#018 – Estudo do Velho Testamento – Livro Isaías

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, conduzida por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no Livro de Isaías, dando continuidade à análise do julgamento de Israel e das nações, que culmina no julgamento da Terra inteira. O estudo se aprofunda na estrutura profética de Isaías, especialmente na primeira parte do livro (até o capítulo 40), que segue o modelo da festa judaica do Yom Kippur.

O que é estudado neste episódio

  • O Yom Kippur como Estrutura Profética: Haroldo Dutra Dias explica que o Yom Kippur, o “Dia da Purificação”, serve como um modelo para a compreensão das profecias. Ele enfatiza que o estudo do Yom Kippur não visa a adoção de tradições, mas sim a interpretação do contexto e da simbologia profética.
  • O Conceito de Juízo e Julgamento: É feita uma distinção entre a concepção moderna de “juízo” (tribunal, pena) e a compreensão antiga, onde o rei era o juiz supremo, legislador e administrador. Isaías, que trabalhou na corte real, não conhecia a estrutura de justiça como a entendemos hoje.
  • Contexto Histórico e Político de Isaías: O profeta Isaías viveu e profetizou durante o reinado de quatro reis (Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias), em um período de decadência política e espiritual de Israel. Ele era um nobre culto, primo do rei Uzias, e atuava como conselheiro na corte.
  • A Denúncia dos Desvios dos Reis: Isaías denuncia os equívocos e desvios dos reis, como o sacrifício humano do filho mais velho pelo rei Acaz, uma prática abominável e alheia à tradição hebraica, mas comum em culturas vizinhas.
  • O Tema Central da Bíblia: O Reino de Deus: Haroldo Dutra Dias argumenta que o tema mais importante da Bíblia é o “Reino de Deus” ou “Reino dos Céus”. A expulsão do Éden é interpretada como uma pausa no reinado divino e o início da tentativa humana de reinar sobre a Terra, exemplificada pela história de Caim e Abel.
  • O Julgamento das Nações e da Terra: Os capítulos 13 a 23 de Isaías descrevem o julgamento das nações arquetípicas (Babilônia, Assíria, Egito). Em seguida, os capítulos 24 a 27 abordam o julgamento da Terra inteira, que Isaías chama de “o dia do Senhor” ou “o dia da purificação”.
  • Transição Planetária e Devastação Moral: A “purificação da Terra” é interpretada como a transição planetária, que se dará em duas fases: a devastação da Terra (capítulo 24) e sua regeneração (capítulos 25 a 27). A devastação não é física, mas moral, onde o mal atinge seu ápice, evidenciado pelo aumento do suicídio e da loucura como marcas da transição.
  • A Lei de Causa e Efeito e a Misericórdia Divina: A lei de causa e efeito é apresentada como um mecanismo de purificação, identificando a impureza e estabelecendo consequências. A misericórdia é intrínseca à lei divina, distinguindo-a da lei humana.
  • O Mal como Bem Apenas para Si: Com base na obra “Ação e Reação” de André Luiz, o mal moral é definido como “bem-estar, progresso, felicidade, vitória apenas para si”, em contraste com o bem, que é para todos.

Reflexões

  • A compreensão do Velho Testamento à luz do Espiritismo revela a profundidade dos ensinamentos proféticos, que transcendem o tempo e se aplicam à nossa jornada evolutiva individual e coletiva.
  • A transição planetária, descrita por Isaías como o “dia da purificação”, não se refere a cataclismos físicos, mas a uma devastação moral que antecede a regeneração, onde o mal atinge seu ápice para que a humanidade possa, então, ascender a um novo patamar de evolução.
  • A lei divina, intrinsecamente misericordiosa, atua como um processo de reeducação, e não de vingança, permitindo que cada espírito, mesmo após milênios de erros, encontre o caminho da regeneração e do autoconhecimento.

Ler transcrição do episódio

Bom dia! Bom dia a todos! Bom dia, Júlio! Bom dia, Haroldo! Como é que você tá? Tá tudo bem, né? Tudo em paz, na disciplina da quarentena. Tem jeito, né? Vamos dar uns bons dias aqui? Eudenira Freitas, a Chile de Salvador. Nossa, ô Chile, tudo bem? Eu tô desejando uma live pra Chile. Chile, eu não esqueci não, você me perdoa. É tanta coisa aqui, nós temos que agendar essa live, né? Conta comigo, viu, Chile? Desculpa, não tenho respondido, agora que eu lembrei. Janicel, Magnolia Benício, Ana Paula, Ailda aí, Heitor, Elisabete, o pessoal tá aí, né?

Firme no estudo. Bom dia a todos! Tem um pessoal que você já conhece aí, né, Haroldo? Talvez já acompanha outras lives. Leila, a Selene aí, a Selene é a moça da ata, Haroldo. Frikistina, a Isabel. Então, é uma turma boa. Aos pouquinhos nós vamos dando as notícias aqui. Bom dia a todos, que nós possamos hoje estudar um pouquinho mais de Isaías, né, Haroldo? E trazer pra, e trazer pra, pro nosso esclarecimento do evangelho, né? É tudo isso aqui é pra gente se tornar melhor, né? Exatamente. Meu amigo, que que é que tem pra hoje?

Pois é, hoje nós vamos dar continuidade, nós tínhamos falado sobre o julgamento de Israel e fizemos uma introdução sobre o julgamento das nações, que é uma progressão que vai culminar no julgamento da terra inteira. Então, hoje nós temos que falar sobre isso. A gente falou também, no episódio passado de Isaías, sobre o Yom Kippur, que era o dia da purificação, o dia do juiz, ou chamado dia do senhor. Então, a gente tem que retomar algumas coisinhas aqui, né? Vamos, vamos. A sua imagem de um lado tá mais escura um pouco, Haroldo, acho que você chegou aqui.

Só dar uma ajeitadinha aí. Então, tá bom. Então, vamos fazer nossa prece pra gente começar, então, juntos. Mestre, amigo Jesus, nós te agradecemos, senhor, por este dia, por esta manhã em que podemos estar juntos, dedicado ao estudo das escrituras antigas, para um melhor entendimento dos processos que regem nossas vidas nos dias de hoje. Agradecemos, senhor, por todos aqueles que comparecem para o estudo conjunto, fortalecendo nosso ânimo, nos trazendo alegria, motivação. Que nós possamos, senhor, nesta manhã, unirmos a nossa voz, os nossos pensamentos ao teu pensamento, senhor.

Que nós possamos, nesta manhã, juntos, caminharmos pelas estradas floridas do teu evangelho, repletas de conhecimentos e aprendizados. Pedimos, senhor, em favor do Haroldo, para que ele possa trazer o estudo da melhor maneira que sim seja. Haroldo, obrigado, querido. Vai aí. Vou ficar te assistindo. Bom, então, nós comentamos sobre a estrutura do livro de Isaías, a gente vem falando sobre isso aqui, não é? E que a primeira parte do livro de Isaías, que vai, basicamente, até o capítulo 40, o chamado primeiro Isaías, até o capítulo 40, mais ou menos, a gente tem a estrutura, que é uma estrutura básica dos livros proféticos.

Os livros proféticos, de modo geral, eles seguem a estrutura da festa do Yom Kippur. Isso é importante. Do Yom Kippur. Então, vamos lá para que a gente não confunda. O Yom Kippur é uma tradição em uma festa judaica. Nós estamos estudando aqui o Yom Kippur para entender as profecias. Nós não estamos estudando aqui o Yom Kippur para repetir as tradições, como se nós, hoje, acreditássemos em tudo aquilo, gente. Isso aqui é igual aula de história. Quando você estuda história, não significa que você concorda com tudo que aconteceu, ou que você vai repetir o que você está lendo nos livros de história.

