Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Êxodo, focando na segunda parte do livro, que aborda o tema da fidelidade.
O que é estudado neste episódio
- Revisão da divisão de Êxodo: Haroldo relembra a estrutura de estudo adotada para o livro de Êxodo, dividido em três partes: capítulos 1 a 18 (Liberdade), 19 a 24 (Fidelidade) e 25 a 40 (Comunhão). O estudo atual se concentra na segunda parte, a Fidelidade.
- A Lei como expressão da Fidelidade: A Lei, especialmente os Dez Mandamentos, é apresentada como as condições da fidelidade e da aliança entre a criatura e o Criador. Essa aliança exige comprometimento com regras morais e éticas, buscando o equilíbrio e a igualdade entre todas as criaturas.
- Os Dez Mandamentos: O estudo retoma a análise dos mandamentos, que se dividem entre o relacionamento com Deus e o relacionamento com o próximo.
- O Quarto Mandamento: Guardar o Sábado: O foco principal do episódio é o quarto mandamento, encontrado em Deuteronômio, capítulo 5, versículo 12.
- Trabalho e Repouso: Inicialmente, o sábado é associado ao repouso após seis dias de trabalho, sendo um dia dedicado a Deus.
- O significado de “Guardar” e “Santificar”: Haroldo explora o sentido mais profundo do mandamento, destacando que “guardar o sábado” não significa apenas repousar, mas sim “santificá-lo”. A palavra hebraica “kodesh” (santo) é explicada como aquilo que é separado, retirado do uso comum e reservado para o uso divino.
- Sábado como dia de atividade divina: O sábado é interpretado como o dia em que o homem repousa de sua obra material para permitir a plenitude da atividade divina, um dia de espiritualidade, religiosidade e transcendência.
- A simbologia do número sete: A relação entre “sete” (shevet) e “sábado” (shabat) na língua hebraica é explorada, indicando a profundidade simbólica dos ciclos setenários na Bíblia.
- A visão de Jesus sobre o sábado: A postura de Jesus em relação ao sábado, confrontando os fariseus, é analisada. Jesus demonstra que o sábado é feito para o homem, e não o homem para o sábado, e que a obra de Deus (curar, salvar) não deve ser impedida no dia que lhe é dedicado.
- A aliança homem-Deus: O mandamento do sábado é contextualizado dentro da aliança entre Deus e o homem, onde seis dias são dedicados à obra humana com a parceria divina, e o sétimo dia é dedicado à obra de Deus, com a parceria humana.
- A Transfiguração no Monte Tabor: A transfiguração de Jesus é citada como um exemplo da espiritualidade tomando conta do mundo material, um “aperitivo” do mundo celeste, onde a matéria se transfigura.
Reflexões
- O quarto mandamento, “Guardarás o dia de sábado”, transcende a mera ideia de repouso físico, convidando à santificação do dia como um período de profunda conexão com o divino, onde a atividade material cede lugar à atividade espiritual e à transcendência.
- A compreensão do sábado à luz dos ensinamentos de Jesus revela que a Lei foi feita para sustentar a aliança entre Deus e o homem, e não o contrário. O homem não foi feito para o sábado, mas o sábado para o homem, indicando que a prioridade é a vida e o bem-estar do ser humano, em harmonia com a vontade divina.
- A predominância da matéria sobre o espírito, característica dos espíritos imperfeitos, é contrastada com a proposta do sábado: seis dias para o material e um dia para o espiritual. Este mandamento é um convite à elevação e ao desenvolvimento da espiritualidade, preparando o ser para a transcendência.
Ler transcrição do episódio
Onde és, estiveres, com quem és, estiveres Não permita que as suas esperanças se façam exigências Ama e trabalha, sem viol, sem reclamar E compreenderás, compreenderás E a paciência, ontem de serenidade e tolerância Envolve-me em lugar, nesse Cristo obrigado E a paciência, ontem de serenidade e tolerância Envolve-me em lugar, nesse Cristo obrigado Ama e trabalha, sem viol, sem reclamar E compreenderás, compreenderás E a paciência, ontem de serenidade e tolerância Bianca arrasou É, muito gostoso mesmo, né? Algumas pessoas que estão aqui já acompanham a gente à noite lá Já escutaram, né?
Que essa aí foi na quarta-feira A gente apresentou, né? E hoje à noite nós temos mais, né? Tem mais uma hoje à noite, uma anédita do João Olha só, que bacana! Nossa, estou escutando aqui agora, estou montando o vídeo dela Uma música linda, assim, né? Esse livro do Emmanuel, né? Que a gente está trabalhando, é um livro que a gente não conhecia E tem sido muito bacana estudá-lo, assim, lá no programa E ir trabalhando as músicas, sabe, Haroldo? Essa coisa da sensibilidade aí, segunda, quarta e sexta Tem que botar uma criança no mundo aí O nome do livro Eu ia falar sobre o nome, Júlio Do livro, porque muitas pessoas às vezes não acompanharam, né?
Linha 200, né? Que a gente falou, acho que falamos aqui na outra vez Que é a do centésima obra psicografada pelo Chico Que o Emmanuel comemora nessa obra E é uma obra muito interessante, assim E eu tenho notado até agora uma linha Que ele fala que o livro não é mais do que uma continuidade, Haroldo O livro representa não mais do que uma continuidade Desse trajeto, mas que Mas ele trabalha muito Há questões das trevas para a luz No livro É, das trevas para a luz E como não há caso, né? Nessas coisas todas, a gente vai descobrindo Quais são as conexões que fazem a gente chegar até essas obras E tudo Então tá sendo muito gostoso Aí nessa faixa aí O Fred Natalino colocou o piano pra gente Né?
Então é isso É trabalhar É o Martiniano também, os arranjos O Martiniano fez a parte pra mim A técnica de afinar algumas vozes e tal A parte de composição e arranjo básico Foi meu Mas não tem muito É o violão e o piano só mesmo, assim Mas a ideia era, Haroldo É porque a Bianca adora esses temas da Disney Essas músicas da Disney, né? Esses temas E aí eu falei assim Ah, vou tentar fazer algo nessa linha, né? Da Disney, assim Aquelas canções temas, assim Aí ela curtiu E falou comigo assim Quem escreveu essa letra, foi você?
Por quê? Porque eu tô vivendo os momentos agora Na minha vida, com amigos da escola E eu fiquei com saudade da escola que eu estudava E tudo que todo mundo tá me falando É o que tá falando nessa letra aí Aí ele falou pra ela Se acostume com Emmanuel Sempre conversa com você Se acostume com Emmanuel Mas é isso, vamos dar uns boas tardes aí Ah, eu quero dar boa tarde pra Júlia Que ela pediu Deixa eu até colocar aqui, ó Boa tarde Eu gostaria muito que vocês mandassem um abraço para mim Júlia de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul São Leopoldo, tem um grande seminário aí, né?
