#017 – Estudo do Velho Testamento – Livro Levítico

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, conduzido por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no livro de Levítico, explorando a fundo o tema das festas judaicas, com foco especial na Páscoa. O estudo se baseia principalmente no capítulo 12 do livro de Êxodo, que narra a origem e as circunstâncias dessa celebração fundamental.

O que é estudado neste episódio

  • As festas do Levítico: Uma visão geral do sistema de sete festas, todas interligadas e com profundo significado espiritual.
  • A Páscoa: Análise detalhada da Páscoa judaica, sua gênese no capítulo 12 de Êxodo, e sua razão espiritual.
  • O tema central da Bíblia: Haroldo Dutra Dias propõe uma estrutura de compreensão da Bíblia em quatro atos: Criação, Problema do Mal, Aliança e Redenção.
  • A Criação e o livre-arbítrio: A ideia de que Deus criou o ser humano com a capacidade de refletir Sua imagem, mas com livre-arbítrio, o que introduz a possibilidade de escolha e, consequentemente, do “mal”.
  • O “mal” na perspectiva bíblica e espírita: O mal é discutido como o desvio da orientação divina, e não como uma imposição, com a Doutrina Espírita complementando a compreensão de que a evolução se dá pela ignorância, não pelo mal.
  • A Aliança de Deus com o povo hebreu: A eleição do povo hebreu como “irmão mais velho” para educar os demais povos nos aspectos religiosos, e o pacto estabelecido.
  • A falha da Aliança e suas consequências: A infidelidade do povo hebreu à Aliança, gerando o exílio como penalidade e o êxodo como redenção.
  • A Páscoa como símbolo de redenção: A história da décima praga no Egito e a instituição da Páscoa como um ato de libertação e salvação.
  • As dez pragas do Egito: Interpretadas como manifestações da lei de causa e efeito, com o propósito de trazer o homem de volta a Deus.
  • O cordeiro pascal: O simbolismo do cordeiro sem mancha, seu sacrifício e o sangue na porta como sinal de proteção, apontando para a figura do Cordeiro de Deus.
  • Jesus como o “novo Adão” e o cumprimento da Aliança: A vinda de Jesus como a solução para o problema da Aliança e do mal, representando o tipo perfeito de ser humano e inaugurando uma nova humanidade.

Reflexões

  • A Bíblia, à luz do Espiritismo, revela uma pedagogia divina que busca a evolução do ser, mesmo através de experiências dolorosas, que são, em essência, oportunidades de aprendizado e redenção.
  • A lei de causa e efeito é uma manifestação da misericórdia divina, visando o retorno do ser a Deus, e não um castigo arbitrário.
  • A Páscoa, em sua origem, já apontava para a figura de Jesus, o Cordeiro de Deus, que viria para operar o êxodo definitivo da humanidade dos exílios terrenos, através da renovação interior e da adesão à vontade divina.

Ler transcrição do episódio

Boa noite para todos que estão presentes. Hoje o grupo está cheio, todo mundo de volta, né? Visitas de longe, a Giu e a Luís de Curitiba, Rafael voltando, Luísa de São Paulo, a nossa turma do site que depois nós vamos apresentar, né? E, a gente queria só fazer uma divulgação no dia 14 e é um evento para iniciar um processo de arrecadação de recursos para a construção da sede do Ser e do Meimei. Então, nós estamos convidando a todos, é só verificar no site, já tem o convite, quem puder comparecer vai ser uma grande alegria para todos nós.

Queremos agradecer também aos internautas, que já estão de vários estados acompanhando o Levítico e pedir desculpas pela semana passada em que nós tivemos um pequeno probleminha e o joelho não permitiu que a gente viesse. A gente queria retomar o tema que a gente começou a trabalhar já do Levítico, desde a outra semana, que é o tema das festas. Nós fizemos uma, um voo ligeiro, panorâmico, sobre as festas do Levítico, o sistema de festas, que é todo um sistema de sete, está tudo ligado aos sete. E, hoje, a gente quer começar já estudando especificamente as festas e começar pela Páscoa.

Ler o texto, tentar entender a razão espiritual desta festa, o que que se celebra nesta festa, qual é o objetivo desta ordenança no Velho Testamento. O texto que a gente vai se basear é o capítulo 12 do livro de Êxodo, porque exatamente o que está aqui é o que vai ser repetido no Levítico. Aqui tem a história, a gênese, o nascimento da festa, o porquê da festa, as circunstâncias que cercaram a celebração desta festa. No Levítico, há a ordem, a lei, as regras de observância que estão repetidas. Mas, a gente acha que dizer quantos livros, o tamanho dos livros, quanto capítulo tem cada livro, quantos versículos tem cada capítulo, tem algumas pessoas que chegam a decorar.

Não é essa a pergunta. A pergunta é qual o tema central da Bíblia? Ela fala do que? O que é tema central e o que são temas secundários? Porque toda vez que eu abro a Bíblia, seja o Velho Testamento, seja o Novo Testamento, eu preciso me fazer uma pergunta. Qual o vínculo desta passagem que eu estou estudando com o tema central da Bíblia? Com o tema central do Novo Testamento ou com o tema central do Velho Testamento? Essa é uma pergunta importante de ser feita. E, quando a gente faz essa pergunta com seriedade e se permite gastar um tempo para investigar isso, muita coisa bonita começa a aparecer diante dos nossos olhos.

E, muitas coisas que pareciam incompreensíveis ficam claras. Então, eu poderia começar dizendo assim, a Páscoa começa no capítulo 12 de Êxodo por quê? Porque ela é decorrência da décima praga no Egito. Mas, aí fica todo mundo praga no Egito? Tem dez? Eu nem sabia, né? Tem dez pragas no Egito? O que o povo hebreu estava fazendo no Egito? Por que que tem praga? Às vezes, a gente corre o risco de ficar preso a elementos que não são essenciais do tema. Eles são elementos que compõem o tema central e você fica preso nesses elementos, mas esquece de ir no velho.

A pergunta que nós temos que fazer antes é o que tem o povo hebreu a ver com a história central, com o tema central da Bíblia? Por que o fato deles irem parar no Egito como escravo, como um povo escravo, o que que isso afeta o tema central da Bíblia? Isso é importante. Então, vamos lá tentar meditar sobre essas questões, né? Os autores, os estudiosos, são unânimes em dizer que se a gente conseguir fazer um resumo bem resumido mesmo, nós poderíamos dizer que a história da Bíblia se resume à criação Deus criou. Tudo que a gente vê foi criado.

