Neste 25º episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no livro de Êxodo, abordando um dos mandamentos mais desafiadores e, aparentemente, simples: “Não roubarás”.
O que é estudado neste episódio
- O mandamento “Não Roubarás” (Êxodo): A análise do mandamento vai além do sentido literal de roubo material, estendendo-se para aspectos mais sutis e complexos da vida contemporânea.
- A relação com o próximo como aferidor da ligação com Deus: Haroldo enfatiza que a nossa religiosidade e vínculo com Deus são aferidos na qualidade de nossas relações com o próximo.
- A adoração a Deus e a transformação do ser: É discutido como o amor a Deus nos diviniza, transformando-nos à medida que nos assemelhamos àquilo que amamos. A adoração é vista como um caminho para o amor, uma prioridade que nos move em direção à divindade.
- O roubo sutil de ideias e propriedades intelectuais: A discussão se expande para o roubo de patentes, plágio e a apropriação indevida de ideias, mostrando como o mandamento se aplica em um contexto moderno.
- O roubo por necessidade e angústia: É apresentada a reflexão sobre como, na dor e no sofrimento, podemos “roubar” sem perceber, como no exemplo da senhora que exigiu um passe de Chico Xavier.
- A reciprocidade nas relações: Através das metáforas da nuvem de gafanhotos e do enxame de abelhas, e da comparação entre o Mar da Galileia e o Mar Morto, Haroldo ilustra a importância da reciprocidade e da generosidade, não apenas em termos quantitativos, mas qualitativos.
- O perigo de roubar a posição de juiz de Deus: A usurpação do papel divino de julgar o próximo é identificada como um “roubo” que gera processos de ódio e vingança, causando mais sofrimento do que o mal original.
- A resistência não violenta e a cooperação: Exemplos como Gandhi e Martin Luther King são citados para demonstrar que é possível resistir e defender o bem sem violência, através da cooperação e do compartilhamento.
- O “empréstimo compulsório” e a intercessão superior: A ideia de que existem intercessões superiores que nos auxiliam, assumindo “dívidas” em nosso lugar, é apresentada como uma forma de cooperação divina.
Reflexões
- A verdadeira adoração a Deus se manifesta na qualidade de nossas relações com o próximo, pois é no amor ao semelhante que se reflete o amor ao Criador.
- O mandamento “Não roubarás” transcende o aspecto material, abrangendo o roubo de ideias, tempo, esperança e até mesmo a usurpação do papel de juiz divino, gerando complexos processos de sofrimento.
- A reciprocidade e a generosidade, tanto no dar quanto no receber, são essenciais para a harmonia das relações, e a ausência delas pode ser considerada uma forma sutil de “roubo” em diversos contextos da vida.
Ler transcrição do episódio
Como falas tu comigo, sendo eu samaritana Te revelas, meu amigo, justo eu Mulher insana, ó Galileu Junto ao poço busco águas E me trazes água viva Tu me compreendes, no inconsciente Tenho sede na alma vencida Com teus olhos me divisas E me livras da armadilha Onde os homens, os maridos Os altares deste mundo, ó Galileu Junto ao poço busco águas E me trazes água viva Tu me compreendes, no inconsciente Tenho sede na alma vencida Se soubesses quem te pede de beber Buscarias água pura Estou plena, estou viva Siloe, já não sacia Me buscaste no mais fundo do meu ser Eu te encontro, ó Galileu Tua presença me conforta És verdade que liberta Levarei teu cántaro Eu direi aos ávidos Já habita em nós o Messias Se soubesses quem te pede de beber Buscarias água pura Que broca o espírito Estou plena, estou viva Siloe, já não sacia Me buscaste no mais fundo do meu ser Eu te encontro, ó Galileu Tua presença me conforta És verdade que liberta Levarei teu cántaro Eu direi aos ávidos Já habita em nós o Messias Levarei teu cántaro Eu direi aos ávidos Junto ao poço eu te encontrei Ó Galileu Junto ao poço eu te encontrei Junto ao poço eu te encontrei Junto ao poço eu te encontrei Ó Galileu Ó Galileu Junto ao poço eu te encontrei Ó Galileu Eu te encontrei Anjo, Eleonora Ó, pra relembrar o estudo passado, né?
Trazer à tona aí a história da Samaritana, ali do Poço Um pouquinho do que a gente falou na semana passada E a música do Tim, da Tim, do Gladstone, né? Cantada aí por Tim e Vanessa Que tá lá na plataforma Espiritismo. tv Linda a música Ó, maravilha, viu? Boa tarde a todos os amigos que estão conosco Mais um estudo de êxodo O nosso estudo de número 25 hoje Número bonito, né? Nossa, ainda tá passando O pessoal entra bem cedinho A hora que o Júlio posta lá, meio dia O pessoal já tá dando boa tarde Aguardando o estudo Pra quem tá chegando a primeira vez É sempre às sextas-feiras, às 14h Estudo de êxodo à luz da doutrina espírita Todos bem-vindos Obrigada por abrirem as telinhas em suas casas Em seus trabalhos, onde vocês estiverem, né?
Estamos juntos Toda semana tem alguém que fala aqui, né? Muito contente por estar aqui É a primeira vez que consigo participar online Do Uruguai, Arudo Rivera, do Uruguai Poxa vida Sempre tem alguém que fala Que é a primeira vez que tá conseguindo participar com a gente E é interessante, né, Arudo? Que não é só o conteúdo, né? Essa coisa da hora que acontece Do ao vivo, de estar aqui nesse momento Tem todo um clima gostoso, né? Tem todo um clima, exatamente A gente adora, né? É muito gostoso receber aqui os comentários Ver os nomezinhos aqui Daqueles amigos que sempre estão com a gente Daqueles novos que chegam A gente fica muito feliz Porque é sinal de que o estudo Tá tendo boa repercussão interior As pessoas estão conseguindo aí Colher frutos, né, Arudo?
