Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do último dos Dez Mandamentos, presente no livro do Êxodo, com foco na proibição de cobiçar o que é do próximo.
O que é estudado neste episódio
- O Décimo Mandamento: “Não cobiçarás”: Haroldo Dutra Dias inicia o estudo do décimo mandamento, destacando a diferença crucial entre “não cobiçarás” e uma possível proibição do desejo. Ele explica que o mandamento não proíbe o desejo de renovar, mudar ou progredir, que é um anseio natural do Espírito, mas sim a cobiça do que pertence ao próximo.
- A raiz dos males na relação com o próximo: É abordado como a cobiça, originada da comparação com o outro e da atenção excessiva ao que o outro possui ou vive, é a raiz de diversos males que contaminam as relações humanas, como a inveja, a maledicência e a violência.
- Desigualdade das condições e a Doutrina Espírita: A discussão se aprofunda na compreensão da desigualdade das condições entre os encarnados, que só pode ser plenamente entendida à luz da reencarnação. Haroldo Dutra Dias enfatiza que nem tudo que uma pessoa possui é fruto de mérito exclusivo nesta vida, podendo ser concessões ou provações necessárias para o desenvolvimento do Espírito ao longo de múltiplas existências.
- Desejo vs. Cobiça vs. Inveja: O estudo diferencia desejo (energia psíquica e criadora, motor da vida), cobiça (desejo doentio, voltado para o que é do outro e que leva à perda da identidade) e inveja (sentimento complexo que envolve raiva, tristeza e decepção pela comparação com o outro).
- A educação do desejo através da prece: Inspirado em um rabino, Haroldo Dutra Dias explica que a prece não serve para informar a Deus, mas para educar o nosso desejo, lapidando-o e alinhando-o à vontade divina. A prece de Jesus no Horto é citada como exemplo de como pedir e, ao mesmo tempo, submeter a vontade pessoal à vontade superior.
- A importância da individualidade: É ressaltado que Deus não cria cópias, e cada Espírito é único e especial. A cobiça leva à imitação e à perda da própria identidade, enquanto o caminho evolutivo é o de ser a melhor versão de si mesmo, mantendo a individualidade e a beleza própria.
- O exemplo do Rei Davi: A história do Rei Davi e Bate-Seba é utilizada para ilustrar como o desejo não educado pode levar à cobiça e ao comprometimento de valores e da própria jornada evolutiva, mesmo em pessoas que já possuem muito.
Reflexões
- A Doutrina Espírita oferece uma lente profunda para compreender o décimo mandamento, revelando que a cobiça não é apenas um desejo material, mas uma perda de identidade e um obstáculo ao progresso espiritual, muitas vezes enraizada na incompreensão das leis da reencarnação e do mérito individual.
- A educação do desejo, através da prece e da reflexão, é fundamental para o desenvolvimento do Espírito, permitindo que a energia criadora do desejo seja canalizada para o bem e para a construção de uma individualidade autêntica, em vez de se transformar em cobiça e inveja.
- A valorização da individualidade é um pilar da evolução espiritual. Deus não cria cópias, e cada ser é único. A busca por ser o “outro” ou por possuir o que é do “outro” é um desvio do caminho de autodescoberta e aprimoramento que cada Espírito deve trilhar.
Ler transcrição do episódio
Quero ser amanhã do amanhã Quero ser irmão do meu irmão Quero ser tolerante e leal Quero ser semelhando perdão Quero ser e saber o que sou Quero ser e ser sempre melhor Quero ser e saber onde vou Quero ser e chegar ao amor Quero ser, quero ser Quero ser, quero ser Quero ser e seguir o farol Quero ser pura transformação Quero ser vela estrada ao sol Quero ser nova embarcação Quero ser e contar com você Quero ser e cantar com você Quero ser e ser bem com você Quero ser sempre ser pra você Quero ser, quero ser Quero ser e contar com você Quero ser e cantar com você Quero ser e ser bem com você Quero ser sempre ser pra você Quero ser, quero ser Quero ser, quero ser Oi pessoal, tô passando aqui pra agradecer todo mundo que tá ajudando na campanha Nós chegamos a 15% do valor da campanha Então a gente precisa caminhar um pouquinho Então eu queria passar aqui pra agradecer E lembrar a todos que puderem Pra passarem lá em portalser.org Barra quero ser E contribui com a gente com a campanha Pra que a gente possa atacar os projetos No mais um bom estudo Fiquem com Deus Boa tarde amigos Sejam bem vindos a mais um estudo de êxodo A luz da doutrina espírita Todos bem?
