#058 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

video
play-sharp-fill
Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, conduzido por Haroldo Dutra Dias, o foco recai sobre o livro do Êxodo, aprofundando-se nos simbolismos e lições espirituais contidos nas narrativas bíblicas.

O que é estudado neste episódio

  • Recapitulação do simbolismo do pão sem fermento: O estudo retoma o tema do pão sem fermento, associando-o à pressa em seguir adiante e à libertação apressada da escravidão, seja ela do Egito físico ou dos vícios e imperfeições. É destacado que essa “pressa” não é desespero, mas urgência em se libertar e avançar na jornada evolutiva.
  • A jornada evolutiva do espírito: O Êxodo é interpretado como um grande tema cósmico, simbolizando a jornada evolutiva do espírito imortal, do princípio inteligente simples e ignorante à condição de espírito puro. A saída do Egito representa a libertação de estreitezas e escravidões rumo à liberdade espiritual.
  • A metáfora do “Caminho da Vida” de Allan Kardec: É feita uma conexão com o texto “O Caminho da Vida” de Allan Kardec (Obras Póstumas), que compara as encarnações a um caminho ensolarado que encontra florestas obscuras. A experiência adquirida em cada “floresta” (encarnação) facilita a superação dos desafios.
  • Tipos de itinerantes da vida (com base em “Nosso Lar”, cap. 44):
    • Os resolutos: Espíritos que seguem em linha reta, focados no objetivo essencial da jornada (pureza espiritual), sem vacilações, por terem descoberto sua essência divina.
    • Os que estacionam: A maioria que caminha descrevendo curvas, recapitulando experiências e demorando séculos para avançar, o que é comparado ao povo hebreu que demorou 40 anos para chegar a Israel.
    • Os que caem em precipícios: Aqueles que, por egoísmo e prazer no mal, estacionam no abismo, representando uma queda profunda na evolução espiritual.
  • Maldade e ignorância: É discutida a diferença entre maldade e ignorância. A maldade é caracterizada pelo conhecimento do erro e o prazer em praticá-lo, enquanto a ignorância pode ser a falta de noção das consequências ou a falta de conhecimento sobre a grandiosidade da jornada espiritual.
  • A visão de Jesus sobre a ignorância: A oração de Jesus na cruz (“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”) é interpretada como uma referência à ignorância das grandes consequências do mal na jornada evolutiva, uma visão que apenas o Cristo, com sua amplitude de consciência, poderia ter.
  • A humildade diante dos processos evolutivos: Haroldo Dutra Dias ressalta a importância da humildade ao julgar os outros, reconhecendo que, como espíritos imperfeitos, não temos a visão completa dos processos evolutivos individuais, que são compreendidos apenas pelos espíritos puros.

Reflexões

  • O pão sem fermento simboliza a urgência em se libertar das imperfeições e avançar na jornada espiritual, sem tempo a perder com o que nos aprisiona.
  • A jornada do Êxodo é uma metáfora poderosa para a evolução do espírito, que está sempre saindo de uma “escravidão” (limitações e vícios) rumo à “terra prometida” (a pureza espiritual).
  • A distinção entre maldade e ignorância, e a compreensão da visão de Jesus sobre aqueles que praticam o mal, nos convidam a uma postura de compaixão e não julgamento, reconhecendo a complexidade dos caminhos evolutivos.

Ler transcrição do episódio

Boa tarde, boa tarde a todos, boa tarde Júlio, boa tarde Haroldo, estamos aqui hoje, horário especial, fazendo o êxodo um pouquinho mais cedo, por conta dos nossos compromissos aqui hoje, né? Sim. Mas, eu tô vendo que já tem muita gente aí participando né Júlio, olha. É, ainda assim, a confusão tá chegando, tá que chega, tá que chega. Ó, tem o Heitor Barreiro Júnior, a Tânia Antiqueira, a Marisa Calvi, de Itapemirim Espírito Santo, a Luciana Queiroz, André Nishimura, a Renata Aleixo, a Cláudia Drummond, aqui de BH, Neide Nalva, de Barueri, São Paulo, a Lúcia Cristina, Sílvia Caldeira, Regina Célia, Fátima Soares, Maria Laura, o Rubem Alves Siqueira, de São Paulo, capital, o Hugo Didier, de Pittsburgh, Califórnia, a Márcia Godoy, Itamar Lins, a Sandra Morine, nossa queridíssima, Gilda Brito, a Clarice Gonçalves, André Correia, olha, tá bastante gente Júlio.

Tá sim, estamos chegando, né? Nós pegamos o pessoal no pulo, né Arouca? Pessoal, hoje nós estamos aqui, eu e o Júlio, com uma agenda aí de gravação do evento à noite. Então, para não deixar de fazer o êxodo, a gente achou melhor fazer as 14 horas, para a gente retomar aí o nosso estudo, né Júlio? É, nós iríamos até gravar, né Arouca, mas a gente achou que é bacana com participação, né? Exato, porque a gente não pode depois assistir o gravado aqui, ao vivo tem um sabor melhor, tem uma intensidade maior, né, do que gravar.

E aí, Júlio, vamos começar a fazer uma recapitulação do último episódio. Nós saímos, fechamos aquele tema da menorade, sete braços, e começamos a sobrevoar um grande tema bíblico, que é o tema dos pães, a mesa que há no lugar santo, com os pães, pães semelhantes aos pães da Páscoa, que é o pão sem fermento, aquele pão feito às pressas, aquele pão que… Não tinha que esperar, né Arouca? Não houve tempo para preparar. Então, é um pão que evoca desespero? Não, é um pão que evoca pressa, pressa em seguir adiante. Esse é o sentido, gente, pressa em seguir adiante.

