No estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, conduzido por Haroldo Dutra Dias, este episódio aprofunda-se no Livro do Êxodo, explorando os significados simbólicos do Tabernáculo e suas divisões. A discussão se concentra na jornada espiritual do indivíduo e da humanidade, utilizando a estrutura do Tabernáculo como uma metáfora para os estágios da evolução.
O que é estudado neste episódio
- As Três Partes do Tabernáculo: Relembrando as divisões já estudadas – o Santo dos Santos, o Lugar Santo e o Pátio Exterior (com a bacia do sacrifício).
- O Incenso e a Presença Divina: Aprofundamento no simbolismo do incenso, que representa a nuvem da presença de Deus (Shekinah) e a coluna de fogo, uma miniatura da grandiosidade divina presente no Santo dos Santos.
- O Lugar Santo como Fidelidade: A Segunda Ordem de Espíritos, cada vez mais integrada à lei divina, preparando-se para a comunhão com Deus.
- A Arca da Aliança: Seu significado como símbolo da consciência e da lei de Deus inscrita no íntimo de cada ser.
- O Sacrifício de Animais: A interpretação espírita dessa prática antiga como uma metáfora da encarnação e desencarnação, e a evolução da humanidade que, em tempos remotos, necessitava de símbolos concretos para compreender conceitos abstratos.
- A Evolução Individual e Universal: A distinção entre a evolução do Espírito individual, que um dia rasgará o “véu” e adentrará o “Santo dos Santos” (pureza espiritual), e a evolução universal, que é incessante e sempre terá Espíritos em diferentes ordens.
- A Perfeição da Didática Divina: A compreensão de que não há erro na estrutura do universo e da evolução, e que Deus não se ofende com as imperfeições humanas, mas vê os “filhos transviados como espíritos incursos em grandes experiências”.
- A Encarnação como Caminho Inegociável: O propósito da encarnação para colocar o Espírito em condições de assumir sua parte na criação, enfrentando as “vicissitudes da vida corporal”.
- O Esquecimento e as Tendências: A ideia de que o esquecimento das vidas passadas se refere a detalhes irrelevantes, e que as tendências e a personalidade atuais revelam quem fomos e o que precisamos melhorar.
- A Doutrina Espírita e as Revelações: A Doutrina Espírita como a Terceira Revelação, que não vem destruir as anteriores (Mosaica e Cristã), mas explicá-las e complementá-las, formando um processo progressivo de uma única grandiosa revelação.
- Mundo de Regeneração: A transição da humanidade para o mundo de regeneração é comparada ao processo de convalescença após uma cirurgia, um estágio de recuperação e reabilitação, onde se está “lavando os pés para poder entrar” no Lugar Santo.
Reflexões
- A jornada do Êxodo é a própria jornada da evolução espiritual, saindo da imperfeição para a pureza, e o Tabernáculo é um mapa dessa trajetória.
- A Arca da Aliança, representando a consciência, nos lembra que a lei divina está inscrita em nosso íntimo, e que a justiça imanente nos guia, mesmo que adormecida temporariamente.
- O “esquecimento” das vidas passadas não impede o progresso, pois nossas tendências e desafios atuais são guias claros para o autoconhecimento e a reparação.
Ler transcrição do episódio
Estamos ao vivo. Boa tarde, Júlio. Boa tarde, pessoal. Sejam bem-vindos. Ah, que beleza. Como é que vocês passaram aí esse final de semana? Tivemos… Estamos aí nas nossas eleições, que não é o nosso assunto, né? Mas passamos a semana… A semana passada, nós falamos pro pessoal assim, Haroldo. Gente, vamos ficar todo mundo bem, porque sexta-feira tem Êxodo. Exatamente. E nós vamos ter Êxodo, né? Não sei se eu que estou travado ou o Haroldo. Vocês me falem. Eu acho que é você, Júlio. É daí. Quem está travando? Oi, Haroldo.