Por aí? O Júlio mandou esse recadinho pra nós Que hoje ele não vai estar conosco Ele está levando a Sheila ao médico hoje Nesse mesmo horário Então vamos nós ao nosso estudo Dando boazinhas a todos os amigos que estão conosco Sabe Haroldo, que esse horário vários amigos novos estão conseguindo assistir ao vivo Pessoal aqui comentando A primeira pessoa que aparece pra nós é a Lídia A gente sabe que tem outros amigos que chegaram mais cedo Mas não fica gravado aqui Então, boa tarde a Lídia A Lúcia De Porto Alegre, lá do sul do país A Urenice Deixa eu ver quem mais Quem for primeira vez que está assistindo Dá um oizinho pra nós também Pra gente ficar sabendo A Elisa que está sempre conosco Dando boa tarde A Sirlene, sempre conosco em todos os estudos Hoje tem bastante comentário de boa tarde Tem, tem Então, todos muito bem-vindos Então vamos começar a nossa conversa, né Haroldo O que nós programamos pra hoje Pois é Haroldo, ficou faltando então O mandamento A gente acreditou que tinha comentado Mas todo mundo alertou aí Parece que faltou um comentário Que é o último mandamento, o décimo Mandamento É que tem um verbo E depois uma lista de objetos Mas o que mais nos chama atenção Nesse mandamento é o Não cobiçarás Não, é cobiçar E é curioso porque Veja Não é?
Não cobiçarás O mandamento Então essa é a primeira coisa Que nós gostaríamos de chamar atenção Porque senão seria uma proibição do desejo Não cobiçar Você não poderia desejar algo Você não poderia desejar alguém, né Não poderia desejar Transformar sua vida Tem uma mensagem Psicografada pelo Chico, ditada pelo Emmanuel Essa mensagem Ela tem o nome de Provações E tem um parágrafo que o Emmanuel diz assim Ninguém te estrague O dom de renovar a vida Então esse desejo O anseio De renovar De mudar De progredir De melhorar algum aspecto da nossa vida Isso aí Parece que deu uma caidinha Mas já já o Aruldo volta Voltou, né Então a gente falava que Esse desejo Esse anseio De mudar algo na nossa vida Além de ser algo muito subjetivo Muito particular Isso não está proibido O mandamento se refere A cobiçar o que é do próximo Aquilo que pertence ao próximo Esse último mandamento Ele quase que A gente imagina assim Eu vou tratando Os mandamentos que dizem respeito A nossa relação com o próximo Que tem os quatro primeiros Dizem respeito a nossa relação com Deus Os seis últimos Dizem respeito a nossa relação com o próximo Então esse último Que é o décimo O sexto mandamento dessa relação com o próximo Ele parece ir na raiz de todos os outros Na raiz de todos os outros Então Desse movimento interior Que acontece em nós De nos compararmos ao outro Desse movimento interior De prestarmos atenção No que é a aquisição do outro Ou no que é situação do outro Que é uma situação circunstancial Surgem todos os males Que vão contaminar a nossa relação com o próximo É aí que eu mato, é aí que eu falo mal É aí que eu Eu complico a minha relação com o outro E é importante a gente Falar um pouco sobre isso Sobre a comparação Sobre a situação Que os outros estão vivendo Sobre o que o outro adquire Sobre a experiência que o outro está vivendo Ainda bem que nós temos a doutrina espírita Para avaliar esse mandamento Porque Esse mandamento, a meu ver Ele fica difícil de ser cumprido Se nós imaginamos Uma única existência Seria muito desigual Então, digamos que O Espírito fosse criado no momento da concepção Começasse ali novinho E tivesse apenas uma existência As condições de vida As condições que cada ser humano tem São muito distintas São muito diferentes E nós podemos pensar isso em termos de saúde física Nós podemos pensar isso em termos de saúde mental Nós podemos pensar isso em termos de condição social Onde você começa Em que família que você nasce Em que país, em que situação Uma coisa é você encarnar hoje Outra coisa é você encarnar hoje no Afeganistão Tem que levar isso em conta Uma coisa é Não importa onde Eu nasci em São Paulo É muito diferente de eu nascer em um país africano Com imensa dificuldade Então, Socialmente falando, economicamente falando, culturalmente falando, etnicamente falando, em termos de saúde, saúde mental, em todos os aspectos, as diferenças são gigantes, são muito grandes, são muito grandes.
