Neste episódio de encerramento do ano, Haroldo Dutra Dias e equipe trazem uma reflexão profunda sobre o Livro do Êxodo, à luz da Doutrina Espírita, com foco na peregrinação e na presença divina, e uma conexão com o Natal e a vinda de Jesus.
O que é estudado neste episódio
- O Tabernáculo e a Presença Divina: O estudo aborda a construção do Tabernáculo no deserto, não como uma “gaiola” para aprisionar Deus, mas como um símbolo de Sua liberdade absoluta de manifestação e Sua presença constante na jornada do povo. É ressaltado que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, mas se manifesta na “Tenda do Encontro”, que simboliza o encontro da criatura com o Criador e a importância da experiência comunitária.
- Jesus como o Novo Tabernáculo: A fala de Jesus sobre “onde houver dois ou mais reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles” é interpretada como a indicação de que Ele é o novo tabernáculo, em torno do qual a comunidade se reúne para experimentar a comunhão.
- Co-criação e Comunidade: A ideia de que somos co-criadores é explorada, enfatizando que nossa criação é sempre conjunta com Deus e com nossos pares, em comunidade, onde cada um sintoniza um atributo divino, e juntos, todos os atributos se manifestam.
- O Grande Êxodo Cósmico: Uma passagem do capítulo 3 de “A Caminho da Luz” de Emmanuel é lida e comentada, revelando a perspectiva cósmica do Êxodo. A mensagem descreve a vinda de espíritos rebeldes do orbe de Capela para a Terra, como um degredo para o aprendizado e a evolução, impulsionando o progresso dos irmãos inferiores. Este é apresentado como o arquétipo do Êxodo, uma peregrinação em busca da Terra Prometida, que é o lar espiritual.
- A Purificação dos Mundos: É abordada a purificação física e moral dos mundos, onde as civilizações evoluem e se purificam, diferentemente da visão de mundos em constante guerra.
- Conquistas do Coração: A vinda desses espíritos para a Terra é para as “conquistas do coração”, para desenvolver empatia, misericórdia, amor e compaixão, elementos pelos quais caíram.
- A Assistência Divina e a Responsabilidade Individual: A reflexão enfatiza que, mesmo no degredo, não há abandono por parte de Deus. A assistência espiritual não significa isenção de compromissos ou anulação de responsabilidades, mas sim o auxílio para o resgate e a regeneração íntima.
- A Transição Planetária e o Bom Ânimo: A transição planetária é vista como um processo prioritariamente psíquico, um “maremoto da mente e das emoções”, que forja o caráter. O bom ânimo é fundamentado na fé raciocinada e na certeza da vitória do bem, pois o mundo de expiação e prova será vencido.
- O Bem e as Armas do Mal: É discutida a ilusão de construir o bem utilizando as armas do mal, destacando que o bem nunca se utiliza da violência ou da exclusão. A diferença entre justo e justiceiro é abordada, ressaltando que o justo jamais se torna criminoso para combater o crime.
- O Natal e a União: O episódio encerra com um apelo à união e à superação das divergências, especialmente no Natal, para que as famílias e as casas espíritas se unam em Cristo e na mensagem de Jesus, praticando a benevolência, a tolerância e a harmonia.
Reflexões
- O Tabernáculo nos ensina que a presença divina não se limita a um espaço físico, mas se manifesta na liberdade e na comunhão, sendo Jesus o novo centro de encontro para a experiência comunitária.
- A vinda dos espíritos de Capela para a Terra, como um grande Êxodo cósmico, ressalta que mesmo nas quedas e nos degredos, há sempre uma missão de auxílio e uma oportunidade de progresso, demonstrando a misericórdia divina que não abandona.
- A transição planetária é um processo íntimo e psíquico, que exige bom ânimo e a compreensão de que o bem não pode ser construído com as armas do mal, mas sim com a tolerância, a harmonia e a fé raciocinada.
Ler transcrição do episódio
Boa tarde, Haroldo. Boa tarde, Leonora. Boa tarde. Estamos aqui para o nosso último êxodo de 2022. Não é isso? Exatamente. Nós estamos agora fazendo um êxodo para 2023. Não é, Leonora? Vamos chegar, não é? Vamos chegar lá. Vamos chegar, vamos chegar. Para quem achou que 2022 não ia acabar, não é? Acabou. Acabou. Estamos fazendo um programa gravado, não é? Porque amanhã nós temos uma preparação para um evento que o Haroldo está fazendo e também amanhã nós temos o Jogo do Brasil, não é? Que, no caso, vocês estão assistindo hoje.
Eu espero que o Brasil tenha ganhado. Mas o Brasil sempre ganha. Ganhou, Júlio. Você não sabe, mas ganhou 2 a 0. Ah, muito bem. Vai ter um bom ano aqui. Então, nós estamos fazendo esse último programa com muita gratidão, não é, Haroldo? Por esse ano que a gente pôde permanecer nos estudos. São importantes. A gente recebeu tantas mensagens do pessoal que acompanhou durante o ano, não é? O quanto foi importante para eles, o quanto eles se retiraram de aprendizado. E a gente está transmitindo isso agora. E queria que vocês deixassem os recados de vocês aí nos comentários, não é?
De como foi esse ano, como é que foi o êxodo. Compartilha com a gente quais foram os principais aprendizados que vocês puderam ter, não é? Durante essas reflexões que foram trazidas. Nós somos muito gratos mesmo por esse momento que vocês nos dão a honra de acompanhar. E hoje nós vamos ver com o Haroldo aí o que ele reservou para nós, não é, Eleonora? E agradecemos imensamente a todos que estiveram conosco. Nós estamos hoje no episódio 68, então tivemos 68 estudos, não é? E agradecemos a todos que estão conosco. E prometemos nos encontrar novamente em 2023 para seguir o nosso êxodo, seguir essa caminhada.
