#022 – Estudo do Velho Testamento – Livro Isaías

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a compreensão do livro de Isaías, oferecendo chaves de leitura para desvendar suas mensagens à luz da Doutrina Espírita. O estudo não se limita a uma análise versículo a versículo, mas busca proporcionar uma visão panorâmica dos princípios e da mentalidade hebraica, essencial para uma interpretação mais rica e profunda.

O que é estudado neste episódio

  • A importância do Shofar: Símbolo de gratidão aos antepassados que abriram caminhos para a evolução.
  • Yom Kippur e o ciclo das festas judaicas: Continuação da explanação sobre o Yom Kippur, destacando sua relação com as três festas de peregrinação (Páscoa, Pentecostes e Tendas) e a sequência rítmica do calendário judaico.
  • O tempo como sagrado no judaísmo: Diferentemente de outras religiões da época, o judaísmo sacraliza o tempo, não apenas o espaço ou eventos específicos. O tempo possui um ritmo sagrado, como o compasso de uma música, que permeia a vida e a espiritualidade hebraica.
  • O Shabat como “desencarnação semanal”: O sétimo dia é visto como um momento de conexão com a espiritualidade, de desvinculação das atividades materiais para saborear um “pedacinho da eternidade”.
  • A Terra e seus ciclos sagrados: A Terra também segue um ritmo e tem seu próprio “Yom Kippur”, sua “Páscoa” e “Pentecostes”. A transição planetária é comparada ao Yom Kippur da Terra, um novo ciclo que se inicia.
  • “Os tempos são chegados” e a regeneração planetária: A mensagem do último capítulo de “A Gênese” de Allan Kardec é conectada à visão profética de Isaías sobre o “Olam Rabá” (o mundo vindouro), um mundo regenerado.
  • O Juízo Final como julgamento do mundo de expiação: O “Juízo Final” é interpretado como o fim do ciclo de expiação e provas da Terra, que será promovida a mundo de regeneração. Aqueles que não estiverem aptos serão conduzidos a mundos compatíveis com seu grau de evolução e desejos.
  • A reencarnação e o amor de Deus: A reencarnação não é vista como punição, mas como fruto do amor de Deus, que oferece experiências úteis para o crescimento espiritual, mesmo que dolorosas.
  • A ação e a oração: A mensagem de Emmanuel sobre a importância da oração como luz interior e da ação como complemento do valor da fé, onde o Criador se faz presente na criatura.

Reflexões

  • O estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo revela camadas de significado que enriquecem a compreensão das antigas escrituras, conectando-as com os princípios da Doutrina Espírita sobre a evolução do espírito e dos mundos.
  • A sacralização do tempo no judaísmo oferece uma perspectiva profunda sobre a importância dos ciclos e ritmos na jornada espiritual, tanto individual quanto planetária.
  • A transição planetária, ou “Yom Kippur da Terra”, é apresentada como um processo natural de evolução, onde o amor e a justiça divinos guiam cada espírito ao seu devido lugar, promovendo o crescimento e a regeneração.

Ler transcrição do episódio

♪ MÚSICA DE SUSPENSE E ANIMAÇÃO ♪ ♪ MÚSICA DE SUSPENSE E ANIMAÇÃO ♪ ♪ MÚSICA DE SUSPENSE E ANIMAÇÃO ♪ ♪ MÚSICA DE SUSPENSE E ANIMAÇÃO ♪ É grande, é grande. Pois é, gente. Mas olha, avisando que nós estamos aqui em 2020, à luz da doutrina espírita, não é? E que o Shofar significa pra nós toda a nossa gratidão, não é? Às nossas antepassadas, né Arudo? A todos aqueles que abriram picada pra gente evoluir aqui nesse planeta, né Arudo? Exato. Deixando esses rastros aí pra gente hoje estudar, né? Então sejam todos bem-vindos, vamos dar uns bons dias aqui.

Vamos ver quem abriu a sala. Andrea, foi a Aline Pongilupi. Aqui ó, aguardando este estudo com muita alegria e gratidão. Nunca pensei que estudar o Velho Testamento, que estudar o Velho Testamento enriqueceria tanto minha visão e espírito. Olha que legal, hein Arudo? Exatamente, exatamente. E a Aline tá estudando mesmo, e manda mensagem. É mesmo? Beijinho, Aline. Nós ajudando com as preces. É. Tem aqui o Marcos Amaraldi, irmãos, bom estudo, abraço fraterno. O toque do Shofar. Tá virando o sol, tá gostando. É isso, tem uma turma aqui, né, vou falar uns nomes.