Daí desses estudos De tantos textos que passaram ao largo do nosso conhecimento Durante tanto tempo É tão bacana Quando a gente começou o ser, né? A gente falava disso tudo, né, Arudo? E era um desafio, né? Vamos começar a falar do Antigo Testamento E tal, e agora aqui Agora tá mais tranquilo Todo mundo tá mais receptivo Pra falar sobre isso É outro tempo É isso mesmo Eu falava já há um tempo Essas músicas de Tim e Vanessa Quando você surgiu aí Estudando o Evangelho Com a tradução E que eram sementes já plantadas, né?
Que quando o conhecimento do estudo chegassem Até essas canções seriam melhor compreendidas E isso tá acontecendo hoje, né? Quando a gente escuta essa música Que fala do cântaro Que se refere à mulher samaritana De posse desses estudos do Antigo Testamento Do Novo Testamento Como é que a canção ganha vida, né, Arudo? Quanto é que ela ganha significado, ressignifica E ela dá novos frutos A gente percebe outras cores Na arte, nas canções, nas coisas A música Aurora Também, com aquele conteúdo tão profundo E tal E a gente aqui com esse estudo Que não é uma coisa só intelectual Quanto é que isso engrandece o nosso sentimento Exatamente Até porque o Gladisson É um poeta, uma exegeta Intérprete, né?
Eu falo que Aqui que a gente brinca aqui Na nossa interpretação A gente tem que tomar cuidado para não atrapalhar as coisas, né? E o Gladisson tem esse olhado à poesia Ele olha ali e vê essas belezas Essas sutilezas Que às vezes o tecnicismo atrapalha Interpretação tecnicista, dura É no fundo aquilo que Aquela passagem da conversa de Jesus com Nicodemus Está no Boa Nova E Jesus fala com Tiago assim Até tu, Tiago Tens raciocinado Mas não tens sentido No texto É sentir o texto Eu acho que isso é que é importante A gente sentir E sentir o ensino naquele momento Naquele contexto E fazer um esforço para senti-lo hoje Na nossa realidade, no nosso contexto Que mudou Hoje não tem mais poço Não tem essas coisas Isso tudo virou um O Honório gostava de dizer Uma embalagem Para que a essência pudesse chegar até nós Então a gente tem que abrir esse presente Esses laços, esse papel de presente Para que a gente possa Acessar as palavras de vida eterna Maravilhoso Ocultas No texto de Emmanuel Você falava muito isso também Eu guardei e falo com as pessoas Esses textos de Emmanuel Dos comentários que ele tem Da série Fonte Viva O quanto que o estudo do Antigo Testamento Nos faz Ver que estavam escritos coisas lá A mais do que a gente pensava que estavam escritas Exatamente, exatamente Exatamente É como hoje, né Hoje nós vamos entrar É O mandamento que parece ser simples Esse parece É desses que eu tenho mais medo, né Aqueles que a gente acha que entende todo Esses são os mais desafiadores O mandamento hoje é o Não roubar armas Não roubar armas É o grande ponto O que é teu e o que é do outro Vamos imaginar aqui no tempo de Moisés Nós estamos falando de ovelhas, cabelos, bodes, tendas Tecidos Rebanho Terra Nós estamos falando dessas coisas concretas Mas, o tempo passou, né Então, primeiro E a gente não conseguiu nem viver ainda esse Nem esse concreto Não conseguiu ainda Então, o mandamento Veja Mais uma vez Trazendo concretude à relação com o próximo Concretude à relação com o próximo A nossa religiosidade O nosso vínculo com Deus É aferido Em nossa relação com o próximo Esse é o ponto É na relação com o outro Que eu sou aferido Na minha ligação com Deus Por quê?
Porque Deus não precisa de adoradores É difícil, né A gente acha que Deus precisa da gente Seria porque, Haroldo Essa lei Esse mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas Se confunde com essa adoração O que acontece, Júlio? O mandamento do amor Da adoração Ele tem um sentido mais profundo Porque você se transforma naquilo que você ama Isso é nítido É Quando o espírito ama a Deus sobre todas as coisas Ele se transforma num ser divino Acho que deu uma trancadinha Já volto Vai dar tempo de a gente se tornar um ser divino enquanto isso Deu pra todo mundo imaginar a Assembleia dos Cristos No Evolução em Dois Mundos, André Luiz diz assim Inteligências divinas A eles agregadas A eles agregadas Em processo de comunhão indescritível Olha isso O amor a Deus nos diviniza, nos torna divinos Porque eu começo a me assemelhar àquilo que eu amo Interessante, né E a diferença do que ama para o que adora, Haroldo?
A adoração, Júlio Ela faz parte do conjunto de luzes do amor Porque o adorar Aqui é aquele sentido de Dar valor, valorizar Colocar como foco, estabelecer como prioridade Se eu coloco Deus como prioridade Se eu lhe dou o valor absoluto, o valor máximo Essa adoração Eu começo a caminhar em direção ao amor E aí Eu me torno aquilo que eu amo Onde estiver o vosso tesouro Aí estará o vosso coração Aí, voltando ao que você estava falando, que Deus Então, assim Quando nós fomos criados Deus já existia Aeternamente Nós tivemos princípio, Deus não E quando nós fomos criados Já havia os cocriadores, os Cristos Em total comunhão com Deus A existência de Deus não vai ser abalada porque o Júlio adora ou não adora Ama ou não ama a Deus Mas, na verdade A estabilidade do Júlio Nas suas relações consigo mesmo E com os outros Depende dessa relação com Deus Porque ela é o alicerce Então, é interessante isso, não é?
Que a gente vai percebendo Eu não preciso Ficar demonstrando a Deus Isso é interessante, não é? Jesus usa isso lá no sermão do monte Ele fala assim Quando estiver oferecendo a oferta, o sacrifício O sacrifício Está lá para Deus Então, fica parecendo que é Sua relação com Deus Você está ali oferecendo um sacrifício Está adorando Se tiver alguma coisa Se o teu próximo tiver alguma coisa contra você Para a oferta Isso é Jesus que diz Deixa lá a oferta Vai lá reconciliar com o teu próximo Depois, você vem oferecer Porque é o seguinte Deus não tem pressa nenhuma a receber a tua oferta Não é?
