#028 – Estudo do Velho Testamento – Livro Isaías

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Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Isaías, focando na segunda parte do livro (capítulos 40 a 66). Ele destaca a mudança de tom e abordagem a partir do capítulo 40, que se afasta do julgamento presente nos capítulos iniciais e se volta para a temática da redenção, do amor divino e da nova criação.

O que é estudado neste episódio

  • Estrutura literária de Isaías: Haroldo reitera a divisão de Isaías em duas grandes partes: a primeira (capítulos 1-39), que aborda o julgamento de Israel, das nações e do planeta, e a segunda (capítulos 40-66), que se concentra na redenção e na promessa de uma nova era.
  • Temáticas centrais da segunda parte de Isaías: São explorados três ápices doutrinários:
    • Capítulo 44: O Deus Criador e Justo, com a ideia de “regênese” – se Deus criou, Ele pode recriar e regenerar. A nova criação é vista como um ato de justiça que corrige o que está errado.
    • Capítulo 53: O “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”, interpretado como a caridade divina manifestada em Jesus, o grande presente para a humanidade. A palavra hebraica “taliar” (cordeiro/servo) é destacada, conectando o servo sofredor com a figura do cordeiro pascal e o sacrifício de Isaque.
    • Capítulo 62: O “novo casamento” de Deus com Israel, simbolizando o amor divino e a renovação da aliança, onde a “prostituição” no Velho Testamento é uma metáfora para a idolatria.
  • A Tradição Oral Judaica: Haroldo enfatiza a importância da tradição oral na interpretação do Velho Testamento, comparando os versículos a neurônios e as conexões entre eles à complexidade do cérebro. Ele explica que o verdadeiro entendimento não está apenas no texto escrito, mas nas trilhões de conexões que os sábios judeus fazem ao longo de milênios.
  • Os Quatro Níveis de Interpretação (Pardes): São apresentados os níveis de interpretação da Torá:
    • Pechat: O sentido literário, o conhecimento profundo do texto.
    • Remesh: As conexões evidentes entre as passagens e a estrutura literária da obra.
    • Darash: As conexões profundas e interpretativas, que geram os Midrashim (comentários e narrativas explicativas).
    • Sod: O nível espiritual e transcendental, que inclui a Kabbalah, acessível apenas após o domínio dos níveis anteriores.
  • A importância das conexões na vida: O estudo ressalta que as conexões não são apenas intelectuais, mas também vivenciais, forjadas pelas experiências de vida, pelas provas e expiações, que aprofundam a compreensão dos ensinamentos.

Reflexões

  • A compreensão do Velho Testamento, especialmente para o espírita, transcende a leitura literal, exigindo uma abordagem que valorize a tradição oral e as múltiplas camadas de interpretação, como ensinado pelos sábios hebreus.
  • A metáfora do neurônio e suas conexões ilustra que o conhecimento profundo não reside na quantidade de versículos, mas na capacidade de interligá-los, revelando a riqueza e a profundidade da sabedoria contida nas escrituras.
  • O estudo da Torá, à luz do Espiritismo, convida a uma reflexão sobre a “nova geração” e a “regeneração” como um processo contínuo de recriação e renovação, tanto individual quanto planetária, que exige esforço e vivência dos ensinamentos.

Ler transcrição do episódio

Bom dia. Bom dia. Cadê o Haroldo? Diz que está entrando. Ah… então tá bom. Enquanto ele chega vamos dando bom dia para o pessoal, né? Vamos, sim. Aqui na sala o Genésio de Anápolis. Bom dia a Andra Nascimento, a Marisa Calvi, Lúcia Oliveira, o Marcos Amaral, né? Que está sempre conosco de Rondônia. O Marcos pediu para você de vez em quando tocar o show Farge, para a gente lembrar de endireitar as veredas, né? Vou clicar aqui e você vai lendo aí. Você quer que eu leia? É na tela? É, eu já vou colocar um para você, que aí eu vou na minha sequência aqui, que aparece para mim.

Ah, tá. A Andra Nascimento, eu já dei bom dia. Marisa Calvi, bom dia amigos. Tânia Antiqueira, bom dia. Sucesso no Espiritismo, PopTV, no arte da Tânia. Ah, sim, a Tânia é super comentada. Legal, Tânia. A Lúcia Oliveira, bom dia a todos. Ana Paula Parísio. O Marcos, né, que eu comentei. Dô um recadinho aí, ó, tocar. Aqui que ele falou, vou tocar o show Farge, não? Na próxima mensagem. Ah, tá. Ah, tá bom, nós vamos tocar o show Farge para o Haroldo chegar. A Solange, bom dia. Sérgio Luiz. Sérgio está chegando. Olha o Haroldo aí, ó.

Daqui a pouco a gente… Daqui a pouco eu vou tocar o show Farge para o Haroldo entrar. Ih, você cai… Assumiu, Leonora. Deu uma quedinha aqui. Oi, Alex, bom dia. Salve, cristãos. Vamos trazer o Haroldo, vamos trazer. Um, dois e… Oi, Júnior. E aí, Haroldo. Bom dia. Deixa eu só ver essa sombrazinha aqui. Tá bom. Bom dia daqui. O Alex saiu do Espiritismo TV e já está aí, de manhãzinha. É, o Alex não dorme não, já fica ligado. Larissa. Do Rio de Janeiro, Luiz. Larissa, conseguirei assistir ao vivo. É o primeiro dia, Larissa?

Bem-vinda. Bom dia. Bernadette. Bernadette. Leonora Tozzetto. Bom dia. Aê. A Márcia. Márcia Caldeira. Espírito Santo. Maria de Fátima. Giovanni. Tem uns nominhos que eu… Essa aqui, já demos? Ana Paula. Ana Paula Aleixo, não. José Marta Eixeira. Tem uns nomes aqui que eu não tinha visto ainda por aqui, hein. Eu vi lá embaixo o Israel de Foz do Iguaçu. Ah, o Israel está sempre aí. Marisa. Vamos dando aqui os… Os bons dias aos pouquinhos, né? A Renata… A Rosana Moser, que está participando lá do Matheus 24, lá lendo os textos, mandando as perguntas.

Bom dia, Rosana. Deixa eu achar ela. Larissa. Fotógrafa Larissa, ó. Aí, ó. Eulina Paraguai, já está com a gente sempre. Ó, Vitor Hugo. Bom dia, Vitor. Tá vendo? Olha quem está aqui. A família Escobar. A mãe deve estar também, então. É. Vamos chegar nela aqui. A gente vai reunindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Está todinho aí. Já chegou até no Paraguai. Tem a Eulina aí. Fátima Soares. Laura Araújo. Laila Santos. Gisele Carini. Maria de Lourdes. E a turminha boa, né, Haroldo? O pessoal agarrado nesse tempo.

Os profetas. É. Muito bem. Vamos dando aos pouquinhos. A gente vai dando, porque aqui não para de chegar a gente. Vou pegar aqui o Fabinho, que foi o último que entrou. Diurutai Goiás. Muito bem. Salvador Bahia. Bicas. A Rita. Muito bem. O Brasil inteiro. E aí, Haroldo? Você está igual o Rolando Branco hoje. Meio sombra e meio luz. Não tem jeito. Meio sombra e meio luz. Nossa, mãe. Que coisa. É, mas está bom. Nós temos que deixar aquela luzinha deixar um esqueminha prontinho para você resolver a parada. Depende. Melhorou.

Melhorou, né? Melhorou um pouquinho. A luz aqui da janela. Você precisa mesmo de uma luz. Hoje a gente tem muito tem um assunto muito mais profundo aqui. E a gente vai precisar entrar muito mesmo na questão da interpretação que o povo hebreu tem do Velho Testamento. É um assunto muito importante. É denso. Eu peço para todo mundo apertar o cinto de segurança. Porque isso é coisa que não tem em livro. Eu vou falar um pouco de tradição oral e aí eu não posso também deixar de falar de com quem que eu aprendi isso. Ele desencarnou ano passado e eu devo muito a esse padre.

Puxa vida, ele foi realmente uma luz que me permitiu entrar na tradição judaica. Especialmente nessa parte da tradição judaica que os hebreus hoje fazem questão também de esconder porque é uma parte que acaba criando uma ponte muito grande com Jesus. Então eles preferem não falar desse tema. Eles preferem ocultar. Hoje, por exemplo, a gente tem uma ideia, os judeus evitam estudar Isaías. Fala-se muito pouco do profeta Isaías porque porque o Isaías é muito chato para quem não quer ser cristão. Vamos fazer uma precezinha rapidinho para a gente entrar no clima.

Eu posso fazer? Deve. Então, neste momento em que nos reunimos aqui neste clima de amizade, de congraçamento, de troca, no Espírito genuíno dos cristãos da primeira hora. Neste momento, agradecemos a Jesus por todos os seus enviados, por todos os seus mensageiros. Em especial o profeta Isaías que tem encaminhado ao nosso lado nestes estudos a fim de que possamos também chegar a Jesus, reencontrá-lo, reencontrar suas pistas. Nós te agradecemos, Senhor, pelos amigos, pela família e pelo trabalho que nos é proporcionado e agradecemos, Senhor, a todos aqueles que estão aqui presentes favorecendo que nós também possamos aprender com as suas observações, com seus olhares, mas que principalmente, Senhor, que aprendamos um tanto mais sobre a solidariedade, o respeito e o carinho que devemos a todos.

Obrigado, Senhor, por mais este dia que assim seja. Que assim seja. Quando o Arudo comentou que um padre que ensinou a entrar nesses ensinos, eu recebi hoje de manhã notícias do seu honório, que hoje tem uma comemoração, não, que hoje lembra-se que ele desencarnou no dia 13 de novembro. Recebi nos grupos hoje pela manhã. Aí lembrei dele, quando você falou, lembrei dele. Pois é, o seu honório foi pra todos nós que vivemos aqui em Belo Horizonte, ele foi, pra mim, foi a grande tradição oral do evangelho à luz do espiritismo.

Eu digo que o impacto tem pessoas que passam pela vida da gente e deixa uma marca muito profunda. O honório pra mim, na minha informação, ele provou que é possível unir evangelho e espiritismo de uma maneira sofisticada, sutil e prática. Ele não permitia, aliás, ele não gostava, ele ficava até um pouco irritado quando a pessoa ficava só divagando na teoria e não trazia uma consequência prática. Ele cortava, ele não gostava. Várias vezes comigo, ele deu tesourada mesmo. Mas quando você trazia algo prático, aí ele amava, ele fazia as conexões da vida cotidiana com o evangelho, foi um impacto tremendo, tremendo, tremendo.

De com honório eu aprendi a ler a obra espírita. Agora, com esse padre, um padre francês, tive um contato com ele, o meu grande contato com ele foi quando a FEB pediu que eu fosse a Jerusalém comprar as fontes judaicas, né? Os palmudos. E aí quem me orientou na compra desse material foi o padre Pierre Lenhar. O padre Pierre Lenhar é uma criatura extraordinária, falava oito idiomas. Na época que eu conheci ele estava com oitenta e dois anos de idade, ele estava aprendendo russo. Então, chegou uma hora da conversa ele falou assim, vou pedir licença porque tem agora minha aula de russo.

