No 67º episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Gênesis, especificamente no capítulo 4, que narra a história de Caim e Abel. O expositor inicia o estudo alertando sobre a importância de não interpretar o texto bíblico de forma literal, mas sim de buscar os seus profundos e enigmáticos símbolos.
O que é estudado neste episódio
- A natureza simbólica do texto bíblico e a necessidade de uma leitura que vá além da superfície narrativa.
- A identificação de padrões e símbolos recorrentes na Bíblia, como o tema dos “dois irmãos” (Caim e Abel, Ismael e Isaque, Esaú e Jacó, José e seus irmãos), onde o mais novo é frequentemente o escolhido ou o sacrificado.
- O simbolismo do “cordeiro primogênito” como oferta a Deus, que aparece pela primeira vez na oferta de Abel e se repete em eventos cruciais como a Páscoa judaica e o sacrifício de Isaque, culminando na figura de Jesus como o “Cordeiro de Deus” no Novo Testamento.
- A interpretação da frase “E findou uma era” (Gênesis 4:3) como o término da era do Éden e o início de uma nova era, marcada pelo assassinato de Abel, simbolizando que o “novo” frequentemente chega em um “velório” nas transições evolutivas.
- A progressão do mal, que se inicia com o fratricídio de Caim, e a ideia de que a humanidade se tornou uma “sociedade de Caim”, onde o bem (Abel, que significa “suspiro” ou “efêmero”) é ceifado.
- A promessa de uma nova era, a era messiânica, onde o bem terá vida longa e o mal será efêmero, conforme as promessas do Sermão da Montanha.
Reflexões
- A Doutrina Espírita nos convida a uma leitura profunda e simbólica das escrituras, revelando a sabedoria oculta que transcende a literalidade dos fatos narrados.
- A história de Caim e Abel é um símbolo da origem do mal na humanidade e da constante luta entre o bem e o mal, que se manifesta nas relações fraternas e na sociedade como um todo.
- As transições evolutivas são frequentemente dolorosas, pois implicam o abandono do velho para o acolhimento do novo, e a nossa dificuldade em enxergar e agradecer o progresso que se apresenta.
Ler transcrição do episódio
Transcrição e Legendas Pedro Rivera Comunista, Inscreva-se no canal, ative o sininho e ative o sininho de notificação para receber notificações de vídeos novos. Olá, amigos, bem-vindos a mais um episódio do nosso estudo do livro Gênesis de Moisés à luz da Doutrina Espírita. No episódio anterior, nós comentávamos sobre três elementos fundamentais do texto do capítulo 4, que é o capítulo que nós estamos estudando, atualmente. Antes de falar destes três elementos, vamos falar de alguns pontos, aqui, que merecem atenção.
Toda vez que nós nos aproximarmos da literatura do Velho Testamento, é preciso tomar algumas precauções. Primeira precaução, este, aqui, não é um texto literal e nós ficamos, assim, condoídos, compadecidos com aquelas pessoas que tomam este texto, muitas vezes orientadas teologicamente, muitas vezes com uma mente formatada por determinados segmentos religiosos, que manipulam o texto, que usam o texto como um elemento de domínio social ou de controle social. E, as criaturas lêem isto, aqui, de uma forma literal, sem nenhuma ponderação, sem nenhuma reflexão.
Nós mesmos já fizemos isto, se não nesta vida, seguramente em várias outras, já passamos por este processo. Aqui, nesta proposta do nosso estudo, nós queremos fugir disto. Estamos em busca daqueles elementos vitais do texto e a vitalidade do texto, a vida do texto, não está na letra. A vitalidade do texto, a beleza, a sabedoria do texto, está na articulação dos seus profundos e enigmáticos símbolos. Então, este é um texto simbólico, muito simbólico, muito simbólico. Então, é um entrelaçado em que a gente percebe, ali, os pontos de Encontro.
Estes pontos de encontro dos fios, estes nodos, são os símbolos. Os fios são a narrativa É claro que, do início do livro Gênesis até o final, o Apocalipse, nós temos uma história. É uma história, uma história que pode ser dividida em episódios, uma história que pode ser encenada, um teatro, uma história que pode ser filmada e já foi várias vezes, encenada, filmada, uma história que pode se transformar em uma ópera. Então, esta é a tecidura, são os fios. Quando a gente atenta para estes encontros dos fios, imagine uma mulher rendeira fazendo, ali, aquelas toalhas, aqueles tapetes.
