Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, conduzida por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no livro do profeta Isaías, concentrando-nos nos capítulos 52 e 53. Estes capítulos são considerados centrais na obra de Isaías e fundamentais para a compreensão da vinda do Evangelho, sendo frequentemente citados no Novo Testamento e pelo próprio Jesus.
O que é estudado neste episódio
- Capítulo 52 de Isaías: A Missão Dupla do Evangelho. Haroldo Dutra Dias explora a visão de Isaías sobre a missão do Messias, que se desdobra em dois pilares:
- Resgate de Israel: A primeira parte da missão é restaurar o povo hebreu, que, na visão do profeta, havia se desviado de seus valores morais e se deixado influenciar pelo ambiente circundante. O monoteísmo é abordado não apenas como a crença em um único Deus, mas como a compreensão dos atributos divinos, que moldam a conduta humana.
- Expansão aos Gentios: A segunda parte da missão é levar esses conhecimentos e valores para todas as nações, expandindo a influência do monoteísmo hebraico para além dos limites de Israel.
- Capítulo 53 de Isaías: O Servo Sofredor. Este capítulo é analisado como uma profecia sobre a crucificação de Jesus e a incompreensão do mundo em relação à sua missão.
- A Expectativa do Messias: É discutida a expectativa do povo hebreu por um Messias com características políticas e militares, em contraste com a figura de um “servo sofredor” apresentada por Isaías.
- A Cruz como Parte da Jornada: A crucificação é interpretada como um trecho necessário da jornada de Jesus, mas não o fim do Evangelho, que se estende desde o nascimento em Belém até a confirmação da imortalidade da alma após a ressurreição.
- A Linguagem da Época: A importância de compreender a linguagem e as imagens do livro de Isaías dentro de seu contexto histórico, mais de 2.500 anos atrás, é enfatizada.
Reflexões
- A Doutrina Espírita nos convida a resgatar e viver os valores morais, expandindo-os para todas as esferas da sociedade, sem se fechar em grupos ou fundamentalismos.
- A verdadeira religiosidade do futuro será a “religião cósmica do amor e da verdade”, que busca a verdade onde quer que ela esteja e vive o amor em todas as suas manifestações, transcendendo barreiras religiosas e culturais.
- A lição de Allan Kardec, “Fora da caridade não há salvação”, nos lembra que a vivência dos postulados espíritas e a transformação moral são mais importantes do que qualquer discurso ufanista ou exclusivista.
Ler transcrição do episódio
Boa tarde, minhas amigas, meus amigos, boa tarde para todos. O Júlio pediu desculpa, teve um pequeno imprevisto aqui, um incidente, e por isso que atrasou aqui para me colocar no ar, né? Mas nós já estamos com o nosso tempo assim um pouquinho apertado, né? Então nós vamos seguir aqui, eu vou dar boa tarde para todos, a Sônia Maria Gonzaga, Letícia Silva, Gil da Brito, a Renata Miranda, Márcia Mônica Caldeira, Maria Aparecida Henglis, Donésia Santos, né? Deixa eu só melhorar essa iluminação aqui, gente, pera aí um pouquinho.
Ah, agora acho que melhorou um pouquinho, né? A Maria Aparecida Henglis, né? O Alex Rodrigues, Ângela Israel, Silvana Gabrielli, que tá sempre aí também no estudo. Meus queridos, boa tarde para todos. Ah, você aí, o Ricardo. Ei, Ricardo, um abraço, meu querido. Saudade demais de você, viu? Peraí, deixa eu acender a luz aqui, gente, porque isso aqui tá meio Ah, agora sim, ó, agora ficou ficou ótimo aqui, posicionamento da luz, né? Meus amigos queridos, vamos lá, né? Porque nós teve esse imprevisto do Júlio aí, ele demorou mandar o link pra mim, então, nós temos que aproveitar essa meia hora que nós temos aqui pra torná-lo mais produtivo possível, né?