Essa é uma mensagem central da Bíblia. Central. Ela pretende esclarecer, ela pretende dizer, ela quer afirmar que há um Criador. Há uma criação e um Criador. Segundo, aconteceu um grave problema na criação. Algo deu errado. Esse é um… está vindo do tema central. Estou na linha, como se eu estivesse andando passos. Gente, quem quiser interromper e falar alguma coisa, por favor, né? De vontade. Não é esse positivo, não quero dialogar. Criou, tem um problema. Qual o problema? Qual foi o problema? O problema só ocorreu depois da criação do ser humano.

Por quê? Porque quando o Onipotente, quando o Criador fez o cosmos, as estrelas, a terra, a água, nada disso tem livre-arbítrio. O Sol não escolhe sua rota, a órbita dos planetas, ele não escolhe. Vamos para as espécies. As espécies vegetais também não escolhem. Você não tem uma árvore, por exemplo, num consultório psicológico, você não acredita em identidade. Não tem. A mangueira é a mangueira e ela não tem crise de identidade, ela não quer ser abacateiro. Então, não temos nenhum problema com o reino vegetal. Vamos para o reino animal.

Mesma coisa. A mesma coisa. Você tem uma multidão de espécies biológicas, vivas, seres vivos mas, esses seres vivos, eles não possuem uma característica. Qual é? A capacidade de refletir Deus integralmente. Então, esse é o ponto. Todo relato de capítulo 1, capítulo 2 de Gênesis é para dizer o seguinte, depois que Deus criou todas as espécies, Ele falou assim, está faltando uma espécie. Preciso criar uma espécie que seja capaz de me refletir, que seja a minha imagem e a minha semelhança em potencial, em potencial. Ora, se eu tenho uma criatura com a potencialidade de refletir Deus, de ser a imagem de Deus, evidentemente, essa criatura deve ter também o potencial, a capacidade de escolher, inclusive, se ela quer ou não fazer isso.

Parece lógico isso? Parece? Por quê? Não faz sentido uma criatura ser imagem e semelhança de Deus se ela não tem livre arbítrio. Mas, se ela tem livre arbítrio, eu tenho uma variável muito complexa na criação. A partir do momento que eu tenho um ser criado que tem livre arbítrio, esse ser pode chegar e dizer assim, eu não concordo com o projeto que o Senhor fez para mim. Eu não quero ser como você, eu não quero ser a sua imagem, eu não quero te refletir, eu não quero te obedecer. É uma possibilidade? É. É uma possibilidade.

Aí, alguém vai perguntar, mas por que que Deus deu essa possibilidade? Gente, mas essa é a resposta mais simples. Não sei. Não sei. Por que que Deus? Não sei. Eu me lembro de uma conversa que eu tinha com um primo, um primo de segundo grau, bem mais velho, muito querido, o Henrique. Eu era criancinha assim, da idade do meu filho hoje, do João Gabriel, e ele já bem mais velho. E, um dia, eu comecei a conversar e eu já ficava pensando, aí eu perguntei para ele assim, por que que Deus não criou as pessoas perfeitas? Se Deus tivesse criado esse ser perfeito, perfeito, com uma inteligência no grau perfeito e uma moralidade no grau perfeito, alguém tem dúvida de que esse ser somente escolheria o que é perfeito?

Porque como que uma criatura perfeita vai escolher o imperfeito? Não tem jeito. Não tem jeito. Mas, como diz Deus para Jó? No livro de Jó, tem uma hora que Jó começa a entrar num bate-boca com Deus. Eles têm uma discussão. Deus fica só ouvindo, na verdade, é Jó que fala. E, o Jó fica bravo. Fala, ele reclama, coloca as razões dele, argumenta. Aí, Deus fala assim para ele, bom, você falou como criatura, agora é minha vez de falar, mas eu falarei como criador. Como criador. Deus escolheu escolheu fazer seres com a capacidade de ser a sua imagem, a sua semelhança, mas perfectíveis, não perfeitos.

Perfectível é algo que tem a potencialidade de ser perfeito, mas não o é. Está no processo. Está no processo. Ou, para dizer em uma linguagem mais simples, você coloca o pão de queijo no forno, aí a pessoa chega e diz, já pode comer? Não está pronto. É isso. O ser humano que foi criado no capítulo 2 de Gênesis, ele não está pronto ainda, mas ele tem o potencial para se completar. Essa é a história. Então, por que eu estou contando essa história? Porque o problema da criação tem a ver com esse homem que não é perfeito, que é perfectível e que tem toda a potencialidade divina dentro dele.

O que ele fez? Ele escolheu não seguir Deus. Essa é a história do capítulo 3 de Gênesis. É claro que nós estamos falando aqui de literatura, né? É um aspecto literário. Vamos levar isso ao pé da letra. Qual que é o problema que aconteceu? O mal entrou na criação a partir do momento que o ser criado fez uma opção diferente daquela que Deus lhe indicou. É isso. Deus disse assim, eu indico que você vá por aqui. O ser criado falou assim, mas eu não quero, eu quero ir por ali. E, aí, ele falou, mas se você for por ali, certamente morrerás.

Ou seja, você está escolhendo um caminho que você não tem estrutura espiritual para bancar. Você está escolhendo um conjunto de experiências que você não dá conta. Ok, mas eu vou assim mesmo. Esse é o segundo tema da Bíblia. O primeiro tema é a criação. Deus criou, ok? Criou o ser humano. Sua imagem e semelhança. Segundo, o mal entrou na criação. Gente, eu não estou falando que eu, Haroldo, penso que o mal é isso. Eu estou simplesmente dizendo que Gênesis, capítulo 3, diz que o mal é isso. Ok? É bem bom que você não pense isso, Haroldo.

Como se a gente fosse capaz de surpreender Deus com as nossas escolhas, né? Ou que a gente não fosse já existir toda uma metodologia que Ele iria ter para a gente e seria um processo educativo da mesma forma. Claro, claro, claro. Porque, senão, fica parecendo que Deus criou para ele ir por aqui e, aí, surpreender. Isso foi formado. A história, às vezes, dá isso. Verdade, verdade. Não, foi bom você ter falado isso, Jorge, porque o texto, ele, o texto de Gênesis, ele não quer explicar tudo. Ele quer apresentar um problema.