Um grande seminário evangélico aí São Leopoldo É um centro de teologia Uma grande cidade São Leopoldo E aí damos boa tarde a todos os amigos A primeira que consta aqui conosco Que ficou gravada aqui, né? A Mali Pra mim é a Bete Ah, pra mim é a Mali Fico aguardando esse momento com muito carinho Gratidão por compartilhar esse conhecimento Que coisa boa Tanta gente bacana aí, né? Você quer falar mais nomes aí? Vamos lá Daniele Dourado Vou achando aqui na sorte Andreia Paula João Caldas Olha só Tem muita gente bacana aqui, né?
Vamos ver o último que colocou aqui pra nós Vamos pegar aqui A Liamara Klein Aí, ó O Rio Grande do Sul tá em peso aí, garoto Tá em peso, né? Olha só, os gaúchos E aí eu queria comentar que o Silvan Aragão Almeida A gente poderia abrir até com a pergunta dele, né? Não consegui completar o esquema Seguir, você pode me ajudar? Ele tá perguntando sobre a divisão de êxodo Do que nós fizemos pra estudar, né? Que a gente dividiu o êxodo em três partes Então a gente pode relembrar essas três partes, né? A Liamara colocou até aí no grupo, né?
Coloquei Êxodo então tem 40 capítulos A gente dividiu Tenho aqui a lista também Do 1 ao 18 o tema liberdade Do 19 ao 24 o tema fidelidade E do 25 ao 40 o tema comunhão Nós estamos atualmente na segunda parte, né? Falando sobre fidelidade Fidelidade, exatamente Que é o momento da revelação da lei E a lei representa as condições da fidelidade As condições do pacto Ou, se preferirem, a aliança A aliança como pacto, como a parceria Como essa união que exige fidelidade Que exige comprometimento com um conjunto de regras morais e éticas Isso é o que representa a lei Isso é o que representa a lei E aí a gente está vendo aqui Como que os Dez Mandamentos se dividem Em uma parte que é do relacionamento da criatura com o Criador E do relacionamento da criatura com as outras criaturas Afinal de contas, Deus é Deus de todas as criaturas E não de uma criatura E ele vela por esse equilíbrio Por essa igualdade Por isso que existe uma lei de responsabilização Uma lei de causa e efeito Que determina a reparação de toda conduta, todo mal causado Quando a gente interfere nessa harmonia do universo É isso, esse é o grande resumo da lei Esse é o espírito da lei E aí a gente vai aqui lidando com toneladas de palha Para poder ter acesso ao grão de milho Deixa eu mandar um abraço aqui para o Gustavo De Franca, os amigos de Franca Em Franca tem muita gente bacana, né?
Tem a Cacau, o Quirino, o Ramon, o Eduardo O Eduardo… Nossa, o nome, o sobrenome eu sempre esqueço O Eduardo que faz um trabalho na internet também E vai estar vindo para a plataforma De Ghibelli, né? Deixa eu ver o sobrenome O Eduardo que está trazendo conteúdo dele para a plataforma agora A gente está fazendo uma parceria Então, Franca também, né, Haroldo? É a cidade com mais crítica do Brasil, né? Dizem, né? Então, é um movimento muito forte lá Muito forte, muito, muito Então, bacana Olha, a Sandra está falando que tem uma pessoa assistindo Da Ilha da União, no Oceano Índico Oh, maravilha!
Faz inveja na gente, não, pelo amor de Deus A Patrícia Paula está sempre conosco É O André Alves está assistindo os Estados Unidos Tem muita gente dos Estados Unidos aqui, né? Coisa boa Se estão todos bem-vindos, né? E nós estamos… Estudamos já o primeiro mandamento O segundo mandamento E hoje vamos para o terceiro, né? Não, já vimos o terceiro Não pronunciarás o… Agora é o quarto mandamento O nome do Senhor em vão, não é isso? Foi ótimo o estudo do… Hoje é o quarto Guardarás o dia de sábado Ah, isso aí, Haroldo Grande tema aí, né?
Nós vamos entrar E aí, com esse quarto mandamento O que que acontece? A gente está caminhando para o meio, né? Para o final da primeira tábua Para o final da primeira tábua E o próximo mandamento Ele é um mandamento Misto Olha que interessante Ele é um mandamento Que tem a ver com Deus Tem a ver com o próximo Que é o não-matarato Mas nós vamos chegar nele Vamos hoje no sábado Bom, primeira coisa Nós estamos lendo A redação Que está em Deuteronômio, capítulo 5 E o mandamento de hoje, que é o quarto, está no versículo 12 Então, Deuteronômio, capítulo 5 Versículo 12, para quem está anotando aí e acompanha A redação é longa É um parágrafo gigantesco Falam tanto de coisa Então, eu vou resumir numa frase Guardar o sábado O sábado está ligado a trabalho e repouso Trabalho e repouso Então, a ideia é que Em uma semana de sete dias Um dia é repouso Seis são trabalho Seis dias são do homem Um dia é de Deus Olha isso Então, quase 15% é repouso Não é?
85% é trabalho O quarto mandamento gira em torno dessas ideias E, a partir daqui, a gente vai aprofundar mais Nós vamos dar mais voos Mas é importante entender isso Trabalho e repouso É o dia do descanso É o dia em que há uma ordem divina De não agir sobre o mundo material Não manipular o mundo material Não lidar com a matéria Olha que interessante Não pode cozinhar Não pode costurar Não pode andar Não pode fazer algo O repouso do fazer Olha que interessante E, aí, já surge a primeira pergunta É o repouso do fazer Mas, o repouso do fazer Significa repouso do ser Então, o que a gente vê?