Então, esse é o elemento mais fundamental dessa ideia do pão. Por que pressa em seguir adiante? Porque o pão sem fermento da Páscoa evoca a libertação apressada da escravidão no Egito, aquela noite da morte dos primogênitos, e a saída correndo, a saída como dá para sair, porque a gente sai dos vícios, das imperfeições, é assim mesmo, é correndo, é correndo. Eu lembro uma mensagem, uma mensagem psicografada pelo Chico, chamada… há diferença, eu acho, mas há uma diferença, uma coisa assim, que o rapaz tem um sonho e ele desdobra e assiste no Mundo Espiritual uma palestra do Tobizer de Menezes.

E o Tobizer está falando sobre aqueles padrões morais que nos aguardam, que esperam para serem interiorizados, e aí o rapaz se levanta e fala, o Tobizer, olha, mas eu acho difícil demais isso, porque não estou falando de ninguém, não estou falando de mim, mas eu vejo ainda inveja, eu vejo ainda despeito, eu vejo ainda mentira, eu vejo ainda a disposição em criticar, em destruir, eu vejo ainda a disposição em dividir, em causar conflito, então eu não sinto, não sinto que esse trabalho seja para mim. Aí o Tobizer de Menezes responde assim, eu também, meu filho, tudo isso que você sente, eu também sinto.

E aí ele arregalou os olhos, não é? O Tobizer, mas há uma diferença, mas há uma diferença, aí ele falou, que diferença é essa? Ele falou, a diferença é que antes eu corria na direção disso, eu corria na direção da inveja, eu corria na direção do conflito, eu corria na direção da violência, hoje, meu filho, eu corro disso, eu corro na direção contrária. Então, é essa pressa em se libertar da terceira ordem, é essa pressa em se libertar dos vícios, das imperfeições, do interesse pessoal, para que a gente possa avançar.

Então, é esse o sentido dos pães, do pão que não foi preparado, esse é o primeiro sentido. E aí nós comentamos também um segundo sentido, nós comemos um pão sem fermento feito às pressas, porque o pão verdadeiro, o pão que desceu do céu, não é? Tomai, comei todos vós, esse é o meu corpo. O pão que desceu do céu, o pão que está sendo preparado sem nenhuma pressa, mas com urgência, sem pressa, mas com muita diligência, é o pão da comunhão com Deus, é o pão que os espíritos puros comem, é o pão dos bem-aventurados, é o pão do mundo celeste, né?

Do mundo celeste. Petrão, Júlio. Comenta alguma coisa que eu vou pegar um texto aqui, que eu lembrei agora. Não, não. Comenta alguma coisa. Comenta alguma coisa. Toca alguma coisa aí. Quer ler meu violão, né? Pois é. Não, esse lance da pressa, eu lembro disso, a gente perguntando assim, mas você, a espiritualidade, isso aí que você falou, mas vocês estão com pressa desse processo? Não, não pressa, mas nós temos urgência. Nós temos urgência. Pressa, mas nós temos urgência disso daí, né? Tem ninguém com pressa. Não, porque com pressa, o pão é esse aí, né, Aron?

E o doutor Gisele de Menezes, ele fala isso naquela mensagem, unificação, né? A união e a unificação. É urgente, mas não apressada. Mas não apressada. Pode parecer uma contradição, mas é que não podemos violentar consciências. Nossa senhora. É? É maravilhoso. Eu trouxe, eu separei um texto aqui, peguei agora, que foi até a live do nosso lar, que eu gravei ontem, vai ser exibida hoje no canal. Hoje, é, isso aí. Mas hoje à noite ela vai passar, a live, né, às dezenove horas. E tem uma frase, tem um trecho aqui, é, Do Lízias, que, na verdade, Allan Kardec tem um texto, em obras póstumas, que se chama O Caminho da Vida.

Gente, tem que ler esse texto dez vezes. O Caminho da Vida. E o Kardec compara as várias encarnações, porque passam o Espírito antes de atingir a pureza, a um caminho ensolarado, que de vez em quando encontra uma floresta. Aí fica obscuro, aquela floresta, mata fechada, daqui a pouco você entra no caminho ensolarado de novo. Toda vez você encarna como se você entrasse na floresta. E aí ele diz, à medida que você ganha experiência em entrar na floresta, aquilo que parecia muito difícil, aquilo que parecia muito perigoso, vai se tornando comum.

Então, para um Espírito puro encarnar e lidar com todos esses desafios, para eles é muito mais simples do que para a gente, porque ele já tem uma resiliência, um preparo absurdo, um condicionamento moral extraordinário, que nós estamos adquirindo ainda. Nós estamos adquirindo ainda. Então, o Lízias, aproveitando essa metáfora, o enfermeiro Lízias, no livro nosso lá, capítulo 44, chamado As Trevas, ele diz assim, considere as criaturas como itinerantes da vida. As criaturas são itinerantes. O que é o itinerante? É o peregrino, é alguém que está em viagem, está na jornada.

