Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda a simbologia do Livro do Êxodo, focando nos pães da presença e sua relação com a jornada evolutiva do Espírito. O estudo retoma a conversa entre Jesus e Simão Pedro, registrada por Humberto de Campos no capítulo 9 do livro “Boa Nova”, que compara a vida a uma árvore grandiosa.
O que é estudado neste episódio
- A Vida como Árvore Grandiosa: A infância como ramagem verdejante, a mocidade como flores perfumadas e a velhice como o fruto da experiência e da sabedoria. Essa analogia é expandida para a jornada do Espírito, correlacionando as três fases da árvore com as três ordens da Escala Espírita (questão 100 de “O Livro dos Espíritos”).
- As Três Ordens da Escala Espírita:
- Terceira Ordem (Espíritos Imperfeitos): Representada pela ramagem verdejante, simboliza o Espírito em estado de promessa, de espera, de peregrinação.
- Segunda Ordem (Bons Espíritos): Representada pelas flores perfumadas e formosas, indica um estágio de progresso, mas ainda em jornada.
- Primeira Ordem (Espíritos Puros): Representada pelos frutos da experiência e da sabedoria, é a finalidade da criação, o objetivo da semente que se torna árvore frutífera.
- O Propósito da Semente e do Espírito: Assim como a semente tem o propósito de se tornar uma árvore frutífera, o Espírito, que inicia simples e ignorante, tem como destino a pureza e a sabedoria.
- A Condição Provisória do Espírito Imperfeito: A vida terrena é descrita como uma “hora de aprendizado no caminho infinito do tempo”, um estado provisório de peregrinação ou “espírito errante”, conforme Kardec.
- Símbolo do Pão Sem Fermento (Êxodo): O pão sem fermento, comido às pressas na saída do Egito, simboliza a condição do espírito errante, que está em uma jornada apressada, saindo da escravidão das imperfeições.
- O Banquete e a Condição de Espírito Puro: A chegada à condição de Espírito puro é simbolizada por um banquete (Salmo 23), uma festa das bodas, onde não há pressa, pois o Espírito alcançou sua morada definitiva e venceu suas imperfeições.
- A Última Ceia de Jesus: A ceia de Jesus com seus discípulos é interpretada como uma “páscoa” terrena, antecipando a ceia definitiva no mundo celeste, onde o Cristo aguarda a chegada de todos os Espíritos puros.
- Reencarnação como Meio, não Finalidade: A reencarnação é apresentada como um recurso pedagógico, um meio para a evolução espiritual, cuja finalidade é a ressurreição, ou seja, o alcance da condição de Espírito puro.
Reflexões
- A jornada do Espírito é uma peregrinação do estado de simplicidade e ignorância à plenitude da sabedoria e da experiência, culminando na condição de Espírito puro.
- A reencarnação e as provas são meios para a evolução, não o fim em si. O destino final é a ressurreição espiritual, a união com a vontade divina.
- A percepção do tempo é relativa à nossa condição evolutiva. Diante da eternidade, o período de aprendizado na Terra é apenas uma “hora”, e a fase de Espírito imperfeito é insignificante comparada à eternidade como Espírito puro.
Ler transcrição do episódio
Já estamos ao vivo Haroldo, na verdade a gente já abriu hoje aqui com essa imagem aí para o pessoal entrar no clima. Que maravilha! Que maravilha Júlio! Pessoal, boa tarde! Essa imagem é estupenda, maravilhosa, né? Maravilhosa! E o pessoal está chegando aos pouquinhos aí? Patrícia, eu já estou ajeitando… Eu saio cumprimentando aí, quem está chamando? André Esposito, Sandra Maria Borges, Aleda Calado, Gilda Brito, Elaine de Sousa, Hugo Didier de Pittsburgh, na Califórnia! Meu Deus, hein? Que inveja, Hugo! Na Califórnia!