E, aí, eu vou pegar algumas coisas do Livro dos Espíritos, né, e alguma coisa do Emmanuel, aí vai abrir, porque, aí, já é uma interpretação do que está escrito lá, uma ampliação do que está escrito, e, aí, a gente começa a compreender com mais profundidade. Porque o texto, na verdade, ele não quer entrar nessas grandes questões filosóficas, né? Ele só quer dizer o seguinte, ó, Dá uma olhada, tem um problema, seres humanos não estão seguindo a orientação divina e, por conta disso, eles estão gerando violência, maldade, desamor, desunião.

E, o texto se contenta com isso, né? Mas, nós vamos aprofundar mais. Por quê? Porque nós estamos trabalhando aqui com o Velho, o Novo Testamento e a Doutrina Espírita. Então, esses três elementos, aí eles trazem um grau de complexidade maior. E, aí, é exatamente isso. Então, por exemplo, no Livro dos Espíritos, Kardec pergunta, né, todos os Espíritos precisam passar pela fieira do mal? Não. Aí, os Espíritos respondem, do mal, não, da ignorância. Não é interessante essas questões, né? Não há um determinismo de que nós temos que experimentar o mal para evoluir, não.

Isso não existe. Porque, enquanto nós estávamos debaixo do determinismo divino, sem a possibilidade do ligar a Bíblia, a gente estava protegido. Protegido. Nós não estávamos à mercê das dificuldades que nós estamos hoje. Exato. Pelas nossas escolhas equivocadas. Exato. Exato. E, aí, o Sr. Honório adorava isso, né? Porque quando ele ia estudar evolução, ele dizia assim, né? O princípio inteligente está em Estágios que são anteriores ao do ser humano, né? O leão, por exemplo, ele vai lá e mata a zebra para se alimentar, mas ele mata para se alimentar.

As atitudes dele são contingentes, né? E, ele age dentro da contingência. E, é tão interessante isso, né? Você pega o leão, ele está satisfeito? Ele deitou ali e acabou. Ninguém vê um leão caçando por esporte, né? Ele se alimenta, supra a sua necessidade, ao suprir a sua necessidade, ele se integra dentro de uma teia da vida, de uma cadeia alimentar, né? Essa cadeia alimentar é um mecanismo de controle das populações animais? A gente estudou isso na escola, né? A cadeia alimentar, ela serve como controle das populações, então, ela é um fator de equilíbrio.

E, ele vai servir de alimento para o outro? E, ele vai servir de alimento, quer dizer, ele concorre para a harmonia, ao satisfazer uma necessidade pessoal, ele concorre para a harmonia geral. Por quê? Porque ele jamais extrapola na satisfação daquela necessidade e ele jamais extrapola do seu papel. Quando entra o livre-arbítrio, aí a questão fica complexa, porque o ser humano, ele pode optar, ele vai além da satisfação das suas necessidades, ele sai do seu papel, ele sai da posição que a providência divina o colocou, ele escolhe, escolhe.

Mas, é bonito, enquanto Emmanuel fala no Consolador, é que ele diz assim, que o mal essencialmente considerado, olha a sutileza de Emmanuel, essencialmente considerado, porque na superfície é mal, quer dizer, entrar alguém aqui agora e me assassinar, é mal, isso não é nada bom, sobretudo para mim, né gente? Eu lembro daquele, o alto da compadecida, né, e o sujeiro vai matar o padre, e aí ele aponta a espingada para o padre e diz assim, matar o padre dá um azar, aí o padre fala assim, sobretudo para o padre. Então, quer dizer, na experiência superficial, é doloroso, é um mal, mas o Emmanuel diz assim, o mal, essencialmente considerado, para a sabedoria divina, ele constitui um zero à esquerda.

Por quê? Porque Deus considera seus filhos transviados, olha, olha, cada palavra que Emmanuel usa, não tem nada gratuito aqui, Emmanuel é um escultor, né, se ele colocou uma palavra ali, você não consegue nem tirar nem pôr outra. Porque ele considera seus filhos transviados, porque o mal é o quê? O mal é transviar-se da orientação divina. O Criador propõe um caminho e eu opto por outro. Por quê? Se ele é a sabedoria infinita, quando ele propõe um caminho para mim, não pode haver outro melhor. Por quê? Você consegue, Marina, entender Deus propondo alguma coisa que seja ótimo?

Não. Ótimo é pouco para Deus. Né? Quando Deus propõe algo, o que Ele propõe só pode ser o perfeito. Não tem nada melhor. Porque se tivesse, Ele… quando Deus… não é? Não é isso, né? Todo mundo calado, né? Todo mundo tá concordando, você tá discordando. É isso? Não dá pra imaginar, ah, Deus fala assim, fiz uma escolha aqui, me equivoquei. Não tem, isso não existe. Quando Deus avalia um conjunto de circunstâncias e Ele, quando avalia, avalia todas as circunstâncias, porque Ele é onipotente, onisciente. E, quando Ele toma uma decisão, aquela decisão é a melhor que existe no Universo e a melhor que existirá para toda a eternidade.

E, eu, ser imperfeito, com uma visão limitada, falo, não, eu não quero o melhor. Eu prefiro o pior, desde que seja meu, desde que a decisão seja minha. Eu faço uma escolha. Então, Emmanuel diz assim, Deus considera os seus filhos transviados como incursos em grandes experiências. Em grandes experiências. Eu tive uma conversa com o Sr. Honório uma vez, me marcou profundamente, porque eu tinha acabado de ler o livro Libertação e eu tinha ficado muito impressionado com o Gregório, com a figura do Gregório. Eu não vou dizer, se você não leu o livro, leia, André Luiz, psicografia de Chico Xavier, Libertação.

E, eu ficava assim, gente, mas, não pode. Como é que pode? Como é que a providência divina, uma criatura chegando nesse nível? Aí, eu fui lá no Sr. Honório, acabou a reunião, esperei todo mundo falar, achei que era o Sr. Honório, tem alguma coisa errada aqui, alguma coisa que não está certa. Aí, ele me disse assim, disse assim, meu filho, você acha que o Gregório estacionou? Ah, não tenho a menor dúvida. Não tenho a menor dúvida que ele estacionou. Se Se prendeu num conjunto de experiências, de circunstâncias, que ele estacionou a evolução dele, não é?

