Neste episódio, Haroldo Dutra Dias conduz o último estudo do ano sobre o Velho Testamento, focando no Livro de Isaías. O estudo, que tem sido uma jornada de aprofundamento e conexão com a espiritualidade, celebra a participação de milhares de pessoas e a riqueza do Antigo Testamento como a raiz do Evangelho e do Espiritismo.
O que é estudado neste episódio
- Isaías como Grito de Esperança: Haroldo Dutra Dias destaca Isaías como uma profecia de esperança, enfatizando que a vinda de Cristo não foi em vão.
- As Duas Etapas da Compreensão do Evangelho: Baseado em Alcíone (livro “Renúncia”), o estudo aborda a cognição racional (conhecer e meditar) e a dimensão afetiva (sentir e viver).
- Conhecer e Meditar: A importância da análise racional do texto bíblico, da estrutura, dos temas e da interação entre eles. A meditação é apresentada como a busca por uma visão do todo, transcendendo a linearidade temporal dos eventos.
- Contemplação e Conexões Temporais: A meditação permite enxergar conexões como a do dilúvio de Noé (Gênesis) com o Iluminismo e a vinda de Kardec, simbolizando a abertura dos “céus” e o jorrar de novas revelações.
- Sentir e Viver: A dimensão afetiva da compreensão, que se manifesta no sentir e no viver a mensagem, especialmente a de Isaías como um grito de esperança.
- Jesus e Suas Visitas Periódicas à Terra: A partir de “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, Haroldo explora a ideia de que Jesus realiza visitas pessoais e periódicas para observar o progresso de sua doutrina no coração dos homens.
- A Escada de Jacó e a Harmonia Universal: A escada de Jacó é interpretada como um símbolo da conexão entre os céus e a Terra, e a importância de viver em harmonia com o ritmo da vida e do universo, como Jesus, que trazia “na alma profunda, o ritmo harmonioso dos astros”.
- A Mensagem de Esperança em Tempos de Transição: A relevância da mensagem de Isaías em momentos de crise e transição, como a pandemia, ressaltando que, apesar das dificuldades, o “coração das alturas vela e dirige”.
- Fé, Esperança e Caridade: A tríade paulina é apresentada como o roteiro essencial para a jornada espiritual, com a confiança em Cristo como condutor da embarcação planetária e a caridade como benevolência, indulgência e perdão.
- Redefinição da Vitória: A vitória de Cristo não é a ausência de aflições, mas a superação dos valores mundanos, redefinindo o que é ser vitorioso através do serviço, do amor, do perdão e da renúncia.
Reflexões
- A compreensão do Evangelho transcende o intelecto, exigindo uma conexão profunda com o coração e a vivência dos ensinamentos.
- A esperança em Isaías e a confiança em Cristo nos guiam através das tribulações, lembrando-nos que o destino final é a regeneração e a ascensão espiritual.
- A verdadeira vitória, à luz do Evangelho, reside na capacidade de amar, servir e perdoar, transformando os valores mundanos em virtudes eternas.
Ler transcrição do episódio
Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber notificações sobre novos vídeos. Bom dia! Bom dia, Leonora! Tá na estrada? Tô na estrada. Entrei hoje, ó, só pra agradecer pelo ano, dizer que os estudos foram maravilhosos. Isaías, esse ano se inflamou, né, os corações. Agradecer a todos os amigos que acompanharam. São 9 mil pessoas lá no Facebook estudando conosco, mais aqueles que nos acompanham ao vivo, o pessoal que assiste depois. Então, assim, gratidão, gratidão. E em 2021 estaremos juntos, né? Estamos juntos, se Deus quiser, num ano bom e sem pandemia, sem quarentena, pra gente poder aproveitar.
Que assim seja. Gente, beijo e bom estudo. Vou acompanhar por aqui, tá? Feliz Natal e um bom ano novo. Obrigada pra todos nós. Tchau. E aí, Herô? Ah, Júlio, vamos? Vamos lá? Um dia, assim, é especial, porque é o nosso último estudo do ano, então a gente quer mais interagir, desejar um feliz Natal, falar algumas coisinhas também sobre mais afetivas com relação a essa profecia de Isaías, menos técnicas e mais afetivas, até porque tá aproximando o aniversário dele, né? É, é. A rápido que nós comemoramos, pelo menos, né?
Então vamos dar só uns bons dias aqui, não acho que vai dar pra dar pra todo mundo, já tem bastante gente aqui. Quem abriu a sala pra mim aqui foi a Andria Nascimento, a Gilda Brito, a Irene Pimenta, Marcos Amaral, Anger Matos, Teca Filizola, Fátima Soares, Marisa Calvi, Silvia Caldeira, Rosalind Freire, Carlos Gomes, Sandra Morine, Carlos Reis, Silvana Gabriele, Cristina Cervarine, Rosemary Muniz, Magalia Varenga, Cirlene, já tá aí, rapaz, Marcos Amaral, já falei, vou perdendo aqui, né, vou mais pro fim aqui, Edson Guiar, Rosso A.
Moraes, Dionísio Vieira, quem tiver vindo, Alex, Alex Rodrigues, Maria Imaculada, o pessoal que tá vindo pela primeira vez, deixa recadinho pra gente aí, né? Pra gente saber quem tá vindo pela primeira vez, hoje aqui, que é a primeira vez no último dia do ano, né, Arouca? Mas a gente quer contar que volte quando a gente retornar, né, Arouca? A gente vai informar o pessoal quando é que a gente retoma os estudos. Juliana Assis, Ana Paula Parísio, Maria Cristina Vidigal, e é muita gente, né, Arouca? Que bacana, hein? Quem diria que a gente estaria com uma turma grande assim, estudando Antigo Testamento, quando a gente começou, Arouca, tinha que fazer as palestras pra convencer.