Marisa Calvi, a Marta Pila, nossa queridíssima Marília Candeu, a Nalu Ponciano, João Caldas, Márcia Godoi, o Stanislau Júnior, que legal! Está a turma toda aí, né Júlio? Está a turminha boa aí, olha! Regina Evaldi… Evalditi? Regina Evaldi, Bico Assur, Santa Catarina, a Rosângela Nena, Gilda Brito, Marta Pila, está aí toda a galera! Vamos ver essa turminha aqui, Lia, Valente Burim, quem estiver pela primeira vez chegando aí, manda para a gente um recadinho. O pessoal foi pego de surpresa com esse horário antecipado, né Haroldo?
Então, eles vão chegando aos poucos, mas o estudo vai estar gravado, então… Isso, exatamente! Sandra Morine está aí, Rosana Moser, que também participa com a gente no Matheus 24, olha só que bacana! Olha só, João Pedro Volpe, muito legal! Pessoal, eu deixei uma enquete aí, eu queria muito que vocês respondessem, né? Se o pessoal conhece a plataforma espiritismo. Tv, que muita gente ainda não conhece, se já contribui lá, se já ou só ouviu falar ou se não ouviu falar, é importante para a gente, mas também é importante que vocês digitem aí no navegador, espiritismo.
tv, que tem muito conteúdo, o conteúdo todo do Êxodo está lá, o conteúdo do Isaías está lá, o conteúdo do Levítico está lá, Gênesis, né? E eles estão lá, inclusive, legendados! Então, assim… Pois é! O que ajuda muito o pessoal, inclusive porque nós temos uma ferramenta de busca lá, que o pessoal pode fazer uma busca por temas e vai encontrar pelas palavras, né? Templo, lugar santo, vocês podem fazer umas pesquisas lá, que vai ser muito legal, porque a plataforma é muito bacana, tem muito recurso, a gente queria muito que vocês acessassem.
Mas é isso aí, Arudo, eu estava repassando o nosso encontro da semana passada, no finalzinho a gente trabalhou aquele prefácio do Assembléia de Luz, que a gente estava falando das luzes, das questões até das chakras, desses pontos de luz que a gente estava se lembrando. Da Menorá. Da Menorá. E daí, nós temos que seguir em frente. Exatamente. Como é que estão os planos para hoje? Hoje nós vamos passar para um outro símbolo que existe também no lugar santo, que são os pães da presença. Os pães. Bom, a gente precisa primeiro fazer uma introdução antes de chegar lá.
E para fazer essa introdução eu vou retomar, Júlio, aquele capítulo lá do Boa Nova, Velhos e Moços, capítulo 9, do livro Boa Nova, onde Humberto de Campos registra uma conversa privada, particular, do Mestre Jesus com o apóstolo Simão Pedro. Naturalmente, conversa registrada no fluido cósmico universal, gravada para sempre no fluido cósmico. E Jesus diz assim, Simão, disse o Mestre com desvelado carinho, poderíamos, acaso, perguntar a idade de nosso pai? A idade de Deus, que é eterna? Qual é a idade do eterno? Do incriado.
E se fôssemos contar o tempo? Olha que sutileza! E se fôssemos contar o tempo na ampulheta das inquietações humanas? Ampulheta é aquele relógio. Quem seria o mais velho de todos nós? Olha isso! A vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. Então, nós vamos retomar isso aqui, mas, agora, não mais para falar da árvore da vida que se regenera, que é a obra do Criador, da semente que é o gene da divindade em nós, que germina, floresce, frutifica. Agora, a nossa abordagem vai ser outra. Essa abordagem, agora, vai ser uma abordagem da finalidade, do propósito da semente, do objetivo final.
Então, olha só, a vida humana, a vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. A infância é sua ramagem verdejante, a mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas, a velhice é o fruto da experiência e da sabedoria. Então, germinação, florescimento, frutificação. Ou, ramagem verdejante, flores perfumadas e formosas, e, por fim, o fruto da experiência e da sabedoria. Está dividido em três, em três. Então, a gente que já está começando a ler, a colocar pingo, né, a ler pingo em letra, né, a gente já lembra, logo, da questão número 100 de O Livro dos Espíritos, da escala espírita, a escala espírita.
