com intimidade. Ele sabe exatamente para onde está nos guiando. Sabe exatamente. E ele diz isso. Ele diz isso lá no capítulo 14 do Evangelho de João. Vou preparar-vos lugar. Vou preparar-vos lugar. É bonito isso, não é, Leonor? O pessoal está caladinho hoje, Leonor. Será que tem alguma dúvida, alguma pergunta? Vamos olhar aqui. Salve os professores, boa tarde. Vários amigos entrando pela primeira vez, por conta do horário.

Alguns comentam que não estão conseguindo, por conta do horário, mas muitos começando agora a assistir. Podendo assistir por conta do horário, não é? Por conta do horário, da mudança de horário. Mas, de qualquer maneira, fica gravado. Boa tarde mesmo, não é? Boa tarde. O pessoal mandando boa tarde. Mas, de qualquer maneira, está gravado. Ah lá, a Fabiana está dizendo que é a primeira vez, não é? A Fabiana apareceu a primeira vez. A gente está dando saudades. Está dando saudades a isso, não é? Mas, olha, é tão bonita essa obra.

E a gente imaginar o Cristo na condução do processo da revelação religiosa. Porque é muito importante isso. Kardec escreve uma introdução no livro A Gênesis. Essa introdução merece ser lida. E eu incentivo muito que a gente possa reler essa introdução. Se chama O Caráter da Revelação Espírita. E o Kardec vai explicar o que é revelação. E, quando nós relemos esse texto, a gente percebe que existem inúmeros tipos de revelação. Existe revelação na ciência, nas artes, em todas as áreas da movimentação humana. Mas, existe uma revelação muito peculiar, que é a revelação de caráter religioso.

Porque essa revelação de caráter religioso visa a educação moral. Ela tem por finalidade a formação de caracteres novos. Por isso, ela é uma revelação fundamental, ela é uma revelação basilar, porque ela diz respeito à educação das almas, educação moral. As outras revelações são importantes, mas são complementares. Porque o que garante o progresso efetivo de um mundo é a evolução moral. A evolução moral é a que determina as escalas dos mundos. Então, o mundo só deixa de ser expiação imprópria e se torna regeneração, porque houve um progresso moral, não necessariamente tecnológico.

Não somente tecnológico, mas, sobretudo, moral. Então, a revelação religiosa tem esse caráter basilar, ela é principal nesse sentido, porque ela visa a formação de caracteres novos. Ela visa a educação moral, a transformação moral. E aí, Kardec, então, explica que a doutrina espírita se enquadra na revelação religiosa e ela segue a sequência da primeira, da segunda, e se tornando a terceira. A terceira revelação. Então, ela tem um aspecto de continuidade, de complementariedade, de complementar o trabalho da primeira e da segunda revelação.

Então, é bonito isso por quê? A gente está voltando na primeira revelação e nós estamos vendo que aqui no profeta Isaías eu já tenho as sementes da segunda e da terceira revelação. Então, aqui já tem as marcas do que seria a segunda, a vinda do Messias e a terceira. E da terceira. E as outras que virão, porque você está falando até de mundo de todos. Aliás, o Kardec diz isso lá, no caráter incessante das revelações. Então, muito interessante. Tem uma pergunta, falaram, dessa regeneração sendo adquirida gradualmente pelo Espírito, é possível pela encarnação?

Com certeza. Mas, a questão é que nós temos. Nós temos uma evolução que é individual, então, nós temos seres que já estão em mundo de todos. Não é mesmo? Então, pensa, por exemplo, num Paulo de Tarso. Ele teve por aqui, mas não está mais por aqui. Agora, quando nós estamos lendo o profeta Isaías, ele não está falando de indivíduos, ele está falando do planeta. Nós temos que distinguir isso. Uma coisa é o indivíduo, o indivíduo pode andar mais rápido e resolver a questão dele. Mas, ele resolver a questão dele não significa que o planeta acompanhou os passos dele, percebe?

