#016 – Estudo do Velho Testamento – Livro Levítico

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Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias nos guia pelo Livro de Levítico, focando nas festas judaicas e seu profundo significado pedagógico e espiritual. O estudo é dedicado a Nestor Masotti, figura importante na tradução de obras espíritas.

O que é estudado neste episódio

  • A Pedagogia das Festas Judaicas: As festas como marcos temporais religiosos que sacralizam o tempo, transformando-o de uma sucessão sem sentido de dias e noites em algo repleto de significado espiritual.
  • A Alegria Espiritual e Comunitária: As celebrações são caracterizadas por uma alegria genuína, advinda da leitura de textos, rememoração de experiências e compartilhamento comunitário, em contraste com alegrias superficiais.
  • O Calendário Religioso Judaico: A estrutura do calendário, baseada no conceito de “Shavua” (período de sete), e sua importância para a compreensão de toda a Bíblia, incluindo profecias e eventos cruciais.
  • As Quatro Primeiras Festas:
    • Páscoa (Pessar): Celebrada no 14º dia do primeiro mês (Nissan/Avive), simboliza a libertação da escravidão no Egito, com o cordeiro sacrificado em lugar do primogênito. O nome “Pessar” (saltar, pular) remete ao anjo da morte que “pulou” as casas marcadas com sangue.
    • Festa dos Pães Ázimos (Rametes): Dura sete dias após a Páscoa, comendo pão sem fermento para lembrar da pressa na fuga do Egito.
    • Festa das Primícias (Bacurim): No 22º dia, celebra os primeiros brotos da colheita, oferecendo a Deus as primícias da produção.
    • Pentecostes (Shavuot): Sete semanas (50 dias) após a Páscoa, celebra o recebimento da Torá no Sinai, a revelação das leis divinas. É um “novo Sinai” para os apóstolos no Novo Testamento.
  • As Três Últimas Festas:
    • Festa das Trombetas (Zicarón Terroir): No primeiro dia do sétimo mês, com o toque do chofar (chifre de carneiro), anuncia o Ano Novo Civil e o Dia da Purificação.
    • Dia da Purificação (Iom Kipur): No décimo dia do sétimo mês, é o dia do perdão, da expiação, ou “o dia do Senhor”, um momento de jejum e oração. João recebeu o Apocalipse neste dia.
    • Festa das Cabanas/Tendas (Sucota): Do 15º ao 21º dia do sétimo mês, dura sete dias e celebra a proteção divina durante a travessia do deserto, quando o povo habitou em tendas. É uma festa de desapego, lembrando que Deus cuida mesmo na precariedade.
  • Festas Principais e Peregrinação: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos são as festas principais, exigindo peregrinação a Jerusalém, o que explica a grande aglomeração de pessoas na cidade em momentos-chave da vida de Jesus.
  • Conexão com o Novo Testamento e Apocalipse: A importância de compreender essas festas para interpretar passagens do Novo Testamento, como a crucificação de Jesus na Páscoa e o Pentecostes dos apóstolos. A simbologia do Apocalipse é profundamente ligada ao ritual de Iom Kipur.
  • Cumprimento Profético: As três primeiras festas se cumpriram com a vinda do Cristo. As três últimas (Trombetas, Iom Kipur e Tabernáculo) representam o apocalipse da humanidade e a transição para um mundo de regeneração, descrito por Kardec como um “mundo de convalescentes”, onde a presença divina é mais intensa na fragilidade.

Reflexões

  • A sacralização do tempo através das festas judaicas oferece uma profunda lição sobre como podemos dar significado espiritual à nossa própria existência, transformando a rotina em oportunidades de conexão com o divino.
  • A estrutura pedagógica das festas, com seus ritos e simbolismos, revela um método divino para educar o espírito, fixando valores e experiências que, uma vez assimilados, transcendem a necessidade do ritual externo.
  • A Festa das Tendas, em particular, nos convida a uma reflexão sobre o desapego material e a confiança na providência divina, lembrando que a verdadeira segurança e proteção vêm da conexão com Deus, mesmo nas condições mais precárias.

Ler transcrição do episódio

Bom, gente, vamos… hoje eu queria dedicar esse nosso encontro ao Nestor Masotti, que desencarnou ontem, foi sepultado o corpo hoje, com certeza está sendo recebido pela Pátria Espiritual. A gente tem um carinho muito especial para o Nestor, porque ele foi o grande propulsor da tradução. Ele recebeu o seu honório lá em Brasília, na época, e quando o seu honório fez a sugestão para ele de… se tem uma tradução da FEB patrocinar isso, ele acatou, recebeu com muito carinho, e auxiliou. Então, a gente fica feliz de saber que ele foi muito sereno, a filha disse que ele estava bastante sereno, nesse momento, foi bem tranquilo, e que Bezerra de Menezes receba ele lá, no rol dos presidentes da FEB, na festa lá no mundo espiritual.