Oi, eu estou… Agora estou de ver. Travou aí ou travou aqui? Não sei. Não, eu acho que travou o seu, Júlio. Ah, então, ótimo. Eu estava dizendo que… Desculpa falar, é você. Então, é o seguinte. Eu já mudei minha internet aqui, vamos ver se não trava. Falando que semana passada tinha eleição, eu falei pro pessoal ficar tranquilo, porque na sexta que vem tinha Êxodo. A gente continua a jornada, né? A jornada do cristão não para, né, Haroldo? Não para, não para. E a gente continua caminhando nesse deserto aí, nesse Êxodo.
E estamos aqui essa semana para estudar de novo. Mas vamos dar umas boas tardes aqui pro pessoal. Pra mim, quem apareceu primeiro foi Stanislaw Júnior. A Marisa Calví veio depois, faria a parecida em inglês. A Lia Valente, a Rosemary Barbosa, a Silva Caldeira, João Caldas, a Ci Xavier, a Juliana… Júlia Maroni, Júlia Maroni. Onde é que ela tá falando? São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Eita, que legal. Não tinha visto ainda a Juliana Maroni, a Júlia Maroni aqui, se for a primeira vez, que ela nos diga. Boa tarde, amigos queridos.
Regina, Silvia Salomé, Olário Strasburger, Bárbara Magone, Janete Ramos, José Roberto Cardoso, que saudade, amigo. Salve, cristãos. Marina Guzzo, Rosilda Rosa, Olávia Souza, Bete Mapurunga. Vamos lá pro fim. Estamos aqui com a Adeúde Coutinho, a Sandra Morini, que tá com a gente sempre. A Clé Amara. É, sua imagem tá travada, viu, Júlio? Tá todo mundo… Nem voz? Não, a voz tá saindo, é só a imagem mesmo. Tá travada, vou tentar ligar no cabo aqui. Mas então, Aroldo, você segue então aí, enquanto eu resolvo a minha coisa aqui, tá?
Como é que nós estamos planejando pra hoje? Vamos ver com o pessoal se eles têm dúvidas. Não, mas pode ficar na voz aí, Júlio. Não tem problema, não. Tá ótimo. Vou ficar aqui. Eu tava pensando, porque hoje, né, Júlio, a gente tá com o tempo limitado, que tem que sair 16h40, né? Sim. Porque tem a mentoria 17h, lá do Odisseia. Então, saio um pouquinho mais cedo, só pra preparar. E eu pensei da gente utilizar hoje, que tem esses minutinhos aí, 30 minutos, pra gente poder tirar algumas dúvidas. Tem muita gente com pergunta.
E da gente tirar algumas dúvidas, porque agora a gente já vai começar a sair do tabernáculo, né? E vamos começar indo pra outros aspectos, um fechamento mesmo, né? Alô? Júlio? Opa, agora voltou. Voltou, Júlio. Voltou a imagem, voltou tudo. Beleza, tô no cabo agora. Você tá na baixa definição, né? Não, eu mudei. Eu botei a minha internet no cabo. Tava no wi-fi pra sair do cabo. Vamos lá, então. Pessoal, vamos… Dúvidas? Né, Júlio? Vamos? Vamos sim. Quem tá com algumas perguntas… Deixa eu ver aqui. A gente viu… Já as três…
A gente já viu basicamente as três partes do tabernáculo, né? Que a gente começou pelo Santo dos Santos, passamos pela primeira parte do tabernáculo, que é a bacia do sacrifício, né? Que é a primeira parte. E falamos, também, sobre o Lugar Santo, falamos dos pães, da menorá, bastante da menorá, né? Foi… E, depois, no nosso encontro passado, nós falamos do incenso. O incenso que faz uma referência àquela nuvem da presença, a xerriná, a presença de Deus e a coluna de fogo. Então, ao mesmo tempo, ali, essa fumaça, né, que é uma nuvem, e mais a coluna de fogo.