Por isso que êxodo é um grande tema cósmico, gente. Não é recomendar ficar pensando o êxodo, só como há os hebreus que saíram escravidão do Egito. Gente, isso é visão histórica. A visão histórica é importante, mas ela é só 1%. Autor bíblico não escreveu livro de história. Né? Autor bíblico não foi inspirado pra dar aula de história no ensino médio, gente. É mais do que isso. Então, o autor bíblico escreve história pra falar ao espírito imortal. Não pra falar de um período, de uma época, de um tempo, de um costume. Então, o êxodo é o símbolo da grande jornada evolutiva do espírito imortal, de princípio inteligente, simples e ignorante, para a condição de espírito puro, morador dos mundos celestes.

Então, nós estamos sempre saindo de uma escravidão. Nós estamos sempre saindo de uma estreiteza, sempre saindo de um Egito, rumo à libertação. Então, olha as palavras do Livres. Concebere as criaturas como itinerantes da vida. Alguns poucos seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada. Ou seja, não para. Estão andando ali resolutos, porque eles estão de olho no propósito. Eles estão olhando lá pro final da jornada, que é o quê? A pureza espiritual. São os Espíritos nobilíssimos que descobriram a essência divina em si mesmos.

Eles já descobriram que têm o gene da divindade. Eles já descobriram que são divinos. Então, eles não têm tempo a perder. Por isso que o pão é sem fermento. Por isso que eles estão comendo pão sem fermento. Porque não têm tempo para parar no caminho. A refeição com pão fermentado, aquele pão que cresceu, ficou bonito, foi assado devagarzinho no forno, vai haver tempo para isso quando você chegar no mundo celeste. Aí, você vai ter eternidade para comer esse pão. Você vai ter eternidade para comer e preparar esse pão celeste.

Até lá, você tem que marchar resoluto. Então, são Espíritos nobilíssimos que descobriram a essência divina em si mesmo. Você é divino. Nós estamos com a tendência, Júlio, no movimento espírita, de tornar os seres bastardos. Espírita só fala em expiação. Espírita só fala em castigo. Espírita só fala em carência. Espírita só fala em tristeza. É sério. Que é incompatível com a doutrina espírita. Porque a doutrina espírita mostra, ela mostra claramente que nós temos uma essência divina. Você foi criado para o divino. Para o infinito.

Você foi criado para o infinito. O infinito do amor. O infinito. Para caminhos infinitos. A música celeste é infinita em variedade. A arte celeste é infinita. E nós estamos aqui pensando em Egito. Estreiteza. Então, esses Espíritos que perceberam, que descobriram a essência divina em si mesmos, eles estão marchando para o alvo sublime. Alvo. Olha a palavra alvo. Alvo é isso, é o alvo, é o propósito. É o fim. Sem vacilações. Não tem vacilação. Porque o seu destino é ser Espírito puro e morar em mundo celeste. Você está fazendo o que andando devagar?

Tem que caminhar resoluto. Não consegue ir. Ah, mas eu estou aqui. Então, caminha. Por isso que você é peregrino. Aí, olha só. A maioria, no entanto, estaciona. Uma maioria de nós para no caminho. Interrompe a marcha. Temos, então, a multidão de almas que demoram séculos e séculos recapitulando experiências. Gente, eu vou ler de novo o verbo. Recapitulando. Porque não tem problema nenhum você adquirir experiência. Mas, ficar recapitulando experiência, para quê? Para quê? Para que cometer o mesmo erro? Para quê? Então, isso, recapitular é estacionar no caminho.

Então, os Espíritos nobilíssimos que já descobriram a essência divina em si mesmos e que marcham para o alvo sublime sem vacilações, eles não param. Eles não param. Aí vem o nosso querido, nossa alma querida, Chico Xavier. Eu me sinto como um verme rastejando. O Chico é ótimo, né? Aí todo mundo fala, nossa, que humildade, né? Aí ele dá a minerice dele. Rastejando sempre para frente. Aí ele está dizendo, não é a velocidade que você está marchando. É continuidade. É se você está indo adiante. Não interessa se você é verme, se você está rastejando, porque todo verme vai ser anjo.

Não é isso que está lá no capítulo 30, do pensamento e vida? Deus ama o verme tanto quanto o anjo que o representa junto ao verme. Olha isso. Então, o anjo é o representante de Deus diante do verme, mas ele ama o verme igual ao anjo. Eu acho, Júlio, que a grande questão, a grande surpresa que nós vamos ter, sabe o que, Júlio? O quê? É quando eu, você, nos tornarmos espíritos puros. Aí aquela festa, né, Júlio? Que é a festa das bodas. É a festa das bodas, Júlio. É a festa do casamento. A união divina. Chama-se união divina.

É uma festança no mundo celeste, Júlio. Daqui uns dez anos. Exatamente. Mas anos cósmicos. Falei, né. Dez rotações da Via Láctea em torno do eixo. Então, quando você chega àquela festança, aí sabe o que a gente vai descobrir, Júlio? É. Agora, agora eu sou amado por Deus. Aí vai falar assim, não, filho. Não. Eu te amo agora. Mesma coisa. Do mesmo jeito. Na mesma intensidade que eu te amava quando você estava lá no mundo de expiação. Não mudou nada. Porque o meu amor é imutável. O meu amor não depende de você, filho.