Ele tem pressa Na Na nossa cura Na cura das nossas relações É isso Então, esse mandamento aqui do Robá Me lembrei aqui, Haroldo Só um minuto Me lembrei de uma fala do pastor Henrique Witts Que fala assim Deus não Pergunta Você tem que dar o dízimo na igreja? Na minha igreja? Ele fala Porque Deus não está querendo Essa é os 10% Ele está querendo que você tenha um coração generoso Então, a A pressa dele Não é que eu dê o Que eu doe Mas que eu tenha um coração generoso Essa generosidade Então, é que o não roubar Vamos lá no concreto Hoje Vamos pensar hoje Quando Alguém Dá a entrada Num projeto Uma patente Uma patente Num projeto Às vezes, é um desenho De um equipamento De uma peça Para proteger A propriedade intelectual Quando nós Por exemplo, aqui no SEJA Publicamos vários livros Você faz um registro ISBN O registro Do livro Da propriedade intelectual do livro Aquele livro ali Com aquelas palavras Com aquele jeito de dizer Com aquela diagramação Daquele jeito que foi entregue É Então, se hoje Nas nossas relações É isso A Sirlena está lembrando Teste psicológico patenteado Isso é É tocável É tangível isso?
Não, não é? Não é tangível, não é? Uma patente é tangível? Não é tangível No entanto, é uma propriedade E, se eu me aproprio disso Eu estou roubando Olha Não é interessante? Hoje, quando você vai escrever um artigo Vai escrever uma dissertação Uma tese Existem programas Que Você Submete o seu texto O programa roda aquele texto E identifica plágio Você pode dizer as mesmas ideias Mas, você tem que dizer do seu jeito Você não pode Está vendo como é que vai? Sofisticando, não é? Antes, você não podia roubar ovelha Não, você não pode roubar ovelha Hoje Século XXI Você não pode roubar o jeito do outro dizer Se o Júlio disse de um jeito Eu não posso plagiar Plágio é um roubo, não é?
Eu estou roubando o jeito do outro dizer Não é? Olha que interessante E, na verdade, esse mandamento Ele parecia simples Como você abriu E falou Quando falava das coisas As materiais, não é? Quando você começou lá Uma ovelha Uma propriedade Coisas que todo mundo vê E, com o evoluir humano Esse roubar fica mais sutil Até as ideias, agora Como a gente tem conversado Fica mais sutil Agora, olha que interessante Ao mesmo tempo Isso é bonito Ao mesmo tempo Que a moral bíblica Pede para a gente compartilhar Ela não obriga Eu não posso forçar o outro a compartilhar Você chamou o Júlio Vamos compartilhar esse café aí Me dá?
Não, não Compartilhar tem que ser espontâneo Tem que partir do Júlio Veja como que é Olha a sutileza Agora, você imagina Se é plágio Que é o tipo de furto, de roubo Eu pegar do outro O jeito dele dizer algo Se é um furto, um roubo Um projeto do outro Que nem executado foi Uma ideia de execução de algo A gente começa A ir mais longe Ora, será que não tem outras propriedades mais sutis? Entende? Então, nós temos uma cena que é tocante Tocante Porque, às vezes, na nossa dor Olha isso Muita atenção agora Isso aqui é importante Às vezes Na nossa dor Na nossa angústia No nosso sofrimento A gente rouba sem perceber Certa vez Uma senhora entrou no grupo Do Chico Ela queria tomar um passe E o Chico estava Aplicando passes em centenas de outras pessoas E ela não conseguiu E ela foi ficando angustiada Angustiada Quando ela encontrou o Chico Ela deu um tapo no rosto do Chico E falou Seu sem vergonha Entra agora naquela cabine E me dá um passe E, assim, né O Chico Perdeu completamente O alicerce O piso de segurança dele E, aí, o Emmanuel apareceu Ele falou assim Mentalmente Conversou com o Emmanuel Emmanuel Eu não tenho condição de atender essa senhora Eu não tenho a menor condição Você não acha que eu tenho razão?
Ele falou assim Você tem razão, Chico Razão você tem Mas ela tem a necessidade Você tem razão Você está certo É um negócio Surreal, né O Emmanuel deve ter falado assim Surreal, Chico A nossa irmã está Está sofrendo muito, né Está sofrendo muito Então Ela roubou um passe do Chico Ela não recebeu Ela roubou Na dor Na angústia dela No sofrimento dela Foi tomada Pela imediatismo, né E, ao invés de esperar receber Ela roubou Então, veja Nós não estamos falando aqui só de economia Nós não estamos falando aqui de sistema Sistema econômico Está assim 200 anos luz além disso Tem isso, mas está muito além disso Eu ia falar Eu ia falar entre o roubar E o doar, né Que foi o que você disse ali Eu roubo quando eu não tenho O consenso do outro Ah, sim Nessa situação, né Porque aí o outro poderia Já está implícito no verbo, né Está implícito no verbo E o roubo, ele Uma das características do roubo É não ter o consentimento De quem está perdendo algo, né Mas nesse exemplo Não seria empréstimo Seria de uma ponte, seria, né Mas esse exemplo O do passe, né Ela foi lá e roubou Mas o irmão não disse doa Doa o passe, ela precisa Sim, mas você imagina Imagina que se ela tivesse pedido Se ela tivesse guardado Ela teria recebido algo Muito mais leve para o Chico Do Chico, né Algo muito mais leve Muito mais suave, né Então, ali o Chico Doou na renúncia, no sacrifício Interessante, né Interessante Aí, Eleonora Vem uma reflexão agora Para mim, para mim, para mim Cada um faz a sua, né Eu não posso refletir pelos outros Eu fico pensando Quantas pessoas estão renunciando A meu favor Para que eu possa Manter minha estabilidade Minha alegria A minha harmonia Quantas pessoas estão se sacrificando Isso significa O quanto eu peso nas relações Olha que interessante Percebe?