O repouso é um repouso do fazer Mas, é um trabalho do ser Do ser espiritual Então, é um mandamento realmente muito interessante Então, a gente caminha aqui O primeiro mandamento, que é o mandamento do monoteísmo A compreensão de que há A compreensão de que há uma inteligência suprema Um amor infinito Acima de todas as potências do universo Acima de todos os co-criadores em plano maior Há o Criador O segundo mandamento Esse Criador é imaterial e incorpóreo Tanto que Ele cria o fluido cósmico Que é a origem, a matéria cósmica, a matéria primitiva E Ele cria os seres, os Espíritos As inteligências do universo O terceiro mandamento tem a ver A gente viu sobre o nome Que tem a ver com os atributos da divindade Tem a ver com a ação de Deus na criação A missão divina O grande propósito de Deus para a sua criação E, no quarto mandamento, surge o sábado E, aí, a gente fica meio que sem entender Porque esse sábado tem várias camadas Esse quadrado sábado vai desde algo muito simples que é O dia de descansar O dia que eu não vou para a lavoura O dia que eu não vou preparar nada material O dia que eu vou descansar Que eu vou repousar E isso vale para todos Até para os escravos Porque aqui a gente vai perceber isso Vive-se uma sociedade ainda primitiva Que admite a escravidão O povo hebreu era escravo O povo hebreu era escravo Então, aqui nós estamos trabalhando em um nível ainda bem Bem básico Só que a gente não pode ficar só no nível básico Porque, se o guardar o sábado fosse apenas uma questão de trabalho e repouso Se fosse apenas uma questão social Não teria as determinações do que se fazer no sábado Então, seria um repouso assim Fazer nada, puro lazer E o sábado não é isso Tanto que o mandamento não é repousar no sábado Veja, é diferente É guardar o sábado Então, atividades são feitas no sábado E é isso que nós vamos refletir agora Que atividades são essas?
Eu queria te perguntar Essa coisa do repouso e do guardar Porque, nossa, traz interpretações muito diversas, né, Haroldo? Então, no texto bíblico A gente não tem originais do Antigo Testamento, né, Haroldo? Vamos dizer assim, né? A gente tem transcrições e coisas assim Nas traduções melhores Esse guardar, é isso? É esse o sentido? É assim que nós vemos? É, olha aqui, Júlio Guardarás o dia de sábado para santificá-lo Você está lendo, não é no grego, não, né? Não, a tradução da Bíblia de Jerusalém É o versículo 12 do capítulo 5 de Deuteronômio Bacana Bacana, bacana É legal a gente perguntar essas coisas Porque as pessoas gostam muito de…
As pessoas não, a gente A gente, às vezes, quando… Fica nesse embate, né, com as traduções Ou com o uso Então eu me lembro da gente aí com os talmudes E vendo ali o ensino oral e tal Que vai confirmando algumas questões Que têm a ver com a cultura daquele tempo E o sentido do que eles queriam Porque tem também a questão dos dias da criação Não tem isso? Relaciona-se também com isso, Haroldo? Era isso que eu ia falar Eu pensei nas duas coisas, né? Os dias da criação E Kardec, quando colocou lá nas leis morais, né?
Todo um capítulo de trabalho e repouso Mais ou menos falando sobre essa comunhão, né? O dia de entrar em comunhão, o dia de santificar, né? Exatamente Então, o importante aqui não é um repouso apenas, né? O mais importante que o repouso seja Porque tudo na natureza Obedece um ciclo de atividade e repouso Tudo na natureza É um ciclo de atividade e repouso, né? É um padrão da natureza Mas, aqui, olha que interessante Guardarás o dia de sábado para… Então, se tem um para, tem a motiva Se tem um para, né? O para é bom, né?
Porque o para é finalidade Guardarás o dia de sábado com que finalidade? Para descansar? Não está dito isso Para repousar? Não está dito isso Então, esse mandamento está nos convidando a Ir além da letra Ir além do sentido básico Que é o sentido de trabalho e repouso Então, guardarás o dia de sábado Com a finalidade de santificá-lo Olha isso De santificá-lo Nós vamos falar sobre isso Sobre santo Não na igreja católica Santo na concepção hebraica do Velho Testamento O que é santo? O que é santificar? Nós vamos falar A gente já falou muito isso no Levítico No estudo do Levítico Nós falamos, assim Dezenas de horas Sobre a palavra Santo Santificar Santificado Separado Qual a finalidade?
E a gente começa, nós vamos ver aqui Nós vamos constatar Que o verbo guardar Está estreitamente ligado ao verbo santificar Nós vamos ver isso E aí vem um detalhamento Trabalharás durante seis dias e farás toda a tua obra A tua Então você tem seis dias pra cuidar dos teus interesses E trabalhar O sétimo dia, porém É o sábado Do… aí vem o nome Do nome Olha o nome lá, do terceiro mandamento É o dia do Todo Poderoso É o dia dele Então, aqui é importante É importante eu ler isso aqui Diversas vezes Ter ideias Então, por que eu guardo o dia de sábado?
Porque ele é o dia de Deus Eu guardo pra santificar Então, seis dias é do homem Seis dias são do homem São do homem Seis dias Um dia é de Deus Essa é a proporção A proporção Então, aqui já está começando a aparecer uma luz Aqui a gente está começando a falar Olha, tem mais coisa nesse mandamento aqui Tem mais coisa nesse mandamento Então, agora nós vamos Estudar a palavra santo Santificar Santificado A palavra santo Do… Do latim, do português Ela é uma tradução da palavra kodesh Kodesh Do hebraico Nós falamos isso lá no estudo do livro Levítico O que que é kodesh?
Kodesh é aquilo que foi Separado É aquilo que foi retirado Do comum Da vida comum Do uso comum e natural E reservado para o uso divino Isso é o santo Então, nesse sentido O que que nós vamos perceber Lá na terceira parte do êxodo Quando nós fomos estudar o tabernáculo O tabernáculo é uma tenda santa O que que significa isso? Tem centenas de milhares de tendas no deserto Uma delas Umazinha Veja Tem centenas de milhares Uma delas foi separada para Deus Uma Então, uma tenda foi santificada Santificada é Reservada Separada Destinada Destinada, isso aí É no sentido de reserva mesmo, não é, Júlio?
Sentido de reserva Sentido de reserva Então, mais ou menos assim Acheira está com a comida aí Se viu Bianca comeu Bernardo, não sei o quê Aí ela faz o prato Esse aqui é para o papai Porque ele vai jantar mais tarde Então, quer dizer Aquele prato feito está reservado Foi santificado para o Júlio Não é? Muito bem Foi reservado É esse o sentido É esse o sentido Então, a tenda é diferente das outras? Não Não A tenda é uma tenda igual às centenas de milhares de tendas O que é diferente? A destinação dela O uso que será feito dela O uso será distinto Por quê?