Então, quando a gente estuda aqui o Yom Kippur, é para a gente entender. Então, como é que funciona o Yom Kippur? O Yom Kippur é um dia especial que é preparado, é um dia que está inserido numa festa, é uma festa que dura dez dias. Dura dez dias. A culminância da festa é o dia do Yom Kippur. Yom é dia, em hebraico, Kippur. Essa raiz significa puro. Então, o dia da pureza. O dia da purificação. E isso é importante. Isso é muito importante. Porque nós não podemos transferir para uma festa que tem três mil anos as tradições e os conceitos nossos, ocidentais, europeus, para uma cultura de três mil anos atrás.

Então, é perigoso quando eu digo o dia do juízo, porque quando eu falo juízo, o dia do julgamento, o que eu penso? Eu penso numa tradição europeia de tribunal, de julgamento, de mandar as pessoas para a prisão, de pena de morte, de cadeira elétrica. E alguns, com a imaginação mais fértil, chegam até a enxergar a estrutura de um júri americano. Então, não tem nada a ver com isso. Isaías nunca assistiu nenhum filme de Hollywood. Isaías nunca assistiu a um júri norte-americano. Isaías não sabe o que é um presídio. Ele não foi num presídio.

Ele conhecia prisão. Prisão sempre teve, desde que a humanidade é a humanidade. Mas, presídio ele não conhecia. Essa ideia de um tribunal de justiça, da maneira como a gente entende aqui, ele também não conhecia. As funções de justiça, de legislação, de execução, de administração, estavam concentradas na mão do rei. Então, o rei era o supremo juiz da nação, o supremo legislador e o supremo administrador. E aí ele criava uma estrutura, delegava uma série de funções, então você tinha a corte real com diversas pessoas para ajudar o rei a cumprir suas funções executivas, legislativas e judiciais.

Então, não vamos transferir para os textos bíblicos tradições que são nossas. Porque isso, em história, se chama anacronismo. Você está querendo estudar uma época histórica com os seus valores de hoje, achando que o que você vive hoje sempre existiu. Não! Não! Não! Então, Montesquieu não havia escrito ainda a sua magna obra, não havia divisão de poderes. Então, vamos nos desvincular dessas ideias que a gente tem. A ideia do juízo, e é importante a gente entender isso, porque na época de Isaías, quem era o grande julgador no plano social?

O rei. Então, era o rei que era o juiz supremo da nação. Poderia mandar matar, poderia mandar prender, poderia condenar. Quem era o legislador da nação de Israel? O rei. O rei. Tanto que, e nós vamos ver isso aqui, a tradição aponta, a tradição, hein? Isso não está no livro de Isaías. Isso está na tradição judaica. Nos estudiosos de dois mil anos atrás, no Talmud, na tradição judaica, disse que Isaías era primo do rei Uzias, o rei Uzias. Foi o primeiro rei com quem Isaías conviveu. Isaías trabalhava na corte do rei.

Então, ele era uma espécie de sábio que dava consultoria ao rei. Consultoria religiosa, consultoria espiritual. Ele estava na corte real. E aí, o Isaías, ele tem uma coisa assim, é muito curiosa, né? Porque ele passou por quatro reis, né? Quatro reis. O Isaías, ele ficou muito tempo, muito, muito, muito tempo acompanhando ali o reinado, tanto do norte quanto do sul, mas especialmente o reinado do sul, porque nessa época já estava dividido, as dez tribos do norte e as duas tribos do sul, já havia essa divisão, mas o fato é que ele pegou vários reis.

Desde 740 até 680, que é mais ou menos o período aí que Isaías exerceu a sua atividade profética. Ele começa com seu primo, que é o rei Uzias, e ele termina com o único rei, que é Manassés, que, segundo a tradição, cerrou Isaías ao meio. Então, Isaías foi condenado à morte e o rei Manassés, que era um sujeito completamente perturbado, mandou cerrar Isaías ao meio. Mas não foi só isso, não, né? Isaías também, nós vamos ver isso aqui, ao longo do livro de Isaías, ele fala muito com o rei Acás. E o rei Acás também estava perdido, estava completamente perdido.

O reinado de Israel vivia uma decadência política, uma decadência espiritual, especialmente uma decadência espiritual. Então, para vocês terem uma ideia, o rei Acás começa a fazer alianças com uma potência bélica que existia na época, que era o Império Assírio, que depois se torna Império Assírio-Babilônico. Então, isso começa lá com Tiglath-Pileser, 745, 734, Tiglath-Pileser, Sennacherib, o rei Sargon, né? Então, essa turma, primeiro eles invadem o norte, levam todo mundo como escravo, as dez tribos do norte vão para o exílio e o Acás apavorado, porque eles começam a invadir o sul e aí, por uma questão lá, eles perdem a tropa e voltam atrás.

Olha isso, hein? E, depois, não invade mais, só vai invadir lá na frente, bem lá na frente, depois 638, por aí, e aí, depois, Judá também vai como cativo e aí a gente tem um grande exílio na Babilônia, que foi provocado pelo império, agora, Assírio-Babilônico, porque a Assíria incorpora a Babilônia e forma uma só potência. Depois, nós vamos ver isso, essa grande potência, o império Assírio-Babilônico, o rei que representa essa potência é o Nabucodonosor, lá do profeta Daniel. Então, esse é mais ou menos o quadro, eu estou dando um quadro político aqui, um quadro geopolítico, melhor dizendo, para que a gente possa entender.

Então, Isaías, ele passa por quatro reis, por quatro reis, é importante isso, né? O Isaías, ele trabalhava na corte, ele estava ali, na corte real, e a gente tem que levar isso em conta quando a gente está estudando o profeta Isaías. Era um homem culto, estudado, de hábitos nobres, Isaías era um nobre, intelectual, primo do rei, trabalhava com o rei, assessor do rei, então, ele estava, e isso é importante, então, a gente tem um profeta, e não é um profeta que está num deserto, fazendo jejum, vivendo em penitência, não.

O maior profeta bíblico, porque Isaías é o maior profeta bíblico, o maior profeta bíblico trabalhou ao lado de quatro reis, ele era um nobre da corte. Importante ser dito isso, pra gente perder, assim, algumas fantasias, algumas ilusões. E todo o tempo ele está advertindo o rei, todos os reis. Por isso que o Manassés, por fim, lá na frente, Isaías já estava mais velho, mandou matar o Isaías, porque devia ser um incômodo aquele velhinho ali dando conselhos espirituais, chamando a atenção, falando, ah, isso não pode, isso não é ético, isso não é moral, você está se desviando.

Chegou uma hora que o Manassés perdeu a paciência, mandou matar. Então, e aí a gente vê os reis aqui, mesmo o acasso, mesmo o acasso. Então, eu estava contando aqui, quando a Síria tenta invadir Jerusalém, começa ali o reino do sul, que é a tribo de Benjamim e de Judá, porque os reinos do norte já estavam devastados, o acasso tem uma ideia, uma ideia religiosa, para você ver como que é a mentalidade desses reis. Então, o que ele faz? Ele acredita que ele está sendo castigado por Deus, ele pega o seu filho mais velho e mata, sacrifica o seu filho mais velho, ele mata o seu filho mais velho como se, em uma tentativa de aplacar a raiva de Deus.