Mas quando a gente começou, metade da palestra era pedrada, a outra metade era convencida. Metade da palestra era pedrada, na outra metade era a gente correndo. Mas é lindo, né, Arouca? Eu vejo, né, Arouca? A luz que jorrou sobre o Evangelho com o estudo do Antigo Testamento, Arouca. É isso que nós estamos enxergando cada vez mais, né? Talvez me venha à mente, uma ideia que me vem à mente, Arouca, é que o Evangelho, o Evangelho não, o Antigo Testamento é uma luz interior do Evangelho, né? Ela brilha de dentro do Evangelho, porque ela está totalmente incrustada lá, não é?
Exatamente, Arouca. E a gente lembrando daquela imagem que você ensinou pra gente, né, da… o Antigo Testamento como sendo a raiz, né? A raiz dessa árvore. Dessa árvore. Blondosa aí. E sem ela, e se não tiver uma raiz, Naroldo, bem sólida, né, uma raiz firme, Essa árvore não tem potencial de crescimento, né, Naroldo? O potencial de crescimento dela é pequeno, de resistência é pequeno, e o Espiritismo, como essa copa frondosa, né, olha que bonito, e que a gente, como espíritas, estudando nessa imagem da copa da árvore, que é meio que a raiz ao contrário, né, Naroldo?
Exato. Verdade, verdade. É uma raiz pra cima. Pra cima. Uma raiz pro alto, né? Vamos dizer assim, Naroldo, que o Espiritismo é a raiz que conseguiu passar pelo tronco e florir, né? Ou seja, ela flore no Espiritismo. Eu acho bonito isso, que o Antigo Testamento vai florir no Espiritismo de uma forma muito bonita, né, Naroldo? Porque é a flor da compreensão, né? A flor do entendimento, né? Sem véus, né, Naroldo? Como Jesus prometeu, né? Exatamente, juro. Mas eu te entrego a palavra, porque é a única coisa que eu tenho a dizer de útil hoje.
Que isso, Naroldo. Mas vamos lá, Naroldo, o que você tem aí do seu coração? Só a última coisa que me veio, Naroldo, que a gente considerando, ou pressupondo, ou intuindo, Isaías como Estêvão, como Gesiel, ele prenuncia Jesus e só vem a ter contato com a doutrina depois que Jesus parte, né? Olha que interessante, né? Ele só tem contato com o Cristo, com essas mensagens todas, com a vida. Ele prenuncia, não vai viver com o Cristo, não vai encontrá-lo em vida, né, Naroldo? E ainda que tenha prenunciado, ainda dá o testemunho vivo do Evangelho, né, Naroldo?
Vivo, vivo. Mas eu te entrego a palavra. Hoje, né, Júlio, é uma fala especial, porque a gente, eu acho que tem uma dimensão também do estudo, seja do Evangelho, seja do Velho Testamento, acho que tem uma dimensão que a gente não pode perder nunca, que é o que Alcione destaca lá no livro Renúncia. A compreensão do Evangelho se dá em duas etapas. Tem uma primeira etapa que tem a ver com a cognição racional e é o conhecer e o meditar. Conhecer e meditar. O conhecimento é aquele processo analítico, de catalogar, de olhar para a estrutura, de destacar um versículo, destacar a estrutura do livro, destacar os temas, como que os temas se conjugam, qual que é a interação dessas temáticas.
Isso é tarefa do raciocínio e precisa ter muito raciocínio. Tem que ter, porque o texto é elaborado, o texto é muito sofisticado, ele tem um conteúdo artístico, é um artesanato. Nós não podemos esquecer isso. Então, a gente costuma brincar, até para tocar um violão, tem uma parte que é técnica, que é dos dedos, e não tem como você pular essa parte. Para que a pessoa possa dar um show de espontaneidade, de criatividade, isso tem que estar consolidado. Então, tem uma coisa que é do raciocínio, que é a educação da análise, do raciocínio, que é o conhecer.
A meditação já tem mais a ver com a contemplação. Na meditação, você não está interessado em enxergar as partes, você está buscando ter uma visão do todo. Isso é uma coisa bonita, porque os sábios, os hebreus, eles diziam assim, não há antes e depois na Torá. Olha isso! Isso é contemplação. Então, você é capaz de olhar de Gênesis e Apocalipse sem estar preocupado com data. Quem veio antes, quem vem depois, é outra análise. Você quer ter uma visão conjunta. Então, quando eu olho Gênesis e Apocalipse, o que eu vejo? Eu vejo sete mil anos de evolução terrestre.
Uma semana. Adão, quatro mil anos antes de Cristo. O Cristo, dois mil anos, seis mil. Seis mil, não é? E aí, Júlio, trouxe uma coisinha para a gente divertir hoje, não é? Só para mostrar o que é a contemplação, não é? O que é a contemplação? Olha aqui, quando lá em Gênesis, lá em Gênesis, vai falar sobre Noé. Diz assim, no ano 600 da vida de Noé, no segundo mês, no décimo sétimo dia do segundo mês, nesse dia, jorraram todas as fontes do grande abismo e abriram-se as comportas do céu. A chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites.
Abriu-se as comportas do céu. Não vou entrar nesse cálculo aqui, mas tem um texto na Kabbalah, no Zohar, Zohar, que ele pega o calendário judaico, Júlio, e aí, ele calcula esse ano 600 da vida de Noé, você pega lá na estrutura, não é? E vai dar, mais ou menos, a época do Iluminismo e a época em que Kardec veio, em que esses céus se abriram e jorraram do céu. Olha que interessante, não é? E, também, a abertura da transição, do grande dilúvio, que é a transição planetária. Está lá no Zohar. Então, o Iluminismo, e aí o período, ele cita lá o período, mas não conhecia Kardec, não é?
E, aí, eu já fiz logo a conexão, que é exatamente o período de Kardec, o período dos primeiros fenômenos, de Heidelsville, das mesas girantes, quer dizer, o céu abriu as comportas, não é? Prenunciando, aí, o grande dilúvio. Então, contemplar é isso. Meditar a mensagem é isso. É você ter essa visão do conjunto. A Bíblia conta sete mil anos de história. É isso. Bom, mas isso é o conhecer. Agora tem a dimensão afetiva. Eu preciso sentir e viver. Sentir e viver. Então, hoje nós vamos trabalhar o sentir. O sentir. Por quê?
