#016 – Estudo do Velho Testamento – Livro Isaías

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Isaías, focando nos capítulos 1 a 12. O estudo é contextualizado com a leitura da lição 96 do livro “Fonte Viva”, de Emmanuel, intitulada “Além dos Outros”, que convida à reflexão sobre a prática dos ensinamentos cristãos e a vivência da espiritualidade.

O que é estudado neste episódio

  • A Missão do Profeta Isaías: Haroldo Dutra Dias explica que Isaías, possivelmente primo do rei Uzias, atuava como conselheiro real, orientando o rei e o povo hebreu no cumprimento de sua missão espiritual.
  • A Missão das Nações: É abordada a ideia de que cada nação possui uma missão específica no “concerto das nações”, comparando a humanidade a uma orquestra onde cada instrumento tem sua função. A missão do povo hebreu era levar o monoteísmo, a crença em um Deus único, justo e bom.
  • A Falha do Povo Hebreu: Os capítulos 1 a 6 de Isaías são interpretados como um julgamento divino sobre a falha do povo hebreu em cumprir sua missão. Essa falha é estendida à falta de prática e vivência dos ensinamentos religiosos por parte dos religiosos em geral, inclusive os espíritas.
  • A Parábola da Vinha (Isaías 5:1-7): Esta passagem é detalhadamente analisada como uma alegoria da vinha que recebeu todos os recursos, mas produziu apenas “uvas azedas”, simbolizando o povo hebreu que falhou em sua missão. A parábola é conectada às parábolas de Jesus sobre a vinha e a figueira estéril, e à simbologia da cepa no Livro dos Espíritos, indicando a necessidade de uma nova plantação do Evangelho.
  • A Vinda do Messias (Isaías 7-12): A segunda parte dos capítulos estudados aborda a promessa da vinda do Messias como forma de Deus “escrever certo por linhas tortas”, resgatando e cumprindo a missão que o povo hebreu não conseguiu realizar.
  • A Visão de Isaías (Isaías 6:1-8): A visão de Isaías no templo é interpretada como uma descrição simbólica da governadoria espiritual do planeta, ou mesmo da “Comunidade dos Cristos Planetários” mencionada por Emmanuel em “A Caminho da Luz”. A simbologia das seis asas dos serafins é discutida como representação de atributos morais e a incapacidade humana de compreender plenamente tais entidades.
  • O Remanescente e a “Muda Santa”: A profecia de que restaria um “toco” que seria uma “semente santa” é interpretada como a origem da “árvore do Evangelho”, que seria transplantada e daria novos frutos, representando os ensinamentos de Jesus e a continuidade da missão através de outros espíritos.

Reflexões

  • A importância de não apenas conhecer, mas meditar, sentir e viver os ensinamentos espirituais, transformando a teoria em prática.
  • A compreensão da “árvore do Evangelho” não como uma teoria abstrata, mas como a manifestação viva dos ensinamentos de Jesus através de espíritos que os exemplificam.
  • A necessidade de passar pelas “vicissitudes da vida corporal” para o amadurecimento espiritual, assim como a videira precisa sofrer escassez para produzir bom vinho.

Ler transcrição do episódio

Bom dia, meus amigos queridos, bom dia pra todos. Bom dia, Arudo. Mais um dia para o nosso estudo do Profeta Isaías. E o último foi muito bom, hein, Arudo. Foi bom demais. O pessoal adorou, cara, assim, deu uma repercussão na semana. Foi melhor no final do que no final. Não, foi ótimo. Depois que a gente voltou, né, parece que… Foi melhor o bis do que o show inteiro, né? Nossa, foi muito bom, cara. E achei que foi muito legal mesmo, assim. E o pessoal sentiu a energia mesmo, acho que tava… Mas, realmente, quando a gente voltou, parece que veio uma coisa assim, né?

É, veio uma passagem de leitura importante, porque isso é uma coisa que cria muito preconceito contra o Velho Testamento, principalmente no meio espírita, que, infelizmente, é um meio religioso, dos cristãos são os mais ignorantes a respeito de Bíblia Hebraica e do Velho Testamento, são os espíritas. O que é lastimável, porque nós temos a fé raciocinada, aprendemos tanto com Kardec e parece que a gente não assimilou ainda as lições do grande mestre. É uma pena. Agora, vamos dar uns bons dias aqui, olha aí, ó. A Sirlene, bom dia, tá firme aí, anotando, né?

Zuila de Miranda, de Cuiabá, Mato Grosso. Maís e Daniela. Marcos Amaral. De Rondônia. Peraí, eu queria colocar um, só tá vindo a Sirlene aqui, peraí. Maria Antonieta Barbosa, de Portugal, né? Que coisa boa! A Jane Freire. Jane Freire. Jane. Jane. Novasco, São Paulo. Isso aí, né, Arudo? Pessoal, é bacana ver o pessoal aí estudando o Antigo Testamento, né? Verdade, verdade. É muito importante. Eu vou… pronto. Então é isso, gente, vamos só fazer uma leiturazinha rápida aqui pra gente começar. Pequenininha. Vou abrir o Fonte Viva, Arudo.

Vamos lá, vamos lá. E caiu uma lição 96. Qual que é a 96, Arudo? Já decorou a lição 96? Além dos Outros. Você lembra de já ter lido essa? Eu acho que já. Já liu todas, né? Mas vamos lá. Capítulo 96, Fonte Viva, de Emmanuel, Além dos Outros. Não fazem os publicanos também o mesmo? Jesus e Mateus, capítulo 5, versículo 46. Trabalhar no horário comum, reepressivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas peculiares a crentes e descrentes na senda diária.

Jesus, contudo, espera algo mais do discípulo. Correspondes aos impositivos do trabalho diuturno, criando coragem, alegria e estímulo em derredor de ti? Sabes improvisar o bem onde outras pessoas se mostraram infrutíferas? Aproveitas com êxito o material que outra indesprezou por imprestável? Aguardas com paciência onde outros desesperam? Na posição de crente, conservas o espírito de serviço onde o descrente congelou o espírito de ação? Partilhas a alegria de teus amigos sem inveja e sem ciúme e participas do sofrimento de teus adversários sem falsa superioridade e sem alarde?

Que dás de ti mesmo no ministério da caridade? Garantir o continuismo da espécie, revelar utilidade geral e adaptar-se aos movimentos da vida são características dos próprios irracionais. O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo, sem diferenças fundamentais na ordem coletiva. De vinte séculos a esta parte, todavia abençoada luz resplandece na Terra com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos a escalar os cimos da espiritualidade superior. Nem todos a percebem, ainda não obstante envolver a todos, mas para quantos se felicitam em suas bênçãos extraordinárias, surge o desafio do mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo.