Ele não queria nem encarnar no mesmo, tinha uma resistência ao progresso dele mesmo, não é? Ele falou assim, olha meu filho, vou te dizer uma coisa, nós estamos aqui acreditando que estamos caminhando num progresso espiritual. Esse que estacionou, quando ele resolve andar, ele passa pela gente a 140km por hora. Aí, você olha assim e fala, cadê ele? Cadê ele? Esse negócio de estacionar é muito relativo, é muito relativo. Tem uma viagem de 2.000km, andou 200km, pegou três carros, um parou no posto, ele dizia que era só para abastecer, os outros falaram, então tá bom, nós vamos andando aqui enquanto se abastece.

Aí, ele abasteceu, viu um pão de queijo, viu uma Coca-Cola, aí, vou comer um pãozinho de queijo, programou que era para parar 5 minutos, ficou meia hora e os outros andaram. Aí, de repente, ele passa, os outros dois. Então, a gente pensa, vamos pensar, Saulo, Saulo e Paulo. É difícil, é difícil a gente julgar, né? Então, por isso que o Emmanuel diz, os filhos transviados estão em cursos, é como se eles, é um curso difícil, não vamos dourar a pílula. Quando você faz uma opção de não seguir a orientação de Deus, você cumpriu um pacote em que tem muita dor envolvida, tem muita dor envolvida.

Não vamos mentir, sobra dor, mas tem muitas experiências, muitas experiências. Então, a gente imaginar que Deus, na sua onipotência, vai ficar desequilibrado, abalado, porque um filho transviou-se, isso não existe. Então, é isso que o Emmanuel está dizendo, né? Não tem isso, né? Claro, por favor! É porque eu acho importante a gente refletir que todos os caminhos são Deus estar acima de todos eles, né? Cuidando de todos eles. O que a gente faz, muitas vezes, é escolher o mais tortuoso. Não é isso? Então, o caminho que ele nos ofereceu poderia ser trilhado com mais tranquilidade, com mais dentro de uma obediência maior.

E ele é mais curto, né? Isso, e mais curto. Mais curto. Os outros caminhos também estão avaliados por ele. Todos amparados, todos amparados, todos amparados, todos amparados, todos amparados, todos amparados, todos amparados. E, aí, agora, trazendo o Evangelho, né? Trazendo o Evangelho, né? É interessante você ter falado isso, porque Jesus traz uma matemática diferente. Ele diz assim, há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos. É, não é? Ou seja, há tanto amor envolvendo quem se transviou, tanto amor, tanta alegria quando essa criatura recompõe seu destino, porque aquele que está na obediência, está seguindo o caminho mais curto, o caminho menos doloroso, ele já está na rota das bênçãos divinas abundantes, que é a árvore da vida.

Mas, eu não vou entrar muito nisso, senão vai complicar. A árvore da vida. A parába do filprógeo. A árvore do filprógeo. Que foi essa viagem. É, exatamente. Então, tem tudo lá, né? Há uma alegria profunda. Jesus queria dizer isso. Olha, vocês não sabem a alegria profunda, profunda, e a gente sabe disso, acho que quem é pai, mãe, sabe disso, né? Como é que funciona esse mecanismo, né? A gente vê os filhos fazendo escolhas que são mais dolorosas, mas, também, aquilo traz um amadurecimento, é difícil, é um profundo… o momento da redenção do amor da vida.

Nossa! É uma alegria explosiva. Profunda, profunda. Até porque a criatura que tem estrutura espiritual para prejudicar com tanta amplitude, quando essa energia é canalizada para o bem, a gente vai passar vergonha. Porque, né, a pessoa tem uma capacidade e, se isso é usado para o bem, é muita, é um campo de influência muito grande, né? É um potencial muito grande. Então, tem esses aspectos bonitos. Mas, o importante dizer aqui é que é o seguinte, entrou o mal, entrou o mal. E, agora? Eu tenho criação e tenho o mal. Como é que eu resolvo o problema?

É essa a próxima pergunta. Então, está no tempo. Criação, problema do mal e, agora? A terapêutica. A pedagogia. Qual foi? A pedagogia é assim. Na linguagem do Velho Testamento, cada nação, cada povo é um filho. Por quê? Porque, gente, pelo amor de Deus, isso é uma metáfora. Os sociólogos vão, amanhã eu vou estar sendo crucificado, né? É uma metáfora. Metáfora. Todos os povos, na metáfora bíblica, no simbolismo bíblico, nasceram de um casal. Por que que é metáfora? Porque, depois que Caim sai, ele casa, tem sogra, tem sogro, então, onde que apareceu o sogro e a sogra de Caim, né?

Então, é evidente que é uma metáfora. Mas, na metáfora, todos os povos nascem de filhos de Adão e Eva. Filhos de Adão. Na terminologia, bíblica, ou Ben Adão, que as nossas traduções do Novo Testamento traduzem por filho do homem. Filho do homem é o Ben Adão, em hebraico, que é o filho de Adão. Por quê? Não é Ben tartaruga, não é Ben leão. Nós somos da espécie adâmica. Significa que somos imagem e semelhança de Deus, temos o livre-arbítrio, temos capacidade de raciocinar, temos o sentimento, capacidade de escolha. Isso nos distingue de todas as espécies vivas.

Por isso, nós somos Ben Adão, filho do homem. Depois, tem um outro aspecto aí, que é o Messias como o Ben Adão, o Messias como o filho do homem, como o filho de Adão. Mas, é outra história, depois a gente fala disso. Todos os povos nasceram de filhos. Então, sem cão, Jafé, geraram povos, e aí todos são filhos. Mas, tem um filho, que é o filho mais velho. De todos os povos, um É o mais velho. O terceiro subtema é Deus chamando, na família, a família humana, Ele chama o filho mais velho. Vem cá, quero fazer um pacto com você.

Eu te educo, você educa seus irmãos. Combinado? Combinado. Eu te educo, você educa seus irmãos. Combinado. Como é que se chama isso no Velho Testamento? Aliança. Aliança de Deus com o povo hebreu. Então, o povo hebreu é o irmão mais velho, que foi eleito, escolhido, para educar os irmãos mais novos no que diz respeito ao aspecto religioso. Mas, o que é o aspecto religioso? O aspecto religioso é tudo o quanto diz respeito a nossa relação com Deus. Isso é aspecto religioso. A nossa relação com o Criador, tudo o que diz respeito a nossa relação com Deus, tem a ver com o aspecto religioso.