Então, a Aline, a Andrea, a Silvia Caldeira, a Leonora Toseto, já deu bom dia. Tânia Tiqueira, que tá sempre com a gente a noite também, Arudo. Dez horas, onze horas da noite a Tânia tá com a gente. Que coisa boa. E a Mirinha Polvora, Sônia Zambobi. Gente, como tem nome diferente, né, Arudo? Tem, tem, tem. Elizabeth Moreira de Carvalho, a Marisa, a Ruda. Tem uns nomes que são já conhecidos de outras lives sua. Marcelo Tranjan, Ana Cris Barros, a Lu tá aí também, Luciana Hernandes da Leonora. E a Cintia Castelo. Tá aí também.

Quem? Minha mãe. Sua mãe tá aí também? Tá. Primeiro dia que ela assiste. A Dália Escobar aqui, ó, a mãezinha. Dália Escobar. Cintia Castelo tá sempre com a gente também. A quem tá aqui também, ó. Essa aqui tá aqui literalmente. Ah! Bom dia, Seilinha! Aqui é Eulina, Varaguai. Bom dia. Só tá feliz, né, de estar aqui estudando, Arudo. Aqui, ó. Aí, ó. O sofá emociona. Olha lá. Olha, tá vendo? É isso aí, Arudo. Mas e aí, o que a gente vai… Nós vamos, então, acabar de entender o Yom Kippur? Acabar de entender o Yom Kippur, né?

Arudo, uma coisa nós não vamos poder falar. Que nós passamos pelo Yom Kippur apressadamente. Exatamente. É muita coisa, né? Tem muitos detalhes. Mas eu acho que o importante aqui é a gente fazer um voo panorâmico. Porque se você desce muito no detalhe, você acaba perdendo a percepção da floresta e fica preso em duas, três árvores. Não é esse o nosso objetivo, né? O nosso objetivo é fazer aquele voo panorâmico, porque se a gente consegue entender os princípios, a maneira como eles pensavam, o nosso estudo individual fica mais fácil.

Porque aqui também, esse estudo de Isaías aqui não é um estudo versículo a versículo. Aqui nós estamos dando chaves de leitura. Chave de leitura. Para depois a pessoa ir para casa e ela ler, lembrar dessas chaves e ela mesmo fazer a sua exploração pessoal, né? Individual do livro de Isaías, que isso é importante, né? E, Arudo, e para essa exploração pessoal do livro de Isaías, para quem quer e se interessa, às vezes, por um detalhe, um versículo, uma passagem, um texto assim, tem algum material ou você conhece, tem algum…

que a pessoa possa acompanhar para estudar Isaías? Arudo, o que acontece é assim. A gente tem muitos comentários, mas os comentários bons mesmo estão em inglês. Sim. Alguns comentários bons. E eles não têm essa abordagem que nós estamos fazendo aqui nesse estudo. O que é importante também a gente entender isso, depois de um certo tempo, os judeus pararam de estudar o profeta Isaías. É mesmo. Porque o profeta Isaías aponta demais para a questão do Messias e o cristianismo utilizou muito o livro de Isaías para confirmar a figura de Jesus como o Messias de Israel.

Então, a gente não tem uma abordagem assim profunda do profeta Isaías pelo povo hebreu. Então, isso se perdeu muito, né? O que a gente tem são os comentadores católicos e protestantes que se debruçaram, escreveram. Mas o que acontece? A meu ver, a grande dificuldade desses documentários é que eles ficam presos muito na casca da banana, na banana mesmo não vai, entendeu? Então, fica falando crítica literária, estilo literário, história, autores, divisão. E aí você fala, tá bom, e a mensagem? Aí acaba o livro, não tem a mensagem.

Aí você pega um comentário de três volumes, 1.500 páginas cada volume, mas não comenta nada do conteúdo. Nada do conteúdo. Então, você vai estudar geografia, história, os reis, história de Isaías, estilo literário, vocabulário, e você fala, ok, mas o que o profeta Isaías está dizendo? Não tem. Não tem. A internet está travando um pouco, Haroldo, hoje. Não sei por quê. Às vezes tem alguma outra aba aberta, alguma coisa, aí fechando melhora. Não, tá engraçado, tá… Travando mesmo. É, olha, que estranho. Não tem nada aberto aqui não.