Não temos uma data ainda, mas a gente vai conversar sobre isso à volta, não é? Sobre a volta do estudo. E aí, Haroldo, como é que… Para a gente poder definir, não é? O dia melhor, não é? Sim. Para a gente fazer os estudos e… Maravilha, não é, gente? É, muito bom. A gente tem muito o que agradecer, não é? Muito o que agradecer. A palavra realmente desse ano é gratidão. Porque, diante de tantas coisas que nós passamos, não é? O estudo permaneceu, nós permanecemos no trabalho. Esperamos que todos os amigos também permaneçam, perceberem os seus trabalhos nas suas casas, retornando aos trabalhos das suas casas, aos trabalhos tão importantes que a gente tem.
Que a gente possa vencer aí as diferenças que surgiram nesse final de ano com os nossos amigos, com todos os nossos companheiros de trabalho. Então é com esse espírito que a gente está aqui hoje, se despedindo com esse programa. Mas, e aí, Haroldo, o que é que você planejou para hoje? Já que nós não temos ninguém para dar bom dia nem boa tarde aqui hoje. É, exatamente, Júlio. Então nós vamos continuar, acho que aproveitando esse clima aí do Natal, do final do ano, e a gente voltar para aquele tema do tabernáculo que acompanha o povo, na peregrinação, essa presença divina constante nos acompanhando e nos acompanhando de uma forma que muitas vezes a gente não compreende.
Porque em determinados momentos a gente espera que Deus faça uma intervenção nessa ou naquela direção e Ele não intervém. E, de outras ocasiões, a gente imagina que Ele não vai intervir e Ele intervém. E isso está retratado no tabernáculo. Ou seja, o tabernáculo deixa muito claro que Deus possui uma liberdade absoluta de se manifestar. Então, o tabernáculo não é uma gaiola, tanto que acompanha o tabernáculo a xerinato, a nuvem da presença e a coluna de fogo. Acompanha o tabernáculo. Veja, acompanha. E a gente já comentou sobre isso, mas é importante pegar esse detalhezinho.
Ele fala, construam para mim um tabernáculo e eu habitarei betorrendo no meio deles, não do tabernáculo, porque senão ficava parecendo que o tabernáculo é, de fato, uma lâmpada para prender o gênio. Agora eu tenho o tabernáculo, então eu tenho controle sobre Deus, eu o levo para onde eu quiser. Não é assim. Não é assim. Não é assim que funciona. Então, eu acho que esse é o aspecto mais sutil dessa mensagem do tabernáculo. Nós não temos controle sobre a manifestação de Deus na nossa jornada e na jornada coletiva. Nós não temos.
Nós não sabemos quando, onde e como Deus vai intervir. Isso é extraordinário. Isso é extraordinário. Pensando nisso que você está falando, como é que a gente se confundiu? Ele pede para construir o tabernáculo e daí a gente aprisiona ele lá e não compreende. Exatamente. E, ao mesmo tempo, essa construção que… Estou me lembrando da passagem que fala que Deus não habita em templos construídos por mãos humanas. Então, tudo isso junto com a pedida… As pessoas vão se embolando com essa relação de Deus com o local da adoração.
Porque é isso aí que eu acho que é interessante a gente clarear. O local da adoração de Deus, ele cria o tabernáculo para ser adorado só ali? Como é que é isso? É bonito isso, Júlio. Essa é uma grande questão, não é, Leonor? O tabernáculo existe para que Deus tenha um lugar para se manifestar? Essa é uma pergunta. Porque antes da construção do tabernáculo ele se manifestou na montanha, no mote, em Sinaia. Ele orientou Moisés a libertar o povo. Ele sempre se manifestou. Então, por que um tabernáculo? Precisaria Deus de um tabernáculo para poder se manifestar, para ter um lugar para se manifestar?
E, aí, a gente percebe, Júlio, que o tabernáculo tem um segundo nome. Ele também se chama Tenda do Encontro. E, aí, é bonito por quê? É do encontro da criatura com o Criador, porque as pessoas se dirigiam ao tabernáculo. E, depois, é o Templo de Jerusalém, que é uma cópia fixa do tabernáculo. É uma versão rígida e fixa do tabernáculo. As pessoas iam ali para ter um encontro. Mas, a tenda do encontro é porque nós precisamos nos encontrar. Então, é no encontro, é na experiência coletiva, é na vivência comunitária que a gente experimenta Deus de forma mais intensa, que a gente vive a comunhão de forma mais intensa.
Olha que interessante isso! Então, às vezes, a gente acha que o auge da comunhão é uma experiência solitária. É claro que nós temos que treinar isso, nós temos que aprender na solitude, não na solidão, na solitude, no recolhimento, ali naquele cantinho, no aposento íntimo. Precisa aprender, está lá no Sermão da Montanha, a gente precisa aprender a criar esse contato com Deus. Mas, quando há o encontro, a experiência comunitária, tanto que Jesus diz assim, onde houver dois ou mais reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles.
De novo, olha o tema do tabernáculo! Olha o no meio deles, de novo! Então, quando Jesus fala reunidos em meu nome, é porque Ele está querendo dizer que Ele é o novo tabernáculo, em torno do qual a gente se reúne, em torno do qual a gente constrói uma comunidade, constrói um núcleo para poder experimentar a comunhão através do Cristo. É tabernáculo também, é a mesma coisa. Interessante isso, não é? Leonor, você quer falar alguma coisa? Fiquei pensando no que você falou, quando disse que, às vezes, a gente acha que Deus vai agir assim e não age, ou a gente acha que não vai agir, e ali Ele muda tudo, e a importância dessa presença.
