Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda o mandamento “Não Matarás”, explorando a complexidade da lei de destruição na natureza e a perspectiva espírita sobre a vida e a morte.
O que é estudado neste episódio
- A Lei de Destruição e a Perfeição dos Seres Criados: O estudo inicia com a leitura e análise de um artigo de Allan Kardec, publicado na Revista Espírita de março de 1864, intitulado “Da perfeição dos seres criados”. Este texto é o ponto central para compreender a visão espírita sobre a destruição na natureza, especialmente a morte de animais para a sobrevivência de outros.
- A Forma de Pensar de Kardec: Haroldo Dutra Dias destaca a importância de aprender a pensar como Kardec, que aborda temas complexos com equilíbrio e profundidade, evitando o radicalismo e o fanatismo. Kardec nos convida a expandir nossa compreensão, reconhecendo que a sabedoria e a bondade divinas persistem mesmo naquilo que não compreendemos plenamente.
- A Destruição do Invólucro e a Sobrevivência do Espírito: O estudo enfatiza que a destruição se refere apenas ao invólucro corporal, não ao princípio inteligente. A morte é vista como uma transformação necessária para a renovação das formas, enquanto o espírito é indestrutível.
- O Sofrimento como Ferramenta de Progresso: Kardec aborda o sofrimento, tanto em humanos quanto em animais, como um elemento útil ao avanço moral e à evolução. Distingue a dor-expiação, a dor-prova e a dor-evolução, mostrando como cada uma contribui para o desenvolvimento do ser.
- A Distinção entre “Matar” e “Assassinar”: É feita uma importante distinção entre o verbo “matar” (no sentido de lei natural de destruição) e “assassinar” (no sentido de eliminar a vida com maldade e intenção, o que é proibido pelo mandamento). O mandamento “Não Assassinarás” foca na intenção e no desenvolvimento moral.
- A Evolução da Sensibilidade e o Senso Moral: O estudo conclui que, à medida que o Espírito evolui, a sensibilidade se desenvolve, e a necessidade de destruir diminui, sendo substituída pelo senso moral. A luta, que antes era brutal, torna-se intelectual, focada no progresso e na superação de dificuldades.
Reflexões
- A bondade e a sabedoria de Deus são inquestionáveis, e nossa dificuldade em compreendê-las reside na limitação de nossa própria compreensão e maturidade espiritual.
- A morte é uma transformação necessária para o progresso, e a verdadeira vida reside no princípio inteligente, que é indestrutível e evolui constantemente.
- O sofrimento, em suas diversas formas, é um instrumento de evolução, impulsionando o desenvolvimento de habilidades e o avanço moral dos seres.
Ler transcrição do episódio
O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? Quem senão Deus criou obra tamanha O espaço e o tempo, as amplidades e as eras Onde se agitam por milhões de esperas Que a luz, as céus, a luz, aquece e banha Quem senão Ele fez a esfinte estranha O segredo inviolável das moneras No coração dos homens e das feras No coração do mar e da montanha Deus, somente o eterno, penetrável Poderia criar um imensurável E um universo infinito criaria Suprema paz, interminável idade Que habita na eterna claridade Das torrentes, da luz e da harmonia Quem senão Ele fez a esfinte estranha O segredo inviolável das moneras No coração dos homens e das feras No coração do mar e da montanha Boa, Júlio.
Tá mutado, Júlio. Ah, muito bem. Júlio tá muito mutado. Agora deu, né? Boa tarde, amigo. Ficou até mudo, né, com essa música? Fiquei até mudo. Você gostou, Haroldo? Ah, é uma obra-prima isso aí. Bonito, né? Qual parte dessa música que eu fiz, Haroldo? Você dava para perceber qual parte que foi minha? A hora que modulou. É, rapaz. É aí, né? Assinou. Eita! Naquela modulação lá mesmo, né? Naquela modulação. Gente, gostaria de dar boa tarde ao Júlio, ao Haroldo, a todos os amigos que estão conosco. Obrigada por abrirem as portas, né?
Da sua casa, na sexta-feira, para entrarmos com o êxodo, com o Antigo Testamento, alinhando as três, as revelações, né? Êxodo à luz da doutrina espírita. Damos boas-vindas a todos. Exatamente. Quem chegou primeiro aí hoje? Lembrando que esse testamento, ele é novo há mais tempo, né? O velho, ele é só novo há mais tempo. É, isso mesmo. Estamos vendo, pelas últimas leis, que todas elas, antigas, ainda estamos tentando cumpri-las, né? Vigendo aí, né? Pois é. Você quer cumprimentar o pessoal ali? Bernadette Mela abriu a sala, né?
Amarília Firjan está falando de Júlio de Fora, tem a Patrícia Félix, tem a Temi… Ah, é! Temi Mary. Ela está falando de onde? São Paulo. Fabiana Rodrigues. Você está vendo todos esses, Eleonora? Não? Joana Pereira, Maria Benedita Alves, Natana Amara, que está sempre com a gente aí, a Selma, a Glade, ao Denis, a Sona Maria, a Ana Moraes. Quem está vindo pela primeira vez, podia mandar um recadinho para a gente, né? Falando assim que é a primeira vez que está chegando e tal. E se já viu os outros estudos, né? Pelos comentários aqui do grupo, estou vendo que é o pessoal que está todas as semanas, né?