É, quando você estiver mais sozinho aqui na tela, de menorzinho, vai ajudar. Mas então, Haroldo, mas ainda assim, né, a gente, se você fosse dar um conselho de como abordar ou que retirar disso que é o que a gente tem aí, como é que seria bom a gente retirar? O que eu estou fazendo aqui, eu estou trazendo algumas chaves de leitura, é o pessoal anotar e fazer. Agora, se a pessoa quiser, depois eu posso indicar alguns comentários em inglês, alguma coisa, mas é aquela história. É um trabalho de peneirar, e a pessoa precisa fazer uma escolha.

Será que se ela tem esse tempo para ir lá e peneirar duas toneladas de cascalho para tirar dois gramas de diamante? Entendi. Se a pessoa tiver esse tempo, aí a gente até aconselha a fazer a leitura, mas se ela não tiver, pega a essência, pega essa estrutura que nós estamos passando aqui e leia o livro. Entendi. Vai ser muito mais produtivo do que ficar lendo um tanto de coisa que… Agora, é que você me falou uma vez, Arudo, a primeira coisa é você fazer a leitura como literatura, ou seja, pegar e fazer aquela leitura do livro, tomar posse do conteúdo ali, porque também tem isso, nós somos espíritas, estamos estudando na luz da doutrina, e muitas coisas virão para nós nesse hábito da leitura, porque também você tem que acostumar com o texto, não é, Arudo?

Exato, exatamente. Tem que acostumar com o texto, então acho que é repetitivo. É um desconforto com o texto. É a primeira fase daquelas que você tinha explicado dos níveis de interpretação, era o Pardes que você tinha explicado lá em Gênesis? Exatamente. Conhecer o texto. Que é o nível literal, porque esse é um grande problema que a gente vê isso em literaturas místicas, literaturas místicas fazem isso. Então, por exemplo, com todo o respeito a quem, não é, mas eu considero, por exemplo, a obra de Rostengo uma obra absolutamente mística, porque o que ela faz?

Ela muda o texto, então ela vai estudar a transfiguração, aí ela fala assim, não, não era Moisés e Elias que estavam ali, era só o Moisés e aí ele fez uma bicorporeidade, aí não vale, não é, aí não vale, porque aí o que acontece? Eu entro para jogar vôlei, aí eu começo a dar passe com o pé, não é mais vôlei, é futebol, mudou o jogo, não é. Então, assim, a gente precisa ter um respeito ao texto, o respeito ao texto. Nós somos intérpretes do texto, nós não somos autores do texto. Então, tem um limite aqui, não é, porque se eu vou interpretar e eu mudo o texto, eu virei evangelista, eu virei profeta.

Esse é o problema. Então, o texto, por mais desconfortável que ele seja, ele é o nosso laboratório, é o texto, o texto é o fato, é o que a gente tem. A partir do texto, a gente vai tirando as interpretações, mas a nossa interpretação, ela sempre tem que ter uma base no texto, porque senão ela vira uma viagem, aí ela vira pretexto. Eu quero o texto, ele vira um pretexto para eu falar o que eu quero, o que eu penso. Isso é importante. Então, que é o mesmo cuidado, não é, outro dia eu assisti uma aula muito bacana do Leandro Karnal, que é doutor em História, e aí ele falava sobre isso, ele fala assim, olha, o historiador, toda abordagem historiográfica, ela tem uma subjetividade, ela tem a marca do historiador, mas o historiador tem que tomar todo o cuidado, todo o cuidado para ele não ficar subjetivo.

Então, a subjetividade é algo que ele tem que sempre reduzir ao máximo que ele puder, porque senão vira opinião. Eu falo que não tem nenhum problema, a gente não está condenando a opinião, não, mas aí vira conversa no mercado central, comendo tiragosto, não é? É aquelas coisas que é conversa em jogo de futebol, a pessoa fala o que ela quer, fala a opinião, mas aqui não é para ter base, não, eu estou falando, jogando palavras ao vento, e isso não é interpretação. A interpretação precisa ter um apoio, o apoio ao texto.

Outro grande apoio, a história, a cultura. Eu não posso interpretar o livro de Isaías a partir da cultura chinesa. É por uma razão muito simples, Isaías não era chinês. Isso a gente tem certeza, que ele não era chinês, como ele não era alemão. Isaías não era alemão. Então, o problema desses comentários, por exemplo, grandes comentaristas, escreveram, por exemplo, na Alemanha do século XIX, início do século XX, sobre o positivismo. Então, as pessoas achavam que todos os autores bíblicos eram alemães, viviam na cultura alemã, pensavam como um alemão.