Então, para que a gente possa verdadeiramente compreender o mandamento de não cobiçar o que é do outro, a gente precisa entender um pouco essa desigualdade geral de condições dos encarnados. Então, é importante. É importante a gente ponderar sobre isso, porque, às vezes, nós avaliamos isso de uma maneira muito simplória. E, quando nós estudamos atentamente o Livro dos Espíritos, especialmente, lá, os itens da encarnação, da encarnação dos seres, tem muita lição ali nas entrelinhas. Então, primeira coisa, primeira compreensão limitada que, muitas vezes, nós temos.
Nós acreditamos que a atual condição do encarnado – se você escolhe alguém, qualquer pessoa – nós costumamos pensar que tudo o que diz respeito à condição atual da presente encarnação é fruto só de mérito. Olha isso! Não! Não! Por que não? Porque o Espírito precisa experimentar uma diversidade de situações. Então, pode ser que muita coisa que você está usufruindo hoje esteja no pacote das concessões que você recebeu. Não só o mérito. São concessões. E muitos dos desafios, muitos dos dramas que você está vivendo podem estar na conta de provações, não de expiações.
Então, são recursos pedagógicos para desenvolver certas características da sua individualidade. E isso, isso abre um grande leque para a gente. Porque, se eu quero entender uma encarnação atual, eu preciso examinar o conjunto das encarnações daquele Espírito para eu entender. Aí sim eu consigo entender o que é prova, o que é expiação, o que é concessão, o que é mérito, o que é conquista, o que é cheque especial. Haroldo, o Francisco aqui está perguntando, que tem a ver também, a cobiça tem alguma coisa a ver com a inveja?
A inveja é um sentimento. A cobiça é um desejo. Então, assim, eu acho que são coisas distintas. Desejo é distinto de sentimento. Então, na inveja tem um pouco de raiva, na inveja tem um pouco de tristeza, porque eu me comparo com o outro e eu fico um pouco triste, um pouco com raiva, um pouco revoltado, é um misto, é um conjunto de sentimentos que se juntam e a gente chama esse pacote completo de inveja. Mas tem muito sentimento ali. Então a gente percebe que o invejoso, a pessoa que tem despeito, o invejoso, a pessoa que está alimentando a inveja, é melhor falar assim, porque todos nós podemos incorrer nisso.
Quando a gente está alimentando inveja, alimentando despeito, tem muita coisa acontecendo. A gente está com um pouco de raiva do que o outro tem e a gente não tem, nós estamos um pouco tristes por não ter o que o outro tem, nós estamos um pouco decepcionados, porque a gente acredita que tem mérito e poderia estar naquela situação, porque a gente imagina que tudo o que as pessoas têm é mérito delas. Nós temos essa visão um pouco simplista da encarnação. E nem tudo o que uma pessoa tem é mérito. É porque o Espírito tem que passar por todas as experiências, está lá no Livro dos Espíritos.
Todas as experiências. É por isso que se encarna num corpo masculino, num corpo feminino, é por isso que se encarna em diversas etnias, em diversas culturas, é por isso que em uma determinada encarnação você vem com uma carência material muito grande e em uma outra encarnação você vem em uma condição econômica, financeira muito boa. Então o Espírito precisa, ele precisa ser experimentado e ele precisa experimentar. Ele precisa ser provado e ele precisa provar, porque a virtude de um Espírito puro, o Espírito puro é virtuoso em qualquer situação, em qualquer condição que ele for colocado, ele é virtuoso e não apenas numa condição específica.