Então, ela vai pegando os fios, mas chega uma hora que ela dá um encontro e aquilo, ali, tem uma flor, tem um ponto e, aí, você vai formando a toalha ou você vai formando a rede ou você vai formando o tapete. É dessa urdidura. Estes encontros de fios são os símbolos. Por que eu estou dizendo isso? Aqui, você está lendo a história. Ah, então tá, ela deu a luz, nasceu Caim, que é o mais velho, nasceu Abel, o Caim era agricultor, o Abel pastor e, aí, um ofereceu o que ele plantava, o outro ofereceu a ovelha, mas, aí, o Caim matou o Abel e você está na história.
Esta é a superfície. Ela é importante, é claro. É importante. Eu vou dizer que, em uma toalha feita por uma mulher rendeira, o fio não é importante? Tem como dizer isso? Em uma blusa feita de crochê, eu vou dizer que o fio não é importante? Como é que diz isso? Claro, esta é a superfície, é o que? Esta é a história. Agora, por baixo, há o encontro dos fios. O encontro destes fios gera pontos, pontos. Estes pontos são os símbolos, os grandes símbolos. Como que a gente detecta isto? Porque eles voltam a ocorrer. É como se você pegasse uma toalha com uma blusa de crochê e você percebe que determinados pontos se repetem ao longo da blusa, ou ao longo da toalha, ou ao longo da rede.
Se você está no Nordeste pensando naqueles artesãos fazendo as redes, tem pontos que se repetem. Vamos lá, um ponto que vai se repetir aqui. Eu tenho dois irmãos. Quando eu falo dois irmãos, é um ponto. Dois irmãos voltaram a ocorrer diversas vezes no texto bíblico. Agora, vamos ver a semelhança? Então, vamos. Dois irmãos, Cain e Abel, Isaac e Ismael, Esau e Jacó, José e os outros irmãos. Tem alguma coisa aqui, não? Tem, tem alguma coisa, tem alguma coisa aqui. Vamos aprofundar mais nesse ponto? Vamos. Dos dois irmãos, qual é assassinado?
O mais novo. Qual é escolhido por Deus? O mais novo. Mas, não é o primogênito que deve ser escolhido na tradição judaica ou na tradição dos povos semíticos daquela época? O filho mais velho, o filho-homem mais velho, primogênito, ele possui até uma parte maior da herança, porque a ele cabe o papel de cuidar da família no caso de faltar o pai. É o primogênito. E, a preferência aqui recai sobre o mais novo, não sobre o primogênito. Mas, aconteceu de novo? Vamos lá, Esau e Jacó. Quem é o mais velho? Esau. Quem é o mais novo?
Jacó. A preferência caiu sobre quem? Jacó. Isaac e Ismael. José e os seus irmãos. Quem que era o mais novo? José. Foi morto. Na verdade, ele não morreu. Mas, os irmãos acharam que ele estava morto. Quando a gente atenta para este símbolo que é o entroncamento dos fios, nós somos capazes de identificar padrões na narrativa, padrões na narrativa. Não vou falar destes padrões aqui, porque isto aqui nós vamos estudar depois. Mas, atentou? Eu vou te dar um outro padrão. Caim ofereceu primícias da plantação. Abel ofereceu como sacrifício o primogênito do seu rebanho.
O que é primogênito do rebanho? É o cordeiro. É o cordeiro. Aqui é a primeira vez, a primeira vez que na narrativa bíblica surge um outro símbolo muito forte, muito poderoso. O cordeiro primogênito. Não basta ser um cordeiro, ele é o cordeiro macho mais velho, o que nasceu primeiro. O cordeiro primogênito nasceu primeiro daquela ovelha, óbvio, né? Se ela gerou cinco cordeiros machos, o mais velho. Onde que isto vai voltar a aparecer? Lembra da Páscoa? Pêssar? Do Êxodo? Em que cada família hebraica teve que imolar um cordeiro primogênito, sem mancha, para que o anjo da morte pulasse a sua residência, a sua casa, daí, se ele passasse lá, morria o primogênito.