Não, não, Isaías não conheceu o século XX, nem o século XIX. O Isaías não conheceu. Eu não estou falando do Espírito, estou falando do Isaías, o homem. Ele viveu no 700 até 600 e pouco, antes de Cristo. Essa é a época dele, esse é o horizonte histórico dele. Então, a gente tem que respeitar tudo isso. E é o que eu gostaria de falar aqui hoje, sobre Yom Kippur. Eu esqueci de falar sobre isso. Eu acho uma coisa importante, que é o que tem a ver, quando a gente fala aqui em Páscoa, nas grandes festas, nas chamadas três festas da peregrinação, que é Páscoa, Pentecostes e Tendas, ou Festa das Cabanas, o Yom Kippur, isso é que é bonito, o ano novo começa no sétimo mês, primeiro dia do sétimo mês, no décimo dia é Yom Kippur, no vigésimo primeiro dia é a Festa de Tendas, de Tabernáculos.

Então, é uma sequência. Fechando, olha que bonito isso. Então, no primeiro mês do ano, décimo quarto dia, sete mais sete, é a primeira festa que é Páscoa. Depois eu conto, o que eu conto? 49 semanas, olha isso, Pentecostes, no quinquagésimo ali você conta, daquele sábado você conta 49, das cinquenta é o Pente, cinquenta, é a festa. Não estou contando. Então, antes eu contei em dia, um, dois, três dias, quatorze dias, Páscoa. Depois eu contei em semanas, 49. Depois eu contei em mês, sétimo mês, olha isso. Isso é importante.

Por quê? Porque o monoteísmo judaico, e a gente tem que entender que o judaísmo, ele é muito antes da religião muçulmana e do cristianismo. Então, vamos comparar o judaísmo com as religiões que existiam na época dele e antes dele. Ele é o único que torna sagrado o tempo. Isso é importante a gente entender. Então, esqueça a sua visão de brasileiro do século XX. Esquece o seu calendário. Segunda, terça, quarta, quinta, esquece isso. Janeiro, fevereiro, esquece isso. Porque isso é calendário do Papa Gregório, lá do século IV.

Isso é calendário gregoriano. O povo hebreu não conheceu o Papa Gregório, nem Jesus, Jesus encarnado. Não é? Então, os apóstolos não tinham Gregório. Não tinha calendário gregoriano. Era um calendário judaico. No calendário judaico, o tempo é sagrado. Então, quem está anotando aí, isso coloca uma frase assim. Porque a gente acha que só o templo é sagrado, que só as duas pedras da lei são sagradas, os mandamentos, a gente acha que só isso é sagrado. Não. No judaísmo, o tempo é sagrado. Então, vamos tentar entrar, nem que seja por empatia, na mentalidade do hebreu.

O tempo é sagrado e o tempo possui um ritmo sagrado. Um ritmo sagrado. É como o compasso de uma música. Então, o Júlio chega e reúne com a turma, vai tocar, como fez o show de estradas, nas lives dos Amigos da Luz, tanta gente tocando. Aí fala, qual que é o compasso aí? Qual que é o compasso dessa música? Aí o Júlio fala, é 4 por 4. 1, 2, 3, 4. 1, 2, 3, 4. Quer dizer, tem uma pulsação, tem um ritmo, que é diferente de um 2 por 4. 1, 2. 1, 2. É diferente. É uma pulsação diferente. Então, para os judeus, o tempo tem um compasso.

Ele tem um ritmo. Então, a primeira coisa que você fizer, antes de ler Isaías, você tem que dançar no ritmo do profeta Isaías. Tem que compreender a pulsação do ritmo nos livros do Velho Testamento. Como é que é a pulsação do ritmo? É assim, olha. Primeiro dia, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo. Sétimo dia. Sétimo dia, espiritualização vertical. Eu esqueço que eu sou encarnado, eu abdico de tudo aquilo que é atividade material, horizontal, limpar casa, lavar roupa, caminhar, ir no mercado, comprar, fazer compras.

Eu paro isso. No sétimo dia, eu entro em conexão com a minha verticalidade, que é a minha espiritualidade. O sétimo dia é o dia do descanso. O sétimo dia é um pedacinho da eternidade na semana. Olha isso. Então, no sétimo dia, que é o Shabat, por isso que o Shabat é sagrado. Por que o Shabat é sagrado? Porque o tempo é sagrado. É por isso. Isso você não tem em outras religiões, contemporâneas e anteriores ao do povo hebreu. Dessa maneira, não tem. Você tinha festas sagradas, eventos sagrados, mas era um calendário.