Então, se nós não temos esse conjunto das encarnações de um ser, a gente não consegue avaliar em que fase ele está, porque ele está passando por aquilo, porque ele está vivendo aquela experiência. Você tem que pensar no conjunto da encarnação e nós não temos acesso a isso, nós não temos acesso nem a nós, nem a nossa, a nossa conjuntura reencarnatória que dirá do outro. A gente fica pensando, né, Haroldo, quando você trouxe essa luz, né, que a eternidade das nossas existências, né, e a ligação entre elas, e a gente vê tantos livros espíritas que realmente eles narram isso, né, aquilo que você cobiça e tira do outro, depois é uma dívida que está fazendo para a sua própria existência, né, depois vai ter que reparar.
É, porque não ter é uma prova, ter também é uma prova, e eu preciso ser testado quando eu tenho, e preciso ser testado quando eu não tenho, né, perder também é uma prova, ganhar também é uma prova, eu preciso ser testado quando eu estou perdendo e eu preciso ser testado quando eu estou ganhando. Então, não é? Então, tem essa, tem essa questão toda aí. E é importante, é muito importante, uma vez eu assisti a uma entrevista, Leonor, de um grande rabino, sabe, e ele estava falando sobre a prece, e aí a pessoa fez uma pergunta muito inteligente para ele, perguntou assim, Rabino, Deus não sabe tudo?
Deus não é o iniciante? É. Deus é o iniciante, não é? É o iniciante. Deus não é todo-poderoso? É. Deus é todo-poderoso. Olha, se ele é o iniciante, se ele é todo-poderoso, qual a necessidade que tem de eu pedir algo para Deus? Olha aí. Qual a necessidade de eu pedir algo? E a resposta desse sábio lá de Israel foi incrível. Ele disse assim, a prece que eu faço pedindo a Deus algo, não é para comunicar algo a Deus que ele não saiba. A prece que eu faço pedindo algo é para educar o meu desejo. Olha que interessante. Eu peço a Deus, vem uma resposta, e é nessa resposta, e eu peço de novo, e vem outra resposta, e eu peço de novo, e eu fico pedindo, e as respostas vão vindo.
Nesse processo, eu vou educando o desejo. Porque eu posso ser atendido, posso não ser atendido. Eu posso não ser atendido agora e ser atendido depois. E nesse processo longo, muita coisa acontece. Não só ser atendido ou não ser atendido. Eu posso mudar de desejo. Eu posso reconfigurar o meu desejo. Então, é uma evolução, um aprimoramento do desejo. Pedir a Deus é aprimorar o ato de desejar. Olha que interessante. E tem uma música do Caetano Veloso que eu acho fantástica. Ele diz assim, A bruta flor do querer. Que o desejo é bruto.
Ele é bruto. E, à medida que a evolução espiritual vai se desenrolando, esse diamante bruto vai sendo lapidado. Então, muitas pessoas estranham, estranham a prece de Jesus no orto, no Jardim das Oliveiras, Monte das Oliveiras, quando Jesus pede e depois diz, mas não seja feita minha vontade, mas a tua vontade. Então, ali ele está nos dando uma lição. Qual que é a lição? Peça sempre. Peça sempre. Nunca pare de pedir. Nunca pare de pedir. Porque não é sinal nenhum de evolução você não ter desejo. Pelo contrário, não ter desejo é caminho para o adoecimento mental, para depressão e para adoecimentos psíquicos mais graves.
Não desejar nada é apatia, é morte espiritual. É perder motivação, é perder alegria de viver, é viver artificialmente. É murchar espiritualmente. O que Jesus está ensinando ali é nunca pare de desejar, nunca deixe de pedir, mas lapida o teu desejo. Não peça o que é do outro, né? Ali não era nem o que é do outro, né? Ali era assim, nem sempre pode ser atendido imediatamente, nem sempre pode ser do jeito que você quer, aí vem o processo de lapidação do desejo. Então, quando nós dizemos nunca deixe de desejar, nós não estamos querendo dizer mantenha seu desejo brutalizado, não.