Mais produtivo possível. Então, mais uma vez, boa tarde para todos, meus queridos, eh sejam bem-vindos aqui nosso estudo de Isaías, né? Nós estamos eh nos concentrando agora, eu queria tirar essa meia horinha pra gente poder falar sobre isso, sobre o capítulo cinquenta e dois e o capítulo cinquenta e três do livro do livro de Isaías, porque esse capítulo cinquenta e dois e esse capítulo cinquenta e três, todo mundo lembra, aquela pirâmide que a gente fez, né? O capítulo cinquenta e três, ele está no centro do livro do profeta Isaías.
E, aqui, o cinquenta e dois e o cinquenta e três são aqueles capítulos que definem a vinda do Evangelho. Então, é muito interessante as citações que são feitas do profeta Isaías no Novo Testamento, as conexões que são feitas no Novo Testamento com o profeta Isaías e, até mesmo, as citações do próprio Jesus ao profeta Isaías, elas se concentram nesse capítulo cinquenta e dois e cinquenta e três. Então, é muito importante a gente dê uma estudada, dê uma lida com calma e eu vou trazer aqui, claro, uma leitura, uma chave de leitura para que a gente possa compreender melhor esse capítulo.
Basicamente, o capítulo cinquenta e dois, ele dá a missão do Evangelho, a missão dupla do Evangelho. Isso é importante a gente compreender. Então, o primeiro elemento da missão do Evangelho, aqui nesse capítulo cinquenta e dois, é resgatar as ovelhas desgarradas da casa de Israel. Então, o primeiro objetivo é recuperar, restaurar, regenerar o povo, o simbólico, o povo hebreu simbólico que, na visão do profeta Isaías, está perdido, perdeu as referências. Por quê? Porque deixou-se envolver, deixou-se contaminar pelas influências do ambiente vizinho.
Isso nós estamos dizendo do ponto de vista moral, do ponto de vista social. Então, é como se o povo de Israel, que deveria orientar, que deveria ditar uma prática moral, que deveria influenciar no ambiente das nações, ele perdesse essa força influenciadora, essa força positiva, salutar, e acabasse sendo completamente dominado, completamente envolvido pelo ambiente que o cerca. Isso é muito comum, por exemplo, com a encarnação. O Espírito encarna, Ele traz um certo preparo, Ele tem um propósito, Ele se predispõe a certos desenvolvimentos, pessoal, familiar, social, mas, quando Ele chega aqui, Ele acaba cedendo a força do meio, cedendo a influência do meio, e se perde nesse conjunto de forças e acaba não realizando aquilo que Ele deveria realizar.
Então, aqui, no capítulo 52, tem, então, essa vinda do Messias, a função de resgatar Israel, de trazer Israel novamente para a sua missão, para o seu trabalho, para o seu trabalho que nós sabemos qual é. À luz da Doutrina Espírita, nós sabemos qual é esse trabalho. É o trabalho do monoteísmo, mas não o monoteísmo entendido de maneira simplória, como ensinar que existe só um Deus. É muito mais do que isso. Não é simplesmente ensinar que existe apenas um Deus. É mostrar as características Travou um pouquinho, a internet está meio…
Travou, mas voltou. Voltou. Então, o monoteísmo, na verdade, é ensinar que existe um Deus único e ensinar, eu vou usar uma frase aqui, que está lá na questão 3 do Livro dos Espíritos, ensinar os atributos da divindade, os atributos da divindade, porque, quando eu compreendo os atributos da divindade, eu consigo moldar a minha conduta, eu consigo estabelecer um padrão de conduta mais compatível com esses atributos da divindade. Então, essa é a ideia aqui. Essa é a ideia. O primeiro elemento do Evangelho é resgatar o povo, resgatar a missão de Israel.