Eu sou Deus. O meu amor é divino. Não tem nada que você faça que altere o meu amor. Meu amor é inalterável. Ele não depende de você. Você não tem controle sobre o meu amor, filho. Nada que você fizer ou deixar de fazer altera o meu amor. Não é você que está no controle do meu amor. Porque você é filho. Eu sou Deus. Eu fico pensando que nessa circunstância, o que cresce é o amor real nosso por Deus. Acho que quando a gente chegar lá, a gente fala assim, nossa, agora eu sei o que é amar. Cresce duas coisas, Júlio. Cresce o que o Liza está falando aqui.

A nossa descoberta da nossa essência divina. Então, cada vez mais nós vamos descobrindo o tamanho, a extensão da nossa essência divina. Sim, a extensão do amor de Deus. Cada vez mais nós vamos descobrindo a grandiosidade do amor de Deus por nós. E cada vez mais, Júlio, nossa capacidade de amar. A gente vai descobrir que, Júlio, hoje você já tem uma capacidade infinita de amar, você só não usa. Pera aí. Está vendo? Então deixa eu seguir aqui, enquanto o Júlio… Vai lá. A maioria, no entanto, estaciona. A maioria, no entanto, estaciona.

Temos, então, a multidão de almas que demoram séculos e séculos recapitulando experiências. Os primeiros, aqueles que seguem resoludos, que sabem que são divinos e que estão olhando para o alvo, os primeiros seguem por linhas retas. Linha reta. Os segundos caminham descrevendo curvas. Júlio, o povo hebreu, se tivesse saído do Egito e caminhado em linha reta para Israel, eles tinham chegado em um mês, Júlio. Só que eles demoraram 40 anos. Se você analisar a caminhada deles, Júlio, eles ficaram girando em ciclo. Eles ficaram girando em ciclo.

Eles giraram tanto em ciclo que Moisés desencarnou e não conseguiu entrar, Júlio. É verdade que eles passaram mais de uma vez na frente do… Entendeu? Falaram, olha, engraçado, nós já passamos por aqui, né? Eu acho que nós já passamos por aqui, né? Esses déjà-ví que a gente tem, né? Você fala, parece que eu já vivi isso. Parece que eu já viveu. Está repetindo. Então, os Espíritos nobilíssimos seguem por linhas retas. Os segundos caminham descrevendo curvas. Nessa movimentação, repetindo marchas, repetindo marchas e refazendo velhos esforços, ficam à mercê de inúmeras vicissitudes.

Ou seja, muitas das vicissitudes que a gente vive é por repetição de caminho. Não precisava mais estar passando por isso. Não precisava. Assim é que muitos costumam perder-se em plena floresta da vida. Aí, floresta da vida é uma referência ao texto de Kardec, né? Costumam perder-se em plena floresta da vida, perturbados no labirinto que tracejam para os próprios pés. Classificam-se aí os milhões de seres que perambulam no umbral. Perambulam. Então, veja, uma coisa é você ser um itinerante, outra coisa é você perambular.

Peregrina é uma coisa, perambulante é outra. Perambular é andar nas cegas, perdido. Geralmente no mesmo lugar, né? Geralmente em círculo. Peregrino tem alvo, peregrino tem rota, peregrino tem meta diária de caminhada. Eu vou caminhar hoje três quilômetros. Ele tem meta diária de caminhada. Ele não está perambulando, não. É isso. Ele está indo para algum lugar, né, Haroldo? Isso. Está indo para algum lugar. Outros… Agora, olha que interessante. Tem um terceiro grupo ainda. Outros, preferindo caminhar às escuras, pela preocupação egoísta que os absorve, costumam cair em precipícios, estacionando no fundo do abismo por tempo indeterminado.

Compreendeu? Então, uma coisa é você estacionar na estrada, outra coisa é você estacionar no abismo. Aí é queda profunda. Aí é quando o Espírito tem prazer no mal, prazer na rebeldia, prazer na oposição a Deus. Aí é estacionar no abismo. Eu estou lendo aqui, gente, capítulo 44 do livro Nosso Lar, 44 do livro Nosso Lar, a fala do enfermeiro Lísias para André Luiz, explicando qual é a diferença, a diferença entre umbral e trevas profundas. Umbral é os que estão estacionando no caminho. Trevas profundas é os que estacionaram no abismo da evolução.

Abismo feito de orgulho, de egoísmo, de muita rebeldia, de complacência e, às vezes, prazer na prática do mal. Então, esse é o ponto. Então, eu trouxe esse texto. Se eu perguntar, abismo na interpretação mesmo do conceito bíblico, essa palavra existe? Tem um significado pra nós assim? Um despenhadeiro, né, Júlio? Imagina você estar na estrada indo pelo horizonte pra outro teto, né? Você tem aquele traçado da estrada e tem o abismo. Se você cai no abismo, é um acidente, né? Porque aquela estrada tá no topo da montanha, você cai ali, você vai pro fundo, né?

E aí você tá muito distante. Até, veja, quando eu caio no abismo, Júlio, eu tenho que fazer um esforço gigantesco pra voltar pra estrada. Olha isso. Porque a criatura que estaciona na estrada, ela fica dando volta, ela só precisa acionar a bússola interior dela e andar pra frente. Parar de girar em círculo e andar pra frente, mas ela tá na estrada. Agora, se eu caio no abismo, aí é duro, né, Júlio? Porque eu tenho que sair lá das profundezas e voltar pra estrada. É, assim, no dicionário, só porque essa palavra é importante pra nós, né?