O tabernáculo traz isso, é uma forma de dizer que Ele está presente com o seu povo, Ele está presente conosco, mas Ele age como Ele quer. A gente não aprisiona em uma lâmpada mágica. Achei linda essa metáfora. Isso, o tabernáculo não é uma lâmpada, e Deus não é Aladim, não é o gênero da lâmpada. E é bonito também por quê? Quando se diz que nós somos co-criadores, é co-de-comunhão. Deus cria sozinho. Ele é o criador único. Nós não somos criadores únicos. A gente só cria junto. A nossa criação é co-criação, junto com Ele e junto com os nossos pares, junto com os nossos.
Por isso que é co-criador, por isso que é uma pléia de Espíritos puros que dirige o sistema, porque eles são co-criadores, eles não são criadores. Senão, você teria um Cristo sozinho criando. Sistema, planeta, não existe isso. É co-criação, é sempre comunidade. E Deus se manifestando ali na comunhão, na comunidade, na união, na reunião. Porque cada um traz um aspecto, cada um sintoniza um aspecto de Deus, cada um sintoniza uma habilidade, um atributo de Deus. Olha que bonito isso! Então, eu tenho alguém que sintoniza mais o aspecto de organização de Deus, o aspecto de disciplina, o outro sintoniza mais o aspecto de amor, de misericórdia.
Cada um sintoniza melhor um atributo de Deus e aí, juntos, você tem todos os atributos. É muito bonito isso, não é? Mas, hoje, eu queria trazer também uma perspectiva cósmica do êxodo e do tabernáculo. E aí, eu lembrei, como é o Natal, a estrela do Natal, eu lembrei de uma mensagem que está no capítulo 3 do Acaminho da Luz. Aí, diz assim, o pessoal que é do SER aqui, já acompanha o SER há muito tempo, vai reconhecer essa mensagem. Nos mapas zodiacais que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se desenhada uma grande estrela na constelação do cocheio que recebeu na Terra o nome de cabra ou capela.
Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo infinito, faz-se acompanhar igualmente da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do ilimitado. A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra, considerando-se, desse modo, a regular distância entre a capela e o nosso planeta, já que a luz percorre o espaço com a velocidade aproximada de 300 mil quilômetros por segundo. Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré-históricas de sua existência.
Marcham uns contra os outros ao som de hinos guerreiros, desconhecendo os mais cobezinhos princípios de fraternidade e pouco realizando em favor da extinção do egoísmo, da vaidade, do seu infeliz orgulho. Há muitos milênios, um dos orbes da capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.
Alguns milhões, milhões de espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes. Mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade que fizera jus à concórdia perpétua para a edificação dos seus elevados trabalhos. As grandes comunidades espirituais, diretoras do cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades que se tornaram pertinazes no crime aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente as grandes conquistas do coração e impulsionando simultaneamente o progresso dos seus irmãos inferiores.
Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes. Com a sua palavra sábia e compassiva, exortou essas almas desventuradas à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço regenerador de si mesmas. Mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra, envolvendo-as no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites. Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvim.
Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações impedernidos na prática do mal, seriam degredados na face obscura do planeta terrestre. Andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura. Reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz da capela, mas trabalhariam na Terra, acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.
É o grande Êxodo aí, não é? Bonito, não é? Que maravilhoso, não é? Essa preparação meio que celeste para a chegada de Jesus, primeiro para receber os… E esse é o grande Êxodo, não é? Essa história aqui que inspirou a escrita do Êxodo, do livro de Êxodo. Porque esse aqui é o grande arquétipo do Êxodo. Você ser degredado e ter que peregrinar numa terra estranha em busca da Terra Prometida, que é o seu lar. Que é a vontade para casa. Eu estou voltando para casa outra vez, não é? Nossa, mas ela tem um… Que solene também, não é, Haroldo?
Não sei, acho que a gente… Acho que talvez é uma lembrança, não é? Essa terra que a gente chegou aqui, não é? Muitos de nós, não é? Foi um período de muita luta, não é, Haroldo? De muito desafio, não é? E a gente hoje reza para não descer mais um, não é? Exatamente. De não pegar mais um expresso aí, não é? Mas tem que estar muito empedernido. Tem umas mensagens assim, tem que estar empedernido no mal, tem que estar afogado no crime, na maldade. Não é fácil ser degredado, não dá muito trabalho. Você tem que… Isso é muito mal, Haroldo.
Isso é muito mal, Haroldo. Agora, o interessante aqui é o que Emmanuel diz assim, Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, olha, ele, na sua trajetória pelo infinito, faz-se acompanhar igualmente da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do ilimitado. Então, os sóis também estão peregrinando. As estrelas, os sóis, com sua família de mundos, estão fazendo uma peregrinação também, um êxodo, cantando as glórias do infinito e caminhando na direção da perfeição, caminhando para sempre, porque nunca chega.
Agora, o que é bonito aqui? Olha isso. Ele diz assim, quase todos os mundos que lhes são dependentes, do sol capela, que é um sol binário, é um sol duplo, já se purificaram, física e moralmente. Ou seja, não tem mais encarnação e corpo material como o nosso. Há uma purificação física do homem, por isso que você não vê vida. Você olha para aquele planeta e parece que não tem vida, porque não tem mais vida física, grosseira como a nossa. Agora, nossa, Haroldo, mas como é que se opera a purificação física de um planeta?
Não sei. Não sei. Esse é um segredão. Os Espíritos nem tocam nesse assunto. Não sei como que acontece isso, mas está descrito nas cartas de Paulo no Apocalipse. Paulo chama de a nova criação, novos céus, nova terra, uma criação nova. E lembra o jardim do Éden, porque é um mundo que não é mais material, não está sujeito mais à destruição. Olha que bonito, não é? É. Isso aqui é um Star Wars. O Star Wars foi muito feliz. A única coisa errada no Star Wars é o nome, porque eles acreditam que no universo há uma reprodução sem fim da Terra, que todos os mundos são inferiores como a gente.