Entenda que outros povos foram escolhidos para outras missões. Por exemplo, a Grécia foi escolhida como o filho ou a filha que educaria o pensamento filosófico do mundo. Mas, o irmão mais velho que ia educar nos aspectos relativos à relação com Deus é o povo hebreu. Certa vez, a Nena Galvez que me contou isso, foi o Oceano Vieira de Melo. Ela contou para ele e ele me contou. A Nena Galvez, o casal Galvez, muito amigo do Chico, uma vez, assim, num ato de distração, ela falou uma coisa assim, como se estivesse censurando os judeus.

E, aí, o Chico interrompeu ela e falou assim, Nena, não diga isso, eles são nossos irmãos mais velhos. Interessante, não é? Pedindo ali que ele tivesse respeito, porque foram os titulares os que receberam a revelação. E, a revelação é o quê? É um conjunto, uma proposta pedagógica. É mesmo? Torar? Torar? Significa ensinamento, educação. A revelação é uma proposta educativa. Então, vamos lá voltar? Criação, problema do mal, aliança. Parece que tudo se resolveu, não é? Não parece? Bom, criou, alguns escolheram diferente, escolheram um caminho distante de Deus, eu não quero ouvir Deus, eu não quero me relacionar com Ele.

Criou o mal, porque aí o ser humano é frágil, ele é limitado e, aí, ele começa a fazer coisas frágeis e limitadas. Ele deixa de refletir a Deus e passa a ser um projeto puramente humano. Faz a aliança, Deus começa a educar o irmão mais velho, agora eu vou ensinar você a se relacionar comigo. O que que eu desejo? O que que eu gostaria que você se tornasse? Eu vou te ensinar os potenciais tendentes de você. Eu vou te ensinar a ser divino, meu filho, porque eu te criei divino. Então, eu vou te ensinar a despertar os potenciais divinos que estão dentro de você.

Que maravilha! Mas, filho, você tem que ensinar para os seus outros irmãos. Combinado? Combinado. O irmão mais velho aprendeu, não aplicou nem para ele e nem ensinou para os irmãos. E agora? Bom, agora eu tenho dois problemas. Eu criei uma solução para resolver um problema. A solução virou um problema. A aliança foi feita para resolver o problema do mal. Mas, deu um problema na aliança. E agora? E agora? Não tem ninguém no povo da aliança. Gente, isso tudo é metáfora, pelo amor de Deus. Se não, alguém vai perguntar assim, mas a pessoa não encarna lá?

Não estou falando disso. Estou falando do povo. Não estou falando de encarnação. Estou falando do povo. Porque quando você fala povo, eu estou falando de uma cultura, de uma tradição, de algo que só pode ser experienciado naquela cultura, né? Porque é ali que estão as fontes, não é mesmo? Então, assim, você não vai fazer um intercâmbio na Escandinávia para aprender Bossa Nova. Pelo menos eu não aconselho. Eu aconselho que você vá para o Rio de Janeiro. Não é? É simples assim. É simples. Porque ali está o núcleo das tradições que foram passadas de gerações para geração, né?

De geração para geração. É isso. Claro que encarnam muitos ali, a pessoa encarna, como o judeu encarna, mas não é esse o ponto. O ponto é o que vai ser desenvolvido. Esse aqui faz isso, esse aqui faz isso, esse aqui faz isso. Cada local tem a sua missão, a sua especialidade, as suas tradições. Então, quando você encarna ali, você vai aprender uma especialidade da casa. É assim. É assim. Agora, nós temos um problema no povo da aliança. Eles não estão conseguindo nem seguir a orientação, o plano pedagógico. Eles não estão conseguindo seguir o plano.

E, se você não está conseguindo seguir, o que dirá ensinar? E, não está conseguindo ensinar. E, o pior, estão se sentindo envaidecidos por ser o irmão mais velho, por ter a missão de educar. Então, é o professor vaidoso. Olha que interessante. Chega um educador numa sala, está cheio de alunos. Os alunos estão ali porque os alunos são ignorantes, ignorantes no sentido de ignorar. E, o professor está ali para quê? Para ajudar a ignorância dos alunos, não é mesmo? Para educar. E, aí, o professor começa a se sentir orgulhoso porque o aluno não sabe o que ele sabe.

Não, não vou educar, não. Só tem gente ignorante aqui. Só tem gente ignorante. É, mais ou menos, você chega no pronto-socorro, João XXIII, Belo Horizonte, e o médico fala, mas só tem gente acidentada aqui, gente. Olha, não dá. Só tem doente aqui. Só tem doente. Eu estou cansado desse lugar. Tem uma coisa errada. Está no hospital errado. Está na profissão errada. Como que resolve esse problema? Porque o problema é o seguinte, é simples assim, foi feito um contrato. No contrato tinha cláusulas que o povo hebreu tinha que cumprir, mas tinha cláusulas que Deus tinha que cumprir.

E, acreditem, é gostoso isso, não é? Porque parece um xadrez, não é? Vocês acreditam que Deus colocou uma cláusula no contrato? Não teve ninguém para orientá-lo juridicamente? Não teve nenhum advogado para orientá-lo? Sabe que cláusula que Ele colocou lá? Deus colocou uma cláusula que, independentemente do comportamento do irmão mais velho, ele jamais iria abandoná-lo. Vocês acreditam que Ele colocou essa cláusula? Não importa o que você faça, eu jamais vou te abandonar. Todo mundo falou, mas para que que pôs essa cláusula?

Devia ter colocado uma cláusula assim, se você falhar, eu escolho o outro. Reclamaram também de Jesus. Jesus teve a mesma reclamação. Eles falam que Jesus não teve uma assessoria jurídica, porque ele chamou os doze apóstolos, então tinha lá as obrigações. E, Ele colocou uma cláusula no contrato de Judas. Não importa o que você faça, você continuará meu apóstolo. Aí, os advogados orais falaram, mas não pode, não tem essa cláusula. Isso não está certo. Coloca uma cláusula assim, se você me abandonar, se você fizer alguma coisa contrária, eu ponho outro apóstolo no seu lugar.