Porque aqui eu estou em uma outra ordem Eu não estou falando de fraternidade e solidariedade Porque fraternidade, solidariedade Cooperação, comunhão É leve, é na alegria Sacrifício, não Sacrifício significa Alguém está sendo pesado Alguém está pesado de carregar É para comentar É para comentar Eu acho que nesse momento todos, né Todos estão se sentindo pesados E todos estão se sentindo Mas, está certo É assim mesmo, né A gente, durante um tempo da evolução A gente é pesado Depois a gente fica leve Depois é a nossa vez Depois é a nossa vez Mas, são questões para a gente poder Eu vou Eu vou entrar em mais coisas ainda, né Vou entrar em mais coisas ainda Que é O valor da reciprocidade Então, vamos lá Eu queria chamar aqui uma figura Para ajudar a gente a entender isso Porque eu quero dizer isso de uma maneira leve Bem leve, bem Eu queria que todo mundo pensasse Numa nuvem de gafanhotos E numa nuvem, num enxame de abelha Sem ser humano, né Abelha picando os outros Não, pelo amor de Deus Um enxame de abelha O que ele faz?
Ele vai lá nas flores Suga o néctar E o que a abelha dá em troca? Em regime de reciprocidade Ela poliniza Ela ajuda a flor a se reproduzir Faz sentido? E o gafanhoto? Vocês lembram da nuvem de gafanhotos Que entrou no Rio Grande do Sul? O que a nuvem de gafanhotos faz? O que a nuvem de gafanhotos faz? Ela vem A nuvem de gafanhotos Ela só usufrui Quando a nuvem passa Não fica nada Por quê? Isso come toda a plantação Porque eles são predadores Eles só recebem Recebem? Só recebem O gafanhoto é assim É da natureza do gafanhoto Ele só consome, ele não devolve Os sábios de Israel Eles têm uma parábola para isso Eles falam Qual a diferença entre o mar da Galileia e o mar morto?
O mar da Galileia recebe as águas Das geleiras das montanhas ao redor Das colinas de Golã e outras Recebe a água E entrega para o rio Jordão E o mar morto? Ele só recebe Olha só Ai, Haroldo, mas É E se eu não posso dar muito? Mas a questão não é quantitativa, é qualitativa É tanto que a maior oferta Foi o óbulo da Viúva Porque a questão aqui é qualitativa Não é quanto você dá É o tamanho da sua generosidade Olha isso Interessante, não é? Então, é o mandamento É o mandamento E às vezes Às vezes a gente quer chegar Só usufruir sem deixar nada Nenhuma palavra de Nenhuma palavra de gratidão Não há reciprocidade Aí eu estou ferindo o mandamento Agora ficou mais complicado ainda, não é?
Agora a gente está pensando Se nós somos os grafanhotos Ou quando a gente é abelha Os dois um pouquinho, não é? Sim Às vezes a gente se compara E nós, espíritas, temos que pensar isso, não é? Temos que pensar Quantas instituições estão fechando a míngua? Porque falta reciprocidade Interessante, não é? Eu vou dar um exemplo Eu não quero É só um exemplo, tá, gente? Esquece Eu não quero que fixa na pessoa, não Eu quero só na ideia, tá? Eu conheço uma pessoa que é muito próxima a mim Não é? Ano passado ele fez 98 lives espíritas Fora Fora A programação fixa Então, ao todo deram 168 lives espíritas no total De uma hora cada Aí tinha pessoas que entravam e postavam assim Uai, você abandonou o espiritismo?
É sério? A gente refletia, não é? Então, eu fiquei Pensando nisso, não é? E aí é aquela história Porque a gente sempre acha que é o outro que está roubando Não é? Não é? Porque é bom a gente colocar a culpa em alguém O Júlio que gosta de brincar Eu aprendi isso com o Júlio, não é? O Júlio um dia chegou e falou assim A culpa é minha, eu ponho ela em quem eu quiser Não é? É isso, não é? É bom eu colocar a culpa no outro É o outro que está roubando É o político que está roubando É o outro que é culpado Eu nunca estou roubando, será?
Será? Não é? Então A nossa reflexão É para a gente Eu gostava, tinha uma O Júlio lembra disso, não é? Tem um livrinho da União Espírita Brasileira O Honório que ajudou a elaborar Bem pequenininho de interpretação do Evangelho Não é, Júlio? Era pequenininho Assim E aí, tinha lá Um dos passos da interpretação do Evangelho Situar-se na mensagem Para exemplificá-la Bonitinho Eu adorava ele Situar-se na mensagem Para exemplificá-la Ou seja Nós estamos aqui Para falar da gente Não do outro Não do outro O outro vai se ver Com a lei de causa e efeito A lei divina Vai corrigir ele Não sou eu, é a lei divina Não é?
Então, nós temos que nos situar Então, hoje eu fico Fico pensando Quando o Júlio Foi falar um negócio do C do projeto do Óbito da Viúva E a gente conversou muito Reciprocidade É É reciprocidade É É delicado, né? Isso não é, né? O Haroldo já falou, vou repetir Nós não estamos apontando o dedo, né? É uma auto-reflexão Por quê? Porque é muito comum nós cairmos nisso, né? É muito comum No âmbito, por exemplo Familiar Nossa mãe Nossa É um assalto, né? É um assalto Porque É o tempo todo Muitas vezes Até a gente aprender, porque também é isso, né?
Haroldo É o aprendizado Quando a gente faz a auto-análise Autoconhecimento Autoconhecimento Reconhece que Quando eu aponto outro A gente geralmente como a passagem de Jesus Nos ensina Aquele que estiver se pecado Atira a primeira pedra Geralmente a gente não está tão assim Livre daquelas circunstâncias A gente não está tão assim Totalmente Então é muito importante Essa questão da observação do não roubar, num âmbito mais sutil do que eu fui lá e peguei uma coisa de alguém, fui lá e fiz isso daquela pessoa e tal. É isso que você tá dizendo, às vezes a gente não repara o quanto a gente rouba do outro, determinadas questões, em determinadas situações, e é bem bacana a gente refletir sobre isso pra nossa melhoria, até porque, Haroldo, pra gente perdoar às vezes o outro quando ele nos rouba, é preciso que a gente compreenda isso, sabe?