E é engraçado que ele conversou comigo o tempo todo em português. Eu cheguei, treinei aquele francês de McDonald’s, que é um francês que você pediu o McDonald’s, né? Mais nada, né? E ele, não, fala em português, eu tô com saudade desse sotaque. E falou em português e no final ele me presenteou com o evangelho segundo o espiritismo em francês. Então, é realmente um Gigante e aí com ele, o padre Pierre Lenhar, pra quem não conhece, só pra gente começar, porque hoje nós vamos falar de tradição oral. E o padre Pierre Lenhar, ele fundou o Instituto Hatsbone na década de cinquenta em Jerusalém.

O Instituto Hatsbone é uma instituição católica, era uma espécie de centro de formação de cristãos em cultura judaica. Ele promovia esse diálogo a ele. Bonitão, né? E aí uma coisa que foi muito ruim, o Vaticano fechou o Instituto. E aí ele voltou pra França, pra Paris, pra instituição dele. É um gigante. O Pierre Lenhar estudou com os maiores talmudistas, os Elimank, os maiores mestres de Israel da Universidade de Jerusalém e ali da comunidade judaica. Ele estudou com os grandes. Ele era o único não judeu que os mestres judeus sentavam pra ouvir.

Ouvir e ele interpretar. É o único. Tamanho o mergulho que ele fez na tradição judaica, tamanha a propriedade com que ele falava. Eu queria comentar um pouquinho sobre isso. Quero falar muito sobre isso. É um ponto muito importante. Então, só dando esse panorama aqui da história, isso não tem em livro. Isso não tem em livro. Pierre Lenhar deixou livros escritos, mas os livros que ele deixou são a pontinha do iceberg, a unha do mindinho. E isso é uma questão que os judeus fazem questão. Eles não escrevem, eles não vão escrever isso.

Eles não vão escrever. E isso eles passam na oralidade. Você tem que se tornar um aluno e aí, então, eles vão te ensinando, vão te mostrando, vão te guiando. É impressionante isso. E já é assim há mais de 3 mil anos. Então, essas coisas eu quero comentar. Não no sentido de criticar, pelo amor de Deus, abordagens católicas ou evangélicas, ou mesmo abordagem espírita, não. É no sentido de alertar, de abrir um horizonte pra quem acha que tudo está em livro, que vai comprar um livro, que vai pegar uma bibliografia e que vai aprender, por exemplo, a lei Isaís.

Não vai. Não é assim que funciona. Com o Velho Testamento, não é assim que funciona. Não é assim que funciona. É por isso que o Emmanuel é cuidadoso. Quando o Emmanuel escolhe uma palavra, ele não está brincando. Lá no capítulo 7 do livro A Caminho da Luz, ele diz assim O Velho Testamento é um monumento – olha, ele usa a palavra monumento – da ciência secreta. E é ciência secreta mesmo. Mesmo. A última vez que eu fui a Jerusalém agora, eu estava com um judeu, que era o Álvaro Mordenhayn, grande amigo, e eu vesti de judeu.

E muita gente… Espírita é engraçado, né? Teve uns que começaram até a me bombardear na internet. Mas eu me vesti de judeu pra poder entrar em alguns lugares que eu só entraria vestido de judeu. Então, ele chegava, tinha um segurança. Não parece, né? Aquelas coisas parecendo serviços secretos. É assim mesmo. Não, eu sou estudante… E eu entrava. Entrei em lugares que só um judeu pode entrar. E aí, naturalmente, eu vi coisas que só um judeu vê. Então, é realmente uma ciência secreta. É igual a essas coisas de maçonaria.

Eu não pertenço, mas é tipo isso. Só quem tá dentro, que ouve, tem níveis. Não é todo mundo. Tem vários níveis que tem que passar. É uma coisa desse nível. Monumento da ciência secreta do povo hebreu. Eles não entregam pra principiante, eles não entregam pra quem não é judeu, eles não entregam pra quem tá fora. Agora, naturalmente, eles têm uma parte que eles entregam pra todo mundo. E que pra nós já é muito, né? Pra nós já é extraordinário. É muito, mas não é nem 1% do que eles detêm. Então, falou o Inverno Testamento, quem tem a interpretação são eles.

E, hoje, eu vou falar algumas coisas aqui que tem a ver com isso, que tem muito a ver com isso. Hoje, nós vamos falar algumas coisinhas aqui pra dar uma guiada pra que possa abrir um horizonte. Pra que a gente possa abrir um horizonte. Isso é importante pra gente entender o espírito do Novo Testamento. Porque o Novo Testamento também foi escrito nessa dinâmica. Também foi escrito nessa dinâmica. Tanto que o Paulo dizia nas cartas assim. Quando eu chegar aí, eu vou explicar melhor essa coisa. Olha, tô escrevendo isso aqui, mas quando eu chegar aí, nós vamos conversar sobre isso.

Vocês querem que eu vá com um abraço ou com uma vara? Ele fala isso, né? Vocês querem que eu vá com um abraço ou com um pedaço de pau? Pra descer o porreto nas sedes. É muito legal o Paulo, né? Porque aí, quando ele chegava lá, era tradição oral viva. Aí, o pessoal tinha uma aula que nós nunca vamos ter. Só quando chegar no mundo espiritual, pra gente poder acessar esses arquivos, né? Os encontros de Paulo com as comunidades cristãs. Devia ser um negócio disputadíssimo, né? Igual o jogo da NBA. Eu vou deixar vocês, então, aqui pra liberar um pouquinho a tela e vou acompanhando aqui do camarote, tá bem?

Vai fundo aí, Leonor. Bom, então vamos lá. Lembrando que, né, Leonora? Nós estamos aqui na segunda parte do livro de Isaías. Quando a gente diz segunda parte, nós estamos nos referindo ao capítulo 40 até o 66. Por que isso? Foi o estudo que nós fizemos da estrutura literária. Então, até o capítulo 39, nós temos toda uma temática, todo um ambiente de julgamento. É todo um conjunto literário que remete a uma cerimônia de julgamento. É como se fosse um tribunal do júri em que vários réus entram nessa sessão de julgamento.

O primeiro deles é o povo de Israel. É o primeiro a ser julgado. Depois há o julgamento das nações e, por fim, o planeta Terra passa por um grande julgamento fazendo uma referência clara ao período que nós estamos vivendo agora, que é o auge da transição planetária. Acabou o capítulo 39. Nós temos uma profunda mudança no discurso. A gente percebe claramente que o livro muda. Ele muda a maneira de narrar. Ele muda a maneira de abordar. É claro que ele está abordando os mesmos assuntos e é isso que a gente precisa ter uma sensibilidade.

Quando a gente diz que do capítulo 1 ao 39 eu tenho uma primeira parte, do capítulo 40 ao capítulo 66 eu tenho uma segunda parte, nós não estamos dizendo que mudou o assunto. Isso é importante. O assunto bíblico é sempre o mesmo. Deus, a criação, a onipotência divina, a evolução do planeta, a evolução da criação, a queda da criação, o desvio da criação, que é o ratal, o pecado, o desvio de rota, Deus indo buscar quem se desviou, a retomada do caminho. Essas temáticas, elas não mudam. Essas temáticas, elas prosseguem.

O que muda é o enfoque, o que muda é a abordagem, é a maneira de dizer. Eleonora, você sumiu mesmo? Bom, então, eu vou… Caiu, né? Eu não estou te ouvindo, Júlio, está sem áudio. Pronto, agora. Cheguei. Vou ficar com você aqui para você ficar tranquilinho. Então, o assunto é o mesmo. O assunto do profeta Isaías é um assunto que se mantém. O que nós percebemos aqui é uma mudança no enfoque. Bom, a maneira de abordar o assunto. Então, lembrando isso. Lembrando também que nós estamos comentando o quê? Os três grandes ápices, é como se fosse assim, né?

Os primeiros, os dois elevados aí, que é o Criador na sua justiça, o Criador no seu amor, chamando Israel para uma nova núpcia. E aqui é importante, porque no Velho Testamento, a prostituição, ela não tem a ver com sexualidade. Ela usa a linguagem da sexualidade, mas ela está se referindo à idolatria, a adorar outros deuses. Adorar outros deuses é prostituir-se. Então, embora a linguagem seja a linguagem da relação sexual, da relação afetiva, essa linguagem é apenas uma metáfora. Por que eu estou dizendo isso? A terceira parte, qual é o auge dela, é o capítulo 62, fala de um novo casamento de Deus com Israel, de uma núpcia, de uma cerimônia em que o marido vai se deitar na cama com a esposa.

Pode parecer estranho para nós esse tipo de linguagem, mas é essa a linguagem do Velho Testamento. Ela encara a lei de adoração, a fé, o monoteísmo, a confiança em Deus, a entrega a Deus, ela compara isso a uma relação conjugal. E essa é a parte do amor. Está lá no capítulo 62. No capítulo 44, nós temos o Deus criador, o Deus justo, e a primeira parte toda que tem o auge no capítulo 44, ela está dizendo o quê? Se Deus criou um dia, se um dia ele criou, o quê que ele não pode recriar? Se um dia ele gerou, o quê que ele não pode regenerar?

Se existe Gênesis, o quê que não existe regeneração? Regênesis. Então, muitas vezes nós, espíritas, usamos essas palavras sem nos darmos conta da força delas. O espírita fala muito mundo de regeneração, como é que nós vamos fazer, o mundo está perdido. Está perdido mesmo, porque vai ser recriado. É uma nova criação, é uma nova Gênesis, uma criação nova. E você vai lá no último capítulo de A Gênese, o quê que o Kardec deu o nome, no último livro da codificação, de A Gênese? A Gênese. Muita gente acha que ele estava querendo explicar como é que a Terra foi criada.

Mas, como é que termina o último capítulo do livro? A nova geração. E a gente fica falando, a nova geração, e não se dá conta da força dessas palavras, do impacto que essas palavras têm. É nova criação mesmo, é uma nova geração de seres que começam a encarnar, é uma nova geração de instituições, é uma nova geração social, é novo, é uma nova criação. É importante isso, não é? E essa nova criação, ela expressa o quê? Justiça, porque ela vai corrigir tudo que está errado. E ela vai julgar, avaliar e responsabilizar o que gerou essa situação decadente, deprimente, desviada.

Então, olha que bonito. Então, eu tenho de um lado uma nova criação, tenho do outro lado um amor, um novo casamento, uma nova núpcia, novas núpcias, e no centro o capítulo 53, que é o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. O cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, que é a parte da caridade, da caridade, a caridade de Deus. Então, Deus presenteando com a sua generosidade os seus filhos à humanidade e o presente tem nome, não é? O presente é Jesus e ele é o grande presente da humanidade. Então, Eleonora, só retomei isso aqui, uma síntese, queria saber se tem alguma dúvida, se está todo mundo acompanhando, porque agora a gente começa a entrar em tradição oral e aí eu vou explorar esses três elementos da tradição.

Então, capítulo 44, capítulo 53, capítulo 62, vou explorar essas temáticas do ponto de vista da tradição oral. Isso não tem em livro, isso é passado só no boca a boca e aí nós vamos entrar nisso, mas antes eu preciso só saber se está todo mundo seguro, se todo mundo compreendeu, porque parece que o comentário aqui pra mim travou. A gente tem falado, eu até tenho aqui essas mesmas anotações, os 62 bodas de casamento entre Deus e criaturas. Lembrando que a criatura está representada por Israel, então, onde a gente lê Israel, essa é uma chave de leitura dada por Emmanuel, lá no Consolador.