Da família. Como as famílias egípcias não imolaram o cordeiro, o anjo da morte passou na residência, na simbologia do texto, é óbvio, né gente? É óbvio que isto aqui é uma simbologia. Morria o primogênito. Na família hebraica, que imolou o cordeiro, o anjo pulou, pulá é pêssar traduzido para o latim e para o português, Páscoa, pular. Isaac é levado pelo pai para ser sacrificado. Isaac é levado para ser sacrificado. Quando ele chega lá, o pai vai sacrificá-lo, vem o anjo e fala, não, e traz quem? Cordeiro que é imolado no lugar de Isaac.
E, o símbolo volta de novo lá no Novo Testamento, chegou a Páscoa, era Páscoa e Jesus é preso. Ele é o primogênito, não é isso? Está lá em João? O primogênito. Então, Jesus é preso, chega na Páscoa, ele é imolado. Quando ele celebra a Páscoa com os discípulos, que é a última ceia, a última ceia é uma ceia de Páscoa. Ele parte o pão, fala, comei, esse é o meu corpo, eu Pego o vinho, bebei, esse é o meu sanho, dizendo, eu sou o Cordeiro. Depois, ele é dito como o Cordeiro de Deus. O mesmo Cordeiro. Percebe que quando você abre o Novo Testamento e vai ler lá sobre a prisão de Jesus, sobre a crucificação de Jesus e vê lá sobre o Cordeiro, Jesus é o Cordeiro de Deus, aí eu te pergunto, tem que estudar o Velho Testamento?
O que você acha? O que você acha? Você acha que vai entender de onde veio essa história de Cordeiro? Então, é uma toalha, é uma uma tessitura. E, eu só consigo voltar regressar, chegar, se eu examinar esses pontos, esse é um ponto importantíssimo, um ponto importantíssimo. Irmãos, Cordeiro, outro ponto da narrativa. O Velho Sistema fica e o Novo é sacrificado. O Velho Sistema fica e o Novo é sacrificado. Aqui, a Bélfica, essa é a história que vai culminar com o Cristo. As instituições velhas ficam e o Novo é assassinado na cruz.
Qual é essa característica? Nós não vamos perceber isso. É a característica de toda a transição de uma era velha para uma era nova. Uma era velha para uma era nova. No nosso plano de evolução terrena, de expiação e prova, o Novo nunca chega com a festa de aniversário. O Novo sempre chega em um velório. Porque a gente está sofrendo mais com o que está deixando do que se alegrando com o que está recebendo. Então, nós estamos, mesmo hoje, no mundo, o nosso pranto é um pranto de lamento pelas coisas velhas que serão deixadas para trás.
Dada a nossa incapacidade de enxergar e de acolher e de agradecer o Novo que chega. As coisas novas que estão chegando. Sabemos que são pontos importantes. Esses encontros do texto, esses símbolos, vão se repetir ao longo de toda a narrativa bíblica por uma questão muito simples. A narrativa bíblica é muito simples. Por isso que ela é difícil de ser interpretada. Hoje, eu posso dizer porque é difícil interpretar o Velho Testamento. Porque ele é muito simples e a gente gosta de coisa complicada. A gente não tem o olhar ainda para o simples.
Aqui não tem disco voador, aqui não tem código secreto, números secretos. Aqui tem uma narrativa que fala de família, pai, filho, irmão, irmão matando irmão, irmão matando irmão, ofertas a Deus. É uma sociedade simples, agropastoril e em meio a essa aparente simplicidade, símbolos de profunda grandeza espiritual ocultos aí. Por quê? Por quê? Porque a maioria das criaturas estão querendo códigos secretos, doutrinas espetaculares, o céu se abrindo, uma nave interestelar revelando uma nova matemática. E, aí, o Velho Testamento fica muito difícil.
É nesse trato com o texto que a mensagem se revela. Só que, aqui, nós podemos dizer com toda a segurança, toda a segurança. Lembra aquela pessoa que ficava fazendo aquelas comidas que você colocava em um tacho assim e tinha que ficar mexendo? Um doce, né, os doces. Ficava mexendo, tinha que mexer no mesmo lado. Diz a tradição, não pode mexer, mexer para cá e depois para cá, mexer para o mesmo lado, tem que ficar mexendo, tem que ficar mexendo, até o texto dar o ponto. O doce, o texto, até o doce dar o ponto. Então, você fica girando, mexendo, tem que ter paciência.