O Star Wars não imaginou que as civilizações vão evoluindo e vão se purificando. Então, ele imaginou que todo mundo está em guerra, que o mal predomina no universo inteiro. Grande bobagem. O mal é minoria. O mal só predomina nos mundos primitivos e nos mundos que são próprios, que são minoria no universo. Reproduzir uma… Assim mesmo. É. Evolui-se no tempo da tecnologia, de todo o processo, mas mantém-se as mesmas… Moralmente, a mesma coisa. Moralmente, a mesma coisa. Não tem evolução. Esse é um grande equívoco.
Não tem nada disso. Os mundos se purificam física e moralmente. E no texto que o Haroldo leu, do A Caminho da Luz, fala que a vinda para a Terra nas construções do coração me chamou a atenção. Isso. Porque eles vêm para ajudar em um progresso físico e tecnológico. Esses espíritos mais esclarecidos. Então, eles vêm para o mundo e ajudam externamente, mas para as construções internas. Para as conquistas do coração. Conquistas do coração. Conquistas do coração. Que caíram pelo coração. Caíram pela falta de empatia, a falta de misericórdia, a falta de amor, a falta de compaixão, de piedade.
Caíram por isso. Caíram por isso. E caminham para isso. E o êxodo, toda essa caminhada toda para essa construção. Todo o caminho do êxodo é para isso. É para tentar sensibilizar o coração. E bonito isso aqui, não é? Olha que as comunidades espirituais, as comunidades de Cristo, cada sistema tem a sua, diretoras do cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua. Então, você imagina a conversa. Então, os Cristos de lá de capela, com os Cristos daqui, para onde que vem?
Aí, Jesus, olha, vem para cá. Imagina essa conversa, hein? Que tratativa, hein? Depois, para transferir essa turma toda. Coisas extraordinárias. Quando você falou da solitude, eu me lembrei de um texto do Matheus de Prato, que o autor fala assim, né? Não vos enganeis, será de preferência na soledade que as potências de vossas almas irão se adestrar para reproduzir os cânticos do céu. Ou seja, né, Haroldo? Esse templo interno também é esse espaço, né? De reflexão, né, Haroldo? Ele fala assim que no insulamento ouvireis no íntimo os sussurros do dever.
Você vê que o processo, até você chegar ali no Santo dos Santos, né? O processo que você caminha ali para ter aquele contato, né, mais íntimo, para estar ali naquele lugar santo. É muito interessante como é que a espiritualidade, os textos, as obras do Chico, como é que essas coisas estão fechando, né, Haroldo? Esse poema que você escreveu, e nesse texto que eu estava lendo, que não trata exatamente do êxodo, olha que interessante, ele está falando do êxodo, né? Mas olha que interessante mesmo para nós que muitas vezes encaramos esse êxodo.
Ele fala assim, né? Mas não temais as circunstâncias provacionais. Que serão alguns minutos de desconforto em uma viagem que vos levará ao paraíso? Olha… Que representará o pó levantado por vossos pés em movimento na estrada ascensional, quando sabeis que o oásis grandioso do dever cumprido aguarda-vos a poucos metros? Olha que bonito. É muito bonito. É uma imagem, né, desse êxodo que a gente foi convocado a fazer, que nos trouxe até aqui, né? É. É. E que hoje a gente faz uma reflexão, que é interessante a gente pensar, que é uma reflexão sobre nós mesmos, sobre nossas posturas, né, Haroldo?
Para que o texto não esteja fora de nós, para que o texto não esteja mais lá no altar. Porque o que nós estamos fazendo é lendo o livro que está escrito em nós. Êxodo está escrito em nós, né, Haroldo? Está escrito em nós. Eu fiquei imaginando isso, né, enquanto que nós fomos convidados a não a peregrinar no azar, como o texto as vezes faz, na prova, naquela situação complicada. Nós fomos convidados a peregrinar na estrada ascensional. Na estrada que nos levaria pra cima, né? E porque essa história está em nós, a gente reproduz ela fora de nós.
Essa aqui é o ponto. Reproduz fora. É isso, né? A gente está sempre nessa peregrinação, sempre nessa peregrinação rumo a essa terra prometida. Então, eu queria trazer isso aqui para dar essa dimensão cósmica, né, porque, veja, é interessante. Há resgate? Sim. Há um acerto de conta com a lei? Sim. Mas, não há abandono. Olha, foi deliberado, o Cristo recebeu esses Espíritos. Não há abandono. Abandono não há. As vezes, a gente sente esse desespero, essa sensação de abandono, mas ela é uma percepção equivocada da nossa parte.
Talvez porque a gente associa assistência espiritual com isenção, como é que fala? Com anulação de compromisso. Isso não haverá, né? Não haverá porque não pode haver impunidade na lei divina. O responsável pelo mal é quem deverá ressarcir, regenerar, recompor. Não há impunidade, não há desoneração de compromisso e de responsabilidade espiritual. E, às vezes, a gente associa assistência espiritual a isso, que a gente seja livrado das situações, que a gente não tenha que passar pela situação. E, aí, a gente está, na verdade, pedindo um regime de exceção.
Regime de exceção não existe, existe assistência. Não um regime de exceção. Isso é muito importante. Eu lembro de um texto do Emmanuel que fala assim que com Jesus não há agravamento da pena, né? E, Então, esses processos, você falando me veio ao pensamento, Haroldo, que também entender que ele não é um resgate com a lei fora de nós, apenas nós. A gente, às vezes, acha que é meio que eu estou resgatando fora. Acontece que os processos são todos para resgatar dentro, porque quando há esse desrespeito à lei, o primeiro vaso que se quebra, que racha, que trinca é o nosso.
É o próprio, é o íntimo. E, muitas vezes, é para colar isso, é para tratar isso, que os processos externos estão acontecendo, né, Haroldo? Pensa bem que Deus não vai gastar com todo o poder, com todo o universo, o tempo apenas pra poder fazer o olho por olho, o dente por dente, né, Haroldo? É uma questão que envolve a nossa necessidade íntima também. E Deus, sabendo disso, dá o remédio que é necessário. Isso, exatamente. É na medida certa, né? Não tem nada pra mais nem pra menos. Exatamente, exatamente. Então, é bonito, eu queria trazer isso, né, essa grande peregrinação.