Eu te substituo. Não tinha essa cláusula. É chocante. Então, e agora, gente? Como é que nós vamos resolver esse problema? Aí, aí, começou a nascer uma esperança. Por que uma esperança? Porque tinha uma cláusula no contrato da aliança que dizia o seguinte, e essa cláusula é importantíssima. Eu jamais vou abandoná-los, mas toda vez que vocês falharem, vocês serão escravos. Tinha uma penalidade, uma multa contratual. Qual o nome dessa multa? Exílio. Exílio. Ô, tema difícil, gente. Ô, promessa difícil de cumprir. Exílio.

Não tem problema. Você pode descumprir tudo. Cada vez que você for infiel, infiel no sentido da fidelidade ao contrato. Entenderam aí o tema de fé? Fé, fidelidade? Toda vez que você for infiel, que você descumprir o contrato, exílio. Puxa vida, mas essa pena é muito séria. Aí ele joga a assessoria jurídica do povo, falou, mas não, está pesado demais. O que é isso? Não é possível. Não, mas calma. Toda vez que vocês se arrependerem e voltarem a cumprir o contrato, eu liberto, êxodo. Complicou muito? Gisele, está assim?

Complicou muito, tá bom? Então, criação, problema do mal, aliança, problema na aliança, problema na aliança gera exílio e êxodo. Por quê? Toda vez que descumpre, é exilado. Toda vez que cumpre, êxodo. Bom, adivinha onde nasceu a Páscoa? Israel estava exilado no Egito, abriu o coração e resolveu seguir as orientações divinas. Aí vem a proposta de êxodo. Êxodo significa redenção, salvação. A palavra salvação, no Velho Testamento, tem o sentido material de libertar da escravidão, tirar do exílio. E, aí, quem quiser dar asas à imaginação e imaginar outros exílios, outras libertações, fique à vontade, capelinos de plantão.

É isso, êxodo. Êxodo. Êxodo. E qual era a esperança? A esperança era o seguinte, a profecia. Qual que é a profecia? O pessoal gosta disso, né, nos filmes hoje, não tem isso, o filme, a profecia, vai se cumprir. Pois é, no Velho também tem uma profecia. A profecia é que nasceria um filho do povo um rebento do povo que cumpriria toda a aliança. O povo não deu conta, mas um, um Iria cumprir. Um cumprindo, está resolvido. Porque um que cumpre, ele instaura um processo de duplicação dele. Nossa, agora vai ficar difícil, vamos respirar, vamos lá.

Se você ler a Carta aos Gálatas, Carta aos Colossenses, Carta aos Romanos, Carta aos Coríntios de Paulo, vai perceber que para Paulo, seguir Jesus, seguir Jesus, não é mudar de religião. Não é simples assim. Não é só isso. Para Paulo, seguir Jesus é aceitar, aceitar a proposta de se tornar o novo ser humano que Deus propôs. Você era o homem velho, o homem antigo, o Adão, o homem que não obedece a Deus, o homem que não reflete a Deus, o homem que não é a imagem e semelhança de Deus, você abdica de ser isso e passa a espelhar-se no homem que é o protótipo, não, o tipo perfeito de ser humano, o tipo mais perfeito.

Então, para Paulo, entrar numa comunidade cristã não é tornar cristão e passar a frequentar a igreja. Para ele, quando você entra numa comunidade cristã, você aceitou morrer e renascer. Você aceitou o projeto que se chama projeto Será que eu falo isso? O clone. Jesus vai ser clonado. Por isso que ele dizia já não sou eu, eu quem vive, mas é o Cristo que vive em mim. O que ele está dizendo? Eu abandonei, eu não sou mais filho de Adão. Eu agora sou um Mais um nessa nova humanidade. Então, para Paulo, a vinda de Jesus inaugurou uma nova humanidade.

Jesus foi o primeiro e, a partir dele, uma multidão se formaria. Uma comunidade cristã não é uma igreja. Uma comunidade cristã é uma fábrica de clone. Estou brincando. É uma metáfora, tá gente? Senão a coisa vai levar isso a sério aí, né? É uma metáfora, mas deu para entender isso? Eu entrei na fábrica e eu vou me transformar no novo ser humano, na nova humanidade, a nova geração, a nova era, o novo homem, que é o homem o quê? É o homem em que o tipo perfeito que é Jesus molda ele. Então, Paulo levava isso muito a sério.

Então, ele dizia assim, aos santos que moram na galáxia, porque santos, a palavra santo tem um sentido separado, então ele está dizendo assim, aos filhinhos, aos bebezinhos, que estão em gestação na galáxia, porque vocês são nova humanidade. O Cristo está moldando vocês para que vocês sejam idênticos a Ele, identificados com Ele. E, pelo fato desse tipo perfeito, desse filho perfeito, é o filho que o Pai sonhou. Esse filho nasceu no povo da aliança. Por quê? Para que as cláusulas de Deus se cumprissem. Porque o que Deus diz?

Não importa o que esse povo faça. Eu jamais o abandonarei. Imaginem que a vinda de Jesus ao orbe resolve dois problemões. O problema da aliança e o problema do mal. O problema da aliança por quê? Vamos lá ver a tentação de Jesus. Todo mundo fica encabulado com aquilo. Nossa, Jesus foi levado ao deserto, aí sofreu as tentações. Gente, a história da tentação de Jesus é uma miniatura do que o povo hebreu viveu no deserto. Só que eles ficaram quarenta anos e Jesus ficou quarenta dias. Eles também tiveram três tentações.

Só que eles falharam. Jesus acertou. Então, por que tem essa passagem lá? Para mostrar que Jesus resume a história do povo hebreu. Só que é a história que deu certo. Se a gente pegar o Novo Testamento e você começar a ler sobre a vida de Jesus, a história de Jesus no Novo Testamento, você vai ver que várias vezes Jesus vai fazer a coisa que o povo hebreu fez. Para quê? Ele refez todas as lições que foram feitas errado. É isso. Entende? Então, foi dada uma lição, o povo falhou. Essa mesma lição é dada para Jesus. Aí, ele acerta para mostrar como que acerta.