Bom, gente, a gente vai… a gente tinha começado a falar da parte do Levítico, que a gente considera ser uma parte bem gostosa, uma parte mais fácil, porque o Levítico é difícil, mas tem algumas partes interessantes, que são as partes das festas. O que a gente comentava com relação às festas judaicas é que elas têm uma primeira função, vamos dizer assim, a função mais imediata das festas é colocar as pessoas em contato com a dimensão-tempo. Quer dizer, o tempo deixa de ser uma sucessão sem sentido de dias e noites, porque é isso, a experiência sensorial que a maioria das pessoas tem é dia e noite, e aquilo vai se sucedendo dia e noite e parece não haver sentido.

O que o texto bíblico faz, o que a primeira revelação faz, é colocar as pessoas que estavam ali recebendo a primeira revelação num novo sistema de vida. E, nesse novo regime de vida, o tempo não é mais uma sucessão sem sentido de dias e noites. O tempo passa a ser algo repleto de significado, significado religioso e significado espiritual. E, como que se faz isso? As ordenanças de observância do tempo, o que eles chamam de sacralização do tempo, tornar o tempo sagrado, na sua maioria estão no Livro Levítico. Quer dizer, é o Livro Levítico que vai ser a Constituição, o Estatuto que vai estabelecer o tempo sagrado.

Isso é muito importante a gente perceber para o homem bíblico, para o homem que está orientado pela primeira revelação, há sempre uma expectativa por determinados momentos. Como assim? A pedagogia da primeira revelação, ela é uma pedagogia festiva. Olha que interessante, né? As festas são os marcos temporais religiosos. Tudo é comemorado num ambiente festivo, de alegria, comunitário, mas não uma alegria barata, não é a alegria gratuita, aquela alegria que vem da ingestão da bebida alcoólica ou uma alegria que vem porque você está numa conversa descomprometida, ou porque você está se comprazendo em falar mal de alguém, ou desejar o mal, não.

Era uma alegria espiritual. Por quê? Porque era uma alegria que se expressava da leitura de textos, da rememoração de experiências e, o principal, de um compartilhamento comunitário. Olha que interessante isso. Toda a celebração do tempo na cultura hebraica, na primeira revelação, ela é comunitária. Tudo se vive na comunidade. Uma criança nasce, ao oitavo dia, ela é levada para ser circuncidada. E, aquilo é uma celebração, não só da família da criança, mas da comunidade, porque é naquele momento que a criança recebe o nome, é naquele momento que ela é apresentada para a comunidade, é naquele momento que ela é recebida.

Aí, você tem a festa da Páscoa, em que se celebra a libertação da escravidão, a alegria de ser livre, a alegria de ter sido libertado por Deus, sem que essa alegria seja uma alegria tola e barata, como a gente já disse. Por quê? Porque você come também a erva amarga para lembrar dos momentos de dificuldade na escravidão. Então, há um processo de rememoração também do que que foi difícil e do que que foi superado. Então, há aquela alegria da superação, alegria genuína. Depois, nós temos a festa de Pentecostes, por exemplo, que celebra o recebimento da Torá no Sinaí, a revelação de Deus, as leis, as orientações divinas.

Interessante, não é? Porque nós também temos, assim, algumas festas, aniversário do Livro dos Espíritos, cem anos de tal livro, cento e cinquenta anos de outro livro, e aí se fazem congressos. Mas, lá não. Era todo ano a comunidade se reúne e festeja a revelação. Interessante isso, não é? Imagina se toda a família espírita festejasse as obras psicografadas, festejasse os missionários que reencarnaram, que propiciaram a vinda da Terceira Revelação, a própria presença do Kardec. Então, olha o sentido pedagógico que tem nisso, olha a conexão que a comunidade tem quando celebra uma festa dessa.

Isso era tão bonito, porque mesmo quem morava, assim, muito distante de Jerusalém, que não estava no centro religioso do povo, também celebrava a festa. E é exatamente a festa o elemento que conecta todo o povo hebreu. Não importa onde a pessoa esteja, chegou a Páscoa, chegou Pentecoste, chegou a Festa das Cabanas, todo mundo para e observa. Chegou o Shabat, o sábado, todo mundo para e celebra. Não importa onde esteja, a pessoa se sente unida em espírito à comunidade. Isso é muito interessante, muito interessante, porque não é a minha área, mas quem é da área da psicologia, da psiquiatria, eu tenho visto, algumas pessoas têm repetido que um dos fatores que tem contribuído para a alienação das pessoas no mundo atual é a falta de marcos temporais.

Não é simplesmente a falta de ritual, não é isso, o ritual em si, mas dos ritos de passagem. A gente não celebra mais os ritos de passagem. Então, um aniversário é um aniversário, passou o ano, passou o ano, a gente não sente que o tempo tem significado. Olha que interessante. A gente consegue retomar isso, porque as festas, as natalinhas, tudo vai se deturpando e a gente acaba perdendo a graça por aqui, não por não enxergar a beleza daquela data. Mas, pelas comemorações serem tão deturpadas mesmo, aí a gente acaba querendo ficar perto, dentro de casa, e seria bom que a gente conseguisse retomar o sentido real das coisas.