Com essa leitura a gente pede a Jesus que nos ampare, nos proteja no dia de hoje, para que possamos, à luz da doutrina e na presença de Jesus, com seu amparo e sua luz, que nós possamos adentrar os ensinos preciosos do Antigo Testamento para que possamos nos encontrar lá e retomar a caminhada segura rumo à regeneração. Obrigado, Jesus, e seja conosco, hoje e sempre, que assim seja. Haroldo, está contigo, meu amigo. Obrigado. Nós tínhamos prometido, para hoje, que a gente ia estudar aquela primeira parte, a primeira parte, todo mundo se lembra, é do capítulo 1 ao capítulo 2 do profeta Isaías.

Então, nessa primeira parte, há uma concentração das profecias em relação ao povo hebreu e nós explicamos isso aqui. O profeta Isaías, ao que tudo indica, há algumas tradições orais de que ele seria primo do rei, primo do rei Uzias, e de que ele teria morrido, assassinado pelo rei Manassés, que teria cerrado Isaías ao meio. Então, é um profeta, assim, forte. O fato dele ser primo do rei talvez explique essa presença de Isaías na corte real. Então, a profecia de Isaías tem essa perspectiva do trabalho dele. Isaías é um profeta conselheiro do rei.

Ele está ao lado do rei, orientando, esclarecendo e vigiando para que a missão espiritual do povo hebreu seja cumprida. É importante a gente entender isso, porque o profeta Isaías, ele é aquele profeta que vai abordar um tema muito importante e, às vezes, mal compreendido no meio espírita, que é o tema da missão concedida às nações. Então, aqui a gente sabe, nesse momento histórico que Isaías está profetizando, nós temos uma configuração planetária em que Israel tem a missão de levar o monoteísmo. Então, essa é a missão da nação hebraica, do povo hebreu e, naturalmente, todas as outras nações possuem suas missões particulares.

E aí, a palavra mágica é aquela utilizada por Emmanuel, quando ele diz assim, no concerto das nações, cada qual possui uma missão específica. Então, nós precisamos compreender a humanidade como se fosse uma grande orquestra. Então, é natural que você tenha violino, é natural que você tenha um oboé, não é? Mas aí você vai ter um instrumento de sopro, você vai ter os metais. Agora, a pessoa imaginar que os metais numa orquestra vão desempenhar a mesma função dos instrumentos de corda é ignorância. Então, a gente olhar hoje para a Terra e você começar a olhar para a China, para a Coreia, para os Estados Unidos, para o Brasil e acreditar que a missão é igual e acreditar que ele…

é não compreender o que é uma orquestra. Então, eu tenho lá os instrumentos de sopro, tenho os instrumentos de madeira, tenho os instrumentos… metais, sopro, cordas, está lá subdividido. E cada nação ali tem um instrumento específico. E aqui, no caso, nunca foi segredo, porque todos os livros do Velho Testamento repetem isso sucessivamente, que o instrumento solista é quem? Era o povo hebreu. Ele era o instrumento solista. Por que o instrumento solista? Porque a ele cabia uma missão muito relevante, uma missão que praticamente deveria conduzir todas as outras.

O que deveria conduzir todas as outras? Porque o primeiro mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. Então, essa missão de levar o monoteísmo, de esclarecer quanto a existência de um Deus único, de esclarecer quanto a existência de um Deus soberanamente justo e bom, é a missão primordial, porque é ela que ampara, é ela que sustenta todas as outras missões. Se o povo hebreu falha nessa missão, e falhou, ele compromete o cumprimento da missão de todos os povos. Então, pelo fato do povo hebreu ter falhado, todas as nações também falharam na sequência, ou falharam concomitantemente a ele.

Então, aqui, a grande denúncia de Isaías, do capítulo 1 ao capítulo 7, o grande veredito de Isaías é Aconteceu algo grave. Algo grave aconteceu. O que? O povo hebreu falhou na sua missão. Ou, resumindo, trazendo para os dias de hoje, os religiosos, aqueles que têm conhecimento religioso, aqueles que estão informados, são aqueles que menos agem ou, quando agem, agem totalmente ao contrário daquilo que ia aprender. Eles aprendem sobre a paz, aprendem sobre a pacificação e pregam violência, e agem com violência, e agem com preconceito, e agem excluindo, e agem agredindo.

Então, é uma absoluta contradição. Aí, o que acontece? A missão fica comprometida. Por isso, a gente já pode entender o perfil do planeta hoje. Qual é o perfil do planeta? A maioria esmagadora dos encarnados vive, eu estou falando vive, vive como se não tivesse nenhuma noção de espiritualidade, de religiosidade. A cabeça está cheia de teoria, está cheia de ideia. Não existe uma pessoa no mundo que não consiga falar meia hora sobre budismo, sobre taoísmo, sobre espiritualidade, sobre cristianismo. Até aprende na escola.

Então, fala, fala, fala, mas vive como se não tivesse nenhuma noção de religiosidade e de espiritualidade. Então, há uma… o que Emmanuel explica no livro dele, Emmanuel, né? O que ele explica lá? E aí, bacana, porque é uma avaliação pessoal do espírito Emmanuel. Então, é como se ele dissesse assim, ó, eu vou dar o que eu penso que eu estou avaliando. Por isso que ele deu o título do livro de Emmanuel. Pra deixar claro que era a opinião dele, era a visão dele. Mas é uma visão extraordinária, né? Afinal de contas, é o Emmanuel.

A gente aprende muito, né? E o que ele fala lá? Ele fala que existe um grande conflito… não é conflito, na verdade, uma falta de sincronia entre o homem material e o homem espiritual. Então, materialmente, cientificamente, tecnologicamente, em termos de progresso intelectual, a gente avançou muito, mas, em termos de progresso moral, nós ficamos muito para trás. Por quê? Porque tem muito conhecimento de espiritualidade, muito conhecimento de religiosidade, mas não tem prática, não tem vivência, não tem aplicação disso.

Na prática, não aplica. E isso está dentro deste quadro aqui da falha do povo hebreu e, como de resto, da falha de todos os religiosos do planeta. Este é um ponto importante. Enquanto nós estamos estudando aqui a profecia da falha do povo hebreu, nós estamos tentando fazer o quê? Nós estamos tentando pensar sobre será que o Espírita está cumprindo a sua missão? Será? Será que está? Será que ele está conseguindo praticar? Praticar o que ele aprendeu no Livro dos Espíritos e no Evangelho segundo o Espiritismo? Será que os Espíritas estão vivendo aquilo que está lá no Evangelho segundo o Espiritismo?