Porque quem vai usar é Deus Isso é o conceito de santo Então, não tem nada a ver Ou quase nada a ver Com o conceito de santo das religiões de tradição cristã Não tem? Talvez originalmente não tenha Mas não com o sentido que a gente deu É um sentido distante É um sentido distante Está muito distante do sentido original Muito distante Então Qual que é a ideia aqui? Olha que bonito isso Então, assim Eu tenho uma semana com sete dias Eu tenho sete dias Os dias são diferentes? Não Os dias são iguais O primeiro dia é igual ao segundo, que é igual ao terceiro, que é igual ao quarto, quinto, sexto, sétimo Os dias são iguais Não tem diferença Mas eu separei o sétimo dia para Deus usá-lo Mas, olha Não basta separar Eu tenho que guardar Então, vamos voltar lá para a metáfora da Sheila Ela serviu o almoço, ela comeu Bernardo comeu, a Bianca comeu Ela separou o prato do Júlio, mas não guardou Aí subiu o gato e comeu Comeu a comida Porque o prato foi separado, mas não foi guardado Então, veja que sutileza Então, santificar é separar para Deus Reservar para Deus usar Ele é que vai usar Então, agora a gente já começa a sair do sentido mais rasteiro do mandamento Veja Eu estou falando só em repousar?
Veja, é só isso Ah não, trabalhei seis dias, agora deixa eu repousar aqui Deixa eu deitar na minha rede aqui Deixa eu repousar, é isso A gente está começando a perceber que está longe disso É muito mais do que isso É muito mais do que isso Então, qual que é a ideia aqui? A ideia é A proposta A segunda parte de Êxodo Hoje a pessoa até perguntou A segunda parte não é a fidelidade? A palavra central da segunda parte de Êxodo não é fidelidade? Fidelidade não implica uma parceria? Uma sociedade? Um acordo? Uma aliança? Uma união?
Então, aqui Deus está fazendo o quê? Está dividindo Nós temos um acordo Seis dias são teus, um é meu Seis dias são teus Um é meu Veja o texto Trabalharás durante seis dias e farás toda a tua obra Então, assim, trabalhe e faz o máximo Trabalha com excelência Trabalha fazendo tudo o que você puder Toda a sua obra O sétimo dia é meu Sou eu que vou fazer a minha obra Então, seis dias é a obra do homem O sétimo dia é a obra de Deus Estou começando agora a molhar o pãozinho no café com leite Eu vou dar uma parada aqui Para todo mundo respirar Porque nós vamos afogar esse pãozinho no café com leite Nós vamos mergulhar mais Vamos sim Está fazendo sentido, Eleonora?
A Marta está perguntando aqui Eu acho que é importante Por que sete? A gente fica pensando se tem a ver com os dias Com os sete dias da criação Esse símbolo do sete Todo ciclo na Bíblia hebraica é sete É sete Não é? É um ciclo, não é? Inclusive Esse é um problema da língua Porque quando eu digo sete e sábado Em português é diferente, em hebraico não As mesmas consoantes que você escreve Shevet Que é sete Você escreve Shabat Que é sábado Só muda as vogais Acontece que na Bíblia hebraica você não escreve vogal Então, se você olhar para a palavra sete e para a palavra sábado é a mesma Não tem vogal, só tem uma consoante As consoantes são as mesmas O que eu estou querendo dizer?
No texto da Bíblia hebraica não tem diferença Sábado e sete Então, essa é a beleza do simbolismo hebraico Por isso que Emmanuel diz no capítulo sete Do livro A Caminho da Luz No capítulo sete Do livro A Caminho da Luz Em que ele fala do povo hebreu Por que ele não falou do povo hebreu no capítulo oito? No capítulo sete Falou do povo hebreu no capítulo sete O que ele diz? O Velho Testamento é o monumento da ciência secreta do povo hebreu É um monumento Então, aqui nós temos uma simbologia profunda Todos os ciclos bíblicos são ciclos setenários E eu acho que a Selma aqui pescou esse pãozinho que vai entrar dentro do vinho Vamos colocar assim no fundo E lá na frente Vamos com calma Porque a gente pode Nós podemos interpretar esse dia, o sétimo dia Num sentido planetário, num sentido social, num sentido individual Tem vários níveis que essa simbologia pode ser interpretada Mas vamos com calma Vamos com calma pra gente não passar por cima de alguns pontos aqui Então, agora está começando a ficar mais claro Trabalha seis dias Realiza toda tua obra nos seis dias Porque o sétimo dia é de Deus É ele que vai fazer a obra dele No sétimo dia Então Então Veja como que ficou profundo agora Quando os fariseus começavam a implicar com Jesus Os fariseus criaram a maior disputa com Jesus Com respeito a guardar o dia de sábado Olha isso Guardar o dia de sábado E na essência O que que Jesus respondeu?
Na essência, não no texto Eu não vou citar o texto do Evangelho Vou citar o espírito da letra O que que Jesus respondia aos fariseus? Conta aqui É o sétimo dia Hoje é sábado? É sábado Deus está querendo agir por mim O dia é dele e vocês não querem deixar? O dia é dele O dia é dele Vocês estão querendo proibir Deus de agir? No dia que é dele? Ele quer curar pelas minhas mãos Ele quer salvar pelas minhas mãos E vocês não estão querendo deixar? O dia não é de Deus? O sétimo dia não é dele? Então Deus faz o que Ele quiser É Olha isso Então Interessante, não é?
É difícil, é difícil, Haroldo Porque são muitos elementos, não é? São muitos elementos culturais nossos Com relação a isso, não é? Muitas possibilidades E a gente tem que aprender todas elas, não é? Para que é o conjunto dessas interpretações É que dão sentido Geral, não é, Haroldo? Essa compreensão de todas as faces disso daí É que é o lance, não é? Porque, nossa, envolve tanta coisa, não é? Há tanta interpretação sobre esse sétimo dia, não é? Tanta coisa que a gente já Já pensou sobre isso, não é? Até o conceito de descanso, de repouso Me veio a imagem, por exemplo Do repouso, quando você fala assim Deixe isso repousar, não é?
É quando deixa sentar, não é? Deixa sentar Você tem o guardar, que é a vigilância Que é o cuidado, é o zelo Você tem o guardar, que é o Que é o reter, que é o assimilar E interessante que, não tem nada a ver Mas pode ser que tenha Porque o pensamento foi lá no Sete Pecados Capitais E o sétimo é a preguiça Então acabou que Essa coisa só do repouso É preferível não, não é, Haroldo? É, mas aí eu acho que você tocou num ponto, Júlio Que é interessante Quando o sol se põe As estrelas e a lua surgem Quando as estrelas e a lua se põem Surge o sol Então, o sétimo dia É o repouso da obra humana E a plenitude da atividade divina A atividade divina diminui a intensidade E a atividade humana assume a intensidade Então, veja, é um equilíbrio dinâmico No geral, nada está parado No geral, o movimento é perpétuo Há revezamento Então, o apogeu da atividade humana O apogeu da atividade divina Mas por que a atividade humana tem que repousar Para que haja o apogeu da atividade divina?