Deseje sempre, mas aprimore o teu desejo. Então, ali naquela oração ele ensinou isso. Ensinou isso. Aqui no décimo mandamento nós temos, com o mandamento da cobiça, o que é do outro, a grande lição de cuidado para se comparar. Cuidado. Cuidado quando você está vivendo no regime da comparação com o outro. Muito cuidado. Porque eu olho para o outro, eu vejo que o outro faz o que o outro tem, eu vejo a circunstância do outro e eu não quero a minha vida, eu não quero o meu desejo, eu quero a vida do outro. É sério. É sério e se vê tanto isso hoje, né, nas mídias e nas redes sociais, né?
O pessoal inclusive postando para causar inveja, né? Enfim, me lembrei enquanto você falava aquele texto de Emmanuel, né? Ore e presta atenção. Deus te responde sempre. Aí lembro uma vez que você falou, o problema é quando ele responde não. E você que aí mesmo assim, né? É porque o não pode ser não agora, não por enquanto, não é? Tem muito não, tem muito tipo de não, né? Tem muito tipo de não. Eu gosto de uma… Só completando, Leandro, eu gosto muito de uma frase do Oscar Wilde, ele dizia assim, se você quiser destruir um ser humano, dê a ele tudo o que ele deseja.
Foi isso que eu pensei quando pensei assim, que às vezes a gente quer alguma coisa que parece bom para essa encarnação, mas não é bom para o eu eterno, assim, né? Para aquilo que eu planejei. E às vezes não é só de uma encarnação, né? Parece ser bom agora, mas não é bom daqui cinco anos, né? Ou o que você está pedindo é muito bom, mas você não está preparado. Você precisa se preparar. Então, muitas vezes, por exemplo, a pessoa deseja autoridade, mas ela não tem preparo nenhum para exercer autoridade. A pessoa quer ampliar a sua tarefa, quer que a sua tarefa tenha uma dimensão, mas ela não está preparada.
Não é? Então, é curioso isso, porque, por exemplo, todo mundo quer a mediunidade de Chico Xavier, mas para ter aquela mediunidade, ele teve que abrir mão de toda a vida privada dele. Alguém quer isso? Então, assim, a gente quer só o benefício, mas as coisas não vêm só o benefício. Tudo vem a moedinha, né? Que Jesus pergunta, né? É lixo pagar tributo? O que está do outro lado aí da moeda? O que está do outro lado? Sempre tem um outro lado da moeda. Então, a mediunidade do Chico é fabulosa, mas você está disposto a abrir mão de toda a sua vida privada, da sua vida íntima, pessoal, para poder ter aquela mediunidade?
Né? Você estaria disposto a ficar 24 horas disponível para seres espirituais te procurando toda hora? Porque sabem que você é o maior portal de comunicação na Terra? Você estaria preparado para isso, será? Não é? A gente não aguenta receber muito e-mail, não aguenta receber muito WhatsApp, tem gente que sai, ah, não aguento mais tanto grupo de WhatsApp. Imagina ser o Chico. Não é? Então, você imagina. O pessoal está falando aqui também que não, né? Pois é, não é interessante? Porque todo mundo fala, nossa, que coisa impressionante, o Chico psicografou motoqueiros do além.
Você já imaginou todo dia 10 mil motoqueiros que morreram te procurando para mandar mensagem para o aparente? Você aguentaria isso? Uma fila? Educar o nosso é desejo, né? É isso que você falou sobre a oração. Interessante que esse estudo de hoje está tão dentro e conectado com o nosso estudo da semana passada, quando você começou a falar sobre o templo, que nós somos templo e que Deus está dentro, né? E aí a gente falou muito sobre oração, sobre esse alinhamento, os nossos planos com os planos de Deus, né? Exatamente, meu amor.
Então, agora, vamos trabalhar um pouquinho mais, porque o importante aqui é que nós precisamos sair do lugar comum. Vamos sair daquele raciocínio, daquelas frases feitas. Vamos aprofundar um pouco mais. Desejo é diferente de cobiça. Então, olha só. Deus não vai desejar para você, porque desejar é um dos atributos do livre-arbítrio. Deus não vai desejar para você. Ah, meu filho, vem cá. Agora eu vou desejar, eu vou escolher o que é melhor para você. Ele não vai fazer isso, porque aí não teria evolução. Aí não teria autonomia.