O próprio aniversário hoje é um evento onde a única coisa que você não pensa é agradecer pela vida daquela pessoa. Exatamente, exatamente. E aí você fala, as pessoas ficam às vezes constrangidas de um Natal, eu vi aqui uma coisa curiosa, toda vez que chegava o Natal, o Chico recebia um poema da Maria Dolores, um poeta, tinha uma coisa especial assim com o Natal, ele mandava cartinhas e bilhetes para centenas de pessoas. Mas, assim, aquela celebração verdadeira, da vida de Jesus, do nascimento do Cristo, e não essa coisa comercial de presente, quer dizer, não tem isso nas festas, nessas festas do Levítico, não tem essa coisa de dar presente.

O presente é a presença, é o celebrar, é celebrar junto, era o grande presente, não tinha essa coisa de dar coisas, ter que comprar. E, hoje, tudo virou assim. Então, no casamento você está mais preocupado com o vestido, com a roupa e com o presente que vai comprar do que com a celebração de quem está casando. Não tem muito sentido, as coisas saem um pouco do sentido. E, é o que nós vamos perceber aqui, estou só falando em linhas gerais, mas nós vamos ver cada festa aqui, agora, como que ela marca o tempo, como que cada uma tem uma característica, como que há uma preparação e como que as pessoas se reúnem.

A maneira como elas se comportam durante essa festa e como que Jesus, sem ser ritualista, porque Jesus aconselhava a não ser ritualista, mas como que Ele vivia esse momento na essência. Isso é que é bom. Por saber dessa importância das festas, será que foi por isso que o primeiro grande feito de Jesus foi na festa nas Boas de Cana? Nas Boas de Cana. E, assim, engraçado, Sheila, porque você pega, por exemplo, o Evangelho de João. Já se sugeriu a alguns comentadores que o Evangelho de João, é nítido isso, você pode dividi-lo nas festas.

Você tem momentos, como se fosse uma escadinha que vai subindo até chegar no ápice, sempre é festa. Então, começa as Boas de Cana, mas diz assim, e Ele foi para Jerusalém. Quando Ele vai para Jerusalém, é porque é uma festa. Ou é Páscoa, ou é Pentecostes, mesmo a Atos dos Apóstolos. Começa a Atos dos Apóstolos com Pentecostes, a festa de Pentecostes. Essa marcação das festas e o momento mais lindo, assim, que é quando aproxima a Páscoa, e aí Jesus fala, eu anseio muito comer essa Páscoa convosco. Olha que interessante, né?

Quer dizer, a última coisa que Ele quer fazer é reunir o colégio apostólico e comer a Páscoa. E é bonito, olha como que isso é bonito. Muita coisa do rito original da Páscoa tinha se perdido pelos próprios judeus, e alguns elementos foram recuperados com a leitura do Evangelho, dos Evangelhos. Os Evangelhos guardam tradições que são originais da verdadeira celebração da Páscoa. Por exemplo, cantar o Halela, os salmos, porque na Páscoa você canta os salmos, e você tem os salmos que se canta, é uma pastinha de música, né?

Igual tinha lá, que o Júlio criava lá na Precursor, né? É uma pastinha de música, sempre começava, qualquer primeira, ia até a última. Inclusive com o Halela, que é o salmo que fala do Aleluia, Aleluia, né? Toda uma celebração. Depois você fazia a prece, aí tem a bênção do pão, a bênção do vinho, a leitura, a pergunta, tudo segue até você comer o cordeiro, comer a erva amarga, comer o pão, tudo isso com um significado. Quer dizer, nada era feito. Eu não vou lá simplesmente comer o cordeiro. Você tinha uma ordem até para comer.

Come o pão, come a erva, porque quando você come a erva amarga, é para lembrar o quê? Como que é duro ser escravo. Quando você come o pão sem fermento, é para lembrar como é duro ter que comer com pressa, comer fugindo. Como que é ruim você não ter tempo para comer? Não ter tempo para parar e saborear. Ter que comer um pão que não deu tempo, nem de fermentar. E, quando você come o cordeiro, lembrar o quê? Para que a gente fosse libertado, que era o sentido da Páscoa, alguém teve que se sacrificar. Olha, tem todo um significado.

Então, aquele ato, aquela festa, ela é celebrada dentro de um contexto espiritual. O sábado, por exemplo, ele começa com o acendimento das velas, que representam as luzes da revelação divina, a própria luz de Deus. Então, você pega aquele ambiente escuro, que é quando começa a anoitecer, o dia começa, a unha está a descer, na cultura hebraica, começa a escurecer e começa o dia. E, aí, começa o sábado nesse momento, aí acendem-se as velas. E, aí, a família se reúne em torno da mesa, canta, celebra o sábado, tem a leitura, os textos que você lê, é uma coisa interessante.