Se fosse assim, o planeta teria acompanhado os passos de Paulo, de João Evangelista, não é? Dos personagens lá do há dois mil anos, do Paulo Estevam, mas não acompanhou, não acompanhou. Os passos coletivos, eles são sempre mais lentos e mais difíceis do que os passos individuais, e não poderia ser diferente. Uma coisa é você mudar a direção de um barquinho, outra coisa é você mudar a direção de um grande navio. Quando você vai frear um grande navio, você precisa, com horas de antecedência, já começar a frenar, programar a parada daquele navio, porque, se você deixar para a última hora, ele não para.

É uma grande embarcação. Então, você tem uma inércia, você tem um movimento de inércia que precisa ser considerado. Então, não é o mesmo que o movimento de um indivíduo. Então, é isso que a gente precisa compreender. Outra coisa que a gente falou, a Fátima Soares está perguntando qual é o sentido de veste nupcial. Então, Fátima, a gente tem que recordar que, na linguagem da Primeira Revelação e da Segunda, ou seja, do Velho Testamento e do Novo Testamento, o ensino não é dado de forma direta. Na maioria das vezes, o ensino é dado através de símbolos, de metáfora.

E, uma das metáforas da pureza do Espírito, daquele momento em que o Espírito atinge a pureza, daquele momento em que ele ingressa no direito de habitar os mundos ditosos, um dos símbolos para isso é uma festa de casamento. Por quê? Porque essa festa de casamento representa a união da criatura com o Criador. Então, essa união descreve o processo de comunhão. Então, eu aconselho você a dar uma lida na mensagem chamada Comungar com Deus. A gente já leu ela aqui, é uma mensagem de Emmanuel, joga aí na internet, Comungar com Deus.

Então, quando o Espírito atinge esse estágio de comunhão com Deus, ele realiza a comunhão, o casamento. E, para que esse casamento ocorra, simbolicamente, ele precisa de uma veste nupcial, de um vestido de casamento. Esse vestido é a pureza da alma e todas as características morais para que essa comunhão divina se dê. Por isso que Kardec se refere à formação de caracteres. O que é isso? Formação de qualidades morais. Essas qualidades morais são como as tramas dos fios dessa veste nupcial. Quando você reúne todos esses caracteres morais, simbolicamente, metaforicamente, é claro, você teceu, teceu mesmo, trabalhou, teceu uma grande veste, uma grande veste nupcial.

Esse é o sentido. Essa aliança, a gente tem, desde de Abraão, esse convite para aliança com Deus. Interessante aí. Parece que ela ocorre na cerimônia do casamento, na hora que a gente vê. Exato, Eleonora. Tem uma mensagem psicografada pelo Chico, editada pela Maria Dolores. Essa mensagem se chama Cantiga da Esperança. E, nessa poesia, a Maria Dolores diz que Deus sonha, Deus tem propósito, Deus trabalha, Deus cumpre, executa, Deus educa e Deus espera. Então, o Criador é a inteligência suprema. Ele está constantemente pensando, imaginando, projetando.

Mas nós, criaturas, temos o livre-arbítrio. E nem sempre as nossas escolhas, o nosso desejo, está em sintonia com as escolhas e com os propósitos de Deus. Então, nem sempre existe uma comunhão. Isso é natural, porque nós estamos ainda em níveis muito primários de evolução espiritual. Mas, à medida que nós avançamos, que nós vamos amadurecendo, o nosso mundo íntimo, o nosso mundo psíquico, esse mundo íntimo de cada um de nós vai se aproximando dos desígnios da criação e dos propósitos do próprio Deus. Então, ocorre uma comunhão.