Então, o incenso é uma miniatura desse elemento grandioso que está presente no Santo dos Santos. E nós falamos, também, que o Lugar Santo é a fidelidade, é o Espírito da Segunda Ordem que já está cada vez mais integrado com a lei divina. Cada vez mais integrado. Já se preparando para a grande comunhão com Deus. A grande comunhão com Deus. Que é ali no… no Santo dos Santos, né? Isso. Uhum. Eu tenho uma pergunta, Arouca. Existirá algum momento em que não haverão as divisões? Qual divisão? Dessas três, porque você está ali no Santo dos Santos com esse véu, né?
Você tem ali os processos de adentrar. Em algum momento isso vai… é… deixar de ser? Ou isso é uma característica da própria evolução? Depende, Júlio. Se você perguntar no Universo vai deixar de existir? Nunca. Porque Deus cria incessantemente e, por isso, você sempre terá Espíritos na Terceira Ordem, na Segunda Ordem e na Primeira Ordem. O fluxo da criação não cessa. Então, se nós pensarmos em termos do Universo, sempre vai existir um tabernáculo com três partes. Agora, se você perguntar para nós individualmente, um dia, para mim, vai deixar de existir a primeira parte do tabernáculo e o lugar santo e vai existir só o Santo dos Santos.
Então, individualmente, para mim, um dia o véu vai se rasgar e eu vou adentrar definitivamente no Santo dos Santos. Mas, aí, sou eu, o indivíduo. Porque não é pelo fato de eu ter me tornado Espírito puro que a evolução no Universo para. Entendi. A evolução no Universo não está atrelada à minha evolução individual. É a didática divina, não é, Haroldo? É, exatamente. Exatamente. É que eu fiquei imaginando nessa história do super consciente, do consciente, aquela coisa que às vezes se compara também, tem aspectos de semelhança aí, que talvez no futuro essas passagens não serão tamponadas, vamos dizer assim, não serão, serão uma consciência, você vai ter um autoconhecimento que não vai ter essa coisa de estar escondido lá embaixo.
Não tem, não tem. É, porque também você não tem mais corpo, perecível, não encarna, não passa por expiação, não passa por prova. Aí é, passa a morar no santo dos santos, não é? Sim. Você passa a ver do alto da montanha também, não é, Haroldo? Exatamente, exatamente. Você consegue ver o vale, sentar no vale, não é? Sentar no vale, exatamente. Mas isso significa que esse processo deixe de existir na evolução, não é? É. Na evolução ele continua, não é? Ele segue adiante, não é? Até porque, não é, Haroldo? Esse processo não tem nada nele, que não, vamos dizer, entre as, não sei se eu falo certo, mesmo nas provas de expiações, a didática é perfeita, não é?
Sim. Você está errando aqui, mas a didática é perfeita. O tabernáculo é perfeito, Júlio. É isso. O tabernáculo é perfeito. Porque nós não podemos conceber que Deus tem errado ao estruturar o universo e a evolução. Esse é o ponto. Por isso que Emmanuel, quando vai responder lá na questão 232, ele fala assim, o mal propriamente considerado para Deus é um zero à esquerda, porque ele considera os seus filhos transviados como espíritos incursos em grandes experiências. Então, é difícil para a gente que escolheu um caminho tortuoso.
Para o Criador, está dentro das possibilidades, não tem nada de mais. Não tem nada de mais. A ideia que a gente tem de que Deus se ofende quando a gente erra, que Deus fica revoltado com a nossa inferioridade, isso é herança de uma concepção equivocada. Deus não tem ira. Tudo é o que o Paulo diz em uma síntese maravilhosa. Tudo me é lícito. Tudo é lícito. Tudo é lícito. O que o Espírito precisa se perguntar é será que isso é conveniente agora, nesse meu patamar de evolução? Será que é conveniente para mim? Agora, é lícito?