Quando a gente sofre com aquilo, se eu não aprendo isso, eu não consigo entender o outro fazendo isso, eu não aprendo, eu não aprendo a olhar pra ele com o carinho que eu me olho fazendo isso, não é? Porque uma vez eu, minha mãe sempre me ajudou muito, aí uma pessoa questionou, mas sua mãe, porque você, mas ela é minha mãe, gente, ela é minha mãe. Da minha parte, não pode haver, mas da parte dela, existe toda a doação que ela quer fazer. Julia, que engraçado isso, né? Minha mãe fez uma cirurgia agora, tem 20 dias, né?
Ela viu um rompimento dos tendões total do ombro esquerdo, né? E aí ela ficou completamente imobilizada, e eu fui acompanhá-la no hospital, peguei, levei, fiquei lá com ela, né? E aí, rapaz, pela primeira vez, uma cena engraçada, que eu tinha que colocar comida na boca dela, né? E ela ficou constrangida com isso, rapaz, mas ela ficava, a hora que eu colocava, ela, nossa, é ruim depender assim, né, meu filho? Uma senhora já põe comida na minha boca, e ela ficou, mas ela tava sem lugar, sem lugar, e comia, eu falei, não, pode comer à vontade, mãe, come, ah, mas, não, tá incomodando nada, pra mim tá bom, olha, tirei o dia pra ficar com a senhora, eu não vou alugar nenhum, eu tô aqui, a senhora comendo ou não, eu vou ficar aqui olhando pra você a tarde inteira.
Um dia só, né, retribuindo anos. Mas eu percebi, né? Mas o que que é bonitinho, né? O bonito disso, você vê a pessoa que já assimilou a reciprocidade, a pessoa tá tão acostumada a doar, ela já tá tão, o que que eu posso fazer, o que que eu, que às vezes ela acha, né, ela acha um pouco estranho, tá recebendo alguém ali, doando, né, exatamente, a mãe. O Emmanuel fala assim no capítulo, não furtar, diz a lei, não furtarás, sim, não furtarás o dinheiro, nem a fazenda, nem a veste, nem a posse dos semelhantes, contudo, existem outros bens que desaparecem, subtraídos pelo assalto da agressividade invisível, que passa, impune, diante dos tribunais articulados na terra.
E ele segue, né? Mas é uma lição, assim, né? É disso que a gente tá falando, né? Um pouco disso aí. É disso aí, né? E você falou da lei, né? É preciso, porém, não furtarás, estatua e o preceito divino. É preciso, porém, não furtar nem os recursos do corpo, nem os bens da alma, pois que a consequência de todo furto é prevista na lei. Devolver. Devolver, né? E aí você começa a ampliar, né? Porque os tribunais aqui da terra estão estruturados para o furto e pro roubo patrimonial. E o afeto, a esperança, o tempo do outro?
Interessante, não é? Então, é isso aí. E aí você viu que ele passa as forças invisíveis, são assim, né? Saem depredando tudo. Então, eu acho importante, nós temos que incorporar algo em nós. Incorporar. Se eu estou recebendo, o que que eu posso dar? O que eu posso? Posso dar um sorriso em retribuição? Eu posso manifestar um gesto de gratidão e reconhecimento? Posso dar? Eu posso ajudar? Se é um projeto, eu posso ajudar? De alguma forma? Não, eu não posso, eu não tenho recurso. Eu posso ajudar com a palavra, com o incentivo?
Com as orações? Eu vou fazer uma oração para esse projeto aqui, porque eu não posso doar, nesse momento eu estou na dificuldade, eu não posso doar nada material, mas eu posso doar minha prece, eu posso vibrar, eu vou pedir reciprocidade. Porque senão, a gente sempre conversou isso, né, Júlio? O Júlio Loura, também. Em trabalho espiritual, a pessoa vem como consumidor, concorda e defende o consumidor, ele acha que se aplica. Olha isso, a pessoa está recebendo uma doação e ela vem exigindo. Muito bom isso, enquanto você falava, eu lembrei que uma vez eu li alguma coisa assim, e quando a gente faz o cursinho para explanação do evangelho, e no centro espírita, quando a gente vai conversar com as pessoas que querem fazer explanação e tudo, eu li essa frase e incorporei, que diz assim, quando alguém está explanando o evangelho, o trabalhador que está lá tem que estar vibrando pela pessoa, emitindo bons pensamentos para que ela consiga realmente passar e sustentando o trabalho.
E eu lembro que eu li em algum livro espírita e achei isso tão importante. A pessoa está lá e falando, às vezes, as primeiras vezes está até meio ansiosa, para ver se vai dar conta mesmo do recado, pela importância que é, e quem estiver escutando, que fique torcendo para que ela faça o seu melhor, e não o pior, como a gente vê muitas vezes, o contrário. Isso, isso. E tem contribuições que são tão generosas, gente, são tão generosas. Eu me lembro de uma vez, eu fui fazer uma palestra e citava uns dados de astronomia e disse que estava tudo errado, tudo errado, não.
Como é que estava errado? Você destruiu uns bilhões de estrelas. Eu disse, cara, você fica bêbado. Assim, uns 3 bilhões de sóis, mas em precisões, não é? Aí uma pessoa muito querida, mandou e falou, olha Haroldo, eu sou astrônomo, não é? Eu estudo astronomia, eu queria, olha, você não fica com raiva, toda cheia de dedos, pisando em ovos, não é? Eu estou te mandando isso aqui, só uns subsídios para você poder, quando você for citar, você está mais subsidiado, então aí eu mandei um e-mail agradecendo, olha que coisa maravilhosa, não é?