Nas Sagradas Escrituras, onde lê Israel, só se substitui lá a humanidade. Humanidade inteira. Até por enquanto não tem nenhuma… Ah, está todo mundo acompanhando. Então, vamos que vamos, né? Bom, então, como é que se dá a tradição oral? Eu vou usar aqui uma metáfora que eu acho que vai nos ajudar a entender como que o povo hebreu enxerga a Escritura. É muito importante isso. A maneira como você enxerga uma coisa determina como você vai se relacionar com ela. Então, por exemplo, se eu olho para alguém e eu enxergo essa pessoa como uma ameaça, como um perigo, como que eu vou lidar com essa pessoa?

Eu vou lidar com essa pessoa com medo, com raiva, com ódio, com indisposição, porque eu estou enxergando nela um perigo, uma ameaça. Se eu olho para essa mesma pessoa e vejo nela um apoio, um amigo, alguém que pode me ajudar, a minha reação é outra. Eu vou sentir confiança, eu vou sentir amizade, eu vou sentir que eu posso contar. Então, a maneira como eu vejo uma coisa determina como eu vou lidar com aquilo. Não é? Importante isso. Então, como que os sábios do povo hebreu, por que eu estou usando os sábios? Gente, porque não basta ser judeu para ser mestre nas Escrituras, não é assim que funciona.

Não é? Quer dizer, aí a pessoa fala assim Ah, você é brasileiro? Nossa, então você joga bola demais em samba. Mas, no meu caso, eu não jogo nem bola, nem samba. Sou um perna de pau, não jogo nada. Nada, sou um vexame. E samba, assim, de fazer rir, né? Se for para divertir, meu samba é para tirar risada, não é para poder. Então, temos que tirar essa ilusão. Qualquer pessoa, só porque ela é judeu, só porque ela é do povo hebreu, ela é um mestre das Escrituras. Não é assim, né? Não é assim. Então, a gente vai entender que nós estamos falando dos sábios de Israel, que são aquelas pessoas que dedicaram suas vidas para o estudo do Velho Testamento.

Dedicaram suas vidas. Então, você pega, por exemplo, um Pierre Lenhar, que desencarnou com 90 e poucos anos, Anos da vida dele, ele dedicou ao estudo do Velho Testamento. E aqueles que foram professores dele, e aqui professores porque são homens mesmo, a tradição, ela é patriarcal, ela é preconceituosa, não tem espaço para a mulher se tornar um sábio na tradição judaica, infelizmente, né? Existe isso? Não estamos aqui julgando? Eu estou apenas descrevendo? Então, esses sábios dedicaram a vida. Eles passam a vida e aí nós temos um elemento que é uma pessoa que passa de oito a doze horas por dia se dedicando a algo, se torna muito bom naquilo, né, Eleonora?

Se torna exinho naquilo. Bom, é… Então, vamos lá. Os sábios detêm uma visão do Velho Testamento que eu quero passar aqui. Eu queria usar como metáfora o neurônio. O neurônio. Nós sabemos que o nosso cérebro é composto de aproximadamente oitenta e seis bilhões de neurônios, segundo a pesquisa mais atual da Suzana Herculano Uzel. Fez a contagem, chegou-se agora a contagem atualizada em torno de oitenta e seis bilhões. Esse é o número de neurônios. Só que, se você conta o número de neurônios, você tem uma visão equivocada do cérebro, uma visão ingênua.

Se eu pegar o Velho Testamento e somar todos os versículos, eu não vou ter esse número de versículos. Eu não vou ter oitenta e seis bilhões de versículos. Vou ter muito menos que isso, vou ter milhares, algumas centenas de milhares de versículos, talvez. Só que tem um detalhe, um detalhe. O que eles descobriram? Que um neurônio ele tem de dez a vinte mil conexões com outros neurônios. Então, vamos lá. Oitenta e seis bilhões multiplica por vinte mil. Oitenta e seis bilhões por vinte mil. Então, nós temos trilhões de conexões.

Trilhões. A tradição judaica do Velho Testamento não está nos versículos. Está nas conexões. Eu vou repetir, Eleonor, depois você pergunta aí. Está todo mundo acompanhando, por favor. Não está… você vai lá no versículo. O versículo que você tem é o mesmo que eles têm. Você pode pegar o versículo até em hebraico, que é como nós estamos pegando aqui. Nós estamos aqui estudando o versículo em hebraico. A questão não está nos versículos. Está nas conexões. Então, cada versículo para eles, eles conectam com cada um dos versículos das Escrituras do Velho Testamento.

Eles fazem vinte, trinta mil conexões com o versículo. Correto? Então, qual que é o grande problema da interpretação católica e da interpretação protestante? Principalmente a interpretação evangélica. Qual que é o grande problema dela? É que ela está fundamentada em versículos. E as conexões que ela faz são pobres. Então, é como se eu tivesse um cérebro, o mesmo cérebro, o mesmo cérebro. 86 bilhões de neurônios. Mas, sem muitas conexões. Imagina um neurônio com três, quatro conexões. Sendo que, na prática, no cérebro humano verdadeiro, cada neurônio tem em torno de dez a vinte mil conexões.

Então, quantos caminhos você consegue fazer? Trilhões, trilhões, trilhões de conexões você pode fazer. Com 86 bilhões de neurônios. É isso, Eleonora. A tradição… Então, é por isso que eles estão interpretando o Velho Testamento há três mil anos. E não vai parar. Vai ficar mais trinta mil anos interpretando. E os versículos não precisam mudar. Os versículos são os mesmos. Só que, cada hora, eles fazem conexões de tirar o fôlego. De tirar o fôlego. Na live de hoje, se você esquecer tudo, a live de hoje, se você esquecer tudo, lembra só disso?

Então, neurônios é o texto escrito. As conexões é tradição oral. Eles só passam isso de boca pra boca. Eles não ensinam essas conexões em livros, não ensinam. E parte do treinamento de alguém que deseja se tornar um mestre do Velho Testamento, que foi o treinamento que o Paulo teve com Gamaliel, parte desse treinamento é aprender a fazer conexões. Não é? A Sandra Morine está citando um exemplo legal, as crianças que não tiveram estímulo e perdem as conexões, exatamente, Sandra, exatamente, é isso aí. Teve uma experiência muito triste, Eleonora, dó demais.

Eles pegaram um gatinho, Eleonora, o gatinho nasceu, eles colocaram uma venda nos olhos do gatinho. Quando o gatinho ficou adulto, eles tiraram a venda. Não tinha nenhum problema no aparelho ocular dele. Tinha nenhum problema. Só que o gatinho não enxergava. Ficou cego. Por quê? Porque não tinha as conexões neurais para poder enxergar, porque elas não foram utilizadas. Então, é isso que Jesus quer dizer. Aquele que tem ouvidos de ouvir, que ouça. Ouvidos de ouvir é treino. Olhos de ver é treino. Olhos de ver e ouvidos de ouvir são conexões.

As conexões que você é capaz de fazer com aquele material. Com aquilo que Jesus está dizendo. Não é o que ele disse. O que ele disse, todo mundo tem acesso. Eu pegar o Sermão da Montanha aqui e te entregar? Todo mundo tem acesso. Você pode ficar fazendo mil palestras repetindo o Sermão da Montanha. A questão é quais conexões você faz? Não é? Quais conexões você faz? Eulina Paraguai está perguntando. Haroldo, mas como a lei está na consciência, como é que nós vamos conectando? Eulina, está lá no próprio livro dos Espíritos, essa resposta.

Kardec pergunta isso. Na 627. Se a lei de Deus está na consciência, para que a doutrina espírita? Para que escrever? Aí os Espíritos respondem a sua pergunta. Os homens esquecem e a deturpam. É necessário lembrá-los. O fato de ela estar na consciência não significa que você não se esqueça. Você pode abafar, você pode adormecer sua consciência, você pode anestesiar sua consciência, você pode drogar a sua consciência e ela fica no estado catatônico. Pode. Eu estava sem microfone, agora que ouvi o que estava falando, sem dizer.

Então, além desses neurônios todos, no caso, o livro, esse conhecimento importante é a gente ter os estímulos para poder fazer as conexões. Capacidade para interpretar consciência repleta da lei divina, toda criatura de Deus tem. Mas se não estimular, se não aprender, se não utilizar, não vai fazer. Não vai fazer as conexões. É aí que entra a tradição. É aí que entra o nosso estudo aqui do Velho Testamento. Há quantos anos nós estamos fazendo esse estudo, né, Leonora? Começamos lá… Uns 10 anos, né? Fizemos com Gênesis, agora estamos em Isaías.

Por que a gente está fazendo isso? Para estimular as conexões. Estimular as conexões. Mas não adianta nós estarmos aqui no estudo se a pessoa continua enxergando o Velho Testamento como um conjunto de versículos. Então, se a pessoa enxerga o Velho Testamento… Ah, eu vou somar todos os versículos do Velho Testamento. Podemos até pesquisar. Júlio, pesquisa para a gente quantos versículos tem no Velho Testamento. Quer falar alguma coisa, Leonora? Nossa, eu acho importantíssimo, porque quando você falava que tem o texto, mas o mais importante são as conexões, e falou isso sobre os neurônios, eu lembrei, assim, o nosso cérebro é um universo, né?

É um universo, porque é importante a gente ampliar, e eu lembro que quando a gente entra nesses sites de estudo bíblico, às vezes tem ali as referências, as cruzadas, né? Com o versículo, e às vezes você lê ali as referências e não consegue fazer as conexões, sabia? Júlio achou, olha lá. Olha lá. Trinta e um mil cento e cinco versículos. Olha isso, gente. Trinta e um mil cento e cinco. Vinte e um mil duzentos e treze são antigo testamento, sete mil novecentos e cinquenta e oito versículos são novo. Trinta e um mil versículos.

Então, adianta a gente chegar aqui e dar os versículos? Não! Porque com esses trinta e um mil versículos, nós conseguimos fazer bilhões de conexões, Eleonora. Bilhões. Ah, que ótimo, Júlio. E conversando, né, Aroldo, às vezes, quando a gente conversa com os amigos, né, inclusive sobre as questões espíritas e tudo, a gente faz muito mais essas conexões, né, quando você fala sobre a tradição oral. Claro que o que fica escrito é só uma unha, né? Que nem você comentou. A gente tá vendo aqui, né? Porque as conexões não estão escritas, Eleonora.

E sabe por que que eles não escreviam? Porque eles, parte do treinamento, eu comecei a falar isso aqui e parei, quando Paulo foi jovem pra ser um discípulo de Gamaliel, lá em Atos diz, estudou aos pés de Gamaliel. Essa expressão aos pés é muito importante. Porque você começa pelo pé, né? Você começa pelo princípio. Paulo não chegou lá dando aula pra Gamaliel, ele chegou pelos pezinhos, né? Gamaliel tava… aí ele começa pelos pés e ele vai subindo. Até que ele se torna também um grande mestre das escrituras. Então, quando o Paulo chegou, o que que eles ensinam, Eleonora?