Será? Então, é essa a pergunta. Porque, senão, a gente fica aqui só falando de história e é bom a gente ficar sentado aqui falando do povo hebreu lá atrás e da gente agora. Então, este é um ponto importantíssimo. Um ponto importantíssimo. Então, eu selecionei, a gente combinou de hoje estudar do capítulo 1 ao capítulo 12, mas, é claro, nós não vamos pegar versículo por versículo. Eu disse aqui que do capítulo 1 ao 12 nós temos duas divisões, que é do 1 ao 6 e depois do 7 ao 12. Do 1 ao 6 é o julgamento do povo hebreu que eu estou resumindo aqui.

O povo hebreu não cumpriu a sua missão. E do 7 ao 12? Olha que importante isso, porque o Criador prometeu que seria o povo hebreu quem traria a missão de revelar o monoteísmo. Ele prometeu. Então, o povo hebreu pode falhar, mas Deus pode descumprir sua promessa? Este é um ponto curiosíssimo, não é? É um ponto, inclusive, explorado por vários autores. O povo hebreu pode falhar, o ser humano pode falhar, mas Deus pode. Então, do capítulo 7 ao 12, fala da vinda do Messias. Então, a vinda do Messias, a vinda do Messias é a forma do Criador escrever certo por linhas tortas.

Escrever certo por linhas tortas. Então, é quando o Criador, mesmo com a falha do povo hebreu, vai enviar o Messias no povo hebreu para poder cumprir todas aquelas promessas relativas à missão do povo hebreu. Então, isso é muito importante. É como se Jesus, na verdade, ele resgata e cumpre a missão do povo hebreu. Ele conserta aquilo que o povo hebreu estragou. E ele conserta apesar do povo hebreu. Apesar, não é? Apesar. Então, o povo hebreu falha, mas a promessa de Deus não falha. Esse é o tema, não é? Esse tema, às vezes, é usado até de uma maneira pueril, não é?

Mas, é isso. E, aqui, eu selecionei, então, duas passagens para a gente poder ler. Elas são muito importantes. Uma passagem é representativa da primeira parte, que é do capítulo 1 ao capítulo 6, que é o julgamento do povo hebreu. E a outra passagem é muito representativa da segunda parte, que é do capítulo 7 ao capítulo 12, que é sobre a vinda do Messias, o resgate do povo hebreu, o remanescente do povo hebreu e o cumprimento da promessa através do Messias. Então, eu separei duas passagens e vou ler aqui. Uma está no capítulo 5, versículo 1 a 7, e o outro está no próprio capítulo…

Olha aqui. Está na introduçãozinha aqui da segunda parte, que é o capítulo 6 de Isaías. No finalzinho da primeira parte, introduzindo a segunda parte, que é do capítulo 7 em diante, começam, então, as intervenções e a missão do Messias, que vai estar simbolizado aqui, a questão do resto, do remanescente de Israel, do descendente de Davi, que vão estar simbolizados no filho do próprio Isaías. Vamos trabalhar isso aqui. Então, eu escolhi mais um finalzinho aí, o capítulo 5 e o capítulo 6, que está dando entrada na segunda parte, porque aí ele resume a segunda parte pra gente.

Vamos lá? O capítulo 5, versículo 1 a 7, por que ele é importante? Ele é importante porque ele vai retomar um tema, que é um tema muito rico no Velho Testamento. É o tema da vinha, o tema da vinha. Esse tema é tão, tão importante, tão importante, que Jesus, no capítulo 21, conta uma parábola da vinha, onde Jesus resume todas essas ocorrências do tema no Velho Testamento numa parábola. Esse você lembra? Mandou os vinhateiros, aí eles foram sendo assassinados, aí mandou o filho. Então, olha que interessante. Esse tema é importantíssimo, a parábola da vinha.

Outra coisa que Jesus faz aqui, que está ligado a esse tema da vinha aqui, é a parábola da figueira estéreo, que está também no capítulo 21. A parábola da figueira estéreo, embora Jesus tenha substituído a ivinha por figueira, mas isso é perfeitamente normal, você pode substituir as plantações, porque a ideia é a mesma, e foi muito interessante Jesus ter substituído a vinha pela figueira, por quê? Um dos símbolos do povo hebreu, no Velho Testamento, é a figueira. É a figueira. A figueira, a vinha, a oliveira, são símbolos do povo hebreu.

Então, Jesus foi lá na figueira, mexeu, ele evocou, ele trouxe toda essa temática que nós estamos estudando aqui. Então, a gente percebe o quanto que Jesus faz referência ao profeta Isaías. Em muitas falas de Jesus, ele pega a referência no profeta Isaías, a referência temática dos símbolos, e aí ele constrói de uma maneira extraordinária. Então, vamos ler aqui o capítulo 5, chamado Cântico da Vinha. Eu digo que repete, por quê? A gente encontra esse mesmo cântico aqui, esse mesmo tema, a gente encontra em Oséias, capítulo 10.

A gente encontra em Jeremias, capítulo 2. A gente encontra também em Ezequiel, capítulo 15. A gente encontra no Salmo 80, está espalhado, está espalhado. E, mesmo em Oséias, Jeremias e Ezequiel, tem vários outros capítulos que têm esse mesmo tema. Deixa eu ler aqui, todo mundo vai perceber. O Cântico da Vinha. Cantarei ao meu amado o cântico do meu amigo para sua vinha. Meu amado tinha uma vinha numa encosta fértil. Ele cavou a vinha, removeu a pedra e plantou nela uma vinha de uvas vermelhas. No meio dela construiu uma torre e cavou um lagar.

Com isso, esperava que ela produzisse uvas boas. Mas, só produziu uvas azedas. Então, qual que é o tema aqui? Cedeu todos os recursos para a vinha, mas ela só produziu o pior. Perceberam o tema? Perceberam o tema? Entenda, nós estamos, aqui é o capítulo 5, então, nós estamos na primeira parte, que é do capítulo 1 ao capítulo 6, não é? Isso mesmo? Capítulo 1 ao capítulo 6. A gente está aí, a gente está tratando daquele julgamento divino do povo hebreu. Então, aqui está trazendo numa parábola, num cântico parábola, o cerne do julgamento do povo hebreu.

Quer dizer, ele é uma vinha, eu dei todos os recursos para essa vinha, o que que ele produziu? Não é? Então, é como se fosse assim, você espírita desencarna e aí chega o momento lá de avaliar a sua encarnação. Vamos fazer uma avaliação da sua encarnação. E aí, os Espíritos que estão te ajudando a você avaliar o aproveitamento da sua encarnação, eles perguntam assim, o que que você recebeu? Nossa, recebi, eu recebi todo o esclarecimento da codificação kardeciana. Nossa, é mesmo? Livro dos Espíritos, Evangelho segundo o Espiritismo, o Céu e o Inferno, a Gênesis, Livro dos Médios, então, você conhecia detalhes do mundo espiritual, da vida espiritual?