Olha como que funciona o psiquismo desses indivíduos. Matou o filho mais velho, sacrificou, deve ter lido lá a questão de Abraão, que ia sacrificar, mas o Abraão não sacrificou, não é? Não houve sacrifício, mas o Acá, sim, matou o seu filho mais velho, assassinou o próprio filho numa cerimônia religiosa de sacrifício humano, sacrifício humano, para aplacar uma suposta ira divina sobre a nação de Israel. Isso é, isso é particularmente complicado, porque não há na tradição religiosa do povo hebreu sacrifício humano. Isso tem na Mesopotâmia, na Síria, na Babilônia, um pouco no Egito, então, no entorno de Israel, havia nações e cultos religiosos com sacrifício de ser humano, inclusive, principalmente, sacrifício de crianças.

Crianças eram queimadas, vivas, ou eram degoladas, crianças, em rituais religiosos, rituais religiosos. Então, é importante a gente ter uma ideia de e é isso que, é claro, é óbvio que o Isaías vai denunciar esses grandes equívocos, esses desvios gigantescos dos reis da nação de Israel que estava se desviando da sua tradição religiosa. Da sua tradição sapiencial, não é? E, quando eu digo tradição religiosa, eu não estou falando só a tradição do sacerdote, porque nós temos que imaginar, por exemplo, o rei Davi, o rei Salomão.

Então, esses reis são um exemplo de reis que buscavam, apesar das suas deficiências, apesar das suas dificuldades, os reis de Israel não são anjos, não são espíritos puros que estão ali no poder, mas também não chegavam a esse nível de perturbação e de deturpação da tradição religiosa do povo hebreu. Então, é nesse contexto que vive Isaías. Isaías vive um contexto muito difícil. Ele está dentro da corte, ele está ao lado do rei, mas ele está convivendo com reis que são completamente perturbados, espiritualmente falando, reis que estão se desviando da tradição religiosa.

Essa é uma denúncia forte que permeia toda a obra de Isaías, toda a obra de Isaías. Então, eu só estou contextualizando, isso aqui é só uma introdução, eu estou dando um contexto para o que eu vou falar agora. Bom, os profetas, a tradição profética, só para a gente poder entender historicamente, os profetas, desde os primeiros, aqui Isaías, Jeremias, Ezequiel, até o último Zacarias, esses profetas, que contexto político, geopolítico do Oriente Médio eles presenciam? Bom, esses profetas todos, então nós poderíamos dizer que as profecias bíblicas, olha isso, até João Evangelista, até Apocalipse, até Apocalipse.

Então, de Natan, que é o profeta que está ao lado do rei Davi, olha isso, de Natan até João Evangelista, qual é a história geopolítica do mundo? A história é a seguinte, nós temos um império assírio-babilônico, que sucede o Egito. Sucede assim, não é, gente? Os impérios eles têm um crescendo e depois eles entram numa decadência. Quando o império está numa decadência, já começa a ascensão de outro. É assim, não é? Quando um está decaindo, o outro já começa a subir. Então, quando o Egito, temos que lembrar que o Egito é o quê?

O Egito foi a grande potência que escravizou o povo hebreu. Então, o Egito foi uma potência. E, aí, o Egito é iníquo, não é? Iníquo de uma potência opressora, que é uma metáfora, o Egito é uma metáfora do reino dos homens. Lembra a gente falou isso aqui? Então, essa tensão, ela está na Bíblia. O reino dos homens e o reino de Deus. Então, desde a expulsão do paraíso, do Éden, cessa, é como se desse um uma pausa. Então, o Éden é visto como um momento em que eu tenho o reino de Deus na sua plenitude. Com a saída do paraíso, gente, isso tudo aqui é uma parábola, isso aqui é uma metáfora, pelo amor de Deus, ninguém vai interpretar isso aqui ao pé da letra, pelo amor de Deus.

Nós estamos no ano 2020. Eu peço encarecidamente, ninguém interpreta isso aqui ao pé da letra, né? Ok? Então, a metáfora é que com a expulsão do paraíso, nós temos uma pausa, né? Uma pausa no reino de Deus e ingressamos numa tentativa humana de reinar sobre a Terra. Então, nós podemos dizer que a semente do reino dos homens está em Adão, Eva e Caim. Adão, Eva e Caim. Então, a primeira tentativa é muito importante, porque se a gente não compreende essa metáfora, então, nós estávamos ali num ambiente sob o reinado de Deus.

Vem… Tá bom, tudo organizado. Mas, aí, Adão e Eva falam, não, nós não queremos essa estrutura em que Deus seja o rei. Nós queremos nós sermos reis. Olha que interessante. Então, é uma proposta, não, deixa o reino de Deus pra lá, eu quero um reino humano sobre a Terra. E, aí, começa o reino dos homens. Sai do paraíso e o primeiro resultado disso é que eles têm dois filhos, Caim e Abel, e Caim mata o próprio irmão. Esse é o alicerce do reino dos homens. É por isso que Jesus, a todo momento, vai usar esse tema bíblico, gente, esse tema bíblico, ele é muito importante.

O reino dos céus é semelhante a… O reino de Deus é semelhante a… E, se nós olharmos para a própria oração do Pai Nosso, olha isso, Pai Nosso, que está nos céus, não é material, ele não é corpóreo, Deus não é material, Deus não é corpóreo, olha que bonito isso, questão treze do Livro dos Espíritos, Deus é incorpóreo, imaterial, ele está nos céus, quer dizer, nos céus significa, não está no plano material da carne, no plano corpóreo, ele não está nessa instância que nós, encarnados, estamos. Então, Pai Nosso está nos céus, seja feita a tua vontade, olha que interessante, seja feita a tua vontade e, logo na sequência, venha o teu reino, venha o teu reino.

Então, esse tema, nós poderíamos dizer que é o tema mais importante da Bíblia. Se alguém me perguntasse assim, Haroldo, eu quero que você resuma a Bíblia toda, toda, toda, agora, pega a Bíblia toda aí, todinha, todinha, está aqui, estou usando aqui a Bíblia de Jerusalém, é que nós estamos usando aqui para o nosso estudo, então, peguei ela todinha, aí a pessoa me fala assim, Haroldo, resume para mim tudo isso em uma frase, uma frase, eu falo, não, não preciso, eu só preciso de três palavras para resumir isso tudo aqui, três palavras, reino de Deus, reino de Deus, esse conceito é profundo, ele é a pedra angular, a pedra angular, então, façam mal, quer dizer, isso já tem pronto, não é?

Você compra, tem obras protestantes que já tem isso, elas recortam todas as falas, todas as falas de Jesus, isso é legal, porque às vezes a gente está lendo o Evangelho e aí você lê uma passagem, uma outra passagem, e a gente não tem ideia das falas de Jesus reunidas, então, quando você pega todas as falas de Jesus e reúne num texto, você vai ver que dá um texto pequeno, os protestantes já fizeram isso, tá, gente? Já tem obra assim, já tem harmonia que pega só as falas de Jesus, os ditos de Jesus, isso já tem pronto, na internet você consegue isso, fácil, quando você lê só as falas de Jesus, você vai ver que a coisa que mais Jesus fala é reino de Deus ou reino dos céus, que é sinônimo, reino de Deus ou reino dos céus é a mesma coisa, é a mesma coisa, é a mesma coisa, não é?