Porque, para existir comunhão, para que duas criaturas comunguem, elas têm que desejar a mesma coisa. Se elas desejam coisas opostas, não tem como haver comunhão. Então, esse é o sentido também profundo. Grande parte da evolução nós estamos fazendo escolhas e aprendendo com as consequências dessas escolhas. Para quê? Para que a gente possa discernir o que funcionou e o que não funcionou, o que foi bom e o que não foi bom, o que trouxe sofrimento e o que trouxe alegria. E, por meio dessas experiências, nós vamos discernindo, nós vamos selecionando, nós vamos aprendendo o que desejar e o que não desejar.

É uma construção, é uma longa jornada de centenas de milhares de anos. A evolução não é obra de segundos, ela é obra de milênios. É importante a gente a gente assimilar isso. Evolução é obra dos milênios, porque ela não é feita com precipitação. Ela é um processo demorado, de preparação, de execução, de consolidação, e isso demanda muitas vidas, muitas experiências, muitas instâncias. Nós temos que ter paciência, temos que saber esperar. Esperar. Como diz aqui em Minas, quem tem pressa come cru. Então, tem que ter a paciência de esperar o bolo cozinhar, chegar no ponto certo, depois você tira do forno, esfria para você comer algo que está assado, sem queimar a boca.

Então, tem todo o processo. O Emmanuel chama isso, olha que bonito, abre aspas, espírito de sequência da natureza. A natureza tem um espírito de sequência. As coisas têm um passo a passo, elas têm um processo. E, aí, é preciso a gente respeitar esse espírito de sequência da natureza nas palavras do bem feitor Emmanuel. Você estava falando sobre as coisas que a gente já conversou nesse estudo de Isaías. Então, ele começa falando as questões do mundo, que estava tudo ruim, as corrupções e tudo. E, aí, depois você comentou que ele vai fazer essa profecia desde a vinda do Messias, o Yom Kippur, que a gente tanto conversou esse momento de aferição, e, aí, tem a vinda do Messias e o mundo é ditoso.

Como é que ele encerra o livro? Como é a terceira fase do livro? E a terceira fase, Jamora, a gente viu a terceira parte… Eu não sei se eu pulei também, mas é que eu fiquei pensando que, primeiro, ele falava das… Do juízo. Do mundo como estava, e que ia ter um julgamento. Um juízo. E o julgamento, aqui, é importante a gente não confundir a palavra julgar com condenar. Porque o juízo, aqui, o julgamento, é uma aferição, é um discernimento. Então, você observa a experiência evolutiva e você identifica aquilo que foi produtivo e aquilo que foi improdutivo.

Aquilo que resultou no bem comum e aquilo que não resultou no bem comum. Então, é o juízo nesse sentido. Olha, isso aqui não é bom. Isso aqui precisa ser abandonado. Esse caminho precisa ser abandonado. É esse o sentido. Na segunda parte, nós temos aqueles três escadinhas, que o capítulo 53 é o centro. Então, a terceira escadinha, a última parte, é o quê? É uma festa de casamento. É a grande comunhão, mas, agora, não do indivíduo, da Terra, do planeta inteiro com Deus. Então, nós poderíamos chamar de as bodas da Terra, que é o que está na música Aurora.

Então, na música Aurora, o Gladson não está descrevendo um processo do indivíduo. Ele está dizendo da Terra. A Terra verteu lágrimas, rangeu dentes. A Terra mas gestou-se, ficou grávida, gerou, majestou-se, tornou-se majestosa. Não é? Então, a Terra não é o indivíduo. Um indivíduo, dois, cem, mil, é o planeta. Então, é esse o sentido do livro de Isaías. E, é assim que ele termina, Eleonora. Ele termina numa festa de bodas, uma grande festa de casamento da Terra, um casamento planetário. E, as perguntas do pessoal estão mesmo que centradas na questão dessa bodas, da aliança, do símbolo.