Porque Isaías, Isaías, é um grito em cima do telhado, um grito de esperança. Isaías é esperança. Um Cristo não sai dos mundos celestes para tomar um corpo de carne em vão. Um Cristo não sai do coração das alturas, não é? Eu gosto, Júlio, eu vou pegar aqui, fala um pouquinho, que eu vou pegar um texto do Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, para a gente ver uma descrição aqui sobre Jesus. Me lembrei aqui agora. Rapaz, falar o quê? Eu vou ficar aqui sentindo. Isaías é esperança. Estevam também foi esperança.
E foi um trabalho com preparação de Paulo. Coisa linda, não é, Haroldo? Os movimentos cíclicos, não é? Os grandes missionários, a quem nós devemos muito da situação que nós estamos hoje, Haroldo, de processo, de progresso espiritual, não é? Paulo, a quem nós devemos tanto, não é? E Estevam, não é? Agora aqui achei, Júlio. Vamos lá. Eu queria que todos que estão acompanhando agora fechassem os olhos e Coloque aí o raciocínio na margem, deixe o coração falar, deixe o coração, deixe o coração perceber. Foi após essa época, no último quartel do século XIV, que o Senhor desejou realizar uma de suas visitas periódicas à Terra, a fim de observar os progressos de sua doutrina e de seus exemplos.
Progresso de sua doutrina e de seus exemplos no coração dos homens. Então, Jesus, o que nós aprendemos neste pequeno parágrafo? Primeiro, Jesus realiza visitas periódicas à Terra, porque ele não fica aqui direto no ambiente terrestre, ele é um Cristo. Ele é um Cristo. Ele habita os espaços celestiais. Inimagináveis para encarnados como nós. Inimagináveis. Mas, ele, no seu amor, realiza visitas periódicas pessoais. Por quê? O governador precisa, pessoalmente, estar em todos os lugares? É óbvio que não. Quando um governador, quando um presidente, quando um primeiro-ministro vai a um local, é uma cerimônia oficial.
Ele não está em todo evento, até porque ele tem ministros, ele tem toda uma assessoria, ele tem toda uma equipe que está fazendo o trabalho e ele reúne com essa equipe. Mas, o Cristo não deixa de, pessoalmente, visitar. Aliás, Júlio, tem uma mensagem linda, que é do Humberto de Campos, eles estão num brau. E, aí, houve uma movimentação, uma movimentação, e falou, olha, o que está acontecendo aqui? Esse negócio está movimentado demais. Não, é Jesus que está fazendo uma visita periódica que ele faz aqui nas regiões inferiores.
E, aí, cheio de anjos, cheio de espírito puto, Jesus estava visitando um brau, em pessoa. Ô vontade de estar num brau na hora dessa, viu? Então, Jesus veio fazer uma visita periódica para checar o quê? O progresso da sua doutrina e dos seus exemplos na sociedade? Nas instituições? Não, no coração. No coração. Então, anjos e tronos lhe formavam a corte maravilhosa. Dos céus à terra foi colocado outro símbolo da escada infinita de Jacó. Olha isso. Então, os espíritos puros moldaram a escada de Jacó fazendo uma referência ao Velho Testamento, à escada de Jacó.
Escada de Jacó, que era uma escada que liga os céus à terra por onde os homens sobem e os anjos descem. Mostrando que não há separação entre os espíritos puros e nós. Nós estamos subindo, mas quem já subiu, desce e sobe a hora que quer. Então, uma escada infinita, porque a escada de Jacó é infinita. Tem gente que acha que vai chegar e o Espírito Puro vai aposentar. A escada de Jacó é infinita, formada de flores e de estrelas cariciosas, por onde o cordeio de Deus transpôs às imensas distâncias. Então, plasmaram aquela escada de Jacó e o Cristo transpôs imensas distâncias.
Por quê? Porque as regiões celestes onde ele vive são muito distantes, muito distantes. São outros continentes do infinito. Transpôs imensas distâncias, clarificando os caminhos cheios de treva. Mas, se Jesus vinha do coração luminoso das esferas superiores, olha isso. Coração luminoso. O que o Humberto Campos está dizendo aqui? As esferas superiores não são o cérebro do universo. As esferas superiores são o coração do universo. Porque lá nas esferas superiores só estão os que amam, não os que raciocinam. Apenas, apenas.
Se eu apenas raciocino, se eu tenho apenas raciocínio, eu não estou nas esferas superiores. Se eu conjugo conhecer e meditar com sentir e agir, aí eu vou para onde? Onde que Deus mora? Isso é bonito, Júlio, porque essa é uma terminologia que está na obra do Chico. Tem uma poesia da Maria Dolores, que ela diz assim, no coração das alturas, Deus também espera. A poesia é chamada Esperança. No coração das alturas. Então, onde Deus mora? No coração das alturas. No coração das alturas. Então, os lugares supremos do universo não são definidos como locais de poder.
Não são definidos como locais de inteligência. Não são definidos como locais de grandeza. Embora sejam locais de inteligência, porque a inteligência suprema está lá. Embora sejam lugares de beleza de arte, porque a beleza infinita está lá. Embora sejam lugares de poder, porque o poder supremo está lá. Mas, são definidos como coração das alturas. O pulsar do amor universal. Então, Jesus vinha do coração luminoso das esferas superiores. Ele está com o código. Você vai lá no livro Mensageiros, o que o bem feitor diz para André Luiz?
Aqueles que amam, governam a vida. Quem ama, governa a vida. Então, ele vinha do coração das esferas superiores. Agora, olha isso aqui. Trazendo a visão dos seus impérios resplandecentes. Olha isso, gente. Repete essa frase e dê uma travadinha, pelo menos para mim. Mas, se Jesus vinha do coração luminoso das esferas superiores, trazendo nos olhos misericordiosos a visão dos seus impérios resplandecentes… Então, por exemplo, eu estou gravando aqui, todo mundo está vendo, tem uma luzinha aqui nos meus óculos. Está dando um reflexo aqui, não é?