Aí você seria eternamente um bebezinho de colo. E quando você fala, Haroldo, em desejo, tem a ver com a vontade que está lá em pensamento e vida, como esse motor que liga a… Não, meu amor. Desejo é diferente da vontade. Eu já estava achando que era vontade. Desejo é diferente, porque o desejo tem a ver com o emocional, com o sentimento, com o afeto. A vontade tem a ver com a potência da alma, uma potência realizadora. É diferente. Por isso a gente fala força de vontade. Força de vontade. E a gente diz ao mesmo tempo, cuidado com o que você deseja.
Não é? É verdade, sim. A gente fala assim, está muito desejoso, hein? Você está muito desejoso. Deixa eu responder aqui as perguntas do pessoal. Os passarinhos, eles são aqui em casa. Eu moro numa casa que é cheio de árvores, de pessegueiros, de árvores de laranja. Então sempre que escutar os passarinhos, que o pessoal fala que a gente estuda com os passarinhos, é aqui em casa. E o Júlio está bem, está bem. Ele só foi levar a Sheila em uma consulta, mas está tudo tranquilo. Por isso que essa consulta eles demoraram a conseguir e ficou junto com o nosso horário, né?
Antes de nós termos mudado das duas horas para as 17 horas, eles já tinham agendado. Então eles só estão cumprindo um compromisso que já tinha sido agendado antes da nossa mudança de horário. Está tudo bem. Acho que ele não vai entrar porque eles já devem ter entrado na consulta. Na consulta, né? A Flávia fez uma pergunta, vamos ver aqui. Se o pensamento define a vida que procuramos e se a vontade direciona o futuro, é necessário desejar a vida como a engrenagem de um motor? Gera movimento? Isso. O pensamento, lá no livro do Emmanuel, Pensamento e Vida, o pensamento lá é uma combinação, né?
Lembra? O pensamento lá tem os aspectos racionais e tem os aspectos afetivos. Tanto que quando o Emmanuel vai falar sobre os departamentos da mente, tem o departamento da vontade, o departamento do desejo, o departamento da imaginação, o departamento da memória. São coisas diferentes. Então, verdadeiramente, é isso mesmo. O desejo é o motor do barco, a vontade é o leme. Ela direciona, né? É, ela direciona. A alavanca da vontade. Então, você estava explicando que desejo é diferente de cobiça. Quando que fica ruim? Assim, eu desejo e ele vira cobiça.
Exatamente. Exatamente. Então, isso é que é interessante. Então, chegou na cobiça, o desejo adoeceu. Está tudo bem com o desejo? Você tem que desejar. Você tem que desejar. Desejo é a energia psíquica. É a energia criadora da vida. Mas, se ela adoece, ela vira cobiça. E qual que é o problema da cobiça? O problema da cobiça é que você não quer mais ser você, você quer ser o outro. Agora, eu te pergunto, Eleonora, você acha que a veneranda quer ser Emmanuel? Certo que não, né? Absolutamente não. Você acha que o Emmanuel quer ser Bezerra de Menezes?
Nunca. Veja. Não é interessante? Você acha que o Claríncio, o ministro Claríncio, quer ser a veneranda? Não. Eu posso desejar ter o padrão evolutivo da veneranda. Aí é outra coisa. Mas, quando eu alcançar o padrão evolutivo da veneranda, eu vou continuar sendo o Aroubo. Eu não vou me tornar a veneranda. Isso é muito bonito, né? Isso é muito bonito, porque cada um de nós vai ser um. Exatamente como é. Não é? Então, você vê lá Jesus com Abigail do lado do coração, Estevão do lado direito recebendo Paulo. Paulo continua Paulo, Estevão continua Estevão, Abigail continua Abigail.
E agora estão ao lado do Cristo, no mesmo patamar evolutivo. Percebeu? Cada um mantendo, porque Deus não dá cópias. Deus não dá cópias. Unidade, comunhão, não é uniformidade. O problema da cobiça é que, não é? O problema da cobiça não é que eu quero apenas o que é do outro. Eu deixo de ser eu porque eu quero ser o outro. E Deus quer que nós sejamos a nossa melhor versão. Deus quer que você seja a melhor Eleonora, quer que você seja uma Eleonora pura. Mas que você nunca deixe de ser Eleonora. Porque se a Eleonora quiser imitar Emmanuel, vai ser ridículo.