Pena que foi desvirtuado depois, né? Virou puramente ritualístico a ponto de Jesus dizer, olha, o sábado foi criado por um homem, não o homem criado por sábado. Porque o ser humano desvirtua tudo. Mas, na essência, no comando do Levítico, a intenção, a pedagogia, porque isso aqui é uma pedagogia, isso é importante a gente dizer, todas essas festas, todas essas celebrações são recursos pedagógicos para que os espíritos sejam conectados a um nível de espiritualidade. Quando você atinge esse nível de espiritualidade, não precisa mais do recurso pedagógico.

Isso é importante. Alguém que já aprendeu a matemática não precisa mais de joguinho, de abaco, de nenhum elemento pedagógico para aprender, porque ele já assimilou, o pensamento dele já é abstrato, ele já raciocina a matemática. Você não vê um adulto com um caderno de caligrafia, tá certo que até alguns precisariam realmente comprar, né? Mas, você não vê um adulto ali com um cadernozinho de caligrafia fazendo letra, porque ele já aprendeu a escrever a letra, pelo menos, né? A letra, pelo menos. E, você não vê um maestro ali treinando nota, ele já está num outro patamar.

Mas, ele teve que passar por aquela fase da fixação, que é a proposta do Levítico. E, que fase são essas? Vamos lá, né? Só pra gente não ficar assim muito teórico. Bom, nós já comentamos que tudo gira em torno da Shavua. Escreve Shabua com B, mas se pronuncia com V, como no espanhol, né? Shavua. Shavua é um período de sete. Tudo é sete. Então, vamos lá. Na tradição do mundo hebreu, você tem os meses, os meses recebem um nome, mas, se ele é o primeiro mês, o segundo, o terceiro, o quarto ou o quinto, tem dois calendários.

Tem um calendário civil, um calendário político e um calendário religioso. Então, o primeiro mês religioso não é o primeiro mês do ano civil. Não é o ano novo. Nós vamos aqui, como o ano novo foi uma criação da política, da organização social, nós não vamos comentar aqui. Nós estamos interessados aqui no aspecto espiritual religioso. Então, nós vamos analisar o ano religioso, o calendário religioso judaico. Toda a Bíblia está estruturada nesse calendário. Então, a primeira pergunta, pra que eu tenho que estudar isso?

Pra que? E a resposta é simples. Se eu marcar um compromisso com você, como que você vai saber o dia e o mês? Porque nós temos um calendário comum. Não é? Porque imagine que eu chegue pra alguém aqui no Brasil e fala assim, olha, eu vou lá na sua casa, no mês do tigre, na quarta parte. Aí você vai falar assim, olha, não quero ser indelicado não, mas aqui no Brasil a gente segue o calendário gregoriano. Que mês é esse? Então, nós temos uma base comum. A Bíblia, toda, toda a história bíblica se dá com base nesse calendário.

Toda referência que se faz a tempo, ao que aconteceu ou ao que vai acontecer, inclusive as profecias, são tomadas como base esse calendário. Então, se a gente não conhece esse calendário, se a gente não consegue raciocinar em cima desse calendário, alguns trechos, principalmente das profecias, não tem sentido. Por exemplo, não faz sentido se a gente não conhece esse calendário. Por que que Jesus foi crucificado na Páscoa? Por quê? Por que que os apóstolos foram tomados pela inspiração superior no início do ato dos apóstolos na festa de Pentecoste?

Por quê? Por que que eles estavam em Jerusalém? Porque era festa de Pentecoste. Por que que tinha aquela multidão de estrangeiros em Jerusalém? Porque era festa de Pentecoste. Por que que eles falaram inspirados pelas línguas de fogo? Porque era Pentecoste. Tudo isso está ligado ao sentido da festa. Então, nada vai fazendo muito sentido se a gente não entende essa agenda, esse calendário. E, como é que começa esse calendário? Então, vamos lá. O primeiro mês religioso. O primeiro mês religioso coincide com a nossa no hemisfério norte com a primavera.

Então, abril, maio. Abril, maio. Nesse primeiro mês, no décimo quarto dia, começa a Páscoa. Então, importante isso. Começou o primeiro mês? A primeira referência? Eu conto. Sete mais sete. Aqui já começou o sete. Ou, falando já numa linguagem hebraica, né? Passadas duas chavuas do primeiro mês, começa a Páscoa. Olha que interessante. Pessar. Páscoa em hebraico é Pessar. Pessar vem do verbo pular, saltar. Por que isso? Os hebreus estavam escravos no Egito. As casas deles eram misturadas com as casas dos egípcios. Veio uma mensagem dizendo que eles marcassem as suas casas com o sinal do sangue do cordeiro.