Acho que assim fica melhor. Bom, Isaias esperava que Messias resgatasse a missão de Israel. A Noêmia está falando que está fazendo aniversário, parabéns, viu, Noêmia? Muita paz para você, muita luz, tudo de bom. Então, e o segundo aspecto? O segundo aspecto, e aqui está a grande dificuldade dos discípulos, no início, de entenderem a missão de Jesus. A internet está dando umas travadinhas aí, mas nós vamos com coragem, vamos que vamos. Então, levar para os gentios, para as nações, esse conhecimento. Então, expandir a missão do povo hebreu, porque a missão do povo hebreu estava circunscrita à nação hebraica.
Então, formou-se um povo, criou-se uma cultura, uma cultura religiosa, uma comunidade religiosa, e era preciso expandir esses ensinamentos para todas as nações. Então, veja aqui, é interessante aqui isso. Israel, que havia se tornado passivo diante do mundo, que havia perdido as suas características e estava vivendo como as outras nações, o que Isaías está prometendo aqui no capítulo 52 é reverter esse quadro. Israel, sair de uma postura passiva e passar a uma posição ou chegar a uma posição proativa, onde a própria nação iria restaurar os seus hábitos, os seus costumes, mas, também, levar para as demais nações esses valores morais, essas crenças, esses conhecimentos.
Então, isso é muito importante. É muito importante. Então, a gente percebe aqui que tem dois remédios. O Evangelho traria dois remédios. E, esses remédios são muito atuais, muito atuais, porque, hoje, também, hoje, também, nós, espíritas, nós, movimento espírita, precisamos tomar esse remédio aqui, esse remédio duplo, que é resgatar retomar os nossos valores morais, são os valores lá do ser humano de bem, do verdadeiro espírita, das leis morais, restaurar esses valores e Sair do grupinho, sair do fanatismo, sair do fundamentalismo e abraçar o mundo, levar esses conhecimentos para o mundo, no trabalho, na sociedade, nas instituições, não só ficar preso em grupinhos, mas levar isso para o mundo, porque, como haverá um mundo regenerado se esses conhecimentos, se esses valores não se espalharem para todos os cantos do mundo?
Para a economia, para a sociedade, para a política, para as instituições, para tudo. Então, é basicamente isso. O que aconteceu com o povo hebreu acontece com todos os grupamentos religiosos. Eles acabam se fechando e vivendo no seu mundinho, vivendo para si mesmos, isolados do movimento social, isolados do movimento humano, da humanidade como um todo. Então, essa é uma marca é uma marca muito forte aqui do capítulo 52. Esse anúncio da salvação, esse mundo que viria a adorar no Monte Sião, quer dizer, o Monte Sião aqui como uma metáfora, uma metáfora de todos os valores do monoteísmo hebraico.
Esse é o ponto. Então, o Monte Sião aqui é uma metáfora de todos os valores do monoteísmo hebraico. E, esse monte são esses valores que deveriam se espalhar para a humanidade inteira, para a humanidade inteira. Esse é que é o sentido, gente. Não sei se eu estou conseguindo transmitir isso. Então, nós espíritas, vou dar um exemplo, nós espíritas temos lá as leis morais, mas não adianta falar e viver as leis morais apenas na casa espírita. Eu preciso encontrar uma maneira de levar isso para todos os ambientes humanos, todos os ambientes da sociedade humana, adequando a linguagem, adequando.
Usando uma pedagogia, usando uma abordagem adequada a quem está ouvindo. Por isso que esse capítulo 53, desculpa, 52 é muito forte. Depois do capítulo 53, ele é forte por quê? O capítulo 53 de Isaías, ele aponta para a cruz, ele aponta para essa probabilidade, essa enorme probabilidade de que o mundo não compreenderia e não aceitaria a missão de Jesus. Há uma probabilidade, e isso nós precisamos compreender. Quem leu lá é… quem lê a profecia de Jonas, quem leu lá o profeta Jonas, sabe que toda profecia é uma probabilidade, é um estudo de tendências.