A mesma coisa, a mesma, a mesma coisa, reino dos céus ou reino de Deus. E, quando você lê só as falas de Jesus, no Novo Testamento, Mateus, Marcos, Lucas e João, você vai ver que a todo momento Jesus está falando reino de Deus, reino de Deus, reino dos céus, reino de Deus, reino de Deus, Deus, vontade de Deus, Deus como soberano. Então, esse é o tema. Esse é o tema que começa quando Adão e Eva são expulsos do jardim do Éden. Então, a expulsão do jardim do Éden já insere o tema do reino de Deus. E o reinado dos homens começa já Com uma desobediência, a desobediência de Eva e a desobediência de Adão, que culmina essa desobediência, essa rebeldia, essa teimosia, ela culmina com um assassinato, um irmão matando o próprio irmão.

Então, essa o fato dos dois serem irmãos é um símbolo, porque a ideia é que se todos somos filhos de Deus, então, em última instância, todos somos irmãos. Qualquer assassinato é sempre o assassinato de um irmão. Quando eu mato, eu estou sempre matando o irmão. Não é? Então, toda vez que há um assassinato, toda vez que alguém prejudica alguém, toda vez que alguém causa mal a alguém, ele está, na verdade, nesse modelo narrativo, ele está repetindo a história de Caim, está se tornando um Caim. Aliás, o Augusto dos Anjos tem aí o projeto, foi publicado o livro Zé Henrique Martiniano em parceria com o SER, o projeto das poesias do Augusto dos Anjos, e tem lá, toda hora ele vai falar do Caim, a raça adâmica, o Caim, a raça adâmica, olha que interessante, a raça adâmica.

Quando eu digo raça adâmica, quando eu digo Caim, os Caim, de novo, Caim, é uma simbologia para falar do quê? Do reino dos homens, do reino dos homens. Então, toda vez que tem reino dos homens, tem assassinato, traição, puxada de tapete, calúnia, inveja, prejuízo ao outro. Não é? Então, é isso. É isso que a gente precisa compreender. Aí, alguém vai me perguntar assim, mas, Haroldo, por que você, assim, por que você está falando isso? Bom, eu estou falando isso porque nós estamos estudando, assim, o segundo bloco, a gente fez aquela divisão estrutural, dos capítulos 13 aos 23, o que está acontecendo?

Isaías, como uma metáfora, como um enredo, ele está descrevendo um Yom Kippur, um dia do Senhor, um dia da purificação. E, para haver purificação, é preciso haver justiça. Justiça significa levantamento dos crimes cometidos, dos erros cometidos e julgamento. Então, dos capítulos 13 aos 23, as nações arquetípicas, Babilônia, Assíria, Egito, as nações arquetípicas, elas são julgadas. Então, lembram que eu falei? Qual foi o contexto geopolítico vivido de Natan a João Evangelista? Impérios que foram Assírio-Babilônico, depois o Império Medo-Persa, depois o Império Grego-Macedônico, depois o Império Romano.

Então, é essa a literatura bíblica. Os profetas bíblicos viveram nesses impérios. Eles escreveram seus livros ou ditaram seus livros nesse contexto. Então, eu tenho, primeiro, o Império Assírio, depois Assírio-Babilônico, aí Assíria-Babilônia cai, aí vem o Império Medo, Medo-Persa, aí vem o Império Grego, Alexandre o Grande, Grego-Macedônico, depois vem o Império Romano e se torna o maior de todos, muito maior do que o Assírio-Babilônico, muito maior do que o Império Medo-Persa, muito maior do que o Império Grego-Macedônico, se torna o maior império bíblico.

Não é? Então, o maior império bíblico, o Império Romano. Então, é isso que eles vivem. Mas, o que que está por trás aqui? Está por trás desse ser humano, quer dizer, esse ser humano que ele quer resolver, ele quer encontrar uma solução para o mundo ele quer resolver. Ele fala assim, deixa Deus para lá, eu agora eu vou resolver esse negócio, eu que vou resolver agora. E, a gente está tentando desde Caim. Nós estamos tentando desde Caim. Bom, então, o primeiro a ser julgado foi a Nação de Israel, porque a Nação de Israel era como se fosse assim, o irmão mais velho de todos os irmãos.

Israel era o mais velho e ele falhou. Então, o julgamento começa, porque nós vimos isso, do capítulo 1 ao capítulo 12, é o julgamento de Israel. E, na verdade, durante todo o livro de Isaías, nós vamos ter sempre uma alfinetadazinha em Israel. Então, nós não podemos falar que Isaías foi parcial, porque ele dá sempre a alfinetada nele mesmo, na nação dele, no povo dele. Ele não protege. Então, do 3 ao 23, começam a entrar os outros povos. Ou seja, o que nós temos em toda profecia, gente? Em toda profecia. O livro de Apocalipse é assim também, é um Yom Kippur.

O Apocalipse é uma descrição do Yom Kippur mais detalhada ainda. Por isso que muita gente não entende o Apocalipse, porque não sabe como é a festa do Yom Kippur. Não sabe. Sabe, assim, de jogar no Google, na internet. Não conhece os detalhes da festa do Yom Kippur. E aí, não entende nada dos símbolos que estão lá. Selo, taça. Aquele símbolo, não entende. A trombeta. Então, trombeta, taça, selo, tudo isso são elementos da festa de Yom Kippur. A festa de Yom Kippur, o primeiro dia dos dez, começa com… Como é que começava?

Com o toque do xofar, do chifre. Não é trombeta. Uma pessoa fica imaginando uma trombeta, um trompete, né? Tem nada de trombeta, de trompete. Trombeta é coisa de… da Grécia, depois Roma, Idade Média, né? Aqui era um chifre, um berrante, chifre de carneiro. Xofar. Então, a cerimônia começava, surgia lá a lua, os sacerdotes olhavam, tocavam o xofar e aquele som dizia. Quando você ouviu o xofar, o que aquilo dizia? Começou o Yom Kippur. Começou a purificação. Começou o julgamento. Começou o julgamento. Não é? Então, é isso.

Toda a profecia está nessa estrutura. Todos, gente, todos os profetas bíblicos, todos, a estrutura é essa de um julgamento. E aqui também. Então, o que eu estou dizendo é leia os capítulos 1 a 40, especialmente 1 a 40, como uma cerimônia de Yom Kippur, como um dia do juízo. Eu não gosto de usar dia do juízo. Eu gosto de usar, não é? Porque fica parecendo armagedom, Hollywood, 2020, essas… Melhor nem falar. Eu prefiro o dia da purificação, porque é purificação. Como é que você purifica? Identificando o que está impuro, identificando o que está imperfeito e julgando, estabelecendo consequências para a impureza.

É a pura lei de causa e efeito. O que é a lei de causa e efeito? Ela identifica a impureza, identifica o que não está adequado e estabelece consequências para isso. É isso. Então, vamos lá. Vamos lá. Então, aqui, nessa cerimônia, que eu imagino é um grande julgamento, quem é o rei? Deus. Quem é o juiz? Deus. Quem é o legislador? Deus. Quem é o condutor da cerimônia? Deus. Quem estabelece as consequências? Deus. Quem age com misericórdia? Deus. Tem misericórdia? Tem. Tem. Por quê? Porque a misericórdia faz parte da lei divina.

A misericórdia não é um benefício fora da lei. Não. A lei divina já é misericórdia. A misericórdia está dentro da lei divina. Se eu tirar… Olha isso aqui, gente, para quem está anotando. Se eu tirar a misericórdia da lei divina, ela deixa de ser lei divina e se torna lei humana. Vou repetir. Se eu tirar a misericórdia da lei divina, ela deixa de ser lei divina e passa a se tornar lei humana. Não é? Então, por que eu estou dizendo isso? Porque lá no capítulo 35 de Isaías, nós vamos ter todo um capítulo dedicado à misericórdia divina.