Três… Olha isso, Eleonora. Isso eu aprendi com o Pierre Lenhar. Três quartos do treinamento é Como fazer conexões. E a gente acha que é o texto. Não tá interessado. Ah, eu fiz uma conexão. Não, não, não. Não quero saber a conexão que você fez. Me fala o que que você usou pra fazer essa conexão. Ah, eu usei essa conexão aqui usando a técnica da comparação de palavras. Essa palavra, ela ocorre nesse versículo e ela também ocorre no versículo tal. Então, vou dar um exemplo aqui pra não ficar muito abstrato, Eleonora.

Você chega assim, Haroldo, como você fez a conexão aqui do capítulo cinquenta e três de Isaías, o cordeiro, o servo sofredor? Fala, olha, a palavra que tá aqui, cordeiro, em aramaico, é a mesma para servo. Servo, em cordeiro, é a mesma palavra. Nós vimos isso, né, Eleonora? Uhum, vimos isso. Lá no cinquenta e três. Tá lá no cinquenta e três, não é isso? Até peguei aqui, ó. Eu falei isso. Taliar. Taliar. Aí ele fala, olha, tô gostando. Tô gostando. Prossiga. Taliar é servo e cordeiro. Então, eu tenho o quê aqui? Eu tenho um jogo, uma palavra com dois significados.

Então, eu agora vou começar a fazer conexões. Onde aparece taliar? Com sentido de cordeiro. Ah, lá na Aquedade Isaac. A passagem em que Abraão vai sacrificar Isaac, Deus fala para e dá um cordeiro. Boa. Boa. Gostei. Tá indo bem. Onde aparece cordeiro? Na noite. Na noite da Páscoa, que tá em Êxodo. Nós vamos estudar Êxodo. Esse é o nosso próximo estudo. Na noite. Como o Pierre Lenhar me dizia, Aroldo, lanui, Pascal. Lanui, Pascal. A noite, Pascal. A noite. É importante noite. Por quê? Por que que foi de noite? Porque vai amanhecer.

Por que que a gente fala que a transição planetária é uma noite? Por que que a gente fala que haverá uma alvorada cristã? Que vai raiar o dia. Porque vai raiar o dia. Então, por que que eu tô conectando o alvorada nascer do dia com o cordeiro que é Jesus? Olha aí! Não são as conexões do neurônio? Não é o mesmo neurônio fazendo 20 mil conexões? É isso. O Paulo é grandíssimo. E a gente só vê isso, se entende um pouquinho do Antigo Testamento. Porque o que ele faz é impecável. Isso aí. Então, eu conectei. Taliá tá lá no servo.

Aí a pessoa falou, olha, mas por que que tem servo com cordeiro? Por isso que eles estudam no original. Porque o Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Taliá é servo e é cordeiro. Olha aí! Olha aí! Olha aí! Então, eu conecto lá. Aqui é Dadisat. A noite pascal. Eu tô conectando. Aí, o que que eu conecto mais? Lá em Levítico. Lá em Levítico. O que que você come na noite da Páscoa? Porque a Páscoa é celebrada à noite. Dá 18 horas, é noite. É o início do dia. O que que você come? Você come uma picanha? Peixe? Não! O cordeiro.

O sacrifício que é feito é do cordeiro. E o que que tem em volta do cordeiro assado? Erva amarga. Por quê? Por que que tem erva amarga? Deu uma pausinha. Por que que tem erva amarga? Então, o capítulo 53 de Isaías, ele é chamado de o servo sofredor. O taliá que sofre. O cordeiro barra servo que sofre. A erva amarga está lá em Levítico. E comerá a erva amarga para saber o quanto foi amarga a vossa escravidão no Egito. Está lá. Por que que o pão é sem fermento? Porque eles saíram correndo. Porque a libertação é na pressa.

É no sufoco. É no sufoco. Então, eu começo a… Por que que tem a erva amarga? Opa, cortou, Eleonora? Cortou? Está lá em Levítico. E comerás a erva amarga para lembrar o quanto foi amarga a vossa escravidão no Egito. Os dias da escravidão. E comerás o pão sem fermento para lembrar que não houve tempo de fermentar o pão. Como é que a gente faz o pão? Você faz a massa, coloca o fermento e espera de um dia para o outro, não é? Espera tranquilamente. Então, o que que o texto está dizendo aqui? Transição planetária é regeneração?

Não é você no spa e os inscritos falando olha, vai começar a regeneração aí você sai do spa enxuga o corpo, passa um creme hidratante e fala vamos para a regeneração. Não é assim. Transição planetária para a regeneração é feita no sofoco. É na correria, na luta. Não tem tempo nem do pão fermentar. Você come pão sem fermento. O que que eu estou fazendo aqui, Eleonora? Conexões. Agora, tem conexões malucas que não tem sentido. Por isso que eles treinavam três quartos do treinamento é treinar a pessoa a fazer conexão.

Porque senão a pessoa começa a ensair e daqui a pouco ela está falando de disco voador. Aí, o que que o Mersi pergunta? Como é que você conectou isso? Onde você achou isso? Porque senão é a brincadeira que eu sempre faço. Vira Tesse Rochard. Tesse Rochard coloca aquela figura e o que você está vendo? Um besouro. Uma cabra. Eu estou vendo a minha avó cozinhando. Não é Teste Rochard. Você tem que fundamentar a sua conexão com outro versículo. Você tem que fundamentar. O mais importante que é a conexão é a fundamentação que você dá para ela.

Por exemplo, eu estou fundamentando. Por que que eu estou conectando o servo sofredor com a erva magra? Porque lá no Levítico está dito comerás a erva magra para lembrar o quão duro foram seus dias de escravidão no Egito. Sofrimento, escravidão, dias duros, erva magra, servo sofredor. Essa conexão está boa? Essa está boa, não está? Tem alguma viagem aqui minha? Agora, se eu começar a ler aqui ah não, esse capítulo 153 Eleonora ele me lembra o dia que eu chutei o pé da mesa aqui da sala de casa. E sofreu. Essa aí o mestre da Torá vai falar assim nota zero para você.

Nota zero. Conexão por quê? Porque é uma conexão poeril. É uma conexão que não está juntando nada. Ela só está juntando a sua biografia com o texto bíblico, não é isso? Então, o que eles usavam? Eles aprendiam todas as conexões que foram feitas anteriormente? Olha que bonito isso, Eleonora. Quando Gamaliel ensinou Paulo, ele ensinou as técnicas de conexão. Tem técnicas? Eu estou ensinando uma aqui que é a conexão através das mesmas palavras. Explorar o duplo, triplo sentido das palavras. Essa é uma técnica. Eu estou trabalhando com uma técnica aqui.

Olha o tanto de texto que nós já estamos conectando. Só que tem outro detalhe que eu teria que fazer aqui que eu não dá tempo de fazer. Que é, tá bom, Aroldo, você conectou aí quatro versículos. E os sábios anteriores a você, como é que eles interpretaram esses quatro versículos que você está conectando? Será que tem… Será que tem respaldo na tradição, isso que você está dizendo? Tem que ter respaldo. Porque, para eles, a Torá oral é mais importante do que o texto escrito. Então, você aprender a tradição dos… O que Gamaliel ensinou para Paulo?

Ensinou o que o avô dele interpretou, Hilel. O que que o Hilel interpretou? O que que os mestres, Rabbi Akiva, Rabbi Ishmael, o que que os outros interpretaram antes de você? Porque, senão, fica parecendo que você é o grande gênio que vai decifrar os segredos da humanidade. Você acordou, tomou café, decifrei. Olha que interessante, não é? É o antídoto. O antídoto de você achar que você… Nossa, agora eu tenho… Não. Não tem isso. Não é isso? Então, a gente… Eu pensei assim, é um véu que, de repente, para você, ele se abre.

Mas, para outros, ele já se abriu antes, não é? Para a gente, está se abrindo esses horizontes e essas conexões agora, e muito recente a gente trazer esse Antigo Testamento com a doutrina espírita, com as chaves que a gente tem. Exatamente. Exatamente. E é bonito isso que você está dizendo. Porque, Eleonora, evolução não é isso? Você fala assim, meu Deus, aprendi uma coisa que ganhei uma experiência. Aí os espíritos superiores falam assim, nossa, até que enfim Eleonora descobriu. Que bom. Bem isso. Não é, Eleonora?

A gente fala, nossa, gente, agora eu estou entendendo. Realmente, o amor é renúncia. Agora eu estou entendendo. Consegui. Alívio é falar no mundo espiritual, eu já entendi isso há dois mil anos atrás, quando eu troquei minhas roupas com a Ana e entrei no… na arena. Mas eles estão vibrando por nós, né? Porque o lindo é isso também. Quem já caminhou essa caminhada está lá torcendo, né? É porque, Eleonora, não há competição na evolução. Aqui não é quem chegou primeiro, senão nós estamos lascados. Nós já perdemos. Quando você foi criada, você já foi criada perdendo o jogo.

Não é quem chega primeiro. Olha o que Jesus diz, Eleonora. Há mais alegria no céu por uma ovelha perdida, que é resgatada, do que pelas noventa e nove, que já estão lá. E os da última hora, que vão receber o mesmo pagamento da primeira, né? Exato. Isso aqui não é quem chega primeiro. É chegar. A alegria aqui é chegar. A alegria aqui é encontrar o caminho. Não é ser mais rápido, ser mais inteligente, ser melhor. Não é isso. É chegar. Então, deu para entender isso aí, a metáfora? Gente, isso é muito importante. Eu estou passando aqui uma coisa, Eleonora.

Eu estou passando uma tradição oral que eu recebi. E eu recebi assim, oral. E recebi… Puxa vida, né? É tão legal. Eu estava em Paris, e aí fui almoçar com o padre Pierre Menard. E nós sugerimos um restaurante. Ele disse assim, não, vou levar vocês a um lugar que eu como. Olha isso. É sempre os melhores. É um lugarzinho, Eleonora. Aquele lugarzinho. Aquele lugarzinho, assim. Olha, foi a melhor comida que eu comi na minha vida. Adivinha o que ele pediu? Adivinha o que ele pediu, Eleonora? Se a gente está falando sobre o cordeiro…

Ele pediu um cordeiro. É, imaginei. Pediu um cordeiro. O almoço durou quatro horas, Eleonora. Ah, que bênção, hein? O cordeiro mesmo eu nem lembro. Ele ficou gravado aí no seu coração. Nem comi, nesse dia eu nem comi, né? Nem comi, né? E essas quatro horas elas ficaram aí, né? Pediu pão, pediu vinho, pediu cordeiro. Hoje, dez anos se passaram, eu percebi que ele estava tentando gravar na minha memória o símbolo. Porque, se eu fecho os olhos aqui, eu vejo a mesa. Eu vejo ele, eu vejo a garrafa de vinho, eu vejo o pão, eu vejo o cordeiro.