Um evento sagrado que acontecia o dia tal. Aqui, não. Aqui, o tempo em si, o transcurso do tempo, ele é cíclico e sagrado. E rítmico. Bom, agora pensa assim. O tempo é sagrado só para nós, seres humanos? Vamos tentar pensar como o hebreu. Se é sagrado só para mim, ser humano, então eu conto seis dias, e aí vem o sétimo, que é um gostinho da eternidade. É você saboreia a eternidade no sétimo dia. Por quê? Porque você fica em oração, você faz um jejum, você se desvincula do mundo material. Olha que bonito isso. É claro que aqui eu estou interpretando de acordo com a doutrina espírita, né?

Os hebreus não leram o livro dos espíritos, viu, gente? Tem gente que vai ficar triste com isso. Os hebreus não conheceram Kardec. Então, eu estou fazendo uma interpretação espírita do tempo, hebreu, ok? Então, no sétimo dia, eu abdico de toda atividade material, por quê? Porque eu preciso espiritualizar-me, eu preciso de espiritualidade, eu preciso desencarnar. Então, o Shabat é o dia da desencarnação, é o dia que eu desvinculo do corpo e de tudo que diz respeito ao corpo, menos livrar o corpo da morte. Essa era a exceção do Shabat.

Você não podia fazer nada, mas, se houvesse risco de vida, o Shabat fica suspenso. Por quê? Porque eu não posso perder o corpo. Eu não posso perder a vida. Então, para salvar alguém, para salvar-se, para procurar uma ajuda médica, aí pode quebrar o Shabat, porque aí é a sua vida que está em risco. Mas, essa era a única exceção, não é? Essa era a única exceção. Então, nesse Shabat, no sétimo dia, eu fazia uma conexão com a eternidade. Ok. E aí, eu começo a contar, então, tudo de sete em sete dias. Sete dias. Agora, e sete vezes sete?

Dá 49, é o jubileu. Aí, eu tenho 49 semanas, eu tenho 49 meses, eu tenho 49 anos, eu tenho 49 milênios. Aí, eu vou contando, mas está tudo dentro, é como se fossem aqueles bonequinhos russos, não é? Você abre um bonequinho e tem outro igual dentro, você abre e tem outro igual dentro. É isso. É um tempo fractal. Ele vai crescendo como um cristal. Mas, essa é a estrutura. Agora, vamos pensar. Vamos pensar aqui. E a Terra? A Terra também segue um ritmo? Ou só o homem sobre a Terra? Ora, mas é claro que a Terra segue. Sabe por quê?

Porque a primeira a ser criada foi a Terra, não foi o homem. Quem foi criado no primeiro dia? E a Terra, essa sem forma e vazia? A Terra. Então, o ser humano só foi criado no sexto dia da Terra. No sexto dia da Terra. Portanto, a Terra também celebra seu Shabat. A Terra também tem seu Yom Kippur. A Terra também. A Terra também celebra sua Páscoa, seu Pentecostes, seu Tabernáculo e seu Yom Kippur. E adivinha? Os hebreus não leram Kardec. Então, qual o nome que eles davam para a transição planetária? Qual o nome que eles davam para a transição planetária?

Yom Kippur da Terra. Não do indivíduo, do planeta. Por que a Terra também não foi criada em uma semana? Ah, Haroldo, mas, quanto tempo dura a semana da criação? Nossa, essa é fácil. Essa é fácil. Não sei. Não sei. Por que eu não sei? Porque aí é ciclo de mundo. Isso aí só os Cristos, co-criadores, que sabem isso. Qual que é o ritmo e o ciclo dos planetas. Então, um dia que nós nos tornarmos, nós vamos combinar aqui. Quem se tornar Espírito puro primeiro e começar a trabalhar na equipe de Jesus e dos Cristos que constroem o mundo, conta para a gente.

Quem chegar a Espírito puro primeiro. Porque isso aí são ciclos cósmicos que os encarnados não têm acesso. Não têm acesso. Nem pela mediunidade. Nem pela mediunidade. É o que diz Emmanuel, ele diz assim. Ao que nos foi informado… Olha isso. É Emmanuel tendo médium Chico Xavier. Quer dizer, podia ter um médium melhor. Era o Chico. E Emmanuel, ele diz assim. Ao que nos foi informado, vai ter uma terceira reunião dos Cristos. Quando? Não sei. Porque é vedado ao soldado saber os planos do general. Nem a mediunidade do Chico tinha acesso aos planos do governador espiritual da Terra.

Nós temos que ter essa noção. Senão, a gente entra num fanatismo, num misticismo todo. Está lá no Livro dos Espíritos. É dado ao homem conhecer todas as coisas? Não. Claro que não. Se com o que a gente conhece nós já estamos fazendo esse estrago, imagina se não tivesse acesso a certas informações. Então, conhecimento é o homem-aranha. Quanto mais… Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Grandes conhecimentos trazem grandes responsabilidades. Então, nós não podemos ter acesso a certos conhecimentos. Então, quanto durou a semana da criação da Terra?