Porque a atividade divina requer serenidade no coração humano A atividade divina requer um coração humano Recolhido Então, de que se trata, na verdade, o sétimo dia? De espiritualidade, religiosidade e transcendência O sétimo dia deveria ser o dia da desencarnação Por que, Herodo? Porque seis dias eu estou encarnado Trabalhando e fazendo toda a minha obra de encarnar No sétimo dia, eu deveria dar uma desencarnada Para o trabalho espiritual de Deus Porque Deus não é material Não é corpóreo Deus é imaterial e incorpóreo O trabalho dele é eminentemente espiritual Então, o sétimo dia deveria ser o dia do contato com a espiritualidade, com a religiosidade, com a transcendência Porque, na verdade, na verdade, ele é um anúncio da transcendência suprema que nos aguarda quando nos tornarmos Espíritos puros Espíritos que entraram no tabernáculo definitivamente Herodo, Veja, profundo, não é?
Tenho que te perguntar, porque antes dessa questão dos dez mandamentos, do guardar, de haver a instrução divina, já que a instrução sempre veio em todos os tempos, essa sociedade, o que nos representa naquele estágio, eles já tinham alguma atividade, ou desleixo, ou atividade que relacionava-se com esse sétimo dia? Você já estudou sobre isso? Se a orientação… Não, com certeza, claro, claro, claro Ela vem para corrigir algum desvio? Ela vem para reforçar uma percepção? Não, eu acho que ela vem reconfigurar totalmente, Júlio É?
Totalmente Porque aqui, agora, tem um fato novo, é o monoteísmo, né? É porque deveria ter… Eu queria entender qual era o sentido anterior ao mandamento que se dava para o sétimo dia? Se havia algum registro do entendimento do homem daquele tempo antes dessa orientação para o sétimo dia? Tinha. Tinha o dia dos deuses, o dia das festas dos deuses, o dia do rei, nesse sentido bem material de trabalho e descanso. Entendi. Isso sempre houve, inclusive, nas civilizações da Mesopotâmia, na Babilônia, na Suméria. Não podemos esquecer que nós tivemos uma religião monoteísta na Suméria, o Zoroastrismo.
Zoroastro. Que, segundo Chico, naquela entrevista, é um dos ministros do Cristo. Zoroastro. Só que aqui, aqui está diferente. Aqui está tudo reconfigurado. Aqui, agora, assumiu um grau de sofisticação, um grau de apuro nunca antes visto. Porque aqui eu estou falando do Deus único. A inteligência suprema e a relação dessa inteligência com a criatura é muito diferente. E mais, e mais, eu estou falando num mundo totalmente material de um Deus imaterial. Por isso que, quando a gente começou a estudar os Dez Mandamentos, eu até comentei aquilo.
Será que a gente aprendeu os Dez Mandamentos? Será que nós somos monoteístas? Será que nós somos monoteístas? Será que nós já tivemos isso? Há controvérsias. Camadas. Há uma camada. O quê? Qual é a característica dos espíritos imperfeitos? Que somos nós, habitantes do mundo de expiação e prova. Qual é a característica? Eu até separei aqui. Olha aqui. Questão número 100 de O Livro dos Espíritos, terceira ordem, espíritos imperfeitos, caracteres gerais. Predominância da matéria sobre o espírito. O que significa isso?
Seis dias materiais, um dia espiritual. Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes. Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade e reflexão, malícia, do que verdadeira maldade. Uns não fazem nem o bem nem o mal. Outros, ao contrário, se comprasem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticar o mal. Ficam felizes. A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia.
Seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, suas ideias são pouco elevadas e, mais ou menos, abjetos seus sentimentos.” Olha isso. Sentimentos repugnantes. Esse é nós. É nós. Os espíritos em PT. Essa turminha, como diz o Raul Teixeira, eles são os inquilinos de Deus na Terra. É essa turma aí que alugou o planeta. Está pagando aluguel e morando na Terra. Nós. Está morando sem pagar. Está morando para pagar. Não é? São os moradores. Não é? São os moradores. Espíritos imperfeitos.
Então, para espíritos imperfeitos, em que predomina a matéria sobre o Espírito, seis dias são para a matéria e para o corpo, um dia é para o Espírito. Então, esse quarto mandamento é extraordinário. Quando que Jesus vai… que Jesus vai pegar o quarto mandamento e aí ele vai mandar o quarto mandamento lá para as galáxias? Quando que Jesus faz isso? Quando ele transfigura no monte Tabor. Quando ele transfigura no monte Tabor. Explica isso aí agora. A transfiguração no monte Tabor é a espiritualidade tomando conta do mundo material.
Tanto que vem Moisés e Elias. Moisés, que representa a lei, a primeira, e Elias, que representa a profecia, os profetas, o futuro, o mundo vindouro, o mundo celeste que está sendo construído. Regeneração ditosa e celeste. Porque o destino da Terra é ser mundo celeste. Não é ser mundo de regeneração. Tem gente achando que a Terra vai acabar. Achamos a regeneração. Acabou a Terra. Acabou a Terra. Não, gente. Depois de mundo de regeneração tem mundo ditoso. Depois de mundo ditoso tem mundo celeste. Mundo celeste. Então, no Tabor, veja, no Tabor, o Cristo, Ele transfigura.
Isso é que é maravilhoso. Pela primeira vez, veja, não é uma porta que se abre para que o espiritual visite o material. Não. Agora é o material que se transfigurou. No monte Tabor, Jesus deu pra gente uma entrada. Sabe quando você vai… Lembra, lá na Itália, não é? Tem a entrada, o prato principal, a sobremesa. Aqui, Jesus deu a entrada do mundo celeste. Ele falou, eu vou dar pra vocês, assim, uma torradinha com um pouquinho de tomate e azeite. Uma… uma azeitezinha. Do que será o mundo celeste? É a transfiguração.
Não é? Então, é isso. E ela se deu ao sábado? Não, não, não tem. Não, necessariamente. Estava se aproximando, não é? Porque era a festa de tabernáculo, não é? Possivelmente, sim. Porque o Simão Pedro queria armar a tenda ali, porque era a festa das tendas, não é? Então, pode ser que seja um sábado, não é? E Jesus falou, não, não, nós temos que ir pra Jerusalém. Nós temos que ir pra Jerusalém. Ele queria celebrar ali. Então, pode ser, assim, se não era sábado, era véspera. Eu esqueci de olhar pro relógio na hora, Júlio.