O que é essa aliança? Exatamente, exatamente. Então, a Fátima disse que já pegou no Google a mensagem comungar com Deus. Essa mensagem é fundamental para a gente entender o que é aliança, o que é comungar e o que é evolução moral. Essa mensagem é uma síntese da evolução moral. Primeiro ponto, nós precisamos aprender fidelidade a Deus. Depois que a gente aprende fidelidade a Deus, a gente aprende comunhão com Deus. Não é? Então, a Isana Rocha está dizendo que Jesus começa a sua missão nas bodas de Cana, exatamente. Exatamente, Isana.

Então, essa é a grande simbologia do Evangelho. Por que Jesus começa nas bodas de Cana? Porque esse é o maior símbolo do Evangelho. Né? É isso? O maior símbolo do Evangelho é a comunhão com Deus. E, como bem ressaltado aí, não há comunhão sem antes haver fidelidade. Então, primeiro eu preciso ser testado, eu preciso ser aferido na minha fidelidade. Uma vez que eu passo pelas provas da fidelidade, eu ingresso num novo terreno, que é o terreno da comunhão. Agora, é importante a gente lembrar que somente os Cristos estão em processo de comunhão indescritível com Deus.

Indescritível. Então, a comunhão deles é algo indescritível. Então, eu não vou nem tentar dizer aqui como é que eu vou descrever uma coisa indescritível, né? Não tem jeito. Então, a comunhão dos Cristos com Deus é indescritível. Por isso, Jesus diz para Filipe, quando Filipe fala, Senhor, mostra-nos Deus. Ele fala, ué, Filipe, você não está me vendo? É como se ele dissesse para Filipe assim, eu estou em total comunhão com Deus, você não está entendendo, né? Você não está entendendo. Isso me lembra, Eleonor, eu já contei esse caso aqui, mas vale a pena, né?

Porque ele é gostoso demais, né? E, quem me contou foi um próprio senhor que viveu isso. É um senhor lá do interior de São Paulo, ele ele estava com uma dúvida no livro dos Espíritos e ele cismou que queria que o Emmanuel respondesse, não o Chico. Queria que o Emmanuel respondesse. E, ele era muito conhecido, era amigo do Chico, né? E, saiu, então, do interior de São Paulo e foi lá para Uberaba. Chegou lá, aquela atividade intensa, ele esperou todo mundo embora, lá pelas altas madrugadas, ele procura o Chico e fala, Chico, estou com uma dúvida, Chico, numa questão do livro dos Espíritos, mas, Chico, não fica bravo, não, mas, eu não queria que você respondesse, eu queria que o Emmanuel respondesse.

E, aí, o Chico coloca a mão no ombro dele e fala assim, meu filho, mas, essa questão, é isso e isso, e se fala, e fica cinco minutos falando. E, ele falou assim, aroto, e eu fiquei com uma cara meio burrada, né, porque eu não queria o Chico, eu queria o Emmanuel. Aí, na hora que o Chico acabou de falar, eu falei assim, oh Chico, muito interessante essa resposta sua, mas, eu queria ouvir o Emmanuel, não o Chico. O Emmanuel respondeu. Aí, diz que o Chico pôs a mão no ombro dele e falou assim, meu filho, você acha que você está falando com quem?

Era o Emmanuel incorporado, né. Esse é ótimo. Interessando com ele, e como era tão sutil a mediunidade do Chico, ele nem se deu conta, né, era o Emmanuel que estava falando com ele. Então, o mesmo acontecia com Jesus, só que era Deus, né, era o próprio Deus. Enquanto você falava, eu pensava, imagina a gente ouvindo as palavras, as de Jesus, e são os ensinamentos do Pai, né. São do Pai, exatamente. E, a gente não percebeu. E, muita gente ali estava vendo o Nazareno, e não se deu conta, não se deu conta de que ali estava o médium de Deus.