Porque aqui vai ser uma progressão. Israel vai ser julgado. Aí vamos. Primeiro réu! Aí entra Israel. Imagina isso, como se fosse um cenário. Agora pensa num filme americano, que agora ajuda, né? Não existe isso, gente. É só para a gente entender. Chama o primeiro réu. Aí entra Israel. Chama os outros réus. Aí entra Egito, Assíria, Babilônia. Julgo. Aí agora o julgamento vai para onde? Nos capítulos 24 a 27. Para a terra inteira. Para a terra inteira. Então, o que Isaías está dizendo aqui é… Gente… Esse é o Isaías falando, tá?

Vou fazer um teatro aqui. Isaías está dizendo assim… Pessoal… Vou contar uma coisa pra vocês. Nós vamos ter um julgamento da terra inteira. Da terra inteira. Os espíritas vão chamar isso de transição planetária. Mas como eu, Isaías, não sou espírita, porque o Kardec não nasceu ainda, eu, Isaías, chamo de o dia do senhor. O dia do juízo ou o dia da purificação. O Yom Kippur. O dia do senhor. Porque eu, Isaías, não lia o livro dos espíritos, gente. Eu vivo aqui no ano setecentos e oitenta a seiscentos e quarenta.

O livro dos espíritos só vai aparecer em mil oitocentos e cinquenta e seis. Então, eu não li ainda o livro dos espíritos. Entendeu? Então, esse dia em que a terra será purificada, eu vou chamar de o dia do senhor. Em que a terra será purificada. E isso se dará em duas partes. Então, está lá no capítulo vinte e quatro. A primeira parte que é o quê? Devastação da terra. Qual que é a primeira parte? Está no capítulo vinte e quatro, gente. Olha, se você tem problema de pressão alta ou se você tem problema cardíaco, eu aconselho você não acompanhar esse estudo aqui.

Se você é muito sensível, o que eu vou falar agora é duro. O capítulo vinte e quatro de Isaías diz assim. O julgamento da terra é dividido em duas partes. Primeiro, a terra é devastada. Depois, ela é regenerada. Faz sentido? Porque regenerar é gerar de novo. Então, eu olho para uma plantação. A plantação foi devastada. O que eu faço? Eu regenero. Eu gero de novo uma nova vinha. Esse é o símbolo. Então, no capítulo vinte e quatro, está descrito uma devastação da terra. E, nos capítulos vinte e cinco a vinte e sete, a regeneração da terra.

Agora, nós não estamos falando de maremoto, de terremoto, nós não estamos falando de meteoro caindo na terra, nós não estamos falando de um planeta mochileiro que vem, entra no sistema solar e atrapalha tudo. Não. Não. Não, não, não. Nós não estamos nos referindo a nenhuma dessas fantasias. Nós estamos nos referindo a o que Kardec escreveu no livro A Gênese, especialmente na última parte do livro A Gênese. Então, o que ele diz? Os abalos serão morais. E devastação significa o quê? O mal tem que atingir o ápice. O ápice.

O ápice. Não é? Então, a ideia aqui é bem simples. Primeiro, você cai, cai, cai, cai, cai, cai, até chegar no fundo do poço. No fundo do poço. Quando chega no fundo, no fundo, do mais fundo, do mais fundo do poço, quando não tem mais poço para afundar, quando não tem mais como ficar pior, aí começa a regenerar. Por isso que eu falei. Porque… Por isso que eu falei que, se você tem aí no coração, esse é um tema difícil. Porque transição planetária significa, segundo o capítulo 24 de Isaías, o que que significa transição planetária?

Significa o mal assumir todo o controle da Terra. Significa o mal na máxima potência. Na máxima potência. Não é? Então, eu estou. Eu vou dar uma pausa aqui nisso, vou abrir um pouquinho, só para perguntas, uns 10 minutinhos para perguntas, para a gente poder encerrar, porque eu acho isso aqui muito relevante, eu não quero avançar, porque eu acho que vai surgir muitas dúvidas, muitas pessoas vão ficar com dúvida, a gente abre um pouquinho, Júlio, para pergunta, para quem quer perguntar alguma coisa, porque o tema é desafiador.

O tema é desafiador e a gente não quer correr o risco de gerar alguma compreensão equivocada por falhas na minha expressão, né? Eu sou um ser humano e me expresso também de uma maneira equivocada e às vezes eu me expressei mal aqui, então é uma oportunidade também de esclarecer isso, né? Vamos lá, Júlio. Arudo, vamos lá. O pessoal vai prestando atenção aqui, não tem tanta pergunta colocada, né? Teve uma aqui, a equipe falou sobre a questão da, eu acho que você fez uma live sobre regeneração, mas eles estavam conversando, que era sobre, não sei se era transição, mas tem a ver com a regeneração também, né, Arudo?

Esse processo aí que você acabou de falar, né? Transição, capítulo 24, regeneração 25 a 27. Então, primeiro, segundo o esquema de Isaías, o mal devasta a Terra. Devasta no sentido moral, né, Júlio? Então, porque é o que nós estamos dizendo, aqui nós estamos fazendo um estudo de Isaías à luz da doutrina espírita. Importante dizer isso, né? Então, qual que é a nossa referência? A Gênesis de Kardec e o que está no Livro dos Espíritos. E, também, o capítulo Meu Reino não é deste mundo, lá do Evangelho segundo o Espiritismo, onde Kardec esclarece a escala dos mundos.

Mundo primitivo, mundo de expiação e prova, mundo de regeneração, mundos ditosos e, depois, mundo celeste, porque tem muita gente achando que mundo de regeneração é mundo celeste. Então, no esquema de Isaías, o mal assume, primeiro, no que nós chamamos de transição planetária, Isaías não chama de transição planetária, ele não leu Kardec, Isaías não era espírita, ele chama de o Yom Kippur da Terra. Então, o Yom Kippur da Terra começa com o mal assumindo tudo, tudo, o mal assume todas as áreas, todas as áreas humanas, tudo, inclusive, quem vai trabalhar isso melhor é o Daniel, inclusive a religião, inclusive a religião, que não é novidade.

A gente viu, né, Júlio, que o rei Akaz aqui assassinou o filho mais velho, ofereceu o filho em sacrifício. Não tem sacrifício humano na tradição de Israel. Nós estudamos o livro Levítico, não tem sacrifício de ser humano. E o livro Levítico já estava escrito, da onde que ele tirou isso? Ele tirou lá de uma interpretação maluca do episódio de Abraão e Isaac, só que Abraão não matou Isaac. Inclusive, aquela passagem foi exatamente isso. Deus dizendo, não tem sacrifício de humano mais, acabou isso. Acabou. E o sujeito reviveu um negócio que não existia mais, fora do Levítico.

Então, o mal assumir todas as posições significa, inclusive, a religião, inclusive o coração dos religiosos. Quer dizer, o que está sendo dito aqui? Até mesmo os religiosos vão se tornar cain. A religião será tomada por cain. Ela será usada para prejudicar o ser humano, para assassinar, para prejudicar, né? Então, é nesse sentido moral. Primeiro, eu tenho uma devastação moral da Terra. Depois, a regeneração do planeta. Haroldo, eu não sei se você já fez essa reflexão, pensando no planeta como um organismo, vivo também, né?