No momento em que estava acontecendo a transfiguração… Você estava dormindo. Você estava dormindo, Arouca. Estava dormindo no Mineral, nessa época aí. Nossa, Arouca, esse tema é muito rico, não é? Ele vai dar muito o que se pensar, não é? No âmbito do que é santificar, não é? O que é pra cada um, não é? Pra cada indivíduo, não é? A sua relação de espiritualidade e religiosidade, não é? Como ele se relaciona com Deus, não é? Porque espiritualidade e religiosidade estão a ver com isso, não é? Você se relaciona com Deus.
E não é um Deus… Eu estou lembrando pra mim, tá, gente? Que eu estou tentando fazer esse exercício. Não é um Deus externo, não é? É um Deus dentro de mim, também. Também, né? Dentro de mim, também. Também, né, Júlio? Porque isso é uma coisa importante. Porque Deus é imanente, mas Ele é transcendente. Isso. Então, porque às vezes a pessoa fala Deus dentro de mim, ela acha que Deus se resume ao que está dentro dela. Cuidado! Porque Deus mora na criação infinita. Então, a maior parte dEle está fora de você. É importante a gente ter essa noção.
Mas Ele também está dentro da gente. Inteiro, também, Haroldo. É, não é? Porque Ele é onipresente, onisciente. Ele é um. Então, assim, é porque isso foge da nossa matemática. A gente só não pode esquecer que o Espírito sopra onde quer. E não sabeis de onde Ele vem nem para onde Ele vai. Por isso que o Augusto dos Anjos diz assim, com seu pensamento algo insondável. Insondável. O livre-arbítrio de Deus é insondável. E, na maioria das vezes, Ele nos contraria. A nosso favor. Porque a sabedoria de Deus é loucura para os homens.
E a sabedoria dos homens é loucura para Deus. E é importante a gente dizer isso, porque hoje a gente vive num mundo que todo mundo se acha sábio. É interessante, não é? Todo mundo é sábio, todo mundo quer dar aula no Instagram, no Facebook, no YouTube. Todo mundo, todo mundo, todo mundo está certo. E Deus está errado. Então, Salomão, Salomão se encarnava de novo, falaria, vaidade das vaidades, né? Vaidade das vaidades. Vaidade das vaidades. A sabedoria dos homens é loucura para Deus. Loucura para Deus. É só a gente tomar cuidado com isso.
Eu acho que esse estudo a gente tem que seguir muito ele ainda na próxima semana, porque a gente vai ter que expandir mais esse sábado, né? Eu fiquei pensando em uma fala que o Haroldo começou a falar, mas a gente meio que interrompeu, quando ele falou que Jesus deu um outro sentido ao sábado, né? Outro sentido. Aonde o sábado ficou dito como repouso, até que não, né? Porque os judeus cantam, eles oram, eles têm várias coisas que eles fazem no sábado. Eles não fazem o repouso como nós, aos domingos, digamos assim, né?
Porque normalmente o nosso… Não, o sábado é rigorosamente observado. O nosso descanso ficou aos domingos, e a gente usar esse descanso para a comunhão, né? Para a comunhão. O problema do povo hebreu, Eleonora, foi que o dia de sábado é de Deus, e eles quiseram colocar Deus numa gaiola. Então, eles observam o sábado, mas quer que Deus fique na gaiola fazendo o que eles querem. Eles se esqueceram que o sábado é o dia de Deus. É o dia da obra de Deus. E aí, Deus faz o que Ele quer. Ele faz o que Ele quer. Tem como eu não lembrar dele?
Ele pode querer curar a mão mirrada, ele pode querer curar leprosos, ele pode querer devolver a vista a um cego. É, na verdade, o que a gente está entendendo aqui, o que eu estou entendendo é que o que eu faço está guardado para Deus. Aquilo que eu faço tem a ver com essa relação minha com Deus. Que é aquela fala que a gente já ouviu, né? De você também muitas vezes, né? Que não é o homem que foi feito para o sábado, mas o sábado foi feito para o homem. Foi feito para o homem. Então, assim, essa compreensão do que é o guardar, do que é o repousar, do que é esse processo, é que a gente tem que harmonizar dentro de nós, porque na natureza, apesar de haver o repouso, o momento que a gente chama de repouso, repouso é quando não está dando fruto, repouso é quando não está florindo, repouso é quando…
o que é o repouso, né? Na natureza, quando você olha para a natureza, que é o livro de Deus, né? Escrito para nós observarmos. Não está acontecendo nada ali? Absolutamente nada? Porque não há como não acontecer nada. Não há como não acontecer nada. Você para de pensar, aí não tem jeito. Então, é lógico, pensando para mim, você tem sempre que nós três aqui, né, Eroldo? Nós estamos tentando, igual todo mundo que está aqui, é importante isso, nós estamos aqui não falando verdades absolutas, a gente nem sabe, né? Nós estamos estudando e compartilhando juntos aqui ideias para chegarmos na verdade, né?
Mas… Na verdade, né, Júlio, o que está dizendo aqui, e é isso que eu estou tentando, estou tentando empurrar, repouso material, atividade espiritual. É isso aí, guardarmos isso. É isso. Então, sábado é repouso material e atividade espiritual. Por isso que é o dia da transcendência, é o dia da espiritualidade, é o dia da religiosidade. Esse é o sentido do sábado. Por isso que ele é santificado. Agora, por que Jesus disse que o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado? Porque o sábado é o quarto mandamento.
O ser humano não foi feito para os mandamentos, porque já havia ser humano antes dos mandamentos. Então, vamos lá. Para isso ficar bem claro. Eu chego para o Júlio e digo assim, Júlio, vamos fazer uma aliança? Vamos fazer um pacto, um acordo, uma sociedade? Vamos. Vamos. Está feito? Está feito. Vamos fazer uma sociedade. Está feito. A aliança está feita. Aí, eu chego e falo assim, Júlio, quais serão os termos dessa aliança? Quais serão as regras da aliança? Veja, os termos da aliança só têm um propósito, manter a aliança, manter a harmonia da aliança, manter a felicidade da aliança, manter a igidez, manter a integridade da aliança.
Só que o que a gente faz? A gente coloca os dez mandamentos acima da aliança com Deus. Aí, o que a gente faz? Você pegou a banana, descascou, comeu a casca e jogou a banana fora. Comeu a casca e jogou a banana fora. Porque os mandamentos foram criados por causa da aliança homem-Deus. Se não tivesse aliança homem-Deus, não precisava mandamento. Então, é isso. É isso que Jesus quer chamar a atenção deles. Ei, ei, peraí, peraí. Calma. Peraí. Vocês estão querendo transformar o sábado em algo mais importante do que Deus?