Então é importante que se alguém realmente está no primeiro dia de êxodo, lembrando que estamos no estudo 22, né? Silvana Gabriela. Silvana, saudade, querida. Silvana está aí, firme. Sempre, né? Tem muita gente aqui, gente. Eu já polei um pouco aqui para o fim. A Patrícia Paula, que está sempre conosco, ela é da Ilha da Reunião, na França. Oceano Índico. Ela está toda semana conosco e comenta, participa dos nossos estudos. Todos muito bem-vindos, né? Que bom. Obrigado, Maria Lúcia. Parabéns aí. Deve ser pela música, talvez, né?
Porque eu não estou fazendo aniversário hoje, né? É pela música, é pela música. Então lembramos que estamos estudando os dez mandamentos, né, Haroldo? E hoje temos mandamento novo? Não, Eleonor. Hoje eu vou finalizar o Não Matarás. Não cometerás o assassino, né? Não assassinar, nesse sentido, não matar. Mas eu trouxe hoje um texto que é de uma beleza, porque a gente precisa abordar esse assunto. No episódio passado, a gente chegou a falar que é sobre a morte dos animais e o processo da destruição que existe na natureza.
E esse é um tema que choca muitos, né? Choca todos nós, né? E, muitas vezes, nós ficamos perplexos. E é natural isso. Então, nós selecionamos um texto que está na Revista Espírita. Ele está em março de 1864. Foi o ano que o Kardec publicou a obra básica A Gênese. Mas esse aqui não, esse aqui está na Revista Espírita, em março de 1864. E é um artigo intitulado Da perfeição dos seres criados. Da perfeição dos seres criados. Março de 1864. Eu vou ler, e a gente vai ler e comentar algumas coisas, porque mais importante do que o conteúdo desse artigo que foi escrito pelo próprio codificador, o Kardec, mais importante do que o conteúdo é a forma de pensar do Kardec.
Porque, ultimamente, eu tenho refletido muito sobre isso. Assimilar o que Kardec escreveu não é tão difícil. Tem pessoas que decoram um catálogo telefônico. Então, com um pouquinho de teste, com um pouco de tempo, você pode decorar todas as questões e respostas de O Livro dos Espíritos. O difícil é aprender a pensar com Kardec. A pensar como ele pensava. Se nós aprendermos isso, se nós aprendermos como Kardec conduzia o raciocínio, qual era a atitude de Kardec perante a natureza, perante o universo, nós vamos aprender o que há de mais precioso.
Porque é o néctar da evolução espiritual. Aprender a pensar de uma maneira equilibrada, porque é característica dos Espíritos imperfeitos, dos Espíritos que vivem em mundos de expiação e prova, é característica desses Espíritos serem radicais na maneira de pensar e expressar os seus pensamentos. Fanáticos, radicais, simplistas, tendenciosos, partidários. Então, quando nós temos a oportunidade de ter um Espírito superior como Allan Kardec nos ensinando a pensar, isso é dádiva, é um presente. Então, eu vou ler aqui este artigo e a gente comentar algumas coisas, para que a gente possa ver como que ele aborda, como que ele pensa, e isso aqui é o mais precioso.
Esse tema da destruição, eu não sei quanto a vocês, mas quando a gente assiste alguns vídeos no Instagram, quando a gente assiste alguns programas de Discovery, que você vê um animal fugindo do outro, um animal pegando e devorando o outro, a gente se choca. É um negócio meio chocante. Principalmente, eu todo dia recebi um vídeo que é uma coisa curiosa, que é um sapo engolindo uma cobra. Foi meio que o inverso. E aí ele já tinha engolido quase que a cobra inteira, só a cabeça da cobra para fora da boca dele. E aí ele deu uma parada à cobra também.
Eu não sei também se a gente não projeta um pouco da nossa emotividade, da nossa experiência humana naquilo também. Porque, assim, a cobra me pareceu muito assustada. Pelo menos até aquele momento. Então… Mas é algo chocante. É tão chocante que Buda, quando observou isso, quando Buda pensou sobre essa destruição, da necessidade de um animal destruir o outro para sobreviver, o Buda, então, criou um pensamento de que esse mundo aqui é um mundo horroroso, que esse mundo aqui não é o verdadeiro. Em linguagem mais direta, esse mundo aqui não é de Deus.
Isso aqui é maia, ilusão. Então, que a gente deve desprezar esse mundo aqui. Veja, nós estamos falando de Buda. De Buda. No século III, no século IV do Cristianismo, surgiu um grupo de cristãos que também se chocaram com isso. E se chocaram tanto que eles criaram uma seita chamada Gnosticismo, os gnósticos. E o que os gnósticos diziam? Que esse mundo aqui, a Terra, é do diabo. Isso aqui é do capeta, não é de Deus. Então, para que a gente seja cristão verdadeiro, nós temos que abandonar esse mundo aqui, porque nada aqui presta.