Abismo, né? Grande depressão ou cavidade natural, quase vertical, de fundo, frequentemente, inexplorado, precipício, profundeza. Lugar escarpado, íngreme, despenhadeiro. É assim, porque o abismo dá a impressão, né, Haroldo? Do distanciamento da luz, né? Total. Do distanciamento da luz e do distanciamento da estrada, né, Júlio? Você tá distanciado da luz e tá distanciado da estrada, né? É porque, você pensa bem, se a gente aprende, né, que são vários os caminhos que levam ao pai, né, vários e tal, mas é no caminho, né, Haroldo?

Não é no abismo, né? Não é na descida do despenhadeiro, ou do aspecto do pensamento, né, Haroldo? Aquela… A ligação a estados de sintonia baixas, né? Muito baixas. É isso? Eu acho que é mais do que baixo, né, Júlio? Porque é quando o espírito começa a criar intimidade com a crueldade mesmo, né? Ele se torna um diabo ou demônio. Satanás, né? Porque a ideia do satanás, do diabolos, é do opositor. É daquele que cultiva o contrário da lei divina. Em Star Wars, ali, o lado negro da força. Exatamente, né? É o contrário.

Então, se a lei divina é de união, ele tá vinculado à desunião. Se a lei divina é do perdão, ele tá cultivando o ódio. Se a lei divina é da cooperação, ele tá cultivando a competição egoísta no último limite. Ele tá no contrário, né? Sim. Ele tá no contrário. Os valores dele são o oposto. Por isso que é diabolos. É o contrário. E o trabalho, né, Haroldo, que a gente já teve, às vezes, em atendimentos assim, na Média Única, é de fazê-los compreender a essência divina e a capacidade de subir. Porque ele vai perdendo, inclusive, isso, né, Haroldo?

Exato. Vai perdendo. Exato. Mas é isso. Bom, e aí, né, Julio? Eu tô vendo uma pergunta aqui. O Francisco da Silva tá perguntando se o caminhar em círculos do povo hebreu tem a ver com as nossas várias reencarnações. Francisco, as reencarnações são o caminho. As reencarnações repetitivas é que são andar em círculo. Então, pra chegar ao estado de pureza, você tem que passar, necessariamente, por uma pluralidade de encarnações. Não tem jeito. Agora, ninguém precisa ter reencarnações repetitivas em que você tem que refazer o que fez mal feito.

Isso não é necessário. Isso não é necessário. Não me lembro, Haroldo. É esperado. Vê? Isso é importante a gente dizer isso, gente. Isso é importante dizer. Acontece. É o que mais acontece. Precisa acontecer? Não precisa. Então, Kardec pergunta assim. O espírito precisa passar pela fieira do mal? Do mal, não. Do mal, não. Da ignorância. Por quê? Se tem uma coisa que a maldade não tem, é a ignorância. A maldade sabe que o que ela está fazendo é errado. Isso é a maldade. Isso é a maldade. Então, eu sempre conto um caso aqui, Júlio.

Estava interrogando um preso, e era homicídio. Era o 17º homicídio dele. Matou 17 pessoas. E aí, eu perguntei para ele. Você tem uma ficha aqui? 17 homicídios? Ele olhou para mim sereno, Júlio. Olhou para mim sereno e disse assim. Doutor, eu gosto de matar. Eu gosto de matar. Isso não é ignorância. Isso não é ignorância. Ignorância no sentido… Eu estou falando de ignorância no sentido de ignorar que o que eu estou fazendo é errado. Entendeu, Júlio? Porque quando você faz uma coisa, você não tinha noção da gravidade, da consequência.

Você não tinha noção do desdobramento, da gravidade daquilo. É uma coisa. Aí, você adquiriu experiência. Isso é o contrário da maldade. A maldade eu sei. Eu sei exatamente a dor que eu estou causando. Eu sei exatamente. Você me faz pensar, senhor Adeloide, que nós estamos tratando aqui de conceitos, mas quando Jesus, na cruz, estava lidando com maldade e com ignorância. No pedido ao pai, ele pede perdão. Não sabem o que fazem. No profundo, na verdade, todos nós mesmo que estamos ainda na situação de hoje não sabemos muito bem o que estão fazendo.

Na verdade, Júlio, o Emmanuel comenta essa passagem. E ele diz assim. Se o criminoso soubesse os caminhos dolorosos que o aguardam na expiação. Nesse aspecto, né? Se aquele que abandona… Na verdade, Júlio, na prática do mal, há sempre um componente de ignorância. Por isso que eu dividiria, sem querer complicar, tem dois tipos de ignorância. Tem a ignorância no sentido amplo e uma ignorância no sentido estrito. Ignorância no sentido estrito é o não saber que aquilo é errado. É o não saber que aquilo terá uma consequência grave.

Então, eu faço por interíncia, por imprudência, por inexperiência, por afoito. Sabe por afoito? Eu fui afoito. Eu fui precipitado. Eu agi no calor, na raiva. Entendeu, Júlio? Essa é a ignorância. Estrito o senso. É a ignorância no sentido estrito. A maldade não tem ignorância no sentido estrito. Não tem. Não tem. Percebe, Júlio? Eu já fui juiz criminal por quatro anos. Inclusive, de comarca que tinha penitenciário. Eu nunca encontrei um detento que soubesse menos direito penal do que eu. Todos sabiam mais do que eu, Júlio.