Todos os símbolos da ceia pascal. Ele montou uma ceia da Páscoa. São as coisas que não estão em livros, né? E começou. Olha, eu… Olha como é que ele começou. Eu comecei por um livro tal. Ele está todo em hebraico, mas eu não falei, não tem problema, é um livro, começa com a história. Depois, vai para isso, pega em tal lugar, vai na livraria tal, lá tem isso, isso aqui você vai ter que pedir em tal lugar, isso aqui é isso, isso aqui é importante por causa disso. Não tem pressa, Leonardo. Tá, por quê? Porque ele me poupou, ele me poupou 300 anos de esforço.

Em quatro horas. 300 anos de esforço. Então, é assim. É assim. Então, porque uma coisa, por exemplo, nós estamos aqui, eu esqueci quem fez a pergunta, me perdoa. Por que a erva amarga? Se a gente sentar aqui e eu pegar um pão sírio, sem fermento, com uma erva amarga, e a gente comer isso aqui, estranho, amargo, e eu, enquanto você está comendo esse negócio amargo, eu estiver falando de transição planetária com você, você nunca mais vai esquecer. É uma vivência. É uma vivência. Belíssimo isso. Porque os antepassados, né, que abriram os caminhos, que nem você está falando, o padre, ele trilhou esse caminho, ele abriu esse caminho para você caminhar, né, olha que lindo.

Isso. E aí o Edson Aguiar está falando uma coisa importante. Edson, está faltando a gente fazer isso com Kardec. É por isso que o Dr. Bezerra de Menezes ditou uma mensagem pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, em 1964, chamada União e Unificação. E ele diz assim, não basta ler e estudar Kardec, é preciso senti-lo, é preciso viver Kardec. Está lá. E fazer as conexões, né. Porque aí sim. Aí sim. Então, é isso. Por isso que quando eu pego essa multidão, às vezes você pega 10 mil livros protestantes de interpretação do Velho Testamento, Eleonor, eu espremo tudo, eu espremo aquilo tudo no liquidificador, porque tem, tem aqui, todo mundo conhece a biblioteca.

Eu espremo tudo, sai meio copo Lagoinha de Sul. Em uma conversa de 4 horas você tem material aí pra vida toda. Uma caixa d’água de 500 litros. É. É isso. É esse espírito que eu queria passar. Por isso que os judeus dizem, Torá escrita, versículo escrito, 21 mil versículos, é a ponta do iceberg. Isso aí todo mundo tem. Isso aí todo mundo tem. Isso aí todo mundo tem. O que está por debaixo do iceberg, que é a tradição oral, esse é o tesouro deles. Essa é a ciência secreta. Esse é o monumento deles na vertente religiosa.

Esse é o monumento. Esse é o monumento. Bom, eu queria só destacar isso, porque eu acho que isso é muito importante e eu sempre tenho tentado conduzir, desde Levítico, Gênesis, Isaías, eu tenho tentado evitar ficar aqui citando bibliografia e livro pras pessoas ficarem… Não! Eu sempre estou tentando trazer aqui a tradição oral do povo hebreu. Nós precisamos ter um respeito pelo povo hebreu. Emmanuel escreveu o Acaminh da Luz, ele dedicou um capítulo ao povo hebreu que é o capítulo 7. Por acaso. Capítulo 7. E lá ele fala muitos franceses dos dias atuais têm tentado decifrar esse segredo, mas não conseguem.

Não conseguem por quê? Porque fica no versículo. Fica na superfície do versículo. E é onde eu falo aqui, às vezes, falo de uma maneira até muito forte, que a gente espírita vira papagaio repetindo o versículo e questão do Livro dos Espíritos. Papagaio. Por isso que eu estou tentando, estou quase conseguindo. O papagaio da minha mãe já está quase repetindo a questão número 1 do Livro dos Espíritos. Que é Deus! Entendem? Está quase. Na hora que ele estiver treinadinho, eu vou gravar o papagaio da minha mãe lendo a questão número 1 do Livro dos Espíritos, porque aí eu quero divulgar esse vídeo na internet.

Sabe, Leandora? Quero mesmo. Papagaio lendo a questão número 1. Se alguém tiver um papagaio e me ajudar antes nisso… Tem que fazer as conexões com a vida. Porque aí eu quero fazer uma palestra assim. O que você tem a mais que esse papagaio? Que fazeis de especial? O papagaio já está lendo a questão do Livro dos Espíritos. Que fazeis de especial? O que nós vamos fazer de especial? Além do papagaio? O que? O que fazeis de especial? Então, quem puder me ajudar aí, estou treinando ele lá. Essa vai ser boa. É isso. É isso.

Porque a questão aqui é… E as conexões, Leandora? Por que as conexões elas não dependem só do intelecto, Leandora? A medida que você vai passando por provas, a medida que você vai passando por expiações na sua vida, a medida que os cabelos brancos, Leandora, vão surgindo na têmpora, espalhando, as suas conexões vão se tornando mais profundas, mais densas. Por isso que Alcione dizia, a mensagem do Evangelho precisa ser conhecida, meditada, mas sentida e vivida. Percebe? Tem uma parte dessa conexão que está muito além do seu intelecto, está muito além dos seus títulos acadêmicos, está muito além da escola que você frequentou, está muito além da sua habilidade retórica, está muito além dos livros de filosofia que você leu.

Tem conexões que só quem chorou consegue fazer. Só quem perdeu alguém consegue fazer. Só quem já foi ferido, já foi machucado, consegue fazer. Por quê? Porque é vida. As palavras que eu vos disse são palavras de vida. São palavras de vida. O que é isso, né? Está chegando, né? Não, é importantíssimo. Esse é o… Vamos deixar um pouquinho para a gente responder, interagir, porque é tão denso hoje. O João Porto colocou aqui em letras maiúsculas, né? Qual, então, o motivo de manter esse conhecimento em segredo? Isso é correto, à luz dos ensinamentos de Jesus?

Mas é que eles são o povo o mais fraterno, né? O Emmanuel, ele fala… Entre eles. Eu… Se você me permite, eu vou só reformular essa pergunta. Porque a palavra correto, é correto eles ocultarem isso? Eu acho que a palavra correto não sei se se adequa. Porque quando você vê sinagoga sendo explodida, até hoje, até hoje, você chega aqui na sinagoga de Belo Horizonte, é mais segura do que um banco. Por quê? Porque tem atentado. Eles sofreram holocausto. Então, há um movimento das trevas pra apagar essa tradição. Então, o que eu posso dizer é que muito desse esconder é medo, e é um medo real.

É um medo real. Olha pro holocausto. Olha durante a história do cristianismo, todas as tentativas que foram feitas de matá-los e apagar a tradição deles da terra. Que essa tradição tá conectada com o cristianismo. Tá conectada com a terceira revelação. As revelações estão conectadas. Se você apagasse a primeira, você comprometeu. Então, não é um medo. Não é? Por isso que, como que o Emmanuel termina? Travou? Eu tô caindo, mas eu tô aqui. Ótimo. Agora eu tô sem câmera, mas eu tô aqui. Então, Eleonora, no capítulo 7 do Caminho da Luz, o Emmanuel diz, dizendo que Jesus enviaria missionários ao povo hebreu e que eles viriam cooperar com a transição, com a evolução do orbe.

Então, isso vai ser… Eles vão compartilhar isso. Vai chegar uma hora que isso vai ser compartilhado. Não é? Mas não vamos pensar nessa coisa. Ah, não, isso é errado eles terem feito. Olha, se é certo ou errado, eu não sei. Eu só sei que foi sobrevivência. Se não fosse esse zelo deles, já teria acabado, já teriam matado todo mundo, já teria… essa tradição teria sido extinta da Terra. Centenas de tentativas foram feitas. Centenas. Como tentaram fazer com o cristianismo? Os dois primeiros séculos do cristianismo foram tentativas de apagar o cristianismo da Terra.

Então, não é fácil, não. Desde diáspora até guerras mundiais, né? O Jorge Mar, Jorge Mar Teixeira, está perguntando assim. Essa tradição tem a ver com a Kabbalah? Jorge Mar, sim e não. Nós estudamos aqui que tem quatro níveis de interpretação. O último nível é o sódio. A Kabbalah é um último nível, mas tem os três primeiros. Então, o povo acha que é só Kabbalah, e aí fica aquele negócio lá de Los Angeles, aí Kabbalah começa a misturar com Búzio, com Carta, com Astrologia, não tem nada a ver. A Kabbalah verdadeira é uma técnica de interpretação do texto hebraico.

É importante dizer isso. É a tradição espiritual, e ela é o último nível, e eles evitam ensinar isso para aluno iniciante. Eles não permitem. Você tem que passar pelo primeiro nível. Então, o que eu poderia dizer? Kabbalah é o terceiro ano do ensino médio. Você não ensina para o aluno que está na quinta série do ensino fundamental. Ele tem que fazer quinta, sexta, sétima, oitava, nona, aí ele entra primeiro ano ensino médio, segundo ano ensino médio, no terceiro ano do ensino médio que ele vai aprender as técnicas da Kabbalah.

Porque aí ele já está maduro, porque o que eles dizem? Que tem um risco da pessoa, abre aspas, não é Haroldo falando, eu vou repetir o que eles dizem. Tem um risco da pessoa ficar tola e encantada. Aí ela fica tola, encantada, e começa a sair da realidade. Esse é o maior medo deles. Porque eles dizem que atorar é para você viver bem aqui. Não é para você ficar especulando as asas dos anjos. Eles não gostam disso. O pessoal aqui está pedindo, Haroldo, para você repetir os níveis, né? Os de interpretação. A gente estudou isso lá em Gênesis, né?

Pechat. O último é Sod. Pechat. É o literal, né? É o literal. Gente, eu esqueci o nome hebraico do rabo. Eu tenho aqui, vou procurar. Jesus não branco. É… Eleonora, tem o… A Sirlene está aí conosco agora, ela já lembra. É, partes, isso mesmo. Em português eu lembro, lembro do nome hebraico. É porque é o seguinte, o primeiro nível é o nível literário. Estrutura literária. Estrutura literária. O segundo nível é o nível de conexões. O terceiro é o colar de pélulas. E o quarto é o Sod. Eu esqueci os nomes hebraicos.

Me refresca aí, Eleonora. Drash, alguém falou. Midrash é o terceiro. Darash. Aí não chama Midrash. É isso mesmo. Darash. Pechat. O terceiro é Darash. O quarto é Sod. O segundo eu esqueci o nome hebraico. É só o nome que eu esqueci, gente. Remesh. Isso! Fantástico! Obrigado, Edson. Então vamos lá. Pechat. Remesh. Darash. Sod. Então, Pechat. Pechat é o quê? Não é literal. É literário. No Pechat, a pessoa tinha que decorar todos os versículos do Velho Testamento. E começa assim, né? Começa assim. Por quê? Para ela não viajar na maionese.

Pechat é a base. Tudo mais tem que estar baseado no texto. Né? Isso. Pechat. Darash. Remesh. Darash. E Sod. Isso mesmo, Luiz Henrique. Então, deu? Então vamos explicar. Pechat. Eu preciso conhecer profundamente o texto. Como que eles fazem isso? Eles não estudam versículo por versículo. Eles estudam Parachat. Olha aí. Pechat. Parachat. Tá vendo? Parachat são porções. Você divide o Velho Testamento, divide a Torá em 52 porções. Em criança é isso, né, Haroldo? É matéria da escola? Não. Eu acho que eles só estudam a Torá, né?