Então, a espiritualidade faz um estudo das tendências e nos revela, né, e nos revela. É isso? A Alessandra Ribeiro está falando assim, o espírita tem que assumir publicamente a doutrina que defende. Mas, se fosse só isso, Alessandra, estava bom, né? Se fosse só isso, estava bom, né? Assumir publicamente que é espírita, não serve. Não creio que seja só isso, né? Porque, além de assumir publicamente, a gente precisa viver todo o conteúdo moral, precisa exemplificar. Então, sair na praça pública e falar eu sou espírita, eu sou espírita, isso não vai regenerar o mundo, não vai regenerar o mundo.
O que vai regenerar o mundo é exemplificação. E, além disso, é o quê? Compartilhar, entender que o católico, o evangélico, o budista, os outros também têm sua contribuição. Porque, senão, a gente fica pensando igual aos hebreus, fica com esse pensamento de povo escolhido, que é só o povo escolhido, que ninguém merece, que só nós somos os especiais. E, esse foi o grande erro do povo hebreu, que se fecharam tanto nesse pensamento que não compreenderam nem Jesus. Então, olha que nós temos que cuidar disso, também, cuidar disso, também.
Tomar cuidado com o fanatismo, essa síndrome de escolhido, a religião escolhida, o movimento escolhido, as pessoas escolhidas. Não é isso? Então, nós temos que ter uma visão mais universal, universal. E, aliás, essa não é? Olha, a Márcia Reis está dando um depoimento legal. Arouldo, vejo minha irmã sempre fechada com sua igreja evangélica, nunca participa em nada se não for na sua igreja. E, isso acontece, Márcia. E, está acontecendo agora com os Espíritas também, Márcia. Tem Espírita que está desse jeito aí, com esse mesmo comportamento.
Não é? Esse comportamento de exclusivismo, como se não precisasse interagir com ninguém, como se ninguém tivesse nada a contribuir, como se nós fôssemos os escolhidos para mudar o mundo. É perigoso isso. É perigoso. É o que o que está falando aqui, a Cristina Varela está dizendo. O amor, não é? Nós temos lá no Obreiros da Vida Eterna, depois daquela manifestação do Asclépios, os Espíritos dizem assim, que nós estamos nos preparando, eles falam assim, nós temos que nos preparar o homem para o advento da religião, do amor e da verdade, do amor e da verdade.
Então, a religiosidade do futuro será amor e verdade, buscar a verdade onde ela está. Então, por exemplo, é verdade que nós sobrevivemos à morte física? É verdade, então pronto. É verdade que os Espíritos se comunicam? É, então pronto. É verdade que existe uma tabela periódica e elementos químicos? É, então é verdade. Então, não importa onde a verdade está, se está na química, na biologia, no mundo espiritual, ou seja, no elemento material ou no elemento espiritual. Buscar a verdade e viver o amor, essa será a religiosidade do futuro, não é isso?
Essa será a religiosidade do futuro. A religião cósmica está escrito lá, religião cósmica do amor e da verdade. Olha isso, religião cósmica do amor e da verdade, que é a religião do universo. A religião professada no universo é a religião cósmica do amor e da verdade. Nós estamos, nós, na escola espírita, graças a Deus, porque é a escola que nos atende, que nos ajuda a alcançar a universalidade, não é isso? Mas, é preciso compreender isso, é preciso compreender isso. Então, aqui, encerrou o capítulo 52. As lições do capítulo 52 são essas.
Agora, vamos para o capítulo 53. O capítulo 53 é uma lição mais direta para o povo hebreu, porque o povo hebreu tinha a expectativa de um Messias que fosse um Messias com características políticas, econômicas, de guerreiro. Então, eles esperavam que um general, um general que fosse realizar uma libertação política, porque Israel estava sob o domínio, estava sob um longo domínio político e econômico, então, eles estavam esperando uma atuação política e econômica, um general. E, aqui, o capítulo 53, ele vai corrigir isso.