Ridículo. E eu acho que é isso que a gente está precisando ouvir, né? É. Ouvir, acreditar e ter a certeza que cada um é especial como é. É importante como é. A Sandra Morim está brincando. Não tem CTRL-C, CTRL-V em Deus. Deus não faz CTRL-C, CTRL-V. Você é o único. Então, Simão Pedro é Simão Pedro, João Evangelista é João Evangelista, Paula é Paula. E cada apóstolo um, né? Para mostrar… Então, o problema da cobiça é que eu acho… Ai, eu quero a vida dessa pessoa, eu quero ter o que ela tem, eu quero ser ela, eu quero escolher…
Então, pronto, você deixou de ser você. Você abriu mão da sua jornada para ser um imitador. O problema de quem cobiça o que é do outro é que ele se torna um imitador. Isso é que é ruim. Interessante. E a gente fica pensando em Paulo, né? A forma como ele é e que a gente imagina, né? Tão sério, com as palavras tão precisas. E a gente imagina João, né? Exato. Todo o carinho, todo o amor, o queridinho. E aí a gente pensa que cada um é um. Cada um é um. Cada um vai manter… Vai manter… Sua beleza. Sua beleza. Né, Helena?
Cada um vai manter a sua beleza. Sua individualidade. Individualidade. Sua individualidade. Agora, nós vamos adquirir as mesmas virtudes, os mesmos padrões morais, a mesma compreensão da vida, mas a individualidade não vai ser igual nunca. Não é? Você já sentiu a diferença dessas dúvidas? Então, isso é… Não, a outra também, filho. A de baixo. É confortador, né, Eleonora? É confortador. Principalmente nesses dias atuais que as pessoas sonham em ser tão iguais, né? Exato. Essa importância da individualidade, né, de ser um…
Isso. A individualidade. Sobre a cobiça, eu lembrei, é daquela história que você sempre conta, daquela família que brigavam por uma terra, né, a cerca. Então, um colocava a cerca pra cá, aí passava outra geração, então o outro colocava a cerca pra lá, até que no fim um nasce filho do outro e não querem mais falar sobre a cerca. É mais ou menos isso, né? E é uma coisa curiosa, né, Eleonora? Porque, assim, eu vejo uma situação do outro e vejo como que a vida do outro está progredindo, como que a vida do outro está se desenrolando, e eu olho aquilo de fora e acredito que tudo aquilo ali é bom pra mim.
Por quê? Porque eu perdi meu endereço. Eu já não sei quem eu sou. E quando eu tomo consciência de quem eu sou, hoje a gente vai ficando mais maduro, hoje eu olho essa situação e falo, gente, isso não é pra mim. Olha aí. Ou isso não é mais pra mim. Já amadureci. Já foi, foi bom, não é mais pra mim. Aquilo ali, jamais, não quero isso jamais pra mim. Mas, pro outro, pode ser extremamente adequado pro que ele tem que adquirir, pro que ele tem que passar, pras coisas que ele tem que experimentar, pros valores que ele precisa adquirir, valores internos, porque nós temos que levar isso em conta.
Então, não cobiçar o que é do outro tem a ver com isso. Então, aqui a gente vê uma coisa que é curiosa, não é? É muito curiosa. Foi até citado aqui. A questão do rei Davi. O rei Davi se complicou, o rei Davi quase, de certo modo, comprometeu uma encarnação tão fantástica, porque ele tinha um amigo, que era o general dele, e ele começa a cobiçar e se envolver com a esposa desse amigo. Então, o que a gente percebe aí? Não é o desejo, ele não soube educar o desejo. Ele deixou o desejo dele tomar conta dele. Ele deixou o desejo bruto.