Isso aqui é um negócio, assim, não estava nos planos de Deus. Deus deu uma cochilada, o capeta foi lá e construiu esse mundo aqui e nos aprisionou. Então, veio aquela coisa gnóstica. E várias teorias espiritualistas que surgiram depois, reafirmam essa ideia. Tentam encontrar alguma coisa para explicar o que, segundo essas teorias, esse mundo aqui é uma anomalia. Isso aqui não é algo divino, não. Ok? Bom, então, veja. Veja que esse tema, ele desperta desperta ideias radicais, desperta reações, assim, excessivamente passionais.
É um tema… Não é isso? Não pode… Não pode ser possível que Deus permita essa destruição diária que é característica do mundo corporal. Bom, aí agora nós vamos ouvir Kardec. Vamos lá. Então, Kardec começa assim. Nós vamos repetir o nome do texto e a revista, porque aí o pessoal fica pedindo. Se quiser até anotar aí, Júlio, Revista Espírita, vírgula, março de 1864, o item se chama Da Perfeição dos Seres Criados. É 1864, né, Júlio? É, março de 1864, Revista Espírita. Perfeito. Isso aí, Júlio. Essa é a referência. Pode até deixar ela aí, né, quem quiser anotar.
Bom, então Kardec começa assim. Olha que interessante. O que mais choca nesta observação localizada é a destruição de uns seres pelos outros. Olha a primeira frase do Kardec. Tem um segredinho aqui, tem uma palavrinha que ele usou aqui. Observação localizada. O que significa isso? Você está olhando ali, na hora que o leão está metendo a boca na garganta da gazela, você localizou a sua visão. Você está focalizando um aspecto e, naturalmente, com isso, você perdeu uma visão do conjunto. Então, esse é o primeiro ponto.
Mas, choca, né? Choca. Já que Deus prova… Agora vem o Kardec. Olha que interessante. Já que Deus prova a sua sabedoria e a sua bondade em tudo o que podemos compreender, forçoso é admitir que a mesma sabedoria presida ao que não compreendemos. Olha que pérola! Porque isso aqui está ensinando a pensar. Então, imagine um assunto que você compreenda. Se, no assunto que você compreende, você admite a sabedoria e a bondade de Deus, por que, em um assunto que você não compreende, a bondade e a sabedoria de Deus deixariam de existir?
O que Kardec está querendo dizer para a gente aqui? O problema não é a bondade e a sabedoria de Deus. O problema é a nossa compreensão. A falha não é na bondade e na sabedoria de Deus. É na nossa compreensão. E, nós, encarnados, acreditamos, todos nós, todos nós acreditamos que a nossa compreensão é perfeita, que a nossa compreensão já abrangeu tudo, inclusive a obra divina. Nós temos isso. Não sei por que Deus fez isso, né? Então, uma vez, uma pessoa mandou uma pergunta, foi tão interessante, a pessoa perguntou assim, uma live, né?
Uma coisa que mais me revolta. Por que Deus me criou? E aí, ficou aquela pergunta, me passaram a pergunta, antes, né? E eu falei, o que que eu vou responder, né? Falei, meu Deus do céu. E fiquei matutando e fazendo a live, pensando, não sei o que eu vou responder. Eu não sei. Aí me veio um clique, eu acho que foi a intuição. Na hora que chegou, a pessoa falou, tem uma pergunta aqui, o que mais me revolta é por que Deus me criou. Eu falei assim, essa pergunta sua vai ser respondida. Aí, quando você chegar no mundo celeste e se tornar o Espírito puro.
Eu vou te falar uma coisa. É a mesma pergunta, você tá com um filho de dois aninhos no braço, ele tá com uma infecção, precisa tomar um antibiótico na veia. Nós já passamos por isso. Eleonora já passou, Júlio, eu, todo mundo que é pai e mãe aqui, já passou por isso. Aí, o filho vira pra você, olha nos seus olhos e fala assim, papai, não deixa não, pelo amor de Deus. Não deixa não. Me protege. E aí, você tem que segurar o bichinho. Eu sei que tem que segurar pra poder a agulha entrar, né? Então, depois ele vai entender.
Depois ele vai entender. Bom, então, a ideia aqui, o que o Kardec tá nos ensinando? Toda vez que você for interpretar o universo, entenda, não tem nenhum problema com Deus, o problema é você. Eu tô avacalhando toda a beleza do raciocínio do Kardec, mas é basicamente isso. O problema está na sua compreensão, o problema não está na sabedoria e na bondade de Deus. Então, os animais comerem, destruírem uns aos outros, não afeta a bondade e a sabedoria de Deus, afeta a nossa compreensão. É a nossa compreensão que está ingênua.
Poeril. Imatura. Então, vamos lá. Aliás, aí o Kardec, olha só, só exageramos a importância dessa destruição porque sempre a ligamos à matéria, consequência do estreito ponto de vista em que se coloca o homem. Perceberam? Em definitivo, só se destrói o envoltório. O princípio inteligente não é aniquilado e o Espírito é tão indiferente à perda de seu corpo quanto o homem à perda de sua roupa. Então, vamos lá. Eu gostaria que todo mundo pensasse agora em um velório, de preferência o próprio, o seu velório. Todo mundo aqui pensando no dia do seu velório.