Eu quero te avisar que você acabou de acabar com metade… Não, não, não foi um erro grave, eu só destruí metade do universo. O universo é tão grande, não é? E deu trabalho até hoje, está quinhentos anos. O que deu não ia dar nem falta, não é? O que deu não ia dar nem falta, não é? Aí a pessoa mandou, olha, aqui tem uns subsídios para você precisar, mandou, falou, que bacana, não é? E você vai citar a cidade. Ele assistiu a palestra, e viu que ele podia contribuir. Olha isso. Não é? Porque ele poderia, ele poderia ter mandado um WhatsApp, por exemplo, ele podia…
WhatsApp não, ele podia ter postado no direct do Instagram, ou no Facebook, assim, você não sabe nada de astronomia, não é? Se fosse no Twitter, seria assim, você é um imbecil, um idiota, e o Twitter é mais quente, não é? Então, não, não fez isso. Ele não fez isso. Ele falou, ô, Haroldo, eu faço astronomia, aqui na UFMG, queria contribuir, tem alguns dados, eu estou te enviando aqui, só para você poder… Olha que bacana. Reciprocidade. Reciprocidade. Eu fiquei me lembrando agora, Haroldo, disso, quando Jesus é indagado ali, que eu citei agora, da mulher que é pega em adultério lá, e todos ali, todo mundo com o poleiro sujo, todo mundo, todo mundo estava, com a fralda cheia.
No entanto, Jesus, com uma delicadeza, não é? Com uma… Ele retribui como? Qual é a reciprocidade do Cristo aos seus alunos? E é legal, não é, Haroldo? Que ali estava uma assembleia de alunos, e ele era o mestre. E ele para ali, tal, tal, tal, e dá a lição. E eu acho que é legal isso, porque no estágio que a gente está, é natural que a gente vá vacilar nesses pontos, até porque os aspectos da injustiça soam muito alto dentro do coração da gente, sabe, Haroldo? A gente se sente muito lesado, a gente se sente roubado.
Eu queria até te perguntar sobre isso. Quando você se considera roubado, quando você se considera lesado, não é? E às vezes do outro não partiu nem a intenção, e aí a gente se sente roubado e começa a reagir com aquele outro, roubando-lhe também. Ou seja, atuando com ele dentro de uma reação que muitas vezes se assemelha àquilo que ele está criticando. Então eu fico pensando nisso, porque a palavra furtar, que eu fui pesquisar agora há pouco, é interessante. Não furtarás, né? E tem o furtar-se, extrapolando o sentido lógico do que nós estamos falando, que a gente também não deve se furtar a determinadas coisas.
Aí, Júlio, tem uma coisa bonita, porque existe tudo na vida, tem uma gradação. Então, assim, você não nasce com 40 anos, você não nasce já com estrutura. Você nasce um bebê, vai desenvolvendo. Então, a vida, a natureza, Emmanuel chama isso de, abre aspas, espírito de sequência da natureza. Tudo tem uma gradação. Nesse mandamento existe uma gradação da intenção. Então, claro, que a intenção que eu tinha ela determina a gravidade, a gravidade, claro. Só que aí, isso não me diz respeito, porque não sou eu que aplico a lei divina.
E, olha, Júlio, essa é uma lição que a gente aprende chorando muito, viu? Chorando muito. Não somos nós que aplicamos a lei divina. Quem aplica a lei divina é Deus. É Deus. E toda vez que eu roubo a posição sagrada de juiz do Criador, eu crio os complexos processos de ódio e vingança. É outro roubo. Foi até bom você ter falado isso. Nossa. Porque aí eu estou roubando o trono. Diante do trono. Diante do trono. E eu roubo o martelinho de Deus. Fazer justiça, né? Às vezes a pessoa me perguntou assim, você é juiz, você não julga as pessoas?
Eu nunca julguei ninguém, eu julgo o processo. Quem julga a pessoa é Deus. Eu só julgo o processo. Não julgo pessoa não, gente. Eu julgo o processo. É o processo. Pessoa não. Só tem um juiz. No universo. O que a gente percebe? Por exemplo, nos romances de Emmanuel, na série André Luiz, toda vez que o Espírito rouba a função de juiz de Deus, ele mergulha nos processos de vingança, obsessão e ódio, gerando mais sofrimento do que o mal que foi praticado contra ele. Percebeu? Então, era para ser um tapa na orelha, virou uma ferida grande, porque você foi vingar.
Então, esse é um ponto. Esse é um ponto. Hoje, nós temos que pensar assim. Você foi prudente? Você se protegeu? Porque agora tem outro ponto. Nós temos que corrigir a nossa distração. Nós temos que corrigir o foi sem querer. Foi sem querer não é algo de Espíritos centrados, serenos, conscientes da própria evolução. Nós que estamos buscando aprimoramento espiritual, nós temos que ter estado de presença, estar atento, atento ao outro, atento ao outro. Olha aqui, olha a sutileza. Então, vamos lá. Você se protegeu? Porque se você abre a sua casa e você se você é ingênuo, se você não tem a prudência da serpente, você vai ser envolvido por pessoas, às vezes, pessoas perversas.
Mas, você foi vigilante, você tomou todas as precauções, e, ainda assim, o outro conseguiu te ferir? Sim. Olha, foi permitido. Foi permitido. É para o seu bem. É para aprender, né? Seu Honório falava uma coisa, não sei se está dentro do contexto, me marcou muito, ele falava assim, olha, ninguém ninguém é capaz de te ofender. É você que se ofende com o que o outro disse. A questão, essa questão, não envolve, envolve muito você, se sentir ofendido. E eu marcava muito, porque daí nascem os melindres, daí nasce muita coisa, e processos muito complexos, porque a gente vai se sentindo ofendido, se sentindo ofendido, se sentindo ofendido é um pouco, não tem como conviver, porque todos ofendem, tudo ofende, tudo faz.
E aí eu passei a pensar sempre assim, eu tenho que voar um pouquinho mais alto do que as ofensas, eu tenho que alçar um voo mais alto do que esse lugar aonde circulam esses esses ataques, tentar sobrevoar um pouco mais alto, compreender que que nem sempre aquilo pode me atingir, mas não vai me derrubar, não é? Porque Paulo sofreu as tebatadas, não é Haroldo? Se a gente está falando um pouco disso… Então assim, não é só ofensa, às vezes tem perdas e danos, e traumas. E aí o que que acontece? Como é que eu vou dizer isso?
Tem que ter cuidado com as palavras. O mal não tem acesso livre ao universo. Sim. Se o mal acessou, se alguém quiser levar a sua túnica, dê também um manto. Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai duas. O mal não te acessa por um cochilo de Deus, não. Quando ele fura a barreira, ele traz alguma lição. E, assim, são dolorosas, não é? São lições dolorosas, não é? Dolorosas, dolorosas. Vou dar um exemplo aqui que eu acho que fica mais… fica melhor. Jesus foi crucificado. Haroldo está lendo minha mente. E é interessante porque no momento que ele é preso, o Simão Pedro quer defender.