Então, nós poderíamos dizer que a terceira ordem, que é a ordem dos Espíritos imperfeitos, é a pessoa que está falando que está travando muito, né. Eu acho que é um problema no Youtube, viu, Júlio? Está travando. Você está sem áudio, você está sem áudio. Júlio Santos Eu estou dizendo que a Facebook está rodando tanto no Espiritismo. tv, quanto no Portal C no Youtube. Tem que ver onde está melhor. Para mim, às vezes, você trava. Aí volta um pouquinho, mas não está… Tem que ver com o pessoal. Vamos ver aquela questão da resolução aí, para ver se melhora para o pessoal.
Resolução da câmera. Veja se está em 720. 720. Muito bem. O pessoal vai falando. Se travar demais, a gente passa para 480. Tá. Bom, pessoal, é… É disso que está travando demais, né. A minha ou a sua, Arouca? Hã? A do Arouca que está travando? O pessoal podia responder aí. O pessoal está falando que no Face está melhor. É. Eu acho que é um problema do Youtube mesmo, viu, Júlio? A hora que eu entrei aqui, deu essa mensagem do StreamYard que o Youtube está… É. Então, pessoal que tiver o Face, pode tentar ir para lá, né.
É. Vamos tentar aqui baixar um pouquinho mais a nossa resolução, Arouca? Hã? Você passa para 480? É. Dá para baixar mais. Vamos pôr a mínima. Né, Júlio? Porque não tem necessidade. Pronto. Vamos lá. É isso. O pessoal vai falando se continua travando. Pessoal, agora vocês estão me ouvindo bem? Vamos lá. Quem está no Facebook está dizendo que está ótimo. Eu quero ouvir agora quem está no Youtube. Quem está acompanhando pelo Youtube. Agora vocês estão me ouvindo sem travar? Ó. Paulo Alves, Gil da Brito, Eva de Macedo, Lourdes Marinho, Maria de Lourdes Gonçalves.
O pessoal está ouvindo aí quem está no Youtube. Quem está no Youtube. Mas quem está no Facebook? Espera o pessoal falar. É. Porque se agora… Ah, bom. A Marcia Godoy. A Marisa falou. Agora melhorou, Arouca. Então ficou ótimo, Júlio. A gente… Sim, está ótimo. A gente diminuiu resolução mínima. Eu acho que ajudou. Bom. Então, voltando ao raciocínio, nós podemos dizer que a terceira ordem é a ramagem verdejante. A segunda ordem, os bons espíritos, são as flores perfumadas e formosas. E a primeira ordem, espíritos puros, são os frutos da experiência e da sabedoria.
Então, seguindo esse raciocínio, agora podemos pedir muita atenção de todos agora, de todos. A criação caminha para a primeira ordem, assim como a semente caminha para uma árvore frutífera. Está todo mundo acompanhando o meu raciocínio? Qual é o grande propósito da semente? Tornar-se uma árvore frutífera. O dia que a semente tornou-se árvore frutífera, ela cumpriu o propósito da semente. Ela realizou o objetivo da criação da semente, a finalidade da semente. Então, nós que estamos na categoria de espíritos imperfeitos, nós estamos num estado de promessa, nós estamos num estado de espera, nós estamos na espera do grande dia, o grande dia da realização do propósito da nossa criação.
O dia em que nos tornaremos espíritos puros ou árvores frutíferas, árvores que dão fruto de experiência e de sabedoria, frutos de experiência e de sabedoria. Então, o que a gente pode pensar? Que nós estamos na grande espera, a espera B, uma expectativa, uma esperança. Por quê? Porque há uma promessa. O Espírito que inicia simples e ignorante, ou seja, a jornada espiritual do princípio inteligente, começa semente, ele começa uma semente simples e ignorante. E ele termina como? Árvore frutífera, que dá frutos de experiência e de sabedoria.