Isso. Aí vem Remesh. Remesh são as conexões. Aí você começa. Conexões das passagens. Das passagens. Das estruturas. As 52 estruturas, personagens, são conexões que eu diria de mais básicas. Depois, você tem um segundo nível de conexões, que é o Darash. Daí vem o Midrash. Darash é o verbo. Midrash é o resultado da ação. O resultado dessa ação de conexões profundas são os Midrash. São os resultados das suas conexões. E depois vem o Sod, que é o nível espiritual, o nível profundo. Aí entra Kabbalah, espiritualidade judaica, que é o último nível.

Eles não deixam alguém chegar nesse nível se não se tornou um mestre nos níveis anteriores. Então, primeiro, você tem que se tornar um mestre no nível Pechat. Então, se eu falo assim, Aquedad Isaac, você tem que saber. Essa é uma porção da Torá. É Abraão levando Isaac para ser sacrificado. Isso aí você tem que saber o texto de Cor. De Cor. De Cor. De trás pra frente, de frente pra trás. Depois vem o Remesh, aí eu começo a conectar. Aí eu… aquilo que está… o que está ligado mesmo, está evidente, está lá ligado. Essa passagem, antes dela vem o quê?

Depois dela vem o quê? Na verdade, Eleonora, o que eu estou fazendo aqui com Isaías, com estrutura literária, é o Remesh. Isso que eu estou fazendo aqui, falando, olha, o livro de Isaías está dividido em duas partes, do capítulo 1 ao 39, do 40 ao 66, isso é Remesh. Remesh. É estrutura literária da obra. A obra está dividida aqui, tem… Isso é Remesh. Um é o texto, outro é a estrutura literária, depois vem o Dara, acho que são as conexões profundas. Aí é o que eu fiz aqui. Está ali a é Seva, é Cordeiro, está ligado com Aquedade de Isaac, 53 de Isaías.

Isso é Darax. Isso é Darax. Qual que é o princípio do Darax? Não existe antes e depois no texto bíblico. Qualquer coisa pode ser conectado. Eu posso conectar um versículo da criação com um texto de Isaías. Aí são conexões profundas. E depois o Sod, que é Transcendência. Sod é Transcendência. Fechou? Deu aí? Deu, deu. O pessoal está adorando. O pessoal está… cheirinho de fumaça aqui. Um branco aqui das palavras em hebraico, né? Aham. Não, importantíssimo. Então a palavra hoje é Conexão. A palavra hoje é Conexão. Então, hoje, nós estamos aqui no estudo de Isaías.

Eu estou ficando muito no Darax, que é a estrutura literária. Por que eu estou ficando? Porque esse é um estudo menosprezado no meio espírita. Nós, espíritas, não temos o hábito de estudar a estrutura literária de obra. Por exemplo, a gente não estuda a estrutura literária do Livro dos Espíritos. A gente estuda um pouquinho. Todo mundo sabe que a primeira parte do Livro dos Espíritos, Kardec escreveu o livro A Gênese. Não é? A quarta parte, ele escreveu o Céu e o Inferno. Não é? A segunda parte, ele escreveu o Livro dos Médiuns.

E a terceira parte, que é as Leis Morais, ele escreveu o Evangelho Espírito e o Espiritismo. Isso é Darax. Isso é Darax. É um Darax do Livro dos Espíritos. Eu estou dividindo ele em quatro partes. Cada outra obra da codificação foi para explicar uma dessas quatro partes. Isso é Darax puro. Hoje, eu quis avançar um pouquinho no Midrash. Desculpa, Darax não, Remesh. Desculpa. Estrutura literária é Remesh. Isso é Remesh. Remesh. Hoje, eu quis avançar no Darax. O Darax é conexões. Nos alertar, pelo menos, que elas existem, para a gente ficar ligado.

Não é? Então, o Remesh é. Eu pego lá. Vou fazer um Remesh espírita. O Livro dos Espíritos está dividido em quatro partes. Isso é Remesh. A primeira parte fala das causas. A segunda, do mundo espiritual e dos espíritos. A terceira, as leis morais. A quarta, esperanças e consolações. Para explicar a primeira parte, Kardec escreveu a Gênesis. Para explicar a segunda, ele escreveu o Livro dos Médiuns. Para explicar a terceira, ele escreveu o Evangelho segundo o Espiritismo. Para explicar a quarta parte, ele escreveu o céu e o inferno.

Eu estou fazendo Remesh. Estrutura. Estrutura literária. Você viu que eu saí das questões. Eu não estou mais pensando, ah, são mil e dezenove questões. Não, eu saí disso. Eu estou agora estudando divisões, tipologias, agrupamentos textuais. Estrutura literária. Os evangelhos vão chamar de tipologias. Tipologias. Mas, são estruturas, grandes estruturas. Como eu peguei aqui com Isaías. Olha o Remesh que eu fiz aqui. Gente, a primeira parte de Isaías é uma cerimônia de Yom Kippur. Isso é Remesh puro. É um julgamento. Primeiro Israel é julgado, depois as nações são julgadas, depois o mundo é julgado.

Isso é Remesh puro. Exposição. Isso aí, Luiz Henrique. Exposição ampliada do sentido literário. Agora, tira o literal, Luiz, eu acho que eu escrevi isso lá, e aí, não é sentido literal. Porque sentido literal tem uma conotação de interpretação fanática fundamentalista. Eu chamaria de sentido literário. O texto. O texto. Quais são as orações? Quais são as palavras que estão no texto? Isso é importante. Qual é a palavra? Qual é a palavra que está aqui no capítulo 53? A palavra é talia. Talia é cordeiro barra servo. É importante essa palavra.

Não é outra. Eu não posso inventar uma palavra. O intérprete não é autor. Não é ele que escolhe as palavras do texto. O intérprete, ele desvela o texto. Ele não escreve outro texto. Ele desvela sentido. Então, aí eu falei aqui, gente, segunda parte tem aqui, justiça, amor, caridade. É Remesh puro. Agora, hoje, eu comecei a fazer um Darache aqui. Eu contei a história do Darache, a tradição oral. Eu dei o exemplo do neurônio. Um neurônio é capaz de fazer de 10 a 20 mil conexões. Isso é Darache. É daí que vem o Midrash.

E aí eu conectei passagens que não tem nada a ver. Aparentemente, não tem nada a ver. Eu estou conectando o capítulo 53 de Isaías com a Páscoa. Com a quiedade de Isaac. Isaac sendo levado por Abraão para ser sacrificado. Isso é Darache. Isso é Midrash puro. Por que eu estou fazendo isso? Porque tem critério. Qual é o critério que eu usei aqui? O critério da palavra. A palavra é a mesma. A palavra talia, que é cordeiro, taliar, cordeiro, taliar aparece em Isaac, aparece na noite da Páscoa, e aparece em Isaías 53. E vai aparecer, aonde?

Em Hebreus. Na última ceia. Deu aí, Eleonora? Não ficou muito pesado, não, né? Não, não. Foi ótimo. Foi um voo muito bom. Pessoal, acho que também acompanhou, também chegou. Assim, né, para a gente saber que existe, para a gente ampliar, claro que fazer essas conexões é outro. É, aí, agora, Eleonora, eu deixei essa parte para o finalzinho, né? E aí eu vou passar porque o que eu aprendi, né? Então, uma coisa que eu aprendi com Pierre Lenhar, eu vou ensinar aqui, eu vou transmitir o que eu ouvi no pé do ouvido, né? Porque a Torá oral é Torá Shebel Pé.

Ao pé do ouvido. A Torá ao pé do ouvido. Então, vamos lá. É mais importante você aprender as conexões que já foram feitas do que você criar novas. Entendeu, Eleonora? Então, quando eu encontrei com o Pierre Lenhar, no meu ímpeto juvenil, eu estava com tanta vontade de fazer conexões, e aí ele me perguntou, mas você quer ser maior do que o Rabia Akiva? Você quer ser maior do que o Gamaliel? Você quer ser maior do que o Iléu? Você quer entrar na sala de aula como aluno e dar aula? Muito bom. Não é? Então, eu entro na quinta série, sento lá na cadeira, a professora entra e eu falo, professora, eu que vou dar aula.

Tem um probleminha aí, não tem? Então, como é que a gente começa fazendo conexões? Aprendendo. E aqui eu vou deixar uma bibliografia. A bibliografia, essa é, está no livro, está no livro, Gênesis, está aí no livro. Toda a obra do Pierre Lenhar, essa você tem que estar na cabeceira, essa aí você tem que ler. A primeira vez você vai ficar encantado. Aí você vai ler mais dez vezes pra você pôr o pé no chão. Sair do encantamento e colocar o pé no chão. Toda a obra do Pierre Lenhar. Toda a obra do Michel Renoir. Isso tudo foi publicado pela Paulus, pela Paulinas, depois de Eleonora.

Essa bibliografia está aí no livrinho do Gênesis, tem lá também no Levítico. Depois, se puder disponibilizar no grupo aí pro pessoal, as obras do Pierre Lenhar, do Michel Renoir, dessa turma que estudou tradição judaica, essa turma sensacional. Inclusive, teve uma grande escola na Espanha, grandes, o Frédéric Mans, Frédéric Mans. Essa turma formou uma grande, eles se comunicavam, Pierre Lenhar, Frédéric Mans, Michel Renoir, esse pessoal, eles conversavam muito aí. É importante começar por eles. O Michel Renoir tem uma grande obra, chama Midrash, e ele faz Midrash do Novo Testamento.

Ele traz alguns textos e traz a tradição oral. Fantástico! Então, não queira sair fazendo conexões, pelo amor de Deus. Aprenda as que já foram feitas. Já é um grande avanço. Já é um grande avanço. E é importante por quê? Há muito tempo que eu estou tentando sensibilizar a comunidade espírita para esse conhecimento. E, infelizmente, às vezes, eu sou recebido com pedrada, com paulada. Não tem problema. Não tem problema. Isso aí não é problema. O importante é que o espírita precisa ficar sensível a isso, porque, senão, ele vai sair por aí ingênuo falando de Velho Testamento, na maior da ingenuidade, como se fosse uma criancinha.

Ingênua. Não é maldade, é ingênua. É igual a criancinha chega no dia 25 e fala mamãe, mamãe, eu perdi o Papai Noel, eu dormi. Não viu o Papai Noel entrando aqui em casa? Então, é isso. Então, o importante, nós estamos trazendo isso aqui para… é preciso mudar a nossa visão do Velho Testamento. Releia o capítulo 7 do livro A Caminho da Luz. É preciso rever a nossa visão para ela ficar mais madura, para ela deixar de ser poeirinho, infantil. É o nosso esforço aqui, nós estamos fazendo desde o Levítico. No Levítico, a gente entrou com tudo, né, Leonor?

Nossa, o Levítico foi um negócio assim que saiu até a fumaça. Fomos para o Gênesis, fomos para Isaías, e o próximo agora vai ser êxodo. Prepara, porque o êxodo vai ser de tomar doflex. Não vai ser brincadeira. Êxodo, porque o êxodo é um livro fundamental da Torá, hein? Eu arriscaria dizer que, para mim, é o principal livro da Torá, é êxodo. Ele é a matriz de onde sai tudo. Então, vai, prepara, vai dar chaqueca, vai dar câimbra, prepara o doflex, porque o êxodo vai ser demais. Mas, é legal, porque a gente está criando uma mentalidade nos espíritas a respeito desses textos.