Não pode. Como que o mal pode se aproximar do Cristo? Como que o mal pode ter acesso à vida do Cristo? Vamos proteger? A gente tira a espada e Jesus fala guarda isso aí. Se eu quisesse, eu pediria ao Pai e ele me enviaria legiões de anjos. Aquela linguagem simbólica, não é? A linguagem bíblica é simbólica. Aquela linguagem magética, não sei o que dá para interpretar ao pé da letra, não é, gente? Senão, nós vamos ficar imaginando aqui Guerra Santa, pelo amor de Deus. Mas o que ele está querendo dizer? Simão! Simão Pedro!
Você acha que é só chegar e querer prender um Cristo? Você está maluco, Simão? Você acha que alguém prende um Cristo assim? Ah, eu quero. O que você vai fazer hoje? Ah, eu vou prender um Cristo. Ah, eu vou prender um Cristo. Você acha que é assim, Simão? O que ele fala? Quando ele chega para Pilate, ele fala assim Nenhum poder teria sobre mim se não te fosse dado pelo alto. Tem aprendido isso, não é? Essa é a maior verdade que tem. Às vezes, você recebe cada coisa e fala assim Nossa! Em linhas gerais, não tem nem o que separar, porque o preceito principal sobre Deus, Deus é um bom, justo onipresente.
Tem como você considerar que em algum momento exista uma abertura para o outro te ferir sem que ele ou o pai, que nós estamos determinando que é esse ou outro. A não ser que seja sua imprudência, sua invigilância. E ainda assim, Haroldo, se aquilo não tiver proveito algum, pediria que não acontecesse. Um anjo da guarda vai… Você fala assim Não, ele é imprudente, mas mesmo assim ele vai tirar lição. Vai, claro. Reparação é lição. Porque você fala assim, mas ele foi imprudente de repente ele… Não, aquilo é, aquilo já é um processo.
No fundo, existe todo esse processo de entender a justiça divina, Haroldo, a ação divina em nossas vidas, a gente oscila muito. Será que o Deus é amoroso mesmo ou não? Porque se eu tenho que interferir, se eu tenho que interferir de forma violenta, que é contrária à lei divina, para que o meu irmão exerça ou faça aquilo que eu acho que é justo, então tem alguma coisa errada, né? Porque… Como é que eu faço uma coisa contrária a Deus e… Uma vez, Haroldo, eu vou falar rápido isso. Teve uma situação que a pessoa tentou roubar uma coisa lá na obra.
E aí, eu achei, eu peguei antes. E a pessoa era se dizer evangélica. E tal. E nada a ver. Sim, pode ser. Eu também me digo cristão. Quanto roubo eu faço, né? Mas, enfim. Quando eu peguei as coisas, fui conversar com ele, fui falar com ele e nesse dia eu falei com ele assim, veja… Quando você rouba, quando você toma algo porque você diz ter necessidade, o que você está dizendo para Deus? Você não confia nele. Você não confia nele. Você está tendo que ferir o outro. Você está tendo que agir contra o outro. Você está tendo que agir com violência.
Você está tendo que fazer tal coisa, tal coisa. Você não confia que Deus está agindo. Então, como que é essa história? É difícil, Haroldo. Não estou dizendo que a gente consiga administrar o tempo todo. Tem formas, Júlio. A gente tem exemplos. Chama-se a resistência não violenta. O Gandhi deu o exemplo. Thich Nhat Hanh, o monge Vietnamita, está vivo, está com 94 anos, atuou do lado de Martin Luther King, Martin Luther King. Tem como? Tem como você resistir e defender o bem sem violência? Isso já está provado. Já deveria estar provado com o Cristo.
Mas aí a gente fala, mas eu e o Cristo não valem. Então, tem outros. Tem o Gandhi, Martin Luther King, Thich Nhat Hanh, tantos outros. Muitos anônimos. Levam, levam, levam, até conseguir, até eles conseguirem todos os pleitos, sem violência. Geralmente, num prazo mais curto. Sem violência. Tem jeito. Que é quando Deus age por você. O que nós estamos falando aqui é olha os tipos de roubo aí. Olha os tipos de roubo. Então, na verdade, as coisas são simples. Quando nós nos enxergamos como irmãos, quando a gente se coloca na posição de cooperador, cooperador, para cooperar, para cooperar.
Igual o rapaz lá, falou, ô Haroldo, tem uns erros de astronomia, coisa pouca, coisa pouca. Uns erros de astronomia pequeno, viu? Pequeno. Você colocou M e a B. Era milhões, era bilhões, você falou milhões. Mas eu estou aqui para cooperar. Olha isso. Isso é ruim. Eu não… Ele poderia ter chegado e falado assim, eu estou aqui para corrigir a sua ignorância. Aí você assumiu o papel de Deus? É, a gente está aprendendo. Coloca na posição de cooperador. Ô meu amigo, eu percebi que você está compondo uma música, né? Eu vi que você está compondo uma música.
Esse acorde. Eu posso cooperar aqui. Você experimenta esses três acordes aqui, vai ficar melhor, viu? Você me permite? Você me permite cooperar? Cooperar. Pode cooperar, gente. Pode falar, ô Júlio, o arroz está queimando. Posso? Posso? Posso dar uma cooperada aqui? Ô Haroldo, vai lá. Vou lá e salvo o arroz do Júlio. Ia queimar. Pode cooperar. E essa é a lei, né? Que rege os universos, né? Não é, Eleonora? Todos os seres, nossa. Chegaremos assim. Eu posso cooperar, eu posso compartilhar. Olha só, Eleonora. Eleonora, é meu.