O anjo da morte viria na casa que tivesse o sinal do sangue do cordeiro, a morte pularia, saltaria aquela casa. Daí a palavra salto ou pulo, Pessar. Páscoa. Isso é que é Páscoa. A morte te pulou. Ou, na linguagem popular, me erra. Mais ou menos assim. Vem o anjo da morte, você fala pra ele, me erra. Pula a minha vez. Eu não quero que seja agora. Me inclui fora dessa. Olha que interessante. Ou seja, para que o filho mais velho daquela família, porque só morreram os primogênitos, que é o primogênito na família hebraica, que é o filho mais velho, depois do pai, ele é que é o responsável pela segurança da família.

Se a família correr risco, ele dá a vida pra salvar a família. Ele tem a maior responsabilidade, por isso que ele tem a maior parte na herança. Olha que interessante. Naquele dia, para que o filho mais velho de cada família não morresse, o cordeiro teve que ser sacrificado. Aqui tem um simbolismo profundo. Um cordeiro, macho, primogênito, teve que ser sacrificado no local, no lugar do filho mais velho. Aí, o anjo chegava, via o sinal, pulava aquela casa, a casa que não tinha sinal era casa de quem? Casa de egípcio.

Morreram todos os primogênitos das famílias egípcias. É claro que isso é uma parábola. Isso é uma parábola. É uma história parabólica. E foi um luto menos nas famílias que tinham observado a Páscoa. E, aí, o faraó ficou apavorado e, ao mesmo tempo, enraivecido, libertou o povo, mas, depois, saiu perseguindo e, aí, houve o êxodo, a libertação da escravidão. Então, pensa e começa. Duas shavuas, dois sete, você conta sete, sete começa a Páscoa. Agora, que interessante. A Páscoa começa no décimo quarto dia desse mês aqui, Nissan, que é o início, o mês de abril aqui, vou pegar o nome direitinho aqui para não ter erro, o mês de Avive ou Nissan, que é o primeiro mês do calendário religioso, mas é o sétimo mês do calendário civil.

Tudo sete, né? Tudo sete. Interessante isso. Isso, é o primeiro mês do calendário religioso, ele abre o calendário religioso e é o sétimo mês do ano civil. Nissan ou Avive. Agora, quanto tempo dura essa celebração? Sete dias. Sete dias. Por quê? Porque aqui há uma sobreposição de festas. O primeiro dia começa a Páscoa, então você celebra, na hora que anoitece, acende as velas, faz toda a cerimônia, nós vamos estudar cada elemento desse, né? Depois, você fica sete dias comendo pão sem fermento, que é uma outra festa que está juntinha com a Páscoa, que é a festa dos pães ázimos ou pães sem fermento.

Sete dias que dura. Depois, o que a gente faz? Sete dias depois de terminar pães ázimos, há a festa das primícias ou Bacurim. Então, tem Pêssar, o Rametes, que é do pães ázimos, depois, terminou, dura sete dias, terminou, você conta mais sete, aí começa a festa das primícias. Vigésimo segundo dia. Olha que interessante, né? Que aí você contou, sete, sete, sete, vinte e um, festa das primícias. O que é a festa das primícias? Nasce no plantio judaico os primeiros brotos de cevada. Quando surge a primeira produção agrícola, é sagrado.

Você vai lá, pega aquilo, queima para oferecer a Deus as primícias. É bonito, né? O início da produção, o iniciozinho, o brotinho, quando está começando, oferece a Deus as primícias. E aí, adivinha, depois dessa da Páscoa, você conta sete semanas. Qual a festa que é? Pentecostes. Em hebraico, a festa se chama Shavuot. Shavua é a semana, o período de sete dias. Plural de Shavua, Shavuot. Então, festa das semanas. Por quê? Porque ela é sete semanas depois da Páscoa. Em grego, sete semanas, quarenta e nove dias. No quinquagésimo dia, quinquagésimo em grego, pentecoste.

Ou festa do quinquagésimo dia, festa das semanas. Aí, você celebra a festa das semanas. O que que se celebra na festa das semanas? Nessa festa, selebra o recebimento da Torá no Sinai. Ou o dom da Torá. Dom no sentido não de dom de habilidade, não, dom de doação. A doação da Torá. Deus doou a Torá no Sinai. E aí, a gente celebra Shavuot. Tem a ver com revelação espiritual. Tem a ver com aquilo que o mundo espiritual oferece de orientação. E, adivinhem, quando começa a missão dos apóstolos em Jerusalém sozinhos? Pentecoste.

O que que acontece em Pentecoste? Línguas de fogo descem sobre cada apóstolo e eles começam a falar na língua de todos que estavam ali presentes. É um novo Sinai. Um novo Sinai. 50. Pentecostes é a festa do quinquagésimo dia. Em grego, né? Em hebraico é Shavuot, festa das semanas. Você conta sete semanas. Ok? Assim, nós temos quatro festas das sete. É claro, tinha até sete festas, né gente? É claro que são sete festas. Essas são as quatro primeiras. Então, isso aqui tá parecendo ou não tá parecendo aula de pedagogo, de pedagoga.