Ele vai dizer assim o Messias não será isso, o Messias não será isso, o Messias será algo diferente, diferente. Ele virá para balsamizar as dores, ele virá para acolher os que estão sofrendo, ele virá para alimentar as esperanças espirituais, as expectativas espirituais. Então, é um outro Messias, é um outro Messias. E, claro, esse Messias é difícil de ser aceito, sobretudo naquele momento histórico do povo hebreu, naquelas expectativas, era difícil para eles compreenderem, é difícil até hoje, até hoje é difícil entender essas características do Cristo que virá naquela época.
Então, o capítulo 53 é bonito porque ele explica, ele explica, por exemplo, o momento em que Jesus é preso até o momento em que ele expira na cruz. O capítulo 53 vai ser o capítulo que vai esclarecer isso, que essa passagem de Jesus pela cruz era uma passagem necessária, era um trecho da jornada. Agora, é um trecho, nós não podemos confundir a jornada toda com esse trecho, porque tão logo Jesus é crucificado e morre na cruz, ele volta depois e visita. A primeira visita que ele faz a todos, eles estão reunidos em Jerusalém, ele entra lá na casa e diz a paz seja convosco, confirmando a imortalidade da alma, confirmando que o trabalho dele prosseguia, confirmando que o Evangelho não se resume à cruz.
O Evangelho tem algo mais, tem algo além da cruz. Então, na verdade, o Evangelho começou com o cântico em Belém, naquela noite iluminada pelas estrelas, pela visita daqueles três sábios, e o Evangelho conclui aqui na Terra com a manhã de domingo em que Jesus anuncia a imortalidade para Maria de Magdala. Não é? Não é isso? Não é? Então, o Afonso Landini está perguntando – quando você diz que estavam aguardando Messias revolucionários, onde encontra esse texto? Afonso, te encontra na tradição. É preciso compreender uma coisa na cultura hebraica.
O Velho Testamento, o texto escrito, é a ponta do SDR. Os judeus dizem que existem duas Torá, a Torá escrita, que é o livro, é o que está escrito, e a Torá oral, que é a tradição, a tradição que interpreta o texto. A parte escrita é minúscula em comparação com a tradição. Então, isso está na tradição. Quando Jesus disse assim Ouviste o que foi dito aos antigos? Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Onde está escrito isso? Não está escrito isso. Isso não está escrito. Eu, porém, vos digo que ele está se referindo à tradição, não ao que está escrito.
Então, nós temos que tomar cuidado aqui. O que está escrito é uma parcela minúscula, minúscula. Daí a importância de compreender a tradição, a tradição do povo hebreu, a tradição interpretativa. Por isso que Saulo, antes de se tornar Paulo, foi lá estudar com Gamaliel desde pequenininho. Estudava, convivia, aprendia toda essa tradição para se tornar um doutor da lei. Não bastava ele pegar o Velho Testamento e dar uma lida. Não bastava. Precisava ter esse treinamento. Então, essa era a expectativa. Foi por isso que os hebreus se rebelaram, no ano 70.
Foi por isso que Tito destruiu Jerusalém. Foi por isso que nós tivemos a Revolução de Barcorba. Barcorba foi visto, no ano 134, como o Messias. E ele chegou e falou, vou fazer guerra. E aí, destruíram tudo. Aí, os romanos destruíram tudo, não sobrou nada. Acabou. Mas, você vê, muitos sábios hebreus entenderam que Barcorba era o Messias, porque ele veio para libertar, fazer uma guerra. E fez, não é? Fez uma guerra, morreu todo mundo. E é interessante, porque isso prova por que Jesus não foi um revolucionário, por que Jesus não veio fazer revolução.
Não pegou em arma, não saiu matando ninguém. Por quê? Porque não funciona. É simples. Porque não funciona. O que funciona é um processo mais lento, mais demorado, que é a transformação interior, a transformação dos seres humanos, a transformação gradativa dos seres humanos. É isso que funciona. Então, essa é a lição bonita, não é? E o capítulo 53, aqui, vai falar disso. Vai falar de um Messias, e aqui nós temos que entender que a linguagem que está sendo utilizada era uma linguagem da época, gente. O livro de Isaías é um livro escrito 600 anos antes de Cristo.