É, eu conhecia. O que mais você recebeu? Recebi ainda um conjunto de obras do Chico Xavier, a série André Luiz, os romances de Emmanuel, nossa, meu Deus, então, você realmente conhecia em detalhes a vida espiritual? Você conhecia em detalhes até a história espiritual da Terra? É, eu li o Caminho da Luz, que maravilha. E, o que que você fez com a sua encarnação? Qual foi o resultado da sua encarnação depois de você ter contato com todo esse conhecimento? O que que você fez com a sua vida? Agora, eu quero saber a sua vida.

É isso aqui. Quer dizer, uma vinha que recebeu tudo e não deu nada. Esse é o tema. Produziu uvas azedas. Agora, moradores de Jerusalém e homens de Judá, sede juízes entre mim e minha vinha. Então, olha aqui, é como se o profeta dissesse assim, vem cá, então me ajuda a julgar agora. Me ajuda a julgar. O que me restava ainda fazer a vinha que não tenha feito? Porque, quando esperava que ela desse uvas boas, deu apenas uvas azedas. Será que faltou alguma coisa? Me dê uma opinião, vocês. Faltou alguma coisa? Olha que interessante, não é?

É como se os amigos espirituais te perguntassem, faltou alguma coisa? Faltou você receber mais alguma coisa para sua encarnação ser mais proveitosa? Faltou alguma coisa? Agora vos farei saber o que farei da minha vinha. Arrancarei a cerca para que sirva de pasto. Derrubarei o muro para que seja pisada. Reduzilaei a matagal. Não será mais podada nem cavada. Espinheiros e ervas daninhas nela crescerão. Quanto às nuvens, ordenar lieis que não derramem a sua chuva sobre ela. Pois bem, a vinha do senhor dos exércitos é a casa de Israel.

Olha isso. A vinha do senhor dos exércitos. Vocês lembram o que eu falei lá? Ouviu essa palavra senhor dos exércitos? Substitui, substitui. Lei de ação e reação. A vinha da lei de causa e efeito é isso. Então, aqui vai atuar agora o quê? A lei de ação e reação. Aquele que recebeu tudo e não deu nada, o que vai acontecer? Ele vai ficar sem nada. Ele não pode mais receber. Agora, ele tem que fazer por merecer. Não faz sentido. Você teve todo o investimento naquele Espírito. É o que eu falo. Então, você vai desencarnar, vai chegar lá e falar olha, nós fizemos todo o investimento em você e você me…

É essa encarnação que você apresenta? É essa encarnação que você está apresentando para a gente? E, aí, Isaías interpreta o cântico. Ele fala, olha, essa vinha aqui é o povo hebreu. É a casa de Israel. Bonito, não é? Casa de Israel por quê? Porque tem outras casas. Cada povo é uma casa. Cada povo é um reinado. Interessante isso, não é? E os homens de Judá são sua plantação preciosa. Deles esperava o direito, mas o que produziram foi a transgressão. Olha isso, gente. O que se esperava das pessoas do povo hebreu? Que elas vivessem a lei de justiça, amor e caridade.

Que elas fossem justas. Mas, o que elas produziram nas suas vidas? Transgressão, desrespeito, violência e uma série de outras questões. Não é? Esperava a justiça, mas o que apareceu foram gritos de desespero. Ou seja, foram injustiças. Então, essa parábola é importantíssima. Ela está presente em vários, e Jesus, lá no capítulo 21 de Mateus, vai resumir todas essas coisas da vinha e vai colocar. Agora, o bonito é você vai lá no livro dos Espíritos, no Prolegômeno, o que os Espíritos fazem? Desenham a cepa de uma uva e explicam para Kardec, falam, você vai colocar isso aí no início do livro.

Será que é coincidência? Não é? É a vinha. Então, o que os Espíritos estão dizendo? Olha, com esse livro aqui, o Livro dos Espíritos, nós estamos plantando a vinha de novo. Será que agora vai dar uva? Nós estamos plantando a vinha de novo. Coloca o galho aí da uva. Nós vamos plantar de novo a vinha. Será que agora as pessoas vão apresentar uma encarnação digna do que elas estão recebendo? É uma pergunta para a gente, não é? É uma pergunta para a gente. Pergunta para todos nós. Então, esse aqui, eu separei essa passagem, que está no capítulo 5, que eu acho que ela resume os primeiros seis capítulos.

E outra coisa que a gente precisa entender, gente, os temas no Velho Testamento, eles se repetem. Por que eles se repetem, gente? Porque as pessoas não tinham muitas imagens pausagem. Elas só estavam ali cuidando de ovelha, plantando vinha, fazendo um pão. Então, os símbolos que o Velho Testamento usa são símbolos do dia-a-dia, da vida. Não tem muita sofisticação de símbolo. É aquilo ali, é a vida da pessoa ali. Aí, cita um monte, cita um vale, cita um rio, uma vinha, uma plantação de trigo, a pesca, é isso. São símbolos do dia-a-dia.

Mas, esse aqui, o cuidado da videira, ele é fantástico. E se a gente estuda a videira, como que você cuida de uma videira, como é que você cuida de uma plantação, de uma vinha, os cuidados que ela exige, a umidade, o calor, na medida certa, não pode pôr muita água, não pode pôr muito nutriente, tem que fazer a poda. Você vê o cuidado? É a pedagogia da evolução do Espírito. Então, comparar o Espírito a uma vinha é fantástico, porque a analogia é idêntica. É idêntica. Então, isso é muito incrível. Então, pegamos essa primeira parte.

Agora, a gente vai para o finalzinho da primeira parte, que é uma introdução da segunda, que é o capítulo 7. Então, e é isso que eu queria explicar aqui. A segunda parte é o capítulo 7 até o 12. Vai acontecer algo que é muito comum no Velho Testamento, mas confunde quem está lendo. Confunde demais. Vocês lembram lá no livro de crônicas que a gente estudou o Natan dando aquela profecia para Davi, dizendo que nasceria uma semente, que o Messias seria da casa de Davi? Quando você lê a profecia, você fica imaginando que é o filho de Davi.

Que é o filho de Davi. Só que o que a gente percebe? Não é. Não é. Não é o filho de Davi. O Messias seria da semente de Davi, da tradição de Davi, mas não era o filho direto de Davi. Então, se você interpreta literalmente, você não entende o aspecto global, o aspecto histórico da profecia. Aqui também, do capítulo 7 até o 12, Isaías vai falar do seu filho, do seu próprio filho. Então, é como se ele pegasse ele, Isaías, como um símbolo do povo hebreu. Então, Isaías, agora, o próprio profeta, passa a ser um símbolo do povo hebreu e o seu filho, o filho do profeta Isaías, passa a ser um símbolo do Messias que vai vir.