Está lá você, o seu corpo, no caixão? Do lado de cá, uma turma de pessoas chorando e outras comemorando. É sempre assim. Lastimando, lastimando e dizendo assim Ah, meu Deus! Morreu! Morreu. Agora, vamos ampliar o ponto de vista. Do lado de lá, vai ter uma turma dizendo assim Chegou! Chegou! O Haroldo voltou, o Júlio voltou, gente! Está de volta! Chegou! Seja bem-vindo, meu amigo. A gente estava te esperando. Foi um piscar de olhos. Foi tão rapidinho, né? Perceberam? Então, veja. Do lado de cá, dor, luto, sofrimento, saudade.
Do lado de lá, alegria, recepção, gente emocionada, abraçando, estava com saudade, matando a saudade. Então, eu gosto muito de uma letra do Fernando Branche, chama Encontros e Despedidas. Porque é sempre junto. Toda despedida é um encontro e todo encontro é uma despedida. O trem que chega é o mesmo trem da partida? O trem que chega é o mesmo trem da partida. Não é? A hora do encontro é também despedida? A hora do encontro é também despedida. Não é interessante isso? Então, olha a profundidade disso. Olha a profundidade disso.
Então, é isso que o Kardec está dizendo. O que você está assistindo no Discovery, você não está assistindo o princípio inteligente saindo do corpo depois que o corpo foi devorado. Isso você não está vendo. Você não está vendo os princípios inteligentes se desprendendo dos corpos. Você não está vendo o espírito se desprendendo do corpo. Você não está vendo os princípios inteligentes voltando para o corpo. O seu cachorrinho que desencarnou, e depois ele volta num outro cachorrinho e acaba parando na sua casa. Você fala, gente, esse cachorro é muito parecido com o cachorro que eu tive.
Que cachorro? Será que é o mesmo cachorro? É uma cachorrada, não é? Você não vê voltando. Então, como a gente não enxerga essa ida e essa volta, a gente só vê corpos tombando. Júlio, a gente só enxerga corpos tombando, corpos perecendo. O Emmanuel tem uma frase belíssima, não é, Júlio? Você consegue essa mensagem aí? Chama-se sobre o reino de Deus. Ele diz assim, tudo que o homem carnal pode ver está morrendo ou vai, está morto ou vai morrer. O reino do céu, invisível aos olhos humanos, é imperecível. Esse é eterno.
Qual que é a ideia aqui? Tudo que você está enxergando agora está morrendo. Tudo. Vou mostrar para vocês aqui. Está morrendo, tadinha. Olha aqui. Está morrendo. Ela já está. A cada dia, aí já tem umas folhinhas que já estão caindo. Está morrendo. Ela está caminhando para a morte. E quem está do lado dela falando também. Então, Paulo diz assim, embora o homem exterior se corrompa, o homem interior se renova a cada dia. Então, nossos olhos só podem contemplar o perecível, o envoltório perecível, a forma. Bom, então vamos lá.
Aí o Kardec continua. Esta destruição dos invólucros temporários é necessária à formação e manutenção de novos envoltórios, que se constituem com os mesmos elementos, sem que o princípio inteligente seja atingido, quer nos animais, quer no homem. Então, os envoltórios estão sujeitos à lei de destruição. Tudo que é forma está sujeito à lei de destruição. Por quê? Porque a forma tem que gerar a forma. A renovação permanente das formas, mas o princípio inteligente dos animais e o espírito nos seres humanos, é indestrutível.
Indestrutível. Achei aqui uma lição chamada Reino de Deus. Não sei se é essa. É. Eu acho que é. O último parágrafo dela fala não nos esqueçamos de que o Evangelho vem preparar o mundo para o reino do bem que Jesus anunciou e próprio Jesus foi suficientemente claro. Mas aqui, amatores e inimigos. Como é que ela começa? Se aspiramos conquistar o reino de Deus. Deus. Não. Não? É tudo que os olhos… É. Aqui, olha. É Jesus que nos revelou conjugando dizer e fazer. Isso não é o mesmo. Fazer aos outros o que desejais que os outros te façam.
Não é isso não. Não, não é isso não. Pode falar assim. Tudo que os olhos da carne podem contemplar está morto ou vai morrer. Vou tentar… Está nesses comentários do Evangelho? Está nos comentários dele. Vou procurar. A questão está no nosso ponto de vista. Uma amiga colocou aqui que um ponto de vista é a vista de um ponto. A gente está vendo só aquele momento. Eu acho que chama… A Vinda do Reino, Júlio. É o capítulo 107 do Caminho Verdadeiro. Está aqui na mão. A carne é digna e venerável, pois é vaso de purificação, recebendo-nos para o resgate preciso.