Sempre é. Ah, mas eu vou ficar empedernido no mal por um milhão de anos. É lícito? É. É. Ah, e Deus vai ficar bravo comigo? Não. Ah, então, qual é o prejuízo? O prejuízo é para você, ué. É você que está estacionado quando poderia ter avançado e atingido as combinanças. Quem está adiando o seu projeto de felicidade é você mesmo. Então, é importante isso. A gente tem isso em conta, não é? Tem isso em conta. Então, não há nada de errado no tabernáculo. A parte lá do sacrifício, a parte do… Não tem nada de errado. Está tudo certo.
É aquela história, não é? Nós não estamos encarnando porque somos maus. Estamos encarnando porque temos necessidade. Exatamente. E porque a encarnação é o caminho inegociável para a evolução espiritual. Pronto. É isso. Falar disso, amigo, não entra, não, que você não vai ter resposta. É. Porque se a gente fala, poxa, Deus se equivocou, né? Poderia ter feito melhor. Opa, como assim, né? É que a inteligência suprema, nós, inteligências limitadas, estamos querendo ensinar a inteligência suprema dirigir o universo? É bem pretencioso isso, não é?
Isso que eu estou sendo caridoso, não é? Pretencioso, para mim, é completa loucura isso, não é? Nós, com a nossa inteligência limitada, queremos aconselhar a inteligência suprema como ela deve dirigir a criação. É quase um delírio, não é? Até porque… Vou chegar nas perguntas aí, viu, pessoal? Deixa eu divertir um pouquinho aqui agora. Mas até porque, Haroldo, quando… Como é aquela frase que fala, não é, que é… Não sei o que é, lá é loucura para os homens, não é? Não sei, tem uma frase que fala, e você não está lembrando.
É a cruz do Cristo, não é? É a cruz do Cristo. Você, ao avançar o sinal, até mesmo, de quem caminha com você, de quem está, ou que você… Você entra numa esfera da loucura, ou de pensamentos, que estão fora até do alcance da sua ciência, da evolução, e ainda que você esteja acertando, tem uma frase que atribui em Abba, que eu não sei se é dele, mas eu vou falar como se fosse, que fala assim, não é? O errado é o certo fora de lugar. Então, tem horas que você está acertando… Você pode estar vislumbrando algo, mas fora de hora, né?
Fora do contexto em que você está vivendo. Então, não adianta você ir para um contexto que… Não viver a terceira ordem pensando em como é a primeira ordem. Isso. Não faz sentido. Não faz sentido, né? Você vai assim… Mas, amigo, você não venceu as vicissitudes da terceira ordem. Exato. Então, aquilo que se fala do alto da montanha, então você sobe a montanha… A ideia é mais simples, né, Júlio? É você chegar com um bebezinho e falar assim, olha, você não pode ser bebezinho. Eu vou te dar 30 segundos para você virar adulto.
Isso. Essa é a insanidade. Porque são… Olha o que está lá. Qual o objetivo da encarnação? Kardec pergunta aos Espíritos. Qual o objetivo da encarnação? Os Espíritos respondem. O de colocar o Espírito em condições de assumir a parte que lhe cabe na criação. Então, já existe uma herança, já existe uma parte que te toca na criação infinita, mas você precisa estar em condições. O que vai te colocar em condições de assumir essa parte é a encarnação, é encarnar quantas vezes forem necessárias. É isso. É simples assim. Vamos para as perguntas.
Vamos para a pergunta do povo. É… Por que pensavam que o sacrifício de animais purificava os pecados? Porque nós temos que imaginar, 3 mil anos atrás, a humanidade, num nível de evolução espiritual ainda muito grosseiro, e que não entenderia símbolos abstratos, não entenderia conceitos abstratos. Só entendia aquele regime concreto e que, no fundo, aquele sacrifício concreto é uma metáfora bem profunda, porque o sacrifício dos animais no templo simboliza encarnar e desencarnar. O sacrifício de animais no templo ou no tabernáculo é uma simbologia da encarnação e da desencarnação.