Nos olhos de Jesus estava dando um reflexo dos impérios resplandecentes das esferas superiores. Impérios resplandecentes. Olha a grandeza disso. Impérios que nós desconhecemos. Por quê? Porque nesses impérios resplandecentes só habita quem concretizou o amor universal. Por isso que os olhos deles são misericordiosos. Misericórdia quero, e não sacrifício, e não violência. Misericórdia. E, na alma profunda, o ritmo harmonioso dos astros. Por quê? Prêmio Nobel de Medicina de 2017, julho. Uma equipe descobriu um vínculo entre o microRNA, entre a célula, a genética e os ritmos do sono.
E perceberam que geneticamente nós estamos programados para seguir um ritmo que é o ritmo da natureza. E nós adoecemos toda vez que a gente fica excitado demais ou totalmente apático, porque o ritmo está no equilíbrio. E isso é outro tema. Daria um seminário. Isso afeta as mitocôndrias, porque afeta as energias. As mitocôndrias ficam desequilibradas, começam a produzir muita energia. Essas energias descontrolam o processo de transcrição genética, microRNA, DNA, RNA. Isso começa a produzir hormônios e neurotransmissores.
Se esse desequilíbrio chega ao máximo, julho, eu começo a ter manifestação de esquizofrenia, depressão, autismo. Essas são as pesquisas modernas. Os artigos modernos. Na transcrição genética, acontece um desequilíbrio energético, desequilíbrio de excitação e inibição. Ou seja, saiu do prumbo e esse desequilíbrio, ao longo do tempo, afeta até a estrutura cerebral do ser. Desequilíbrio do sentimento, né, Haroldo? Desequilíbrio do sentimento. Por quê? Porque ele não quer seguir o ritmo harmonioso dos astros. O ritmo harmonioso da vida.
Por isso que Euripides Bassarufo pedia pra olhar as estrelas. Maria pediu pra ele ensina astronomia. Ensina o evangelho do meu filho, mas ensina astronomia. Pra gente criar o hábito de contemplar a harmonia dos astros. O ritmo. Tudo tem um ritmo. É a gente que quer precipitar. É a gente que quer sair fora do padrão, Julio. A gente sai fora do compasso. Da regra áurea, né, Haroldo? Nós também estamos construídos dentro do modelo da regra áurea, né? Tudo proporcional, tudo no ritmo, né? E Jesus trazia na alma profunda, Julio, o ritmo harmonioso dos astros.
O que é isso, Julio? Um espírito absolutamente equilibrado em harmonia com a criação divina. Mas, o planeta terreno lhe apresentava ainda aquelas mesmas veredas escuras, cheias da lama da impenitência e do orgulho das criaturas humanas e repletas dos espinhos da ingratidão e do egoísmo. Olha isso. Orgulho, egoísmo, impenitência, ou seja, teimosia, revolta, ausência de resignação é o que caracteriza as veredas escuras dos encarnados. Porque isso é vereda nossa, Julio. Nas alturas tem um coração vibrando em harmonia e impérios resplandecentes.
Então, Julio, a profecia de Isaías é esperança, porque esse ser divino aqui saiu dos impérios resplandecentes para ombrear conosco, Julio, para ficar do nosso lado. Não é pouca coisa. A gente não tem ideia, Julio. A gente não tem ainda gratidão suficiente para reconhecer isso. Parece uma coisa impagável, alguma coisa distante, difícil. Não tem preço. Não tem preço. Não tem. Quando você fala da harmonia, da sintonia, Caíde, dessa questão do equilíbrio, Jesus fala aí, o pai, somos um. Total sintonia, total… estrutura totalmente funcionando dentro do que foi programada, não é, Haroldo?
Isso. O comando é dado e ali tudo funciona dentro da lei, dentro da harmonia, não é, Haroldo? Harmonia. Agora, nós temos que reconhecer, Haroldo, e tentar encontrar o caminho. Hoje, agora, há pouco a gente conversou sobre o filho pródigo, não é? E é a nossa parábola, é o nosso, é a nossa história, não é? Essa história. A gente tem que encontrar o caminho de casa, Haroldo. Na verdade, nós estamos encontrando, não é, Julio? O que acontece é que essa escada de Jacob é feita de degraus e, às vezes, a gente acha que ela é uma rampa e nós vamos subir de motocicleta.
Uma reta, não é? Uma reta assim… Vou subir igual um fogueiro. Não, é um degrau, não é? O que a gente não pode esquecer, Julio, é que nós, aqui encarnados, a gente está mais para primata sem pelo do que para anjo sem asa. Ah, esse é novo. Então, assim, a gente está muito próximo ainda dos primatas. Tanto que você pega um chimpanzé, ele tem 98% do nosso DNA, Julio. A nossa diferença por chimpanzé é de 2%. Nós estamos mais para chimpanzé do que para esses seres celestes aqui. Muito é calma. Agora, uma coisa é certa, Julio.
Nós estamos melhores, meu amigo. Nós estamos melhores. Sim. Talvez não a humanidade inteira. Claro. Porque tem muitos níveis espirituais. Essa escada de Jacó tem como… Kardec trabalha na escala dos Espíritos, não é? É a escada de Jacó, não é? Tem muitos níveis, não é? Mas, uma coisa é certa, não é, Julio? Nós estamos melhores do que na Idade Média. A gente está melhor do que na época de Roma, de Israel. A gente está melhor do que na época antiga. Nós estamos melhores, não é? Nós estamos melhores. Estamos subindo.
Estamos progredindo. E vamos subir mais ainda. Porque o processo educativo, né, João Paulo, levemente, é o seguinte. O processo educativo não se faz apenas do nosso esforço. Se faz, também, da didática divina. E a didática divina é perfeita. Então, não há como escapar de quem sabe como ensinar. De quem sabe como fazer os seus filhos crescerem. Porque nós somos os filhos que ele conhece, Haroldo. Eu acho que também tem muito disso, né? Reconhecer-se necessitado, mas reconhecer-se capaz. E reconhecer-se acompanhado. Porque Deus não largou a nossa mão.