Não sei. Mas, ela tem uma semana. Então, qual é a lição ali? Que existe um ciclo. Então, qual é o último capítulo do livro A Gênese, de Kardec? Os tempos são chegados. Não é isso? Então, o que os Espíritos estavam dizendo? Toca o chofar aí, Júlio. Quer que toque mesmo? Toca. O que eles estavam dizendo pra gente? Vai resumir aí num som. O que o último capítulo do livro A Gênese estava dizendo pra gente? Põe uma sonorização. Põe uma sonorização. Os Espíritos estavam dizendo… Está chegando Yom Kippur da Terra. Um novo ciclo vai começar.

O ciclo da regeneração planetária, do qual todos os profetas da Bíblia cantaram. Só que lá tinha o nome de Olam Rabá. O mundo vindouro. Olha que bonito isso. Eles tinham consciência. O mundo não vai ser esse mundo que eu estou vivendo. Vai ter um mundo vindouro. Um mundo futuro. Um mundo regenerado. Nós também. Nós, Espíritas, também. Toda a nossa esperança e a nossa fé espírita está baseada nisso. A gente sabe que está ruim. Não é? Estava bom. Estava muito bom. Agora está ruim. Aí está piorando. Agora parece que está piorando.

Então, está piorando. Está piorando, mas vai melhorar. Vai ter um mundo vindouro. Nós teremos as encarnações messiânicas. Espírito. Está lá no livro. Revista Espírita. Fevereiro de 1868. Espíritos de todas as ordens da escala espírita encarnarão em nossa ordem. Provocando uma renovação em todos os setores. Na economia, na política, na literatura, nas artes, na religião. Espíritos de todas as ordens da escala espírita. Ou seja, de todas as ordens, inclusive a terceira. Qual que é a terceira ordem? Os Espíritos superiores, os Espíritos puros, vão encarnar em todas as áreas.

Todas. Os profetas diziam. Isaías fala isso. É o tempo do Messias, em que o leão deitaria ao lado do cordeiro. Sem comer o cordeiro, é claro. Não é? Eu confundi. Primeira, segunda e terceira ordem. A primeira ordem? A primeira ordem são os Espíritos imperfeitos. A segunda ordem, os bons Espíritos. Não é? E a terceira ordem, os Espíritos superiores, cujo último grau são os Espíritos puros. Eu fiquei pensando aqui, que a Sheila está aí nos ouvindo, que a evangelização agora tem que ser para os pais, para receber esses filhos todos.

É o que a gente brinca. A gente brinca aqui num tom divertido, porque os Espíritos superiores são muito empáticos e inclusivos. Eles são tão amorosos que eles nos fazem sentir especiais, embora os especiais sejam eles. Então, as pessoas do lado do Chico se sentiam grandiosas. Ao lado do Chico, tinha gente que achava que era gênio. Porque essa é uma característica dos Espíritos mais superiores. Eles nos fazem nos sentir muito bem. Mas, eu digo assim, vamos trabalhar bastante, porque na hora que a Satuma chegar, eu não sei se vai ter…

Será que vai ter espaço para a palestra de Haroldo Lutadias? Será? Vai sim, Haroldo, porque eles vão fazer você se sentir especial. Vão fazer você se sentir especial. Sim, mas quando eles abrirem a boca, quando eles abrirem a boca, a gente vai se curvar, não é? Porque é um amor, um conhecimento. E eles virão para renovar. Para renovar. Então, vão ficar tranquilos. Vão ficar tranquilos. Tem um tempo determinado para todas as coisas, não é? Eu fiquei na dúvida, fui pesquisar. Estou achando que a gente confundiu. A escala espírita está aqui.

Terceira ordem, Espíritos imperfeitos. Segunda ordem, Espíritos bons. E primeira ordem, Espíritos puros. A gente confundiu, trocou a ordem. Na hora que nós falamos. A gente trocou a numeração, não é? É verdade. Terceira ordem. É porque, você está vendo, a gente é tão imperfeito que a gente coloca a nossa ordem como a primeira. Olha que coisa. A primeira como primeiro degrau, não é? A primeira não é a gente, não é? Você vê? O que é a validade de Espíritos imperfeitos? Quando a gente coloca a primeira, não é nós. É por isso que Jesus falou que os últimos seriam os primeiros, não é?