O povo hebreu foi tentado. Foi tentado com o quê? Manar. Qual que é a primeira tentação de Jesus? Transformar a pedra em pão. Quando a gente lê o Novo Testamento com essa perspectiva, o que o Novo Testamento está querendo dizer? Jesus resolveu o problema da aliança. Por isso, ele é o Messias. Olha para ele. Ele fez tudo certo. Tudo. Ele passou em todos os testes. Todos. E, ele resolveu o primeiro problema, o problema do mal. Não há mal em Jesus. Por quê? Porque no conceito bíblico, o mal é deixar de acolher a vontade de Deus a meu respeito e…

Eu falho? Ah, desculpa. Então, o mal na perspectiva bíblica é deixar de seguir a vontade de Deus a meu respeito e seguir a minha vontade. Onde que Jesus ensinou o contrário? No Getsemane. Pai, afasta de mim esse cálice, mas que não seja feita a minha vontade. Isso é lindo. Isso é lindo. Lindo. Quando ele disse isso, e cumpriu, e cumpriu, ele mostrou o quê? Nele, não há mal. Eu e o Pai somos um. A minha comida é fazer a vontade de meu Pai. É o novo Éden. É o novo Adão. É o novo Adão. E foi isso que Paulo escreveu. O primeiro Adão, alma vivente, o segundo Adão, que é Jesus, Espírito vivificante.

Ele é o novo Adão, só que é o Adão que deu certo. Essa é a história da Bíblia. Vamos lá. A criança chega e fala assim, a Bíblia fala do quê? A Bíblia fala criação, mal, aliança, redenção. Redenção por quê? Porque falhou a aliança, teve exílio, teve êxodo, então tem redenção. Ou, se você quiser mais esticadinho, criação, mal, aliança, exílio, êxodo, redenção, êxodo, redenção, mesma coisa. Então, na perspectiva, na perspectiva bíblica, você se redime quando entende, cumpre, aceita e ama a vontade de Deus. Então, quando Paulo, no final do Paulo Estevam, é engraçado que eu fiz uma palestra, aí eu falei assim, então no final do Paulo Estevam, vem Abigail Estevam, aí uma senhora falou assim, poxa, eu não li o livro, eu tô na metade ainda, já contou o final, estragou completamente, ah, no final, fazer o que, né?

Então, no final do Paulo Estevam, Emmanuel deixa claro, Paulo redimiu-se. Por que que ele redimiu-se? Por que que ele redimiu-se? O último teste de Paulo, o último teste, coloca Abigail Estevam e Jesus no meio, morrendo de saudade de Abigail, morrendo de vontade de abraçar Estevam, ele olha para Jesus e diz, Emmanuel, qual criança que procurasse a aprovação do Mestre bem-amado, olhou para Jesus e disse, posso? Gente, isso é o coroamento de uma vida, ele que era impetuoso, só fazia o que queria, acabou, agora é o que… os dois vieram, acho que pode abraçar, né?

É isso mesmo? É essa que é a vontade? É isso mesmo? Aí, Jesus fala para ele, sim Paulo, ser feliz, primeiro me abraça, quem quer te abraçar primeiro sou eu, vem aos meus braços, ser feliz, redimiu, por que redimiu? Porque agora, ele é um ser espiritual, que coloca a vontade de Deus acima da sua própria vontade. E mais, porque nós estamos tão afastados de Deus, que a gente sequer consegue ler a vontade de Deus dentro de nós. A pessoa fala, tem que seguir a vontade de Deus. Hã? Quem? Qual que é a vontade de Deus? Tá bom, eu vou seguir, qual é?

Pergunta errada. O primeiro trabalho que tem que ser feito é afinar um instrumento espiritual para conseguir ler a vontade de Deus no meu coração. Porque Deus se manifesta. Falta de Sousa, né? Deus se manifesta no coração. Então, afinar espiritualmente para eu conseguir saber qual que é a vontade, nessa circunstância agora, qual é a vontade de Deus, a meu respeito. Porque a gente é mestre em saber qual que é a vontade de Deus para o outro. Eu acho, a vontade de Deus para o Júlio, agora, é isso. Eu tenho certeza. Eu posso ver, Deus está falando comigo.

É? E a vontade de Deus a seu respeito? Não, isso eu não escuto. Isso eu não escuto. Eu não tenho que me preocupar, porque não tem um ser humano capaz de saber qual que é a vontade de Deus a respeito do outro. Eu posso intuir, eu posso ser um instrumento, mas saber, não tem jeito. Eu posso saber a vontade de Deus a meu respeito. O que Deus quer de mim? O que Ele espera de mim? É o que o Dr. Ricardo adora dizer, não é, Dr. Ricardo? O que que Deus quer de mim? O que que Ele quer de mim com essa? Esse é o homem, redimido.

Esse é o novo homem, nova criatura, nova criação. Então, para Paulo, não é simplesmente uma questão de vem Jesus, eu tenho uma nova religião, agora sou cristão. Isso é beabá. Isso é beabá. Não é isso. Para ele é o seguinte, encarnou o verdadeiro Adão, o verdadeiro Adão, o verdadeiro homem, o filho que Deus sonhou, o homem que é a imagem e semelhança de Deus. E a partir da vinda dele, uma nova humanidade começa a se formar a partir dele. Por isso ele diz, a cabeça da igreja é o Cristo. Nós somos corpo de Cristo. Agora deu para entender.

Corpo dele. Porque em nós ele se multiplica e nasce um novo homem. Mas a liderança é ele. Ele é o tipo, ele é o tipo mesmo, quando você pega uma máquina de escrever, não é assim? Tem lá o A, bate o A, é o mesmo A. Toda vez que você bate o A, vai ser aquele A. Jesus é o tipo mais perfeito desse ser humano da Terra. Não tem outro. Você pode tentar, você pode ser muito talentoso, mas não tem outro. Não tem outro. E o que tem a ver Páscoa com isso? Bom, nessa história de que houve uma falha na Aliança e a falha gerou o exílio, o exílio, o êxodo, a redenção se dá através da Páscoa.

Então, vamos lá. Só para a gente, porque aí, semana que vem, a gente continua. Deus se preparava para lançar no Egito a décima praga. E as pessoas se assustam, né? Nossa, mas não sabia que Deus praguejava. Então, com o auxílio da doutrina espírita, com o auxílio da doutrina espírita, nós conseguimos distinguir essência de manifestação. Não entendi. Então, tá. Você acorda de manhã, encontra com alguém, você fala bom dia. Correto? Bom dia. Chega no grupo à noite, você fala boa noite. Eu tenho duas manifestações mas a essência é?