Deus não largou a nossa mão. Então, o que está faltando, Julio, e eu acho que eu deixei esse último estudo do ano de Isaís, ano que vem a gente continua, claro. É pra dizer o seguinte. Tem um trabalho aí que é feito no coração. E esse não tem jeito de fazer live. Sim. Porque esse é na intimidade da alma. Tem um vulcão dentro de nós que precisa ser acalmado. Tem um coração partido, cheio de contradições, cheio de conflito, que precisa ser apaziguado. Quando Jesus fala bem-aventurados os pacíficos, bem-aventurados os pacificadores, ele não está só se referindo à vida social.
Ele está se referindo também ao universo interior. Ao mundo particular. E o nosso coração, ele tem que começar a tocar no compasso, Julio. No compasso. E é tão… Você que é músico e eu que sou atrivido, a gente sabe que é muito importante o compasso, é muito importante o ritmo. Porque se você perde o ritmo, você descaracteriza a música. A música tem uma pulsação. A música tem uma pulsação. Não é seguir um compasso assim, como se fosse uma máquina de costura. Mostra aí pra gente. Ela tem uma pulsação. E antes da pulsação, o instrumento ora.
Antes da pulsação, o instrumento tem que orar. Tem que afinar. Afinar, exatamente. É… Então, é outra coisa que eu gosto, que a gente… Eu estou falando aqui da esperança, Julio, porque o Natal chega e a gente compartilha uma lembrancinha, compartilha uma ceia, compartilha um encontro. E é isso mesmo, Jesus fica muito feliz com isso. Quando a gente dá um presente, Jesus dá um sorriso grande. Porque é melhor dar que receber. A gente compartilha uma lembrança, um abraço, uma música, uma ceia. Mas, quando a gente se conecta com o coração das alturas, aí ele fica feliz com o gosto.
Porque é o seguinte, a gente tem um hábito de pensar que onde a gente está é parâmetro do universo. Então, nós, espíritas, acreditamos que o padrão do universo é o que a gente vive aqui como encarnado na Terra, mas não é mesmo. Não é. O padrão do universo são os mundos celestes, que, inclusive, são maioria. São maioria. É só olhar para o Sistema Solar que a gente tem uma amostra estatística, Júlio. Só tem um planetinha que tem gente com corpo físico aqui no Sistema. E achando que… Não, eu sou o centro do universo.
Só existe vida na Terra. O universo deve ser uma tristeza, porque olha a luta que… Gente, o que está acontecendo na Terra aqui é a exceção da exceção da exceção da exceção. É a exceção da exceção. Nós somos a rapa da rapa da rapa da rapa do tacho. Rebeldes dos rebeldes dos rebeldes. A maioria dos capelinhos egípcios já voltaram para casa. A essa altura do campeonato, a maioria dos exilados hindus já voltaram para casa. Dos exilados hebreus, dos exilados arianos, já voltaram. Olha aí, Emmanuel, Chico, já voltou. E tem uma rapa do tacho de exilados aí achando que o jeito que eles vivem é a regra do universo.
Que o universo está perdido. Não, quem está perdido somos nós. A harmonia é mais que 90% do universo. Então, importante a gente pensar isso, não é, Júlio? Pensar e lembrar. Só para concluir, e mesmo aqui na Terra, existe a crosta planetária? Existe. Existe o umbral? Mais denso? Existe. Mas, existe o nosso lar? Existe a colônia onde mora a mãe de André Luiz? Então, por que a gente está achando que a regra é a crosta planetária? Quem disse isso, gente? Então, quando a gente diz assim, ah, porque os habitantes da Terra são revoltados, fale por você.
Porque tem esferas aqui na Terra, o Asclepius, por exemplo, que materializou lá no Obreiros, habitava uma esfera espiritual da Terra. Da Terra. É porque essa questão está muito dentro de nós, e mais dentro do que fora, não é? O sentimento do horror pelo aprendizado, do horror pelo processo de saneamento espiritual, ele também está junto com a gente. Então, o mundo é uma beleza. Por mais que existam no universo as resplandecências, há de se negar a beleza de um beija-flor, a beleza das flores, dessa mata, dessa Amazônia.
Cara, é tudo maravilhoso, não tem nada que Deus faça. Que não seja maravilhoso. E nós também somos maravilhosos. Nós também somos maravilhosos. Somos criaturas divinas. O lance que precisamos aceitar a jornada, como o senhor Honório gostava de falar, ascensional, essa escada de Jacó, essa horizontalidade da escada de Jacó. A escada não está deitada, não é, Haroldo? A escada está de pé para que a gente suba. Então, eu fico pensando nisso. Quando os teus olhos forem bons… Isso. O que nós estamos aqui é tentando aprender a enxergar, Haroldo.
A vida… Mas, o que eu quis ressaltar com essa fala, Júlio, é que nessa quarentena, que nessa pandemia, que nesse momento grave da transição planetária, que o nosso coração se conecte com os impérios resplandecentes das alturas. É isso. É isso. Então, embora na crosta milhares, milhões estejam desencarnando de Covid, de AIDS, de câncer, de doenças cardiovasculares, embora centenas de milhões estejam mergulhados na depressão, nos transtornos psiquiátricos, na dor e no sofrimento, o coração das alturas vela e dirige.
Essa é a mensagem de Isaías. Essa é a mensagem de Isaías. Mas, eu entendo, sabe, Júlio? É natural que a gente sinta as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados. É natural. Por quê? Tem um poeta canadense, ele diz assim, o que nos desgasta não é a montanha diante de nós, é a pedrinha no sapato. Então, essas pedrinhas, está lá no Evangelho segundo o Espiritismo também, os Espíritos dizem assim, eu sei que a vida corporal é uma infinidade de nadas, de alfinetadas que acabam por ferir. Olha isso! Bonito isso! São aborrecimentos, imprevistos, dificuldades que vão minando a nossa esperança.