Às vezes a gente pensa que as leis universais, as leis divinas, elas dizem respeito ao ser humano apenas, a nós, né? Apenas. Mas há todo um planeta, né? Nesse aspecto, essa reflexão sobre esses processos em que você fala o mal tomar conta, aí tem a devastação moral, depois a regeneração. No aspecto terapêutico de Deus, como é que você entende isso acontecendo? Isso é ótimo, Júlio. Foi até bom você ter tocado isso aí, porque é engraçado, não é? Quando as pessoas liam esses textos bíblicos, o que elas imaginavam? Maremoto, terremoto, guerra.

Guerra é o quê? É potência bélica. Só há guerra quando eu tenho potência bélica, quando eu tenho déspotas enlouquecidos por N interesses. Nós tivemos a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial, depois de… O que mais tem na história humana é guerra, né? Dá para citar milhões de guerras. Mas, quando a gente vai ler lá na Gênesis e no Obras Póssimas, o que os Espíritos dizem, Júlio, ser a marca da transição? Eles não falam guerra. Eles não fazem referência política. Nem maremoto, nem terremoto, embora é claro que isso vai acontecer, porque isso sempre aconteceu, né?

Maremoto, terremoto, meteoro… Gente, isso aí, desde a formação do planeta, os dinossauros foram extintos por um meteoro que caiu. Então, assim, não é? Não vamos… É porque, sabe o que acontece, Júlio? A Terra tem 4,5 bilhões de anos. 4,5 bilhões de anos. A espécie humana tem 200 mil anos. E nos últimos 5 mil anos, Júlio, as coisas foram bem atípicas. Nos últimos 5 mil anos, a coisa tá bem estranha, sabe? Então, a gente acha que, assim, o tempo que a gente vive hoje é o auge do planeta. Entendeu? A gente acha que os 70 anos que nós estamos vivendo é um must.

Ai, eu tô vivendo um momento. Então, olha, só tem 200 mil anos que os seres humanos estão aqui. E os últimos 5 mil anos é que a coisa tá pegando. Os últimos 5 mil anos é que a coisa tá meio atípica. Então, o que eu tô querendo dizer com isso? É claro que os Espíritos vão falar a marca da transição é meteoro. E desde quando deixou de cair meteoro na Terra? Desde quando? Nesses 4,5 bilhões de anos, quantas vezes caiu meteoro? Nesses 4,5 bilhões de anos, quanto terremoto que teve, será que essa é a marca da transição?

Claro que não. É só você… você vai ver desenho da Pixar, da Disney, você vai ver lá a era glacial, gelou tudo. É claro que não é isso. Então, os Espíritos dizem. O que é, então? O aspecto moral. E aí, eles começam a dar a marca. Qual seria a marca? Suicídio e loucura. Suicídio e loucura. Essa é a devastação da Terra, Júlio. Essa é a devastação. Por quê? O ser humano… O ser humano, quando eu digo, Júlio, eu estou falando eu, Haroldo, você, nós. Então, se eu pegar, se eu puxar a certidão de antecedentes criminais do Júlio, mas eu estou dizendo a espiritual.

Aí você pega assim e fala assim, gente, pegue a certidão de antecedentes criminais do Haroldo aí. Mas aí o pessoal vai perguntar assim, qual é a data inicial que você quer que coloque? Eu falo, não. Para não ficar muito grande, dos últimos 5 mil anos. Vamos combinar aqui, Júlio? Se todos nós que estamos aqui assistindo essa live, pegarmos a nossa ficha criminal dos últimos 5 mil anos. Você vai comemorar ou você vai chorar? Pedir clemência. É por isso, Júlio. É por isso. Quando o Chico, porque é uma coisa engraçada, né?

O Chico, ele adorava, eu perguntei isso, porque é uma pessoa que convivi com ele, várias pessoas que conviveram com o Chico, inclusive a Donda, né? O Chico adorava ler aqueles jornais, sabe aqueles jornais que só tem assassinatos, crínicas, né? Aqueles jornais que você torna… O Chico tomava café e lia esses jornais, Júlio. Aí ele lia. Matou, estrangulado. Essa era a leitura da manhã, matinal. Aí depois ele fazia uma prece para os envolvidos, Júlio. Era um hábito matinal que ele tinha. Aí nós vamos entender. Um dia ele perguntou para o Chico assim, ele perguntou para o Emmanuel, Emmanuel, o que é um criminoso?

O que é um criminoso? Não é? Aí o Emmanuel respondeu para ele, Chico, é qualquer um de nós que foi descoberto. Mas onde que eu estou querendo chegar com isso, Júlio? Hoje você está Júlio. Júlio Adriano. Então, nasceu na data tal, na cidade tal, o pai, fulano, mãe, ciclano. Esse é o Júlio. Mas o espírito que está aí habitando esse corpo, ele não se chama Júlio Adriano. Ele não se chama Haroldo. Esse espírito está escondido. Ele está oculto. Por que ele está oculto? Porque se não, como você ia regenerar, Júlio? Se eu te expuser, como é que você regenera?

Como? Você não tem nem força. Só que, a providência divina tenta com o esquecimento, com a encarnação, aliviar, mas não dá para apagar. Por que? Nós vamos cometendo os mesmos erros em várias encarnações, a Silvana está dizendo aí, é a marca do Cain. O Cain tem uma marca. Então, nós vamos cometendo os mesmos erros, vai criando uma marca psíquica, vai criando uma marca psíquica. Pois bem, Júlio, 5 mil anos de queda espiritual trouxe a humanidade, que se transformou numa humanidade suicida e com loucura. A loucura porque, quando Kardec recebeu essa mensagem, a psiquiatria não estava desenvolvida, né, Júlio?

É claro que os espíritos não iam usar lá depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, eles não iam usar a terminologia psiquiátrica do século XX e do século XXI, pelo amor de Deus, né? Já acontece com a leitura de Kardec a necessidade que a gente está fazendo com Isaías, né? Isso, já. É o que a gente sempre fala, texto e contexto. Texto e contexto, exatamente. Então, quando fala lá loucura, o que a gente lê? Depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar, autismo, todos os transtornos, déficit de atenção, todos os transtornos psíquicos, todos os transtornos psíquicos.

Por quê? Porque o perispírito vai sendo martelado, martelado, não chega um determinado momento, ele está tão deteriorado, tão lesionado, lesado, que ele imprime automaticamente no corpo físico as marcas das lesões espirituais. Então, não é maldade, não é castigo. Não tem ninguém castigando ninguém. Deus não está descendo da sua infinita sabedoria, do seu infinito amor, para castigar ninguém. A loucura, vamos assim dizer, os transtornos psíquicos e o suicídio, os transtornos psíquicos e o suicídio, eles são reflexo de milênios.

De faltas. Também não é uma encarnação, porque isso é uma coisa também, Júlio, a gente superestima demais os débitos de uma encarnação, não é? A gente superestima demais. Então, a gente acha assim, tudo que eu estou vivendo hoje é da encarnação passada. Não. Não. Quando chega ao ponto de você espiar, é porque você cometeu o mesmo débito dezenas de vezes em diversas encarnações. Não é porque você fez numa encarnação. Sim. Então, a pessoa que está num resgate doloroso hoje de homicídio, não é um homicídio da vida passada.