Então, é só dar essa dica aí que, às vezes, ela confunde, a pessoa começa a falar, mas isso aqui, é loucura, isso aqui está falando do filho do profeta Isaías. Não! Não está falando do filho de Isaías. Não é? Não está falando do filho de Isaías. Está usando um filho de Isaías como uma, um símbolo. Como um símbolo. E, aqui no 6, é onde, é como se fosse uma transição. Então, o capítulo 6 é uma transição para a segunda parte que vai falar do Messias. Por que é uma transição? Porque, aqui, o julgamento acaba. É como se encerrasse o julgamento.

E é como se o profeta entrasse na sala de julgamento. Então, eu vou ler pra vocês aqui. Capítulo 6, versículo 1. No ano em que faleceu o rei Osías, vi o Senhor sentado sobre um trono alto e elevado. A cauda da sua veste enchia o santuário. Olha isso, gente. Aqui é o Isaías fazendo. Ele foi levado a um local, viu um trono, a veste cobrindo todo o santuário, aquela cauda. Gente, o que é isso? O que é isso? Né? Alguém acredita que Isaías está vendo Deus? Deus, o Criador do universo infinito. Alguém acredita que Deus está sentado num trono?

Nem o povo hebreu. Nem o povo hebreu acredita nisso. Porque, no monoteísmo hebreu, Deus é incorpóreo, é imaterial. Deus não é um homem. Então, gente, é importante a gente entender isso aqui. Essa simbologia é importantíssima. O que Isaías está vendo é a governadoria do planeta. O que ele está descrevendo de maneira simbólica é o símbolo que ele tinha. Qual o símbolo que ele tinha? O que ele conhecia? Ele conhecia rei, a sala, o trono do rei, é o que ele conhecia. Então, ele vai descrever de acordo com o conhecimento que ele tem.

Mas, onde que ele entrou aqui? Ele entrou na governadoria do planeta. O senhor que ele está vendo aqui é o governador espiritual da Terra. Acima dele, em pé, estavam serafins, cada um com seis asas, com duas cobriam a face, com duas cobriam os pés e com duas voavam. Eles clamavam uns para os outros e diziam, santo, santo, santo, é o senhor dos exércitos. Olha isso. Santo, santo, santo, é o senhor dos exércitos. O que é o senhor dos exércitos? É a face da lei de causa e efeito. Então, isso aqui está claramente descrevendo um julgamento no tribunal divino, no tribunal da governadoria do planeta.

É um julgamento divino. A aplicação da lei de causa e efeito nos processos coletivos da Terra. E, aí, ele usa simbologia de várias asas. Não vem ao caso aqui. Isso aqui é símbolo, pelo amor de Deus, não vai interpretar. Isso aqui é o pé da letra. Please, please, pelo amor de Deus, não vai interpretar. Isso aqui é o pé da letra, gente. Porque vocês lembram do Asclepius, lá no Obreiros da Vida Eterna? É um espírito que está em uma esfera superior da Terra? Ele não está na governadoria, está em uma esfera superior. Ele nem forma física tem mais.

Para se comunicar em nosso lar, ele precisa se materializar. Então, isso aqui é simbologia. Por favor, tire o espírito da letra. Senão, vamos ficar imaginando anjo com seis asas, fazendo escultura de anjo. Misericórdia, nós já passamos dessa fase. Então, Santo, Santo, Santo, o Senhor dos Exércitos, a sua glória enche toda a Terra. A voz dos seus clamores, os gusos das portas, oscilavam enquanto o templo se enchia de fumaça. É como se fosse um santuário, né? Então, disse eu, ai de mim, estou perdido. Com efeito, sou homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros.

E meus olhos viram o rei. Olha isso, o Senhor dos Exércitos. Nisto, um dos serafins voou para junto de mim, trazendo na mão uma brasa que havia tirado do com uma tenaz, com ela tocou-me os lábios e disse, não, tocou os lábios dele com uma brasa. Vê! Isto te tocou os lábios. Tua iniquidade está removida. Teu pecado está perdoado. Em seguida, ouvi a voz do Senhor que dizia, quem ei de enviar? Quem irá por nós? Ao que respondeu, eis-me aqui, envia-me a mim. Olha isso. Negócio impressionante aqui. Particularmente, aqui é uma interpretação pessoal.

Aqui é uma interpretação pessoal. Ok? Eu deixo a liberdade para cada um interpretar. Eu acho que aqui está descrevendo a Assembleia dos Cristos Planetários. Aqui, quero até retificar, não é nem a governadoria do planeta. Aqui é aquilo que Emmanuel descreve. Reza, rezam as tradições do mundo espiritual que, na direção de todos os fenômenos do nosso sistema, existe uma comunidade de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor da vida, em cujas rédeas não é isso? Lembram desse texto? Para mim, aqui está descrevendo a comunidade dos Cristos.

Então, o negócio aqui é mais, é muito superior, muito superior. E, talvez, aqui, esse ser que está no trono, que está sendo descrito aqui, é o Cristo do sistema todo. É uma ideia, ok? Porque, aí, o Cristo Planetário vai se apresentar para vir. Naquela comunidade, Jesus se apresenta para vir à Terra. Ele me disse, vai e dize a este povo, podeis ouvir certamente, mas não entendereis. Podeis ver certamente, mas não compreendereis. Embota o coração deste povo, torna-lhe pesados os ouvidos, tapa-lhes os olhos, para que não vejam com os olhos, não ouça com os ouvidos.

Seu coração não compreenda, não se converta e não seja curado. Essa é a frase predileta de Jesus. Jesus vai citar essa frase. A isto perguntei, até quando, Senhor? Até quando? E ele respondeu, até que as cidades fiquem desertas, por falta de habitantes, e as casas vazias, por falta de moradores, até que o solo se reduz a ergo e desolação, até que o Senhor remova para longe seus homens e no seio da terra reine uma grande solidão. Então, está descrevendo aqui um desterro do povo hebreu. E se nela ficar um décimo, este tornará a ser desbastado.

Olha isso, hein? Então, está descrevendo um processo em duas etapas. Uma primeira desolação, depois uma outra fase. Interessante isso. Como Terebinto e o Carvalho, que, uma vez derrubados, deixam apenas um toco. E esse toco será uma semente santa. Aqui surge o grande tema de que vai ficar uma muda, uma muda de uma árvore. A muda de uma árvore que pode ser transplantada. Vai sobrar? Olha o que eu estou dizendo. É esse versículo aqui que está falando da árvore do Evangelho, da muda, de um rebento que vai permanecer e que pode ser transplantado.