Eu acho que, se a gente conseguir isso, a missão está cumprida. Porque, depois que a pessoa muda a mentalidade, ela vai conseguir fazer, vai estudar, vai fazer as interpretações dela, né? E tira o medo, tira o medo e o desconhecimento que a gente tem. Eu acho que, realmente, é abrir esses caminhos. É abrir caminhos novos de interpretação e preconceitos também. O pessoal aqui está aguardando já êxodo. Vamos caminhar juntos para essa Canaã prometida, né? Isso aí. Ô, Leonora, aqui nós terminamos, querida. É isso, viu?

Nós que agradecemos e, durante a semana, agora vamos ficar estudando, revendo, né? Quem não pôde assistir agora, hoje, assista durante a semana. Vai pegar de novo. Fazendo as conexões, né, Leonora? Lembrando que temos o grupo lá no Facebook, o pessoal comenta. E aí, Leonora, do Pierre Lenhar, Michel Rimbaud, essas obras aí da Paulos, da Paulinas, isso aí já dá trabalho para 10 anos, viu? Vamos lá. Será que o Júlio entra ainda para se despedir da gente? Ele está… Ah, já está aí, ó. Anotou tudo aí, Júlio? Está sem microfone.

Ah, anotei tudo. Imagina, que isso? O negócio ficou só no negócio, cara. Hoje foi só desconstrução. É verdade, Júlio. Hoje foi só desconstrução. Porque, às vezes, a desconstrução é mais importante do que construir o conteúdo, né? Porque tem determinados equívocos que, se a gente não se desfizer deles, você vai num caminho totalmente equivocado, né? Foi muito bom, foi muito bom. Acho que o amadurecimento no aspecto da leitura do Evangelho, da Bíblia, né? É muito importante, porque já conheceu-se muitos equívocos, né, Arouldo?

Muito, Júlio. De perseguição, de luta, né? É muito triste, né, Júlio? Mas, Arouldo, você acha que a gente pensando que, também, né, eles têm essa questão da leitura, da propriedade dessa leitura do texto bíblico. Onde você julga que está a dificuldade que eles, como intelectuais do texto, ou seja, aqueles que receberam e tal, onde é que está a dificuldade que não deixa avançar, por exemplo, no texto de Isaías, nem aceitar a vinda do Messias? Onde é que você acha que é… porque eu acho que olhar para eles é olhar para nós, né, como um espelho, né?

Onde você acha que a gente vai avançar e pode trabalhar melhor por conta do espiritismo esses conceitos? Júlio, eu tenho pensado várias coisas, né? Assim, o Emmanuel dá uma dica lá no Acaminho da Luz, eu acho que a tônica principal é o orgulho, porque se abrir para a mensagem de Jesus, para o fato de que ele é o Messias, é ter que abrir mão da ideia de povo escolhido. E que eu, Júlio, você sabe disso, eu sempre repito isso, falo com você, com Eleonora, e eu fico triste porque está acontecendo isso no movimento espírita, né?

O espírita está se achando o bonzão, né? Ele acha que o conhecimento dele é a verdade universal e que ele tem razão e que fora do espiritismo não há salvação. E aí, começa uma coisa assim, a coisa mais importante que você vai fazer na sua vida é ficar dentro de um grupo espírita. Começa a vir esse tipo de conceito. É o que eles vivem, né, Júlio? Porque, para eles, você imagina, aceitar certas coisas é ter que mudar a estrutura política, econômica, social deles, estruturas que já vigoram há 3 mil anos. Não é fácil, não.

Eu lembro de uma história tão bonitinha, Júlio, essa é engraçada, a gente morre de rir, o Elahá. O Elahá é judeu, né? Elahá, palestrante, espírita e tal. Aí, diz que um dia, Júlio, na manhã da Páscoa, assim, a mãezinha dele, que a mãe dele fez a cerimônia da Páscoa, eles fizeram a ceia, comer, dormir. Aí, no outro dia de manhã, ele entrou no quarto. Mãe, deixa eu deitar? Deitou com ela na cama, assim, né? O pai tava lá arrumando umas coisas, a mãezinha deitada, ele deitando. Falou, mãe, mãe, vamos falar um pouquinho dos profetas?

Porque era um shabat, um shabat especial, que era o shabat da Páscoa. Então, eles ficam o dia inteiro batendo papo sobre o texto bíblico, né? Ele levanta, aí ele pegou Isaías 53. Começou, mamãe, posso ler o texto? Pode, meu filho, pode. Deitou, né? Aí começou a ler. De repente, ela levantou e falou assim, Elahá, você me respeita, Elahá. Você me respeita. Você tá querendo dizer que Jesus é o Isaías? Aí, o Elahá, mãe, não, mãe. Não, mãe. Não é isso, mãe. O que que importa? Elahá, eu já tô muito velha pra mudar. Elahá, eu já sigo um tanto de coisa.

Já tive que preparar o pão, já tive que preparar a ceia, um tanto de coisa pra seguir, Elahá. Agora você vem com isso? Você quer dizer que tudo que eu fiz? Elahá, você me respeita, Elahá. E saiu, saiu do quarto. Saiu do quarto. Aí, passou uns 10 minutos, e o Elahá falando, nossa senhora, Jesus, o que que eu fiz, né? Aí ela voltou. Elahá, eu gosto do espiritismo. Eu gosto, eu respeito, você sabe que eu gosto do espírito, da imortalidade, isso é muito bom. Elahá, você não vem falar do Jesus Messias, Elahá, você me respeita, Elahá.

Começou a briga de novo. Eu falo, não, mãe, não importa, mãe. O que que importa, mãe? O que que importa? É muito engraçado, né? Ele mexeu na caixa de marivolo, né? Pois é. Nossa, Aroto, e aí, a gente fica pensando, né, nós estamos muito aqui envolvidos com Mateus 24, que são os templos que nós construímos, e Das nossas convicções, né, Aroto? E aí, por fim, a gente fica aprisionado lá dentro das nossas convicções. É, e a questão, né, Júlio? Porque aí, as suas convicções viram um grupo de pessoas. Aí não é só mais suas convicções, agora é um grupo que começa a ter aquelas convicções.

De repente, esse grupo fica maior. Daqui a pouco, esse grupo começa a fazer uma sociedade com estrutura… Esse grupo começa a fazer uma estrutura política, econômica… Aí, Júlio, não é mais sua convicção. Aí, pra mudar, você tem que mudar macro estruturas. Não é fácil. E essa mudança não vai ser feita por alguém de fora. É por isso que o Emmanuel diz no final do capítulo 7, do Acaminho da Luz, o que Jesus vai fazer? Vai mandar Hiléu, vai mandar Hiléu, vai mandar Gamaliel, vai mandar o Rabiaquiva, vai mandar os grandes sábios pra reencarnar e mudar a partir de dentro.

Entendeu? Claro, porque é eles que têm a autoridade. Entendeu? Imagina eu entrar dentro da sua casa e começar a falar certas coisas. Não faz sentido. Tem que ser dita por quem está aí dentro, quem vive aí. Por isso que vai estar o Volvo e o teu templo interno abandonado. Então, o Emmanuel diz assim, mas Jesus não os pede de vista e enviará missionários para os seus núcleos e ele, a mesma coisa com os muçulmanos. Vai mandar os grandes pra lá, vai nascer, você vai ver. Porque na hora que chegar uma criatura dessa lá, o magnetismo dele atrai todo mundo.

E aí ele começa a fazer a mudança com amor, com respeito. O que a gente acha, Júlio, que mudar é destruir. Então, isso é o equívoco de quem não ama. Ele fala assim, pode deixar que eu vou corrigir o Júlio. Vou corrigir ele, pode deixar. Aí eu chego lá destruindo você. Acabando com tudo. Deixando você sem nada. Aí ele fala, não, olha, prestei um grande serviço educacional. Destruir a vida do Júlio. Que serviço é esse? Que serviço é esse? Você tem que construir algo novo pra depois destruir o que é velho. Aí você vai destruir um porto, vai ficar sem porto e depois construir o outro.

Não é assim que funciona, não. Primeiro você constrói o porto novo, depois você vai lá e desativa o velho. E o tempo todo você fala, eu tô olhando pra dentro e pensando a mesma coisa. Os valores. Tô pensando o que acontece com os nossos valores. Se a gente trouxer pro campo íntimo, todo esse processo que você está falando, é que vem um valor novo, aí Jesus manda os seus emissários, que são uma questão de sociedade, mas mandam os seus valores por eles, e esses valores entram dentro de nós, e eles entram lá dentro e começam a reformular dentro de nós.

O fato é que se a gente não quer fazer aquele processo de autoconhecimento, de auto-libertação, a gente fica ali, adorando, e eu tenho a impressão que a gente morre de medo de desaparecer junto com os nossos valores. Ou seja, se eu perder o valor que eu construí, fiquei segurando eternamente, quem que eu sou, Aroldo, se eu não revidar? Quem que eu sou, se eu não agir como eu sempre agi? Parece que você vai perder uma… perder a sua identidade. E eu lembro sempre… O que que Jesus diz? O que que Jesus diz? O que que ele falou?

Eu não vim destruir a lei e os profetas. O que que ele disse pra gente? Vocês que estão achando que eu vou substituir a primeira revelação pela segunda. Quem tá falando isso é vocês, eu não vim fazer isso. Eu não vim fazer isso. Ele fala assim, eu vim completar, eu vim complementar. Vocês que estão pensando em destruir, vocês que estão achando que eu vou desprezar tudo, que eu mesmo fiz quando tava no mundo espiritual? Claro! Quem que mandou os missionários, quem que construiu a tradição da primeira revelação foi o próprio Cristo.

É ele que tem a caneta, é ele que manda quem encarna e quem não encarna. Então, ele falou, eu não vim destruir, eu vim complementar. E o que que o Kardec coloca lá no primeiro capítulo do Evangelho segundo Espiritismo? Gente, o Espiritismo não é destruir, não. Vocês estão enganados. A terceira revelação é um complemento da segunda e da primeira. Eu não quero que destrua nada, não, gente. O Espiritismo vai ajudar, só. É a chave. É a chave pra interpretar, ele escreve isso lá. Muitos pontos da Bíblia, dos evangelhos e dos autores sacros em geral somente são incompreensíveis por falta da chave.

Essa chave está completa no Espiritismo. O que que ele falou? O Espiritismo é uma chave pra ler. O Espiritismo não vai queimar nenhum texto, não. Imagina você ler os textos da tradição judaica com a chave espírita. Que conexões maravilhosas nós vamos fazer. Mas, é assim, Júlio, quem não ama quer destruir. Não é? Então, você ama a Bianca. Você não quer destruir a infância dela. Você não quer destruir a adolescência dela. Você quer que ela amadureça. Porque você ama. Quem ama não quer destruição, quer amadurecimento.