Vocês estão querendo transformar o sábado em algo mais importante do que o ser humano? Entenda. A aliança homem-Deus, homem no sentido de ser humano, de humanidade, de espécie humana, aliança ser humano-Deus, é o mais importante. O mandamento é acessório. O mandamento existe para sustentar a aliança, e não o contrário. E não o contrário. Então, qual a condição Deus estabeleceu no quarto mandamento? Quer uma aliança comigo? Você quer uma aliança comigo? Ah, Deus, quero. Então, um dia dos teus sete é meu. Um dia é meu.
Seis dias trabalharás e realizarás toda a tua obra com a minha parceria, com a minha ajuda, com o meu acompanhamento. Mas, no sétimo dia, eu vou fazer a minha obra e eu quero a tua ajuda e o teu acompanhamento. É isso, Júlio. É simples assim. É simples assim. Então, seis dias vai cuidar das suas coisas. Eu estou junto com você e vou te ajudar. Sétimo dia, eu, Deus, vou cuidar das minhas coisas e você vai me ajudar. É isso. Isso é guardar o sábado. Isso é guardar o sábado. Então, quando Jesus estava na sinagoga e tinha um homem de mão mirrada, era sábado.
E os fariseus ficavam falando, ah, será que ele vai fazer alguma coisa? Peraí, ele está fazendo para ele? Se for da vontade de Deus… Ele estava fazendo para ele? Não! Jesus não estava fazendo obra para ele. Então, ele estava guardando o sábado. O problema é que os fariseus queriam controlar Deus, que é o problema dos religiosos. Então, os religiosos querem falar em nome de Deus. Os religiosos querem escolher em nome de Deus. Eles querem julgar em nome de Deus. Eles querem aplicar a pena em nome de Deus. Eles querem tirar Deus da jogada e falar, não, agora é nós que vamos cuidar.
É isso. É isso. Então, quando Jesus toca na questão do sábado, ele está falando, ei, escuta aqui. Escuta. Eu não estou fazendo nada para mim, não. Quem quer curar o homem de mão mirrada é Deus. O dia é dele. O dia é dele, ele faz o que ele quer. Ele quer curar o homem de mão mirrada. Ele quer curar o cego. Ele quer curar o leproso. Deus não te ajuda nos seus seis dias? Então, você tem que ajudar Deus no sétimo. Ficou ótimo e nós temos tantas perguntas boas. Pois é, era isso que eu ia dizer. Está na hora de a gente entrar no sétimo dia.
Era isso que eu ia comentar. A gente tem tantas perguntas boas e está na hora de encerrar. A gente pode deixar, é para a semana que vem. Mas olha essa daqui. Haroldo, como são os teus sábados? Os seus dias de comunhão? Não precisa responder agora, não. E a Mariângela, ela colocou assim, por isso esse repouso forçado agora na pandemia, como querendo dizer assim, esse repouso talvez para a gente entrar nessa comunhão. O pessoal está participando. Interessante o lançamento, não é? Interessante, viu? Interessante. Muito bom.
É muito gostoso, gente. Quatrocentas pessoas aqui com a gente, assistindo o estudo de êxodo. Já que o Haroldo falou da aliança ao homem de Deus, vamos terminar com uma música aí. Olha, verdade. Para a gente refletir sobre esse processo, não é, Haroldo? Essa aliança. Comunhão. Essa comunhão. Sobre essa comunhão, que é necessária que me dê a impressão, Haroldo, como eu acho que a nossa parábola, que é a parábola das nossas vidas, eu entendo assim, é a parábola do filho pródigo. E dos filhos, né? Porque a hora estamos numa situação ou noutra, dos filhos ali, que a gente está num processo de perdão.
E esse perdão, eu penso para mim, que inclusive envolve esse perdão que nós queremos de Deus, e o perdão que nós temos que dar a esse Deus que a gente não perdoou, não é? E não compreende, e por isso não o perdoa, né? Talvez por não compreender o que ele planejou para a nossa existência, o que ele planejou para as nossas vidas, né? E tal. Minha irmã me mandou, recentemente, uma música do Oswaldo Montenegro, que chama-se A Lógica da Criação, que é muito esse dilema. Olha, que legal! E ele escreveu isso, que é o dilema, que nós temos que reconhecer qual é o nosso dilema também, Haroldo, não é?
Porque não adianta falarmos aqui, ah, meu Deus, meu Deus, meu Deus, e no fundo, não olhar para os seus dilemas com Deus, né? Eu acho que nós temos dilemas nossos particulares com a criação que precisamos compreender, essa comunhão que nós buscamos, é a comunhão de quem compreende, de quem volta para a casa do pai, né? Ou aquele que compreende a ação do pai, né? Estando ao lado dele, e isso é muito importante nesse processo todo aqui, que a gente vive, né, na existência. Eu tenho trazido muito para mim esse exercício de compreender a vontade de Deus, porque já que é tão importante.
Eu acho muito importante isso que você está falando, sabe, Júlio? Porque tem uma coisa que é muito interessante, Deus enxerga o todo e o infinito, e as coisas estão continuamente mudando, né? As coisas estão continuamente se alterando. Por que as coisas estão continuamente se alterando? Porque os seres da criação são dotados de livre-arbítrio. Então, a todo momento, os seres estão tomando decisões novas, né? Então, o quadro geral se altera. Então, digamos, vamos numa família, a família divina é limitada, só para facilitar o nosso raciocínio.
Imagina uma família de dez pessoas, dez pessoas dotadas de livre-arbítrio, que a cada minuto estão tomando decisões. O cenário de manhã não é igual ao cenário da noite, porque os dez estão tomando decisões novas. Então, o que isso significa? Que Deus está sempre prevendo e tomando decisões. Então, isso significa que Ele está sempre tomando decisão e Ele é a inteligência suprema, então Ele sempre toma as melhores decisões. Só que as melhores decisões de Deus hoje podem não ser as melhores que Ele tomou ontem, porque o universo está mutável.
Algumas coisas se alteram, outras não. Algumas coisas não se alteram, a tendência geral se mantém, mas aquilo que se altera, ele tem que intervir. Ele tem que intervir. E, às vezes, Júlio, a gente ingesta Deus. A gente não dá conta de acompanhar essa mudança perpétua dos quadros gerais da vida. E aí a gente fica… A música que você colocou no início. Que as tuas esperanças não se convirtam em exigências. Esse é o desafio, para mim é. Porque todos nós alimentamos esperanças. Todos nós queremos algo. Nem sempre isso é possível agora.