A gente também é sacrificado. Você encarna e depois desencarna. E, não raro, desencarna doente, envelhecido, alquebrado. Os Espíritos chamam isso de vicissitudes da encarnação. Está lá. É necessário… Kardec pergunta. Poderia o Espírito evoluir apenas no mundo espiritual? Você fala. Não! Não! É necessário que ele enfrente as vicissitudes da vida corporal. Não tem como, gente. Não tem como pular a primeira parte do tabernáculo. Aí eu vou pular para o Santo dos Santos. Aí é fantasia. Eu vou complementar a pergunta delas.
E tem uma origem, porque eles vinham de uma tradição. Essa tradição do sacrifício vem de onde? Você sabe? Vem de todas as civilizações antigas que faziam sacrifícios. Alguns faziam sacrifícios até de humanos. Então, já tinha essa… O que o povo hebreu faz? Ele pega essa tradição, só que ele a reconfigura. Ele a coloca dentro de um contexto e ela se torna uma coisa completamente diferente, porque está dentro do contexto ali da expiação. Isso não tem nenhuma tradição. O que tem nas outras civilizações são sacrifícios para agradar aos deuses.
É outra proposta. Vamos lá. Essa pergunta que a gente fez foi do Edmilson. Sandra Maria Borges pergunta assim, né? Ele tinha uma pergunta, mas é sobre o entendimento de Deus e os males do mundo. Foi a explicação no filme A Cabana. O filme A Cabana é um filme evangélico, então ali tem uma explicação sobre a ótica evangélica do protestantismo, né? Aqui, a gente trabalha com a explicação sobre a luz da doutrina espírita. É um pouquinho diferente, né? A Sandra Morine perguntou se poderia falar um pouco mais sobre a Arca da Aliança.
Ah, sim! Muito bom! Muito bom, Sandra! A Arca da Aliança é o grande símbolo na Bíblia hebraica da consciência. Então, por quê? Onde está a lei de Deus? Na consciência. Onde está a torá, a pedra da lei? Na Arca. A Arca é a consciência. É a consciência do Espírito. Nós temos o gene da divindade. Nós temos todas as qualidades, todas as características da divindade. E o Emmanuel, no Justiça Divina, ele diz assim, que nós trazemos a justiça imanente. Dentro de nós existe um senso de justiça divino. E, por isso, quando você erra, o seu senso de justiça não te deixa avançar.
Você sabe que errou. Você sabe que foi injusto. Você pode enganar milhões, mas você não engana a sua justiça imanente, sua consciência. Você pode adormecer a consciência, você pode dar uma paulada na nuca dela, ela fica desmaiada, ela fica em coma, 20 anos, não tem problema, mas ela está lá. Uma hora ela acorda. Uma hora ela acorda. É Francisco Mello aqui falando que foi a primeira vez que ele está assistindo ao vivo. Oi, Francisco, que bom. Que bom. Depois você me conta se você está em dia, Francisco. Você está acompanhando ao vivo, mas está em dia?
Aqui, abraço da Vera Lúcia. Acho que a gente já respondeu qual o símbolo do sacrifício, né? Isso. É… Vamos aqui. Haroldo, nessa visão do tabernáculo, todos esses símbolos, como podemos avançar rumo à nossa evolução? Pois é, compreendendo isso, né? Porque compreendendo essas três ordens, esse propósito da evolução. A gente sai da terceira ordem, vai para a segunda, depois vai para a primeira ordem. Essa é a grande lição. Porque esse é o grande êxodo. O êxodo é isso. É sair da estreiteza da imperfeição para a grandeza da pureza espiritual.
Essa é a libertação. Essa é a libertação. O Júlio tem uma… A Sandra Maria Bossa fala assim, Haroldo, o filme A Cabana refere a Deus como um amor igual para a vítima e o criminoso. Temos aprendido isso na doutrina. Sim, Sandra, eu não estou criticando o filme A Cabana, não, viu? O filme é belíssimo. O filme A Cabana é lindo. Tem lições de perdão, lições de amor. Está belíssimo. O que eu estou dizendo é o seguinte, essa ideia de que você morre e vai para o céu não é bem assim, né? É só isso que eu estou condenando, viu?