Não é? Se Jesus não amasse, ele acabava com o sal. Acabava com o sal. Mas como ele ama, ele transformou o sal em pau. O que você falou agora, só pra te encerrar aí, me remete muito à minha conduta, à conduta que nós temos. A conduta é a má conduta. Na verdade, não seguir Jesus no âmbito do seu exemplo, de que, em nenhum momento, ele fez isso. Por mais conhecimento tivesse, por mais luz que tivesse, por mais toda condição que ele tivesse, ele não destratou, ele não diminuiu, ele não pisou, ele não fez isso. E nós tentamos fazer as coisas por esse método, de destruição, que às vezes nem visa destruição, mas é igual um elefante que vai plantar flor no jardim às vezes, ele não se atenta que ele pisa em tudo pra plantar a flor dele.

Então, a gente precisa ter mais atenção ao nosso entorno. Quando a gente entra num jardim, se você não está pisando nas flores dos outros, se você não está sendo descaridoso, cuidado, um zelo, Jesus com aquela delicadeza com todo mundo, apedrejo não, senhor, aquele que tiver sem pecado atira a primeira pedra. Acho assim, até quando a gente quer trazer o pulso mais enérgico pra ele, que a gente não sabe como que era, ele não era muito bem, ele foi gentil com Pilatos, ele não diminui Pilatos, não diminui Judas, não diminui ninguém, é um bom exemplo pra gente pensar sobre isso aí, e pensar que nós temos que ser gentis com a demolição dos nossos conceitos também, gentis com aquilo que nos trouxe até aqui.

Se a gente não for gentil com a gente, vai ser gentil com o outro? Eu gosto de pensar, Julio, tem até um conto do Humberto de Campos, depois eu vou trazer ele pra semana que vem, mas eu gosto de pensar como um foguete, você vai lá em Cabo Canaveral quando o foguete é lançado, então, você tem uma primeira etapa do foguete, daquela loja, onde estão os astronautas, a primeira parte, são turbinas pesadas, elas te levam até uma altitude, sem elas, você não chegaria naquela altitude, e elas são pesadas porque elas têm muito combustível, e porque você precisa de muita propulsão.

Quando você atinge uma altitude, você se desfaz daquele peso, porque você já está numa altitude. Aí entra, Julio, uma segunda fase de turbinas, elas são turbinas menos potentes, mais sutis, porque agora você não tem tanto peso pra jogar pra cima. Aí, aquela segunda fase, leva a pessoa até um nível mais alto, um pouquinho. Depois, ele se desfaz dessa segunda fase, e entra uma terceira, que é uma turbininha pequenininha, aí o foguete sai de órbita. Aí, aquela cápsula com as astronautas, sai de órbita. Quando ela sai, a cápsula dos astronautas, ela precisa, Julio, de um motorzinho de barco.

Que coisa, né? É isso. A gente olhar pro passado com esse sentido de destruir, é não entender que aquelas turbinas potentes lá, nos trouxeram a altitude que nós estamos hoje. São fases da subida. Quanto mais alto você está, mais sutil, mais sutil, mais delicado é o sistema de propulsão. Nossa, e essa metáfora, dá pra ir longe, não dá pra ir hoje, mas assim, porque um pouco dessa metáfora… Porque um pouco dessa metáfora não entendida, Haroldo, um pouco dessa metáfora não entendida faz com que a gente pense que o Antigo Testamento é isso que eu vou abandonar, largar pra lá.

E na segunda fase, aquilo que eu vou largar pra lá, pra ficar com a cápsula que é o Espiritismo. E aí, realmente, a gente saiu de órbita. Aí estamos fora da órbita, porque é isso que é interessante. E é bonito a gente entender, então, Haroldo, pelo que você falou, o que são… Sabe por que essa interpretação aí que você fez, que você está apontando, que é um equívoco? É porque aí a gente está numa perspectiva de que essa subida é respeito de Jesus. Jesus já está nas alturas, vai muito bem, obrigado, Júlio. Quem está subindo somos nós.

Essa metáfora, ela diz respeito aos nossos hábitos. A nossa compreensão da vida, o nosso horizonte, não de Jesus. Muito bom. Jesus já está numa altura que nós não temos condição nem de visualizar. Eu acho graça que as pessoas falam assim Ah, o Evangelho está ultrapassado, Kardec está ultrapassado. Como é que é? Você está querendo dizer pra mim que você já ultrapassou Kardec? Você está na frente de Kardec na evolução? Que legal! Por que Jesus não te escolheu, então, para codificar o Espiritismo? Por que você não foi o escolhido?

Se você está na frente dele. Então, essa subida diz respeito a nós. Então, o Haroldo, há dez anos atrás, ele tinha uma concepção do Espiritismo, ele tinha uma prática espírita, ele tinha uma maneira de sentir o Espiritismo, que acabou. Eu hoje vejo de outra maneira, porque eu já subi, graças a Deus, e não me comparo com ninguém, porque evolução não é comparação, evolução é individual. Eu estou comparando com o meu histórico. Graças a Deus, eu subi. E quanto mais você sobe, mais amplia. É nesse sentido, né? Foi bacana você ter falado isso, porque…

É, porque… Você já tinha pensado sobre isso? Sim! Sim? Quando as pessoas falam assim, olha que legal. E o Chico já tinha respondido isso, Júlio. Uma vez perguntaram pra ele, Chico, estão dizendo que Kardec está superado. Que o Evangelho segundo o Espiritismo está superado. Eles dizem que o Chico pegou o Evangelho segundo o Espiritismo. Pegou. Pegou o livro. Pegou o livro e disse assim, eu acredito que quando todos nós estivermos vivendo o que está aqui no Evangelho segundo o Espiritismo, aí ele estará superado. O fato é que não estão vivendo nem o que está no Antigo Testamento.

Aí a pessoa… E prosseguiram, Júlio. A pessoa prosseguiu. O debate prosseguiu. A pessoa abriu o trecho do Evangelho e falou assim pro Chico, mas, Chico, olha aqui. Olha esse texto aqui sobre duelo. Kardec escreveu um texto aqui sobre duelo. Não tem mais duelo. Não? Não tem mais duelo. Ninguém sai, combina uma arma, fica de costa, vira e atira. Aí o Chico virou e falou assim, ô, meu irmão, e os duelos mentais? Os virtuais hoje, né? Em que nós agredimos o outro em defesa da nossa honra intelectual. Em que a gente chama o outro por um festival de ofensas pra defender a nossa postura intelectual.

Não acho que esses textos estejam superados, não. E acabou, né, Júlio? Que hoje nós estamos tendo duelo de verdade mesmo, físico, igual no passado, que o pessoal briga no trânsito, vai lá, busca a arma e atira, tá matando as pessoas no trânsito. Nós voltamos pro duelo físico do século XIX. Ontem, não sei se você ficou sabendo, essa semana em contagem, um grupo, uma torcida do Atlético, uma torcida do Cruzeiro se encontraram, pedrada, paulada, teve gente que foi pro pronto-socorro, teve gente que morreu, duelo de torcida.

Não tem nem o que falar, Lourdas, sinceramente, a frase do Chico diz tudo, né? É só pra gente ir, né? É, a frase do Chico diz tudo. Vamos nos despedir, dar um bom fim de semana, passou. É isso aí, isso aí. A chuva começou a cair aqui firme agora. Ô gente, um beijão pra vocês, fiquem com Deus. Obrigado, Lourdo, mas toda vez que eu entro, vai mais 20 minutos, aí eu tenho que entrar um pouquinho antes. Então, nós começamos às 9h30, já são 11h39, duas horas de estudo, não é? Maravilha, obrigado, de coração, mais uma vez, obrigado por acompanhando, todos que estão acompanhando o estudo, lembrando, né, Julio, que esse estudo, ele tem um propósito, ele tem uma ética, ele tem princípios, né?

É importante que todos atualizem, procure a equipe coordenadora pra entender qual que é o propósito desse estudo e se alinhar com o propósito, né? Esse estudo aqui, ele tem objetivos, ele tem regras, ele tem, nós estamos em busca de aquisições, é um grupo muito específico, e é importante que as pessoas estejam alinhadas com essa linha mestra do estudo de Isaías, pra que ela não, primeiro, pra que ela não alimente expectativas que o estudo não vai oferecer, né? A abordagem aqui não vai ser daquilo que a pessoa tá querendo que seja abordado, né?

A abordagem aqui é do programa de Isaías, né? Isaías feito à luz da doutrina espírita. Era isso que eu ia dizer, à luz da doutrina espírita. Estudando Isaías à luz do espiritismo. Então, nós temos um mais profundo respeito a todas as abordagens, mas nós temos a nossa. É isso aí, as pessoas vão vir, vão se adequando, Haroldo, e vão entendendo o estudo, e todos nós vamos nos entendendo, porque se o evangelho não der conta disso, né? Equipe coordenadora, é importante ela alinhar com o espírito do estudo, pra que ela possa, ela possa se adequar à proposta espiritual do estudo de Isaías.

Enquanto nós aqui, eu me sinto, no estudo de Isaías, eu sinto que é um jogo de xadrez, eu sou a pecinha peão, né? As grandes peças do jogo são o amparo espiritual que estão por trás, e há um trabalho de cura espiritual, de consolo, que é muito além do debate intelectual que está sendo feito aqui durante o estudo. Só fazer uma oração, colocar uma água fluidificada, antes de vir pro estudo de Isaías, fazer uma prece antes, colocar uma água fluidificada, se preparar espiritualmente, pra que ela não fique perdida durante o estudo, né?

Isso é só uma orientação de amor, nós então, né? Por isso que começamos com uma prece, quando Haroldo falou. Minha grinha tá aqui, ó. É isso mesmo, mano. Hoje eu entrei dois minutos atrasados, porque eu tava fazendo a minha prece antes de entrar. Então, é só pra gente poder alinhar, não é? Porque senão, a pessoa participa do banquete e não come nada. É só isso. Tá certíssimo, Haroldo. A gente tem que até pra aprender, e nós também estamos aqui pra aprender, precisa de se posicionar, de saber ouvir, de saber entender qual que é a abordagem, entender como que o outro tá abordando o pensamento.

Porque nós estamos aqui aprendendo com o seu pensamento, e tem vários pensamentos, né? Aqui nós estamos aprendendo hoje com o seu pensamento, com a sua experiência, com o que você tá trazendo pra dividir. E também, você vê o Luiz Henrique, tantos aí que contribuem. Sim, foi lindo, né? E fica uma coisa gostosa, porque eu falo que é igual montar a quebra-cabeça. Você tá ali numa área montando, aí vem o outro e fala, olha, então isso aqui é as pecinhas, aí você vai encaixando. Isso aqui é o gostoso, né? Só que a gente não pode perder de vista a estrutura espiritual que está por trás aqui do estudo de Zaires.

Esse estudo, ele começou, ele era presencial, ele era feito num grupo espírita, a gente abria com oração, terminava com oração, colocava água fluidificada, e eu gostaria que todos ficassem muito atentos por favor a isso. Muito atentos a usar o objetivo do estudo. É, é porque nessa hora que a gente convida, quem que a gente tá convidando espiritualmente pra assistir com a gente, né? A gente tem que fazer isso mesmo. Então, vamos lá. Bom demais, fica com Deus. Bom fim de semana, tudo de bom pra todos. Fica com Deus, pessoal.

Obrigada. Legendas pela comunidade Amara.org

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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