Ele era simples, agora ele é experiente. Ele era ignorante, agora ele é sábio. Então, ele caminha da ignorância para a sabedoria, da simplicidade no sentido de inexperiência para a experiência plena. Ou seja, esse trecho da jornada evolutiva é um trecho provisório, é uma peregrinação. É uma peregrinação. Agora, olha o que Jesus vai dizer. Olha o que Jesus vai dizer. Ele vai dizer assim Esta imagem, esta imagem da árvore, da semente, pode ser também a imagem da vida do Espírito na sua radiosa eternidade, apenas com a diferença de que aí as ramagens e as flores não morrem nunca, marchando sempre para o fruto da edificação.
Ou seja, então, por isso que se chama árvore da vida. Porque se fosse uma árvore, só árvore, a árvore morre. A árvore da ramagem verdejante, das flores perfumadas e formosas, dá fruto, mas morre. A árvore da vida não morre nunca, porque a vida do Espírito é eterna. A vida do Espírito é eterna. Isso? Em face da grandeza espiritual da vida, a existência humana é uma hora de aprendizado no caminho infinito do tempo. Então, o Jesus está dizendo aqui que esta experiência nossa de mortalidade é uma hora, uma horinha, uma hora de aprendizado no caminho infinito do tempo.
É por isso que… Ele vai continuar aqui, não é? Essa hora minúscula encerra o que existe no todo. Viu? Então, esse fato da gente ser criança, jovem e velho, é um fractal, é uma amostra do todo, é uma amostra da vida do Espírito. Apenas com uma diferença, que, na condição de Espírito, não há interrupção, porque a vida não cessa. A vida não cessa. Bom, então, agora, vamos, concentração agora, gente, foco e concentração agora. Se nós estamos na terceira ordem, se tem alguém aqui participando da live que está na primeira ordem, me desculpe, mas nós que estamos na terceira ordem estamos numa expectativa.
Nós estamos aguardando o grande momento, o grande momento, e aguardando com esperança, porque esse momento vai se realizar de qualquer jeito. Porque esse momento está no determinismo divino, um determinismo divino que nos impulsiona para a condição de Espíritos puros. Então, esse é o ponto. Agora, vamos acompanhar um raciocínio aqui. Como? Como que o Êxodo, a literatura bíblica, especialmente o livro de Êxodo, simbolizou esse estado provisório que nós nos encontramos? Porque a condição de Espírito imperfeito é um estado provisório.
Todo mundo entendeu isso? Queria saber se todo mundo entendeu. É um estado provisório, porque a única certeza que eu tenho, a única certeza que todos nós temos é que você não vai ficar muito tempo como Espírito imperfeito. Isso nós temos certeza absoluta e, se houver outra certeza que nós temos, você vai se transformar em Espírito puro. Quer você queira, quer você não queira. Porque, na verdade, a dor vai te desgastar até você querer. Então, você vai passar tanto perrengue até querer se tornar puro. Aí, você vai desejar, é tudo que você vai desejar.
Até abrir a mão da vontade para ter a vontade do Pai, não é, Arudo? É, é isso aí. E, vai se tornar a própria vontade, não é, Júlio? Porque o Espírito puro, a vontade dele é a vontade de Deus. Ele começa a querer junto com Deus. Por isso que o símbolo é um casamento. Por isso que o símbolo da chegada à condição do Espírito puro, um dos símbolos, é um casamento. Porque você se une. O que ele quer passa a ser o que você quer. E o que ele quer? O infinito do bem? O infinito do amor? O infinito da bondade? O infinito da beleza?
O infinito da ação? Perceberam? Então, agora, vamos comparar esse raciocínio. Como nós estamos, então, assim? A gente está meio que no estado provisório. Qual o símbolo do livro de Êxodo para o estado provisório dos Espíritos imperfeitos? Kardec deu um nome para os Espíritos que estão nesse estado provisório. Ele chamou de Espírito errante. Errante é sinônimo de peregrino. Espírito peregrino, Espírito errante. Ele está peregrinando até ele chegar, chegar na morada definitiva dele, que é o mundo celeste. Aí, chegou.