Aqui, também. Aqui, também. A gente vai passando pelo texto, você vai passando, vai, você fala, rapaz, esse cordeiro está aparecendo demais, já é o sétimo cordeiro que aparece. Olha, engraçado, cordeiro, tem alguma coisa aqui nesse cordeiro, tem alguma coisa aqui, tem alguma coisa, percebe? Não tem nada de místico, nem de extraordinário, mas tem de intrigado, sutil, isso tem, tem algo aqui de artesanato. Infelizmente, os tradutores vêm afobados e fazem uma lambança aqui, quando estão traduzindo, porque quer fazer texto bonito, quer fazer texto bonito e vão perdendo essa beleza, por exemplo, e fim dou e houve o fim de dias, e fim dou dias, uma era, aqui no quarto, três, e fim dou uma era.
Esses detalhes, por que ele está dizendo que fim dou uma era? Porque você vai perceber que tudo o que aconteceu no capítulo 3, até esse 4, versículo 3, aqui, que é fim dou uma era, tudo o que aconteceu lá, será a causa de todos os horrores que vão acontecer ao longo da literatura bíblica. A causa, as causas foram dadas. O que vai acontecer aqui agora é o que? Desdobramento, desdobra, concretiza. Desdobra, e desdobra como? Como é que desdobra? Você pega uma uma planta, que eles chamam de trepadeira, de espinho, e coloca uma mudinha no seu muro.
Volta daqui três anos, sua casa está toda coberta, está toda coberta, mas começou com uma muda, começou com uma muda. Porque a coisa vai se multiplicando, ela vai gerando, ela vai gerando e vai se multiplicando. O que o texto bíblico está querendo nos dizer é que houve uma progressão do mal, uma progressão que não é aritmética, ela é exponencial. Porque quanto mais pessoas praticando o mal, maior a maldade cresce de uma maneira mais veloz e mais violenta. Até chegar, hoje, no plano da transição que nós estamos vivendo.
O contrário também, quanto uma muda de jabuticaba, uma mudinha, um pezinho de jabuticaba, plantei. Quantas jabuticabas? Quantas jabuticabas? Você pega a mudinha lá, o pezinho de jabuticaba, daí uns anos, você está lá com bacias, um mundo de gente enchendo bacias de jabuticaba, e todo ano jabuticaba, jabuticaba, e aí? É uma progressão, o bem também. O bem também. Vem um, aí vão somando pessoas, pessoas vão se somando, vão se somando e praticando o bem, daqui a pouco a terra está coberta de bondade. É isso que o texto quer destacar.
É isso que o texto quer destacar. Ele quer destacar um irmão matar um irmão, um irmão matar um irmão, mas, gente, é sempre um irmão. Toda vez que eu mato, é sempre um irmão, não é? É sempre um irmão, porque somos todos irmãos. É sempre um irmão. A gente vai chegando a essas sutilezas do texto. Aqui, o texto quer mostrar isso. Começa um irmão com o seu irmão, juntos ali no meu lar. E, hoje, a gente vai ver Castro Alves, por exemplo, por Chico Xavier, Augusto dos Anjos, dizendo uma geração de cães. Hoje, nós temos milhões de cães espalhados pelo mundo, matando seus irmãos, matando não apenas num tiro, matando das mais diversas maneiras, exterminando ou inviabilizando a vida, o crescimento, a felicidade de outros irmãos.
São essas encantos do texto, essas sutilezas que o texto apresenta para a nossa análise, que nós temos que ficar atentos. E, este é o nosso enfoque, quando estamos estudando este texto. Eu queria dar uma atenção especial, que há esta expressão e houve o final de dias. Há uma tradução, que é esta aqui, a Torá Viva, da editora Mayanot. E, esta tradução aqui é uma tradução anotada pelo Rabino Arié Kaplan. E, quando ele, eu adorei porque ele traduz este versículo, este capítulo 4, versículo 3, ele traduz assim Uma era findou, ponto, Caim trouxe da sua colheita como oferenda a Deus, Abel também ofertou dos primogênitos do seu rebanho, olha que interessante, da sua gordura.
Uma era findou, traduz muito diferente da Bíblia de Jerusalém, que traduz assim Passado o tempo, Caim apresentou como se for Passado o tempo, fosse uma introdução para dizer o que vem depois. Passou um tempo e Caim apresentou. Não, o texto é conclusivo. Acabou. Findou uma era. Ponto final. Eu adorei esta tradução do Rabino Arié Kaplan. Findou uma era. Ponto. Agora vai começar outra coisa. E, o texto hebraico dá este sentido. Tanto que ele coloca um v I Caim trouxe E, aí, ele põe uma nota. Ele traduz assim e põe uma nota.