É uma peregrinação cósmica. É uma peregrinação cósmica. O universo está peregrinando. Acontece que uns estão mais próximos da terra da promissão e outros estão mais distantes. Os caminhos da luz, né? A caminho da luz, exatamente. Exatamente. Quanto mais próximo você está da luz, mais você sente aí todos os efeitos dessa luz, né? Então, essa é a grande… Quer dizer, é bonito, é um texto grandioso, né? Sim. É um texto grandioso. Grandioso e complexo, né? Porque nos leva pra imensidões, assim, a gente imagina essa cooperação dos mundos, essa cooperação dos Cristos e aí vem, é que nem você falou, a tenda é para o encontro, né?
Pedindo a nossa cooperação. O corpo do Cristo, as cartas do Cristo, os embaixadores, como Paulo chama, porque ele veio pra esse caminho, a verdade é a vida, ele veio pra receber essa turba de espíritos. No próprio livro ali, a sequência, ele vai dizer que todos os povos ansiavam a sua chegada como pra trazer mesmo essa condução espiritual Exato, Eleanor. Pra comunidade, né? Para os espíritos que aqui habitam. Então, o Natal é esse momento, né? A gente pensa, se a Caminho da Luz tem tantos capítulos falando sobre a preparação, para a chegada é de Jesus.
A gente tem o Boa Nova, uma introdução linda falando do planeta preparando para a chegada é de Jesus, né? Então, é esse momento que o planeta, ele celebra, a gente sabe que Jesus pode chegar sempre em nossos corações, mas a gente tem uma data, a gente tem um mês onde o mundo cristão ele celebra, né? Essa data, e a gente lembra com esses textos lindos do Emmanuel, essa preparação cósmica, né? Passa a ser muito mais… A gente tende a simplificar muito a vinda do Cristo à Terra, né? A gente acha que é uma coisa muito comum, não é?
Um Cristo encarnou entre nós, veja, gente, isso é muito extraordinário. Espíritos dessa grandeza não costumam vir a mundos corporais, né? Não há esse tipo de desperdício, de recurso, né? Eles não vêm aqui para passear. A vinda de um Cristo ao mundo corporal tem um significado decisivo para aquele planeta. É porque, quando ele vem, ele muda a trajetória do planeta. Ele muda a trajetória do planeta. E deve vir com muita responsabilidade, né, Aruto? Porque, sabendo disso, até mesmo o momento desse… Dessa vinda é muito bem planejada, de acordo com aquelas pessoas que estão ali, com objetivos muito claros, muito calculados, muito planejados, né?
E, às vezes, a gente malbarata isso de uma forma muito inconsciente, sem pensar muito. Eu falo muito sobre… Eu penso muito, Aruto, sobre contemporaneidade, sabe? Cara, é o planejamento da encarnação de bilhões de pessoas num planeta. Você imagina? Isso não é uma coisa… A gente fala do Cristo, mas hoje estão encarnados, vamos dizer assim, né, Aruto? Conosco. Aqueles momentos com os quais o Cristo planejou nossa caminhada, nossa evolução, nosso aprendizado, as experiências, os momentos, né? Então, olha a importância que tem isso tudo, essa observação desse fato da vinda de Jesus, pra que a gente observe, como um todo a nossa vida, as oportunidades que nós temos do encontro.
Você falou da tenda do encontro, né? Porque o encontro, a contemporaneidade com quem nós vivemos, habitamos no planeta, isso tudo diz muito de nós, diz muito de nossas necessidades, né, Aruto? Porque, do contrário, também, se a gente ignorar isso, podemos estar ignorando até a passagem do Cristo pela Terra. Como fizemos, né? Exatamente. Você tá com a musiquinha de fundo aí, Aruto? Tá se atrapalhando? Tá atrapalhando um pouquinho. Não, não, tá indo bem pra ficar tranquilo. Então, é o que fala aqui na mensagem, né? Olha, as lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX.
Então, nós, nós é que inadvertidamente estamos nos surpreendendo. Porque o sermão profético está conosco há dois mil anos. Olha isso. Isso nos lembra aquela parábola lá de Lázaro e do Rico, né? Em que o Lázaro falou, poxa, me deixe lá então avisar, e ele falou, não, ele já tem o Oisés e os profetas. Pra que você vai lá avisar mais? Então, nós já temos os profetas, já temos o Apocalipse, já temos o sermão profético, e estamos aqui nos surpreendendo com as transições políticas, econômicas, sociais, do ano de 2022. Quer dizer, chega a ser infantil.
Chega a ser infantil. Chega a ser infantil. E a palavra é lutas finais, lutas, lutas. A palavra foi forte. Lutas finais de um longo aperfeiçoamento. Por quê? Porque é um choque de ideias, é um choque de forças, é um choque de posturas, é um choque de convicções. É isso aí. E é nessa alta temperatura que os caráter será forjado. O caráter será forjado. As lutas íntimas também fiquei pensando, o homem novo, o homem velho. Aquilo que a gente quer ser e ainda não é, como o Paulo diz, essas lutas íntimas são as mais que a gente está vendo tão nítidas agora, nesse momento também, porque a gente olha muito a televisão, o que está acontecendo lá e questiona o que está acontecendo lá, mas se a gente for ver, mesmo que está tudo acontecendo aqui dentro, nada.