Se eu caio da esperança para a exigência, eu quero que Deus me atenda imediatamente. Só que Ele tem a visão do quadro geral. Ele tem a visão do quadro geral. E o quadro geral está mudando por quê? Porque Deus só tem um problema na criação. Um problema que Ele criou para Ele. Isso está no filme do Jim Carrey. Eu acho maravilhoso esse filme. O Todo Poderoso. O Todo Poderoso, que Deus fala, tá bom, você é o bonzão, então você vai ser Deus por um dia. Está aqui. Aí Deus, o Morgan Freeman, coloca aquela bernuda, vai para a praia e fala, tá bom, você ainda é o bonzão.
Você ainda sabe tudo. Você não dá aula no Instagram, no Facebook, na internet? Então, tá bom, a criação está na tua mão. No final, qual que é o dilema dele? Ele faz a maior bagunça, perde a pessoa que ele ama, e a única regra que ele tinha que seguir era a qual? Você não pode interferir no livre-arbítrio de ninguém. E aí, qual que é a pergunta final, no final do dia, quando ele tem que entregar de novo o poder divino para Deus? Como que eu faço para uma pessoa me amar sem interferir no livre-arbítrio dela? Aí Deus responde para ele, se você souber a resposta, você me ensina.
Então, por que Deus tem uma inteligência suprema? Por que é preciso uma inteligência suprema supervisionando o universo? Porque ele deu o livre-arbítrio para as pessoas. Então, Julio, se o Julio decidir que vai suicidar agora, mudou tudo. Mudou tudo. Novas decisões terão que ser tomadas. Novas intervenções terão que ser feitas. Eu dizia que você surpreendeu Deus, porque você não é tão bom assim, para pegar Deus de surpresa. Mas, veja, novas decisões terão que ser tomadas. Só que é o seguinte, Julio, só no planeta Terra tem quase oito bilhões de encarnados, todos eles dotados de livre-arbítrio.
Todos eles decidindo a cada minuto. Isso é muito louco, cara. E Deus tem que intervir, então. Ou não, né? O Espírito sopra onde quer. Deus está tomando decisões. Aí Deus muda a decisão dele, você fala, está vendo? Não sabe governar. Eu que deveria estar no lugar de Deus, para tomar uma decisão melhor. A gente não vai entender. Claro, você não está vendo o quadro. Você não está enxergando o quadro geral. Você não está enxergando o quadro geral. Então, como que você vai avaliar a decisão de Deus? Ele muda mesmo. Deus pode tomar uma decisão só.
Ó, adia, eu quero que tenha um adiamento de um ano na desencarnação do fulano. Meu Deus do céu, mas não estava programado para ele desencarnar agora? Estava, mas eu mandei adiar. E aí? Claramente. Nós estamos num universo em que todos os seres são dotados de nível abitrio. E a inteligência suprema tem que administrar. Eu já ia usar a palavra aqui, estou com dois adolescentes em casa, né? Eu já ia usar aqui uma expressão de adolescente. E Deus tem que administrar essa bagaça, né? Tem que administrar isso. Todo mundo usando nível abitro, todo mundo decidindo.
E Deus vai ficar parado? Com decisões fixas? Claro que não. É óbvio que as decisões de Deus têm um princípio moral e ético imutável. É óbvio, ninguém duvida disso. Ele não muda, né? Ele tem que decidir. Para. Não, não vai. Agora é isso. Agora tira. Agora coloca. Não. Agora tem que desencarnar. Agora tem que adiar a desencarnação. Agora tem que fazer isso. Agora tem que ajudar. Mudou aqui, manda lá para ajudar. É isso. A gente lê a obra de André Luiz, a gente vê isso a todo, a todo, a todo momento. Eu até cito em uma palestra, Júlio, que é o livro que tem o Félix, Sexo e Destino.
Está lá cuidando, o Félix está cuidando, está cuidando, aí ela vai suicidar, o Félix não deixa ela suicidar, e eu não sei o quê, e ai, está tranquilo, o Félix está tranquilo, não, graças a Deus consegui me interromper, agora ela está dormindo, a menina levanta, vai atravessar a rua e é atropelada. Aí o Félix fala assim, pô, está de brincadeira, está de brincadeira, eu passei o dia inteiro para poder não deixar essa menina suicidar, agora vai morrer atropelada? Mudou tudo, né? O Félix fica pardo, o André Luiz fica pardo, olha para o Félix e fala, e agora?
Ele falou, vamos orar. Vamos orar por quê? O caso tinha sido tirado das mãos do Félix, o caso da menina foi tirado das mãos dele, agora nem ele sabia mais o que estava sendo decidido. Eu acho isso maravilhoso, é complexo, é apavorante, tem hora que eu fico apavorado, tem hora que eu fico angustiado, o que você está decidindo? Por que eu não estou entendendo nada? Eu não estou te entendendo? É o que o Paulo fala, perplexos, mas não desamparados. Perplexo, porque se Deus não te deixar perplexo, você está cego, você não está se relacionando com Deus.
Muito bem. Olha só, vamos precisar de um sábado para digerir tudo isso. Então, já que o Aurodo citou a música do início, eu vou repeti-la no final, para quem chegou depois, e vamos abrir semana que vem com a que eu ia fechar hoje, para a gente refletir sobre essa virada, nesse último mandamento da primeira tábua. Exatamente. Então, vamos lá, despedir do pessoal, agradecer a presença, agradecer ao Aurodo, falar que ele não trouxe o boletim para nós vermos ainda, mas que a gente vai cobrar dele trazer. Então, é isso.
Um beijo para vocês, um beijo para o Aurodo, um beijo para a Leonora. Vou soltar aqui de novo, dois minutinhos, para a gente sair, nós todos aqui, com essa reflexão, aqui na voz da minha Bibi, e na minha, que é do projeto que a gente está fazendo no Espiritismo. tv no ar, que hoje, sexta-feira, 21h30, vai estar de novo no ar. Aí, quem quiser passar lá para ver a música nova, passe lá. Tá bom? Então, vamos lá. Beijos, tchau. Beijos, ótima semana. Onde estiveres, com quem estiveres Não permita que as minhas esperanças Se façam exigências Não vai trabalhar Se vira, se vira, sem reclamar E confia em Deus Que a paciência, motivo e serenidade Tolerância em qualquer tempo e lugar Que a paciência, motivo e serenidade Tolerância em qualquer tempo e lugar Não vai trabalhar Se vira, se vira, sem reclamar E confia em Deus Que a paciência, motivo e serenidade
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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