Não é? Dizendo, as palavras que eu vos digo são palavras de vida eterna. Olha isso, né. E, a gente fica aí olhando, ah, mas andava descalço, a veste. Nós ficamos apegados ao visível, ao palpável, ao geográfico, ao histórico, e perdemos a essência eterna. Das coisas, né. Muito interessante, né, Velma? Muito lindo, nossa. Mas, esse caso é engraçadismo, né. E, aí, esse homem, eu não posso falar o nome dele, mas, ele ri, e falou, olha que você vê, né, o que que é ignorância, né, meu filho. Eu falando com o Emmanuel, nem prestei direita atenção na resposta, era o Emmanuel falando comigo, aí, eu falei, oh, meu Deus, você me, agora, eu tive inveja, agora, um sentimento não muito nobre.

Por que que não gravei, né, porque, na verdade, nem ouviu. Eu falei assim, oh, meu Deus, quem dera, né, poder bater aquele papo com o Emmanuel, né, que coisa linda, né. Tem mais aí? Vamos ver se tem mais perguntas, né, Velma. A Silene, que tá sempre aqui, interagindo, beijo grande. Silene, tá aí, firme, forte, um abraço, Silene, fica com Deus. Jesus falava com Paulo? Essa é boa, também, né? Falava, falava, falava. Não só falava, isso, o Emmanuel explicita isso, né? Ele não só falava, quanto ele apareceu pra Paulo duas vezes, não podemos esquecer isso, né?

Uma foi às portas de Damasco e a outra, o Cristo se materializou na igreja de Corinto. E se materializou mesmo, conversou diretamente, não foi nem visão espiritual, não, né? Conversou direto com Paulo e, a partir daquele momento, disse pra Paulo, Doravante, eu vou ditar as cartas. Eu vou ditar as cartas. Mas, como você vai ter uma certa dificuldade pra interpretar meu pensamento, que é muito rápido, que é muito sublime, eu vou usar um médium pra poder intermediar nossas conversas e o médium era Estevão. Então, o médium dessa comunicação era Estevão.

Não é isso? Exatamente. Com o Kardec também, né? O pessoal tá lembrando aí, né? Vinha 15 minutos a cada 30 dias, né? Ainda bem que o Kardec era bom em fazer perguntas, né? Porque a gente, acho que eu nem sei pra onde ia começar esses 15 minutos. Não é? Aproveitou cada momento, né? Kardec aproveitou cada momento, corrigiu coisa que ele tava escrevendo que não tava muito legal, foi corrigido, né? Foi revisado, né? Era uma playhead, não podemos esquecer isso também, né? E o próprio Kardec diz isso, é fruto do ensino coletivo dos Espíritos.

Então, não é um Espírito, nem um só médium. São vários Espíritos e vários médiums pra poder trazer um pouco mais de segurança no estabelecimento dos alicerces. Depois que os alicerces foram estabelecidos, aí pronto, aí nós podemos ter um médium como Chico recebendo várias mensagens, porque aí o alicerce, as bases já estavam colocadas, não é mesmo? E aí a gente tinha um critério pra poder avaliar as mensagens. O critério era a codificação, né? Então, aí as coisas também evoluem, as coisas também progredem. O Tales lembrou que na sustentação estava Estevão e Abigail, na sustentação das cartas de Paulo, né?

É, Abigail, aquela sustentação afetiva, aquele suporte do sentimento, do coração, porque, afinal de contas, ela era a noiva espiritual dele. Então, ali ele tinha o afeto, o porto seguro, né? É isso, né, Leandro? Nossa, muito bom. Então, a gente encerra Isaías com essa festa de noivado, né? Parece que, assim, o momento em que a aliança se consumou. Tantos convites, né? Da terra, né? Então, as bodas da terra, não é isso? As bodas da terra. Então, é a grande festa de inútil, porque é uma coisa bonita também, né, Leonor?