Só esse detalhe. Porque nós sabemos que, na verdade, tem uma longa evolução e aquele céu que aparece lá no filme você só atinge quando se torna espírito puro. E os aspectos de por que uma pessoa é assassinada, por que ela passa por isso, tem muito a ver com a expiação, com o resgate. Esses elementos não tem no filme. Mas não significa que o filme é ruim. O filme é belíssimo. Tem lições de perdão, de amor maravilhosas. Eu adoro esse filme. Viu, Sandro? Não estou criticando o filme, não. As metáforas que nós temos que ler nas obras, né?
Porque senão não poderíamos nem ler o Antigo Testamento, né? É, não. Bete, uma dúvida. Se o tabernáculo acompanhava a peregrinação do povo hebreu e no Santo dos Santos só entrava o sub-sacerdote, como era conduzido o tabernáculo de um lugar para o outro? Tem o sub-sacerdote, né? Eleito, né? Junto com a… Não, Gilberto, aí nós temos que entender isso, né? A tenda é uma tenda. Ela é carregada. A tenda do tabernáculo é desmontada. E ela é carregada. Ela caminha junto com o povo. Você desmonta a tenda, peregrina e depois arma a tenda.
O que não pode entrar é quando a tenda está armada. Então, tem essa… Eu entendi a praticidade dessa pergunta, né? Desmontou o tabernáculo, você enrola ele todo, coloca em cima do jumento e peregrina. Depois, na hora que você vai dormir, você arrame tudo, monta a tenda de novo, né? É isso aí. E era assim, Haroldo? Às vezes a viagem, sempre que parava, tinha que montar o tabernáculo. A viagem prosseguia aí. A hora que eles paravam, montava o tabernáculo. Olha só. O que mais tem? Vamos aqui. Pergunta de hoje. Quais os seus estudos e pesquisas gostariam de saber se a doutrina espírita tem vínculo direto com a primeira revelação?
Haverá tempo em que tudo será uma doutrina só? Quase que era a minha pergunta lá atrás, né? Ah, é do Stanislaw. Olha, querida, esse aí é o capítulo 1 do Evangelho segundo o Espiritismo. É o capítulo 1. Jesus diz, eu não vim destruir a lei. E Kardec diz, eu não vim destruir nenhuma das duas. Eu não vim explicar. Kardec deixa isso muito claro. Então, na verdade, é uma revelação em três etapas. A primeira, a segunda e a terceira são um aspecto progressivo de uma única grandiosa revelação. Não tem diferença nenhuma. A doutrina espírita explica a segunda e a primeira revelação.
Ela não traz algo que seja diferente. Não tem isso, né? Por isso que Kardec escreve. O primeiro capítulo do Evangelho segundo o Espiritismo se chama Eu não vim destruir a lei. E ele fala, o Espiritismo também não. Também não. Né? Eu penso que essa coisa da gente pensar vai ter uma doutrina só? É tão difícil pensar nisso, né? Porque… Terá. Quando todos forem Espíritos puros, quando todos forem Espíritos puros, tiverem o mesmo grau de inteligência, o mesmo grau de amor, eles estarão na comunhão e na unidade divina.
É a grande frase do padre Teilhard de Chardin. Tudo que sobe converge. Tudo o que desce diverge. Quanto mais você desce, quanto mais imperfeito o Espírito, mais divergência. Quanto mais purificado, quanto mais superior, maiores as convergências. Por quê? Qual que é o ômega da criação? É Deus. A unidade pura e perfeita do universo. Deus é um. E pode ficar tranquilo que, quando a gente for Espírito puro, né, Ludo? A gente não vai ser Espírita mais, não? Vai ser Espírito. Puro Espírito. É, puro Espírito. Ou Espírito puro.