Você olha para as festas. 14º dia do primeiro mês, sete dias. Passa 21º dia, aí no 22º festa de Bacurim. Sete semanas, Shavuot. Não é? Fica bom nos sete, pelo menos, né? Sete a um. Fica bom nos sete. Vamos lembrar de coisa boa, né? Então, as quatro primeiras festas. Depois, nós vamos para as três últimas festas do ano. Lembrando que aqui Festa dos Pães Asmos, Festa das Primícias são festas menores. Das sete, as grandiosas são três. Nessas quatro primeiras, nós temos duas das principais. Páscoa e Pentecostes. Pêssar e Shavuot, a festa das semanas.

Tá faltando uma. Ela vai estar lá no segundo período lá do ano, junto com outras duas. Então, nós temos quatro num lado e três do outro. Nessas primeiras quatro tem duas principais e lá nas outras três tem uma principal, que é a Festa dos Tabernáculos. Nós vamos ver daqui a pouquinho. Que a Igreja Católica substituiu pela chamada Festa de Ramos. Mas, na tradição hebraica, é a Festa dos Tabernáculos. Por que a gente chama de festas principais? Páscoa, Pentecostes e Tabernáculo? Porque nessas festas há um dever legal e religioso de peregrinação a Jerusalém.

Então, pelo menos o homem, o patriarca, pelo menos ele, tinha que sair de onde ele tivesse, claro, se ele tivesse condições, e se dirigir a Jerusalém. Então, vocês imaginem, na época de Jesus, Jerusalém, uma cidadezinha pequena, com cem mil, cento e cinquenta mil habitantes, ficava com mais de dois milhões de habitantes durante essas festas. No momento em que Jesus foi crucificado, era Páscoa. Jerusalém estava repleta de gente, de tudo quanto é lugar. Hebreus, né, moravam em outros lugares e que vinham pra Jerusalém.

Da mesma maneira, Pentecostes, da mesma maneira, Tabernáculos. Então, quando a gente abre o Evangelho de João e o Evangelho de João está todo dividido em festas, porque Jesus vai a todas essas festas, e ele sai da Galéria e vai pra Jerusalém, pode-se confiar que é uma festa. Ele está indo lá. Aí, a cidade está cheia e aí ele faz alguma coisa importantíssima, geralmente ligada ao significado daquela festa. Mas, aí são cenas dos próximos capítulos. Vamos entender as primeiras festas. Bom, adivinhem, nós já vimos quatro festas.

A quinta festa, quanto tempo depois da Páscoa ela ocorre? Eu vou dar uma dica. Nós começamos assim, Páscoa, aí você contou sete dias. Depois você contou sete semanas. Depois de semana vem? Então, a próxima festa, a quinta festa, é no sétimo mês. Sete dias, sete semanas, sete meses. No sétimo mês, no primeiro dia do mês, tem a festa de Zicarón Terroir. É a festa das trombetas. Festa, eu acho que o vento aqui está um pouquinho forte. A festa das trombetas. Nós chamamos de trombeta, mas não confundir com instrumento musical.

A trombeta que está no Apocalipse, a trombeta que está na Bíblia, não tem nada a ver com a trombeta dos filmes da Idade Média, que a gente assiste, que não é instrumento musical. Essa trombeta aqui é o chifre do carneiro, o chofar, é um berrante. Quem vê aquele pessoal com o boi, guiando o boi, tira aquele chifrão de lá, é um berrante. Só que ao invés de ser o chifre do boi, é o chifre do carneiro, é o chofar. No sétimo dia, primeiro dia do mês, toca o chofar. Importantíssimo, porque está anunciando o Ano Novo Civil.

O primeiro mês do calendário civil, é o Ano Novo, é a festa de Ano Novo. Está anunciando a festa de Ano Novo. Mas, a trombeta também está anunciando um dia importantíssimo, importantíssimo, que vai ocorrer dez dias depois da festa da trombeta. Aqui mudou, entrou um dez aí, mas vocês vão ver aqui que está tudo certo, eu chego lá. No décimo dia, tem a festa de Iom Kipur. Kipur significa purificação, literalmente significa o dia da purificação. Também conhecido como o dia do perdão, o dia da expiação, o dia da purificação ou simplesmente o dia do Senhor.

Toda vez que a gente encontrar no Novo Testamento ou no Velho Testamento, dizendo assim, o dia do Senhor, é Iom Kipur, é essa festa aqui. Tem que lembrar disso. Você fala o dia do Senhor, ah, um dia, fica vago. As vezes a gente lê o Novo Testamento ou lê o Apocalipse e fala assim, no dia do Senhor, vai falar, que dia que é esse? Falou o dia do Senhor, pode saber que é Iom Kipur. Apocalipse começa assim, João fala, no dia do Senhor fui arrebatado e tive uma visão, que dia que era esse? Iom Kipur. João recebeu o Apocalipse no Iom Kipur.