Eu estou cumprimentando. Eu estou sendo educado. A essência é a mesma. Mudou a manifestação. Uma das manifestações da providência divina é A lei de causa e efeito. Uma das manifestações de Deus é a lei de ação e reação. Então, é uma sugestão. Quando você abrir o seu Velho Testamento e tiver lá praga, guerra, castigo, reprograma sua mente e no lugar da praga, dez pragas, você coloca assim, dez etapas do resgate, dez etapas da lei de causa e efeito. Porque a lei de causa e efeito é uma das manifestações da lei divina.

Uma das infinitas manifestações da lei divina. Você fala não, não pode, eu não aceito isso. Eu não consigo entender onde está Deus no sofrimento. Como é que pode estar Deus no resgate? Então, eu vou te dizer uma coisa, eu hoje ajoelho, com um joelho só, porque eu não estou podendo ajoelhar com os dois, e agradeço a Deus o meu problema no joelho. Bendito seja Deus pelo meu problema no joelho. Graças a Deus Ele permitiu. E os Espíritos superiores, quando se manifestam nas reuniões, eles dizem assim, Bendita a encarnação de sofrimento que eu passei.

Bendita a encarnação de luta. Alguns mantêm a forma perispiritual da encarnação que ele mais sofreu. Para quê? Para expressar gratidão a Deus por aquela encarnação que foi a mais sofrida que ele teve. Não é isso? Ele se manifesta. Mas, por que você está com essa forma? Você podia estar no… Meu amigo, eu tenho tanta gratidão, tanta gratidão pelo que a lei de causa e efeito me trouxe, pelo resgate, porque me iluminou, me colocou numa condição espiritual tão excelsa, que eu quero ficar com essa forma uns três mil anos, como forma de gratidão a Deus.

É isso. A lei de causa e efeito é manifestação divina. Aqui, as dez pragas. Por que dez? Porque dez na Bíblia é o símbolo da, é o código, símbolo, dez é o símbolo da rebelião do homem contra Deus. Então, doze tribos, dez se rebelaram. Dez é o símbolo da rebelião. Toda vez que a gente briga com Deus, fica de mal dele, é camisa dez. Camisa dez. Dez pragas. São os elementos da lei de resgate que atuam no processo da rebelião. Por quê? Porque o propósito da lei de ação e reação está lá em André Luiz. Qual que é o propósito?

Nos trazer de volta para Deus. Nos trazer de volta. Esse é o propósito. Então, dez pragas. Ele falou, vou mandar a praga. Qual que vai ser a décima praga? A morte de todos os primogênitos. Quando eu digo assim, a morte de todos os filhos mais velhos. Quem que vocês estão desconfiando que está acontecendo? A aliança foi feita com qual filho? O filho mais velho. Você dá para o mais experiente a missão de educar os menos experientes. E ele não faz. A morte dos primogênitos. Semana que vem a gente comenta mais sobre isso.

Mas, já dá pra desconfiar, não dá? Dá pra desconfiar que tem um negócio aqui. Não dá pra desconfiar, gente, que o tratamento aqui é homeopático. O problema é exatamente o filho mais velho. O remédio é a morte do filho mais velho. Aí, ele diz assim, vou dizer pra vocês, se vocês seguirem agora uma orientação que eu vou passar pra vocês, vocês vão ser poupados da morte. Agora eu sigo, né? Depois que está exilado, meu amigo, depois que você está lá, sofrendo, que faz dó, né? E Deus fala, filho, meu filho querido, estou doido pra te resgatar, você tem só que seguir as instruções, pai, manda tudo, já estou adotando aqui, já estou no modo gravador, diga, filho, você vai preparar um cordeiro, um aninho, macho, primogênito, sem mancha, é homeopatia pura.

Vai ficar com ele, nós vamos ver aqui, porque ele ficava um tempo, ficava um tempo, tinha que ficar com ele, tem que criar vínculo, amor pelo bichinho, tá lá berrando, e os dias vão passando, né? Chegava lá no décimo dia, você olhava pra ele e falava, é hoje, tem que matar o bichinho, né? Você fala, vai ser bem, mata o bichinho, não, vai ser bem, não, bem, vai você, pegava o cordeirinho, tinha que sacrificar o cordeiro e colocar o sangue do cordeiro na porta. Quando o anjo da morte viesse, o anjo da morte, ele é um anjo, aí já é uma interpretação minha, eu acho que ele era cego, porque, ou então, cego não, míope, porque ele é o seguinte, hidaltônico, não enxergava muita cor não, mas o vermelho ele enxergava, na porta que ele visse, ele ia matar todos os filhos mais velhos, ele ia chegar na casa, não tinha lá dez casas, ele ia passar uma por uma, ia levar o filho mais velho de cada casa, a morte dos primogênitos, mas na casa que tivesse um sinal do sangue do cordeiro, ele pulava a casa, não, essa é o pulo, pula, vai pra outra, pula, essa não tem, pular, em hebraico, é pesar, páscoa, então, é a festa do pulo, do salto, do saltar, a festa de pesar, e foi uma festa curiosa, nós vamos ver, porque a ordenança é assim, você prepara o cordeirinho, põe o sangue dele na porta, assa ele, tem que ser assado, não pode ser cozinhado, assado, e sim, tem que comer tudo, com erva amarga, pão sem fermento e rápido, porque de madrugada você vai ter que fugir, então, não vai dar pra comer devagar, é refeição, fast food, rápido, rápido, todo mundo tem que ficar preparado, de roupa, pronto para fugir, e comendo rápido, comendo rápido, essa é a festa, essa é a festa de páscoa, da páscoa, que está ordenada em Êxodo, já dá pra perceber, que essa festa possui um conjunto de simbolismos, que apontam para quem?

Para a figura do Filho que viria, do Cordeiro de Deus, que viria, porque Cordeiro de Deus? Porque ele operaria o êxodo da humanidade, o êxodo definitivo, o fim dos exílios na Terra. Vou repetir, o fim de todos os exílios da Terra. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Acabou. Bom, então o chá, café colonial beneficente para a construção da Sede do Ser do Meimei, dia 4 de outubro de 2014, de 18h às 21h, teremos palestra e um evento musical e artístico, uma confraternização, uma tarde com tortas, com café, com bastante… e está sendo vendido no site www.portalser.org na loja do Ser por R$ 25,00, dá direito a comer à vontade, as tortas e tudo, e participar da confraternização.

Então, boa noite para todos, para os internautas, para todos que estão aqui. Eu queria pedir para a Adri fazer a prece para a gente. Pode fazer?

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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