O que você preferir. Aqui, Arô. Está aí, ó. Vânia Elias. Arô, nossa humanidade está no pátio dos gentios, mas no mundo da regeneração ela estaria bem próxima ao lugar santo? Isso. Está entrando no lugar santo. Começando… Na funda de mesa. Na bacia de bronze, lembra? É. Lavando os pés para poder entrar. Porque a regeneração ainda está naquela convalescência, né, Ludo? É, convalescência, convalescência. É como se você está saindo da circuncisão. Está saindo da cirurgia. Agora tem relaxação. Andando devagarzinho. Andando devagarzinho.
Depois vai para a reabilitação. Cheio de ponto, tudo inchado. Tomando analgésico. Todo despedaçado, mas… cirurgia perfeita. É isso mesmo. Aqui, Edmilson está comentando. Ser consciente. Tudo na consciência? Não, não. É vaidade a gente achar que o universo está na nossa consciência. Né? Isso é bobagem. Ah, está tudo? Não, não. A criação é infinita. Ela não cabe na nossa consciência. Então, vamos dar mais uma dele aqui. O que purifica o pecado? O arrependimento, a reparação e a expiação. O sistema é difícil. Aí tem que voltar lá, Edmilson.
Tem que assistir o Levítico. É. Tem que entrar ali, tem o estudo do Levítico, aí vai lá, assiste o episódio 1, acompanha para poder entender o sistema de sacrifício do Velho Testamento, da Bíblia Hebraica. Porque no sistema de sacrifício não tem só matança de animal, não. É ilusão isso. Tem muito mais coisa lá. Lá tem os aspectos de mudança de mentalidade, de reparação do mal e de expiação do erro. Está tudo lá. E a gente gastou quase um ano, não é, Júlio? Foi. E foi um estudo muito bom. Está lá no Espiritismo.tv. Você vai lá procurar.
E lá no Espiritismo. tv é maravilhoso porque você procura por palavras. Se você entrar lá, procurar legendas, escrever lá sacrifício, você já vai cair lá nos pontos que o Arouca está falando sobre sacrifício. É muito legal. O Espiritismo. tv, essa busca é fantástica. Porque você vai já no ponto que ele trata dos assuntos do sacrifício. O que você pesquisar. Muito legal. Exatamente. Exatamente. Vamos ver se temos mais aqui. Júlio, acho que estamos encarnados não porque somos maus, mas porque somos egoístas e levianos.
Eu acho isso. A Vânia falou. Você acha? Você concorda com ela? Também, né? Também. Olha só, Vânia. De novo, gente, a gente precisa voltar para o básico. Olha só. Eu vou fazer uma divertência aqui para todos nós. Quando a gente vai estudar a doutrina espírita, a gente tem que colocar as nossas opiniões em stand-by. Porque, senão, a gente não aprende. Se a gente vai lá estudar a doutrina e está apegada às opiniões, a gente não aprende. Lembra que eu disse aqui? Vamos lá na terceira ordem. Os espíritos imperfeitos. Tem várias categorias.
Uma das categorias lá são os espíritos levinanos. A outra categoria são espíritos maus. A outra são espíritos ombeteiros. A outra são os espíritos mornos, aqueles que vão… Então, tem várias categorias. Todas aquelas categorias encarnam. Então, quando Kardec dividiu a terceira ordem em várias categorias, espírito pseudo-sábio, espírito ombeteiro, o espírito batedor, que é o espírito materializado, bem materializado, bem grosseiro, o espírito mau, o leviano, o morno, aquele que segue, está lá em todas as categorias.
Então, entre os encarnados, e a maioria dos encarnados são espíritos imperfeitos, você tem todas essas categorias. Está lá no Livro dos Espíritos. Da mesma maneira, os espíritos da segunda ordem. Os bons espíritos tem o sábio, tem o de sabedoria, tem os bondosos, tem várias categorias também. Agora, quando chega no puro, aí não tem categoria, é uma só. Por quê? Porque ele entrou na unidade, ele entrou na comunhão com Deus, não tem mais categoria. Agora é uma unidade. Não tem mais divisão. E o lance é que o conceito da unidade, né, Haroldo, também é um conceito que nós temos que desenvolver, né?