Isso é significativo, porque dá o tom todo do Apocalipse. Todo o Apocalipse, tudo na forma, é o ritual de Iom Kipur. É tanto que você toca, não tem trombeta, não tem selo, não tem taça, tudo aquilo está dentro do ritual de Iom Kipur. É interessantíssimo isso. Então, olha como é que é importante. Depois, no sétimo mês, olha que interessante, no primeiro dia do sétimo mês, trombetas, chofar, o chifre do carneiro, no décimo dia, Iom Kipur, no décimo quinto dia, sete, mais sete, começa a festa das cabanas, das tendas, ou festa de sucota.

O que que é isso? Se as festas começaram com a Páscoa, que é a celebração da libertação do Egito, as festas se encerram com tenda, que é a morada dos hebreus depois que eles foram libertados. Durante a travessia no deserto, eles habitaram em tendas. Quem que deu proteção a eles? Quem que cuidou deles? As tendas. Sobre essas tendas estava a nuvem da glória, a nuvem da presença de Deus. Nessa festa, que durava sete dias, então ela vai do décimo quinto dia até o vigésimo primeiro. Ou seja, a festa das tendas trombeta começa no primeiro dia e a festa das tendas termina no vigésimo primeiro.

Então, é quanto? Sete, mais sete, mais sete. No sétimo mês, você passa vinte e um dias em festa. Agora, a pessoa não vai pensar em rave, em forró, porque o Yom Kippur é um dia de jejum, de oração, e isso é uma festa. Então, pra gente não confundir um pouquinho as coisas, né? Porque a festa aqui, ela tem um sentido espiritual. Você tem momentos de introspecção e momentos de alegria. Na festa das tendas, é divertidíssimo para as crianças. A família tem que sair de dentro de casa e todo mundo acampar durante sete dias numa tenda, inclusive pra fazer comida, tomar banho e tudo mais.

Então, já deu pra perceber. E quem não tem um espírito assim de escoteiro, de escoteiro, vai sentir uma certa dificuldade. Sete. Então, imagina assim, Júlio, Sheila, Bernardo, Bianca, tudo dentro de uma tendazinha e ali cozinha e toma água e sem internet, sem facebook, sem whatsapp, ali na tenda. Pra quê? Pra lembrar que durante a travessia no deserto, Deus cuidou do povo e o povo morava numa tenda. Eu chamo que é uma festa do desapego. O que que eu preciso ter pra me sentir protegido por Deus? Esse é o sentido da festa.

Uma tenda. Uma tenda. É. E ali a família tem que se unir, né? Porque hoje, você imagina uma televisão em cada quarto, cada um num cômodo, né? E, de repente, a família toda reunidinha ali, sete dias, debaixo de uma cabana. Imagina! O que que acontece? O que que acontece? É interessante isso, né? Uma das coisas, por exemplo, que o Amir Klimk fala nas suas palestras, diz ele, né, abre aspas, o difícil não é pegar um veleiro e atravessar e dar a volta ao mundo. Não é isso que é o difícil. O difícil é você se desapegar de um tanto de coisa que você acha que você precisa e, na verdade, você não precisa.

A gente vê isso no filme Náufrago do Tom Hanks, né? Ele fica um tempão na ilha deserta, quando ele volta, aí a pessoa fala assim, você quer leite desnatado ou sem ser desnatado? E, aí, ele olha a pessoa e fala, meu Deus, eu comia no Peixe Vivo, arranquei dente com a unha, dormia nas pedras, eu quero leite desnatado. E, ele começa a achar tudo aquilo uma coisa sem sentido, né? Ele deita no tapete, por quê? Até a cama passa a ser sem sentido, né? Quanto que a gente vai criando necessidades, vai criando, criando necessidades, criando necessidades.

É uma festa de tabernáculos, a Festa das Tendas, ela é um tratamento de choque, uma vez por ano, sete dias, para você desapegar, desapega, é o nome da festa, desapega. E, de trombetas até tabernáculo, dura vinte e um dias, e é no sétimo mês. Então, tudo aqui é sete, né? Está aqui o esquema, um desenhozinho, depois a gente coloca aí no site, né? A primeira vez que eu faço uma promessa, o Júlio treme. O Júlio treme. O Júlio treme. Quando a promessa vai colocar, cadê o esquema, né? Todo esse esquema setenário, só lembrar que tabernáculo tem uma importância muito grande, muito grande, por quê?

Quando a gente abre o Evangelho de João, capítulo um, que diz que o verbo se fez carne e habitou entre nós, a palavra que está lá não é habitar, a palavra que João escolheu é tabernacular, arma-tenda. Na verdade, João disse assim, e o verbo se fez carne e armou sua tenda entre nós. Muito importante isso, vale a pena a gente gastar um tempo para entender as festas, porque João está querendo dizer que a vinda do Cristo à Terra teve a brevidade, foi tão rápido quanto armar uma tenda e teve o significado de uma tenda armada.