Então, é um livro que tem mais de 2.500 anos. Esse livro, aqui, tem mais de 2.500 anos. Então, é natural que a linguagem, as imagens, as ideias que esse livro trabalha não sejam ideias do nosso tempo. Então, nós precisamos fazer essa viagem, nós precisamos viajar no tempo para poder ter acesso à essência dessas palavras. Então, aqui, o que o capítulo 53 está falando é que o Messias, aparentemente, seria uma pessoa aparentemente não abençoada por Deus, porque eles entendiam que as bênçãos divinas eram bênçãos de dominação, poder, riqueza.
E aí chega o Messias, que não quer associar a sua missão com isso. O Cristo quer fazer um trabalho interior, é o trabalho do médico das almas. E, aí, ele será interpretado como alguém que não é abençoado por Deus. Então, a ideia do capítulo 53, do servo sofredor, é dizer assim, olha, parece que ele não é abençoado por Deus, mas não tem nada disso. Na verdade, ele está assim porque ele está carregando as nossas dores. E, isso é verdade, não é? Isso é verdade. Jesus foi crucificado não é porque ele tinha que ser crucificado.
Jesus não precisava ser crucificado. Ele foi crucificado porque tolerou a nossa inferioridade espiritual. Não é? Não é isso? Não é isso? Então, esse Messias sofredor, ele está sofrendo as nossas imperfeições. Então, é aquele missionário que está que está acolhendo as nossas dores, convivendo com as nossas dores e, por conta disso, sofrendo a nossa inferioridade. Então, essa é a ideia do Messias sofredor. Não é o Messias que precisa sofrer. Não é? Tem um comentário da Euripe Paraúja aqui, aí, ela está dizendo assim, eu agradeço por ser espírita, para mim é a mais completa que contempla as verdades divinas, somos privilegiados por termos a bênção do céu como mediunidade que nos ajuda a raciocinar.
Eu disse, sim, Euripa, com certeza, nós, espíritas, somos muito gratos. Agora, você só não pode menosprezar a religião do outro. Não é? Achar que você é superior e os outros são inferiores. Aí, não tem jeito. Mas, se você for lá no livro Mensageiros, o livro Mensageiros descreve várias desencarnações. Não é? E aquele que tem a melhor desencarnação é um evangélico, é o Dimas. A desencarnação do espírita lá não é tão boa. Você pega, por exemplo, o livro Voltei, que é o livro do irmão Jacob, um espírita, foi diretor da Federação Espírita Brasileira, desencarnou uma situação ruim, não é?
Percebe? Então, tudo bem, eu posso fazer um discurso ufanista, o espiritismo é a melhor religião do mundo, é o melhor, é a mais evoluída, é a mais… E fazer aquele discurso, e, por isso, nós somos os melhores, mas, se não viver, pode chegar no mundo espiritual e aquele que foi evangélico, que foi católico, que foi muçulmano, chega em uma situação muito melhor. Não é? Então, nós temos que ficar atentos a isso. Então, eu também sou espírita, sou muito grato, eu me sinto bem aqui no espiritismo, eu não queria estar em lugar nenhum.
Agradeço, sou muito grato, tenho um conhecimento amplo, mas, eu não me inosprezo, por quê? Porque eu tenho que aproveitar, eu tenho que aproveitar. Agora, se eu não pego esse conteúdo, se eu não o uso para me transformar, não adianta, não adianta, não é? Não é isso? Então, nós temos que entender que cada um está no lugar, cada um está adequado para se tornar melhor. Então, eu ser grato à Doutrina Espírita, eu reconhecer a grandeza da Doutrina Espírita, maravilha, mas, não adianta eu fazer discurso ufanista. A melhor maneira de eu agradecer à Doutrina Espírita na minha vida é viver, viver os postulados dela e realizar a minha transformação moral, acolhendo e respeitando todas as pessoas, todas as pessoas.