E, a nota é brilhante. Vamos ler a nota aqui do Arié Kaplan. Ele diz assim Uma era findou literalmente abre aspas foi o fim dos dias. Literalmente é isto que está no texto hebraico. Vamos ler de novo aqui. Para a gente não ter dúvida. Vai errir miquets yomim e foi e aconteceu e ocorreu e existiu e houve Esta expressão vai errir já foi traduzida várias vezes. E houve uma tarde e um dia não é? Vamos ver se eu pego aqui para a gente é a primeira vez Aqui lá no versículo 5 Vai errir Erev e houve entardecer Vai errir Boker e houve amanhecer yom errado dia um É o mesmo verbo vai errir e houve e houve Aqui o verbo e houve miquets yomim final término de dias e houve término de dias Esta é literal e houve término de dias e ele traduziu uma era afindou porque dias aqui yomim também pode ser uma era, um período a palavra yoma até o próprio Kardec no livro a Gênesis comenta sobre isso sobre o sentido da palavra dia no texto hebraico e Deus criou o primeiro dia segundo dia não é um dia de 24 horas claro que não é porque o sol só foi criado no quarto no quarto dia então não é um dia dia e houve término de dias e houve afindou uma era então literal e houve fim dos dias ou foi o fim dos dias e ai ele preferiu traduzir uma era afindou e ai ele vai comentar é significativo que esta mesma expressão é usada para denotar a era messiânica quando a presente era terminará possivelmente essa expressão se refere à expulsão do Éden onde uma nova era começou a maioria das fontes não se interpreta como no curso do tempo ele registra que infelizmente tem isso no curso do tempo mas achei ótima essa tradução do Rabino que percepção a dele foi lá na fonte nas fontes da tradição judaica nas fontes da literatura judaica que resgatou isso essa referência a fim de era a era messiânica e a referência ao fim da nossa era e aqui essa expressão aparecendo logo aqui e houve o fim de dias e houve o fim de uma era terminou a expulsão do Éden agora vai começar uma nova era que é a nossa era então a nossa era essa nossa era que terá fim quando chegar a era messiânica o mundo vindouro a nova era essa nossa era começou com um assassinato um irmão matando um irmão essa é a história essa é a origem assim que começou agora você que está pensando em lei de causa e efeito como é que vai terminar se começou assim você quer que termine como isso é o que está na origem um povo de Cain o que o texto bíblico está denunciando é que nós vivemos em uma sociedade de Cain não de Abel não é um povo de Abel e é interessante porque o Arier também vai chamar a atenção para esse ponto Abel em hebraico Hebel ele significa literalmente suspiro uma coisa rápida vão ele foi chamado assim porque nunca viveu para ter filhos mais do que isso nunca viveu para ter filhos porque a vida dele foi cortada no vigor um suspiro foi rápido não permitiu então não é só uma geração de Cain a humanidade não se tornou apenas uma sociedade de Cain ela se transformou em uma sociedade onde o bem não consegue viver porque ele é ceifado começa o bem e a bondade e ele é ceifado ele é assassinado por isso que na era messiânica ou na nova era ai sim o bem terá vida e terá vida longa a gente vê por exemplo as promessas do sermão do monte é de vida longa quer dizer que vai viver muito vai viver até 100 não não estou falando de longevidade física não é isso o que está sendo prometido lá é que o bem terá vida longa as iniciativas do bem é que vão durar mais o mal vai durar pouco o bem vai durar vai se perpetuar será imitado será venerado será dado continuidade ao bem e o mal não é uma das características também da nova era então a gente percebe aqui importante isto detalhezinhos do texto detalhes importantes do texto um pequeno trecho que você lê ali apressado ah o Caim matou a Bel o que aconteceu o que aconteceu aconteceu tudo pequeno texto para descrever tudo porque aqui está descrevendo a causa não os efeitos aqui está descrevendo a origem da doença não os sintomas sintomas você pode ter mil e quinhentos não está descrevendo sintomas está descrevendo a doença a causa o mal a origem porque origem porque se chama Gênesis é por isso até o próximo episódio muito obrigado pela sua atenção O PROBLEMA DA DIVISÃO EM CAPÍTULOS E VERSÍCULOS o que na época antiga então vamos imaginar assim na época de Jesus onde já existia estes textos tudo
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