A gente pode imaginar os planetas, os homens, como noivas. Eu tô usando aqui uma metáfora, pelo amor de Deus, né? Claro que é um símbolo, uma metáfora. Então, é aquela menina que se transforma numa adolescente, aí se transforma numa moça, amadurece, e aí tá preparada para as núpcias, né? Então, é quando o planeta entra naquele estágio de evolução maravilhoso, né? Porque a gente imagina, muitos de nós, às vezes, pensam que chegando ao mundo de tosos, a evolução para. Pelo contrário, aí é que ela fica punjante, né? É aí que a evolução fica, porque aí a evolução não tem mais os óbvices da imperfeição moral, né?

Então, dos mundos de tosos pra frente, a evolução é um trem-bala, né? É um trem-bala, é trevo de quatro folhas, né? Manhã de domingo à toa, porque aí não tem mais aqueles empecilhos da impureza moral e aí as coisas fluem com muito mais naturalidade, né? Com muito mais leveza, né? E elas se dão de uma maneira inimaginável pra nós, né? Inimaginável. Nossa, que lindo. Ah, então, obrigada, Haroldo, por esses 36 episódios, né? Que nós conhecemos Isaías, que era tão distante do nosso dia-a-dia e das leituras, né? E a gente aprendeu a fazer tantas conexões entre as revelações.

A gente pode combinar assim, eu vou fazer um questionário e vou postar nos grupos pra que durante essa semana o pessoal encaminhe então as perguntas, quem tá assistindo os episódios anteriores, aí no próximo encontro a gente faz um bate-papo mais com as nossas dúvidas e as nossas reflexões, né? Sobre o que a gente aprendeu sobre Isaías e já vamos ansiosos esperando o êxodo. Exato, o êxodo é um… Viu, queria te pedir, todo mundo adora quando você recita os poemas, a cantiga da esperança da Maria Dolores, você acha aí?

Acho que sim, Dolores, deixa eu jogar aqui, peraí. Eu encontrei ela aqui, mas não dá pra compartilhar link. Não, aqui tá na mão, né, convido. Pronto, já tô acessando aqui. Então, vamos lá. Essa poesia, ela está na obra Antologia da Espiritualidade, editado pela Maria Dolores, psicografia de Francisco Cândido Xavier. Cantiga da esperança. Alma querida, por mais que o mundo te atormente a fé simples e boa, por mais que lance gelo na alma crente, na sombra que a traiçoa, alma sincera, escuta. Sofre, tolera, aprende, aperfeiçoa, porque de esfera a esfera ninguém consegue a palma da vitória sem apoio na luta.

O verme espera o solo para aquecê-lo. A fonte amiga que se desentranha do coração de pedra da montanha, enquanto serve, passa e se incorpora aos encargos do rio que a devora. Espera descansar, quando chegue escondida à paz da grande vida que há no seio do mar. Seja o que for que venhas a sofrer, abraça o lema regenerador do perdão por dever. Leva pacientemente o fardo que te leva entre o rugir do vento e o praguejar da treva. Abençoa, em caminho, os açoites da angústia em torvo redemoinho. Onde não possas coração entretecer a alegria de louvar, cala-te em oração e segue-se sem parar, amando, restaurando, redimindo, edificando em suma.

Não te revoltes contra coisa alguma. Ao vir a tarde mansa, na doce quietação crepuscular, quando a graça do corpo tomba e finda, verás como foi alta, nobre e linda a aventura de esperar. E, enquanto a noite avança para dar-te as visões de uma alvorada nova nas asas da esperança, bendirás a amargura, a dor e a prova, agradecendo à Terra a bênção de entendê-las. Subirás, subirás para o ninho da luz nas estâncias da paz que te aguarda, tecido em radiações de estrelas. Então, compreenderás que além, além do mais além, no coração da altura, Deus trabalha, Deus sonha, Deus procura, Deus espera também.

Abraço, Eleonora, abraço a todos, uma tarde maravilhosa, não é? Obrigada, amigos, obrigada, Haroldo, um bom final de semana para todos nós e até o nosso próximo encontro. Até o nosso próximo encontro, fiquem com Deus. Tchau, tchau.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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