É. Né? A unidade… Como é que a gente trata o um e como é que no conceito bíblico, na interpretação, o que que significa o um, né? Isso aí, né? Mas o importante é entender isso, né? Quando eu olho para os encarnados, são espíritos imperfeitos? Não existe uma categoria só de espírito imperfeito. Tem todas aquelas categorias lá. Tem todas aquelas categorias. Ou seja, tem muitas maneiras de você ser espírito imperfeito. Cada um escolhe um jeito. Tem uma pergunta aqui que é legal, Haroldo. Parece simples, mas é legal que por trás dela tem uma coisa bacana.
Se você não sabe o que você fez, como melhorar quando você encarna? Você vê que, né, quanto que a gente ainda tem que mergulhar nas conceitos, né? Eu não entendi. Se você não sabe o que fez, como melhorar quando a gente encarna? Porque esquece. É. Aí, Silvia, vamos lá. Isso que o Júlio está falando é sério mesmo, né? Eu acho que o problema está na nossa concepção de esquecimento. O que que a gente esqueceu? O que que a gente esqueceu? Será que a gente esqueceu tudo? Nós esquecemos detalhes irrelevantes. Por exemplo, você esqueceu qual país foi sua última encarnação?
Você esqueceu qual nome você tinha? Você esqueceu qual cidade você viveu? Mas, Silvia, se você parar 30 segundos e olhar para as suas tendências, para as suas tendências, para a sua personalidade, para as provas que você tem enfrentado e para o gênero de expiação que você está vivendo, você vai saber exatamente quem você foi. Não tem nada esquecido. Né? Olha isso! Então, Emmanuel diz isso naquela mensagem provação, né? Pelas tendências saberás porque sofres. Né? Essa mensagem pelas tendências deixa eu jogar aqui terás sofres Emmanuel deixa eu ver aqui acho que é provação Olha aqui, olha que bonito Tá me ouvindo, João?
Tô Pode ler? Pode Olha Se a provação te busca não desanimes segue ninguém te estrague o dom de renovar a vida todos vivem na terra com lições e problemas pelas próprias tendências saberás porque sofres nossa luta maior será sempre em nós mesmos segue e confie em Deus Deus te orientará pelas próprias tendências saberás porque sofres Então, nós sabemos o que a gente esquece são detalhes que não tem relevância Né? Pra que que eu vou pra que que eu vou querer saber qual o nome que o Júlio teve na última encarnação que eu encontrei com ele?
O que ele fazia? Qual era a classe social dele? Qual que era a minha? Qual que era o meu nome? Pra quê? Pra quê? Nós nos reencontrando, a gente sabe qual que é o nosso vínculo, a gente sabe quais são as nossas dificuldades pessoais a gente sabe quais são os desafios da nossa relação as tendências a gente sabe Pra que ficar sabendo detalhes? Né? Então, na verdade, não tem nenhum encarnado que não sabe Todo encarnado sabe exatamente o que está fazendo aqui sabe exatamente o que está passando pelo que está passando e sabe exatamente o que tem que fazer Só que é um conhecimento sutil Não é um conhecimento de detalhe Ah, eu fui Esses detalhes não tem relevância porque eles mais prejudicam do que ajudam Né?
Então, essa imagem humana é profunda Né? Só terminando Já está na hora, né, Ludo? Está na hora Lembrar, amiga, que nós não viemos pra lembrar de pessoas a quem fizemos mal Porque o mal que nós fizemos foi a nós mesmos Então, nós por isso a gente não tem necessidade e a gente sabe o que faz mal pra gente e o que faz bem pra gente Então, é fácil Mas a gente pode continuar nesse assunto na semana que vem Vamos, vamos, vamos continuar Gente, muito obrigado O Arodo está com compromisso E a gente teve que antecipar em uma hora Agradeço a vocês Quem está assistindo depois também agradecemos Tá?
Um abraço a todos Fiquem com Deus Arodo, bom trabalho Também É do mundo Obrigado, querido Fiquem com Deus Com Deus Abraço
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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