Esse é o tema, gente. É aqui que surge isso. O rebento, a muda. Rebento é uma muda, é um ramo, uma muda. Para fazer o quê? Porque foi tudo desolado. Qual que é a metáfora aqui? A vinha, ela foi toda desolada, ela foi toda devastada, mas sobrou uma muda dessa vinha. E essa muda, ela cresce e dá uma árvore, uma outra vinha, para gerar uma outra vinha. Não é? É isso, então. Espero que não tenha ficado muito complicado. Vamos abrir um pouquinho para a pergunta, né, Júlio? Acho que ainda dá o tempinho de fazer uma pergunta simples, mas é difícil, né?

Hoje ficou difícil. Está sempre. Ah, desculpa. Eu estava brincando, realmente, e a gente que às vezes estava achando assim, nossa, que hora que nós vamos pegar o versículo e vamos pegar e tal. Eu tomei um caldo aqui hoje. O caldo é difícil. Mas interessante isso que você falou, né, Arudo? Essa conexão, porque aí, quando você vai falar da Árvore do Evangelho, o transplante da Árvore do Evangelho e tal, nossa, se você conecta com isso, né, Arudo? Isso aí. Nossa, cara. O pessoal pergunta. É tão importante, tão importante para nós espíritas, e às vezes a pessoa lê a obra do Chico, lê lá na codificação, pega lá o livro dos espíritos, vê um galho de videira lá, a pessoa não entende nada, ela fica boiando.

Aí eu acho graça, Júlio, porque alguns ainda falam assim, não, precisa estudar o Velho Testamento, o Velho Testamento, só estudar o livro do Teu Espírito. Aí a gente faz o quê? Chora. E às vezes chora, né? É, porque a gente entende que é interessante isso, né, Arudo? Porque, até para entender caridade, não sei se eu me corri, se eu estiver errado, né? Até para entender caridade, tem que ter uma base, né? Você não parte do nada, porque senão a sua caridade não é caridade, às vezes, né? E aqui é bonito, né, porque a gente pega o livro Acaminho da Luz, né, eu acho que vale até apenas citar, né, a passagem, né, Júlio?

Ah, sim. Eu evitei um pouco entrar nesse tema, porque para a gente não entrar, não ficar num negócio místico, né, tem que tomar cuidado com isso. Eu citei aqui só para esclarecer mesmo, que é o Acaminho da Luz, né? Você está com ele aí? Aqui, eu estou abrindo ele aqui, pedi até o pessoal que evite misticismo, pelo amor de Deus. Mas no Acaminho da Luz, o Emmanuel começa assim, rezam as tradições do mundo espiritual, que na direção de todos os fenômenos do nosso sistema, existe uma comunidade de espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo.

Comunidade em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Olha isso, Júlio. É uma comunidade. Então, para mim, toda vez que os profetas são levados nessa sala do trono, eles estão indo nessa sala de reunião dessa comunidade, metaforicamente falando. Então, eles estão descrevendo essa comunidade. Agora, olha o que o Emmanuel vai dizer. Essa comunidade de seres angélicos e perfeitos, por que ele usou a palavra angélica? Porque, viram aqui Isaías falando de serafins com seis asas, não sei o quê?

É isso. Né? Essa comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu nas proximidades da Terra para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos. Olha isso. A primeira verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançasse no tempo e no espaço as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria e ignição do planeta, e a segunda quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu evangelho de amor e redenção.

Eu acho que esse capítulo seis de Isaías está descrevendo essa segunda reunião aqui, Júlio. É mesmo. Em metáfora. Porque aqui no capítulo seis, Isaías, é onde está ocorrendo a deliberação da vinda do Messias. O Emmanuel. Deus conosco. Emmanuel. Deus no meio de nós. Deus conosco. Nossa, maravilhoso. Fizeram uma pergunta aqui, Haroldo. Pelo amor de Deus, senão daqui a pouco, Júlio, o pessoal vai perguntar a que roupa que os cristos do sistema usam? Aí, espera. Não tem. Não tem. Nós não temos acesso a isso. Eu ia ficar especulando hoje.

Mas vamos lá. A gente tem que segurar a onda nisso aí, não é, Haroldo? Porque, cara, assim, eles estão fora do nosso paradigma de… Então, assim, vai pensar roupa, vai pensar alimento, vai pensar no sol. É tanto que o Isaías, quando ele vê essa entidade que é o Cristo do Sistema Solar, que o Chico fala isso para o Herculano, lá no Espírito e o Tempo. Ele fala, não, o Cristo do Sistema Solar é outro. Jesus é o Cristo da Terra. Porque o Cristo do Sistema Solar ainda tem o maior poder criador. Quando o Isaías vê esse Cristo do Sistema Solar, ele acha que é Deus.

Qualquer ser humano, qualquer encarnado que vê um Cristo, acha que é Deus mesmo, claro. Sim. É igual às visões de Maria, muitas vezes, não é? Como nós não é, não é? É um negócio que sai da nossa concepção. Aqui, olha. As seis asas seriam virtudes dos serafins? É. Eu acho que tem a ver, sim, tem a ver com tem a ver com atributos morais desses seres. Então, uma boa dica é ir lá na questão número 13 do Livro dos Espíritos. Está lá os atributos do Criador, não é? Então, eu penso que quando fala essas coisas das seis asas, que são as mobilidades, não é?

É tanto que, Emmanuel fala assim, duas asas nos conduzirão, a asa da sabedoria e a asa do amor, mas tem mais asas. Tem mais asas. Mas é bonito, não é? Porque eles voam com duas. Olha que interessante. Duas cobrem os olhos, duas cobrem os pés e eles voam com duas. Então, se eu fosse arriscar, aqui eu estou arriscando deixar isso bem claro, para mim, as duas asas com que eles voam, uma é a sabedoria, outra é o amor. Agora, não me pergunta das outras quatro. Quando a gente chegar lá, a gente… Ah, mas Aroto, você tem alguma suspeita das outras quatro?

Só uma suspeitazinha? Não, porque, não é? Duas tampando o rosto, tem a ver com o esplendor deles. Ou seja, o que ele está dizendo? Porque na cultura hebraica, olhar para a face de alguém, a face é a janela da alma. Então, eu pergunto, por que ele está tampando a face? Será que um encarnado tem condição de compreender uma entidade dessa? Não! Claro que não! Então, são atributos que a gente não tem condição nem de imaginar. Falta-nos o sentido. Falta-nos o sentido. Não basta cinco sentidos. E é fácil a gente entender isso, Aroto.