Aí, ele deixa de ser errante, aí, ele deixa de ser peregrino, aí, ele vira cidadão sideral dos mundos celestes. Cidadão sideral, cidadão cósmico. Perceberam? Júlio, consulta aí se tem alguém com dúvida nisso, porque isso é importante. Eu acho que o pessoal está tranquilo, está compreendendo aí a explicação, essa ideia do acaminho. A gente já conversou aqui uma vez, a gente contando sobre essa questão do tempo que a gente vai passar nessa fase de acertos e erros, essa fase que a gente está agora, que a gente conversou uma vez, e que essa parte vai significar um ponto na evolução, porque uma vez que você evolui, você vai passar muito mais tempo como Espírito puro do que como qualquer outra coisa.
É interessante a gente lembrar e eu sempre gosto de lembrar disso, porque a gente faz uma relação da nossa evolução pensando na Terra, pensando no tempo da Terra, pensando nessas medidas relativas que são relativas mesmo ao nosso estágio evolutivo, ao planeta que nós habitamos hoje. Então essa questão de tempo vai demorar muito, ou pouco, passa pouco tempo, muito tempo em alguma fase. É importante que a gente relativize, né, Haroldo? Me vem à mente assim, você vai fazer uma viagem, aí você pega uma estrada de terra, é tantos quilômetros, a gente está numa estrada de terra, a estrada é mais difícil, você vai mais devagar, o carro vai ali e tal.
Daqui um pouco que você passou daquela fase, a estrada é pavimentada, né, Haroldo? Exato. Tem uma matemática simples, Júlio, que é assim, você pega infinito menos 100 mil anos. Então, se quiser demorar mais, porque tem espírito que demora mais, infinito menos 300 mil anos, quanto que é? Infinito. Infinito. A nossa condição de espírito sideral, habitante dos mundos celestiais, vai chegar um tempo, nós vamos estar morando lá tanto tempo, que a gente vai quase que se esquecer, Júlio. Esquece que tem o tempo. É, porque começa a ficar pequeno.
Aquele período que você viveu como espírito imperfeito, ele começa a ficar insignificante diante do período que você já é espírito puro. Então, por exemplo, você chega para Jesus e fala assim, mestre, o senhor é Cristo da Terra? Há quanto tempo? Ele fala assim, há quase 5 bilhões, filho. Quase 5 bilhões. Mas, quando o senhor se tornou Cristo do planeta Terra? Você lembra, Eduardo? Eu lembro. Era uma ameba bonitinha demais, viu? Um ser unicelular, uma gracinha, uma célula bonitinha. Hoje, está aí um ser humano, não é?
Cheio de células. Era uma celulazinha linda. Agora, é um ser humano, fazendo escolhas. Regendo suas células. Agora, se você perguntar para ele assim, mestre, você é espírito puro há quanto tempo? Aí, a gente vai assustar, Júlio. A gente vai assustar. Então, é isso. Bom, mas vamos lá. Nós somos espíritos errantes. Nós estamos em um estado provisório. Nós sonhamos com a grande promessa. Nós marchamos para uma condição definitiva. Bom, agora, vamos raciocinar aqui. Qual é o símbolo disso no livro Êxodo? O pão sem fermento.
E comerás o pão sem fermento para te lembrares que tivestes que sair às pressas do Egito. Saiu correndo, saiu apressado. Então, Júlio, tem o pão sem fermento que é o pão da pressa, que é o pão do espírito errante, que é o pão da peregrinação. Mas tem um pão que nós vamos comer, Júlio, que é um pão assado em forno lento. É o pão espiritual dos espíritos puros. O pão que foi assado demoradamente. E a chegada à condição de espírito puro, Júlio, é simbolizada por um banquete. O Salmo 23 diz assim, prepara um banquete na presença dos meus inimigos.