Então, nesse momento, Júlio, é importante e a mensagem de Isaías foi dada num momento similar a esse que nós estamos vivendo, em pequena escala, mas similar, porque naquela época lá eles viviam uma transição que estava só em Israel. Não era mundial como nós vivemos hoje, mas era semelhante. E a mensagem dele era de quê? De esperança. De esperança. O mundo vindou. Há um mundo vindou. Eis que são chegados os tempos. É o último capítulo do livro A Gênese. Eis que são chegados os tempos. Ou, então, a mensagem do João Batista.
Transformai vossa mente, porque o reino dos céus está próximo. Olha isso! O reino dos céus está próximo. Então, tem um sentido preciso de direção. O Cristo que está no leme, ele sabe exatamente para qual cais ele está levando essa embarcação? Ele não é um comandante cego. Ele sabe. Agora, sabe, também, que para chegar nesse cais vai ter que passar por uma turbulência. Vai ter que enfrentar uma turbulência. Então, é importante isso. Para a gente não perder a visão dos fins, das finalidades, do destino. É muito comum acontecer isso em estrada, né, Julio?
Você está indo para a praia, aí você pega aquela estrada cheia de curva, difícil, cheia de caminhão, chega uma hora e você está estressado com a estrada. Você esquece que está indo para a praia. Verdade. Essa é a mensagem que eu queria deixar. O cristão não pode ser um cristão de olhos fechados, não pode ser um cristão ingênuo, não pode ser um cristão bobo, vigiar e orar, eis que vos envio como ovelhas em meio a lobos. O cristão tem que ser uma pessoa vigilante, atenta, não pode ser bobo. Mas, ele não pode perder a esperança.
Então, permanece, sabe, Julio, aquela lição de Paulo, confiança, que é fé, confiança, confia, esperança e caridade. Fé, esperança e caridade. Não tem outro roteiro, não tem outra orientação, não tem. A gente confia por quê? Eu sei que é difícil confiar, sabe, Julio, porque é difícil, é difícil você ser passageiro e não ser um motorista. Nós somos muito controladores, a gente queria estar com a mão no volante, mas quem está com a mão no volante é o Cristo. Quem está dirigindo essa embarcação não sou eu. Eu estou como passageiro nessa embarcação.
Eu não sou o comandante dela. A embarcação planetária está nas mãos do Cristo. Então, o que compete ao passageiro? Seguir as instruções e confiar. Não se torne o vosso coração. Credes em Deus? Crede também em mim. Olha o que Jesus pediu. Você confia em Deus? Confia também em mim. Eu estou dirigindo esse negócio. Eu estou no leme dessa embarcação. Você tem fé em Deus? Confia em mim também. Credes em Deus? Crede também em mim. Na casa do pai existem muitas moradas. Se não fosse assim, eu teria dito. E eu não diria. Vou preparar-vos lugar.
Vou preparar-vos lugar. Então, é isso. E aí, eu confio que ele está conduzindo, confio que ele está dirigindo, que ele está no leme, tem uma esperança, por quê? Há um destino. A nossa esperança não é vã. Porque nós sabemos. Qual é o segundo degrau depois de expiação e prova? Regeneração. Qual é o degrau depois? O mundo ditoso. Qual é o degrau depois? O mundo celeste. A nossa esperança não é vã. A gente sabe o que nos aguarda. E, até lá, no caminho, caridade, que é benevolência, indulgência e perdão. Senão, você não chega.
Com água, com receita, você não anda. Sem indulgência, sem entender as deficiências, você não consegue se relacionar com ninguém. E, sem benevolência, a vida não flui. A vida não flui. Essa é a purificação, não é, Haroldo? Que tem que ser constante, não é, Haroldo? Essa é a purificação que tem que ser constante, esses erros da perdão. Porque a gente, que você falou, depende de nós. Estamos no controle do quê? Controle mínimo do nosso corpo físico, da nossa saúde mental e física, dessa estrutura que está sendo levada.
Esse é o nosso trabalho. É disso que nós temos que cuidar, minimamente. Porque, na construção do planeta e das oportunidades, nós lemos uma lição recente, Haroldo, muito bonita, do Emmanuel, no speech. tv no ar, que falava que a nossa cegueira é que nos faz enxergar obstáculos onde apenas havia bondade divina. Nossa! Olha que coisa, não é? É uma trágica coisa. Você pensa assim, tudo que você entendeu como obstáculo, ele chama que a gente só vê, por causa da nossa cegueira, a gente enxerga obstáculos onde só havia a bondade divina.
Exatamente, Júlio. A nosso favor. Então, é isso, não é, Haroldo? Lembrar que as coisas não estão, esse barco não está à deriva. Não está à deriva. Nós podemos estar desorientados dentro dele, como na passada. Começa fora de rota, viu, Júlio? Não, não está. Ele não está à deriva e muito menos fora de rota, porque tudo isso foi previsto por Jesus há dois mil anos atrás, lá no Evangelho de Mateus. Tanto que ele estava dormindo no barco, né, Júlio? É porque estava no início da viagem, né, Júlio? Ele falou assim, e aí, vocês estão apavorando com essa tempestade?
Vocês não viram essa tempestade que vem aí? Mas, e a certeza de que o barco ia chegar lá? Isso. A gente fala isso, não é, Júlio? Lá no Boa Nova, né? A gente fala do Bartolomeu. Meu coração está inflamado da certeza da vitória. Não fosse assim, não teria vindo. É lindo, né, Lúcio? É lindo, cara. É lindo, só porque você pega o… Tem tantos exemplos, você vai encaixando e vendo o Cristo, assim. Ele venceu no que a gente acha o extremo da derrota. É, é. Dá um seminário, isso. Não dá? Ele venceu no que nós entendemos que é a maior derrocada, a maior derrota que poderíamos sofrer.