Entretanto, para os espíritos redimidos, significa morte ou transformação permanente. Olha isso, hein? O homem carnal, em vista das circunstâncias que lhe governam o esforço, pode ver somente o que está morto ou aquilo que vai morrer. O reino de Deus, porém, divino e imortal, escapa naturalmente à visão dos humanos. Não preciso dizer mais nada. Não vou nem comentar, senão atrapalha. Tem hora que o silêncio é o melhor comentário. É isso aí. Capítulo 107, Caminho e Verdade e Vida. Eu sugiro ler 15 vezes. Então, transformação permanente.
Qual é a característica do mundo corporal? Morte, morte, morte, morte, morte, morte, morte, morte, morte, morte, morte, morte, transformação permanente, transformação, transformação, transformação, transformação. Essa é a regra. Essa é a regra. Ou espiritismo. Aí, vamos lá. Constitui. Ele está dizendo que o princípio é inteligente e o espírito sobrevive. Resta o sofrimento. Olha a beleza do Kardec. Está vendo como ele está abordando aos poucos a questão? Resta agora o sofrimento, que, por vezes, leva à destruição desse envoltório.
Então, ok, o envoltório é destruído, mas é só o envoltório e o sofrimento. E a dor? E a dor? Por quê? Morrer dói. Viver é crescer e crescer é sofrido. É, não é? Desde Gladstone, não é? É isso. Aí, Kardec continua. Resta o sofrimento, que, por vezes, leva à destruição desse envoltório. Ou espiritismo nos ensina e prova que o sofrimento no homem é útil ao seu avanço moral. Depois, ele vai examinar no animal. Calma. Primeiro, ele vai examinar no homem. No ser humano. O sofrimento é útil ao avanço moral do homem. Homem, aqui, estou falando de espécie humana, ser humano.
O sofrimento é útil ao avanço moral. Porque Deus permite a dor para que haja avanço moral. Está vendo como está mudando? No início da mensagem, qual era a nossa compreensão? Coitadinho do corpo do animal. Coitadinho do corpo de um ser humano. Doeu! Agora nós já estamos ampliando. Nossa visão já está ficando mais adulta. Madura espiritualmente. Quem nos diz que o sofrimento dos animais também não tem utilidade? Que não seja, na sua esfera, e conforme certa ordem de coisas, uma causa de progresso. A chamada dor-evolução.
Então, nós temos a dor-espiação. Nós temos a dor-prova, que fortalece. Porque a tribulação produz fortaleza, não é assim que diz Paulo? E temos a dor-evolução. É o passarinho que quebra a asa. O cachorrinho que perde a pata. Ele não está espiando, gente. Ele não está espiando porque ele não tem senso moral. Não adianta você levá-lo a uma espiação porque ele não tem capacidade moral de entender. Mas é dor-evolução. Dor-evolução. Porque aí ele vai ter que ativar habilidades para progredir. É verdade que isso não passa de hipótese, mas ao menos se apoia nos atributos de Deus.
A justiça e a bondade, enquanto as outras são a sua negação. Olha isso. A destruição dos seres vivos é, dentre as leis da natureza, uma das que, à primeira vista, menos parece conciliar-se com a bondade de Deus. Pergunta-se, por que ele criou a necessidade de mutuamente se destruir para se alimentarem uns à custa dos outros? Para quem apenas vê a matéria e restringe à vida presente a sua visão, há de isso, com efeito, parecer uma imperfeição na obra divina. Daí a conclusão que tiram os incrédulos que, não sendo Deus perfeito, não há Deus.
Olha. É que, em geral, os homens apreciam a perfeição de Deus do ponto de vista humano, medindo-lhe a sabedoria pelo juízo que dela formam. Pensam que Deus não poderia fazer coisa melhor do que eles próprios fariam. Olha que interessante. Não é? Isso aqui me lembra aquele filme do Jim Carrey, O Todo-Poderoso. Aí, Deus fala para eles, você é bonzão? Então, tá, durante uma semana você vai ser Deus. E sai de férias. Não é? É que, em geral, não lhes permitindo a curta visão de que dispõem para apreciar o conjunto, não compreendem que um bem real possa decorrer de um mal aparente.
Olha só. Olha isso. A morte dos envoltórios, dos corpos, é um mal aparente. Por quê, gente? Porque Deus não tem compromisso com envoltórios. A meta de Deus é com a essência, o Espírito, levá-lo à perfeição moral. Não é? Só o conhecimento do princípio espiritual, considerado em sua verdadeira essência e da grande lei de unidade que constitui a harmonia da criação, pode dar ao homem a chave desse mistério e mostrar-lhe a sabedoria providencial e a harmonia, exatamente onde o homem vê apenas uma anomalia e uma contradição.
Dá-se com esta verdade o mesmo que se dá com a imensidão de outras. O homem não é apto a sondar certas profundezas, senão quando o seu Espírito chega a um suficiente grau de maturidade. Então, para apreciar isto aqui, tem que ter maturidade espiritual. Por quê? Nós confundimos bondade com ser bonzinho. Ser bonzinho é uma coisa, bondade é outra. E, aí, eu vou encerrar aqui com esta frase. Ele fala assim A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo modo que não está no vestuário.