Porque desejar, até poderia desejar, mas aí precisava educar esse desejo, precisava lapidar esse desejo, para que ele não comprometesse todos os seus valores. Então, esse desejo tomou tanto conta dele, que ele abriu mão dos próprios valores, para deixar que esse desejo se manifestasse. Olha isso, não é? Então, é impressionante isso, não é? Bem que a Patrícia comentou aqui, né? Desejo sem controle é cobiça. É, sem controle e direcionado para o que é do outro, né? Porque eu posso ter um desejo sem controle, direcionado para as coisas que são minhas, aí é filho pródigo.
Eu não estou desejando o que é do outro, mas eu viro um dilapidador, né? Eu viro um pródigo. Eu exagero, eu passo da conta. Mas, quando o desejo é exagerado, e ele se volta para o que é do outro, aí vira cobiça. Vira o que é cobiça. E eu não acho que… A Flávia está falando assim, será que está diretamente relacionada ao egoísmo? Acho que não, Flávia. Eu acho que está relacionada a uma perda de identidade. O egoísta é o que não sabe dividir. O egoísta não tem reciprocidade. Ele só quer receber. Não é? A pessoa que cobiça o que é do outro, no fundo, é uma pessoa extremamente insegura, né?
Ela não sabe quem ela é e ela não sabe o que desejar. E essa situação dela estar perdida, quanto ao próprio desejo, leva ela a alimentar sentimentos muito… difíceis em relação ao outro. E entra num processo de comparação que não tem fim. Isso que é interessante, né? Percebe? Porque, às vezes, a cobiça está presente em pessoas que já têm muito. Ela já tem muita coisa, mas ela quer ainda o que é seu. Além de tudo o que ela já tem, que é muito, ela ainda quer o que é seu. Agora tem uma paradinha. Oi? Agora voltou. Porque esse é um ponto.
Quando a gente fala em cobiça, Leonardo, a gente pensa que é uma pessoa que não tem nada e está cobiçando o que é do outro. Não! Às vezes, a pessoa tem mais do que tudo, mas ela quer o que é seu. Impressionante, né? Impressionante. Ou seja, ela tem, às vezes, 10 mil vezes mais do que você tem. Ela só não tem uma coisinha que você tem. Aí ela cobiça isso. Ela quer isso. Tem Davi que você deu o exemplo. É. E faz de tudo para te tirar isso. Porque é o que Natan fala com Davi. Você é um rei. Você tem tudo. A única coisa que seu amigo tinha, a única coisa que ele tinha, era a esposa dele.
E aí você ia lá e você quis exatamente isso. Aí são as dívidas que a gente contrai, né? É interessante. Depois vai um tempo para conseguir se readequar com essa lei. Muito bem. Acho que ficou bom, né? Isso. Já está passando, né? Acho que chegamos no… Semana que vem, então, a gente volta para o tabernáculo. E temos aquele texto ainda que a gente ficou de ler, o Educa, né? Somos Templo. Aquele ainda está na fila que… que você citou que nós íamos ler, né? Então, semana que vem, a gente… Aí, semana que vem, a gente volta para o…
A gente retoma o tema. Para o tabernáculo e… e retoma. Templo. Gente, agradecemos a presença de todos. Mais uma sexta-feira. Semana que vem estaremos com o time completo. Acho que o Aruldo deu uma… deu uma quedinha ali. A internet está bem lisinha aqui. Voltamos, né? Então, agradecemos a presença de todos. Eu estava falando que semana que vem estaremos com o time completo. E aí, semana que vem, retomamos o tema da comunhão, né? Com o tabernáculo. Exatamente. Gente, um ótimo final de semana. Fiquem com Deus. Oi, Leonor.
Um abraço. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Um abraço para todos. Eu quero ser o que sou Quero ser e ser sempre melhor Quero ser e saber onde vou Quero ser e chegar ao amor Quero ser Quero ser Quero ser Quero ser Quero ser Quero ser e seguir o farol Quero ser pura transformação Quero ser bela e sada ao sol Quero ser nova embarcação Quero ser e contar com você Quero ser e cantar com você Quero ser e ser sempre com você Quero ser sempre ser pra você Quero ser Quero ser Quero ser e contar com você Quero ser e cantar com você Quero ser e ser sempre com você Quero ser sempre ser pra você Quero ser Quero ser Quero ser Quero ser Quero ser Quero ser
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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