Ele foi onde ele venceu. E nós temos que aprender com isso, Arouca. O Thales citou aqui agora, né? Aquela… Paulo, né? Que até o Tim fez a música. O que tem a ver ela com esse Deus vem por nós, que será contra nós? Não há… Nem potestade, nem… Você lembra, você viu essa passagem, que fala da potestade, nem isso, nem aquilo? Não, está lá em Romanos, né? O Lártis, na verdade, vai reunindo textos, ele vai fazendo um montado de textos. Mas, é exatamente isso, não há potestades, não há poderes, porque se Deus é por nós, quem será contra nós?
E, agora, acho que você tocou num ponto importante, sabe, Júlio? Que é assim, sabe, Júlio? Você entra num jogo, num campo, e aí você começa a jogar. E aí, você, toda hora, pega a bola com a mão e dá uma cortada. Até que alguém para para você e diz assim, deixa eu te falar, isso aqui é futebol, não põe a mão na bola. Aqui, ganhar o jogo é mandar a bola para dentro da rede. A verdade, Júlio, é que a gente colocou o pódium no lugar errado, sabe? As nossas definições de vitória e de vitorioso são muito equivocadas. Esse é um grande problema.
Esse é um grande problema. E, eu compreendi isso, sabe, Júlio? Uma frase de Jesus que me intriga muito, que ele diz assim, no mundo tereis aflições. Júlio Rocha Deu uma travadinha, deu uma travadinha. As aflições foram muitas. No mundo tereis aflições. Então, a vida corporal é cheia de vicissitudes. Você contrai um câncer, você perde um filho, perde uma filha, perde um pai, perde uma mãe, perde um ser amado, um relacionamento acaba, você perde um emprego, perde uma condição financeira, adoece, é abandonado. Tem muitas aflições, muitas.
Então, Jesus não doura a pílula. No mundo tereis aflições, mas tem de bom ânimo. Agora, é interessante, Júlio, porque, assim, o que ele pede para a gente ter bom ânimo com a vitória dele? É estranho isso, não é? Oh, Júlio, tenha bom ânimo aí, porque eu estou bem, eu venci. É estranho, não é? Para você ficar entusiasmado com a vitória dele? Mas, é porque a vitória dele mudou a regra do jogo, totalmente. Quando Cristo vence o mundo, significa que ele supera os valores, ele venceu o vencedor. Ele mudou o jogo. A gente estava jogando dama e ele veio com xadrez.
Mudou o jogo. Então, quando ele diz que venceu o mundo, ele redefiniu o que é um vitorioso. Então, o vitorioso não é aquele que encerra a conversa com um grito, falando mais alto. Com o Cristo, o vitorioso muitas vezes é o que silencia. Com o Cristo, o vitorioso é o que o vitorioso é o que renuncia. O vitorioso é o que serve. O vitorioso é o que ama. O vitorioso é o que perdoa, não é o que bate. O vitorioso não é o que fura com a lança, não é o que cospe. O vitorioso não é o que insulta. Então, mudou. E quem é o vitorioso, Júlio?
Com Jesus, o bem-aventurado é o aflito. No mundo tereis aflições, mas tem de bom ânimo, porque bem-aventurados os aflitos. Então, eu lembro uma frase muito bonita, que é da Cipriana, sabe, Júlio? Quando a Cipriana está conversando com aqueles dois lá, um filho adotivo que matou o pai. Uma situação terrível, não é? O senhor adotou aquele jovem, cuidou dele. O rapaz fica grande. Por causa de bens materiais, assassina-o. O pai adotivo. Que crueldade, não é, Júlio? Crueldade. Difícil. E, aí, o Clarence diz assim quando ela diz olha, aqui não tem como a gente auxiliar, André.
Mas, por que não, Clarence? Porque aqui só quem ama. Não adianta eu chegar para esse pai que foi assassinado e falar para ele que ele tem que perdoar. Não adianta. Porque vai ser só palestra. Entendeu, Júlio? É o que nós, espíritas, temos que ficar muito atentos. A gente espírita acha que tudo é palestra. Tudo é uma palavra. A gente acha que a vida se resolve citando versículos e livros. Aí vem a Cipriana. E ela conta a história dela. Teve lépora. Perdeu os filhos. Filho que desencarnou. Filha que foi para a prostituição.
Marido que abandonou. Para os parâmetros do mundo, uma perdedora, não é? A perdedora, não é? E, aí, chega aquele espírito, Júlio. A hora que ela entra, o rapaz que assassinou o pai adotivo o rapaz acha que ela é a Nossa Senhora. E ela chega e fala Não, meu filho, não sou a mãe Santista. Sou tua irmã. E, aí, pega ele no colo como se fosse um filho, Júlio. O rapaz vai para o colo de mãe. Não tem papo, não tem conversa, Júlio. Não tem citação de obra do Chico. Não tem citação de versículo bíblico. Não tem citação de capítulo de versículo.
Não tem citação de estrutura literária. Não tem discurso. História de amor. Pega ele no colo e há vibração e ele é pasivo. E, aí, o outro fica ali resistindo. Mas não consegue resistir, Júlio. Uma hora que ela pega ele também. Como é que termina a história? Com o obsessor, ela conversa. Mas ela não conversa citando literatura. Ela não faz palestra espírita. É isso que o Clarencio diz. Falou, André, aqui a gente não consegue ajudar. Ela conversa, conta a história dela e sai com os dois no colo, Júlio. Sai com os dois no colo.
Obsessor e obsidiado no colo de mãe. E, aí, o Clarencio diz uma coisa muito importante. Falou, André, nós não temos condição de ajudar esses dois pelo seguinte, a gente encara eles como obsessor e obsidiado. Ela, a Cipriana, vê os dois como se fossem filhos dela. Então, para a Cipriana, Júlio, aqueles dois estranhos é como se fossem o Bernardo e a Bianca. Nossa Senhora! Para ela, é como se fosse filho. É por isso que o amor é transcendente. Não é teoria. Não é palestra. Não é discurso. Ela não vê aquilo. Ela não dá uma palestra sobre obsessão.