Está no princípio inteligente que pré-existe e sobrevive ao corpo. Esse princípio necessita do corpo para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre realizar sobre a matéria bruta. Olha isso. Interessantíssimo, não é? E, aí, eu vou concluir com esta… Olha só. Ele diz assim Todavia, à medida que o senso moral prepondera, desenvolve-se a sensibilidade, diminui a necessidade de destruir, acaba mesmo por desaparecer, por se tornar odiosa. Então, à medida que nós vamos evoluindo, você não quer mais destruir. Por quê?
Porque o senso moral vai substituindo o instinto. Contudo… Olha o que Kardec vai dizer. Contudo, a luta, a luta é sempre necessária ao desenvolvimento do Espírito. Pois, mesmo chegado a esse ponto de perfeição espiritual, que parece culminante, ele ainda está longe de ser perfeito. Só à custa de muita atividade adquire conhecimento, experiência e se despoja dos últimos vestígios da animalidade. Mas, nessa ocasião, a luta, dessangrenta e brutal que era, se torna puramente intelectual. O homem luta contra as dificuldades, mas não luta mais contra os seus semelhantes.
Olha que coisa bonita. Então, para você chegar nesse estágio aqui, você tem que ter aprendido tudo que aprendeu no reino animal. Teve que aprender. Muito interessante, Arudo, que as questões do não matarás e as questões que envolvem o sacrifício ou a lei de destruição parecem a mesma coisa e elas não são. Essa lei de destruição natural não é natural quando o indivíduo conhece a lei, Arudo, vamos dizer assim. E não se pode, algumas coisas que você falou que eu apreendo para mim, não pode-se, em algum momento, entender que na possibilidade do mal ser praticado, daquilo que a gente julga mal ser praticado, que houve ausência de Deus.
Então, se há presença de Deus, há crescimento. Aí você falou, você não viu o desligar do corpo, nem viu o amparo espiritual que recebeu, nem viu… e nem viu os benefícios que foram advindos daquela postura, daquele acontecimento. E é lógico que nós não estamos falando aqui que isso justifica que nós maltratemos os animais. De jeito nenhum. Até porque, né, Júlio, no estágio evolutivo que nós nos encontramos, nós não somos mais seres das cavernas. Então, no estágio evolutivo que nós nos encontramos, nós já temos o senso moral e a sensibilidade desenvolvida.
Então, nós respondemos perante a lei divina até quando maltratamos um bichinho. Sim. E você já viu nessas reportagens, Aroldo, que tem essas questões que envolvem um animal como é? Tem lá o filhotinho da zebra e tem o leão, que não pode haver uma… eles não podem interferir na ação que é natural, é predador ali, então não tem ali. Tem ali uma coisa natural daquela… Isso. Ah, não, o leão é maldoso, né? Não sei se você lembra uma vez, Aroldo, voltando a isso que você falou, isso me marcou muito, a gente estava numa mediúnica e nós estávamos comentando sobre a situação do mundo com receio de uma grande guerra, de uma situação mais grave.
Aí nós perguntamos ao espiritual como é que eles estavam vendo tudo isso que estava acontecendo. Aí eles falaram assim, nós estamos tranquilos. Aí nós ficamos meio intranquilos com essa resposta. Aí ele deu um silêncio e falou assim, a lei de destruição é uma lei natural. A nos dizer naquele dia, a mim, a nos lembrar que a nós não cabe o desespero ou a inconsistência ou a variação da nossa fé diante de uma lei natural, que se, na vontade de Deus, nos propósitos de Deus, deve ocorrer, que isso para nós espíritas, para aqueles que conhecem o que nós conhecemos, não deve nos chocar nem nos gerar um transtorno.
É isso que eu entendi naquele tempo, a brincadeira de que não estou entendendo vocês estudarem e estarem com medo de uma lei natural, que é a lei de destruição. Eu queria comentar que achei tão bonito esse texto que o Haroldo trouxe, porque é diferente a lei a que Deus criou, a perfeição, que a perfeição está em tudo, mesmo que a gente não esteja entendendo, é naquele momento. Porque a visão é de eras, é de gerações, é de uma vida inteira, e isso a gente pensa, inclusive, com as nossas vidas. Às vezes, claro, um problema que está hoje a gente passando, para o espírito é cura, para o espírito é a evolução.
Mas eu entendi também como os dez mandamentos vêm como uma lei moral, o não matar, aí vem a questão da intenção. Vem a questão da elevação moral, o sentimento. É, por isso que o verbo, Eleonora, não é não matar. Essa é a questão. O hebraico, o português também tem. Nós temos o verbo matar e o verbo assassinar. O hebraico também. No mandamento, o verbo utilizado foi não assassinar. Que aí entra a questão moral. Que aí entra o desenvolvimento moral. Exatamente. E por quê? Porque, nesse caso, eu estou eliminando a vida do semelhante com maldade mesmo.