Ninguém vai para um resgate doloroso É porque o homicídio cometido na vida passada é só a gota d’água de dezenas de homicídios que ele vem cometendo reiteradamente. A pessoa que sofre, por exemplo, um abandono afetivo, é porque ela reiteradamente vem abandonando o afetivo. Reiteradamente. Não é na última encarnação. Então, quando ocorre a expiação dolorosa, é porque foi a gota d’água, Júlio. Não tinha mais… A providência fez de tudo. Aí, não tinha mais jeito, ela fala, bom, manda a expiação. Me dá a impressão, né, Haroldo?

Você me falando, me veio isso em mente, que, e mesmo toda essa questão, o que você pensa? Se é uma justiça divina, e a justiça divina é misericórdia, todo o processo nosso de esquecimento e não esquecimento de marcas ou não marcas tem a ver com o processo de reeducação. Reeducação. Não tem um problema, uma questão que envolve vingança, que envolve uma questão pessoal. E me veio à mente, você me responde, tento esclarecer, que o bem, ele só é bem quando ele é o bem para todos, é isso? Júlio, tem um tratado, que o pessoal está com um pouquinho de dúvida, o pessoal está colocando no chat aqui.

Na medida que você for ouvindo, você vai falando. Eu vou aconselhar a leitura de uma obra que é um tratado sobre lei de causa e efeito, que é o livro Ação e Reação, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. E, lá, Júlio, tem a definição, na minha opinião, a mais brilhante definição de mal que eu já vi na minha vida, Júlio. Mal moral, né? Mal moral. Porque o mal é uma palavra filosoficamente muito complexa, né? Eu estou falando mal moral. Mal moral é o quê? Quando eu falo assim, eu vou prejudicar o Júlio. Eu vou prejudicar ele.

Deixa eu ver aqui. Eu vou entrar no Facebook, eu vou entrar no Instagram e eu vou fazer uma calúnia, ou eu vou expor um mal moral do Júlio. É desse mal que nós estamos falando. O mal intencional. E, lá, sabe o que o benfeitor diz, Júlio? Ele fala assim, fugindo dos labirintos da filosofia, poderemos definir o mal como bem-estar, progresso, felicidade, vitória. A hora que eu vi aquilo, eu falei, gente, será que é rara a edição? Acho que a FEB me trocou, né? É uma linha de edição aqui, né? O mal é progresso, prosperidade, felicidade, vitória.

Aí, ele fala assim, Júlio, apenas para si. Apenas para si. O bem é progresso, vitória, prosperidade, alegria, felicidade para todos. Eu acho isso fascinante, Júlio. Porque é igual quando você está conversando, você também está com adolescentes, né? Bianca e Bernardo aí. Você não chega para um adolescente e fala assim. Isso é ingênuo. Ah, Bernardo, Bianca, droga é muito ruim. Não. Droga é ótimo. Droga é ótimo. O que é ruim para criança é brócolis. Não é? Chega para uma criança e fala assim. Você quer McDonald’s ou brócolis?

Entende? Então, é isso. Que se droga fosse ruim, não haveria drogado. Ou haveria pouquíssimos drogados. A droga da droga é que ela dá prazer por um período. Por um período, ela te dá muito prazer. Depois, ela para de te dar prazer. Aí você precisa usar cada vez mais droga para ter aquele prazer que você teve quando você usou a primeira vez. Depois de um tempo, você precisa de cada vez mais droga para ter um pouquinho de prazer. Daqui a pouco, você não tem prazer nenhum e fica só com as consequências da droga. É isso que a gente tem que explicar para o filho.

Então, o que a gente explica para ele? Filho, maconha, cocaína é ótimo no início e péssimo a médio e longo prazo. É isso. Então, o mal no início é ótimo, Júlio. É ótimo. Nós somos sócios. Aí eu tenho 50% e você tem 50% da sociedade. Aí eu chego e falo assim, poxa, seria tão bom eu matar o Júlio e ficar com a sociedade toda para mim, hein? Nossa, seria bom demais. Estou dividindo aqui. Estou tendo que dividir o negócio aqui, poxa. Eu fico com 50, tenho que dar 50% para o Júlio. Agora, imagina eu com 100%. E ontem eu vou matar o Júlio, eu vou sentir dor?

Eu vou sentir alguma dor? Não vou sentir dor nenhuma. Quem vai sentir dor é ele. A curto prazo. A curto prazo? Júlio, é por isso que Jesus diz na cruz, Júlio? O que Jesus diz na cruz? Pai, perdoa-lhe. Eles não sabem o que estão fazendo. Eles não avaliaram a médio e longo prazo o que eles estão fazendo. A curto prazo é maravilhoso me crucificar. Maravilhoso. Mas a médio e longo prazo, pai, eles não sabem o que estão fazendo. Aí, Júlio, a curto prazo, eu te matei, peguei a empresa. Olha isso, Júlio. Você lembra aquele caso lá da obra de André Luiz?

O filho adotivo mata o pai, Júlio. Mata o pai, pega tudo. Mas está cheio no jornal, Aroto. Está cheio no jornal, não está? Aí, Júlio, no curto prazo é bom, que você vai usufruir tudo que você roubou, Júlio. Aham. Você vai se proporcionar o máximo de prazer de tudo que você roubou, de tudo que você destruiu. Vai te dar um prazer gigante, Júlio. Igual a primeira vez que o viciado começa a usar cocaína. Aí, Júlio, você desencarna. No dia que você desencarna, você perde tudo que você roubou. E aí você encarna. Esquece o que você fez.

Aí, quando você, na encarnação atual, você completa lá 30, 35 anos, você monta uma sociedade. E aí? Aí você constrói o mesmo patrimônio que você construiu. Só que agora vai inverter a posição. Ao invés de tirar a sociedade de alguém, o que vai acontecer? Você vai perder uma sociedade. É por isso, Júlio, que o Chico disse para o Kinkas, irmão do Marival Veloso, quando o escritório dele foi assaltado, os assaltantes destruíram tudo o escritório de contabilidade, levaram o computador, destruíram. Um vandalismo, Júlio.

Ele ficou triste. Chegou lá na reunião, Júlio, com o Chico, na reunião à noite, tristinho, né? Imagina, né? É horrível isso, né? É uma sensação devastadora, devastadora, né? É, sim. Aí, o Chico abraçou. Abraçado. Virou para ele e falou assim, ô, Kinkas, meu irmão, é tão bom devolver. É. A curto prazo, não. É. Então, Júlio, porque às vezes o que eu vejo? Às vezes a gente faz uma abordagem do mal, uma abordagem ingênua. Sim. Ingênua. É nesse ponto que eu queria chegar. Porque aí o que eu ia falar era assim, se a lei é misericórdia, se a atuação de Deus é regenerativa em tempo integral, e se o bem é o bem, se ele for bem para todos, a ação que ocorre com Haroldo, se não for bem para todos…

Isso. Não é bem. E o mal que acontece comigo, se não for um bem para todos, um bem para mim e para todos, não ocorre. Então, você fica pensando que Deus não está agindo na vingancinha pontual, analisando só o Haroldo para poder decidir a vida dele? Porque o que acontece na sua vida, na minha, Haroldo, por exemplo, olha que interessante. Como é que é interessante? Vamos pegar a família. Eu tenho meus débitos, minhas questões, não tenho? Mas só tudo o que acontece comigo chega nos meus filhos. Afeta a família. Exatamente.