Se observar, Leonora, eu vejo assim, no movimento espírita, década de 80, quando a gente falava de transição planetária, as pessoas imaginavam o quê? Guerra, terremoto, maremoto. Tinha uns entusiasmados que falavam do mar inundando o continente. Essas pessoas tinham uma visão geológica da transição. E, nós que estamos agora no auge da transição, a gente está vendo que a transição ela é prioritariamente psíquica. O maremoto é da mente, é das emoções, é um desequilíbrio emocional e mental. Isso é a transição. E esse é o grande ciclone, é o grande tsunami que está tragando mentes e corações.
E muitos, muitos, até espíritas, perdendo a encarnação por essa desestruturação psíquica. Desestruturação psíquica. Então, é basicamente íntimo. É basicamente íntimo. A gente tem falado muito nos nossos livros sobre a onda mental, sobre a onda mental do planeta e a onda mental que os cristãos portanto, estudarmos. A gente está com o livro na mão e fazendo a prova com o livro na mão. Com consulta. E o compromisso que a gente tem em não deixar se contaminar nessa onda mental. E as pessoas falam assim, Leonor. As pessoas falam assim, mas você não está entendendo.
Nós estamos vivendo agora um momento político no Brasil, no mundo. Você não está entendendo? Não estão entendendo como? Vamos lá. Jesus nasceu, o momento político era Herodes mandando matar a criança com medo de que a pessoa que ia nascer ia ter envolvimento político e ia comprometer o reinado dele. A crucificação de Jesus é um evento político, porque você tem uma briga de Zelota querendo pegar a arma para poder fazer a libertação de Israel, nacionalistas, patriotas. Do outro lado, você tem ali o grupo do Barrabás, grupo revolucionário, o templo dando moeda para os dois lados, porque queria o conflito, o Roma, Pilatos e o Cristo em silêncio.
Aí, você pega o codificador. Todo o trabalho da codificação foi feito numa ditadura, Napoleão III. A França vivia numa ditadura, Napoleão III. Você não vê uma menção de Kardec a esses aspectos. Vai lá e faz o trabalho dele, codifica, terceira revelação. E, a gente acha que está vivendo algo assim. Nossa! Nunca ninguém viveu como assim? Como nunca ninguém viveu? Ontem, eu estava lendo um trecho, capítulo 5 do livro do Anópolis, que Humberto de Campos diz assim, o penúltimo discípulo de Jesus, Simão, que mais tarde seria conhecido como Zelota.
Ou seja, naquele momento ali que ele era discípulo apóstolo de Jesus, estava seguindo. Depois, abandonou Jesus, pegou a arma e foi fazer guerra. Virou Zelota. Virou Zelota. Não é o Simão Pedro, não. É outro Simão. O Simão que depois ficou conhecido como Zelota. Depois, por quê? Abandonou o apostolado pra envolver em luta armada política. Então, isso… Tem alguma semelhança com o que está acontecendo hoje, não é? Total. Eu não digo semelhança, não, Júlio. Eu digo repetição completa. Repetição completa. E o que me dói, o que me dói o que me dói são os irmãos e irmãs que lá estavam naquela época repetindo as mesmas quedas hoje.
Estavam lá, caíram e estão repetindo de novo. Mas qual o nosso conselho, né? Vamos pensar, né? A gente está nesse barco que tem tempestade, que tem um maremoto, que Jesus está no barco. O conselho, Leonora, é pra todos que saíram da peregrinação há sempre há sempre tempo pra voltar. Porque a peregrinação prossegue lenta, mas firme. Lenta, mas firme. Agora, a peregrinação não vai desviar sua rota pra passar pelos caminhos que você se desviou pra te buscar. É você que tem que voltar pra peregrinação. É isso. Sempre. Sempre, Leonora.
Sempre. Pra quem está interessado em voltar pros caminhos da peregrinação, está sempre disponível. Sempre. Com nada perdido. Com nada perdido. Essa é a grande esperança. O convite é repetido, né? O convite de retorno… É, eu acho que é esperado, né? Pela maturidade de cada um, pela… Que aprenda também com esses erros, né? Agora, é interessante. Eu brinco, eu falo muito, a gente fez muita palestra de transição planetária, né? Todo o Brasil, tudo era transição planetária, né? Às vezes eu conto com alguém que está desesperado, eu falo assim, ah, você achou que o tema de transição planetária era só tema de congresso, né?
Tipo, era só o tema do congresso. Transição planetária era só título de livro e tema de congresso. Vocês não leram, assistiram as palestras, transição planetária chegando, né? Então, nós vamos ser feridos, né, Arouca? Nós vamos ser feridos. As primeiras provas já foram dadas, as notas já foram lançadas no diário, inclusive, porque nós já estamos fazendo prova já para esse avanço aí. Já lançamos notas no diário. Tem uma cena, Júlio, que me impressiona muito, né? É quando o Paulo… É o último momento em que o Paulo é preso, para ele ser assassinado.
E, aí, eles estavam morando num túmulo, né? Reunindo ali. E, aí, os soldados entram e a única coisa que o Paulo fala só é respeitem as mulheres e as crianças. Impõe aquela autoridade dele, né? Ele sai, todo mundo chorando, aquela coisa triste, né? E, Paulo sai preso e, dali, ele vai ser degolado. É muita perturbação, né? Muita turbulência. Mas, a gente não vê a perturbação e a turbulência em Paulo. Em Paulo, há uma serenidade tão firme, há uma serenidade tão resoluta que quem fica inseguro é o soldado. A serenidade do Paulo abala o soldado, que não dá conta de executar o ato.
Então, isso é uma coisa, sim, que serve de lição pra gente. Uma coisa é você uma coisa é você atravessar a turbulência. Uma coisa é você passar pelo tumulto. Outra coisa é o tumulto invadir sua alma. Esse é o ponto. Esse é o grande, grande desafio. Pode tumultuar tudo lá fora. O tumulto só não pode invadir a minha intimidade. Porque porque está lá, só pra terminar. Não se perturbe o vosso coração. Crede em Deus. Crede também em mim. Na casa de meu pai há muitas moradas. Eu ficava perguntando por que Jesus disse isso?