Os últimos seriam os primeiros, não é? Então, para a gente prosseguir, por isso, eles imaginavam um, uma regeneração da Terra. Um Yom Kippur da Terra. E é sobre isso que falam as profecias. É por isso que, quando a gente fala de profecia, de templo, de ciclo, é importante a gente não ter uma ideia mística, porque, para nós, isso soa místico. Para o hebreu, isso era normal como tomar café da manhã, porque o tempo para ele já era sagrado. Isso era uma coisa do cotidiano, isso era normal. Isso não tinha… não tinha nenhum mistério, não é?

O tempo era sagrado, o tempo era cíclico, e eles celebravam esses ciclos e aguardavam o quê? Ora, se o que a gente está vendo aqui, com os nossos olhos, tudo é ciclo, cíclico, a Lua, as estações do ano, os ciclos agrícolas, então, a Terra também tem um ciclo. Ou seja, Deus não faz as coisas na hora que a gente quer. Deus faz as coisas no tempo dele, o tempo de Deus. Maria está tocando, não sei como é que eu não entendi. Então, no tempo de Deus. Então, quando os Espíritos dizem assim, no último capítulo de Agênesis, os tempos são chegados, são os tempos que, aí eles falam, os tempos que Deus reservou para a renovação da humanidade.

Olha isso. Os tempos que Deus reservou. Então, o Yom Kippur, que é o dia do juízo, o dia do julgamento, ou o juízo final, mas, para nós, o que é o juízo final? O juízo final é o julgamento do mundo de expiação e provas. Por quê? Porque o mundo de expiação e provas vai acabar aqui na Terra. Não é? Porque a Terra vai passar de ano. Ela vai ser promovida a mundo de regeneração. Não é? Eu vou descer. Então, quando a gente chegar em mundo de regeneração, vão perguntar assim, ora, o que aconteceu com a Terra de expiação e provas?

Aí, nós vamos falar, morreu, igual o Nérstor da Capitina. Acabou. Acabou. Ela foi julgada, sentenciada e Promovida. Mas, Arô, e quem não conseguir ficar? Quem não conseguir ficar vai ser conduzido para um mundo adequado ao seu grau de evolução espiritual e, principalmente, aos seus desejos, às suas intenções, ao que a pessoa quer. Então, quem quer viver de um modo primitivo, vai ser conduzido a um mundo primitivo. Quem quer continuar num ciclo interminável de expiação e de resgate, vai ser conduzido a um mundo de expiação e prova.

Agora, os que são imperfeitos, estão cheios de defeitos, mas querem melhorar, querem melhorar, desejam melhorar, reconhecem que são imperfeitos, mas têm a humildade de reconhecer isso e desejam melhorar, esses vão ficar. Porque regeneração é para quê? É para regenerar. Você regenera quem já está regenerado? Você só regenera quem está precisando ser regenerado, quem precisa ser transformado. É, Ludo, tem a ver com uma coisa legal que é assim, além do que você até falou, o que a gente busca, mas principalmente dentro do amor de Deus, aquilo que ele julga melhor para o nosso crescimento.

Porque, mesmo nesse momento, a nossa vontade, ela é submissa ao amor de Deus. Porque o amor dele é que faz com que ele tenha as experiências úteis para o seu crescimento. Por isso que tem essa coisa de a gente pensar na reencarnação, não como punição, as questões da doença, etc. Ou os momentos que nós passamos como algo punitivo, ou o quê? Seja apenas fruto da inconsequência nossa. Não, são frutos do amor de Deus. Isso vem porque ele nos ama. Como é que é a passagem de Paulo que fala porque o pai repreende… Como é que é, Ludo?

O versículo? O pai repreende… É, ele repreende a todos aqueles que ele recebe por filho e educa todo aquele que ama. Isso tem muito a ver com essa postura, né, Ludo? Com isso tudo, né? E assim, não é, Júlio? É importante isso, por quê? Deus não fere o livre-arbítrio. Então, se o indivíduo resolveu, usando aqui a linguagem de Calderaro, se ele resolveu descer para os porões da individualidade e reviver suas experiências na animalidade, no primitivismo, o Criador respeita isso. Respeita. Porque ele entende que essa pessoa, ela não se atorou ainda.

Portanto, ele será conduzido a um mundo primitivo onde ele possa expressar com toda força esse seu anseio de viver os porões da sua individualidade. E é bom isso também, porque ele acaba contribuindo para o progresso dos outros primitivos lá. Eu tenho pensado sobre esse assunto porque a gente sempre pensa como uma festa, né? Uma celebração. Porque o mundo, ele vai chegar nesse patamar, né? E aí a gente pensa, mas a questão não é só individual, né? Porque os nossos amores podem ir para outros mundos e tudo. E a gente sempre sabe que uma mãe não fica no céu se o filho não está com ela, né?