Eleonora, é meu. Mas… eu te empresto. Roubei já. Viu? Compartilhar. Olha, Eleonora, é o seguinte. Tem 600 gramas de comida aqui, eu só compro 300. Vamos dividir? Eu posso. Então, cooperar, dividir, compartilhar, auxiliar. O que passa disso? É roubo. Silenciar por amor. Às vezes, você falou dessa imagem do acorde, do músico. Às vezes, a gente olha e compreende porque passou por aquela fase daquela pessoa que você não coopera com ela, estabelecendo patamares que ela não consegue. Você não coopera com ela, diminuindo o que ela produziu.
Você não coopera com ela, apontando o defeito do que ela fez, às vezes, naquele momento, sem um elogio, sem um reconhecimento. Sem, né? Parecendo que a gente nunca foi medíocre. Parecendo que a gente nunca foi medíocre em nada. Sabe? E aí, a gente fica sendo chato, né? E a gente não coopera, não é gentil. E eu me pergunto, todos nós aqui, queremos ser discípulos de Jesus? Garoto. Você quer ser discípulo de Jesus? Então, a gente tem que começar por uma coisa básica da lição que ele passou. Muitos se amarem. Porque a gente quer fazer tudo isso sem amar o semelhante, Garoto?
Sem amar o semelhante, ué? Como é que vai ser discípulo de Jesus? Repetir suas palavras? Ficarmos aqui discutindo se a interpretação correta está na sua boca, na minha ou da Leonora? Exato. E achando que é isso que nos faz discípulos de Jesus? E ele diz que reconhecereis que seis meus discípulos por muito se amarem? Isso aí. Então… E aí tem uma coisa para a gente encerrar, né? A gente já passou 17 minutos. E os mandamentos, né? Eu lembrei isso. Os mandamentos eles são para Deus e para o próximo, né? As relações. Então, na verdade, a gente está aprendendo isso.
Se relacionando com o próximo, a gente vai se relacionando com Deus. Você encerra aí, Haroldo. 17 minutos. Eu vou encerrar. Agora que a gente está com essa sensação de ter compreendido, aí eu queria trazer só uma coisa para a gente voltar com a sensação de que não compreendeu nada ainda. Ave Maria! Só porque é importante isso. Nossa! Tem caridade. Tem o roubo, que é quando alguém tira de você, e tem o empréstimo compulsório. Como é que é isso? Paulo escreve assim… E os danos que Onesíforo te causou… Onesíforo era da família de Timóteo, da Lóide, da família…
que era a família do coração dele. Timóteo era um filho para ele. Onesíforo, né? Tilo era do Timóteo. E os danos que ele te causou… põe na minha conta! Põe na minha conta! O que é que significa isso? Significa o seguinte… Existem interseções superiores que chegam para você e dizem assim… Oi, Eleonora… Está difícil aí, né, querida? O Lando está trazendo um sacrifício para você, né? Eleonora, põe na minha conta. Que essa pessoa é um tesouro para mim, viu? Eleonora, debita aí. Tu sabe tudo aquilo que eu já fiz?
Aí o bem feitor fala assim… Sabe tudo o que eu tenho feito por você? Eleonora, debita aí, viu? Viu? Devolve aí para o fulano porque olha… esse fulano… Que lindo, né? E a cooperação. Interseção. Interseção. Gente, vamos lá. Um abraço para todos. Eu vou… só para o Haroldo saber. Enquanto ele estava… antes dele soltar a da crucificação, o que que a gente estava planejando aqui? Aí você vai ver o início, pelo menos, Haroldo. Mas agradecer a todo mundo por essa tarde maravilhosa. Dizer a todo mundo que agradece tanto aí aqui no chat, né?
Ao Haroldo, incluindo eu, a Eleonora. Dizer a vocês que a gratidão que a gente… Aí ó… Estou dizendo para as pessoas, Haroldo, que nos agradecem tanto aqui. Nosso sentimento de gratidão a eles, por eles estarem aqui com a gente. A gente fica muito grato por esses momentos com eles. É muito gostoso vê-los aqui, né? E ficar essa gratidão aí expressa porque a gente escuta aqui de tanta gente vai falando, falando, falando aqui com a gente, agradecendo, agradecendo, né, Eleonora? E a gente tem que dizer a eles o quanto é importante para nós esse trabalho, o quanto que isso é isso aí que o Haroldo falou.
Põe na minha conta e dá para eles essas oportunidades aí porque são importantes, né? A gente se sente realmente muito amado por Jesus, muito amado por vocês e a gente espera que essa família aqui só se fortaleça, que a gente crie entre nós esses laços verdadeiros de amor e fraternidade, tá bem? Agradeço de coração em nome do ser, né, em nome de todos que trabalham aqui, que se envolvem nessa tarefa, né, do Haroldo que há tantos anos se dedica aí a esse estudo, enfrentando a ele mesmo e ao mundo, né, para poder fazer porque não é fácil a gente conviver com as verdades do Evangelho, né, Haroldo?
Tendo a nítida consciência de que não consegue viver tudo que a gente sabe, né, e eu acredito que você tem um maior problema do que eu por causa do seu estudo do Evangelho. A gente vai te agradecer também, agradecer a todos aí. E vou soltar uma musiquinha para a gente encerrar porque tem a ver com o nosso estudo, tá bom? Um beijo a todos. Quer falar alguma coisa, Leonora? A você microfone. Gente, obrigada, boa tarde, boa semana a todos. Fiquem com Deus. Procurado em constelação Pés singelos Joelhos ao chão No lava-pés aos pescadores de ilusão O que divisam esses olhos límpidos Que revelam céus na terra e anjos nas feras Que plasmaram essas mãos perfeitas Que elevam os caídos e curam feridas Fronte de anjos Alteia virtude Capitando as divinas revelações Voz sublime harmonia Ensinando inolvidável as multidões Que te remanam místicas virtudes Quando tua boca se abre Senhor das estrelas Que te remanam místicas virtudes Quando tua boca se abre Senhor das estrelas O que fizemos?
O que fizemos? Trespassamos o coração Perfuramos os pés e as mãos Churramos os olhos Lançamos a fronte altiva E quisemos calar a voz Do Senhor das estrelas Força do perdão Lição derradeira Coroando um evangelho de morte em luz Questão de tempo O tempo da paz Que vibrou nas oliveiras e coroou na cruz
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