Na casa de meu pai há muitas moradas. Por que ele colocou esse tema que parece que misturou o tema não se perturbe o vosso coração. Está falando de aflição. Está falando de luta, de desespero, do sofrimento, do tumulto. Por que ele fala há muitas moradas na casa de meu pai? Por que isso? E, aí, depois eu comecei a pensar por quê? É como se ele dissesse assim não se perturbe o vosso coração porque há lugar para todo mundo. Na casa do pai há lugar para todo mundo. Há lugar para os desordeiros. Há lugar para os que cometem crime.
Há lugar para os pacíficos. Há lugar para todos. Há muitas moradas. Ninguém vai ficar desabrigado. Então, se nós fomos colocados juntos é porque há aí um teste, uma aprovação, há aí uma aquisição de experiência, de fortaleza. Mas, veja, há lugar para todo mundo. Deus não cria um lugar e não impõe que as pessoas se adaptem a esse lugar, não. Você quer tumultuar, ser violento, não tem problema. Existe uma morada dos violentos. Existe. E, Deus não a cria com ódio. Não! Ele a cria. É isso que você quer, filho? Então, tá.
Onde tiver vosso tesouro, aí estará o vosso coração. É isso que você quer? Então, tem uma morada para você. Tem uma morada. Então, há mundos primitivos, há mundos inferiores, preparados para acolher os brutos, os violentos, os sem compaixão, os impedemidos. Ah! E, agora, olha que bonito! E, olha que bonito! Eles não vão lá como degredados que vão ser isolados da evolução, não. Olha! É um degredo, sim. Porque eles vão perder o que eles não estão valorizando. Eles vão perder aquilo que eles não são gratos. Mas, veja, eles vão lá para trabalhar pelo progresso dos que são mais primitivos do que eles.
Eu acho incrível isso. Caindo, mesmo quando você está caindo, mesmo quando você está em queda, Deus te dá uma missão. Na sua queda, mesmo caindo, você recebe uma missão de auxílio. O Paulo fala isso em Romanos. Porventura tropeçaram para que caíssem? Não. Não tropeçou para que caíssem. São as ilusões que salteiam a inteligência. Eles não tropeçaram para cair. Mas, o que acontece? Aí, o que o Paulo diz? Mas, é a queda dos judeus. É a queda dos judeus que promove a plenitude dos gentios. Olha que lindo isso! São os degredados de Icatela que promoveram a transição da Terra de mundo primitivo para mundo de expiação e troca.
Porque a gente a gente isola o criminoso e ele fica numa cela sem poder trabalhar. Fica ali confinado. Não! Não existe isso na lei divina. O degredo não é confinamento numa cela que você vai morrer ali. Não! O degredo é há muitas moradas, filho. O que você quer? É isso que se afiniza? Então, tá bom. Então, vou te enviar para onde você deseja. O problema é que cuidado com o que você deseja. Cuidado com o que você deseja porque vai se realizar. Cuidado com o que você deseja. Cuidado com o que você deseja. É lindo isso, não é?
Agora… Cara, quando eu fui falar um reciclo, você falou um reciclo muito próximo do que eu falei, mas olha esse texto que eu recomendo o pessoal ver. Olha isso que… Vou ler aqui umas partes que é chocante. Que é o texto de João 16. Cara, é… É muito do que nós estamos falando. Olha que interessante. Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. E expulsar-vosão das sinagogas vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. E aí vai falando. Mas tenho-vos dito isto a fim de que quando chegar aquela hora vos lembreis que Javulo tinha dito isto.
E eu não vos disse isso desde o princípio porque estava convosco. Aí vai, né? Aí chega aqui no final, olha aqui, vou pular porque é longo, mas leia o 16 aqui. Eis que chega a hora e já se aproxima em que vós sereis dispersos cada um para sua parte e me deixareis só mas não estou só porque o Pai está comigo. Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz no mundo tereis aflições mas tem de bom ânimo eu venci o mundo. O versículo que eu tinha intuído era esse aqui. O tem de bom ânimo. Olha isso, olha esse texto que loucura.
Cada um para sua parte, separados, expulsos das sinagogas. Está fechado o seu som. Eu achei assim que eu queria fechar a live com essa mensagem de a gente ter bom ânimo. Tudo bem, a gente está falando aqui e nós temos que… Tenho-vos dito para que em mim tenhais paz. Para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições mas tenha de bom ânimo eu venci o mundo. É bonito, não é, Júlio? Porque o bom ânimo ele é porque não tem um mundo de expiação e prova no universo que tenha vencido. Todos perderam. Todos os mundos de expiação e prova perdem.
E o vencedor se chama mundo de regeneração. Não tem um que vença. Não tem. Por que não tem? Por que não tem? Porque se os jogadores do time de expiação e prova estiverem fazendo mais gols, eles são degredados. Ou seja, o progresso é inexorável. Inexorável. Não há concessão ao progresso. O progresso não faz concessões. O progresso renova os mundos. E ponto final. A não gostei. Tá aqui seu bilhete. Tá aqui seu bilhete. Tem uma outra morada pra ti. Não tem concessão. Mas eu tô com o Júlio na questão de esse bom ânimo, né?
Esse final de ano estaremos com o bom ânimo e com Jesus. Mas o nosso bom ânimo, Eleonora, não é uma fantasia. O nosso bom ânimo não é um delírio. O nosso bom ânimo está baseado na fé raciocinada. O nosso bom ânimo vem de uma convicção. O mundo de expiação e prova será vencido. Tem data, né? Tá datado. Por isso que é o bom ânimo. É o que Jesus fala com Levi. Ele fala que estava a certeza da vitória. Senão ele não teria vindo. Os amigos espirituais costumavam falar muito, porque a gente é louco assim. Mas é engraçado.