Então eu acho que em termos de mundo a gente vai ter muitas reflexões, né? Mesmo para os que ficarem, porque às vezes a nossa família espiritual não vai estar completa e a gente vai atrás daqueles, né? Aí, Eleonora, é aquela parábola da pessoa que vendeu tudo que tinha para o tesouro, né? Para encontrar o seu tesouro. Então você pensa assim, o espírito de Elive, lá no livro, há dois mil anos, veio para um mundo de expiação imprópria. Por causa de quem? De Públio Lentos. Então a gente percebe, pela leitura do romance, que ela está meio deslocada, né?

Ela está meio deslocada ali. Então os senadores vão almoçar, aí antes de almoçar tem uma briga de gladiador, até um matar o outro. Antes do almoço, imagina isso. Antes de almoçar, você vê alguém matando o outro do seu lado. Fala, matou, agora vamos almoçar. Ela achava isso… O dia que foi dar uma festa lá, ela pediu para o Públio, olha, você pode fazer tudo, mas sem morte de gladiador. Quer dizer, é um espírito que estava fora de lugar, mas veio por causa do seu amor, dos seus amores, né? Dos seus amores. Do Públio, da filha.

Voltou. Então isso vai acontecer também. Vai acontecer também. Muita gente vai voltar aí para o mundo primitivo, voltar com a inspiração própria, e tem espírito que vai junto, porque… O Bezerra, né? A gente tem essa história, né? Que ele já poderia estar em outros mundos, e ele falou que tem filhos aqui, né? Tem ligações profundas, afetos. Falou, não vou ficar porque eu quero… E é bonito isso também, porque quando você fica ajudando no trabalho do missionário, você está evoluindo como se estivesse no outro, né?

A evolução é muito intricada. Não é linear, assim como a gente pensa. É muito… Deus está em todos os lugares. Isso é importante. Deus está em todos os lugares. Eu ia falar que… Você falou isso, né? Me vê assim. Deus está em todos os lugares, e principalmente dentro de nós. Exatamente. Onde quer que a gente esteja. Onde quer que a gente esteja. Por isso tem uma mensagem do Emmanuel, Júlio, eu acho belíssima, essa mensagem é muito linda. Eu vou até pegá-la aqui. É uma prece dele, chama Ação e Oração. Olha que coisa bonita.

Aí, eu vou encerrar com ela, que eu tenho um compromisso, Júlio, como eu tinha falado, né? Oi, Júlio? É que eu estava procurando aqui também. Não, já está aqui. Está bom. Ação e… Não, Aroto, está tranquilo, você me já explicou. Aí, ele fala assim, no finalzinho da mensagem. Eu vou ler o início e o final. Ação e Oração. Sempre muito importante a oração por luz interior, no campo íntimo, clareando passos e decisões, sem nos despreocuparmos, porém, da ação que lhe complemente o valor nos domínios da realidade objetiva.

A ação é serviço. Oração é força. Pela oração, a criatura se dirige mais intensamente ao Criador, procurando-lhe apoio e bênção. E, através da ação, o Criador se faz mais presente na criatura, agindo com ela e em favor dela. E eu não tenho mais nada a dizer. Nem minha cansa. Olha que lindo, não é? Agindo com ela e em favor dela. Está sem o áudio. E você? O Júlio está sem áudio. Acho que pode continuar, ele falou. Júlia, Leonora, vocês despedem de todos aí, que eu estou com compromisso aqui no tribunal. Eu vou ter que ir.

Eu sou coordenador de um centro de conciliação lá e tenho uma atividade, mas, no próximo, a gente dá uma fechadinha e avança. Ótimo, obrigado. O que eu tinha te falado é isso mesmo, que eu sabia que você tinha um compromisso agora, mas foi ótimo o estudo hoje, a gente conseguiu avançar e, na semana que vem, a gente vê se dá aquela amarrada e vamos em frente. Vamos em frente. Tá bom, Haroldo. Obrigado, viu? Vou agradecer o pessoal aqui. Um abraço a todos aí que estão nos acompanhando. Um final de semana abençoado, tudo de bom, muita paz.

E lembrar disso, pela oração a gente busca a Deus, pela ação Deus nos busca, agindo conosco e em nosso favor. Olha que coisa linda. Lindo. Lindo mesmo. Um beijo, gente. Tchau. Legendas pela comunidade Amara.org

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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