Afeta a família. E aí a gente entende por que a família está reunida, não é? Pois é. Porque as famílias se reúnem, está lá no Pensamento e Vida, em torno de um núcleo de tendências e débitos. Então, o Bernardo, a Bianca, a Sheila, estão reunidos aí porque tem um núcleo psíquico de tendências e de débitos. Por isso que estão juntos, vivendo as mesmas. E aqui também, não é? Haroldo, João Gabriel. Sim. Sheila, Clarice, não é? É um núcleo. Gisele, é um núcleo. Sim. Então, a providência divina reúne os seres que estão na mesma faixa de tendência.

E isso é legal, Júlio, porque assim, o que é a mesma faixa de tendência? Estão cometendo há milênios os mesmos erros nas mesmas áreas. Interessante, não é? Aí o Emmanuel usa um conceito que chama herança psicológica. Porque lá atrás nós viemos nos influenciando reciprocamente e construímos uma herança psíquica. Uma herança psíquica. Agora, interessante, não é? O que me vem à mente é que é o seguinte. Aí você traz o aspecto de que Deus já nos reuniu como família na Terra. Não é isso? Como família. Então você tem a família direta, mas nós somos uma grande família encarnada que tem características muito próximas.

Se vivem agora um período de prova e expiação, conjuntamente, é sinal que a lição é para todos. É porque nós estamos juntos, todos aí, todos nós encarnados agora na transição planetária, somos nós. Na mesma classe de aula, assistindo na mesma aula, não é isso? Como o meu daquele vídeo lá, e as árvores, somos nós. Somos… Então, aqui, Júlio, é interessante, não é? Porque às vezes a gente faz assim, a gente está estudando Isaías aqui, falando assim, os assírios, os babilônios. Aí, se eu pegar a turma aqui, nós todos aqui, você vai ver um tanto de gente aqui com encarnação na Síria, na Babilônia, no Egito, na Pérsia, na Grécia, em Roma.

Aí você fala assim, oi? Nós estamos estudando Isaías ou nós estamos estudando nós mesmos? Nós estamos estudando nós mesmos, Haroldo. Nós mesmos. E essa consciência é o que a gente mais tem que observar. Não é? Porque é fácil eu escolher um outro. É fácil eu escolher alguém para eu colocar nesse alguém a culpa de todo o mal. Esse é um procedimento psicológico até bem primário mesmo, não é? Eu elejo alguém e eu deposito o mal que está nesse alguém, porque eu não quero ver em mim. Eu não quero fazer esse mergulho profundo na minha história.

Eu não quero pegar a filogenia, que chamam, não é? O estudo filogenético, que é o estudo da minha herança psicológica. Por isso que o Emmanuel diz assim, diante da aprovação, não desanimes. Todos estamos no mundo com lições e problemas. Examina as tuas próprias tendências e saberás por que sofres. Olha isso. Examina as próprias tendências e saberás por que sofres. Haroldo, a gente tem uma pergunta aqui que uma pessoa, que ela já fez há mais tempo, vou deixar aqui, mas eu queria falar, só complementar, complementar não, trazer um pensamento, porque você pensa bem, a gente fala em mal e a gente fala em erros e tal.

E me intriga, a gente estava num grupinho estudando atos dos apóstolos e estudamos ontem sobre Judas. E você pensa bem, Haroldo, que marca, que marca profunda e que superação. Ou seja, não há marca que se possa ter que seja impossível ou que Deus não tenha solução de regeneração, porque, veja, Judas, como se recupera de um crime do tamanho do que nós julgamos ser o de Judas? Exatamente, exatamente. E a gente olha pra Judas, né, Júlio? A gente olha pra Judas e quando Jesus diz pra ele, tá lá no Boa Nova, o Judas faz a primeira coleta entre os apóstolos.

E aí, o que que Humberto de Campos diz? E Jesus olha e fica assim preocupado, fica sobressaltado. Por quê, Júlio? Porque já conhecia o passado espiritual de Judas. Já conhecia. Então, na hora que ele recolhe a bolsa, ele fala, ah, Senhor, é pouco. Aí, Jesus diz pra ele assim, realmente, Judas, é pouco, mas Deus permita que não sucumbas ao peso dessa bolsa. Por que isso? Porque aquela bolsa pequenina era o pingo d’água que faltava pra encher um tanque de 5 mil litros. Aquela bolsinha pequenininha era a gota d’água que faltava pra encher um tanque.

Já tava na taba. Então, quando colocou aquela gotinha, transbordou. Isso é que é… É, Júlio. Por isso que eu queria dizer, Júlio, teve uma vez que… Teve uma vez, Júlio, que o Chico, ele começou a ter as regressões espontâneas, que é algo que costuma acontecer em seres muito espiritualizados, muito espiritualizados, porque você tem que ter um grau de equilíbrio psíquico gigante, senão você enlouquece, né? E aí ele fica muito… Ele, Chico, começa a ficar muito triste. E aí ele diz que nessas ocasiões o Emmanuel se aproximava, muito carinhoso, muito amoroso, e me explicava pra ele cada detalhe da atual encarnação dele e as conexões desses detalhes com as vidas passadas, incluindo as remotas.

Ou seja, Júlio, tinha coisa que estava acontecendo na vida dele ali que era de dois mil anos atrás. Por quê? Porque aquilo formou um bloco, porque aquilo formou uma tendência psíquica. Então, Deus não fica na espreita assim, ah, Júlio, você cometeu pela primeira vez esse erro, agora você vai resgatar. Não, não, meu amigo. Quando vem o resgate doloroso é porque foi a gota d’água num tanque de cinco mil litros. É, mas aí a lei… Mas ele não se perde dos filhos, né, Haroldo? A todo momento, de todo erro, a gente pode ver, analisar algum sinal da consciência, algum sinal, alguma coisa pontua.

Sim, valeu, valeu. Ele sempre está ligado ao GPS, recalculando rodas. Claro, porque você comete o erro, você é orientado, você é amparado. Quer dizer, depois de milhões de tentativas… Isso está dito, Júlio, lá no início do livro Ave Cristo com o Tassiano. Sim. O pai, o espírito, quinto vá, espírito, está lá intercedendo pelo filho, e aí tem o espírito lá que coordena, que é… Nossa, meu Deus, né? Um negócio assim. E ele fala, o quinto, a gente tem acompanhado o Tassiano, e tem visto as movimentações dele, já tentamos de tudo, mas agora não vai ter jeito, ele vai ter que experimentar o sofrimento.

Quer dizer, não é assim, né? Não é assim, né? É isso, Júlio. Vamos… Acabou que eu devo ter deixado pessoas aí sem encostar as perguntas, mas nós prometemos que vamos dar uma olhada aqui e a gente retoma no próximo episódio e conversa um pouquinho, mas acho que a conversa foi boa, saímos do ponto de até agora. Muito boa, muito boa. Júlio, antes de acabar aí, você só mantém no privado aí, que eu preciso só programar a próxima com você. Está ótimo, combinado. Gente, então vamos agradecer a turma, né, Arudo? Aqui agora estão aparecendo para nós 231 pessoas acompanhando o estudo, não é?

Coisa boa, né? Maravilhoso, né? Esperamos mesmo que esse estudo faça muito bem a todos nós. Como o Arudo falou, fico com o que ele falou, que esse estudo tem a ver com a gente. Não tem a ver com Isaías. Não é saber da história, é saber da nossa história, né, Arudo? Essa é a nossa história. Exato. Nós estamos fazendo uma regressão guiada não é isso? Ou o autoconhecimento, tão pedido pelos espíritos para nós, né, Arudo? Tão fundamental, né, para que a gente progrida. Então, pessoal, um abraço, obrigado por tudo, fiquem com Deus e até o próximo.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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