Você parece que está jogando no time que vocês acham que vai ganhar. Você tem que jogar no time que já ganhou. Que é isso, né? Eu tô no trabalho do Cristo. Eu tô no desenvolvimento. E tô aqui pensando, será que o bem vai vencer o mal? Nós estamos aqui pensando se o bem vai vencer o mal. E por fim, o problema todo é adotando o mal como o bem para vencer o mal. Ou seja, se confundindo, que foi o processo também na época de Jesus, a confusão de que qual era o bem, né? Qual era o bem? Qual era o bem? Porque hoje é isso.
E esse bom ânimo, que essa caminhada, essa peregrinação está nos levando à Terra Prometida, né? Enquanto o Haroldo falava desse mundo, né? Desse mundo que vai vir, é essa terra que a gente está encaminhada com a certeza que para ela, né? Estamos caminhando. Haroldo – Isso, você falou uma coisa bonita, Igandoro. A peregrinação não será interrompida. Pode ser que alguns peregrinos sejam levados, mas a peregrinação não será interrompida. Igandoro – Mas, ainda assim, eles seguirão encaminhada, como você disse. Haroldo – Seguirão, porque tem outras.
Tem outras, olha. Se você está na fila de três mil pessoas, você está no mil, você quer voltar lá pro final? É uma escolha, meu. Você pode. Igandoro – Mas a fila continua andando. Haroldo – A fila continua. Igandoro – Aí, se você gosta de ficar sempre no número mil, você fica voltando lá atrás, né? Haroldo – Voltando, voltando. Não é porque eu voltei pro final da fila que a fila para. A fila não para. A peregrinação não para. E, por isso, a gente tem bom ânimo. Aí, Jesus fala. Tem de bom ânimo. Tem de bom ânimo. Eu venci o mundo.
O mundo de expiação e prova será vencido. Ele será vencido. Ele não será vencedor. Igandoro – E o de regeneração também será. Haroldo – Agora, você falou uma coisa bonita, Júlio. Quer dizer, nós sabemos muito bem o que é o bem e o que é o mal. E, Jesus falou isso. É simples. É só você se colocar no lugar do outro. Você vai saber exatamente o que é o bem e o que é o mal. Nós sabemos. O problema, Júlio, é quando a gente acredita que pode construir o bem com as armas do mal. Esse é o problema, Júlio. A gente enxerga o bem, a gente deseja o bem, a gente divulga o bem, a gente é o defensor do bem, mas acredita que vai atingir o bem com as armas do mal.
Eu acho que essa é a ilusão do discípulo. É o capítulo lá do Boa Noite. A ilusão do discípulo. Não há vitória do bem com as armas do mal. O bem nunca utiliza as armas do mal. Nunca. Por isso que o processo é lento, mas ele é definitivo. Agora, a gente quer defender a verdade. Como? Usando a violência. Eu vou defender a paz matando e aprisionando e excluindo. Mas, como assim? Como você quer construir o bem usando todas as ferramentas do mal? É a diferença de justo e justiceiro. O justiceiro quer fazer justiça se tornando criminoso, se tornando igual a quem ele combate.
Interessante, não é? É um paradoxo. O justo não é justiceiro. Por quê? Porque ele jamais pode se tornar o criminoso. Ele jamais pode utilizar ferramentas e instrumentos do mal. Daí, o bom é. Daí, o bom é. Grande reflexão, Haroldo. Já deu nosso horário. Feliz Natal. Feliz Natal. Eu vou trazer particularmente aqui o desejo que todos nós, as famílias que se sentem separadas, que façam o seu esforço. Se um não esteja bem, as famílias que se sentiram tão separadas pelos âmbitos da política, das divergências, façam o seu esforço, gente.
Acho que o Cristo passou pela terra nos dando tanto exemplo que nós podemos abraçar nossos familiares, aqueles que a gente julga que não vai poder estar com eles, neste Natal, por divergências de opinião e de entendimento. Que esse Natal a gente possa superar, não é, Haroldo? É um Natal de superação. Nós estamos precisando. As casas espíritas estão divididas, gente. Façam os seus esforços de se unirem em Cristo, sabe? Se unirem na mensagem de Jesus, porque não adianta a gente falar tudo isso aqui e não sermos muito claros no que muitas vezes nos parte o coração em ver um movimento espírita tão separado, tão particionado, tão, na nossa opinião, invigilante com relação a isso, sendo que nós nos amamos, não é, Haroldo?
Nós estamos num trabalho, num trabalho único. O colégio apostólico divergia, não é, Haroldo? Havia dissensão, havia tudo isso, mas nós temos que retomar o trabalho com Cristo. Nós não podemos ficar nessa situação. É muito importante que vocês reflitam, respeitando a opinião de cada um, de tudo um, de tudo mais, mas vamos fazer esse esforço. É muito triste a gente ver as famílias espíritas, as famílias espirituais, as famílias consanguinas separadas por esses motivos. Então, um Feliz Natal pra todos, de superação. Esperamos que o Brasil tenha ganhado o jogo hoje.
Dois a zero, Gil. Já ganhou, você que sabe. E estamos aqui, inclusive, mandando os melhores vibrações pra Croácia, não é? Não é nada pessoal, não é, Haroldo? Nossos irmãos na Croácia têm também um Natal feliz. Eles possam querer virar pra casa em paz. É isso, pessoal. Um beijo, Haroldo. Obrigado por este ano. Foi maravilhoso, não é? Foi maravilhoso, graças a Deus. Obrigada, Júlio. Obrigada, Haroldo, por estar firme, forte e perseverante, com bom ânimo, não é? Mais este ano diz tudo. Desejamos a vocês, meninos, a família de vocês, todo o amor, todo o carinho, que Jesus nasce e renasça com todos os seus exemplos de benevolência, de tolerância.
Essas são as armas do bom combate. A tolerância, a harmonia. Beijo pra todos. Beijo, pessoal. Fica com Deus. Fica com Deus.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

Respostas