Eu lembro que você falava muito com a gente sobre Deus. Deus é o oceano e a gente está com um baldinho que é lá para colocar o oceano dentro do baldinho. E não dá. Tem que ter cuidado. A comunidade, né? O Emmanuel fala que foram duas reuniões, uma antes da formação do orbe e outra para decidir a vinda de Jesus. Então, o capítulo 6 de Isaías, o Emmanuel, a meu ver, está descrevendo essa segunda reunião. Olha só. Onde houve uma avaliação, onde se constatou, então, você imagina, a reunião da Assembleia dos Cristos. E eles verificaram o quê?

O povo hebreu falhou na missão. Era preciso, então, deixar a lei de causa e efeito agir, porque eles não condenam ninguém, gente. Eles não condenam ninguém, não. A lei de causa e efeito, nem eles podem afastar a lei de causa e efeito. Até eles estão sujeitos à lei de causa e efeito. Não existe nenhum ser da criação que está imune à lei de justiça, amor e caridade. Todos nós estamos sujeitos. Então, eles administram. Então, agora, nós vamos ter que deixar a lei de causa e efeito agir, porque o povo hebreu contraiu tanto débito, que agora eles vão ter que resgatar.

Só que o resgate deles vai ser doloroso. Então, separa a muda de uma árvore. Será que você falou da muda da árvore? Tem uma pessoa que perguntou mais atrás, né? Essa muda que ficou seria o quê? E onde ela nasceu? Gente, essa muda virou o evangelho, que foi o Messias. O evangelho não conseguiu continuar lá, porque aquela região foi devastada e a árvore do evangelho foi transplantada pro Brasil. Isso tá na literatura. Essa é a árvore do evangelho. Não é uma pessoa, gente. É um conjunto de ensinamentos. Essa é a vida dele.

É um conjunto de ensinamentos e toda pessoa que vive esses ensinamentos se transforma numa árvore do evangelho. Toda pessoa que vive os ensinamentos se transforma numa árvore. Porque uma avinha não é uma coleção de árvores? Não é? Então, a árvore principal do evangelho é Jesus. Que é aquele remanescente do povo hebreu que cumpriu a missão, não é? O povo hebreu falhou, mas um não falhou. Que um foi esse? Jesus. Dessa árvore dele nós plantamos várias outras. Hoje tem várias. Tem Emmanuel, tem Chico, tem Bezerra. Hoje já tem um tanto.

A vinha tá sendo plantada de novo. Essa relação nossa com a revelação, com as coisas, ela ainda é de muita dúvida. A gente fala do transplante do evangelho, mas ainda aquilo parece que não introjetou. A gente precisa introjetar isso? Não precisa? Eu acho que essa relação com o evangelho, essa relação com as revelações, quando você pega o Antigo Testamento e começa a ver, olha, poxa, aquilo tudo ali foi acontecendo, foi acontecendo. Olha como é que é cíclico, né? Como é que é um processo e a gente fica assim. A gente tava conversando ontem com a Ana Teresa Camasmi no programa que a gente tem à noite.

Aí fica todo mundo convidado também, quem não conhece, todo dia, de segunda a sexta, às dez da noite, a gente tá batendo um papinho pra terminar o dia bem. E aí tava falando disso, né? Aí a gente olha ali, aí vê, aí o Isaías previu o Messias, anunciou o Messias, depois Jesus anunciou o Consolador, aí ficou João, evangelista, ficou lá, escreveu o Apocalipse e a gente fica pensando assim, ah, isso não vai acontecer, não. Então, pra quem tá em dúvida aí sobre a África, vamos lá no Salmo número um, que descreve o justo.

Esse Salmo é conhecido como Salmo do Justo e os dois caminhos. Você pode tomar o caminho do mal ou pode tomar o caminho do bem. Quem toma o caminho do mal se torna perverso, se torna inimigo, quem toma o caminho do bem se torna o justo. Agora, olha aqui, feliz, bem-aventurado, o Salmo é isso, bem-aventurado o ser humano que não vai ao conselho dos ímpios, não para no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores. Então, aqui está descrevendo uma progressão. O mal tem uma progressão. Ele tem fase um, fase dois, fase três.

Na fase um, você começa a ouvir a opinião errada de quem está querendo te levar para o mal caminho. Na fase dois, você para o que você estava fazendo, para o que você estava fazendo e começa a ficar na inércia e só seguindo aqueles que estavam no caminho do mal. E, na fase três, além de ter interrompido a sua jornada, além de ter enchido a sua cabeça de bobagem, você começa agora a zombar do bem. É a fase três. Pelo contrário, o prazer do ser humano justo está na lei do Senhor e medita a sua lei dia e noite. Medita a sua lei dia e noite.

Medita. Não é só estudar. É? Conhecer, meditar, sentir e viver. Aí, vamos lá. Ele é como árvore plantada junto a riachos. Dá seu fruto no tempo devido e suas folhas nunca murcham. Tudo o que ele faz é bem sucedido. Então, o justo é também a árvore. Não podemos imaginar a árvore do evangelho só como uma teoria, um conjunto. Não! A árvore do evangelho é o quê? É o Eurípedes, que veio pra cá. É o Bezerra, que veio pra cá. É o Bittencourt-Sampaio, que veio pra cá. É o Chico, que veio pra cá. E aí, eu tô citando alguns, né?

Foi um tanto de árvore que veio pra cá. Por isso foi transplantada a árvore do evangelho. Aí, você vai falar, quem que é Bezerra? É o Zaqueu. É a árvore Zaqueu, lá, que foi plantada aqui pro Brasil. Aqui no Brasil, ele chama Bezerra. Mas é a mesma árvore. É a mesma árvore. Aí a pessoa fica, ah, mas o Brasil é o coração do mundo? Meu amigo, Zaqueu nasceu aqui. O soldado que furou Jesus com uma lança veio pra cá, Dom Pedro II. Então, as árvores que estavam lá na Galiléia Israel nasceram aqui. E algumas estão encarnadas aí até hoje.

É a árvore. Porque uma vinha não é feita de teorias. Por isso que a árvore principal da vinha é Jesus. Ele é a árvore que gera todas as outras. Ele é a árvore do evangelho que gera todas as outras. É Jesus. É Ele. A videira verdadeira. Eu sou a videira verdadeira. Ele disse, ele explicou pra gente. Jesus deu aula de evangelho pra gente. Eu sou a videira verdadeira. Vocês são os ramos. Vocês são as mudas. Mudas que saem de mim. Eu faço a mudinha, tiro e planto vocês em lugares. Que coisa, né? Quem não tá entendendo, eu vou fazer um desenho.