E, por exemplo, eu sou espírito, adoro o Espiritismo, sou grato ao Espiritismo, mas, eu acho que o Dalai Lama é um Espírito superior a mim. Eu tenho certeza, o Dalai Lama é um Espírito superior a mim e ele não é Espírito, correto? Então, eu posso imaginar que todos os Espíritos superiores são Espíritas, quando vêm aqui vão ser Espíritas. Será? Então, isso é uma visão infantil, uma visão boba, tem que ter cuidado com isso. Então, o Dalai Lama é até budista e é um Espírito muito superior a mim. Quem dera, eu, com a benção da Doutrina Espírita, consigo chegar a 50% do que ele alcançou.
Entendeu o que eu estou querendo dizer? É isso. Uma amada Tereza, uma irmã do Urso, muito bem lembrado. Mas, nós temos grandes também, não é? Nós temos o Chico, temos o Bezerra, temos Eurípides Bassanufo, não é? Entende? Então, Deus manda seres iluminados para todos os movimentos religiosos. É isso que eu quis dizer. É isso que eu quis dizer. Então, temos que ser cuidadosos, não é? Temos que ser cuidadosos. Mas, gratidão a gente tem, não é? Gratidão pela Doutrina Espírita, gratidão… que, meu Deus, que gratidão temos, não é?
Maravilhoso! Eu não gostaria de estar em nenhum lugar. Eu me sinto bem na Doutrina Espírita, não é? É o que me atende, é o que pacifica meu coração, e eu peço a Deus para eu poder conseguir viver os postulados espíritas e conseguir me tornar uma criatura melhor, voltar para o mundo espiritual melhor do que quando eu cheguei, não é? Se Deus quiser. Esses são os nossos votos, não é? Nossos votos. Mas, lembrando uma coisa, o lema de Allan Kardec, o lema de Allan Kardec não é fora do Espiritismo não há salvação. Esse não é o lema de Allan Kardec.
O que Allan Kardec nos ensinou foi fora da caridade não há salvação. Fora da caridade. Só para deixar isso bem claro, para que a gente, não é? Aí, Euripa está dizendo sim, mas eu disse exatamente isso. Tão maravilha, Euripa, nós estamos falando a mesma coisa. Que coisa boa! Entendi o que você quis dizer. Entendi. Mas, foi bom a gente esclarecer isso, porque aí ficam todos os pingos dos is, não é? Fica tudo esclarecido. Que bom! Que bom! Então, nós estamos estamos no rumo que eu acho que é o rumo que o Kardec ensinou.
Fora da caridade não há salvação. E, vamos agradecer a Nossa Abençoada Doutrina Espírita por esse conhecimento maravilhoso que ela nos traz, por essa oportunidade de crescer. Eu, meu Deus do céu, eu tenho só agradecer. Eu digo que a Doutrina Espírita salvou a minha vida muitas vezes, mas muitas, muitas, dezenas, dezenas de vezes. Então, eu sou muito grato, também. Viu? Entendi o que você quis dizer, Euripa. Meus queridos, chegou o tempo, os compromissos nos chamam, hoje nós tivemos esse atraso aí, mas semana que vem a gente vai continuar o nosso estudo.
Eu vou trazer só uma última coisa para a gente poder fechar o Profeta Isaías, mas aí semana que vem a gente conversa mais sobre isso aqui. Eu queria agradecer a presença de todos vocês, o carinho, essa participação aqui tão boa, a gente revigora a alma voltando a essas tradições, interpretando a luz da Doutrina Espírita, que nos dá essa clareza para que a gente possa extrair o melhor aqui. Então, boa tarde para todos, um final de semana muito abençoado para todos, muita paz, muita sabedoria e muito amor e muita caridade para todos nós.
Um beijo no coração de todos, fiquem com Deus!
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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