Ela não fica citando o Velho Testamento e o Novo Testamento. Ela não faz isso. Ela acolhe aqueles dois como filho e sai com os dois no colo. E ela não era a mãe dele, Júlio. Ela viu ali agora. E os dois se entregam a ela como se ela fosse a mãe. Porque a Cipriana mesmo, Júlio, estava numa luta silenciosa porque as filhas dela continuavam encarnadas, entregues à prostituição, o filho estava em esferas inferior, a família dela mesmo estava ajudando ainda. A família dela de sangue não conseguiu ajudar ainda, Júlio. É isso, meu amigo.
É isso. Então, para as teorias do mundo, porque o mundo está cheio de teorias. Cipriana era uma vitoriosa? Se a gente encontrasse com ela aqui, a gente iria considerar ela uma vitoriosa? Mas, a vida verdadeira muda o pódio, sabe, Júlio? Muda o pódio. A gente acha que está em primeiro lugar, chegar lá, na verdade, a gente era o último, Júlio. Na verdade, a gente estava no final da corrida. O primeiro lugar eram as pessoas que a gente costuma não ter admiração por elas. Mas, querido, olha, chegamos aí. Essa é a Santa Esteia.
Essa é a Santa Esteia. Isso. Chegamos ao nosso tempo É. Queria desejar um Feliz Natal, um Ano Novo bom para todos, muita paz mesmo. Sim. Porque esse mestre, esse mestre desafiador, Jesus é um desafio, viu, Júlio? É um desafio. Quando ele fala para Pedro assim Crete levarei aonde não queiras ir, ele não está brincando, viu, Júlio? Ele não está brincando. E ele é tão bem-humorado, Júlio, que ele conta uma parábola que é a seguinte. Dois servos, né? Um chamou e ele falou assim não, eu vou, pode deixar, eu vou agora. E não foi.
E o outro falou, não vou, não vou. Não vou, brigou e foi. Não tem problema brigar. O importante é ir. Pode achar ruim com ele, pode xingar. Falar, o que você está fazendo comigo, Jesus? Você me esqueceu, briga, mas vai. É, eu que o diga, Haroldo. Eu que o diga. Eu que o diga, às vezes as turras aqui, né? A gente fica assim, chama na DR, né? E tal. Exatamente. Mas é isso, é porque acho que a gente vai tratando como irmão, né? E ele escolhe justamente Pedro, né? Esse… O homem das perguntas, né, Haroldo? É. O homem das perguntas, aquele cara, né?
Sangue quente, aquele… Das obrigações. Das obrigações, né? É necessário que eu vá, vai pra onde? Que que é isso, sofrer? Não vai, não. Achar ruim de tudo, né? Mas vai. Mas vai. Achar ruim de tudo, mas vai. Ô, Haroldo, muito bom, cara. Achei que isso foi muito bom. A gente sentiu mesmo. Eu queria que a gente deixasse um convite pro pessoal. Amanhã a gente vai estar com o Ser Família, né? Que a gente tem divulgado. Que tá acontecendo no portal ser.org. O pessoal pode acessar. Até tô com um videozinho pra passar no final.
E pensei aí, Haroldo, se você quer… A gente tem, olha só, a sua escolha. Pra gente terminar, o pessoal pediu pra gente colocar uma música. Eu tenho. A música que o Zé Henrique Matiniano fez com aquela da Estrada Infinita de Japão. Que é o Coração do Mundo. Aquele músico. Aquela trecho que você falou. Você também falou do Vou Preparar-vos um Lugar. E nós temos Este é o Seu Lugar. Que é a música que nós compusemos lá pro Consolador. E a gente terminou falando de Pedro. Crete, Levarei, Onde Não Queiras Ir. Então, o que você acha que pode ser mais…
Ah, eu acho que tá mais ligado ao tema de hoje. Este é o Seu Lugar, né? Eu acho que tá mais assim… Joga pra cima, né? O coração das alturas, né? Nosso lugar é esse. Nosso lar. Nosso lar. O coração das alturas. Eu vou soltar uma vinhetinha, uma divulgaçãozinha do evento e a gente escuta a música, tá bom? Rapidão, é um minuto. No dia 12 de dezembro, temos um encontro especial. Ser Família. Expositores e artistas nos trazem reflexões sobre nossas relações familiares. Sheila Passos nos traz o tema Ser Criança. Haroldo Dutra Dias fala sobre Ser Pai.
Orson Carrara nos traz visão madura de família. Música de ser avô. No dia 20 de dezembro, um novo encontro. Agora com Roçandro Klinger, com Ser Casal. Ana Tereza Kamazmi nos traz o Ser Mãe. Jorge Elahá nos traz seu canto, Ser Filho. Ser Família. Criança, Pai e Avô. Ser Família. Casal, Mãe e Filho. Vem Ser Família. Inscreva-se na plataforma portalser.org. Evento presencial pela plataforma Zoom. 200 vagas por evento. Ser Filho. Quando o amor for morada e a paz invadir todos os corações. Crede em meu perdão, não será mais fugaz.
Ser astinto de Deus, seu sagrado adeus. Este é seu lugar. Credes em Deus, crede também em mim. Sou aquele que te leva ao Pai. Outro consolado te fará relembrar. O caminho de amor, infinito de paz. Este é seu lugar. Toda terra se iluminará. Todo homem se levantará. Canto, trabalho, leveza, vontade assim são. Cada um levanta sua luz. É o amor que agora nos conduz. Justiça, amor, caridade em plena comunhão. Escuta essa voz. Escuta esse reclamo. Escuta. Escuta. Escuta essa voz. Escuta esse reclamo. Escuta. Escuta. Escuta essa voz.
Escuta esse reclamo. Escuta. Escuta. Escuta essa voz. Escuta esse reclamo. Escuta. Escuta. Quando o amor for morada e a paz invadir todos os corações. Crede em mim e o perdão não será mais fugaz. Serás tempo de Deus, seu sagrado altar. Produz em Deus, crede também em mim. Sou aquele que te leva ao Pai. Outro consolado te fará relembrar. O caminho de amor, infinito de paz. Este é seu lugar. Amém.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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