Aqui, só pra você ver como que tá sintonizado, né? Uma pessoa colocou aqui, ó. Haroldo, faz a relação com a sepa que o espiritismo vem trazer à humanidade. Sim, ué. É a árvore do evangelho. Quando os espíritos pediram pra desenhar lá no início do livro dos espíritos, a sepa, o que que eles estão dizendo? Gente, abre os olhos. Isso aqui é revivescência do evangelho. Não esquece isso. Esse livro que nós estamos dando pra vocês é o cristianismo redivivo. Abre os olhos. Fica esperto. Não sejam bobos. Isso aqui é cristianismo redivivo.

Então eu vou desenhar aqui pra vocês. Vou desenhar. Literalmente. Como vocês estão meio lentos pra entender, eu vou desenhar pra vocês. Um galho e uma uva pra ver se vocês percebem. Mas a maioria não percebe. Não. Mas é assim. E sempre foi assim, né, Haroldo? Sempre foi assim. A gente sempre foi tardio nesse processo da compreensão. Vou desenhar aqui. Eu vou, não é? É o que está dito aqui. Eu li aqui. Olha lá. Olha o que que o Cristo fala com ele. Vai e diz esse povo que eles podem ouvir, mas não vão entender. Eles vão ver, mas não vão compreender.

Porque o coração deles está embotado. O que que é isso? Muita inteligência, pouco sentimento. Muito raciocínio e pouco sentimento. Aí não compreende. Porque só se compreende bem com o coração. O coração está embotado. Não adianta. É. E aí a gente tem que sempre estar refletindo sobre aquela fala de Alcione, né? O evangelho deve ser conhecido. Meditado. Depois sentido e vivido. Então eu falo assim. Abre o prolegômenos do livro dos Espíritos. Primeiro, lê. Estuda. Depois, medita nisso. Medita. Fique imaginando uma videira.

Fique imaginando uma vinha. Procura no Google o trabalho que dá para uma vinha. A quantidade de água, o que que você tem que fazer, a poda, os cuidados, proteger o caixinho de uva. Medita nisso. Medita. Depois, sente. Tenta sentir com o coração o que que eles estão querendo dizer. Sente. Senão fica só aqui, ó. Fica só na cabeça. Esse evangelho tem que descer pra cá, né, Haroldo? Não, né? Não desce. A gente… Eu lembrei que a gente esteve lá em Israel, né, você lembra? A gente conversou com aquela moça lá, com uma das guias, falando sobre que a Embrapa esteve lá, inclusive, fazendo um trabalho com relação às uvas de lá.

Exatamente. E aí… Não pode dar muita água pra ela, não pode dar muito nutriente. Aí ela basicamente resumiu assim. Os técnicos dizem que a vinha precisa sofrer escassez. A vinha que não passa pela dor, pela escassez, não produz bom vinho. É. Por isso que a vinha é pouco alimento, pouca água, pouco nutriente. Você dá condições adequadas. Variações bruscas de temperatura, tem que ter frio e calor, e essa variação tem que ser num dia. Quando a gente fez o Brasil Coração do Mundo, pra encerrar, a gente teve uma comunicação interessante de um padre que até eu fui atrás da Ayla pra falar com ela sobre ele, sabe?

Ele se apresentou como Padre Malagrida. Você lembra que eu cheguei a falar? E aí… E aí quando eu falei pra ela, achando que assim, ah, será que essa aqui tem procedência? Aí ela me deu uma aula sobre esse Padre Malagrida e tal. E aí ele falou disso. Que interessante. A Árvore do Evangelho foi transplantada por o Nordeste. E a migração chega no Nordeste. É interessante você ver assim a história, o simbolismo da coisa. Os navegantes chegam no Nordeste. Né? E aí é interessante que eles falam que a terra, parecida com a da Palestina, né?

Tem alguma simbologia também? Quando a gente vai lá no livro dos Espíritos, os Espíritos perguntam assim, se a encarnação é necessária. Aí os Espíritos dizem que ela é imprescindível porque o Espírito tem que passar pelas vicissitudes da vida corporal. As vicissitudes. Nascer, morrer, envelhecer, adoecer. Vicissitudes da vida corporal e mais outras decorrentes disso. As provas e expiações. É isso que faz uma videira de verdade. Essas vicissitudes da vida corporal. E a gente vê isso muito bonito naquela fala da Cipriana, da irmã Cipriana, com aqueles dois lá, um perseguindo o outro, que era um filho adotivo que matou o pai.

Onde que é isso, Haroldo? Entre a Terra e o Céu. Entre a Terra e o Céu. A irmã Cipriana. É do André Luiz. Aí ela começa a falar dos sofrimentos dela. Quando eles veem ela, eles acham que ela é Maria de Nazaré. Tamanha a luz. Ela fala, é, mas eu fui abandonada pelo marido. Ah, o Tales está chamando a atenção, acho que é no Mundo Maior, Haroldo. No Mundo Maior? Não sei, o Tales que está nos dando um toque. Mas tudo bem, vamos lá. Se não for no um, é no outro. Se não for no um, é no outro. No Mundo Maior, é isso mesmo.

No Mundo Maior, exatamente. No Mundo Maior, o Calderaro chama o André Luiz para estudar o cérebro dos dois. Para observar o cérebro do obsidiado e do perseguidor. É isso mesmo, Tales. Obrigado, querido. No Mundo Maior. No Mundo Maior. Eu confundi, é porque tem uma outra, no Entra a Terra e o Céu, tem uma outra também, que é a mesma coisa da irmã Cipriana, mas o nome dela é outro, eu esqueci agora. Ela também é luminosa. O Claríncio até fica comovido quando vê ela com aquela luz. É um espírito feminino também. Eu misturei aqui.

Está vendo? Luz é luz. Mas é isso, Júlio. Obrigado, meu amigo. Semana que vem nós vamos ter um… Vou deixar um spoilerzinho, mais pra frente as pessoas vão poder assistir, mas semana que vem nós vamos bater um papo com o São Manuel. Nós vamos gravar um Pode Ser com o São Manuel. Muita história bacana. História dele com o Chico. Mais novidades vindo aí pra plataforma, para o Espiritismo.tv. A gente segue nessa jornada aí. Muito obrigado, Arouldo. Fica com Deus, meu amigo. Um abraço, querido. Fica com Deus também. Só ia agradecer todo mundo que estava aqui.

Muita gente a gente não pôde colocar as coisas na tela, né, Arouldo? Nós agora estamos com 199 pessoas aqui assistindo a gente, só na plataforma, fora o Instagram. Agradecer todo mundo que compareceu. Um beijão pra você, viu? Um bom dia. Fica com Deus. Tchau.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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