Mais do que eu. Ele sabe os artigos de cor. Ele já falou, mas o meu é o 157 parado no segundo. E, não sei o quê. Se eu comparar com isso aqui, eu já estou com direito de sair, porque agora tem uma jurisprudência do Supremo. Então, analisa e sabe mais do que eu. Então, não há ignorância estrito o senso nele. Não há ignorância limitada. Ele só conversa comigo por um artigo. Artigo, jurisprudência, livro de doutrina. Ele sabe mais direito penal do que eu. Sim. Não é? Agora, em toda maldade, existe uma ignorância no sentido geral, Júlio.

Sim. Que é o quê? O espírito que se perverteu no mal, ele ignora as grandes consequências de um degredo. Ele ignora, Júlio. Ele ignora. Porque, se ele conhecesse todos os detalhes, eu acho que ele desanimaria. Se nós conhecêssemos todos os detalhes concretos do que será a nossa expiação, a gente dava uma desanimada, Júlio. Dava uma desanimada. Não é um conhecimento… Veja. Então, não é um conhecimento genérico. É um conhecimento assim. Se você soubesse cada detalhe que te aguarda no processo expiatório, você desanimava de fazer o mal.

Você dava uma desanimada. Falando nos detalhes concretos. Entende, Júlio? Então, se eu para hoje, você analisa a sua encarnação, eu analiso a minha, eu falo assim, oh, meu Deus, se eu soubesse, se eu soubesse que era esse o amargor que eu estava semeando, oh, meu Deus, eu não tinha semeado, não, Júlio. Não tinha. É nesse sentido a oração de Jesus. Sengo. Eles não sabem o que fazem. Eles não sabem. Mas aí, Júlio, é o Cristo, porque o Cristo vê o caminho, ele enxerga milhões de anos na sua frente, entendeu, Júlio? Então, ele está dizendo assim, oh, meu filho, faz isso não.

Nossa, mãe. Oh, meu filho, você está enxergando só um quilômetro na sua frente, eu estou enxergando um milhão de quilômetros na frente, não faz isso, Júlio. Faz isso não, meu filho. Faço sim. Faço sim. Você entendeu aí? Então, essa ignorância no sentido geral da grande jornada. Da grande jornada. Agora, eu queria voltar no que ele falou, no que eu queria comentar, porque às vezes as pessoas, eu acho que ele se referiu aos processos encarnatórios, mas eu queria lembrar de Sonoro explicando o processo evolutivo daquela espiral, porque uma coisa é você caminhar em espiral ascendente, que é o desenho da evolução.

Então, você não está caminhando em espiral, você está caminhando em… Aí é o hábito, Júlio. Aí é o hábito. Aí é o hábito. Todo dia você pega o seu violão, você pratica uns exercícios e treina. Aí não é repetição, aí é hábito. Sim. Não é? É o pensamento, não é? Isso. Agora, aí eu chego e falo assim, Júlio, o melhor que você fazia aqui com o dedo é essa posição aqui que você ganha mais velocidade. Ah, beleza. Aí você vai lá e faz errado. Oh, Júlio, você lembra o que eu falei com você? Mas eu gosto de fazer errado. Aí é a recapitulação.

Aí a gente põe Deus na parada e fala, Deus, cuida desse filho aí, perdoe, ele não sabe o que faz, e dá um jeito pra ele melhorar. Exatamente. E nós não vamos ficar com raiva dele, não. Tem a pergunta da Sandra Maria Bosta, mas eles não têm noção, não foram educados. Oh, Sandra. Pensa bem, Sandra. Pensa bem. Você tá pensando como encarnado ou como espírito imortal, Sandra? Você tá pensando como encarnado ou como espírito imortal? Quando você olha um jovem em conflito com a lei, quando você olha um adulto de 19 anos que tá cometendo crime, você tá olhando pro encarnado ou pro espírito imortal, Sandra?

Pensa nisso que você tá dizendo. Você acha que aquela ali é a primeira encarnação desse espírito? Porque ele é um espírito assim, jovem, acabou de sair, entrou na condição humana agora. Você acredita nisso mesmo? Você realmente acredita nisso? Porque se a gente pega o histórico desse espírito, você vê ali 30, 40, 50 encarnações dele. E aquela situação que você tá vendo ele passar agora, nasceu num lar conturbado, não teve pai, não teve mãe, não teve… Essa situação é decorrência de uma somatória de encarnações em que ele tá plantando, Sandra.

Em que ele tá agredindo a família, em que ele agrediu a paternidade que foi confiada a ele, em que ele agrediu a… Ele agrediu a lei. Não é? Então, calma. Calma. Eu sei que a gente fica sensibilizado. A gente fica sensibilizado, mas a gente não pode ter a pretensão de achar que a gente ama mais esse do que Deus. O principal que eu vejo disso é o seguinte, é que nós olhamos pra nós. O problema é a justificativa, é a autojustificação da ignorância a nós mesmos quando temos conhecimento. O companheiro, eu tenho sempre assim, esse é um caso da justiça humana, ela tem lá o seu procedimento, e aí nós não precisamos envolvermos emocionalmente nisso, porque existem processos.

E nem julgar ninguém, odiar ninguém, e nem querer matar ninguém porque pensamos que ele é uma pessoa ruim. O importante é que a gente entenda pra nós. O estudo é pra nós. É a maldade que ainda habita em nós, escondidinha num cantinho, justificando-se de ignorância. Justificando-se de eu não sabia. Isso. Eu acho que o importante é a gente trazer pro nosso campo íntimo, porque sempre que nós vamos julgar o semelhante, realmente o processo é muito mais intrincado do que nós possamos imaginar, às vezes pegando apressadamente uma ficha criminal de uma encarnação.