A gente acha que os inimigos são pessoas. Não, Júlio. Os inimigos do Salmo 23 são nossos vícios, nossas imperfeições. Prepara um banquete na presença dos meus inimigos. O meu caro se transborda. Por quê? Porque eu me tornei puro e eu venci. Eu venci todas as imperfeições, eu venci todos os vícios, eu venci o interesse pessoal. Então, eu tô num banquete diante dos meus inimigos. A serpente foi morta debaixo dos meus pés. A minha serpente. Então, o símbolo dessa posição definitiva, quando você se torna um cidadão sideral cósmico, um ser cósmico e sideral, habitante das esferas celestiais, o símbolo disso é um banquete.
Mas lá não tem pressa, Júlio. Júlio, não tem nenhum espírito puro com pressa. Ninguém usando relógio. Tem ninguém com pressa, Júlio. Nem usando relógio. Porque eles chegaram no banquete, Júlio, eles chegaram na festa das bodas, Júlio. No grande banquete da festa das bodas, Júlio. Grande banquete da festa das bodas. No nosso dia-a-dia, é uma comparação, é igual assim, Nerônio, você sai pra ir num lugar. Aí você tá correndo, tá atrasado, você se prepara, quer coisa pra chegar. Você tem que chegar. Depois que chega, acabou.
Não tem aquela ansiedade de chegar. Não é? Exatamente. Exatamente. Aí você começa a ter que viver aquilo. Isso. Então, como que Jesus deu essa lição, Júlio? Como que ele deu essa lição? Ele virou para os discípulos e disse assim. Eu anseio muito, eu desejo muito comer essa páscoa convosco. A última ceia. Porque a próxima vai ser lá no mundo celeste. E até lá nós estamos na grande espera, Júlio. Na grande espera. Nós e ele, Júlio. E ele. Por isso que tem o Cristo espera por nós. Espera por quê, Júlio? Espera o nosso banquete, Júlio.
A ceia definitiva. Que é uma ceia que não tem fim. Então, quando você chega no lugar santo, qual que é o símbolo disso que eu tô falando aqui? Os pães sobre a mesa. Os pães ásimos sobre a mesa. Por quê? Mesmo você sendo Espírito da segunda ordem, você não chegou ainda, Júlio. Você não chegou ainda. Você também é errante. Você também está em espera. Só não está em espera os puros. Gente, eu espero ter transmitido essa ideia geral. Alguém aí está com alguma dúvida? Alguém quer falar alguma coisa? Porque, gente, essa ideia é poderosa.
A gente tem que compreender essa ideia, porque esse é um símbolo profundo, que a gente ouve o Jesus falando de parábola das bodas, Salmo 23 falando do banquete, cálice transborda, o pão, Jesus comendo a última ceia, e a gente fica sem entender. A gente fica sem entender. Então, é isso. É isso. A turma está perdida, porque eles foram no Facebook, o Facebook está um tempo, aqui está no outro tempo, aí eles voltaram. Não, já falou dos pães? Está vendo? É essa espera aí, que nós estamos nela. É essa espera aí. Então, gente, os pães sem fermento são um símbolo da condição de espírito errante.
Enquanto você estiver na terceira ordem, na segunda ordem, você come pão sem fermento, come às pressas, porque você está saindo da escravidão, você não venceu ainda. Você está saindo ainda do Egito às pressas, até que você chegue à condição de espírito puro. Aí não tem pressa, porque aí é o banquete, é as bolas, é a festa eterna. A festa eterna. Então, Paulo vai dizer, Paulo, os apóstolos todos, nós temos uma promessa, e esse é o grande, juro, esse é o grande ponto aqui. Porque a gente espírita fixa, espírita é um ser obcecado com expiação.
Espírita só sabe falar de reencarnação e expiação. Só que eu vou dizer uma coisa, Júlio, reencarnação vai acabar para você. A hora que você se tornar espírito puro, acabou. E, a hora que você chegar a espírito puro, acabou a expiação. Estão lá caracteres gerais do espírito puro. Quem diz isso é Kardec. Não mais suscetíveis à encarnação em corpos perecíveis. Não estão sujeitos à expiação nem à provas. Então, olha que coisa interessante, olha que coisa interessante. Ao invés de nós, espíritas, estarmos focados, estarmos focados na condição de espírito puro, nós estamos focados no caminho.