Com capricho, com covardia, com violência. Por entender benefício próprio. Para obter benefício próprio, por interesse. Aí, nesse caso, a lei entra e nos obriga a ressarcir, a reparar. A reparar. E eu lembro que no estudo anterior a gente ampliou tanto isso para a questão do sentimento. Quando você trouxe Jesus lá no sermão do monte para a gente não ter ira contra o irmão. Que aí a gente vai ampliando esse não matar, inclusive, para o sentimento. Mas o bonito, acho que hoje esse texto foi trazer a lei, a de Deus, a natural.
Isso aí. Isso aí. E é isso que é importante. Quando você olha para o mundo primitivo, quando você olha para o mundo de expiação e prova, está tudo certo. Isso que Kardec está dizendo. O que está acontecendo na natureza, está tudo certo. Porque potenciais divinos estão sendo trabalhados nos princípios inteligentes e nos Espíritos. À medida que eles avançam, eles vão abandonando isso. Por quê? Porque ele já aprendeu. Ele já aprendeu. Ele não necessita mais daquilo. Então, quando você chega no mundo de regeneração, o mundo de regeneração ainda, está lá, Kardec diz isso, capítulo 3 do Evangelho segundo o Espiritismo.
O mundo de regeneração ainda é um mundo material. Mas o mundo ditoso já não é mais. O mundo ditoso já não tem corpo material. O mundo celeste… O mundo celeste… Tem uma passagem, alguns textos da Revista Espírita, eu estou selecionando isso, alguns textos sobre o perispírito, eu estou fazendo esse estudo. Os Espíritos dizem para Kardec o seguinte. Nos mundos celestes, o nosso perispírito é para eles um corpo grosseiro. Um corpo denso, né? O nosso perispírito é um corpo profundamente grosseiro, denso. Então, vocês imaginam, imaginem o que é um mundo celeste.
Morada dos Espíritos puros, com seus corpos celestes. O que o Paulo falou lá na Epístola aos Coríntios. É o corpo da glória. Os corpos celestes. Acabou. Não tem mais destruição. Acabou, acabou. Ah, como que é a vida lá? Essa é fácil. Não sei. E quem disser que sabe, cuidado. Por quê? Porque falta nos elementos de comparação. A gente não tem… Não tem elemento de comparação. A gente pode dizer o que não é, né? Pode dizer o que não é, exatamente. Pode dizer o que não é. A gente tem que refletir, né? Lembrando que cada um de nós, apesar de estarmos aqui nesse mundo de provas e expiações, juntos, nesse mundo caminhando para a regeneração, temos consciências…
Existe uma gradação de consciência em áreas, né, Haroldo? Pessoas mais conscientes em determinadas áreas, mais conscientes em determinadas outras áreas. E que nós não devemos nos preocupar muito e aumentar nossa consciência sempre. E não nos preocuparmos tanto com a falta da consciência do outro ainda, que caminha, não é? Porque ele merece a instrução, mas ele também merece o amor e o carinho e o perdão. Eu me lembro que tem um texto que a gente leu recentemente que falava que no padrão de Jesus não há agravamento da pena.
Sabe, Haroldo? No padrão de Jesus não há agravamento da pena. E a gente é no sentido de que ele é dentro da justiça. Todos aqueles ou que se alimentam da carne, ou que porventura pratiquem um esporte de caça, ou que porventura… Todos são julgados de acordo com a sua consciência, com o seu patamar, com o seu grau de sensibilidade de trabalho e tudo. E talvez, para muitos de nós, gestos muito mais… Vamos dizer assim… A gente acha que já está em um estágio… Às vezes, a gente faz coisas que vão ser mais graves, não é, Haroldo?
É onde entra o não matar a alegria do outro. O progresso, como ele não é uniforme, nós não progredimos de uma maneira uniforme. A gente avança em alguns aspectos, estaciona em outros, e por isso que não é aconselhável a gente se comparar. É verdade. Ficar se comparando, porque cada um é bom numa coisa, estacionou em outra, precisa desenvolver… E daí a lei de cooperação, porque geralmente você está cercado de pessoas que desenvolveram mais em áreas que você desenvolveu pouco. E você desenvolveu em áreas que a pessoa desenvolveu pouco.
Aí Deus coloca todo mundo junto para poder… um auxiliar o outro naquilo que lhe falta. É isso mesmo. Isso é importantíssimo. Mas o que nós temos que compreender é que, da mesma maneira que uma escola tem um plano, um projeto pedagógico… Vamos imaginar uma escola. As professoras aí, os professores, me ajudem, por favor. Uma escola tem um plano pedagógico. A criança entra ali na primeira série do ensino fundamental básico, né? E ela vai primeira, segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava, nona. Então, João Gabriel agora está na nona série do ensino fundamental.
E ele está indo agora, ano que vem, para o ensino médio. Aí ele tem primeiro ano do ensino médio, segundo ano do ensino médio, terceiro ano do ensino médio, e aí ele formou. Então, veja, se eu olho a escola como um todo, eu sei que o aluno que entrou na primeira série, o plano pedagógico é que ele saia na terceira série do ensino médio. Terceiro ano do ensino médio. Então, é isso que nós temos que compreender. Nós começamos no primeiro ano do ensino fundamental, que são os mundos primitivos. Aí passamos para a quinta série, que são os mundos de expiação e prova.