Ah, claro. Todo mundo entendendo que não é o julgamento da pessoa, mas sim a análise do caso pra que a gente não ache que a gente chega nesse processo de assassinar tantas pessoas de repente. Não, não chega. Um amigo meu falou assim, olha, ninguém fica alcoólatra tomando um copo de cachaça, né? Isso. É isso aí, Júlio. É um processo que você falou de hábito, é um processo de desvinculação de Deus, é um processo de afastamento mesmo desse processo que gera uma condição de desumanidade. O Deus vai perdendo o aspecto da humanidade.

Ele perde até a consciência, o senso crítico até, né, Haroldo? Perde o senso crítico. A gente vê muitas pessoas que não têm o senso crítico, ele faz e ainda acha certo, acha certo piamente que está fazendo aquilo ali. Então assim, perdeu o senso crítico completamente porque ele entrou num abismo, não entende? Onde ali não há mais a estrada, não há mais o caminho, não há mais o sentido das coisas. Eu fico pensando que é um assunto bem duro assim, difícil, mas o importante é voltar pra estrada agora. É, e o importante, sabe o que que é?

É assim, só tem condição de entender esses processos espíritos puros que dirigem esses processos. Sim. Nós que estamos ombreando com esses irmãos não temos condição de entender isso. Então, eu sou um espírito imperfeito que estou às voltas com os meus próprios labirintos na estrada da redenção. Eu não tenho distanciamento dos espíritos puros que já atingiram um monte de sinais, que já atingiram a terra prometida. Eu não tenho condição de olhar o caminho porque nós não percorremos a estrada ainda, Júlio. Sim. Então, nós não temos condição de falar nada sobre isso.

Nada. Porque nós estamos do lado dessas criaturas, nós estamos junto com elas ainda. Nós somos companheiros de viagem delas. No máximo, a gente enxerga um quilômetro, dois a mais do que elas. Só isso. Por mais que a gente ache que enxergue mais. Quem enxerga profundamente são os espíritos puros que já percorreram a estrada toda. Já chegaram. Esses podem olhar e enxergar toda a caminhada. Todos os avisos, todos os desvios. Eles sabem o tempo que… Eles sabem tudo isso, porque eles já viveram. Nós não temos a menor noção.

A menor noção. Porque uma coisa é você olhar da estrada. Outra coisa é você olhar de cima. Então, esse é um exercício de humildade. Eu contei esse caso aqui para dizer do que é a resistência, do que é o prazer no mal, que é um adoecimento do sentimento. É um adoecimento do sentimento. Agora, eu não tenho… Eu, Haroldo, não tenho condições de avaliar esse companheiro, esse irmão, que se entregou ao crime, porque eu sou companheiro de jornada dele. Eu estou perto dele. Porque se eu fosse tão bonzão assim, eu não estaria encarnado.

Desculpa, gente, a dureza das palavras. Se eu fosse tão bom assim, o que eu estou fazendo encarnado? Ué, Jesus ou é Haroldo? Não é? É isso mesmo. Então, o que eu estou aqui? O que eu estou fazendo aqui? Aí o filho fala, ô, Haroldo, você que é o Haroldo? Nossa, rapaz, encarnação passada, estou lembrando você. Quer dizer, todo século está eu aqui de novo. Todo século está eu aqui de novo. Então, significa que eu estou junto com ele. Eu estou caminhando com ele. Eu não estou tão melhor assim do que ele. Eu não estou tão melhor assim do que ele.

Não é? É. Por quê? A multidão dos arcanjos… Gente, vocês já viram multidão de arcanjos encarnados? Não tem, gente. Você tem um ou outro ali que vem em missão, mas você já viu uma multidão? Você já foi numa cidade e viu 30 mil Espíritos puros morando numa cidade? Você já viu isso aqui na Terra? Não viu. Então, nós não temos condições de avaliar essas macro questões. Nós não temos. Não temos. Não temos. Nós não temos a história toda. Nós não temos o desdobramento. Eu sempre cito isso. Está lá no livro Entre a Terra e o Céu, que é o ministro Félix.

Ele está lá cuidando da moça e fazendo de tudo. Vocês lembram disso? A moça queria suicidar. Ele faz um esforço danado. Consegue levar a moça para uma farmácia. Ela toma um remédio, adormece. Conseguiu. Conseguiu. A moça acorda, vai atravessar a rua e é atropelada. O Félix fica pálido. Ele fica pálido. O André Luiz olha para ele e ele está pálido. Aí ele fala… Aí o André Luiz fala… Oi, ministro. Parece que tinha ordens. O que aconteceu aqui? A moça morreu. Ela ia suicidar. Ela fez o maior esforço aqui. Agora foi atropelada.

Que negócio é esse? Aí o senhor entendeu o quê? Que o caso agora estava sob a direção superior. Aí ele falou assim… André, nem eu agora sei. Nem eu sei. Saiu da minha jurisdição. Eu não sei mais o que vai ser. E aí o que foi? Foi a solução do problema. Aquilo que aconteceu foi a solução do problema. Por quê? Quem avocou o caso, quem tomou as rédeas do processo, foram seres que tinham uma visão muito, muito maior do que o ministro Félix. Então eu, Haroldo, olhando para aquele homem que matou 17 pessoas, eu tenho uma visão que não é nada.