Ou seja, ele de fato não veio para ficar muito tempo e não veio para acumular nada. O filho do homem não tem onde repousar a cabeça, disse ele, né? Veio mesmo, armou uma tenda rapidinho, fez o que tinha que fazer, guardou a tenda e se foi. Tabernaculou entre nós. E é bonito também, porque João está querendo dizer que a permanência de Jesus entre nós foi uma festa do tabernáculo. E olha que interessante, o que está ligado ao tabernáculo? A festa do tabernáculo está ligada à nuvem da glória de Deus acompanhando o povo no deserto.

A festa do tabernáculo era um símbolo da proteção de Deus. Quando você acha que menos tem, quando você acha que está mais desamparado, porque você está em uma tenda e não tem nada, é quando Deus está mais próximo. Não é engraçado? A gente sente mais a presença de Deus quando fica doente. Uma coisa boa para sentir a presença de Deus, romper menisco, canal no dente é ótimo também, ótimo. Cólica renal, perfeito. Você entra numa conexão com Deus, gente. Cólica renal, sobretudo, porque quando você perde o chão, quando dá a sensação de que você perdeu, é onde você sente a nuvem da glória, que era a presença de Deus, o tabernáculo.

Então, essa festa está cheia de significados e nós vamos ver isso, o sentido espiritual disso tudo, mas já dá para perceber. Eu queria até ver a opinião das meninas aqui, que são pedagogas. Não é realmente uma estrutura muito pedagógica isso aqui? A montagem não é extremamente pedagógica? Toda parecendo uma maquetezinha que foi, não é, Sheila? Uma maquetezinha que foi montada toda estruturadinha? Sete, sete, sete, sete. E isso era celebrado, gente, todo ano. Mais de dois mil anos esse povo. Hoje é muito mais, quase cinco mil anos.

Celebrando isso. Ano após ano. Imagina o que que isso desperta no Espírito. Uma conexão com o tempo. Outra coisa, já para a gente finalizar, que hoje eu tenho que terminar à nove. As quatro primeiras festas, Páscoa, Pães, Ásimos, Primícias e Pentecostes, têm a ver com Primavera e Verão. As três últimas festas, Trombetas, Ionquipur e Tabernáculo, têm a ver com Outono e Inverno. Outono e Inverno. Então, numa você tem a explosão da Primavera e do Verão, nas outras, nas três últimas, o recolhimento do Outono e Inverno.

E, Deixando só uma sementinha para a próxima reunião, as três primeiras, profeticamente falando, se cumpriram com a vinda do Cristo. As três últimas representam o apocalipse da humanidade. Trombetas, Ionquipur e Tabernáculo só se cumprem integralmente, só vai se cumprir integralmente quando a Terra entrar na regeneração. Porque a transição planetária e a entrada no mundo de regeneração é o cumprimento efetivo dessas três últimas festas. É o Outono e Inverno da Terra para entrar numa nova Primavera. É por isso que o apocalipse começa João Evangelista dizendo no dia do Senhor, no Ionquipur, ele foi arrebatado, chegou no mundo espiritual e viu a celebração de Ionquipur.

E, aí, ele começa a narrar aquela simbologia intensa que todo mundo fica sem entender porque mistura peregrinação no deserto com o ritual do Ionquipur e aquela simbologia toda e fica todo mundo perdido. Mas, a gente vai ver, eu prometo, esses elementos todos aqui, né, inclusive do apocalipse. Nós vamos pegar item por item o significado disso aqui e porque que todos os profetas bíblicos, quando falam da regeneração da Terra, toda vez que eles falam da regeneração da Terra, eles vinculam essas três últimas festas. Trombetas, que é o Shofar, o toque do Shofar, Ionquipur, que é o dia da purificação ou o dia do juízo, o juízo final, o famoso juízo final, entre aspas, é o grande Ionquipur da Terra e, aí, entra em tabernáculo.

E, é interessante isso porque Kardec descreve o mundo de regeneração como um mundo de convalescentes, pessoas que acabaram de sair de uma cirurgia. Que é exatamente o espírito das tendas, né? Você está habitando em tendas, tudo precário, quase sem nada, mas com uma forte presença divina. Porque você está frágil, você está fragilizado, mas Deus está intenso na sua proteção, no seu amparo. Ficou bom, foi? Está fazendo sentido, agora, a importância disso aqui aqui. Nos nossos próximos encontros, eu vou começar a trazer textos do Novo Testamento, do Apocalipse e do Velho que falam dessas festas e com esses textos, estudando esses textos e estudando as festas, nós vamos ver como é que a gente vai conseguir interpretar um tanto de coisa que parecia um negócio impenetrável.

Nossa, isso é difícil demais! A gente vai ver que vai clarear um pouquinho mais quando a gente conhece essa estrutura do calendário das festas. Quem está sentindo com aquela vontade de fazer uma prece?

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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