Não é? Mas, como é que a gente foca no espírito puro? A gente fica com… Você falou caminho. Estou aqui com o pequenino. Caminho, verdade e vida. Caminho, verdade e vida. É isso aí. Caminho, verdade, vida. Ao tributo do aspecto de novo. Isso aí. E a gente, nessa condição de peregrino, a gente erra só caminho mesmo. Peregrino tem uma preocupação com o caminho. Peregrino tem preocupação com o caminho. O que é importante, Júlio, é a gente não perder o destino, não é? Porque a pior coisa de um peregrino é ele não saber mais para onde está indo.
Sim. Porque, aí, ele deixa de ser peregrino e ele passa a ser náufrago. Aí, ele passa a ser um perdido. Isso é fundamental. Então, o peregrino não pode esquecer para onde ele se dirige. Para onde ele se dirige. Porque, senão, ele deixa de ser peregrino e ele passa a ser alguém que se perdeu. É, a gente ouve dos Espíritos, às vezes, falando sobre isso. Uma das grandes dificuldades é a pessoa não saber para onde vai e não saber de onde veio. Isso aí. E, nesta situação, que é a que eles trabalham muito conosco, é muito difícil que você possa acertar, ter as questões mais assertivas, e, muitas vezes, simplesmente ignorar.
E que é o que nós estamos fazendo, estudando no Antigo Testamento, buscando, aqui, nessas fontes, reconhecer nelas, de onde nós viemos, uma trajetória e um destino. Que é isso aí. Caminho, verdade e vida. Que é o pátio dos gentios, o lugar santo e o santo dos santos. É a escala espírita. Terceira, segunda, primeira ordem. A gente vem repetindo esse padrão e reconhecendo ele agora. Arouca? Exatamente. Roma à sabedoria, não é? Exatamente. Roma à sabedoria. Então, essa missão da doutrina, que é a mais bonita, não é, Júlio?
Porque até tem uma pergunta aqui do William Fernando Gomes, não é? Ele está perguntando assim, mas a reencarnação é um dos pilares do Espiritismo? Não. Pilar do Espiritismo, William, é a evolução espiritual. A reencarnação é meio. O pilar é a evolução espiritual. Encarnar, passar por provas e expiações são recursos pedagógicos para atender à finalidade da evolução. Então, isso é importante. Nós não podemos confundir finalidade com meios. A finalidade é tornar-se Espírito puro. E é nesse ponto, Júlio, que tem… Olha que coisa curiosa, não é?
Olha que coisa curiosa. Nós já estudamos isso aqui. A condição de Espírito puro é a ressurreição. E a pluralidade das existências é o meio. Então, quando eu converso com irmãos e irmãs, que são católicos, evangélicos, e falam – ah, mas vocês, Espíritas, uma coisa… Na reencarnação, eu falo – não, não… E, nós, na ressurreição, eu falo – não, você não entendeu. Você não entendeu. A reencarnação é meio, é caminho para a ressurreição. Para a ressurreição. E esse é o ponto, não é? Porque todo mundo pensa assim – nossa, mas vai demorar muito chegar até lá.
Demorar quanto? É o que nós estávamos refletindo aqui. Quanto que é a eternidade, menos o tempo que você demorou para chegar a Espírito puro? Vamos fazer essa conta aqui. Digamos que você demorou um milhão de anos. Quanto que é infinito menos um milhão? Não é? Então, essa ideia de demorou, ah, mas demorou, ah, mas eu caí, é uma visão natural. Nossa, de peregrino. Mas não é uma visão de quem já chegou. É interessante… Então, é o que Jesus fala aqui com Simão. Essa hora me… olha só. A existência humana é uma hora de aprendizado no caminho infinito do tempo.