A minha visão não é nada. Porque não sou eu que dirijo a evolução daquele ser. Os seres que dirigem a evolução dele estão enxergando milhares de anos na minha frente. E milhares de anos atrás. Então eles olham para mim e falam assim… Meu filho, faz o seu trabalho de juízo humano aí e fecha a sua boquinha. Cumpra o seu dever aí, bonitinho, com respeito, não fala nada não. Porque você não sabe de nada, filho. Você não sabe de nada. Você está achando que sabe. Você está achando que sabe. Você não enxerga nem meio por cento do que nós que dirigimos a evolução dele enxergamos.

Então, Júlio, isso é complexo, viu? Isso é complexo demais. Essa consciência é muito complexa. É complexo demais. Você quer ver uma coisa, Júlio? Olha a tranquilidade de Jesus conversando com o público lento. Está tranquilo. Está tranquilo. Senador, encontras neste momento um ponto de referência para a regeneração de toda a tua vida. Mas está no teu querer. Segue-me agora ou daqui a milênios. Então, Júlio, Jesus olhou para ele e falou assim… Senador, tem dois caminhos. Você pode ser o senador que impediu a crucificação do Cristo ou você pode ser o Emmanuel, dirigente da minoria de Chico Xavier.

O que você vai querer? Naquela época, era o meu escolher. Está no teu querer. Você troca esse carro zero quilômetro por uma geladeira usada? Sim! Não é? Sim! Eu acho que ia ser igual o caso do Félix. Ele ia fazer de tudo e o homem queria ser crucificado do mesmo jeito. Mas, pelo menos, ele tentou. Não sei, Júlio. Ali estava a autoridade romana maior. Poderia ter interrompido, naquele momento, o processo da crucificação. Mas aí também são… Aí, meu amigo, sabe o que acontece? Sobre a crucificação. Sabe o que acontece, Júlio?

O quê? Júlio, bloqueia aí que nós estamos sendo invadidos aqui na nossa live. Dá um bloqueio aí. Ah, tá. Como é que faz isso aqui? É só você entrar nos pontinhos que estão à direita e bloquear os olhos. Então, Júlio, quando Cristo, pensando na evolução do planeta, faz a oração do orto e coloca para Deus a visão que ele tinha da evolução planetária, Deus dá outra visão para ele. Aí ele vai… aí ele desce dali e vai para a crucificação em paz, Júlio. Em paz. Porque o Criador falou assim, filho, você está enxergando um milhão de anos na frente, não é?

Papai está enxergando o infinito. Júlio, tem uma cena bonita? Tem uma cena bonita? Que é no Avengers. Vingadores. É na hora que o Homem de Ferro olha para o Doutor Estranho e o Thanatos está para pegar a joia. Thanos, Thanos. É o Thanos, o Thanos. E aí o Homem de Ferro vira para o… Fala assim, o que nós temos que fazer? Ele fala assim, olha, em milhões de possibilidades que eu analisei, em todas elas nós perdemos. Menos em uma. Menos em uma. Então, eu sei o que eu estou fazendo. Pegue e entregue a joia para Thanos.

Quem não assistiu, assista. Essa cena é maravilhosa, não é? Porque ele fica lá, tipo em transe assim, analisando os milhões de possibilidades. Milhões de possibilidades. Vai para cá, vai para cá, vai para cá, vai para cá. Se eu fizer isso, se eu fizer aquilo… Aí ele volta e fala, ó, só tem um jeito, viu? Crucifica. Crucifica. Entregue a Jesus. Não é verdade? É mais ou menos isso, Naruto. Só tem um jeito. Entregue a Jesus. Filho, entrega. Acabou. Filho, no infinito das possibilidades, no infinito das possibilidades, a melhor vitória é essa.

Entrega, filho. Vamos para a cruz. Essa é outra. Embainha a tua espada, Pedro. Embainha a tua espada, Pedro. Está tudo certo? Tudo certo. Eu já avaliei bilhões de possibilidades. Considerando os 25 bilhões de espíritos que evoluem na Terra, as ovelhas que o pai me confiou, eu já peguei aqui o livre-arbítrio e o passado de todas elas, fiz os cálculos aqui, ó, o resultado foi o seguinte. Fica tranquilo. Terá crucificação. Porque é necessário que seja feita a vontade do meu pai. É. É isso. Vamos lá, né? Que bonito, né?

É isso aí. Taquinho, vamos indo que eu tenho… É, nós todos temos, hoje o dia está… Eu tenho que fazer uma inserção aqui também no Facebook, rapidinho, né? Muito bem. Mas nós vamos. Nós vamos devagar. Depois nós vamos conversar sobre espada, sobre crucificação, mas isso aí é outro estudo, né? Você está querendo fazer o nosso lar aqui no êxodo? É, eu estava, né? Então, quem não… Olha, quem não assistiu ontem o episódio lá do nosso lar, o capítulo 44, parte 2, hoje às 19h, no canal Espiritualidade Fica. É isso? Isso.

Então, tá bom. Isso aí. Hoje, às 19h, eu já gravei, tá, gente? Lá no canal Espiritualidade e Vida, tem a live do nosso lar, que foi gravada ontem, a gente não conseguiu transmitir, mas nós vamos transmitir hoje, às 19h. É gravado, tá? Isso aí. Então, só acompanhar lá. Tá bom, gente. Gente, boa tarde. Fiquem com Deus. Fiquem com Deus também.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Hide picture