Aí vamos para o mundo de regeneração, que é o ensino médio. Depois do mundo de regeneração, a gente vai para a faculdade, que são os mundos ditosos. Depois, aí tem mestrado, doutorado, pós-doutorado, que são os mundos celestes. Então, a gente vai com calma. Porque eu não posso ensinar para uma criança, do primeiro ano do ensino fundamental, matéria que é dada para os alunos do terceiro ano do ensino médio. Faz sentido isso? Professoras que estão me acompanhando aqui, professores, pedagogas e pedagogos, faz sentido isso?
Não faz. Não faz sentido. Então, há uma sequência na evolução. É um degrauzinho, a gente vai passando. O problema… Aí eu vou falar de mim, não quero falar de ninguém. Meu problema são as bombas que eu estou tomando, repetindo série. E isso não está no plano pedagógico. Não está no plano pedagógico. Então, eu estou nesse ensino, oitava, nona série, eu já estou… Agora, se Deus quiser, estou com muita esperança de eu passar da nona série para o ensino médio, que é o mundo de regeneração. Agora eu acho que vai, vamos ver.
Vamos ver, não recebi… Encarnação só acaba quando termina. Se eu não fizer nenhuma grande bobagem até o final dessa encarnação, eu estou achando que vai. Agora vai. Agora vai. Eu sempre converso… Brincadeira só para todo mundo entender a metáfora, não é, gente? Eu sempre converso isso com o Júlio, que eu digo assim, olha, até aqui a gente está acostumado. O problema é que quando passa daqui, a gente sempre volta, não é? A gente sempre… É a primeira vez que a gente vai para o mundo de regeneração. O que eu falo é o seguinte, as provas que eu já fiz, eu já sei todas as questões.
O problema é quando mudam as perguntas. Aí… Quando mudam as perguntas… Então, essa é a ideia. Vamos com calma. Nós não estamos, gente, nós não estamos nem na metade do caminho. Vamos com calma. Nós não estamos nem na metade do caminho. Nem na metade do caminho. Porque metade do caminho é final do mundo de regeneração. A gente, inclusive, o alcance do nosso GPS não chega tanto. Ele… Às vezes a gente fica meio sem sinal, quando a gente foge um pouquinho de onde a gente está acostumado. As imagens do Google já não tem.
Exato. Mas você me lembrou aquela fala de Hubert de Campos, né, Arouca? Você vê o espírito ali, que acaba de escrever um Boa Nova e fala isso aqui. Olha que bacana que é a admissão para uma nova etapa. É que existem espíritos esclarecidos e espíritos evangelizados. E eu agora peço a Deus que abençoe a minha esperança de pertencer ao número destes últimos. Exatamente. É lindo, né? Ou seja, todo um trabalho de uma pessoa esclarecida que percebe a importância de ser evangelizado, né? Exato. E o mais bonito, Juiz, para a gente encerrar, que a gente já passou cinco minutos, mas assim, o mais bonito de tudo, nós estávamos no auge do mundo de expiação e provas.
No auge. Há dois mil anos atrás. E o Cristo, governador espiritual do planeta, veio até nós dar uma aula magna. Um curso de verão que durou três anos. Olha a misericórdia divina. Estávamos ainda no auge do mundo de expiação e prova. Ou seja, recém-saídos do mundo primitivo. E um Cristo veio até nós. Então… Eu não… Se isso não é misericórdia, eu não sei o que é. A maior demonstração de amor e de misericórdia que pode existir. Vamos com calma, né? Vamos com calma. Vamos com calma. Vamos com calma. Eu quero só ler um pedacinho do livro Brasil Coração do Celeiro de Redenção, que o Aloysio escreveu com muita beleza, Aroldo, e trata um pouco do que é importante para nós.
Ele fala sobre o Brasil Coração do Mundo, ele fala a linha mestra do livro em estudo. É a alquimia taciturna de Jesus, juntando tudo o que é diferente em meio comum, preferindo o improvável. O Senhor saiu à cata de povos diversos, botou tudo no grande pilão do mundo e socou até obter um só condimento, uma só substância. O que agrada a Deus é a mistura. Ah, fica bonito. Bonito, né? Bonito demais. Ô, Júlia Nonoro, meus queridos. Bom demais, Aroldo. Amigos, obrigada. Excelente estudo. Encerramos o Não Matarás com chave de ouro, hein?
Encerramos, né? Com Kardec, né? Olha que beleza, né? É maravilhoso aprender a pensar com esse espírito. Foi o bom senso encarnado. E agora é o bom senso desencarnado. Não é? Mas como o trem que chega é o mesmo trem da partida, não terminamos? Começamos também, né? Começamos também. Conscientizarmos mais sobre o Não Matarás, pensarmos e falarmos mais sobre isso, até para que nós cresçamos, né? Ô, Aroldo, bom demais. Fica com Deus. Bom fim de semana. Adoro. Fim de semana, pessoal. Beijo. Fiquem com Deus todos aí. Abração.
Abraço, gente. Abraço.
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