Uma hora de aprendizado. Então, eu lembro uma vez que eu estava conversando com o pastor e ele falou assim – poxa, mas não, eu não posso concordar com esse negócio da reencarnação. Eu falei – não, pastor, fica tranquilo. O tempo que a gente encarna é muito pouco. Você deu uma lista aí? Nossa, uma coisa pouca é muito pouco. É muito pouco. Diante da promessa da eternidade é até pouquinho. Nós estamos brigando aqui por pouco. Não, fica tranquilo. É, mas é isso mesmo. É isso mesmo. Essa questão temporal que a gente está falando, nós temos que lidar melhor com isso.
Porque essa questão do tempo, nós já vimos, por exemplo, que depende muito de como a gente está lidando com ele. Se você não quer fazer, se você está naquela briga com… Parece que tudo demora, né? Nossa, isso não passa. Esse tempo não passa. Essa aula não acaba. Esse dia não acaba. E tal. Aí, à mesma hora, se é uma coisa que você está fazendo, que você gosta, meu Deus do céu, mas já passou rápido demais, já acabou e tudo. Então, eu fico pensando nisso, enquanto que nós precisamos rever isso, né? Essa preocupação com o tempo, essa preocupação se demora, se não demora, se é muito, se é pouco.
É o suficiente. Isso. É o suficiente. Porque Deus, Ele é perfeito, né? Deus sabe, Deus faz a coisa certa. Nós estamos passando, nós não estamos surpreendendo Deus, Ele não está ficando de cabelo em pé com a gente, nós vamos passar por as coisas que a gente vai passar, Ele vai caminhar com a gente, vai passar e a gente vai falar assim… Pra que eu me preocupei com o tempo? Eu tinha que ter me preocupado com a aula. Eu tinha que ter me preocupado com a aula. Eu tinha que ter me preocupado com a lição. E eu me preocupei com o tempo.
Ai, será que eu vou reencarnar muitas vezes? Tomara, se você reencarnar muitas vezes, você vai aprender, caminhar com Deus do seu lado o tempo todo. Jesus aqui na Terra o tempo todo, porque aqui todo mundo caminha com Jesus. E por mais que tenha demorado, depois que você se tornar Espírito puro, daí um tempo vai virar pouco tempo. Vai. É instantaneamente, né? Vai virar pouco. É igual a dor. Nossa, a dor imensa. Passa um tempo e você fala assim, passou, foi rápido, nem foi tão assim. Doeu mais esperar a dor do que a dor em si.
Aí você fica naquela. Eu acho que é isso, né? A gente pensar mais sobre tempo e espaço, talvez estudarmos um pouco mais sobre essas questões, sobre a matemática do tempo, sobre as distâncias dos planetas, sobre o universo. Porque a nossa vida fica pequena e o nosso planeta, gente, nós estamos num planeta pequenininho. Exato. Tem um universo acontecendo, a gente está preocupado com a hora. Exato. Com a hora que eu tive que fazer um trabalho contra a minha vontade, com a hora que eu tive que espiar uma questão, a hora que eu tive que fazer.
Não importa. Bom, mas essa é a ideia, Júlio. Hoje eu vou ter que sair assim, é compromisso. Hoje estamos com pão mesmo, sem fermento, na correria total. Depois eu quero entender o fermento, nós temos que entrar nele na outra vez. Por que é sem fermento? Exato, exato. Nós vamos explorar isso um pouquinho mais. Mas essa é a ideia geral dessa condição provisória, dessa condição derrante de todos nós. O importante é nós saímos daqui com os olhos voltados para o que será a nossa condição definitiva. A grande promessa. A grande espera.
Mas semana que vem nós vamos falar mais sobre isso. Eu vou pedir permissão pra todos, me despedir aqui, desejar um ótimo final de semana. Tenho que sair correndo com o compromisso do trabalho. Um abraço pra todos. Fiquem com Deus. E fiquem com essa esperança, todos nós. Essa é a esperança. Essa é a esperança. Essa é a esperança. Um abraço. Um abraço. Legendas pela comunidade Amara.org
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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